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A REVISTA SEMANAL D´A UNIÃO

www.auniao.com

DESCOBRIR TALENTO ALÉM-MAR Taxa social única: “autismo social confrangedor” PÁG. 06

edição 34.855 · U 28 · 24 de setembro de 2012 · preço capa 1,00 € (iva incluído)


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E-mail: clipraia@gmail.com • Telefone: 295 540 910 • Fax: 295 540 919

Área Clínica Análises Clinicas Anestesiologia Cardiologia Cirurgia Geral

Médicos Laboratório Dr. Adelino Noronha Dr. Pedro Carreiro Dr. Vergílio Schneider Dr. Rui Bettencourt

Cirurgia Vascular

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Dr. António Nunes

Clínica Geral

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Dr. Domingos Cunha Dr.ª Ana Fanha Dr.ª Joana Ribeiro Dr.ª Rita Carvalho Dr. Rui Soares Dr.ª Lurdes Matos Dr.ª Isabel Sousa Dr.ª Ana Santos Dr. José Renato Pereira Dr.ª Paula Neves Drª Paula Bettencourt Drª Helena Lima DrªAna Fonseca Dr. Lúcio Borges Dr. Miguel Santos Dr.ª Cristiane Couto Dr. Eduardo Pacheco Dr. Cidálio Cruz Dr. Rui Mota Dr. Fernando Fagundes Dr.ª Andreia Aguiar Dr. João Martins Dr. Rocha Lourenço Dr.ª Paula Gonçalves

Doenças de Crianças

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Pneumologia

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Podologia

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Psiquiatria

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Imagiologia (TAC/ECOGRAFIA/Ressonância Magnética) Neuroradiologia (TAC/Ressonância Magnética)

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Reumatologia

Dr. Luis Mauricio

Terapia da Fala

Dr.ª Ana Nunes Dr.ª Ivania Pires

Urologia

Dr. Fragoso Rebimbas


EDITORIAL / SUMÁRIO

A bruma TEXTO / Marco de Bettencourt Gomes | director@auniao.com

Suponho que poucos são os portugueses que conhecem os Açores. A metáfora recorrente do “sotaque açoriano” mostra bem que estão são ainda ilhas desconhecidas. É uma realidade diferente, distante. Aqueles que, vivendo no continente português, aqui passam alguns dias de férias, ficam fascinados pelo encanto destas ilhas de bruma. E acabam por eleger os Açores como destino privilegiado. Isto mostra o potencial bruto que este rectângulo atlântico representa. Apesar dos custos exorbitantes das passagens e do espaço aéreo ainda não ter sido liberalizado e da região deter a única companhia que opera de cá e para cá; apesar das aventuras e desventuras nas políticas de transportes marítimos inter-ilhas; apesar de ainda não terem sido disponibilizadas rotas marítimas entre os arquipélagos dos Açores e da Madeira e o continente; ainda vamos tendo gente que vive cá e gentes que nos vão visitando. A ideia dos Açores é mais ou menos recente. Até meados do século passado, éramos 9 ilhas e muito pouco arquipélago. Só com o advento do Seminário de Angra (que agora celebra 150 anos), com o estatuto autonómico, a RDP/A e RTP/A e com a Universidade é que nos fomos tornando açorianos porque foram estas instituições que inventaram os Açores. Mas não é no arquipélago que vive o maior número de açorianos. Estes encontram-se, em primeiro lugar, dispersos na diáspora, além-mar. E aqui, novamente, entra a bruma e a saudade. Suponho que poucos são os açorianos que conhecem os Açores. Estamos demasiado domesticados em viver cá, a bruma já se nos entranhou na alma.

SUMÁRIO 05

sina folclórica cultura da oportunidade

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leitura infantil

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as “chaves” do concílio

21

conselho

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a revolução serena do espírito

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07

e já vão 5

o outro moderno

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pet-ing iii

09

rochedo firme receita certa

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dan deacon

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singapura, um modelo?

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!! cultura!!

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voltar à terra

NA CAPA... pág. 16

Dos Açores para o mundo. É esta a frase-chave do projecto “Descobrir Açores”, uma iniciativa da Associação Miratecarts, sedeada na ilha do Pico, da responsabilidade de Terry Costa. Pretende reunir artistas de várias áreas, de todas as ilhas dos Açores, e integrar as suas obras no circuito internacional correspondente. Para já, o seu promotor está a percorrer todos os municípios locais através de encontros no sentido de estabelecer o primeiro contacto com a população. 24 setembro 2012 / 03

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REVISÃO

ANGRA RECEBE CONGRESSO

O FOLCLORE DA MACARONÉSIA “As pessoas estão sedentas de formação em termos de folclore”, segundo o presidente do COFIT O Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo vai ser palco, ao longo de três dias, de 19 a 21 de Outubro, do I Congresso Internacional de Folclore da Macaronésia. Organizado pelo Comité Organizador de Festivais Internacionais da Ilha Terceira (COFIT) e pela Casa do Povo de São Bartolomeu, o encontro quer promover o debate e a reflexão: “o ponto fulcral deste congresso é falar sobre o folclore e pôr as pessoas a falar sobre as diferenças e as semelhanças que existem entre os arquipélagos”, referiu ao jornal “A UNIÃO”, Cesário Pereira, o responsável pelo COFIT. Outros dos propósitos, salvaguardou, vai para a “necessidade de formação” dos agentes e intervenientes locais: “as pessoas estão sedentas de formação em termos de folclore”, disse. O presidente da direcção do COFIT refere que, nesse âmbito, as outras regiões presentes no congresso “têm feito um trabalho muito interessante”, exemplificando com o facto de a Madeira ter organizado, recentemente, um congresso nacional e das Canárias “já ter um longo trabalho feito nesse sentido”. “Estamos um pouco atrás, vamos tentar apanhar o comboio”, acrescentou.

MACARONÉSIA EM ENCONTRO

ORIGENS, TRAJES E SONORIDADES Destinado a membros de grupos de folclore nacionais e internacionais, antropólogos, etnógrafos, historiadores, alunos de escolas secundárias e superiores e ao públicos em geral, o I Congresso Internacional de Folclore da Macaronésia está estruturado em cinco principais painéis que focarão, sobretudo, três temas: as origens, os trajes e a música do folclore. No primeiro dia, a 19 de Outubro, depois de recepção dos participantes marcada para as 19H30 no Centro Cultural e de Congressos, os trabalhos começarão, às 20H50, com o painel: “O Folclore da Macaronésia – reflexão sobre as origens e natural desenvolvimento”, onde será especificado o caso açoriano, com Francisco Maduro Dias, o da Madeira, com António do Vale e o das Canárias, com Manuel Pèrez Rodriguez, sob mo-

TRADIÇÃO EM DEBATE

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REVISÃO

deração de Isabel Parreira. No sábado, 20 de Outubro, a partir das 9H30, o encontro dará destaque ao “Traje – Origem e características”. Maria Manuel Ribeiro falará sobre as características e influências do traje açoriano, enquanto Ricardo Caldeira abordará o traje madeirense “símbolo de uma região” e Maria del Pino Fuentes o das Canárias. “O SER ILHÉU” À tarde, nesse dia, “A Confecção, o Manuseamento e a Conservação de Um traje” é o segundo tema de reflexão com as seguintes intervenções: “Abordagem histórica da tecelagem nos Açores (Susana Serpa), “Plantas tintureiras dos Açores (Eduardo Dias) e “Normas de conservação do traje” (Madalena Farrajota Garcia). No terceiro e último dia do I Congresso Internacional de Folclore da Macaronésia vão debater-se ainda outros dois painéis: “As Sonoridades e Melodias que Distingue o «Ser Ilhéu»”, com a prelecção de Raimundo Leonardes sober o “Fabrico da Viola da Terra”, e “Características e execução dos Instrumentos de Cordas”, que vão abordar “A Viola dos Açores” (Lázaro Silva), “A Viola de 12 cordas na ilha de São Miguel” (Rafael Carvalho), “Os Cordofones Tradicionais da Madeira” (Roberto Moniz); e “Timple das Canárias” (Jacob Gonzales Marrero), estando o encerramento deste encontro internacional a cargo de Victor Rui Dores.

O I CONGRESSO INTERNACIONAL DE FOLCLORE DA MACARONÉSIA ESTÁ ESTRUTURADO EM CINCO PRINCIPAIS PAINÉIS QUE FOCARÃO, SOBRETUDO, TRÊS TEMAS: AS ORIGENS, OS TRAJES E A MÚSICA DO FOLCLORE.

SANTOS DA CASA NA SINA FOLCLÓRICA TEXTO / João Rocha / jrocha@auniao.com

para entreter turistas?...

“Santos da casa não fazem milagres”. O provérbio é antigo mas nunca perde actualidade e aplica-se a todas as áreas de actividade. Na cultura, por exemplo, a máxima do que “os de fora é que são bons” é prática corrente para qualquer comissão de festas. Vamos ao caso concreto do folclore. Os grupos vão investindo na

mudança dos repertórios, elementos e guarda-roupas, gastando em ensaios tempos que para outros são de lazer e diversão. Quando chega à época das actuações, nos meses de Verão, o esforço é, porém, pouco levado a sério por quem organiza os festejos dentro de portas. As exibições folclóricas, quando não são dispensadas dos programas, aparecem remetidas para os dias menos cativantes para o público. A componente etnográfica é preterida em favor da contratação de um qualquer artista pimba. Tal opção nem é de espantar. A nível governativo, a atenção dada a este tipo de manifestação cultural também se faz notar pela ausência, o que sempre é melhor do que a fase do insulto – quem não se lembra da comparação dos grupos folclóricos a macaquinhos para entreter turistas?... Quanto ao pagamento pelas actuações, o melhor é nem contar os tostões e as dificuldades em recebê-los. As fortunas e exigências são sempre para os santos de fora.

