Issuu on Google+

Especial Usinagem 2010

Distribuição gratuita

A revista do Anuário das Indústrias

Ano 5 - Edição nº 31 - Outubro de 2010 Publicação

Acesse o portal:


editorial

mercado empresarial A revista do Anuário das Indústrias

Já melhorou, mas as dificuldades ainda são muitas

expediente Coordenação: Mariza Simão Redatora: Sonnia Mateu - MTb 10362-SP contato: sonniamateu@yahoo.com.br Colaboraram nesta edição: Irineu Uehara e João Lopes Diagramação: Lisia Lemes Arte: Vladimir A. Ramos, Ivanice Bovolenta, Cesar Souza, José Francisco dos Santos, José Luiz Moreira, Edmilson Mandiar, Gustavo Monreal. Distribuição: Feira e Congresso Usinagem 2010 VI Edição Impressão: RR Donnelley Matriz: São Paulo - Rua Martins Fontes, 230 - Centro CEP 01050-907 - Tel.: (11) 3124-6200 - Fax: (11) 3124-6273 Filiais: Araçatuba - Rua Floriano Peixoto, 120 1º and. - s/ 14 - Centro - CEP 16010-220 - Tel.: (18) 3622-1569 Fax: (18) 3622-1309 Bauru - Centro Empresarial das Américas Av. Nações Unidas, 17-17 - s 1008/1009 - Vila Yara - CEP 17013-905 - Tel.: (14) 3226-4098 / 3226-4068 Fax: (14) 3226-4046 Osasco - R. Natanael Tito Salmon, 365 - 2º and. sls 1 e 2 - Cep.: 06016-075 - Tels.: (11) 3682-2865 / 3683-7868 Piracicaba: Sisal Center: Rua 13 de Maio, 768, sl 53 5ª andar - Cep.: 13400-300 - Tel.: (19) 3432-1524 - Fax.: (19) 3432-1434 Presidente Prudente - Av. Cel. José Soares Marcondes, 871 - 8º and. - sl 81 - Centro - CEP 19010-000 Tel.: (18) 3222-8444 - Fax: (18) 3223-3690 Ribeirão Preto - Rua Álvares Cabral, 576 -9º and. cj 92 - Centro - CEP 14010-080 - Tel.: (16) 3636-4628 Fax: (16) 3625-9895 Santos - Rua Leonardo Roitman, 27 - 4º and. cj 48 Santos - SP - CEP.: 11015-550 Tel.: (13) 3224-9326 / 3232-4763 São José do Rio Preto - Rua XV de Novembro, 3057 3º and. - cj 301 - CEP 15015-110 Tel.: (17) 3234-3599 - Fax: (17) 3233-7419 O editor não se responsabiliza pelas opiniões expressas pelos entrevistados.

E

m 2010, graças à reação do mercado interno, os números do setor de usinagem vêm dando mostras de uma performance satisfatória, derivada do aquecimento tanto nos níveis de demanda quanto nos de investimentos. No primeiro semestre, conforme a Abimaq, houve alta de 16,7% nas receitas sobre igual período de 2009, que somaram R$697,01 milhões. Para o ano inteiro, as projeções sugerem uma taxa positiva oscilando entre 15% e 25%. Entre os fatores que auxiliaram a retomada está o poder de alavancagem da indústria automotiva, que obrigou a cadeia de fornecedores a reforçar suas capacidades de usinagem, seja pela recontratação de mãode-obra recém-demitida, seja pela aquisição de equipamentos novos. Outro impulsionador foi a redução temporária, por parte do Governo, da carga tributária sobre bens como veículos e eletrodomésticos, entre outros. Na esfera das políticas públicas, vem trazendo alento a linha de crédito aberta pelo Finame-PSI (Programa de Sustentação do Investimento), do BNDES: os níveis mais reduzidos de juros cobrados no PSI estão permitindo ao setor concorrer com os equipamentos importados. Entretanto, embora esteja se recuperando do enorme baque sofrido em 2009, o setor defronta-se hoje com uma queda contínua nas exportações e uma forte concorrência dos equipamentos importados, fatores que impõem sérios desafios à sobrevivência dos fabricantes do ramo. A maré favorável só em parte logrou contrabalançar os efeitos funestos do desequilíbrio da balança comercial na performance das empresas, induzido pelo chamado “Custo Brasil” e pela apreciação do real. A usinagem é uma vertical econômica com singularidades que a tornam muito vulnerável às ondas de choque de uma crise. Máquinas-ferramenta são, na maior parte das vezes, commodities, produtos de série, ou de prateleira, entregues com relativa rapidez. Quando há redução das atividades, os empresários deixam de investir nos bens mais fáceis de obter, que são os que a usinagem produz, por isso, a crise tem impacto maior sobre o segmento. Na realidade, o quadro atual do comércio externo vem gerando uma verdadeira gritaria em toda a área de bens de capital. As exportações encontram-se fragilizadas, acumulando resultados pífios, e acirrou-se a competição interna com os equipamentos importados, agravando um processo que a Abimaq não hesita em classificar, oficialmente, como sendo de “desindustrialização silenciosa” do País. Em outras palavras, é preciso que o governo implante uma estratégia de desenvolvimento de longo prazo, que tire máximo proveito das potencialidades do País. Para tanto, mecanismos de sustentação financeira, como os aportados pelo BNDES, são tidos como essenciais.

Mercado Empresarial

3


sumário

4

Panorama do setor

06

Cases & Cases

Setor de usinagem se recupera, mas... haja fôlego!

28 29

Emmeti contribui com criação de norma da ABNT FIESP lança aplicativo para empresas industriais

Pesquisa

42

Fabricantes se defrontam com sérios desafios.

Manufatura Industrial: tecnologias avançadas podem ser menos eficientes no uso de energia

Tecnologia

44

Gestão

16

Empregados empreendedores?

Destaque

47

Evento

18

Consolid apresenta tecnologia inédita para indústria de alimentos

Usinagem 2010 - Contato direto com o que há de mais avançado no setor

Meio Ambiente

50 53

Economia

20 21 23

Estoques da indústria ficam acima do esperado Indústria brasileira precisa de 60 mil engenheiros por ano

54

Pagar com cartão agora é mais seguro

57 58 60

D&D Manufatureira - qualidade, confiabilidade e credibilidade em aços inoxidáveis

Romi atinge a marca de 150 mil máquinas produzidas

Fascículo Meio Ambiente - Vol.5

Economia verde é alternativa ao hiperconsumismo, diz professor

Certificação Aqua gera valorização para empreendimentos

Qualidade

Mercado

26

Materiais verdes diminuem o custo das montadoras

Sustentabilidade

Desenvolvimento

25

Parnox - Sinônimo de alta tecnologia, qualidade e resistência em fixadores

Nesta edição:

ISO 14.000: a norma da empresa que pensa no futuro sem abandonar o presente

Dicas de Leitura Vitrine - Produtos e lançamentos do setor

Desenvolvimento Sustentável


6

panorama do setor

Setor de usinagem se recu N ão há dúvida de que o setor de usinagem vem se recobrando do enorme baque sofrido em 2009, graças à reação do mercado interno e à alta nas vendas. Porém, este nicho especializado de atuação, bem como o conjunto da indústria brasileira, defronta-se hoje com uma queda contínua nas exportações e uma forte concorrência dos equipamentos importados, fatores que impõem sérios desafios à sobrevivência dos fabricantes do ramo. O atual dinamismo da economia, ao se espraiar por múltiplos segmentos que empregam intensivamente máquinas-ferramentas, vem dando fôlego às encomendas, verificando-se uma retomada palpável nos níveis de investimento, com apoio decisivo de linhas de crédito oficiais. Esta maré favorável, no entanto, só em parte logrou contrabalançar os efeitos funestos do desequilíbrio da balança comercial na performance das empresas, induzido pelo chamado “Custo Brasil” e pela apreciação do real (ver mais detalhes a respeito deste tema no texto “Riscos para o parque produtivo nacional”).

Fazendo-se uma breve retrospectiva, os negócios com usinagem, vencida a etapa mais adversa da crise econômico-financeira global na primeira metade do ano passado, iniciaram uma gradual recuperação a partir do segundo semestre. Esta movimentação, contudo, se revelou insuficiente para salvar os balanços. As empresas deste segmento, em 2009, amargaram uma contração de nada menos que 40,3% no faturamento nominal – que foi de R$ 1,379 bilhão – no cotejo com 2008, de acordo com a Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos). Em 2010, o ritmo de expansão ganhou ímpeto e os números até aqui vêm dando mostras de uma performance satisfatória, derivada do aquecimento tanto nos níveis de demanda quanto nos de investimentos. No primeiro semestre, conforme a Abimaq, houve alta de 16,7% nas receitas sobre igual período de 2009, que somaram R$ 697,01 milhões. Para o ano inteiro, as projeções feitas pelos fabricantes sugerem uma taxa positiva oscilando entre 15% e 25%.


mercado empresarial

panorama do setor

pera, mas... haja fôlego! “A retomada da economia tem estimulado os clientes a substituírem máquinas velhas por novas”, assinala Sergio Cardoso Coca, diretorpresidente da Sanches Blanes e vice-presidente da CSMF (Câmara Setorial de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura) da Abimaq. Nesse sentido, vários segmentos compradores têm engrossado os pedidos em carteira, como o automotivo, de autopeças, processamento de madeira, sucroalcooleiro, aeronáutico (este recuperando-se aos poucos da crise da Embraer), petróleo e gás, bombas, linha branca, entre outros.

Montadoras elevam pedidos

Alfredo Griesinger, diretor geral da Heller Máquinas Operatrizes e vice-presidente da CSMF, ressalta, em especial, o poder de alavancagem da indústria automotiva, que ostenta níveis muito aquecidos de demanda e segue quebrando recordes sucessivos de produção e vendas. “Isto obrigou a cadeia de fornecedores a reforçar suas capacidades de usinagem, seja

pela recontratação de mão de obra recémdemitida, seja pela aquisição de equipamentos novos”. Outro impulsionador relevante dos negócios, conforme o executivo, foi a redução temporária, por parte do Governo Federal, da carga tributária sobre bens como veículos e eletrodomésticos, entre outros. Na esfera das políticas públicas, um vetor essencial que vem trazendo alento às atividades é a linha de crédito aberta pelo Finame-PSI (Programa de Sustentação do Investimento), do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). “Se não fosse esta iniciativa, nós estaríamos no chão. Os níveis mais reduzidos de juros cobrados no PSI estão nos permitindo concorrer com os equipamentos importados”, pondera Coca. O programa oferece financiamentos com juros fixos de 5,5% ao ano (antes de julho, eram de 4,5%) – uma taxa praticamente negativa se for descontada a inflação anual –, com dois anos de carência e até 10 anos para quitação, acenando ainda com a possibilidade de financia-

“A retomada da economia tem estimulado os clientes a substituírem máquinas velhas por novas”

Sergio Cardoso Coca, diretor-presidente da Sanches Blanes e vice-presidente da CSMF da Abimaq

7


8

panorama do setor

“Os financiamentos não têm crescido muito, com concessões tímidas e muita seletividade por parte das poucas instituições que ofertam crédito para o segmento”

Andreas Meister, diretor-presidente da Ergomat.

mento de até 30% em capital de giro. Griesinger observa, a propósito, que este regime de funding introduziu, pela primeira vez no Brasil, níveis de juros alinhados aos do mercado internacional. “Depois de muitos anos, temos uma política de financiamento que realmente tem feito a diferença”, afirma ele. Atendendo a um pleito da Abimaq, o programa foi prorrogado até o fim deste ano. Os recursos disponibilizados para os seis meses adicionais do programa (de julho a dezembro) são da ordem de R$ 80 bilhões. E agora as empresas se mobilizam para que os repasses de crédito se estendam até 2011. Fundos como esses adquirem criticidade ainda maior se for notado que os bancos privados, segundo os executivos entrevistados por Mercado Empresarial, continuam batendo pé nos juros altos e nos prazos curtos para liquidação dos empréstimos. “Os financiamentos não têm crescido muito, com concessões tímidas e muita seletividade por parte das poucas instituições que ofertam crédito para o segmento”, opina Andreas Meister, diretor-presidente da Ergomat. Os demais bancos públicos, por sua vez, impõem condições rígidas para abrirem os cofres, como pagamento em dia de impostos e contribuições. “As empresas não passaram incólumes pela crise e por isso não conseguiram honrar os débitos”, constata Coca. No âmbito do próprio Finame, revela ele, está havendo retardos na liberação de pagamentos: “As máquinas ficam prontas mas seguem paradas nos estoques porque os clientes não recebem os créditos”.

Em defesa do segmento

Alguns setores da sociedade e da mídia vêm acusando o BNDES de aplicar mal seus recursos ao subsidiar a produção. Entretanto, no entender de Roberto Michael Schaefer, membro do Conimaq (Conselho Nacional da Indústria de Máquinas e Equipamentos) e vice-presidente do CSMF, estas críticas são inteiramente infundadas “Se não fosse o PSI, metade do setor já teria fechado as portas”, salienta. Schaefer esgrime um argumento estatístico para situar a relevância do programa oficial – em 2008, apenas 15% dos clientes receberam financiamentos, ao passo que em 2010 este percentual pulou para 50%. “Esta, portanto, é uma política estratégica do País, em defesa do parque produtivo local”, pontua ele. De resto, a usinagem é uma vertical econômica com singularidades que a tornam muito

vulnerável às ondas de choque de uma crise. Basta perceber que o comportamento desta seara, com o já mencionado recuo de 40,3% nas receitas em 2009, foi bem pior do que o registrado no conjunto da área de bens de capital, que teve uma retração mais amena, na casa dos 20%. Como explica Meister, máquinas-ferramenta são, no mais das vezes, commodities, isto é, compõem produtos de série, ou de prateleira, entregues com relativa rapidez. “Quando há


mercado empresarial

panorama do setor

e multinacionais, fabricantes de máquinas, equipamentos e acessórios. Este ramo gera no presente momento cerca de 7.600 empregos diretos. Outro aspecto a considerar neste balanço é que, apesar do horizonte menos tempestuoso em 2010, os players não cansam de reiterar que os bons indicadores de hoje têm de ser relativizados na medida em que a base de comparação, qual seja, o ano de 2009, foi simplesmente catastrófica. Em síntese, 2010 será melhor que 2009, mas ficará muito aquém de 2008. Nesta linha de raciocínio, não se pode esquecer que, em decorrência do sofrível desempenho no ano passado, o setor acabou por se descapitalizar. “As empresas tiveram de consumir capital de giro ao longo de 2009 e início deste ano para conseguir sobreviver”, sublinha Sergio Coca. Um novo foco de inquietação vem do fato de que o mercado interno começa agora a emitir sinais de relativo arrefecimento. As sucessivas altas recentes nos juros promovidas pelo Banco Central e a contenção no ritmo dos investimentos começam a gerar sequelas negativas nas carteiras. Além do mais, existe a possibilidade de saturação de alguns áreaschave que dependem de máquinas-ferramenta: “As montadoras continuam encomendando em vista do boom nas vendas de automóveis, mas até quando isso vai durar?”, indaga Meister, da Ergomat.

redução das atividades, os empresários deixam de investir nos bens mais fáceis de obter, que são os que produzimos, diferentemente do que se verifica com as máquinas especiais, que são desenhadas sob encomenda e exigem prazos de entrega longos. Por isso, a crise tem impacto maior sobre o nosso segmento”, pormenoriza ele. Numericamente, a Câmara Setorial de Máquinas-Ferramenta é composta por 182 associadas, entre elas empresas nacionais

“Se não fosse o PSI, metade do setor já teria fechado as portas”

Roberto Michael Schaefer, membro do Conimaq (Conselho Nacional da Indústria de Máquinas e Equipamentos) e vicepresidente do CSMF

A indústria automotiva ostenta níveis muito aquecidos de demanda e segue quebrando recordes sucessivos de produção e vendas.

9


10

panorama do setor

Riscos para o parque produtivo

U

m tema candente vem galvanizando as atenções do setor de máquinasferramenta, bem como de toda a área de bens de capital, gerando uma verdadeira grita: é o quadro atual do comércio externo. As exportações encontram-se fragilizadas, acumulando resultados pífios, e acirrou-se a competição interna com os equipamentos importados, agravando um processo que a Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas) não hesita em classificar, oficialmente, como sendo de “desindustrialização Em 2007, 45% das silenciosa” do País. O recuo nas vendas de máquimáquinas-ferramenta nas-ferramenta ao Exterior teve adquiridas no País eram sequência no primeiro semestre de importadas; em 2009 o 2010, quando houve uma diminuição de 24% nas receitas – que fopercentual saltou ram de US$ 56,375 milhões FOB para 70%. – em relação a idêntico período de 2009, de acordo com os cálculos da Abimaq. As importações, embora tenham declinado 16,8% de janeiro a junho, redundaram na soma de US$ 467,95 milhões FOB, marcando um forte contraste com os valores das exportações. A discrepância contida nas cifras atinentes às vendas e às compras externas fica ainda

mais evidenciada quando se vislumbram os resultados gerais dos anos anteriores, também computados pela Abimaq (em reais). Assim, em 2009, tivemos R$ 342,33 milhões em exportações, contra R$ 2,33 billhões em importações. Em 2008, os números foram, respectivamente, de R$ 453,34 milhões e R$ 3,035 bilhões. Frente a este panorama, Alfredo Griesinger, diretor geral da Heller Máquinas Operatrizes e vice-presidente da CSMF, vocaliza o sentimento de seus pares: “A capacidade dos fabricantes nacionais de competir no mercado internacional vem caindo drasticamente. Nos últimos anos, exportar tem se tornado um sonho quase proibido, enquanto a importação vem ganhando uma força sem precedentes. Mais e mais, os brasileiros vêm sofrendo a concorrência de produtos que são trazidos por preços muito inferiores e sob circunstâncias, no mínimo, duvidosas”. Esmiuçando o diagnóstico, o setor, na ótica dos entrevistados por Mercado Empresarial, está às voltas com a perda de competitividade sistêmica acarretada pelo próprio governo. As estatísticas coligidas pela Abimaq atestam a gravidade deste fenômeno: em 2007, 45% das máquinas-ferramenta adquiridas no País eram importadas, ao passo que em 2009 o percentual saltou para 70%.


mercado empresarial

nacional Roberto Michael Schaefer, membro do Conimaq (Conselho Nacional da Indústria de Máquinas e Equipamentos) e vice-presidente do CSMF, ressalta que, entre os importados de baixa qualidade técnica desovados aqui, a maioria provêm da China. Ele informa que, se em 2008 as máquinas daquele país respondiam por 2% do mercado, hoje a fatia está superando os 12%. Em contraposição, o share dos equipamentos alemães, detentores de alta tecnologia embarcada, declinou de 16% para 12% no mesmo espaço de tempo. “O dado é que os produtos chineses são subsidiados pelo governo de lá e estão ingressando no País a preços de ferro velho”, critica ele.

