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Especial Feicon Batimat - 2012

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Ano 7 - Edição nº 39 - Março de 2012 Publicação

CONSTRUÇÃO

MANTÉM RITMO FORTE

NOS CANTEIROS

Inovação

Cimento transparente, inovação sustentável

Desenvolvimento A introdução das lâmpadas de LED no mercado exige cuidados

Mercado

Sudeste é a região mais cara para construir


editorial

mercado empresarial

expediente Coordenação: Mariza Simão Redatora: Sonnia Mateu - MTb 10362-SP contato: sonniamateu@yahoo.com.br Colaboraram nesta edição: Irineu Uehara e João Lopes Diagramação: Rogério Silva e Fellipe Moreira Arte: Cesar Souza, José Francisco dos Santos, José Luiz Moreira, Edmilson Mandiar, Ivanice Bovolenta, Marilene Moreno Hermínio Mirabete Junior, Ricardo Satoshi Yamassaki, Danilo Barbosa Gomes Distribuição: 20ª Feicon Batimat Impressão: RR Donnelley Matriz: São Paulo - Rua Martins Fontes, 230 - Centro CEP 01050-907 - Tel.: (11) 3124-6200 - Fax: (11) 3124-6273 Filiais: Araçatuba - Rua Floriano Peixoto, 120 1º and. - s/ 14 - Centro - CEP 16010-220 - Tel.: (18) 3622-1569 Fax: (18) 3622-1309 Bauru - Edifício Metropolitan Rua Luso Brasileira, 4-44 - sl 1214 - 12º and. CEP 17016-230 - Tel.: (14) 3226-4068 Fax: (14) 3226-4098 Piracicaba Sisal Center - Rua Treze de Maio, 768 sl 53 - 5º and. CEP 13400-300 - Tel.: (19) 3432 - 1434 Fax.: (19) 3432-1524 Presidente Prudente - Av. Cel. José Soares Marcondes, 871 - 8º and. - sl 81 - Centro - CEP 19010-000 Tel.: (18) 3222-8444 - Fax: (18) 3223-3690 Ribeirão Preto - Rua Álvares Cabral, 576 -9º and. cj 92 - Centro - CEP 14010-080 - Tel.: (16) 3636-4628 Fax: (16) 3625-9895 Santos - Rua Leonardo Roitman, 27 - 4º and. cj 48 Santos - SP - CEP.: 11015-550 Tel.: (13) 3224-9326 / 3232-4763 São José do Rio Preto - Rua XV de Novembro, 3057 3º and. - cj 301 - CEP 15015-110 Tel.: (17) 3234-3599 - Fax: (17) 3233-7419 O editor não se responsabiliza pelas opiniões expressas pelos entrevistados.

CONSTRUÇÃO TEM DESEMPENHO SUPERIOR À ECONOMIA DO PAÍS

A

s empresas que se dedicam à construção civil no País têm poucos motivos para queixas. De alguns anos para cá, os números exibidos têm indicado um desempenho vigoroso

do setor, superior ao ritmo da própria economia do País, tendência que deve prolongar-se pelos próximos anos. Mesmo com alguns atropelos (como a desaceleração na área de infraestrutura, em razão dos cortes orçamentários induzidos pelo Governo Federal a título de ajuste fiscal, além da política monetária mais restritiva, com altas nos juros, que perdurou até agosto), que acabaram sacrificando os resultados finais, o PIB específico do segmento teve um incremento da ordem de 4,8% em 2011, antevendo-se para 2012 um índice um pouco superior, na faixa de 5,2%, segundo estimativas do SindusCon-SP e da FGV. Assim, não é de espantar que esta indústria desfrute hoje de uma situação de pleno emprego, em vista do contingente de 3,04 milhões de trabalhadores formais arregimentados, tendo sido abertos em 2011 mais 211,1 mil postos, redundando em uma elevação de 7,46% na taxa geral de ocupação. Com mais este ganho, nos últimos sete anos as construtoras simplesmente dobraram o número de empregos diretos. Quarto maior Salão da Construção no mundo, a 20ª. Feicon Batimat, de 27 a 31 deste mês de março, em São Paulo, vai colocar em debate o atual cenário da Construção, com seus gargalos e tendências, especialmente a questão das certificações ambientais. A Mercado Empresarial faz a sua parte, dedicando ao setor esta edição.

Mercado Empresarial

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sumário

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Panorama do setor

Desenvolvimento

06 Construção mantém

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ritmo forte nos canteiros

A introdução das lâmpadas de LED no mercado exige cuidados

Prevenção

39

Números indicam um desempenho vigoroso do setor

Grupo Incefra lança revestimento cerâmico com proteção antibactéria permanente

Meio Ambiente

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Opinião

15

Esperanças renovadas

Sustentabilidade

58

Evento

16

Segmento habitacional puxa o crescimento do Processo AQUA

Projetos de consumo consciente para mais de mil escolas

Feicon 20 anos

Planejamento

62

Inovação

18

Cimento transparente, inovação sustentável

Tendência

66

Gestão

22

Franquias, custo de ocupação e aluguel

Indústria de tintas prevê crescimento de 4,0% em 2012

32

Um novo jeito de definir as classes socioeconômicas e de pesquisar o consumo no Brasil

Fascículo Ecoturismo - Vol.2

70

Cases & Cases

72

Caixa lucra R$ 5,2 bi. Carteira imobiliária tem saldo de R$ 153 bi

Pesquisa

69

A fiscalização em obras e reformas de edifícios

Oportunidades e desafios

Economia

28

Indaiatuba ganha projeto inovador

Legislação

Mercado

25

Atrasos de obras diminuem e mercado está sadio

74 84

Curtas

Conquistas e desafios da indústria de materiais

77

Vitrine

Dicas de leitura

Nesta edição: DESTINO BRASIL - Mata Atlântica


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panorama do setor

CONSTRUÇÃO

MANTÉM RITMO FORTE

NOS CANTEIROS

S

e a meta é seguir crescendo firme, sem maiores sobressaltos no caminho, as empresas que se dedicam à construção civil no País têm poucos motivos para queixas. De alguns anos para cá, os números exibidos têm indicado um desempenho vigoroso do setor, superior ao ritmo com que a própria economia do País vem se expandindo, consolidando uma tendência que, pelo visto, deve prolongar-se pelos próximos anos. O PIB (Produto Interno Bruto) Números indicam específico deste segmento teve um inum desempenho cremento da ordem de 4,8% em 2011, vigoroso do setor antevendo-se para 2012 um índice um pouco superior, na faixa de 5,2%, segundo estimativas do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e da FGV (Fundação Getúlio Vargas), disponíveis até o fechamento desta edição de Mercado Empresarial. Não é de espantar, portanto, que esta indústria desfrute hoje de uma situação de pleno emprego, em vista do contingente de 3,04 milhões de trabalhadores formais arregimentados, tendo sido abertos em 2011 mais 211,1 mil postos,

redundando em uma elevação de 7,46% na taxa geral de ocupação. Com mais este ganho, nos últimos sete anos as construtoras simplesmente dobraram o número de empregos diretos, conforme estatísticas do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). É verdade que o desempenho de 2011 se viu ofuscado frente aos portentosos 15,2% (taxa revisada recentemente) calculados para 2010 – uma marca indubitavelmente “chinesa”, a maior registrada desde 1986, muito superior aos 7,5% de avanço no PIB geral daquele ano. Mas, ainda assim, os resultados são considerados bons pelos analistas. Deve-se levar em conta primeiramente, argumentam eles, que 2010 sobressaiu em relação a uma base de comparação frágil, que foi o ano de 2009, seriamente comprometido pela crise econômica global, a qual forçou o adiamento de boa parte dos empreendimentos para o ano seguinte. Seja como for, 2011 se notabilizou por alguns atropelos, que acabaram sacrificando os resultados finais. Como explica Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da construção da FGV, houve uma desaceleração na área de


mercado empresarial

infraestrutura, em razão dos cortes orçamentários induzidos pelo Governo Federal a título de ajuste fiscal, além da política monetária mais restritiva, com altas nos juros, que perduraria até agosto.

panorama do setor

em andamento, além de terem sido contratadas outras 354 mil em todos os Estados. A prioridade traçada é atender as famílias de mais baixa renda que ganham até R$ 1.600. Deste modo, 60% das moradias, ou seja, 1,2 milhão delas, irão para esta faixa populacional. Já para quem ganha até R$ 3.100,00, serão destinadas 600 mil unidades, indo o restante para as famílias com renda um pouco maior, até R$ 5 mil. Na realidade, a fase dois deste megaplano habitacional está contemplada no guarda-chuva do PAC 2, que por sua vez previu o desembolso, entre 2011 e 2014, de R$ 1,59 trilhão em logística, energia, melhorias nos centros urbanos e áreas sociais (os mesmos objetivos, a grosso modo, do PAC 1).

Projetos do PAC afetados Nesse quadro, a efetivação dos projetos previstos no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) foi diretamente afetada. Para se ter uma ideia do ocorrido, no período janeirooutubro do ano passado, os investimentos no PAC com recursos da União somaram R$ 14,1 bilhões, declinando 14% frente aos R$ 16,4 bilhões totalizados em igual período de 2010. Foi a primeira queda contabilizada pelo programa, lançado em 2007 para reunir as obras Solução para moradias prioritárias do governo. Classificando o Minha Casa como uma E não se pode esquecer, nota Ana, dos iniciativa “extremamente bem desenhada”, escândalos envolvendo desvios de recursos no âmbito do Ministério dos Transportes e no Eduardo Zaidan, vice-presidente de economia DNIT (Departamento Nacional de Infraes- do Sinduscon-SP, julga que, embora tenha trutura de Transportes), órgão interno daquele demorado para deslanchar e tenha sofrido retardos, ele ataca as barreiras que ministério, que também coninibem a oferta de imóveis no correram para brecar determiMateriais de Brasil. “O programa possui um nados empreendimentos. “Um construção tiveram tripé que resolveu a questão em indicador que atesta o impacto crescimento de outros países: poupança familiar, sofrido é que o crescimento apenas 2,9% subsídios do governo e inversão do emprego formal na infrade diversos capitais”. estrutura foi de apenas 2% em O dirigente do SindusCon, no 2011, bem menor do que nos entanto, aponta alguns entraves anos anteriores, quando houve expansão média da ordem de 8%”, compara a na consecução das empreitadas do Minha Casa. Em primeiro lugar, os valores algumas vezes especialista da FGV. Este revés foi compensado, pondera ela, defasados pagos na contratação. Em segundo, pela performance do segmento imobiliário, que a falta de terrenos nas grandes capitais, o que manteve um ímpeto relativamente forte, tanto encarece o custo global, complicando a fabriassim que o nível de ocupação neste nicho subiu cação de casas populares. “Em última instância, 7,9%. Isso tudo a despeito da redução das ven- o que vai resolver o problema é o emprego, das de imóveis novos e do menor percentual de que vai aprimorar o nível de rendimento da população”, assinala ele. execução do Minha Casa Minha Vida 2. Já na seara dos materiais de construção, Destinado sobretudo à população de baixa renda, contando com fundos públicos para sub- houve quebra de expectativas em relação sidiar aquisições de residências, o Minha Casa, ao balanço do ano passado, tendo sido é, como se sabe, o mais abrangente programa apurado um crescimento de apenas de habitação implantado no País. Nesta sua 2,9% no faturamento real (dessegunda etapa, estão previstos investimentos contada a inflação) das vendas de R$ 125,7 bilhões para contratar, até 2014, a – taxa que sobe para 7,5% se edificação de dois milhões de moradias (contra forem consideradas as receita o total de um milhão e cinco mil casas e apar- brutas, segundo informa a tamentos do Minha Casa 1, implantado ainda Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais no governo Lula). Em 2011, pelo Minha Casa 2, já foram con- de Construção). Interessante cluídas, segundo dados oficiais, mais de 400 mil notar que a taxa média de exhabitações, havendo mais de 500 mil unidades pansão no período de 2007 a

“Houve uma desaceleração na área de infraestrutura, em razão dos cortes orçamentários induzidos pelo Governo Federal a título de ajuste fiscal, além da política monetária mais restritiva, com altas nos juros, que perduraria até agosto. ”

Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da FGV

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panorama do setor

Crescimento de 4,8% foi maior que todo o PIB brasileiro, revisto para 2,7%

“O programa Minha Casa possui um tripé que resolveu a questão em outros países: poupança familiar, subsídios do governo e inversão de diversos capitais.”

Eduardo Zaidan, vice-presidente de Economia do Sinduscon-SP

2010 foi da ordem de 8% anuais, tomando-se o faturamento real (mesmo levando-se em conta o recuo de 12,2% em 2009). Concordando com o diagnóstico corrente, Walter Cover, presidente executivo da Abramat, credita este desempenho modesto à freada que o governo promoveu na economia, com reflexos no PAC e no Minha Casa Minha Vida. Em contrapartida, o setor imobiliário, também aqui, foi o carro-chefe dos fabricantes. “Houve destaque para o chamado ‘mercado formiga’, que é informal e familiar, respondendo por cerca de 50% dos nossos negócios no varejo, vindo depois as construtoras, com 40%”, pormenoriza ele. Aquilatando-se os fatores de produção, também contribuíram decisivamente para a cadência mais lenta dos canteiros a escassez e o encarecimento da mão de obra, forçando a extensão dos prazos de execução. Como tem sido frequentemente veiculado nos veículos de comunicação, multiplicaram-se os casos em que as incorporadoras têm atrasado a entrega das chaves aos compradores (para mais detalhes sobre este tema, ler o texto “Escassez de mão de obra eleva custos”).

Em que pesem os percalços, Ana Castelo reafirma que 2011 pode ser considerado bom, notadamente se ponderarmos que os 4,8% de crescimento estimado da área construtora se posicionarão num patamar bem superior à expansão de todo o PIB, que o governo agora reviu para perto de 2,7% (as projeções anteriores, mais otimistas, tinham chegado a índices superiores a 3%). Melhora do quadro em 2012 Em 2012, arriscam os entrevistados, o panorama deverá ser mais propício, até porque o governo já sinalizou que vai estimular novamente a atividade econômica, reconhecendo a relevância da construção civil neste intento. Do ponto de vista dos imóveis residenciais e comerciais, por exemplo, as contratações deverão mostrar considerável ímpeto neste ano, sobretudo com uma ênfase maior na concretização do Minha Casa 2. Deverão, de outra parte, ser turbinados os investimentos em infraestrutura, além de se agilizar as obras ligadas aos eventos esportivos. “E não se pode perder de vista que este é um ano de eleições, o que gerará fortes pressões


mercado empresarial

nos primeiros meses do ano para se concluir projetos”, aposta Ana Castelo. É este leque de fatores que autoriza o Sinduscon-SP/FVG a prever um incremento de 5,2% em 2012, novamente superando as previsões para o PIB geral, que oscilam entre 3,5 % e 4%. A boa notícia nesse sentido, divulgada em janeiro, foi que o Governo Federal decidiu livrar dos cortes no orçamento de 2012 os recursos previstos no PAC e no Minha Casa. O objetivo anunciado é, pelo contrário, priorizar esses investimentos – que devem somar respectivamente R$ 25,6 bilhões e R$ 11,1 bilhões – com o intuito de vitaminar a economia. O redesenho e a modernização da infraestrutura do País, a juízo de Zaidan, concentrarão muitas inversões na construção civil e aportarão muito trabalho para as empreiteiras. Ele destaca aí as atividades ligadas à expansão das redes de metrôs, ao erguimento de hidrelétricas, à melhora da logística no agronegócio, entre outros alavancadores. Entretanto, o vice do SindusCon afirma que, apesar de estarem cada vez mais próximos, os supereventos Copa do Mundo e Olimpíadas ainda não estão gerando volumes de enco-

panorama do setor

mendas expressivos. “As perspectivas são boas para os próximos anos, mas os resultados vão demorar e não sei se serão tão espetaculares quanto se anuncia”, acautela-se Zaidan. Seja como for, ele lembra que os estádios, por si sós, não gerarão grandes movimentações no mercado, mas sim a infraestrutura associada aos eventos, envolvendo mobilidade, hospedagem e alimentação. Walter Cover, da Abramat, embora observe que o primeiro bimestre deste ano foi relativamente fraco, antecipa uma conjuntura bastante favorável em 2012, que deverá proporcionar um aumento de 5% no faturamento real nas vendas de materiais de construção. Haverá, espera ele, maior pró-atividade do governo na liberação de investimentos públicos no Minha Casa 2, recuperando-se do atraso verificado no ano passado. “Além do mais, os níveis de emprego e renda da população deverão continuar crescendo. E as eleições municipais representam um vetor positivo”, raciociona ele, acrescentando, de quebra, que não é mais possível adiar os projetos ligados à Copa do Mundo.

“Além do mais, os níveis de emprego e renda da população deverão continuar crescendo. E as eleições municipais representam um vetor positivo”

Walter Cover, presidente executivo da Abramat

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panorama do setor

“A própria crise mundial deve beneficiar o Brasil, já que empresários europeus poderão reforçar os investimentos aqui.”

Antonio de Sousa Ramalho, presidente do Sintracon-SP

Nesse sentido, declara Cover, os fabricantes de materiais manifestam otimismo sobre o futuro próximo: 77% deles, diz uma sondagem, entendem que o cenário à frente se situa entre as categorias “bom” e “muito bom”, com 74% das empress pretendendo fazer investimentos, dentro da média histórica. “Somente 3% externaram pessimismo sobre as ações do governo”, afiança o presidente. Atendimento da demanda Outro dado positivo, ressaltado por Cover, é que a indústria representada pela Abramat opera hoje com 83% da capacidade instalada, estando, por isso, preparada para atender qualquer surto na demanda. O setor abriga um contingente de aproximadamente 770 mil trabalhadores (dado de agosto de 2011). Especulando sobre o horizonte mais à frente, Antonio de Sousa Ramalho, presidente do Sintracon-SP (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo), aguarda nada menos que 12 anos de prosperidade na área construtora. Justificando o otimismo, ele menciona o crescente interesse dos estrangeiros em participar de empreendimentos como os do pré-sal e do setor imobiliário, ligados a shoppings e edifícios de alto padrão. “A própria crise mundial deve beneficiar o Brasil, já que empresários europeus poderão reforçar os investimentos aqui”, analisa Ramalho, que testemunhou relatos nesta direção em Portugal, durante evento sindical internacional.

E a perspectiva, segundo ele, é de que não só capitais desembarquem em nossas plagas, mas também mão de obra qualificada de países como Grécia e Espanha, desocupada pelos efeitos da retração econômica. Falando, aliás, da crise global, Ana Castelo acredita que a construção civil deverá novamente ajudar a suavizar as ondas de choque decorrentes de um possível agravamento do “status quo” lá fora. Ela recorda que, em 2009, o PIB do País sofreu queda de 0,3%, mas a área de construção teve expansão de 8,3%, contribuindo decisivamente para que a economia nacional não naufragasse. “Naquele ano, houve declínio nas vendas, mas as obras seguiram em frente com o suporte do governo, que concedeu capital de giro”, adiciona ela. Somente uma catástrofe econômica de enormes proporções, degenerando em uma contração total do crédito, provocaria interrupções nos cronogramas das construtoras, opina Eduardo Zaidan: “Uma crise grave poderia até adiar o início das obras, mas não ocasionaria o cancelamento delas”. É com base nestas singularidades do setor que se justifica a projeção de 5,2% de expansão (talvez um pouco menos) para 2012. “Existe aqui o ‘efeito carregamento’, pois boa parte das obras para este ano já está contratada. Aconteça o que acontecer, elas vão ser realizadas”, assegura o dirigente do SundusCon.


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Cadeia produtiva é motor do crescimento do País Área capta cerca de 45% de todos os investimentos feitos no País A construção civil, em vista da magnitude de sua cadeia produtiva, se transformou em um pilar essencial na sustentação do nível de atividades do conjunto da economia brasileira. Não é para menos, portanto, que esta área – que capta cerca de 45% de todos os investimentos feitos no País – tem ostentado, de ano para ano, resultados numéricos bastante vistosos. Nas estimativas do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo), o setor construtor propriamente dito responde atualmente por uma parcela entre 5% e 6% do PIB nacional. No entanto, numa visão mais macro, englobando atividades extrativas, insumos, materiais, serviços e a construção em si, a fatia sobe para um número entre 8% e 11%, a depender do ano analisado. A propósito destes cálculos, o estudo “Perfil da Cadeia Produtiva da Construção e da Indústria de Materiais”, divulgado em novembro de 2011 pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e pela Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção), mostra que, em 2010, toda a cadeia representou 8,1% do nosso PIB. Em números absolutos, o total de valor gerado foi de pouco mais de R$ 297,6 bilhões. Mais pormenorizadamente, esmiuçandose a participação de cada elo da cadeia, o levantamento chega à seguinte composição: Construção: 65%; Indústria de materiais:

15,5%; Comércio de materiais: 7%; Serviços: 6,1%; Máquinas e equipamentos: 2,2%; Outros fornecedores: 3,5%. Na verdade, em termos retrospectivos, a pujança verificada atualmente é reflexo direto dos volumosos recursos que vêm sendo sistematicamente injetados no setor, particularmente a partir do segundo semestre de 2009. Naquela altura, o Brasil tinha sido colhido em cheio pela crise financeira global e o Governo Federal adotara uma série de políticas anticíclicas, mobilizando o Estado e seus braços como o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), a CEF (Caixa Econômica Federal) e o Banco do Brasil para fomentar a economia. Assim, ainda de acordo com o estudo da Abramat/FGV, a recuperação da FBCF (Formação Bruta de Capital Fixo) – principal indicador de investimentos em máquinas, equipamentos e construção civil – ocorreu a partir do segundo semestre de 2009. Houve aqui, destacadamente, a entrada em ação do BNDES, que naquele ano recebeu um aporte de R$ 100 bilhões do Tesouro Nacional. Em 2010, o banco de fomento continuou protagonizando os investimentos, alocando um montante de R$ 80 bilhões. Apoio a programas Da mesma forma, foram robustecidos aí o Minha Casa, Minha Vida nas suas versões 1 e 2, as obras do PAC (Programa de Aceleração do Cres-

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cimento), também em suas etapas 1 e 2, além de se começar a montar a infra-estrutura necessária à realização da Copa do Mundo em 2014 e das Olimpíadas em 2016. “O crescimento da construção de 2009 para cá se deve a medidas como estas, já que nosso segmento se caracteriza pelos seus ciclos de longa duração, com a concretização dos projetos demandando um lapso de tempo que pode levar de 1,5 a dois anos”, explica Eduardo Zaidan, vicepresidente de economia do SindusCon-SP. Uma característica favorável que reforça este quadro, nota o vice, é que no Brasil a grande maioria das obras contratadas acaba sendo efetivamente terminada, sendo difícil aparecerem “esqueletos” de prédios completamente abandonados. “Ou seja, há garantia de conclusão no longo prazo”, enfatiza Zaidan. Contudo, nem tudo são flores na paisagem atual. Além dos entraves conjunturais (discutidos em detalhes na matéria “Construção mantém ritmo forte nos canteiros”), Zaidan sublinha que o andamento das empreitadas esbarra em uma série de problemas estruturais que tornam difícil produzir no Brasil: “No fundo, trabalhamos em ilhas de eficiência, em meio ao entorno marcado pela baixa produtividade”, lamenta. Ele se reporta, nesse sentido, aos juros e impostos elevados, à infraestrutura precária, ao repique da inflação sempre que há reação no consumo, à assimetria do comércio externo, à burocracia e à lentidão do Judiciário, sem contar a educação de péssima qualidade. “Diante de todos estes obstáculos, nós avançamos na medida do possível. Por isso, quando o PIB da construção aumenta na faixa de 4% ou 5%, temos de ver estes números com bons olhos, levando em consideração o contexto adverso. Muita coisa hoje nos impede de voltar a crescer 10% ao ano”, salienta Zaidan. Expansão das importações No seio dos fabricantes de material de construção, um percalço em particular vem ganhando dimensões inquietantes: o veloz crescimento das importações. Em 2011, elas responderam por um percentual situado entre 12% e 15% de todas as vendas. “O nível era próximo de zero em 2005.

