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sumário

mercado empresarial

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Crescimento Embalado - A Indústria Nacional de Embalagens dobrou de tamanho nos últimos 4 anos. Idéias viram sacolas criativas. Latinha de alumínio: produção deve aumentar muito mais.

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Com ffor or ça tto o tal - Semana Int er nacional da orça Inter ernacional Embalag em, Im pr essão e Logís tica. Embalagem, Impr pressão Logística.

Gestão Minha empresa era ótima, de repente percebi que estávamos em crise...

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Micro e pequenas empresas paulistas fecham 2007 com alta de 4% na receita.

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PACKING, fidelidade à inovação.

Indústria vai liderar crescimeno em 2008

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Cases & Cases

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A embalagem como um conector de emoções

Bate recorde a criação de empregos com carteira assinada.

Indústria paulista inicia o ano com 14 mil novos postos de trabalho.

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Importações devem manter efeitos positivos este ano

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ORSA Embalagens, premiadíssima Meio Ambiente

Embalagens podem ser ainda melhor aproveitadas como veículos de comunicação corporativa. O que é aprender com o futuro? Vitrine Brasileiro está mais otimista Nas compras: Menos impulsivo e mais atento às promoções Nova Petroquímica lançamentos com nanotecnologia Dicas de leitura

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editorial

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Embalagem vende, sim senhor! E o setor vai muito bem, obrigado.

A

embalagem é um dos maiores veículos de venda que existe: você ainda tem alguma dúvida quanto a isso? Especialistas no assunto têm certeza dessa afirmação. E vão ainda mais além: cada vez mais, as embalagens se solidificam como poderoso instrumento de marketing na construção da marca e da identidade de um produto. Há quem enfatize que uma embalagem na gôndola de um supermercado corresponde a cinco minutos de um comercial de tevê. Ali, naquela prateleira, ela é um vendedor que atrai a atenção e desperta o desejo. Se levarmos em conta que 70% das compras são resolvidas nos pontos de vendas, a responsabilidade da embalagem torna-se algo tremendamente maior! Há poucos dias, a Associação Brasileira de Embalagens, ABRE, anunciou os números do setor em 2007. A taxa de crescimento foi de 2,05% e à primeira vista pode parecer um tanto anêmica em um país em que o PIB cresceu mais de 5%, a produção industrial geral 6,0%, o consumo das famílias 5,6% e as operações de crédito incríveis 27,3%. Entretanto, segundo a Fundação Getúlio Vargas, que há 11 anos produz relatórios para o setor, esta é uma falsa impressão. O Brasil é hoje um importante centro de produção, consumo e exportação de embalagens inovadoras e a indústria nacional de embalagens dobrou de tamanho nos últimos quatro anos. Para a FGV, mais importante do que o número em si, é a tendência de fortalecimento e estabilidade do crescimento O setor de embalagens vem aumentando consistentemente o volume de produção, a capacidade produtiva, a demanda e o comércio exterior. Com novos investimentos em tecnologia e inovações, o setor tem tudo para manter e até acelerar o ritmo, mesmo com os gargalos na infraestrutura nacional e os possíveis abalos na economia mundial. Espelho desse certeza é a Semana Internacional da Embalagem, Impressão e Logística 2008, mega evento integrado pela Brasilpack, Fiepag, Flexo Latino América, Salão Embala Inovação e a Brasil Screen & Digital Show, que reúne cerca de 1.000 expositores de 26 países e em torno de 45 mil visitantes/compradores de 30 países, de 10 a 14 de março de 2008, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, e que promete acelerar ainda mais a competitividade do setor. A Mercado Empresarial faz a sua parte e traz nesta edição dados, opiniões e reflexões sobre temas que envolvem essa área tão criativa e em franca expansão.

Mercado Empresarial

expediente Coordenação: Mariza Simão Projeto Gráfico e Diagramação: Lisia Lemes Ilustrações: Gustavo Casari Monreal Arte: Felipe Consales; Ivanice Bovolenta; Cesar Souza; Silvia Naomi Oshiro, José Francisco dos Santos. Capa: MKT Produtos Redatora: Sonnia Mateu - MTb 10362-SP Colaborou nesta edição: Vinicius Souza Distribuição Distribuição: Semana Internacional da Embalagem, Impressão e Logística 2008. Ar açatuba - Rua Floriano Peixoto, 120 9º and. - s/ 91 Araçatuba Centro - CEP 16010-220 - Tel.: (18) 3622-1569 - Fax: (18) 3622-1309 Bauru - Centro Empresarial das Américas - Av. Nações Unidas, 17-17 - s 1008/1009 - Vila Yara - CEP 17013-905 Tel.: (14) 3226-4098 / 3226-4068 - Fax: (14) 3226-4046 Presidente Prudente - Av. Cel. José Soares Marcondes, 871 - 8º and. - sl 81 - Centro - CEP 19010-000 - Tel.: (18) 32228444 - Fax: (18) 3223-3690 Ribeirão Pr eto - Rua Álvares Cabral, 576 -9º and. - cj Pre 92 - Centro - CEP 14010-080 - Tel.: (16) 3636-4628 - Fax: (16) 3625-9895 Santos - Av. Ana Costa,59 - 8º and. - cj 82- Vila Matias - CEP 11060-000 - Tel.: (13) 3232-4763 - Fax: (13) 32249326 São José do Rio Preto - Rua XV de Novembro, 3057 - 11º and. - cj 1106 - CEP 15015-110 - Tel.: (17) 32343599 - Fax: (17) 3233-7419 São PPaulo aulo - Rua Martins Fontes, 230 - Centro - CEP 01050-907 - Tel.: (11) 3124-6200 - Fax: (11) 3124-6273 O editor não se responsabiliza pelas opiniões expressas pelos entrevistados.


mercado empresarial

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panorama do setor

CRESCIMENTO Apesar de crescer menos do que outros índices da economia, o setor de embalagens vem aumentando consistentemente o volume de produção, a capacidade produtiva, a demanda e o comércio exterior. Com novos investimentos em tecnologia e inovações, o setor tem tudo para manter e até acelerar o ritmo, mesmo com os gargalos na infraestrutura nacional e os possíveis abalos na economia mundial. ○

Desde 1995, quando o setor cresceu 7,48%, o resultado de 2007 só perde para os anos de 1996, 2001 e 2004. Se a FGV acertar novamente, em 2008 o setor de embalagens terá o melhor resultado em mais de 10 anos.

país em que o Produto Interno N um Bruto cresceu mais de 5%, a produção

industrial geral 6,0%, o consumo das famílias 5,6% e as operações de crédito incríveis 27,3%, a taxa de crescimento de 2,05% no setor de embalagens em 2007 pode parecer um tanto anêmica. Mas segundo Salomão Quadros, coordenador de análises econômicas da Fundação Getúlio Vargas, esta é uma falsa impressão. Há 11 anos a FGV produz relatórios do setor para a Associação Brasileira de Embalagens (ABRE) que são utilizados pelos sócios da entidade para aferir a temperatura da indústria e projetar as tendências para o próximo período. Com tal experiência, eles raramente erram. O estudo aponta que, para o caso de uma recessão moderada nos Estados Unidos, o setor deve crescer cerca de 2,5% em 2008 para um PIB de 4,5%. “É preciso entender que cada setor tem sua dinâmica, com alguns crescendo acima de 20%, como é caso dos automóveis, e outros bem menos, como o de bens de consumo não duráveis, que subiu 3,4% em 2007”, diz Quadros. “Mais importante do que o número em si, é ver a tendência de fortalecimento e estabilidade do crescimento”. De fato, desde 1995, quando o setor cresceu 7,48%, o resultado de 2007 só perde para os anos de 1996 (+2,81%), 2001 (+2,24%) e 2004 (2,18%). Se a FGV acertar novamente, em 2008 o setor de embalagens terá o melhor resultado em mais de 10 anos.

