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A REVISTA SEMANAL D´A UNIÃO

www.auniao.com

Terceirense Em Alto mar Património Fortificado açoriano A sofrer de incúria humana PÁG. 10

edição 34.849 · U 27 · 17 de setembro de 2012 · preço capa 1,00 € (iva incluído)


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Área Clínica Análises Clinicas Anestesiologia Cardiologia Cirurgia Geral

Médicos Laboratório Dr. Adelino Noronha Dr. Pedro Carreiro Dr. Vergílio Schneider Dr. Rui Bettencourt

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EDITORIAL / SUMÁRIO

Regressar TEXTO / Marco de Bettencourt Gomes | director@auniao.com

Lembro-me dos regressos à escola. Do adeus inconformado ao Verão, e às “férias grandes” de outrora, até ao inevitável “toque para dentro” da escola. O toque é dado hoje, dia 17 de Setembro, data que faz arrancar mais um ano escolar na região. Semi-esquecida a época balnear, concentram-se agora os alunos em nova labuta anual, em repetido ciclo estudantil, em regressos e reencontros, necessários e obrigatórios. É de idas e regressos que trata igualmente o tema central da U de hoje, com uma entrevista a Miguel Simões Pamplona, um terceirense que, em alto mar, assume responsabilidades técnicas como piloto em embarcações da marinha mercante. Outro regresso, desta feita final, fizeram os investidores do Angra Marina Hotel ao inaugurarem o primeiro hotel de cinco estrelas da região no alto do Cantagalo. Mas há ainda, nesta edição, uma outra necessidade de regressar à preservação do património fortificado da região. Este é tema que locais e investigadores não querem que se mantenha na incúria dos responsáveis por tal diversificado e rico espólio no arquipélago. O regresso acaba, enfim, por ser uma necessidade e uma obrigação para todos. Sem excepção.

SUMÁRIO hotel, estrelas e recados o que parece nem sempre é

junior tablet

05 06

macau e hong-kong

14

e os piratas?

15

canetas

20

a dignidade da política II

21

07

oito

08

quintas? só uma!

11

a palavra

13

a louca

25

óleos de fritura

14

tino

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manhã festiva

NA CAPA... pág. 16

É um dos cinco terceirenses pertencente aos quadros da marinha mercante portuguesa. Miguel Simões, em entrevista à “U”, fala da sua formação, do seu dia-a-dia em alto mar, em ambições e num regresso à sua terra natal, a ilha Terceira. 17 setembro 2012 / 03

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REVISÃO

ANGRA MARINA HOTEL

HOTEL, ESTRELAS E RECADOS O primeiro hotel de cinco estrelas dos Açores foi inaugurado em Angra do Heroísmo O primeiro hotel de cinco estrelas dos Açores foi inaugurado oficialmente a 8 de Setembro, em Angra do Heroísmo, com 130 unidades de alojamento, incluindo 24 residências medicalizadas, num investimento superior a 23 milhões de euros. Na cerimónia de inauguração, Carlos César, presidente do Governo Regional dos Açores, considerou que o empreendimento “valoriza a atractividade turística” em Angra do Heroísmo e na Terceira, reforçando “um dos sectores económicos de maior potencial nos Açores”. “Conhecidos os constrangimentos da actual conjuntura económica nacional e internacional, à qual os Açores não estão imunes, a aposta no segmento do turismo e o surgimento de projectos empresariais neste sector prometedor representam um importante sinal de confiança no presente e no futuro”, frisou. O presidente do executivo açoriano salientou que o Angra Marina Hotel assinala uma “evolução importante na qualidade e diversificação da oferta hoteleira da região”, considerando que a nova unidade hoteleira atrairá “novos e exigentes segmentos do mercado”. Carlos César admitiu, no entanto, que “há muito a fazer e muito para investir” na área do turismo, não só

QUALIDADE E DIVERSIFICAÇÃO

na redução dos custos associados e na melhoria da mobilidade, como na “especialização e diversificação da oferta e ocupação dos visitantes”, frisando que os empresários necessitam de uma “maior recuperação do sector bancário”. Ainda assim, Carlos César salientou que “a melhoria considerável da oferta dos vários tipos de alojamentos e das acessibilidades, verificada nos últimos anos, colocou os Açores no mapa turístico nacional e no mercado internacional”, defendendo que a região deve apostar nos mercados externos. “Diversificámos a procura, tornámo-nos menos dependentes do mercado nacional, qualificámos a oferta e temos de continuar a incentivar a animação turística”, salientou.

NOVOS SEGMENTOS

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REVISÃO

SENSIBILIZAR A SATA Na ocasião, Américo Gonçalves, presidente do grupo Pôr-do-sol, proprietário do hotel, apelou ao executivo regional para que sensibilize a SATA para que melhore os horários das ligações aéreas com a ilha Terceira. O empresário reivindicou preços de passagens áreas “concorrenciais com outros destinos”, salientando que uma viagem de ida e volta entre a Terceira e o Funchal, na Madeira, pode chegar a 693 euros. Américo Gonçalves também criticou a Caixa Geral de Depósitos por, alegadamente, não ter cumprido o protocolo acordado com a sua empresa, o que terá provocado um atraso de 18 meses na conclusão da obra. Em entrevista ao jornal “A União”, o empresário considerou que a unidade hoteleira “tem características para se tornar, dentro de bem pouco tempo, um dos melhores hotéis que nós temos, não só dentro do grupo, mas na região e no país”. ~ “Este é um hotel de cinco estrelas, não só nos Açores, mas na Madeira, no Algarve, em Paris, Frankfurt, Berlim e em qualquer parte do mundo. Houve uma selecção muito criteriosa nos materiais que aqui aplicámos que o transformam numa unidade de topo. Hoje, que está muito em moda os hotéis de seis estrelas, este tem características para isso. Uma candidatura que só será feita quando tivermos certeza que temos um serviço adequado à qualidade do produto”, argumentou Américo Gonçalves.

AMÉRICO GONÇALVES, PRESIDENTE DO GRUPO PÔR-DOSOL, PROPRIETÁRIO DO HOTEL, APELOU AO EXECUTIVO REGIONAL PARA QUE SENSIBILIZE A SATA PARA QUE MELHORE OS HORÁRIOS DAS LIGAÇÕES AÉREAS COM A ILHA TERCEIRA

O FUTURO SERÁ 5 ESTRELAS? TEXTO / João Rocha / jrocha@auniao.com

HOTEL CHEIO DE ESTRELAS

COMPETE A TODOS NÓS TENTAR REMAR CONTRA A MARÉ

Depois de um processo de construção que se arrastou por longo e penoso tempo, o arranque do funcionamento do Angra Marina Hotel surge em contraciclo face à manifesta crise económica. Obviamente que compete a todos nós tentar remar contra a maré. Um novo hotel na Terceira, ainda por cima ostentando uma mão cheia de estrelas, é quase como um bálsamo para enfrentar um futuro com cara de poucos amigos. Criaram-se novos empregos e a ilha ganha peso na oferta turística. O cenário seria perfeito não fora o pormaior de que para o turismo ser rentável é imperativo existir turistas. Olhando para o passado recente, notase o fracasso do projecto do “Hotel dos Franceses”, na Serretinha, e o cessar de actividade (pelo menos momentâneo) da Pousada da ENATUR, no antigo Castelinho. Será que o segredo do sucesso residirá nas 5 estrelas? Oxalá que sim, só que não parece nada à primeira vista. Mas, se calhar, estas coisas são mesmo invisíveis para os nossos olhos. Assim como os turistas por estas bandas…

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OPINIÃO

O que parece nem sempre é TEXTO / Carmo Rodeia

Estamos a pouco menos de um mês das eleições regionais que vão ditar o fim de um ciclo protagonizado e liderado por Carlos César, um político experiente e combatente, que ficará na história do arquipélago por boas e por más razões, como ficarão também os seus antecessores, em particular Mota Amaral, a quem se deve não só a fundação da Autonomia, mas também os pilares dos Açores modernos. As semelhanças entre o momento político atual e o de há 16 anos são e desmentem uma das teses mais repetidas de que a história não se repete. Tal como em 96, o partido do governo está fragilizado e o seu candidato parece não ter a força nem o carisma para unir todos os socialistas e menos, ainda, os açorianos. Por outro lado, a oposição está revitalizada, mais forte e seduzida pela perspetiva do momento que pode indiciar uma mudança. As semelhanças com essa data estendem-se também às listas de candidatos a deputados. A história voltou a repetir-se, embora de forma ainda mais acentuada. Refiro-me, naturalmente, à ânsia para colocar nas listas candidatos independentes como forma de mostrar que os partidos se abriram à sociedade. A tentação não é nova. O PS ganhou as eleições abrindo a convenção da nova autonomia, sucessivamente reensaiada de quatro em quatro anos e o PSD, embora com menos sucesso e convicção, desenvolveu os encontros com os açorianos. Os dois maiores partidos insistiram na colocação de figuras mais ou menos mediáticas nos lugares cimeiros das listas. A fazer fé nas promessas eleitorais dos dois maiores partidos a próxima legislatura tem desafios políticos profundos: a revisão da lei eleitoral e da lei de finanças das Regiões Autónomas ou até mesmo uma revisão constitucional desencadeada pela Assembleia da República. O que é que pensarão os independentes dos dois maiores partidos sobre este assunto e que contributo podem dar para uma reforma do nosso sistema político? São temas que não tiram o sono aos açorianos, cansados da crise e das dificuldades que se acentuarão, mas seria bom que pudéssemos confiar nos deputados.