O que causa realmente preocupação é o fato de os volumes importados estarem dobrando a cada dois ou três anos”, assinala Walter Cover, presidente da Abramat. As exportações, como não poderia deixar de ser, se viram drasticamente prejudicadas, exibindo um crescimento ínfimo – no ano passado, segundo as projeções, representaram cerca de 4% do total das vendas, repetindo por sinal o patamar de 2010. A juízo de Cover, além do câmbio desfavorável, a escalada no ingresso de importados está associada a “práticas desleais”, como o “dumping” e os subsídios irregulares às exportações concedidos por países como China e Turquia. “Perante esta falta de isonomia, pela qual somos onerados de maneira não equitativa, o setor já está se mobilizando para fazer um trabalho de defesa comercial”, revela ele. Manifestando preocupação com a chamada “desindustrialização” da economia brasileira, o segmento como um todo, aliás, começa a engajar-se na discussão do tema. Antonio de Sousa Ramalho, presidente do Sintracon-SP (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo), menciona a ameaça trazida pelo desembarque de edifícios pré-fabricados na Ásia, que seriam apenas montados no Brasil. “No futuro, poderemos ver entrar no País prédios chineses de 30 andares que podem ser erguidos em questão de 15 dias. Além do mais, na Ásia a mão de obra e os materiais são baratos, o que lhe dá vantagem competitiva. Se não ficarmos atentos, os montadores dos edifícios poderão ser asiáticos também”, adverte Ramalho. Desequilíbrios à parte, o presidente da Abramat saúda uma evolução positiva na integração da cadeia produtiva, com maior grau de profissionalização e estreitamento das relações comerciais entre os distintos elos. “Há maior sintonia entre indústia, comércio e construção na busca de produtos e soluções de qualidade que sejam sustentáveis, existindo maior integração para atender a demanda em termos de quantidade e qualidade. E os agentes estão mais bem preparados para usar corretamente os produtos”, descreve Walter Cover.


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Escassez de mão de obra eleva custos Carência de capital humano se tornou particularmente aguda nas principais regiões metropolitanas

A grave e crônica situação de escassez de mão de obra qualificada na área de construção civil tem se refletido diretamente nos custos, concorrendo diretamente para os atrasos nas entregas e para o advento de problemas com a qualidade final das edificações. Para dar conta deste déficit laboral, as empresas procuram agilizar os processos de industrialização e terceirização da produção, além de ir à caça de trabalhadores estrangeiros e acelerar a criação de cursos de formação profissional. Na realidade, o horizonte de pleno emprego vivido hoje reflete diretamente a continuidade do crescimento deste ramo. “Ficaram para trás os tempos em que as construtoras experimentavam ‘voos de galinha’, caracterizados por períodos de expansão entremeados por momentos de estagnação”, afirma Haruo Ishikawa, vice-presidente de Relações Capital e Trabalho do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo). Com o “boom” duradouro na demanda, a carência de capital humano se tornou particularmente aguda nas principais regiões metropolitanas do País, nas quais a taxa de desemprego na construção se reduziu a 2,2% em dezembro último, a menor de toda a série histórica. Outro gargalo é destacado por Ishikawa – dos 211,1 mil trabalhadores arregimentados no ano passado em todo o País, em torno de 30% são ajudantes, desprovidos, portanto, de qualificação profissional. “Esse pessoal tem de ser treinado nos canteiros e, depois, muitos deles optam por ingressar na economia informal, no mercado de puxadinhos”, lamenta ele. O impacto sobre as folhas de pagamentos

não tardou. “Cerca de 70% do aumento dos dispêndios das empresas em 2011 decorreu da falta de mão de obra, bem mais que as despesas com materiais, que subiram até menos que a inflação, graças ao maior volume de importações”, analisa Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da construção da FGV (Fundação Getúlio Vargas). A ausência de funcionários qualificados assumiu contornos tão dramáticos que algumas empreiteiras não hesitaram em recrutar rapidamente os imigrantes haitianos que acorrem ao Brasil na busca por trabalho. E parece consolidar-se um movimento no sentido de contratar mão de obra europeia, que foge do desemprego galopante no velho continente. Produção industrializada Confrontada com estes entraves, uma das saídas propostas por esta indústria é acelerar o processo de industrialização da produção, estratégia que prevê o aperfeiçoamento da legislação trabalhista para dar segurança jurídica à contratação de serviços terceirizados. Hoje, cada vez mais, os canteiros assemelham-se a uma linha de montagem fabril, em que cada fase do empreendimento é efetuada por empresas especializadas na execução de tarefas focadas como armação, hidráulica, eletricidade, pintura, revestimento, colocação de pisos, entre numerosas outras. “A industrialização é uma alternativa fundamental para as grandes construtoras, ao trazer maior produtividade e favorecer o uso de novas tecnologias, que permitem agora erguer uma casa em poucos dias”, enfatiza Ishikawa. Ele lembra que nos EUA e na Europa se tornou comum montar prédios como se fossem “legos”, referindo-se aos jogos de

“Ficaram para trás os tempos em que as construtoras experimentavam ‘voos de galinha’, caracterizados por períodos de expansão entremeados por momentos de estagnação.”

Haruo Ishikawa, vice-presidente de Relações Capital e Trabalho do SindusCon-SP


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armar infantis. “Mas este modus operandi pressupõe mão de obra mais treinada”, pondera. Do ponto de vista legal, as empresas argumentam que, longe de precarizar o trabalho, essa sistemática preserva os direitos adquiridos. “Os trabalhadores não podem ser colocados à margem deste processo. Terceirizar não é precarizar, mas especializar, proporcionando melhor qualificação e melhores salários”, garante Ishikawa. De acordo com Ana Castelo, as organizações tendem a se tornar gestoras de contratos, em vez de efetivarem diretamente as tarefas do dia a dia: “Este procedimento propicia maior eficiência para se operar em todo o País”. E ela ressalva que o fortalecimento desta tendência não se traduziu na precarização: “O número de empregos formais dobrou até nas regiões mais atrasadas, como revelam os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados)”. No entanto, observa ela, quando se trata de repassar funções a parceiros, é preciso checar as credenciais de quem está sendo subcontratado, sob o ângulo da qualificação e do respeito às normas legais, incluindo as trabalhistas. “O crescimento e as pressões por resultados podem gerar problemas e sérios danos à imagem das organizações, o que obriga os gestores a ter cuidados redobrados para manter a boa governança, cumprindo requisitos de transparência e responsabilidade social”. O fato é que têm recaído sobre os subcontratados não poucas denúncias de precarização. Um exemplo negativo extremo, a propósito, foi constatado recentemente, quando uma Setor procura prestadora terceirizada por uma grande multiplicar iniciativas construtora foi flagrada empregando trabalho escravo nas obras de um hospital – e isso em plena região da Avenida Paulista, na capital de São Paulo. Desrespeito à legislação De resto, conforme critica Antonio de Sousa Ramalho, presidente do Sintracon-SP (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo), “a maioria das empresas não paga seus funcionários dentro do que estipula a legislação, obrigando engenheiros e mestres de obra,

por exemplo, a se tornarem pessoas jurídicas ou a receberem parte de seus vencimentos por fora, sem registro nos holerites.” Esses procedimentos são contraproducentes, avisa ele, porque mais à frente a Receita Federal e outros órgãos irão detectar as irregularidades. Além do mais, numerosas ações na Justiça foram encaminhadas para que os trabalhadores obtenham a quitação dos seus direitos. “Estes processos começarão a incomodar daqui a quatro ou cinco anos e as empresas serão responsabilizadas”, adverte Ramalho, notando que sobretudo as construtoras com ações na Bolsa sofrerão mais pesadamente as sequelas, exatamente porque a abertura de capital implica maior necessidade de modernização e de transparência diante dos investidores e da sociedade. Seja como for, no que tange à formação de mão de obra, o setor como um todo procura multiplicar iniciativas, envolvendo construtoras, fabricantes de materiais e sindicatos de trabalhadores. Há cerca de três anos, para ilustrar, o SindusCon-SP firmou convênio com o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) a fim de que, no Estado de São Paulo, fossem instaurados e disseminados os chamados “canteiros escolas”, nos quais os aprendizes assimilam conhecimentos práticos durante o horário de expediente. Atualmente, são adestrados aproximadamente 40 mil trabalhadores por ano no âmbito deste programa. Ao mesmo tempo, está-se intensificando, por exemplo, a formação de mulheres para atuar nas obras, na tentativa de preencher as vagas. Graças a políticas como estas, Ishikawa avalia que “a produtividade, em razão da maior qualificação, vem aumentando, contrastando com o que ocorria antes”. No entender de Eduardo Zaidan, vicepresidente de Economia do SindusCon-SP, a formação de capital humano no segmento vem se dando de maneira isolada, sem uma orquestração adequada. No fundo, preconiza ele, se faz necessária uma ação do Governo Federal que possa consolidar e dar continuidade aos esforços oriundos das autoridades locais, do Senai, das empreiteiras e dos fabricantes de materiais. “Não existe um projeto nacional e articulado de treinamento que possa suprir as carências de todo o País. O que temos hoje são boas iniciativas, mas dispersas, o que provoca gasto de energia sem que haja incremento da eficiência”, conclui ele. ME


mercado empresarial

opinião

panorama do setor opinião

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Esperanças renovadas *Por Ana Castelo

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epois de um crescimento de 15% em 2010, estima-se que o PIB do setor da construção tenha registrado uma expansão pouco abaixo de 5% em 2011, uma queda bastante expressiva na taxa de crescimento setorial. Em 2011, o número de novos postos gerados pelas empresas foi 34% menor que o registrado em 2010. No entanto, ainda assim pode-se dizer que 2011 foi um ano positivo para o setor. O cenário vivido em 2011 distinguiu-se da euforia de 2010, mas ficou longe de um quadro de retração de atividades. Essencialmente não se pode esquecer que os números de 2011 estão sendo comparados com um passado excepcional e de difícil sustentação. Assim, mesmo com a desaceleração, o número de empregados no setor fechou com alta de quase 9% na comparação com 2010. E de acordo com a última sondagem da construção realizada pela FGV em dezembro, a dificuldade em obter mão de obra qualificada permaneceu como o principal obstáculo à melhoria dos negócios das empresas. De todo modo, a despeito de uma base bastante alta, houve de fato uma desaceleração da atividade da construção, que pode ser atribuída em grande medida à redução dos investimentos governamentais. Parte importante do ajuste fiscal que permitiu o governo alcançar a meta de superávit fiscal e desacelerar a economia recaiu sobre os gastos com infraestrutura. O ritmo lento de contratação do programa Minha Casa Minha Vida também contribuiu para esse cenário de menor crescimento. Mas a despeito

dessa retração, o investimento como um todo ainda se expandiu e a taxa de investimento em 2011 continuou se elevando, especialmente em decorrência das obras no segmento imobiliário. As perspectivas para 2012 são de continuidade do ciclo de crescimento do país e do setor, que continua em ritmo superior ao da economia. Mais uma vez, a construção pode ter o papel de destaque que teve em 2009 e contribuir com a recuperação mais rápida da atividade econômica, que se desacelerou fortemente a partir do terceiro trimestre do ano passado. Há também a maior proximidade dos eventos esportivos que deve levar a aceleração das obras. A área imobiliária não deverá voltar a registrar as taxas exuberantes de 2010, no entanto a expansão do crédito e as condições favoráveis do mercado de trabalho deverão garantir o crescimento do mercado. No entanto há alguns grandes desafios à frente. Para o governo é aumentar o ritmo de contratação do Programa Minha Casa, Minha Vida e retomar os investimentos em infraesAna Castelo é coordenadora de Projetos de Construção da trutura. Para as empresas, o principal FGV (Fundação Getúlio Vargas) desafio será manter e expandir os investimentos em inovação e treinamento da mão de obra. ME


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evento

Evento deve gerar milhões de Reais

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quarto maior Salão da Construção no mundo completa 20 anos. É a Feicon Batimat 2012, que acontece de 27 a 31 deste mês de março, em São Paulo – único evento do gênero que engloba os setores da cadeia produtiva e as tendências em arquitetura e construção, sendo por isso referência tanto para o pequeno varejista quanto para os grandes construtores, assim como para arquitetos e engenheiros deste segmento. É prevista a participação Organizada pela Reed Exhibitions de 130 mil compradores Alcantara Machado, a feira prevê a participação de 130 mil compradores, e deve gerar milhões de reais - no maior resultado dos últimos 20 anos, garantindo a negociação de 3 meses da produção dos fabricantes. Essa previsão tem como base

a expansão do mercado brasileiro de construção civil, que, devendo crescer 5,2% em 2012, de acordo com o Sinduscon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo), e até 7,5%, segundo a Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção). Tem também grande peso nessa previsão a continuidade da isenção do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) até o fim do ano, além de outros fatores, como o programa “Minha Casa, Minha Vida”, o Fimac FGTS –nova linha de financiamento de construção para vários níveis de renda –, a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. “Para a Feicon, a isenção do IPI para vários produtos é um fator importante para alavancar


mercado empresarial

os negócios na feira, atraindo assim mais compradores para conhecer as novidades que teremos expostas este ano antes de sair às compras”, ressalta Liliane Bortoluci, diretora da feira. Inspirada na Batimat de Paris, maior evento de construção de todo o mundo, a Feicon é a maior feira de toda a América Latina. Na última edição, o evento reuniu 125 mil compradores e profissionais da arquitetura e construção. Tendências de tecnologia e sustentabilidade em construção civil na área de automação, equipamentos, produtos, iluminação, aquecedores, condicionadores de ar, revestimentos, portas, janelas, acessórios, fundações, estruturas e produtos para cozinhas e banheiros poderão ser conferidos de perto. Vários dos principais players do mercado brasileiro estarão presentes e não vão apenas expor produtos e tecnologias, mas discutir o atual cenário e as tendências do mercado no Núcleo de Conteúdo, que acontece em paralelo no Hotel Holiday Inn, anexo ao pavilhão. Nas várias palestras, serão discutidas as certificações ambientais AQUA e LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) no Brasil, essa última com direito a um curso passo a passo de certificação proferido pela Green Building Council. Também serão abordados os gargalos de produção nos carteiros de obras. ME

evento

Feicon 2011 - Abertura

Feicon 2011 - Vista Aérea

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inovação

Imagem: Divulgação

Cimento transparente, inovação sustentável

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esenvolvido pelo Grupo Italcementi em parceria com o arquiteto italiano Giampaolo Imbrighi, para o pavilhão italiano da Expo Shangai 2010, na China, o cimento transparente, batizado oficialmente de i.light®, é uma das inovações mais sustentáveis entre os novos materiais de construção pela economia de energia elétrica propiciada, entre outros benefícios. Na construção do pavilhão italiano o produto foi usado em cerca de 40% do edifício. O sucesso foi tanto que o material voltou a ser empregado no prédio da embaixada italiana em Bangcoc, na Tailândia, inaugurado em 2011. Atualmente, a empresa está iniciando a comercialização do produto em outros mercados que, por ora, ainda não incluem a América do Sul. O conceito do i.light® é relativamente simples. As paredes do prédio são erguidas com painéis que contêm minúsculos orifícios, espaçados entre dois e três milímetros. Essas aberturas permitem a entrada de luz sem com-

prometer a integridade da estrutura –promete a empresa. Cada painel tem uma matriz de resinas plásticas que confere aparência esburacada à mistura de cimento. Estas resinas, que podem ter cores diferentes e interagir tanto com luz artificial como natural, permitem a criação de uma iluminação suave e quente no interior dos edifícios, proporcionando ainda para o exterior uma luz clara e brilhante. Além disso, o olho humano também é capaz de visualizar imagens e objetos colocados atrás do painel. À distância, a impressão é a de uma parede de concreto tradicional. Sua transparência é de cerca de 20%, garantida por mais ou menos 50 furos por painel. Para satisfazer questões arquitetônicas também foram desenvolvidos painéis semitransparentes, capazes de transmitir 10% da iluminação ambiente. Por permitir a entrada de luz, a estrutura favorece a economia de energia elétrica e a melhor circulação do ar. As 240 toneladas de cimento transparente, intercaladas no invólucro do pavilhão italiano


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inovação

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Paredes verdes:

a natureza dentro de casa ou do escritório

da Expo Shangai, proporcionaram um espetáculo inusitado. Na escuridão da noite, as luzes internas refletiam para o exterior, enquanto, durante o dia, as variações da luminosidade exterior eram projetadas para os interiores.

As “ greenwalls” foram criadas pela sueca Greenwork Company

Imagens: Greenwork

Funções diversas O material pode ser utilizado em coberturas, para fechar fachadas, pisos, escadas, varandas, como divisórias de ambientes e na decoração em geral. O fabricante italiano propõe ainda outras funções para os painéis transparente: internal lightining – técnicas de sombreamento e difusão da luz; e isolamento térmico, uma vez que o componente plástico oferece baixa condutividade e, ao permitir a entrada de luz nos edifícios, diminui os gastos com energia elétrica. O Grupo Italcementi, sediado em Bergamo, Itália, é o quinto maior produtor mundial de cimento, com operações em quatro continentes (Europa, Ásia, África e América do Norte). ME

Trazer a natureza para dentro de casa, do escritório ou de outros ambientes internos: é isso que a empresa sueca Greenwork propõe ao desenvolver as “greenwalls” que, numa tradução livre, podemos chamar de paredes verdes ou paredes vivas. Trata-se do plantio em surperfícies verticais com o intuito de integrar o jardim à arquitetura, em consonância com um movimento contemporâneo global direcionado à integração sustentável dos ambientes natural e construído. O sistema pode ser instalado em áreas internas ou externas sem limitações de dimensões ou luminosidade (seleção customizada de plantas para se adequar às condições de cada projeto). Há vários modelos, desde o formato de quadros, balcões até mesmo estruturas móveis. ME


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meio ambiente gestão

Franquias,

custo de ocupação e aluguel

* Por Mario Cerveira Filho

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usto de ocupação da loja é um dos fatores mais importantes para o caminho do sucesso de uma franquia. É imprescindível tomar alguns cuidados com a fixação excessiva do custo de ocupação no contrato de locação da loja franqueada, como também, se evitar a perda do ponto comercial. O ponto comercial é o verdadeiro patrimônio do lojista. Nele o empresário fixa o seu estabelecimento, sendo de suma importância para o êxito de seus negócios. Existem meios eficazes para propiciar uma negociação equilibrada junto ao locador e principalmente para proteger o fundo de comércio de uma loja franqueada. Em shopping centers, por exemplo, as principais despesas que resultam o custo de ocupação de uma loja, geralmente, são: o aluguel, condomínio, fundo de promoção, IPTU, despesas de luz, água e ar condicionado. Já nas lojas de rua são: aluguel, IPTU, despesas de luz, água e ar condicionado. Apesar da Lei 8.245, de 18 de outubro de 1991, a Lei do Inquilinato, já ter entrado em

vigor a mais de uma década, um considerável número de lojistas/locatários não têm ciência de seus direitos, principalmente, no que diz respeito à ação renovatória de contrato de locação, que tem por objetivo proteger o seu próprio fundo de comércio. Alguns locadores, aproveitando-se deste desconhecimento, quando do término do prazo contratual, exigem um aumento desproporcional do valor locativo. Muitas vezes exigem que sejam pagas novamente as luvas, sob pena do ajuizamento de ação de despejo (denúncia vazia), pois, possuem base legal para a sua consumação. A renovação compulsória do contrato de locação comercial é regulada pelo Capítulo V, da Lei do Inquilinato, devendo ser proposta no prazo de um ano, no máximo, e até seis meses no mínimo, anteriores a data do término do contrato em vigor. O pacto deverá ser realizado por escrito, pelo prazo determinado de cinco anos ou mais, ou por sucessivos contratos, por escrito, sem qualquer interrupção, cuja soma atinja cinco anos ou mais. Sendo assim, aquele lojista que não exer-


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mercado empresarial

cer o seu direito através da ação renovatória ou que não renovar o seu contrato antes de findo o prazo da referida ação, estará sujeito a pagar novamente as “luvas” e/ou a sofrer uma majoração significativa do valor do aluguel, ao alvedrio do locador, sob pena de ser despejado. Ora, na hipótese deste lojista aceitar as imposições do locador, para não perder o seu ponto comercial, ele irá prejudicar todos os demais, na medida em que o seu novo aluguel (com o aumento pactuado) servirá de base para as fixações dos novos aluguéis dos lojistas que ajuizaram a ação renovatória. Geralmente, neste tipo de demanda é utilizado o método comparativo como o critério para a delimitação do novo locativo. A inobservância da ação renovatória pode vir a prejudicar toda a coletividade dos demais lojistas instalados em shopping centers ou em ruas públicas. É imprescindível que até seis meses antes do término do contrato em vigor, o lojista possua um novo contrato por escrito e com prazo determinado de cinco anos ou mais. Vale ressaltar que não adianta o lojista usar o argumento de que sempre esteve no imóvel, comprovando esse fato através de recibos de aluguéis, ou ainda, de que encaminhou carta ao locador declarando a sua intenção em renovar o contrato de locação. Para a propositura da ação renovatória o lojista deverá preencher os seguintes requisitos: • prova de ter celebrado contrato por escrito e com prazo determinado e que o prazo mínimo (ou a soma de prazos ininterruptos, por escrito) seja de cinco anos ou mais; • exploração do comércio, no mesmo ramo,

pelo prazo mínimo de três anos; • prova do exato cumprimento de suas obrigações do contrato em curso, como: aluguéis, condomínios, fundos de promoção, seguros, impostos, taxas e etc.; • indicação clara e precisa das condições oferecidas para a renovação da locação, no que diz respeito ao valor do aluguel: tanto concernente ao valor mínimo, como também, ao valor percentual; • indicação clara e precisa quanto ao prazo contratual e a forma de reajuste (que atualmente é anual); e a • declaração do(s) fiador(es) aceitando a renovação do contrato e os encargos da fiança, bem como, os documentos comprobatórios de idoneidade. O ideal seria o lojista com uma antecedência razoável (de oito meses a um ano para encerrar o contrato de locação), iniciar a negociação para a renovação, pois, observando-se o prazo da ação renovatória, a relação equilibra-se, ou seja, a verificação do prazo é um importante instrumento de barganha. É fundamental que o lojista tenha consciência de seus direitos, e saber exercêlos na hora oportuna, a fim de não sofrer graves prejuízos no desenvolvimento de seus negócios. ME * Mario Cerveira Filho é sócio do escritório Cerveira Advogados Associados, especialista em direito imobiliário, professor de pós-graduação Latu Sensu do Curso de Direito Empresarial do Mackenzie, professor de pós-graduação do Curso MBA – Gestão de Franquias – da Fundação Instituto de Administração (FIA) – mario@ cerveiraadvogados.com.br

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mercado

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Indústria de tintas prevê crescimento de 4,0% em 2012

