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A REVISTA SEMANAL D´A UNIÃO

www.auniao.com

FADO MADE IN TERCEIRA Portugal: Identidade crise e vontade PÁG. 21

edição 34.785 · U 16 · 02 de julho de 2012 · preço capa 1,00 € (iva incluído)


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E-mail: clipraia@gmail.com • Telefone: 295 540 910 • Fax: 295 540 919

Área Clínica Análises Clinicas Anestesiologia Cardiologia Cirurgia Geral

Médicos Laboratório Dr. Adelino Noronha Dr. Pedro Carreiro Dr. Vergílio Schneider Dr. Rui Bettencourt

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Clínica Geral

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Dr. Domingos Cunha Dr.ª Ana Fanha Dr.ª Joana Ribeiro Dr.ª Rita Carvalho Dr. Rui Soares Dr.ª Lurdes Matos Dr.ª Isabel Sousa Dr. José Renato Pereira Dr.ª Paula Neves Drª Paula Bettencourt Drª Helena Lima DrªAna Fonseca Dr. Lúcio Borges Dr. Miguel Santos Dr.ª Cristiane Couto Dr. Eduardo Pacheco Dr. Cidálio Cruz Dr. Rui Mota Dr. Fernando Fagundes Dr.ª Andreia Aguiar Dr. João Martins Dr. Rocha Lourenço Dr.ª Paula Gonçalves

Doenças de Crianças

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Reumatologia

Dr. Luis Mauricio

Terapia da Fala

Dr.ª Ana Nunes Dr.ª Ivania Pires

Urologia

Dr. Fragoso Rebimbas


EDITORIAL / SUMÁRIO

Fado à Pequim TEXTO / Marco de Bettencourt Gomes | director@auniao.com

Sempre tivemos jeitinho para a preguiça e para adiar o inadiável. É imagem de marca nossa fazer o mínimo indispensável, com o menor esforço possível durante o mais curto intervalo de tempo. E em sendo chegado o momento em que tudo se precipita, na hora da verdade, recorrer ao lusitano desenrascanço. Com o céu a cair, os prazos vencidos, lá vamos nós desenrascar a coisa, com toda a criatividade, com toda a manha, com toda a esperteza. E fazer milagres instantâneos. Parece sina. Sempre fomos assim. E isso tornou-se traço identitário e património imaterial. Levar a vida a cramar da vida é o nosso fado. Reclamar, chorar, tentar a cunha são tudo versões made in Portugal. E enganar os outros. Foi assim nos descobrimentos, já fora assim na declaração de independência, e é assim todos os dias. Um pequeno povo que estendeu os seus enormes tentáculos por meio mundo durante séculos esquecidos à custa de quê? Com que meios? Indivíduos que começando do nada, em menos de uma vida, constroem fortunas colossais com que tecnologia? À conta do “lá fora é que é” e do provincianismo luso ludibriase outro meio mundo e eis-nos os-melhores-os-maiores. Pois bem, já que não nos livramos desse fado, vamos lá a ver quem vamos nós agora enganar. A Europa está em saldo, as américas já deram o que tinham a dar, África já se emancipou. Parece que meio mundo já deu o que tinha a dar. Mas há ainda alguns nichos de mercado a oriente. Sim, é isso, a oriente. Por isso podemos descansar.

SUMÁRIO notícias do “tempo das cavernas” Alguém ainda tinha ilusões?

dois de uma assentada!

05 06

perfumes

14

mar pela proa

15

agir para existir

23

ens et bonum convertuntur

25

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a falência de bolonha

08

mulheres e o álcool

10

bier reinheitsgebot em 1516

11

saschienne

30

imortalidade

13

o edifício mais feio do mundo

31

ilha negra saudade

NA CAPA... Fado MADRINHO / pág. 16

A “U” entrevista dois projectos de fado nascidos na ilha Terceira. “Os Fadalistas” e “Fado Madrinho” cruzam estilos e instrumentos musicais e explicam à revista o porquê da confluência das sonoridades que produzem e que tanto conquista público entre os terceirenses. 02 julho 2012 / 03

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REVISÃO

VIOLÊNCIA EM ESTUDO

BOAS LEIS NÃO IMPEDEM TAREIAS Os números da violência doméstica continuam a ser muito preocupantes Os esforços do Estado para prevenir e punir a violência doméstica são insuficientes e o sistema deve ser corrigido para estimular a denúncia e travar o número de agressões, conclui um estudo do Centro de Estudos Sociais (CES). Um estudo, que ocupou durante dois anos uma equipa de investigadores do CES da Universidade de Coimbra, aponta para a necessidade de “uma intervenção em todas as fases do percurso”, nomeadamente na formação das pessoas que lidam com estas mulheres vítimas de violência. “Os números continuam a ser muito preocupantes. O problema é que há práticas que se mantêm, sugerindo que a formação a este nível devia estenderse igualmente às magistraturas”, afirmou à agência Lusa a investigadora Madalena Duarte, uma das coordenadores do projecto. Na sua perspectiva, não vale a pena ter apenas boas leis, pois são necessárias boas leis e boas práticas judiciárias. “Um longo caminho foi percorrido e hoje encontramos magistrados/as e juízes/as com formação, interesse e sensibilização para com este tema. Que se envolvem, inclusive em projectos de intervenção em rede com outras instituições”, disse Madalena Duarte. Segundo esta investigadora, “contudo, embora se assista a uma cada vez maior sensibilização e empenho por parte das magistraturas no combate a este tipo de violência, não podemos deixar de notar que o discurso judicial

se vai mantendo fiel a certos modelos sociais que regulam as relações de género”. Madalena Duarte considera que ainda se encontram, por exemplo, “discursos de atenuação da gravidade do comportamento do agressor, por actos da vítima tidos como provocatórios (infidelidade ou comportamento agressivo)” e isto poderá ter reflexos na pena aplicada. O Direito, e a intervenção dos seus agentes, é um dos aspectos que mais atenção desperta nos investigadores, por encontrarem nele a resposta às maiores expectativas das vítimas, de segurança face ao agressor, de realização da justiça através da pena e da abertura para uma nova vida. O tempo da vítima e o tempo, mais longo, da justiça é um dos problemas identificados. Muitas vezes correm em paralelo processos para a regulação das responsabilidades parentais, de divórcio e o criminal pelas agressões, nem sempre concentrados no mesmo tribunal, o que leva a questionar sobre a importância da criação de tribunais ou secções especializadas na violência doméstica. “Quando os seus tempos são demasiado descoincidentes, tal contribui para uma descredibilização do sistema judicial, bem como de noção de justiça oferecido pelo Estado de Direito”, acentua. Algumas mulheres vítimas - acrescenta - “admitiram mesmo que, estando já a

VÍTIMAS PROCURAM JUSTIÇA

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REVISÃO

sua situação de divórcio e de regulação das responsabilidades parentais resolvida, não pretendiam prestar declarações no âmbito do processo-crime, por ter já passado demasiado tempo”. Para que não aconteçam casos como os de homicídios de mulheres depois de apresentarem queixa, o estudo propõe que o Centro de Estudos Judiciários (CEJ) crie um curso anual sobre a aplicação das medidas de coação no âmbito desta criminalidade. Quanto à magistratura, “muito resistente a acções de formação que não estejam relacionadas com aspectos mais técnico-jurídicos”, os investigadores entendem que o CEJ deve incluir nos seus cursos um módulo relacionado com a igualdade ou violência do género, para combater “certos estereótipos e mitos” associados a vítimas, agressores e às causas de violência doméstica. Sugerem ainda ao Ministério da Administração Interna a elaboração de um manual sobre a detenção em e fora de flagrante delito, para ajudar as forças policiais a actuarem mais eficazmente e para melhor corresponderem à esperança de segurança das vítimas. Se as forças de segurança são uma das “portas de entrada”, também o são as unidades de saúde, e nesse sentido aconselham os seus profissionais a perderem “o receio de ofender” e a perguntarem às pacientes quando suspeitam de violência doméstica, e a olhálas como problema médico também na vertente emocional e psicológica.

“QUANDO OS SEUS TEMPOS SÃO DEMASIADO DESCOINCIDENTES, TAL CONTRIBUI PARA UMA DESCREDIBILIZAÇÃO DO SISTEMA JUDICIAL”

NOTÍCIAS dO “TEMPO DAS CAVERNAS” TEXTO / João Rocha / jrocha@auniao.com

HUMANO BESTIALIZANTE

A ÚLTIMA TAREIA ACABA EM CASO DE HOMICÍDIO

Em pleno século XXI, onde a igualdade de género está sempre na ordem do dia, qualquer tipo de violência sobre a mulher parece notícia do “tempo das cavernas”. É o ser humano na sua versão puramente bestializante. E, ainda mais espantoso, é tentar perceber porque a maioria destas situações nem ganha contornos de denúncia pública. Há umas décadas, o estigma social pesava na hora da mulher desligar-se do marido violento, além dos factores económicos decorrentes de uma sociedade onde o emprego era quase exclusivamente destinado aos homens. Ao prisma actual, é deveras custoso descortinar os fundamentos psicológicos que suportam a ideia de que, depois de tanto bater, o agressor irá mudar de atitude. Infelizmente, a prática aponta para desenlaces bem mais gravosos – em muitos casos, a última tareia acaba em caso de homicídio. O lema para todas as vítimas (que é importante referir, também são homens nalgumas situações, sobretudo ao nível da violência psicológica) só pode ser este: quanto mais me bates, menos eu gosto de ti.

