Issuu on Google+

A REVISTA SEMANAL D´A UNIÃO

www.auniao.com

VOTAR AOS 16 ANOS Via láctea e outros caracóis PÁG. 11

edição 34.751 · 21 de maio de 2012 · preço capa 1,00 € (iva incluído)


PUBLICIDADE


EDITORIAL / SUMÁRIO

Em Maio águas mil TEXTO / Marco de Bettencourt Gomes | director@auniao.com

Lembro-me de, em pequeno, durante as intermináveis férias escolares de verão, eu e os meus irmãos corrermos para o quintal, e de lá nos pormos a empilhar pedras, primeiro as maiores, depois as mais pequenas, e de assim construirmos algo que mais tarde, na escola, viemos a saber serem pirâmides. Não sei por que cargas d’água, faziamo-lo absolutamente convictos de que isso mudaria o tempo. Aquelas pirâmides eram a nossa garantia de que, naquela tarde, sem falta, ia fazer sol, sol de rachar pedra. Empilhávamos as pedras e os nossos olhares entrecruzavam-se e sorriamos e o coração batia-nos mais forte porque sabíamos um segredo universal. Detínhamos a fórmula de fazer sol, segredo só nosso. E dava sempre certo. Não porque fosse verão, nem porque Santa Maria fosse a ilha do Sol, mas graças às nossas piramidinhas de pedra. E, com esta arcana tecnologia, os nossos intentos estavam garantidos. Valia bem o esforço dispendido a pormo-nos de acordo, a cada sábado, a catar pedras por aqui e por ali e a transformar o quintal num estranho emaranhado de construções que hoje me lembram as pirâmides dos desertos faraónicos ou os maroiços do grupo central. Sabíamos que era mais fácil fazer fazer sol do que promover o arrastão dos pais, porque para isso só nos restava sermos mesmo meninos e pedirmos com muita força até os vencermos. Toca a vestir os calções de banho e desfilar diante deles e acabar de movê-los a ir para os Anjos, tomar banho naquele mar azul e sermos nós os colombos ali desembarcados. Acho que tenho que falar com os meus irmãos.

SUMÁRIO das boot

as expectativas surgirão bem elevadas

04

a grécia e as suas consequências

06

treinador no pé

07

arquitectura esquecida

15

08

ascender a vida comanda a vida comanda o sonho

os templários e a ordem de cristo

26 25

21

se essa rua fosse minha…

10

i am fan of rui soares

28

murmúrios de mar

13

extensão indielisboa

29

multiculturalismo

14

a jigsaw

30

NA CAPA... pág. 16

O segundo seminário regional do projecto “Portugal Participa – Depende de Nós”, que o Conselho Nacional da Juventude (CNJ) promoveu recentemente na ilha Terceira, lançou as bases para a mobilização em torno do voto a partir dos 16 anos. Os promotores acreditam que a antecipação da idade eleitoral poderá quebrar o distanciamento entre os jovens e a política e reverter a fraca participação juvenil nos processos democráticos. 21 maio 2012 / 03


REVISÃO

BENTO ESPERA DIFICULDADES

OS 23 DE PAULO BENTO “Quanto maior é a dificuldade, maior é a concentração, mais nos focamos”, diz o seleccionador nacional. Os estreantes Miguel Lopes e Custódio, ambos do Sporting de Braga, são as grandes surpresas nos convocados de Portugal para o Europeu de futebol de 2012, na Polónia e Ucrânia, de 08 de Junho a 01 de Julho. Miguel Lopes e Custódio nunca tinham sido convocados por Paulo Bento, que os escolheu desta vez, deixando de fora Nelson (Bétis) e Manuel Fernandes (Besiktas), jogadores que tinham entrado na última convocatória, para o particular na Polónia. Em relação a essa lista de 23, para um jogo que se disputou a 29 de Fevereiro e terminou empatado a zero, o seleccionador luso não procedeu a mais nenhuma alteração. Desta forma, está confirmada, entre outras, a presença do jovem avançado Nelson Oliveira, que se estreou precisamente no último jogo, em Varsóvia, e foi quase toda a época suplente no Benfica. Na lista estão também outros nomes que não eram dados com certos, casos do guarda-redes Beto (Cluj), do central Ricardo Costa (Valência) e do extremo Varela (FC Porto). O seleccionador português de futebol, Paulo Bento, escolheu para o Europeu de 2012 sete jogadores que nunca marcaram presença numa fase final, entre 11 repetentes do Euro2008 e outros

tantos do Mundial2010. Os defesas Miguel Lopes e João Pereira, os médios Custódio, Carlos Martins e Ruben Micael, o extremo Varela e o ponta de lança Nelson Oliveira nunca representaram a selecção “AA” numa grande competição. Por seu lado, Pepe, Bruno Alves, Miguel Veloso, Raul Meireles, Cristiano Ronaldo e Hugo Almeida formam o sexteto que marcou presença nas duas últimas fases finais, o Europeu de 2008, na Áustria e Suíça, e o Mundial de 2010, na África do Sul. Em relação ao derradeiro europeu, são também repetentes Rui Patrício, João Moutinho, Ricardo Quaresma, Nani e Hélder Postiga, enquanto, face ao Mundial2010, regressam Eduardo, Beto, Rolando, Ricardo Costa e Fábio Coentrão. Para o último Mundial, o então seleccionador luso também chamou Nani, mas este acabou por lesionar-se e não viajou para a África do Sul, sendo substituído por Ruben Amorim, que agora não foi chamado por Paulo Bento. GRUPO DA MORTE NÃO RETIRA PRESSÃO O seleccionador Paulo Bento rejeitou que Portugal enfrente menos pressão por estar integrado no “grupo da morte” do Euro2012, com Alemanha, Dinamarca e Holanda, três selecções que já

RONALDO ENTRE SELECCIONADOS

21 maio 2012 / 04


REVISÃO

venceram Campeonatos da Europa de futebol. “Não nos retira pressão nenhuma, fosse qual fosse o grupo tínhamos um objectivo de chegar aos quartos de final e, depois, chegar o mais longe possível. Mas, todos tempos a consciência do grupo em que estamos inseridos”, afirmou Paulo Bento. Paulo Bento reconheceu que não será “anormal” que o futuro campeão europeu saia do Grupo B, mas reiterou o primeiro objectivo da selecção portuguesa: “Chegar aos quartos de final de uma grande competição, como é o Campeonato da Europa”. “No nosso grupo estão três selecções que já foram campeãs da Europa, a Alemanha, com algum favoritismo, a Holanda e a Dinamarca, por isso, não me parece nada anormal dizer que o futuro campeão da Europa saia do nosso grupo”, frisou o técnico. Paulo Bento disse encarar as previsíveis dificuldades, como uma oportunidade para “cerrar fileiras”, dando o Euro1984 e o Euro2000 como exemplos nesse sentido, e, no sentido contrário, o Mundial1986 e o Mundial2002. “Quanto maior é a dificuldade, maior é a concentração, mais nos focamos. Essa visão é uma visão que tem de mudar no futebol português, nós queremos competir e encarar um jogo, qualquer que seja o adversário, tentando jogar olhos nos olhos perante qualquer equipa. Não vamos mais focalizados pelo grupo que temos, mas assumimos que é um grupo complicado. Podemos e queremos chegar aos quartos de final”, assegurou.

O seleccionador português de futebol, Paulo Bento, escolheu para o Europeu de 2012 sete jogadores que nunca marcaram presença numa fase final, entre 11 repetentes do Euro2008 e outros tantos do Mundial2010.

AS EXPECTATIVAS SURGIRÃO BEM ELEVADAS TEXTO / João Rocha / jrocha@auniao.com

QUINAS QUEREM CONQUISTAR

PAÍS DO 80 À CONTA DA BOLA

A partir de 8 de Junho, Portugal certamente dará um tempo de folga à crise. A palavra de ordem (com ou sem bandeiras às janelas) tem a ver com a participação da selecção nacional no europeu de futebol. As expectativas dos portugueses surgirão bem elevadas. À conta da bola voltaremos a ser o país do 80. Os optimistas vão assegurar que a turma das quinas tem tudo para conquistar o ceptro de campeã europeia. As maiores esperanças irão residir no fenomenal Cristiano Ronaldo e todos, animados por umas cervejolas e calor do Verão, cantaremos o hino, desafinados mas com toda a convicção do mundo. Televisões, jornais e rádios reservarão os espaços nobres para tudo o que diga respeito aos pupilos de Paulo Bento. As namoradas, os penteados, os amigos de infância e os contratos milionários preenchem o sumário noticioso para gáudio do povo. Se a coisa não correr assim tão bem (convém lembrar que nunca ganhámos uma grande competição), voltaremos em passo de corrida à bitola 8. Os culpados são os suspeitos do costume (árbitros e treinador) e, para alargar o leque de escolha, a Troika também não fica nada mal no papel…