Mesmo os números de 1996, 2001 e 2004 devem ser vistos sob uma ótica mais ampla da conjuntura de cada momento. A alta de 2,81% em 2004, por exemplo, sobreveio logo após uma enorme queda de - 6,32% na produção de embalagens em 2003. E em 2005 o setor teve uma nova baixa de - 1,35%. O resultado geral de 2006, que alternou meses de queda com períodos de recuperação, ficou perto do zero, com uma pequena diminuição da produção da ordem de – 0,19%. Em 2007, no entanto, apenas o primeiro trimestre teve resultado negativo (- 0,37%). O segundo trimestre já teve um crescimento de 2,67%, o terceiro de 3,82% e o quarto de 2,09%. Para sustentar de maneira ainda mais forte o argumento de que 2007 foi um bom ano de que 2008 deve ser ainda melhor, Quadros se apóia numa pesquisa qualitativa realizada pela própria FGV com mais de 100 executivos de grandes e médias empresas que representam cerca de 35% da indústria quanto à sua percepção de demanda por embalagens. “Se isolarmos apenas o primeiro mês de cada ano desde 2003, eliminando portanto os fatores sazonais, veremos que janeiro de 2008 é o único com uma expectativa positiva (+9%), enquanto que todos os outros apresentaram números negativos (- 11% em janeiro de 2003, - 30% em 2004, - 1% em 2005, - 21% em 2006 e – 6% em 2007)”, diz. “Isto mostra que a demanda continua aquecida mesmo em um mês tradicionalmente fraco como janeiro”.


mercado empresarial

Maior capacidade de produção Outro ponto que merece destaque no relatório preparado pela FGV para a ABRE é o nível de utilização da capacidade de produção instalada na indústria de embalagens, em 87,2% em janeiro deste ano. Entre os números apresentados no estudo desde janeiro de 2006, a taxa perde apenas para os índices de outubro de 2007 (90,1%), julho de 2007 (87,4%) e outubro de 2006 (88,2%). “Não temos os números exatos, mas imaginamos que a capacidade de produção tenha crescido em nível semelhante ao crescimento do próprio setor, o que significa que os gargalos serão maiores daqui pra frente e que, portanto, está chegando a hora de investir mais para atender ao aumento da demanda que virá com o crescimento, mesmo que moderado, da economia este ano”, afirma Quadros. Segundo levantamento do IBGE, realizado com empresas do setor com 30 ou mais funcionários, tanto a receita líquida quanto o

panorama do setor

valor bruto da produção vêm crescendo continuamente nos últimos anos, passando de R$ 24,2 e R$ 22,2 bilhões, respectivamente, em 2003 para R$ 32,08 e R$ 32,53 bilhões em 2007. Para 2008 a FGV estima que as receitas do setor devam ultrapassar os R$ 34 bilhões. E a indústria de embalagens brasileira está cada vez mais ligada ao comércio internacional. Em 2007 as exportações diretas tiveram um crescimento de 27,22% em relação ao ano anterior, com um faturamento de US$ 479,305 milhões, impulsionadas principalmente pelas embalagens metálicas (crescimento de 34,99%) e plásticas (+27,51%). As importações, apesar da queda do dólar, cresceram um pouco abaixo disso (26,35%), com um volume de US$ 368,505 milhões, o que representa um superavit de US$ 110,8 milhões. Mercado dinâmico e competitivo “O mercado de embalagens realmente é bastante dinâmico em todo o mundo, continua

INDÚSTRIA

“O empresário nacional é um herói...”

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panorama do setor UTILIZAÇÃO DA CAPACIDADE INDUSTRIAL

Luciana Pellegrino, Diretora Executiva da ABRE – Associação Brasileira de Embalagem

VALOR DA PRODUÇÃO

buscando sempre a maior competitividade”, avalia a diretora executiva da ABRE Luciana Pellegrino. “Nos últimos 20 anos temos assistido a uma consolidação do setor com aquisições e fusões de grandes grupos para garantir uma atuação global, mas o principal mercado da produção é sempre local”. De acordo com ela, 90% dos grandes grupos mundiais têm produção no Brasil, com uma participação importante dentro do segmento. “Eles atuam na filosofia de ‘global sources’, atendendo principalmente grandes clientes também multinacionais”, diz. Segundo Luciana, a China hoje é um mercado muito forte para insumos e máquinas para embalagens. O Oriente Médio, por causa da produção de petróleo, é um importante pólo exportador de resinas. Já a Europa se mantém tradicionalmente como um forte exportador de embalagens de papel. “Mas o país também tem empresas nacionais de alto nível tecnológico com qualidade e competitividade para atender tanto ao mercado interno como para exportar”, complementa. “É preciso apenas aumentar os investimentos para conseguir principalmente ganhos de escala, redução de custos e capacidade de produção de embalagens que agreguem um diferencial que dêem destaque aos produtos dos clientes nas prateleiras”. Luciana confia na continuação do bom desempenho da economia como um todo, assim como apontou o estudo da FGV,

refletido na inflação controlada, no aumento do consumo, dos salários e da produção nos últimos quatro anos. Para ela, os gargalos de infra-estrutura do Brasil, como possíveis falhas futuras no fornecimento de energia, por exemplo, atrapalham todos os setores de forma mais ou menos igual, devem manter os empresários em estado de alerta, mas não irão afetar muito a indústria de embalagens especificamente. “O empresário nacional é um herói e ele já entendeu que tem que investir e buscar a competitividade no mercado interno e externo independentemente das adversidades e dos problemas crônicos do Brasil”, observa. “Obviamente é preciso pressionar as autoridades para resolver esses gargalos, e por isso é fundamental a participação em entidades de classe como a ABRE que o representem, mas o empresário que ficar sentado esperando o governo solucionar tudo fatalmente vai fechar as portas”. Na opinião da diretora executiva, vivemos hoje um círculo virtuoso na indústria, com investimentos na capacidade produtiva que tornam os processos mais competitivos (seja em economia de energia ou ganho em escala), permitindo aprimorar o desempenho das matérias-primas existentes e outros insumos. Com isso, as embalagens têm menos impacto no preço final dos produtos e ajudam a manter o mercado aquecido que, por sua vez, passa a demandar mais embalagens.