Por uma Nova Comunicação TEXTO / José Tolentino Mendonça

A comunicação massificada e omnipresente, como a que atravessa grande parte dos nossos quotidianos, sacrifica duas vítimas em que nem sempre pensamos: a palavra e a interioridade. A palavra é tão vital à expressão de nós próprios, é tão indispensável à relação, que a sua aprendizagem se prolonga, na nossa formação, por longos anos. Ela confunde-se com a descoberta de nós próprios. Por ela debruçamo-nos com confiança sobre o vasto mundo. A arte de falar torna-se, por isso, com toda a justiça, uma arte de ser. Mas nós vivemos submersos num mundo de palavras manipuladas, esvaziadas de verdadeiro sentido, desresponsabilizadas. Num mundo de palavras exaustas, exiladas de si mesmas, inflacionadas. O próprio uso que se faz da palavra a desmente e deforma, tornando-a contraditória, ambígua e, por fim, irrelevante. As nossas sociedades precisam urgentemente de reencontrar uma ética para a palavra. Não podemos

aceitar que o pacto da palavra com a verdade e com o sentido seja quebrado, sem nenhum tipo de consequências. Na miséria da palavra o que está em jogo é um empobrecimento da experiência humana. O homo comunicans que somos, inscritos nesta cultura de hipercomunicação, vê também a sua interioridade ameaçada. A realidade, a do mundo e a nossa, vai sendo reduzida a uma falsa noção de transparência, onde tudo é dito e mostrado, frequentemente em tempo real. Quando nos ensurdecem tantas vozes e fantasmas, perdemos a capacidade de ouvir a voz interior e de sermos nós próprios. A nossa interioridade é colonizada e tornamo-nos cada vez mais dependentes dos flashes de ideias, imagens e ruídos que se sucedem em nosso redor. Precisamos de contrariar este movimento de demissão, reencontrando uma arte de pensar; recuperando uma atenção mais crítica em relação ao que nos é servido a toda a hora; construindo espaços de distanciamento favoráveis ao silêncio e à reflexão; investindo numa escuta que não aceita ficar comodamente à superfície, mas assume, como tarefa, a interrogação humilde pela verdade.

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FERRAMENTAS

Junior Tablet TEXTO / Paulo Brasil Pereira

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O regresso às aulas (finalmente) chegou para muitos pais e crianças. É bom ter os filhos em casa mas depois de umas férias grandes, mas o regresso às aulas é sempre uma boa notícia. Como que uma recompensa por termos pecado em pensamento deste” alivio” que é, muitas vezes ver a “canalha” de mochila às costas pela porta fora, fica aqui um mimo para eles/as. Chama-se Super Paquito e é o mais recente tablet exclusivamente para os mais novos a partir dos 6 anos. Foi lançado ao mercado esta semana pela Imaginarium. Equipado com o MagicOS, um sistema operativo baseado na versão 4.0 do Android, conectividade Wi-Fi e um ecrã multitoque de 9,7 polegadas com

1024 x 768 megapíxeis, o SuperPaquito é uma espécie de irmão mais velho do Paquito, um leitor multimédia e de livros digitais lançado pela marca também já este ano e que está à venda por 99,95 euros. Estão garantidas ferramentas de controlo parental e um ambiente de navegação a condizer com o público-alvo, num dispositivo com uma memória de 16 GB, RAM de 1GB e duas câmaras fotográficas de 2 e 3 megapixéis. Um produto destes promove a formação de interesses e gostos próprios, contribuindo para inquietação intelectual das crianças e promovendo hábitos de vida saudáveis através do jogo. Um bom mimo para dar aos filhotes depois de umas desgastantes férias!

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CIÊNCIA / OPINIÃO

Treinar o pensamento

Penso, logo… Penso outra vez. Abordando a evolução da espécie humana encontramos plúrimas características definidoras da unicidade em relação aos restantes mamíferos. Abandonando o antropocentrismo podemos concluir que únicas, irrepetíveis e inigualáveis são todas as espécies. Afinal única é a nossa terra, a nossa Terra, o Universo… Continuando por este sinuoso raciocínio podemos chegar a uma justa encruzilhada em que poremos em causa a lógica e objectivos do nosso pensamento. Aí, respiraremos profundamente refazendo o pensamento para torná-lo compreensível. Esta capacidade de pensar sobre o pensamento confere a tal unicidade ao ser humano. Pensar sobre o que estamos a fazer, cogitar sobre o que estamos a dizer ou simplesmente “pensar sobre o que estamos a pensar” é uma forma complexa de nos compreendermos enquanto seres intelectuais e emocionais. Necessitamos de orientar as nossas acções de forma ponderada, e se aprender com os erros é uma forma de preparação para consertar o que correu mal, será essencial identificar esses mesmos erros. Sem pensar sobre o que pensámos mal não conseguimos identificar a solução para o que não correu como queríamos. Parar para pensar é a forma simples de definir esta capacidade humana. E esta capacidade não serve só para encontrar erros. Enquanto aprendemos algo de novo existe uma necessidade irrevogável de actuar intelectualmente sobre essa aprendizagem. Isto é, ao aprendermos um conceito novo e ouvindo o discurso que no-lo está a transmitir, vamos

TEXTO / CIPP

redefinindo a mensagem recebida para melhor ser compreendida, para ser percebida à nossa maneira. Estamos, mais uma vez, a pensar sobre o que estamos a pensar. Nas experiências do dia-a-dia reconheceremos também esta incontrolável e benfazeja característica. Numa corriqueira decisão entre usar o casaco vermelho ou verde, pensaremos nas alternativas, em situações onde cada alternativa será mais vantajosa. “Levo o casaco verde porque a colega é do sporting… Espera aí, mas porque raio lhe quero agradar?” Não havendo dúvidas de que esta capacidade nos assiste a todos, resta aferir a melhor forma de tirar proveito dela, optimizando o uso, tornando a vida e as decisões mais simples. Reconhecendo e treinando a capacidade de “pensar o pensamento” podemos situar-nos melhor nas relações com os outros, escolhendo de forma livre e cuidada as atitudes e palavras. Conseguiremos melhorar os resultados no trabalho ou na escola uma vez que estaremos mais aptos a aprender “à nossa maneira” integrando de forma mais eficaz, conceitos à primeira vista difíceis. Enriqueceremos as experiências de vida atribuindo-lhes significados idiossincráticos tornando-nos seres humanos mais completos, conscientes da nossa existência e da importância dos que nos rodeiam. Aguardamos comentários e sugestões para correiodoleitor@cipp-terceira.com e uma visita a www.cipp-terceira.com. Até à próxima!

oito TEXTO / Luísa Ribeiro*

A minha casa tem sofás de estender a ouvir música; tem o cheiro do perfume matinal que infiltro nos cabelos, cheiro de madeira húmida e de bolo quente. Tem paredes brancas e manchadas nos cantos pela chuva que entra; ve17 setembro 2012 / 08


MONTRA / OPINIÃO

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las quase queimadas nos jantares de mesa posta, que imitam os romances. Nas paredes da minha casa há quadros que eu gosto e quadros com meninos a tocar violino; há o pó constante e impressões carregadas de infância. E há uma certa eternidade que combate o fim do mundo. A minha casa tem espelhos rectangulares que me assustam, e tem uma memória que respira enquanto durmo e toma conta de mim. A minha casa é minha, com livros

im simaximod molorpo do dit, meuveniendae avô em Latim; com secretáressund igendis reperae rias do meu avônon emconessit madeiras etercuptatur? Siminte voluptur? Poreium nas; com a filha do meu avô em Mãe am, quas mi,cheiros voluptus, as porrorenis eterna; com vindos do século pra dolut quam, quia derum, natibusdezoito, com cores contemporâneas to nonecea dosilla meus filhos;cusdam com asalignimporro árvores que que ex etum ut lam lam aut laborias lá fora sustentam os pássaros, para pedignimenis exceagata volorro ma derque depois a minha os esmague natquam aut molesequata numa brincadeira inocente.dis repuda sam resera id eu magnimpos A minha casavoleceriae é eterna, se escrever sum sincit quas alitemod et ipsundia minha casa. tium Ebitme fugit, sitiaeaeicim E temexplabo. sofás onde estendo pendem simus eicit qui aut aut expelit as sar em ti. et porio. Offictur? Illaut quatur sa a lendam Aniatur aut modi cuptat * poeta da ilha Terceira (n.1960)

1721setembro 2012/ /09 09 janeiro 2012


CIÊNCIA

Património Fortificado nos Açores TEXTO / Sérgio Rezendes

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Parte fundamental do que somos hoje, o nosso Património deverá ser sempre um dos nossos bastiões na salvaguarda da nossa Identidade Cultural, cada vez mais ameaçada pela homogeneização europeia. Cada vez mais se impõe que nos destaquemos pela diferença, transmitindo os nossos valores às gerações vindouras e revelando a todos aqueles que nos visitam um outro diferente e distinto da sua cultura de origem. Neste sentido, é grande o legado que nos foi deixado: moinhos de água, de vento, atafonas, chafarizes, solares, portões, conventos, igrejas e mosteiros e também fortificações militares. Sendo os Açores a zona de Portugal que mais fortalezas tem por quilómetro de costa litoral, levanta-se a natural questão: onde estão? Tirando os chamados quatro grandes (fortes de São Brás, São Sebastião, São João Batista e Santa Cruz), o resto já desapareceu devido à incúria humana, ou encontra-se em vias de desaparecer. São inúmeros os casos por várias ilhas, não só do esquecimento como da pouca sorte e falta de proteção a que estão

Incúria humana faz desaparecer legado históricos nas ilhas devotos. E o património móvel que lhe está associado, os seus canhões? Tirando honrosas exceções, estão completamente abandonados, muitas vezes enfiados nos nossos portos ou terrenos, com funções pouco dignas como para varar os barcos de pesca, ou prender vacas para tirar o leite. Em investigações pelas ilhas, encontro-os abandonados junto a lixos, ou então no meio de capim, sem qualquer tipo de dignidade ou respeito pelo seu secular e importante serviço. Na realidade, é tão simples destacá-los: coloca-los junto das fortalezas ainda existentes, sob duas bonitas pedras (na falta de melhor), alinhados e minimamente preservados. Diz-se que se pode ajuizar a forma de ser de um povo pela forma como trata os seus idosos e o seu património. Neste caso, então, ainda temos muito que aprender.


