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A REVISTA SEMANAL D´A UNIÃO

www.auniao.com

Espírito Crítico Precisa-se Celeumas entre poder Local e central PÁG. 10

edição 34.797 · U 18 · 16 de julho de 2012 · preço capa 1,00 € (iva incluído)


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E-mail: clipraia@gmail.com • Telefone: 295 540 910 • Fax: 295 540 919

Área Clínica Análises Clinicas Anestesiologia Cardiologia Cirurgia Geral

Médicos Laboratório Dr. Adelino Noronha Dr. Pedro Carreiro Dr. Vergílio Schneider Dr. Rui Bettencourt

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Dr. Domingos Cunha Dr.ª Ana Fanha Dr.ª Joana Ribeiro Dr.ª Rita Carvalho Dr. Rui Soares Dr.ª Lurdes Matos Dr.ª Isabel Sousa Dr. José Renato Pereira Dr.ª Paula Neves Drª Paula Bettencourt Drª Helena Lima DrªAna Fonseca Dr. Lúcio Borges Dr. Miguel Santos Dr.ª Cristiane Couto Dr. Eduardo Pacheco Dr. Cidálio Cruz Dr. Rui Mota Dr. Fernando Fagundes Dr.ª Andreia Aguiar Dr. João Martins Dr. Rocha Lourenço Dr.ª Paula Gonçalves

Doenças de Crianças

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Pneumologia

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Podologia

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Psicologia

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Psiquiatria

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Imagiologia (TAC/ECOGRAFIA/Ressonância Magnética) Neuroradiologia (TAC/Ressonância Magnética)

Dr.ª Ana Ribeiro Dr. Miguel Lima Dr. Jorge Brito Dr.ª Rosa Cruz

Reumatologia

Dr. Luis Mauricio

Terapia da Fala

Dr.ª Ana Nunes Dr.ª Ivania Pires

Urologia

Dr. Fragoso Rebimbas


EDITORIAL / SUMÁRIO

Curso de férias TEXTO / Marco de Bettencourt Gomes | director@auniao.com

Vejo demasiadas novelas a acontecer. E não sou lá muito adepto do entretenimento. Entreter é andar a empatar, a empurrar o tempo com a barriga, a fazer horas para picar o ponto, a moer café. É o rame-rame do costume. Nem sequer tolero que se entretenham as crianças pequenas, quanto mais as crianças grandes. É que a vida é mesmo aborrecida. É claro que a vida é aborrecida. Negar o aborrecimento é aldrabar. E privar do aborrecimento é falsear os factos. Se a vida é aborrecida há que mostrar o aborrecimento. Não como um mal menor mas como a condição de possibilidade de ser. É que, para além do mais, o aborrecimento é uma fonte bem maior de criatividade e originalidade. O tédio é chave que abre o tesouro da possibilidade. O jogo como lugar de risco, de descoberta, de exposição, de galvanização, de empenho, de gratuidade. E também prezo muito a destruição. O lugar do confronto, de tensão, de vulnerabilidade, de começo, de ausência de fórmulas, de abandono. Vão todos depressa a banhos, entretenham-se nos seus clubes de chá, tirem cursos de verão à bolonhesa. Eu não estou. Fui de férias. E cá por mim agora que vou de férias não estou disponível nem para novelas nem muito menos para ser entretido. Vou à procura de mim com bom tempo.

SUMÁRIO aparências podem iludir raciocínios

a mentira e outros pecados

mala cheia de truques

05 06

lojas para via jar

20

antecâmara

21

ternura à flor da pele

23

o segundo dia de verão

25

07

escolas, meninos e meninas

08

há poder mais forte do que o meu?

10

talismã da inspiração culinária…

11

o perigo anda à solta

29

moscovo

14

um festival taurino

31

o canto das sereias

NA CAPA... AUTONOMIA DE PENSAMENTO / pág. 16

Nas décadas de 50/60, anteriores ao 25 de Abril, dia em que Portugal marcou na sua história o fim do fascismo como ideologia governativa, já haviam vozes nos Açores que se queriam fazer ouvir no seio de uma sociedade alienada do espírito crítico. Artur Cunha de Oliveira, Onésimo Teotónio de Almeida e João Carlos Carreiro, antigos alunos do Seminário Episcopal de Angra, foram algumas dessas vozes defensoras da “autonomia de pensamento”. A “U” foi ao seu encontro numa reunião enquadrada nas comemorações dos 150 anos da academia. 16 julho 2012 / 03

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REVISÃO

CCAH QUER MENOR CUSTO FINAL

CAIS DE CRUZEIROS REPENSADO O novo projecto deve contemplar o melhoramento da marina e a redução de terraplenos do porto das pipas A Baía de Angra exige um projecto de excelência, enquadrando a cidade de Angra do Heroísmo, a Marina reformulada, e não condicionado às dissonâncias e obras entretanto realizadas. As afirmações são da direcção da Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo (CCAH) e foram expressas a propósito do projecto de construção de um Terminal de Cruzeiros, após um trabalho de recolha de opiniões dos seus associados. No que diz respeito à análise técnica, a direcção da CCAH entende que o novo projecto deve contemplar o melhoramento da Marina e a redução de terraplenos do Porto das Pipas, garantindose melhor qualidade global do projecto e possivelmente menor custo final de construção; a tendência recente de construção de navios com 350 metros de comprimento, colocaria, à partida, o terminal de Angra, limitado no mercado, dado que o projecto aponta para a recepção de navios até 300 metros. Considera ainda não ser adequado a manutenção da actual infra-estrututra coberta, que significa uma dissonância e obriga à criação de mais terraplenos, diminuindo ainda mais a área de águas internas; além de que não foi considerado no projecto, o lançamento do cais aproveitando os enroscamentos existentes, que permitiriam lançar o novo molhe ligeiramente mais afastado

relativamente ao proposto no projecto e ganhando-se área de manobra interna. Possibilitando ainda uma ligação no sentido da Baía das Águas e o necessário alongamento de mais 50 metros de cais, e não apresentando esta alteração um acréscimo do valor da obra, mas previsivelmente uma redução global do custo da obra, atendendo que grande parte do molhe seria executado em zona sólida e a baixas profundidades. Já acerca dos aspectos arquitectónicos do projecto, entendem não pronunciarse “por considerarmos que este deverá ser revisto, tendo em conta o enquadramento urbanístico, e tendo em vista um projecto integrado da Baía de Angra”. As conclusões do encontro promovido pela CCAH ditam que o projecto deve de ser “repensado e globalmente reformulado” de forma a garantir “igualmente condições de cais – comprimento e profundidade – para o mercado actual e futuro de cruzeiros”, e, não menos importante, “o investimento não deve condicionar os investimentos necessários e urgentes de transformar o Porto da Praia da Vitória numa efectiva unidade logística dos Açores”. Contudo, acrescentam, os responsáveis exaltam a vontade política de realizar investimentos estruturantes na Ilha Terceira e aproveitar os fundos comunitários em vigor para dotar a mesma de uma boa infra-estrutura portuária

infra-estrututra coberta INADEQUADA

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REVISÃO

contendo o porto comercial da Praia da Vitória e o terminal de Cruzeiros no Porto de Angra do Heroísmo. INVESTIMENTOS DE EXCELÊNCIA O mesmo estudo de opinião lançado pela CCAH defende ainda que a cidade de Angra do Heroísmo deve ser preservada e qualificada com investimentos de excelência, que a tornem num lugar único para ser visitado, sendo para tal indispensável uma maior e melhor ligação ao mar, e que a realização do Terminal de Cruzeiros deve contemplar a reorganização da Baía de Angra, envolvendo o Porto das Pipas, a Marina, as encostas e as vias de circulação, e equacionar o seu interface à Baía das Águas. Também defende que o transporte marítimo de passageiros inter ilhas deve regressar ao seu porto histórico, por razões naturais e também por razões económicas considerando as milhas de navegação. No que concerne à dimensão do cais, rematam, o critério indica que o futuro Cais de Cruzeiros deverá ter sempre capacidade de receber navios até 350 metros.

O ESTUDO DE OPINIÃO LANÇADO PELA CCAH DEFENDE AINDA QUE A CIDADE DE ANGRA DO HEROÍSMO DEVE SER PRESERVADA E QUALIFICADA COM INVESTIMENTOS DE EXCELÊNCIA

APARÊNCIAS PODEM ILUDIR RACIOCÍNIOS TEXTO / João Rocha / jrocha@auniao.com

FALTAM ESTUDOS FINANCEIROS

OS CUSTOS DA MANUTENÇÃO ESTÃO QUANTIFICADOS?