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odos os segmentos da indústria de tintas devem ter desempenho melhor em 2012, de acordo com as previsões da ABRAFATI – Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas. A expectativa é de que o setor veja suas vendas aumentarem 4,0% em volume, atingindo 1,44 bilhão de litros. “Para essa previsão estamos considerando os efeitos da crise internacional e as medidas que vêm sendo tomadas para reduzir seu impacto no Brasil, que devem fazer o nosso PIB crescer pelo menos 3%”, explica Dilson Ferreira, presidente-executivo da ABRAFATI. “Uma mudança nesse cenário, com o agravamento na atual situação, pode nos levar a uma revisão desse percentual”. Com o cenário atual, a previsão é de que continue forte a demanda por tintas imobiliárias, em função das reformas, Volume de vendas da autoconstrução e da renovação da pintura de imóveis, deve atingir 1,44 propiciadas pela manutenção do alto nível de emprego, pelo aumento da renda das novas classes médias, pela facilidade bilhão de litros para obter crédito e pela manutenção da redução do IPI para materiais de construção. O investimento governamental em habitação de interesse social terá continuidade, assim como seguirão sendo construídos novos imóveis residenciais e comercias. “Tudo isso já vem repercutindo na venda de tintas imobiliárias e continuará a ter impacto positivo”, afirma Dilson Ferreira. As vendas de tintas automotivas – para uso em veículos novos e na repintura de usados – também crescerão, em função da redução da proporção dos veículos estrangeiros (que já chegam pintados) nas vendas totais e, especialmente, do maior poder de compra da população. Esse mesmo motivo tem elevado a demanda por todo tipo de bens de consumo, repercutindo nas vendas de tintas para a indústria, que terão desempenho favorável em função disso e das obras de infraestrutura. “Os fatores que têm levado ao crescimento das vendas de tintas são estruturais e não circunstanciais. Temos um caminho repleto de oportunidades, que estão ligadas às primeiramente às perspectivas futuras do País, envolvendo significativos investimentos em habitação e infraestrutura, a expansão dos segmentos ligados à exploração e distribuição do petróleo, o fortalecimento do mercado interno com a inclusão de novos contingentes nas classes médias, a realização de grandes eventos globais, o crescente interesse estrangeiro pelo Brasil, entre outros aspectos. Por isso, acreditamos em um ciclo duradouro de bons resultados, que nos fará alcançar a marca de 2 bilhões de litros anuais vendidos antes de 2020”, avalia Dilson Ferreira. Em 2011, a indústria de tintas cresceu 1,7% em relação ao ano anterior, em função das incertezas econômicas no mundo e do menor ritmo de crescimento da economia brasileira, que tiveram impacto no consumo de todos os tipos de tintas e na velocidade de reposição, no varejo, das tintas imobiliárias. Fonte: Pack ME

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mercado

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Moradia lidera oportunidades de negócios

STIHL investirá R$ 518 milhões no Brasil até 2014

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Cerca de 36% das despesas de consumo das famílias paulistas são no segmento imobiliário

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s gastos com habitação estão em primeiro lugar no consumo de serviços no Estado de São Paulo. Cerca de 36% das despesas de consumo das famílias paulistas são no segmento imobiliário. É o que relata a pesquisa Cenários 2020, realizada pelo Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). Especialistas da entidade afirmam que setores que demonstram maior crescimento de consumo, como no caso dos imóveis, são os que apresentam maior oferta. Outro ramo que registrou concentração de gastos foi o de alimentação, com 19% “Quem optou por empreender nestes segmentos precisa estar atento ao mercado pela forte concorrência que vai enfrentar. Neste caso, planejamento e inovação são questões cruciais para a sobrevivência deste negócio”, observa Bruno Caetano, superintendente do Sebrae em São Paulo. Classes De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), do total do orçamento das famílias de classe A, com renda mensal acima de R$ 8 mil, 31% foram com habitação. Já para membros da classe B (família com renda mensal entre R$ 2,5 mil e R$ 5 mil, segundo o instituto), esta proporção de consumo sobe para 36%. As despesas da classe C (renda média entre R$ 900 e R$ 1,5 mil) com habitação é de 43%. A proporção é um pouco inferior ao das classes D e E (rendas inferiores a R$ 700), com 45%. ME

íder no mercado brasileiro de ferramentas motorizadas portáteis, com um mix completo de produtos de alta qualidade e durabilidade para os mercados agropecuário, florestal, jardinagem e doméstico, a Stihl Ferramentas Motorizadas investirá no Brasil, até 2014, o total de R$ 518 milhões. O principal foco do investimento será a ampliação da produção da fábrica de cilindros para motores, em 56%, situada no complexo industrial da empresa na cidade de São Leopoldo (RS). Com a expansão, a Stihl Brasil fica entre os principais fornecedores do grupo Stihl no mundo. Para essa expansão a empresa deverá gerar, no mesmo período, 645 novos empregos. Há 38 anos no país, a Stihl fabrica, entre outros produtos, roçadeiras, lavadoras, podadores, pulverizadores, sopradores, perfuradores, cortadores a disco, motosserras e ferramentas multifuncionais. A produção de cilindros – componentes de motores utilizados em roçadeiras, motosserras e pulverizadores Expansão deverá – é destinada principalmente gerar, no mesmo à exportação para fábricas do grupo no mundo, incluindo período, 645 Alemanha, Estados Unidos novos empregos e China. “A escolha pela empresa brasileira – que responde por 10% do faturamento do grupo, estimado em mais de € 2,5 bilhões – está relacionada à excelência e à alta qualificação da mão de obra com que conta no Rio Grande do Sul e principalmente à tecnologia desenvolvida em 16 anos de produção local de cilindros”, diz Cláudio Guenther, presidente da Stihl Brasil. A empresa exporta atualmente cerca de 50% do total de sua linha de ferramentas motorizadas portáteis. ME


mercado economia

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Sudeste é a região mais cara para construir

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s moradores da região Sudeste foram os que mais desembolsaram na hora de construir um imóvel no mês de janeiro. Pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada em fevereiro último, revela que o custo do metro quadrado na região chegou a R$ 852,39, incluindo materiais e mão-de-obra, enquanto que o custo médio nacional atingiu R$ 814,43 no mês passado. Em seguida estão as regiões Norte, onde o valor do metro quadrado alcançou R$ 8826,61; CentroOeste, onde os custos atingiram R$ 814,81; e Sul, com o metro quadrado a R$ 804,07. Os moradores do Nordeste, por sua vez, foram os que pagaram menos na hora de construir no mês passado: R$ 769,19. Em relação ao maior aumento de custo em janeiro, na comparação com dezembro do ano passado, a região Sudeste se destacou ao mostrar um avanço de 1,12%. Já a região Sul, por sua vez, foi a que teve o menor aumento no mês passado, avançando 0,05%, se comparado com o mês anterior.

Por estado Ao analisar os dados por estado, o Rondônia registrou a maior variação mensal, de 5,38%, seguida do Amapá, com 5,14%. Na outra ponta, as menores elevações ficaram com o Acre, com alta de 0,01%. Além disso, Tocantins e Rio Grande do Norte mostraram estabilidade nos preços, na passagem mensal. Com relação ao estado mais caro para se construir, o Rio de Janeiro ficou novamente em primeiro lugar, com R$ 907,71. Por outro lado, o Espírito Santo registrou o menor custo, de R$ 709,47. O Índice Nacional da Construção Civil engloba o preço da mão-de-obra, que ficou 1,47% mais caro, se comparado com dezembro de 2011, e de materiais de construção, ficou 20,13% mais barato, na mesma base comparativa. Fonte: Gestor Imobiliário ME

Custo do metro quadrado na região chegou a R$ 852,39

Mercado de shopping centers continua aquecido no País

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mercado de shopping centers deve continuar em alta no País, em 2012. Segundo dados da Abrasce (Associação Brasileira de Shoppings Centers), o segmento representa 18,3% das vendas no varejo e 2% do Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil. Até outubro 2011, o crescimento do setor já tinha alcançado 10,5%, com expectativa de fechamento

em 12% e faturamento de R$ 97,4 bilhões até o final do ano passado. A previsão é de que 44 novos shoppings estejam em operação em 2012. Apostando no crescimento desse mercado, a 5R Shopping Centers (criada pelos empresários Cesar Garbin, Felipe Fulcher e Paulo Rossi) lançou três empreendimentos no segundo semestre de 2011 - nas cidades de Rio Grande (RS), Uberaba (MG) e Uberlândia (MG), e se prepara para anunciar mais quatro projetos este ano, ainda em fase de licenciamento. Os investimentos somam R$ 550 milhões. Com altas taxas de ocupação no País – cerca de 98,5%, segundo levantamento da empresa TNS Research International, encomendado pela Abrasce – a demanda por espaços A previsão é é alta, e aliada ao potencial de consumo das cidades, se de que 44 noconstituem nos principais motivos para investimentos vos shoppings como os da 5R. “Apostamos em regiões que apresentam estejam em crescimento médio anual superior às demais cidades do Brasil e que tenham carência desses espaços para atender operação em à população local”, explica Felipe Fulcher, presidente da 2012 organização. ME


economia

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Caixa lucra R$ 5,2 bi. Carteira imobiliária tem saldo de R$ 153 bi

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Contratos da segun-

m crescimento de 42% da fase do programa no saldo da carteira Minha Casa, Minha de crédito e um lucro Vida totalizaram que chegou a R$ 5,2 bilhões. R$ 32,1 bilhões Este foi o balanço da Caixa Econômica do ano de 2011, que registrou um crescimento de faturamento em 37,7% em relação a 2010. Somente no último trimestre, o banco lucrou R$ 1,6 bilhão, 20% acima que o mesmo período do ano anterior. No segmento imobiliário, a instituição realizou contratos da segunda fase do programa Minha Casa, Minha Vida que totalizaram R$ 32,1 bilhões, beneficiando cerca de 1,7 milhões de pessoas. Já a carteira imobiliária obteve saldo de R$ 152,9 bilhões em dezembro, 41,1% superior ao mês igual de 2010. As linhas que utilizaram recursos da poupança e do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) foram respectivamente de R$ 79,3 bilhões e R$ 73,4 bilhões. Para a habitação, foram liberados R$ 80,1 bilhões no ano passado, um aumento de 5,5% de contratações comparados a 2010. Mais de 90% das operações de crédito foram concentradas nos ratings de AA à C. A inadimplência total do crédito imobiliário, que considera atrasos acima de 90 dias, foi de 1,7%. Em relação ao patrimônio líquido total da Caixa, houve um aumento de 29,6%, atingindo R$ 19,6 bilhões em dezembro. ME

Imóveis

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om a redução da taxa básica de juros nos últimos meses e desaceleração do aumento do preço dos imóveis na capital paulista, o investidor que busca segurança para aplicar seus recursos financeiros pode encontrar no mercado imobiliário uma boa opção de rendimento em 2012 frente ao que é oferecido pelo mercado financeiro. Há imóveis com retorno financeiro garantido. E não é só quanto à valorização das unidades, mas de ganhos com locação, que podem se transformar em complemento de renda do proprietário. Os imóveis com maior procura para locação da capital hoje são chamados de “pão quente” entre os profissionais do mercado imobiliário. “São os residenciais de um e dois dormitórios. Há grande demanda por locação, são imóveis com preço mais em conta para quem quer investir e trazem bom retorno”, conta a diretora comercial da J2M Assessoria Imobiliária, Juliana Moreira de Magalhães, que atua na região da Vila Olímpia, Itaim-Bibi e Moema. Segundo a diretora da imobiliária, nos últimos meses os preços dos imóveis estacionaram e há um movimento de investidores diversificando o capital aplicado em imóveis. “Tenho muitos clientes jovens, que eram apenas investidores da Bolsa, mas resolveram também fazer esse tipo de investimento pelo bom retorno”, conta. Ela acrescenta que apartamentos menores e de valor mais baixo têm apresentado melhor lucro ao


mercado empresarial

economia

oferecem bons ganhos investidor. “Se o valor de aluguel é de até 1% do preço do imóvel, no caso das unidades mais baratas é mais fácil conseguir esse porcentual do que nas mais caras. Um apartamento de R$ 1 milhão dificilmente será alugado por R$ 10 mil mensais, mas um de R$ 300 mil pode ser alugado por R$ 3 mil por mês e sempre estará ocupado”, comenta Juliana. Para o presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP), João Crestana, quem investe em imóveis tem não só o retorno da valorização dos preços ao longo do tempo, mas também os ganhos de aluguel. “A renda fixa rendeu próximo a 10% no ano passado, sendo que 6% foi inflação. Já o imóvel valoriza pelo menos a inflação e ainda há o aluguel, que descontado os impostos, sobra de 6% a 7% do valor do imóvel ao ano. As melhores opções são unidades voltados para a classe média e localizados em centros urbanos”, afirma. Dicas para quem quer investir O coordenador do curso de pós-graduação de negócios imobiliários da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), Ricardo Gonçalves, recomenda a quem quer começar a investir em imóveis pesquisar preços e buscar oportuni-

dades nesse mercado. “É sempre bom consultar se o preço dos Há opções com imóveis de interesse são factíveis. retorno financeiro Faça uma pesquisa, veja quanto garantido vale, se o preço está dentro do que o mercado pede e se haverá retorno. Tem que comparar com outras aplicação e ver a oportunidade de locação da unidade”, aconselha o professor. Outra dica da diretora da J2M na hora de investir em um imóvel é ficar de olho no valor do condomínio e do Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). “A oportunidade de alugar o imóvel está ligada ao valor do condomínio. Se for muito alto, o proprietário não vai conseguir um valor muito bom de aluguel ou pode até dificultar conseguir inquilinos”, comenta. O pesquisador do Instituto Assaf, de análises econômicas, Fabiano Guasti Lima, também explica que investir em um imóvel é considerado um investimento de longo prazo que requer planejamento financeiro. A desvantagem dessa aplicação é a menor liquidez que um bem como esse tem no mercado, diferente da renda fixa ou de ações, em que o dinheiro pode ser resgatado a qualquer hora. E a vantagem é que o investimento pode ser visto como complemento de renda. Fonte: O Estado de S. Paulo ME

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Demanda do consumidor por crédito cresceu 7,5% em 2011

D Nordeste lidera pelo segundo ano consecutivo

e acordo com Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito, a quantidade de pessoas que procurou crédito cresceu 7,5% em 2011. Este resultado reflete uma desaceleração em relação ao desempenho de 2010, já que naquele ano a alta da demanda do consumidor por crédito havia sido de 16,4%. Na comparação com novembro/11, a procura dos consumidores por crédito avançou 4,6% e, em relação ao mês de dezembro/10, houve recuo de 4,6% na demanda dos consumidores por crédito. A alta das taxas de juros que prevaleceu até o final de agosto do ano passado, o maior nível de endividamento dos consumidores, a alta da inflação, o aumento da inadimplência tornando mais seletiva a oferta de crédito por parte dos agentes financeiros e o agravamento da crise financeira na Europa foram os fatores que contribuíram para este desempenho mais fraco da demanda do consumidor por crédito em 2011, observam os economistas da Serasa Experian. Os consumidores das camadas inferiores de rendimento mensal foram os que puxaram (crescimento acima da média) a alta da procura por crédito em 2011. Os avanços foram de 20,0% para aqueles cujo rendimento mensal situa-se abaixo de R$ 500,00 e de 8,7% para aqueles que ganham entre R$ 500,00 e R$

1.000,00 por mês. A diminuição da informalidade no mercado de trabalho em 2011 beneficiou, principalmente, os indivíduos de baixa renda que passaram a dispor de maior acesso ao mercado de crédito. Também se destacaram os consumidores que possuem rendimento mensal entre R$ 5.000,00 e R$ 10.000,00, os quais aumentaram sua demanda por crédito em 10,5% no ano passado. As demais faixas de rendimento pessoal mensal também apresentaram variações positivas em suas demandas por crédito em 2011, porém abaixo da taxa média agregada de crescimento. Por região Todas as regiões geográficas do país exibiram crescimento nas demandas dos seus consumidores por crédito em 2011, com destaque para o Nordeste, que registrou crescimento de 11,7%. Foi o segundo ano consecutivo em que os consumidores nordestinos lideraram a busca por crédito. Também o Centro-Oeste acusou uma evolução acima de média nacional em termos de demanda por crédito: alta de 8,9%. Já nas demais regiões geográficas do país, as taxas de expansão da busca por crédito de seus consumidores situaram-se abaixo da média nacional. Fonte: Pack ME


mercado empresarial

Consumo de

O

economia

mercado

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energia elétrica aumentou 3,6% Setores comercial e

consumo de energia elétrica no Brafoi o Norte do país (7%), por causa do funresidencial puxaram sil cresceu 3,6% no ano passado. O cionamento de uma planta de ferroníquel o aumento aumento foi puxado sobretudo pelo no Pará, que puxa o consumo industrial setor comercial, que cresceu 6,3%, e para cima. A Região Nordeste teve retração pelo setor residencial (+4,6%). O consumo na indústria teve de 9% no consumo, com a desativação de uma planta de crescimento mais modesto: 2,3%. Os dados foram divulga- alumínio na Bahia, intensiva no uso de energia elétrica. dos pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada Tolmasquim acredita que o consumo de energia elétrica ao Ministério de Minas e Energia. aumentará neste ano. Vários fatores contribuem para isso, enSegundo o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, o tre eles a retomada da economia e do crescimento industrial, crescimento do consumo no setor comercial pode ser expli- o aumento da renda da população e o desemprego reduzido. cado pelo baixo nível de desemprego, “que vem caindo”, pelo Com informações da Agência Brasil ME rendimento das famílias, “que está em trajetória ascendente”, e pela manutenção do crédito. “Tudo isso tem feito com que novos shopping centers, lojas de serviços e de alimentação sejam abertos. Isso aumenta, portanto, o consumo desse setor terciário e de serviços”, disse ele à Agência Brasil. Do lado dos clientes residenciais, o aumento deve-se à maior quantidade de aparelhos eletrodomésticos e eletrônicos mais usados nas casas dos brasileiros desde 2005. A mesma coisa ocorreu com a parte de informática. Com mais equipamentos, as pessoas começam a consumir mais energia elétrica. Na área industrial, o avanço moderado (2,3%) do consumo de energia ocorreu como efeito da crise mundial, que reduziu as exportações. Internamente, a região que consumiu mais energia foi o Centro-Oeste (16,6%), devido à entrada em operação de uma fábrica de ferroníquel em Goiás e de frigoríficos em Mato Grosso. O segundo maior consumidor


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pesquisa

mercado

Um novo jeito de definir as classes socioeconômicas e de pesquisar o consumo

no Brasil

M Modelo desenvolvido pelos professores Wagner Kamakura (Duke University) e José Afonso Mazzon (FEAUSP) redefine a classificação socioeconômica dos consumidores e mostra os impactos do aumento da classe média brasileira

odelo desenvolvido pelos professores Wagner Kamakura (Duke University) e José Afonso Mazzon (FEAUSP) redefine a classificação socioeconômica dos consumidores e mostra os impactos do aumento da classe média brasileira O que explica o crescimento acelerado da alimentação fora de casa, das vendas de cosméticos, das viagens aéreas e do mercado de automóveis no Brasil? A resposta está nas transformações econômicas e sociais ocorridas no país na década passada, entre elas a emergência da chamada “nova classe média”. Parte significativa da população de domicílios brasileiros moveu-se para estratos socioeconômicos mais elevados entre 2003 e 2009. Isso aconteceu sobretudo com os domicílios classificados nos estratos médios e baixos. Os domicílios de classe média, que em 2003 representavam 47% do total, aumentaram sua participação no conjunto dos

domicílios para cerca de 56% em 2009. Esse movimento dos estratos baixos e médios para cima incluiu mais de 20,5 milhões de brasileiros que conseguiram ultrapassar a linha de pobreza (renda mensal per capita de R$ 145 ou US$ 83, com base na taxa de câmbio de dezembro de 2009). Em estudo recente sobre essas importantes mudanças, dois especialistas de marketing brasileiros, Wagner A. Kamakura, professor da Fuqua School of Business, da Universidade de Duke (EUA), e José Afonso Mazzon, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo, sublinham que a emergência de uma nova classe economicamente relevante requer o reposicionamento de muitos negócios para suprir melhor suas necessidades, que mudam à medida que esses consumidores se movem para cima na estratificação social, com interesse crescente no consumo de novas categorias de bens e serviços que antes eram consumidos em menor escala ou, até mesmo, não eram deman-


mercado empresarial

dados: alimentação fora de casa, cosméticos, automóveis e viagens aéreas, por exemplo. Apesar da reconhecida importância da relação entre classe social — ou status socioeconômico — e estilo de vida dos consumidores, os estudiosos de marketing não contavam até agora com um modelo teoricamente robusto de estratificação social que pudesse captar, com mais precisão, mudanças de status socioeconômico das pessoas ou famílias e seus impactos sobre o consumo de bens e serviços como as registradas no mercado brasileiro. Ao refletir sobre esse problema, Kamakura e Mazzon desenvolveram amplo estudo sobre as classes sociais que permitiu a construção de um novo modelo de cálculo para a classificação socioeconômica dos domicílios no Brasil. O modelo permite trabalhar com 14 a 36 variáveis para realizar essa classificação. Segundo os dois autores, esse modelo foi validado com os dados de 104.353 domicílios levantados pelas duas POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares) realizadas pelo IBGE em

pesquisa 2009 e 2003. Essas pesquisas servem de base para definir as ponderações usadas no cálculo dos índices de preços ao consumidor. As duas amostras da POF são representativas da população brasileira, hoje da ordem de 196 milhões de pessoas. O modelo Kamakura-Mazzon foi pensado como alternativa para o Critério Brasil de Classificação Socioeconômica, utilizado há décadas por veículos de comunicação, agências de propaganda, anunciantes e institutos de pesquisa. Na opinião deles, “esse Critério, endeusado por uns, criticado por outros, tem sido a base para estudos de segmentação, análise do consumo de bens e serviços, implementação de estratégias de marketing de bens de consumo, serviços financeiros, programas sociais, pesquisas políticas, religiosas, educacionais , entre outros usos”. Para os pesquisadores, o recente crescimento da chamada classe média nas economias emergentes requer uma mensuração mais precisa e válida das classes sociais, diferente da proporcionada pelo Critério Brasil, desenvolvido e amplamente utilizado pela Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa (Abep), que se baseia na posse de oito tipos de bens duráveis, empregada para as tarefas domésticas e educação do chefe do domicílio. Kamakura e Mazzon reconhecem as vantagens do Critério Brasil, que classifica os consumidores em oito classes (A1, A2, B1, B2, C1, C2, B e E), quando se trata de explicar o consumo de artigos de luxo, como jóias, viagens de lazer, serviços pessoais e manutenção de carro, mas pensam que seu uso generalizado tem levado muitas empresas a negligenciar importantes segmentos dos mercados emergentes para concentrar seus esforços nos estratos de alta renda. “Verificamos que apesar da alta concentração de renda que ainda existe no Brasil, o consumo de diversas categorias de produtos está distribuído de forma mais igualitária, de modo que as empresas que adotam um posicionamento de mercado dirigido principalmente para as classes superiores estão mal assessoradas, porque deixam uma parte substancial do mercado para a concorrência”, dizem os dois professores ao resumirem seu estudo, selecionado para publicação na edição especial sobre mercados emergentes do International Journal of Research in Marketing, que sairá em 2013. Kamakura e Mazzon usaram o índice de Gini para analisar o consumo de bens e serviços pelos oito estratos propostos (ver tabela com os Ginis). Esse índice varia de zero a 1 (quanto mais próximo de 1 maior é a concentração do consumo). Nos dois extremos estão o consumo de grãos, amido, óleos e gorduras, com um Gini de 0,02 e a contratação de seguro privado de saúde, com Gini de 0,66. O modelo Kamakura-Mazzon Os dois professores de marketing afirmam que seu modelo de classificação socioeconômica, que admitiu para efeito de comparação com o Critério Brasil a divisão dos domicílios em oito estratos (ver tabelas), possui as seguintes características inovadoras e vantagens: • O modelo baseia-se na renda permanente das famílias (que inclui ativos reais e financeiros) e em diversos indicadores de riqueza e qualidade de vida. • Permite calcular o estrato socioeconômico de um domicílio mesmo que faltem algumas respostas ou dados de caracterização domiciliar ou do entrevistado, situação extremamente comum nas pesquisas realizadas. • Pode ser utilizado para avaliar como diferentes classes sociais priorizam a alocação do orçamento familiar destinado ao consumo de distintas categorias de produtos e serviços.

