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Jales Jales,, 25 de junho de 2010 - Edição 03

GRUPO “A” 0

1

1

2

0 0 x

GRUPO “B” 2

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0

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Concluído às 12h55

GRUPO “C” 0

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GRUPO “E” 1

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1 2 GRUPO “F” 3

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0

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PEDALA BRASIL Brasil

0

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Portugal


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A TRIBUNA

Jales - SP, 25 de junho de 2010

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NÃO FORÇA!

ENREDO À FRANCESA

Maradona quer coroa para Messi

Foi triste o enredo da eliminação francesa na Copa do Mundo. Fim melancólico, sem emoção. Quem acompanhou a história de Raymond Domenech e seus jogadores no Mundial de 2010 não se surpreendeu. A África do Sul venceu por 2 a 1, em uma festa para a fanática torcida local. A maior responsável pelo resultado, no entanto, foi a rival. A França voltou a jogar mal. Faltou empenho. Faltou comprometimento. Enfim, faltaram as mesmas qualidades que os franceses não tiveram nas duas primeiras partidas. E isso é natural. Na derrota para o México, Anelka ofendeu Domenech no intervalo. Dois dias depois, voltava para a França. O elenco, então, se revoltou contra a dispensa. Os jogadores não quiseram treinar, fizeram um motim. O treinador, para o último jogo, mudou meio time. Saíram, além de Anelka, Govou, Malouda, Abidal e o capitão Evra – Toulalan estava suspenso. Entraram Ginac, Cisse, Clichy, Squilacci, Clichy, Gourcuff. Muda-

Lance do único gol marcado pela França nesta Copa do Mundo: trágica participação

ram os nomes, o panorama ficou o mesmo. Aliás, talvez o time tenha até piorado. Afinal, Gorcouf, apontado como um dos pivôs da crise, foi expulso aos 25min do 1º tempo e saiu do campo sem mostrar emoção nenhuma. Pouco adiantou o que Henry fez. Ele entrou em campo e, só por isso, entrou para a história francesa. Che-

GRUPO A

gou a 17 jogos em Copas, igualando a marca de Fabien Barthez - ele seria o primeiro da lista, se não fosse pela teimosia de Domenech. Com o veterano e Malouda em campo, a França melhorou. Mostrou um pouco mais de vontade, fez um gol, em lance de Ribery, e evitou outro recorde: se não tivesse marcado, se tornaria apenas a segunda seleção na história eli-

PG J

minada em duas Copas do Mundo sem marcar nenhum gol. A única, até hoje, a conseguir o feito foi a Bolívia. O triste fim francês, porém, manchou a alegria sul-africana. Com a vitória do Uruguai sobre o México por 1 a 0, os anfitriões jogaram todo o segundo tempo sonhando com a classificação. A equipe de Carlos Alberto Parreira precisava vencer por 4 a 0.

V

E D GP GC SG

GRUPO B

Fez dois, com Khumalo, de cabeça, e Mphela, em trapalhada da defesa francesa. Uma pena, mas foi pouco. Parreira pode ter sido o primeiro técnico a comandar seleções em seis Copas diferentes e, finalmente, ter vencido um jogo em Mundiais com uma seleção estrangeira. Mas foi, também, o primeiro a treinar um país anfitrião que não passou pela 1ª fase.

PG J

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E D GP GC SG

1

Uruguai*

7

3

2

1

0 4

0 4

1

Argentina*

9

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3

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0 7

1 6

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México*

4

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2 1

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Coreia do Sul*

4

3

1

1

1 5

6 -1

3

África do Sul

4

3

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5 -2

3

Grécia

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3

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5 -3

4

França

1

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0

1

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4 -3

4

Nigéria

1

3

0

1

2 3

5 -2

Maradona falou. Em entrevista exclusiva ao diário “Olé” o treinador da Argentina falou sobre diversos assuntos e elogiou o melhor do mundo: Messi.“Messi acabou com os parâmetros. É preciso terminar com as comparações. Ele está para sair de campo com uma coroa”,afirmou. Batendo uma mão na outra, Maradona disse que “eu fui contar ao Messi que ninguém me falou onde eu teria que jogar. Então, eu não teria que decidir onde ele deveria jogar também”. Na entrevista, Dieguito não falou apenas da admiração por Messi. O Pibe também falou dos seus sonhos.“Eu quero ser o último a beijar a taça da Copa, porque os jogadores que conquistarão ela”. Quero ser um homem feliz com a camisa da Argentina. Maradona ainda falou que gosta muito de Mourinho, e que daria um braço para ganhar a Copa.