mercado empresarial

Comunicação afetiva e reciclagem “A indústria de bens não duráveis, que é o nosso principal mercado, vem se tornando cada vez mais competitiva”, explica. “Mas como os produtos em si não mudam muito, a indústria tem que investir em embalagens inovadoras que tragam conveniência, beleza e facilidade para o consumidor final, afinal a embalagem é uma ferramenta de comunicação direta com o consumidor que é suscetível às novidades. Muitas empresas usam essa suscetibilidade para atrair o cliente para a primeira compra, mas se o produto não for bom ele não volta a comprar” – continua. “Fizemos uma vez uma pesquisa na ABRE onde vimos que o consumidor não faz distinção entre o produto e a embalagem, de modo que design e praticidade ‘vendem’

panorama do setor

emoções e criam identificações e apego aos bons produtos. Assim, fica evidente que a indústria de embalagens tem também que trabalhar próxima aos consumidores para permitir uma comunicação afetiva buscando oferecer um custo efetivo e, sempre que possível, procurando atender à atual preocupação ambiental, com a possibilidade de reciclagem das embalagens. Nesse quesito, aliás, a indústria brasileira é uma das que mais reciclam em todo o mundo, com experiência de muitos anos e boa infra-estrutura montada no país”.

Salomão Quadros

Embalagens inteligentes Luciana cita ainda uma nova tendência tecnológica, além de sistemas diferenciados de abertura e fechamento e formatos ergonôcontinua

EMPREGO FORMAL POR REGIÃO

PRODUÇÃO FÍSICA ANUAL

Base: RAIS, saldos mensais (admissões menos demissões): CAGED Fonte: Ministério do Trabalho

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panorama do setor

Um exemplo de embalagem inteligente é aquela que vai do freezer à

micos, as chamadas “embalagens inteligentes”. “São sistemas de acondicionamento que não apenas guardam os produtos, mas interagem com eles e com os consumidores”, explica. “Um exemplo são as novas embalagens que vão do freezer à mesa em dois minutos porque sua estrutura interage com as emissões dos fornos de microondas permitindo um aquecimento muito mais rápido do que as antigas embalagens que serviam apenas para proteger e guardar os alimentos”. Essa e outras inovações poderão ser vistas de perto na próxima BrasilPack, que traz um novo for mato juntando quatro eventos

diferentes do setor. “Com isso teremos uma excelente cobertura das empresas que atuam ao longo de todo o processo produtivo da embalagem e ao mesmo tempo uma boa oportunidade para que os clientes visitem as empresas e conheçam as novidades”, afirma. “Além desse evento, a ABRE tem uma atuação internacional muito forte, levando e trazendo empresários a outras feiras importantes no mundo como a InterPack em abril na Alemanha e a PackExpo em novembro em Chicago, de modo a facilitar o intercâmbio de conhecimento e estimular ainda mais a competitividade da indústria brasileira”.

mesa em dois minutos...

EXPORTAÇÃO

DEMANDA DE EMBALAGEM

CENÁRIO PARA 2008


mercado empresarial

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evento

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COM FORÇA TOTAL! SEMANA INTERNACIONAL DA EMBALAGEM, IMPRESSÃO E LOGÍSTICA NASCE COMO UMA DAS MAIS COMPLETAS FEIRAS SETORIAIS DO MUNDO. ○

C

Seguindo uma tendência global, a Reed Exhibitions Alcantara Machado reúne em um único evento toda a cadeia das indústrias gráfica e de embalagem, visando atender às necessidades do mercado expositor e, ao mesmo tempo, dos visitantes/ compradores.

ompetitividade. Foi essa palavra que norteou a decisão da Reed Exhibitions Alcantara Machado pela unificação, em um só momento e local, de feiras já consolidadas no mercado latino-americano, criando um dos eventos de negócios mais completos do mundo - a Semana Internacional da Embalagem, Impressão e Logística 2008, integrada pela BRASILPACK (Feira Internacional da Embalagem), FIEPAG (Feira Internacional de Papel e Indústria Gráfica), FLEXO LATINO AMERICA (Feira Internacional de Flexografia), Salão EMBALA INOVAÇÃO (Convertedores e Agências de Design e Desenvolvimento de Embalagens) e a BRASIL SCREEN & DIGITAL S HOW (Feira Internacional de Serigrafia e Impressão Digital). O evento acontece de 10 a 14 de março de 2008, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. “Lançamos um projeto extremamente competitivo, com forte imagem de marcas e apelo mercadológico. Outra vantagem competitiva é que a união da Reed Exhibitions e da Alcantara Machado, dois gigantes do setor de feiras, traz inúmeros benefícios para o evento, como maior agressividade mercadológica e melhoria dos serviços prestados aos diferentes públicos”, explica Evaristo Nascimento, diretor do evento. Ainda segundo ele, a sinergia entre os setores coloca as feiras em sintonia com a realidade do mercado, somando forças para atrair e conquistar novos

visitantes/compradores, assegurando alternativas de crescimento. Só para se ter uma idéia, o Brasil é hoje um importante centro de produção, consumo e exportação de embalagens inovadoras. De acordo com levantamento da Fundação Getúlio Vargas, de São Paulo, a indústria nacional de embalagens dobrou de tamanho nos últimos quatro anos. E o país ainda apresenta enorme potencial de crescimento, já que o consumo atual é considerado baixo, quando comparado com economias do mesmo porte. Também no setor gráfico o Brasil detém posição de destaque. Um estudo recente da Primir-NPES coloca o país entre os 10 maiores mercados gráficos do mundo, com enorme potencial de crescimento no médio prazo, ao lado de China, Índia, México, Indonésia, Rússia, Polônia, Turquia e Ucrânia. Por toda a sua amplitude e abrangência, é de se esperar que a feira alcance um bom volume de negócios já em sua primeira edição. Soma-se a isso o fato de que os setores representados pelo evento vivem bom momento. Segundo pesquisa da ABRE - Associação Brasileira de Embalagem, o setor apresentou em 2007 a taxa de crescimento de 2,05% sendo que abril, maio e junho tiveram a maior taxa trimestral desde agosto de 2004. O setor faturou em 2007 R$ 32,53 bilhões, o que representa aproximadamente 1,5% do PIB


mercado empresarial

nacional. Calcula-se também um incremento de 1,8% na produção interna de embalagens em 2007. No 1º semestre do ano passado, as exportações somaram US$ 229 milhões, com crescimento de 40,65% em relação a 2006, enquanto as importações tiveram um aumento de 25, 98% no mesmo período, atingindo a marca de US$ 159 milhões. Dados da Abigraf (Associação Brasileira da Indústria Gráfica) indicam que o setor gráfico brasileiro registrou uma receita de vendas de R$ 16,2 bilhões em 2006. A entidade encerrou 2007 com um crescimento próximo a 4,5%, chegando à marca de R$ 17 bilhões. Depois de atingir crescimento recorde em 2006, a balança comercial de produtos gráficos registra queda nos seis primeiros meses de 2007. O motivo é a valorização do real frente ao dólar americano. Estimuladas pela valorização da moeda brasileira, as importações no período totalizaram US$ 319 milhões. Acréscimo de 50% em comparação com o mesmo período do ano anterior. As exportações de produtos gráficos nos primeiros seis meses de 2007 cresceram 0,8%, totalizando US$ 279 milhões. Paralelamente, as vendas de máquinas para indústria de artigos plásticos cresceram 0,5%. De acordo com a Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), o faturamento acumulado até o mês de julho de 2007 atingiu R$ 33,9 bilhões, 10,4% acima do registrado no mesmo período do ano passado.