21 maio 2012 / 05


OPINIÃO

A Grécia e as suas circunstâncias TEXTO / Carmo Rodeia

Durante os dois últimos anos de crise na zona euro, a saída da Grécia da moeda única foi sempre uma referência académica amplamente rejeitada pelos líderes políticos. Mas o arrastamento das dificuldades para formar um novo governo, depois das últimas eleições, fez mudar radicalmente o discurso e, hoje, a questão é saber quando se processará essa saída. Não sendo desejada pela maioria dos gregos, a verdade é que se trata de uma decisão eminente, sem que se saiba ao certo qual vai ser o seu impacto na zona euro. Apesar das profissões de fé do presidente do Banco Central Europeu e dos Ministros das Finanças da zona euro, garantindo que os riscos de contágio a outros países, como Portugal, Irlanda ou até Espanha, são menores, a verdade é que ninguém pode, com certeza, avaliar as consequências desta saída. Trocar o euro pelo dracma (antiga moeda grega) não é uma solução e pode deixar o país muito isolado quer do ponto de vista regional quer do ponto de vista internacional. A não ser que as suas relações com a Turquia e os vizinhos dos Balcãs melhorem significativamente. E, tal como o Chipre, a Grécia consiga acordos de cooperação com a Rússia que o passado recente não legitima. Correu mal o acordo sobre a exploração do oleoduto de Burgas (na costa búlgara do Mar Negro), entre 2004 e 2009 e o interesse da Rússia em comprar a DEPA, a empresa grega de gás, ainda não foi além de uma intenção. Estas incongruências históricas não devem colocar de parte uma eventual e mais que plausível aliança da Grécia com a Rússia, num eventual cenário de saída, desconhecendo-se as repercussões disso no contexto europeu. A saída da Grécia da zona euro pode resolver um problema monetário e financeiro da Europa mas pode vir a complicar a coesão política europeia. Bem sei que estamos todos fartos dos gregos, que têm aberto caminho para os apertos nacionais. Mas será mesmo necessário que a Grécia abandone o barco? A Europa, para ser forte precisa dos países do norte mas também não pode enjeitar os do sul.

OXFORD, AMESTERDÃO E TIMISOARA TEXTO / Tomaz Dentinho

Julgo saber o que me trás por aqui mas fico espantado como vai acontecendo. Todos os anos é necessário vir a Oxford monitorar com a Wiley Blackwell o contrato com a Regional Science Association International. Todos os anos há um encontro mobilizado por Peter Nijkamp sobre Inovação e Desenvolvimento Regional no Timbergen Institute de Amesterdão. E, de tempos a tempos, há um Congresso da Associação Internacional de Ciência Regional que desta vez concentrou na Roménia cientistas de 30 países. Com o pouco dinheiro que nos é dado mobilizar nos dias que correm hão-de convir que possa ficar espantado. Espantome quando consigo ficar num maravilhoso castelo inglês em Oxfordshire por um preço igual aos dos hotéis de Angra a quinze milhas da cidade depois de

duas boleias inesperadas ou pedidas e de um ou dois quilómetros de gravata e mala com rodinhas. Surpreende-me quando o hotel e a estadia de Amesterdão ficam pagos ao mesmo tempo que consigo partilhar as poucas ideias que levo com gente das melhores universidades do mundo que pensa, que ouve e que comenta. Admirome do convite para a ir à ópera e da conversa de intervalo com laureados em economia regional. Inquieto-me quando podemos perspectivar soluções para problemas de desenvolvimento adaptáveis a todos os locais do mundo, se esses locais e as suas gentes tiveram a curiosidade de saber como se pode fazer melhor. Preocupo-me quando tenho de apanhar outro avião de regresso mas alegro-me com as possibilidades que a mudança criou. E como, graças a Deus, continua a haver pessoas curiosas de saber e impelidas a fazer melhor por esse mundo fora, o sonho e o compromisso chegam aos confins de Timor e de Angola, para lá dos Andes e às favelas do Brasil, às fofocas de Washington e às montanhas dos Cárpatos, à beira de nós e aos sinais fugazes da alma.

21 maio 2012 / 06


FERRAMENTAS

TREINADOR NO PÉ TEXTO / Paulo Brasil Pereira

Adidas SuperNova Glide 4 + Micoach – 163€

Com a chegada do Verão, os ginásios ficam apinhados de senhoras que querem fazer desaparecer num ápice aquele pneu mais saliente, ou simplesmente porque está na moda. Mas os homens também não resistem aos programas dos personal trainers. A Adidas para esses e para todos aqueles que preferem o ar puro para o exercício físico, trouxe-nos a SUPER NOVA GLIDE 4 + MICOACH. Sim é uma sapatilha hi-tech que apesar de ter inúmeras características físicas como material que se molda ao formato do pé reduzindo a irritação, uma sola mais aderente, um sistema que ajuda o calcanhar a ajustarse ao movimento do pé e protegendo-o do impacto no solo, um design inovador

que permite uma torção da sapatilha para que o conforto e a segurança do pé sejam assegurados. Deixemos de falar do mundo do calçado e vamos para o mundo da tecnologia. Esta sapatilha tem uma cavidade interior, onde um pequeno dispositivo electrónico armazena até 7 horas de treino, entre velocidade máxima, velocidade média, número de sprints, distância em zonas de velocidade e distância total percorrida. Depois do merecido duche, retire o dispositivo e ligue ao seu iphone, ou pc e veja se queimou as calorias daquela brownie que comeu ao almoço. Partilhe nas redes sociais o seu desempenho e faça furor na praia.

GADGETS DA SEMANA LEGENDA \\\ 01// ventoinha usb – 14,99€ 02// microscópio usb – 36,90€ 03// microfone usb anti ruido – 44€

02//

03//

PUBLICIDADE

01//


CIÊNCIA / OPINIÃO

Calvície altera negativamente a auto-imagem

Queda DE cabelo A queda de cabelo pode ter causas variadas. A mais frequente é a queda de cabelo determinada geneticamente. Incide sobretudo na parte de cima do couro cabeludo, poupando mais as áreas de trás e de lado (isto deve-se a diferentes receptores hormonais nos cabelos dessas áreas), e afecta homens e mulheres, embora de forma diversa. A calvície não é inevitável para quem padece esta forma de queda de cabelo. Tem sentido tratá-la na medida em que constitui uma preocupação para a maioria das pessoas e pode alterar negativamente a auto-imagem. Existem três níveis de intervenção: 1 – Médico/Tópico – Actualmente não existe dúvida de que o mais eficaz produto aplicado directamente no couro cabeludo é o medicamento minoxidil. Os médicos associam, por vezes, champô apropriado. 2 – Médico/Sistémico – A administração de Finasteride (comprimidos) por via oral, de modo a bloquear a acção da hormona masculina no folículo piloso, constitui, em muitos casos, uma ajuda preciosa. Sabe-se hoje que a dose eficaz na mulher é bastante mais alta que a dose eficaz no homem, embora na maior parte dos países a administração a mulhe-

TEXTO / Rui Oliveira Soares *

res não esteja ainda regulamentada. A associação de polivitamínicos/ oligoelementos (via oral) é comum, embora a sua utilidade não seja óbvia, excepto em casos em que exista carência de algum nutriente. 3 – Cirúrgico – Transplante de cabelo: Consiste em remover cabelos das áreas não afectadas pela queda geneticamente determinada (de lado e atrás), sob a forma de pequeníssimos pedaços de pele (microenxertos) e implantá-los na área mais afectada pela queda. O cabelo implantado, por possuir receptores hormonais diferentes, não se perde com o passar dos anos. A técnica actual consiste em implantar cabelo a cabelo, o que permite aparência natural. Este método é moroso, envolve um trabalho de equipa entre médicos e técnicos. A densidade de cabelo que se obtém é limitada, mas habitualmente é suficiente para obter um ganho significativo na aparência. Os dermatologistas, médicos que se dedicam ao órgão pele (que envolve também cabelos e unhas) podem certamente ajudar se para si a queda de cabelo constitui um problema.