Leonel Messi é o trunfo do técnico Maradona


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A TRIBUNA

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ESTADOS UNIDOS 1 X 0 ARGÉLIA

Jales - SP, 25 de junho de 2010

ESLOVÊNIA 0 X 1 INGLATERRA

Drama na busca da vaga Dando um bico na crise! Depois de mais de 90 minutos de pressão e sofrimento em Pretória, precisou uma bola sobrar livre para a estrela dos Estados Unidos, Landon Donovan, já nos acréscimos do segundo tempo, marcar o gol da vitória de 1 a 0 sobre a Argélia e garantir o time nas oitavas de final da Copa do Mundo da África do Sul. Ainda assombrados com o erro de arbitragem do 2 a 2 contra a Eslovênia, os norteamericanos sofreram novamente com um gol anulado de forma errada no primeiro tempo, mas de maneira dramática, conseguiram a vitória no final. Além da vaga no mata-mata, o time comandado pelo técnico Bob Bradley também terminou na primeira colocação do grupo C do Mundial e agora irá enfrentar Gana, neste sábado, às 15h30. No outro jogo da chave, a Inglaterra venceu a Eslovênia apenas por 1 a 0, ficando atrás na tabela por ter marcado menos gols, e irá encarar a Alemanha na próxima fase. Os Estados Unidos começaram mostrando que tinham mais recursos técnicos que os ar-

Gol de Landon Donovan deu a vitória e a classificação aos Estados Unidos

gelinos, ficando mais com a posse de bola, tocando com facilidade no meio-campo e saindo de forma mais incisiva ao ataque Mas se os meias iam bem na seleção dos EUA, a defesa colocava todo esse trabalho em perigo. Com menos de 10min de jogo, os zagueiros norte-americanos bateram cabeça em pelo menos duas oportunidades, gerando chances de perigo para a Argélia, com uma delas redundando em um chute na trave. A partir dos 25min do primeiro tempo, a seleção argelina conseguiu equilibrar as ações e até ficar mais com a bola em seus pés, chegando com perigo ao gol rival. Só que os norte-americanos eram perigosos nos contra-ataque.Tive-

ram pelo menos duas boas chances, incluindo um gol anulado de forma errada. No segundo tempo, a Argélia não iniciou tão recuada quanto na etapa anterior, mas também mostrava fragilidade em seu setor defensivo. Sempre que os norte-americanos Donovan, Altidore e Dempsey ficavam no mano a mano com os zagueiros rivais, levavam vantagem. Quando poucos acreditavam que um gol poderia sair para qualquer um dos lados, os norteamericanos conseguiram se superar. Já nos acréscimos do segundo tempo, após bola rebatida pela defesa argelina, ela sobrou livre para Donovan marcar e confirmar a vitória dramática dos EUA.

Depois de dois empates pouco convincentes e um princípio de crise, a Inglaterra mudou. Porém, mais do que novos titulares ou posicionamentos em campo, a equipe inglesa esboçou uma postura diferente e, com isso, conquistou sua primeira vitória ao derrotar a Eslovênia por 1 a 0, na quarta-feira, e garantir sua vaga nas oitavas de final. Além da primeira derrota no Mundial, os eslovenos também viram a classificação inédita às oitavas de final escapar nos últimos instantes. No outro jogo do grupo, os Estados Unidos fizeram 1 a 0 aos 46min do segundo tempo e, com isso, avançaram em primeiro lugar, deixaram os ingleses em segundo e a Eslovênia ficou fora. Agora, a Inglaterra fará o clássico com a Alemanha logo nas oitavas de final, já que os alemães terminaram em primeiro lugar no grupo D. A partida acontece no próximo domingo, às 11h, em Bloemfontein. Os Estados Unidos, por sua vez, terão pela frente a seleção de Gana, neste sábado, às 15h30, em Rustemburgo. Após ter a escalação da equipe questionada publicamente pelo za-

gueiro John Terry, o técnico Fabio Capello resolveu mudar novamente o time titular. Porém, Joe Cole, defendido pelo excapitão do English Team, permaneceu no banco de reservas e foi opção no segundo tempo. As novidades foram Upson no lugar do suspenso Carragher, Milner no de Lennon e Defoe, que ganhou o lugar de Heskey no ataque. Até por essas mudanças, o gol inglês deve ser creditado a Capello, já que Milner, que não teve uma atuação brilhante, fez um ótimo cruzamento e Defoe, com apenas 1,70m, se antecipou à defesa eslovena para vencer o bom goleiro Handanovic e abrir o placar. Além da mudança de jogadores, Capello também alterou o posicionamento do seu meiocampo. Milner, que na estreia jogou pela esquerda, desta vez foi escalado na direita. Com isso, Gerard foi deslocado para o lado oposto, deixando Lampard e Barry mais ao centro. GRUPO C