Um cais de cruzeiros, acompanhado por um investimento de 60 milhões de euros. Se juntarmos a localização – Angra do Heroísmo, a linha de raciocínio encaminha-se para uma conclusão aparentemente óbvia: excelente notícia para a ilha Terceira. Todavia, as aparências também podem iludir raciocínios. O cais de cruzeiros não é uma questão linear desde o seu início. Faltam estudos financeiros que fundamentam, de forma categórica, a aposta no turismo de cruzeiros por estas paragens. Quantos barcos por ano? A permanência média dos turistas em terra permitirá a criação de mais-valias evidentes para o comércio local? Uma rede de cruzeiros no arquipélago (com escalas em Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta) será atractiva em termos turísticos? Um pormenor: em Ponta Delgada, os empresários com lojas nas Portas do Mar, com localização privilegiada em relação aos turistas dos cruzeiros, não conseguem pagar as rendas. Uma questão/alerta para o futuro: os custos da manutenção do cais de cruzeiros de Angra já estão quantificados? Sem entrar (até por falta de capacidade) em pormenores técnicos sobre o projecto, facilmente se percebe que é a derradeira machadada no visual na outrora bela baía angrense.

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OPINIÃO

A mentira e outros pecados TEXTO / Carmo Rodeia

A mentira compensa? Hoje em dia, com os exemplos com que somos brindados no nosso quotidiano, poderíamos ser forçados a concluir que sai mesmo mais “barato” mentir que falar verdade. Ou então, os políticos não ousariam mentir. Há 500 anos, Nicolau Maquiavel escreveu que “os homens são tão simples e tão obedientes às necessidades do momento, que quem engana encontra sempre quem se deixe enganar”. Desde o corte epistemológico de Maquiavel, traduzido na retirada da ética do núcleo da ciência política, que a mentira ganhou um estatuto especial. E, desde então, nada mudou em especial na política. Todos os dias, mesmo que não o possamos provar (porque a mentira é difícil de desmentir em política!) sentimos que estamos a ser alvo de mentiras. Os últimos meses têm sido exemplares nesse capítulo. Apesar das profissões de fé de alguns dos nossos governantes, de que ficou célebre a frase do Ministro Vitor Gaspar a propósito da alegada ocultação (esquecimento, melhor dizendo!) dos números do desemprego “eu não minto, eu não engano, eu não ludibrio, eu não faço nenhuma dessas coisas”, a verdade é que são muitos os esquecimentos, as omissões, as confusões, os lapsos…enfim as trapalhadas para podermos acreditar nalgumas “verdades”. Os contatos que se têm mas que se omitem, os amigos que influenciam mas que se desconhecem, os grupos a que se pertence mas que se escondem, os graus académicos que se ostentam mas cujo percurso se desconhece são, por si só, exemplos de “pequenas” mentiras que bem disfarçadas podem até passar por verdades. A mentira em política, infelizmente, deixou de ser um escândalo e passou a ser uma arte. Benjamim Bradlee, antigo diretor do Washington Post ao tempo do escândalo de Watergate, questionava a “honesta indignação” dos norte americanos que perderam essa capacidade. Em Portugal a situação não é diferente. Crer num político bem pode ser um ato de fé. Mas acreditar num político, que mente sistematicamente só se justifica por militância. A questão que se coloca é saber quantos de nós, em cada momento e, por quanto tempo, estamos dispostos a continuar a acreditar!

Carta a um amigo sobre a vida espiritual TEXTO / José Tolentino Mendonça

Depois percebemos que a vida espiritual não pode ser uma coisa à parte, e que saudavelmente coincide com a única vida que temos. O que há em nós de realização e de desejo, de tensão irresolúvel e de dom; o que nos habita da forma mais habitual; o que nos afunda mais na terra, no corpo e no tempo: é aí que ouvimos (ou podemos ouvir) os passos de Deus. Falar da vida espiritual é sempre sondar as zonas mais profundas (e por isso também mais reais, mais imperfeitas, mais inacabadas) do nosso coração. A espiritualidade não é uma busca epidérmica e apressada de satisfação. Na maior parte do percurso a pergunta que vale não é “o que me sacia?”, mas “qual é a minha sede?”. Gosto da maneira como os autores clássicos da vida espiritual falam dela como

de uma luta. O próprio Jesus lembra que não veio trazer a paz das aparências, mas a espada que penetra as camadas mais íntimas. A vida espiritual é isso: por vezes uma luta, por vezes uma luminosa dança. Podemos fazer muitos atos ligados ao espiritual ou ao devocional e não estar a construir uma verdadeira experiência de vida espiritual. De facto, esta só cresce quando no centro está uma relação. Não basta crer, nem pertencer. É necessário mergulhar, habitar (ou melhor, saber-se habitado). E tudo o resto: descobrir-se buscado, querido, bem-amado. A vida espiritual não é da ordem do fazer, mas do ser. Diz-se que estes duros tempos de crise económica, em que todos os dias vemos tombar o modelo que identificava a felicidade com o poder de compra (ou com a sua ilusão), constituem uma oportunidade para a redescoberta do espiritual. Pode bem ser. Mas no lugar de um ídolo, não podemos colocar outro. A vida espiritual não é um oculta-vazios ou um alívio emocional para sociedades à beira de um ataque de nervos. É uma aventura maior, que nos radica na verdade nua do homem e na verdade de Deus. Partamos daí.

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FERRAMENTAS

Cheia de truques TEXTO / Paulo Brasil Pereira

MALAS Variam entre os 64,99€ e os 69,99€

Acabam de chegar a Portugal as mais recentes malas da Targus, da nova gama Revolution: TTL314EU (14”) e a TTL316EU (16”). Parece nome de código, o que na verdade não foge muito à realidade visto que essas malas guardam muitas surpresas. Primeiro que tudo, isto é uma mala com qualidade e garantia vitalícia. Desenhadas em preto, como se de malas da CIA tratassem. Tem uma pega ergonómica, um exterior “à prova de bala”, visto que o material usado é pura e simplesmente nylon balístico 2550D, que assegura resistência a longas exposições solares. Já no interior dispõe de marcadores coloridos para facilmente identificar os objectos. Dispõe igualmente de muitos

compartimentos, quer para o portátil até às pen USB, passando até por local reservado para tablets, divisão essa que está equipado com espuma e material anti-risco para uma melhor protecção. Mas a surpresa é o seu sistema SafePort Air. O sistema combina numa só câmara capacidades de absorção de impacto através da criação de uma “almofada” de ar e da utilização de espuma de alta densidade e almofadas de poliuretano colocadas na base e nos lados do compartimento do laptop. Caso a mala caia, as almofadas absorvem o choque da queda e forçam, aquando do impacto, a saída do ar através do sistema de ventilação. Depois volta tudo ao normal, tudo em menos de um segundo!

GADGETS DA SEMANA LEGENDA \\\ 01// salgadas ou doces?: 40€ 02// detector de ultra violetas: 33.40€ 03// para os festivais: 15€

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CIÊNCIA / OPINIÃO

resultados escolares independentes das capacidades cognitivas

ESCOLAS, MENINOS E MENINAS

TEXTO / CIPP*

É uma pergunta recorrente: porque é que, em geral, as meninas têm melhor desempenho escolar do que os meninos? Embora não de forma concludente, os estudos sucessivos que têm sido realizados a este propósito tendem a confirmar esta ideia, demonstrando mesmo que se trata de uma realidade independente da cultura. Diversas causas parecem estar na sua génese. Por um lado, as raparigas parecem ser mais persistentes perante as tarefas de natureza escolar. As matérias ensinadas e as actividades propostas nem sempre despertam a curiosidade ou um interesse genuíno de aprendizagem. Nessas condições, os rapazes são geralmente menos perseverantes do que as raparigas e despendem menos esforço. Por outras palavras, um gosto intrínseco pela tarefa representa um factor crucial de diferenciação dos géneros na escola, com os meninos a serem mais sensíveis a esta circunstância da aprendizagem. Por outro lado, a dimensão prática da aprendizagem parece ser mais relevante para os rapazes. A sua orientação para acção é geralmente mais marcada do que nas raparigas. Isto justifica, em parte, que o aproveitamento escolar médio dos rapazes seja pior do que o das raparigas em disciplinas de teor mais académico ou, por outro lado, a maior taxa

de participação masculina no ensino profissional. Em parte, as diferenças entre rapazes e raparigas nos resultados académicos podem também ser justificados por um efeito cumulativo de sucesso. Ao despenderem, globalmente, mais esforço e ao serem mais persistentes no seu trabalho escolar, as raparigas criam condições para que ele mais vezes ocorra. Isso, por sua vez, reforça a auto-eficácia ou, seja, a percepção pessoal de que se é competente. Inversamente, é mais provável que, com maior frequência, os rapazes desinvistam de forma gradual no seu desempenho escolar perante a acumulação de resultados menos positivos. Talvez mais relevante é sublinhar que as diferenças entre meninos e meninas ao nível dos resultados escolares não se prendem com capacidades cognitivas. Por outras palavras, as raparigas não são mais espertas ou inteligentes do que os rapazes. Simplesmente, são diferentes e isso implica que não se encare o género como um factor despiciendo a nível educativo. Aguardamos os vossos comentários e sugestões para correiodoleitor@cippterceira.com, bem como uma visita a www.cipp-terceira.com. Até à próxima!