ARQUITECTURA ESQUECIDA TEXTO / Juliana Couto arquitectura.julianacouto@gmail.com

O tema da presente crónica ficou definido quando tomei conhecimento do estado degradante da Casa de Chá da Boa Nova, em Matosinhos, uma das primeiras obras do Arqt.º Siza Vieira que recentemente nos visitou. Esta obra datada de 1963, com fortes influências do seu mestre Fernando Távora e já classificada como Monumento Nacional, 21 maio 2012 / 08

* Dermatologista Clínica Médica da Praia da Vitória


MONTRA / OPINIÃO

MONTRA Cartões de visita TÍTULO personalizados dignim aut tam. 8,5x5,5cm nullamet papel 350grms landit er sis doimp. 4 cores lortis nulla con

30,00€ (50 unidades) www.website.com thisisesfera.@gmail.com

TÍTULO dignim I´m a Legendaut nullamet wall decal landit er sis dolortis 100cm x 60cm nulla con 40,05€ (cada)

www.website.com www.spincollective.co.uk

TÍTULO Réplica dignim aut 1965 Volkswagen nullamet tenda 4 landit er para sis dopessoas lortis nulla con 392,00€ www.website.com amazon.com

TÍTULO Crachás dignim aut Personalizados nullamet lancom 25 ou 32mm dit er sis dolortis diâmetro nulla con 1,50€ (cada)

www.website.com thisisesfera.@gmail.com

localizada à beira mar, em Leça da Palmeira, está encerrada e foi vandalizada pelo Homem e pela Natureza. Recentemente, todavia, o Jornal de Notícias publicou que a Câmara de Matosinhos irá requalificar o imóvel e está em negociações para nova exploração do mesmo. Este caso em concreto pode ser comparado com a condição da Estalagem da Serreta situada na nossa ilha, de autoria do açoriano João Rebelo, um dos mais conhecidos arquitetos Modernistas dos Açores. Inaugurada em 1969, foi palco da lembrada Cimeira de 1971, que reuniu Richard Nixon, presidente dos EUA, e Georges Pompidou,

im dit, veniendae presidente francês. simaximod molorpo ressund igendis non conessit reperae Outro caso nos Açores a lamentar será cuptatur? Siminte voluptur? Poreium certamente o do Hotel Monte Palace, em am, quas mi, voluptus, porrorenis São Miguel, situado junto aoas Miradouro das pra dolut quam, quia derum, Sete Cidades e edificado em 1983 natibustendo ido to illa nonecea cusdam alignimporro à falência rapidamente. que ex etum ut lam lam aut para laborias Que futuro dar a estes imóveis que pedignimenis excea volorro ma dernão se perca o nosso Património Arquitecnatquam molesequata dispremenrepuda tónico maisaut recente é um assunto sam voleceriae id magnimpos te deresera discussão. “Fazer obra” é de todo sum sincit quas alitemod et ipsundifundamental para gerar dinâmica na nostium explabo. Ebit fugit, sitiae sa economia no entanto o reabilitareicim estes dem simus eicit qui aut expelit as exemplos e quem sabeaut readaptá-los a noet Offictur? Illautpoderá quatur vasporio. necessidades também sersauma lendam Aniatur aut modi cuptat veículo de desenvolvimento económico.

maio 2012 2121janeiro 2012/ /09 09


CIÊNCIA

SE ESSA RUA FOSSE MINHA... TEXTO / Cristina Moscatel

Se essa rua fosse minha… A toponímia actual será para o futuro investigador uma lista de nomes de grandes doutores, engenheiros, médicos, pintores e escritores… Longe vai o tempo em que a morfologia do terreno, um acontecimento macabro ou até de famoso alcance, um negócio específico ou apenas uma construção arquitectónica davam lugar a um nome…. de lugar! De facto, a toponímia – esse estudo do nome dos lugares (“topos”) – tem sido muito descurada em termos culturais, esquecendo-se a maioria que ela também se constituiu como parte do nosso património cultural. E de que maneira. Indica-nos zonas de actividade económica e/ ou social, revela-nos anteriores configurações geográficas, limites de vilas e cidades, antigas construções, etc.… Ela nascia, até certo ponto e determinada altura, da voz popular que atribuía nomes aos lugares a partir de certos

já não conseguimos ler os lugares a partir dos seus nomes, pois que os nomes dos lugares são, hoje em dia, apenas nomes! pontos de referência. E quando se referia a uma pessoa, normalmente essa pessoa tinha alguma ligação ao local. Hoje em dia os doutores e engenheiros são espalhados pelos bairros e loteamentos urbanos em placas de inauguração… lá nunca pisaram… e muitas delas são as únicas moradoras daqueles arruamentos… Não nos transmite nada aparte a definição do que é a função da toponímia e das suas comissões municipais hoje em dia. Esterilidade! Já não sabemos onde se lavava roupa, onde se arrematavam as rendas… já não descortinamos onde havia lago, lagoa, rio ou ribeira… já não conseguimos ler os lugares a partir dos seus nomes, pois que os nomes dos lugares são, hoje em dia, apenas nomes! Se essa rua, se essa rua fosse minha… não a mandava ladrilhar, mas mandava-a chamar… um nome de lugar!

cci cabeleireiros

centro de cor e imagem ✥✥✥✥✥✥✥✥✥✥✥✥✥✥✥✥✥✥✥✥✥✥✥

PUBLICIDADE

Rua de S. João nº22/24 Angra do Heroísmo 295 215 442 / 91 729 5999

de hidratação Colorações Cortes Alisamentos Rituais para momentos únicos Penteados Maquilhagem Programas especiais Massagem de pedras quentes Consultas de nutrição Extensões de pestanas e pés Depilação com cera descartável Cuidamos de mãos ings Verniz Gel / Gelinho Depilação com linha Pierc


MESA

Via Láctea E outros Caracóis TEXTO E FOTOS / Joaquim Neves

Não consta na ementa caracóis nem escargots, nem caracoletas ou outros gastrópodes.

A abrótea

Chama-se Hotel Caracol porque tem um caracol. Design moderno, na entrada à esquerda o restaurante, a Cozinha do Caracol, vidro, vida, futuro, depois viveiros de natureza morta, estrelas azuladas brilham, furam as colunas metálicas cromadas em corredor, separam das mesas envoltas em tons terra das restante decoração em contraste com azuis-escuros. “Blade Runner” com espírito positivo fundido em sentimentalismos de “Artificial Inteligence”. Não há robôs. Apesar de desconfianças iniciais que o Senhor Empregado, S1E1, ter demorado, após várias investidas, a esboçar um franco e bonito sorriso. Para seu bem deveria praticá-lo sempre que possível. Não vá alguém desconfiar que esteja com um chip de simpatia em curto-circuito. Penso que também ficou chateado, um pouquinho por não termos usado a mesa reservada, com a melhor vista possível, que caberia em qualquer cenário do Caminho das Estrelas com o Monte Brasil em pano de fundo. Ou simplesmente S1E1 não gosta de fumadores, já que nos enfiamos na sala destinada para tal uso e além disso vício. Um dos amigos que me acompanhava, palhaço teológico ratzingeriano, chamou-me à atenção da discriminação agressiva dos

21 maio 2012 / 11


MESA

avisos de fumadores e não fumadores. Escolhemos da ementa proposta na feira gastronómica. Para não falar da sopa, cairia mal aos elogios seguintes, a abrótea: surpreendente, com um polme estaladiço. A sobremesa: diria espectacular, gelado caseiro em cama de mousse de chá verde com olho de morango, mais que recomendável, sugestão absolutamente fiável obrigatória. Inovador. Um vinho com copos condicentes. Não consta na ementa caracóis nem escargots, nem caracoletas ou outros gastrópodes. No final quando chegou a conta num baúzinho prateado, abrimos prontos para iniciar as discussões sobre o pagamento da conta que quase sempre recai sobre o palhaço mais velho, olhar, ficamos surpresos por fracções de segundos porque estava vazio. Só o veludo bordeaux, nem uns horríveis bombons de menta provavelmente feitos nos dias de hoje na China, nada. Acusamonos imediatamente uns aos outros de possíveis iniciativas de pagamento à socapa e as lógicas argumentativas das probabilidades. Esclarecido este ponto de não pagamento sorrateiro, possível pagamento por outrem, caíram sem razoabilidade. A conta ter sido teletransportada para outro universo, lógico mas não conseguimos sustentar esta tese empiricamente de o restaurante possuir já essa tecnologia. E porque haviam de fazer isso? Oferta? Também não parecia coerente. Isto não é propriamente a sopa dos pobres. Ir embora, risco, S1E1 poderia ter lasers e algemas. No pedido de entendimento do insólito ao S1E1 encontrou-se o talão que só estava caído encaracolado no chão. “Gastropodicamente” saí dali para outro viveiro satisfeito.

PUBLICIDADE

Caminho das estrelas azuis

Receita

Chá verde

Chá verde é um tipo de chá feito a partir da infusão da planta Camellia sinensis. É chamado de verde porque as folhas da erva sofrem pouca oxidação durante o processamento, o que não acontece com as folhas do chá preto. Originalmente da China, o chá foi levado ao Japão através de monges que viajavam entre os dois países. Curiosamente, o chá verde foi o único chá que se popularizou no Japão, mas foi de maneira única, tornando-se a bebida mais consumida do país, superando refrigerantes e bebidas alcoólicas. O chá verde também é produzido em outros países da Ásia, inclusive em produtores tradicionais de chá preto, como Índia e Ceilão, mas com técnicas diferentes das japonesas. O Chá Verde cultivado na ilha de São Miguel é do de tipo “Hysson”. Há dois tipos de plantação, coberta e descoberta. Coberta, as folhas das árvores, parcialmente cobertas do sol com paladar mais suave e agradável o Gyokuro, o mais nobre, Matcha em talco usada no cerimonial do chá japonês, o Kukicha, de folhas e galhos leve e refrescante. Da plantação descoberta o Sencha o mais comum, Bancha da colheita de outono mais forte e tem menos cafeína. Hojicha para beber frio. A preparação do chá verde é difere um pouco dos chás tradicionais. A água não deve estar a ferver, para não cozer as folhas, sabor que proporciona um gosto amargo. O tempo de infusão também não deve ser superior a 3 minutos.