Fim de jogo! Inglaterra vence e se classifica no sufoco

Grande esperança dos ingleses, Rooney também foi diferente dos dois primeiros jogos. O atacante fez boa parceria com Gerrard e Defoe, chegou a acertar uma bola na trave, mas segue sem balançar as redes. Independentemente do jejum de gols de Rooney, que não marca há sete jogos pela seleção, a Inglaterra soube se desvencilhar da marcação adversária e, com a disposição esperada de uma das favoritas ao título, conseguiu impor seu jogo. Os eslovenos, no entanto, mostraram que não se classificaram à toa e, nos últimos 20min, acuaram os ingleses e por pouco não conseguiram o empate. PG J

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E D GP GC SG

1

Estados Unidos*

5

3

1

2

0 4

3 1

2

Inglaterra*

5

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1

2

0 2

1 1

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Eslovênia

4

3

1

1

1 3

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Argélia

1

3

0

1

2 0

2 -2


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A TRIBUNA

Jales - SP, 25 de junho de 2010

AUSTRÁLIA 2 X 1 SÉRVIA

Perda

ALEMANHA 1 X 0 GANA

Uma vitória, duas alegrias

total! Contando com uma das maiores torcidas da Copa do Mundo, que desde o primeiro jogo colore de amarelo as arquibancadas sul-africanas, a Austrália mostrou um bom poder de reação e venceu a Sérvia por 2 a 1, mas acabou ficando de fora das oitavas de final. As duas seleções mostraram pouca inspiração dos 45 minutos iniciais de partida, deixando o jogo truncado no primeiro tempo. Na etapa complementar, Radomir Antic tirou Krasic, sérvio que levava mais perigo ao gol australiano. Precisando fazer saldo, os australianos reagiram bem no segundo tempo e fizeram dois gols no espaço de 4 min. O time australiano, que mais uma vez ouviu seus torcedores cantando o hino do país a plenos pulmões antes de a bola rolar, ficou com os mesmos quatro pontos de Gana, mas terminou com três gols a menos de saldo, já que a equipe africana perdeu por apenas 1 a 0 para a Alemanha no outro jogo

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Era jogo de vida ou morte para Sérvia e Austrália: deu perda total

da chave e se classificou. O equilíbrio foi a tônica do inicio da partida entre sérvios e australianos, que tinham posse de bola parecida. A diferença aparecia no momento das saídas rápidas ao ataque. O time europeu tinha mais qualidade no passe. Sempre que ia à frente, chegava com perigo ao gol da Austrália, pecando apenas no momento das finalizações. Os australianos até tocavam mais a bola, ficavam um pouco mais de tempo com ela, mas não conseguiam entrar na defesa adversária, tanto por conta da força defensiva da Sérvia quanto pela falta de qualidade e recursos dos homens de frente da equipe da Oceania. As melhores oportunidades eram nos lances de bola parada. A partir dos 15min da etapa complementar o jogo passou a tomar contornos de drama, já que a Alemanha abriu o placar contra Gana. Nes-

se cenário, os australianos precisariam fazer quatro gols para ir às oitavas de final. Já aos sérvios, uma vitória simples já era o suficiente. Até por isso, os australianos passaram a pressionar, o que logo surtiu efeito. Com 24 min do segundo tempo, Tim Cahill, que voltava ao time depois de cumprir suspensão por cartão vermelho na estreia, subiu mais que a defesa sérvia para cabecear e marcar. Precisando tirar o saldo, a reação australiana foi fulminante. Apenas quatro minutos depois de ter aberto o placar, a equipe conseguiu ampliar. Em chute da intermediária, Holman, que tinha acabado de entrar, fez o segundo gol da partida. A Sérvia ainda conseguiu marcar um gol no final da partida, com Pantelic, mas não foi o suficiente para dar a vaga ao time nas oitavas de final da Copa do Mundo.

A Alemanha venceu Gana por 1 a 0, na quarta-feira, mas não houve motivos para nenhum torcedor que esteve no Soccer City ficar decepcionado. O resultado, além de colocar os alemães nas oitavas de final, também deu a vaga aos ganenses, que com isso garantiram pelo menos a presença de uma seleção africana entre as 16 melhores desta Copa do Mundo. Antes dos confrontos decisivos desta terceira rodada, o grupo D se mostrou um dos mais equilibrados, com os quatro integrantes com chances reais de classificação. Porém, a vitória colocou os alemães com seis pontos, na primeira colocação, e deixou os ganenses em segundo, com quatro. Os africanos, no entanto, só levaram vantagem sobre a Austrália (que venceu a Sérvia por 2 a 1), no saldo de gols. O sentimento de alegria da Alemanha, no entanto, deve dar lugar à apreensão, já que o adversário da equipe nas oitavas de final será a Inglaterra. A partida acontece neste domingo, às 11h, em Bloemfontein. Gana, por sua vez, encara os Estados