evento

A expectativa da Reed Exhibitions Alcantara Machado é que a Semana Internacional da Embalagem, Impressão e Logística 2008 atraia cerca de 1.000 expositores, de 26 países, e em torno de 45 mil visitantes/compradores de 30 países. Apóiam o evento a Abimaq (Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos), a Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico), a AbflexoFTA Brasil (Associação Brasileira Técnica de Flexografia), a Abief (Associação Brasileira das Indústrias de Embalagens Plásticas Flexíveis) e a Abre (Associação Brasileira de Embalagens). “É um evento for matado para atender principalmente às necessidades do mercado brasileiro e da América Latina, onde atuam, em sua maioria, empresas de médio e pequeno porte, que não possuem recursos e profissionais suficientes para visitar grandes feiras em outros países em busca de atualização tecnológica”, finaliza Evaristo Nascimento.

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A BRASILPACK é um dos mais importantes centros geradores de negócios do mercado de embalagens da América Latina.

Feiras que compõem a Semana Internacional da Embalagem, Impressão e Logística A BRASILPACK é um dos mais importantes centros geradores de negócios do mercado de embalagens da América Latina e principal evento especializado na indústria de embalagens no Hemisfério Sul. Na edição de 2006 sintetizou bem a tendência que vem ganhando força nas feiras de negócios: público

Brasilpack 2006 - Vista Parcial

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evento

qualificado e volume expressivo de vendas, efetuadas e encaminhadas dentro da feira. Há 40 anos, a FIEPAG escreve a história do setor gráfico nacional e reflete o desenvolvimento e dinamismo da indústria gráfica na América Latina. Dentre os destaques da feira estão inovações para todas as demandas do setor em tecnologia, máquinas, equipamentos, acessórios, matérias-primas e insumos de fornecedores nacionais e estrangeiros, adequados e úteis para a realidade dos mercados brasileiro e latinoamericano. Não por acaso, a FIEPAG conquistou a confiança do mercado, e se tornou a feira oficial da CONLATINGRAF. A FLEXO LATINO AMERICA, por sua vez, nasceu como a maior feira do setor flexográfico da América Latina, reunindo expositores e visitantes da Europa, Estados

Unidos, Ásia e de toda a América Latina. Na edição de 2006, recebeu público bastante focado, quando visitantes/compradores puderam conhecer em um único local toda a cadeia produtiva da flexografia, desde a área de pré-impressão, com designers e clicherias, passando pelos insumos, máquinas e equipamentos de acabamento, acessórios, substratos até o produto final. O Salão EMBALA INOVAÇÃO é um espaço dirigido a empresas produtoras de embalagens com foco especial em produtos e design. A Greenfield, empresa idealizadora, identificou nesse evento a oportunidade de proporcionar contato com os novos materiais utilizados pela indústria na Europa e Estados Unidos. A BRASIL SCREEN & DIGITAL SHOW (Feira Internacional de Serigrafia e Impressão Digital) fecha a cadeia e completa a relação dos eventos simultâneos que compõem a Semana Internacional da Embalagem, Impressão e Logística 2008.


mercado

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IDÉIAS VIRAM SACOLAS CRIATIVAS!

Mídias modernas e

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s sacolas plásticas deixaram de ser meros recipientes de produtos para virar... mídia! Sim, um enor me contingente de empresas já as utiliza como veículos publicitários, difusores de idéias, marcas, conceitos e atitudes. É forma inovadora de se atingir públicos-alvo. As sacolas do movimento Greenpeace, por exemplo, conscientizam e defendem suas causas ecológicas, eco bags que alertam para a urgência em se salvar o planeta. Segundo especialistas, as sacolas-embalagens podem realmente contribuir para o aumento das vendas, criando um chamariz visual para os consumidores e funcionado como uma peça para publicidade de seus produtos ou ser viços e de sua marca. Segundo o consagrado designer Fábio Mestriner, um dos maiores especialistas em embalagem no Brasil, as empresas estão investindo cada vez mais em embalagens para agregar valor aos produtos, o que acaba

resultando em um bem sucedido aumento das vendas. Com um mercado consumidor cada vez mais exigente, que busca não apenas qualidade mas novidade, diversidade e abordagens criativas, o design das embalagens tornou-se uma ferramenta de marketing fundamental. A Plásticos Pampa, do Rio Grande do Sul, e a Portifolium Embalagens, de São Paulo, são dois exemplos de fornecedores alinhados com essa tendência. As duas empresas criam sacolas diferenciadas, com inúmeras possibilidades de formatos, estilos e design, que potencializam a divulgação de clientes dos mais variados segmentos. É a transformação de idéias em embalagens diferenciadas e personalizadas. A Portifolium tem investido, e com êxito, na indústria da moda, apostando sempre no diferencial. A Plásticos Pampa atua em todo o Brasil predominantemente nos segmentos de embalagens plásticas – já utilizando também em suas criações matérias-primas degradáveis.

diferenciadas, a sacolas vendem produtos e serviços e defendem conceitos e atitudes.