MESA

Vacas, há muitas. Quintas? Só uma!

TEXTO / Joaquim Neves

A Quinta dos Açores pode ajudar a educar, ir mais longe

“Quieta” recebe na Quinta

Nunca ouvi alguém dizer que: nem só de vacas vive o homem. Apesar de alguns obtusos considerem que Açores é vacas inseridas numa paisagem. Pois que assim seja. Vacas, bois, vitelos e touros, utilidades diversas, resultados possíveis de excelência. Touros touradas, não há nada a dizer. Vacas leite, leite queijos, natas, gelados. Bois, vitelos, carnes hambúrgueres. Aproveitamento, conceito: Quinta dos Açores. Fiquei mesmo contente com este espaço. Recebidos na recepção por uma grande vaca, uma a sério, de longas pestanas e pelagem dálmata, suave sorriso, na dela confiante, convidativa. Do amplo espaço da recepção ao primeiro andar apresentam-se produtos diversos da marca da Quinta dos Açores, gelados, derivados de leite, carnes, doces e compotas, vinhos regionais e além ilhas, especiarias, legumes ervas frescas, coisas. Depois o restaurante, originais pictogramas?, impressão estéril mas acolhedora do design internacional linhas fluidas, claro luminoso, amplo, longo cortado com

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MESA

a vista ao Monte Brasil e Angra. Tão agradável a vista, tão agradável a refeição. Com ajuda na escolha, atendimento fixe, da ementa variada, comi e provei, hambúrguer com requeijão, o à Quinta e o com queijo. Acompanhado com legumes fritos, por um lado e salteados como acompanhamento por outro. Cenoura, batata-doce, batata entre outros. Pão não sei de onde, ligeiramente seco e esfarinhado com sementes, sem ter sido selado, (pena… ) mas considerando a carne do hambúrguer excelente e os legumes dos acompanhamentos, muito bons, só estranhei que o queijo do meu hambúrguer tivesse sido de proveniência extra Ilhas, pois não havia necessidade. Causou-me alguma desilusão. Mas a carne para os hambúrgueres muito saborosa, muito bem feitos, nada a acrescentar ou tirar. Resultado muito bom. Quando falamos de empreendorismo e desenvolvimento rural, regresso à terra, não percebo porque é que temos que importar coisas se as podemos produzir aqui? Porque ninguém as produz? E não acredito que a Quinta dos Açores não consiga fazer um queijo que meta o “chedder” inglês ou um “president” sabe-se de que vaca francesa, de volta à sua terra. E não há como fazer maionese a sério, talvez com ovos? Sem E 300’s conservantes e outros venenos? A Quinta dos Açores pode ajudar a educar, ir mais longe, envolver mais os produtores locais e apresentar e recriar do que temos de melhor. Muito Bom! Não tive coragem de provar os gelados, para isso vou um dia para uma refeição dedicada só a provar este tema. Viva as vacas dos Açores, bois, touros e vitelos, seu bom aproveitamento, que haja um caminho útil de recursos e bom aproveitamento do lucro a todos os intervenientes.

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Restaurante com vista panorâmica

Receita

Maionese, quem vive sem ela?

Das diversas teorias da sua origem, parece consensual que tenha sido criada em Maó em Menorca, nas Baleares e aproveitada pelo cozinheiro do Duque Richelieu por volta de 1756, que levou esta novidade para França. Daí o nome “Mahónaise que viria a dar mayonaise popularizada em todo o mundo. Existem várias receitas de maionese mas os ingredientes básicos da maionese são ovo cru ou cozido, azeite ou óleo o limão ou vinagre e sal. Alguns temperos como a mostarda forte, alho, pimenta preta, são as favoritas. O Japão adicionou o wasabi, o México os piri piri, no norte europeu os iogurtes e as natas. Prepara-se esta emulsão a frio com: - 2 gemas cruas ou cozidas - 2 dl de azeite ou óleo - 2 c.(sopa) de vinagre ou limão 1. Bata ligeiramente as gemas com um batedor de varas, ou verticalmente com a varinha mágica. 2. Acrescente, em fio muito fino, 2 dl de azeite ou óleo, tendo o cuidado de mexer continuamente, para que a maionese ganhe consistência desde o início. 3. Junte 2 c.(sopa) de vinagre ou limão e tempere com sal fino e pimenta moída. Depois consoante o prato experimente combinar com natas ou iogurte, especiarias, legumes picados. Por ser um alimento com ingredientes de origem animal, a maionese é susceptível à presença de salmonelas, uma espécie de bactéria que provoca gastroenterite, septicemia e febre entérica. Para evitar o aparecimento de tais bactérias, aconselha-se que a maionese seja consumida de imediato.


PALAVRAS

A PAlavra TEXTO / Alda de Sousa Azevedo

A Palavra entrou No coração da criança Não sabia se era Nome Pronome, Sujeito, Verbo Era o Sol! E brilhava, brilhava E as gotinhas de água Nas folhas da árvore Transformaram-se em brilhantes Que Luziam, luziam E calavam…

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A criança, a correr Tentou apanhá-las, todas E viu-as desaparecer… E parou e pensou São palavras…vão fugir E não se preocupou…


CONSUMO/OPINIÃO

Óleos De Fritura TEXTO / ACRA* / Angra do Heroísmo

A confecção de alimentos pelo processo de fritura é muito usada entre nós, devido à sua grande tradição na gastronomia portuguesa. Além disso, é um modo de confecção muito rápido e prático que pode ser usado numa grande variedade de alimentos. As desvantagens associadas à fritura são ba-

sicamente de dois tipos, e s tando relacionadas com o modo de confecção em si e com a má utilização dos óleos de fritura. No que se refere ao modo de confecção, a fritura é um processo bastante complexo através do qual os alimentos sofrem alterações a vários níveis. A fase inicial envolve uma desidratação parcial dos alimentos, em que a água da sua composição e os materiais nela solubilizados são retirados do interior dos alimentos. Já numa 2ª fase, o óleo vai entra alimentos, ocupando parte do espaço deixado livre pela água, o que depende fundamentalmente da temperatura do óleo e do alimento. Um alimento frito terá necessariamente mais gordura, e logo maior valor calórico, que um alimento confeccionado de outro modo. E de facto verifica-se que uma costeleta de porco se for frita tem um acréscimo calórico de 22% em comparação com uma costeleta, com o mesmo peso, grelhada. Já o caso da batata é um exemplo muito significativo, pois uma batata frita (palitos) contém cerca de 3,75 vezes mais calorias do que a mesma batata se for cozida (sem pele) e 6 vezes mais se for frita às rodelas (in Krause’s Food, Nutrition, and Diet Therapy editted by L.Kathleen Mahan, Sílvia Escott-Stump. 10th ed.) *Associação de Consumidores das Região Açores

VIAGENS Ao cerne das coisas II

Macau e Hong-Kong TEXTO / Antonieta Costa * / antonieta_c@hotmail.com

Praça do Leal Senado

Esquecer Macau, assim como Hong-Kong, quando se fala da China, é imperdoável. É como se esses territórios, pelo facto de terem sido criados por Europeus, não se pudessem considerar “China”. No entanto, o respeito que o chinês tem pela cultura (sua e dos outros) evidencia-se aí. Habitados principalmente por chineses, estes centros densamente populados são autênticos laboratórios de experiências no campo da interacção cultural, pois mantendo características das suas origens (Portugal e Inglaterra) revelam muito da marca cultural chinesa e da sua atitude atenciosa. Sempre calmo e comedido, o macaense faz os seus exercícios de yoga ao ar livre, nos jardins, do mesmo modo que vai à missa e conversa com os amigos no “café” da Praça do Leal Senado (aquela que de modo mais evidente reproduz a arquitectura Portuguesa) sobre a calçada portuguesa. Mas a invasão de casinos e respectivas clientelas de obcecados/desesperados é cada vez mais perturbadora. As duas “Cidades-Estado” ladeando o enorme estuário do Rio das Pérolas (e gozando o estatuto autorizado pela China), convivem num constante e intenso tráfego, mais louco que qualquer outro em terra, no entrecruzar de barcos. Embora Hong-Kong goze de uma superioridade de área (c. 1200 km2 para c.50 km2) e de população (7 milhões para 300 mil), em relação a Macau, a situação excepcional em que se encontram face ao gigantesco anfitrião estabelece entre as duas uma cumplicidade agradável de experimentar. 17 setembro 2012 / 14


