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PORTFOLIO ARQUITECTURA

HUGO HUGO MARTINS MARTINS 2012.02


CURRICULUM VITAE

Informação Pessoal Identification

HUGO DANIEL DE ALMEIDA MARTINS 27 de Fevereiro de 1987 Travessa Entre Fontes, Nº47, 4415-809, Sandim, Vila Nova de Gaia, Porto, Portugal telefone 227631946 916866240 fax 227631946 correio hugomartins@live.com hugom4rtins@gmail.com

ARQUITECTO

FORMAÇÃO ACADÉMICA EDUCATION AND TRAINING 2005-2011 Mestrado integrado em Arquitectura Escola Superior Artística do Porto Participação em Conferências, Workshops, Seminários e Exposições de Arquitectura EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL PROFISSIONAL EXPIRIENCE 05.2011 - 02.2012 Estágio de Admissão à Ordem - SCarquitectos APTIDÕES E COMPETÊNCIAS PERSONAL SKILLS AND COMPETENCES Autocad, Archicad, Rhino, Cinema 4D. Artlantis, Vray. Photoshop, Indesing, Illustrator, Office. Utilizador Windows e Mac. Trabalho em equipa e individual, adaptação e flexibilidade à aquisição de novas competências. Capacidade de organização e comunicação, boa relação interpessoal e dinamismo. LÍNGUAS LANGUAGES Português (materno), Inglês, Espanhol (básico) INTERESSES INTEREST Cinema, Musica, Arte, Design OUTROS OTHER Carta de condução,Categoria B Prática de desporto: Futebol, Ténis, Paintball

“A gente tem é que sonhar, senão as coisas não acontecem”. oscar niemeyer


PROJECTOS

habitáculo

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largo do vilar de massarelos

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habitação em banda

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centro de estudos para a 3ª idade

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loja do cidadão

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preencher o vazio, casa do artista 22 __ curso rhino+vray 30 __ Estagio de Admissão à Ordem 32 __ concurso

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HABITÁCULO

arq. nicolau brandão, projecto i O Habitáculo insere-se num terreno plano, onde existiu um exercício anterior, a malha, e demarcase desta pelo afastamento e pela vegetação que o vai envolver. Com o objectivo de criar um abrigo temporário para um individuo, e partindo das funções básicas como repouso, higiene, alimentação e convívio eventual foi criada uma poética de habitar equacionando cada espaço à sua função. Privilegiei a sala, reforçando a sua função com um espaço amplo e bem iluminado e com um forte contacto a natureza que a envolve. Considerei fundamental a existência de uma lareira, pelo simbolismo alusivo à família, realçando-a através da centralidade que ocupa neste espaço criando um eixo simétrico onde crio uma clarabóia perfazendo dois sistemas de iluminação para o dia e para a noite. Achei imperativo a proximidade da zona de alimentação à zona de convívio e também à zona de preparação de alimentos, orientados a nascente/norte. A zona de higiene com sanitário e lavatório situa-se no arranque do acesso vertical, acessível às visitas, ficando o espaço de chuveiro mais reservado na zona de quarto. A zona de repouso “isolei” do restante funcionamento do habitáculo, dotando este espaço duma maior privacidade.

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texto sobre a obra e tal, letra muito bonita esta, estou a gostar muito, simples, fina e tal.. porreiro pahh! ora bem, portanto o texto iráPORTO repetir-se arq. luis rodrigues, projecto ii com estar formataçao e estes alinhamentos até onde for necessario.

LARGO DO VILAR DE MASSARELOS, Para este projecto era pretendido um largo, para a população de Massarelos, num terreno expectante. Neste grande terreno a localização do largo era fundamental e procurei aproximar o mais possível da população.

Não ahhh ç já ta fixx

Este espaço que surge a uma cota mais alta, demarcando-se desta forma da rua, criando a ideia de palco, não havendo no entanto uma restrição no acesso. Decidi apoiar este largo com alguns equipamentos, um café de apoio à praça, já que comporta uma função semelhante, privilegiando o convívio. Este edifício surge também numa plataforma que se levanta para fazer os acessos ao parque de estacionamento e coberto depois pela topografia do terreno. Um parque de estacionamento por baixo do largo de forma a resolver o estacionamento existente ao longo de toda a rua de Massarelos. No restante terreno resolvi criar um espaço lúdico, o Parque de Massarelos, com vista para a Arrábida. Devido à diferença de cotas resolvi localizar um elevador em alternativa à rampa. Procurei hierarquizar os percursos, ligando os diferentes pontos que ladeiam o terreno, criando espaços, marcados por plataformas em pedra ou marcado pela localização das árvores, ciando zonas mais iluminadas ou mais sombrias, os percursos sinuosos quando se intersectam criam momentos distintos, procurei preservar ruinas como memória do passado, como uma série de pilaras existentes.