Unidos, um dia antes, em Rustemburgo. A Alemanha foi para o jogo sem o seu goleador. Miroslav Klose, que já marcou 11 gols ao longo da história da Copa do Mundo, recebeu cartão vermelho na última rodada e foi substituído por Cacau, brasileiro naturalizado. Além dele, a outra novidade da equipe alemã foi a entrada de Boateng na lateral direita, levando assim o capitão Philipp Lahm para a esquerda. Mesmo sem a sua referência no ataque, a Alemanha mostrou volume de jogo e atacou como pôde Gana. Os representantes da África, no entanto, corresponderam na mesma moeda, fato que tornou o primeiro tempo muito movimentado, apesar da ausência de gols. Esse problema, no entanto, foi resolvido por Ozil no início da segunda etapa. Depois de perder uma chance clara de frente para o goleiro, desta vez o camisa 8 GRUPO D

Alemães comemoram a vitória e a classificação para as oitavas de final

não errou e, com um belo chute no ângulo, garantiu a vitória à Alemanha. A derrota em campo, no entanto, não acabava com os sonhos de Gana de repetir a última Copa do Mundo e chegar às oitavas de final. Porém, à medida que a Austrália ia marcando gols contra a Sérvia, na outra partida do grupo D, os ganenses passaram a fazer contas e correr em busca do empate. No final, no entanto, os dois times comemoraram no gramado a suada vaga na próxima fase. PG J

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E D GP GC SG

1

Alemanha

6

3

2

0

1 5

1 4

2

Gana

4

3

1

1

1 2

2 0

3

Austrália

4

3

1

1

1 3

6 -3

4

Sérvia

3

3

1

0

2 2

3 -1


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A TRIBUNA

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JAPÃO 3 X 1 DINAMARCA

PARAGUAI 0 X 0 NOVA ZELÂNDIA

Empate suficiente!

Sayonara! Sayonara! A seleção japonesa mostrou ontem (24) que está com a pontaria afiada na Copa do Mundo. Pelo menos nas jogadas de bola parada. Com dois gols de falta, o Japão venceu a Dinamarca, por 3 a 1, em Rustemburgo. Com o resultado, a equipe nipônica se classificou para as oitavas de final do Mundial e mandou um “sayonara” (adeus, em japonês) para o time dinamarquês, eliminado da competição. Agora o Japão enfrenta o Paraguai nas oitavas de final. Os paraguaios avançaram em primeiro no Grupo F. Os europeus - apostando mais uma vez no 4-3-3 que deu certo contra Camarões - entraram em campo com só um resultado em mente: a vitória. Já os japoneses, com o regulamento em mãos, jogavam pelo empate. Por conta disso, a Dinamarca procurou no início do jogo tocar a bola com agilidade, para criar espaços no forte sistema defensivo adversário. A seleção japonesa era perigosa quando conseguia justamente interceptar o passe dinamarquês. Aos 17 minutos, após roubar a bola, Hasebe foi derrubado por

Jales - SP, 25 de junho de 2010

Japoneses festejam Honda, o destaque do time na Copa

Christian Poulsen. Honda arriscou de longe e Sorensen - que havia dado um passo a mais para a esquerda no momento da cobrança - aceitou o chute. Festa na Terra do Sol Nascente. A Dinamarca (melhor nos primeiros quinze minutos) sentiu o golpe dos Samurais Azuis. O experiente Tomasson ainda teve duas boas oportunidades, mas, fora ele, o time de Morten Olsen estava mal. O que já era ruim ficou pior aos 27 minutos. Em nova cobrança de falta, dessa vez com Endo, o Japão ampliou o placar: 2 a 0.

No segundo tempo, a seleção japonesa se aproveitava do nervosismo europeu. Criava oportunidades (principalmente com Honda e Hasebe), chutava no gol, mas não balançava a rede. Falta à equipe do técnico Takeshi Okada um finalizador. Até que, aos 43, veio o golpe de misericórdia japonês, digno de um verdadeiro samurai. Honda fez linda jogada dentro da área e deixou Okazaki livre para marcar o terceiro gol que sacramentou a classificação nipônica para a próxima fase da Copa. Aos dinamarqueses, Sayonara!