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OPINIÃO

A liturgia deve ser respeitada TEXTO / Carmo Rodeia

Hannah Arendt concebia a política como uma forma de integrar os indivíduos em torno de uma conceção partilhada de bem comum e não como um meio de satisfação de preferências individuais. A socióloga que viveu os horrores do holocausto entende a política como um instrumento de liberdade. Em Portugal estamos longe de ser livres. Vivemos há mais de um ano debaixo dos olhares atentos da troika e dos mercados e todas as decisões são tomadas em função dos imperativos ditados por esta entidade externa. Mas o que é de mais enjoa e o último anúncio do primeiro ministro cortando a Taxa Social Única (TSU) às empresas, transferindo o ónus do financiamento da segurança social para os trabalhadores, foi demais. As contas estavam descontroladas; Portugal estava à beira da bancarrota; o custo da dívida é muito superior ao suportável. Mas a culpa é só dos que trabalham? Até agora são muito visíveis os truques para aumentar a receita mas ainda não se conheceu qualquer medida de fundo para reduzir cabalmente a despesa. Esta receita imposta pelo governo, no seu mais recente episódio, abalou por demais a imagem de credibilidade e de confiança do Primeiro Ministro e do Governo. A medida, mais além do que o que a troika exigia, revela um autismo social confrangedor e é de um radicalismo ideológico sem precedentes. Ainda assim, na noite em que fez a comunicação ao país, Passos Coelho foi ao espetáculo de Paulo de Carvalho e até cantou com as melodias do amigo de longa data. No dia seguinte, o país acordava indignado. Na noite em que anunciou o corte da TSU para as empresas, o Primeiro Ministro perdeu o país e o apoio maioritário dos portugueses que votaram no PSD e no PP. Sabemos que a crise tem de ser combatida. Que não podemos desperdiçar tudo o que já empenhámos neste último ano. Mas o que o Governo nos propõe é que deixemos a tanga para andarmos nus. Não sei se a liturgia portuguesa o permitirá.

Cultura Da oportunidade TEXTO / Sandra Costa Saldanha

Em contexto ainda excessivamente marcado por poderes instituídos, direitos adquiridos, o favorecimento ultrapassa a idoneidade Não seria problemático, nos dias que correm, eleger um tema para reflexão, insistir nas dificuldades atuais ou nas suas imensas nuances. Sublinho apenas uma: a negação da oportunidade. Não de uma hipotética nova oportunidade, que os tempos inibem, mas daquelas que vão surgindo. Silenciosa forma de precaridade, com custos danosos para pessoas e instituições, depressa anulam eventuais ganhos. Causadora de indivíduos suscetíveis, sem alento e esperança, não atin-

ge apenas o estereótipo do jovem recém-formado. Vivemos o cúmulo do problema, englobando gerações de 20, 30, 40 e 50 anos… Mesmo em tempo de raras alternativas, pesa muito a arbitrariedade de ser preterido, a negação da esperança num sistema imparcial. Em contexto ainda excessivamente marcado por poderes instituídos, direitos adquiridos, o favorecimento ultrapassa a idoneidade. Opta-se pela força da influência, pela segurança do conhecido, do amigo necessitado, evitando-se o risco da novidade. Porque escasseiam os concursos verdadeiramente públicos, as avaliações curriculares e o reconhecimento do mérito? E a ocasião está lá, mas falha essa cultura da oportunidade, da isenção e da aposta na competência. É, antes do mais, um exercício de consciência ética, de equidade e decência. E bem pensado, quanta responsabilidade temos assistindo tácitos a pequenas concessões destas? Um exíguo combate ao alcance de muitos, de todos quantos podem promover uma qualquer medida concreta. Haja para isso a integridade de ser coerente na ação.

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FERRAMENTAS

E já vão 5 TEXTO / Paulo Brasil Pereira

É o smartphone mais fino do mundo.

Na verdade é o sexto. 2G, 3G, 3GS, 4, 4S e agora o 5. A tecnologia co-fundada por Steve Jobs sofreu mais uma evolução que tem sido um estrondo nos EUA, mais do dobro do que o seu antecessor, o 4S. É o iPhone mais fino e mais leve de sempre e foi redesenhado para possuir o novo ecrã retina display de 4 polegadas (cerca de 10,16cm diagonais). O processador (A6) garante um desempenho muito mais eficaz, possui tecnologia wireless ultra rápida e uma bateria que permite uma autonomia melhorada. E voilá, aqui estão alguns temperos para esta gadget hot & spicy. O novo smartphone vem com o novo iOS6, que traz mais de 200 novas funcionalidades, incluindo a nova aplicação

desenvolvida pela Apple, o Maps. Com cartografia e navegação detalhada curva a curva. A câmara iSight de 8 megapixéis foi redesenhada e torna-se ainda melhor com o iPhone 5. Consegue ser mais pequena e devido à sua nova cobertura em safira cristalina oferece mais resistência e imagens mais límpidas. Fazer imagens panorâmicas de alta qualidade até 28mpx é uma das novas funcionalidades. Muito mais há a dizer sobre ele mas porque não se junta aos 2 milhões que já reservaram o smartphone, ou espera até 28 de Setembro para o ter na palma da mão e desfrutar de uma nova experiência? O preço ainda é desconhecido mas não deve andar longe dos seus antecessores.

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CIÊNCIA / OPINIÃO

prevenção e tratamento leva a ganhos em saúde

O PÉ DIABÉTICO O pé diabético, sendo uma das complicações mais graves da Diabetes Mellitus (DM), caracteriza-se por lesões encontradas nos pés de pessoas diabéticas e que ocorrem em 90% dos casos como consequência de neuropatia, de doença vascular periférica e de deformidades. As lesões geralmente decorrem de trauma e frequentemente complicamse em gangrena e infecção, como resultado de um processo de cicatrização ineficaz, dos quais podem resultar em amputação, quando não se institui um tratamento precoce e adequado. A neuropatia, que significa uma lesão de qualquer um dos três tipos de nervos (sensitivos, autonómicos, motores), pode ocorrer em qualquer parte do corpo, mas os pés e as pernas são particularmente susceptíveis. Muitas vezes as pessoas com DM têm a sensação de picadas de alfinetes de agulhas ou de “caminharem sobre algodão”, o que caracteriza as fases iniciais da neuropatia. A lesão dos nervos sensitivos torna os pés menos sensíveis à dor e à temperatura. Lesões nos nervos autonómicos podem originar pele excessivamente seca, uma vez que estes controlam a quantidade de suor libertada pela pele. A lesão dos nervos motores impede os músculos dos pés e das pernas de funcionarem adequadamente. Os pés podem ficar inchados e dolorosos, com formação de calosidades nos dedos e desaparecimento gradual do arco da planta do pé. Quando a circulação sanguínea também é afectada, as lesões levam mais tempo a cicatrizar. Assim, nas pessoas com diabetes os

TEXTO / Ana Luísa Silva* e Lisete Silva*

vasos sanguíneos que irrigam os pés podem ficar mais finos. Quando a circulação é afectada desta forma, as lesões originadas pelo frio, infecção ou feridas podem reduzir a probabilidade de cura. Aspectos importantes a considerar na avaliação e prevenção do pé diabético: Pele Seca – se tem pele seca nos pés, deve aplicar regularmente um bom creme hidratante, lave-os diariamente, mas não os deixe mergulhados em água, pois a pele poderá perder alguns óleos essenciais protectores. Verifique sempre a temperatura da água com o seu cotovelo ou um termómetro, antes de colocar os pés dentro desta. Circulação Sanguínea – assegure-se que a circulação sanguínea dos seus pés não é impedida por roupa ou calçado apertados. Deve manter os pés quentes, não os aquecendo em demasia. Calçado – o calçado apropriado é fundamental e deve permitir espaços livres para os dedos do pé, evitando assim a fricção da pele e a consequente formação de bolhas. Vire sempre os seus sapatos ao contrário antes de os calçar, para expelir qualquer objecto que possa ter caído dentro deles, na dúvida inspeccione com a mão. Evite andar descalço. A evidência internacional tem demonstrado que a prevenção e tratamento do pé diabético leva à obtenção de evidentes ganhos em saúde, através de uma diminuição acentuada do número de amputações e consequente melhoria da qualidade de vida. * Enfermeiras colaboradoras da Clínica Médica da Praia da Vitória

O Outro Moderno TEXTO / Sónia Bettencourt

Julgam-se artistas de uma nova Era. Talvez a da chamada alter modernidade. Este conceito é defendido pelo teórico francês Nicolas Bourriaud, com base no princípio da globalização. Um género de resposta ao colapso financeiro e ao networking mundial. Para trás ficaram as velhas questões lançadas a partir da nossa identidade cultural – Moderno ou Pós-moderno? Contudo, o sentido do próprio artista parece mostrar menos intelecto e 24 setembro 2012 / 08


MONTRA / OPINIÃO

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mais necessidade de distinção. Faz relembrar os “15 minutos de fama” de que falou Andy Warhol, referência da art pop, nos anos 60. Começam por agir como um canal de informação trazendo novidades e contactos nas redes sociais. Os comentários rondam o sarcasmo, a ironia, e a tentativa de aforismo. Novos talentos? Falta-lhes a germinação da ideia e a mensagem. Abrir debates está fora de questão por duas razões: reflectir provoca teorias diferentes das próprias; e as suas posições estão mais do que fixadas.

im dit, veniendae simaximod molorpo Assim, os seus supostos conhecimenressund igendis noninformações conessit reperae tos são na verdade precuptatur? Siminte voluptur? Poreium concebidas na centralidade dos aconam, quas mi,isto voluptus, as porrorenis tecimentos, é, o mundo não existe pra dolut quam, quia derum, para além das suas principais natibuscidades, to illa nonecea cusdam alignimporro sendo que a sua perspectiva de mulque ex etum utresume-se lam lam autaolaborias ticulturalidade último pedignimenis excea volorro ma dermodelo do “iphone” e à incapacidade natquam aut molesequata dis repuda do Médio Oriente entrar nos eixos. sam resera voleceriae id magnimpos Consideram-se especialistas em tosum sincit quas alitemod et ipsundidas as matérias de diferentes áreas tium explabo. Ebit fugit, sitiae eicim profissionais e artísticas, mas a coisa, dem simus eicit qui aut aut expelit as na verdade, vai para lá da argumentaet Offictur?- forma Illaut quatur sa ea çãoporio. pós-moderna complexa lendam Aniatur aut modi cuptat conteúdo vazio.