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HABITAÇÃO EM BANDA, MASSARELOS, PORTO arq. luis rodrigues, projecto ii

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Para este exercício era pretendido um conjunto habitacional de 16 fogos no Campo do Rou. Procurei então um edifício em tira que albergasse o programa e que se adapte aos acidentes do terreno libertando espaço de jardim em torno do mesmo.Esta volumetria vai pousar levemente no terreno, assentando sobre o terreno à cota mais alta e depois sobre pilotis. A entrada em cada fogo teve por mim um cuidado especial, revelando-se posteriormente um elemento importante do projecto. À volumetria pura comecei a subtrair matéria, criando reentrâncias mais ou menos definidas que me daria uma expressão a toda a composição. Esta postura tornou-se fundamental na organização de todo este projecto, pois foi através destas reentrâncias, de focos de luz criados, que vou marcar as entradas para cada fogo, que é feito em escada, marcando assim também simbolicamente as entradas. Estes focos de luz que rasgam verticalmente o edifício, vão também servir para iluminar a zona de garagens que se situa debaixo. No interior dos fogos, que variam predominantemente da tipologia T3 e T2, podendo estender-se a T1 e T4 pontualmente, estes organizam-se em torno da entrada e destes focos de luz, que organizam o espaço interior. Normalmente o primeiro piso está associado às zonas de serviços e convívio, restando o piso superior para as zonas de quartos, privilegiando de melhor privacidade. A entrada de luz nas tipologias vai acontecer através de aberturas que criam um certo dinamismo, criando uma iluminação distinta ao longo do dia, recorrendo por vezes a reentrâncias para harmonizar a composição.

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CENTRO DE ESTUDOS PARA A 3陋 IDADE, PORTO arq. ant贸nio barbosa, projecto iii

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Este foi um trabalho, que gostei imenso de fazer, foi a primeira vez que abordamos um programa, mais colectivo, e motivou-me imenso, ser um programa, não muito usual e ate pioneiro, com o programa projectar um centro de estudos para a 3ª idade. Um aspecto que achei fundamental após um pequeno trabalho de investigação e análise das obras existentes relacionadas com o nosso programa foi a importância do espaço de estar, e do encurtar dos espaços de circulação ao máximo, tendo sempre adjacentes espaços de estar. Um dos exemplos disso, a obra de Alvar Aalto, em que aumenta largura ao corredor que percorre todo o edifício e adoça-lhe espaços de estar transparentes para o exterior.

Para este projecto, algumas condicionantes provinham do exercício anterior, todo um esquema de percursos a garantir, não cortando nem afunilando este percurso que liga a praça proposta à rua da constituição. Foi então nesta base que tentei moldar o edifício, de modo a que não criasse barreira física ou pedonal a este percurso, mas que ficasse adjacente, criando uma nova história no percurso. O jardim, muito aberto, liguei a praça da rua da alegria, à cota mais alta da rua do Lima e à rua da Constituição, sendo estes percursos orgânicos e sinuosos. O que fiz foi então criar um percurso bem delineado até à rua da Constituicão, e criar uma zona mais ampla para a recepção ao edifício, com alguns lugares de estacionamento e uma zona de passagem dos automóveis ou carrinhas, para transporte dos idosos, delimitada.

No primeiro piso tentei juntar as áreas mais sociais, como sala de estar jogo, cantina, e outros no segundo reservei para as salas de aulas e oficinas e para a administração. Depois de sermos recebidos na pequena praça, entramos no átrio, muito transparente para o exterior, com grandes envidraçados, perto desta entrada localizei os acessos verticais, com escada e elevadores, os sanitários bar e auditório, para que por uma ocasião especial esta parte do programa possa funcionar autonomamente, a cantina fica adjacente ao átrio, virada para a rua da Constituição, apoiada pela cozinha que se encontra ligada aos arrumos gerais e área técnica, apoiados de uma entrada secundaria reservada a funcionários, virada para a empena a poente. A cantina devido a forma do edifício fica também