FICHA TÉCNICA DINAMARCA 1 X 3 JAPÃO Local: Estádio Royal Bafokeng, em Rustemburgo (AFS) Data-Hora: 24/6/2010 - 15h30 (de Brasília) Árbitro: Jerome Damon (AFS) Auxiliares: Celestin Ntagungira (RUA) e Enock Molefe (AFS) Público: 27.967 presentes Cartões amarelos: Endo (JAP), Nagatomo (JAP), Kroldrup (DIN), Christian Poulsen (DIN), Bendtner (DIN). Gols: Honda 17'/1ºT (0-1);Endo,27'/1ºT (0-2),Tomasson,35'/2ºT (1-2),Okazaki 41'/2ºT (1-3). DINAMARCA: Sorensen; Jacobsen, Agger, Kroldrup (Larsen, 10'/2ºT) e Simon Poulsen; Christian Poulsen, Jorgensen (Jakob Poulsen, 33'/1ºT) e Kahlenberg (Eriksen, 18'/2ºT); Rommedahl, Tomasson e Bendtner. Técnico: Morten Olsen. JAPÃO: Kawashima; Komano, Nakazawa, Tulio Tanaka e Nagatomo; Abe; Hasebe, Matsui (Okazaki,29'/2ºT), Endo e Okubo (Konno, 43'/2ºT); Honda.Técnico:Takeshi Okada.

Em um jogo com poucas oportunidades de gol, os sul-americanos ficaram no 0 a 0 com os representantes da Oceania e asseguraram o primeiro lugar da chave. Ainda com o jogo frio, Victor Cáceres cometeu falta e levou cartão amarelo. Nada demais se o jogador não estivesse pendurado. Com a advertência, Cáceres não joga as oitavas de final. O primeiro chute na direção do gol saiu rápido, porém não passou perto. Logo aos quatro minutos, a Nova Zelândia arriscou com Smeltz. Em termos de chute, os representantes da Oceania pararam por aí. A Nova Zelândia tentava apenas com lances de bola levantada na área. Nos 45 minutos iniciais, foram poucas as jogadas de ataque criadas pelos neozelandeses. Com mais posse de bola e melhor postado em campo, o Paraguai conseguiu suas melhores oportunidades com Caniza. Subindo bem ao ataque, o lateral-direito chutou quatro vezes. A melhor delas aos 19 minutos: após Vítor Cáceres tentar, a bola sobrou para o destaque do primeiro tempo mandar para as redes,

Jogo entre Paraguai e Nova Zelândia foi bastante disputado. Os neozelandeses deixam a Copa sem derrota

mas pelo lado de fora. Depois das tentativas de Caniza, Cardozo, atacante do Benfica, arriscou de fora da área, aos 39 minutos, mas a Jabulani saiu por cima do travessão. As seleções voltaram para a etapa complementar sem alterações. Assim como no início do jogo, a Nova Zelândia arriscou o primeiro

chute. Elliott, da entrada da área, chutou bem. O goleiro Villar, do Valladolid (ESP), apenas olhou a bola passar raspando. Era mesmo para ser jogo de empate. Um detalhe é que, se a Nova Zelândia ganhasse, se classificaria em primeiro lugar. Mas os “All Whites” terminaram em terceiro no grupo, na frente da Itália.

FICHA TÉCNICA PARAGUAI 0 X 0 N. ZELÂNDIA Estádio: Peter Mokaba, em Polokwane (AFS) Data-Hora: 23/6/2010 - 11h (de Brasília) Árbitro: Yuichi Nishimura (JAP) Auxiliares: Toru Sagara (JAP) e Jeong Hae-Sang (COR) Público: 34.850 presentes Cartões amarelos: Victor Cáceres e Santa Cruz (PAR); Nelsen (NZL) PARAGUAI: Villar, Caniza, Júlio Cáceres, Da Silva e Morel Rodríguez; Victor Cáceres, Riveros e Vera; Cardozo (Barrios 22/2ºT),Valdez (Benítez 23/2ºT) e Santa Cruz - Técnico: Gerardo Martino. NOVA ZELÂNDIA: Paston, Reid, Nelsen, Vicelich e Smith; Bertos, Elliot, Lochhead, Fallon (Wood 24/2ºT) e Killen (Brockie 33/2ºT); Smeltz - Técnico: Ricki Herbert.

GRUPO E

PG J

V

E D GP GC SG

1

Holanda*

9

3

3

0

0 5

1 4

2

Japão*

6

3

2

0

1 4

2 2

3

Dinamarca

3

3

1

0

2 3

6 -3

4

Camarões

0

3

0

0

3 2

5 -3


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A TRIBUNA

Jales - SP, 25 de junho de 2010

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TRAGÉDIA!

FIASCO INÉDITO

Ciao, ciao Azurra!