PALAVRAS

Murmúrios do mar TEXTO / José Tolentino Mendonça

“Paga-me um café e conto-te a minha vida” O Inverno avançava Nessa tarde em que te ouvi Assaltado por dores O céu quebrava-se aos disparos De uma criança muito assustada Que corria O vento batia-lhe no rosto com violência A infância inteira Disso me lembro Outra noite cortaste o sono da casa Com frio e medo Apagavas cigarros nas palmas das mãos E os que te viam choravam Mas tu não, tu nunca choraste Por amores que se perdem Os naufrágios são belos Sentimo-nos tão vivos entre as ilhas, acreditas? E temos saudades do mar Que derruba primeiro no nosso corpo Tudo o que seremos depois

“Pago-te um café se me contares o teu amor”

Sanck Bar Medeiros Retiro dos Cantadores e Tocadores Reabre com nova Gerência Segunda Feira, 21 de Maio 2012

Ao domingo: das 12 às 16h00 Grelhado misto de carnes Largo da Vinha Brava

PUBLICIDADE

De segunda a sábado almoços rápidos e económicos


RETRATO

VIAJAR COM TODAS AS REGRAS TEXTO / ACRA / Angra do Heroísmo

Uma viagem organizada por uma agência de viagens é uma forma prática e cómoda de organizar as suas férias, mas convém que conheça os seus direitos para que a sua viagem de sonho não termine num verdadeiro pesadelo. Antes de tudo, a agência de viagens tem a obrigação de lhe fornecer todas as informações sobre a via-

gem q u e pretende. Consideras e celebrado um contrato quando a agência entrega ao cliente o programa e uma factura/recibo relativa aos montantes pagos. No entanto, o consumidor pode exigir que o contrato conste de um documento assinado por ambas as partes. Em caso de litígio, estas são as regras: - As agências de viagens são obrigadas a ter uma caução depositada à ordem do Turismo de Portugal (TP). É desta caução que sairá o dinheiro para um eventual reembolso dos montantes entregues, para as despesas de repatriamento ou assistência, ou outras situações, caso a agência se recuse, numa primeira fase, a pagar. – A agência pode aceitar a sua reclamação e devolverlhe o montante em causa sem problemas, mas caso isso não aconteça, tem de ser o próprio consumidor a accionar a caução junto do TP através de um requerimento, a que juntará todos os elementos de prova, solicitando a intervenção de uma comissão arbitral. Este requerimento terá de ser apresentado no prazo de 20 dias úteis após o fim da viagem ou no prazo previsto no contrato, caso seja superior. – A comissão arbitral terá de deliberar no prazo máximo de 20 dias úteis após a sua convocação. Caso haja lugar ao pagamento, o TP notificará a agência de viagens para pagar, no prazo de 20 dias úteis, a quantia fixada.

VIAGENS Ao cerne das coisas IIi

Multiculturalismo TEXTO / Antonieta Costa *

reunião eclética EM Brasov

Recebi, de uma empresa cultural Romena, um convite para participar num Congresso sobre “Multiculturalismo”. Bucareste era, na altura, uma cidade recém saída do controlo soviético e já dando os primeiros passos nas lutas entre máfias da droga, rapidamente infiltradas. Lugar pouco saudável para especialistas da cultura. Por essa razão, à medida que chegavam os congressistas, mandavam-nos para um hotel mesmo no aeroporto, de onde nos carregavam em pequenos grupos para Brasov, a cidade do Congresso. Embora encantadora e aberta às novidades que esse contacto com o restante mundo lhe pudesse trazer em matéria de cultura, Brasov não conseguira ainda livrar-se do período negro que atravessara sob a pressão da tirania (que caracterizou os regimes soviéticos), especialmente marcada nas suas expressões e dureza da face das mulheres. Foi nesse ambiente que mostrei o meu filme do Espírito Santo. Causou um espanto genuíno, explicaram-me depois que por terem percebido que não era ficção e sim o natural ou autêntico procedimento, proveniente de uma comunidade livre de realizar a sua concepção do sobrenatural. Não apenas os Romenos, mas gente da cultura da Grécia, da Turquia, da Itália, etc., um pouco de todo o lado. Nessa reunião eclética ressaltou o ineditismo deste modelo religioso (não obstante a má fama de que gozam actualmente os “cultos” em geral, ligada ao fundamentalismo religioso). * Historiadora

21 maio 2012 / 14


OPINIÃO

DAS BOOT TEXTO / Pe. Teodoro Medeiros

do, Antonia Elyse Churchill foi a eleita, sobrinha do primeiro ministro. Não se sabe se esta atleta surge ou não no filme. Esta matéria controversa é amplamente discutida pela própria Leni num documentário tardio (Raine, 1978): a realizadora afirma aí que filmou, de facto, Elyse. Muitos têm insistido que é revisionismo histórico. Antes da guerra, os dois tinham conseguido visitar-se regularmente e manter acesa a chama do amor. Mas, com a guerra, ele perseguia os mesmos barcos que levavam recursos ao país da sua amada. Até ao momento em que ambos desertaram a glória pátria: deu-se em Lisboa, cidade neutra e autêntica porta de entrada num mundo que já não parecia possível. Um cônsul britânico garantiu a transformação, numa primeira fase, de Karl Scmidt em Charles Smith, respeitável cidadão do país de Sua Majestade. O nome seria depois mudado para LaPaditte, por ter parecido mais verosímil uma origem francesa. Ela tornou-se sua esposa pelo sobrenome e por um registo de matrimónio falso mas oficial. Nessa altura, a repatriação de qualquer um deles levaria a acusação de traição e julgamento severo em tribunal militar. Especula-se sobre o próprio Winston Churchill se ter visto obrigado a tomar providências para que o caso se resolvesse secreta e eficazmente. Para onde foram eles? Tomaram a prudente decisão de rumar, em avião militar, para os Açores. Aí se estabeleceram na Ilha de São Miguel, sem grande alarido, como um simples casal de estrangeiros. A história de alguém que fugia aos estragos dos intensos raides aéreos da Luftwaffe era, então, absolutamente credível. Os LaPadite ainda vivem entre nós e realizam filmes de ficção.

PUBLICIDADE

Durante a guerra de 1939-45, a estratégia dos alemães consistiu em atacar os comboios marítimos que levavam alimentos para a Grã-Bretanha: o objetivo era desmotivar os aliados e criar dificuldades acrescidas a um dos maiores impérios dos últimos dois séculos, o Reino Unido. O instrumento destes ataques era engenhoso e eficaz: os submarinos U-boot. Durante o ano de 1940, os navios mercantis destruídos e as toneladas de mercadoria afundadas foram um golpe duro na autoestima inglesa. Os alemães patrulhavam predatoriamente os oceanos: estabeleceram-se como uma terrível ameaça velada. Atacavam em grupo, ludibriando as escoltas armadas dos rebanhos indefesos de navios de carga. Só depois da primeira avalanche (que durou meses) e dos seus grandes prejuízos associados, os aliados conseguiram descodificar as mensagens de rádios dos U-boots. Curiosamente, essa quebra de desvantagem só foi tardiamente descoberta pelos próprios alemães. Werner-Karl Schmidt foi comandante do U-250. Este homem tornou-se conhecido por ter desaparecido da missão e de não ter deixado rasto aparente. Ainda hoje, a sua biografia aparece incompleta e sem explicação. A sua deserção foi abafada na imprensa alemã da época, de uma parcialidade triunfalista execrável. Que segredo esconde este facto? Schmidt tinha sido, ainda criança, figurante no filme A Montanha Sagrada, protagonizado por uma ainda jovem Leni Riefenstahl que lançava a sua carreira de atriz. As coincidências deste mistério adensam-se porque foi nas Olimpíadas de 1936 (que a então cineasta Leni Riefenstahl realizou soberbamente) que Schmidt conheceu o amor de sua vida. A campeã de lançamento de dar-


DESTAQUE

O VOTO AOS 16 ANOS


DESTAQUE

A proposta é lançada pelo Conselho Nacional de Juventude (CNJ) através de um seminário regional do projecto “Portugal Participa – Depende de Nós” que esteve recentemente na ilha Terceira, mais concretamente na Pousada de Juventude, em Angra do Heroísmo. O voto aos 16 anos é uma das bandeiras que o CNJ está a mobilizar recolhendo, de momento, contributos diversos, auscultações locais, opiniões variadas para estruturar a proposta.

