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Uruguai – América do Sul Colónia do Sacramento

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A presença dos portugueses nas terras ribeirinhas do Rio da Prata data do início do século XVI. D. Pedro II determinou ao governador do Rio de Janeiro, Manuel Lobo, que estabelecesse ali uma praça de armas. A expedição organizada para esse efeito zarpou de São Vicente, a 8 de Dezembro de 1679, e a 28 de Janeiro seguinte fundaram a Colónia do Sacramento, situada quase em frente de Buenos Aires. No contingente militar ia como engenheiro o capitão António Correia Pinto, que deveria desenhar a fortificação. Rapidamente a povoação e a fortaleza cresceram, ficando esta com um plano quadrangular, com muralha dotada com quatro baluartes semi-pentagonais nos cantos, tudo feito apenas de terra batida, e ainda um fosso e uma muralha improvisada, para o que foi usada estacaria No ano seguinte os espanhóis atacaram a recémcriada Colónia do Sacramento, conquistaram-na e até o engenheiro morreu. Apesar da instabilidade, a povoação foi-se desenvolvendo, estendendo-se para as áreas limítrofes do sistema defensivo, e crescendo também dentro da praça, que foi então muito reforçada. Após a assinatura do Tratado de Utrecht a praça foi devolvida a Portugal, o que se concretizou a 4 de Dezembro de 1716. Em consequência, durante o governo de António Pedro de Vasconcelos, que durou vinte e sete anos, a Colónia prosperou como nunca. Foi neste tempo que se completou uma muralha de mar-a-mar, que se juntou à antiga fortificação. Para a frente da fortaleza planeou-se um revelim dotado com tenalha, mas parece que não passou do papel. O grande portão que ainda subsiste deve ser da empreitada posterior aos estragos infligidos no ano de 1736; data de 1745. Pelo Tratado de Madrid de 1750, Portugal cedeu a Colónia a Espanha, tendo o governador Cevallos expulsado os portugueses em 1762. No entanto, no ano seguinte, pelo Tratado de Paris, foi devolvida outra vez à Coroa Portuguesa. A conquista definitiva espanhola chegaria em 1776, novamente pela mão de Pedro de Cevallos. . A igreja que hoje se pode ver no centro da praça de armas é já uma obra do período espanhol, posto que aproveitando o espaço, e pensamos que também o essencial da estrutura portuguesa. No largo contínuo podem ser vistos os alicerces de diversas construções do período português, como também devem sê-lo algumas casas populares conservadas nas ruas que ficam dentro do perímetro muralhado.


Fortaleza do Uruguai