Mágico equilíbrio no entretenimento TEXTO / Pedro Fragoso *

Encontrar o mágico equilibro entre o mundo atual do entretenimento e o estado da economia mundial é sem dúvida uma árdua tarefa, principalmente em regiões insulares como a nossa. Um dos passos essenciais dá-se aquando da contratação de artistas, aí é necessário ter uma visão 360º de todo o evento, bem como, a consciência que não é apenas o 16 julho 2012 / 08

*Equipa do Centro de Intervenção Psicológica e Pedagógica


MONTRA / OPINIÃO

GOD SAVE THE QUEEN

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“cachet” a investir, mas sim numa verdadeira nuvem de condições que conjugadas entre si levam ao mágico equilíbrio no entretenimento. Ora, se todo este processo for efetuado de uma forma desconsertada poderá levar a um orçamento final indesejado. Um dos erros mais comuns que se verifica é a contratação de equipamentos ser efetuada antes da contratação dos artistas, o que poderá levar ao condicionalismo do leque de artistas disponíveis e reorçamentação dos equipamentos.

im dit, veniendae molorpo A economia levousimaximod a que muitos proressund non conessit reperae motoresigendis passassem a ter em concuptatur? voluptur? ta fatoresSiminte que antes não o Poreium tinham, am, mi, voluptus, as porrorenis essaquas preocupação deve-se verificar pra dolut quam, quiaederum, em tempos difíceis não só,natibuspois só to illa nonecea alignimporro assim a chuva cusdam de aplausos pretenque ex fará etumsentir ut lamaquando lam aut laborias dia se dos espedignimenis exceadevolorro petáculos e fecho contas.ma dernatquam aut molesequata dis repuda O entretenimento é um conjunto de sam reseraé voleceriae magnimpos emoções, certo, mas id é também um sum sincit quas alitemod et ipsundinegócio e deve ser definitivamente tium explabo. Ebit sitiae eicim encarado como tal fugit, em Portugal. dem simus eicit qui aut aut expelit as et porio. Offictur? Illaut quatur sa a * Diretor Operacional, Artístico lendam Aniatur aut modi cuptat e Agenciamento da Nine Media

julho 2012 2116janeiro 2012/ /09 09


CIÊNCIA

Há poder mais forte do que o meu? TEXTO / Ana Cristina Moscatel

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Recentemente foi publicada a Lei nº22/2012, de 30 de maio, que aprova o novo regime jurídico da reorganização administrativa territorial autárquica. A sua aplicação, a ter lugar até final deste ano, levantará, de novo, velhas e seculares questões entre poder local central. As estruturas municipais definiram o nosso País, constituindo-se como entidades de poder local que ajudaram a consolidar fronteiras, aplicar leis gerais e assegurar periferias. Mas, paradoxalmente, foram também focos de concorrência de poder, munidos de autonomia perigosa e de poderio difícil de controlar, pelo que essa dialética tem sido uma constante na História do país e das ilhas, onde a descontinuidade e afastamento geográfico permitiram arcaísmos e diferenças. Volta e meia, o poder central tentou cercear o municipal/concelhio, alterando competências e poder e redimensionando limites e áreas geográficas em vaivéns centralizadores e descentralizadores, a que não ficavam alheias a opinião popular e os interesses/poderios locais.

celeumas entre poder local e central são uma constante Porém, não obstante a secular tradição, a estrutura administrativa atual é herança da reforma liberal. Seria o Código Administrativo de 1836 que, pela primeira vez, estruturaria o território em distritos – concelhos – freguesias, numa tentativa de criar uma entidade supramunicipal que, por um lado, cerceasse os poderios locais e, por outro, tornasse mais coeso e uno o novo Estado Liberal. E a figura da freguesia, que surgia então como a mais pequena unidade de estruturação administrativa, nem sempre vingou ao longo do século XIX, tendo, de facto, desaparecido dos códigos entre 1842 e 1878. Definição de poderes e estruturação de financiamentos, as celeumas entre poder local e central são uma constante na história administrativa e política do país. 2012 será um novo capítulo do Livro.


MESA

Mistério do Talismã da Inspiração Culinária

TEXTO / Joaquim Neves

Perguntou directamente à escultural gnoma verdinha, o que era isso que irradiava da ampulheta.

Mesa dos Elfos, Hobbits e outras criaturas

Era uma vez um talismã que tinha o poder de transformar qualquer comida e elevá-la ao esplendor de uma possível concepção, apresentando-a de forma original, variada e equilibrada. Só que esse talismã, forjado nas cozinhas de diversos Olimpos da terra, temperado com sentimentos de bons cozinheiros em todas as antigas civilizações e beijado por ninfas anoréxicas para não causar grandes engordas e desequilíbrios corporais, fora partido em cem pedaços, espalhados pelos quatro cantos do mundo e dos quais se perdeu o rasto. Conta a lenda que de quando em quando um pedacito do talismã surge não se sabe bem como e inspira, sussurra, aconselha um digno merecedor. Certo dia, um grupo de Hobbits, Elfos e Gnomos, vindos da ilha da Terceira da escola dos bons e belos pensamentos, convidados a almoçar num restaurante com diversos ambientes à la carte ou buffet, central em Ponta Delgada, S. Miguel, com o nome Talisman, deliciaram-se no

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MESA

buffet, assim como com o tentado e esforçado serviço. Uma enorme escultural “gnoma” verdinha, trazia um amuleto em forma de ampulheta de vidro ao pescoço. Hoviktorius, um dos hobbits presentes, alegria das viúvas, sentiu que na ampulheta algo maravilhoso irradiava. Virou-se para seu compincha Epedrussus, elfo esguio encurvado de tão alto, tão ou mais curioso que ele e com Gnelsonnius, um gnomo “rechonchudinho” risonho e bem disposto, resolveram discretamente averiguar. Gnelsonnius, não resistiu no buffet de fanar umas tiras de raia que lhe faltava provar dos peixes servidos, enquanto Hoviktorius se distraia com uns cubinhos de queijo que não tinha visto na primeira ronda ao buffet, mas Epedrussus era decidido, também porque metodicamente havia provado de tudo. Perguntou directamente à escultural gnoma verdinha, o que era isso que irradiava da ampulheta. Mais de perto viu que um pequeno grão dourado era a causa. O que é isso? – insistiu, e indiscreto como era pegou na ampulheta, que num puxão da gnoma reagindo à afronta, rompeu o finíssimo fio e num terlintar cristalino a ampulheta despedaçou-se no chão. O pequeno grão zig zaguiando pela sala fugiu. A gnoma, irritada, lançou um amargo olhar às sobremesas, que apesar dos esforços de confeição impediram que fossem tão deliciosos como o restante buffet. Mas para os nossos Hobbits, Gnomos e Elfos da Terceira, tudo esteve muito bom, excepto um alto e magro, meio enfezado esbranquiçado acinzentado gnomo que reclamou das ditas sobremesas. O grão dourado do talismã da boa inspiração culinária está livre e parece que desde então voa pelas ilhas. Que inspire e dê alento, pois é mesmo bem preciso.

Vista parcial DA

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possÍvel gnoma

Receita

O Cálcio nos Alimentos

Há tempo perguntaram-me sobre alternativas de cálcio sem ser por via de lacticínios. Retirado de um artigo do site “Alimentação Saudável” pense nisto: “O Cálcio é um elemento mineral, podendo ser encontrado numa grande variedade de alimentos. Embora o leite e seus derivados, como o queijo e iogurtes, tenham a fama de serem as melhores fontes de cálcio, sabe-se que não é bem assim.” Sociedades que não bebem leite, não partilham os nossos problemas civilizacionais e contudo apresentam melhores índices de cálcio e saúde em geral”, refere recentemente um estudo de Harward conduzido durante 2 anos junto de 78.000 pessoas. Saiba os alimentos que têm cálcio: Legumes e verduras: Muitos vegetais, especialmente os de folhas verdes, são alimentos ricos em cálcio. Tente nabiças, mostarda, couve, couve, alface, aipo, brócolos, erva-doce, repolho, abobrinha, feijão-verde, couve de bruxelas, espargos e cogumelos. Feijão : Os feijões são uma fonte rica de cálcio, tente feijão preto, feijão branco e ervilhas. Ervas e temperos: Para um saboroso impulso de cálcio, mas pequeno, tente o sabor da comida com manjericão, endro, erva tomilho, canela, folhas de hortelã-pimenta, alho, orégão, alecrim e salsa. Outros alimentos: Outros alimentos bons para os ossos incluem salmão, tofu, laranjas, amêndoas, sementes de gergelim, melaço, e algas marinhas. Boas fontes de cálcio são também, cereais e sumo de laranja.