TEXTO / Humberta Augusto haugusto@auniao.com

CONSULTÓRIOS EM Angra

Praia

Velas

Madalena

295214980

295512025

295412538

292623321

PUBLICIDADE

MARCAMOS CONSULTAS DE OFTALMOLOGIA


DESTAQUE

À revista U, o presidente do Conselho Nacional de Juventude, Ivo Santos, refere que a possibilidade de se alargar a idade eleitoral, para que os jovens a partir dos 16 anos possam deslocar-se às urnas, não deverá ser a meta, mas antes um ponto de partida: “essa é uma das propostas que está em

peito, seja nos conselhos consultivos de juventude, nos conselhos regionais de juventude, seja ao nível municipal, ou noutros. Ou seja, temos de estabelecer o princípio da co-gestão, onde os jovens participam nos processos de decisão”. Isto porque, acresce: “um dos

CNJ quer voto aos 16 anos

cima de mesa, entre outras, que visam aproximar os jovens da política. O voto aos 16 anos deve ser o culminar de um processo, de informação, de regulação, de capacitação dos jovens para a cidadania, que deve começar muito antes. A maior parte das conclusões que temos vindo a recolher apontam para essa vontade, mas não se trata de uma solução milagrosa”, adverte. Depois de já ter estado a 14 de Abril em Coimbra, a 12 de Maio em Angra do Heroísmo, o CNJ prossegue o projecto com outros seminários regionais em Faro (26 de Maio), no Funchal (2 de Junho) e em Lamego, Viseu (9 de Junho). OS JOVENS VS DEMOCRACIA Entre as principais preocupações do CNJ, que nasceu em 2005 de uma resolução de Conselho de Ministros, e que tem estado em articulação a nível europeu, no âmbito do quadro de cooperação em matéria de juventude, está agora a “participação”. Este é o eixo de acção que o CNJ desenvolver desde Julho de 2011 a Dezembro de 2012, uma vez que entre Janeiro de 2010 e Junho 2011 a prioridade foi para o “emprego”. “Queremos encontrar um regime de diálogo entre decisores políticos e os jovens para os inúmeros problemas que os jovens atravessam”. Nesse regime, adianta Ivo Santos, é preciso haver “participação dos jovens nos processos de decisão que lhes dizem directamente res-

dados que temos é o de que a participação dos jovem nas democracias, seja através das vias mais formais, nas eleições a nível nacional, regional, local, e a nível europeu – e mesmo a nível associativo –, tem vindo a diminuir. É importante combater essa relação que os jovens têm com a democracia”. RESOLUÇÕES EM SETEMBRO “Destes cinco encontros regionais que estamos a realizar, queremos encontrar um conjunto de resoluções que vamos debater, num evento nacional, que acontecerá em Braga, no mês de Setembro. Desse documento sairão algumas propostas, entre elas a do voto aos 16 anos”, informou o responsável pela CNJ que igualmente antecipou a questão da implementação do voto electrónico no país. Reconhecendo que há “muita dinâmica juvenil e associativa nos Açores”, o coordenador refere que “o Conselho Regional de Ju-

21 maio 2012 / 18


ventude seria uma excelente ferramenta para que os jovens dos Açores se pudessem, de certa forma, encontrar e organizar e criar uma dinâmica que promovesse a participação jovem e iniciativas da juventude para depois articular-se com o Conselho Nacional”. Mas deste encontro na ilha Terceira saíram ainda outras conclusões, nomeadamente a necessidade de investir no “apoio estrutural às organizações de juventude” e o “reconhecimento das organizações juvenis como parceiros privilegiados no desenvolvimento de políticas sociais”. No que à juventude açoriana diz particularmente respeito, o seminário ressalvou que é preciso “fazer discriminação positiva para o jovem habitante das regiões ultra periféricas (RUP’s), tendo em conta os condicionamentos geográficos” e que deve ser potenciada a “partilha de boas práticas entre governos regionais, centrais e a Europa”. FORMAR PROFESSORES E ALUNOS Os resultados do encontro na Pousada da Juventude em Angra apontam ainda para a “aposta na formação dos professores, proporcionando-lhes instrumentos úteis para leccionar a disciplina de educação cívica” e para o “certificar de competências que os jovens adquirem ao participarem nos programas para a juventude (youth pass regional)”. Além de os intervenientes terem apelado à “implementação de orçamentos participativos a todos os níveis”, outro dos resultados refere a “necessidade da comunidade escolar desenvolver assembleias escolares e envolver os alunos nas tomadas de decisão, como um momento de aprendizagem”. O seminário açoriano do projecto “Portugal Participa – Depende de Nós”, que contou com o apoio da Direcção Regional de Juventude dos Açores, faz parte de um programa que, sua totalidade, prevê a realização de cinco encontros regionais, um seminário nacional de três dias, duas publicações dedicadas ao tema da Participação e um website. Paralelamente a estas iniciativas, o processo de consulta aos jovens portugueses no âmbito deste ciclo do “Diálogo Estruturado” passa também pela realização de dois inquéritos, cujos resultados irão alimentar o debate europeu, visando um contributo para o trabalho das Presidências Europeias para a concepção das políticas europeias de juventude na área da juventude.

Comissão Nacional da Juventude reuniu em Angra


LOJAS

LEGENDA \\\ 01// loja do museu de serralves: http://www.serralves. pt/catalogo/entrada.php 02// hermitage: http://shop. hermitagemuseum.org/ 03// guggenheim: http:// www.guggenheimstore.org/

01//

02//

03//

04// 04// moma: http://www. momastore.org/museum/ moma/storecatalogdisplay_-1_10001_10451_ 05// the british museum: http://www.britishmuseumshoponline.org/ 06// the metropolitan: http:// store.metmuseum.org/

05//

06//

Revista U Rua da Rosa, 19 9700-144 Angra do Heroísmo tel. 295 216 222 / fax. 295 214 030 Email u@auniao.com Director Marco Bettencourt Gomes Editor Humberta Augusto Redacção Sónia Bettencourt, Humberta Augusto, Renato Gonçalves Design gráfico Frederica Lourenço Paginação Elvino Lourenço, Ildeberto Brito

Colaboradores desta edição Adriana Ávila, Antonieta Costa, Carmo Rodeia, Cristina Moscatel, Frederica Lourenço, Joaquim Neves, José Eduardo Franco, José Júlio Rocha, José Tolentino Mendonça, Juliana Couto, Laura Quinteiro Brasil, Luís Valadão, Miguel Rosa Costa, Paulo Brasil Pereira, Rildo Calado, Ruben Tavares, Rui Oliveira Soares, Teodoro Medeiros e Tomaz Dentinho Contribuinte nº 512 066 981 nº registo 100438 Assinatura mensal: 9,00€ Preço avulso: 1€ (IVA incluído) Tiragem desta edição 1600 exemplares Média referente ao mês anterior: 1600 exemplares

A UNIÃO PARA SER ASSINANTE, RECORTE E ENVIE ESTA FICHA Nome _____________________________________________________________________________________________ Morada ___________________________________________________________________________________________ Telefone _______________________________________ Contribuinte nº ______________________________ Freguesia ________________________________________________________________________________________ Assinatura: Mensal (9,00€)

Trimestral (27,00€)

Anual antecipada (91,80€)

Forma de pagamento:

Semestral (54,00€)

Anual Final (108,00€)

Transferência Bancária

Cobrador

Cobrança CTT

Local da Distribuição: Morada ___________________________________________________________________________________________ Freguesia ________________________________________________________________________________________ Código Postal ____________________________________________________________________________________ Rua da Rosa, 19 | 9700-171 Angra do Heroísmo | Tel: 295 214 275 | publicidade@auniao.com