2421setembro 2012/ 09 / 09 janeiro 2012


CIÊNCIA

Pepinos -do-mar podem reduzir doenças FOTO / Centro de Ciências do Mar (CCMAR)

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O consumo de pepinosdo-mar, invertebrados da família das estrelasdo-mar, pode contribuir para a redução de doenças cardiovasculares, entre outros benefícios, revela um estudo realizado no Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da Universidade do Algarve. A investigadora Luísa Custódio disse à Lusa que as cinco espécies estudadas “contêm um baixo teor de gordura e um elevado teor proteico e a fracção lipídica (gorduras) é essencialmente composta por ácidos gordos polinsaturados, os quais se encontram associados a numerosos benefícios em termos de saúde, como redução da incidência de doenças cardiovasculares”. Uma destas espécies, de nome científico H. arguinensis – que existe na costa portuguesa entre Peniche e o Algarve e nos Açores e ainda no Mediterrâneo e na zona nordeste do Oceano Atlântico -,contém ainda compostos com propriedades antioxidantes, acrescentou a cientista. O estudo do CCMAR arrancou no início do ano

Estudo revela que Consumo de pepinosdo-mar pode reduzir doenças cardiovasculares com o objectivo de perceber se o consumo de determinadas espécies de pepinos-do-mar pode ser benéfico para a saúde humana e se aquelas espécies têm atividades biológicas relevantes. A sua introdução na alimentação e tratamentos medicinais teve origem na Ásia, onde os pepinos-do-mar foram sobre-explorados, estando a ser alvo de uma procura crescente na América, na Austrália e na Europa. São usualmente comercializados depois de secos com a designação de ‘Bêche-de-mer’. Os pepinos-do-mar, cuja dimensão pode ir dos 26 aos 50 centímetros, podem ser encontrados em zonas de baixa densidade, sobre fundos rochosos ou arenosos, e a sua fácil captura durante a maré baixa preocupa os investigadores, que receiam um aumento excessivo de captura. Apesar de não serem uma iguaria presente nas cozinhas portuguesas, os pepinos-do-mar já começaram a ser capturados e comercializados para o exterior.


ACTUALIDADE

Rochedo firme Receita Certa

TEXTO / Joaquim Neves

Negócio familiar, em que pai, mãe e filha reinventaram o espaço

Vista da esplanada

Em Santo António do Pico, junto ao mar, entre parque de campismo e piscinas municipais, o restaurante Rochedo, serve buffet ao almoço e jantar à lá carte. A esplanada protegida da maioria dos ventos convidativa a qualquer hora do dia, principalmente depois de um banho ou calor do sol, para uma fatia de pizza e cervejinha. Negócio familiar, em que pai, mãe e filha reinventaram o espaço. Não é só mais um restaurante, porque senão seria como todos os outros, o interessante é constatar ao longo dos últimos três anos a evolução da qualidade e todo a aprendizagem que se sente na comida. Sem experiência gastronómica, a Mãe da casa teve que se tornar cozinheira, começou por cozinhar como cozinhava em casa, mas as exigências de algumas pessoas levaram a criar pratos específicos para satisfazer os gostos de alguns clientes regulares. É preciso ter alguma dose de humildade para aprender, para servir, para satisfazer. Quis testá-los. Levei ao restaurante dois conhecidos, parisienses selectos habi-

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ACTUALIDADE

tuados à gastronomia francesa e seus requintes. Não estava muito preocupado com a confecção e as exigências de tempos certos de cozeduras, preparação, somente expectante ao resultado do produto final. Optaram por lulas, espetadas de peixe e eu ao bife com muito alho, sugestão de uma das clientes. Para Franceses lulas é de difícil acesso e muito apreciadas, assim como peixe fresco. Surpresa para muitos estrangeiros com a facilidade de acesso e qualidade. Não há nenhum outro país, diria no mundo, em que haja tanta oferta de peixe. Além da variedade, frescura e modos de confecção. Fazem parte da nossa dieta quase quotidiana considerado luxo em restantes países da Europa. Já à carne por muito boa que seja, não sendo o caso, há a habilidade de tornar, por vezes, um filet mignon em sola de sapato. Os meus convidados, habituados a extravagâncias, modas, tendências e novidades gastronómicas parisienses admiraram-se. Por ser bom! Claro que comentaram a típica saladinha de acompanhamento portuguesa com alface tomate às rodelas e cenouras, para serem temperadas com azeite vinagre, das sempre enfadonhas batatas fritas, que não chamaram pauzinhos de óleo por respeito, do arroz em cone, da pouca variedade criativa dos acompanhamentos e molhos. Por outro lado os ingredientes como a carne e o peixe, desde que bem confeccionados imbatíveis. Só louvor nada de comentários. Claro que como melhorar sempre, optimizar, mas vamos com calma. O Rochedo, daí a minha admiração, recair no investimento na aprendizagem, na humildade e aceitação de sugestões tanto no serviço como atendimento, a disponibilidade para melhorar e de se superarem. E é tudo.

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Piscinas frente ao Rochedo

Receita

Grelhar Peixe

Acenda o lume forte para preparar as brasas, pelo menos vinte minutos antes de grelhar. Veja a espessura do peixe, amanhado e temperado com sal grosso evaporado, as postas ou peixe não deve ter uma ou espessura com mais de 2,5 cm. Prepare todos os utensílios que precisa, pinças, tabuleiros, leque. Unte a grelha com óleo, esta capa previne o peixe de colar na grelha. A grelha deve estar 10 a 15 cm das brasas. Coloque o peixe no centro da grelha, ouvirá um sibilar. Evite áreas de calor indirecto. Dois minutos depois vire. Dica: Quando formar as marcas da grelha. Com um garfo longo e espátula eleve e vire. Retire assim que estiver grelhado para não secar. No caso das postas assim que o peixe deixar de ficar translúcido. Os peixes gordos (sardinhas ou salmão) são muitas vezes complicados de grelhar na churrasqueira por causa das labaredas que provocam. Há várias técnicas de “combate às chamas”, desde o simples borrifador de água, à colocação de rodelas de cebola ou batata sobre o carvão. No entanto, quando o lume está incontrolável, o melhor é espalhar um pouco de cinza (resultantes do carvão queimado) sobre as brasas. O truque é muito fácil de explicar. Em vez da gordura cair directamente em cima do carvão e provocar a labareda, cai em cima das cinzas antes de atingir o carvão. Está técnica só tem uma pequena desvantagem o peixe levam um pouco mais tempo a grelhar.


PALAVRAS

Oração da crise TEXTO / Júlio Ávila

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Dinheiro nosso que estais no banco Santificado seja o vosso brilho Venha a nós o vosso lucro Seja feita a tua lavagem Assim no trabalho como na reforma, O pão amargo de cada dia que nos dás hoje, Perdoai os nossos créditos Assim como nós exigimos Que paguem o que nos ficam a dever Não nos deixes cair em falência Mas livrai-nos das agências de rating e dos mercados Plim


CONSUMO/OPINIÃO

Fritar: Cor, Cheiro E sabor TEXTO / ACRA / Angra do Heroísmo

A alteração dos óleos para além de depender do seu tipo e da temperatura de fritura, depende também do tipo de alimento que se frita. Por exemplo, o peixe degrada mais rapidamente o óleo do que a batata. No entanto, existem vários aspetos indicativos da alteração dos óleos de fritura, que podem ajudar na tomada de decisão de substituir o óleo por um

novo, t a i s como: alteração da cor, cheiro e sabor; aumento da viscosidade; libertação de fumos a temperaturas inferiores à temperatura de fritura e formação de muita espuma. Conselhos: 1. Os óleos de fritura não devem ser aquecidos a temperaturas superiores a 180ºC, visto que a temperaturas mais altas verifica-se uma mais rápida degradação dos mesmos; 2. Deve proceder-se, com frequência, à remoção das partículas de comida e crostas da fritadeira, de modo a mantê-la sem sedimentos. A presença e acumulação de sedimentos podem levar à formação de produtos de degradação das gorduras indesejáveis e ao escurecimento dos alimentos aí processados; 3. As fritadeiras devem ser limpas periodicamente. Os resíduos de sabão são extremamente prejudiciais   para os óleos de fritura; 4. Mantenha um nível de óleo onstante, juntando óleo novo sempre que necessário. 5. A fritadeira deve ficar tapada quando não está a ser utilizada, de modo a proteger o óleo do contato com o ar e com a luz. A presença  de metais, nomeadamente cobre, ferro preto ou latão, nem que sejam sequer de só vestígios, conduz à rápida   deterioração dos óleos. Tempere os alimentos depois de fritos fora da fritadeira. *Associação de Consumidores da Região Açores

VIAGENS Ao cerne das coisas XX

Singapura, um modelo? TEXTO / Antonieta Costa * / antonieta_c@hotmail.com

ilha pouco maior que a Terceira

Singapura surpreende-nos a cada momento, quer pelos paradoxos que encerra, quer pelos exageros que a sua cultura exige. Com uma temperatura constante mínima acima de 20º todo o ano, sufoca-nos logo à chegada, não só por essa violência mas também pelo rigor do seu sistema penal que castiga (até com a pena de morte) infracções como a de comércio de drogas, entre outras de natureza social. Sendo uma ilha um pouco maior que a Terceira (mais pequena que S. Miguel), consegue, como cidade Estado, ser o quinto mais rico do mundo, com uma população de cinco milhões condensada numa lado da ilha, deixando a outra parte para agricultura e florestas de flora endémica, que explora turisticamente, como é o caso da sua mini orquídea vendida coberta de folha de ouro. Situada sobre a linha do equador, está sujeita ao clima próprio, com monções a marcar as estações. Ingressei num passeio pela Ilha que acabou num jantar num restaurante situado no centro de um lago artificial, num parque. Depressa chegou a noite e com ela uma das chuvadas locais, mas de tal modo forte que nos inundou a ponte de regresso. Descalços e com água acima dos joelhos, tivemos que a atravessar às apalpadelas e “navegar” pela escuridão do parque todo inundado até aos autocarros, sempre temendo infringir alguma das regras de ouro… mas a água e o solo estavam quentes e tudo é levado à conta da cor local além de espectável no equador. Ninguém se queixa e muito menos deprecia. Pelo contrário, é vendido como experiência “especial”. 24 setembro 2012 / 14