PALAVRAS

sátira de deus escrita por s. policarpo TEXTO / J.H. Borges Martins

deus ri-se com olhos de besouro azul para a esfinge das beatas já as viu como viúvas ajoelhadas junto dum retrato de neblina de são joão da cruz deus não conhece as suas preces adornadas de talco e urina são moscas inúteis com gestos de mofo e silêncio amortalhadas na teia ressequida dos olhos. sabem mais de novelas e da vida alheia que os próprios funcionários das polícias secretas.

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são bruxas clandestinas e mergulham como rãs nos charcos das águas bentas.


CONSUMO/OPINIÃO

Antes De ComPrar TEXTO / ACRA / Angra do Heroísmo

Para prevenir conflitos de consumo é fundamental ter em consideração diversos aspectos. Assim, antes de comprar: Informe-se se as características do produto/serviço se adequam à sua necessidade; Compare preços; Informe-se sobre as condições de troca; Informese sobre a garantia e a assistência pós-venda; Se necessário peça orçamento escrito e descriminado; Se houver contrato escrito peça tempo para

o ler atent a ment e ; N ã o decida de imediato; Informe-se sobre as condições de entrega do bem e eventuais custos; Evite tomar decisões de compra por impulso, sobretudo nas vendas na rua, à porta, por telefone, em excursões, etc... é preferível ter tempo para pensar melhor e aconselhar-se. Quando receber o produto/serviço: Veja se as condições do contrato estão de acordo com o que pretende; Verifique o produto no ato da entrega; Veja qual o documento que serve de garantia; Guarde a factura/ recibo, é necessário em caso de pretender trocar ou reclamar; Caso o vendedor permita trocas ou devoluções não obrigatórias (troca/devolução de bens sem defeito), guarde o documento que o comprove e verifique as condições em que tal pode ser feito. Atenção ao conteúdo dos contratos escritos: Verifique se o que está escrito nas cláusulas do contrato é bem claro para si e não assine documentos sem os ler cuidadosamente e compreender o que está a assinar. No caso de uma compra a crédito pode estar a assinar mais do que um contrato: um de compra e venda e outro de crédito que, por vezes, aparecem no mesmo documento. Verifique todas as condições.” (Direção-Geral do Consumidor) *Associação dos Consumidores da Região Açores

VIAGENS Ao cerne das coisas X

Moscovo TEXTO / Antonieta Costa * / antonieta_c@hotmail.com

fascínio pelo perigo da capital

Por razões que não vêm ao caso já estive em Moscovo três vezes e apenas na primeira, em viagem de turismo, com guia. Sozinha, como nas últimas duas, é mesmo assustador. Moscovo cresceu muito rapidamente e perdeu (se alguma vez teve!) a cordialidade para com os visitantes ou aqueles que não falam a sua língua. Nestas circunstâncias, não conseguindo ler nada nos sinais que abundam em alfabetos diferentes, pelas paredes, no metro, em dísticos nas ruas, não falando eles inglês (ou não querendo responder…) Moscovo pode transformar-se numa grande e angustiante dor de cabeça. Sabendo disso, colegas da Universidade Lomonotsova afadigaram-se a manter-nos sob controlo, ao pequeno grupo (de c. de trinta pessoas) que correspondeu ao seu convite para mostrar/debater experiências em Antropologia Visual, com vídeos sobre recolhas nos respectivos países. Tudo se passou dentro da grande Universidade (com 50.000 alunos), onde ficámos também hospedados, alimentados e utilizando as suas grandes salas de cinema para as sessões do Congresso. Mas o enorme, monstruoso, país, embora também saiba acolher estranhos, não esconde totalmente o seu lado sinistro. Estive retida 24 horas em Frankfurt só porque o convite da Universidade Russa era para dali a seis horas… e não poderia pôr pé em solo Russo antes… mesmo assim, voltei dois anos depois - posso dizer que pelo fascínio do perigo (embora muito de bom e bonito haja lá para aprender). 16 julho 2012 / 14


OPINIÃO

Húmus, de Brandão TEXTO / Pe. Teodoro Medeiros

E assim sou perseguido por outro que não eu mesmo; é esse Gabiru que habita dentro de mim e que me fala de coisas de que ninguém mais tem conhecimento. Este privilégio único não é desgraça aparente mas tragédia consumada e creio que só a mesma sobriedade que ela causa previne um espanto geral. A existência, ela própria, resiste a este processo que lhe pertencia e que lhe foi arrancado para me ser entregue. E o Gabiru sou eu, mais eu, que esta mentira; porque se tirar a máscara fica a realidade e não a aparência que ele não é. Estou subjugado a este ser que repudio e calo, renuncio e desprezo mas que fala no mais íntimo e encerra tudo a que dou razão; no simples evocar do seu nome há mais verdade que em mil frases que possa dizer. A ilusão como será destruída? Como direi ao Elias de Melo aquilo que, seja ou não a verdade, sê-lo-á sempre mais do que tudo o que ele já viveu até hoje? O Gabiru fala do sonho e Elias nunca sonhou em toda a sua vida! Da mesma maneira, dona Lealdade arrastou-se toda a vida e nunca sonhou nem nunca foi feliz. Todos eles e todas elas tentaram, em vão, viver e foram, em vão, bem sucedidos. Libertaram-se dos seus instintos e celebraram esse mesmo acontecimento que os castrou; enclausuraram a alma em lúgubres corredores esperando então nessa sua redenção abnegada e pobre. Tamanha crueldade! Nenhuma crueldade maior do que a do homem que não vive os seus instintos... Quem é Deus? O que é o inferno? Primeiro existe o segundo e só depois o primeiro; é essa a ordem pela qual são conhecidos! A consciência é, com igual sorte, um simulacro traiçoeiro e infeliz, a armadilha que nega Deus... o céu, sei que o vivo pelo conhecimento da lei que é amizade segura, fiável e fonte da inve-

lavandarias

ja dos reis: a lei da morte. A morte! Que peso tem! Que verdade encerra! É a escuridão que tudo preenche, é o xeque e o mate, é a recompensa do jogo... e que jogo meu Deus! Onde estou? A carne, a minha carne que está já putrefacta! Onde estou? Eu não fujo! Abraço o meu túmulo; eu vivo debaixo dessa lápide, eu nasci carregando essa lápide. Foi a sepultura que me gerou sem enganos! Mas estou morto, estou já morto... um dia, cem anos? Eu sei que sempre estive morto e não fujo... Deus é a morte e fora dela, onde será ele encontrado? Encontra-o Ana na sua abnegação? O seu fazer e repetir, colocar novamente cada coisa onde já esteve, limpar as mesas e recolher os pedaços que caíram das mãos distraídas, sem um queixume, sem uma palavra, sem uma ideia e sem um sonho, isso a reporta a Deus? Não sei onde estou e é isso que me traz Deus porque ele não está aqui e eu também não. Mas não tenho de salvar esta mulher? Posso condená-la à morte? O pai lhe ditou o destino... porque era para ser assim, porque foi riscado a esquadro, porque ele se encarregava dos detalhes minha filha. Nunca se importou, nem quando, em criança, vaticinaram que «o sorriso dessa menina vai ganhar o mundo». Talvez porque também foi mulher quem disse isso e também foi criada. Uma criada tão miserável como as aritméticas, as contas, os papéis e faturas, a organização e o dinheiro, o sucesso financeiro de arromba do sr. empresário Elias. Voltaremos a encontrar nos diante daquele que é o verdadeiro espelho... todos lá estarão, homens e bichos, a todos dado o condão de se reconhecerem a si mesmos. E os homens são iguais aos bichos. Nesse momento serão Gabiru como eu. Não sonharam mas serão Gabiru esventrado.

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DESTAQUE

AUTONOM PENSAMENTO


DESTAQUE

Construir um pensamento crítico sobre as coisas, o mundo e nós mesmos, para não cair nos engodos colectivos que são criados por governos e agentes públicos de forma a manipular os indivíduos de uma sociedade. Essa foi a ideia-chave de Artur Cunha de Oliveira, biblista, teólogo e ex-eurodeputado, expressa aos antigos alunos das décadas de 50/60 do Seminário Episcopal de Angra (SEA), que se reuniram na ilha Terceira depois da sua formação filosófica e teológica. O encontro, que decorreu no passado dia 7 de Julho, está integrado no programa das comemorações dos 150 anos dessa instituição de ensino. Para além de Cunha de Oliveira, também foram oradores o escritor Onésimo Teotónio de Almeida e o promotor da iniciativa João Carlos Carreiro. As duas dezenas de antigos “melros pretos” quiseram assim reviver as amizades e o espaço onde estudaram e se encontravam aquando das celebrações do centenário do SEA, no ano de 1962.