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OPINIÃO

Alguém ainda tinha ilusões? TEXTO / Carmo Rodeia

A conferência do Rio +20, para um desenvolvimento sustentável, terminou como começou: com um documento mínimo, que se baseou em consensos prévios, aceites por todos e cumpridos apenas por alguns, muito poucos! Vinte anos depois da mega Cimeira da Terra, voltaram a ganhar os burocratas e, como alguém escreveu em toda a imprensa mundial, perdeu a Terra. Aceitou-se o possível mas longe do desejável e, verdadeiramente, ninguém se comprometeu com o futuro. A Europa, embrenhada na sua profunda crise financeira real e esmagada pela sua impotência política concetual, não foi capaz de liderar a agenda, nomeadamente no que diz respeito a assuntos que a poderiam conduzir ao desenvolvimento sustentável e, por conseguinte, ao descolar da crise. Não existirão mecanismos financeiros disponíveis para novos programas de desenvolvimento sustentável, não será criada uma agência ambiental para a ONU, não se eliminarão os subsídios aos combustíveis fósseis nem se alocarão mecanismos financeiros concretos que contribuam para a minimização da pobreza no mundo. Além disso, não serão dados novos passos na proteção dos oceanos. Portugal, e os Açores em particular, deveriam estar preocupados e empenhados na definição de uma estratégia mais coerente para uma exploração mais sustentável do espaço atlântico que controlam. A zona atlântica portuguesa, com a extensão da plataforma continental, pode atingir quatro milhões de quilómetros quadrados, com uma enorme biodiversidade e com grande riqueza. Além desta riqueza marinha proveniente da pesca, existem recursos minerais que podem e devem ser explorados em profundidade, sem esquecer o potencial das biotecnologias. O que é que Portugal e os Açores querem fazer? Para já é uma incógnita e os silêncios por vezes, além de evidenciarem falta de estratégia, comprometem o desenvolvimento. Sendo o arquipélago uma região com uma das maiores frentes de mar e possuindo um dos maiores centros de investigação marinha de excelência - o Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores - era bom que pudessemos tomar a dianteira. Temos todas as condições para sermos os melhores. Falta se calhar vontade e dinheiro para suportar o conhecimento. Do que é que estamos à espera?

Falar do que se sabe TEXTO / Octávio Carmo*

Um mundo em constante mutação, que gira a elevadas rotações, tem vindo a fazer cada vez mais do conteúdo informativo uma forma de entretenimento passageiro, para ir preenchendo o tempo nos intervalos das coisas verdadeiramente importantes que cada um tem para fazer nos seus dias. Muitos querem saber mas, segundos depois, poucos são os que se lembram. As próprias opções editoriais são condicionadas por este novo mundo, em que o jornalista desiste do seu papel de mediador e oferece às ‘audiências’ a decisão sobre o que deve publicar, sobre os temas que deve investigar e sobre as matérias a privilegiar. A pressão, reconheça-se, é enorme: há uma obrigação sistemática para não se deixar passar em claro nada do que é publicado e oferecido às pessoas, sob pena de, supostamente, se perderem leitores, ouvintes, espetadores ou, como muitos os vêem, clientes. Os resultados finais são cada vez

mais parecidos, retirando espaço às marcas que tornavam únicos – identificáveis, diria – os diferentes meios de comunicação. Neste quadro, vemos que a opção por não publicar notícias exige tanta ou mais coragem do que a decisão de as publicar – a reação de proprietários, diretores, editores e mesmo leitores é habitualmente rápida e impiedosa. A verdade, contudo, é que o atual estado de coisas leva muita gente a escrever e a falar sobre o que não sabe. Publica-se, sem qualquer investigação própria, o que o Vaticano diz e faz, por exemplo, com uma certeza que em momento algum é sequer questionada. Não sei quanto tempo mais vai durar a saga do ‘Vatileaks’, mas espero que a novela acabe depressa. Admito, por outro lado, que a resposta a esta situação por parte dos responsáveis da Igreja Católica nem sempre seja a mais adequada, com uma ‘diabolização’ do jornalismo que abre guerras e alimenta preconceitos, tornando mais difícil a missão de quem procura traçar um quadro nítido e honesto das situações. Mesmo quando se assumem posições em defesa do Papa e dos seus colaboradores, é preciso saber do que se fala.

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*Ecclesia


FERRAMENTAS

Dois de uma assentada! TEXTO / Paulo Brasil Pereira

Sony promete 24h de bateria em uso!

A Sony acabou de lançar dois novos smartphones que vêm pôr os consumidores ainda mais confusos. O Samsung Galaxy S3 já é o mais vendido até hoje, a Apple já está preparando o iPhone 5 e a Sony não quer perder o comboio e lança o Xperia Miro e Tipo. Xperia Miro é o equipamento ideal para quem quer estar integrado nas redes sociais e obter uma grande experiência musical, enquanto o Xperia Tipo é direcionado para os utilizadores que pretendem aproveitar os benefícios de um smartphone pela primeira vez à medida que migram de um equipamento antigo. Quanto a principais características…vamos a elas: Xperia Miro: Ecrã 3.5 polegadas; Tecno-

logia Sony XLOUD de áudio para um som nítido; Câmara de 5MP e gravação de vídeo a 30fps de qualidade brilhante, Bateria potente com tempo superior a 24 horas de utilização, Disponível em preto, preto / rosa, branco e branco / dourado. Xperia Tipo: Ecrã de 3.2 ” resistente a riscos (ecrã de vidro mineral); Câmara de 3.2MP; Bluetooth e Wi-Fi para partilhar conteúdos e aceder à web; Disponível em vermelho, branco, azul e preto; com versão Dual Sim. São duas boas opções que a gigante japonesa lançará no mercado no segundo semestre deste ano. Até lá espera-se pelos preços, esperamos que sejam atractivos pois as tascas destas Sanjoaninas não foram lá muito baratinhas, hehe!

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CIÊNCIA / OPINIÃO

Perfeição: conceito multidimensional inalcançável

Perfeccionismo: Jogar às escondidas sozinho TEXTO / CIPP*

Imagine um jogo de escondidas, aquele que consta no arsenal de brincadeiras de qualquer petiz. Imagine, agora, alguém a jogá-lo sozinho, escondendo o olhar enquanto conta até um total imaginário. Imagine a forma como se esforçaria por encontrar os restantes companheiros de brincadeira nos seus super-esconderijos, imperceptíveis ao olho mais atento. Imagine a frustração, a irritação, o sentimento de impotência, enquanto aumentava os seus níveis de esforço na busca dos companheiros, ávido da procura inglória de uma solução. Ávido de um epílogo lógico para o seu esforço de conclusão, para a sua necessidade de “fechar o círculo”, de concretizar uma necessária previsibilidade num cenário potencialmente incompleto e caótico. Se conseguiu realizar o esforço de imaginação que lhe pedimos, terá pensado em perfeccionismo! Estranho, não? Tal como a criança que procura algo que não está lá, entrando num jogo condenado à partida, o perfeccionista condena a sua satisfação e realização na perseguição obstinada de um padrão desempenho que não admite nada menos que a perfeição, nada menos que a ausência de toda e qualquer imperfeição ou aspecto menos positivo, procurando, no fundo, algo que não existe (até porque o seu “radar” para a imperfeição é extraordinaria-

mente sensível…). O perfeccionismo é um conceito multidimensional, relacionando-se com vários aspectos do ser humano, que implica a existência de padrões de funcionamento e de exigência que vão além da razão e que são, por conseguinte, inalcançáveis. Os perfeccionistas buscam compulsivamente, inquestionavelmente objectivos impossíveis, ancorando o seu sentimento de valor pessoal em função dos seus níveis de desempenho, gerindo o seu quotidiano de uma forma marcada pela pressão, por um padrão constante de crítica e por uma constante e invasiva insatisfação que, paradoxalmente, acaba por se constituir como um obstáculo bem complicado. É que, tal como a criança das escondidas, jogam, de forma automática, um jogo que não podem, mesmo, vencer. E o leitor, tem por hábito jogar às escondidas sozinho?... O CIPP está localizado na Rua do Galo, 83, em Angra do Heroísmo, podendo ser contactado pelos contactos 918179638 ou 966039216. Encontrenos, igualmente, no nosso site www. cipp-terceira.com ou no Facebook em www.facebook.com/CIPP.Terceira. Esperamos as suas sugestões, opiniões ou achegas para o correiodoleitor@cipp-terceira.com. *Centro de Intervenção Psicológica e Pedagógica de Angra do Heroísmo

A Falência de Bolonha o curso passou de 5 para 4 anos. Mas TEXTO / Renato de Melo Pires*

A educação é um bem: todas as reformas que apontem no sentido de melhorar o sistema de ensino são bem-vindas. Com esse objectivo, no âmbito do ensino superior, Portugal aderiu ao Processo de Bolonha (PB). Com o desígnio de elevar a competitividade do ensino superior europeu, o PB procede a uma estandardização dos cursos ministrados nas várias faculdades. A qualidade do ensino anda mãos dadas com o tempo de ensino. Na Faculdade de Direito de Lisboa (FDL)

atenção: mantêm-se o mesmo número de cadeiras, ou seja, procedeu-se a um “empacotamento de matérias”. A constatação é óbvia: um aluno que faz o seu curso ao abrigo do PB tira um curso de 5 anos… em 4! Como poderá o aluno saber o mesmo com a mesma qualidade? Ademais, como agora o sistema funciona por semestres e não em modo anual, andam os alunos cerca de 4 meses em provas orais e testes escritos: como se não bastasse o “empacotamento”, também é menor o tempo de aulas. Esta verdadeira industrialização do ensino superior me-