Campeão e vice fora na 1ª fase

Depois da França, a Itália foi mais uma grande seleção a dar vexame no Mundial. Ontem, a atual campeã foi derrotada por 3 a 2 pela Eslováquia, no Ellis Park, em Johannesburgo, e deu adeus à competição. Vittek (duas vezes) e Kopunek marcaram os gols dos estreantes em Copas. Di Natale e Quagliarella descontaram. Com o revés, os italianos ficaram com a lanterna do Grupo F, com apenas dois pontos. Já a Eslováquia chegou a quatro e avançou na segunda posição. O Paraguai, que empatou em 0 a 0 com a Nova Zelândia, também nesta quinta, foi o líder, com cinco pontos. É apenas a quarta vez na história que o atual campeão deixa o Mundial ainda na primeira fase. A Itália já havia conseguido o “feito” em 1950, após levar o caneco em 1938. Brasil (1966) e França (2002) foram os outros precocemente eliminados GRUPO F

(veja nesta página). Nas oitavas de final, a Eslováquia enfrentará a Holanda, que se classificou em primeiro no Grupo E. A tentativa de Marcello Lippi em montar um time ofensivo não deu certo. Sem um armador para abastecer o ataque, os italianos nada criaram no primeiro tempo. A melhor oportunidade foi uma cabeçada de Skrtel contra o próprio gol. Por outro lado, a Eslováquia achou espaços, principalmente pela direita, e atacou com eficiência. O gol veio logo na primeira boa chance, aos 24 minutos: após passe errado de De Rossi na intermediária, Hamsik avançou e serviu Vittek, que tocou rasteiro na saída de Marchetti. Os italianos se encontraram apenas na etapa final - não devido a um acerto tático, mas às desesperadas investidas da equipe em campo. A Eslováquia manteve PG J

V

E D GP GC SG

1

Paraguai*

5

3

1

2

0 3

1 2

2

Eslováquia*

4

3

1

1

1 4

5 -1

3

Nova Zelândia

3

3

0

3

0 2

2 0

4

Itália

2

3

0

2

1 4

5 -1

Cannavaro consola Quagliarella. A Itália terminou em último no Grupo F

sua ousada postura e ampliou aos 29. Novamente, Hamsik passou para Vittek, que, já na pequena área, ampliou. A Itália apostou suas últimas fichas em ataques desordenados, torcendo por um momento de inspiração de seus homens de frente. Aos 37, Iaquinta deu belo passe para Quagliarella, que bateu para

boa defesa de Mucha. No rebote, Di Natale diminuiu: 2 a 1. Os minutos finais foram emocionantes. Após ter um gol corretamente anulado, a Itália levou o terceiro, marcado por Kopunek. Quagliarella ainda descontou para a Azzurra nos acréscimos, mas não teve força para empatar.

FICHA TÉCNICA ESLOVÁQUIA 3 X 2 ITÁLIA Estádio: Ellis Park, Johannesburgo (AFS) Data-Hora: 24/6/2010 - 11h (de Brasília) Árbitro: Howard Webb (ING) Auxiliares: Darren Cann (ING) e Michael Mullarkey (ING) Público: 53.412 presentes Cartões amarelos: Vittek, Strba, Pekarik e Mucha (SLK); Cannavaro, Chiellini, Pepe e Quagliarella (ITA) Gols: Vittek 24'/1ºT (1-0) e 29'/2ºT (2-0), Di Natale 37'/2ºT (2-1), Kopunek 43'/2ºT (3-1) e Quagliarella 47'/2ºT (3-2) ESLOVÁQUIA: Mucha, Pekarik, Strba (Kopunek 42'/2ºT), Skrtel e Durica; Kucka, Stoch, Hamsik, Jendrisek (Petras 48'/2ºT) e Zabavnik; Vittek (Sestak 47'/2ºT) - Técnico: Vladimir Weiss. ITÁLIA: Marchetti, Zambrotta, Chiellini, Cannavaro e Criscito (Maggio - Intervalo); Gattuso (Quagliarella- Intervalo), De Rossi e Montolivo (Pirlo 11'/2ºT); Di Natale, Pepe e Iaquinta - Técnico: Marcello Lippi.

Em todos os 19 Mundiais, essa foi a primeira vez na História que o campeão e vice da Copa do Mundo anterior não passam de fase. Além disso, foi a quarta vez que o atual campeão fica de fora na primeira fase. Além da Itália, que caiu no Grupo F - que tinha Paraguai, Nova Zelândia e Eslováquia a França, vice-campeã em 2006, não passou do Grupo A, que tinha África do Sul, Uruguai e México. 1950: A Itália que havia conquistado os dois últimos Mundiais (1934 e 1938) - as Copas de 1942 e 1946 não aconteceram pela Segunda Guerra Mundial. Em 1950, no Brasil, os italianos não passaram de fase. Um dos principais motivos foi a queda do avião do time do Torino em 1949, que era a base da Azzurra. 1966: A Seleção Brasileira, campeã do mundo em 1958 e 1962, que contava com Pelé, Jairzinho e Garrincha, não se classificou no Mundial da Inglaterra. Os adversários na primeira fase