OPINIÃO

Columbo TEXTO / Pe. Teodoro Medeiros

Como um tio que não se vê há muito tempo; como um amigo da família que tem andado desaparecido. Assim é Columbo, o personagem de televisão que investigava (e descobria sempre os respetivos autores) assassínios premeditados. O CSI dos anos setenta. Quem se recorda e quem revê sabe que os atrativos da série são vários mas nenhum tão importante como a pessoa do tenente; simples, falador, espontâneo, usando a sua gabardine bege, fumando as suas cigarrilhas, parando frequentemente para pensar enquanto interroga os suspeitos. Os efeitos especiais são poucos e fica o essencial: a força das histórias e o poder de representação dos atores. Mas a sedução desta figura de aparência quase medíocre assenta também no modelo escolhido e definido desde o início. Cada episódio segue o mesmo esquema: assistimos à execução do plano assassino e, à partida, já conhecemos o criminoso. Depressa nos é apresentada também a razão para a execução; onde está então o mistério? Apenas em ver Columbo exercer a sua magia! E resulta bem um modelo tão dependente do charme da figura principal? E de que maneira, Peter Falk ficou na história como uma das mais carismáticas figuras de sempre na televisão. Antes de Gabriela, já Columbo reinava e não pelos mesmos meios. O perfil do mau da fita é sempre semelhante: homens ou mulheres de sucesso, hábeis e inteligentes, previdentes e acautelados, têm sempre resposta prevista para cada uma das perguntas daquele polícia pouco inteligente e incómodo. Mas ele nunca desiste, circunda o infrator como um enxame de abelhas que castiga lentamente alguém até à morte. Faz parte do figurino: ele pede desculpa muitas vezes, por tudo e nenhuma coisa;

lavandarias

mostra uma preocupação enorme com pequenos pormenores dos quais o culpado se ri. Columbo passa por estúpido mas lá vai juntando os pontos... muda constantemente de assunto e só depois volta ao essencial; vai confundindo e compondo o puzzle.. Figura de anti-herói, Columbo mostra sempre admiração pelo culpado: fá-lo dar largas à sua vaidade, falar sobre si, simulando ser um pobre de espírito. Frequentemente, chega mesmo a ser humilhado e ver a sua competência posta em causa. Mesmo assim, a parte deliciosa consiste das insinuações que apresenta: pede a opinião sobre as suas teorias ao próprio assassino e às vezes chega até até a dizer-lhe que ele poderia ser o principal suspeito se as teorias estivessem corretas! Este jogo de esconde esconde é apenas o segundo ato: qual será o terceiro? O terceiro é quando o caçador passa a ser caça, sabe que foi descoberto, mas ainda está em liberdade, por falta de provas conclusivas. Muitas vezes, é aqui que se usa muita ironia porque ambos sabem que ambos sabem a verdade mas apenas um poderia confessá-la. Mas a máscara cai a Columbo e é acusado de ser matreiro e de se fazer perdido quando está sempre com todos os sentidos alerta, preparado para atingir a jugular. Como não poderia deixar de ser, a história não se conclui sem uma demonstração última da culpa e a prisão subsequente. Só então a vaidade ostensiva do assassino quebra, Só então deixa de se rir e se resigna com o seu destino. Até aí, era ele o vencedor; a partir daí a sua carreira foi destruída pela mesma esperteza que a construiu. Os assassinos de Columbo são todos egomaníacos compulsivos, pessoas que se julgam acima dos outros. Há de haver quem compare isto a outras situações.

D.A. - Lavandarias Industriais dos Açores, Unipessoal Lda.

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DESTAQUE

LANÇAR TALENTOS ALÉM-MAR


O projecto “Descobrir Açores”, da responsabilidade da Associação Miratecarts, está literalmente a percorrer as nove ilhas do arquipélago para levar a palavra o mais próximo possível dos potenciais criativos. Trata-se de uma iniciativa que pretende lançar artistas, agentes culturais, grupos comunitários que trabalham em prol de artes e cultura, com vista a internacionalizar o seu nome e os seus trabalhos sejam nas áreas da arte plástica, fotografia, teatro, música ou literatura. A U falou com o fundador e presidente da entidade organizadora, Terry Costa, que adiantou a data dos encontros na ilha Terceira – dia 8 de Outubro, segunda-feira, pelas 21h30, no Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo; e dia 9 de Outubro, pelas 21h30, na Academia de Juventude e das Artes da Praia da Vitória.

TEXTO / Sónia Bettencourt sonia@auniao.com FOTOS / Harry Leonard e Fátima Madruga

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TOS AR

DESTAQUE


DESTAQUE

U - O projecto “Descobrir Açores” procura grupos ou indivíduos ligados a várias áreas artísticas provenientes de todas as ilhas do arquipélago, por meio de concursos. Como surgiu essa ideia? Terry Costa (TC) – A ideia surgiu quando eu comecei a perguntar quem conhecia Portugal, os Açores, o talento açoriano, no estrangeiro. As poucas

ilha para ilha. Temos artistas que têm décadas de trabalho realizado e que nunca saíram da região. Estamos a falar das pessoas que trabalham quase todos os dias na sua arte. A sua audiência é pequena. Mais uma razão porque este projeto é importante e necessário para a nossa região: divulgação e promoção de quem tem um repertório;

IMAGEM DA ASSOCIAÇÃO

respostas positivas nunca chegavam à parte do conhecimento de talentos. O facto é que temos talento nos Açores mas é um talento desconhecido, por muitas vezes até de ilha para ilha. O projeto inclui alguns concursos para incentivar a diversidade de participação. Mas é possível fazer parte do projeto sem inscrição nos concursos, e ter a oportunidade de receber promoção internacional. Basta se inscrever no projeto através através do site www. discoverazores.eu. U - Para além da vertente artística, há também o aspecto turístico. Em que modos? TC - Cada vez que alguém dos Açores leva o nome do arquipélago além-mar está diretamente a promover a região. Quando os nossos artistas começarem a integrar em feiras internacionais, temporadas de música, dança noutros países estaremos a promover a região muito mais do que outro tipo de promoção artística. O site que estamos a criar vai facilitar o conhecimento por parte dos turistas motivando-os para a compra de obras de origem. Aprendemos sobre os povos através da arte e da cultura, e educamo-nos sobre localidades desconhecidas. U - Em termos gerais, hoje em dia, existirão “novos valores” ou estamos a falar de pessoas que, tal como adiantou Andy Warhol no seu tempo, esperam viver os seus “15 minutos de fama”? TC – O entretenimento e a cultura popular continuam a ter os seus 15 minutos de fama. E isso nem equivale a 0,1% da população artística. E os outros? Na sua maioria nem os conhecemos de

uma coleção; e um corpo de trabalho que tem que ser visto. U - Esse projecto tem vindo a ser apresentado em todas as ilhas dos Açores através da realização de encontros locais. Como as pessoas têm correspondido a esse modelo de aproximação de dar a conhecer uma ideia? TC - Tenho andado de município em município a conhecer pessoas interessadas. Quase na sua totalidade, aqueles que falam comigo aderem logo ao projeto porque não há nada a perder. U - No futuro, segundo adiantam no plano de trabalhos do “Descobrir Açores”, pretendem colocar em prática diferentes eventos, mostras, festivais, bem como apostar na produção de programas de televisão e rádio. Como se colocará em marcha todas estas iniciativas tendo em conta as contenções financeiras e a descontinuidade geográfica das ilhas? TC - Neste momento apenas andamos à procura de artistas e vamos realizar páginas na internet para os lançar no mundo.

eventos com um cheirinho das ilhas

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É necessário investimento em grande para que todas as fases do projeto possam ser concretizadas. Mas abemos que isso levará o seu tempo. U - Essa iniciativa é de uma associação denominada Miratecarts. Qual é o grande plano de acção deste grupo no campo das artes? TC – A associação MiratecArts tem por finalidade realçar o indivíduo, a equipa e a produtividade organizacional no mundo de artes e cultura. Pretende produzir, promover e apresentar artistas, mostras e eventos abrangendo as várias disciplinas artísticas. É uma entidade sem fins lucrativos, que vive do trabalho voluntário e do investimento de pessoas, entidades e apoios. Seguimos de passo a passo, projeto a projeto, criando dos Açores para o mundo. U - É produtor e encenador, ligado ao teatro e à música, nascido no Canadá mas com vivências nos Açores, nomeadamente na ilha do Pico. O seu lado ‘ilhéu’ costuma entrar nos seus trabalhos artísticos? TC - Já desenvolvi e criei bastantes eventos com um cheirinho das ilhas. Lembro-me de uma peça realizada em Vancouver, em que inclui o bandolim e a tradicional viola da terra. A maioria das pessoas teve ali o primeiro contacto com esses instrumentos. E continuei a incluir adereços alusivos aos Açores como as hortenses e a poesia açoriana. Esses momentos artísticos foram sempre muito fortes no meu trabalho. U – Por outro lado, uma vez nas ilhas, o cenário preenchido pelo mar e pela paisagem verde, influencia as obras criativas? TC - Lugares pequenos alimentam muito mais a criação. Quando estamos a viver numa cidade cosmopolita, estamos constantemente rodeados do que os outros fazem; a ser lembrados do que comprar, fazer e pensar. A nossa mente está mais fresca e consegue criar melhor. Assim, francamente, digo que os Açores têm muito talento criativo por ser um lugar mais pequeno. U - Sente-se um canadiano nos Açores ou um açoriano que, por acaso, nasceu no Canadá? TC – Sinto-me açoriano mesmo tendo nascido no Canadá. A minha infância foi vivida na ilha do Pico, onde eu cresci, aprendi a falar e iniciei a minha vida artística. Mesmo depois de viver duas décadas fora dos Açores sempre voltei para saborear estes ares, comidas, cheirinhos, família e o que temos de único no arquipélago. Agora trabalho do Pico, dos Açores, para o mundo.