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mercado

LATINHA DE ALUMÍNIO: PRODUÇÃO DEVE AUMENTAR MUITO MAIS de latas de alumínio já encosta A produção no teto de sua capacidade instalada no

Duas variáveis animam a indústria de bens de consumo: o crescimento da economia e a inclusão da baixa renda na compra de marcas de primeira linha.

país, que é de 14 bilhões de unidades por ano, pelas projeções da Abralatas, e ainda dá sinais de maior expansão. Fechou 2007 com 12,5 bilhões, o que representa aumento de mais de 12% ante 2006, um recorde – segundo o jornal O Estado de S.Paulo. Companhias como a Coca-Cola, Schincariol, Femsa, entre outras, que se transformaram em grifes através de pesados investimentos em marketing, querem ver suas marcas também entre consumidores de menor poder aquisitivo. E isso já começou a acontecer com a soma de duas variáveis que animam a indústria de bens de consumo: o crescimento da economia e a inclusão da baixa renda na compra de marcas de primeira linha. Nesse estrato social, as marcas menos famosas sempre tiveram a preferência. Para circular nele, muitas companhias passaram a apostar em embalagens menores, mais baratas. Fornecedoras do setor, como a Rexam, dona de 65% de participação no mercado de latas de alumínio, não conseguem atender à forte demanda. “Há projetos para novos formatos que foram abortados por falta de condição de entrega”, lamenta o diretor comercial da empresa, Renato Estevão, em entrevista ao jornal Estado. “A melhora do consumo tem feito as empresas também irem atrás de diversificação para ampliar seus negócios”, acrescenta. O resultado é medido na fábrica de Jacareí (SP), reaberta em 2007. As novidades - latas pequenas de 235 ml e 250 ml, e grandes, de 473 ml - mais que dobraram a produção. A Coca-Cola, por exemplo, há menos de quatro anos, dispunha de apenas três tipos de embalagens no Brasil. Hoje tem 28. Essa fartura de possibilidades para o consumo de um mesmo produto teve

sua coqueluche com o lançamento da pequena lata com 235 ml. Na Cervejaria Schincariol, o diretor de Marketing, Marcel Sacco, lastima que a lata gigante de NovaSchin (473 ml), sucesso no Nordeste, não seja distribuída no Sul. “Na indústria de bebidas, a falta de opções em alumínio tem incentivado a busca de suprimentos alternativos, como vidro e, até mesmo, a volta das latas de aço.” A Femsa, dona das marcas Kaiser e Sol, optou por uma embalagem de vidro para lançar a pequena Sol Shot (250 ml). Com ela, quer potencializar a moda de embalagens menores entre os mais jovens. “A insuficiência no fornecimento pode ser um limitador para o crescimento do setor”, considera o diretor de Marketing da Femsa, Ricardo Moricci. Falta de insumo ainda não é problema na Coca e seu múltiplo portfólio. O Brasil é o terceiro maior mercado em vendas, atrás de Estados Unidos e México. Um ótimo desempenho, reflexo da agressividade de ações de marketing, como a de multiplicar as oportunidades de comercialização. “Acreditamos que as pessoas têm necessidades diferentes em momentos diversos, e cada um deles deve ser atendido com uma solução que faça o consumidor comprar cada vez mais”, afirmou ao jornal O Estado de S.Paulo o diretor de Marketing da Coca-Cola no Brasil, Ricardo Fort.


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MINHA EMPRESA ERA ÓTIMA, DE REPENTE PERCEBI QUE ESTÁVAMOS EM CRISE.

? O Ç A F E U Q O

O diagnóstico de uma pessoa jurídica muito se assemelha ao diagnóstico de uma pessoa física.

acima é bem mais freqüente A colocação do que se possa imaginar. É o que temos

ouvido sistematicamente em empresas geralmente de porte médio e de origem nacional. Para quem como nós atua na área da recuperação empresarial o encaminhamento é praticamente o mesmo, independentemente do porte da empresa, do nicho de atuação e demais fatores como localização, idade, etc. A primeira atitude que um quadro como esse comporta é proceder-se a um diagnóstico que reflita a situação econômica e financeira passada e presente. Evidentemente que uma varredura dos últimos três a cinco anos vai


mercado empresarial

nos proporcionar uma visão de conjunto onde se processa identificar as causas que levaram a empresa ao presente estágio. Assim podemos conhecer seus instrumentos de gestão, suas margens bruta, operacional e líquida e uma grande gama de informações no que tange a evolução histórica de seus custos, receitas e destinação dos resultados. Outro aspecto que muito interessa conhecer é seu estágio atual de endividamento, quer seja com instituições financeiras, fornecedores, clientes e outros credores, detentores ou não de garantias. Conhecendo-se o histórico e o momento atual, é sempre possível um estudo voltado as eventuais alternativas de recuperação. Esta análise retrospectiva proporciona um estudo voltado ao futuro da empresa e as inúmeras alternativas no terreno de atividades como suprimento, produção, comercialização, custos, cobrança, recursos humanos, etc. Naturalmente que identificadas as causas muito mais simples é a abordagem de uma gestão racional que pressuporá evidentemente um plano global de recuperação. Estabelecido e implementado um plano de grande amplitude torna-se necessário um acompanhamento com vistas ao estabelecimento da correlação entre o planejado e o executado. Ainda que possa parecer tantalógico só é possível controlar

gestão

atitudes que tenham sido previamente planejadas e coordenadas. Acreditamos que por esta sistemática podemos recuperar uma empresa que esteja evoluindo para uma situação crítica, ou pré, se avizinha de uma crise generalizada. Nesta ordem de idéias é sempre oportuno destacar que historicamente a experiência nos ensina que a menos racional das atitudes é a de expectativa de que a empresa venha a conhecer independentemente de uma ação direta uma solução meramente fortuita. É comum nestas situações o empresário se dar conta que se houvesse tomado as medidas retro-citadas há mais tempo estaria a empresa em uma outra situação. O diagnóstico de uma pessoa jurídica muito se assemelha ao diagnóstico de uma pessoa física. Para recomendarmos o elenco de soluções necessárias é imperioso um conhecimento detalhado da situação em que a mesma se encontra e para onde está evoluindo. Após esta análise detalhada, formula-se um plano de ação abrangendo o curto, médio e longo prazo e abrandando as atividades em compatibilidade com seus recursos internos e eventualmente apontando recursos externos quer sejam materiais, financeiros ou humanos. Augusto Paes Barreto é economista e sócio-diretor da Consultoria Siegen, especializada em recuperação de empresas em crise financeira e sucessão familiar. Site: www.siegen.com.br

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economia

MICRO E PEQUENAS EMPRESAS PAULISTAS FECHAM 2007 COM ALTA DE 4% NA RECEITA superintendente do Sebrae-SP, O diretor Ricardo Tortorella, apostou em um

O resultado positivo tem como base, principalmente, os empreendimentos do Interior, que apresentaram uma expansão de 8%.

crescimento de 4% na receita das micro e pequenas empresas paulistas em 2007, o que denotaria o melhor desempenho das MPEs de São Paulo nos últimos cinco anos. E ele acertou. O resultado positivo tem como base, principalmente, os empreendimentos do interior, que apresentaram uma expansão de 8%. As MPEs de serviços do interior lideraram o desempenho positivo da região (11,6%). Já o comércio obteve aumento de 8,9% e a indústria de 1%. O crescimento de 3,1% na comparação entre dezembro de 2007 e o mesmo mês de 2006 no total de pessoas ocupadas no interior paulista é outro dado que chama a atenção, uma vez que, no estado, esse índice foi de 0,1%. O ritmo de expansão do interior de SP se deu também no quesito gasto total com salários, cuja variação foi a mais alta do estado, de 18,2% na comparação entre dezembro do ano passado e dezembro de 2006. A conclusão é da Pesquisa Indicadores Sebrae-SP, divulgada recentemente pela entidade. ABC Outra região que também se destacou foi a do ABC, onde o faturamento das MPEs aumentou 6,6% no ano passado, ficando apenas um pouco abaixo da média do interior. Em 2007, o faturamento médio das MPEs do ABC foi de R$ 225 mil, superando o município de São Paulo (R$ 219 mil), a Região Metropolitana de São Paulo (R$ 213) e o interior (R$ 182 mil).

