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teatro

100% drama

Bárbara Paz gosta mesmo é de personagens intensas, como a jovem neurótica que interpreta em Hell, dirigida por Hector Babenco

Hell – Até 19/12. De qui. a dom.: às 20h. Teatro do SESI – Av. Paulista, 1313, tel. 3146-7405. Qui. e sex.: entrada gratuita, sáb. e dom.: R$ 10 e R$ 5.

18 | 29HORAS | de 29 de outubro a 29 novembro de 2010

Bárbara Paz como Hell, sua nova personagem, em cartaz no Teatro do SESI

paulo vainer

“Adoro viver com as personagens à beira do abismo. Levo meu drama para elas, que trazem sua leveza para mim”, afirma a gaúcha de Campo Bom que recentemente interpretou Renata na novela Viver a vida, que trocava a comida pela bebida alcoólica. Agora é a vez de Hell, do romance da escritora francesa Lolita Pille, de 2003. Na história, uma garota rica preenche seu dia a dia com bebidas, drogas, sexo e roupas de grife. Bárbara vive uma trágica história de amor ao lado do ator Ricardo Tozzi, que interpreta Andrea, tão rico e desesperado quanto ela. Para viver Hell, ela passou por um processo de preparação. “Viajei a Paris e fiz laboratório em alguns lugares que essas garotas costumam frequentar, como bares e restaurantes badalados. Vi um pouco da casca delas, mas o resto está dentro de mim”, revela. A iniciativa de adaptação para o teatro surgiu de Bárbara, que apresentou o livro para seu marido e diretor da peça, o cineasta Hector Babenco, que se disse surpreendido com a maneira provocante como a história o fascinou. Assim como Loucos de amor (1988) e Closer – mais Perto (2000), Hell surgiu de uma vontade de Babenco retornar aos palcos. “Trabalhar com ele foi maravilhoso. Hector é um grande diretor”, desmancha-se a atriz formada pelo Centro de Pesquisa Teatral do SESC, que já fez mais de 15 peças. Sua primeira experiência foi aos 17 anos no Teatro Escola Macunaíma com a peça Bonitinha, mas ordinária, de Nelson Rodrigues. Em 2003, recebeu o prêmio Kikito de melhor atriz de curta-metragem no 31º Festival de Gramado por sua atuação em Produto descartável. No cinema, ela fez Seja o que Deus quiser, de Murilo Salles. Megaprodutiva, Bárbara também criou um programa sobre produções de curta-metragem, o Curta da Estrada, cuja temática é a capital paulistana, transmitido pelo canal Brasil. “Amo esta cidade que me abriu os braços feito Cristo. Fiz muitos curtas como atriz e, em 2005, escrevi e dirigi meu primeiro curta, o Minha obra. Achei que o canal Brasil tem a minha cara, apresentei o projeto e eles amaram”, confessa Bárbara, que vai estar na próxima novela das sete, de Walcyr Carrasco. –Letícia Liñeira

revista 29HORAS - ed.13 - novembro 2010  

Revista mensal com agenda cultural de São Paulo, distribuída no Aeroporto de Congonhas. Capa: Uma Ode a Congonhas

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