HÁ “talento desconhecido, até de ilha para ilha”


LOJAS

LEITURA INFANTIL EM: 01// www.planonacionaldeleitura.gov.pt 02// www.kidleitura.com 03// www.casadaleitura. org

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04// www.edu.azores. gov.pt 05// www.minutosdeleitura.pt 06// www.contala.net

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Revista U Rua da Rosa, 19 9700-144 Angra do Heroísmo tel. 295 216 222 / fax. 295 214 030 Email u@auniao.com Director Marco Bettencourt Gomes Editora Humberta Augusto Redacção João Rocha, Humberta Augusto, Renato Gonçalves, Sónia Bettencourt Design gráfico Frederica Lourenço Paginação Ildeberto Brito

Colaboradores desta edição Adriana Ávila, Ana Luísa Silva, Antonieta Costa, António Hélder Silveira, António Rego, Carlos Medeiros, Carmo Rodeia, Fátima Madruga, Frederica Lourenço, Harry Leonard, Joaquim Neves, João Manuel Duque, Júlio Ávila, Lisete Silva, Olegário Paz, Paulo Brasil Pereira, Rildo Calado, Sandra Saldanha, Sónia Bettencourt e Teodoro Medeiros. Contribuinte nº 512 066 981 nº registo 100438 Assinatura mensal: 9,00€ Preço avulso: 1€ (IVA incluído) Tiragem desta edição 1600 exemplares Média referente ao mês anterior: 1600 exemplares

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Leitura

as “chaves” do Concílio TEXTO / João Manuel Duque*

Um concílio ecuménico é, sem dúvida, um dos acontecimentos mais importantes da vida da Igreja. Assim tem sido ao longo dos longos séculos da sua existência. Não que a Igreja exista para fazer concílios, mas porque estes são fundamentais na resposta da comunidade crente à missão para que é convocada. De facto, a Igreja de Jesus Cristo possui características que a distinguem de qualquer outro grupo humano. Por um lado, sendo uma instituição humana, é mais do que isso, enquanto mediadora do mistério da própria autodoação salvífica de Deus aos humanos. Nesse sentido, é uma instituição com uma origem e uma finalidade transcendentes, o que a transforma numa comunidade à escuta de uma voz que ela própria não pode produzir. Por outro lado, é uma comunidade universal, ou seja, destinada a acolher todos os humanos que aceitem o Deus de Jesus Cristo como salvador ou sentido da Humanidade. Não se lhe aplica o estatuto de grupo limitado a priori, seja por questões geográficas, seja por questões étnicas, seja por qualquer outro tipo de discriminação identitária. Ora, podemos considerar que o primeiro aspecto referido – a escuta de uma voz outra – se articula de modo muito próprio na actividade de um concílio, em que a comunidade eclesial se reúne, através dos seus representantes, para exercitar a escuta daquilo que o Espírito de Deus pretende dela mesma. Nesse sentido, um concílio não é mera reunião de eventuais conselheiros de um chefe absoluto, que os pode ouvir ou não na sua decisão. Toda a hierarquia da Igreja se coloca, no dinamismo conciliar, em atitude de acolhimento de uma inspiração divina, que é reveladora da sua identidade própria. Ao mesmo tempo, quando um concílio pretende reunir a Igreja presente no mundo inteiro – ou seja, quando um concílio é ecuménico e não simplesmente local – dá visibilidade à sua dimensão católica ou universal, como comunidade aberta, sem delimitações prévias, a partir de qualquer esquema humano de exclusão. Mesmo evitando cair em afirmações genéricas e exageradas, poderemos consi-

Revisitar o concílio II do Vaticano

derar que o segundo Concílio do Vaticano foi um dos que, na longa e variada história dos concílios, melhor incarnou as características referidas. É certo que, tal como tinha acontecido com o concílio de Trento, as circunstâncias que o provocaram foram, por assim dizer, criadas por «provocações» ou crises: no primeiro caso, pela reforma protestante, no segundo, pelas transformações da modernidade. Mas o primeiro concentrou-se na reafirmação dogmática da doutrina ortodoxa, frente às propostas reformadoras, consideradas essencialmente heterodoxas. O segundo tentou repensar a própria teologia e a vida da Igreja, em clara e humilde atitude de escuta. Por isso, manifestou um outro rosto da Igreja: não apenas o da proprietária de uma doutrina certa

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Leitura

e definitiva, que reafirma insistentemente, mas precisamente o de quem aceita interpelações novas do Espírito, mesmo se na fidelidade à grande Tradição redescoberta. Aproxima-se, assim, dos grandes concílios da Igreja antiga, que se articulavam na busca humilde da melhor formulação da fé. Neste caso, contudo, não se trata de formulações dogmáticas novas, mas de um modo diferente de conceber e articular os tradicionais conteúdos da fé cristã, sobretudo quanto à sua incidência sobre a pragmática cristã quotidiana, no interior de uma cultura em ebulição permanente. Por essa razão é que os documentos deste concílio vieram a assumir um estilo essencialmente teológico, espiritual e pastoral, mais do que jurídico ou disciplinar. Do ponto de vista da dimensão ecuménica ou universal, é indiscutível que o mais recente concílio foi o que visivelmente melhor incarnou a diversidade planetária da Igreja. Os recursos tecnológicos, sobretudo quanto á capacidade de deslocação, permitiram a presença de bispos dos quatro cantos do mundo, revelando de forma clara que a Igreja católica não é um fenómeno simplesmente europeu. E mesmo que a referência a Roma não seja abandonada, tornou-se claro que a vida da Igreja se articula na diversidade das culturas, que é inevitável ter em conta, cada vez mais. Por tudo isto, o acontecimento e os documentos do Vaticano II continuam presentes na vida da Igreja, como desafio. E assim como a recepção de qualquer concílio, incluindo os mais antigos, não termina nunca, também a deste se manterá, permanentemente, para o futuro da Igreja. Ficam os documentos que, pela sua riqueza teológica única, sempre desafiarão as possibilidades de interpretação e de aplicação, em realidade infinitas, mesmo que não aleatórias. Ficam os efeitos simbólicos, sobretudo no que se refere à básica atitude de diálogo com o mundo moderno e os respectivos desafios, mesmo se muitas vezes ambíguos; mas também no que se refere à dimensão ecuménica, seja em sentido lato, en-

A abertura planetária da Igreja

quanto tomada de consciência de que a Igreja de Cristo se articula na diversidade das culturas humanas e não num modelo único, seja em sentido estrito, como aproximação dialogante às confissões cristãs que, ao longo dos séculos, foram traçando rotas de divisão. Fica a certeza fundamental de que, quer nas reelaborações teológicas do conteúdo da fé quer na atitude dialogante em relação a novos desafios e à diferença, o recurso à grande Tradição eclesial e teológica, com a correspondente fundamentação na Escritura e nos grandes textos dos primeiros séculos, é o caminho mais seguro para encontrar o rumo certo, num mundo que se manifesta tão incerto. *Diretor adjunto da Faculdade de Teologia da UCP (Braga) In As “chaves” do Concílio (prefácio), ed. Paulinas

Articular Tradição e Escritura

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FOTÓGRAFO

CONSELHO TEXTO / António Hélder Silveira FOTO / Carlos Medeiros

Avança calmamente...Hás-de chegar Às culminâncias a que queres subir. Às vezes mais nos vale ir devagar, Que os apressados sujeitam-se a cair…

Que o mundo é treva e luz – fatal dilema Não atropeles ninguém, se queres passar, Pois basta-te a virtude de querer seguir… Nenhum valor terás em derrubar Quem não te impede os rumos no porvir!

Se o sol da tua estrela entra em poente, Em novo dia ele raiará nascente, Que o mundo é treva e luz – fatal dilema. Feliz de quem se encontra na penumbra, Que à fraca luz toda a ilusão vislumbra E, assim, aos extremos não se algema!