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muito aberta para o exterior, e pode mesmo ser estendida para debaixo do volume do segundo piso, para proteger um poço esta zona de estar. Como se pode ver ao longo do projecto, tentei ao máximo evitar corredores, e para isso a estrutura um pouco orgânica permitiume ir anexando espaços de estar ao longo do percurso, como por exemplo, perto da entrada do auditório, onde com intervalos, quem não se deslocar perto do bar, no átrio, pode aguardar perto da entrada do auditório, ou então com o jardim a penetrar o espaço interior do edifício. O auditório com uma entrada à cota do piso, desce para permitir uma melhor visualização do palco, estando esta inclinação fixa pois pensei para festas ou outros eventos, reservar a área do espaço de estar e sala de jogo, que se encontram muito abertos no seu espaço, divididos apenas por uma parede, que pode eventualmente ser removida para este fim. A sala de estar surge então já mais próxima da segunda entrada e fica associada ao espaço de jogo. A zona desportiva fica no extremo do edificio e fica perto da segunda entrada do edifício. Esta zona desportiva é composta por 3 elementos, piscina, balneários e ginásio, os quais resolvi dispor da seguinte forma, no piso do Rés-do-Chão, a piscina e os balneários e no segundo piso o ginásio com acesso directo por elevador e escada da zona de entrada nos balneário, a piscina resolvi dar-lhe pé direito duplo e o ginásio fica virado para cima da piscina, sendo que este ginásio tem acesso ao segundo piso e pode aproveitar tanto o pátio interior como as varandas. Perto desta zona ficam os gabinetes médicos, de assistência social e de enfermagem, pois considerei, que esta fosse a zona de maior risco.

Quanto ao segundo piso, onde resolvi colocar as salas de aulas, uma vez que são espaços que precisam de uma maior concentração e mais afastados dos barulhos e distracções, perto do acesso vertical coloquei os sanitários, e as salas de oficinas que se podem fundir, numa maior. No percurso de acesso a estes espaços tentei abri-los o mais possível, quer através de clarabóias quer de janelões abertos para o exterior. Neste piso criei um espaço de estar amplo e muito aberto, que faz a transição do sector de aulas para o espaço mais de estar, de convívio, que é inclusive, apoiado por um pátio privado acessível. A administração resolvi coloca-la perto da rua da constituição com o acesso rápido logo pelo átrio. A administração beneficia ainda de uma pequena varanda, tanto para o escritório como para a sala de reuniões.

Penso que a resultante da minha proposta realça os valores que pretendi, resultando num espaço muito agradável tanto para os idosos, como para as pessoas do local, não tendo locais sombrios e privilegiando o convívio, motivando dialogo e as relações entre os idosos.

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LOJA DO CIDADテグ, PORTO arq. joテ」o carreira, atelier v

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Situado em francos, o terreno é consequência de uma demolição, resultando numa delimitação por muros de fraca qualidade. Este terreno expectante tem pontos que trazem uma perspectiva diferente sobre o terreno, como é o caso do viaduto, que cria também um desnível no terreno, permitindo uma diferente perspectiva sobre o mesmo. Num enquadramento do terreno podemos dizer que ele se encontra numa zona de transição, entre uma malha mais tradicional, com as ruas Pedro Hispano e Tenente Valadim, e uma outra mais movimentada, um eixo de saída do porto, a Avenida Sidónio Pais. Relativamente ao programa, uma loja do cidadão de uma nova geração, é um por conceito um espaço nobre, com grande importância na sociedade, pois concentra vários serviços importantes para os cidadãos. Neste sentido pensei num espaço amplo, com grandes dimensões e um grande pé direito a um nível central de distribuição, com a entrada relacionada directamente com o espaço expositivo com o objectivo de não confinar a estes, corredores caóticos, característicos deste tipo de espaços com grande afluência de pessoas. Preocupei-me não apenas com o edifico e criei um espaço de jardim, ou seja, um espaço lúdico que se relacionasse com a loja do cidadão. A implantação do edifício surge da tentativa de rematar o quarteirão, abrindo espaço no interior para criar então um espaço lúdico que se relacione com o edifício, permitindo também fazer as ligações convenientes. Não aceitei os muros que envolviam o terreno e procurei resolver de outra forma as empenas existentes, prolongando o jardim até às casas, dando-lhes uma renovada frente, o que me deu outra escala mais adequada para o jardim. A proximidade do edifício à avenida Sidónio Pais cria uma frente urbana que participa na cidade. No entanto procurei proteger o edifício, “escondendo-o” através da topografia e mantendo o alinhamento de árvores – que faz a transição do sistema rodoviário para o pedonal - esta atitude levou a que a entrada não surgisse directamente desta movimentada avenida, criando para isso uma praça de receptação ao edifício, que já se encontra já no interior do terreno e não completamente aberta para a avenida. Perante uma volumetria paralelepipédica e rígida, marquei a entrada através de uma pala, que assinala um ponto de excepção, que se relaciona com um interior marcado pela linha curva que contrasta com a volumetria exterior. A marcação da entrada é feita também pelo grande plano de vidro que este alçado tem, pelo seu carácter de excepção em relação ao resto do edifício. Com este envidraçado pretendo não só marcar a entrada mas também uma extensão do edifício para a praça que o recebe. A entrada é feita para