foram: Bulgária, Hungria e Portugal. 2002: A França, que havia conquistado seu primeiro Mundial em 1998, não conseguiu passar de fase na Copa do Japão e Coreia do Sul. O time de Zidane que jogou apenas alguns minutos na Copa - não se classificou em grupo contra Uruguai, Dinamarca e Senegal. Em 1950, a Hungria, que foi vice-campeã em 1938, não participou da Copa. Em 1966, a Tchecoslováquia também não disputou o Mundial depois de ser vice para o Brasil em 1962. E em 2002, o Brasil, que foi vice para a França em 1998, terminou campeão. Por isso, essa é a primeira vez que campeão e vice são eliminados na primeira fase da Copa seguinte.

Eslovacos comemoram gol na suada vitória sobre a seleção italiana


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A TRIBUNA

Página C7

Jales - SP, 25 de junho de 2010

JOGOS DE HOJE

SUÍÇA X HONDURAS

Chile chama Valdivia

Fritando peixe, de olho no gato

Sánchez e Valdivia comemoram com Gonzáles: ex-palemeirense volta ao Chile

Principal driblador do Chile na Copa do Mundo, o meia Valdivia está de volta ao time titular. No último treino antes do confronto com a Espanha, o ex-palmeirense ganhou a vaga no ataque de Humberto Suazo, sacado do time por estar fora da forma física ideal. “Ele está com dificuldades e não será relacionado porque ficou muito tempo sem jogar oficialmente”, disse Bielsa ao mencionar a contusão muscular que deixou Suazo afastado de alguns jogos.“Isso se resolve jogando e treinando.

Mas estamos disputando uma partida que vale pontos, então é uma situação difícil de se resolver”, acrescentou. Com a mudança, o setor ofensivo da equipe sul-americana será formada por Valdívia, Alexis Sánchez e Mark González, autor do gol da vitória sobre a Suíça por 1 a 0 e que também ganhou vaga entre os titulares. Outras alterações no time estão no meiocampo: Marco Estrada entra no lugar do suspenso Carlos Carmona. Jean Beausejour deve jogar mais recuado para suprir a ausência

de Matías Fernández, que também cumpre suspensão automática. Na formação 3-4-3,“El Mago” fará duas funções no confronto com a Fúria, uma vez que irá alternar como atacante e armador. O ex-jogador do Palmeiras começou o jogo contra a Suíça na reserva e participou da jogada que ocasionou o gol da vitória. Para o confronto desta sexta-feira, às 15h30 (de Brasília), em Pretória, o Chile deve ir a campo com a seguinte formação: Claudio Bravo; Gary Medel, Gonzalo Jará e Waldo Ponce; Ar-

turo Vidal, Mauricio Isla, Marco Estrada e Jean Beausejour; Alexis Sánchez, Jorge Valdivia e Mark González. Na primeira colocação do grupo H, o Chile soma seis pontos e precisa apenas do empate com a Espanha para fechar a primeira fase no topo e evitar um possível confronto com o Brasil nas oitavas de final. A Espanha ocupa a segunda posição com três pontos, assim como a terceira colocada Suíça. Também com chance de classificação, os helvéticos enfrentam Honduras na rodada final.

Suíça e Honduras se enfrentam nesta sexta-feira, às 15h30, no Free State, em Bloemfontein, pela última rodada do Grupo H da Copa do Mundo da África do Sul. Os suíços, em terceiro na chave, além de torcerem por um tropeço da Espanha diante do Chile, precisam vencer para conseguir a vaga. Honduras ainda tem chances, mas são muito remotas. Os europeus não poderão, mais uma vez, contar com o zagueiro Senderos, um dos principais jogadores da equipe, que machucou o tornozelo na estreia contra a Fúria. Além dele, Behrami, expulso na última partida, será substituído por Barnetta. O meia Huggel já previa um confronto

decisivo contra os hondurenhos antes mesmo do início do Mundial. “Sabíamos desde o início do Mundial que precisávamos vencer Honduras para chegar às oitavas de final. E continuamos pensando desse jeito. Sabemos que podemos arrancar uma vitória e a consequente classificação com as nossas próprias forças. Motivação é o que não falta”, disse. A esperança de gols dos europeus fica por conta do artilheiro, Frei, que não participou da primeira rodada diante da Espanha e foi discreto na segunda partida, contra a seleção chilena. Em um time cuja principal qualidade é a defesa, o atacante espera provar que o ataque também é eficiente.