TEXTO E FOTOS / Sónia Bettencourt sonia@auniao.com

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TONOMIA DE MENTO


DESTAQUE

A intervenção de Artur Cunha de Oliveira, orador do encontro de antigos alunos dos anos 50/60 do Seminário Episcopal de Angra (SEA), teve como título “O Concílio Vaticano II e a reacção da Igreja Açoriana na década de 60”. No início da sua alocução começou por lembrar a recomendação

pensamento”, o biblista que também leccionou no SEA falou da criação do Instituto Açoriano de Cultura (IAC) em tom de esclarecimento para “reavivar memórias” acerca dos primeiros nomes que o inscreveram na história dos Açores. “Não foi fundado genericamen-

Defendendo a “autonomia de pensamento”

da sua própria mãe aquando da decisão de ingressar estudos no SEA. Um protesto no início que, depois, tomou a forma de conselho dado a um “filho rebelde”. “No Seminário tu vais encontrar muita gente que nunca viste na tua vida e vão ensinar-te muitas coisas que nunca ouviste falar na tua vida. Mas lembra-te disto: ‘Nunca engulas nada sem antes mastigar bem’”, recordou o biblista, teólogo e ex-eurodeputado, no passado dia 7 de Julho, dirigindo-se a uma plateia de cerca de duas dezenas de pessoas oriundas das várias ilhas dos Açores e da diáspora. Foram igualmente recordadas as “velhas” Semanas de Estudos que habitualmente eram realizadas no SEA, nos tempos idos, as quais, esclareceu, acabaram em definitivo “não por estarem a morrer” mas por terem sido “sufocadas pelo poder político de então”. Contextualizando, Cunha de Oliveira referiu-se à 4ª e 5ª Semana de Estudos, as últimas organizadas devido à perca de apoios financeiros nomeadamente atribuídos pela Fundação Calouste Gulbenkian. Em causa, diz, estava a actividade censória da PIDE em relação a ideologias contrárias às impostas pelas forças governativas da época. “Estava a sacudir [ideias] de tal maneira que não pudemos nem publicar os trabalhos em livro nem realizar uma 6ª Semana”, reforçou. Neste sentido, e defendendo a importância da “autonomia de

te pelos [teólogos] que regressaram de Roma. É ver quem, naquela altura, foi capaz de assinar os estatutos do IAC. Por ordem alfabética, constavam Artur Cunha de Oliveira, José Enes Pereira Cardoso, José Machado Lourenço, José Oliveira Lopes e José Pedro da Silva”, afirmou Cunha de Oliveira. E continuou: “Naquela altura, ninguém que estava no Seminário teve coragem de lançar mão a um instituto que pretendia, justamente, iluminar e motivar a inteligência do povo açoriano para torná-lo intelectualmente autónomo. Pensar pela sua cabeça. Todo o meu esforço foi e continua a ser feito para que as pessoas pensem pelas suas cabeças”. Com base na sua educação e formação académica e, mais tarde, na sua experiência profissional e política, Cunha de Oliveira defende “a autonomia pessoal de pensamento” como contributo para a evolução das sociedades. “Se está aqui algum aluno meu

As Semanas de Estudo foram sufocadas pelo poder político

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recordar-se-á das minhas constantes perguntas nas aulas: ‘Mas porquê?’”, recordou o antigo docente de Hebraico, Grego, Grego Clássico, Grego Bíblico e Sagrada Escritura. “Não queria que eles soubessem porque eu tinha dito, mas porque estavam convencidos que era assim. Nada pior do que educar uma pessoa para não pensar pela sua cabeça e para não ter espírito crítico”, sustentou. CONCÍLIO “SEM REACÇÃO” NOS AÇORES Já acerca do tema da sua intervenção “O Concílio Vaticano II e a reacção da Igreja Açoriana na década de 60”, Artur Cunha de Oliveira considerou que “não houve nenhuma reacção” por razões de conservadorismo social, político e religioso, e, a título de exemplo, fez referência ao remoto suplemento “Aggiornamento” do jornal A União, de que foi director. Esse suplemento foi criado em 1967, dois anos depois de terminado o Concílio, e “ao quarto número foi sufocado”. Consequentemente, o biblista chamou a atenção para os países da União Europeia (UE) que estão a sentir o impacto da crise financeira - Grécia, Itália, Espanha, Portugal e Irlanda. Este último não é latino, explicou, “mas é católico”. “Neste momento há algum país protestante em crise na UE?”, perguntou. Cunha de Oliveira apontou baterias ao povo do Sul da Europa e à sua tendência para a não prática do bem. “A nossa Igreja católica tem muito de ortodoxia e pouco de ortopraxia. É preciso fazer, fazer o bem. O catolicismo e a cristandade não passam à prática”, criticou. Quanto a Portugal, mais concretamente, o ex-eurodeputado foi peremptório: “Um país de aldrabões, de preguiçosos e de incompetentes”. 150 ANOS O programa festivo dos 150 anos do SEA está a decorrer desde o dia 6 de Julho do corrente ano e irá prolongar-se até 9 de Novembro de 2013. Essa instituição de ensino foi solenemente inaugurada a 9 de Novembro de 1862, no antigo Convento de São Francisco, em Angra do Heroísmo, durante o episcopado de D. Fr. Estevam de Jesus Maria. Está actualmente localizada na Rua do Palácio, em Angra do Heroísmo, sendo Reitor o Padre Hélder Alexandre Miranda.

De momento, não há países protestantes em crise na UE


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Revista U Rua da Rosa, 19 9700-144 Angra do Heroísmo tel. 295 216 222 / fax. 295 214 030 Email u@auniao.com Director Marco Bettencourt Gomes Editora Humberta Augusto Redacção João Rocha, Humberta Augusto, Renato Gonçalves, Sónia Bettencourt Design gráfico Frederica Lourenço Paginação Ildeberto Brito

Colaboradores desta edição Ana Cristina Moscatel, Adriana Ávila, Antonieta Costa, Carina Fortuna, Carmo Rodeia, Frederica Lourenço, J.H. Borges Martins, Joaquim Neves, João Paulo Costa, José Júlio Rocha, José Tolentino Mendonça, Marisa Leonardo, Miguel Azevedo, Paulo Brasil Pereira, Pedro Fragoso, Rildo Calado e Teodoro Medeiros. Contribuinte nº 512 066 981 nº registo 100438 Assinatura mensal: 9,00€ Preço avulso: 1€ (IVA incluído) Tiragem desta edição 1600 exemplares Média referente ao mês anterior: 1600 exemplares

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ENSAIO

A imortalidade risível? (1)

TEXTO / João Paulo Costa * FOTO / Auguste Rodin

ANTECÂMARA. «O rosto é belo quando reflecte a presença de um pensamento, ao passo que o momento do riso é um momento em que se não pensa. Mas será verdade? No instante em que surpreende o cómico, o homem não ri: o riso vem imediatamente a seguir, como uma reacção física, como uma convulsão da qual todo o pensamento está ausente. O riso é uma convulsão do rosto e na convulsão o homem não se domina, sendo ele próprio dominado por qualquer coisa que não é nem a vontade nem a razão»

A imaturidade incorrigível

(M. Kundera, A Imortalidade).