Importação de máquinas usadas

Não bastasse a situação por si só já difícil, máquinas usadas provenientes do Exterior começaram a ser despejadas em grande quantidade na praça, depois que as importações destes itens foram liberalizadas. Calcula-se que os volumes mais do que dobraram em relação a 2009. “Com todos estes revezes, o conhecimento e expertise acumulados pela nossa indústria está se perdendo”, lamenta Schaefer.

panorama do setor

Batendo na mesma tecla, Alfredo Griesinger frisa que este gênero de importação, apesar de vedado pela lei, é cada vez mais praticado: “Trata-se de equipamentos que, em sua maioria, estão sendo sucateados em seus países de origem por falta de demanda e de atualização tecnológica e estão sendo trazidos ao Brasil de forma muito discutível. Isso vai na contramão da modernização tecnológica, da segurança do trabalhador e das questões ambientais”. O tão citado “Custo Brasil” e o câmbio sobrevalorizado vêm minando, segundo os entrevistados, a nossa capacidade competitiva. Um recente estudo da Abimaq, por sinal, comprovou que o ambiente produtivo brasileiro torna nossas máquinas e equipamentos 44% mais caros do que os fabricados na Alemanha ou Estados Unidos. Ou seja, se uma empresa daqueles países trouxesse sua linha de montagem para cá, seus produtos custariam, da noite para o dia, 44% a mais. “Neste percentual, são computados vários elementos, tais como impostos, juros, mão-de-obra, logística, entre outros”, explicita Schaefer. O que não dizer então se a comparação fosse feita com a China? “Provavelmente, um fabricante chinês produzindo aqui veria seus preços dobrarem”, estima ele. A juízo de Griesinger, o empresariado “permanece refém de situações arraigadas profundamente no nosso modelo de país, de ordem política, de ordem tributária, de carência de infra-estrutura adequada, de burocracia excessiva e de entraves de todo tipo”. O “Custo Brasil”, denuncia ele, “vem sufocando o nosso potencial de crescimento não apenas como setor, mas como nação”. De saída, os juros aplicados por aqui, balizados pela Selic, atualmente no nível de 10,75%, despontam novamente como os mais proibitivos do planeta, ao passo que os países do Primeiro Mundo praticam taxas próximas de zero. No front tributário, o Brasil é um dos poucos países (se não for o único) que taxa investimentos em bens de capital. O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), por exemplo, é aplicado sobre qualquer bem em todos os Estados, com exceção única de São Paulo. Em relação ao PIS/Cofins, pondera Andreas Meister, diretor-presidente da Ergomat, “houve uma certa flexibilização por parte do governo, que reduziu prazos para devolução em alguns casos (de 10 para quatro anos), mas ainda se está longe do ideal”. A reforma tributária enfrenta as barreiras conhecidas e a perspectiva de solução para o impasse não está colocada a curto prazo.

Política cambial impacta produção

No que concerne à política cambial, Meister, fazendo coro a todo o empresariado, nota que ela vem sendo especialmente desastrosa para os bens elaborados no Brasil, determinando um processo continuado de descenso nas vendas externas. “Comparando-se janeiro de 2000 com janeiro de 2010, temos que em 10 anos a taxa de câmbio praticamente não mudou, em que pese a inflação anual média de 5% e do aumento do custo da mão de obra”, argumenta. Dessa maneira, as exportações da Ergomat para a Europa, por exemplo, melhoraram um pouco em 2010, mas não alcançam nem de longe os níveis de 2008. “Talvez chegue-

11


12

panorama do setor

mos a somente 40% ou 50% do que vendemos em 2008”, prognostica ele. Para se ter uma noção do impacto ocasionado pela sobrevalorização do real, o ramo local de autopeças – grande consumidor de máquinas-ferramenta – tem de fazer face à guinada introduzida pelas montadoras, que passaram a importar componentes completos, dados os custos mais vantajosos lá fora, como lembra Sergio Coca, diretor-presidente da San-

pregos comparáveis ao que seria proporcionado por uma política industrial adequada. Diante de um quadro tão complexo, as entidades ligadas ao setor de bens de capital estão reivindicando a imposição de alíquotas para represar a invasão de importados. “Não queremos benefícios, mas isonomia. Pleiteamos igualdade de condições para concorrer com outros países. É preciso criar empregos aqui e não na China e na Coreia”, salienta Coca.

Apoio à indústria local

ches Blanes e vice da CSMF. “O “O aço é mais caro no próprio aço é mais caro no Brasil que na Alemanha ou nos EUA, Brasil que na Alemanha ou de modo que fica mais barato nos EUA, de modo que fica importá-lo. Os navios brasileiros que estão sendo construídos têm mais barato importá-lo. Os ‘recheio’ vindo de fora”, comnavios brasileiros que es- pleta ele. A retração no mercado muntão sendo construídos têm dial é outro fator ponderável no ‘recheio’ vindo de fora” desequilíbrio da balança comercial, visto que os estoques de máquinas nos outros países têm aumentado, fazendo com que seus fabricantes queiram, mais ainda, descarregar a produção excedente no Brasil, além de nas demais nações emergentes. Por essas e por outras, Andreas Meister assinala que o segmento vive hoje uma fase negativa similar àquela desencadeada pelo governo Collor, no início dos anos de 1990, quando foi promovida a abertura e liberalização do mercado, deflagrando a quebradeira de muitos fornecedores. “Agora, é o Custo Brasil e o câmbio que estão dificultando a competição com os estrangeiros e gerando uma segunda onda de desistências de atividades”, resume ele. Na prática, avaliam os empresários, o País está regressando à condição de exportador de matérias-primas e importador de produtos elaborados, posição que não gera riquezas nem em-

Andreas Meister, por sua vez, enfatiza que o setor tampouco advoga a adoção de medidas paliativas: “Não queremos protecionismo em um mundo globalizado, pois isso teria duração provisória. O governo precisa apoiar a indústria nacional e gerar riqueza aqui dentro”, adiciona ele, julgando que as providências tomadas até o momento são nulas. Por sua vez, Roberto Schaefer, ao pregar uma intervenção governamental no câmbio, recorda que outros países, como Alemanha e China, fazem o mesmo. “Eles são mais rápidos na adoção de medidas de fomento à produção local” Em outras palavras, no entender dos entrevistados, é preciso que o governo implante uma estratégia de desenvolvimento de longo prazo, que tire máximo proveito das potencialidades do País. Para tanto, mecanismos de sustentação financeira, como os aportados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) são tidos como essenciais. O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e a exploração do pré-sal poderiam, se corretamente implementados, ser pedras de toque para gerar políticas de governo que beneficiassem vários setores, fazendo com que numerosos bens e ativos fossem gerados no próprio País, criando um dinamismo interno e agregando valor às cadeias produtivas, como propugna Coca. A verdade, contudo, é que até agora o PAC não decolou para valer, na opinião dos empreendedores. Para Meister, “a ideia é boa, mas o percentual de realizações é pequeno. Existe muita burocracia e a infra-estrutura logística do País continua precária. Basta ver a situação de nossos portos e aeroportos”, observa ele. De seu lado, Schaefer entende que houve uma parada geral no Programa: “Os pedidos estão congelados e as máquinas que ficam prontas não são entregues. Melhora mesmo só virá em 2011”, conclui ele.


panorama do setor

mercado empresarial

Mercado demanda soluções mais completas

e flexíveis

D

o ponto de vista da oferta, em face da renhida concorrência com os bens de capital importados, os fabricantes brasileiros têm de se equilibrar entre os requisitos técnicos elevados fixados pelos clientes e os limites de preços que podem ser praticados. “O mercado pede hoje máquinas com alta tecnologia a custos chineses”, brinca Roberto Michael Schaefer, membro do Conimaq (Conselho Nacional da Indústria de Máquinas e Equipamentos) e vice-presidente do CSMF (Câmara Setorial de Máquinas-Ferramenta). Em outros termos, os equipamentos têm de ser flexíveis para contemplar os mais distintos perfis de demanda, oferecendo a melhor relação custo/benefício possível. Como nota Sergio Cardoso Coca, diretor-presidente da Sanches Blanes e vice-presidente da CSMF, “não adianta uma máquina ser boa se ela for mais cara que as importadas. E os prazos de entrega dos pedidos estão sendo relativamente curtos”. No seu entender, a produção brasileira atende à maior parte das necessidades do País, ficando de fora apenas alguns nichos específicos em que as importações são indispensáveis. Já Andreas Meister, diretor-presidente da Ergomat, opina que no Brasil a oferta predominante é de equipamentos de tecnologia mediana ou mais simples, linhas que sofrem forte competição da Ásia (China, Coreia, Taiwan, etc) e de países europeus como a Itália. “Por sua vez, os bens high tech vêm do Primeiro Mundo, fabricados nos EUA, Alemanha e Japão”, acrescenta. No que se refere às características técnicas, os bens mais procurados hoje são os que incorporam sofisticado grau de automatização, operando com comandos numéricos, funcionalidade que, aliás, já foi incorporada ao portfólio dos principais fabricantes do setor. “Os equipamentos mecânicos estão perdendo espaço no mercado, que exige soluções mais ágeis e completas”, destaca

13


14

panorama do setor

Meister. Assim, em vez de se encetar várias operações em diversas máquinas, uma única delas pode executar todo o ciclo de confecção de uma peça. A automação maior é suportada, por exemplo, pela utilização de quatro ou cinco eixos, em vez de três. Indo na mesma linha, Alfredo Griesinger, diretor geral da Heller Máquinas Operatrizes e vice-presidente da CSMF, diz que a última tendência, nos centros de usinagem, aponta para o desenvolvimento de máquinas compactas e de alta

O setor de máquinasferramenta, se distingue pelo elevado grau de qualificação de seus quadros

versatilidade, dotadas de quinto eixo programável, integrado à sua concepção básica. “Estas soluções destacam-se por uma flexibilidade ainda maior do que os centros de quatro eixos, mais difundidos mundialmente. Elas são especialmente indicadas para o tratamento de peças de alta complexidade geométrica”, situa ele. A demanda, entretanto, ressalva Griesinger, continua concentrada em centros de usinagem nas versões horizontais com quatro eixos programáveis e trocador de paletes. “Elas apresentam uma ótima relação custo/benefício, os requisitos de produtividade e flexibilidade típicos das peças de produção seriada, que predominam num mercado como o nosso, concentrado em aplicações de perfil automotivo”, conclui.

Investimentos em pesquisa

Diante dos crescentes níveis de rigor quanto à tecnologia empregada, as companhias do segmento têm investido em média 2% do faturamento anual em P&D (Pesquisa e Desenvolvimento). Existem incentivos como os patrocinados pela Lei de Inovação, observa Sergio Coca, “mas falta às nossas empresas uma cultura específica que lhes permita montar e estruturar projetos e ir atrás de recursos para viabilizá-los, fornecidos por organismos como a Finep. O dinheiro dis-

ponível não é pouco, mas é preciso preparação técnica para captá-lo”. Nesse sentido, ele destaca a relevância de eventos e seminários organizados sob o guarda-chuva da Abimaq e do Sebrae, com o intuito de disseminar esta cultura e mostrar os caminhos que podem ser trilhados. De resto, assim como se verifica em outras verticais da economia, a falta de mão de obra

especializada se tornou um problema crônico entre os fabricantes. Instituições como o Senai ministram conhecimentos básicos aos aprendizes, mas as próprias empresas (como fazem a Romi e a Ergomat) se veem obrigadas a complementar a formação dos egressos. Algumas chegam a abrigar escolas do Senai em suas instalações. “O governo tem de fazer a sua parte, pois a educação no Brasil é de péssima qualidade”, nota Roberto Schaefer. Andreas Meister lembra que o setor de máquinas-ferramenta, em particular, se distingue dos outros campos pelo elevado grau de qualificação de seus quadros. “Aqui, não temos a figura do ajudante. Todos os funcionários são especializados”, sublinha ele, acrescentando que “os trabalhadores precisam saber cada vez mais sobre cada vez menos para dar conta das necessidades”. Na Sanches Blanes, relata Sergio Coca, houve cortes de funcionários por ocasião da crise, mas a redução do staff foi limitada exatamente por se tratar de pessoal altamente qualificado, de difícil reposição no momento de retomada de atividades. Em 2010, já foram promovidas algumas readmissões na fábrica ME


gestão

16

Empregados empreendedores? *Silvio Celestino

A

lguns presidentes de empresas ultimamente têm pedido a seus departamentos de RH que transformem os empregados em “donos da empresa”. Esta é a expressão que usam, com o significado de que querem que seus profissionais se preocupem genuinamente com os clientes, os custos (principalmente) e os processos da organização. Embora recomende que a pessoa veja sua carreira profissional como um empreendimento, observo que, em alguns casos, a empresa tem a sorte de seus empregados não se comportarem assim. Senão, vejamos: a) Qual a oportunidade que a empresa oferece? Se for para o funcionário se comportar como empreendedor, é importante que ele avalie se a empresa é de fato uma oportunidade interessante. Está crescendo? É lucrativa? Como afirma Warren Buffett: escolha empresas lucrativas. Trabalhar em uma organização com lucro baixo é o mesmo que ter uma passagem em um trem de carga para o fim do mundo. Em uma empresa lucrativa, é como ter um bilhete de primeira classe para Shangri-Lá. Muitas empresas que primam pelo baixo custo das operações a qualquer preço tornam Silvio Celestino é Consultor organia vida dos empregados tão desconfortável e zacional e senior sem recursos, que é um verdadeiro milagre partner da Alliance que estes acordem todos os dias para ir ao Coaching. trabalho. A redução de despesas somente é

funcional até o ponto em que não comprometa a humanidade e o moral das pessoas. Qualquer um é capaz de cortar custos, e os gestores excelentes buscam aumentar as receitas e manter-se competitivos. b) Qual é o retorno do seu investimento? Se você pensa como investidor, tem de pensar que está dedicando boa parte do seu tempo para a empresa. Quanto espera ter de retorno pelo que investiu, em termos de estudo e horas de dedicação ao trabalho? Quanto você ganharia se estivesse fazendo outra coisa ou trabalhando em outro lugar? O bom profissional sabe o quanto gastou com seus estudos, em dinheiro e tempo, e o quanto pretende ter de retorno em padrão de vida. A empresa em que você trabalha está proporcionando receitas salariais de acordo com os resultados que você está entregando? Afinal, com uma taxa de juros de 10,75% ao ano, seu investimento tem de dar um bom retorno para justificá-lo. c) Dinheiro não é tudo. Se você tem o sucesso financeiro que deseja, nesse caso a pergunta a ser respondida é: como anda sua satisfação com a própria vida? Afinal, sucesso não traz felicidade, mas permite a você ir chorar em Roma, Paris, Milão, Nova York... Uma empresa na qual você tem tudo, menos a vida que deseja, é um lugar a ser questionado. Não menos importante, lembre-se de que a vida evolui em ciclos, e aquilo que pode ter sido uma boa oportunidade no passado, no presente pode ser um problema. Pense em qual será o próximo capítulo da sua vida, se a empresa em que você se encontra oferece uma oportunidade para esse roteiro acontecer. Como mencionei no início, em alguns casos as companhias têm a sorte de que seus empregados não pensem como donos de empresas. Vamos em frente! ME


18

evento

USINAGEM 2010 Contato direto com o que há de mais avançado no setor

T

oda a cadeia da usinagem, da área de projetos à de produto final, com o que há de mais avançado em tecnologias do setor, estará sendo mostrada na Feira e Congresso Usinagem 2010, de 5 a 7 de outubro, no Pavilhão Branco do Expo Center Norte, em São Paulo. Nesse espaço privilegiado para os profissionais É a sexta versão do que circulam pelo chão de fábrievento, realizado a cada ca, o visitante também poderá dois anos,e considerado o conhecer fabricantes, fornecemaior do setor de usinadores de máquinas-ferramenta, gem da América Latina ferramentas de corte, acessórios, periféricos, hardware, software e prestadores de serviços, que contribuem para o aprimoramento das operações de usinagem e seus consequentes benefícios na produtividade da empresa e

na qualidade da peça final. A sexta versão do evento, realizado a cada dois anos, e considerado o maior do setor de usinagem da América Latina, está dividida nos seguintes setores: Ferramentarias, moldes e prototipagem; Usinagem para terceiros; Automobilística, autopeças, eletroeletrônica, eletrodoméstico, informática, telecomunicações e material elétrico; Fabricantes de máquinas-ferramenta e ferramentas diversas; Medição, controle e automação; Petróleo, válvulas, bombas, compressores, hidráulica e pneumática; Indústria de produtos médicos e hospitalares; Máquinas e implementos agrícolas e de terraplanagem; Fundição; Aerogeradores e equipamentos para geração eólica de energia; Bombas, válvulas e compressores para o programa petrolífero do pré-sal; Turbinas e equipamentos para a geração de energia elétrica por meio de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs); Próteses e componentes para ortopedia; Implantes dentários; Usinagem de chapas grossas e de componentes empregados na produção de navios e plataformas de exploração de petróleo; Montadoras (automóveis, caminhões, ônibus e motocicletas).


mercado empresarial

evento

Paralelamente à feira, ocorrerá o Congresso Usinagem 2010, reunindo especialistas e pesquisadores renomados para apresentações de trabalhos, estudos de casos e análise de novas tecnologias. Os temas abordados durante o congresso são: torneamento, fresamento, furação, rosqueamento, retificação, CAD/CAM, alta velocidade, fluidos, automação, medição, processos especiais, usinabilidade e manufatura. Serão debatidas soluções para redução de custos e melhora de produtividade O encontro é promovido pela revista Máquinas e Metais e realizado pela Aranda Eventos ME