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rece, pois, a minha censura. Tudo somado, temos algo muito semelhante ao que se passa no conto “Os Três Porquinhos”. No conto todos tinham uma “casa”, mas só a de cimento resistiu; transpondo para a situação em análise, como a formação dos estudantes é mais lacunar e menos consistente, a probabilidade de o aluno sucumbir à primeira dificuldade – ao “primeiro sopro” - é muito maior. Mas na aparência todos são “licenciados”. Há uma lição muito clara a tirar desta história: o aluno que quiser ter uma formação mais sólida terá de se submeter a um trabalho autodidata mais intenso, es-

im dit, veniendae simaximod molorpo tudando o que foi dado com menos rigor. ressund igendis conessit reperae Se é verdade quenon a Reforma Pombalina cuptatur? voluptur? Poreiuma dos estudosSiminte também gerou discórdia, am, quasé mi, as porrorenis verdade quevoluptus, nela se tentou proceder pra dolut quam, quia derum, natibusà actualização das matérias ministradas; to illao PB nonecea cusdam com ninguém ganha: alignimporro deixam-se na que ex etum ut lam lam autensino laborias sombra as especificidades de de pedignimenis volorro ma dercada faculdade excea e perde-se competência. natquam aut molesequata dis repuda Perde a Cultura. sam resera voleceriae Espero sinceramente queidomagnimpos PB caia sob sum sincit quas alitemod et ipsundipena de não termos gerações tão prepatium Ebit fugit, que sitiae radas explabo. para as dificuldades se eicim adividem simus eicit qui aut aut expelit as nham. Esperemos que os líderes Euroet porio. Offictur? quatur peus tenham isso em Illaut linha de conta.sa a lendam*Aluno Aniatur aut modi cuptat da Faculdade de Direito de Lisboa

02janeiro julho 2012 21 2012//09 09


CIÊNCIA

Mulheres Eo Álcool

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As mulheres têm mais probabilidades de recair durante o tratamento de dependência de álcool, assim como quem consome há mais de 20 anos, revela o estudo recentemente premiado pela Sociedade de Ciências Médicas de Lisboa. “Há doentes que quando entram em tratamento têm mais sucesso do que outros”, contou à agência Lusa o investigador Pedro Aguiar, explicando que o estudo que coordenou tentou perceber quais as “características” que fazem como que algumas pessoas consigam resistir ao vício. Os investigadores estudaram o perfil do doente no momento em que é admitido para tratamento e avaliaram, ainda, um conjunto de factores durante o tratamento. Na primeira fase foram analisados factores socioeconómicos (como o sexo, idade ou estado civil), o consumo de outras substâncias aditivas, a quantidade de álcool que bebiam antes do tratamento e de que forma a bebida afectava a as suas vidas (no que toca à saúde física, mental, consequências sociais, familiares e profissionais). Os resultados do estudo vieram mostrar que “as mulheres têm um prognóstico mais desfavorável, assim como os

Estudo compara os efeitos de fármacos, as consultas médicas e as depressões dos alcoólicos doentes com um nível socioeconómico mais baixo. Já os doentes empregados a tempo inteiro apresentam um prognóstico mais favorável”, resumiu o coordenador do estudo, apontando o trabalho como um “factor protector”. O sucesso da recuperação aumenta consoante os anos de dependência: “Quanto mais tempo há de consumo o prognóstico é melhor, porque os doentes vão ficando mais velhos e querem recuperar”, explicou o investigador da Escola Nacional de Saúde Pública, da Universidade Nova de Lisboa. Mas, a partir dos 20 anos de adição, a situação inverte-se: “Daqui para a frente, a situação é sempre pior”, sublinhou. Quem consome logo de manhã e até à hora de almoço é mais capaz de resistir ao vício. Já as pessoas com mais problemas na sua vida acabavam por ter mais dificuldade em ter sucesso nos tratamentos.


MESA

Bier Reinheitsgebot Em 1516

TEXTO / Joaquim Neves

… em copos que jamais podem ser lavados com detergente, só com água bem quente

Cervejaria e ...com cerveja alemÃ

Estamos no ano 1516. Heimeran Pongratz leva à aprovação da lei da pureza da cerveja o Reinheitsgebot. Estipula os ingredientes frescos e naturais, cevada, lúpulo e água, (o fermento veio mais tarde) para o seu fabrico, nada de coisas estranhas como fuligem e cal, etc., e experimentação selvática. Evitar ressacas monstruosas provenientes de maus produtos e de pouca qualidade da cerveja. A lei resultou, isto na Alemanha claro, e de tal forma foi popular a qualidade implementada que a casa da cerveja estatal, a Hofbräuhaus em Munique, fundada em 1589 pelo Duque da Bavaria Wilhelm V, impediu que na invasão de 1632 por Gustavo da Suécia não destruísse a cidade em troca de 600.000 barris de cerveja. 1516 é nome de diversos restaurantes e cervejarias pelo mundo. Agora Angra. Inspirada no conceito de cervejaria, embutida num restaurante, formato restaurante, decoração restaurante. Uma Bierhaus, tem uma atmosfera própria. Ao longo ou em torno do balcão com copos e canecas de diversos tamanhos pendu-

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MESA

rados, pode-se sempre sentar em bancos altos, vigiar. Escolher a cerveja consoante a zona regional, em copos que jamais podem ser lavados com detergente, só com água bem quente (coisas de alemães? Ou simplesmente porque não querem ingerir restos de detergente que inevitavelmente ficam no copo de vidro e alteram a cerveja e veneno que não se precisa beber?). As mesas à parede em recantos com bancos corridos, oferecendo alguma privacidade para cada um poder meter o nariz só no seu prato. Cerveja é o primeiro motivo para ir a uma cervejaria, a comida vem depois. Nunca comi mal numa cervejaria da Europa Central. Desde chucrute com salsichas a bratkartoffel com schnitzel, spätzle, saladas e pão escuro queijos e pastas e fígado, levam-me a muita saudade de doses maciças de Oktoberfest. Voltando mais uma vez a Angra. O restaurante 1516, constato até hoje, que tem as melhores batatas fritas na ilha, quase Ponte Neuf e surpreendente salada de couve. No dia em que fui jantar, ainda na altura do concurso gastronómico, não gostei muito do bife de vaca meio cozido com o ananás como recheio, fiambre sem ter sido preparado antes e queijo que não teve tempo de derreter. Mas muito bom o molho de angelica. Gosto de ideias e de experimentar coisas. Mas há que ver que para combinarem exigem alguma atenção na preparação dos ingredientes. Mais pesquisa, mais experiências nas combinações, mais arrojo na diversidade da oferta. Que tal confeccionar comida alemã, com os nossos produtos regionais, até a Frau Merkel lamberia os dedos. Vinho decantado, após solicitação, em vez de brindes e cerveja alemã. Gosto da proposta do novo proprietário de usar produtos regionais e de promover um evento gastronómico duas vezes por ano.

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Schnitzel NÃO É de certeza

Receita

Schnitzel com Bratkartoffel

300 g batatas cozidas, 1 cebola, 5 colheres de banha para as batatas e 4 colheres de óleo para as Schnitzel, 100 g farinha, 1 ovo, 1 colher sobremesa de Mostarda picante, 200 g Pão ralado, 2 febras, de porco ou como no original de vaca, as ditas Schnitzel a 200 g, Sal não refinado, pimenta preta moída, 1 Colher manteiga, ½ Limão, 2 Frigideiras Primeiro Passo: Tirar a pele às batatas e cortar em rodelas de meio centímetro. Cortar a cebola em fatias muito finas. Aquecer a banha na frigideira quente, forrar com as batatas e cerca de 10 minutos, virar as batatas uma a uma, adicionar a cebola e deixar mais 10 minutos em lume mais brando. Segundo Passo: Colocar a farinha num prato, noutro mais fundo bater os ovos com a mostarda e num terceiro prato o pão ralado. Terceiro Passo: Espalmar com rolo da massa ou outro utensílio as Schnitzel, pôr sal e pimenta, passar imediatamente pela farinha, o ovo e o pão ralado. Cada camada deve cobrir completamente a febra. Quarto Passo: Noutra frigideira, colocar o óleo, fritar cerca de 3 minutos cada lado das Schnitzel, acrescentar a manteiga e deixar fritar mais 3 minutos virando-as. Retirar, escorrer em papel. Quinto Passo: As batatas viram bratkartoffel e estão prontas quando estiverem crocantes por fora e, claro cozidas por dentro. Também escorrer em papel. Sugestão, depois de empratar, servir com salada de alface tomate cebola temperada azeite vinagre flor de sal, rodela de limão, mostarda e salsa para as Schnitzel, maionese para as bratkartoffel. Guten Apetit!


PALAVRAS

Imortalidade TEXTO / João Aranda e Silva

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Há sempre um final de dia. Desde que inventaram o fuso horário ficamos a saber que num lado é dia e num outro é noite. Hoje estou assim. Um lado com Sol e outro com a Lua. É divertido. Se num estou eufórico, a imaginar para lá do horizonte o que a curva do planeta me proporciona, no outro vesti um casaco e apanho com a humidade nocturna enquanto procuro entender o mistério da vida. Com Sol ou Lua existes tu, sempre. Caminho contigo de mão dada por entre o sopro morno que nos aquece o coração e nos molda à mesma massa, quem sabe almas gémeas. Dou connosco a contar as estrelas, a vê-las voar no espaço infinito enquanto com as mãos nos acariciamos num diálogo eufónico que torna evanescente o tormento da solidão. Mas é com os lábios que escrevemos o antelóquio da nossa história que um dia correrá num oceano de nuvens onde não existe tempo nem final de dia.