Pode a literatura ajudar-nos a descobrir o mistério que envolve a vida? Pode o romance reler a realidade plasmando-a? O livro A Imortalidade do escritor checo Milan Kundera é uma narrativa da imortalidade risível. Um gesto belo eterniza a presença humana. Um bom livro é sempre uma recriação, construção ficcional, a partir do real, que dá a possibilidade ao leitor de se expropriar de si mesmo apropriando-se do sentido Outro das coisas. Não está tudo na letra! Se o romance abre portas para uma nova leitura do espaço e do tempo onde nos construímos, então aí torna-se colóquio vivo e tempo do espírito. M. Proust escreve que «a leitura desperta-nos

do homem

para a vida pessoal do espírito», e por isso, «na medida em que ela é a iniciadora cujas chaves mágicas abrem no fundo de nós mesmos a porta das moradas onde não saberíamos penetrar, o seu papel na nossa vida é salutar» (Sobre a leitura). Amor, morte e futuro são os transcendentais presentes na estrutura de cada ser humano que o escritor checo reflecte a partir do desejo de imortalidade. A ideia de imortalidade kunderiana é uma presença que se constrói mediante a afectação interpessoal (física-sentimental-cognitiva). Há um desejo de imortalizar o passado no presente e este no futuro. Esta

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ENSAIO

ideia aparece exemplarmente no gesto corporal (um sorriso) de uma mulher que deseja eternizar a sua juventude e a sua beleza fixando-se num jovem rapaz, como se naquele acto cumprisse toda a sua adolescência. A «sedução de um gesto afogado não-sedução do corpo. Mas a mulher, embora devesse saber que deixara de ser bela, esquecera-o nesse instante». O gesto surge como um signo não-verbal, que não envelhece, mas eterniza porque é belo. Aqui se projecta o presente para um passado que já fora futuro. A visão linear do tempo, um fim, nem sempre nos deixa ver que o futuro se faz presente! O «gesto do desejo de imortalidade conhece apenas dois pontos de referência: o eu, aqui, e o horizonte, ao longe: e apenas duas noções: o absoluto que é o eu e o absoluto do mundo». Este desejo de imortalidade, presente nos gestos e comportamentos, de permanecer na memória colectiva do mundo, condiciona as formas de estar e ser na vida com os outros. «As pessoas não só já não tentam parecer bonitas quando estão com outras pessoas, como não tentam sequer evitar parecer feias!». A ânsia de se fazer notar (opiniões vãs) e o uso do ruído (necessidade de chamar atenção e de não ser esquecido) conjugam-se nefastamente. Há nesta visão uma crítica ao paradoxo da sociedade da comunicação que vive da aparente defesa da liberdade de expressão quando no real se reduz à opinião. À ideia de imortalidade está associada a falta de privacidade com que as figuras públicas se deparam. «Lembro-me de que na minha infância, quando se queria fotografar alguém, se tinha sempre que pedir licença… e depois, um dia, ninguém mais pediu licença».

O eu, aqui, e o horizonte, ao longe

Socorre-se de exemplos recriados e reconstruídos que são episódios reais ou inventados das suas vidas. Esta falta de privacidade é provocada pela avidez do homem comum em querer sugar a vida privada das celebridades, como forma própria de elas mesmas se imortalizarem, mesmo sob o risco de diluírem a identidade própria. «A preocupação com a própria imagem, é essa a imaturidade incorrigível do homem. É tão difícil ficarmos indiferentes à nossa imagem! É uma indiferença que ultrapassa as forças humanas. O homem só a conquista depois da morte». * Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

Sedução de um gesto afogado

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FOTÓGRAFO

Ternura à flor da pele... TEXTO E FOTO / Miguel de Sousa Azevedo

Entre pessoas, entre animais, entre a aragem do vento e o cheiro do campo que nos inebria. Escrever sobre uma imagem que o próprio autor do texto captou é, convenhamos, facilitador da tarefa. Ainda mais se a mesma, feita com uma simples “bridge” FinePix S5600 - em modo automático, e sem grandes preocupações de resultado -, traduz simplesmente o preciso momento de uma manifestação de ternura. Ou seja, não houve demasiada exposição, a abertura de ânimos estava correta e a luz vinha mesmo do amor que o quadro fazia passar. Aconteceu durante a edição 2010 da

Meia-Maratona dos Bravos, que anualmente liga a freguesia da Serreta ao campo de jogos de São Mateus, e que acompanhei com o meu amigo – e grande fotógrafo – Ricardo Laureano. A prova corre-se sempre a 1 de maio pelo que, além do início das touradas à corda, a aparição dos tradicionais “Maios” é também sinónimo de mote para imagens originais. Tal como a que encima este escrito, que nada tem a ver com os motes daquele dia. Na suavidade de um rebanho de cabras descansadas, penso que em Santa Bárbara, imediatamente reparei na pacatez de uma mãe em descanso, que carinhosamente o filhote afagava, com investidas suaves e a tal ternura que se perde pelo mundo ali mesmo, à mercê de um “click” certeiro, oferecida sem pedir nada em troca, talvez apenas o testemunhar de que nas coisas simples o amor transparece. Entre pessoas, entre animais, entre a aragem do vento e o cheiro do campo que nos inebria. Mesmo através do pêlo branco dos dois caprinos de ocasião. A ternura à flor da pele estava ali. E o fotógrafo idem aspas…

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OPINIÃO

O SEGUNDO DIA DE VERÃO TEXTO / Pe. José Júlio Rocha

O Mato do Ferraz morreu. Acho que ninguém sentiu a sua falta. Nem sequer eu, que passei lá bocados da minha infância. Não era mais que uma mata de eucaliptos, umas poucas dezenas, cercados por um muro. Mas ali habitava meio mundo. Naquela semi-obscuridade, no castanho do húmus do chão, na frondosidade das copas altas e nobres, na nervura solene das raízes, no cheiro intenso das bagas saudáveis, no sibilar do vento, nos troncos quietos e poderosos. Quem é que não tem uma floresta na sua infância? Triste de quem nasceu numa cidade e numa cidade passou a infância! Quem só conhece as solitárias e desadaptadas árvores das avenidas e dos jardins! Quem nunca penetrou na escuridão de uma verdadeira floresta, de alma em riste, a prever inimigos imaginários, lendários monstros que nelas habitam desde antes que Nossa Senhora pôs os sapatinhos no chão deste mundo! Pobre de quem nunca teve uma árvore amiga a que se abraçar, ou trepar até ao primeiro ramo, e esconder-se de todos os monstros que as florestas produzem por geração espontânea. Eu e o meu irmão mais velho éramos os duendes do Mato do Ferraz. Cada eucalipto (a que chamávamos faia, porque tudo o que era árvore era faia) tinha um nome: a faia dos bicos, a faia dos chapéus, a faia cambada, a faia do galho, a faia ao lado da dos bicos, a faia grossa, a faia do macaco, a faia cambada para a canadinha, pufff... A mais bela era a faia fininha, assim chamada porque esguia, alta, magra, sem ramos a não ser lá nas alturas. Em dias de vento o seu tronco dançava solene e lento e, se lhe encostássemos o ouvido, conseguíamos escutar o som do mundo. Ficávamos horas a fio a olhar para o movimento das árvores, a sua dança indolente, sincronizada, lenta. Num só dia, consegui dar um abraço em todas e cada uma das faias do mato. E naqueles abraços todos, amigos e sinceros, fui o dono do mundo. Podem-me falar de Barak Obama, Putin ou Angela Merkel. Não são mais do que fantoches se comparados com a liberdade com que dava abraços aos seis anos de vida! Numa noite de tempestade quebraram-se magotes de ramos. E uma árvore velha, de tronco largo e amigo, materna e meiga na sua silenciosa presença – a faia do café – acabou por sucumbir ao temporal. «Morreu», declarou o meu irmão, com uma solenidade rouca, e eu olhei para ele. Tinha os olhos vermelhos e eu comecei a chorar com saudades do seu tronco, único, como eram todos os troncos dos eucaliptos daquela floresta encantada. Num dos dias mais tristes da minha infância, ouvi o som de uma motosserra no Mato do Ferraz. Fiquei escondido nas bandas do meu avô, com terror até aos cabelos, a ver árvores – umas dez – a serem derrubadas umas contra as outras, sob o som doloroso de ramos a quebrar lá do alto. Uma das árvores assassinadas era a faia fininha. Hecatombe! Acho que quem nunca teve uma floresta não sabe ser ecologista. Uma coisa é levantar a mão na escola e dizer, sorrindo, que as árvores são amigas do ambiente, outra coisa é chamar as árvores pelos seus nomes e abraçá-las. Ou chorar por elas, como eu chorei pela faia fininha, bela, alta, bonita. As árvores mais belas caem antes de morrer. No dia em que a faia fininha foi assassinada meu irmão não estava lá. Cheguei esbaforido a casa para lhe contar a tragédia. Encontrei-o com uma caderneta de cromos em cima da mesa, a colar o Godinho do Belenenses com Cola Gina, e já com o Benje do Farense na mão, à espera da cola. Em cima da mesa, já estava o Conhé da CUF. Contei-lhe lentamente a tragédia da faia fininha. E ele deu-me um «ah» displicente. Falou com entusiasmo do Porto, do futebol na escola, onde sabia jogar melhor que o Mateus e o José Eugénio. E eu fiquei só com a minha floresta moribunda. Só e um nó que doía na garganta como se todas as árvores do mundo tivessem sido arrancadas por jogadores treinadores e cromos. Não sei como é que hoje gosto de futebol. Crescer tem dessas coisas. 16 julho 2012 / 25


