Issuu on Google+

Sindicato repassa multa cobrada das empresas para trabalhadores(as) Gloria atrasou salários

O Sindetranscol está re-

VerdeVale atrasou oVale Alimentação

passando aos trabalhadores (as) Já para os trabalhadores (as) da Empresa Nossa Senhora da da Empresa Viação Verde Vale Gloria das funções de manuten- que estavam em atividade no ção e administração que estavam mês de dezembro de 2013, a em atividade no mês de dezembro multa pelo descumprimento do de 2013, a multa pelo descumpri- Acordo Coletivo de Trabalho

Nas últimas duas semanas

foram realizadas assembléias para discutir a campanha salarial/2014 da companheirada de nossa categoria nos municípios de Gaspar e Pomerode. Com uma pequena avaliação do que ocorreu no ano passado, definiu-se as reivindicações e como lutar nesse ano.

O centro da luta dos(as)

companheiros(as) é avançar para

2013/14, foi por outro motivo:

Trabalho 2013/14. A empresa no

A empresa, no referido mês,

referido mês atrasou os salários

atrasou o vale alimentação dos

dos funcionários descumprindo funcionários descumprindo o o ACT, sendo assim, o Sindicato ACT e o Sindicato mais uma vez

Começou a campanha salarial de Gaspar e Pomerode

mento do Acordo Coletivo de

na defesa dos trabalhadores (as)

Nas próximas edições do

cumpriu seu papel na defesa dos

fez valer o Acordo assinado e co- trabalhadores (as) fazendo valer brou o descumprimento gerando o Acordo assinado e, pelo seu

EXPRESSO, vamos comunicando uma multa em espécie que será descumprimento está pagando como andarão as negociações e as repassada aos trabalhadores (as). uma multa em espécie que será principais reivindicações decidi- Os pagamentos iniciaram no dia repassada aos trabalhadores (as) desde o dia 14 de abril. das, até porque o espírito de luta 11 de abril na sede do sindicato. da galera que trabalha nas empresas DO VALE (Gaspar) e VOLK-

Já em Blumenau: nova reunião em 16 de maio

MANN (Pomerode) já está muito parecido com Blumenau e vamos avançar juntos(as).

igualar as condições de trabalho e

Javançando

em

novos

remuneração que já chegamos em

direitos para as negociações de

Blumenau, unificando ainda mais

Novembro, nossa data-base por

a categoria em toda a região, assim

aqui. Mais próximo da reunião,

diminuindo desigualdades e injus-

também estaremos divulgando os

tiças que vivemos diariamente.

temas que serão tratados.

Em Blumenau, continuamos aprimorando o nosso acordo

coletivo. Em Maio teremos a terceira mesa de debates com os patrões para discutir problemas existentes no cotidiano de trabalho e avançando em novos direitos para as negociações de Novembro, nossa data-base por aqui. Mais próximo da reunião, também estaremos divulgando os temas que serão tratados.


2

EXPRESSO

Abril/2014

Nossa História

Ao final do século 18 e por todo o século 19 ocorreu uma grande industrialização no mundo, em especial na Europa e EUA. A jornada de trabalho chegava a 17 horas por dia. Os salários eram miseráveis. Não havia nenhum direito trabalhista ou social. É a partir desta realidade começam a aparecer as primeiras lutas operárias. Primeiramente com o movimento conhecido por “ludismo”, onde os operários quebravam as máquinas e incendiavam as fábricas. Em seguida com entidades de ajuda filantrópica e de socorro mútuo, até que surgiram os primeiros sindicatos e, mais adiante, os partidos classistas. A luta era intensa e sempre barbaramente reprimida pelas milícias privadas e a força militar do Estado. É um momento de muitas lutas populares por democracia, direitos sociais e trabalhistas, por liberdade e igualdade. E nesse processo chegamos ao dia 1°de Maio de 1.886, quando inicia-se uma greve em Chicago, EUA. Greve forte. No dia 3 de Maio a greve tinha atingido todas as grande fábricas.