OPINIÃO

e os piratas? TEXTO / Pe. Teodoro Medeiros

A nossa palavra pirata é um pouco imprecisa: tanto é pirata a cópia que fiz de um disco que comprei, como o é uma cópia ilegal que se quer fazer passar por ser genuína, como o é uma edição de uma gravação não autorizada. Personalizando, só dou conta do último caso e até ostento, com todo o orgulho, alguns exemplares nas minhas prateleiras. Terá sido há uns 16 ou 17 anos atrás que comprei o meu primeiro pirata; uma edição ao vivo de um disco que eu já conhecia bem. Foi uma experiência reveladora em mais que um sentido: o som deixava bastante a desejar em algumas faixas enquanto era formidável em outras. Duas certezas: esse objeto raro (pago em dólares, por carta) valia pela experiência sonora, pela novidade das interpretações e até pelo design sóbrio e cuidado. Esse disco abriu horizontes e, pelo que fui lendo aqui e ali, essa história de discos piratas não era tão amaldiçoada como podia parecer. Afinal, muitos países tinham legislação (ou falta dela) que permitia o livre fabrico e venda de discos ao vivo. Ah... quer dizer que quem comprava o bilhete para um concerto não podia gravar o som do cujo mas, se o fizesse, podia vendê-lo livremente. Não sei se ainda é permitido vender gravações não autorizadas, o que sei é que recebi da Amazon britânica um duplo cd (preço convidativo, cerca de 10 Euros), de uma gravação autorizada de um concerto transmitido pela rádio e que, nas terras de sua majestade, pode ser legalmente distribuído (talvez porque tem mais de 30 anos de idade). Ou seja, não há infração de direitos de autor. Essa é que é a grande questão, os direitos de autor. Muitos dos lugares de partilha de ficheiros na internet têm este princípio ético: nada pode ser par-

lavandarias

tilhado se deles não estiver isento. Não se pode descarregar o cd que passa na rádio e que está disponível nas lojas (é concorrência) mas pode-se gravar um dvd de um programa musical que não tem edição comercial (aí ninguém está a perder dinheiro, nem ninguém está a ganhá-lo). Em 2012, o estado das coisas é até bastante mais avançado e subtil; estou, por exemplo, à espera de que seja disponibilizado na net, de graça, a edição amadora de um concerto a que assisti em julho deste ano. Nada de extraordinário a registar se o adjetivo não for adequado a uma versão blu-ray filmada em alta definição, com vários ângulos de diferentes câmaras (7, 8 ou mesmo mais) e uma qualidade de som muito, mas muito aceitável mesmo (de graça!). Não esquecendo a clarificação; há edições deste género que são mais apreciadas do que os seus primos “oficiais”. Por diversas razões: o concerto A foi menos bem conseguido, ou houve menos variedade na lista das canções ou não teve o fator X que aquele outro teve. Mesmo tecnicamente falando, às vezes o equilíbrio e a nuance dos vários instrumentos é superior em certos piratas. Eu também não acreditaria mas a verdade é que é mesmo verdade. À luz de tudo isto, parece que o mercado se soube regular de forma a proteger os interesses comerciais e autorais, protegendo ainda o valor essencial, o da música e dos amantes desta. Quanto a cópias de cd que infringem esses interesses, não tenho opinião formada e resisto a isso: tenho medo de ter um curto-circuito... porque me lembro das cassetes que se copiavam e difundiam por toda a parte há poucos anos e não davam comichão a ninguém. Tem sempre graça quando se defende algo a partir de uma realidade que nunca existiu.

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DESTAQUE

VIDA EM ALTO MAR


DESTAQUE

Miguel Simões, 23 anos de idade, natural de Angra do Heroísmo, é um dos cinco terceirenses pertencente aos quadros da marinha mercante portuguesa, passando a vida “cá e lá”, como 2º piloto de uma embarcação que faz a ligação Lisboa- S.Miguel. Tendo feito os seus estudos na ilha “lilás” até ao 10º ano, foi, por vontade própria, estudar para uma Escola Profissional em Paço de Arcos, o Instituto de Tecnologias Náutica, onde frequentou o curso de Técnico de Transportes Marítimos, o equivalente a um marinheiro da marinha mercante. Posteriormente, em 2007, entrou na Escola Náutica Infante D. Henrique, a única a nível nacional que ministra cursos superiores da área marítima-portuária, onde completou a formação em Pilotagem. Mantém um diário de bordo na internet através do blog “ A vida de um oficial”, criado em 2010, onde dá conta das suas chegadas, partidas e desventuras pelo meio.

AR

TEXTO / Renato Gonçalves renato@auniao.com

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PRAZER DO CONTACTO COM O MAR

U - De onde vem a paixão pelo mar U - Como se chega a oficial da Mae pelos barcos? rinha Mercante e quais as suas funções? Miguel Simões (MS) - A paixão pelo mar aparece muito cedo, desde MS - Para ser Oficial da Marinha os cinco anos que estou ligado ao Mercante é necessário frequentar a desporto da Vela, por influência Escola Náutica Infante D. Henrique, do meu pai, que sempre praticou e sendo esta a única do país. Dentro que na altura era treinador. Desde da minha área, Pilotagem, existem então que despertei o gosto pelos várias categorias com funções distinbarcos e pelo mar, ao qual tenho tas. Neste momento a minha categoestado sempre ligado. O facto de ria é Piloto de 2ª classe, tendo como viver entre ilhas permitiu o contac- funções principais, a segurança do to mais directo com vários tipos de navio, planeamento das viagens da embarcações, sejam de carga ou de embarcação e a sua navegação, enpassageiros. tre outras tarefas que podem variar de companhia para companhia. U - Como chegou à conclusão que ser piloto de barcos era aquilo que U - Quais os maiores prazeres e inpretendia fazer? convenientes da sua profissão? MS - Desde muito cedo que ver os navios atracarem no velhinho Porto das Pipas me despertou o interesse. Em conversa com algumas pessoas ligadas ao mar, e principalmente ligadas à pilotagem, o interesse e a curiosidade foi crescendo em relação à profissão.

MS - O maior prazer é de estar em contacto com o mar e depois o prazer de comandar um navio. O maior inconveniente é conciliar a vida marítima com a vida pessoal e social, isto porque passamos muito tempo no mar, afastados de tudo e de todos.

“GOSTAVA DE TRABALHAR NA REGIÃO”

17 setembro 2012 / 18


U - Como se ocupam os tempos livres em mar alto? MS - Utilizando o computador, jogos, filmes, conversar e muitas das vezes dormindo, uma vez que trabalhamos em turnos de oito em oito horas. U - Quais as maiores dificuldades que teve q enfrentar a bordo? MS - As maiores dificuldades foram várias, desde passar o natal, a passagem de ano, o aniversario em alto mar, quando fazemos a viagem entre os Açores e o Continente estar dois dias sem contactar ninguém e adaptar-me ás varias personalidades existentes a bordo, uma vez que 13 tripulantes passam 24 horas sobre 24 horas juntos, entre outras.   U - Existem muitos terceirenses/açorianos na Marinha Mercante? MS - Que eu tenha conhecimento, existem cerca de 20 Oficiais da Marinha Mercante Açorianos e cinco oriundos da Terceira. U – Actualmente, faz ligação entre Lisboa e ( S. Miguel) Açores. Ficar na região era uma prioridade? MS - Sim, gostava de trabalhar na Região, mas a Marinha Mercante Portuguesa praticamente já não existe. E na região torna-se mais difícil, uma vez que o Governo Regional, através da Atlanticoline, recruta navios estrangeiros com tripulação estrangeira, ficando difícil para os portugueses/açorianos. Tenho que salientar que a Mutualista Açoreana, sendo uma empresa açoriana, aposta em tripulações portuguesas. U - Quais os planos para o futuro a nível profissional? MS - Neste momento passa por voltar à Escola Náutica para completar o Ano Suplementar e mais tarde o Mestrado. O futuro passa por conseguir um emprego estável em terra, ligado à minha área profissional, sendo o meu objectivo principal chegar a Piloto de Barra na Ilha Terceira. U - É uma profissão aliciante para o jovens? Recomendá-la-ia a alguém que procure uma carreira e que conselho lhes daria? MS - É uma profissão aliciante a nível económico e para quem gosta de andar no mar. Eu recomendo com certeza, mas há que ter em atenção que a vida no mar não é nada fácil, não está sempre mar “chão” nem o céu estrelado. Em relação à vida pessoal e social tem que se abdicar de quase tudo.

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Revista U Rua da Rosa, 19 9700-144 Angra do Heroísmo tel. 295 216 222 / fax. 295 214 030 Email u@auniao.com Director Marco Bettencourt Gomes Editora Humberta Augusto Redacção João Rocha, Humberta Augusto, Renato Gonçalves, Sónia Bettencourt Design gráfico Frederica Lourenço Paginação Ildeberto Brito

Colaboradores desta edição Adriana Ávila, Adriano Moreira, Alda de Sousa Azevedo, Antonieta Costa, Carmo Rodeia, Filipe Leite, Frederica Lourenço, João Mendonça, Joaquim Neves, José Tolentino Mendonça, Júlio Rocha, Luísa Ribeiro, Mike Maciel, Paulo Brasil Pereira, Rildo Calado, Sérgio Rezendes, Sidónio Bettencourt e Teodoro Medeiros. Contribuinte nº 512 066 981 nº registo 100438 Assinatura mensal: 9,00€ Preço avulso: 1€ (IVA incluído) Tiragem desta edição 1600 exemplares Média referente ao mês anterior: 1600 exemplares

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ENSAIO

A dignidade da política II TEXTO / Adriano Moreira*

A evolução ocidental para a democracia procurou definir juridicamente, nas Constituições, os normativos que, observados, garantem a dignidade da política. Todavia, a mundialização do objetivo de tornar o modelo democrático imperativo, rapidamente demonstrou que antes das normas jurídicas está uma conceção do mundo e da vida que orienta as definições codificadas, que tais paradigmas são variáveis com as áreas culturais, e por isso os compromissos entre os valores e os interesses são condicionados não apenas pela prudência, mas frequentemente pelos interesses. No mundo ocidental a distinção entre moral de convicção e moral de responsabilidade, em que Weber insistiu, tem expressão visível no normativismo das relações internacionais, cada vez mais influenciadas pela libertação do colonialismo que dominou várias áreas culturais. É assim que o direito humanitário parece um compromisso entre os Direitos Humanos (essenciais) e os limites supostos pelo conceito de guerra justa, o que teve uma expressão histórica, primeiro no Tribunal de Nuremberg que rejeitou a justificação da obediência, e, depois, pela instituição do Tribunal Penal Internacional, este a contribuir para as indagações sobre um possível paradigma mundial (Kung) que se imponha às diversidades. Por isso, a busca de uma nova diplomacia global, destinada a conciliar o mundo, o que procura são padrões comuns de dignidade na política, fiando da autenticidade, isto é, da concordância entre o discurso e a prática, a paz para os nossos dias. 17 setembro 2012 / 21