Usinagem 2008 - Vista Parcial

19


economia

20

Estoques da indústria ficam acima do esperado

P

Além do Esperado

ela primeira vez no ano os estoques da indústria ficaram acima do nível planejado, Evolução do estoque atingindo 51,3 pontos em julho passado. em relação ao planejado De acordo com a Sondagem Industrial, divulgada (em pontos em 2010) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em 24 de agosto último, desde janeiro o indicador ficava abaixo de 50 pontos, indicando que os estoques estavam abaixo do esperado. Os dados da Sondagem Industrial variam de zero a cem. Valores acima de 50 pontos indicam evolução ou expectativa positiva. O economista da CNI Marcelo Azevedo destaca que o acúmulo de estoque registrado em julho se deve ao aumento da produção acima do ritmo da demanda. O indicador de evolução da produção registrou 53,4 pontos em julho, contra 51,8 pontos no mês anterior. “Ocorreu um ajuste. Se esse Fonte: CNI Valores variam de zero a acúmulo de estoque se repetir mais vezes, é preocem. Maior que 50 indicam cupante. Nesse momento acima do planejado. vemos apenas como algo O acúmulo de estoque transitório. O ideal é que se deve ao aumento da esse indicador fique em 50 produção acima do ritmo pontos, nível que mostra adequa- em agosto, ficou em 63,1 pontos. Segundo o levantamento, os empresários também pretenção à demanda”, diz Azevedo. da demanda. O economista da CNI informa dem aumentar as compras de matérias-primas. ainda que o crescimento registrado Esse indicador registrou 60,7 pontos. Já as expectativas sobre as exportações nos em julho foi abaixo do usual para o mês. Isso ficou constatado no indicador de utilização da capacidade, que registrou próximos seis meses recuou de 52,2 pontos em 49,1 pontos. “Tanto o crescimento da produção quanto o julho para 51,8 pontos em agosto, ficando mais acúmulo dos estoques e a baixa utilização da capacidade próximas dos 50 pontos. “O mercado externo instalada mostram que o movimento de acomodação na está abaixo do período pré-crise e o câmbio atividade industrial está sendo bem maior do que os em- ainda continua desfavorável às exportações”, justifica Azevedo. presários esperavam”, diz Azevedo. A Sondagem Industrial foi feita entre 2 e 18 A Sondagem Industrial revela ainda que os empresários continuam otimistas sobre a atividade do setor nos próximos de agosto com 1.472 empresas, das quais 817 seis meses. A expectativa em relação à demanda, mensurada são pequenas, 449 médias e 206 grandes ME


mercado empresarial

economia

Indústria brasileira precisa de 60 mil engenheiros por ano

A

indústria brasileira precisa de engenheiros para continuar crescendo. Com um ritmo de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) entre 5% e 6% ao ano, a demanda do Brasil é de cerca de 60 mil engenheiros por ano. O problema é que o país forma apenas 32 mil profissionais por ano. “É por isso que hoje a indústria primeiro contrata o engenheiro e depois pergunta o que ele sabe fazer. A disputa é acirrada”, constata Paulo Afonso Ferreira, diretor-geral do Instituto Euvaldo Lodi (IEL). A declaração foi feita durante o workshop Tecnologia e Inovação: Desafios na Formação de Profissionais de Engenharia para o Século 21, promovido pelo IEL e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com o apoio do Senai, no final de agosto, em São Paulo.

Nesse ambiente de rápida transformação, o Brasil tem de formar cada vez mais engenheiros qualificados. É uma tarefa difícil, uma vez que há apenas 400 escolas de engenharia e 2.200 cursos de graduação na área. O mais grave, no entanto, é que não há demanda para preencher a baixa oferta de vagas nos cursos de engenharia. Das 197 mil vagas anuais oferecidas, 120 mil são ocupadas. Somente um em cada grupo de 800 alunos do ensino fundamental inicia um curso de engenharia. Além disso, problemas como alto custo das mensalidades, falta de laboratórios e oficinas e escassez de prática, entre outros, desestimulam os estudantes e elevam a evasão. Por isso, o Brasil só forma 32 mil engenheiros por ano. O país perde feio na comparação com os outros membros do grupo BRICs (Brasil, Rússia, índia e China). A China forma 400 mil engenheiros por ano, enquanto a Índia forma 250 mil e a

No mundo globalizado, em que a inovação encurta cada vez mais o tempo de acesso da população aos novos produtos e serviços, o engenheiro é fundamental. O alerta é de Lueny Morell, gerente de programa do Escritório de Estratégia e Inovação da Hewlett-Packard, que também participou do workshop. Ela lembrou que o automóvel demorou 55 anos para ser acessível a 25% da população norte-americana, o telefone levou 35 anos, o rádio 22 anos e o computador pessoal, 16 anos. Mais recentemente, a internet precisou de sete anos para alcançar os mesmos 25% da população daquele país. O Facebook, maior rede de relacionamento do planeta e serviço típico da economia digital, levou apenas 12 meses.

Rússia, 100 mil. A Coréia do Sul é citada como paradigma para o Brasil, porque promoveu a revolução da educação voltada para a engenharia e a indústria. Hoje o país forma 80 mil engenheiros por ano. “Não é à toa que o PIB dos países asiáticos representava menos de 20% do total mundial há 30 anos e hoje equivale a 40%. As empresas coreanas disputam mercado de igual para igual no mundo, inclusive no Brasil”, aponta Luiz Scavarda, professor da PUC/Rio e membro do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea). Também participaram do workshop conferencistas internacionais, como Jochen Litterst, da Universidade Técnica de Braunschweig (Alemanha), Erik de Graaff, da Universidade Aalborg (Dinamarca), e Wonjong Joo, da Universidade Nacional de Tecnologia de Seul (Coréia do Sul) ME

O problema é que o país forma apenas 32 mil profissionais por ano.

21


economia

22

Adequadação à nova lei contábil

P

tos, diálogo com o setor de exportação e importação, renovação de cheque especial, entre outras ferramentas que integram a rotina empresarial tanto dos grandes quanto dos pequenos e médios empresários. A adequação das pequenas e médias empresas nos padrões internacionais permitirá melhorias nos negócios e maior visibilidade no meio econômico. Para que ocorram essas mudanças, é indispensável o auxílio do contador e a agilidade para se enquadrar nas regras. “As pequenas e médias empresas ainda não estão habituadas com os moldes internacionais, por isso é importante que as empresas de assessoria alertem os seus clientes o quanto antes”, afirma Machado. A exigência das novas regras será maior do que as usadas até agora, em que os balanços eram, em geral, restritos para o uso de sócios ou de autoridades fiscais. Agora, as demonstrações contábeis implementarão controles fiscais mais rigorosos, permitindo conhecer a real saúde financeira da companhia. “Com as mudanças, as empresas terão cada vez mais profissionalização e organização, fazendo com que o nível de conferência e conhecimento técnico aumente”, completa o economista.

Todas as empresas devem se enquadrar nos padrões internacionais de demonstrativos fiscais.

artindo de normas internacionais de contabilidade publicadas e revisadas pelo International Accounting Standards Board – IASB – e também aprovadas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC no Brasil –, foi determinado que, a partir de 2010, todas as empresas devem se enquadrar nos padrões internacionais de demonstrativos fiscais. As novas apresentações contábeis, já convencionalmente utilizadas pelas grandes empresas, agora exigem a adequação dos pequenos e médios empresários. De acordo com o economista e diretor da Gerencial Auditoria e Consultoria, José Luiz Amaral Machado, as novas regras incluem informações sobre o patrimônio no balanço das empresas e sinalizam para um novo estágio do nível de transparência e governança corporativa. A partir de agora, diz ele, os contadores que não se enquadrarem nos padrões poderão responder às suas entidades de classe, e o empresário correrá o risco de perder oportunidades para o negócio. “O gestor não tem tempo para esperar. O sistema empresarial hoje não aceita acomodações, isto é, ou a organização incorpora as normas, ou será excluída do mercado”, aponta Machado. O sistema financeiro do Brasil está atualizando os procedimentos necessários para a concessão de crédito, emissão de documen-

Economia brasileira pode crescer 7% ao ano e sem apagão O Brasil tem condições de ver a economia crescer 7% ao ano até 2014 sem riscos de falta de energia. A afirmação foi feita ao jornal Valor Econômico pelo presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, para quem o expressivo aumento de 13,7% no consumo de energia pela indústria em julho, atingindo o recorde de 15.915 gigawatts hora (GWh), não é motivo de preocupação para o fornecimento. “Está havendo um crescimento industrial grande, depois do buraco no ano passado. Recuperou o nível e está crescendo além daquele buraco”, disse o execuSem riscos de falta tivo, lembrando que em 2009 houve um tombo no consumo de energia no país, de energia até principalmente no setor industrial, por conta a crise financeira internacional. 2014. De acordo com Tolmasquim, caso do Produto Interno Bruto (PIB) do país cresça a uma taxa média de 5% até 2014, haverá uma sobra de energia de cerca de 5,8 mil megawatts (MW) médios de energia. O presidente da EPE garantiu que o país teria de crescer a uma média de 7% ao ano para zerar essa sobra. “E 7% ao ano é muita coisa”, frisou.


economia

mercado empresarial

Pagar com cartão agora é mais seguro

D

esde 30 de setembro, o pagamento por meio de cartão está mais seguro no Brasil. Esse foi o prazo estabelecido pela Visa para o grande varejo, as processadoras e as credenciadoras (como Cielo e Redecard) se adequarem às regras do PCI Council. O PCI é um conselho mundial, formado pelas principais bandeiras de cartão, que cria padrões de segurança. As grandes varejistas, classificadas com nível 1 pela Visa, são os comércios que registram mais de 6 milhões de transações por ano. Em 2011, será a vez das empresas nível 2, que têm entre 1 e 6 milhões de transações. Já a MasterCard exige que comércios que registram mais de 150 mil transações por ano se adaptem ao PCI até 30 de junho de 2011. Com a adoção dos novos padrões de segurança, inclusive para transações on-line, as empresas receberão uma certificação, que deverá ser atualizada anualmente. Sem o certificado, elas poderão ser responsabilizadas por fraudes que utilizem brechas no seu sistema, tendo que arcar com os prejuízos. “Se a empresa não se adequar, pode até perder o direito de transacionar Visa”, alerta Edson Ortega, diretor de Produtos da Visa Brasil. Segundo a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito), há cerca de 30 empresas que se enquadram no nível 1 e outras 400 que estão no nível 2. O coordenador do comitê de segurança da Abecs, Henrique Takaki,

Varejo, processadoras e credenciadoras tiveram que se adequar aos padrões mundiais

contou que apenas o McDonald’s e a rede de supermercado Dia estão 100% certificados. “Há grande adesão às regras do PCI, mas o processo é longo, pois exige mudança de infraestrutura e de comportamento nas empresas.” Para se adaptarem, as empresas realizam auditorias. A Módulo, consultoria autorizada pelo PCI, prevê quadruplicar o número de auditorias em 2010. “Ao menos 300 empresas devem fazer auditoria neste ano. Muita gente está se antecipando”, afirma o diretor da Módulo Carlos Alberto Costa.

Investimentos

O diretor de Tecnologia do McDonald’s, Roberto Galdieri, conta que o Brasil foi o primeiro país da rede a ser certificado, há três anos. “Desde 2007, já investimos R$ 3 milhões para obter e atualizar a certificação”, afirmou Galdieri. A CSU, que processa informação de mais de 24 milhões de cartões no Brasil, já investiu cerca de R$ 8 milhões para obter a certificação, prevista para agosto. O processo começou em 2009, com um levantamento de todo o sistema de segurança da processadora. A CSU atualizou, então, softwares de proteção, soluções de criptografia e dispositivos de firewall (barreiras para impedir a saída de informações desprotegidas e a entrada de vírus no sistema). “O PCI exige que a senha do cartão armazenada seja criptografada para que nem nossos funcionários tenham acesso”, explica a diretora da CSU Anacristina Lugli. As processadoras prestam serviços para os emissores dos cartões, checando se há restrições que impeçam a autorização da compra. (Folha de S.Paulo) ME

23


economia

24

Desemprego é o menor desde 2002

Em julho, a quantidade de desempregados ficou estável em 1,6 milhão de pessoas.

A taxa de desemprego ficou em 6,9% em julho, conforme informações divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa é a menor para meses de julho desde 2002, quando teve início a série histórica do instituto. No mês anterior, junho, o índice havia ficado em 7%. Já em julho do ano passado, a taxa registrada foi de 8%. No mês, a quantidade de desempregados ficou estável em 1,6 milhão de pessoas. Já em relação a julho do ano passado, houve queda de 11,3%. O número de pessoas ocupadas também permaneceu igual no mês, em 22 milhões. No entanto, na comparação anual, cresceu 3,2%. A estabilidade também foi registrada no número de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado - em julho, foram verificados 10,2 milhões pessoas. Em relação a julho de 2009, houve alta de 5,9%.

Salários

O rendimento médio real dos trabalhadores, no geral, independentemente da ocupação, cresceu 2,2% em julho, ficando em R$ 1.452,50. No ano, o aumento foi de 5,1%.

Por regiões

Entre as seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE, a maior variação da taxa de desocupação foi verificada em Recife, que passou de 8,6% em junho para 10% em julho. Na comparação com julho do ano passado, foram registrados recuos de 1 ponto percentual em Belo Horizonte, de 0,9 no Rio de Janeiro, de 1,7 em São Paulo e de 1 em Porto Alegre. Na pesquisa, são estudadas as taxas de desocupação em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre.

Por setores

Em relação a julho de 2009, a população ocupada nas seis regiões metropolitanas ficou estável em todos os tipos de atividade. Já na comparação anual, houve alta na indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (7,1%), educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (4,5%) e de outros serviços (5,6%). A única queda registrada foi no segmento de serviços domésticos (-5,4%). Em julho, o rendimento médio real dos trabalhadores teve alta em Recife (2,1%), Salvador (1,4%), Belo Horizonte (4,9%), Rio de Janeiro (2,0%) e São Paulo (2,2%). Na contramão, foi registradas queda em Porto Alegre, de 1,2%. Em relação ao mesmo período do ano passado, todas as regiões tiveram alta. Em Recife foi de 11,7%, Salvador, de 2,3%, Belo Horizonte, de 8,4%, Rio de Janeiro, de 4,3%, São Paulo, de 4,4%, e Porto Alegre, de 6,1%. (G1)

Abimaq quer alíquota de 35% para máquinas importadas Na primeira semana de setembro último, Abimaq apresentou ao Ministério da Fazenda reivindicação para o aumento do Imposto de Importação de máquinas e equipamentos. A alíquota, hoje em 14%, seria elevada para 35% - a exemplo do que já ocorre com outros produtos, como veículos, calçados e tecidos. Solicitação semelhante foi encaminhada recentemente pela Abinee, entidade que representa a indústria eletroeletrônica. Os motivos também são similares: os associados dessas entidades estão enfrentando forte concorrência externa, em grande parte devido à taxa de câmbio, resultando no crescente aumento dos respectivos déficits comerciais setoriais. No setor eletroeletrônico o déficit em 2010 deve chegar a US$ 27,5 bilhões, segundo a Abinee. No caso de máquinas e equipamentos, a previsão da Abimaq é de US$ 13,8 bilhões. “Esse nosso pleito, de aumento do Imposto de Importação, é uma tentativa de neutralizar parcialmente os efeitos do Custo Brasil e da taxa de câmbio sobre o nosso setor”, afirma Carlos Pastoriza, vice-presidente da Abimaq. Pastoriza salienta que a reivindicação da entidade não fere as regras da OMC. “Obviamente, a medida não iria atingir as máquinas e equipamentos sem similar nacional que gozam do regime de extarifários”. “É uma medida emergencial”, frisa Luiz Aubert Neto, presidente da Abimaq, que diz ser contra a manutenção da alíquota em 35% no longo prazo. “Nosso objetivo é o de estancar o processo de desnacionalização e de desindustrialização da indústria brasileira”, explica. “Queremos preservar o parque industrial brasileiro”. (Usinagem-Brasil)


mercado empresarial

D&D Manufatureira

desenvolvimento

Qualidade, confiabilidade e credibilidade em aços inoxidáveis

E

m ritmo constante de expansão, a D&D Manufatureira é fruto de uma gestão que prioriza a qualidade tecnológica, a inovação e a busca de soluções às necessidades de cada cliente. Concebida há 13 anos com o ideal de comercializar e industrializar materiais nobres para aplicações especiais, seu grande diferencial é a manufatura de produtos que incorporam tecnologia, desenvolvimento e qualidade desde o início. “A D & D Manufatureira é a idealização de pessoas que começaram a trabalhar desde cedo no ramo de trefilação e laminação de aços”, enfatiza Paulo José Diebe, Diretor da empresa. O ideal de bem atender a clientela deu certo. Hoje, a empresa oferece ao mercado em seu parque fabril com cerca de 6000 m2, em Diadema, na Grande São Paulo, instalações modernas, frequentemente renovadas, compostas de maquinário e equipamentos com tecnologia avançada, o que permite uma capacidade produtiva com qualidade cada vez maior. Qualidade essa certificada ISO 9001-2008. Esse compromisso com o mercado justifica uma carteira de 5.000 clientes que, como ressalta Daniela Vicentino, Gerente de Marketing da empresa, “são mais do que clientes, são parceiros fiéis”. A companhia produz e distribui aços inoxidáveis, ligas a base de níquel e de cromo e

ligas nacionais e importadas, atendendo um leque diversificado de segmentos, entre eles, os de soldagem, aeronáutico, naval, siderúrgico, energia, petróleo, hospitalar, ferramentas, linha branca, automobilística, construção. Atende também diversos setores industriais e comerciais do mercado nacional e internacional. Entre os diversos recursos visando oferecer produtos da mais alta qualidade, a D&D Manufatureira possui um laboratório para efetuar ensaios solicitados nas especificações dos materiais. Conta com retíficas centerless para produção de materiais com tolerâncias em conformidade com as normas internacionais. Dispõe de equipa“A D&D Manufatureira é mentos para trefilação de arames a idealização de pessoas bitola mínima a partir de redondo que começaram a traba0,06 mm em carretéis (sendo que, lhar desde cedo no ramo para barras, consegue endireitar de trefilação e laminação bitolas a partir de 0,80 mm). Em seu parque fabril possui de aços” ainda trefilas múltiplas, monobloco, banco trefila, endireitadeiras, politriz, descascadeiras, laminadores planos e “cabeça de turco”, maquinário e equipamentos, todos eles, com tecnologia de ponta. Além disso, a empresa procura sempre se atualizar com o mercado consumidor, participando de feiras, exposições, workshops e treinamentos. A distribuição dos materiais é efetuada com frota própria na grande São Paulo e, para as demais localidades, é utilizado transporte indicado pelos próprios clientes. “Neste ano, podemos considerar que o mercado nacional está em franco crescimento. Nós, da D&D Manufatureira, estamos mês a mês superando metas e trabalhando com um quadro de colaboradores em frequente expansão. Atualmente, cerca de 100 profissionais qualificados trabalham diretamente em nossa produção”, comemora o diretor Paulo Diebe. E Diebe conclui: “Nós, da D&D Manufatureira, fazemos o que mais gostamos de fazer, manufaturar aços inoxidáveis com qualidade confiabilidade e credibilidade” ME