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pesquisa

• Permite avaliar também como diferenças no montante do orçamento familiar destinado ao consumo afetam as prioridades de alocação dos recursos nas diferentes categorias de produtos e serviços.

mercado

• O modelo utiliza técnicas estatísticas mais adequadas e precisas; • O modelo tem grande utilidade para a segmentação do mercado consumidor e pode ajudar as empresas a focar sua atuação não apenas nos estratos mais elevados, mas também na emergente e volumosa classe média brasileira (entendida como os estratos 3, 4 e 5 no critério proposto). As tabelas e gráficos mostram diferenças importantes entre o Critério Brasil e o modelo proposto pelos dois autores do estudo. Primeiro, a distribuição das classes sociais definidas pelo Critério Brasil são assimétricas. A expressiva maioria dos domicílios mostra-se concentrada nas classes C1, C2 e D e bem menos nas classes A1, A2 e B. Essa distribuição ajuda a separar a minoria rica do resto, mas tende a colocar a maioria da população em classes muito grandes, tornando-a mais informativa para estudos que focalizam a minoria rica do que para estudos da maioria de renda mais baixa, inclusive a classe média, que tem sido o foco de muitos dos estudos de marketing no Brasil. Nas classes obtidas com a aplicação do modelo Kamakura-Mazzon a distribuição é mais simétrica, com a maior parte da população nos quatro estratos centrais (3 a 6). Isso leva a uma classificação mais equilibrada da população em termos socioeconômicos, o que ajuda a evidenciar as importantes mudanças na estratificação ocorridas entre 2003 e 2009. Assim, a classificação proposta produz estratos com uma distribuição mais equilibrada tanto em termos do tamanho de cada estrato quanto da distribuição do gastos com consumo. Brasil, um grande “laboratório” Mazzon e Kamakura acreditam que o Brasil tornou-se “atualmente um fantástico ‘laboratório para estudos de marketing’, principalmente em função das acentuadas mudanças ocorridas nos últimos anos no perfil de renda e de consumo das famílias”. Ao contrário do que aconteceu com vários países desenvolvidos, que viram seu crescimento econômico diminuir na primeira década do século XXI, o Brasil experimentou um período de expansão do mercado interno e das exportações que possibilitou a criação de milhões de novos empregos, a melhora da distribuição de renda e o aumento do consumo das camadas da população de menor renda. Houve também maior oferta de crédito e a implantação de amplos programas sociais pelo governo. ME


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desenvolvimento

A introdução das lâmpadas de LED No mercado exige cuidados * Por Rubens Rosado

P

ara tratar deste tema precisamos lembrar um pouco do que aconteceu há algumas décadas. As lâmpadas fluorescentes compactas foram introduzidas nos anos 70, mas foi preciso que se passassem mais de 30 anos para que elas ganhassem reconhecimento generalizado no mercado de iluminação residencial dos EUA. No Brasil, foi necessária uma crise de energia, no ano de 2001, para que o mercado consumidor, governo e importadores reconhecessem o papel fundamental deste produto na área de eficiência energética. Naquela ocasião, como não havia uma regulamentação, uma série de novos produtos, de marcas e modelos desconhecidos, muitas delas com desempenho questionável, foram entrando no mercado. Consumidores que não estavam familiarizados com aquele tipo de tecnologia não tinham como saber distinguir as lâmpadas com melhor e ou pior desempenho. Atento ao ceticismo do consumidor, o governo encomendou um estudo técnico ao Centro de Pesquisas de Energia Elétrica - CEPEL sobre a avaliação dos

principais aspectos destas lâmpadas e constatou a necessidade de regulamentar o mercado. Em cooperação com os importadores e partes interessadas em conduzir o mercado para oferecer produtos da mais alta qualidade e economia de energia, o governo criou, na os depois, os programas Selo ENCE e PROCEL. De lá pra cá, a qualidade técnica dos produtos evoluiu, e hoje as LFCs atendem a requisitos de desempenho mais rigorosos, como vida mínima de 6000h e índice de eficiência de até 60lm/W, tornando as LFCs cada vez mais vantajosas e confiáveis para o consumidor. De alguns anos para cá, vimos a preocupação global quanto ao banimento de lâmpadas ineficientes. Brasil, União Européia, EUA, Austrália e outros países já tomaram medidas para eliminar gradualmente as lâmpadas incandescentes. Para substituí-las, a opção mais econômica e de tecnologia consolidada é a fluorescente compacta, seu custo elevado, inicialmente na casa dos R$60,00, declinou tanto que hoje é possível encontrar uma lâmpada destas por R$ 6,00, mais caras do que as


mercado empresarial

lâmpadas incandescentes comuns, mas com vantagens na duração, no mínimo sete vezes mais, e na economia de energia, 75% menor, além dos benefícios gerados para o meio ambiente, com significativa redução da exploração dos recursos naturais. No Brasil, o governo, através das Portarias Interministeriais nº 1.007 e 1.008 de 2010, estipulou índices mínimos de eficiência para lâmpadas incandescentes comuns, que passam a vigorar a partir de 2012. Caso não atinjam os índices especificados até 2016, estas lâmpadas serão banidas do mercado (exceto as de usos específicos). Com esta medida espera-se incentivar a exploração de outras tecnologias e também assegurar aos consumidores que os produtos comercializados atendem aos requisitos mínimos de eficiência energética e qualidade. Basicamente existem no mercado duas opções para a substituição das incandescentes. A opção mais econômica e de tecnologia consolidada, que é a fluorescente compacta, e, chamando a atenção pelo seu rápido aparecimento, as lâmpadas a LED, porém de tecnologia não tanto consolidada e ainda com o custo de aquisição elevado. Vale ressaltar, no entanto, que de todas as tecnologias revolucionárias em desenvolvimento no mundo da iluminação, a de lâmpada de LED é, sem dúvida, aquela que vai mais mudar, sob todos os pontos de vista, o mercado no futuro próximo. E mais, o fato dos LEDs terem ciclos de vida muito longos e requererem pouca manutenção, vêm se tornando em alternativas muito atraentes para os projetistas, que também valorizam o potencial de economia de energia, mudanças ambientais e flexibilidade em termos de coloração e controle do feixe. Podemos listar outras vantagens do uso de lâmpadas de LED. Uma delas é o fato de serem compactas, o que dá grande flexibilidade na concepção de aparelhos de iluminação, e, ainda, um bom controle sobre a distribuição de luz com o uso de refletores pequenos ou lentes. Outra vantagem das lâmpadas de LED é não terem tubos de vidro que quebram, sendo resistentes à vibração e ao impacto. E há muitas outras vantagens, entre elas permitir regulagem em uma ampla faixa (pois não há corrente mínima necessária para sus-

meio ambiente desenvolvimento

tentar a operação da lâmpada), não ter a vida útil afetada pelo ciclo de liga desliga, oferecerem boa adaptação para luminárias (onde as lâmpadas são frequentemente ligadas e desligadas) e ter acendimento instantâneo. E, por fim, não conterem mercúrio, ao contrário das lâmpadas compactas fluorescentes, e, portanto, não oferecerem risco para a saúde e meio ambiente. Vale também mencionar que alguns tipos de lâmpadas de LED usam o princípio de mistura de cores, podendo emitir uma ampla gama de cores e alterar as proporções de luz gerada em cada cor primária. A fim de assegurar que esta nova tecnologia proporcione o mesmo nível de aceitação e confiança dos consumidores com outras tecnologias de iluminação, o uso de LEDs apresenta novos desafios, sendo importante que se trabalhe em um conjunto de requisitos técnicos especificamente para esta tecnologia. Neste caminho muitas barreiras e problemas já foram identificados. Eles, de uma forma ou de outra, impediram, num passado recente, a adoção imediata de lâmpadas fluorescentes compactas pelo mercado: A associação destes fatores foi uma grande fonte de insatisfação para os consumidores que se aventuraram na aquisição de uma nova tecnologia que prometia grandes recompensas, especialmente uma vida longa que, por cálculos simples, justificava o investimento. Portanto, devem ser levadas em conta as seguintes considerações:

Tabelas com níveis mínimos e datas do fase out

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desenvolvimento

Rubens Rosado é engenheiro e Assessor Técnico da ABilumi – Associação Brasileira de Importadores de Produtos de Iluminação

Proteção contra incêndio: devido à energia térmica dissipada pelo LED; Proteção contra choque: devido ao tipo de alimentação; Vida útil: na verdade, a vida de uma lâmpada de LED não depende exclusivamente do LED isoladamente e sim de diversos fatores e componentes que dificultam sua avaliação; Manutenção do fluxo luminoso e cor: é de se esperar que a saída de luz permaneça praticamente constante diminuindo para o fim da vida ; Reprodução de cor: fundamental para o conforto e aparência do ambiente; Eficiência: deve ser tão boa quanto ou melhor do que as lâmpadas fluorescentes de forma a justificar o investimento; Não consumir energia quando desligada: evitando riscos a instalação e consumo de energia desnecessário; Riscos biológicos: questões como danos na retina e outros problemas de saúde que podem resultar da exposição a essas fontes de luz são sempre uma preocupação; Design compatível com as instalações e luminárias existentes: é importante que, sempre que possível, as lâmpadas caibam nas luminárias existentes e que haja luminárias apropriadas no mercado. Existem, atualmente, quatro projetos de normas técnicas para LED no Brasil, a saber: Módulos de LED para iluminação em geral – Requisitos de segurança (PROJETO ABNT NBR IEC 62031), Termos e definições para LEDs e os módulos de LED de iluminação geral (PROJETO ABNT NBR IEC 62504), Dispositivo de controle da lâmpada – Parte 2-13: Requisitos particulares para dispositivos de controle eletrônicos alimentados em c.c ou c.a para os módulos de LED (PROJETO 03:034.02-002 (IEC 61347-2-13)) e Dispositivo de controle eletrônico c.c. ou c.a. para módulos de LED – Requisitos de desempenho (PROJETO ABNT XXX (REF 62384 Ó IEC:2006). Com tudo isso, podemos concluir que, hoje, as lâmpadas LEDs são ainda um produto de nicho, com aplicações limitadas e usos especializados, tais como automotivo, eletrônico, sinalização/ iluminação decorativa, sem aplicações adequadas para a iluminação geral. Na verdade, existe ainda um caminho para que lâmpadas de LEDs estejam prontas para aplicações mais amplas, não sendo ainda os compradores para estes tipos de produtos

os mesmos compradores das lâmpadas fluorescentes compactas e incandescentes. Compradores interessados ​​em LEDs são mais sofisticados,sabem seus custos operacionais, a flexibilidade que este tipo de iluminação proporciona e o valor da economia de energia e outros gastos ao longo do tempo. Parece que algumas das primeiras ofertas de produtos LED, em particular as que estão sendo comercializados como um substituto para lâmpadas incandescentes para iluminação geral de serviços, podem estar seguindo um caminho semelhante às ofertas iniciais de LFC. E, portanto, erros semelhantes podem ser cometidos. Produtos LED para aplicações de serviço em geral ainda são muito caros, alguns fazem exagerada equivalência de lúmen e reivindicações de poupança de energia, que muitas vezes não superam as das lâmpadas compactas. Forçar, neste momento, um consumo sem regulamentação do produto poderá afastar aqueles consumidores que poderiam encontrar no LED uma aplicação perfeita para suas necessidades, a exemplo do que aconteceu no mercado das compactas. Não podemos esquecer ainda que compradores no mercado de varejo geralmente não são tão exigentes como designers e projetistas, mas são formadores de opinião, e a crescente disponibilidade no varejo de lâmpadas LED com baixo desempenho poderia decepcioná-los e potencialmente resultar em insatisfação generalizada daqueles que acreditam no novo produto, prejudicando o crescimento do mercado desta tecnologia, uma vez que ele encontra LFCs já conhecidas, confiáveis e acessíveis. A criação de normas e a certificação de lâmpadas de LED é, neste momento, uma forma de se evitar a repetição das experiências negativas que ocorreram quando as lâmpadas fluorescentes compactas foram introduzidas no mercado brasileiro, sendo um instrumento de extrema importância usado não só para proteção do consumidor como para o desenvolvimento industrial, contribuindo para o fortalecimento do mercado interno através da concorrência justa e melhoria da qualidade. ME


prevenção

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Divulgação

mercado empresarial

Grupo Incefra lança revestimento cerâmico com proteção antibactéria permanente

A

média mundial de pacientes com infecção hospitalar é de 5%. No Brasil, porém, este índice chega a 15,5%, entre pacientes internados, de acordo com o Ministério da Saúde. Estudos mostram que melhores práticas no ambiente hospitalar influenciam diretamente na redução de infecções adquiridas nesses locais, evitando a multiplicação de microorganismos no ar e nas superfícies. Para auxiliar na redução de bactérias em ambientes que exigem cuidados especiais, o Grupo Incefra desenvolveu uma tecnologia antibacteriana, aplicada em revestimentos cerâmicos esmaltados, sob processo via seca. O produto mantém a beleza da cerâmica, porém com a proteção antibacteriana que dura24/dia. O Grupo Incefra buscou a Microban, empresa líder mundial em proteção antibacteriana, para desenvolver o produto. Testes realizados pela empresa apontaram uma redução de até 99% dos microorganismos presentes na superfície, em razão da camada protetora incorporada ao esmalte e à

queima, estabelecendo uma fusão entre cerâmica, acabamento e camada protetora. A coleção completa reúne opções de cores claras e usuais, tendo o branco e bege levemente decorado e padrão madeira entre os mais solicitados, com aplicação de esmalte e proteção antibacteriana Microban. Indicado para obras públicas, hospitais, laboratórios, clínicas, consultórios e todo ambiente que necessita de preservar higiene absoluta. Segundo a empresa, a aplicação de uma tecnologia tão avançada não afetou o valor final do produto. ME

Reduz a presença germes e bactérias em até 99%


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prevenção

Secovi-SP orienta síndicos sobre obras em condomínios

A Responsável civil e criminalmente pelo que acontece no condomínio, o síndico deve ser oficialmente comunicado por condôminos sobre obras realizadas no interior das unidades que possam afetar a estrutura ou as instalações

recente tragédia que ocorreu na cidade do Rio de Janeiro e entristeceu toda a Nação – o desmoronamento de edifícios no centro da capital fluminense -, colocou a todos em estado de atenção quanto à segurança dos condomínios. No sentido de orientar síndicos e profissionais do setor imobiliário, e em face de notícias (hipóteses) de que o acidente foi motivado por obras estruturais realizadas sem atender as medidas técnicas e legais exigidas, a vice-presidência de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP (Sindicato da Habitação) alerta para providências indispensáveis no sentido de evitar que tais fatos se repitam: 1. Os proprietários de unidades residenciais ou comerciais devem informar com antecedência a realização de obras significativas – remoção de paredes, aberturas e outras que possam impactar o edifício; 2. Os respectivos proprietários se obrigam a fornecer previamente ao síndico declaração assinada pelo engenheiro e/ou responsável técnico, na qual conste que a referida obra não altera e/ou afeta a estrutura e as instalações (hidráulicas e elétricas) da edificação, acompanhada da ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), devidamente recolhida;

3. O documento também deve atestar que as obras estão de acordo com as legislações municipais, o que confere respaldo ao síndico e garante a segurança da edificação; 4. Caso se detecte no condomínio a realização de obras sem que as medidas acima tenham sido obedecidas, cabe ao síndico denunciar o fato à Prefeitura ou à Subprefeitura local, a fim de que sejam identificadas quaisquer intervenções que possam ser consideradas ilícitas ou irregulares, colocando em risco a integridade e a segurança do condomínio. “Existe legislação adequada e suficiente para que os condôminos modifiquem a planta interna das unidades. Falamos, aqui, de alterações significativas, que não se confundem com ações de ordem ‘cosmética’, como pintura ou troca de piso. Em casos extremos, o condomínio poderá propor ação de denunciação de obra nova, a fim de suspender ou mesmo demolir obras irregulares, por meio de obtenção de liminares. O síndico é fundamental para garantir a segurança de todos, devendo acompanhar a rotina do condomínio, apoiado por informações de zeladores e funcionários”, afirma Hubert Gebara, vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Sindicato. ME


Fascículo

2

DESTINO BRASIL Mata Atlântica

C

om suas dimensões continentais e sua diversidade cultural, ambiental e cênica, o Brasil destaca-se mundialmente como um dos mais ricos destinos de turismo ligado à natureza.


Ecoturismo

brasil, a maior biodiversidade do plANeta

O

Brasil é o pais contemplado com a maior biodiversidade de todo o planeta Terra. Em sua vasta extensão territorial podemos encontrar uma fauna diversificada e uma flora de beleza exuberante e variada em suas diversas regiões de sul a norte do país, reunindo cerca de 70% das espécies animais e vegetais de todo o planeta.

Essa imensa biodiversidade brasileira se divide em incalculáveis ecossistemas, em 49 ecorregiões e em 6 biomas em terra firme e 1 bioma marinho: Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica (da qual faz parte a Mata das Araucárias), Caatinga, Pampa e Pantanal; e a Zona Costeira brasileira. Essa riqueza biodiversa, cultural, ambiental e cênica, torna o País um dos mais propícios para o ecoturismo.

ECOSSITEMAS - Por ecossistemas se define um complexo sistema formado de organismos vivos que vivem em constante interação com o espaço natureza, além do clima, e dos componentes abióticos ou sem vida, formando um todo, em que todos são interdependentes, apesar de serem distintos entre sí. Todos os integrantes que compõem um ecossistema são essenciais para que a vida na terra se mantenha da forma como a conhecemos, pois a extinção

de qualquer uma dos seus componentes, por minúsculo que seja, produz alterações profundas nos ecossistemas, muitas vezes até sua completa desestruturação e extinção. Os ecossistemas brasileiros, em sua riquíssima diversidade, não são totalmente conhecidos. BIOMAS – É um conjunto de ecossistemas diferentes, adaptados a um mesmo lugar.


2 Biomas Continentais Brasileiros Bioma AMAZÔNIA Bioma CERRADO Bioma MATA ATLÂNTICA Bioma CAATINGA Bioma PAMPA Bioma PANTANAL Área Total Brasil

Área Aproximada (km²) 4.196.943 2.036.448 1.110.182 844.453 176.496 150.355 8.514.877

Área / Total Brasil 49,29% 23,92% 13,04% 9,92% 2,07% 1,76% Fonte: http://www.ibge.com.br/home/presidencia

Mata Atlântica O Brasil é o destino de ecoturismo privilegiado dos paises megadiversos e a Mata Atlântica ou Floresta Pluvial Atlântica seu bioma mais impressionante. Compreende a segunda maior Reserva da Biosfera do mundo, 4 dos 7 sítios brasileiros do Patrimônio Mundial Natural e aproximadamente 600 das 900 unidades de conservação. É o terceiro maior bioma brasileiro. A flora e fauna deste hotspot (área prioritária para conservação) se distribui sobre 9 ecossistemas com até 5 faixas altitudinais. Em nenhum outro lugar do Brasil encontra-se uma diversidade geológica, biológica e sócio - cultural tão expressiva como aqui. Área / Localização O bioma Mata Atlântica ocupa mais que 1 milhão de quilômetros quadrados do litoral Atlântico entre Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul (regiões Nordeste, Sudeste e Sul). Acompanha o litoral brasileiro e nele se situam muitas das principais cidades do País: Rio de Janeiro, Salvador, Curitiba, Natal, Porto Seguro e Recife, muitas das quais são também acesso para outros ecossistemas, como o Cerrado e as Regiões Serranas. Geologia / Geomorfologia A Mata Atlântica se desenvolve sob terrenos pré - cambrianos da parte oriental do Escudo Atlântico, incluindo o Cráton do São Francisco e as províncias geotectônicas Mantiqueira e Borborema. É o único dos biomas brasileiros com montanhas significativas. Destacam-se as feições geomorfológicas cenozóicas da Serra do Mar / Mantiqueira e do Rift Continental do Sudeste. Com picos próximos a 3.000 metros, apresenta as maiores elevações no leste da América do Sul.

Clima / Solos O clima da Mata Atlântica é influenciado pela radiação solar da zona climática tropical e subtropical e pelas massas de ar úmidas vindo do Oceano Atlântico. É caracterizado por uma estação quente e úmida de novembro até março (verão) e outra fria e seca de maio até agosto (inverno). Seus solos se dividem em solos de sedimentação terrestre, nos planaltos, escarpas e pés das montanhas e solos de sedimentação marinha nas planícies litorâneas. Ecossistemas / Vegetação / Altitude O bioma da Mata Atlântica compõem 9 ecossistemas com até 5 faixas de altitude: Formações Pioneiras (manguezal, restinga e caixetal), Floresta Ombrófila (densa, aberta e mista), Floresta Estacional (semidecidual e decidual) e Campos de Altitude. Flora / Fauna / Biodiversidade A extraordinária biodiversidade da flora e fauna deste bioma é o resultado da sua história geológica, sua extensão tropical / subtropical, fortes variaçðes climáticas no pasado e significantes desníveis de altura. Adicionalmente, florestas pluviais costeiras são mais ricas em biodiversidade que as no interior do pais (como por exemplo a Amazônia). Cavernas A Província Espeleológica do Alto Vale do Ribeira / Paranapiacaba com os parques estaduais de (PETAR, Intervales e Jacupiranga) protegem a maior quantidade de cavernas cársticas existentes no Brasil (300).

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Ecoturismo Sítios históricos e culturais Além da sua beleza natural a Mata Atlântica esconde alguns significantes sítios histórico-culturais, como trilhas históricas na Serra do Mar e da Serra da Bocaina, os préhistóricos sambaquis em Superagüi e as culturas caiçaras / quilombolas em Juréia-Itatins, a Ilhabela ou na Juatinga. Áreas protegidas Segundo a Conservation International, o bioma da Mata Atlântica insere-se aos 5 hotspots da biodiversidade mais valiosos da Terra. Compreende a segunda maior Reserva da Biosfera no mundo e aproximadamente 600 dos 900 unidades de conservação brasileiras. As Reservas de Mata Atlântica do Sudeste e da Costa do Descobrimento foram declaradas Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1992. Primeiro contato dos colonizadores com o Brasil, há quase cinco séculos, a Mata Atlântica vem sofrendo intenso processo de ocupação e consequente devastação, em decorrência da implantação e desenvolvimento de grandes cidades que aceleram mais ainda o processo de degradação, expondo a fauna e a flora a sérios riscos de extinção. Antes caracterizada por florestas densas e ricas em espécies vegetais, ainda com remanescentes de uma das maiores biodiversidades do planeta, a Mata Atlântica, com menos de 5% de sua vegetação original, é o ecossistema brasileiro mais ameaçado pela ocupação humana. Um dos Hotspots mundiais O conceito Hotspot foi criado em 1988 pelo ecólogo inglês Norman Myers para resolver um dos maiores dilemas dos conservacionistas: quais as áreas mais importantes para preservar a biodiversidade na Terra? Ao observar que a biodiversidade não está igualmente distribuída no planeta, Myers procurou identificar quais as regiões que concentravam os mais altos níveis de biodiversidade e onde as ações de conservação seriam mais urgentes. Ele chamou essas regiões de Hotspots. Hotspot é, portanto, toda área prioritária para conservação, isto é, de alta biodiversidade e ameaçada no mais alto grau. É considerada Hotspot uma área com pelo menos 1.500 espécies endêmicas de plantas e que tenha perdido mais de 3/4 de sua vegetação original. Até 2005, foram identificados 34 Hotspots mundiais. Mesmo assim, somando a área de todos os Hotspots temos apenas 2,3% da superfície terrestre, onde se encontram 50% das plantas e 42% dos vertebrados conhecidos. No Brasil há dois Hotspots: a Mata Atlântica e o Cerrado.