HISTÓRIA E HERANÇA

Os Templários EA Ordem de Cristo

TEXTO / José Eduardo Franco *

Em 2012 assinala-se a passagem de 700 anos sobre uma data relevante do processo de extinção da célebre Ordem dos Templários ou da Ordem do Templo, cuja natureza e acção tem motivado a produção de um mar imenso de literatura de ficção e de cinema. Este interesse tem contribuído mais para mitificar os Templários do que para esclarecer, de forma distanciada e desapaixonada, o papel histórico desta Ordem Militar. O Ordem Militar do Templo, fundada em França, na região de Champagne, no ano de 1120 no contexto da realização do Concílio de Naplus, é uma das mais conhecidas ordens militares da Europa Cristã medieval criada para proteger os movimentos de peregrinação aos Lugares Santos do Cristianismo no médio oriente sob ascendência crescente do poderio de confissão islâmica. Os Templários nasceram primeiro na dependência dos Cónegos do Santo Sepulcro, vindo rapidamente a autonomizar-se com a liderança do seu primeiro Grão Mestre, Huges de Payns. A Ordem do Templo, ao lado de outras ordens militares como a de Santiago, a de Calatrava, a do Hospital e a de Avis, cooperava com os exércitos dos reis e senhores cristãos nas cruzadas contra o chamado “Infiel” tanto no Médio Oriente e como na Península Ibérica. O serviço prestado por estas instituições aos monarcas cristãs, com especial destaque para a Ordem do Templo, foi largamente recompensado com a atribuição de bens, nomeadamente terras, castelos e outras regalias, que as tornaram poderosas e influentes. Devido a vicissitudes várias e a factores que ainda hoje carecem de explicação cabal, a Ordem do Templo foi, há sete séculos, depois de quase duzentos anos de existência, submetida a um processo trágico que levou à sua extinção. Semelhanças houve com o que viria acontecer, mais tarde, com a expulsão da Companhia de Jesus de Portugal de Portugal pela mão de Pombal, e noutras monarquias europeias no século XVIII, acabando com a sua extinção universal

bastião português daS OrdeNS do Templo e de Cristo

em 1773 pelo papa Clemente XIV. O processo antitemplário foi liderado pelo Rei de França, Filipe, o Belo, que conseguiu a conivência do Papa de então, Clemente V, para considerar a Ordem do Templo culpada de desvios e faltas graves. De tal modo que o monarca francês logrou, embora hoje sem sabermos com certeza se com provas justas, obter do Papa a extinção desta Ordem e até a condenação das suas mais importantes lideranças, culminando com a morte na fogueira do seu último Grão-Mestre, Jacques de Molay, em 1314. Mas o processo tinha começada em 1308 com uma bula papal enviada aos príncipes cristãos para clarificar a situação dos Templários e declarar a necessidade da sua extinção, seguida

21 maio 2012 / 21


HISTÓRIA E HERANÇA

de outra bula, emitida em 1309, a ordenar a prisão dos Freires de Cristo e, finalmente, da bula Ad Providum, de março de 1312, a decretar a anexação dos significativos bens desta Ordem e a transferi-los para a posse da Ordem do Hospital. No entanto, D. Dinis, que então presidia ao trono de Portugal, resistiu a aceitar a directiva papal que mandava extinguir a Ordem do Templo, consciente do relevantíssimo serviço que tinha prestado e continuava a prestar na defesa e povoamento do território português. Através de uma acção diplomática bem sucedida conseguiu obter do Papa uma solução para acatar a extinção, não extinguindo de facto esta Ordem de elite, cuja dispensa não convinha à estratégia política do Reino de Portugal. A solução passou por comutar o nome. Mantiveram-se os mesmos efectivos, os mesmos bens e a estrutura organizativa, mas mudou-se o nome da Ordem. A Ordem passou a chamar-se Ordem de Cristo. Assim, com esta jogada de diplomacia, D. Dinis salvou os Templários que passaram a ser integrados na Ordem de Cristo, no fundo, o nome novo da Ordem do Tempo ou dos Cavaleiros de Cristo. Através da liderança de um dos mais famosos Grão Mestres da Ordem de Cristo, o Infante D. Henrique, Portugal ficou na história universal como o primeiro império global da humanidade e o pioneiro da construção da globalização. A Ordem de Cristo tutelou, no século XV, todo o processo de descobrimento de novos caminhos marítimos e de novos territórios e povos desconhecidos oficialmente, como consequência da política expansionista extraeuropeia promovida pela Dinastia de Avis fundada pelo Rei D. João I. Depois da conquista de Ceuta em 1415, o primeiro território descoberto oficialmente no Atlântico foi o Arquipélago da Madeira em 1419/20, ao qual sucedeu uma série de viagens que culminaram com a navegação de toda a costa africana, a passagem do temível Cabo das Tor-

Ruínas do Convento do Santo Sepulcro, em Trancozelos

mentas, a chegada à índia por via marítima (1498) e a descoberta oficial do Brasil em 1500. Estas viagens permitiram estabelecer a primeira grande rede imperial moderna sob domínio português em concorrência com aquilo que empreendia Espanha. Esta concorrência foi regulamentada sob os auspícios da Santa Sé e consagrada no Tratado de Tordesilhas em 1494 com a divisão do mundo em duas partes, à luz da teoria do Mare Clausum, de forma a conciliar as duas monarquias cristãs no que respeitava à superintendência dos territórios descobertos e a descobrir por estas duas grandes potências europeias. * Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

Castelo de Almourol, baluarte Templário no rio Tejo

21 maio 2012 / 22


FOTÓGRAFO

A Modern Portrait TEXTO / Sónia Bettencourt FOTO / Ruben Tavares

Há uma luta titânica entre o século e o resto de século Na minha boca reagem poucas crendices. Prefiro acreditar num sorriso reluzente, semelhante a um feixe de luz ou a um objecto dispendioso

como diamante, emitido através de um chip de silicone. As flores e os círios, que na sala aguardam-me quase vencidos, dependem de electricidade e ligação de rede dentro e fora de mim, com vários desejos pendentes… Pressiono o “OFF” como se quebrasse o encanto. Lanço o perfil e os poemas aos abutres – “something that kills keep me alive”, digo frente à máquina cuja memória provoca o imaginário de ti. É ficcional a morte e o assassino. E ainda o teu rosto suado de beleza e marcado de auto-estima em alta resolução – o brilho, tanto brilho, que da mentira se faz verdade e da ignorância se faz sabedoria, em dez línguas diferentes, alimentado pela engrenagem do movimento digital do pensamento. Há uma luta titânica entre o século e o resto de século, e, paredes meias, ergue-se-me o corpo, ainda que ao contrário do mundo, ávido por apostar todo o jogo no presente. O destino tornou-se arte tão menos expressa quanto inexpressiva. E os meus olhos fixos a acreditar.

21 maio 2012 / 23


PUBLICIDADE

Livraria

SEA

Livraria Obras Católicas

Rua Carreira dos Cavalos, 39 e 41 9700-167 Angra do Heroísmo • Telefone / Fax: 295 214 199


OPINIÃO

A VIDA COMANDA O SONHO COMANDA A VIDA TEXTO / Pe. José Júlio Rocha

Lembro-me do tempo em que sabia tudo. Quase toda a gente atravessa essa etapa fácil da vida em que já não é preciso aprender mais nada. Tudo faz sentido: a fé e a ciência, a razão e o sentimento e, como em «Tema para Margarida», a única divisão interior é entre Pico e Faial. O Pico das favas – um matulo com três cabeços no sopé da Serra do Cume – tinha uma vista poderosa sobre a Praia e a sua baia, ainda sem o molhe sul do porto. Era o meu reino, desenhado com silvas e grotas, canadas e cerrados (com c), um céu tingido de luz e sombras e aquelas vacas pachorrentas de olhares benévolos que ruminavam todo o santo dia sabe-se lá o quê. Por esses dias descia de casa até às «Coirelas», armado com um tarro e uma saca meia de folhas de milho no fundo, a dar de comer e tirar leite a uma vaca a que chamámos Calçada, o animal mais simpático que conheci. Nesse reino, aos dez anos, passava manhãs assombrosas, entre a imaginação e a realidade. Levava livros dentro da saca, e foi por esses anos que devorei Enid Blyton, Francis Finn, a «Viagem ao Centro da Terra» de Julio Verne e até um «Constantino Guardador de Vacas e de Sonhos» no qual eu me revi, sem ligar nenhuma ao neo-realismo de Alves Redol. Nos intervalos da escola, antes de descobrir que, em matéria de bola, tinha dois pés esquerdos e duas mãos direitas, metia-me com os mapas de parede, sagrados estendais de sabedoria, onde mergulhava para fugir aos rapazes do recreio, tão diferentes dos rapazes de dentro da sala. Li e imaginei como eram as cidades, de Viana a Faro, os rios, do Minho ao Guadiana, as serras, do Gerês ao Espinhaço de Cão, o nome mais badalhoco que se podia dar a uma serra, nada comparado com o Larouco, Montemuro ou Arrábida. Pelos doze anos cheguei ao topo da sabedoria. Na telescola, o televisor vomitou qualquer coisa relacionada com a U. R. S. S. e a professora, sem esperanças, perguntou à aula o que queria dizer aquela sigla. Levantei-me com uma pressa solene e rematei União das Repúblicas Socialistas Soviéticas sobre uma plateia que permaneceu sensivelmente na mesma, menos a professora que arqueou as sobrancelhas e com um ar de benévola aprovação concluiu a mais saborosa tese: «Credo, Júlio, tu sabes tudo!» Tudo o que eu queria ouvir na existência cabia naquele olhar, naquele sorriso, naquela frase da professora. Em casa, ainda dormente do entusiasmo escondido, relatei a meu pai que a professora dissera, diante de todos, que eu sabia tudo. O seu olhar duro e cansado, um dia de trabalho em pé, a constante preocupação com a doença da mãe, que tinha sido operada ao pulmão esquerdo, os quatro rapazes a crescer para sustentar, e aquele olhar silencioso a fazer um esforço pesado por sorrir, foram o meu sermão de penitência. E, no dia em que descobri que sabia tudo, também percebi, como no poema de Fernanda de Castro, que não sabia nada. O velho Manel Barbeiro nunca foi de sentimentos doces. Mas gramou uma vida inteira a cortar cabelos e barbas para criar quatro rapazes e dar-lhes futuro. E, quando o futuro se tornou presente e os quatro rapazes arremataram a sua vida, quando já podia, finalmente, ter tempo para si, a doença tomou-lhe conta do resto. Ainda hoje, quando vou lá a casa, sei que, se aguentar dez segundos abraçado a ele, começa a chorar, um pouco desorientado destas coisas da vida que, a ele, não lhe deu grande recompensa senão ver os filhos a crescer. Ele, que tudo sabia, hoje tudo pergunta. E eu, mais do que nunca, mais do que quando ainda não sabia ler, tantas vezes me vem à alma a vontade de lhe dizer «Ó pai, eu não sei nada!» 21 maio 2012 / 25