FICHA TÉCNICA SUÍÇA 1 X 0 HONDURAS Estádio: Free State, em Bloemfontein (AFS) Data/hora: 25/06/2010, às 15h30 (de Brasília) Juiz: Héctor Baldassi (ARG) Auxiliares: Ricardo Casas e Hernan Maidana Suíça: Benaglio; Lichtsteiner, Von Bergen, Grichting e Ziegler; Inler, Huggel, Gelson Fernandes e Barnetta; Frei e NKufo. Técnico: Ottmar Hitzfeld Honduras: Valladares; Mendoza, Chávez, Figueroa e Izaguirre; Guevara, Wilson Palacios, Núñez e Turcios; Suazo e Pavón. Técnico: Reinaldo Rueda


IIIIIIIIII

A TRIBUNA

Jales - SP, 25 de junho de 2010

Página C8

Magro empate, mas Brasil é o líder do Grupo G Paulo Reis Aruca

Foi um magro empate com zero no placar, refletindo de forma fiel o baixo desempenho do Brasil contra Portugal, agora à tarde, no estádio Moses Mabhida, em Durban. Mas os brasileiros, graças ao desempenho nos dois jogos anteriores, manteve a liderança do Grupo G da Copa da África, confirmando a supremacia no chamado Grupo da Morte. Com Portugal adiantando a marcação para dificultar a saída de bola da Seleção Brasileira, sem Kaká suspenso, e Robinho, poupado, além de Julio Baptista, sumido na partida, o Brasil ficou sem opções e, a despeito de possuir mais posse da bola, poucas chances criou no começo do jogo. A velocidade do lateral Maicon, apoiado por Daniel Alves e Luís Fabiano, possibilitou a criação de jogadas de gol, mas os brasileiros não conseguiam boas finalizações, Assim, a mais clara oportunidade só veio aos 24 minutos. Luis Fabiano,ainda pela direita, fez boa jogada e alçou a bola na área para Nilmar que, quase sem ângulo, conseguiu chutar, para boa defesa do goleiro Eduardo. A bola bateu na trave. O artilheiro do Brasil ainda levou perigo aos portugueses, em cabeçada finalizando cruzamento de Maicon.

Após sequência de faltas entre Pepe e Felipe Melo, o técnico Dunga, do Brasil, decidiu substituir o brasileiro, para evitar que o mesmo acabasse expulso. 2º TEMPO Na segunda etapa, Portugal voltou melhor e teve sua primeira chance nos pés do até então apagado Cristiano Ronaldo, que recebeu nas costas de Lúcio, que se recuperou a tempo de cortar o cruzamento do português. A chance mais aguda de Portugal aconteceu aos 14 minutos, quando Cristiano Ronaldo, novamente, arrancou, agora pela esquerda, e foi desarmado por Lúcio. Mas, na sobra, Raul Meireles saiu na cara de Julio Cesar, que operou um milagre e salvou o Brasil. A Seleção seguia exposta, com Lúcio e Juan tendo muito trabalho, sobretudo quando o craque do Real Madrid recebia pelos lados do campo. O jogo esfriou quando o Brasil conseguiu retomar a vantagem na posse da bola, e valorizava quando tinha a mesma no campo de ataque. No último lance de perigo, aos 46 do segundo tempo, Ramires chutou, a bola desviou em um zagueiro português e quase supreende o goleiro Eduardo, na última e uma das poucas chances de gol da segunda etapa. (Com Diário Lance!)

Gilberto Silva disputa a bola no magro empate brasileiro com os “primos” portugueses GRUPO G

PG J

FICHA TÉCNICA BRASIL 0 X 0 PORTUGAL

V

E D GP GC SG

1

Brasil

7

3

2

1

0 5

2 3

2

Portugal

5

3

1

2

0 7

0 7

3

Costa do Marfim

4

3

1

1

1 4

3 1

4

Coréia do Norte

0

3

0

0

3 1 12 -11

Local: Estádio Moses Mabhida, em Durban (na África do Sul) Data: 25 de junho de 2010, sexta-feira Horário: 11 horas (de Brasília) Árbitro: Benito Archundia (México) Assistentes: Marvin Torrentera (México) e Hector Vergada (Canadá) Cartões amarelos: Duda, Tiago, Pepe e Fábio Coentrão (Portugal); Luís Fabiano, Juan e Felipe Melo (Brasil) PORTUGAL: Eduardo; Ricardo Costa, Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Duda (Simão Sabrosa); Danny, Pepe (Pedro Mendes), Tiago, Raúl Meireles (Miguel Veloso) e Fábio Coentrão; Cristiano Ronaldo Técnico: Carlos Queiroz BRASIL: Júlio César; Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Gilberto Silva, Felipe Melo (Josué), Daniel Alves e Júlio Baptista (Ramires); Nilmar e Luís Fabiano (Grafite) Técnico: Dunga

Jornal A Tribuna na Copa da África, edição 003  

Edição 03 do tablóide A Tribuna na Copa da África

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