CONSUMO/OPINIÃO

Vendas À Distância TEXTO / ACRA / Angra do Heroísmo

Os contratos celebrados à distância integram-se num sistema de venda ou prestação de serviços à distância organizado pelo fornecedor em que o consumidor não vê o bem/serviço que está a comprar. O consumidor tem o direito em tempo útil e previamente à celebração do contrato celebrado à distância a receber as seguintes informações escritas: Identidade do fornecedor e, no caso de contratos que exijam o pagamento adiantado, do respectivo endereço;

Características essenciais d o bem o u serviço; Preço do bem ou do serviço incluindo taxas e impostos; Despesas de entrega se existirem; Modalidades de pagamento, entrega ou execução; Existência do direito de rescisão. Também tem direito a receber (sem ser por escrito) as seguintes informações: Custo de utilização da técnica de comunicação à distância, quando calculado com base numa tarifa que não seja a de base; Prazo de validade da oferta ou proposta; Duração mínima do contrato em caso de contratos de fornecimento de bens ou prestação de serviços de execução continuada ou periódica. No momento da execução do contrato o consumidor tem direito a receber a confirmação por escrito das informações anteriormente referidas, bem como: Uma informação por escrito sobre as condições e modalidades de exercício do direito de resolução; O endereço geográfico do estabelecimento do fornecedor no qual o consumidor pode apresentar as suas reclamações; as informações relativas ao serviço pós-venda e às garantias comerciais existentes; As condições de resolução do contrato quando este tiver duração indeterminada ou superior a um ano. O fornecedor deve entregar a encomenda o mais tardar no prazo de 30 dias a contar do dia seguinte aquele a que o consumidor a transmitiu. * Associação de Consumidores da Região Açores

VIAGENS Ao cerne das coisas vIIi

PERFUMES TEXTO / Antonieta Costa * / antonieta_c@hotmail.com

Apostar nas mentas dos Açores

Já ouvi e li muitas vezes que cada terra tem o seu perfume. É certo, mas nada como experimentá-los. Dos que mais fortemente se diferenciam estão os E.U.A. cujo cheiro típico se parece com um desinfectante, presente em todo o lado, desde quartos de hotel à própria rua, versus a Índia, especialmente Bombaim (Mumbai) que, pelo facto de ter a circundá-la um incontável número de barracas com esgoto ao ar livre e três milhões de pessoas a habitá-las, não será bem perfumada… no entanto, a Índia é um caso à parte pois a quantidade de especiarias que produz, aí incluindo as diversas pimentas, a baunilha, a noz moscada, o cravinho, a canela, etc., (não falando já do outro tipo de frutos, também muito odoríferos, como a manga), consegue assim anular o odor negativo dos esgotos que, aliás, abundam por todo o país, imiscuindo-se entre os outros cheiros a ponto de ser impossível dissociá-los. Já a Inglaterra caracteriza-se pelo tipo de gordura que utiliza na culinária (de carneiro ou semelhante) que fica impregnado nas casas e roupas, tanto na cidade como no campo. Veneza é outro caso especial. Os canais que podem servir também de esgoto em certas alturas e horas de maré, são uma das fontes odoríferas da cidade…mas, porque conseguiu vender uma imagem romântica muito a tempo, permanece intocável. Os Açores poderiam bem apostar neste trunfo turístico pois o perfume das suas mentas é inconfundível! Mas não o faz... * Historiadora

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OPINIÃO

Mar pela Proa TEXTO / Pe. Teodoro Medeiros

Outra vez, o que significa viver nos Açores, pois bem, o que significa? Nos últimos tempos, açoriano é muita vaca e pouco seja o que for que não seja. E isso deve merecer o respeito de todos (a vaca, além de rentável, é animal simpático – pergunte-se a Cavaco Silva – e sugestivo – pergunte-se novamente a Cavaco Silva). “Mar pela Proa” é um livro de Dias de Melo que nos fala de outra azáfama: os pescadores de baleias que iam “pra riba das ondas” fugir da pobreza como podiam. O livro retrata esse viver como se a vida fosse uma aposta, cara ou coroa, vida ou morte, ir ou ficar, o mar, pedirlhe ou dar-lhe tudo o que se tem. A viagem narrada é feita a partir do Cais do Pico mas o temporal arrasta os barcos para S. Jorge: João Laró, Artur Sonicante, Tónico Garoupa e António Marroco são os marinheiros que têm pouca sorte e são apanhados no temporal súbito. O doido bem tinha dito que eles iam morrer todos... mas essa profecia pecava por tardia que os botes da “Companhia Nova” já estavam em viagem. Foram salvos lá para os lados da Fajã dos Bodes mas não todos: Marroco ainda ficou à mercê das ondas mais três dias. Dias de Melo conta com simplicidade mas eficácia; o seu estilo apresenta os pensamentos dos homens no meio da aflição, os flashback mentais de outras ocasiões chave de suas vidas, os segredos de toda a existência. Não parece que estejamos a assistir mas sim que sejamos um deles, como eles (magnífico que o marido chore em delírio por uma mulher que não é a esposa mas um amor de juventude não concretizado). Quando o temporal passa, Marroco é resgatado perto do Ilhéu das Cabras –, sim, nesta Ilha Terceira. Foram três dias – ou foram três séculos?

lavandarias

Como era dura a vida! E não nos enganemos porque continua a ser para alguns. Há dois anos, desapareceu um pescador em S. Jorge por causa do mau tempo. Penou ele, com certeza, e pena também a viúva que não pode provar que o é e tem de pagar as mesmas contas que tinha antes e sustentar o filho. Quer dizer que empresas respeitáveis como a Zon, a EDA e os serviços municipalizados não permitem nenhuma alteração aos contratos assinados pelo desaparecido porque não há certidão de óbito. Ao mesmo tempo, o cônjuge é obrigado a arcar com as despesas porque não é, legalmente, viúva. Mais do que isso, tem o próprio ordenado penhorado para que essas despesas sejam, imperceptivelmente, pagas a tempo e horas (não há tempo a perder, parece)... que é como quem diz, quem não paga é ladrão. E é isso que ela é neste momento: uma criminosa a quem o tribunal obrigou a pagar as dívidas legalmente contraídas; sê-lo-á durante dez anos, a não ser que o morto apareça, sob qualquer forma, antes disso. Qualquer jurista há de explicar que a lei é muitas vezes injusta e pobre: não pode prever todas as situações e, sobretudo, não dá garantia de fazer sempre justiça. Não se trata de uma situação inédita ou que não se possa repetir e o Direito sabe disso. A mim impressiona que isto aconteça num meio pequeno como é a Ilha de S. Jorge: que consciência é a que convive com uma situação dessas sabendo que podia assinar um papel e resolvêla? Como se pode achar que os outros têm que arcar com o que faria gritar se fosse da minha família? O quê? Vão ser despedidos se o fizerem? Pelas almas! Bárbaros encartados contemplam o próprio umbigo e bocejam do alto da sua magnífica e irrepreensível (pensam eles) boçalidade.

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DESTAQUE

UM DIFERENTE FADO


DESTAQUE

“Os Fadalistas” e “Fado Madrinho”, dois projectos nascidos na Terceira em que o fado é atracção principal e ponto de partida para um cruzamento de estilos musicais e em que instrumentos fora dos parâmetros mais tradicionais do género, como a viola da terra, desempenham papel primordial. Vozes como Sara Mota, Leandra Mota e Filipa Lima nos Fadalistas ou Davide Reis, Paula Costa e Frederico Madeira dão o mote neste “emaranhado” de influências que é a base de dois grupos ainda recentes, mas que já conquistaram o seu espaço entre o público terceirense. A “U” falou com Sara Mora e Frederico Madeira para tentar descobrir os novos caminhos do género e perceber se existe um estilo de fado da ilha Terceira.

ENTE

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TEXTO / Renato Gonçalves renato@auniao.com FOTOS / António Araújo e Duarte Nuno


DESTAQUE

FADALISTAS U - Como surgiram os Fadalistas? Sara Mota (SM) - Os Fadalistas surgiram depois de uma noite de fado, num jantar organizado pelo bailinho de carnaval de São Sebastião, para angariação de fundos para o mesmo, e estava lá como convidado Paulo Borba, da PB Produções Musicais que no final veio cumprimentar-nos e posteriormente surgiu a ideia de fazer-

Fadalistas” o tempo foi escasso, tivemos apenas dois meses de ensaio. A nossa criatividade passa por todos, ouvindo-nos uns aos outros, tirando sempre o melhor partido, sob a direcção e coordenação do Paulo Borba, a quem respeitamos muito e desde já agradeço por tudo o que tem feito pelo “Os Fadalistas”. U - São uma banda muito recente. Quais os planos do grupo?