25


mercado

26

Romi atinge a marca de 150 mil máquinas produzidas Divulgação

I

Marco histórico na

ndústrias Romi, empresa líder trajetória da Romi e brasileira no setor de máquinasda indústria brasileira ferramenta e máquinas para prode máquinas reflete a cessamento de plásticos, acaba de atingir a marca de 150 mil máquinas capacidade produtiva produzidas nas suas unidades fabris. e solidez da E justamente quando a empresa Companhia em seus completa 80 anos de atuação. O 80 anos de atuação equipamento que atingiu a marca foi e sopradoras), Suas instalações totalizam mais de Centro de Usinagem Vertical ROMI 140 mil metros quadrados de área construída, disD 800, comprado pela empresa ZHS Indústria e Comércio Ltda. Na entrega simbólica do equipa- tribuídos em nove plantas localizadas nas cidades de Santa mento, em evento na Unidade Fabril 16, em Santa Bárbara Bárbara d’Oeste, SP - sede da empresa -, Grugliasco e Pont d’Oeste, o diretor-presidente da Romi, Livaldo Aguiar dos Canavese, na região de Turim, Itália. Além disso, a empresa Santos, afirmou que “o crescimento da Romi está diretamente mantém subsidiárias comerciais nos Estados Unidos, Alemarelacionado a um sólido e ético conjunto de valores, baseado nha, Reino Unido, Espanha e França, e produtos e serviços em princípios empresariais que se aliam à criatividade e à presentes em mais de 60 países. inovação para formar conceitos fundamentais que regem Empresa sustentável da Bovespa nosso dia-a-dia”. A Romi comemora o seu ingresso no ISE, Índice de Santos ressalta ainda a importância das pessoas, que, como fonte constante de geração de ideias, motivam investimentos Sustentabilidade Empresarial da BM&FBovespa, indicador permanentes em capacitação, treinamento e qualificação composto por ações de empresas que apresentam alto grau profissional. “Nestes 80 anos, passaram pela Romi mais de de comprometimento com práticas de sustentabilidade e 25 mil colaboradores, muitos dos quais com 30, 40 e 50 anos governança corporativa. É a primeira empresa do setor de de dedicação, e hoje nos transformamos em 2.800 colabora- máquinas e equipamentos a fazer parte do seleto grupo dores, atuando no Brasil, Itália, Alemanha, Inglaterra, França, de empresas sustentáveis da Bovespa. A carteira do ISE é Espanha e EUA, compartilhando uma única cultura voltada composta, atualmente, por 43 empresas. A cultura empresarial Romi reflete posturas sustentáveis para a inovação e qualidade”, completa Santos. Presente no mercado internacional desde 1944, a Romi é em todos os âmbitos de atuação, seja do ponto de vista do a maior fabricante brasileira de máquinas-ferramenta (tornos meio ambiente, recursos humanos, recursos financeiros e e centros de usinagem) e máquinas para plásticos (injetoras responsabilidade social.


mercado

mercado empresarial

Saint-Gobain vai investir em Itaúna

para atender o setor de petróleo

Os planos são para investir R$ 10 bilhões até 2012.

O vice-presidente de Negócios da Usiminas, Sérgio leite de Andrade, afirmou recentemente que o objetivo da empresa é, até 2015, processar metade do aço fabricado pela companhia. Atualmente, a siderúrgica processa 20% do aço que fabrica. Em palestra no seminário promovido pela Associação Brasileira de Metalurgia e Mineração (ABM), o executivo afirmou que a Usiminas tem planos para investir, até 2012, R$ 10 bilhões. Deste total, R$ 4 bilhões são exclusivamente para a ampliação de capacidade voltada à demanda da indústria de petróleo e gás. Ele citou como exemplo a nova linha de laminação a quente que terá capacidade de produzir 2,3 milhões de toneladas de aço a partir de meados de 2011. E também a ampliação da produção de chapas grossas.

Caterpillar anuncia planos para nova fábrica no Brasil A Caterpillar anunciou a construção de uma nova fábrica da empresa no Brasil, com o objetivo de atender a demanda crescente dos clientes em toda a América Latina. A nova unidade será destinada à produção de retroescavadeiras e carregadeiras de pequeno porte, produtos atualmente fabricados na unidade de Piracicaba (SP). Com esta mudança, a empresa poderá aumentar sua capacidade de produção dos demais produtos em Piracicaba. Os estudos para a escolha do local para a construção da nova fábrica já foram iniciados e estão em fase avançada. A expectativa é de que a localização da nova unidade seja anunciada no fim do próximo trimestre. A construção deverá ser iniciada no final de 2010 ou começo de 2011.

Divulgação

A Saint-Gobain Canalização está investindo R$ 4 milhões na planta de Itaúna, na região CentroOeste de Minas Gerais, segundo afirmou o diretor comercial e de Marketing da empresa, Gustavo Siqueira, ao Diário do Comércio/MG. Ele disse que os aportes visam aumentar em 20% a produtividade, com a aquisição de máquinas, além de diversas ações com o objetivo de melhorar a qualidade dos produtos. “Também serão realizados inversões na área de meio ambiente”, ressaltou A unidade mineira produz conexões, grupos de válvulas e tampões. Em torno de 55% do total fabricado são destinados ao mercado internacional, em especial, para países da Europa e Estados Unidos. “A produção da planta de Itaúna está na casa das 850 toneladas por mês”, disse. Já a outra planta, que fica em Barra Mansa, no Rio de Janeiro, produz tubos de ferro fundido dúctil para os setores de saneamento, industrial e predial. De acordo com o diretor, as vendas da unidade mineira feitas durante os primeiros quatro meses do ano ficaram estáveis na comparação com igual intervalo de 2009. “Isto se deve ao comportamento do mercado externo, já que boa parte da produção vai para fora do país”, disse. Entretanto, as estimativas são positivas, com melhora do desempenho da comercialização no segundo e terceiro quadrimestre deste exercício. Depois do recuo verificado em 2009, que variou de 5% a 6% ante o ano anterior, a perspectiva, é de incremento nas vendas na casa dos 15% neste exercício. “É preciso lembrar que a crise no ano passado atingiu mercados importantes para a unidade mineira, que foram os Estados Unidos e a Europa”, ressaltou. Além da planta de Itaúna, a empresa, que tem em torno de 1,3 mil funcionários diretos, além de gerar outros cerca de 600 postos indiretos, está investindo no aumento da produção, qualidade, além de inversões na área de meio ambiente na unidade de Barra Mansa. “Neste ano, os aportes totais serão da ordem de R$ 25 milhões”, disse. Entre os entraves para os negócios, o diretor comercial e de Marketing da empresa, destacou os reajustes do minério de ferro, além do ferro-gusa.

Usiminas investe Divulgação

Empresa quer aumentar em 20% a produtividade com aquisição de máquinas.

27


28

cases & cases

Emmeti contribui com criação

de Norma da ABNT

A

Objetivo é orientar

Associação Brasileira de Normas lações”, avalia Ernesto Matuzo mercado e garantir Técnicas (ABNT) vai criar uma Ianaguivara, coordenador de a segurança dos Norma Brasileira (NBR) para a fainstalações da área técnica da consumidores. bricação e utilização residencial de Sistemas Gafisa. Matuzo, que representa de Tubulação Multicamada na condução de a Gafisa na CE da ABNT, acresGás Natural (GN) e Gás Liquefeito de Pecenta que com o GasPex eles tróleo (GLP). Para discutir e elaborar um projeto de Norma reduziram aproximadamente 40% o tempo de foi formada uma Comissão de Estudo (CE- 09:301.04) que, instalação do sistema de distribuição de gás, desde maio, vem reunindo representantes de fornecedores se comparado ao cobre (material ainda mais de gás, construtores, instaladores, projetistas, fabricantes e usado no Brasil). distribuidores do produto, a exemplo da Emmeti. A contribuição da Emmeti Brasil tem sido relevante Orientar o mercado nacional O coordenador da CE explica que o princina CE, já que é pioneira na fabricação (sede Itália) e na comercialização de sistemas de tubulação multicamadas pal objetivo da ABNT com a Norma é orientar no Brasil. Lançou seu Sistema Multicamadas Para Água o mercado nacional para o uso de produtos de (quente e fria) em 2003 e o GasPex (GN e GLP) em origem confiável e com qualidade comprovada, 2010, à venda desde janeiro, depois de obter aprovação da garantindo a segurança dos consumidores. Na Comgás e Ultragaz. O engenheiro e consultor Carlos do 1ª reunião, dia 26 de Maio, a Comissão decidiu Amaral C. Bratfisch, eleito coordenador da CE, relatou que basear-se na ISO 17.484, uma Norma com a solicitação de criação de Norma foi dirigida ao Comitê ampla aceitação internacional, para a elaboração Brasileiro de Gases Combustíveis (ABNT/ CB- 09) por do Projeto de Norma Brasileira. O GasPex da Emmeti já é fabricado de distribuidoras de gás e grandes construtoras. “Com a entrada no mercado nacional de distribuidores acordo com a ISO 17.484 e é garantido pela de tubulações multicamada para gás, essas empresas pude- própria Emmeti, além de possuir outras imram conhecer o produto, que já despontava na Europa, e portantes certificações, como a conferida pela conferir que permitem uma instalação mais segura, mais DVGW - Deutsche Vereinigung des Gas- und rápida e mais barata”, completa ele. Foi o que aconteceu Wasserfaches (Associação Científica e Técnica com a construtora Gafisa, ao realizar teste piloto do Gas- Alemã para Gás e Água), um dos mais imporPex da Emmeti, em 2009, em empreendimento seu na tantes órgãos de regulamentação e certificação técnica, de qualidade e ambiental da indústria cidade de São Paulo. “O produto apresenta qualidade e grande desempenho, europeia de produtos para água e gás. “A intenção é adaptar a ISO às condições o que nos permite ganhar tempo de execução, qua- brasileiras, mas isso não significa que haverá lidade de entrega um relaxamento. Pelo contrário, acredito que e praticamente a Norma Brasileira terá até mais exigências eliminamos a que a ISO. A criação de uma Norma Brasileira possibilida- deverá motivar, inclusive, a fabricação do prode de vaza- duto aqui no Brasil”, avalia Bratfisch. Segundo mentos du- ele, as reuniões da CE, com periodicidade rante todo mensal, têm obtido recordes de participantes, o tempo de aproximadamente quarenta pessoas, número vida das insta- acima da média nas Comissões de Estudo da


mercado empresarial

cases & cases

FIESP lança aplicativo para empresas industriais ABNT. A expectativa é de que os trabalhos da CE sejam finalizados até o início de 2011 e, considerando o tempo médio de quatro meses de trâmite do projeto na ABNT até sua publicação oficial, que a Norma deva ser colocada em prática no início do segundo semestre do ano que vem.

Mais barato e seguro

De acordo com o fabricante (Emmeti), o GasPex é mais barato, muito mais seguro, fácil e rápido de instalar, porque a tubulação é flexível e vendida em bobinas com até 100 metros de extensão, o que permite fazer longos trajetos com curvas sem necessidade de emendas e soldas. Além disso, as conexões são em latão e com sistema de prensar, por isso oferecem total segurança e são bem mais práticas de instalar. Outra importante vantagem é que o GasPex não oxida, já que as camadas interna (de polietileno reticulado- PEX) e externa (de polietileno- PE) protegem a camada de alumínio (PEX-AL-PE), garantindo maior resistência e durabilidade.

O Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec), da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), desenvolveu o aplicativo Inteligência de Mercado da Indústria. O recurso proporciona acesso direto a dados demográficos, econômicos e relativos ao consumo e à estrutura de distribuição de todas as regiões e municípios do Brasil. O aplicativo é dividido em dois módulos de consulta que se complementam na busca e interpretação de informações sobre dados do mercado. O primeiro módulo, Demanda de Produtos, contém o valor gasto pelas famílias brasileiras para 50 categorias e mais de 1.700 produtos industrializados segmentados por região. Já o segundo, Canais de Comercialização, traz dados cadastrais de estabelecimentos comerciais (atacado, varejo e representantes) e da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) em que a empresa atua. Apresenta também dados socioeconômicos dos 5.562 municípios brasileiros, inclusive com o Indicador FIESP de Dinamismo Econômico Municipal. Distribuído gratuitamente, em plataforma CD-ROM para empresas associadas aos sindicatos filiados à FIESP, o aplicativo poderá auxiliar as indústrias em diversas atividades: como a elaborar planos de ação para verificar o tamanho do mercado, potencial de mercado e participação (market share); prospectar novos mercados por meio da contratação de novos canais de distribuição/empresas comerciais; analisar e modificar a cobertura de vendas atual para aumentar sua eficácia; melhorar O recurso a estrutura e otimizar a ação da força de proporciona vendas, além de contratar novos canais/reacesso direto a presentantes de vendas em novas regiões.

dados econômicos e de consumo.

29


CURSOS CIESP/FIESP 2010 O CIESP – Centro das Indústrias do Estado de São Paulo desenvolve regularmente programas de cursos, seminários e palestras com formatos diferenciados de capacitação para seus associados.

VENHA SE ATUALIZAR COM A GENTE Ï Ï Ï Ï

Administração Geral Comércio Exterior Compras Custos

Ï Ï Ï Ï

Finanças Logística Marketing Produção

Cursos Abertos Ministrados por profissionais especializados, são realizados no Edifício Sede e nas 42 Diretorias do CIESP.

Cursos Especiais Voltado para os empresários e dirigentes, são realizados em parceria com Universidades e/ou Instituto de Ensino Superior.

Cursos Modulares Programas divididos em módulos, realizados quinzenalmente, às sextas e sábados.

Cursos In Company Programas dirigidos e formatados de acordo com as necessidades da empresa.

A indústria a serviço do Brasil Centro das Indústrias do Estado de São Paulo - CIESP Av. Paulista, 1313 - 12º andar - São Paulo/SP Tel.: 11 3549-3258/3233/3288 - Fax: 11 3251-2625 - e-mail: cursos@ciesp.org.br www.ciesp.com.br | www.fiesp.com.br www.ciesp.com.br/redessociais - www.fiesp.com.br/redessociais


Fascículo

5

Meio Ambiente C

onciliar progresso e ecologia. Atender às necessidades da geração atual sem comprometer a sobrevivência das gerações futuras. Este o grande desafio do desenvolvimento sustentável ou ecodesenvolvimento. Desafio que começa pela educação ambiental. É preciso que as pessoas se conscientizem de que a biosfera (solos, água e ar) tem capacidade limitada e as ações do homem podem acarretar modificações nefastas à saúde e à segurança das populações. É necessário que elas compreendam que, para se desenvolver, todo ser humano depende das condições de seu meio ambiente, e nenhuma geração pode arrogar-se o direito de destruir os elementos necessários à sobrevivência da geração seguinte.

Desenvolvimento Sustentável, o grande desafio


Meio Ambiente

Compromisso de solidariedade com as futuras

gerações

A

expressão sustentabilidade apareceu pela primeira vez em 1980, num relatório da International Union for the Conservation of Nature and Natural Resources (IUCN), World Conservation Strategy, que sugeria esse conceito como uma aproximação estratégica à integração da conservação e do desenvolvimento coerente com os objetivos de manutenção do ecossistema, preservação da diversidade genética e utilização sustentável dos recursos. O conceito de desenvolvimento sustentável foi mais tarde oficializado no relatório “O Nosso Futuro Comum”, publicado em 1987 pela World Commission on Environment and Development, uma comissão das Nações Unidas chefiada pela então primeira-ministra da Noruega, a Sr.ª Gro Harlem Brundtland. O Relatório Brundtland (1987), como ficou conhecido o documento, definia desenvolvimento sustentável como: “(...) desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente, sem comprometer a capacidade das gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades”. Mas foi na conferência Eco-92 ou Rio-92, ocorrida no Rio de Janeiro em 1992, que o conceito foi consagrado através da Agenda 21, documento que estabeleceu a importância de cada país a se comprometer a refletir, global e localmente, sobre a forma pela qual governos, empresas, organizações não-governamentais e todos os setores da sociedade poderiam cooperar no estudo de soluções para os problemas sócio-ambientais. A


5

“O desenvolvimento sus“Os recursos a serem investidos na conservação ambiental poderiam ser conseguidos mediante solidariedade internacional: por exemplo, substituindo gastos militares por investimentos em meio ambiente, ou estabelecendo um imposto mundial sobre a fabricação e consumo de produtos poluentes, ou criando um fundo mundial de proteção da atmosfera. Os recursos desse fundo viriam de impostos sobre a emissão de dióxido de carbono e outros gases causadores do efeito estufa. Esse fundo permitiria aperfeiçoar sistemas energéticos menos poluentes, e garantiria também uma partilha mais justa dos custos de despoluir o meio ambiente e proteger a diversidade biológica.” (Berns von Droste, da Unesco)

tentável é aquele que atende as necessidades do presente sem comprometer as possibilidades de as gerações futuras atenderem suas próprias

necessidades

Agenda 21 discute a essência do que é desenvolvimento sustentável, o processo através do qual ele pode ser alcançado e as ferramentas de gerenciamento necessárias para alcançá-lo.