PARTIDAS

O Canto das Sereias TEXTO / Carina Fortuna

Chega assim a hora da minha viagem. A partida leva-me até à Grécia e permite-me viver uma experiência inesquecível… Homero apresentou-me a Odisseia, deste modo conheço 24 cantos e 12 mil versos que me levaram ao encontro do destemido Ulisses, o herói da Guerra de Tróia. Para mim, foi sem dúvida mais uma aventura aprazível e enriquecedora. Iniciada a viagem, enfrentamos diversos perigos e a vingança de Ulisses contra os pretendentes de sua esposa revela-se difícil e sangrenta. Recordo a beleza da Grécia e de todas as ilhas por onde passamos, mas guardo especial admiração pela Ilha de Circe e pelo Canto das Sereias. Estas ninfas tinham o poder de enfeitiçar todos os

seres que ouvissem o seu canto acabando por provocar a morte destes. Recordo esse canto em especial, pela aprendizagem, pela luta e garra de Ulisses. O canto das Sereias representava um enorme desafio e este herói foi o único mortal que continuou vivo depois de ouvir as belas vozes destas criaturas tão sedutoras quanto maléficas. À semelhança da tripulação, limitei-me a selar os ouvidos com cera e a prosseguir viagem… Não só nesse canto, mas ao longo da Odisseia, vivi imensas aventuras que demonstraram inteligência, lealdade, força e astúcia por parte de Ulisses; conheci a coragem de Telémaco, filho do poderoso herói, e percebi a fidelidade de Penélope, a sua esposa. Navegámos numa nau em águas divinas, Ulisses queria mesmo regressar à sua Ilha, Ítaca, e eu senti curiosidade de conhecê-la. Conhecia-a, pois, através de cada palavra de Homero. Este, como outros autores, já me proporcionaram partidas fantásticas onde me alimentei de histórias vividas nas páginas dos seus livros e naveguei para lá da linha do horizonte. Cruzei-me com seres monstruosos, que pretendiam destruir toda a força e coragem do herói mas este respondeu de forma persistente e assim aprendi que precisamos de confiança para ultrapassar cada um dos eventuais “cantos da

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Sereia”, isto é, cada obstáculo, cada dificuldade ou perigo do quotidiano. Precisamos acima de tudo acreditar em nós próprios e na nossa capacidade de seguir em frente. Esta foi mais uma partida onde o regresso chegou carregado de novas aprendizagens; uma viagem cujas paragens corresponderam ao virar dos capítulos. Sem limites, a minha imaginação levou-me a viver, a sentir e a sonhar. Como dizia Fernando Pessoa “para viajar basta existir”. Um livro é sempre um excelente ponto de partida…

Navegámos numa nau em águas divinas, Ulisses queria mesmo regressar à sua Ilha, Ítaca, e eu senti curiosidade de conhecê-la. Conhecia-a, pois, através de cada palavra de Homero Cruzei-me com seres monstruosos, que pretendiam destruir toda a força e coragem do herói

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MARÇO

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21 28 22 29 23 30 24 31 25 — 26 — 27 —

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JUNHO

6 R 20 27 — S — 7 14 21 28 — T — 8 15 22 29 — Q 1 9 16 F 30 — Q 2 S 3 F 17 24 — — S 4 11 18 25 — — D 5 12 19 26 — —

SETEMBRO

5 12 S — 6 13 T — 7 14 Q — 8 15 Q 1 9 16 S 2 S 3 10 17 D 4 11 18

19 26 — 20 27 — 21 28 — 22 29 — 23 30 — 24 — — 25 — —

DEZEMBRO

5 12 19 26 — S — 6 13 20 27 — T — 7 14 21 28 — Q — Q F F 15 22 29 — 9 16 23 30 — S 2 S 3 10 17 24 31 — D 4 11 18 N — —

Desejamos Boas Festas e um Feliz Ano Novo

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ENTRETENIMENTO ÓCIOS / OPINIÃO / OPINIÃO

“Os políticos não conhecem nem o ódio, nem o amor. São conduzidos pelo interesse e não pelo sentimento.” (Philip Chesterfield)

“Citação e/ou frase aqui.” CARTOON

F. S. QUESTIONÁRIO

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A MAÇONARIA A geoterINFLUmia terá ENCIA A sucesso POLÍTICA na ilha PORTUTerceira? GUESA? SIM SIM NÃO NÃO

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Festas da Praia - TOMMY TRASH, CLAUDIA Título Aqui CAZACU E DIEGO MIRANDA NO MUSIC RESORT

ci piscit verro quibus repre magnat magnam sunt dis nam quo dolorum quature scitium quatesto mos alicti rendiae similibere, cus, simusant, sae cum as sam ipiende rfernam se pro eicatibea quosa nonsed evendamet maximpo reicabo ritibusci sequostia nobitae ctoribu sciaeca boratquatem I am a fan of arum re repudit voluptate sus quiasi apereri onsent aliquatem illiquis est, sam qui demporporpor as dolectis aut quisque molupti assincti sit, ut labo. Bis derchil ilitam sit ped mi, officab ipsant est veleseq uodiamus es ilibus, ommoluptatur aci andam et alit TEXTO // Frederica Frederica Lourenço Lourenço TEXTO aut volorep ellendaero dolore mod et e da Commonwealth (quer isto dizer que não lhe chega a Corat res et pore, siminis et debitas ulparum incias molorro to blaboria ilha britânica, sendo também a soberana - embora sem imporrundis dolorem denihil simoluptate nostion sectene vent poderesiundis executivos - nada mais nada menos do que de vid explacias am, seque dolupta temundam ium qui quide consed quispaíses como a Austrália, Canadá ou Nova Zelândia). E eu sou eatur, fã destas que contagiaram mundo qui quaspellandi debis a non im comemorações sequatus magnien imint, queo re quo todo, não tenhamos ver com isso. A lam reped ut aliquo omnit autmesmo quae- que moditate volorenada lauta asitatus, quiaRainha comemora 60 anos de reinado (sim, 60!) e ganha cea voles aut occus ut quatem diation temos que venet restia quia corunt. por isso uma coroa nova para a colecção. E com ela um poratem excearumquid que sequaere Ciendio con rehenis ipsunt ullupta si grupo restrito e sortudo de empresas produtoras de algunonseque niet explitio Bo. Nam, net convidadas dolore nosa produzir assitatqui di-o 2012 é o ano dos Ingle- blabo. ma coisa, que foram emrerrovi exclusivo te sant exerit remodit volore nimod cidunt, quatur rectiumque rem que ses. Ainda não recupe- que quer que seja que produzam, para comemorarem em rados do sucesso do ano conjunto com elanetur? (a Rainha) o seueicae jubileu.voluptiore Aos portuguemagnatat anit adi quo commolectur Acerum mipassado, o casamento ses coube voo vinho do Porto,Vitatus, claro. Talvez sejam asnihilit cores aut ium non pedignam invelenim nihillabo. omnihicitate real, são motivo de conbandeira britânica que, como combinam, estimulam a luptat. Hillabor alibea conda repremquid qui ut et volor audae quam essunti versa em todo o mundo criatividade, não sei. A verdade é que são muitos aqueles endes sande dunt eaturibusdam aut ossum, omnim hic totat. Uga. Itatem pelas melhores razões que se têm dedicado a conceber criações artísticas giras rest rernam eatem comemorativas, sunditasped alibus dolo negócio tem. Lesciam possíveis, ou quid não fosse e a fazerem com elas.evelectur Mas, por que mi, odion por arciae maio. Itatisanihiciae pos porum, si temporr ovieste o ano da organiza- qualquer motivo, alguns dos must have deste ano são uma ção do Jogosist, Olímpicos t-shirtnos comnes o retrato rainha, almofada com bus, si odit quae ditatem duntoficial iatquida utenis nisuma et volupiene vode Londres quaepro e o das coa bandeira do Reino ou um poster emoldurado no dignatur, dustibus eatem luptaUnido denduci llaces sinum, occus aut memorações do Jubileu meio da sala com a máxima de Churchill (outro britâniquis auta aliatiatum net volorerum, volendi blaborem fugiaecupici de Diamante da Rainha co que, sem querer, já originou modas e modas por esse consed queReino rereUnido occuptature experIsabel II do

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mundo fora): “Keep Calm and Carry On”. 07 maio 2012 2012 // 28 28 16 julho


CULTURA / opinião

Festa do Imigrante Artesanato, folclore, música, cantoria, bodo de leite e gastronomia artesanal são alguns dos ingredientes da Festa do Imigrante, promovida da Câmara Municipal

de Angra do Heroísmo, no próximo dia 29 de Julho no Tentadero da Florestal. A iniciativa começa às 9H30 e pelas 10H30 haverá desfile e tradicional bodo de leite abrilhantado com filarmónica, com distribuição de leite e massa

Tentadero da Florestal sovada; pelas 11H30 mostra da tradicional matança, com o cantar do Rancho Tradicional da Matança e distribuição de morcela, torresmos, vinho de cheiro, sumo e pão de milho; pelas 12H30 actuação do Grupo Folclórico e Etnográfico da Ribeirinha “Recordar e Conhecer”; pelas 14H00 tradicional cantoria; pelas 15H00 actuação de um grupo musical; e pelas 16H00 a festa campestre.