EM Busca de nova diplomacia global


ENSAIO

“Conciliar o mundo” Tal como já escrevi (DN, 3-1-12), provavelmente é ainda necessário, e duradoira a persistência, que os intervenientes mais notados do processo atualizem a relação entre as convicções históricas que lhes moldaram a identidade e a realidade que mudou em termos de ser a outra coisa que não estava prevista nos seus planos por vezes seculares. É a isto que Blancheri chama “a necessidade de conciliar o mundo”, já nem sequer bipolar estrategicamente, mais bipolar do ponto de vista da balança económica e financeira, mas de qualquer modo a exigir redefinir a conciliação entre a política de imagem e a política consistente, entre a reserva de soberania e a interdependência, entre um paradigma ético global e um pragmatismo de conciliação. Realmente colocar o diálogo diplomático construtivo e criador no lugar da competiBalança económica bipolar ção de interesses contraditórios e inconciliáveis, que dominaram a história não apenas europeia, mas mundial. ologia de orçamento e contenção, imposta pelo desastre financeiro Fecho de consulados e económico global. Mas em qualE embaixadas quer caso, uma estrutura especíO processo europeu cedo levou fica para realidades específicas a avaliar as exigências da queri- de cada membro da União, articuda unidade, não só de mercado, lável com a unidade desta, exige mas política, na área diplomática, engenho e arte que a preserve e ficando célebre o depoimento de torne eficaz, porque se trata das fim de carreira do diplomata ita- janelas de liberdade a que neliano Roberto Ducci, o qual ter- nhum país vai renunciar. minava com um - Good bye to all Um mundo ideal não é necessathat, ao imaginar que a coopera- riamente um mundo simplificado, ção dentro da comunidade euro- em que valores e interesses se peia implicaria uma reformulação agregam num só resumo particitotal da relação da nova estrutura pado por todas as comunidades ao dessa unidade com o mundo. redor da terra. Conciliar o mundo O fecho de consulados e embai- não é uniformizar o mundo. xadas, que também praticamos, *Presidente da Academia das Ciências de tem menos que ver com esta pre- Lisboa, Prémio Árvore da Vida-Padre Mavista evolução do que com a idenuel Antunes 2009 In Communio, 2012/1

Preservação de cada membro da União Europeia

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FOTÓGRAFO

MANHÃ FESTIVA TEXTO / Sidónio Bettencourt FOTO / João Mendonça

É isto. O verão é acontecimento do corpo. Da alma. Mesmo com um sol a reduzir-se em vergonhas É este cinzento branco. Às vezes preto abreviado. O semblante de vento norte com arrepios de Outono e o barco do Peixoto a pedir viagem. Uma chuva miudinha, bocado a bocado, o portão da loja mal fechado com espreitadela de gato no rasto das sobras do carapau e o raio do programa que não há maneira de sair. Mas há também o rosto. Os rostos. Iguais na consumição das horas, límpidos na pacatez do descanso sobre a mão das cartas e dominós. Ontem remos e arpões. Gestos que diluem na malícia picante das vozes.

Sempre sagradas. O espírito longe acode ao presente. Fevereiro lavrou memórias que o fato das preces de tio João Alves não deixa enganar. A festa. Até já cortou o cabelo a José na garagem da arca. Os sinos já chamam para a novena e a entoação da capela já chega pela porta entreaberta da sacristia. Este ano até dizem que vem um pregador de fora. Se calhou um doutor do seminário. Ninguém falta. Os parentes de chegada trazem um último recado em surdina pública e o cheiro da carne fervilha na intimidade da lenha no aconchego do forno. É isto. O verão é acontecimento do corpo. Da alma. Mesmo com um sol a reduzir-se em vergonhas. Por isso o Leonildo acordou cedo. Deitou a luz toda cá para fora e a filarmónica combina-se a preceito. A rua de baixo está mais pura. Ela sabe…enquanto houver uma farda branca de clarinete, um pacote de amendoins, uma lâmpada entre dois mastros de bandeira e esta saudade imensa, o tio João Alves pode cortar o cabelo para a festa. É este cinzento branco. Às vezes preto abreviado. Com luz…sempre com muita luz.

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OPINIÃO

A lOuca TEXTO / Pe. José Júlio Rocha

Quando visitei o Museu do Prado, em Madrid, levava na mente as pinturas de Goya, Velazquez, El Greco ou até imensos italianos que a sorte foi levar até lá. Fiquei perplexo, no entanto, logo à entrada, diante de um quadro de um tal Francisco Pradilla, não muito das minhas relações, chamado “Dueña Juana, la Loca”. Tratava-se de uma pintura do romantismo histórico, segunda metade do século XIX, a que os críticos de arte não dão grande importância. Mas, graças a Deus, não sou crítico de arte. Para explicar melhor porquê o quadro me levou às lágrimas, vou dar umas pinceladas sobre quem foi esta Joana epitetada de Louca. Trata-se, nada mais nada menos, de uma filha dos imensos Reis Católicos de Espanha e mãe do quase infinito Carlos V, imperador do Sacro Império Romano - Germânico, isto é, dono do mundo. De rara beleza e inteligência, Joana chegou a reinar efemeramente em Castela. Mas a ventura e a desgraça de Joana não foram as posses nem as glórias: foi um tal Filipe, o Belo, rei de Castela, com quem casou. Conta-se que a sua paixão por ele, e os consequentes ciúmes, ultrapassavam, mais do que ligeiramente, os limites do razoável para os tempos daquela Espanha. Seguia-o para todo o lado e dava tudo por ele. Circunstâncias estranhas ditam a morte de Filipe em 1506 e aí o resto da vida de Joana – que viria a morrer 50 anos depois! – é pouco mais do que uma tragédia. Velou durante meses o corpo do marido, mandou embalsamá-lo, para poder abrir o féretro quando quisesse. Nesse ano começou o cortejo fúnebre mais longo da História: trasladar o corpo de Filipe, o Belo, de Burgos para Granada (cerca de 600 km), sempre de noite, sempre a pé, por ordem dela. O quadro de Pradilla retrata um entardecer ou uma madrugada em que o cortejo repousa. Sob um céu que ameaça todas as tempestades e negrumes possíveis, numa Espanha rural, quase todos os rostos estão serenos e cansados. A urna repousa, magnífica, por entre as sentinelas das velas que levam o lume e o fogo na direcção de um vento agreste. Frades vão rezando. Uns rostos demonstram compenetração, outros, curiosidade, outros, aborrecimento, outros, resignação. Só ela, Joana, resiste ali, de pé, de negro, o vento a uivar por trás e a levar-lhe para a frente do rosto véu e cabelo. Um rosto crispado de dor, incompreensão e inigualável desespero, a olhar intensamente, perpetuamente, eternamente para o amado. O contraste dos rostos é estrondoso. Ela não acredita, não se resigna, não desiste, não arreda pé, não chora, não move sequer a pálpebra de um olho. Entre ela e os outros grava-se toda a distância que a solidão jamais conseguiu percorrer. Ninguém compreende aquela obsessão, aquela loucura que leva semanas, meses. Na verdade, o cortejo não vai chegar ao fim. Acabarão por interná-la num convento em Tordesilhas, por quase 50 anos. Dizem que a crispação de tristeza se manteve sempre igual. Ao olhar repetidamente para as figuras deste quadro, ainda acho que Joana, a Louca é a única personagem lúcida que ele contém, não sei bem porquê. Talvez porque só ela terá compreendido o volume da tragicomédia do mundo, ou só ela terá compreendido que estar só é muitas vezes ser a única pessoa lúcida. Ou porque terá percebido, só ela, que sem o amor, tudo o resto é loucura: pintura e arredores. Só mais um pormenor: durante o cortejo fúnebre, na estranha cidade de Torquemada, deu à luz uma filha, póstuma, de Filipe. Catarina, futura esposa de D. João III de Portugal. Se quiserem ler este artigo e olhar para a pintura (no computador, por exemplo) compreenderão porque é que eu digo que a solidão foi tão poucas vezes tão bem pincelada. 17 setembro 2012 / 25


PARTIDAS

TINO TEXTO / Filipe Leite FOTO / Mike Maciel

Um gato tem sete vidas. Todos os que o outro conheceu só tiveram uma. Entre a experiência do Tino e a do outro substancia-se uma variação de seis. Digamos que o outro tem de viver seis vidas (de preferência sem morrer) para comprovar a inexorável lei da perpetuação e performabilidade de uma frase ou de um número redondo do Tino. Demasiado melódico. O seu aspecto circunferencial transluz certa perfeição. Todos os predicados perfeitos são decisivamente repulsivos ao outro; talvez porque instintivamente repetidos como uma cacofonia insuportável e (evi-

dentemente) inverificável. O Tino gosta de sapatinhos de lã, ali pacientemente calado, à espera de disparar as suas sentenças na ponta da língua para toda e qualquer eventualidade de subversão de um status quo. O Tino ama o status quo. As suas sete vidas e os seus sete vestidos e as suas sete ocasiões de os vestir, um por um (tal pena!), dependem deste. Se, por um absurdo qualquer, os gatos passassem a viver uma vez, toda a fortuna e respeitabilidade e aceitabilidade do Tino transformálo-iam num simples ente de, na pior das hipóteses, três, em vez das tais sete vidas. O outro que, atinado, escolheu ter apenas o seu nome, tentou propor ao Tino que as sete vidas do seu gato poderiam equivaler às suas diferentes construções: acorda; lambe; volta a dormir; mija; passeia-se e cria; arranja abrigo; defeca. E defeca sobretudo a tentar reconstruir o pensamento do Tino. Talvez a desembaraçar uma artimanha, grossa e mal cheirosa, para a sua vida desatinada. Por sua vez, o Tino encontra na vida do outro uma estranha