Plano global de ação

A Agenda 21 é um plano global de ação a ser implantado a nível global, nacional e local, por organizações das Nações Unidas, governos, e grupos locais, nas diversas áreas onde se verificam impactes significativos no ambiente. Em termos práticos, é a mais ambiciosa e abrangente tentativa de criação de um novo padrão para o desenvolvimento do século XXI, tendo por base os conceitos de desenvolvimento sustentável. Cada país desenvolve a sua Agenda 21 e no Brasil as discussões são coordenadas pela Comissão de Políticas de Desenvolvimento Sustentável e da Agenda 21 Nacional (CPDS). A Agenda 21 se constitui num poderoso instrumento de reconversão da sociedade industrial rumo a um novo paradigma, que exige a reinterpretação do conceito de progresso, contemplando maior harmonia e equilíbrio holístico entre o todo e as partes, promovendo a qualidade, não apenas a quantidade do crescimento. Outra iniciativa mundial no sentido de desenvolver o conceito de sustentabilidade foi o da criação das Metas de Desenvolvimento do Milênio (MDM), que surgem da Declaração do Milênio das Nações Unidas, adotada pelos 191 estados membros no dia 8 de setembro de 2000. Criada em um esforço para sintetizar acordos internacionais alcançados em várias cúpulas mundiais ao longo dos anos 1990, relativos ao meio-ambiente e desenvolvimento, direitos das mulheres, desenvolvimento social, racismo, entre outras questões, a Declaração traz uma série de compromissos concretos que, se cumpridos nos prazos fixados, deverão melhorar o destino da humanidade neste século. A Declaração menciona que os governos “não economizariam esforços para libertar nossos homens, mulheres e crianças das condições abjetas e desumanas da pobreza extrema”, tentando reduzir os níveis de pobreza, iliteracia (dificuldade em ler e interpretar, e de escrever) e promovendo o bemestar social. Estes projetos são monitorados pelo Índice de Desenvolvimento Humano, medida comparativa que en-

Vo l .


Meio Ambiente

globa três dimensões: riqueza, educação e esperança média de vida. A noção de desenvolvimento sustentável tem implícito um ‘compromisso de solidariedade com as gerações do futuro’, no sentido de assegurar a transmissão do ‘patrimônio’ capaz de satisfazer as suas necessidades. Implica a integração equilibrada dos sistemas econômico, sócio-cultural e ambiental, e dos aspectos institucionais relacionados com o conceito muito atual de “boa governança”. Assim, o conceito de desenvolvimento sustentável está fundamentado no equilíbrio entre o crescimento econômico, a equidade social e a proteção do ambiente. A Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural adiciona um novo enfoque na questão social, ao afirmar que “… a diversidade cultural é tão necessária para a humanidade como a biodiversidade é para a natureza”.

Estratégias locais

A comunidade global é um reflexo das tendências e escolhas feitas nas comunidades locais do mundo. Os problemas ambientais não podem ser resolvidos por programas globais porque nós não vivemos ‘globalmente’ - ninguém investe recursos para alcançar objetivos que não estão diretamente ligados às suas necessidades, nem tornam a vida das pessoas mais sustentável. Com esse foco, em seu Capítulo 28, a Agenda 21 exortava as autoridades locais a criarem, até 1996, uma Agenda 21 Local, um processo pelo qual as entidades nacionais se envolvem com a comunidade civil na elaboração de uma estratégia conjunta, e com um plano de ação que vise melhorar a qualidade de vida a nível local. Ou seja, a Agenda 21 Local foi elaborada para conceber planos de ação que, resolvendo problemas locais, se somarão para ajudar a alcançar resultados globais. A Agenda 21 Local é um processo de desenvolvimento de políticas para o desenvolvimento sustentável e de construção de parcerias entre autoridades locais e outros setores para implementá-las. A sua base é a criação de sistemas de gerenciamento que levem o futuro em consideração. Este gerenciamento deverá: • integrar planejamento e políticas • envolver todos os setores da comunidade • focalizar resultados a longo prazo A implantação da Agenda 21 Local não é um único acontecimento, documento ou atividade, e sim um processo contínuo no qual a comunidade aprende sobre suas deficiências e identifica inovações, forças e recursos próprios ao fazer as escolhas que a levarão a se tornar uma comunidade sustentável. Uma Agenda 21 local bem sucedida pode mobilizar consciências, apoio público e vontade política para fazer estas escolhas. A primeira condição para a Agenda 21 Local é uma par-

Fatores São três os fatores que compõem o campo do desenvolvimento sustentável: a sustentabilidade ambiental, sustentabilidade econômica e sustentabilidade sócio-política.

Sustentabilidade sócio-política

A sustentabilidade sócio-política centra-se no equilíbrio social. Tanto na sua vertente de desenvolvimento social, como na sócio-econômica, é um veiculo de humanização da economia, e ao mesmo tempo, pretende desenvolver o tecido social, nos seus componentes humanos e culturais. Neste sentido, foram desenvolvidos pela comunidade internacional dois grandes planos: a Agenda 21 e as Metas de Desenvolvimento do Milênio.

ceria entre a sociedade e o Estado que reflita uma estratégia local para o desenvolvimento sustentável, de forma clara e concisa; identificando as principais questões e metas para a área; com objetivos explícitos tanto para o estado do meio ambiente quanto para os indicadores de qualidade de vida; listando as organizações e setores componentes e suas atribuições e prazos de tarefas; e como o desempenho e o progresso serão medidos.

Pressupostos

O desenvolvimento sustentável pressupõe: • a preservação do equilíbrio global e do valor das reservas de capital natural. • a redefinição dos critérios e instrumentos de avaliação de custo-benefício a curto, médio e longo prazos, de forma a refletirem os efeitos sócio-econômicos e os valores reais do consumo e da conservação. • a distribuição e utilização equitativa dos recursos entre as nações e entre as regiões.


5 Sustentabilidade ambiental

A sustentabilidade ambiental consiste na manutenção das funções e componentes do ecossistema, de modo sustentável, podendo igualmente designar-se como a capacidade que o ambiente natural tem de manter as condições de vida para as pessoas e para os outros seres vivos, tendo em conta a habitabilidade, a beleza do ambiente e a sua função como fonte de energias renováveis. As Nações Unidas, através do sétimo ponto das Metas de Desenvolvimento do Milênio procura garantir ou melhorar a sustentabilidade ambiental, através de quatro objetivos principais: Integrar os princípios do desenvolvimento sustentável nas políticas e programas nacionais e reverter a perda de recursos ambientais. Reduzir de forma significativa a perda da biodiversidade. Reduzir para metade a proporção de população sem acesso a água potável e saneamento básico. Alcançar, até 2020 uma melhoria significativa em pelo menos cem milhões de pessoas a viver abaixo do limiar da pobreza.

Sustentabilidade econômica

A sustentabilidade econômica, enquadrada no âmbito do desenvolvimento sustentável, é um conjunto de medidas e políticas que visam a incorporação de preocupações e conceitos ambientais e sociais. Aos conceitos tradicionais de mais valias econômicas são adicionados parâmetros ambientais e sócio-econômicos, criando-se assim uma interligação entre os vários setores. Assim, o lucro não é somente medido na sua vertente financeira, mas igualmente na vertente ambiental e social, o que potencia um uso mais correto, tanto das matérias primas como dos recursos humanos. Há ainda a incorporação da gestão mais eficiente dos recursos naturais, sejam eles minerais, matéria-prima como madeira ou ainda energéticos, de forma a garantir uma exploração sustentável dos mesmos, ou seja, a sua exploração sem colocar em causa o seu esgotamento, sendo introduzidos elementos como nível ótimo de poluição ou as externalidades ambientais, acrescentando aos elementos naturais um valor econômico.

Indicadores de desenvolvimento sustentável

Em 1995, a Comissão para o desenvolvimento sustentável das Nações Unidas aprovou indicadores de desenvolvimento sustentável, com o intuito de servirem como referência para os países em desenvolvimento ou revisão de indicadores nacionais de desenvolvimento sustentável, tendo sido aprovados em 1996, e revistos em 2001 e 2007.

Cada um destes temas encontra-se dividido em diversos sub-temas, indicadores padrão e outros indicadores. Além das Nações Unidas, outras entidades elaboraram seus modelos de indicadores, como o caso da Comissão Europeia, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e do Global Environment Outlook (GEO).

s: 14 tema m é t n o c ro atual O quad rais igos natu r e P Pobreza ômico nto econ e im lv o v O desen e Ambient a a ç n a econômic l a b Govern lo g rceria r uma pa e c le e b a t fia Es Demogra ra r e T ão Saúde e produç o m u s n o de c costas Padrões mares e , s o n a e c Os o rsos a e Recu u Educação g á e d assez tável, Esc o p a u g Á de diversida io B hídricos

Vo l .


Meio Ambiente

Estratégias nacionais de desenvolvimento sustentável

O capítulo 8 da Agenda 21 incentiva os países a adotarem estratégias nacionais de desenvolvimento sustentável (ENDS), estimulando-os a desenvolver e harmonizar as diferentes políticas setoriais, econômicas, sociais e ambientais e de planos que operam no país. O apelo à elaboração destes documentos estratégicos, que devem reforçar e harmonizar as políticas nacionais para a economia, as questões sociais e o ambiente, foi reforçado na Sessão Especial da Assembleia das Nações Unidas de 1997 (Rio+5), na Conferência Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável de 2002 em Johannesburgo (Rio+10). A primeira revisão para estabelecer os elementos básicos de boas práticas foi um “Manual para ENDS” preparado por Carew-Reid et al. (1994) partindo das experiências compartilhadas por vários países, através de relatórios nacionais e regionais. Este trabalho preparou o terreno para obras posteriores. Na prática, a ENDS reúne as aspirações e capacidades de governo, sociedade civil e do setor privado para criar uma visão para o futuro, e se trabalhar taticamente e progressivamente visando esses objetivos, identificando e construindo sobre “o que funciona”, melhorando a integração entre as abordagens, fornecendo um quadro para as escolhas quando a integração não é possível. Estas estratégias incidem sobre o que é realmente praticável, e procuram solucionar vários problemas ao mesmo tempo.

Assim, as ENDS apresentam 7 pontos chave, sendo tratados de forma integrada as questões econômicas, ambientais e sociais, a saber: • Alterações climáticas e energia limpa • Transporte Sustentável • Consumo e produção sustentáveis • Conservação e gestão dos recursos naturais • Saúde pública • Inclusão social, demografia e migração • A pobreza no mundo

A sustentabilidade das florestas

Quando se fala em desenvolvimento sustentável, logo um tema merece destaque: o desmatamento florestal, com seus desdobramentos, como as políticas públicas face ao problema, a ação das ONGs e da iniciativa privada – culminando na questão da certificação florestal como solução de sustentabilidade. O tema da preservação das florestas ganhou relevância política a partir dos anos 1980, quando foram iniciados os primeiros boicotes europeus às importações de madeiras oriundas de florestas tropicais. Na década de 1990, frente ao fracasso de se chegar a um regime comum para o bom manejo florestal no âmbito das organizações internacionais, surgiu o conceito de certificação florestal. Este mecanismo de adesão voluntária permitiria a diferenciação de empresas que cumprissem certos padrões de qualidade na extração de madeira no mercado, vi-


5

“O tema da preservação das florestas ganhou relevância política a partir dos anos 1980, quando foram iniciados os primeiros boicotes europeus às importações de madeiras

oriundas de florestas tropicais.

Ecológico sando um segmento consumidor cada vez mais preocupado com o impacto ambiental da indústria de produtos florestais. Atualmente, são mais de 70 programas de certificação nacionais e internacionais diferentes. Entre as maiores entidades certificadoras está a Forest Stewardship Council (FSC), o Programme for the Endorsement of Forest Certification Schemes (PEFC).Em 2003,o total de florestas certificadas atingiu um total de 50 milhões de hectares ou 4,4 % das florestas do mundo. 90 % das florestas certificadas se encontram no hemisfério norte, 50 % na Europa (Finlândia e Áustria possuem 100 % de certificação), 40 % na América do Norte e 10 % nos países em desenvolvimento, o Brasil estando entre os líderes destes. Os dados mostram que a área de florestas certificadas ainda é pequena, mas vem crescendo rapidamente. O crescimento do comércio ilícito de madeira, estimado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) como representando 10 % do comércio internacional de madeira em 2003, tem incitado reações não apenas de ambientalistas, mas também de importadores de madeira dos países desenvolvidos, preocupados com a perda de competitividade frente a produtores que não cumprem exigências ambientais e trabalhistas. Em maio de 2008, o congresso americano aprovou lei que prevê o requerimento compulsório de certificado de legalidade para produtos florestais a partir de abril 2009. Na União Européia, medidas anunciadas em outubro de 2008 obrigam os importadores a fazerem esforços adequados para saber se os produtos importados cumprem a legislação doméstica do

Suportável

Viável

Sustentável

Social

Equitativo

Econômico

Esquema representativo das várias componentes do desenvolvimento sustentável.

país de origem. Outra medida adotada pela União Europeia é a negociação de acordos voluntários de comércio de produtos florestais (Voluntary Partnership Agreements), que obrigam o país exportador a adotar medidas para garantir que todas as exportações de madeira destinadas ao mercado europeu sejam de extração legal. No entanto, as medidas são interpretadas por alguns como insuficientes e existe pressão para a adoção de uma exigência compulsória de comprovante de legalidade. A experiência do Brasil com a certificação florestal é recente. A PEFC reconhece o Programa Brasileiro de Certificação Florestal (CERFLOR) desde 2005. O CERFLOR, criado em 2002, foi a culminação de um projeto iniciado em 1996 pela Sociedade Brasileira de Silvicultura (SBS) em conjunto com a ABNT, o setor empresarial e a sociedade civil para desenvolver padrões para o setor de produtos florestais.Apesar de um padrão desen-

Vo l .


Meio Ambiente

volvido em conjunto com agências do governo, o CERFLOR é de adesão voluntária. A FSC é representada no Brasil por um escritório permanente,o Conselho de Manejo Florestal, criado em 2002, cuja função é adequar os padrões da FSC à realidade nacional. Em 2003, foi fundada a Associação de Produtores Florestais Certificados na Amazônia (PFCA), que reúne empresas de todos os estágios da cadeia de produto comprometidos com o manejo da floresta de acordo com os padrões da FSC. De acordo com a PFCA, a associação representa 90% das florestas naturais certificadas na Amazônia, mas apenas 2% do total de madeira em tora produzida. Portanto, é evidente que a quantidade de madeira certificada no Brasil ainda é uma parcela muito pequena do total produzido. As novas exigências de certificados compulsórios de legalidade representarão significantes barreiras ao comércio de produtos florestais brasileiros.

Sem biodiversidade, não há desenvolvimento sustentável

Segundo um dos mais importantes pensadores sobre o desenvolvimento sustentável no mundo, o economista e sociólogo polonês, naturalizado francês, Ignacy Sachs, para o desenvolvimento sustentável é necessária a conservação da biodiversidade. Sachs deixa claro que sustentabilidade não é apenas ambiental, mas social, cultural, econômica, de governabilidade política e até do sistema internacional, para manter a paz mundial. O sociólogo defende, ainda, que o ecodesenvolvimento requer o planejamento local e participativo, no nível micro, das autoridades e populações locais, e que o êxito das iniciativas dependem de negociação em um contrato com os “stakeholders”, que são todos os envolvidos com uma determinada questão. Por conta disso, uma gestão negociada e contratual dos recursos é fundamental para qualquer desenvolvimento sustentável.

Em amadurecimento

Chegamos ao início do século XXI com um conceito de desenvolvimento sustentável um pouco mais amadurecido, que saiu da esfera das discussões acadêmicas e políticas, de defensores e contestadores, e se popularizou por todos os continentes, passando a fazer parte da vida cotidiana das pessoas. Hoje, o conceito de sustentabilidade está presente desde as pequenas atitudes diferenciadas de comportamento, como a separação e a reciclagem do lixo doméstico, tomadas pelo cidadão comum, até as grandes estratégias e investidas comerciais de algumas empresas as quais se especializaram em atender um mercado consumidor em franco crescimento, que hoje cobra essa qualidade diferenciada tanto dos produtos que consome, quanto dos processos produtivos que o envolvem. Uma forma de desenvolvimento que não está mais no plano abstrato, e que se mostra cada dia mais real e possível, principalmente no plano local.

Fontes: WWF Brasil, Centro de Estudos de Integração e Desenvolvimento (Cindes), Wikipédia, Planeta Sustentável, Unep.

Na próxima edição: A Biodiversidade


SESI e SENAI de São Paulo há mais de 65 anos contribuem para o desenvolvimento e a competitividade da indústria. O SENAI-SP e o SESI-SP oferecem educação profissional e melhorias na qualidade de vida para os profissionais da indústria e seus dependentes. Da criança ao adulto, do lazer à formação profissional em novas tecnologias, a indústria paulista investe continuamente na sua principal força: as pessoas. Conheça os serviços oferecidos pelas unidades SESI-SP e SENAI-SP e agende uma visita. SESI-SP

*

• 53 CENTROS DE ATIVIDADES • 215 UNIDADES ESCOLARES: ENSINO

FUNDAMENTAL, MÉDIO E INTEGRAL • 19 TEATROS • 37 UNIDADES ODONTOLÓGICAS • 41 COZINHAS DIDÁTICAS

*

SENAI-SP • 159 UNIDADES ESCOLARES • CURSOS DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL, TÉCNICO, FORMAÇÃO CONTINUADA, TECNÓLOGO, PÓS-GRADUAÇÃO E EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA • SERVIÇOS TÉCNICOS E TECNOLÓGICOS • ATUAÇÃO EM 28 ÁREAS TECNOLÓGICAS * Dados 2009

Informações: (11) 3528-2000 – Grande São Paulo / 0800-55-1000 – outras localidades

WWW.SP.SENAI.BR WWW.SESISP.ORG.BR

WWW.SP.SENAI.BR/REDESSOCIAIS WWW.SESISP.ORG.BR/REDESSOCIAIS


40

cases & cases

Brasil, quase um celular por habitante Com 1.886.197 de habilitações em julho (crescimento de 1,02% em relação a junho), o Brasil chega a 187.021.171 de acessos do Serviço Móvel Pessoal (SMP) e densidade de 96,83 acessos por 100 habitantes (crescimento de 0,95% sobre o mês anterior). Quando se compara o número de novos assinantes, os sete primeiros meses de 2010 só perdem para O País chegou a o mesmo período de 2008. A operadora Vivo, mantém liderança, com 30,25% de participação no mercado, seguida pela Claro, com 187.021.171 de 25,42%. TIM (24,05%) e Oi (19,3%) estão em terceiro e quarto acessos do SMP lugares, respectivamente. em julho. Do total de acessos, 153.772.792 (82,22%) são pré-pagos. Os demais 33.248.379 (17,78%), pós-pagos. Outro destaque é a extinção dos celulares analógicos (AMPS) no Brasil. Assim, 100% do serviço móvel é prestado por tecnologia digital.