CALOIROS em reunião Um grupo de antigos estudantes do liceu de Angra do Heroísmo, dos anos 60, na altura em funcionamento então no Convento de São Francisco, vai reunir-se, no próximo dia 27 de Julho, no Edifício Cultural de São Bento, para um jantar-convívio de caloiros. Apesar de a iniciativa e a organização pertencerem a um grupo de caloiros que entraram em 1962-63, a iniciativa está aberta às várias gerações que frequentaram o Liceu de Angra. A comissão organizadora vai editar um número especial do jornal “Vida Académica”, projectará fotografias e reproduzirá programas gravados na época pelo Rádio Clube de Angra, com alunos do Liceu. O jantar/convívio contará ainda com música ao vivo e, segundo a organização, “outras surpresas”. Para mais informações o leitor pode consultar a página em www.facebook.com/caloirosdeha50anos, ou inscrever-se pelo email: c.caloiros50anosla@gmail. com ou pelo telefone 96 905 85 31. 16 julho 2012 / 29

O perigo anda À solta TEXTO / Marisa Leonardo

Vejo-as de mini calção de ganga, pernas longas bronzeadas, atitude de que o mundo é inteiramente seu! As crianças e adolescentes, não têm responsabilidades, e a esperança exalta de seus peitos! Porém a liberdade de expressão destes representantes da população que é administrada por seus pais, parece-me uma bola de neve de irresponsabilidades e consequências! As meninas não se comportam com as antiquadas etiquetas, não há medo nos seus rostos…e o perigo rodeia-as de noite e de dia! Falo-vos do melhor amigo ou vizinho das redondezas que circulam os vossos filhos com sorrisos e agrados… tenham cuidado! Em Portugal, foi registado mais de 783 casos de abuso sexual a menores e a adolescentes. Embora vivemos num arquipélago de tranquilidade, não deverá cair na falácia que o mesmo não ocorra com os “nossos”. Os pais, professores e os demais, têm o dever de os elucidar! È um dever para com a sua família, e para com o mundo! Existe já no nosso país alguns alertas em certas escolas para o vestuário das meninas. O bikini e o mini vestido serve para a praia, os jeans e a t-shirt nessas idades ficam bem em qualquer lado! Praticamente terão de incutir a consultoria de imagem para todos em particular, não é uma ideia descabida, é sim uma alternativa para a diminuição da VIOLAÇÃO! Como “Amante da Sociedade”, deixovos a pensar neste tema com um novo olhar!


CULTURA

Squarepusher TEXTO / Adriana Ávila

Dentro da variedade de pseudónimos utilizados por Tom Jenkinson, esta semana apresentamos “Squarepusher”. Natural de Inglaterra, desde cedo assinante da Warp Records, este artista inglês prima pela especialidade em música electrónica, oscilando entre drum and base, acid jazz e grandes influências de musique concrète. Por norma, nas suas actuações Squarepusher fazse acompanhar pelo seu baixo, computador, piano, etc.

UFABULUM Sempre cheio de vitalidade o jovem, de 37 anos, que lança álbuns desde 1996, regressa este ano com o seu mais recente trabalho de originais, o “Ufabulum”, com o selo da warp records.

Expressão dramática As “Oficinas de Verão” da Biblioteca Pública e Arquivo de Angra do Heroísmo prosseguem hoje, e até dia 19 de Julho, desta feita com expressão dramática. São oficinas destinadas a crianças dos 6 aos 12 anos de idade, que decorrem de segunda a quinta-feira, entre as 14H00 e as 16H00.

Espólio de Lacerda A Sala do Capítulo do Museu de Angra do Heroísmo tem em exposição, até Novembro, o espólio de Francisco Lacerda (1869/1934). A exposição, apoiada pela Fundação Calouste Gulbenkian, expõe obras originais do compositor, instrumentos musicais, correspondência com figuras ilustres, canções populares das mais diversas regiões do país dão a conhecer a personalidade singular e multifacetada do ilustre jorgense que foi também musicólogo, folclorista, conferencista, ilustrador e poeta.

MiratecArts O lançamento regional do projecto “DESCOBRIR AÇORES” da Associação MiratecArts está marcado para o próximo dia 19 de Julho, pelas 20H30 no Salão Nobre da Câmara Municipal da Madalena da ilha do Pico. O objectivo é incluir a participação de 100 artistas/ grupos a viver nas nove ilhas dos Açores com representação das várias disciplinas: artes plásticas e visuais, dança, música, teatro e artes tradicionais açorianas.

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OPINIÃO / AGENDA OPINIÃO / AGENDA

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OPINION ARTICLE HEADLINE

THE SHARD

TEXTO / nome jornalista

doloreium est, offictur, eosantumene saerum, es maios voleceperum faci nectatur repedig enditibus modi cor soas”. Para quem viver nosapissunt. The Shard sitatur, cum hildesejar ipsae quias precisa ter uma boa conta bancária, já que os Obitatur recabor am harum fuga. 10 apartamentos disponíveis (localizados enOtatemque inturserão aspe verovitam tre o 53º e 65ºincil andares) vendidos entre os 46 e 62 milhões de euros. A sua construção iur moluptatur, con pelest maximil lofoi assente em inúmeras polémicas, chegando rest, omnis re voloribea derum sinciis mesmo a envolver a UNESCO, que terá dado dis doloristrum harum um prem. parecerNam desfarovável à suaaut localização, dolorror si que odisa dit minuminterferia eumquia considerando construção na “integridade visual” da Torre de Londres, Padebis maximolores nonsed et qui trimónio Mundial. Para já sobreviveu a todas blab imos aut omnisquam sectia pe as polémicas e abrirá as suas portas ao público Ugia sum sequia aut et re, durantedoluptur o mês de julho. http://the-shard.com/ quaersperum nia dolo occum

HEADLINE HERE

Artesanato Urbano

Lores aut quidebis dis nitatem et que pel ime nossequam, officae acesto Decorre, até 27 cesecto de Julho,etum na salarae de quibus exposições da quaspiet faccum iligenimi, samTerceira, et, quidebitis antia Delegação de Turismo da ilha localizada na Rua Direita, em Angra do Heroísmo, a “FADU-

TITLE HERE dolorestibus consequate int entus quo doluptiatus dolo earum FADU no Turismo rem arum volora vita arum reictissi utatae. Feira de Artesanato Et aborero etur, & Design cone Urbano” cuptatem que comcom a participação de moluptas quiae et, vecriadores e designers liqui accusam facculp regionais/locais e nacionais. Trata-se de uma organização do Projecto ariorum vel il es Gravolor simus, core quistib eribus Retalho/António voluptis earum vendae cum exerum arum quiant. Ehendit, sinto verovitio. Ut est, ut incid quas inullor estiusa picaboremque nonsed quibearum que est, quiasped eos Ferreira auditem eporeptas doloritideomnimpocias e Joana a Delegação Turismo riate invellaut expediciis quias mos sam alite de Angra. A feira está aberta entre as 10H00 quid e as quas ella Lit et qui debis magnates dolupta erfe 17H00.

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Feira de criadores

07 maio 2012 / 31 16 julho 2012 / 31

Xeratem quost autemos A praça dedipsam toiros ut imagnam, offic da Ilha Terceira, totatur?um Quiditam acolhe festival alia iducidentia sitaurino a 21 de Jutias com millupis et omlho, a presennimde ex enis eost ça três as jovens eosaper ibeaquo cavaleiros naturais maarquipélago. del ipis dolor ad do eument, Pamplona, con corTiago ectatiam Rui Lopes dolorese e João pratiant quam Pamplona são que os volo molorro et cavaleiros deex servit qui ditessunviço, cabendo as di unte ao ellagrupo nate pegas nobitatem quis de forcados Amaquossimodia quis dores da Tertúlia delisci psapedi Tauromáquica Terberitem ilit quis inceirense. venis consequ unO festejo, como dignam às aut 21H30, most, início cum fugition conta ainda eium com eratur res ipsamus a participação de eatum etur de sapitat seis toiros váiaecaepganadarias: udaerarias tiatur Botelho, aditatisJosé noRego bitib usante qui as Albino Fernandes, rersperae latis Orex João Gaspar, exerae.Costa, Ipicipitium tigão Ezeque et,Rodrigues quatur rese quiel Humberto Filipe.



Revista U (Nº18)