PAULA COSTA – FADO MADRINHO

mos um projecto da PB, onde pudéssemos trabalhar o fado com uma roupagem diferente. Aproveitou-se o mote e com a colaboração do presidente da Sociedade Filarmónica União Sebastianense, Manuel Drumond, que nos cedeu o espaço, nasceu este projecto. U - De onde vem o nome? SM - Bem, o nome é sempre difícil de escolher, porque é necessário combinar com pessoas, ambiente e formas de estar de quem integra o projecto, então surgiume o nome “Os Fadalistas”, ainda se pensou se sim ou não, mas como soava bem e ia ao encontro do que pensávamos fazer, nada melhor do que este nome para ficar na memória das pessoas. U - O fado surgiu naturalmente como “a música” do grupo? Como definem o vosso som? SM - Sim, não houve sequer segunda opção. O nosso som é considerado intemporal, dinâmico, versátil e liberto; queremos muito abranger todas as faixas etárias, dos mais velhos aos mais novos. U - Têm vários instrumentos que saem fora dos parâmetros do género. É a vossa imagem de marca? SM - Sim, os instrumentos e as vozes, digamos que queremos marcar a diferença fazendo algo novo e inovador sem perder a essência do fado, porque se formos ver bem, os nomes conhecidos nacional e internacionalmente do género não são tocados nem cantados daquela forma, porque ao formar um grupo, seja que estilo for, tem sempre que ser diferente para que cause curiosidade e dê vontade de o ver. U - Como foi a recepção das pessoas ao vosso projecto? SM - Muito boa, adorámos a noite de estreia e gostámos imenso da iniciativa da Câmara da Praia da Vitoria ao organizar o primeiro festival de fado amador da Ilha Terceira. U - Só tocam originais? Como é o vosso processo criativo? SM - Tocamos originais, mas de momento só temos um: “Na Melodia”, letra escrita por mim e música composta por mim e pelo Antero Ferreira, baixista da banda. Temos intenção de compormos mais temas originais, mas para a estreia de “Os

SM - O nosso plano é trabalho, alegria, paixão pelo que se toca e canta, com a preocupação de realizarmos um projecto diferente e com qualidade e quem sabe se vão oportunidades de levarmos o nosso trabalho, e mesmo o nome da nossa ilha, a outros horizontes. U - Consideram que existe um fado “terceirense”? SM - Claro que sim, com tantos bons fadistas na nossa terra, creio que acabam por dar uma característica própria ao fado. Não há terra melhor que esta para sentir cada palavra e cada letra ao cantar. FADO MADRINHO U - Já se conheciam da participação em bailinhos de Carnaval. Como evoluíram daí para a formação do grupo? Frederico Madeira (FD) - Sim, alguns de nós conhecemo-nos no bailinho dos rapazes das Doze Ribeiras, no Carnaval de 2010. Já não sei muito bem quando e como aconteceu o salto. Sei que, terminado o Carnaval, sentimos que não podíamos, pura e simplesmente, meter as violas no saco e ir para casa. Num incerto dia, começámos a tocar e a cantar e as coisas foram acontecendo. Ficámos agradados com o que resultou. Repetimos os encontros e acabámos por ser convidados para fazer uma pequena actuação nas festas da freguesia das Doze Ribeiras. Na altura ainda não tínhamos nome e fomos apresenta-

FILIPA LIMA dos FADALISTAS

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dos como o grupo de fados “Davide Reis e Amigos!”. Como a primeira experiência correu muito bem, seguiram-se outras e foi na freguesia de Santa Bárbara que o grupo, já com a Paula Costa do nosso lado, se apresentou como FADO MADRINHO. U - De onde vem o nome? FD - O nome do projecto é uma brincadeira, um trocadilho. Inicialmente pensámos em Fado Padrinho – para assumir e sublinhar o laço familiar para com o Fado. Mas quisemos brincar com os géneros das palavras ‘Fado’ e ‘Madrinha’. Apesar de ser uma palavra do género masculino, o Fado tem em si uma imensa feminilidade. A sua história foi escrita e cantada por mãos e vozes masculinas e femininas. Desde a força e coragem dos toureiros ao amor delicado e dedicado da amada, passando pelas famosas desgarradas – o mano-amano entre o homem e mulher. O Fado, na sua essência, é masculino e feminino, não tendo, nessa perspectiva, um “género”… U - O fado surgiu naturalmente como “a música” do grupo? E como definem o vosso som? FD - Primeiro foi a música que surgiu naturalmente. A paixão pela música era o denominador comum a todos os elementos. O fado, enquanto estilo musical, nasceu depois. Para o grupo eu era o “fadista” e a primeira vez que cantei o tema Gaivota acompanhado pela viola da terra arrepieime. Sempre fui um apaixonado pela viola da terra e apaixonei-me ainda mais por aquele instrumento quando comecei a ouvi-lo trinar fados. Foi um encantamento que nos atingiu e fomos seduzidos pelo potencial daquela “fusão”. O “nosso som” é o Fado amadrinhado por diversas influências e estilos musicais da cultura portuguesa e não só. U - Tem vários instrumentos que saem fora dos parâmetros do género. É a vossa imagem de marca? FD - O projecto Fado Madrinho é um lugar, uma casa, um lar. Actualmente somos três vocalistas – eu, o Davide Reis e a Paula Costa – com registos vocais e experiências musicais muito diferentes. Para além do Jerry Sousa na viola da terra, temos Nuno Costa, no violão, e o Dino Rocha, no baixo. No entanto, quando me perguntam quantos elementos somos eu nunca sei dizer... (risos) É como se existisse um “núcleo duro” e depois outros músicos e vozes que chegam e se recolhem na nossa “Casa”. Desde a simples percussão à complexidade sonora de uma filarmónica, passando por instrumentos de sopro, temos criado e apresentado trabalhos interessantes que “saem fora dos parâmetros do género”. E é muito bom ver a reacção das pessoas a esses trabalhos. Não sei se isto tudo é a nossa “imagem de marca”, o que sei é que gostaríamos muito que o nosso trabalho fosse uma marca positiva na imagem que se tem do fado. U- Considera que existe um fado “terceirense”? FD - Considero que o público terceirense é um público de muito bom gosto e atento ao que se passa á sua volta. A elevação do fado a Património Imaterial da Humanidade aguçou a curiosidade e a atenção das pessoas relativamente ao fado - foi um fenómeno nacional. Depois de ter visto o que aconteceu durante o 1º Festival de Fado Amador dos Açores na Praia da Vitória, posso afirmar que o terceirense tem o Fado dentro de si e, aqueles que ainda não conheciam ou julgavam não gostar, depressa se rendem. Se a expressão “fado terceirense” quer dizer o fado que nasce nas vozes e instrumentos terceirenses, então creio que sim, que o “fado terceirense” existe, é bom e recomenda-se!

UMA DAS FADALISTAS: SARA MOTA


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Colaboradores desta edição Adriana Ávila, Antonieta Costa, António Araújo, Assunção Melo, Carmo Rodeia, Duarte Nuno, Frederica Lourenço, Guilherme d’Oliveira Martins, Joaquim Neves, João Aranda e Silva, John Branco, José Júlio Rocha, Octávio Carmo, Paulo Brasil Pereira, Renato de Melo Pires, Renée Rita, Rildo Calado, Rodrigo Alves e Teodoro Medeiros. Contribuinte nº 512 066 981 nº registo 100438 Assinatura mensal: 9,00€ Preço avulso: 1€ (IVA incluído) Tiragem desta edição 1600 exemplares Média referente ao mês anterior: 1600 exemplares

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ENSAIO

DOUBLE PAGE HEADLINE TEXTO / Guilherme d’Oliveira Martins *

Lembrar nove séculos de dificuldade, sede de independência, abertura às culturas e humanismo cristão «A identidade nacional, tal como existe hoje, resulta de um processo histórico que passou por diversas fases até atingir a expressão que actualmente conhecemos» – disse José Mattoso, por certo o mais lúcido analista da identidade portuguesa. E a verdade é que a permanência do território europeu e das suas fronteiras, ao longo dos séculos, bem como a importância de uma língua antiga, com projecção intercontinental, falada por mais de duzentos milhões de falantes constituem duas características importantes que devemos lembrar. Temos as fronteiras estáveis mais antigas da Europa, somos a terceira língua europeia mais falada no mundo e o idioma mais usado no hemisfério sul. No entanto, como tem sido salientado pelos estudiosos da questão portuguesa, a nossa identidade tem-se afirmado ao longo dos tempos, desde o século XII, a partir da sua capacidade de se enriquecer através do contacto com outras identidades e outras culturas. A cultura portuguesa sempre se tornou mais rica, abrindo-se, dando e recebendo. Formámo-nos como um cadinho de diversas influências – a partir dos vários povos que foram chegando à finisterra peninsular e se misturaram. E essa qualidade de receber e de se relacionar permitiu, a partir do século XV, a gesta de ir à descoberta de outras terras e outras gentes. Há, assim, um enigma bem presente, que é o de tentar saber por que motivo fomos mar adiante – a «dar novos mundos ao mundo». E se Eduardo Lourenço fala de uma superidentidade, di-lo como uma espécie de compensação, de quem vive dividido entre a recordação histórica de velhas glórias e a consciência presente de dificuldades e limitações.