Na análise setorial, as indústrias do ABC registraram alta de 13,4% e as empresas do comércio de 11,9%. Por outro lado, o segmento de serviços sofreu uma queda de 5,2%. Em termos de pessoal ocupado, na comparação entre o último mês do ano passado e dezembro de 2006, houve diminuição de 5,9%, causada principalmente pela performance negativa das MPEs de serviços. O resultado pode ser explicado pelo aumento da concorrência registrado no setor, pelas reduções nos preços praticados pelas empresas e pela tendência das novas empresas de serviços de ficarem cada vez mais enxutas. A surpresa é que o rendimento médio do trabalhador na região do ABC superou todas as demais regiões: R$ 1.307 (contra R$ 1.301 no município de São Paulo, R$ 1.282 na região metropolitana e R$ 1.079 no interior). Análise da capital e RMSP No município de São Paulo, houve expansão de 1% no faturamento dos empreendimentos, o que coloca a região em posição inferior às demais localidades. Entretanto, o faturamento médio anual continua acima da média do estado (R$ 197 mil). Por setores de atividade, o comércio registrou crescimento de 9,3% e indústria de 0,6%. O setor de serviços, no entanto, amargou


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desaceleração de 9,3%. Já no quesito pessoal ocupado, houve queda foi de 1,5%. A Região Metropolitana de São Paulo, que engloba 39 cidades, apresentou o nível de expansão mais modesto, de apenas 0,6%, no ano passado. No comércio, foi obtido um aumento de 8,2%, e na indústria de 2,1%. Nos serviços, todavia, a redução foi de -11,3%. Apesar do pouco avanço, o valor médio do faturamento é de R$ 213 mil. Para o Sebrae-SP, um dos motivos é a grande expansão do número de empresas do setor, o que acarreta maior concorrência. Além disso, em alguns segmentos, como o de transportes e habitação, os preços foram reajustados abaixo da inflação. Melhor desempenho desde 2002 O revés observado no setor de serviços não foi suficiente para minar o crescimento das MPEs do estado de São Paulo, que tiveram o melhor resultado desde 2002, em termos de nível de faturamento. A média de ganho no ano foi de R$ 197.310. Já a estimativa é de que a receita total tenha sido de R$ 261,7 bilhões, o que representa um aumento de R$ 10,1 bilhões ante 2006. Em 2007, uma taxa de crescimento de 4%. Nos anos de 2004, 2005 e 2006, o avanço havia sido de +4,3%, +2,9% e -3,5%. A pesquisa foi realizada com 2,7 mil micro e pequenas empresas do comércio, da indústria de transformação e de serviços. A amostra é representativa das mais de 3,1 milhão de MPEs do comércio (57%), da indústria de trans-

economia

formação (11%) e de serviços (32%), que representam 98% das empresas formais. “Em 2006, os juros elevados e a concorrência dos produtos importados haviam prejudicado o desempenho das pequenas empresas. Em compensação, em 2007, o cenário de inflação em baixa, queda dos juros, recuperação da renda do trabalhador e o aumento das opções de crédito ao consumidor levaram à ampliação do consumo das famílias”, explica Marco Aurélio Bedê, gerente do Observatório das Micro e Pequenas Empresas, centro de pesquisas do Sebrae. “Além das variáveis macroeconômicas terem contribuído para o bom desempenho em 2007, a aprovação da Lei Geral ajudou a criar um ambiente mais otimista para os pequenos negócios. E esse ambiente deverá ser ainda mais favorável em 2008, a medida em que vários itens da lei, como as compras governamentais e o maior acesso à tecnologia, sejam regulamentados no estados e nos municípios”, afirma Tortorella. 2008 Neste início de 2008, os empresários do setor continuam com suas expectativas em alta. A pesquisa indicou que um total de 47% de entrevistados esperam que o faturamento da empresa se mantenha estável nos próximos meses, enquanto 43% apostam em aumento da receita. Fonte: InfoMoney.

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Neste início de 2008, os empresários do setor continuam com suas expectativas em alta.


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INDÚSTRIA VAI LIDERAR CRESCIMENTO EM 2008 especial do Informe Conjuntural A edição divulgado pela Confederação Nacional

A indústria terá um crescimento de 5%, superior aos 4,8% da agropecuária e os 4,5% do setor de serviços

da Indústria – CNI, com um balanço da economia brasileira em 2007 e as perspectivas para 2008, tem como destaque as estimativas para um crescimento de 5% este ano, impulsionado pelo consumo interno, pelo cenário favorável aos investimentos e pela demanda externa aquecida. O estudo prevê que a expansão em 2008 será liderada pela indústria, que terá um crescimento de 5%, superior aos 4,8% da agropecuária e os 4,5% do setor de serviços. Estima também que o ritmo de crescimento das exportações será menor, e as vendas externas alcançarão US$ 175 bilhões. De acordo com o estudo, o consumo das famílias terá um incremento de 6,2% em 2008, e será aquecido pelo emprego e o aumento da renda das famílias. A previsão da CNI é que a taxa média de desemprego atingirá 9% da população economicamente ativa, abaixo dos 9,5% estimados para 2007 e dos 10% registrados em 2006. Os técnicos da CNI também prevêem que 2008 será um bom ano para os investimentos, que devem crescer 14%.

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Ano Promissor Estimativas da CNI para 2008 PIB brasileiro

5,0%

PIB industrial

5,0%

Investimento

14,0%

Consumo das famílias

6,2

Segundo o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, a garantia para que esse ritmo de crescimento se mantenha em 2008 passa pela superação de algumas barreiras. Dentre elas, destacam-se a ausência de investimentos em infra-estrutura e a falta de controle dos gastos públicos.

Capacitação profissional

Para o presidente da CNI o aumento do emprego formal e diminuição da taxa de desemprego em 2007 são importantes fatores a serem comemorados. Monteiro Neto ressalta que o Sistema Indústria terá como meta para 2008 a ampliação da capacitação profissional e educação básica fornecida pelas unidades do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e Serviço Social da Indústria (SESI) em todo país. “Com isso pretendemos atender as novas demandas de mão-de-obra do setor industrial e impulsionar o crescimento projetado”, concluiu.