PARTIDAS

Ascender TEXTO / Laura Quinteiro Brasil FOTO / Luís Valadão

A maior parte do tempo estamos sozinhos. Sozinhos no mundo e na sua influência. Inúteis, não sabemos nem pensar nem sentir. E deixamos que o façam por nós. Sem a profundidade humana. Deixei, então, a origem e decidi subir, contigo, aquela montanha. Não esperava metas, apenas caminhar. Apenas chegar ao topo e depois descer. Queria-o porque estava contigo. Iria contigo onde fosses, embora perdida em mim: os enigmas do meu mundo tornavam-se imperceptíveis ao sentir o teu abraço. Mas subir significa não pensar. Subir a montanha é também deixar tudo o resto para trás. É deixar o tempo para além do espaço antigo. É mudar de mundo e transformarmo-nos. Ao subir perdemos a orientação simulada, perde-

mos a matéria exterior. Apenas ir, chegar lá acima e viver. Somos só nós, mas não estamos sozinhos. Somos um e outro. Somos nuvem – apenas uma – e pairamos no intervalo presente. Naquele interregno em que pisamos cada pedaço de terra que nos faz andar mais um pouco, que nos leva ao topo da montanha e do nosso mundo a dois. Ascendemos. E ao chegarmos ao cimo, não paramos de ascender. Continuamos vivos, no mundo das nossas pernas cansadas, da nossa fraca respiração, perdida de oxigénio. Somos unicamente cansaço, calor e sede. Sede de água e de nós. Aqui, só te quero agarrar em mim. Num abraço que é apenas isso, o próprio acto de abraçar, sem os preconceitos e as vontades do mundo. Aqui estou contigo. E sei que estás comigo. Numa superfície lunar que não é lua, um vento frio que não apaga. É um planeta perdido de todos os sistemas de sóis que possam existir. É o único ponto do universo. Mas conseguimos existir. É o nosso universo. Sem metafísicas ou coisas ousadas. Apenas vivemos num aspirar de pequenos momentos, numa dança entre todos os sentidos. Na totalidade do ser senciente. Sem pensar. Quando existimos só os dois, no topo, sem nada mais, tu és realmente


PARTIDAS

eu e eu sou realmente tu. Mas não nos transformamos. Damos as mãos e somos, simplesmente. E o pôr do sol é apenas isso. E a refeição é apenas isso. E vemos e ouvimos. E cheiramos e tocamos. E saboreamos a simplicidade e as cores que nos unem. É noite e está frio à volta dos nossos corpos. Adormecemos. Hoje, a lua está mais perto. Uma outra lua. O único ponto que nos diz ainda vivemos por aqui. Mas já nos esquecemos disso. No cume da montanha é possível viver. Sem mais nada, tudo é amor.

Subir a montanha é também deixar tudo o resto para trás. É deixar o tempo para além do espaço antigo. É mudar de mundo e transformarmo-nos. Ascendemos. E ao chegarmos

PUBLICIDADE

ao cimo, não paramos de ascender


ÓCIOS / OPINIÃO ENTRETENIMENTO / OPINIÃO

“Não há homem completo que não tenha viajado muito, que não tenha mudado vinte vezes de vida e de maneira de pensar.”

“Citação e/ou frase aqui.” Alphonse de Lamartine

CARTOON

F. S. QUESTIONÁRIO

CONCORDA A MA-

ÇONARIA COM A ABOINFLULIÇÃO ENCIADEA POLÍTICA QUATRO PORTU-FEGUESA? RIADOS? SIM SIM

NÃO NÃO

ONLINE

AS MAIS VISTAS

Mundial na Terceira Título Aqui PROVA PARA ATLETAS COM SÍNDROME DE DOWN

31,40%

68,60%

Reitoria quer mínimo de 20 alunos no 1.º ano Título Aqui CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO PODEM ACABAR EM ANGRA

I am a fan of

RUI SOARES TEXTO / Frederica Lourenço

O Rui é um daqueles artistas da new generation, carregadinho de talento e que até tem - imagine-se! - jeito para a fotografia. Gosta de se intitular de fotojornalista, aquele grupo de fotógrafos à parte que gostam de ir onde está a acção e fazer disparar as câmaras desenfreadamente até terem A fotografia que - um dia, quem sabe - lhes irá dar um prémio internacional ao nível de um world press photo. Tem talento e sabe-o. Não perde tempo com falsas modéstias e, talvez por isso, vai-nos presenteando com trabalhos cada vez melhores. Terminou o curso há pouco mais de um ano e estabeleceu-se como freelancer, dividindo o seu tempo entre Lisboa e os Açores, de onde é natural. É colaborador frequente do Jornal Público, e já passou pelo jornal com o melhor design do mundo. O seu trabalho pode ser visto em http://cargocollective.com/ruisoares. 21 maio 07 maio 2012 2012 // 28 28


CULTURA

CONCERTO E AULA O guitarrista terceirense Ruben Bettencourt vai dar um concerto e uma masterclass de guitarra clássica nos dias 26 e 27 de Maio na Academia da Juventude e das

DOSE DUPLA Artes na Praia da Vitória. O concerto está agendada para as 21h30 do dia 26, enquanto a masterclass terá lugar entre as 10h00 e as 13h00 e das 15h00 às 20h00.

RUBEN BETTENCOURT As inscrições podem ser feitas através do mail academia@cmpv.pt, no site www.cmpv.pt/academia ou através do facebook em www.facebook.com/academiadejuventude. Ruben Bettencourt tem um doutoramento em música pela Universidade de Aveiro e um “Master in Music” no prestigiado Conservatório de Maastricht na Holanda.

TROCA de livros Mais de três centenas de livros de autores portugueses vão estar disponíveis para troca amanhã, às 10h00, na Praça Francisco Ornelas da Câmara, numa iniciativa promovida pela Câmara Municipal da Praia da Vitória, através da Biblioteca Silvestre Ribeiro. A iniciativa, intitulada “Dar Uma Nova Casa ao Seu Livro” e preparada para assinalar o Dia do Autor Português, permitirá que cada visitante troque livros que possui por livros disponíveis na banca montada na Praça Francisco Ornelas da Câmara. Os livros à disposição são exemplares repetidos do acervo da Biblioteca Municipal Silvestre Ribeiro. Estarão disponíveis livros de Alice Vieira, Clara Pinto Correia, José Jorge Letria, Cristóvão de Aguiar, Teófilo Braga, Raúl Brandão, Luís de Camões, Camilo Castelo Branco, David Mourão-Ferreira, Almeida Garrett, Alexandre Herculano, Agustina Bessa-Luís, Vitorino Nemésio, Fernando Namora, Eça de Queiroz, Miguel Torga, Pe. António Vieira, entre outros. 21 maio 2012 / 29

Extensão IndieLisboa TEXTO / Miguel Rosa Costa *

Entre 12 e 19 de Maio decorreu a sexta extensão do festival IndieLisboa na ilha Terceira, organizado pela Associação Cultural Burra de Milho. Em Outubro de 2006 já se trabalhava na extensão de 2007, e a 4 de Maio de 2007, decorreu a primeira sessão, com os filmes Graceland (Tailândia) e Life in Loops (Áustria), dos quais houve um grande feedback do público presente, quer pela frescura, quer pela criatividade. A extensão tem contado desde o início com o apoio da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Culturangra, DRaC e DRJ, sem os quais não seria possível a organização do evento. Numa lógica de partilha e parceria, foi possível levar a extensão a outras ilhas do arquipélago, em 2008 no Faial (Cine Clube da Horta) e São Miguel (Associação Cultural CIMA), e em 2009 na Graciosa (Associação de Jovens da Ilha Graciosa). Esta 6.ª extensão surgiu num formato diferente das realizadas anteriormente, uma vez que se estendeu ao longo de oito dias, e contemplou uma festa de apresentação, uma sessão especial do Amostra-me Cinema Português, mais sessões para o público infantil, e o dobro das sessões que em anos anteriores (seis). Desde a primeira edição, já passaram mais de 4000 espectadores pelas salas do Centro Cultural em sessões do IndieLisboa, sendo uma grande parte desses números, crianças com menos de 10 anos de idade, nas sessões IndieJúnior. Foram exibidos 91 filmes, longas e curtasmetragens, entre ficção, documentário e animação, originários de 29 países, entre os quais, Portugal, EUA, Suécia, Brasil, Tailândia, Argentina, China ou Roménia. Durante estes breves, mas intensos dias, o IndieLisboa traz de facto o mundo à Terceira. * Associação Cultural Burra de Milho