Somos porque queremos

Por isso, os nossos mitos tornamse importantes, não para explicar, mas para cuidar da sua crítica para obter a respectiva superação. Jaime Cortesão falou do «nosso» humanismo universalista de fundo franciscano, para significar que a dignidade humana está no centro da nossa «aventura». S. Teotónio, companheiro de D. Afonso Henriques e alma dos cónegos regrantes de Santo Agostinho, de Santa Cruz de Coimbra, criou um centro erudito, animado pelo riquíssimo diálogo mediterrânico, renovador do pensamento europeu. Santo António de Lisboa, discípulo de Santa Cruz e companheiro do Pobre de Assis contribuiu decisivamente

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ENSAIO

para renovação teológica e cultural do franciscanismo na Europa e no mundo. Gil Vicente, Sá de Miranda e Camões usaram o tempo e o espírito para pôr a tónica nesse universalismo de ideias e valores. E o Padre António Vieira tornou as «Trovas» de Bandarra uma chamada a um desejo vivo e não morto, transformando a lembrança funesta de Alcácer Quibir num apelo de renascimento e restauração. No entanto, era mais fácil a invocação de um encoberto morto, com raízes fundo celta, trazido da noite dos tempos do ciclo bretão e dos cavaleiros da tábua redonda. Daí a ciclotimia que ainda nos distingue – entre momentos altos e baixos, entre o mistério da história e a dura tomada de consciência das fragilidades, que Alexandre O’Neill resumiu: «Portugal: questão que eu tenho comigo mesmo, / golpe até ao osso, fome sem entretém, / perdigueiro marrado e sem narizes, sem perdizes, / rocim engraxado, / feira cabisbaixa, / meu remorso, / meu remorso de todos nós». O actual tempo de crise leva-nos a lembrar (...): a história antiga; o amor-próprio; a sede arreigada de independência; os nove séculos de dificuldades e de vontade; a capacidade de manter uma identidade aberta; a recusa do fatalismo da mediocridade; o sentido crítico que permite ir à luta e não desistir; a consciência dos defeitos e a tentação do ilusório sonho; a contradição de nos acharmos os melhores ou os piores e o sentido trágico que leva à permanência, apesar de tudo. No entanto, estes elementos têm de ser vistos num percurso lento e complexo. Fernão Lopes retrata os alvores da realidade dos portugueses como projecto próprio de autonomia e emancipação, para além do reino político. João de Barros, nas «Décadas», encontra pela primeira vez os portugueses no mun-

E entre gente remota edificaram…

do. «Os Lusíadas» e Camões apresentam a nossa história como uma epopeia digna dos clássicos. Fernão Mendes Pinto ligou a aventura e o drama, o picaresco e a história. A restauração de 1640 obrigou a consolidar a herança histórica própria. O quinto império abriu caminho à consideração do universalismo da dignidade humana, até que os últimos séculos foram afinando a «arte de ser português», agora, mais uma vez em encruzilhada decisiva. E a vontade, como afirmou Herculano, tem tido um papel decisivo. «Somos porque queremos». Eis um motivo de esperança e de sentido crítico. * Presidente do Centro Nacional de Cultura | SPNC

Dar novos mundos ao Mundo

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FOTÓGRAFO

AGIR PARA EXISTIR TEXTO / Assunção Melo FOTO / Rodrigo Alves

Toda ação está repleta de uma consequência não revelada, induzindo o mistério e formulando questões tão velhas como a própria vida. Ave de asas abertas na tangente de um levantar de voo: asas desfocadas imprimem à imagem um movimento futurista. Os círculos na água deixam uma pegada volátil de passado, movimentos perfeitos que refletem toda a física do universo. Eis que toda a ação pressupõe uma alteração de um estado. A inércia não produz movimento nem se identifica com o sopro da ânima, nem mesmo da própria alma. O palpitar deste voo a acontecer é bem o paradigma da nossa vida: agir para existir, para sobreviver,

para almejar e sobretudo para cumprir o futuro naqueles olhos que fixam o alvo que desconhecemos. Voar / ir, para onde? Para viver. Motivação/ querer o quê? Para viver. Tudo para viver, tudo para ser, nada para estar. Ninguém quer estar simplesmente, ninguém quer estar feliz, mas sim ser / viver feliz! O estar é momentâneo, o estar é amorfo, o estar é uma aparência. Todos querem fluir no poder desta natureza sublime que se revela. Mexer faz-nos ser e é gerúndio, porque o estar não nos faz acontecer. Então, o que nos faz efetivamente mexer o que nos faz movimentar? Que sopro de vida é este que deixa rasto e que perdura? Porque existir? Porque agir? Porque não nos deixamos simplesmente ficar? Eis a resposta mais simples: A busca do alimento é o motor de toda esta ação, por isso nos movimentamos, os animais se movimentam. A falta dele é causadora da sensação mais forte que permite a busca para manter as atividades inerentes à vida. Alimentar física e espiritualmente é o sentido da vida. A inação é o sinal da nossa morte.

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Aviso n.º A/23/2012

A Câmara Municipal da Praia da Vitória avisa a população em geral que estará interrompido o trânsito, no Largo de São João, freguesia de Fontinhas, no dia 06 de julho/2012, das 19H00 à 01H00, aquando do Bodo de Leite e arraial e nos dias 05 e 07 do mesmo mês, entre 21H30 e a 01H00, aquando dos Arraiais, por ocasião dos festejos tradicionais de São João na freguesia de Fontinhas, tendo como percursos alternativos a Rua das Fontinhas e a Rua Nova. Praia da Vitória, 26 de junho de 2012 O Vereador com competência delegada Paulo Manuel Silva Codorniz

PRESIDÊNCIA DO GOVERNO REGIONAL DOS AÇORES DIREÇÃO REGIONAL DA CULTURA

ANÚNCIO Para o ano letivo de 2012/2013 é considerado de relevante interesse cultural a formação especializada nas áreas de “restauro de tecidos”, “restauro de papel” e restauro de mobiliário; 1. Será concedida uma bolsa de estudo, em cada uma das áreas acima referidas nos termos dos numerosl, 2, 3, 4, 5 e 6 do Artigo 4o. 2. As bolsas de estudo compreendem: a) A atribuição de um subsídio mensal equivalente a 65% ou 40% da remuneração mínima mensal mais elevada garantida por lei (ordenado mínimo) referente a cada mês de frequência do curso, consoante o aluno frequente uma instituição localizada fora ou na sua ilha de residência; b) No caso dos alunos que frequentem uma instituição fora da sua ilha, a atribuição, por ano, de duas passagens de ida e volta, pela tarifa e modalidade mais económicas, entre o local de residência do aluno e a localidade onde estude, mediante a apresentação dos respetivos recibos, bilhetes de viagens e comprovativos de embarque. 3. As candidaturas poderão ser remetidas pelo correio ou entregues diretamente ou até às 17:30h do dia 30 de Agosto de 2012, no seguinte endereço: Direção Regional da Cultura, Palacete Silveira e Paulo, Rua da Conceição, 9700-054, Angra do Heroísmo. Angra do Heroísmo, 30 de Junho de 2012 O Diretor Regional da Cultura Jorge Augusto Paulus Bruno


OPINIÃO

ENS ET BONUM CONVERTUNTUR TEXTO / Pe. José Júlio Rocha

Se tivermos os dias bem contados, damos conta de que o tempo é breve para lermos bons livros. Temos que ler os melhores. Este conselho serve também para a literatura, a minha arte preferida. É certo que podemos entender a literatura como um divertimento, um passatempo, isto é, queremos perder tempo a ler certos livros tão cheias de cor na capa quão vazios de conteúdo nas páginas. Mas isso não é literatura. Ler Dostoiévki não é um divertimento, não pode ser um passatempo. E isto é uma evidência. Falei em Dostoiévski por causa de uma personagem que ele criou, ou descobriu, num dos seus livros mais geniais e menos conhecidos. Trata-se do príncipe Michkin, que o autor concebeu para ser a encarnação da bondade, da beleza e da humildade, algo entre Cristo e Don Quijote, isento de egoísmo, dotado de uma compaixão cristã inaudita. Durante a criação do romance andou Dostoiévski a experimentar esta personagem nas ruas de São Petersburgo, pelos salões da alta sociedade ou pelas ruelas pobres, a ver se ele resistia. Diga-se de passagem que os romances de Dostoiévski não são obras acabadas, completas, planeadas ao pormenor. Pelo contrário, são romances abertos, sinfonias com imensas personagens que se cruzam entre si, à medida que o autor as vai conduzindo. Mas o próprio autor nem sabe como vão acabar as histórias, ou a própria história que é o romance. Ele vai experimentando, jogando, dramatizando, e a obra vai crescendo, podemos dizer até fugindo à pena do próprio autor que, às tantas, já não sabe se é ele que está a escrever o romance ou é o romance que o está a escrever a ele. Na obra, em que entra Michkin, Dostoiévski vai experimentando até que ponto essa personagem – a bondade encarnada – tem lugar no mundo. Michkin, que vive na plenitude a bem-aventurança dos puros de coração, isto é, dos que não têm segundas intenções e dão-se sempre todos em tudo, quer mudar o mundo que o rodeia. Rapidamente, no entanto, começa a ser vítima da complacência, da tolerância, da brincadeira, do anedotário e da chacota da sociedade onde que habita e o bem que sempre procura fazer acaba, inexoravelmente, por redundar em seu prejuízo. Em pouco tempo Michkin é olhado como um idiota e é exactamente esse o nome do livro: «O Idiota». A dada altura, damo-nos conta de que o próprio autor tem prazer em amesquinhar a personagem que ele próprio criou, em sucessivos ataques de doloroso cinismo. As mulheres, os melhores amigos e outras personagens alternam-se a pedir ajuda, desabafar, encontrar em Michkin a única pessoa que os ouve e os compreende e está ali para eles. Noutras circunstâncias, essas mesmas figuras riem-se, no mínimo, dele. A trama adensa-se e Michkin, não sabendo senão fazer o bem, acaba louco. Mas, mesmo louco, continua ao lado do seu melhor amigo (que o enganara várias vezes) gravemente doente. A beleza de «O Idiota» está na extraordinária lição que as suas páginas, se calhar à revelia do autor, nos ensinam. Não é Michkin que fica mal perante o leitor. Não é ele o desadaptado aos olhos omniscientes de quem o vai lendo. Não é ele o louco. Não conseguimos resistir à constatação de que é ele que tem, invariavelmente, razão. E que tudo o resto, a sociedade, as pessoas, a cidade, toda aquela gente que o rodeia, é que está desadaptada, errada, louca. Tenho por certo que o tiro saiu pela culatra a Dostoiévski quando ele quis fazer uma espécie de vencido Don Quijote das Rússias, onde os bons e sonhadores acabam sempre por perder. Como se não valesse a pena ser bom. Irresistivelmente, Michkin acaba por ser o nosso herói. E tudo o resto não vale a pena. Gostava que percebêssemos a tonelagem de verdade que está nisto. 02 julho 2012 / 25