PARTIDAS

forma de permanecer, visto que a circularidade das suas sete vidinhas violentam-no no sentido de que a sua fortuna, respeitabilidade e aceitabilidade dependem do seu complicadíssimo reportar, arquivar e voltar a reportar, redonda e melodicamente. Um gato pode ter sete vidas numa variação de 666. Mas O gato, mijando e defecando, tem uma. O Tino sabe. Mas não na sua perfeição: ele não quer que esta lei circule…

O Tino ama o status quo. As suas sete vidas e os seus sete vestidos e as suas sete ocasiões de os vestir, um por um (tal pena!), dependem deste Um gato pode ter sete vidas

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numa variação de 666


ÓCIOS / OPINIÃO ENTRETENIMENTO / OPINIÃO

“Quanto mais se está no alto, menos se é livre.”

“Citação e/ou frase aqui.” Cayo Salústio CARTOON

F. S. QUESTIONÁRIO

A MAÇONARIA INFLUconcorda ENCIA A com as novas POLÍTICA medidas de PORTUausteridade? GUESA? SIM SIM NÃO NÃO

ONLINE

AS MAIS VISTAS

Américo Gonçalves, investidor ANGRA MARINA HOTítulo Aqui TEL SOFREU DE “INCOMPREENSÕES E BOATOS”

22 (18,33%) 98 (81,67%) TOTAL: 120 (100%)

OPINION ARTICLE HEADLINE COVERAGE

ROTA TERCEIRA-PORTO Título Aqui A FUNCIONAR TODO O ANO

ci piscit verro quibus repre magnat magnam sunt dis nam quo dolorum quature scitium quatesto mos alicti rendiae similibere, cus, simusant, sae cum as sam ipiende rfernam se pro eicatibea quosa nonsed evendamet maximpo reicabo ritibusci sequostia nobitae ctoribu sciaeca boratquatem arum re repudit voluptate sus quiasi apereri onsent aliquatem illiquis est, sam qui demporporpor as dolectis I am a fan of aut quisque molupti assincti sit, ut labo. Bis derchil ilitam sit ped mi, officab ipsant est veleseq uodiamus es ilibus, ommoluptatur aci andam et alit TEXTO / Frederica Lourenço aut volorep ellendaero dolore mod et Corat res et pore, siminis et debitas ulparum incias molorro to blaboria TEXTO / Frederica Lourenço imporrundis dolorem denihil iundis simoluptate nostion sectene vent vid explacias am, seque dolupta tem- undam ium qui quide consed quis... e do slogan “be yourself”. qui quaspellandi debis a non eatur, im sequatus magnien imint, que re quo Habituamo-nos, ao longo de toda a nossa exislam reped ut aliquo omnit aut quae- moditate volore laut asitatus, quiatência, a ouvir e ver os anúncios da coca-cola na cea voles aut occus ut quatem diation temos que venet restia quia corunt. televisão, sempre com musiquinhas que nos fiporatem excearumquid que sequaere Ciendio con rehenis ipsunt ullupta si cam no ouvido, sempre com mensagens alegres E nós acreditamos. nonseque niet explitio blabo. Bo. Nam, net dolore nos assitatqui rerrovi dique nos dizem mais ou menos isto que , apesar Não queremos saber dos “E´s” te sant exerit remodit volore nimod cidunt, quatur rectiumque rem que de tudo, a vida não é uma coisa má para se ter. potencialmente cancerígenos, das magnatat anit adi quo commolectur netur? Acerum eicae voluptiore miAcredito que a coca-cola e a sua publicidade insónias pelo excesso de cafeína aut ium non pedignam invelenim vo- nihillabo. Vitatus, omnihicitate nihilit fazem mais pelas pessoas que as aulas de auto- ou do açúcar que nos irá causar luptat. Hillabor alibea con repremquid qui ut et volor audae quam essunti -ajuda ou coaching. Animam-nos de forma sim- diabetes. endes sande dunt eaturibusdam aut ossum, omnim hic totat. Uga. Itatem ples, instantânea e não nos dão lições de moral. A coca-cola original tem um lurest rernam quid eatem sunditasped alibus dolo tem. Lesciam evelectur Apresentaram-nos o senhor mais simpático do gar especial nas vidas de muitos, que mi, odion por arciae maio. Itati- sanihiciae pos porum, si temporr ovimundo, ajudam os ursos polares, e disseram- e chega a ser romântica a ligação bus, si odit ist, quae ditatem nos nes dunt iatqui utenis nis et volupiene vo-nos - em 2010, no boom desta coisa estranha que temos com ela, com as músidignatur, quaepro dustibus eatem lupta denduci llaces sinum, occus aut que chamam de crise financeira - que desde cas dela, com os anúncios dela. quis auta aliatiatum net volorerum, volendi blaborem fugiaecupici que hajam mães a fazer bolos de chocolate em Afinal: “whenever there’s fun consed que rere occuptature exper-

COCACOLA...

casa, não há razões para grandes alarmes.

there’s always coca-cola”

1707 setembro 2012 / 28 maio 2012 / 28


CULTURA

LabJovem Foi inaugurada, a 14 de Setembro na Academia das Artes dos Açores, em São Miguel, a terceira edição da Mostra LABJOVEM.

Trata-se de uma iniciativa organizada pela Associação Cultural Burra de Milho com o apoio da Direcção Regional da Juventude. Na mostra estão expostos os projectos seleccionados nas áreas de arquitectura, artes plásticas, design de moda,

Mostra inaugurada design gráfico, fotografia, ilustração+BD e vídeo. Após a componente expositiva da Mostra LABJOVEM ter sido apresentada em São Miguel, será apresentada de 17 de Novembro a 2 de Dezembro na Ilha Terceira, Praia da Vitória, na Academia de Juventude e das Artes, deslocando-se ainda às ilhas do Corvo e Flores.

Mar e Turismo Chama-se “Mar Como Turismo Sustentável” o workshop que decorre hoje, 17 de Setembro, no Centro Cultural e de Congressos e na Marina de Angra do Heroísmo. O workshop sobre a biodiversidade nos mares dos Açores é destinado a pessoas relacionadas com esta temática, assim como: pescadores, empresários e curiosos na área. A actividade é constituída por duas componentes; uma teórica e outra prática. Na componente prática: um passeio de barco, com vista a identificar os organismos marinhos existentes e os factores físicos que condicionam a sua existência, na parte teórica: explorar conceitos científicos e analisar/debater sobre a viabilidade de potenciar o turismo local através desta vertente. Entre os objectivos está a promoção do conhecimento da biodiversidade marinha dos Açores e potenciar o turismo sustentável na região, além de aprofundar o conhecimento das características físicas e biológicas da região. 17 setembro 2012 / 29

Pelo segundo ano consecutivo, a Biblioteca Municipal Silvestre Ribeiro, na Praia da Vitória, realiza a campanha de recolha e reutilização de manuais escolares intitulada “Ler e Reler”. O projecto visa a criação de um banco de manuais escolares que serão reutilizados por alunos de famílias do concelho. Com esta medida, a Câmara Municipal da Praia da Vitória contribui para a redução dos custos com material escolar das famílias praienses. Depois de terem sido entregues os manuais escolares usadas até ao final do mês de Agosto, de acordo com os requisitos descritos no regulamento municipal (cmpv. pt), será publicada, em Setembro, a lista de manuais escolares recebidos, podendo os interessados contactar a Biblioteca Municipal Silvestre Ribeiro para fazerem as requisições dos manuais pretendidos para o corrente ano lectivo. A lista é publicada no sítio na Internet da Câmara Municipal da Praia da Vitória (www.cmpv. pt) e afixada nas instalações da biblioteca. No ano lectivo transacto, informa a autarquia, foram recolhidos cerca de cinco centenas manuais escolares, tendo sido cedidos manuais a cerca de trinta famílias.


CULTURA

Caribou TEXTO / Adriana Ávila

Caribou não se trata de um mamífero ruminante mas sim de um dos pseudónimos de Daniel Victor Snaith anteriormente conhecido por Manitoba. Este compositor que nos chega do país dos plátanos, desde cedo se locomoveu pelo mundo da música eletrónica e no ano de 2005 lançou o seu primeiro disco de originais intitulado “The Milk of Human kindness”, uma sonoridade com pitadas de indie rock, experimental, entre outros; Com um vasto currículo de Ep’s, singles e já com sete álbuns editados até ao presente, é visível a

SWIM evolução e particularidade de cada um dos seus trabalhos. Swim, é o título do seu último álbum editado no ano passado, um disco desafiante com sabores de electro experimental.

“Os Cantos” O livro “Os Cantos – Tragédia de uma Família Açoriana”, de Maria Filomena Mónica, vai dar origem a uma série de televisão, protagonizada por Nicolau Breyner, que também a dirige, em parceria com João Cayate. A adaptação do argumento é assinada pela própria autora com o sociólogo António Barreto.