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o espaço expositivo, havendo ainda um balcão de atendimento. Este espaço expositivo está relacionado com o espaço multimédia. A marcação desta volumetria é feita por dois pisos, a que se destinam a loja do cidadão propriamente dita, onde se encontram todos os serviços, e espaços que se relacionam com o melhor funcionamento do mesmo. O interior é organizado em torno do espaço central, que relaciona todo o edifício, pois abre-se verticalmente a todos os pisos. Ao longo destes dois pisos procurei conjugar os espaços funcionais com espaços de estar, ou espaços de circulação, pautados por zonas de estar. O piso inferior, com um carácter mais social, não quebra com os 2 pisos acima, mas pretende uma relação mais afastada destes, e mais próxima do jardim. Para este piso reservei os serviços administrativos, a sala de actos, zona de cafetaria e restauração e um espaço reservado aos funcionários. O plano envidraçado deste piso inferior, não é apenas para reforçar esta ligação com o exterior mas também devido à iluminação. De resto tentei relacionar sempre o interior com o exterior, ainda que de forma diferente nos pisos da “loja do cidadão” onde tentei dimensionar as aberturas, enquadrando-as com a paisagem. O espelho de água surge não só como resposta a uma necessidade, a nível da iluminação, mas também como um elemento de contemplação, de todo o espaço. Relativamente à iluminação nos dois pisos da loja, esta é iluminada pelo plano da fachada da entrada, assim como pela clarabóia, que se situa na zona em que os pisos se abrem e se relacionam, ou seja, na zona central. Esta vai ser complementada, quando a luminosidade for pouca, por luz artificial, que será feita num plano abaixo da laje de cobertura, escondida por uma tela que permite a passagem da luz, criando, quer através da iluminação natural ou artificial uma iluminação difusa mas constante. Relativamente aos materiais utilizados, optei por betão branco, deixando o material aparente por dentro e por fora. O pavimento é em mármore branco, salvaguardando em algumas excepções, no piso inferior, que optei por um material mais quente, assim como na marcação das zonas dos serviços, em madeira.

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PREENCHER O VAZIO, CASA DO ARTISTA, VILA REAL arq. albino teixeira, trabalho de projecto