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Ecoturismo na Mata Atlântica Com um relevo que varia desde o nível do mar até 2 mil metros de altitude e é responsável por seu clima e temperaturas peculiares, a Mata Atlântica tem rios e córregos que se transformam em cachoeiras e cascatas e apresenta serras e cadeias de montanhas que ainda possuem nichos de matas com rica flora e fauna. Estas regiões montanhosas permitem inúmeras atividades ecoturísticas e, sobretudo, práticas esportivas como caminhadas, campismo, canoagem, rafting, alpinismo e montanhismo. Florestas e regiões serranas Na cidade do Rio de Janeiro encontra-se a maior floresta urbana do mundo, o Parque Nacional da Tijuca, com uma área de 3,3 mil hectares, em cujo ponto culminante, o Corcovado, encontra-se um dos símbolos da cidade: a estátua do Cristo Redentor. Um dos pontos mais visitados por turistas que vêm ao Brasil, a Floresta da Tijuca permite a ecoturistas caminhadas e observação de vida silvestre. Também no Parque encontram-se a Pedra da Gávea, cujo cume está a mais de 800 metros acima do nível do mar e pode ser alcançado através de caminhada, e a Pedra Bonita, com rampa para decolagem de vôo livre e parapente. Na Mata Atlântica encontram-se diversos parques e reservas exuberantes, apesar da pouca infra-estrutura de alguns, com a hospedagem fazendo-se em geral em hotéis e pousadas nos seus entornos. Entre eles estão o Parque Nacional do Iguaçu, no estado do Paraná; o Parque Nacional de Aparados da Serra, no Rio Grande do Sul; o Parque Nacional de Itatiaia e o da Serra dos Órgãos, no estado do Rio de Janeiro; o Parque Nacional de Caparaó e da Serra da Canastra, no estado de Minas Gerais. A maioria das cavernas brasileiras se encontra na Mata Atlântica, no Cerrado ou em sua transição, sobretudo nos estados da Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco e São Paulo. Só no estado de São Paulo, no Parque Estadual Turístico do Alto do Ribeira (Petar), existem mais de 200 cavernas, das quais cerca de 40 permitem visitação acompanhada por guias especializados, para pessoas adequadamente vestidas e equipadas. Litoral e Ilhas Oceânicas No Brasil é possível ir à praia o ano inteiro. A costa litorânea, que se estende do Rio Grande do Sul ao Amapá, tem mais de 7 mil quilômetros recortados por centenas de praias (muitas ainda semi-selvagens!), costões, enseadas, dunas, falésias, ilhas e restingas. Se no litoral do Nordeste as chuvas se concentram no outono e no inverno, no Sul e Sudeste elas são mais constantes no verão. Assim, basta traçar um roteiro programando a me-

lhor época para perseguir o sol de cada local e conhecer as praias, fazer trekking pelo interior de ilhas e explorar baías em passeios de escunas, iates e até mesmo em modestas jangadas de pescadores. Com um regime de ventos ideal para velejadores, a costa brasileira atrai uma parcela enorme de pessoas para a prática de esportes náuticos. Um dos locais mais cobiçados para isso é Búzios, no Rio de Janeiro. Mas o iatismo se estende por todo o país - e tem tão bons velejadores que, desde 1948, o Brasil participa de todas as competições olímpicas de vela. O mergulho livre e autônomo pode ser feito principalmente a partir de cidades como Rio de Janeiro, Angra dos Reis, Parati, Búzios (todas no estado do Rio de Janeiro), Recife (Pernambuco), Ubatuba e São Sebastião (São Paulo), Natal (Rio Grande do Norte) e São Luís (Maranhão), entre outras. O ponto alto do mergulho no Brasil se faz no Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha e no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, onde, entre os meses de julho e outubro, podem ser observadas baleias jubarte, além de uma riquíssima fauna aquática. Pelas praias Um roteiro turístico pelas praias pode ser traçado tendo como ponto de partida o Rio de Janeiro, o principal portão de entrada de turistas no país. Localizada na região de economia mais dinâmica do Brasil, a aproximadamente uma hora de vôo de algumas das maiores cidades brasileiras - como São Paulo, Belo Horizonte e Brasília - a cidade do Rio de Janeiro é servida por portos, aeroportos, rodovias e ferrovias que a interligam a todo o país - e à América do Sul e ao mundo. Conhecida por suas belezas naturais e seu intenso movimento cultural, a atividade turística do Rio de Janeiro está apoiada numa grande

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Ecoturismo rede de hotéis, centros de convenções e feiras que, ano a ano, acolhem um número maior de visitantes. Seguindo pela costa, o turista que estiver no Rio de Janeiro pode dirigir-se tanto para o Sul como para o Nordeste do país. De carro, em direção ao Sul, o trajeto é pela Rio-Santos - estrada de 550 quilômetros que liga o Rio de Janeiro à cidade de Santos, no estado de São Paulo. A estrada reserva uma paisagem que mistura planícies, montanhas e vales junto a uma costa esplendorosa. O primeiro ponto de parada obrigatória é Angra dos Reis, um paraíso com 365 ilhas e cerca de 2 mil praias, onde se destaca a Ilha Grande. Logo depois de Angra fica a histórica Parati. Além de suas ruas estreitas e casarões de cidade colonial preservada, Parati tem praias e ilhas que valem a pena conhecer, como Trindade, Brava, dos Ranchos, Figueira e Caxadaço. Em noites de lua cheia, é possível passear de barco e ver as ardentias, plânctons que brilham como purpurina nas águas. Seguindo estrada, logo se alcança o estado de São Paulo e as praias de Ubatuba, Caraguatatuba, Ilhabela e São Sebastião. Neste trecho está uma das partes mais bonitas do litoral norte paulista. Seguindo mais ainda para o sul, chega-se a uma região onde há extensas áreas preservadas de Mata Atlântica. Ai fica o Lagamar, uma grande faixa ao longo da costa, onde estão algumas das mais importantes unidades de conservação da Mata Atlântica, entre as quais a Estação Ecológica Juréia-Itatins e a Ilha do Cardoso. Entre as praias do Sul, uma das maiores atrações fica no estado de Santa Catarina. Florianópolis, sua capital, é dividida em duas partes - uma continental e outra na ilha de Santa Catarina, onde é chamada de “Floripa”. Encanto dos turistas, a ilha tem mais de 40 praias, entre as quais a da Joaquina, onde se realizam alguns dos mais concorridos campeonatos de surfe do país e do circuito mundial. Santa Catarina tem também praias para quem quer badalação (Camboriú), mergulho (na península onde ficam Porto Belo e Bombinhas) e história (São Francisco do Sul), com construções dos séculos XVIII e XIX, além de praias de areias brancas e passeios de barco por sua baía. Voltando-se agora para o Rio de Janeiro e seguindo para o Nordeste, um primeiro ponto turístico fica na região dos Lagos, na chamada Costa do Sol, onde ficam Búzios e Saquarema, um dos melhores locais para a prática de surfe. Mais ao norte fica o estado do Espírito Santo, onde o principal pólo turístico se encontra em Guarapari, cidade onde há areias monazíticas e mais de 20 praias banhadas por águas transparentes. Continuando em direção ao Nordeste chega-se à Bahia, porta de entrada de uma das regiões onde o litoral é particularmente charmoso, com praias e ilhas formando um cenário de sonhos. Quadrilátero do Descobrimento À beira do mar da Bahia fica o Monte Pascoal, primeiro local avistado pelos navegadores portugueses em 1500, localizado no chamado Quadrilátero do Descobrimento - formado por Trancoso, Arraial da Ajuda, Porto Seguro (segundo pólo turístico do


2 Nordeste brasileiro, perdendo apenas para Salvador) e Santa Cruz Cabrália. Se há cinco séculos os portugueses se encantaram com a beleza natural da região, o que não dizer de quem a descobre hoje, quando percebe que nas praias e arredores ela preserva o mesmo encanto dos tempos passados, descritos por Pero Vaz de Caminha em sua Carta da Descoberta? O litoral da Bahia também reserva outros atrativos. O Parque Nacional Marinho de Abrolhos, por exemplo, onde os mergulhadores se encantam com extensos corais; as cidades do ciclo do cacau, como Ilhéus, encravada numa região de praias quase desertas, como Camamu e Barra Grande; Morro de São Paulo, vilarejo na ilha de Tinharé, alcançado de barco a partir da cidade de Valença e onde o mar de águas calmas forma piscinas naturais e as praias são quase desertas; Itaparica, ilha em que convivem lado a lado um dos maiores complexos hoteleiros do país e a tranquilidade de vilarejos onde o tempo parece ter parado. E, é claro, Salvador, capital da Bahia, onde as praias de areias brancas misturam-se aos prédios e à arquitetura colonial da primeira capital do país, à alegria que reina o ano inteiro, à musicalidade, ao misticismo e à religiosidade, marcas do povo baiano. Linha Verde Saindo de Salvador em direção ao norte, é possível traçar um roteiro de carro pela Linha Verde, caminho que liga a Bahia ao estado de Sergipe. São 142 quilômetros de estrada, com boa sinalização, margeando a costa. No trajeto, o visitante vai encontrar imensos coqueirais, lagoas, cachoeiras e dunas na Praia do Forte, além das praias de Imbassaí, Porto Sauípe, Sabaúma, Baixio, Sítio e Mangue Seco, ponto final da Linha Verde e onde só se chega de barco, a partir da cidade de Pontal. Aracaju, capital do pequeno estado de Sergipe, é uma metrópole com encantos de província, que oferece praias e artesanato regional em cerâmica, couro e madeira. Em Alagoas, estado vizinho de Sergipe, é comum o visitante encontrar piscinas naturais no mar de águas verdes. Além da capital, Maceió, com suas belas praias, em Alagoas ficam as cidades litorâneas de Coruripe, Barra de São Miguel e Marechal Deodoro, esta com a badalada praia do Francês. Para quem quer tranquilidade, uma opção é a colônia de pescadores de Barra de Santo Antônio. A próxima parada é o estado de Pernambuco, onde uma das praias mais procuradas é Porto de Galinhas, com suas piscinas naturais e águas azuis, boas para o mergulho. A capital, Recife, com seus canais, é banhada pela praia de Boa Viagem, urbana e muito freqüentada. Ao visitar Pernambuco, o turista não pode deixar de ir a Olinda, cidade histórica tombada pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade, e às praias da ilha de Itamaracá. Com 230 quilômetros de litoral, o estado da Paraíba também oferece belíssimas praias. Em Conde, uma pequena cidade próxima da capital, João Pessoa, fica Tambada, a primeira praia naturalista do Nordeste. De Cabedelo, cidade situada na foz do rio Paraíba, saem passeios até a praia fluvial do Jacaré e para a

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Ecoturismo ilha de Areia Vermelha, onde um fenômeno da natureza - um vasto banco de areia que emerge das águas - pode ser apreciado em dezembro e janeiro. Na capital, além de boas praias, quem gosta de madrugar não pode deixar de ir à ponta do Seixas, primeiro local onde o sol nasce no Brasil. Dunas e paisagens exóticas Muito sol, lagoas, praias, culinária típica e gigantescas dunas é o que o turista encontra no Rio Grande do Norte. Entre as muitas atrações destacam-se Tibau do Sul, onde as praias têm falésias e recifes; Natal, a capital do estado; Genipabu, com imensas dunas; e a Lagoa de Jacumã, marcada por uma exótica paisagem. Mais adiante, o trecho do litoral brasileiro que une as capitais do Ceará e do Maranhão apresenta quilômetros de dunas, que mudam de lugar de acordo com o vento e se comportam como se fossem guardiãs de lugarejos nos quais só se tem acesso com um carro de tração nas quatro rodas. É o caso, por exemplo, de Jericoacoara - ou Jeri, como é conhecida - praia a oeste de Fortaleza, considerada uma das mais bonitas do mundo por sua paisagem rara e variada. O Ceará tem dezenas de praias com grandes extensões. Entre as melhores opções estão as bem movimentadas de Porto das Dunas, com um complexo aquático, a praia do Futuro e praias pouco exploradas, como Morro Branco, em Beberibe. Fortaleza, a capital do Ceará, é uma metrópole bem servida de hotéis e restaurantes (onde a lagosta é um prato típico) e também oferece boas praias. A leste da capital fica uma das mais conhecidas do estado: Canoa Quebrada. Dizem seus moradores que para descobrir os encantos do lugar o visitante precisa passar pelo menos 24 horas em Canoa Quebrada, convivendo ali com o sol e a lua, símbolos do lugarejo tranqüilo. Considerada a “capital do reggae brasileiro”, São Luís, no Maranhão, transforma suas praias à noite em pistas de dança. A orla é extensa e existem praias tanto urbanas como semi-selvagens. A menos de uma hora de barco da capital fica Alcântara, com suas vistosas ruínas coloniais, praias e recantos ecológicos como as ilhas do Cajual e do Livramento. Outra atração no Maranhão é o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, formado por 270 km2 de areia. É uma formação geológica rara, com dunas que chegam a 40 metros de altura e lagoas coloridas, formadas pelas chuvas.

Brotas um dos maiores polos de ecoturismo do estado Da Serra de Mata Atlântica surge Brotas, um dos maiores pólos de ecoturismo do Estado, atividade que gera 25% da renda do município. A cidade integra a área da Mata Atlântica e de proteção ambiental do Corumbataí, onde está a nascente de uma das maiores reservas subterrâneas de água do planeta, o Aqüífero Guarani. A região possui mais de 70 cachoeiras, corredeiras e canyons, e atrai turistas do Brasil e do exterior. Localizada bem no centro do estado de São Paulo, no coração de uma das regiões mais desenvolvidas no país, a fórmula de mata nativa, manancial hídrico e adoção de atividades rurais (agricultura e agropecuária) para seu desenvolvimento, faz com

Mata de Araucárias Incluída dentro do Bioma Mata Atlântica, e também conhecida como Mata dos Pinhais, a Mata das Araucárias é uma floresta subtropical encontrada na região Sul do Brasil (estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). É uma formação florestal típica de uma região de clima subtropical. Com altitudes superiores a 500m, destaca-se a área de dispersão do pinheiro-do-paraná, Araucária (angustifolia), que já ocupou cerca de 2,6% do território nacional. Devido ao seu alto valor econômico a Mata de Araucária vêm sofrendo forte pressão de desmatamento.

que as serras dêem luz a nascentes e rios encachoeirados que cortam vales e encostas. Aproveitando a enormidade de atrativos turísticos e naturais, na sua maioria hídricos (represa, ribeirões, cachoeiras, corredeiras e nascentes) e seu potencial de produtos e serviços turísticos, a região desenvolveu, com o tempo, um enorme potencial para o ecoturismo, turismo rural e de aventura. Não à toa, hoje, Brotas é ponto de referência para a prática de esportes de aventura aquáticos, terrestre e também vertical.


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Com nascentes e rios encachoeirados, cidade esbanja potencial ecoturístico

Sede de verde Principal rio que alimenta Brotas, o Jacaré Pepira é um dos poucos ainda não poluídos no Estado de São Paulo. Com nascente em São Pedro, desagua no rio Tietê após percorrer 174 km. Com outros, passeia pelas “Cuestas Basálticas”, região na cidade que possui relevo e clima peculiares – de onde surgem as rápidas corredeiras e as quedas d’água tão procuradas pelos turistas. O rio Jacaré Pepira apresenta grande parte de sua extensão protegida, o que justifica todo um esforço da sociedade e do poder público para sua preservação. O rio foi e é objeto de vários estudos na área de meio ambiente e já sediou um importante projeto do Consórcio Intermunicipal de Preservação da Bacia do Rio Jacaré Pepira, realizado em meados dos anos 1980. Rafting, Acqua Ride e Bóia Cross O rafting – descida das corredeiras sobre um bote inflável – é apenas uma das diversas opções de esportes radicais para praticar em Brotas – em geral acompanhadas por um instrutor para maior segurança. A prática atende a todas as idades, até crianças – para isso, foi criado o floating, descida feita sob medidas para os pequenos. Contudo, para quem busca novas emoções, há outras possibilidades, como o acqua ride, prática de descida em quedas d’água e corredeiras usando bote inflável e equipamentos de segurança. Muito comum também é o bóia-cross: cada pessoa pega sua bóia (com alças de segurança) e desce a corredeira.

Canoagem, duck e hidrospeed A canoagem também é outra prática comum em Brotas: descer as quedas d’água ou corredeiras com os caiaques feitos de polietileno (tipo de plástico de alta resistência) vai trazer muita emoção e adrenalina. Experimente também o duck, no qual a descida é realizada com a utilização de caiaques infláveis. Por fim, se quiser algo diferente, aposte na hidrospeed: é só pegar sua embarcação de polietileno, nadadeiras, proteção para joelhos e canela e boa descida! Sossego e banhos de cacheira Mas Brotas não é território apenas para os radicas: as pessoas que procuram sossego e paz também são bem-vindas. Prova disso são as opções mais tranquilas que existem na cidade. Uma delas é o tradicional banho de cachoeira: depois de uma trilha por meio da mata nativa, é possível desfrutar da água gelada e revigorante das diversas quedas d’água existentes na região. Outra prática sossegada (principalmente no bairro São Sebastião da Serra) é a pescaria. Na represa do Rio Jacaré, é possível pescar de barco ou na encosta do rio.

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Ecoturismo

Ecoturismo ajuda a recuperar a

Mata Atlântica O Ecoturismo vem funcionando como uma das principais

ferramentas na recuperação da Mata Atlântica, em São Paulo. Tese de doutorado do diretor de extensão das Faculdades Senac (SP), Eduardo Mazaferro Ehlers, demonstra que, em cidades como Campos do Jordão, Águas de Lindóia e Brotas, a prática de esportes de aventura tem sido fundamental para

Serra da Bocaiana, patrimônio inestimável

o aumento da cobertura de Mata Atlântica no estado paulista. Muitos municípios passaram a se preocupar mais com o meio ambiente, por perceberem o potencial de geração de novos negócios e de novas oportunidades de trabalho, segundo o pesquisador. Entre 1990 e 2000, 204 municípios paulistas tiveram aumento de Mata Atlântica e, em muitos casos, esse aumento está relacionado ao avanço dos empreendimentos que dependem do patrimônio natural. O município de Brotas, por exemplo, onde se praticam rafting, caminhadas ecológicas, arvorismo, rapel e escaladas, aprovou um código rígido de proteção ambiental e segurança para os desportistas. De acordo com o presidente da ABCânion (Associação Brasileira de Canionismo), Carlos Zaith, Brotas é a primeira cidade brasileira a criar normas de organização, disciplina e profissionalização da mão-de-obra do turismo de aventura, mantendo a preservação ambiental como elo principal do desenvolvimento da região.

Localizada entre o Estado do Rio de Janeiro e São Paulo, a Serra da Bocaina abriga um patrimônio natural preservado e inestimável. Ao Sul, o Parque abrange praias arenosas, uma enseada e uma ilha oceânica na região de Trindade. Em direção ao norte, no degrau do planalto, abrange vales profundos e recortados, para então atingir uma vasta área de campos, com altitudes acima de 1 800 metros, onde despontam massas graníticas arredondadas. Situada na Serra do Mar, a Serra da Bocaina apresenta característica peculiar, já que em seus domínios a serra se debruça abruptamente sobre o oceano Atlântico, formando magníficos despenhadeiros e grotões. As altitudes variam do nível do mar até 2.088 metros, de onde é possível observar em dias claros toda a extensão da Serra da Mantiqueira, Vale do Paraíba e a Baia de Paraty. A combinação visual de mar e montanha dá um tempero diferente a esta região.


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Paraíso do Trekking Serra da Bocaina é considerada o Paraíso do Trekking no Brasil e a Trilha do Ouro ou Travessia do Parque Nacional da Serra da Bocaina é hoje uma das travessias brasileiras mais famosas. A Trilha inicia-se no município de São José do Barreiro, no Estado de São Paulo, que fica a 27 km da entrada principal

Trekking: uma mochila nas costas, uma ideia na cabeça e os pés na estrada...

do Parque, e termina em Mambucaba, no litoral sul do estado do Rio de Janeiro, entre Angra dos Reis e Paraty. O tempo médio para percorrê-la é de três dias com dois pernoites em acampamentos. A Travessia da Serra da Bocaina passa por uma trilha centenária que, em alguns trechos, construída de pedras colocadas por escravos nos fins do século XVII para escoar o ouro vindo das Minas Gerais. A travessia é longa, porém não muito difícil para aqueles que estão acostumados com o trekking. Encravado entre as serras do Mar e da Mantiqueira, o parque faz parte de um conjunto de unidades de conservação da região. A Bocaina abriga entre suas atrações o Pico do Tira Chapéu, no Morro da Boa vista, com 2.200m de altitude, e a Cachoeira dos Veados, no vale do rio Mambucaba, com 200m de altura em duas quedas. Na fauna encontra-se várias espécies de macacos, preguiças, cutias e veados, além de aves como a harpia, o macuco e o gavião-pega-macaco. O Parque Nacional da Serra da Bocaina está localizado nos Municípios de Angra dos Reis (RJ), Parati (RJ), Areias (SP), Cunha(SP), São José do Barreiro(SP), e Ubatuba (SP). O Parque foi criado para proteger a população das principais cidades brasileiras de um possível acidente nuclear nas usinas de Angra I e II. A ideia, que surgiu no começo da década de 70, era delimitar um denso escudo protetor, formado por vegetação nativa, nas escarpas da Serra do Mar. E foi com essa finalidade que as autoridades do governo militar resolveram demarcar o parque. Hoje, porém, passados mais de 30 anos, essa unidade de conservação constituise na mais rica amostra preservada de Mata Atlântica no país. Leito de pedras A Trilha do Ouro possui grande parte de seu leito coberto por grandes pedras colocadas por escravos nos fins do século XVIII. Inicialmente usada apenas pelos índios Guaianazes, posteriormente, pelo leito de pedras passaram as tropas carregadas com o ouro mineiro e com o café valeparaibano; hoje, são os “mochileiros”, vindos das mais diversas partes do Brasil e do mundo, que se aventuram, atraídos pelas belezas da Mata Atlântica e pelas belíssimas cachoeiras, numa aventura de 3 dias atravessando do Parque Nacional da Serra da Bocaina com direito a banhos gelados nas cachoeiras, pernoite em casas de colonos e comida caipira feita em fogão à lenha.

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Ecoturismo

Cinturão verde de São Paulo, uma das reservas da biofesra

ILHABELA,

A segunda maior ilha continental brasileira O Parque Estadual de Ilhabela é uma unidade de conservação de proteção integral da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica no Estado de São Paulo. Ocupa 85% da superficie da ilha. Ilhabela, ou Ilha de São Sebastião, é a ilha principal das 12 ilhas e ilhotes que formam o arquipélago de São Sebastião. Com 350 km2, Ilhabela é a segunda maior ilha continental brasileira, após da Ilha de Santa Catarina. Se localiza a 5 km da costa do estado de São Paulo e pode ser acessada pela balsa a partir do porto de São Sebastião. São Sebastião se localiza a 200 km ao sudeste da cidade de São Paulo e a 340 km ao sudoeste da cidade do Rio de Janeiro. A Ilhabela, que basicamente se compõem de quatro rochas plutônicas e que foi descoberta por Américo Vespuccio há 500 anos, virou hoje em dia um centro do ecoturismo no Sudeste do Brasil. Sua densa floresta tropical submontana e montana cobre 14 picos entre 600 e 1.300 m, mais que 300 cachoeiras, com acesso difícil e 43 praias, muitas delas desertas. Algumas trilhas levam a comunidades caiçaras, no lado oriental da ilha.

Fontes: Frank Segieth /Brazil Adventure International, Senac-SP; Associação Brasileira de Canionismo; Instituto Eco Brasil; blog Ajudando a Natureza; portal Trekking Serra da Bocaina; portal Eco Viagem; portal Brasil Guide; Wikipedia; IBGE.

Na próxima edição: AMAZÔNIA

A Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo é parte integrante da Reserva da Biosfera Mata Atlântica no Estado de São Paulo. Numa área de 1,6 milhões de hectares, a reserva, que foi criada no 9 de junho de 1994, circunda a maior metrópole do hemisfério sul, onde se concentra aproximadamente 10% da população brasileira. Os objetivos principais do cinturão são a proteção / estabilização do abastecimento de água, do clima e da qualidade do ar como também o estabelecimento de corredores ecológicos para preservar a elevada biodiversidade da região. A Reserva da Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo se compõem de várias unidades de conservação como, por exemplo, os parques estaduais Albert Löfgren, Jurupurá, Jaraguá, Juquery, Cantareira e Serra do Mar, a Reserva Florestal do Morro Grande e a Estação Ecológica de Itapeti.