Teledensidade

Em julho, Santa Catarina passou a compor o grupo de Estados que possuem mais de um acesso móvel por habitante, composto por Distrito Federal, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás e Espírito Santo.


cases & cases

Divulgação Siemens

mercado empresarial

Soluções para evitar acidentes no chão de fábrica

São sistemas especializados em ótica de precisão.

Utilizadas para aplicações de segurança em sistemas automatizados, como em máquinas-ferramenta, as cortinas e grades de luz são dispositivos opto-eletrônicos de proteção (sistemas especializados em ótica de precisão). A Siemens dispõe ao mercado estas soluções, que podem evitar muitos acidentes no chão de fábrica. As cortinas e grades de proteção evitam que as pessoas entrem em contato com áreas de risco das máquinas, pois oferecem a possibilidade de parada do equipamento, de acordo com a programação da unidade de avaliação da cortina ou grade de luz, caso algum elemento invada a zona de proteção. A instalação do produto requer uma especificação correta, com avaliação do nível de risco do local e da máquina onde ficará instalado. Esse sistema de segurança pode ser utilizado em diversas aplicações, como prensas, máquinas de montagem de componentes e em indústrias têxteis, madeireiras e metalúrgicas.

41


pesquisa

42

Manufatura industrial: tecnologias avançadas podem ser menos eficientes no uso de energia

N

o século passado, a manufatura industrial foi dominada por processos em larga escala, devoradores de energia, tais como a fusão de minérios e a usinagem de metais. Atualmente, o cenário industrial apresenta um conjunto de técnicas modernas que funcionam em escalas muito menores, produzindo chips de computador, nanofibras de carbono e outros produtos sofisticados. Essa evolução no sentido de uma manufatura mais avançada em tecnologia ocorreu ao custo de uma acentuada queda na eficiência — é o que mostra um novo estudo. Os processos mais hi-tech podem consumir até um milhão de vezes mais energia e matérias primas para uma dada quantidade de produtos finais do que os processos industriais tradicionais — uma tendência que pode fazer fracassarem os esforços para construir uma economia industrial mais consciente no emprego da energia que use materiais e tecnologias de ponta. Qualquer processo de manufatura usa energia para transformar as matérias primas em um produto desejado. Porém, algo das matérias primas geralmente irá para o lixo e a energia nem sempre é usada de maneira tão eficiente quanto podia ser. Para compreender melhor essas perdas, Timothy Gutowski, pesquisador do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), em Cambridge (Massachusetts), nos Estados Unidos, e seus colegas desenvolveram um modelo, com base nas leis da

termo­dinâmica, que rastreia tanto as transformações energéticas, como as físicas ou químicas dos materiais, na medida em que passam pelas fases de um processo industrial. Os cientistas pesquisaram 20 técnicas de manufatura. Os processos tradicionais incluíram a fusão e a fundição de metais, moagem e usinagem, e a moldagem por injeção de plásticos, juntamente com inovações mais recentes tais como o uso de lasers e jatos d’água para a modelagem de materiais. Completando a lista de técnicas, aparece a vasta gama de processos usados no setor de micro-eletrônica, tais como a deposição química por vapor e sputtering (pulverização catódica), bem como a produção de nanofibras de carbono. Com exceção dos métodos que envolvem a fusão de metais, as demandas de energia para cada processo foram surpreendentemente similares, variando entre 5 a 50 kilowatts de eletricidade. Por outro lado, as quantidades de material processadas variava enormemente, indo de centenas de quilogramas por hora ou mais, para os processos mais antigos, até umas


pesquisa

mercado empresarial

posta para aplicações em larga escala, fica na mesma faixa em termos de energia usada por quilograma de produto. Ambas as indústrias envolvem processos que caem nas faixas inferior e média de eficiência descobertas pelos pesquisadores do MIT, de forma que a falta de atenção para o uso mais eficiente de energia pode ter consequências significativas. As modernas técnicas industriais frequentemente requerem materiais e processos elaborados cujos custos energéticos e de matéria prima não são diretamente incorporados no produto. Por exemplo, gases altamente reagentes podem ser empregados para a limpeza de equipamentos de produção de chips de silício, em preparação para etapas subsequentes, e esses gases podem ter que ser quimicamente tratados depois do uso por questões de segurança ou de controle de poluição.

Graus de perfeição

poucas miligramas por hora para as duas técnicas mais recentes. Uma tendência espantosa começou a aparecer: na medida em que os processos se tornavam mais sofisticados tecnologicamente, tendiam a manipular quantidades cada vez menores de material em ritmos cada vez mais lentos, mas, como o consumo de energia por processo continuava a ser quase o mesmo, a quantidade de energia necessária para gerar uma dada quantidade de produto acabado crescia rapidamente.

Esses elementos marginais, porém essenciais, de um processo de manufatura hi-tech podem reduzir enormemente seu “grau de perfeição” — a razão entre o valor termodinâmico do produto e o valor termodinâmico de tudo o que é necessário para fazê-lo. Quanto mais “ideal” for um processo, mais essa razão se será de um para um. Na verdade, os processos podem variar significativamente em seus graus de perfeição. Por exemplo, a equipe do MIT calculou que uma fornalha elétrica que derrete sucata e outros tipos de ferro para gerar um produto metálico refinado, pode ter um grau de perfeição de 0,79. Em comparação, um processo de deposição química de vapor, usado pela indústria de semicondutores para produzir finas camadas de dióxido de silício, pode ter um grau de perfeição menor um pouco do que 4 milionésimos (0,000004). No projeto de processos que transformam materiais caros em pequenas quantidades de produtos hi-tech, os fabricantes se focalizaram em diversas questões tais como tamanho e qualidade, mas, como diz Gutowski, “não tiveram fortes incentivos para reduzir o consumo de energia”. Mas isso pode estar mudando. Fabricantes de painéis solares, por exemplo, estão bem conscientizados do processo gastador de energia que usam, e o incluem nas estimativas do prazo de auto-compensação — em termos tanto de energia, quanto de dinheiro — dos produtos que fabricam. Para ser realmente “verde”, em outras palavras, um painel solar deve produzir uma quantidade substancialmente maior de energia, durante sua vida útil, do que a consumida para produzi-lo.

Consequências significativas

Nanometais

Estudo quer mostrar que tecnologias avançadas são menos eficientes no uso de energia e material por quilograma de produto final.

Gutowski e seus colegas afirmam que um processo ineficiente, funcionando sobre uma pe­quena quantidade de material, pode não ser muito importante quando comparado a todo o consumo de energia pela indústria. Entretanto, eles observam que o mundo produz atualmente mais de 20.000 toneladas de silício com pureza para a indústria eletrônica por ano, consumindo cerca de 50 bilhões de quilowatts-hora de eletricidade nesse processo. A produção de fibras de carbono, cuja utilização é frequentemente pro-

Este tipo de raciocínio ainda não tomou pé em outras áreas, tais como a dos nanomateriais, acrescenta Gutowski, onde os custos energéticos da manufatura não são amplamente conhecidos. Quanto mais as aplicações desses materiais ganhar atenção, especialmente no contexto da tecnologia “verde”, “terá que ocorrer uma negociação mais séria com relação aos custos energéticos. Apresentando um modelo analítico compreensivo que pode contabilizar tanto o material quanto a energia usados na manufatura industrial, o estudo do MIT disponibiliza uma linguagem na qual essa negociação pode ser conduzida. Fontes: David Lindley/National Science Foundation/ MIT-Massachusetts Institute of Technology ME

43


tecnologia

44

Consolid apresenta tecnologia inédita para indústria de alimentos

A

Consolid, fabricante nacional de equipamentos e plantas automatizadas para os mais diversos Empresa lança a sua segmentos, e especializada em tecnologia para processamento de pós, pastas e granulados, avança mais nova planta de no segmento alimentício, como fornecedora de equiprodução automatizaO diretor comercial da Consolid, pamentos e soluções para as indústrias do setor. A da, solução inédita no Roberto Maranhão, destaca que empresa está lançando a sua mais nova planta de promercado para avançar em seu processo dução automatizada, que contempla todo o processo de expansão, a Kopenhagen de fabricação, desde o recebimento da matéria-prima precisava aumentar sua capaciaté o envase do produto. “Trata-se de uma solução inédita no mercado”, diz o dade de produção. “A empresa nos procurou interessada diretor comercial da Consolid, Roberto Weiss de Albuquer- em adquirir novos misturadores para chocolate. Mostramos nosso conhecimento e experiência em plantas de chocolate, que Maranhão. Equipada com misturador de pás de fluxo e contra fluxo o que levou a Kopenhagen a adquirir a solução completa.” e sistemas de transporte vertical a vácuo e de dosagem por Segundo Weiss, a planta entregue a Kopenhagen conta com meio de roscas para envase de potes, a planta é indicada para vários misturadores de matérias-primas para fabricação de fabricação de achocolatados, pré-misturas para panificação, diversos tipos de chocolates. mistura para bolos, refrescos em pó, gelatinas, suplementos, Farmacêutica e cosmética entre outros diversos produtos. A Consolid também está trazendo ao mercado novidades Ao evitar o contato do produto com o ambiente externo e consequentemente com eventuais sujeiras, o transporte a para a indústria farmacêutica e cosmética. Os destaques são vácuo foi especialmente desenvolvido para preservar a inte- misturadores, transportadores a vácuo, dosadores, peneiras gridade do produto, que está sendo fabricado. Além disso, centrífugas, sistemas de exaustão e filtragem, entre outros explica Maranhão, é um sistema silencioso, de fácil limpeza equipamentos. Trabalhando de maneira independente ou interligados e prático para adaptação em plantas já existentes. Por sua vez, os misturadores horizontais de pás de fluxo em uma planta automatizada, estes equipamentos aceleram, e contra-fluxo garantem uma ação mecânica intensa, garan- melhoram e oferecem maior segurança ao processo de tindo uma perfeita homogeneização da mistura com baixos produção. Roberto Maranhão dá exemplos. “No caso dos mistutempos de processo. Por ser constituída em módulos, trata-se de uma planta radores direcionados a este segmento, os equipamentos de fácil e rápida instalação, pontua o diretor comercial da efetuam a combinação dos componentes em um movimento de aceleração e desaceleração, girando sobre Consolid. A empresa foi responsável pelo desenvolvimento (criação o próprio eixo, sem ação mecânica direta”, explica o e instalação) da nova planta de produção da indústria de executivo. Esta característica, segundo Maranhão, é um doces Kopenhagen, localizada na cidade de Extrema (MG). diferencial importante para indústria farmacêutica e cos-


mercado empresarial

tecnologia

mética, que trabalha com fórmulas sensíveis e sofisticadas, que exigem elevada precisão e uniformidade de mistura. Outro exemplo são os transportadores a vácuo, que diferentemente de outros sistemas de transporte utilizados, evitam o contato do processo de produção com corpos estranhos, preservando a integridade do produto. Em um dos seus principais “cases” do segmento, a Johnson & Johnson, a Consolid identificou a necessidade, elaborou o projeto, construiu os equipamentos e implementou uma planta automatizada completa destinada à fabricação de talco infantil e linha automática para absorvente íntimo nas plantas de São José dos Campos (SP) e Argentina. Há vinte anos, a Consolid fornece soluções a empresas como Johnson & Johnson, Natural Line Cosméticos, Natulab Laboratório, Neonutri Suplementos, Sanavita Alimentos Funcionais, Probiótica e Herbarim, Wacker Química, Dupont e Clariant ME

45


tecnologia

46

Cientistas esperam que próximo presidente resolva gargalo da inovação tecnológica Pesquisa sem inovação

Um antigo gargalo no setor de ciência e tecnologia que, segundo cientistas e pesquisadores, impede a interação entre as universidades e as empresas privadas na produção de novas tecnologias para o país, terá que ser resolvido pelo próximo presidente da República. Para Marco Antônio Raupp, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) - que congrega mais de dois mil pesquisadores, professores e estudantes - o próximo ocupante do Palácio do Planalto deve estimular a criação de institutos capazes de promover essa integração. Segundo ele, as universidades federais e estaduais são as principais produtoras de pesquisa no país. Porém, poucos experimentos conseguem sair dos laboratórios e chegar ao setor privado para agregar valor a matérias-primas ou inovar os produtos e processos.

Exemplo da Embrapa

Raupp cita, como exemplo bem-sucedido dessa interação, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Segundo o presidente da entidade, a Embrapa consegue interagir com a academia e os agricultores, tornando-se um dos pilares para o agronegócio brasileiro ganhar competitividade no cenário mundial. “Pode ser uma empresa ou um sistema de instituto voltado a intermediar as demandas do setor privado com o que é produzido nas universidades,” disse o físico. De acordo com ele, um dos entra-

ves é a atual legislação, que precisa ser alterada para propiciar tal prática. O presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Jacob Palis, defende mais incentivos fiscais para estimular a inovação dentro das fábricas. “É preciso facilitar a participação do pesquisador nos programas de desenvolvimento de pesquisas no setor privado”, afirmou o matemático. Atualmente, as leis do Bem e da Inovação e outras medidas legislativas concedem benefícios fiscais para quem investe em inovação e desenvolvimento tecnológico, como isenção no Imposto de Renda e na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

Ritmos diferentes

O vice-presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), Guilherme Marco de Lima, defende os projetos de parcerias a longo prazo e reclama que os atuais mecanismos de financiamento para a inovação não acompanham o ritmo do processo da iniciativa privada. “As datas de muitos editais [com recursos para financiar desenvolvimento tecnológico], por exemplo, não coincidem com o período de formulação de projetos das empresas”, disse. Outro desafio, segundo Lima, é que haja fomento para todas as fases de inovação de um produto, desde o estudo até chegar ao consumidor. A Anpei tem 166 associados, sendo empresas, entidades e pessoas físicas. Atualmente, cerca de 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) - a soma de todas as riquezas produzidas no Brasil - vão para a produção científica e tecnológica, segundo dados do Ministério da Ciência e Tecnologia. Em outros países, como Japão, esse percentual é superior a 2%. O Brasil responde por 2,7% da produção científica mundial, ocupando a 13ª posição no ranking internacional. (Agência Brasil)


destaque

mercado empresarial

A

47

PARNOX

o iniciar suas atividade, em 1991, a Parnox contava somente com dois funcionários, mas já possuía o know how necessário para se desenvolver. Tendo se especializado em fixadores de Aço Inoxidável e Ligas Especiais, a empresa vem se superando anualmente com o crescimento da procura por fixadores de longa duração com qualidade e resistência. Esse crescimento tem sua base em vários investimentos em qualidade, tecnologia e mão-de-obra qualificada. Com um grande espírito empreendedor e visão futurista, o empresário Carlos Roberto da Silva, 47 anos, não mede esforços para atender o mercado nacional e internacional. Hoje com sede própria, a Parnox investe intensamente no setor Petroquímico, Óleo, Gás, Indústria Naval, Ortopédico Hospitalar, Indústria de Bombas e Válvulas, fazendo diversas parcerias com fornecedores em todo o território nacional e com a americana Hosken Import & Export Company, otimizando máquinas de última geração e processos, montando um laboratório interno de alta tecnologia para atender a demanda de mercado – produzindo atualmente 76 toneladas/ mês e com perspectiva de dobrar sua produção em 5 anos. A empresa relata um crescimento anual de sua

Sinônimo de alta tecnologia, qualidade e resistência em fixadores de aço inox e ligas especiais

produção na margem de 10 a 12% e, economicamente, um crescimento anual de 5%. A companhia que conta com Certificação ISO 9001, tem se destacado na execução de qualquer tipo de serviço em ligas especiais como a Inconell, Alloy 20, Duplex, Super Duplex, B8 e B8m classe I e II, ASTM B7 e B16, entre outros. A Parnox preza pelo bom atendimento, peças com alto padrão de qualidade e satisfação das necessidades do mercado, considerando esses fatores como os principais pontos para o crescimento com honestidade e respeito aos seus clientes ME

Fachada Parnox


50

meio ambiente

Materiais verdes diminuem custo das

montadoras Divulgação

P

ara-choque de tampa de garrafa, tanque à base de canade-açúcar, teto revestido de garrafa PET, dispositivos que reduzem o consumo de combustíveis e veículos sem emissão de gás carbônico. Na maioria das vezes empresas e consumidores ainda pagam mais caro para salvar o planeta. Na busca por soluções verdes, porém, a indústria automotiva acabou descobrindo que ser ambientalmente correto, em alguns casos, pode sair até mais barato do que usar materiais e tecnologias que poluem o planeta. Exemplos não faltam. Ao substituir o uso de polímeros derivados do petróleo por fibra de curauá na confecção de tampas de porta-malas, a PSA Peugeot Citroën reduziu em 20% o custo de Indústria automotiva produção do item. As pick-ups da descobre que ser ammontadora já aproveitam o vegetal, bientalmente correto, assim como faz a Volkswagem no modelo Fox. A Fiat também vai lançar o em alguns casos, pode Uno Ecology, ainda sem previsão, com sair mais barato fibras vegetais da planta e também do coco. Cultivado no Pará, o curauá tem folhas resistentes como as do abacaxi e é usada também na indústria têxtil. A tampinha de plástico do refrigerante se transforma em para-choques no modelo C4 da montadora francesa. E a gar-

Carro elétrico da Fiat em parceria com Itaipu Binacional custa o triplo do similar movido a gasolina

rafa PET é usada na confecção do revestimento de teto do C3. O uso de material descartável substitui a compra de materiais originários de resinas plásticas, derivadas de petróleo, com economia de 10% para a fabricante de automóveis. “Quando começamos a usar materiais recicláveis na fabricação de itens dos automóveis, nosso objetivo era reduzir o impacto ambiental na produção de veículos. Mas descobrimos nesta caminhada que alguns itens têm custo


mercado empresarial

menor”, afirma o diretor mundial da área de Materiais Verdes da PSA, Louis David. Cerca de 8% dos para-choques dos veículos da General Motors (GM) produzidos nas fábricas de São Caetano do Sul e São José dos Campos (SP), possuem plásticos reciclados em sua composição. Dos pneus, a montadora extrai granulado de borracha, aço e massa de borracha, que servem como insumo para diversos produtos. A indústria automotiva também procura trocar resinas plásticas por óleos vegetais na fabricação das espumas que constituem os bancos dos automóveis. Mas o processo sai mais caro do que a tradicional cadeia petroquímica, assim como a produção de tanques de gasolina a partir do chamado plástico verde, feito a partir de etanol. Segundo produtores, o preço do plástico verde é 30% maior que o insumo oriundo da nafta petroquímica.