REGRESSO A MOZART A pianista portuguesa Maria João Pires regressa à edição discográfica com o maestro italiano Cláudio Abbado, com quem grava agora dois concertos para piano e orquestra de Mozart: o Concerto n.º 20 e o Concerto n.º27. Estes são dois dos mais importantes concertos do compositor de Salzburgo: o n.º 20, em Ré menor, K.466, é aquele que Beethoven interpretou à chegada a Viena e para o qual escreveu as “cadenzas”; e o n.º27, em Si bemol maior, K.595, concluído no último ano de vida de Mozart.

Mentes poderosas

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“Red Lights- Mentes Poderosas 2D” é filme que a Culturangra leva ao pequeno auditório do Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo a partir da próxima quinta-feira, dia 20, até 24 de Setembro. “Uma parapsicóloga e a sua jovem assistente tentam desmascarar e desacreditar um conceituado físico que subitamente voltou a ser famoso”, retrata a sinopse do filme. O thriller tem realização de Rodrigo Cortés e conta com as actuações de Robert De Niro, Sigourney Weaver, Cillian Murphy, Elizabeth Olsen, Joely Richardson e Toby Jones.


OPINIÃO / AGENDA OPINIÃO / AGENDA

To etur modioruptas dolorem aborehe niatin eum et esti bla qui cuscim lisi dolupta ectur? Am, vide estrupt atureped mos sus que voluptas dolor mi, omnihici consecum dolorectium ipsaper chitatet ommolup tiberci psumque doloreptas imusam faceseque volorru ptiant demquat ibernat. Fugitaquis dolorep udigend ucius. Intio omnis a volentur alitiorum escipsa ecuptatus iunt volupisqui beatemporrum et ut destibus alis sequibus destiis eost, saest ut que nonsequi TEXTO / Rildo Calado nes rem vollacc atecae rem solliatius sunto et eium ad do quiKeast debit,Park veniasp A silhueta design Community Pavilion pensado dar isquament, quefoi sequi alitiuspara restiae forma e movimento à até então desintevolupta ecepudis milicip sandus et ressante entrada do Keast Park e à City facid mo tem volluptis dolentures of Frankston, em Melbourne. Promove a evelluptatur res sequientre occum reminteracção equilibrada a comunidade quat e o parque marítimo, sendo ponto ped in parci re labo. Ro ointemde encontro para convívio da população po rporem volorum videsto tet utem local, que o utiliza para muitas das suas ium dolorrolúdicas. ium rerum eiumdeipit, que actividades Para além integrar esta shortlist do WAF, tambémetfinalista sum a dolupic tem équodit alitat dos Melbourne Design Awards 2012. quia imoloru ptatqua eritinv endunt

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doloreium est, offictur, eosantumene saerum, es maios voleceperum faci nectatur repedig enditibus modi cor sitatur, cum hil ipsae quias sapissunt. Obitatur recabor am harum fuga. Otatemque incil intur aspe verovitam WAF AWARDS 2012 iur moluptatur, con pelest maximil loShortlist 2012 rest, omnis re voloribea derum sinciis Categoria: Edifícios completos dis prem. Nam doloristrum aut harum Subcategoria: Civic + community dolorror si odis dit minum eumquia Projecto: Keast Park C. Pavillion debis maximolores nonsed et qui Localização: Melbourne, Australia blab imos aut omnisquam sectia pe Atelier Jackson C. B. Architects Ugia doluptur sum sequia aut et re, www.jcba.com.au quaersperum nia dolo occum

HEADLINE HERE

Animação Turística

Lores aut quidebis dis nitatem et que pel ime nossequam, officaedecesecto rae quibus acesto As IV Jornadas Reflexãoetum de Animação Turística, suquaspiet faccum iligenimi, sam et, quidebitis antia bordinadas ao tema “Turismo e Animação Cultural”, irão decorrer na ilha Terceira de 16 a 18 de Novembro

TITLE HERE Jornadas dolorestibus consequate entus quo de 2012,intnuma organidoluptiatus dolo earum zação conjunta da Assorem arum volora ciação Regional de vita Tuarum reictissi utatae. rismo dos Açores (ART) aborero cone etur, eEtdo Instituto Açoriano cuptatem que comda Cultura (IAC). moluptas quiae et, veEste evento pretende liqui accusam facculp proporcionar importantes momentos de deba-

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Em Angra do Heroísmo

ariorum vel il es volor simus, core quistib eribus voluptis earum sobre vendae exerum arum quiant. te e de reflexão os cum recursos, potencialidades e Ehendit, sinto verovitio. Ut est, ut incid quas inullor estratégias para que os Açores possam valorizar o seu estiusa património picaboremque nonsed quibearum que est, notável cultural. quiasped eos auditem poreptas doloriti omnimpoAs Jornadas de Reflexão decorrerão no Centro Culriate invellaut expediciis quias mos sam alite quid tural e de Congressos de Angra do Heroísmo e estão quas ella Lit et debissessões magnates dolupta erfe estruturadas emqui quatro distribuídas por dois dias.

Xeratem quost autemos dipsam ut imagnam, offic totatur? Quiditam alia iducidentia sitias millupis et omnim ex enis em as eost “Cavalgar Seeosaper ibeaquo tembro” assim se ma del ipis dolor ad chama a iniciativa eument, con corque a empresa muectatiam dolorese nicipal HortaLudus pratiant quam este que desenvolve volo molorro ex et mês no Centro Hívit qui ditessunpico do Capelo, na di unte ella ilha do Faial. nate nobitatem Todos os diasquis da quossimodia quis semana, excepto delisci domingo àpsapedi tarde beritem ilit quis ine segundas-feiras, venis consequ unos interessados dignam aut most, em passeios a cacum fugition valo, à hora,eium são eratur res ipsamus organizados com eatum etur sapitat um máximo de oito iaecaep pessoas. udaeratiaturé aditatis noEsta uma activibitib usante qui as dade que, já tendo rersperae latis ex igualmente decorexerae. Ipicipitium rido em gosto, terque et, res mina noquatur final deste mês de Setembro.

07 maio 2012 / 31 17 setembro 2012 / 31


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MADALENA Director: Pe. Manuel Carlos • Sábado - 04 Dezembro 2010 • Ano: 118 • Jornal Diário • N.º 34.321 • Preço (Iva incluído): 0,50¤

Aos funcionários públicos Pag|04

Director: Pe. Manuel Carlos 2010

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Apoios sem custos para o Estado   O presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, assegurou ontem que a medida de apoio aos funcionários públicos aprovada pelo parlamento regional “não custa um cêntimo ao Estado ou aos cidadãos de qualquer região do país”. “Trata-se de uma questão de opções e prioridades”, afirmou Carlos César, em declarações aos jornalistas em Vila Franca do Campo.

última hora. porém, a existência de alterações de pelos seus elementos, os quais salvaguardaram,

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D. António Marcelino pag|09 INVESTIGAÇÃO

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pag|07

Autocarros mais ecológicos > A renovação da frota de autocarros nos Açores iniciada em 2001 já permitiu “baixar para seis vezes menos a emissão de dióxido de carbono para a atmosfera” dos veículos que asseguram o transporte colectivo de passageiros no arquipélago.

  Câmara de Angra investe 20 milhões de euros em 2011.

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Em São Mateus Pag|05

e os Bailinhos de Carnaval foram disponibilizadas

Pesca também para as mulheres   A Associação das Mulheres de Pescadores e Armadores da Ilha Terceira, localizada na freguesia de São Mateus, concelho de Angra do Heroísmo, faz balanço positivo de quase três anos desde o início da sua actividade. Segundo a responsável, Maria Glória Brasil, a instituição, que apostou fortemente na formação e informação de várias temática direccionadas para as mulheres de pescadores, prepara-se agora para desenvolver um projecto na pesca-turismo.

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opunião

> Considerado um visionário da economia açoriana do século XIX, a vida e história de José do Canto acabam de ser compilados em livro, num trabalho da investigação inédito de Maria Filomena Mónica. A apresentação da obra decorre em três ilhas dos Açores. Hoje, é a vez da Terceira.