Patrimônios mundiais No Brasil existem vários locais em condições de receber o título de Sítio do Patrimônio Mundial Natural. Destes, três já foram reconhecidos pela UNESCO: o Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná; a Costa do Descobrimento – Reservas da Mata Atlântica,no litoral Sul da Bahia e litoral Norte do Espírito Santo; e a Mata Atlântica – Reservas do Sudeste, na divisa dos Estados São Paulo e Paraná. ME


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meio ambiente

Segmento

habitacional puxa o crescimento do Processo AQUA

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ançado em 2008 para prédios comerciais e de serviços, o Processo AQUA, da Fundação Vanzolini, atendeu uma demanda do setor corporativo e não parou mais de crescer. Pouco tempo depois, a entidade identificou uma procura pela certificação no setor residencial e, em fevereiro de 2010, o Aqua para edifícios habitacionais chegou ao mercado brasileiro e logo chamou a atenção dos empreendedores. Em pouco mais de 15 meses - o primeiro empreendimento foi contratado em junho de 2010 - o referencial técnico Aqua para edifícios habitacionais acumula um portfólio de 13 edifícios mais um condomínio com quatro prédios e 80 casas. “E estamos avaliando propostas para mais 6 empreendimentos”, comemora Manuel Carlos Reis Martins, coordenador executivo do Aqua. Avaliações e auditorias presenciais em várias fases do empre-

14 critérios de sustentabilidade

3- O terceiro item é o canteiro de obras de baixo impacto, em todos os sentidos: ruído, poeira, sujeira, visual, incômodos ao tráfego, etc.. Tem também redução de consumo de água e energia durante a obra, redução da duração de resíduos, destinação correta dos resíduos e eliminação ou redução de poluição de ar, água e solo.

Conheça os 14 critérios de sustentabilidade exigidos pelo AQUA durante as auditorias presenciais:

4- No bloco ecogestão, há requisitos começando pela arquitetura e pela envoltória do edifício, de eficiência energética do edifício. Então começa pela arquitetura desenvolvida de modo a aproveitar melhor as condições bioclimáticas e passa pela escolha de sistemas prediais de baixo consumo, de melhor eficiência energética, sistemas de ventilação, sistemas de água e sistemas de climatização. Passa também pelo uso, quando viável, de energias alternativas locais. Se for demonstrado que economicamente é interessante usar energia solar, por exemplo, aí tem que usar energia solar ou para aquecer água. Enfim, é uma análise que depende do local.

1- Em ecoconstrução você tem a categoria edifício e seu entorno, que requer que sejam cuidados todos os aspectos que garantam uma boa inserção do empreendimento: onde ele vai ser feito, o ambiente construído, a infraestrutura, os acessos, a conectividade urbana, ecossistema, enfim, tudo o que interage com o edifício e a própria vocação socioambiental do bairro. 2- Escolha integrada dos materiais, produtos e sistemas construtivos. Isso requer critérios de durabilidade compatível com a durabilidade da edificação, por que não tem sustentabilidade se não for durável. Aí, é preciso estar em conformidade com as normas técnicas, pois o sustentável tem que funcionar. Mas, ao mesmo tempo, precisa atender critérios de baixo impacto ambiental e de baixo impacto à saúde humana. Neste caso, inclui também a questão da formalidade da cadeia produtiva, já que a certificação veta recorrer à informalidade.

5- Na categoria gestão da água, entra o aproveitamento de água de chuva e os sistemas economizadores em bacias, torneiras, chuveiros, que


mercado empresarial

meio ambiente

endimento verificam os níveis de desempenho (excelente, superior e bom) nos 14 critérios da Alta Qualidade Ambiental. “A certificação da fase Programa permite usar a marca Processo Aqua no lançamento, com base no comprometimento e na demonstração, pelo empreendedor, que ele quer, sabe como e tem o recurso para fazer um empreendimento de Alta Qualidade Ambiental”, explica Martins. As fases da certificação acompanham as fases do projeto, de modo que os certificados sejam concedidos, caso constatada conformidade com o referencial técnico, ao final do Programa, ao final da Concepção e ao final da Realização. Para o controle total do projeto, por meio do Sistema de Gestão do Empreendimento, o empreendedor necessita um Assistente Aqua, que orienta as equipes técnicas sobre a aplicação dos critérios, além de verificar se são atendidos pelas soluções de projeto e de auxiliar na elaboração das justificativas dos desempenhos. O assistente pode ser contratado ou o empreendedor pode usar equipes próprias, desde que tenham tempo e desenvolvam as competências necessárias para a função. O processo não obriga o empreendedor a se comprometer com essa ou aquela tecnologia, esse

ou aquele processo construtivo. O Aqua não faz referência a um sistema de aquecimento solar, por exemplo, em um prédio habitacional mas, sim, que deve economizar energia e procurar viabilizar o uso de energia renovável local. “Hoje, um projeto sem critérios de sustentabilidade entra no mercado defasado em termos de tecnologia da construção”, assevera Martins. Os benefícios para o empreendedor - que deve organizar os trabalhos dos agentes que trabalham durante o projeto e a obra - são evidentes: aumentar a velocidade de vendas ou locação, manter o valor do patrimônio ao longo do tempo e associar a imagem da empresa à Alta Qualidade Ambiental dos empreendimentos. Ampliando a escala territorial, a Fundação Vanzolini trabalha com um referencial técnico para bairros com a certificação Aqua, adaptado a partir da experiência do bairro Rive Gauche de Paris e do HQE Aménagement francês. Na França, mais de 20 bairros encontram-se em avaliação pelo Certivéa, com o referencial HQE. “No Brasil, já temos três projetos pioneiros de bairros em andamento”, adianta Martins. Dessa forma, Fundação Vanzolini consolida a liderança nesse mercado, com 42 empreendimentos certificados pelo Processo Aqua até setembro de 2011.

reduzem também o consumo. Tem ainda a gestão da retenção da água de chuva e da infiltração da água de chuva.

pela disposição do ambiente em termos arquitetônicos e passa também pelo formato dos materiais e pelos isolamentos.

6. Sobre gestão dos resíduos de uso do edifício, é preciso um programa, já contemplado no projeto, que informe os fluxos, os locais e as cadeias locais de aproveitamento de resíduos, para que eles sejam conhecidos de antemão. 7- Manutenção do sistema que trata de facilidades de acesso, facilidades de manutenção, monitoramento dos sistemas de iluminação, de resfriamento, ventilação e outros e intervenções que causem menos impacto, tanto ao meio ambiente quanto as pessoas que estão usando o edifício. 8- Em conforto, existe o requisito de conforto térmico, que também começa pela arquitetura e sempre é olhado junto com outros itens, como, por exemplo, a questão da energia, sombreamento, ventilação e climatização. 9- Em conforto acústico, levam-se em consideração os isolamentos e o nível de ruído. Começa

Em pouco mais de 15 meses o AQUA para edifícios habitacionais acumula um portfólio de 13 prédios mais um conjunto com 80 casas

10- Conforto visual, que leva em consideração requisitos de iluminação natural – os quais ajudam a economizar a energia – e requisitos de uma boa iluminação artificial, como uniformidade de luminância, temperatura de cor e ofuscamento. Tudo isso, o projeto de luminotécnica vai ter de atender. 11- Em conforto olfativo, que trata da identificação dos odores, da ventilação e do isolamento dos odores, sejam de fora, sejam de dentro, o ideal é ter uma ventilação que garanta as trocas de ar e possibilite um ambiente com boa qualidade do ar em termos de odor. 12- Requisitos de saúde, que levam em conta a qualidade sanitária dos ambientes, a minimização das fontes de ondas eletromagnéticas e a adequação dos ambientes, em termos de facilidade de limpeza para evitar o crescimento de fungos e bactérias. 13- Qualidade sanitária do ar, para identificar agentes poluição – tanto de fora quanto de dentro, se houver -, e tratar de isolar e ventilar para garantir as trocas de ar saudáveis. 14- Qualidade sanitária da água, que precisa atender requisitos que garantam a portabilidade da água, a separação das águas, como redes água não potável e redes deesgoto, e também a separação das redes de água quente e água fria, quando houver no empreendimento. ME

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meio ambiente

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ONU propõe

economia verde nos ecossistemas marinhos

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De todos os estoques de peixes, estima-se que 30% são pescados em velocidade maior do que eles conseguem se reproduzir.

estudo “Green Economy in a Blue World” (Economia Verde em um Mundo Azul), da ONU, publicado recentemente, divulgou algumas propostas para o desenvolvimento sustentável através da economia verde nos mares. As sugestões foram apresentadas em um relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). De acordo com o estudo, a quantidade de nitrogênio que hoje chega aos oceanos é três vezes maior em relação aos níveis pré-industriais. Este número ainda pode crescer 2,7 vezes até 2050, caso perdure a economia atual de exploração. Os custos gerados pela poluição marinha poderiam ser bem menores se fosse feito o uso sustentável de fertilizantes e de outros nutrientes para agricultura. Só na União Europeia, a economia seria de 80 bilhões de euros por ano. De todos os estoques de peixes, estima-se que 30% são pescados em velocidade maior do que eles conseguem se reproduzir e o que é pior: a exploração de metade dos peixes já está esgotada. Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura) e o Banco Mundial, se a população de peixes fosse restaurada e a pesca fosse reduzida a uma quantidade adequada a economia global poderia ser beneficiada em 50 bilhões de dólares por ano. O impacto da atividade humana nos ecossistemas marinhos do mundo tem diminuído a produtividade de oceanos. Pelo que se tem conhecimento, ao menos 20% dos manguezais já foram destruídos e 60% dos recifes tropicais estão sob ameaças imediatas e diretas. A Pnuma defende que as agências regionais e nacionais de pesca, de associações comerciais de pesca e de cooperativas devem ser fortalecidas. Na próxima Cúpula da Terra Rio+20, de 20 a 22 de junho próximo, no Rio de Janeiro, será discutida a exploração sustentável dos oceanos. Com informações de Ciclo Vivo e O Globo. ME

A série de benefícios que um corredor ecológico proporciona - recuperação de habitat para espécies ameaçadas, preservação dos recursos hídricos e regulação do microclima são alguns deles - agora chegaram ao Pontal do Paranapanema, porção oeste do estado de São Paulo, coberta pela Mata Atlântica. Uma iniciativa do IPÊ - Instituo de Pesquisas Ecológicas plantou 1,4 milhões de árvores para unir as duas principais unidades de conservação da região: a Estação Ecológica Mico Leão Preto, que tem quatro fragmentos e o total de 7 mil hectares, e o Parque Estadual do Morro do Diabo, com 37 mil hectares de mata. A formação deste corredor ecológico faz parte do projeto Corredores da Mata Atlântica, que há 10 anos trabalha para conservar a biodiversidade do bioma mais devastado do Brasil através da restauração florestal em APPs - Áreas de Preservação Permanente e RL - Reserva Legal de propriedades rurais. Ou seja, além de restaurar a biodiversidade local, regulariza as propriedades que não seguem a obrigação legal de manter uma reserva de mata intacta. Sob coordenação do pesquisador Dr. Laury Cullen Jr, que explica que os animais têm necessida-


mercado empresarial

meio ambiente

de de se deslocar entre UCs para se alimentar ou se reproduzir, o projeto reconecta a Mata Atlântica que atualmente é formada por “manchas de floresta”, onde vivem espécies ameaçadas como o mico-leão preto, a onça pintada e a jaguatirica. O novo corredor formado no Pontal do Paranapanema tem 700 hectares, sendo que os últimos 93 ha foram plantados em dezembro do ano passado. Eles são monitorados pelo IPÊ até que se estabeleçam como floresta. O corredor liga o sul do Parque Estadual do Morro do Diabo com um dos quatro fragmentos da Estação Mico Leão Preto, passando pela Fazenda Rosanela, onde havia um passivo ambiental - obrigatoriedade de uma empresa com danos ambientais que causou -, de acordo com o Código Florestal vigente. A área de plantio foi escolhida segundo o Mapa dos Sonhos do IPÊ, estudo que determina áreas prioritárias para a restauração florestal, uma vez que são significativas para a biodiversidade. A implantação do corredor foi realizada com apoio de editais da Petrobras e do BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e por parcerias internacionais e de empresas nacionais.

Iniciativa beneficia florestas, comunidades locais e proprietários rurais, que passam a se adequar às leis ambientais O projeto Corredores da Mata Atlântica, além de cuidar da biodiversidade, ainda envolve a comunidade, capacitando pequenos e médios proprietários em agroecologia, educação ambiental e desenvolvimento de viveiros comunitários, de onde saíram as mudas para o corredor. A próxima etapa do projeto é fazer um novo corredor na região norte do Parque do Morro do Diabo, com o plantio de 5 mil hectares de floresta, em Apps e RLs de 11 propriedades da região. O desafio é conseguir o apoio desses pequenos e grandes proprietários para que se adaptem às exigências ambientais. Além de a floresta e as comunidades locais saírem ganhando, proprietários rurais também podem se beneficiar ao concordar em se regularizar ao Código Florestal. Fonte: Planeta Sustentável e IPÊ. ME

Divulgação IPÊ/L.Cullen Jr

Corredor ecológico reconecta trechos da Mata Atlântica

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sustentabilidade

Projetos de consumo

consciente

para mais de mil escolas

O

Instituto Akatu, a Braskem e o Instituto Faça Parte se unem para levar a 1.577 escolas públicas e privadas de todo Brasil o projeto “Um Novo Olhar sobre o Plástico”, que tem como objetivo chamar a atenção de educadores e alunos para importância dos temas ligados ao consumo consciente e à sustentabilidade. A iniciativa pretende incentivá-los a propor soluções para problemas atuais ligados aos temas, tais como a escolha do que consumir, diferenças nas cadeias produtivas a respeito da ecoeficiência, combate ao descarte inadequado de resíduos e ao desperdício de água e energia. As escolas já contempladas pelo projeto foram selecionadas dentro da rede do Instituto Faça Parte, mas a inciativa não se esgota nessas 1.577 escolas já inscritas. As inscrições para novas adesões Iniciativa visa incentivar continuam abertas e qualquer alunos e professores estabelecimento de ensino partia criar ações ligadas à cular ou público pode aderir ao sustentabilidade projeto. As escolas interessadas podem se inscrever pela internet (www.facaparte.org. br/consumoconsciente). No mesmo endereço, serão disponibilizados os vídeos da série Consciente Coletivo, uma vídeo-aula que trata da cadeia produtiva do plástico e um guia com conteúdo mais aprofundado com sugestões de atividades a serem desenvolvidas com os alunos

e orientações sobre como participar. Haverá uma seleção dos melhores projetos em dois níveis: escolas com boas iniciativas já em 2011 e projetos de ação para 2012. As boas iniciativas de 2011 devem ser registradas em texto e documentadas em vídeo, foto ou da maneira que a escola julgar mais adequada. As que tiverem suas práticas reconhecidas como boas inciativas em educação para a sustentabilidade farão parte de um documentário editado em vídeo. A escola que apresentar a iniciativa mais inovadora para 2012 escolherá um grupo de representantes do projeto para conhecer a fábrica de plástico feito de etanol de cana-de-açúcar da Braskem, em Triunfo (RS). Além disso, a experiência será registrada em uma videorreportagem, que será divulgada nacionalmente. As escolas têm até o final do ano para apresentar seus projetos, que devem ser desenvolvidos ainda no primeiro semestre de 2012. ME


sustentabilidade

mercado empresarial

kem ras B erde da V do lástico P assentos nos será usado

Amsterdan

A

Braskem, líder em produção de resinas termoplásticas nas Américas e maior produtora mundial de biopolímeros, fechou uma parceria com o Amsterdam ArenA e vai fornecer o seu Plástico Verde para a fabricação dos assentos do estádio multifuncional holandês. Já nos próximos meses serão instalados 2 mil bancos feitos com plástico de etanol da Braskem, em adição aos 52 mil existentes. Ao final dos próximos dois anos, todos os 54 mil assentos serão de plástico feito com matéria-prima 100% renovável e tecnologia brasileira. A instalação dos “sugar seats”, como estão sendo chamados os assentos, faz parte da estratégia de fazer do Amsterdam ArenA o cartão de visitas da capital mais sustentável do mundo. O estádio foi inaugurado em agosto de 1996 e passa por obras de melhoria na parte destinada ao público, sem prejuízo para os espetáculos como o amistoso de hoje entre as seleções de futebol da Holanda e Suíça. Toda a reforma é norteada por diretrizes de sustentabilidade. Em 2015, o estádio será ecologicamente neutro, sem qualquer emissão de gás carbônico. A Braskem fabrica o Plástico Verde desde setembro de 2010, quando inaugurou em

A ren A

Triunfo (RS) a maior unidade industrial de eteno derivado de etanol do mundo, com capacidade de produção de 200 mil toneladas de polietileno verde por ano. Ao contrário do plástico de origem fóssil, o Plástico Verde apresenta um balanço ambiental positivo: para cada tonelada produzida, são retirados até 2,5 toneladas de gás carbônico (CO2) da atmosfera. O projeto da fábrica de eteno verde, concebido com tecnologia própria da Braskem, teve investimentos de R$ 500 milhões. O produto tem importantes clientes no Brasil e no mundo, como Procter & Gamble, Nestlé, Toyota Tsusho, Natura, Tetra Pak, Danone e Chanel, entre outros. ME

Acordo com petroquímica brasileira prevê fornecimento de matériaprima para 2 mil bancos feitos de plástico de origem 100% renovável

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sustentabilidade

Imagens: NL architects

Reutilizar edifícios abandonados:

arquitetura sustentável Silos abandonados transformados em um Centro Multi-cultural, em Amsterdã, na Holanda.

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Ao invés de demolíerca de 65% dos resíduos só• Redução dos resíduos e los, gerando toneladas lidos produzidos nas cidades da poluição e melhoria da quasão entulhos de construções. de entulho, reaproveilidade de vida dos usuários. Demolições, reformas, ampliações ta-se as estruturas e A reutilização de edificade edificações geram um volume infra-estruturas para ções abandonadas vem gagigantesco de lixo que não é apronovos usos nhando força, principalmente veitado e fica depositado muitas na Europa, e começa a ser vezes em locais irregulares. Cada metro quadrado construído gera cerca de 150 kg considerada no Brasil. Na Holanda, o escritório NL Architects projetou um centro multi-cultude resíduos! Para diminuir este impacto uma ideia que vem ral dentro de silos abandonados na cidade de ganhando força nos últimos anos é a reutilização Amsterdam, com direito a parede de escalada, de edifícios abandonados: ao invés de demoli-los, academia, teatro, escritórios e estúdio de música. gerando toneladas de entulho, Já na Dinamarca, uma torre de água foi transreaproveita-se as estruturas e formada em moradia estudantil. O projeto é do infra-estruturas para novos usos. escritório DorteMandrup. Mas o que é uma construção No Brasil há uma iniciativa de reutilização sustentável? Difícil definir exata- de edifícios abandonados no centro das granmente, mas acredita-se que seja des cidades para habitação social: o nome do uma obra que concilie alguns projeto é Moradia Central e tem como princíitens básicos da sustentabilidade, pio a revitalização de imóveis degradados e a como: • Redução do consumo de diminuição do deslocamento moradia-trabalho, Na Dinamarca, uma torre de energia e de água (na construção que consome cada dia mais tempo e energia. Fonte: Coletivo Verde ME água foi transformada em e no uso do edifício); moradia estudantil.


mercado empresarial

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planejamento

Atrasos de obras diminuem e

mercado está sadio Por *Sergio Watanabe

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*Sergio Watanabe é presidente do SindusConSP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo), vice-presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) e diretor da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo)

lguns veículos de comunicação têm divulgado notícias sobre atrasos de obras de empreendimentos imobiliários, como se construtoras ou incorporadoras fossem deliberadamente responsáveis pelos mesmos. Não é o que ocorre. Tais demoras não são generalizadas e boa parte das obras está cumprindo os prazos contratuais. Atrasos não interessam às construtoras por prejudicá-las do ponto de vista financeiro e de imagem. As notícias deixam de informar que o aumento do número de reclamações é proporcional à elevação do número de obras. Em 2010 e 2011, acumulou-se a execução simultânea de obras, porque muitas delas deveriam ter sido iniciadas em 2009, mas foram adiadas diante da incerteza provocada pela crise. Também contribuiu para os atrasos a escassez de mão de obra especializada. Um grande contingente sem experiência foi contratado nos últimos anos, o que diminuiu a produtividade. As construtoras estão treinando o pessoal nos

canteiros (assumindo uma função que deveria ser do Estado) e elevando a produtividade. E se espera que o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) traga mais trabalhadores para o setor. As construtoras tiveram que despender tempo, energia e recursos com o aumento do número de pedidos de licenciamento das edificações sem que os órgãos públicos estivessem aparelhados para tanto, e com as novas e complexas exigências técnicas para essas aprovações. Essa energia e esses recursos poderiam ter sido canalizados para ações de aumento da produtividade. Muitos órgãos têm procurado se aparelhar para agilizar os procedimentos e o SindusCon-SP tem orientado as construtoras sobre como instruir corretamente seus pedidos de licenciamentos. Os altos custos e encargos de produção têm dificultado investimentos na elevação da produtividade na construção. Mesmo assim, muitas construtoras estão investindo em tecnologia. Ela será acessível a um maior número


mercado empresarial

de empresas do setor se o governo flexibilizar a legislação trabalhista do setor e facilitar tributariamente a importação de equipamentos, inclusive liberando as gruas e outros implementos seminovos que se encontram encostados em países da Europa por conta da crise que assola aquele continente. Outro fator: de janeiro a maio de 2011 houve chuvas sem precedentes, que prejudicaram o andamento das obras e o fornecimento de materiais de construção nos canteiros. Um pequeno número de empresas pode

planejamento

ter cometido erros de planejamento causados ou pela herança de décadas de baixo ritmo de produção quando a construção foi relegada a segundo plano, ou pelo otimismo que contagiou o setor e o levou a crescer acima do PIB nos últimos anos. Mas esses equívocos já foram reparados. Tanto é assim que o número médio de dias de atrasos em obras já caiu 30% desde dezembro de 2010. A tendência é colocar em dia os cronogramas de execução dos empreendimentos imobiliários. Importante: não há obras imobiliárias paradas, sinal de que o setor está sadio. ME

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mercado empresarial

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tendência

indaiatuba ganha

projeto inovador I

nvestindo em um conceito que alia comodidade, praticidade e conforto, a Jacitara Holding lança o Office Premium, um projeto inovador localizado em Indaiatuba, na região metropolitana de Campinas, que integra edifícios comerciais, residenciais e um shopping planejado com base no conceito Open Mall. O projeto arquitetônico, assinado por Augusto França Arquitetos Associados, contempla um espaço diferenciado, que reúne uma estrutura aberta, arejada e natural que segue uma nova tendência de mercado, denominada Centro de Comércio e Serviços, onde o Office Premium reúne usuário tende a passar menos tempo do torres comercial e resique em um shopping tradicional, mas dencial e mall com mais com um mix de serviços e de lojas que de 50 lojas seja atrativo para ele, além, é claro de espaços internos confortáveis. Com cerca de cinco mil metros quadrados de área disponível para locação, o mall foi projetado com características próprias relacionadas à sustentabilidade como, por exemplo, o projeto de conforto ambiental que dispensa o uso de ar condicionado nas áreas comuns, sistema para captação da água da chuva para reuso, sistema de iluminação que prima pela eficiência no uso da luz artificial já que a luz natural predomina em toda área comum. O desenvolvimento econômico aliado às condições favoráveis do município levaram a Jacitara Holding a escolher Indaiatuba para sediar o primeiro Office Premium. Sua localização estratégica permite fácil acesso a grandes rodovias

e ao aeroporto de Viracopos. Além disso, Indaiatuba, que tem hoje mais de 200 mil habitantes, conta com um distrito com quase 800 indústrias e cerca de oito mil empresas entre serviço e comércio. “Essa região vem se fortalecendo cada vez mais e com a chegada de grandes empresas, o porto seco, ampliação do aeroporto e o trem bala, a tendência é a aceleração neste crescimento”, afirma a diretora da Jacitara, Luciene Daltro Siviero. ME


tendência

mercado empresarial

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As cores de 2012 “Chá Dançante”, um vermelho ruborizado, vivo, é a cor do ano

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ossibilidades. Este é o conceito que vai invadir o ano de 2012, segundo o Colour Futures, um estudo realizado anualmente por um grupo de especialistas da multinacional holandesa Akzo Nobel. Considerado um dos mais importantes em matéria de tendência e desenvolvimento de cores, o estudo é apresentado na forma de um catálogo que norteia os profissionais das áreas de arquitetura, construção, design e decoração. Para 2012, a cor dominante (por estar em sintonia com as características e tendências deste ano) é “Chá Dançante”, um vermelho ruborizado, vivo. Esta tonalidade radiante é, ao mesmo tempo, extravagante e séria, dinâmica e suave, perfeita tanto para um pequeno toque como para uma parede principal. Uma cor que pode representar muitas coisas para muitas pessoas nos lembra de que não devemos procurar soluções simplistas, e sim abrir nossa mente para novas ideais que estão à espera para ser descobertas. Cinco temas Além da cor do ano, o Colour Futures traz ainda cinco temas, com paletas de cores diferentes: “Mistura Delicada” - Sutileza e equilíbrio são conceitos que norteiam o leque de cor deste tema. Tons neutros frios e elegantes, tons de caramelo quentes e luxuosos, corais avermelhados e rosas acompanhados por nuances de ferro batido, aço, concreto polido, entre outros. “Uma Pequena Semente” - Trazer a natureza para dentro de casa nos permite entender que plantas não exercem mais um papel simplesmente decorativo, mas representam a importância e o delicado equilíbrio de nosso ecossistema. Inspirada no princípio da fotossíntese, a paleta de cores é composta por verdes aguados, tons de nuvens de chuva e tons pasteis frescos, que definem a atmosfera.