PARTIDAS

ILHA NEGRA SAUDADE TEXTO / John Branco* FOTO / Renée Rita

Já lá vão quase três anos desde que cheguei à ilha do Corvo. Cheguei cheio de dúvidas e incertezas muito pelo que me diziam e falavam acerca da mais pequena ilha dos Açores. Estas dúvidas rapidamente se dissiparam e transformaram-se em carinho pelos seus 17 km2 de terra e pelos seus cerca de 430 habitantes. Os números mínimos ganham outra dimensão para quem visita e procura conhecer realmente o local. Os três anos voaram e contêm momentos únicos que permanecerão na minha memória e gravados no meu coração. Recordo o dia em que lá aterrei pela primeira vez. A minha companheira de viagem foi uma viola da terra que guardo desde

os 12 anos de idade. No primeiro dia convidaram-me a jantar no Laurentinha. Confesso que entrei um pouco intimidado, mas sendo extrovertido e encorajado por todos os presentes, logo dei música à minha viola. Passados minutos parecia estar nos serões com os meus amigos na ilha Terceira, cantando e improvisando. Neste sítio provei da gastronomia do Corvo: as couves da barça, a linguiça, os torresmos, o queijo do Corvo, o peixe fresquinho abundante nas águas que beijam a ilha e a erva do calhau que apanhava no boqueirão. Os meus amigos admiravam-se da minha integração e com frequência questionavam o que costumava fazer no Corvo. Respondia-lhes: “No Corvo desfruto da natureza e aprecio a comunidade retirando dela o melhor que nos tem para dar”. A maioria das pessoas tem uma noção errada da dimensão do Corvo, enganam-se os que pensam que a ilha está reduzida à esplêndida cratera do Caldeirão. Quem tiver vontade e tempo pode começar por descobrir a ponta do Marco, a cara do Índio, o Farol, descer ao Caldeirão e apreciar a sua beleza e tranquilidade, banhar-se na magnifica praia onde o pôr do sol nos encanta, sentar-se nos históricos moinhos, e dali contemplar a vista maravilhosa para a vizi-

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nha ilha das Flores. Pode ainda caminhar pela Vila do Corvo que avistada do Miradouro do Portão mostra-se semelhante a um presépio. Muito mais haveria para contar desta “ilha Negra” que marcou a minha vida, onde trabalhei durante três anos, com alunos e colegas que nunca esquecerei. Ali também dancei a chamarrita, cantei os reis pelo Natal, rezei a Nossa Senhora dos Milagres, e agora toco a Saudade que já sinto por deixar a ilha do Corvo. *Professor de Matemática

Ali também dancei a Chamarrita, cantei os Reis pelo Natal, rezei a Nossa Senhora dos Milagres, e agora toco a Saudade que já sinto por deixar a ilha do Corvo A minha companheira de viagem foi uma viola da terra que guardo desde os 12 anos de idade

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FOTOS: JOÃO COSTA

Director: Pe. Manuel

Carlos 2010

GrÁTIS

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O Jornal a União e a União Gráfica AngrenseFAYAL SPORT deseja aos seus leitores e clientesFactos

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Santo Natal eo Melhor 2011

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Guerrilhas, N.º 34 – Terra-Chã • 9700-685 Angra do Heroísmo Telefone / Fax 295 331 469 • Telmóveis: 969 028 777 / 969 239 333 E-mail: cabral.luis@live.com.pt

JANEIRO

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TOTAL . . . .

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P. Unitário

e os Bailinhos de Carnaval

Designação

referentes às Danças

Contribuinte n.º Quant.

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Desejamos Boas Festas e um Feliz Ano Novo

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ENTRETENIMENTO ÓCIOS / OPINIÃO / OPINIÃO

Ser português não é nem a sorte com que sonhamos (não queriam mais nada - nascer logo uma coisa boa!) nem o azar com que vamos azedando.

“Citação e/ou frase aqui.” Miguel Esteves Cardoso, in “Os Meus Problemas”

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F. S. QUESTIONÁRIO

A A Terceira MAÇONARIA fica a perINFLUder semAdeENCIA legado de POLÍTICA PORTUturismo?

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AS MAIS VISTAS

Sanjoaninas Título Aqui ANGRA ACOLHE TRADIÇÕES DA ILHA

GUESA? SIM SIM NÃO NÃO

67 (46,21%)

78 (53,79%) TOTAL: 145 (100%)

Opinião João Rocha Título Aqui TASCAS COM BOAS E MÁS LÍNGUAS

OPINION ARTICLE HEADLINE COVERAGE

ci piscit verro quibus repre magnat magnam sunt dis nam quo dolorum quature scitium quatesto mos alicti rendiae similibere, cus, simusant, sae cum as sam ipiende rfernam se pro eicatibea quosa nonsed evendamet maximpo reicabo ritibusci sequostia nobitae ctoribu sciaeca boratquatem arum re repudit voluptate sus quiasi apereri onsent aliquatem illiquis est, sam qui demporporpor as dolectis aut quisque molupti assincti sit, ut labo. Bis derchil ilitam sit ped mi, officab ipsant est veleseq uodiamus es ilibus, ommoluptatur aci andam et alit TEXTO / Frederica Lourenço aut volorep ellendaero dolore mod et Corat res et pore, siminis et debitas ulparum incias molorro to blaboria I am a fan dolorem of imporrundis denihil iundis simoluptate nostion sectene vent vid explacias am, seque dolupta tem- undam ium qui quide consed quisqui quaspellandi debis a non eatur, im sequatus magnien imint, que re quo lam reped ut aliquo omnit aut quae- moditate volore laut asitatus, quiaTEXTO / Frederica Lourenço cea voles aut occus ut quatem diation temos que venet restia quia corunt. poratem excearumquid que sequaere Ciendio rehenis ipsunt si Existem 50 tonalidades diferentes de branco, sabia? Econ provavelmente só seullupta apercebe da sua existência em espaços desprovidos de decoração. nonseque niet explitio blabo.vazios, Bo. Nam, net dolore nos assitatqui rerrovi diO arquitecto britânico John Pawson, mestre do minimalismo, ficou conhecido te sant exerit remodit volore nimod cidunt, quatur rectiumque rem pelo que projecto da loja bandeira da Calvin Klein em Manhattan ou da recuperação de um magnatat anit adi quo commolectur netur? Acerum eicae voluptiore mimosteiro na Boémia. Mas é esta casa, a dele, num estilo ZEN que me tornou tão fã do aut ium non pedignam invelenim vo- nihillabo. Vitatus, omnihicitate nihilit seu trabalho, casa esta para a qual não teria problema algum em mudar-me já. Reduluptat. Hillabor alibea con repremquid qui ut da et perfeição, volor audae quam paredes essunti ziu o espaço à sua essência, tornando-o mais perto e construiu endes sande dunt eaturibusdam aut ossum, omnim hic totat. Uga. Itatem falsas para esconder tudo aquilo que não quer que se veja. A luz natural e os espaços vazios comunicam eles do que os espaços que têm qualquer coisa lá rest rernam quid melhor eatem entre sunditasped alibus dolo tem. Lesciam evelectur metida que nem damos por eles. que mi,dentro. odion Quase por arciae maio. Itatisanihiciae pos porum, si temporr oviMinimalismo. Eu vivia muitíssimo bem a vida toda influenciada por esta onda de clean bus, si odit ist, quae ditatem nos nes dunt iatqui utenis nis et volupiene vodesign, que nos remete à origem das formas, das cores e do objectivo para que as dignatur, quaepro dustibus eatem lupta denduci llaces sinum, occus aut coisas foram feitas. A ideia destes “cleaners de serviço” é não perturbar a imaginaquis auta aliatiatum netasvolorerum, volendi blaborem fugiaecupici ção. Basicamente, acalmar coisas um bocado, já que andamos sempre com demaconsed que rere occuptature expersiada pressa. “Keep calm and stay simple”. www.johnpawson.com/home

JOHN PAWSON

07 02 maio julho 2012 / 28


CULTURA

ANA CYMBROM O Teatro Micaelense recebe no dia 8 de Julho o espectáculo comemorativo dos 25 anos de ensino da professora Ana Cymbron.

8 DE JULHO Neste evento serão apresentados vários excertos dos bailados mais representativos destes anos de trabalho, entre eles, “Quebra-Nozes”, “Pequena

25 ANOS DE DANÇA Sereia”, “Pocahontas”, “La Fille mal gardée”, “Instintos”, “Paquita” e “Pedro e Lobo”. No foyer do Teatro Micaelense estará presente uma exposição retrospectiva das aulas, exames, espectáculos e viagens, oferecendo assim a todas as alunas, seus familiares e ao público em geral uma viagem artística ao longo dos últimos 25 anos.