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economia

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IMPORTAÇÕES DEVEM MANTER EFEITOS POSITIVOS ESTE ANO importações desempenharam um A spapel crucial no bom desempenho da

economia brasileira em 2007 e a expectativa é que os efeitos benéficos prossigam este ano. Aumento de produtividade na indústria, controle de preços e crescimento das vendas do varejo são alguns dos fatores citados por economistas como ganhos obtidos com o aumento das importações. O vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, destacou as influências benéficas dos importados sobre a inflação e a ampliação de capacidade produtiva das empresas. Esses são também os principais efeitos positivos citados pelo chefe do Departamento de Economia da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas, e pelo consultor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) e ex-secretário de Política Econômica, Júlio Sérgio Gomes de Almeida. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as importações cresceram 32% em valores no ano passado ante 2006. No período, o avanço dos bens de capital foi de 32,4%, com conseqüências positivas sobre os investimentos, e dos bens de consumo, de 32,2%, com efeitos favoráveis sobre a inflação e as vendas do varejo. Gomes de Almeida explicou que, quanto mais a economia está voltada para o mercado doméstico, mais sobressaem os efeitos positivos das importações. A demanda interna foi o principal motor do crescimento econômico do ano passado. Segundo ele, a indústria cresceu 6% de janeiro a novembro, enquanto a demanda por produtos industriais aumentou acima de 9%. A fatia de demanda não atendida pela indústria doméstica foi coberta pelas importações. Freitas disse que a participação dos produtos importados no Produto Interno Bruto (PIB) do País chegou a 11% no ano passado e deverá evoluir para 12% em 2008,

podendo chegar a algo em torno de 15% em 2009. Segundo ele, as importações atualmente são “fundamentais para a estabilidade de preços”. Ele lembra que, não fossem o câmbio e a contribuição de bens duráveis (automóveis, eletrodomésticos) e produtos alimentícios importados, a inflação do ano passado teria sido mais alta. E destaca o aumento da produtividade na economia em conseqüência da importação de máquinas. Os efeitos das importações deverão ser ainda mais fortes em 2008. Somente nas duas primeiras semanas do ano, as compras externas aumentaram 40,8% na média diária. As projeções da AEB apontam para um crescimento acumulado de 15% nas importações este ano ante 2007, com destaque para bens de capital (14,9%) e bens de consumo duráveis (25,2%). Outro lado Apesar dos efeitos favoráveis das importações, os economistas alertam para alguns efeitos colaterais. Segundo Castro, da AEB, o principal sinal de alerta está no resultado da balança comercial: o superávit poderá ficar comprometido caso ocorra alguma reversão nas cotações elevadas das commodities. Já Gomes de Almeida lamenta que as importações também levem a uma substituição de produtos no País que poderiam estar sendo abastecidos pela indústria local. Fonte: O Estado de S. Paulo.

As projeções da AEB apontam para um crescimento acumulado de 15% nas importações este ano ante 2007, com destaque para bens de capital (14,9%) e bens de consumo duráveis (25,2%).


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emprego

BA TE REC ORDE A CRIA ÇÃ O DE BATE RECORDE CRIAÇÃ ÇÃO EMPREGOS CCOM OM CCAR AR TEIRA ARTEIRA ASSIN AD A ASSINAD ADA I

Em 12 meses até janeiro último, a economia gerou 1.654.845 empregos formais

mpulsionada pelo aumento da demanda interna, a economia brasileira iniciou 2008 batendo recorde na geração de empregos com carteira assinada. Com destaque para o desempenho da indústria e da construção civil, foram criadas 142.921 vagas formais, 35,5% a mais do que em janeiro de 2007. Foi o melhor resultado para meses de janeiro no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, levantamento feito com base em informações fornecidas obrigatoriamente pelas empresas. O Caged começou a coletar dados em 1992 e introduziu ajustes técnicos em 2002, mas segundo o ministério ainda é possível fazer comparações com o período anterior. O setor de embalagens registrou um aumento de 1,77% na geração de novos postos, passando de 3,53% em 2006 para 4,30% em 2007. Animado com a expansão do emprego em janeiro - mês normalmente mais fraco - o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, previu que o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 6% em 2008. Mesmo em meio à crise internacional, ele disse que o Brasil conseguirá neste ano gerar mais de 1,8 milhão de empregos formais. ‘Vamos ter em 2008 o melhor ano da história’, previu. Em 12 meses até janeiro, a economia gerou 1.654.845 empregos formais. Para o ministro, a expansão do emprego é um das razões da melhora da popularidade do presidente

Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas de opinião, como mostrou a sondagem CNT/Sensus. Lupi admitiu que a expansão da demanda pode pressionar a inflação, conforme receio manifestado pelo Banco Central em seus relatórios, mas disse não acreditar que isso ocorra. ‘O grande desafio é a indústria conseguir suprir essa demanda. É uma equação difícil. É claro que pode até gerar inflação, mas não acredito’, avaliou. A indústria de transformação foi o setor que mais contratou em janeiro (59.045 vagas), 50% mais do que em janeiro de 2007. Mas a construção civil obteve a maior taxa de crescimento, com 38.643 postos de trabalho, ante 11.708 em janeiro de 2007 - alta de 230%. O setor de serviços criou em janeiro 49.007 postos de trabalho (ante 47.315 em janeiro do ano passado) e o agropecuário, 8.035 (17.239 anteriormente). O comércio foi o único setor em que houve queda, com uma perda de 14.144 vagas no mês passado. Fonte: jornal O Estado de São Paulo.

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Emprego Formal Classes de embalagem Madeira Papel

Taxas de Crescimento (%) 2006 2007 4,82 6,07 2,12

3,77

Papelão ondulado/cartão

3,55

3,57

Plástico

4,07

4,76

Vidro

7,51

-0,32

Metálicos

0,44

4,43

Total

3,53

4,30


emprego

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INDÚSTRIA PAULISTA INICIA O ANO COM 14 MIL NOVOS POSTOS DE TRABALHO

A

indústria paulista de transformação iniciou o ano com geração de 14 mil postos de trabalho, ou variação de 0,66% em janeiro, segundo pesquisa divulgada pelo Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) e pela Fiesp (Federação da Indústria do Estado de São Paulo). A maior parte das vagas (56%) foi gerada pelos setores ligados à produção de açúcar e álcool, que iniciaram o ciclo de contratação para o período de plantio. Na série dessazonalizada do índice houve retração de 0,58%, o que indica um mês de janeiro mais fraco do que costuma ser. Na comparação com anos anteriores, o índice só foi superior ao de janeiro de 2006, que assinalou alta de apenas 0,47%. “O resultado comparativo não é glorioso. Começamos o ano de maneira relativamente amortecida”, avaliou o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon), Paulo Francini. No entanto, de acordo com o diretor, parte da variação de janeiro deve-se à perda de vagas em distintas unidades de uma empresa localizada no interior, pertencente ao setor de vestuário, que tem grande peso na geração de emprego no Estado. “Esse evento específico acabou puxando o índice de janeiro para baixo. Foi um mês de comportamento nor mal, que não apresentou aceleração crescente, nem reversão da tendência de crescimento verificada nos últimos meses. Ainda não enxergamos sinais negativos no horizonte”, analisou Francini. Indicadores setoriais Apesar do pequeno crescimento registrado no mês, houve grande número de setores com índices positivos. Dos 21 segmentos que compõem a amostra da pesquisa, 18 tiveram