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Livraria Obras Católicas

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OPINIÃO

A REVOLUÇÃO SERENA DO ESPÍRITO TEXTO / Padre António Rego*

Parecia o ovo de Colombo. Muito do que nos ia chegando de Roma parecia já escondido, com timidez, dentro de nós, jovens inconformados com tantas áreas da Igreja que pareciam desfasadas não da realidade apenas, segundo nos parecia, mas da grande tradição da Comunidade inicial, distorcida depois pela história, manipulada pelos tempos, impérios, sabatinas e decretos. O Concílio surgiu-nos com tanta naturalidade como se fora um pedido profundo há muito por nós formulado. A modéstia não era muita. Era o melhor da nossa juventude como estudantes de Teologia e depois como pastores. Aos poucos fomos alinhando os nossos sábios pareceres com uma série de movimentos germinativos que nos precederam, sobre Deus, a bíblia, a Igreja, o mundo, o ecumenismo, os leigos, a liturgia, os meios de comunicação social, a atividade missionária, a liberdade religiosa. Começamos a perceber que o Concílio não trazia novidades no sentido de criar do nada o que quer que fosse, mas recriava, com a luz do Espírito, toda a dinâmica da Igreja que nela já se inscrevia, não para a conformar com o mundo mas, para nele descobrir sinais de Deus muito para além da visão estreita de o mundo ser apenas o terreno e o símbolo do mal. Tem-me acompanhado toda a vida sacerdotal a edição da União Gráfica de 1966 dos “Documentos Conciliares do Vaticano II”, com 4 Constituições, 9 Decretos e 3 Declarações. Toco esse livro com carinho. Sinto que todas as suas páginas foram percorridas e estudadas, enriquecidas com comentários de grandes mestres de teologia e pastoral. Muitos trabalhos, nomeadamente nos media foram um esforço sincero de o traduzir para o homem da rua tentando nunca analisar antes de ler, dispondo-me a uma aprendizagem constante. Como muitos companheiros de missão da minha geração, sentia a urgência, nalguns casos exagerada, de trazer o Concílio para a vida, pois já se tinha perdido tempo demais em considerandos a que faltava apenas uma coisa: fazer. E assim veio o sofrimento das reformas a que muitos faziam resistência e outros, mais notórios, faziam precipitar sobre uma multidão que havia aprendido a vida cristã como um dogma definitivo no conteúdo e na forma, no conceito de autoridade, no rigorismo com que se formaram as consciências, na traição que parecia acompanhar qualquer mudança. A visão eterna da Igreja confundia-se facilmente com a imutabilidade das formas, misturando o essencial e o periférico. O tempo da chamada contrarreforma fora longo e duro na defesa intransigente e justa da fé católica. Esse estilo terá, direta ou indiretamente, gerado resistências indiscriminadas à mudança. Não estou a falar só do pós-concílio. Lembro o tempo em que ele ocorreu e dos dinamismos de resistência e mudança com que se debatia. Passados estes 50 anos tenho por vezes a sensação de estar numa espécie de segunda volta onde vejo com respeito e espanto alguns que choram e lutam pelo regresso do passado no mesmo estilo de resistência que encontrei perante a boa nova do Concílio. De uns e outros sorrirá o Senhor do tempo, e o Espírito, que vivifica para além dos tempos e dos modos. A liturgia foi o terreno que deu maior visibilidade ao todo do Concílio. A Palavra, o vernáculo, o novo conceito de participação, o altar versus populi, a assembleia “concelebrante”, a simplificação do ritos, gestos, paramentos, o conceito de Ceia e Sacrifício, tudo isso descia às comunidades com alguns estremecimentos, mas com grande alegria para os que descobriam o seu novo dinamismo. Nada acontecia num dia apenas. Implicava tempo, paciência, formação, participação, discernimento dos pastores e leigos. E exigia meios, desde livros, folhetos, traduções, encontros pacientes. Não se tratava de mudança canónica de regras, mas dum novo espírito perante o todo de que as mudanças eram a expressão. Momentos houve muitos complexos que exigiam um profundo respeito por quem não entendia o que se passava mas que nem por isso era excluído da comunidade. Mas o tempo era propício à mudança. E a Igreja, nessa matéria em paralelo com o que se passava no Ocidente – a grande revolução dos anos 60 - procurou dar sentido a essa expressão que só os ditadores não entendiam de todo. A palavra liberdade que se cantava em todos os tons e em todas as praças também foi ouvida e proclamada pela Igreja numa Declaração Conciliar sobre a liberdade religiosa. O tempo era para alguns de utopia. Para a Igreja era de esperança. Até porque os sinais exteriores não traziam tantas promessas como alguns pensavam. É por aí que começam a diminuir as vocações consagradas, a falecer alguns movimentos vitais da Igreja, a surgir novas visões de missão ad gentes, a desaparecer formatos pastorais que pareciam sólidos. Mas o Concílio não foi o gerador da crise. Só Deus sabe o que seriam os novos tempo sem o seu impulso de esperança. *Jornalista

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PARTIDAS

VOLTAR À TERRA TEXTO E FOTO Olegário Paz

Voltar à terra que nos viu nascer, uma dúzia de anos passados sobre a última visita - trinta e dois após partida forçada -, tem o seu quê de inquietante: antes da viagem, uma doce expectativa; depois, a impressão de ter sabido a pouco. Chegados à ilha, eu e minha mulher, instalámo-nos na Casa do António, nas Velas, e procurávamos um táxi que nos levasse à procissão de Santa Ana, na minha Beira natal. Calhou-nos exatamente o Cardoso, que me reconheceu – eu a ele, não – e lembrou que tínhamos sido colegas na escola masculina da Banda da Ribeira. Que saudades, Dona Leonor, minha querida professora da primeira, segunda e terceira classes! Como Regente Escolar não po-

dias ensinar os meninos da quarta, mas, disse-to quando nos encontrámos pela última vez, na minha memória sentas-te ao lado de três dos mais estimados mestres do que foi o ‘Tempo II’ da minha formação académica, Maria de Lurdes Belchior, David Mourão-Ferreira, Urbano Tavares Rodrigues. A procissão estava marcada para as dezanove horas, mas já andavam a montar o tapete com farelo de madeira, folhas e pétalas de hortênsias, de rosas, de girassóis, de cravos, de dálias, de malmequeres, de açucenas. Fomos na procissão com os mais devotos. Primeiro, esperámos que desse a volta à Relva, postados junto à casa que foi das tias d’ André, mesmo em frente da Casinha dos Bolos, onde não valia a pena entrar porque isso de tremoços, bolos de véspera e vinho de cheiro só nos Sábados de Espírito Santo e da Trindade de outros tempos, dizem-nos! Demos por nós e estava a passar ali mesmo, enfeitado, o andor de Santa Ana. A imagem é bonita. Sempre gostei da ternura com que a avó de Jesus olha a menina que aponta as letras do rolo de papiro que a mãe segura com uma das mãos. Vinha às costas de quatro ‘irmãos’ trajados não da opa vermelha que sempre conheci, mas de uma espécie de romeira que se sobrepunha à mini túnica branca – confraria de quê, ninguém me soube explicar. Depois, seguimos numa


PARTIDAS

das alas ao ritmo das músicas que, ora a Lusitânia, das Velas, ora a Banda de Santo Amaro tocavam a alegrar o percurso. A cantoria que fechou as festas do Domingo - na segunda feira era o Bodo de Leite no Terreiro da Macela - juntou muita gente por detrás do edifício da Casa do Povo, num ringue onde se joga futsal.

Sempre gostei da ternura com que a avó de Jesus olha a menina que aponta as letras do rolo de papiro que a mãe segura com uma das mãos. Farelo de madeira, folhas e pétalas de hortênsias

Corrigenda

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As páginas 26 e 27 da edição de 27 de Agosto mostram uma foto que, por lapso, indicam o nome de Ruben Medeiros em vez de Ruben Tavares. A Revista U apresenta desculpas pelo sucedido.


ÓCIOS / OPINIÃO ENTRETENIMENTO / OPINIÃO

“A moral da arte reside na sua própria beleza.”

“Citação e/ou frase aqui.” Gustave Flaubert

CARTOON

F. S. QUESTIONÁRIO

A MAÇONARIA INFLUA TROIKA ENCIA EXIGE A POLÍTICA DE MAIS A PORTUPORTUGAL? GUESA? SIM SIM NÃO NÃO

ONLINE

AS MAIS VISTAS

Este sábado em Ponta Delgada Título Aqui “QUE SE LIXE A TROIKA” É TEMA DE MANIFESTAÇÃO

119 (71,69%)

47 (28,31%) TOTAL: 166 (100%)

“Start Again” Título Aqui OCTOBER FLIGHT GRAVAM VÍDEO NA TERCEIRA

I am a fan of

PHOTOMATON TEXTO / Frederica Lourenço

ou photobooth, ou purikura.

cudos, que muitas nunca foram ac-

Nunca soube qual o nome em português, mas

tualizadas para a moeda única) te-

quer parecer-me que iria estragar todo o char-

mos direito a 5 fotos. Todas tiradas

me das velhinhas cabines de fotos instantâne-

de forma sequencial, em menos de

as, distribuídas por todos os não menos velhi-

1 minuto, enquanto um flash for-

nhos centros comerciais das grandes cidades

tíssimo nos deixava quase cegos

da europa.

por uns bons 5 minutos. Depois

A boa notícia é que a grande maioria ainda fun-

esperávamos pelo resultado final.

ciona, e não há máquina digital ou lomo que

E se não satisfizesse os nossos

substitua a satisfação imediata que estas nos

objectivos, repetíamos ou deixáva-

dão. Afinal, só elas nos permitem transpôr para

mos as fotos num dos milhares de

a prática a ideia de que é possível colocar 5 ele-

photomaton walls, espalhados por

fantes dentro de um mini, que é o mesmo que

todo o lado, que eram (e são!) uma

dizer que temos que colocar 5 amigos dentro

espécie de mural da fama, quase

da cabine e conseguir que todas apareçam no

em jeito de concurso a ver quem

quadradinho da fotografia, sem atropelos ou

conseguia ter a sequência de fotos

outros acidentes de maior. Por 50$00 (sim, es-

mais disparatada.

2407 setembro 2012 / 28 maio 2012 / 28


CULTURA

BULULUS O Teatro Micaelense recebe de 26 a 29 de Setembro a segunda edição do Festival Bululus. Este certame é um espaço de apresentação

26 A 29 SETEMBRO de projectos a solo – bululus –, de artistas regionais e nacionais. Todas as noites são exibidos três trabalhos de diferentes disciplinas artísticas,

TEATRO MICAELENSE desde o Teatro, à Dança, Música e Multimédia. Esta é uma organização da Direcção Regional da Cultura e Direcção Regional da Juventude em co-produção com o Teatro Micaelense A direcção artística e de produção está a cargo de Nelson Cabral.

Clowntastrófico Começa hoje prolongando-se ao longo de um mês a representação de “Clowntastrófico” na EBI Francisco Drummond na Praia da Vitória. O espectáculo, criado por Maria Simões e Alex Pereira surgiu a convite da Proteção Civil dos Açores e da Bizex, em 2011, e acompanha a criação dos clubes de protecção civil nas escolas de todas as ilhas da região. Duas palhaças muito protegidas chegam a casa e verificam todos os procedimentos de segurança preventiva contra sismos, tempestades, vulcões, e incêndios. E está tudo em ordem, como de costume. Só que hoje… talvez a casa vá a baixo!!! As sirenes começam a tocar e há que agir. Felizmente o Kit de Segurança está sempre à mão e, munidas de exagerada calma e transportadas pelo vento, estas palhaças podem voar certamente para uma zona de evacuação segura. 24 setembro 2012 / 29

O concurso literário que decorre no âmbito do Outono Vivo 2012 é subordinado ao tema “Açorianidade – Percursos à Volta de Casa”, tema que dá o mote ao Outono Vivo 2012, numa edição que terá como figura central o escritor Vitorino Nemésio, “pai” do conceito de Açorianidade. O concurso literário, promovido anualmente no âmbito deste evento cultural organizado pela Câmara Municipal da Praia da Vitória, “destina-se a promover e a consolidar hábitos de escrita criativa”. «Viagem, percurso, distância, conforto do conhecido e desassossego vertiginoso do desconhecido. Este é o tema do Concurso Literário Outono Vivo 2012. Partindo do título geral do evento – “Açorianidade -Percursos à volta de casa” –, convida-se a reflectir sobre o tema da Viagem. Inserido num espaço e num tempo, cercado de rituais, obrigações e “pré-conceitos”, o homem contemporâneo vive quotidianamente a ânsia da viagem. Renovação, crescimento, anulação, viajar torna-se um ato multifacetado, já pelo calor do ninho, já pela segurança do ovo, já pelo canto da sereia. Será a viagem plena humanamente concretizável ou eterna utopia desafiadora?», lê-se no sítio da Autarquia na Internet.