Aparato repressivo do Estado e serviço do Capital Diante da fábrica McCormick Harvester a polícia disparou (ilustração acima0 contra um grupo de operários, matando 6, ferindo 50 e levando para a prisão mais de uma centena deles(as). Um dos grandes líderes do movimento, August Spies, convocou os trabalhadores para uma concentração na tarde do dia 4. No final da manifestação um grupo de aproximadamente 180 policiais atacou violentamente os manifestantes. Foi quando explodiu uma bomba em meios aos guardas, ferindo cerca de 60 e matando alguns deles. Reforços chegaram atirando em todas as direções. Centenas de pessoas, das mais variadas idades, ficaram feridas e muitas morreram.

e d º 1 a Viv

pr hecer sua n o c e d o v pedir o po alh m i m a t n uem trab te q s e a r õ r a t P a . p o s o ad is um feri sua mídia a e m d a idades. m ç e r iv t o u f a o s a m a r r m t o sf ou Co ia, se tran ssa, entre r i rtu o i m a l, m o b a e t ressão, to ra fu p p , o , o e r c s u o a q p r , r a o i c u ch óri de Ma de festas, dade hist li a i i b d a s patrões s o m n E u o . p o e s d d e r n a a d a r ver e su acaba vi se tornar es to escond r a o n p o a r t b a a c p faz festas a s m e é z e b sim o v s m s A a a t r e je al, que ho etida inúm c i p e d r n i omovem a s r r i p o t t , n n T e e U m m C i a e ov bels: um UGT, FS cela do m r a a o p e m o d c n s a i ica ptar gr trais sind n e mo a coo c s e d n uem não s patrões. q as). Gra ( lo s a e e p r a i s o r o d ó d t a is ia trabalh rte financ contar a h a e p r e a t d a n g a s r e er em g romisso d p pior é que m o c o e ab que nos c o s s i r o p É

Patrões assassinos e a justiça a seu serviço

A repressão aumentou ainda mais. Decretou-se a proibição de sair as ruas. Milhares de trabalhadores foram presos, muitas sedes de sindicatos incendiadas, criminosos, gangsteres e até policiais foram pagos pelos patrões para invadir as casas dos trabalhadores, espancá-los e destruírem seus poucos pertences. As lideranças eram brutalmente torturadas e algumas mortas. Assim, a greve foi sufocada. A “justiça” levou a julgamento os líderes do movimento: August Spies, Parsons, Sam Fieldem, Oscar Neeb, Adolph Fischer, Michael Shwab, Louis Lingg e Georg Engel. Em três meses todos foram julgados e condenados. No dia 11 de Novembro daquele ano Engel, Spies, Fischer e Parsons foram levados ao pátio da prisão e enforcados. Lingg não estava mais entre eles: havia se suicidado.

EXPRESSO é uma publicação do Sindicato dos Empregados nas empresas permissionárias no Transporte Coletivo Urbano de Blumenau e Gaspar (Sindetranscol). EDITORAÇÃO ELETRÔNICA MFPG - 11.826.202/0001-03 ENDEREÇO: Rua Érico Hoff mann, 70. Bairro Garcia. Blumenau/SC Fone/Fax: (47) 3041-3121 sindetranscol@terra.com.br www.sindetranscol.com.br

TIRAGEM: 1.200 exemplares


EXPRESSO

Abril/2014

3

Como previu Spies: a luta continuou

o i a eM

ado de 1° c fi i n g i s l rea rigem e o oe o a o m o bem vind ,c e a r i r p ó t m s e i s h é rópria m feriado u , a d i v a anhar ha para g ia Goez i d o m o .C o sem fim ã ç a r lo p x e ando mes g e e s h o c t , a lo n i u s s éc uras, assa is de um s a m e d s dos(as) a o t g lu n s lo a o d a so ria ar a histó fizeram is t a g s e r m valiosos. O se s s o e i d m n ê i r r p b e de sorteios d e sorteios s w o h s m s festas co m grande entude. v ju a a r a lp m especia e , e c e h n o oac

August Vincent Theodore Spies, foi um ativista anarquista nascido na Alemanha, que lutou em defesa dos direitos básicos aos trabalhadores nos Estados Unidos, país para o qual imigrou. Foi julgado e considerado culpado de conspiração e enforcado junto com outros trabalhadores

Arrependimento tardio

Os trabalhadores e o povo retomaram as mobilizações e protestos contra o vergonhoso julgamento. Ficaram evidenciadas as tramas e armação de provas. Seis anos após, em 1.892, o governo de Ilinois anulou a sentença e libertou os 3 sobreviventes. Mas não pode devolver a vida dos assassinados em nome do Estado.