“Meu Diário” - Documentar nossa vida vem se tornando uma atividade cada vez mais comum e significa convidar os outros a compartilharem e participarem de nossas próprias e a entrarem em nossa área pessoal. As cores são modernas, mas ligeiramente degradadas. Toques de papel pardo e vários tons pasteis alegres e amadurecidos compõem esta cartela. “Mundos Diferentes” - É o reflexo da tecnologia de ponta, que nos permite estar em mundos ou realidades diferentes ao mesmo tempo, com muito pouco esforço. O leque de cores exibe azuis, verdes e vermelhos vívidos brilhantes e aveludados, que recebem o contraste de tons pasteis etéreos e translúcidos. “Heróis Redescobertos” - Este tema revela um novo olhar ao que está a nossa volta, permitindo descobrir e/ou redescobrir novas possibilidades nos lugares mais improváveis, como prédios antigos e abandonados. A paleta de cores é inspirada pelas qualidades realistas e práticas da herança industrial, bem como pela estética masculina que sempre as acompanhou. Tons como azul índigo, neutros fabris, tons de ferrugem, além de nuances brilhantes de arame, portas metálicas e tubulações, somadas a tons de cinza de motores e de concreto, são alguns exemplos. ME


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mercado empresariallegislação

A fiscalização em obras e reformas de edifícios * Por Rodrigo Karpat

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recente tragédia que aconteceu no centro do Rio de Janeiro, onde três prédios desabaram, provocou Rodrigo Karpat é advogado de mortes, ferimentos e aqueles que Direito Imobiliário e sócio do escrinão perderam a vida, perderam seus ne- tório Karpat Sociedade de Advogados rodrigo@karpat.adv.br gócios. Apesar de o caso estar sob investigação, já se sabe que uma das unidades, no 9º andar do prédio mais alto, estava em obras sem alvará. O que pouca gente sabe é que qualquer obra a ser realizada no interior de um edifício necessita de alvará de reforma. Quando a obra é realizada em lojas ou comércios de rua, os empresários se preocupam com o alvará, pois existe fiscalização das subprefeituras. Porém, no interior de prédios, apesar de estar suscetível a mesma fiscalização, a reforma é feita sem a liberação oficial e a ilegalidade é descoberta normalmente por denúncia. E como a tendência é a de não se indispor com os vizinhos, se a obra não incomodar a mesma passará

Legislação despercebida, mesmo que ela represente risco a estrutura do edifício. É dever do condômino não realizar obras que comprometam a segurança da edificação, conforme disposto no artigo 1.336, inciso II, do Código Civil. Ou seja, as obras realizadas no interior de unidades dentro de condomínios têm a mesma necessidade de alvará que tem uma obra realizada na rua. Vale ressaltar que antes de realizar uma reforma o condômino deve contratar um engenheiro ou arquiteto para que o mesmo realize um projeto modificativo. Além do projeto, é necessário que este profissional assine o termo de responsabilidade técnica pela obra e preencha o requerimento para aprovação do projeto, o que habilitará a execução da reforma e certificará a conclusão e regularidade da obra. O simples preenchimento do requerimento não autoriza a execução da obra. A não ser nos casos em que o processo de aprovação e execução tiver sido autuado e no prazo de 30 dias não houver ocorrido, por parte da Prefeitura, a emissão de “Comunique-se” ou “Despacho decisório favorável”. A reforma não pode de forma alguma perfurar lajes, atingir vigas, ou modificar a estrutura do condomínio. Para pequenos reparos em imóveis não tombados, desde que não sejam alteradas as condições edilícias pré-aprovadas, não existe a necessidade de alvará. Como, por exemplo, a troca de piso, pintura, troca de pias, remoção de azulejos, entre outros reparos de pequeno porte. O sindico do condomínio também tem um papel importante na fiscalização das obras no edifício. Ele deve ser o guardião do condomínio. Algumas convenções e regimentos internos exigem que antes do início das obras o condômino envie a planta modificativa e o alvará para a realização da obra. Na omissão desta cláusula, o sindico tem o dever, no exercício de suas funções, de requerer ao condômino, antes do início da obra, o alvará ou o requerimento autuado e a identificação do engenheiro ou arquiteto responsável pela obra. Caso o morador inicie uma obra sem autorização, o sindico deverá notificá-lo a apresentar a respectiva autorização para a realização da obra sob pena de medidas legais cabíveis, como a paralisação ou embargo da obra por falta de segurança. Assim, se o morador não apresentar o projeto modificativo ou não permitir o ingresso do síndico no interior da unidade, será necessário para o ingresso de medida judicial provar a realização da obra e indícios de risco a segurança dos demais. ME

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cases & cases

Alemães reutilizam

1.000 caixas de cervejas e constroem biblioteca ao ar livre

Divulgação

Imagem: Koen Olthuis - Waterstudio.NL

Arquiteto propõe ‘edifício de vida selvagem’ contra poluição em áreas urbanas

stinada apenas à fauna

Estrutura urbanística de

E O Sea Tree (árvore marinha’, em tradução livre) é uma espécie de edifício a ser construído em lagos e rios metropolitanos

e à flora.

m vez de usar o espaço urbano para construir estruturas apenas para os seres humanos, um arquiteto holandês resolveu pensar em projetos urbanísticos também para a vida selvagem. “Quanto mais construímos, mais deslocamos a flora e a fauna”, justificou o arquiteto J. Koen Olthuis. Daí a ideia de construir algo destinado apenas a animais e plantas. “Há pouco espaço nas cidades grandes, mas ainda podemos aproveitar a água”, disse à BBC Brasil. Assim surgiu a Sea Tree (“árvore marinha”, em tradução livre), uma construção de cerca de 30 metros de altura (mais cerca de 6 a 8 metros sob a superfície) que tem como objetivo servir de refúgio para plantas, animais marinhos e pássaros, por exemplo. A estrutura do projeto é semelhante à de uma usada para construir plataformas de petróleo no mar, mas serve para grandes rios e lagos urbanos. O custo, estima, é de cerca de US$ 9 milhões (R$ 16 milhões), “mas estamos tentando barateá-lo”. Olthuis argumenta que projetos como esse podem aumentar a fauna e flora das cidades grandes, ajudar a limpar rios poluídos e absorver a água da chuva. ME

A biblioteca foi construída com 1.000 caixas de cerveja vazias e contou com o apoio dos moradores da cidade de Magdeburg

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aixas de cerveja vazias transformaram uma antiga área industrial em uma biblioteca ao ar livre na cidade de Magdeburg, na Alemanha. A iniciativa partiu do escritório de arquitetura Karo Architekten, mas ganhou rapidamente o apoio dos moradores da cidade após o fechamento da antiga biblioteca do município. Os mais de 30 mil livros foram doados pelos próprios habitantes durante a construção do local e podem ser emprestados a qualquer hora do dia sem a necessidade de carteirinhas, assinaturas ou qualquer outra burocracia. O espaço também ganhou uma área verde, um palco para shows e peças de teatro, tornando-se, assim, o centro cultural da cidade. No total, O espaço, aberto € 400 mil foram investimentos em toda 24h, virou o centro a obra. Fonte: Brasil cultural da cidade Alemanha News ME

de Magdeburg


desenvolvimento mercado empresarial

cases & cases

Primeiras cadeiras de polietileno do Brasil são instaladas no Espírito Santo Com tecnologia exclusiva e design diferenciado, estimulam a postura ideal, são recicláveis e duradouras

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lunos do Centro de Educação Infantil Cascata, em Serra, contaram com uma novidade ao regressar das férias: cadeiras escolares 100% recicláveis e ecológicas, produzidas em material resistente que é um dos mais modernos quando se trata de fabricação de peças. Eles serão os primeiros no Brasil a receber as cadeiras fabricadas com o polietileno, mesma substância utilizada para fabricação de caixas d’água. Trata-se de uma matéria-prima de alta durabilidade, performance e resistência, o que garante sua integridade estrutural, tornando-a quase inquebrável. Com design diferenciado, premiado internacionalmente, a cadeira é fabricada em uma peça única, o que elimina junção, soldagem, cantos vivos e parafusos, reduzindo a possibilidade de acidentes. Seu design orgânico e colorido, num formato inovador, sem cantos vivos e com porta-objetos funcional, dá às salas de aula uma aparência moderna e divertida que os alunos vão adorar. Além disso, ela tem como característica não permitir a aderência de materiais como adesivos, corretivos e canetinhas, com necessidade mínima de manutenção.

Segundo Marllon M. Torres, diretor comercial da Novaforma Plásticos, empresa fabricante da tecnologia, a cadeira foi especialmente projetada para conforto e promoção da saúde dos estudantes. “Estudos com relação às carteiras ergonômicas destacaram que as medidas fundamentais a serem consideradas nos modelos escolares são: altura da superfície do assento, profundidade e ângulo, ângulo do encosto e altura e ângulo da superfície da carteira. Por isso, pensamos em um produto que tenha atenção especial a esses aspectos e que ofereça aos estudantes excelente conforto e suporte na postura”, explica. Funcional e confortável A QFORMA é uma carteira escolar funcional que visa a fornecer conforto na escrita para os alunos, enquanto promove a conscientização ambiental dentro e fora da sala de aula. Fácil de mover, ela se adapta a qualquer preferência de acomodação e espaço na sala de aula. Seu processo de produção é baseado em padrões americanos e está disponível nas cores azul, verde, rosa, roxo e vermelho. ME

A natureza dentro de casa Primavera com qualquer tempo

Imagem: Furnibloom

Jardins e quintais estão se tornando raridade. Pensando na falta de verde em casas e apartamentos, a paisagista islandesa Dagný Bjarnadóttir criou em parceria com a empresa Furnibloom móveis incomuns que trazem a primavera para dentro de casa. Desenvolvidos a partir de 2007, os móveis conquistaram o panorama internacional durante a World Expo Shanghai 2010, como parte da exposição Farol Nórdicos. A série Furnibloom é composta por mesas e cadeiras em plexiglass (uma variação de poli-carbonato), transparentes, com interior vazado que abrigam pequenas plantas e flores no seu interior. As peças são feitas com placas de 1 cm de espessura, coladas nas extremidades, e contam com pequenos furos em todas as laterais para permitir a ventilação. Os móveis dão um toque de natureza tanto a ambientes internos como externos. ME

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oportunidades e desafios

desenvolvimento

Conquistas e desafios da

indústria de materiais * Walter Cover

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cadeia da construção é um dos setores mais dinâmicos da economia brasileira. É formada pelas áreas da construção civil, indústria de materiais, comércio de materiais, serviços, máquinas, equipamentos e outros. O PIB da cadeia é de R$ 298 bilhões, representa 8,1% do PIB nacional e taxas superiores a esta tem crescido desde 2004. Movimenta um crédito imobiliário que cresceu de R$16 bilhões em 2006 para R$ 110 bilhões em 2011, sendo desse último, R$ 80 bilhões com recursos do Sistema Brasileira de Poupança e Empréstimo SBPE e R$ 30 bilhões com recursos do FGTS. A cadeia como um todo empregou 11,3 milhões de trabalhadores em 2010 e vem crescendo quantitativa e qualitativamente empregos formais. A indústria de materiais ocupa um papel estratégico nessa cadeia, como fornecedor de produtos de alta qualidade e com grande capacidade de inovação. A maior parte dos materiais teve seu volume de vendas aumentado em quase 100% no período de 2003 a 2011. As vendas da indústria em 2011 superaram a marca de R$ 110 bilhões e deverá crescer em torno de 4 a 5% em 2012, medida em termos de faturamento real, descontada, portanto, a inflação prevista para o ano em curso. A capacidade utilizada da indústria girou em torno de 85% em 2011 e com a incorporação constante de novas unidades fabris, será capaz de continuar suprindo a demanda do crescimento previsto nos próximos anos. Apesar do início de vendas ainda lento nos primeiros meses de 2012, é grande o otimismo para o restante do ano. O governo federal tem mostrado forte intenção de incrementar os programas de investimentos públicos e o Minha Casa Minha Vida, que não tiveram o volume de execução esperado em 2011. É bem provável que as obras relacionadas com os eventos esportivos – Copa de Mundo e Olimpíadas – também sejam aceleradas em 2012.


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oportunidades e desafios

O crédito imobiliário deverá crescer a taxas superiores a 30% e as referências positivas de emprego e rendas estarão mantidas. Ao lado de todos esses fatores positivos, ainda ronda o perigo de contaminação da crise europeia na economia brasileira. Uma das consequências dessa crise é associada à política de recuperação da economia dos Estados Unidos, no que a presidente Dilma chamou recentemente de “Tsunami Monetário” e o Ministro Mantega de “Guerra Cambial”. Ambos os fenômenos relacionados ao excesso de liquidez de moedas fortes, que tem invadido economias emergentes como o Brasil. Como consequência, a supervalorização do real frente ao dólar tem levado a um significativo crescimento das importações de materiais de construção. A maioria dessas importações são feitas à custa de subsídios em seus países de origem, e em muitos casos, com subsídios adicionais de estados brasileiros, naquilo que é conhecido como “Guerra dos Portos”. A indústria brasileira sofre o impacto disso. Em muitos casos, agravados por processos de importação irregulares. Nesse sentido, a indústria tem alertado o governo para uma ação mais incisiva de defesa comercial e de uma política cambial mais realista. Ao lado disso, as empresas renomadas da indústria de materiais se ressentem com a informalidade fiscal. Medidas como a nota fiscal eletrônica, ao lado de uma ação fiscalizadora mais incisiva, poderão trazer um componente de maior qualidade no crescimento previsto no setor. Por fim, há uma enorme expectativa por ações de desoneração fiscal e de simplificação da burocracia no pagamento dos tributos. Em 2010, a indústria de materiais de construção teve sua carga tributária reduzida em 1% e a arrecadação aumentou em 16% acima do IGP (Índice Geral de Preços). Prova cabal que a desoneração tributária faz bem não só às empresas, como ao consumidor, por menores preços pagos e ao governo. Desta forma, a cadeia da construção e em particular a indústria de materiais, tem *Walter Cover é Presidente pela frente oportunidades e desafios e está da ABRAMAT (Associação Brasileira da preparada para enfrentar esse cenário. ConIndústria de Materiais de tribuindo assim, para o desenvolvimento Construção) econômico e social do país. ME

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Normas sobre a utilização do FGTS para reforma de imóvel

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oram publicadas em fevereiro último, no Diário Oficial da União, as normas que permitem a utilização de recursos do FGTS para a reforma da casa própria. A linha de crédito, conhecida como Fimac-FGTS (Financiamento de Material de Construção), poderá ser utilizada para construção, ampliação e reforma de unidade habitacional. Além disso, o recurso poderá ser utilizado para implantar sistema de aquecimento solar na residência. De acordo com as normas, o valor máximo de financiamento é de R$ 20.000, e o valor do imóvel não pode ter valor de mercado superior a R$ 500.000. Entre os pré-requisitos para obter a linha de crédito, o trabalhador deverá ter, no

mínimo, três anos de trabalho sob o regime do FGTS, podendo ser na mesma empresa ou empresas diferentes. Além disso, deverão apresentar contrato de trabalho ativo ou saldo em conta vinculada do FGTS na data de concessão do financiamento, correspondendo a no mínimo 10% do valor de avaliação do imóvel. Fonte: infomoney


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Itaú estima crescimento de crédito imobiliário Manter o ritmo de crescimento forte na concessão de crédito imobiliário este ano. Esta é a expectativa do banco Itaú, após registrar um aumento de 66,7% nesse segmento em 2011. No ano passado, a instituição movimentou mais de R$ 13,5 bilhões para pessoas físicas. Entre as linhas de crédito operadas pelo banco, os financiamentos imobiliários foram os que mais cresceram. Já no faturamento geral, em 2011 o Itaú registrou lucro de R$ 14,6 bilhões, sendo 12,4% superior em relação ao ano anterior. ME

Cresce procura por imóveis de alto luxo no RJ Reflexo do bom momento da economia nacional, o mercado imoiliário de alto luxo tem apresentado alta na demanda no Rio de Janeiro. De acordo com o SecoviRio (Sindicato da Habitação), os preços dos imóveis de alto padrão na capital fluminense cresceram em torno de 200% nos últimos cinco anos. Destaque para os bairros de Ipanema e Leblon, apontados como os mais valorizados do município. Fatores como investimentos em infraestrutura e segurança, a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 na cidade têm colaborado para o maior interesse no setor imobiliário, conforme apontam especialistas. ME

BB concede crédito para faixa 1 de Minha Casa, Minha Vida Desde janeiro de 2012, o Banco do Brasil (BB) realiza a concessão de créditos enquadrados no Programa Minha Casa, Minha Vida para quem tem renda familiar de até R$ 1,6 mil, mensais. O público é considerado faixa 1, com liberação de recursos em 15 dias. Os subsídios variam entre R$ 43 mil a R$ 65 mil por imóvel, com parcelas mensais a partir de R$ 50. Em um processo simples, as condições dos candidatos são analisadas pelo banco. Para quem não for correntista do BB, basta abrir uma conta na instituição, o que acontece após a aprovação do crédito. ME


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Aluguel perde para valor de imóvel

Levantamento do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci) indica que os aluguéis no Brasil vêm caindo, embora o valor nominal das locações e o desembolso efetivo dos inquilinos estejam mais altos. “O preço dos aluguéis, tanto residenciais quanto comerciais, não acompanhou a valorização dos imóveis”, afirma o presidente do Cofeci, João Teodoro da Silva. Nos últimos cinco anos, o retorno mensal médio da locação era de cerca de 0,65% do valor do imóvel, contra aproximadamente 0,5% hoje, com casos em que a rentabilidade não passa de 0,3%. Os aluguéis sempre foram baseados em percentual em relação ao preço de comercialização. Nos últimos anos, isso mudou porque o valor locatício não consegue acompanhar percentualmente a acelerada alta do valor de venda dos imóveis. Fonte: DCI

Cartório de imóveis pode ser obrigado a informar sobre gratuidade Os cartórios de registro de imóveis poderão ser obrigados a informar os usuários sobre a gratuidade e redução de custas e emolumentos previstas na legislação, com a aprovação do projeto de lei 2920/11, do deputado Wellington Fagundes (PR-MT), que tramita na Câmara. Segundo a Agência Câmara, o projeto determina que os cartórios fixem cartazes com as informações, em local de grande visibilidade, que permita fácil leitura e acesso ao público. O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Defesa do Consumidor, e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Fonte: infomoney

Vendas de casas de alto luxo batem recorde em Londres No sentido inverso à economia britânica, que apresentou baixa nos últimos meses, o segmento de mansões e apartamentos para milionários registra uma significativa alta. Segundo uma pesquisa da consultoria Hometrack, os preços de imóveis de alto luxo continuam a crescer. No levantamento, em mais da metade das 243 zonas de Londres, os valores imobiliários estão abaixo do pico registrado em 2007. Porém, em West End,

Knightsbridge e Belgravia/Pimlico, três áreas luxuosas das cidades, os preços estão 30% a mais que 2007. Destaque para Knightsbridge, onde o valor do m2 triplicou nos últimos dez anos. Especialistas do setor afirmam que a elevação dos preços em áreas mais caras da capital britânica é influenciada por milionários estrangeiros. Em estudo da empresa de pesquisas imobiliárias Knight Frank, a lista de compradores de imóveis superprime são russos, chineses e indianos. Os brasileiros figuram na décima posição. Fontes: Knightfrank e Hometrack ME


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Duchas e torneiras inovadoras Conforto, funcionalidade e economia

Líder no mercado de duchas e chuveiros elétricos e aquecedores de água a gás, com destaque nos setores de metais sanitários, filtros e purificadores e capacitores de potência, a Lorenzetti, acaba de lançar novos produtos: as duchas da linha Loren Air e a torneira bica “U”. Duchas Linha LorenAir - Com um exclusivo sistema, que mistura ar com água, o jato da LorenAir torna-se aerado, proporcionando sensação de maior volume de água e reduzindo o consumo em até 40%, em comparação às duchas convencionais. Levando em consideração, por exemplo, uma família de quatro pessoas e, consequentemente, quatro banhos ao dia, com duração de, aproximadamente, dez minutos e com vazão de oito litros de água por minuto, a economia mensal é de 3.840 litros de água. O espalhador em metal de 20 cm da LorenAir possui design moderno, crivo articulável, que proporciona maior flexibilidade e direcionamento do jato e bico de borracha, que facilita a limpeza. A linha é composta por quatro versões de produtos: de teto e de parede, com design quadrado ou redondo, possibilitando sua inclusão em diversos projetos de decoração, conferindo beleza e requinte ao ambiente. Torneiras com bica “U” - Desenvolvido para ambientes nos quais o ponto de água é instalado em locais elevados, o formato horizontal

da torneira bica “U” abrevia a distância da água até a pia da cozinha, conferindo mais conforto e evitando respingos durante o uso. Há opções de torneiras nas cores branco e cromado, integrando as linhas Bric, Brio, Pratti e Fatti. Na linha Bric, o produto apresenta elegante manopla em formato de haste de comando, possibilitando o acionamento com um simples movimento de 90º. Essa tecnologia, somada à presença de arejador, possibilita o uso consciente da água. Integrando a linha Brio, a torneira de parede com bica horizontal “U” recebe manopla em formato de “cruzeta”, tendência que alia modernidade e movimento. Na linha Pratti o produto promove o uso racional da água graças à rapidez de abertura e fechamento do seu mecanismo de acionamento prático. Na linha Fatti, a torneira apresenta design arredondado e discreto, adaptando-se em qualquer ambiente. Seu mecanismo de 2,5 voltas oferece controle total no fluxo de água. Sustentável, a torneira de parede bica horizontal “U” da marca Fortti é constituída em plástico de engenharia, matéria-prima 100% reciclável e resistente, tanto do ponto de vista mecânico, como térmico, resistindo aos impactos e suportando exposição até 48º C. Todas as peças de cor branca recebem aditivo anti-UV, que evita o amarelamento das peças pela exposição constante ao sol ou luz artificial. ME