CULTURA

Dan Deacon TEXTO / Adriana Ávila

Nascido e criado em Long Island, Daniel Deacon estreou-se musicalmente em 1999 numa banda de ska os Chanel 59. Posteriormente à sua passagem pelo Conservatório Deacon integrou inúmeros agrupamentos musicais, quando mais tarde se lançaria a solo e num espectro muito distinto, a música eletrónica com muitas partículas experimentais. Em 2003, compôs Goose on the Loose, apenas em formato digital. Três anos mais tarde, lança em CD Silly Hat Vs Egale Hat pela Carpark Records que foi porta-voz até ao seu penúltimo disco Bromst (2009).

AMERICA As atenções estão agora direcionadas para o seu mais recente fruto America pela Domino USA, maioritariamente direcionado para a música experimental. Todo este trabalho está disponível em: http://www. guardian.co.uk/

LAND ART A Academia da Juventude e das Artes da Ilha Terceira acolhe no dia 30 de Setembro uma formação em Land Art a cargo de José João Dutra. A partir das 10h00 e até às 18h00 os participantes vão focar-se na arte de criar esculturas a partir de formas e elementos da natureza. As inscrições estão abertas até dia 27.

OUTRAS GUERRAS Será apresentado o dia 27 de Setembro, pelas 21h30, no Museu dos Baleeiros nas Lajes do Pico o livro “U-Boats nos Mares dos Açores” da autoria de Manuel Paulino Costa. A obra foca-se na presença dos submarinos alemães em águas açorianas durante a II Guerra Mundial e os seus constantes ataques aos comboios de embarcações que navegavam no Atlântico.

MANTA LOUCA O Museu de Angra do Heroísmo acolhe a 29 de Setembro, das 15h00 às 17h00, mais uma edição da “Manta Louca Ateliê de trabalho louco”. Esta iniciativa, orientada pela artesã Aldevina Serpa, pretende conciliar partilha de conhecimentos, troca de retalhos e mostra de trabalhos. A frequência do ateliê é gratuita, mas dependente de agendamento prévio via telefone 295 240 809 ou através do mail (ana.ls.almeida@azores.gov.pt).

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OPINIÃO / AGENDA OPINIÃO / AGENDA

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doloreium est, offictur, eosantumene saerum, es maios voleceperum faci nectatur repedig enditibus modi cor sitatur, cum hil ipsae quias sapissunt. Obitatur recabor am harum fuga. Otatemque incil intur aspe verovitam WAF AWARDS 2012 iur moluptatur, con pelest maximil loShortlist 2012 rest, omnis re voloribea derum sinciis Categoria: Edifícios completos dis prem. Nam doloristrum aut harum Subcategoria: Landscape projects dolorror odis dit minum eumquia Projecto:siBay South - Gardens debis maximolores nonsed et qui Localização: Melbourne, Australia blab imos aut omnisquam sectia Atelier Grant associates + Wilkin- pe Ugia doluptur sum sequia aut et re, son Eyre quaersperum nia dolo occum

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ariorum vel il es volor simus, core quistib eribus voluptis earum cumLajes. exerum quiant. Martins, Agualvavendae e Vila das Na arum Vila Nova, as Ehendit, sinto verovitio. Ut est, ut incid quas inullor actividades decorrerão na Casa do Povo. Nos Bisestiusa as picaboremque nonsed quibearum est, coitos, actividades decorrerão na antigaque escola quiasped eos auditem poreptas doloriti omnimpoprimária da Caparica. Os interessados em frequenriate invellaut expediciis quias amos alite atraquid tar estas aulas podem efectuar sua sam inscrição quas ella Lit et qui debis magnates dolupta erfe vés do telemóvel 915772365 ou para o correio electrónico duriano.landeiro@praiamovimento.pt.

07 maio 2012 / 31 24 setembro 2012 / 31

Tem lugar a 28 de Setembro no Claustro do Antigo Convento de São Francisco em AnXeratem quost gra do Heroísmo autemos um almoçodipsam temáut imagnam, tico dedicado offic a “A totatur? Quiditam contemporaneidaalia do iducidentia side século do tias millupis et omouro da marcenanim ex enis as ria açoriana” eost eosaper A iniciativaibeaquo decorre ma del ipis das dolor ad no âmbito Joreument, Europeias con cornadas ectatiam dolorese do Património, pratiant quam pelo que promovidas volo molorro ex et IGESPAR, entre 28 vit30 qui ditessune de Setembro. di unte ella nate Refeição servida nobitatem quis pelo restaurante quossimodia quis Ambientes com delisci psapedi Sabores, durante beritem ilit quis ina qual serão efecvenis consequ untuadas projecções dignam aut most, de imagens de cum fugition eium móveis esgrafieratur res ipsamus tados produzidos eatum etur nos sapitat nos Açores, séiaecaep udaeraculos XVI e XVII. tiatur aditatis noReserva prévia bitib usante qui as pelo telefone 295 rersperae latis ex 240 800 ou atraexerae. Ipicipitium vés do mail museu. que et, quatur res angra.info@azores.gov.pt.


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MADALENA Director: Pe. Manuel Carlos • Sábado - 04 Dezembro 2010 • Ano: 118 • Jornal Diário • N.º 34.321 • Preço (Iva incluído): 0,50¤

Aos funcionários públicos Pag|04

Director: Pe. Manuel Carlos 2010

2009 Director: Pe. Manuel

Carlos

GRÁTIS

Suplemento

Apoios sem custos para o Estado   O presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, assegurou ontem que a medida de apoio aos funcionários públicos aprovada pelo parlamento regional “não custa um cêntimo ao Estado ou aos cidadãos de qualquer região do país”. “Trata-se de uma questão de opções e prioridades”, afirmou Carlos César, em declarações aos jornalistas em Vila Franca do Campo.

última hora. porém, a existência de alterações de pelos seus elementos, os quais salvaguardaram,

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D. António Marcelino pag|09 INVESTIGAÇÃO

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de Formação

N.º 73

pag|02

José do Canto em livro

NO ARQUIPÉLAGO

VERÃO... Sol Calor Mar Luz Liberdade Vontade Querer Ser!

pag|07

Autocarros mais ecológicos > A renovação da frota de autocarros nos Açores iniciada em 2001 já permitiu “baixar para seis vezes menos a emissão de dióxido de carbono para a atmosfera” dos veículos que asseguram o transporte colectivo de passageiros no arquipélago.

  Câmara de Angra investe 20 milhões de euros em 2011.

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Em São Mateus Pag|05

e os Bailinhos de Carnaval foram disponibilizadas

Pesca também para as mulheres   A Associação das Mulheres de Pescadores e Armadores da Ilha Terceira, localizada na freguesia de São Mateus, concelho de Angra do Heroísmo, faz balanço positivo de quase três anos desde o início da sua actividade. Segundo a responsável, Maria Glória Brasil, a instituição, que apostou fortemente na formação e informação de várias temática direccionadas para as mulheres de pescadores, prepara-se agora para desenvolver um projecto na pesca-turismo.

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opunião

> Considerado um visionário da economia açoriana do século XIX, a vida e história de José do Canto acabam de ser compilados em livro, num trabalho da investigação inédito de Maria Filomena Mónica. A apresentação da obra decorre em três ilhas dos Açores. Hoje, é a vez da Terceira.

Diminuição de 15% Pag|03

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Junta de Freguesia

de São Mateus

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5 e 6 de Setembro de 2010 Nº 24 BOLETIM

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O Negrito Gaspar Rosa Director: José Nº 50 Ano XVI –