“Se com nosso enforcamento vocês pensam em destruir o movimento operário – este movimento de milhões de seres humilhados que sofrem na pobreza e na miséria, que esperam a redenção – se esta é sua opinião, enforquem-nos. Aqui terão apagado uma faísca, mas lá e acolá, atrás e na frente de vocês, em todas as partes, as chamas crescerão. É um fogo sub-

terrâneo e vocês não poderão apagá-lo”. August Spies, falando aos juízes durante seu julgamento. Assim lutam os oprimidos, até hoje, pela redução da jornada de trabalho. Ele foi enforcado pelos patrões, após a prisão pela polícia e julgamento fraudulento pela “justiça”. Exatamente como ainda hoje os aparatos do Estado e a grande maioria da mídia bus-

cam incriminar líderes e criminalizar os movimentos sociais. O dia 1o de Maio é um dia de luta, assim ele nasceu, um dia de luto, homenagem aos milhões que já lutaram e aos(as) milhares que foram torturados(as) e mortos(as), mas também um dia de festejar porque continuamos lutando. A brutal repressão patronal não conseguiu e não conseguirá nos calar.

O 1º de Maio no Brasil

Manifestação operária em 1º de Maio de 1919 no Rio de Janeiro. Reproduzida da Revista da Semana, 10 de maio de 1919

No Brasil as comemorações do 1o de Maio estão diretamente relacionadas as lutas pela redução da jornada de trabalho. A primeira manifestação ocorreu em Santos –SP, por iniciativa do Centro Socialista, fundado em 1.889. A data foi definida como feriado no Brasil em 1.925, 30 anos depois, por iniciativa do Presidente Artur Bernardes, para esvaziar as lutas e manifestações dos trabalhadores e de sindicatos combativos. Desde então se busca manipular a data com todo o tipo de ati-

vidade: piqueniques, passeatas festivas, churrascos, missas etc. Com Getúlio Vargas o dia ganhou “status” de “dia oficial do trabalho”. Era nessa data que ele costumava anunciar as leis que dizia serem de interesse da classe trabalhadora, mas que já existiam nos países mais ricos, por exigência das empresas multinacionais para se instalarem no Brasil. E cada vez mais se tenta deturpar a verdadeira história deste dia. A realidade do século XXI é idêntica a

infância do capitalismo. Todos os anos são flagrados milhares de pessoas em trabalho escravo e milhares de crianças trabalhando. A grande maioria das lutas do povo são brutalmente reprimidas. A “Justiça” continua sendo usada para nos criminalizar. É por isso que recontamos a história, não deixamos a chama da luta apagar e convidamos a todos(as) para, mais uma vez, nos reunirmos em nossa tradicional feijoada de 1º de Maio


4

EXPRESSO

Abril/2014

>>> Balanço financeiro aprovado pela galera Em assembléia realizada no dia 28 de Maio, os associados do sindicato aprovaram, por unanimidade, o Balanço Financeiro do Sindetranscol no exercício de 2013. O Departamento

Financeiro da entidade apresentou os números de circulação no referido ano, onde foram explicitados os gastos e as arrecadações da entidade. Foram tiradas as duvidas e explicado aos presen-

tes toda a contabilidade do sindicato. O balanço está sendo aqui publicado e toda a documentação comprobatória fica no sindicato, a disposição de todos(as) que queiram conferir.

Prestação de contas Janeiro 2014

Galera: não vamos dar mole pra multas

A Direção do sindicato tem notado, e auxiliado na defesa, muitas multas que a companheirada tem “de bobeira”, sem a menor necessidade. Tem situações que estão claramente colocadas nos regulamentos e que são bem fáceis de cumprir. Algumas até ajudam na saúde da gente e do planeta todo, por exemplo, NÃO FUMAR dentro dos terminais. Vamos listar aqui algumas situações simples e que podemos evitar: 1 – Camisa social dentro das calças/bermudas; 2 – Fumar dentro dos terminais; 3 – Usar fones de ouvido, ou outros aparelhos sonoros, no ouvido e durante o horário de trabalho; 4 – Andar com a(s) porta(s) do veículo aberta(s). E tem uma bem mais grave e importante, mas que também é simples de ser cumprida: NÃO ULTRAPASSAR A VELOCIDADE regulamentar do local e, principalmente, mantê-la dentro dos limites de segurança SEMPRE. E bom trabalho a todos(as)!


Expresso da Categoria ABR 14