Economia só no longo prazo

51

O modelo Palio Weekend Elétrico, fabricado pela Fiat em parceria com a geradora de energia Itaipu Binacional custa entre R$ 150 mil e R$ 168 mil, cerca do triplo do similar movido a combustíveis fósseis. O consumo de energia de um carro elétrico, dependendo do modelo, no entanto, pode custar de quatro a cinco vezes menos que o gasto de um carro convencional. Segundo Antonio Otelo de Cardoso, diretor técnico da geradora, um carro elétrico consome em média 10 Kw/hora para rodar 80 quilômetros – o consumo equivale a aproximadamente quatro banhos, segundo o especialista. Considerando a tarifa de energia no Brasil de R$ 0,44 por cada Quilowatt-hora (kWh) consumido, paga-se R$ 4,4 para rodar 80 quilômetros com eletricidade do sistema interligado nacional. Muito menos que cerca de R$ 17 por um veículo médio movido a gasolina. “A indústria que vende automóveis individuais tem que produzir soluções para não ser apontada como a grande culpada pela emissão de gás carbônico”, avalia o professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Francisco Nigro. Outro exemplo de automóvel eficiente é o Smart, da Mercedes Benz. O motor a combustão desliga automaticamente em congestionamento, reduzindo o consumo de combustível em cerca de 20%. Mas o preço (a partir de R$ 48 mil) é bem mais elevado que o de outros carros compactos. (Fonte: IG) Divulgação

David, da PSA Peugeot Citroën, afirma que o aumento de custos com alguns materiais verdes são compensados pela redução de preços de outros mais baratos. O custo final dos automóveis, segundo o executivo, acaba sendo o mesmo. O processo de substituição de materiais clássicos por matérias-primas ambientalmente corretas ainda não faz diferença para o consumidor final, segundo ele. O que faz diferença – para melhor ou pior – na hora de comprar um carro são as tecnologias usadas para reduzir ou anular as emissões de gás carbônico. Carros elétricos custam até três vezes mais caro do que veículos movidos a motores a combustão no Brasil. São “salgados” na hora de comprar - mas podem ser econômicos na hora de pagar a conta do abastecimento.

meio ambiente

Tampinha de garrafa reciclada é usada na fabricação do C4, da Peugeot


52

meio ambiente

Cientistas Acordo entre apresentam plano Brasil e EUA de 20 anos para renascimento da energia nuclear

Em artigo publicado em agosto último na revista Science, um grupo de cientistas britânicos propõe um plano de 20 anos para uma “renascença global da energia nuclear”, com reatores dotados de partes substituíveis, reatores portáteis e reatores a bordo de navios que, segundo os autores, poderiam suprir as necessidades energéticas de vários países com energia limpa. Os pesquisadores, do Imperial College London e da Universidade Cambridge, sugerem um plano em duas etapas. Na primeira, países que já contam com capacidade nuclear instalada poderiam renovar ou prorrogar suas geradoras. No segundo estágio, haveria uma expansão global da base energética nuclear até 2030. Segundo os autores, a proposta poderia preencher a lacuna deixada pela desativação de antigas usinas nucleares, a gás e carvão, além de reduzir a dependência global de combustíveis fósseis. Os pesquisadores sugerem que o desenvolvimento atual da tecnologia permitirá que novos tipos de reatores, muito Amis eficientes, poderão ser ativados por volta de 2030. Eles dizem que novos reatores poderiam ser até 15 vezes mais eficientes que o modelo mais usado na atualidade, os chamados reatores de” água leve”. Outra ideia seria a criação de pequenos reatores modulares que nunca precisariam ser reabastecidos. Eles seriam fornecidos a países como “caixas pretas” lacradas, gerando energia por 40 anos antes de serem devolvidos ao fabricante e substituídos por novas unidades. Como, nesse caso, os trabalhadores da usina geradora jamais teriam contato com material radioativo, as condições de trabalho seriam mais seguras. Além disso, o uso de tecnologias retornáveis reduziria o risco da proliferação de tecnologia nuclear para fins bélicos. (Estadão)

Plano propõe a criação de reatores portáteis ‘caixa preta’, que seriam devolvidos ao fabricante ao final da vida útil

converte dívida em proteção ambiental Brasil e Estados Unidos assinaram em 11/8 último um acordo que reduz o pagamento de uma dívida brasileira em cerca de 21 milhões de dólares em troca de mais proteção dos biomas Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga. Com o acerto, o Brasil se compromete a destinar recursos para projetos de conservação ambiental. “Essa iniciativa representa um salto qualitativo. É mais um instrumento que fortalece a cooperação bilateral, amplia a participação de atores e a oferta de recursos”, disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, segundo o site da pasta. O acordo entre os dois países foi possível graças ao Tropical Forest Conservation Act (TFCA), promulgado pelos Estados Unidos em 1998 e que pretende encorajar a preservação das florestas tropicais no mundo. Foi o 16º acordo deste tipo concluído pelos norteamericanos e o primeiro com o Brasil. “A dívida que será convertida em proteção ao meio ambiente foi contraída pelo Brasil por volta dos anos 1960. De acordo com Izabella Teixeira, o país vinha cumprindo o cronograma de pagamento, e já teria pagado mais de 100 milhões de dólares”, informou o Ministério do Meio Ambiente. (Reuters/Brasil Online)


meio ambiente

mercado empresarial

SBPC - Economia verde é alternativa ao hiperconsumismo, diz professor “Não existe sociedade sem sistema ecológico, mas existe meio ambiente sem sociedade e economia”. Esta foi a afirmação do professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Clóvis Cavalcanti, ao falar sobre o tema Economia verde: como usar a natureza respeitando seus ritmos, na Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Natal (RN). O pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco, que é membro fundador da Sociedade Internacional de Economia Ecológica, defende a ideia da economia verde, destacando que a economia não pode crescer sem respeitar os limites da natureza. “O crescimento exponencial termina sempre em desastre”, frisou. Segundo ele, valores em dinheiro podem sim crescer geometricamente, mas geram possíveis “bolhas”, transformando-se em grandes crises, tal como a vivenciada recentemente nos Estados Unidos. “Há, constantemente, confusão entre crescimento e desenvolvimento, no sentido de evolução, transformação e promoção da vida”, disse. Cavalcanti ressaltou que preocupações quanto aos sistemas de apoio à vida não são parte inerente do modelo de crescimento, pelo contrário são tratadas como entraves, barreiras ao desenvolvimento.

Economia Verde

O pesquisador apontou a economia verde, tal como a valorização de serviços ambientais, no caso da Amazônia, como uma das alternativas para a utilização da natureza, respeitando os limites Usar a natureza, ambientais. Isso ajuda a emperrar o hiperconsumismo desenfreado, com o foco nos gerado pela facilidade de crédito no mercado brasileiro. limites dela “Na verdade, se o desenvolvimento não for sustentável, o que significa ser insustentável, não será desenvolvimento”, pontuou. “Tal é o sentido de uma economia verde: usar a natureza, com o foco nos limites dela. Qual o problema para que isso não aconteça?”, finalizou, deixando a pergunta no ar.

53


sustentabilidade

54

Certificação AQUA gera valorização para empreendimentos

O

Processo AQUA (Alta Qualidade Ambiental), desenvolvido e adaptado à realidade brasileira pela Fundação Vanzolini, maior certificadora nacional, vem ganhando cada vez mais a adesão de construtoras e incorporadoras no país. Criada em 2008, já conta com 25 processos iniciados, 20 certificados emitidos (fases de concepção, programa e operação) e 13 empreendimentos certificados, totalizando cerca de 150.000 m2. Além disso, o nível de satisfação dos clientes do AQUA é alto.

Cidade Jardim Corporate Center

Segundo Luciano Amaral, diretor de incorporação da JHSF, o certificado AQUA é um grande atrativo para a valorização do empreendimento. “No Cidade Jardim Corporate Center, o processo na fase de concepção vem sendo muito bem conduzido pela Fundação Vanzolini, instituição altamente capacitada em certificações ambientais. As auditorias foram muito criteriosas e o emprendimento já foi certificado nas fases Programa e Projeto do processo AQUA”, explica Amaral. Segundo ele, o Cidade Jardim Corporate Center, com três torres, foi concebido dentro dos mais modernos critérios de sustentabilidade. “Desde o início, durante a elaboração do projeto, a JHSF investiu em baixo impacto socioambiental e consumos operacionais reduzidos (água, energia e resíduos). A certificação AQUA atesta ainda que o empreendimento oferece qualidade de vida aos usuários e contribui para o desenvolvimento sócioeconômico e ambiental da região”, assegura. “A sustentabilidade como um dos pilares de crescimento e inovação faz parte do nosso planejamento estratégico. Temos certeza de que, cada vez mais, o desenvolvimento de empreendimentos sustentáveis será objeto de desejo dos investidores”, destaca Amaral.


sustentabilidade

mercado empresarial

Casa Natura

Inaugurada em 10/8 último, a Casa Natura Santo André também já recebeu a certificação AQUA (Alta Qualidade Ambiental) da Fundação Vanzolini. O espaço apresenta alto desempenho em gestão energética, gestão da água, gestão de resíduos na construção e operação, conforto (térmico, olfativo, sonoro, visual) e inserção urbana e relação com o entorno. Sétima unidade no país, a nova Casa Natura é destinada à realização de encontros, cursos, lançamentos e treinamentos para consultoras, além de fortalecer o relacionamento dos consumidores com a marca, permitindo a experimentação dos produtos. Os escritórios Epigram//GROUP e Forte, Gimenes & Marcondes Ferraz (FGMF), de São Paulo, responsáveis pelo projeto arquitetônico, propuseram a construção com sistema pré-fabricado, a fim de gerar mais eficiência, sustentabilidade, controle de custos e manutenção, de processos e rapidez na montagem. Com 250m², a casa tem dois auditórios flexíveis, que podem se fundir num grande espaço, além de jardim e ambientes de exposição de produtos para experimentação. A FGMF buscou soluções de construção seca e pré-fabricada para assegurar rapidez ao processo de montagem, reduzir a geração de resíduos na construção e garantir um alto desempenho quanto à eficiência energética e gestão de recursos.

Mais empreendimentos AQUA

Casa Natura Santo André também já recebeu a certificação AQUA (Alta Qualidade Ambiental) da Fundação Vanzolini.

Entre os outros diversos empreendimentos em processo de certificação AQUA, na cidade de São Paulo, estão o Centro de Eventos Nortel e uma escola estadual, da Fundação para o Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (FDE). Na Bahia, há dois empreendimentos residenciais da construtora Ecomundo. No Rio de Janeiro, em Niterói, a unidade da loja Leroy Merlin já obteve a certificação de todas as fases. Em Pindamonhangaba (SP), conjuntos habitacionais financiados pelo Minha Casa Minha Vida, da Construtora Casoi, receberão a certificação AQUA, além da Escola de Sustentabilidade Campus Natura, em Nazaré Paulista (SP). Critérios exigentes - A certificada AQUA se baseia em 14 critérios de sustentabilidade divididos em quatro fases: eco-construção, eco-gestão, conforto e saúde. Isso abrange a concepção, projeto, construção e fase de uso dos empreendimentos, sejam eles residenciais, comerciais, complexos esportivos e arenas, ou destinados à habitação popular. Com isso, geram baixo impacto no meio ambiente durante a fase de construção, consomem menos

55


56

sustentabilidade

O Cidade Jardim Corporate Center, em São Paulo, é o primeiro complexo comercial com a certificação AQUA no Brasil.

recursos naturais e geram menos resíduos, explica Luiz Henrique Ferreira, diretor da Inovatech Engenharia, consultoria líder do Referencial Técnico AQUA e que detém 55% dos empreendimentos. Diferenciais - Além disso, a certificação AQUA é bem diferente das certificações verdes existentes no mercado brasileiro da construção civil. Sua aplicação é mais exigente devido às auditorias presenciais em todas as fases. Ao mesmo tempo, é mais flexível quanto às soluções de projeto que podem ser adotadas, de acordo com a realidade brasileira, considerando região, clima, vegetação, comunidade local, entre outros critérios. Outro detalhe importante no processo AQUA, é que durante a fase de projeto são consideradas soluções passivas e ativas para a redução de impactos ambientais e custos operacionais da construção. Soluções ativas e passivas - Entre as soluções passivas, que podem ser empregadas sem custo adicional, estão a orientação das fachadas de modo a obter iluminação natural; cobertura destacada do forro, para melhora da ventilação natural; e sombreamento das faces ensolaradas com utilização de vegetação para reduzir o calor no interior do imóvel. Se forem adotadas já na fase do projeto arquitetônico, a habitação sustentável pode ter um custo similar à convencional. Já as soluções ativas podem incluir adoção de vasos sanitários com descarga de seis litros, torneiras e chuveiros economizadores, sistemas de aproveitamento de água da chuva e reuso de água, lâmpadas de alta eficiência energética, uso de energia solar para aquecimento da água, etc. “Estes itens podem requerer um investimento maior. Porém, é bom lembrar que quanto mais alto o desempenho ambiental, menores serão os custos operacionais da edificação”, explica o professor Manuel Carlos Reis Martins, coordenador executivo do Processo AQUA na Fundação Vanzolini. Menor custo operacional - Martins ressalta que, hoje em dia,

é necessário repensar o conceito de custo da obra, levando em conta também a fase de operação, cujo custo, ao longo dos anos, é muito maior do que o valor gasto na construção. Num horizonte de 30 anos, do custo total de construção e operação de um edifício, cerca de 20% correspondem à construção e 80% à operação. “Ou seja, se um edifício for sustentável e, conseqüentemente, tiver custos operacionais mais baixos, os investimentos adicionais realizados na fase de construção terão um rápido retorno”, destaca Martins. “No Brasil, ainda não existem números relacionados a construções sustentáveis. Mas, na Europa, o período de retorno do investimento em uma obra sustentável gira em torno de dois a seis anos, aproximadamente. Além disso, uma construção sustentável - que pode ser uma casa, um edifício residencial, um hospital, uma escola, uma loja certamente terá um valor patrimonial mais alto ao longo do tempo do que uma convencional, justamente pela durabilidade e facilidade de manutenção e pelo baixo custo operacional”, analisa Martins. A Certificação AQUA, é abrangente e inclui parâmetros técnicos, regulamentações e normalização técnica nacional. Sua metodologia, baseada no HQE Francês, é reconhecida internacionalmente por diversas entidades certificadoras no mundo (França, Alemanha, Inglaterra, Finlândia , Itália e Estados Unidos), que fazem parte da SB Alliance, da qual a Fundação Vanzolini é membro fundador e ocupa a vice-presidência ME


mercado empresarial

qualidade

ISO 14.000:

a norma da empresa que pensa no futuro sem abandonar o presente *Manuel Carlos Reis Martins

O

s impactos ambientais gerados pelo desenvolvimento industrial e econômico começaram a ser considerados de forma mais efetiva a partir dos resultados da conferência mundial sobre o meio ambiente, a ECO-RIO-92, e da criação, em 1993, pela ISO (International Organization for Standardization) do Comitê Técnico TC 207 para desenvolver a série de normas ISO 14.000, que têm como foco a proteção do meio ambiente. Logo após o lançamento da norma, em 1996, a Fundação Vanzolini tornou-se a primeira certificadora brasileira dos Sistemas de Gestão Ambiental ISO 14001. Desde então, já certificou 240 unidades produtivas de 132 organizações no país. A taxa anual de crescimento das certificações ambientais registrada por nós tem girado em torno de 22% ao ano. Nos primeiros quatro meses de 2010, a entidade emitiu cerca de 80 certificações ISO 14000. Porém, o processo de certificação ambiental no Brasil avança gradual e lentamente. Poderia ser mais veloz, mas a importância, eficiência e eficácia da gestão ambiental ainda precisa ser melhor compreendida pelos empreendedores. O setor industrial é o que mais procura a certificação, talvez pelo fato de estar sujeito a requisitos legais mais restritivos em termos ambientais. Já o setor de serviços ainda tem um caminho mais longo a percorrer nesse aspecto. Os setores econômicos que vêm sendo certificados pertencem à indústria, comércio, agricultura, saúde, serviços diversos, construção civil, educação, transportes, controle ambiental, energia e laboratórios, entre outros. Entre os segmentos que mais requisitam a certificação ambiental estão a indústria de metais básicos e produtos metálicos, química, produtos químicos e fibras, além de empresas de transporte, armazenagem e comunicação.