CULTURA

A Jigsaw TEXTO / Adriana Ávila

Coletivo português, formado em Coimbra inicialmente pelo trio João Rui, Jorri e Susana Ribeiro. Os A Jigsaw são um grupo multi instrumentista incluindo uma guitarra, harmónica, banjo, contra-baixo e alguns instrumentos construídos por elementos do próprio grupo. Os A Jigsaw existem desde 1999, com sons mais próximos do pop rock, mas um pouco depois do lançamento do seu primeiro EP “From Underskin”, associaram-se ao blues folk, nitidamente inspirados em grandes referências musicais como Johnny Cash, Bob Dylan, Leonard Cohen ou Nick Cave. Em cada música transmite-se uma história com personagens características assumindo a escrita musical como se de um livro se tratasse, sendo

DRUKEN SAILORS & HAPPY PIRATES a literatura e o cinema grandes influências. Com quatro álbuns lançados até à data, este grupo andou em digressão pela Europa no último ano com maior destaque no seu último trabalho “Drunken Sailor & Happy Pirates” de 2011.

ROCK IN RIO Dia 25 o Rock in Rio regressa a Lisboa, numa edição que tem como grande destaque a presença de Bruce Springsteen (3 de Junho). Stevie Wonder, Metallica, The Smashing Pumpkins e Lenny Kravitz são outras das confirmações que vão atrair muita gente ao Rock in Rio 2012.

STAND UP O Roteiro Cultural pelas freguesias, uma organização da Culturangra, prossegue no dia 26 Maio, na Sociedade Recreativa do Raminho com uma apresentação de “Anedotas e outras coisas tolas” pelo grupo Stand Up Açores. O espectáculo assinala o 2.º aniversário do colectivo de humoristas açorianos, composto por Pedro Oliveira, José Fernando, Romeu Oliveira, Ricardo Martins e Marco Toste.

URBANO explica

PUBLICIDADE

O Museu de Angra do Heroísmo leva a cabo nos dias 25 e 26 de uma acção de dinamização da exposição “Antologia Breve”. No dia 25 tem lugar “À Conversa com Urbano” uma: sessão aberta com o artista na Sala Dacosta destinada a alunos de História de Arte e Ensino Artístico. A 26 de Maio, das 15 às 17h30, visita comentada por Urbano à exposição, seguida de uma apresentação dos cadernos de viagens que estão na origem de alguns dos quadros expostos.


OPINIÃO / AGENDA

ARRANHACÉUS EM MADEIRA TEXTO / Rildo Calado

Projectada pelo arquitecto canadiano Michael Green, esta torre irá ter 30 andares, e será o arranha-céus mais sustentável da história, a serconstruído em Vancouver, no Canadá. A estrutura principal do edifício seria composta por vigas de madeira laminadas, conjugadas com fibras de madeira colocadas sob pressão que, num determinado ângulo, garantem a solidez do edifício. Segundo o arquitecto, o potencial de mercado deste tipo de edifícios é enorme, pois não só irá revolucionar a indústria da construção civil como resolver os principais desafios das alterações climáticas, urbanização e desenvolvimento sustentável, contribuindo significativamente para a necessidade de construção de habitação em todo o mundo. mais informações: http:// www.mgb-architecture.ca/

DIA 26 EM HERE ANGRA HEADLINE Dia 26aut de quidebis Maio, ThedisClosing Doors, álbum de nosseestreia Lores nitatem et que pel ime dos October Flight será oficialmente na quam, officae cesecto etum rae apresentado quibus acesto terra natal dos cinco elementos – Angra do Heroísmo. quaspiet faccum iligenimi, sam et, quidebitis antia

TITLE HERE

OCTOBER FLIGHT

Pelas 21h30 a consebanda dolorestibus sobe ao palco do quate int entus granquo de auditóriodolo do Centro doluptiatus earum Cultural e de Congresrem arum volora vita sos para o concerto de arum reictissi utatae. lançamento do álbum. Et aborero cone etur, Durante o mês de Junho os October Flight estacuptatem que comrão em digressão moluptas quiae et,pelo vepaís. Datas e locais liqui accusam facculpa

TITLE HEREDOORS CLOSING anunciar ariorum brevemente. vel il es volor simus, core quistib eribus The Closing Doors é composto por 12 arum temasquiant. inspivoluptis earum vendae cum exerum rados nas experiências de vida mais marcantes dos Ehendit, sinto verovitio. Ut est, ut incid quas inullor membros da banda. estiusa picaboremque nonsed quibearum que est, Segundo Flávio Cristóvam, vocalista da banda, em enquiasped eos poreptas doloriti omnimpotrevista àU deauditem 14 de Maio, “o disco é como uma hisriate invellaut expediciis quias mos sam alite quid tória encadeada por 12 capítulos que se assentam na temática quas ella de Litsonhar”. et qui debis magnates dolupta erfe

21 maio 07 maio 2012 2012 // 31 31

Se estiver por S. Xeratem quost Miguel, autemos Carminho dipsam actua no dia 25 de ut imagnam, offic Maio no Teatro Micatotatur? Quiditam elense. alia iducidentia siAcaba de lançar o tias millupis et omseu álbum, nim segundo ex enis as eost “ALMA”, o eosaperalcançou ibeaquo primeiro ma del ipislugar dolornos ad tops eument,portugueses con corcom edições simulectatiam dolorese tâneas em Portugal, pratiant quam que Espanha e Finlândia. volo molorro ex et Com “Perdoname”, vit qui ditessuncom Pabloella Alborán, di unte nate tornou-se nobitatemna primeiquis ra artista portuguesa quossimodia quis a atingir o número delisci psapedi1 do top espanhol. beritem ilit quis inCarminho, consivenis consequ underada «a most, maior dignam aut revelação do eium fado cum fugition da última eratur res década», ipsamus editou o eatum em etur 2009 sapitat seu primeiro álbum iaecaep udaera«Fado», nomeado tiatur aditatis nopela britânica bitibrevista usante qui as Songlines rersperae como latis um ex dos dez “Best Album exerae. Ipicipitium 2011”. que et, quatur res


E-mail: clipraia@gmail.com • Telefone: 295 540 910 • Fax: 295 540 919

Área Clínica Análises Clinicas Anestesiologia Cardiologia Cirurgia Geral

Médicos Laboratório Dr. Adelino Noronha Dr. Pedro Carreiro Dr. Vergílio Schneider Dr. Rui Bettencourt

Cirurgia Vascular

Dr. Fernando Oliveira

Cirurgia Plástica

Dr. António Nunes

Clínica Geral

Medicina Dentária

Dermatologia Endocrinologia

Gastroenterologia

Ginecologia/Obstetícia

Medicina Interna Medicina do Trabalho Nefrologia Neurocirurgia Neurologia Neuropediatria Nutricionismo Otorrinolaringologia Pediatria

Dr. Domingos Cunha Dr.ª Ana Fanha Dr.ª Joana Ribeiro Dr.ª Rita Carvalho Dr. Rui Soares Dr.ª Lurdes Matos Dr.ª Isabel Sousa Dr. José Renato Pereira Dr.ª Paula Neves Drª Paula Bettencourt Drª Helena Lima DrªAna Fonseca Dr. Lúcio Borges Dr. Miguel Santos Dr.ª Cristiane Couto Dr. Eduardo Pacheco Dr. Cidálio Cruz Dr. Rui Mota Dr. Fernando Fagundes Dr.ª Andreia Aguiar Dr. João Martins Dr. Rocha Lourenço Dr.ª Paula Gonçalves

Doenças de Crianças

Dr.ª Patrícia Galo

Pneumologia

Dr. Carlos Pavão

Podologia

Drª Patrícia Gomes

Psicologia

Dr.ª Susana Alves Dr.ª Teresa Vaz Dr.ª Dora Dias

Psiquiatria

Dr.ª Fernanda Rosa

Imagiologia (TAC/ECOGRAFIA/Ressonância Magnética) Neuroradiologia (TAC/Ressonância Magnética)

Dr.ª Ana Ribeiro Dr. Miguel Lima Dr. Jorge Brito Dr.ª Rosa Cruz

Reumatologia

Dr. Luis Mauricio

Terapia da Fala

Dr.ª Ana Nunes Dr.ª Ivania Pires

Urologia

Dr. Fragoso Rebimbas


revista U 10