de Lima

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Boletim Informativo em

gravada Telenovela São Mateus

São Mateus, limpa uma freguesia

Meia Maratona dos Bravos

EDITORIAL

novo Aprovado de Taxas regulamento

é de três de fotocópias pelo reapro- ção taxa devida Freguesia ende euros. A A junta de e gatos varia gisto de cães doença careuros. o novo regulamento contra uma por vou cobradas pela autarquia tre os 0.90 e os 14.40 do da que luta à coe que aguarda taxas dos serviços prestados centro histórico Os custos díaca terminal os cinpelos serviços inicio de 2010. vações no variam entre no Angra do Heroísmo. um novo coração. Eduarda Borpor cemitério os três mil euros. munidades cidade de estreada em e cobradas a Ângelo Meneses, Graça DrumSão taxas A telenovela, a cinco actoregis- co euros à casa mortuária, Sales, os é da ba, Francisco Parreira foram casa Quanto o seu uso serviços administrativos, Março, recorreu cemitério, devida sobre e a 65 figurantes mond e Judite seleccionauso do tro de animais, jogos e taxa res locais da históPor fim, o terceirenses campo de com alguns de 25 euros. entre os con- actores mortuária, ilha. A protagonista de jogos varia a união Lobo Antunes, como dos para contracenar Fotografia: outros serviços. cobrada pela campo 45 euros, mediante ria, Paula protagonistas. os com actores dos principais 65 figuranAssim, a taxa certi- 10 e de uma caução e o tracena Pereira, Rogério Foram recrutados o quadro de atestados, de um apresentação São Mateus José Carlos é de 250 euros. O Porto de para preenchermaioria com- emissão Martelo e Delfina Cruz. para tes dões e declaraçõesa certifica- no valor Quinta do sendo a escolhido mês Samora sobre espaço da piscatório, da fregueno passado o local foi euro e a taxa por habitantes aldeia piscatória, foram palco, das gravações da da posta recriar uma de Fevereiro, telenovela do mote à história sia. dando o de 17 uma pescadora mais recente Paixão. previstas cerca das Mar de Junho, estão gra- protagonista, canal TVI, do mês de com um resumo realizadas Até ao princípio em São Mateus. Fique Também foram acompanhá-las. corda, para poder touradas à já programadas que estão Datas a de Maio Local No primeiro Serreta e São 10 Julho a Tipo de promovido estrada entre Capitão-Mor Canada do a encher-se no concurso do Ambi11 Julho tem guesia Mateus voltou e andariRegional Capitão-Mor corredores de Freguesia pela Direcção Canada do corajosos A Junta edição da 28 Agosto um trabalho o Eco-Freguesias. de todos vigésima Touradas lhos, na Bravio vindo a cumprirtornar São Ma- ente, também, dos Bravos. o Depende, para 29 Agosto Meia Maratonano campo de joe melhorarmos persistente conotada não tradicionais freguesia Bravio nós mantermosÉ com o esforço de Com meta teus numa 1 Maio feito. e com o asseio. alcan- gos, os quase 21 quilómetros Capitão-Mor com a limpeza contribuído, ao trabalho conseguiremos por 39 atletas. Canada do todos que 22 Maio cuja importân- foram galgados e Ângela ArruPara isso têm protocolo tempo, o çar este galardão, acima de Paulo Marques Largo da Igreja vencedolongo do 3 Junho com a Câmara está relacionada, prémio de da foram os grandes com estabelecido angra do Heroís- cia Cantinho organizado com o melhor de 5 Junho da fre- tudo, termos uma freguesia res do evento, do Grupo Baile Municipal limpeza diária todos: Terreiro a colaboração limpa. mo para a Bezerrada a Regional Terceiren6 Junho da Canção que a verdadeiramente guesia. dia 20 de Março, Terra do Pão o serviço No passado Gê-Questa se. de Além disso, participa7 Agosto ambiental na recolha orla Paralelamente, Biscoitinho limpeza da na décijunta presta tem-se provado associação a cabo uma 26 Maio num na iniciativa ram 31 concorrentes resíduos sólidos e decisiva para levou integrada Terreiro A Gê- ma edição da caminhada, a útil à população de sucatas e marítima Limpar Portugal. 1 Junho atletas a cruzar imagem em parceria total de 70 Em nacional Terra Alta eliminar a de jogos . beira da estrada. 2 Junho Questa trabalhou de Escutei- meta do campo monstros à transportadas com o Agrupamento Terreiro os Escode resí2009, foram 497, com Touradas 13 Agosto toneladas Marítimos com a Junta Porto cerca de 10 e detritos para o ros Portugal, Tradicionais empresa 14 Agosto do teiros de duos sólidos e com a de Angra Freguesia Porto que deAterro Sanitário esforço exclu- de mostrando 31 Maio num de nós a já que Floriazoris, Heroísmo, Cantinho cada um de freguesia pende de sivo da junta Vacada em não é protocolado limpeza da freguesia. de lixos em este serviço entidade. em cerrado Fazer separação lixeiras ilegais o brio com nenhuma denunciar São MaMais recentemente, esforços casa; Vamos tornar feito e nos levaram baldios... Eco-Freguesia! no trabalho numa de limpeza a fre- teus constantes inscrevesse a que a Junta

boletins e muito mais

Touradas

Órgãos Autárquicos

EDITORIAL 185 anos da freguesia

a 183 anos em que foi elevada da Terra Chã da Terra Chã vai comemorar os No dia 6 de Setembro a Freguesia que independente. freguesia comemorações do Dia da Freguesia Caros cidadãos, mais um aniversário vão decorrer, pela 18.ª vez, as este se aproxima. Chã,evento assinalar da Terra Para dia 7. da freguesia dois no primeiro domingo de Setembro, dois tradicional, é alberga formatojáque Este ano numcomo acontecem, das obras que efectuamos nos que se pretende novidade marcamos esta data com a apresentaçãoe o novo miradouro com vista para dias festivos, é habitual, também Como do Alto das Lages manter, sendo uma aposta do programa das Veredas: o antigo miradouro miradouros eleitoral do Partido Social Democrata. ainda O início deste mandato não foi nascente. importantes projectos arranquem temos vindo a trabalhar para que à vida da autaro pulso melhoramentos tomado fácil, destes além Para de quia, verificou-se que parte da obra ano. do nosso Bairro Social, da neste estava requalificação do Largo da Igreja à e urgente obra de requalificação necessária o referirmo-nos que veio condicionar Estamos do Heroísmo. por pagar,asituação e da Câmara Municipal de Angra nós Tivemos Regional Governo doJunta normal andamento da das habitações, a necessidade de responsabilidade que dos projectos em que se encontra a maior parte abdicar de de degradação situação a alguns verdade, a necessidade da renovação de Na que nos propunhamos para pagar o montante aos actuais agregados familiares, habitações adequadas é de ruas e espaços de construírem se que estava em dívida. Uma situação que de dotar todas as habitações espaço que seria a necessidade de esgotos, porqueeo dinheiro de águas desagradável rede central do bairro, dotando-o de um do nosso prograa necessidade de modificar o local apropriados, para utilizar nos projectos levou-nos a considerar este estacionamento tiveram que ser adiados, foisociais que promovam o seu desenvolvimento, ma eleitoral, com equipamentos amplo dívida mais usado para saldar o montante em na Freguesia. como 1.ª prioridade do Largo da a realizar investimento NOVO ELENCO AUTÁRQUICO das obras de requalificação

2010

Igreja. A novidade nesta comemoração dos 185 anos de existência como freguesia, dias. é o facto de ser festejado em dois Pretende-se assim dar maior intensidade na e importância que deve ter este dia freguesia e para os seus habitantes. feita No dia 5 de Setembro, a aposta é que com um programa intenso e variado, Fonte decorrerá por inteiro na Quinta da ponto Faneca, ou tendo pelo menos como local. de partida e chegada esse mesmo O programa contempla variadíssimas o maior componentes, tentando abranger da número de preferências da população Terra Chã. No dia 6 de Setembro, a festa será concentrada no Largo da Igreja, com o indispensável bolo de

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elegeu nas últimas eleições A Junta de Freguesia da Terra Chã, pelo Partido Social Demoautárquicas, novo elenco, que foi eleito desta tomada de posse à volta crata – várias foram as peripécias perdido, a tomada de (mas após algum tempo desnecessariamente posse tornou-se efectiva).

O elenco autárquico ficou assim distribuído: Presidente: Rómulo Ficher Correia Secretária: Sandra Maria Viegas Borges Tesoureiro: Bruno Miguel Ferreira Fagundes

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Assembleia de Freguesia:

animação musical, Silva Presidente: Jorge António Ávila da aniversário e uma surpresa no final. da Silva O Dia da Freguesia, reúne grande 1º Secretário: Paulo Manuel Correia Festa número da população desta localidade, 2º Secretário: Durval Henrique Melo Francisco Severino sendo de realçar o almoço de confraterniem que nos de Reis Leonardo Lourenço; sempre do Governo Regional Vogais: Elvino Elsa Maria zação que a Junta irá servir, sendo é outro investimento da Terceira dos Santos Bertão; José Luís Tecnológico levam o Trata-se, com Parque Bettencourt; famílias que Matos várias da Universidade. O projecto de saudar asdo nos terrenosFernando Terra Chã, Linhares Rosa; Paulo agradável naqueleser implementado na da e se juntampara seu “farnel” Rocha Freitas,jáUlisses empenhado temos se encontra em elaboração, abrangendo freguesia queSoares. e desfrutando de toda relevo para aSérgio espaço, Corvelo uma iniciativa de grande deconvivendo efeito, nas áreas das novas tecnologias. excea ambiência de um local que é por de âmbito local e regional com intervenção privadas e estar e saudável públicas do Largo de Belém (Largo da de bem entidades lência promotor freguesia será a obra de requalificação por uma em relação ser elaborado convívio. importante para a nossa projecto àa Junta Também seuchegado estando otêm reclamações a corrente ano, ainda noAlgumas início o seutoda teráconvidar obra quepara Igreja)Aproveitamos da da Fonte Faneca até aos Chã, população a comparecer na Quinta à limpeza na zona da calçada Freguesia da Terra técnica. Largo equipa bem estar e aqui Fonte Faneca e no dia seguinte no para o progresso a notadade que a limpeza deixamos temos de trabalhado sempre um usufruir Miradouros, que para forma aproveitando É desta da Igreja, para com a freguesia. Câmara Municipal convívio. os compromissos que assumimos um saudável assim nessa zona é da responsabilidade da cumprindo

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Sábado, 1 de Setembro de 2012

Médicos preocupados | pág. 07

Semana Educativa | pág. 05

Na Turquia | pág. 04

A UNIÃO Director: Marco de Bettencourt Gomes

• Ano 119 • Jornal Diário • nº 34.837

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CDS-PP, afirmou qualidade de vice-presidente do de antecipação” à Lusa que se trata de um “esforço no âmbito dos apoios destinados ao sector agrícola, de compensação das medidas agro-ambientais e decidiu pagar pelas intempéries que o executivo pág. 06 mais cedo.

Sociedade Musical Recreio da Terra Chã 17 de Junho de 2010 21H00

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pág. 03

AIS ANTECIPADO DE AJUDAS AGRO-AMBIENT

antecipado O Governo iniciou ontem o pagamento no valor de ajudas agro-ambientais aos agricultores, a ministra da de 13,7 milhões de euros, anunciou uma visita Agricultura, Assunção Cristas, durante às ilhas do Faial e do Pico, nos Açores. ao arquipélago na Assunção Cristas, que se deslocou

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Revista U Nº28