As maiores dificuldades enfrentadas pelas empresas ocorrem quando são necessárias adequações para atendimento à legislação vigente ou no controle de algum aspecto ambiental significativo. Isso pode demandar tempo e investimentos com retorno apenas no médio prazo. Porém, com o desenvolvimento técnico das equipes de gestão ambiental a compreensão do impacto dos poluentes gerados e do consumo de recursos naturais para as atividades empresariais vem se aprofundando. Na verdade, a ISO 14000 é uma norma aberta, focada em controle e resultados, e pode ser adotada por qualquer tipo de empresa. Uma compreensão maior dos gestores, técnicos, consultores e auditores a respeito das conseqüências dos impactos ambientais permitiram à Fundação Vanzolini, ao longo do tempo, o desenvolvimento de uma forma de avaliar mais rigorosa e mais focada. Isso foi resultado do intercâmbio de experiências, consolidado nos programas de reciclagem dos nossos auditores. Além disso, as mudanças no clima, os acidentes ambientais e os desastres naturais vêm alertando a todos sobre a necessidade de muito controle e vigilância em relação ao ambiente. Com isso, o conceito da sustentabilidade se afirma cada vez mais no mundo e, como não poderia deixar de ser, no Brasil. Desse modo, a inserção na gestão da organização de critérios da qualidade, meio ambiente, segurança e saúde ocupacional, responsabilidade social, levam a uma gestão mais integrada, com sinergia na obtenção dos resultados. Hoje, existe a vantagem de realizar auditorias combinadas, para avaliação de conformidade de sistemas de gestão integrados, como o da qualidade, de responsabilidade social e do meio ambiente, o que vem sendo praticado pela Fundação Vanzolini já há bastante tempo, em benefício dos seus clientes. A certificação ISO 14001 concedida pela Fundação Vanzolini demonstra, por avaliação independente e presencial, que a organização pratica de fato a gestão Manuel Carlos Reis ambiental, atendendo os critérios da norma e aos seus Martins é coordenador próprios objetivos e política ambiental. Dessa maneira, técnico de certificação as organizações que adotam a certificação ambiental ambiental ISO 14000 são grandes promotoras e amplificadoras do processo, da Fundação Vanzolini incentivando a gestao ambiental em toda a sua cadeia (formada por Professoprodutiva, desenvolvendo a educação ambiental dos res do Departamento seus colaboradores e divulgando seus resultados para de Engenharia de Proa sociedade. Pensar no futuro sem abandonar o predução da POLI/USP). sente, é o que as empresas precisam considerar para www.vanzolini.org.br melhorar seu desempenho ambiental ME

57


58

dicas de leitura

Aços e Ligas Especiais 3ª. edição Os aços especiais de alta liga e as ligas especiais situam-se no topo da pirâmide da siderurgia mundial. Embora seu volume produzido seja pequeno comparativamente aos aços comuns, seu valor é muito maior, devido ao seu alto teor de elementos de liga, tipicamente acima de 7%. Já as ligas especiais são constituídas na sua maioria por ligas a base de níquel e possuem características especiais. Ao mesmo tempo, esses aços e ligas exigem, desde a fase de projeto, um profundo conhecimento da metalurgia envolvida. Ainda, o emprego de técnicas e processos avançados de fabricação os diferenciam dos aços comuns, pois suas características e propriedades finais são fortemente condicionadas pelo processo de fabricação. Assim, o conhecimento da metalurgia dos aços especiais é essencial para novos engenheiros e técnicos que de alguma forma se envolvam com estes aços e ligas, bem como aos estudantes das disciplinas de materiais e metalurgia. Foi com esse pensamento que os autores produziram esta obra, totalmente revista e atualizada na sua 3ª. edição. Autores: André Luiz V. da Costa e Silva, Paulo Roberto Mei Editora: Edgard Blucher 3ª. edição - 2010 Número de páginas: 664

Aspectos Tribológicos da Usinagem dos Materiais O profissional de usinagem convive com novidades que surgem cada vez com maior frequência, resultado do dinamismo do setor que coloca no mercado ferramentas, materiais, máquinas e até mesmo novos processos. Esta obra objetiva fornecer conhecimentos para o aperfeiçoamento de processos, estoques, logística e outros, visando maior competitividade frente a esse novo cenário. Os autores abordam os fundamentos da usinagem com enfoque em tribologia — ciência que estuda a interação entre superfícies, atrito, desgaste e lubrificação. Autores: Sandro Cardoso Santos, Wisley Falco Sales Editora: Artliber / 2007 Número de páginas: 248

Usinagem Em Altíssimas Velocidades Como os Conceitos Hsm/hsc Podem Revolucionar a Indústria Metal Trata-se de uma coletânea de artigos sobre os principais aspectos da HSM/HSC, mesclando textos de acadêmicos, profissionais que convivem com a usinagem no cotidiano e jornalistas. O resultado é uma obra abrangente, compatível com a realidade brasileira, e útil para as empresas que ainda não se decidiram pela aplicação da tecnologia. Para as que já a aplicam, aborda aspectos que vão ajudar a otimizar seus resultados. É indicada para estudantes, profissionais e engenheiros que desenvolvem atividades relacionadas à usinagem e também para gerentes e administradores de empresas que tomam parte nas decisões sobre os investimentos em máquinas e equipamentos. Autores: vários articulistas Editora: Érica / 2003 Número de páginas: 214


dicas de leitura

mercado empresarial

Manutenção Orientada para Resultados O crescente aumento da competitividade nas indústrias exige o contínuo aprimoramento das práticas de gestão da manutenção nos seus equipamentos. Com sua especialização técnica, criatividade e raciocínio lógico, os profissionais de manutenção são os personagens principais no desenvolvimento da eficiência produtiva das fábricas. Foi com esse pensamento que os engenheiros Júlio Nascif e Luiz Carlos Dorigo escreveram Manutenção Orientada para Resultados. Lançando mão de sua vasta experiência, com mais de 21 anos de trabalho dentro de uma companhia de renome como a Petrobras, os autores expõem diversas normas, padrões, requisitos e indicadores-chave de performance inovadoras em várias vertentes da área de manutenção. Seu objetivo principal é estimular a formação de profissionais criativos, competentes e decisivos na aplicação dos processos industriais. Outro ponto importante destacado pelos autores é a exploração de diferentes arquétipos da metodologia de gerenciamento. Conceitos voltados, sobretudo, para o foco de metas e resultados de uma organização de manutenção, bem como o alcance de padrões de excelência. Autores: Júlio Nascif e Luiz Carlos Dorigo Ano de lançamento: 2010 Número de Páginas: 296

Fundamentos da Usinagem dos Metais São tratados os conceitos fundamentais, as principais teorias e dados experimentais que possibilitam o conhecimento e a utilização racional dos processos de usinagem, bem como suas implicações econômicas. Enfatiza a parte dos ensaios e seus aparelhamentos. Autor: Dino Ferraresi Editora: Edgard Blucher - 11ª. edição Número de Páginas: 751

Teoria da Usinagem dos Materiais Este livro contém todos os princípios básicos sobre os processos de usinagem, apresentando os modelos e conceitos imprescindíveis ao engenheiro envolvido com a matéria. A nomenclatura e a simbologia específicas da usinagem dos materiais são as mais atualizadas e a aplicação destas é claramente exemplificada. A obra mostra, de maneira clara e didática, a formação de cavacos, com modelos teóricos consagrados, os quais permitem não só o entendimento mas também a aplicação nos cálculos de força e potência de usinagem. Esses conceitos se aplicam a qualquer outro processo de usinagem, independentemente dos materiais usinados, mesmo em compósitos hoje largamente utilizados na indústria aeroespacial. Os modelos permitem a previsão de resultados, bem como a seleção de máquinas e equipamentos. O livro aborda também os mais recentes avanços em materiais para ferramentas de corte, suas aplicações e vantagens, proporcionando uma visão bastante atualizada das melhores práticas em usinagem de materiais. Além desses tópicos, o texto apresenta modelos para avaliação econômica das operações de usinagem, mostrando como as condições de corte, avanço, velocidade e profundidade de corte podem tornar os processos mais produtivos. Por último, os processos abrasivos são descritos e analisados com base nas mais recentes descobertas científicas nesta importante área de acabamento da usinagem Autores: Álisson Rocha Machado, Reginaldo Teixeira Coelho, Alexandre Mendes Abrão, Márcio Bacci da Silva Editora: Edgard Blucher / 2009 Número de páginas: 384

59


60

vitrine

Nova gama de portaferramentas Sandvik com maior flexibilidade

Villares Metals lança centro de usinagem Sua alta tecnologia

Essa nova gama da Sandvik Coromant de porta-ferramentas integrados foram desenhados para compatibilidade com ferramentas CoroMill 316 com cabeça intercambiável (EH – Exchangeable Head). Os suportes alcançam um desempenho seguro com relação à transmissão de torque, batimento radial e precisão, melhor do que o obtido com uma haste cilíndrica fixada em um mandril de precisão, com balanço da ferramenta comparável. Para melhores resultados de usinagem, o balanço total deve ser sempre mantido a um mínimo absoluto. Os suportes integrados com acoplamento EH proporcionam um comprimento total de programação comparado a portaferramentas com haste cilíndrica com acoplamento EH – oferecendo, assim, melhor estabilidade, quando todas as outras variáveis de usinagem forem as mesmas. Com as possibilidades das ferramentas modulares, os suportes podem ser usados em muitas combinações de ferramentas para se adaptarem à aplicação e à máquina-ferramenta, a partir de um estoque pequeno de itens standard. Para maior flexibilidade das ferramentas, esses suportes reduzem os tempos de set up, requerem ajuste mínimo do comprimento da ferramenta para cada uma das aplicações, sempre com garantia de desempenho estável.

Os suportes alcançam um desempenho seguro com relação à transmissão de torque, batimento radial e precisão

O novo centro de permite a realiusinagem da Villares zação das fases Metals conta com instalações especiais e mais sofisticadas equipamentos de alta do acabamento de tecnologia que permiforjados tem a realização das fases mais sofisticadas do acabamento de forjados, desde pequenas até grandes dimensões como as exigidas pela indústria de óleo e gás, sejam elas peças near net shape ou produtos acabados em peças no tamanho necessário para cada tipo de aplicação. Entre os equipamentos que compõem o centro estão tornos CNC com capacidade para usinagem de peças de até 50 toneladas, uma mandrilhadora floor type CNC de grande porte, equipamentos de inspeção de última geração e softwares de programação CAD-CAM para usinagem de peças complexas. Vale ressaltar que a Villares Metals praticamente dobrou sua capacidade de atendimento ao setor ao investir em uma prensa de 5.000 toneladas, uma das maiores em sua categoria, que permite produzir lingotes com até 45 toneladas.


mercado empresarial

vitrine

CNC–TND 200 da Ergomat, novo conceito em torno universal Apresentando o inédito conceito construtivo Monobloco, rígido, compacto por fora e amplo na área de trabalho, o novo TND 200 pretende ser a solução exata para a fabricação de peças a partir de barras, matéria-prima cortada, fundida ou forjada. Seu barramento inclinado em 60º proporciona ao operador um confortável acesso às ferramentas e à área de trabalho. As características do novo produto são: barramento inclinado a 60°; carro cruzado e contra Inédito conceito construponta deslizam sobre guias lineares de rolos de tivo monobloco, rígido, alta precisão; revólver Sauter, servo acionado, com compacto por fora e amtambor porta-ferramenta de doze posições; contra ponta hidráulica programável, possibilitando, num plo na área de trabalho mesmo programa, usinagens internas e externas ção do fluido refrigerante com o óleo com ferramentas standard livres de colisão; sistelubrificante; transportador de cavacos ma de pre-set de ferramentas de corte através de dispositivo ótico com cálculo automático das ferramentas, sendo removível e integrado ao tanque do fluido refrigerante; conjunto intercambiável entre outras máquinas do mesmo modelo (este porta pinças de troca rápida; dispositivo de separação de peças com sistema garante alta precisão na medição e fica livre de agressões gaveta basculante que permite a retirada das peças sem parada da por vibrações, por cavacos, por fluidos de corte e de contatos com máquina; interfaces para aplicação de alimentadores hidráulico ou os gumes de corte); sistema de refrigeração do fluido de corte magazines de barras; máquina compacta pelas dimensões externas, de 6 bar de pressão e, opcionalmente, 20 bar; fusos de esferas oferecendo grande economia de espaço, porém com generoso recirculantes e guias lineares de rolos de alta precisão dotados de campo de trabalho; projeto voltado ao conforto operacional e à cartuchos de lubrificação integrados, que evitam a contamina- proteção do meio ambiente.

61


62

vitrine

Lançamentos da Cemar Legrand para os segmentos industrial e terciário A Cemar Legrand, maior fabricante de centros e quadros de distribuição e quadros de comando, está Com os lançamentos, a ampliando sua oferta com produtos da marca Legrand para proteção e distribuição de energia, destinados aos empresa completa sua setores terciário e industrial. Para a área de proteção de oferta e oferece produtos energia, o lançamento é o disjuntor caixa aberta, DMX³, A família modular Lexic consolidados internacioum dos principais itens de instalação elétrica. Com alta também está sendo complenalmente performance e garantia de qualidade Legrand, a linha mentada com Relé TempoDMX³ tem opção de 800 a 4000A e capacidade de inrizado, Interruptor Horário terrupção de corrente entre 50kA e 100kA. Digital, DX-MA, Contatores Também estão sendo lançados os quadros e painéis de Modulares, Minuterias, Fontes de Alimentação e Instrumentos distribuição XL³, tipo TTA, certificados e ensaiados conforme de Medição, em total sinergia com os quadros XL³. as normas NBR IEC 60439-1 e NBR IEC 60439-3, com granPara os projetos de alta exigência técnica, foram agregade espaço para cabos e áreas largas de conexões. Totalmente dos à gama já reconhecida da Cemar Legrand, os quadros de modulares, a oferta inclui desde os quadros XL³ 160/400 até comando da Linha Atlantic são adequados às normas UL e os painéis XL³ 800/4000. NBR IEC 62208. Em chapa de aço e pintura eletrostática, na cor RAL 7035, é produzido no Brasil, com grau de proteção IP66 IK10, e tem invólucro para proteção de equipamentos de comando, controle e distribuição. Para completar o conjunto de controle de energia, a Cemar Legrand também traz Contatores e Botoeiras. Os Contatores Industriais, família CTX, de potência tripolar, com relé bimetálico, e bobinas de acionamento, servem para reposição, contatos auxiliares NA e NF. Já os Contatores CTX-C, para acionamento de bancos de capacitores, são de fácil instalação, alta qualidade e destinados às principais aplicações da indústria. Para acionamento e sinalização, a Cemar Legrand oferece as botoeiras Osmoz, que podem ser compostas ou componíveis. Além disso, oferece o dispositivo de proteção contra sobrecargas (sistema DIN) DLD Lorenzetti em Curva C, que tem preço competitivo nas opções Monopolar, Bipolar e Tripolar 3kA.

Acesse o portal:


release

mercado empresarial

63

TUBONIL: experiência aliada à modernidade A Tubonil está no mercado desde 2006. Trata-se de uma empresa nova, mas com profissionais com muitos anos de experiência no mercado de tubos de aço carbono sem costura e com costura, de pequenos e grandes diâmetros. O comercializa também a linha de Tubos Especiais de 12” a 24” SCH 40 A SCH 160, Tubos Mecânicos ST52 de 50,00mm a 650,00mm paredes grossas, padrão e fora de padrão. Localizada no município de Guarulhos – SP, numa área de 2.500m2, tem instalações modernas e funcionais que lhe permitem atender, com alto nível de qualidade, todas as demandas de seus clientes e fornecedores em todo o Brasil.

A maior preocupação da empresa é com a satisfação de seus clientes e com o cumprimento qualitativo de suas atividades: assim, dedica-se à melhoria contínua de seus produtos e serviços. Tudo isso faz da Tubonil mais que um distribuidor de tubos de aço, um parceiro de negócios preocupado em atender seus clientes de forma diferenciada, orientando e prestando suporte técnico.

Tubonil Comercial de Tubos de Aço Ltda. Fone/Fax: (11) 2406-7494 www.tubonil.com.br • vendas@tubonil.com.br


64

release

metalúrgica ibedal sua melhor produção fora da sua empresa A metalúrgica Ibedal está estabelecida desde 1965 no mercado produzindo peças técnicas usinadas de pequeno porte ou torno revólver automático com alta precisão e tecnologia. Possui um moderno parque fabril, composto principalmente por tornos automáticos e manuais para atender a pequenas e grandes quantidades de peças em qualquer tipo de material. • Peças usinadas especiais • Conexões

• Uniões • Adaptadores • Eixos • Guia de válvulas • Pinos • Porcas • Buchas www.ibedal.com.br Tels:(11) 2954-3933 / 2954-3936 Fax:(11) 2954-9044


release

mercado empresarial

IMPÉRIO DOS METAIS - DISTRIBUIDORA DE METAIS Com investimentos em aquisição de novos equipamentos e a preocupação permanente com a qualidade e diversificação da linha, a Império dos Metais se prepara para novos nichos de mercado. A empresa está há mais de 10 anos atendendo os mais variados setores da indústria e possui um amplo mix de produtos, distribuindo metais cortados sob medida: Alumínio, Bronze, Cobre, Latão, Aço Inoxidável, Aço Ferramenta e Aços para construção mecânica. Renomada no fornecimento de materiais importados de alta tecnologia sem similar nacional, como, por exemplo, o alumínio 7075, utilizado em larga escala na produção de moldes e para diversos fins, possui como fornecedores as principais usinas do país e do exterior. Atende diversos segmentos, como metal-mecânico, eletro-eletrônico, automotivo, eletrodomésticos, automobilístico, sucroalcooleiro, têxtil, alimentício, entre outros.

Possui uma central de cortes e conta ainda com galpões equipados com pontes rolantes para movimentação de cargas, bem como frota própria de caminhões e veículos possibilitando a entrega dos produtos nos prazos que o mercado exige. A empresa está em processo de certificação ISO 9000 e uma vez concluída essa mudança prevista para o final deste semestre a empresa vai garantir melhor qualidade de seus processos e materiais. Segundo Marcelo Ama, diretor da Império dos Metais, “o mercado é muito competitivo, mas nossa preocupação em atender com total eficiência, qualidade e rapidez, fez com que nosso desempenho nos últimos anos fosse sempre acima da média do crescimento do setor”. Império dos Metais (11) 2036.9900 www.imperiodosmetais.com.br vendas@imperiodosmetais.com.br

65


66

índice de anunciantes

123 Achei.......................................................................................62 Aceflan Acessórios Industriais......................................................52 Aço Forte........................................................................................26 Amag Geradores............................................................................51 ARS Ind. e Com. de Parafusos e Ferragens.................................50 Beerre Assessoria Empresarial.....................................................51 Brasved...........................................................................................19 CIESP................................................................................................30 Cofibam Condutores Elétricos.......................................................05 D & D Manufatureira..................................................... 48/2ª Capa De Carlo Usinagem e Componentes............................................41 Diadema Com. de Papéis e Embalagens....................................52 Epil...................................................................................................40 Extretec Indústria e Comércio de Trefilados...............................63 Feital....................................................................................Capa/17 Getrat Ipiranga......................................................................3ª Capa Império dos Metais Comercial.....................................................65 Infrafort Tubos e Conexões de PVC..............................................50 Lacorte Ind. e Com de Corte e Laminação de Aço.....................63 Lapefer Comércio e Indústria de Laminados..............................26 Lotus Metal.....................................................................................53 M T R Válvulas e Conexões...........................................................53 Metalúrgica Ibedal.........................................................................64 Metalúrgica Sam........................................................................Capa Miranda Lynch & Kneblewski.......................................................58 Niquelação e Cromação Brilhante...............................................62 Novoaço Especial...........................................................................65 Parafusalia......................................................................................59 Pro & Ind Produtos Industriais......................................................65 Qualinox..........................................................................................45 Regional Compressores.................................................................46 Sesi-SP e Senai-SP.........................................................................39 Silvale Comércio de Ferramentas................................................46 Super Finishing do Brasil............................................... 15/4ª Capa Tropical Tendas..............................................................................59 Tubonil Comercial de Tubos de Aço.............................................61 Vertex Comércio e Indústria.........................................................58 Wimaq Industrial............................................................................64



Revista Mercado Empresarial - Usinagem2010