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Revestimento antipichação

ETE com nova vazão

Com vazão de mil litros é possível fazer o tratamento correto de efluentes de locais com até dez pessoas

O produto limpa apenas com o uso de uma esponja abrasiva umedecida em água

A Tecnogrés, empresa do Grupo Incefra, inicia 2012 renovando sua produção de revestimentos cerâmicos no formato 10 x 10 cm, para fachadas que necessitam de preservação e proteção contra atos de vandalismo e pichações. O produto permite limpeza da área afetada apenas com o uso de uma esponja abrasiva umedecida em água, sem gretar ou alterar sua cor original. Indicado para fachadas, muros e paredes externas, sendo uma opção resistente à ação de intempéries. A Linha Antipichação está disponível em formatos 10 x 10, com acabamento super brilhante ou acetinado e com bordas planas. A versão Brilhante oferece 19 cores, incluindo o branco em intensidade ainda mais branca, sendo indicada para paredes externas. A coleção Acetinada, com 21 cores, tem toque suave, superfície extremamente lisa, com bordas retas, o que a torna uma opção para criar painéis decorativos. As duas versões incluem cores básicas, como azul, verde, rosa, preto, marrom e bege. O novo produto atende também ambientes internos. ME

A FortLev acaba de anunciar mais uma novidade para sua linha de estações de tratamento de esgoto domiciliar: elas agora contam com nova vazão, a de mil litros. Com o produto é possível fazer o tratamento correto de efluentes de locais com até dez pessoas, impedindo a contaminação do solo, preservando o meio ambiente. Esse tratamento é baseado nos fenômenos biológicos que ocorrem naturalmente nos cursos de água e permite o descarte do efluente obedecendo todos os parâmetros exigidos pela legislação brasileira, reduzindo os impactos ambientais e contribuindo com as propostas de gestão ambientalmente responsável e a sustentabilidade do empreendimento. Prontas para instalar, as ETEs são compactas, ocupam uma área aproximada de dois metros de diâmetro, além de serem práticas, leves e garantirem eficiência de mais de 85% no tratamento dos resíduos sanitários. A solução ganha mercado por substituir os anéis de cimento usados na construção de fossas sépticas de alvenaria, com vantagens como: menor custo; instalação de um dia, uso imediato; e total impermeabilidade, por ser produzida em polietileno. Como funciona - O esgoto é conduzido até os equipamentos onde se processa a biodigestão anaeróbia, que transforma a matéria orgânica em água e gás metano, sulfídrico e carbônico. O resultado do processo é um efluente não agressivo, que é devolvido ao meio ambiente. As estações possuem dispositivo para a saída de gases e filtro anaeróbio com recheio. Seu sistema de travas na tampa garante ainda mais higiene e limpeza. É possível também adquirir o alongador, uma peça opcional, que permite elevar a tampa até a altura desejada. ME


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Tecnologia para agilizar obras

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Caixa d’água com camada antibacteriana Menos riscos de contaminação

A Atlas Copco, empresa sueca líder mundial em soluções em ar comprimido, está lançando a nova linha de compressores portáteis XAHS 1200 de 12 bar e o XAVS 1100 de 14 bar. Os dois produtos são os primeiros do mercado brasileiro a oferecer pressão e vazão adequadas para processos de jateamento e estaca raiz. São fabricados no Brasil. As atividades de perfuração de estaca raiz consomem várias semanas no processo da obra, e normalmente, o martelo é alimentado por compressores portáteis que não foram projetados especificamente para esta aplicação. A pressão e a vazão não são ideais e perde-se muito mais tempo do que o necessário. O processo de jateamento sofre do mesmo problema. Os compressores portáteis projetados para uso genérico atendem apenas de maneira parcial às necessidades de pressão e vazão, faPrimeiros compressores zendo com que se perca portáteis a adequar muito material por falta pressão e vazão para de aderência no jateaprocessos de jateamenmento e conseqüenteto e estaca raiz mente, gaste-se mais tempo para finalizar o processo. O lançamento desta solução inovadora faz parte da estratégia de investimentos da Atlas Copco no mercado de construção civil brasileiro, tendo em vista que este está em plena expansão. O objetivo da empresa é tornar-se o principal fornecedor de energia portátil e ferramentas para este mercado, que hoje já é o quarto maior do mundo para a Atlas Copco. ME

Tendo em conta que a caixa d’água é um item muito importante quando se está construindo ou reformando um imóvel – pois pode ser um agente de proliferação da dengue e outras doenças -, a Acqualimp oferece sua linha de caixas d’água, tanques de água de grande volume, tanques para edifícios e cisternas (para uso enterrado) em polietileno com uma exclusiva camada antibacteriana, o que evita a proliferação de bactérias em todo interior do reservatório, oferecendo menos riscos de contaminação e sujeira. O polietileno é um material impermeável e inodoro, ideal para estar em contato com a água. A linha Acqualimp apresenta soluções completas, como os sistemas Água Protegida, Água Limpa e Água para Beber. A empresa também tem soluções para outras situações, como Saneamento com Biodigestores e Fossas Sépticas e Cisternas, reservatórios para enterrar e captação de água de chuva. Um outro diferencial da empresa é que os produtos já saem de fábrica com flanges já instaladas, o que evita vazamentos e otimiza o tempo na instalação. Atualmente, a Acqualimp mantém uma fábrica em Valinhos, interior de São Paulo, e está concluindo um investimento de R$ 20 milhões na nova planta industrial de Extrema (MG), sua maior fábrica na América Latina, para aumentar a produção. ME

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Cerâmica em cores escuras acompanha tendência global

Inovações em no-breaks Maiores adaptabilidade e eficiência energética

Sofisticação e aconchego

Seguindo tendências globais de decoração, em que cores escuras são empregadas em revestimentos, a Cerâmica Lanzi lança o modelo Infinity Antracita. Desenvolvido para valorizar as formas, movimentos e ampliar a sofisticação, o produto apresenta design exclusivo, com traços delicados, que traz aos ambientes residenciais e comerciais o conceito da contemporaneidade aliado ao aconchego. Contemporâneo e harmonioso, o Infinity Antracita é ideal para ser aplicado em banheiros, lavabos, cozinhas, paredes de salas e ambientes internos. Com encaixe perfeito, as peças são lapidadas e comercializadas nos formatos 53x96 cm e 26x96 cm. O novo modelo vem complementar a Coleção Lounge, de alto padrão, marcada por texturas, formatos e estilos exclusivos, e da qual faz parte o Infinity Nacar, sucesso da marca. Fundada em Mogi Guaçu há 50 anos, a Cerâmica Lanzi exporta para mais de 20 países. ME

A Eaton, líder em trifásicos e ocupando a segunda posição em monofásicos, inova com o Eaton NV Bivolt, no-break projetado especialmente para se adaptar às diferentes tensões elétricas encontradas no mercado brasileiro. É a única com 3 anos de garantia. Para o mercado de no-breaks trifásicos, a empresa lançou mundialmente o no-break Eaton 9E, desenvolvido para atender às necessidades de data centers modernos, que consomem cada vez mais energia e possuem limitação de espaço. O Eaton 9E chega a ser 35% menor que os modelos concorrentes, com a maior eficiência energética de sua categoria, características que o tornam totalmente adequado às políticas de TI Verde. A empresa inova também com a linha de no-breaks Evolution, que se propõe a eliminar os problemas da rede elétrica e fornecer energia limpa e contínua para os equipamentos e cargas críticas em seu data Center, além de ser compatível com ambientes virtualizados. Pode ser combinada aos softwares IPP (Intelligent Power Protector) e IPM (Intelligent Power Manager), que oferecem todas as ferramentas necessárias Alta tecnologia e o para proteger, monitorar melhor custo-benefício e gerenciar problemas de aos ambientes de TI energia. Também permite o desligamento ordenado de sua rede e backup de energia, impedindo a perda de dados. Outra vantagem dos modelos Evolution é seu tamanho compacto. Únicos no mercado com 1U de altura, economizam espaço vital no data center. Possuem ainda baterias com tecnologia hot-swap, que podem ser substituídas sem interrupção da carga e com fácil instalação. O modelo Evolution S oferece, ainda, módulos adicionais de bateria que podem aumentar a autonomia. Os no-breaks Eaton Evolution e Eaton Evolution S estão disponíveis nas potências 850 à 3000 VA. ME


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Lavadora de alta Selante e adesivo pressão RE 143 para os de alta aderência e mercados de jardinagem elasticidade e agropecuário Potente, silenciosa e compacta Líder no mercado brasileiro de ferramentas motorizadas portáteis, a STIHL está lançando mais um produto de tecnologia avançada: a lavadora de alta pressão RE 143, ideal para os mercados de jardinagem e agropecuário. A nova lavadora é indicada para a limpeza de grandes áreas como estábulos, fachadas e telhados, além de tarefas de jardinagem. Para facilitar a sua utilização, a RE 143 conta com carro para transporte, regulagem da pressão, manômetro, cabo de mão extensível de alumínio de elevada durabilidade (que garante transporte confortável e facilita a armazenagem), cobertura frontal dobrável com suporte para os bicos e dispositivo basculante para detergentes. Com design mais atrativo, é potente e oferece conforto. Inúmeros acessórios tornam a RE 143 ainda mais versátil: escova de lavagem rotativa; tubo de injeção com desvio angular que facilita o acesso a áreas difíceis; prolongamento do tubo da pistola, prolongamento da mangueira de alta pressão, filtro de água, mangueira plana com carretel fixo, limpador de superfícies, dispositivo de jateamento, conjunto de limpeza para tubos e conjunto de aspiração. ME

Suporta altas temperaturas A fischer Brasil lança os revolucionários sistemas de fixação química MS e MS Express, duas novas opções de selantes extremamente fortes e com alta elasticidade. Aderem sobre superfícies secas e úmidas, resistem aos raios UV, suportam exposição a altas temperaturas, na faixa entre -40oC e 90oC, mantendo a cor; e resistem à temperaturas de até 200oC, por períodos de até 15 minutos. São inodoros, permitindo uso em ambientes fechados. Prontos para colar, montar, aderir e selar com rapidez, estão disponíveis em cartuchos de 300 ml e aplicáveis em locais úmidos. Atendem a múltiplas aplicações, como fixação de materiais delicados, vidros, espelhos, cerâmicas e seus acessórios, madeiras, caixilhos, calhas e condutores, concreto, mármore, alumínio, pedras naturais, ferro e molduras em EPS. Os diferenciais entre as duas versões: ao receber uma força de tração, o MS alonga em até 800% sem se romper ou se desprender do material base, atendendo à norma DIN 53504, que certifica a qualidade e segurança do produto; e tem quatro opções de cores: branco, cinza, preto e cristal totalmente transparente. Já o MS Express é um adesivo mais rígido, aceitando alongamento em até 400%, sem se desprender do material base ou se romper. É um polímero modificado mais rígido e agarre imediato, com cura após 10 segundos de aplicação. Disponível somente na cor branca. Ambos resistem aos raios UV e suportam exposição a altas temperaturas, na faixa entre -40oC e 90oC, mantendo a cor. E resistem a temperaturas de até 200oC, por períodos de até 15 minutos. São inodoros, permitindo uso em ambientes fechados. ME

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Nova tecnologia para divisão e proteção de ambientes A Rayflex traz ao mercado uma nova tecnologia para divisão e proteção de ambientes ao ar livre, a Windoor. Desenvolvida com características exclusivas para instalação em locais de elevada concentração de pessoas, tais como restaurantes, lanchonetes, centros comerciais, shopping centers, entre outros, a Windoor é compacta, porém com design elegante que combina com projetos sofisticados e modernos.

É confeccionada com estrutura de alumínio e manta vinílica flexível, com tratamento retardante de chamas, que é presa nas guias laterais através de fixadores de pressão deslizantes, proporcionando maior vida útil por não sofrer atritos durante sua operação. Esse novo tipo de fixação oferece segura vedação contra ventos, chuva, frio, calor, poeira e insetos. E, por tratarse de material com tratamento refletivo, reduz a transferência do calor causado pelos raios solares para o ambiente interno - proporcionando economia de energia (pelo menor uso de climatizadores). A Windoor possui sistema de abertura vertical realizado através de motoredutor, com acionamento elétrico, sustentado por um cilindro de enrolamento horizontal em alumínio. A abertura é feita por controle remoto, possibilitando três posições: fechada, abertura total e abertura intermediária. Dotada de visores verticais, permite a visualização de áreas externas e possibilita a entrada de luz natural no ambiente. Atende dimensões específicas e sua manta pode ser fornecida em várias cores. ME


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Brocas com maior

Produto antimofo

quantidade de espirais

com fórmula e formato inovadores Alta qualidade e capacidade de perfuração

A linha de brocas SDS Plus da Fischer Brasil é um dos principais lançamentos da empresa, inserida na família de brocas com alta qualidade, disponível em polegadas e milímetros. O produto atende a toda cadeia de produtos fixadores e promete durabilidade superior às similares existentes no mercado. Tem maior quantidade de espirais, ponta centralizadora, sistema adicional de retirada de pó, acabamento mais brilhante e liso. Suas medidas correspondem exatamente às dimensões do Chumbador New FCB Fischer, embora sejam compatíveis com diferentes chumbadores e outros tipos de fixação como, por exemplo, buchas e chumbadores químicos. Fácil de ser operada, destina-se ao uso profissional e técnico. ME

Praticidade e segurança A Henkel apresenta nova solução para mofo de ambientes escuros, úmidos e com pouca ventilação. Trata-se do Stop Mofo, que possui fórmula e formato inovadores e que garantem praticidade e segurança, tem formato de sache para melhor se adaptar aos armários e gavetas, ocupando menos espaço do que os tradicionais recipientes de água. Além disso, um cabide permite a instalação do produto ao lado dos casacos e vestidos, liberando suave fragrância. Não há risco de vazamento devido à fórmula que transforma a umidade em gel, proporcionando mais segurança para as roupas e, sobretudo, crianças e animais. ME

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Análise de Estruturas Este livro apresenta de forma clara e moderna, e com forte embasamento conceitual, a teoria e a aplicação da análise de estruturas reticuladas. Seu objetivo principal é mostrar que, com o entendimento adequado dos conceitos e fundamentos, a análise de estruturas pode ser simples e prazerosa. O principal foco da obra é a análise de estruturas hiperestáticas, incluindo uma formalização matricial. O livro também aborda estruturas isostáticas e alguns aspectos da mecânica dos sólidos que são necessários para a análise de estruturas hiperestáticas. Autor: Luiz Fernando Martha Editora: Campus / 2010 Nº de páginas: 536

Tabelas e Gráficos para Projetos de Tubulações 7ª. edição Muitos dos gráficos e tabelas aqui apresentados são originários de normas oficiais nacionais e estrangeiras, ou de material de propriedade de várias entidades. Entretanto, os autores não se limitaram a copiar o material aproveitado, ao contrário, complementaram-no com diversas notas explicativas e simplificações, além das adaptações necessárias, com o intuito de uniformizar a apresentação e, principalmente, facilitar o trabalho de consulta e adequá-lo às necessidades do projetista. As tabelas e gráficos originários de fontes norte-americanas foram convertidos para o sistema métrico, excetuando-se apenas alguns casos em que essa conversão, além de difícil, seria de pouca valia. Autores: Pedro Carlos da Silva Telles; Darcy G. Paula Barrosa Editora: Interciência / 2011 Nº de páginas: 200


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Concreto Armado: Eu Te Amo Vol.1 - 6ª Edição Esta obra foi desenvolvida para estudantes de engenharia civil, arquitetura, tecnólogos e profissionais da construção em geral. Trata-se de um ABC explicativo, didático e prático no mundo do concreto armado e tem aplicação prática atuante em construções de até 4 andares, ou seja, praticamente 90% das edificações brasileiras. Nesta sexta edição, os autores inovam mais uma vez, e incorporam várias fotos e uma cartilha que explica a norma do concreto armado. Trata-se de uma edição atualizada e ampliada, segundo as NBR 6118/2003 (antiga NBR 1/78) e NBR 14.931 e aborda aspectos de projeto de estruturas de concreto armado, de execução das obras e o controle da qualidade do concreto nessas obras. Autores: Manoel Henrique Campos Botelho Editora: Edgard Blucher / 2010 Nº de páginas: 528

dicas de leitura

Como Gerenciar Contratos Com Empreiteiros Grande parte das preocupações dos engenheiros e arquitetos que trabalham com execução de obras se refere ao gerenciamento de empreiteiros. A gestão das equipes terceirizadas envolve diversos aspectos importantes, como produtividade, qualidade e segurança do trabalho que, se não forem gerenciados adequadamente, poderão comprometer o resultado final do empreendimento. Além das questões técnicas, é indispensável o conhecimento da legislação envolvida, a formulação de um bom contrato e os cuidados com a documentação dos funcionários presentes nesta obra. Autor: Andre Augusto Choma Editora: Pini / 2007 Nº de páginas: 107

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Projeto e Execução De Revestimento Cerâmico Coleção “Primeiros Passos da Qualidade no Canteiro de Obras” Aborda, de forma bastante prática, os principais aspectos envolvidos na elaboração do projeto e na execução de revestimento cerâmico, de paredes internas e externas, incluindo as atividades de execução e controle do revestimento, os detalhes construtivos e os equipamentos e ferramentas empregados. O revestimento cerâmico, embora largamente e tradicionalmente empregado, apresenta, ainda hoje, alguns problemas, entre os quais é possível destacar a incidência de algumas patologias e desperdícios de materiais e de mão-de-obra. Esses problemas têm suas origens na falta de planejamento e de um projeto detalhado e de procedimentos de racionalização e controle da execução. Para suprir essas lacunas é fundamental desenvolver o projeto do revestimento cerâmico e controlar a sua produção, ou seja, através do detalhamento de elementos de projeto, da correta especificação de materiais e do estabelecimento de procedimentos precisos de produção e controle é possível atender às exigências quanto ao desempenho destes revestimentos cerâmicos. Todos esses aspectos são considerados no livro para que as decisões fundamentais relativas ao revestimento sejam tomadas de forma a obter maior racionalização e melhores resultados de desempenho do revestimento e do edifício como um todo. Autores: Luciana Leone Maciel Baia, Edmilson Freitas Campante Editora: Cte - Produtos e Dif./ 2003 Nº de páginas: 104

Engenharia de Materiais - Vol. I Uma Introdução a Propriedades, Aplicações e Projetos Nesta obra você encontra as ligações químicas, a estrutura cristalina e as propriedades mecânicas. Compreende aspectos importantes de metalurgia como uma classe de material, e também os polímeros e as cerâmicas. Autor: Michael Ashby Editora: Campus / 2007 Nº de Páginas: 356


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Análise de Estruturas Formulação Matricial e Implementação Computacional Neste volume da série Análise de Estruturas é apresentada a formulação matricial da análise de estruturas formadas por elementos lineares, escrita pelo especialista em teoria dos elementos finitos Humberto Lima Soriano. Essas estruturas podem constituir vigas contínuas, grelhas, treliças, quadros planos, quadros espaciais, arcos planos e espaciais etc. São apresentas na obra formulações para estruturas com elementos de eixos retos e curvos. Autor: Humberto Lima Soriano Editoras: Ciência Moderna / 2005 Nº de páginas: 360

Elevadores: Principios e Innovaciones Nesta obra, os autores apresentam os aspectos de cálculo e desenho dos elementos que compõem cada elevador e explicam o funcionamento dos mecanismos, enfatizando as normas internacionais vigentes do ponto de vista de segurança e dimensões. Na edição atualizada, incorporaram-se numerosos exemplos práticos. Autores: Antonio Miravete e Emilio Larrodé Editora: Reverte/ 2007 Nº de páginas: 68 Idioma: Espanhol

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Compromisso com a qualidade Distribuidora das principais usinas, localizada em São Bernardo do Campo/ SP, a Aldifer comercializa produtos de excelente qualidade. Atuando no mercado desde 2002, possui sede e caminhões próprios, bem como, estoque variado e permanente. Efetua entregas no dia seguinte à aprovação do orçamento, para a região do grande ABC. Na retirada pelo cliente, atende a qualquer quantidade, limitada somente à disponibilidade em estoque. Linha de produtos: • Tubos redondos, quadrados e retangulares (pretos e galvanizados); • Laminados (cantoneira, ferro tee, redondo, chato e quadrado); • Perfis laminados (I, U, H e W); • Perfis U dobrados;

• Chapas (pretas, galvanizadas e xadrez); • Perfilados (cadeirinha, baguete, batente, tira de porta, fachada coml., entre outros); • Telhas e cumeeiras galvanizadas (onduladas e trapezoidais); • Patamares e degraus para escada reta e caracol; • Kits de elevação e motores para portões basculantes, deslizantes e pivotantes; • Corte e dobra de chapas, sob encomenda; • Máquinas de solda e seus acessórios; • Completa linha de acessórios (discos de corte e desbaste, eletrodos, rodízios, roldanas, fechaduras, brocas, entre outros). www.aldifer.com.br (11) 4342-1614 / 9152-2318 Estr. dos Alvarengas, 5338 - SBC - SP


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A maior variedade em cofres e móveis A A.M. Cofres e Móveis, explora o ramo de comércio de cofres e móveis para escritório em geral, com atuação em todo o Brasil, especializada em uma linha completa de cofres para guardar documentos, armas, joias, objetos de valor e outros bens. O seu elevado nível de experiência, alcançado durante 30 anos (desde 1980) de atividades, aliado a uma adequada política de valores e credibilidade, permite a A.M. Cofres e Móveis participar de licitações de órgãos públicos, fornecer cofres e móveis para escritório desde residências, empresas, instituições financeiras, transportadoras de valor, e tantas outras atividades. Hoje a A.M. Cofres e Móveis possui em seu cadastro mais de 50.000 clientes, dos quais já realizaram inúmeras compras de pequeno, médio e grande porte ao longo destes anos e assim conquistou o respeito merecido dos seus clientes, parceiros e concorrentes, sentindo-se assim muito

orgulhosa em ter seu esforço reconhecido. Atendemos todo o Brasil. Estamos a vossa inteira disposição, consulte-nos.

A.M. Cofres e Móveis Ltda Tel: (11) 3311-8702 www.amcofres.com.br

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índice de anunciantes

A.M.V.A Comercial Elétrica.................................................83

Furoexpress.........................................................................88

Acoplar do Brasil Comercial...............................................82

Getrat Ipiranga Conex. e Mangueiras......24/2ª Capa/selo

Aços Lapefer........................................................................68

Hidraufort Comércio de Tubos e Conexões......................63

Acro Cabos de Aço Indústria e Comércio..................82/88

Hitorin Comercial...................................................... 85/selo

Air Mundial Ar Condicionado.............................................83

Metalúrgica Lopes..............................................................88

Aldifer Distribuidora de Ferro e Aço.................................88

Minelli Andaimes................................................................88

AM Cofres e Móveis...........................................................89

Multvent Venezianas Industriais.......................................65

Anuário das Indústrias.................................................20/21

Phama Comercial................................................................68

Arte Madeiras.....................................................................89

Portal 123Achei...........................................................17/53

Cabos de Aço São José.......................................................61

Rental Bus...........................................................................87

Cobermec Ind e Com de Coberturas.................................61

Rental Equipamentos.........................................................05

Crossword Borrachas e Plásticos..............................4ª Capa

REP Com. e Assist. Téc. de Relógios de Ponto............87

De Carlo Usinagem e Componentes................. 35/3ª Capa

Stud Bolts Ind Com Parafusos...........................................86

Demolidora Sacoman.........................................................86

Techtron Comercial.............................................................63

EPIL.......................................................................................64

Tekno S/A Indústria e Comércio.......................................68

Feital....................................................................................65

Tercabo Cintas e Cabos de Aço.........................................83

Fire Comercial de Materiais Elétricos................................86

Torame Ind de Cabos de Aço............................................68

Fire Painéis Comandos Elétricos e Serviços.....................82

União Com. e Manutenção de Guinchos..........................84


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