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A casa do artista enquadrasse na perspectiva de revitalizar o centro histórico, promovido pela C.M.V.R. é proposto um equipamento que permita alojar artistas, no âmbito de protocolos e parcerias com a Culturval. Com um carácter temporário, este edifício tem que permitir várias funções ajustadas ao tipo de artistas que dela poderão usufruir, nomeadamente músicos, artistas plásticos, actores, escritores, entre outros. O programa prevê a instalação de 6 quartos, sala de estar com “kitchnet” e uma sala multiusos, vocacionada para o ensaio e ou trabalho com boas condições técnicas onde se pretende que se faça uma interacção directa com a população e artistas locais. A primeira ideia de projecto surge da tentativa de explorar as características do terreno, de perceber como se desenvolve, as cotas, os elementos naturais, os afloramentos rochosos, a relação com os vizinhos, que marcam claramente épocas distintas. Procurei um edifício orgânico, que se adapta aos acidentes do terreno, que me remetesse para a paisagem natural que envolve toda a zona, um edifício integrado que se fosse revelando. A volumetria, que pelos volumes criados hierarquiza os espaços, criando momentos distintos na composição. Neste sentido minha proposta contrapõe com a posição de Belém Lima no Museu de Vila Velha, de ocupação total do lote, que parece não permitir encosto. Surge um afastamento que vai marcar a entrada do meu edifício. Uma “brecha” que vai dar a conhecer progressivamente o edifício com momentos distintos. Neste percurso narrativo, começamos por passar por baixo do volume, uma zona mais escura, que cria um certo estrangulamento, com o início da rampa, começamos a ter uma ligeira perspectiva sobre os elementos naturais do terreno, o jardim e o afloramento rochoso, em conjunto com a crescente luminosidade. A curva da rampa acentua esta imagem dinâmica que procurei dar á entrada, de progressivo conhecimento, e aproximação ao edifício, até que se chega a uma plataforma de paragem, de contemplação que marca realmente a entrada a uma cota mais elevada o que nos permite ter uma alargada perspectiva sobre a paisagem. Este terraço panorâmico sobre a paisagem, surge como uma extensão do próprio lugar, que se projecta para a rua, mas também para toda a envolvente. A passagem pelo quarteirão é permitida, no entanto procurei esconde-la, tentando que ela fosse quase uma descoberta, para que não se sobreponha ao espaço de entrada, que pretendo que seja também um espaço de estar. Desta forma, aproveitei a rocha que surge por baixo da plataforma e esculpi os degraus na mesma, criando desta forma uma ligação simbólica, que nos remete para história do local. Nos quartos, quis privilegiar a função de descanso e dormir, no entanto liberto espaço para uma outra zona, de estar e/ou trabalho,

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orientei a nascente, porque considero o mais adequando, mas também porque localizei esta zona virada para a rua mais lúdica e “silenciosa” que se debruça sobre a escarpa do Corgo e se abre para a paisagem. Criando um refúgio para os artistas, um momento de introspecção e de intimidade. A entrada é importante no funcionamento do edifício, pois é a partir daqui que o edifício se desenvolve, fazendo todas as ligações. Neste ponto é visível um conjunto de situações que mostram como funciona. Quando se entra neste espaço percepcionamos em frente um espaço ajardinado, que revela mais um pouco do interior, e que ladeia o acesso à sala, que se desenvolve a uma cota mais baixa, são perceptíveis duas outras ligações, à direita por um pórtico, com 2 metros e quarenta, que nos transmite logo uma noção de espaço mais privado (onde se situam as instalações sanitárias de apoio aos visitantes e aos próprios residentes, assim como o acesso à zona dos quartos), e à esquerda uma rampa ascendente aberta que faz a ligação com o espaço multiusos. A “proximidade” da sala à entrada pretende privilegiar uma relação visual imediata, apesar da diferença de cota, pois considero uma zona importante, de partilha de conhecimentos, de convívio, que pretendo realçar. A sala desenvolve-se à cota da rua e prologa-se para um pátio interior. A cozinha situa-se próximo do acesso vertical e privilegia da ligação ao pátio de carácter mais doméstico, que surge também como extensão da mesma. A iluminação é feita através da abertura para o pátio, mas também através de uma abertura no tecto. De realçar ainda, que da zona da sala há uma relação visual com o volume do espaço multiusos que pousa sobre a sala principal, resultando num pé-direito triplo. A zona de trabalho requer uma atenção especial, pois é a parte do edifício que trás uma nova particularidade para a casa e que impõe a reinterpretação da tipologia. Este novo ambiente foi pensado de forma a estabelecer relações de interacção entre os artistas, ou seja, não é compartimentado, no entanto permite a utilização de painéis amovíveis de forma a organizar o espaço de acordo com as necessidades. Resolvi tratar este espaço dandolhe uma forma, que o justifique na composição. Este volume que pousa sobre a sala, procurei que fosse puro, mas dinâmico, bem iluminado e que respondesse às necessidades deste tipo de espaço multiusos. O acesso a este é feito a partir da entrada, em rampa, completando todo um percurso dinâmico.

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CURSO RHINO+VRAY

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ESTÁGIO

SCarquitectos O trabalho realizado durante este periodo foi bastante produtivo, alargando a minha experiência nas várias fases projectuais. A colaboração extendeu-se a vários projectos em curso, concursos e estudos prévios, desde levantamentos, propostas de loteamentos, hatitações unifamiliares, multifamiliares, reabilitações, equipamentos como lar de idosos, escola de música, ou o cineteatro.

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Concurso Internacional leave & go com ines goncalves, vanessa sampaio e vasco dos santos


PORTFOLIO HUGO MARTINS

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portfolio 2012 fevereiro

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