OFICINAS de verão A Biblioteca Pública de Angra do Heroísmo organiza a partir de hoje, 2 de Julho, e até meados de Setembro um conjunto de actividades para crianças denominadas “Oficinas de verão na biblioteca”. As oficinas organizam-se em torno de temas suscitados pelos livros patentes nas exposições de verão, sendo uma forma motivadora de divulgar as colecções, bem como de incentivar à sua leitura. As oficinas são uma forma útil de as crianças aprenderem, fazendo. Oficinas a dinamizar: 2 a 5 Julho – Ciência divertida; 9 a 12 Julho – Literatura infantil; 16 a 19 Julho – Expressão dramática; 23 a 26 Julho – Pintura; 30 Julho a 2 Agosto – Conhecer a arte; 6 a 9 Agosto – Tecelagem; 13 a 16 Agosto – Expressão musical; 20 a 23 Agosto – Dança; 27 a 30 Agosto – Costura; 3 a 6 Setembro – Viagem à volta do globo; 10 a 13 Setembro – Eu jogo, tu jogas, ele joga…”. 02 julho 2012 / 29

O fotógrafo mariense PEPE BRIX inaugura, no próximo dia 4 de Julho, às 21H00, a exposição de fotografia “Ensaio sobre o Comprimento do Silêncio”. Trata-se de um trabalho que reflecte a experiência que o fotógrafo vivenciou durante uma viagem à Índia. Segundo Pepe Brix “vai ser uma noite extremamente rica e o espaço é muito agradável, perfeito para abraçar todos aqueles que me moldam o âmago e moram comigo quando sigo viagem”. Rui Brix Elisabeth, “Pepe Brix”, nasceu em Santa Maria a 13 de Outubro de 1984. Para além dos estudos secundários realizados na Escola Bento Rodrigues, frequentou o Curso Profissional de Fotografia do Instituto Português de Fotografia que concluiu com média final de 16 valores. Conta no seu curriculum, invejável para a sua idade, com diversas exposições colectivas e individuais.


CULTURA

Saschienne TEXTO / Adriana Ávila

Sascha Funke, segundo as críticas, um dos melhores artistas techno da Alemanha, tem grandes novidades para apresentar este ano e não se trata de apenas mais um projecto musical ao acaso, mas sim de uma parceria, como tudo indica, para a vida. O seu mais recente álbum “Saschienne”, Sascha formou uma dupla com a sua esposa também música e cantora Julienne Dessagne. O próprio demonstra grande agradecimento à esposa, pois com esta união, agora também musical, permitiulhe a exploração de outras vertentes sonoras até então desconhecidas. O primeiro single de Sascha Funke denominado “Campos” foi lançado em 1999 pela Kompakt records e, desde então, rotulou passagem por outras

UNKNOWN editoras. Treze anos mais tarde, regressa à Kompakt em que apresenta “ Unknown”, um disco de minimal/ Tech House e, como já foi acima referido, conta com a colaboração da sua esposa. Destaque para temas como: “Unknown”, “Neue Acht”, etc. Em que é evidente a cumplicidade entre o casal.

LANA NO MECO De 4 a 7 de Julho a Herdade do Cabeço da Flauta no Meco, Sesimbra, recebe mais uma edição do festival Super Bock Super Rock. O festival tem como cabeças de cartaz Incubus, M.I.A, Peter Gabriel, Bloc Party, Skrillex e a estreia em palcos nacionais do fenómeno mediático Lana Del Rey.

COMPUTADORES Computadores, monitores, teclados, ratos, cartões perfurados, discos rígidos, discos e disquetes mais ou menos portáteis, placas aceleradoras de vídeo, sistemas operativos e programas  ilustram alguns momentos da corrida crescente dos fabricantes de equipamentos informáticos, em prol da rapidez de processamento, facilidade de trato, menor dimensão e maior leveza. Assim se retrata uma exposição diferente organizada pelo Museu de Angra do Heroísmo na “Loja Expert” no Fórum Terceira, Praia da Vitória, para ver até 9 de Julho.

CROMOS à solta

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Neste verão, as personagens dos livros estão à solta na Biblioteca de Angra. Para poderem coleccioná-las, serão oferecidos a todos os leitores uma caderneta de personagens e os respectivos cromos. A cada livro requisitado corresponde um cromo. O passatempo tem início hoje, sendo entregue a todos os leitores a sua caderneta de personagens, e termina no dia 14 de Setembro.


OPINIÃO / AGENDA

To etur modioruptas dolorem aborehe niatin eum et esti bla qui cuscim lisi dolupta ectur? Am, vide estrupt atureped mos sus que voluptas dolor mi, omnihici consecum dolorectium ipsaper chitatet ommolup tiberci psumque doloreptas imusam faceseque volorru ptiant demquat ibernat. Fugitaquis dolorep udigend ucius. Intio omnis a volentur alitiorum escipsa ecuptatus iunt volupisqui beatemporrum et ut destibus alis sequibus destiis eost, saest ut que nonsequi nes rem vollacc atecae rem solliatius sunto et ium ad qui debit, veniasp isquament, que sequi alitius restiae volupta ecepudis milicip sandus et facid mo tem volluptis dolentures evelluptatur res sequi occum remped quat in parci re labo. Ro intempo rporem volorum videsto tet utem ium dolorro ium rerum eium ipit, que TEXTO / Rildo sum a dolupic tem quodit et Calado alitat imoloru ptatqua eritinv endunt quia

O EDIFÍCIO MAIS FEIO DO MUNDO

OPINION ARTICLE HEADLINE

Foi projectado para ser o edifício mais alto do mundo, mas é hoje classificado como o mais feio. 25 anos depois do início da sua construção, o Hotel Ryugyon em Pyongyang na Coreia do Norte, abre finalmente as portas ao público. Com 330 metros de altura e um formato de pirâmide, é constituído por 3 alas com 100 metros de comprimento , 18 de largura, e 105 pisos construídos em anel, estando os último cinco reservados a restaurantes giraTEXTO / nome jornalista tórios. O conceito, baseado na natureza, seria a de um edifício a fazer lembrar-nos doloreium est, offictur, eosantumene uma montanha com o cume aparentesaerum, es maios voleceperum faci mente coberto de neve. A sua construção iniciou-se em 1987, um ano antes da nectatur repedig enditibus modi cor Coreia do Sul receber os Jogos Olímpicos, sitatur, cum hil ipsae quias sapissunt. numa clara tentativa de demonstrar ao Obitatur am harum mundo querecabor os norte-coreanos não fuga. estavam a ser ultrapassados pelos rivais do Otatemque incil intur aspe verovitam sul. A previsão para o término da obra iur moluptatur, con pelest maximil loseria em 1989, mas isso não aconteceu. rest, omnis re voloribea derum sinciis Após inúmeros problemas, como a falta de e a fome da aut população, dis electricidade prem. Nam doloristrum harum adolorror construção esteve tempo si odis ditsuspensa minum por eumquia indeterminado. A revista Esquire classifidebis qui cou estemaximolores hotel como o nonsed “Hotel of et Doom” blab imos aut omnisquam sectia pe (hotel das trevas) e elegeu-o como o “hotel mais feio do mundo” em 2008. Ugia doluptur sum sequia aut et re,

quaersperum nia dolo occum

SETE SÓIS, SETE LUAS HEADLINE HERE O XX Festival Setedis Sóis Sete Luas, Lores aut quidebis nitatem et queque pel arrancou ime nosse-a 30 de Junho, prolonga-se até 14rae de Julho na Madaquam, officae cesecto etum quibus acesto lena do Pico e vai iligenimi, trazer pela primeira vez a Portuquaspiet faccum sam et, quidebitis antia

MADALENA TITLE HERE gal a israelita Mor Kadolorestibus consebasi quatee os intbascos entus Iñaki quo Plaza. doluptiatus dolo earum A 14 de Julho, sobevita ao rem arum volora palco o grupo utatae. basco arum reictissi Iñaki Plaza, cone que apreEt aborero etur, senta umaque proposta cuptatem commultidisciplinar moluptas quiae et, devenominada “20facculp Hatz liqui accusam

TITLE PICO HERE ariorum vel il es 20 volor simus,tendo corecomo quistib eribus Proiekt” (Projeto Dedos), principal voluptisa earum vendae cumsons exerum quiant. aposta pesquisa de novos entrearum o acordeão Ehendit, sinto verovitio. Uttípica est, utpercussão incid quasdo inullor diatónico e a txalaparta, País estiusa picaboremque nonsed quibearum que est, Basco. quiasped eoscom auditem poreptas doloriti omnimpoO concerto, entrada livre, realiza-se no Largo riate invellaut expediciis quias sam alite quid Cardeal Costa Nunes, na vila damos Madalena, no Pico, quasacolhe ella Litpela et qui debis magnates dolupta erfe que terceira vez este festival.

02 maio julho 2012 / 31 07

Com o projecto “Visitas Virtuais aos Museus dos Açores”, a direcção regional da Cultura pretende dar a conhecer ao mundo uma parte da riqueza do seu património culturalquost atraXeratem vés da sociedade autemos dipsam do conhecimento ut imagnam, offic e da dinâmica cultotatur? Quiditam tural que aproxima alia iducidentia sios tiaspovos. millupis et omEste contenim exnovo enis as eost údo do Centro de eosaper ibeaquo Conhecimento ma del ipis dolordos ad Açores, eument, disponível con corem /www.culturaectatiam dolorese cores.azores.gov. pratiant quam que pt, volointegrará, molorro numa ex et primeira que vit qui fase ditessunse até di concretizará unte ella nate ao final de 2012, os nobitatem quis seguintes quossimodiaMuseus quis dos Açores:psapedi Museu delisci de Angrailitdo Heroberitem quis inísmo; Carlos venis Museu consequ unMachado dignam aut(Núcleo most, de Arte Sacra);eium Mucum fugition seu da res Horta (Casa eratur ipsamus Manuel de Arriaga); eatum etur sapitat Museu do Pico (Núiaecaep udaeracleos Baleeiros, tiaturdos aditatis noda Indústria bitib usante Baleeiqui as ra e do Vinho); rersperae latisMuex seu da Graciosa e exerae. Ipicipitium Museu Flores. que et,das quatur res



Revista U 16