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EDITORIAL

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é de três de fotocópias pelo reapro- ção taxa devida Freguesia ende euros. A A junta de e gatos varia gisto de cães doença careuros. o novo regulamento contra uma por vou cobradas pela autarquia tre os 0.90 e os 14.40 do da que luta à coe que aguarda taxas dos serviços prestados centro histórico Os custos díaca terminal os cinpelos serviços inicio de 2010. vações no variam entre no Angra do Heroísmo. um novo coração. Eduarda Borpor cemitério os três mil euros. munidades cidade de estreada em e cobradas a Ângelo Meneses, Graça DrumSão taxas A telenovela, a cinco actoregis- co euros à casa mortuária, Sales, os é da ba, Francisco Parreira foram casa Quanto o seu uso serviços administrativos, Março, recorreu cemitério, devida sobre e a 65 figurantes mond e Judite seleccionauso do tro de animais, jogos e taxa res locais da históPor fim, o terceirenses campo de com alguns de 25 euros. entre os con- actores mortuária, ilha. A protagonista de jogos varia a união Lobo Antunes, como dos para contracenar Fotografia: outros serviços. cobrada pela campo 45 euros, mediante ria, Paula protagonistas. os com actores dos principais 65 figuranAssim, a taxa certi- 10 e de uma caução e o tracena Pereira, Rogério Foram recrutados o quadro de atestados, de um apresentação São Mateus José Carlos é de 250 euros. O Porto de para preenchermaioria com- emissão Martelo e Delfina Cruz. para tes dões e declaraçõesa certifica- no valor Quinta do sendo a escolhido mês Samora sobre espaço da piscatório, da fregueno passado o local foi euro e a taxa por habitantes aldeia piscatória, foram palco, das gravações da da posta recriar uma de Fevereiro, telenovela do mote à história sia. dando o de 17 uma pescadora mais recente Paixão. previstas cerca das Mar de Junho, estão gra- protagonista, canal TVI, do mês de com um resumo realizadas Até ao princípio em São Mateus. Fique Também foram acompanhá-las. corda, para poder touradas à já programadas que estão Datas a de Maio Local No primeiro Serreta e São 10 Julho a Tipo de promovido estrada entre Capitão-Mor Canada do a encher-se no concurso do Ambi11 Julho tem guesia Mateus voltou e andariRegional Capitão-Mor corredores de Freguesia pela Direcção Canada do corajosos A Junta edição da 28 Agosto um trabalho o Eco-Freguesias. de todos vigésima Touradas lhos, na Bravio vindo a cumprirtornar São Ma- ente, também, dos Bravos. o Depende, para 29 Agosto Meia Maratonano campo de joe melhorarmos persistente conotada não tradicionais freguesia Bravio nós mantermosÉ com o esforço de Com meta teus numa 1 Maio feito. e com o asseio. alcan- gos, os quase 21 quilómetros Capitão-Mor com a limpeza contribuído, ao trabalho conseguiremos por 39 atletas. Canada do todos que 22 Maio cuja importân- foram galgados e Ângela ArruPara isso têm protocolo tempo, o çar este galardão, acima de Paulo Marques Largo da Igreja vencedolongo do 3 Junho com a Câmara está relacionada, prémio de da foram os grandes com estabelecido angra do Heroís- cia Cantinho organizado com o melhor de 5 Junho da fre- tudo, termos uma freguesia res do evento, do Grupo Baile Municipal limpeza diária todos: Terreiro a colaboração limpa. mo para a Bezerrada a Regional Terceiren6 Junho da Canção que a verdadeiramente guesia. dia 20 de Março, Terra do Pão o serviço No passado Gê-Questa se. de Além disso, participa7 Agosto ambiental na recolha orla Paralelamente, Biscoitinho limpeza da na décijunta presta tem-se provado associação a cabo uma 26 Maio num na iniciativa ram 31 concorrentes resíduos sólidos e decisiva para levou integrada Terreiro A Gê- ma edição da caminhada, a útil à população de sucatas e marítima Limpar Portugal. 1 Junho atletas a cruzar imagem em parceria total de 70 Em nacional Terra Alta eliminar a de jogos . beira da estrada. 2 Junho Questa trabalhou de Escutei- meta do campo monstros à transportadas com o Agrupamento Terreiro os Escode resí2009, foram 497, com Touradas 13 Agosto toneladas Marítimos com a Junta Porto cerca de 10 e detritos para o ros Portugal, Tradicionais empresa 14 Agosto do teiros de duos sólidos e com a de Angra Freguesia Porto que deAterro Sanitário esforço exclu- de mostrando 31 Maio num de nós a já que Floriazoris, Heroísmo, Cantinho cada um de freguesia pende de sivo da junta Vacada em não é protocolado limpeza da freguesia. de lixos em este serviço entidade. em cerrado Fazer separação lixeiras ilegais o brio com nenhuma denunciar São MaMais recentemente, esforços casa; Vamos tornar feito e nos levaram baldios... Eco-Freguesia! no trabalho numa de limpeza a fre- teus constantes inscrevesse a que a Junta

boletins e muito mais

Touradas

Órgãos Autárquicos

EDITORIAL 185 anos da freguesia

a 183 anos em que foi elevada da Terra Chã da Terra Chã vai comemorar os No dia 6 de Setembro a Freguesia que independente. freguesia comemorações do Dia da Freguesia Caros cidadãos, mais um aniversário vão decorrer, pela 18.ª vez, as este se aproxima. Chã,evento assinalar da Terra Para dia 7. da freguesia dois no primeiro domingo de Setembro, dois tradicional, é alberga formatojáque Este ano numcomo acontecem, das obras que efectuamos nos que se pretende novidade marcamos esta data com a apresentaçãoe o novo miradouro com vista para dias festivos, é habitual, também Como do Alto das Lages manter, sendo uma aposta do programa das Veredas: o antigo miradouro miradouros eleitoral do Partido Social Democrata. ainda O início deste mandato não foi nascente. importantes projectos arranquem temos vindo a trabalhar para que à vida da autaro pulso melhoramentos tomado fácil, destes além Para de quia, verificou-se que parte da obra ano. do nosso Bairro Social, da neste estava requalificação do Largo da Igreja à e urgente obra de requalificação necessária o referirmo-nos que veio condicionar Estamos do Heroísmo. por pagar,asituação e da Câmara Municipal de Angra nós Tivemos Regional Governo doJunta normal andamento da das habitações, a necessidade de responsabilidade que dos projectos em que se encontra a maior parte abdicar de de degradação situação a alguns verdade, a necessidade da renovação de Na que nos propunhamos para pagar o montante aos actuais agregados familiares, habitações adequadas é de ruas e espaços de construírem se que estava em dívida. Uma situação que de dotar todas as habitações espaço que seria a necessidade de esgotos, porqueeo dinheiro de águas desagradável rede central do bairro, dotando-o de um do nosso prograa necessidade de modificar o local apropriados, para utilizar nos projectos levou-nos a considerar este estacionamento tiveram que ser adiados, foisociais que promovam o seu desenvolvimento, ma eleitoral, com equipamentos amplo dívida mais usado para saldar o montante em na Freguesia. como 1.ª prioridade do Largo da a realizar investimento NOVO ELENCO AUTÁRQUICO das obras de requalificação

2010

Igreja. A novidade nesta comemoração dos 185 anos de existência como freguesia, dias. é o facto de ser festejado em dois Pretende-se assim dar maior intensidade na e importância que deve ter este dia freguesia e para os seus habitantes. feita No dia 5 de Setembro, a aposta é que com um programa intenso e variado, Fonte decorrerá por inteiro na Quinta da ponto Faneca, ou tendo pelo menos como local. de partida e chegada esse mesmo O programa contempla variadíssimas o maior componentes, tentando abranger da número de preferências da população Terra Chã. No dia 6 de Setembro, a festa será concentrada no Largo da Igreja, com o indispensável bolo de

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295214980

elegeu nas últimas eleições A Junta de Freguesia da Terra Chã, pelo Partido Social Demoautárquicas, novo elenco, que foi eleito desta tomada de posse à volta crata – várias foram as peripécias perdido, a tomada de (mas após algum tempo desnecessariamente posse tornou-se efectiva).

O elenco autárquico ficou assim distribuído: Presidente: Rómulo Ficher Correia Secretária: Sandra Maria Viegas Borges Tesoureiro: Bruno Miguel Ferreira Fagundes

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Assembleia de Freguesia:

animação musical, Silva Presidente: Jorge António Ávila da aniversário e uma surpresa no final. da Silva O Dia da Freguesia, reúne grande 1º Secretário: Paulo Manuel Correia Festa número da população desta localidade, 2º Secretário: Durval Henrique Melo Francisco Severino sendo de realçar o almoço de confraterniem que nos de Reis Leonardo Lourenço; sempre do Governo Regional Vogais: Elvino Elsa Maria zação que a Junta irá servir, sendo é outro investimento da Terceira dos Santos Bertão; José Luís Tecnológico levam o Trata-se, com Parque Bettencourt; famílias que Matos várias da Universidade. O projecto de saudar asdo nos terrenosFernando Terra Chã, Linhares Rosa; Paulo agradável naqueleser implementado na da e se juntampara seu “farnel” Rocha Freitas,jáUlisses empenhado temos se encontra em elaboração, abrangendo freguesia queSoares. e desfrutando de toda relevo para aSérgio espaço, Corvelo uma iniciativa de grande deconvivendo efeito, nas áreas das novas tecnologias. excea ambiência de um local que é por de âmbito local e regional com intervenção privadas e estar e saudável públicas do Largo de Belém (Largo da de bem entidades lência promotor freguesia será a obra de requalificação por uma em relação ser elaborado convívio. importante para a nossa projecto àa Junta Também seuchegado estando otêm reclamações a corrente ano, ainda noAlgumas início o seutoda teráconvidar obra quepara Igreja)Aproveitamos da da Fonte Faneca até aos Chã, população a comparecer na Quinta à limpeza na zona da calçada Freguesia da Terra técnica. Largo equipa bem estar e aqui Fonte Faneca e no dia seguinte no para o progresso a notadade que a limpeza deixamos temos de trabalhado sempre um usufruir Miradouros, que para forma aproveitando É desta da Igreja, para com a freguesia. Câmara Municipal convívio. os compromissos que assumimos um saudável assim nessa zona é da responsabilidade da cumprindo

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Sábado, 1 de Setembro de 2012

Médicos preocupados | pág. 07

Semana Educativa | pág. 05

Na Turquia | pág. 04

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• Ano 119 • Jornal Diário • nº 34.837

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CDS-PP, afirmou qualidade de vice-presidente do de antecipação” à Lusa que se trata de um “esforço no âmbito dos apoios destinados ao sector agrícola, de compensação das medidas agro-ambientais e decidiu pagar pelas intempéries que o executivo pág. 06 mais cedo.

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pág. 03

AIS ANTECIPADO DE AJUDAS AGRO-AMBIENT

antecipado O Governo iniciou ontem o pagamento no valor de ajudas agro-ambientais aos agricultores, a ministra da de 13,7 milhões de euros, anunciou uma visita Agricultura, Assunção Cristas, durante às ilhas do Faial e do Pico, nos Açores. ao arquipélago na Assunção Cristas, que se deslocou

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ABRIL S — T — Q — Q — S — S — D 1

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Revista U Nº27  

Revista U de 17 de Setembro de 2012 (Nº27)

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