bom desempenho em relação às vagas geradas no mês passado, dois tiveram desempenho negativo e um mostrou estabilidade nas contratações. Os setores que mais contrataram no mês foram Material Eletrônico, Aparelhos e Equipamentos de Comunicações (2,63%), Alimentos e Bebidas (2,35%) e Produtos Têxteis (1,66%). A variação negativa ficou por conta dos setores de Vestuário e Acessórios (4,70%) e Equipamentos de Instrumentação Médico-Hospitalares (-0,37%). Regiões Das 36 Diretorias Regionais do Ciesp pesquisadas, 28 tiveram bom desempenho no mês e oito registraram queda. Sertãozinho voltou a liderar as contratações, com crescimento de 9,57%, puxado por Produtos Alimentares (12,63%) e Máquinas e Equipamentos (4,49%), setores ligados às usinas de açúcar e álcool. Piracicaba ficou em segundo lugar, com alta de 3,12%, puxada pela forte produção no setor de Metalúrgica (11,90%) e Produtos Alimentares (4,75%). Em terceiro lugar, Americana apresentou elevação de 2,82% na geração de empregos na indústria, com destaque para Produtos Alimentares (43,32%) e Produtos Têxteis (1,62%). As regiões com desempenho negativo em janeiro foram Botucatu (-6,67%), puxada por Confecções e Vestuário (-38,66%) e Produtos Alimentares (-0,24%); Matão, com queda de 4,81% influenciada pelos setores de Metalúrgica (-13,04%) e Produtos Alimentares – que recuou 9,77% nesta região em função da sazonalidade na produção de suco de laranja; e Araçatuba (-2,65%), em função da retração nos segmentos de Destilação de Álcool e Refino de Petróleo (-9,05%) e Produtos Alimentares (-4,15%), explicada, nestes casos, pelo retardamento das demissões geralmente ocorridas com mais vigor em dezembro. Fonte: Ciesp.

A maior parte das vagas (56%) foi gerada pelos setores ligados à produção de açúcar e álcool, que iniciaram o ciclo de contratação para o período de plantio.


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PACKING, FIDELID ADE À IN OVAÇÃ O. FIDELIDADE INO ÇÃO. AGÊN CIA ASSIN A V ÁRIOS PR OJET OS VEN CEDORES AGÊNCIA ASSINA VÁRIOS PROJET OJETOS VENCEDORES ○

Focada no design de embalagem e na sua integração com todos os elos da cadeia produtiva do setor, a Packing prioriza não apenas um bom projeto visual mas a geração de resultados.

como Kimberly Clark, Elegê, N omes Niasi, Sucos Del Valle, Brasilgráfica,

CSN, Nova Petroquímica, 3M, Givaudan, Marfrig, Refrigerantes Convenção, entre outros, entregam nas mãos da Packing Design algo muito importante que os especialistas chamam de “vendedores silenciosos” nas gôndolas e prateleiras de lojas e supermercados: as embalagens de seus produtos. A agência paulistana que, desde a sua fundação, em 1997, tornou-se referência nacional e internacional no desenvolvimento de projetos de embalagem e na criação de conceitos de produtos e posicionamento de marcas para empresas de grande, médio ou pequeno porte, brasileira ou estrangeira, contabiliza em seu portfólio vários projetos vencedores de embalagem na área de cosméticos e produtos para cuidado pessoal. Entre eles, vale destacar as embalagens da Niasi para os esmaltes Risque L´amour, coloração Biocolor e coloração masculina Biocolor Man; Kimberly Clark para a linha infantil Turma da Mônica; toda a linha de

produtos da Jafra; e para os sabonetes da Fontana. Recentemente, foi responsável pelo projeto gráfico e pela assessoria no projeto estrutural das novas embalagens da linha OX Super de tratamento capilar intenso, lançada no mercado brasileiro no final de 2007 pela OX Cosméticos. Com formas diferenciadas na cor preta, as novas embalagens se destacam no ponto-de-venda, atraindo a atenção do consumidor final. “Precisávamos criar uma forma e um visual que traduzissem os atributos da nova linha: rapidez e eficiência no tratamento de cabelos danificados”, avalia Carlos Zardo, Diretor da Packing. As embalagens pretas com detalhes translúcidos também transmitem a sofisticação do produto. A nova linha OX Super é composta por cinco itens – Shampoo Peeling Hair, Máscara Intensa Ultranutritiva, Serum Ultraconcetrado, Fluído Reparador Protetor e Creme para Pentear Hidratante. “Em todas as embalagens fizemos uma análise de possibilidades, técnicas


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e estruturais, e indicamos os caminhos mais viáveis, com a melhor relação custo-benefício e que resultassem no impacto desejado no ponto-de-venda e no reforço da marca OX.” A agência assinou também recentemente o visual da embalagem cartonada asséptica de 1 litro – caixinha longa vida – da primeira bebida Láctea com colágeno do mercado nacional, da linha de Leites Especiais Elegê. A novidade foi lançada pela Eleva, detentora da marca Elegê que, desde o ano passado, pertence à Perdigão. “Procuramos manter o padrão visual adotado nos demais produtos da linha, explorando o splash do leite e a imagem do consumidor para comunicar os benefícios do novo produto”, explica Carlos Zardo. Tanto o produto quanto a embalagem seguem as tendências mundiais de consumo de alimentos funcionais, ou seja, aqueles que garantem benefícios extras para o consumidor, especialmente saúde, vigor e bem-estar. A embalagem também carrega atributos como conveniência e praticidade, garantidos, basicamente, pelo formato que facilita a sua pega e manuseio e pela tampa que facilita a sua abertura, refechamento e o escoamento do produto. Referência nacional e internacional A Packing foi a primeira agência no Brasil a criar embalagens-conceito como uma forma de apresentar ao mercado materiais e processos de produção, atendendo a uma demanda dos clientes fabricantes de embalagem e fornecedores de matériasprimas. Acaba de completar 10 anos de atividades reiterando sua posição de vanguarda. Desde a sua fundação, a empresa está focada no

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design de embalagem e na sua integração com todos os elos da cadeia produtiva do setor. “Em outras palavras, priorizamos a geração de resultados para os clientes e não apenas um bom projeto de design”, explica José Arnaldo Mota, Diretor da Packing. Uma das ações mais inovadoras neste sentido será a participação da agência em um projeto inédito no Brasil: ela será a primeira da área de design de embalagem a ter um ser viço de “coaching” comandado pela professora Márcia Portazio da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing). “O objetivo do coaching no nosso caso é traçar o perfil psicológico de todos os colaboradores da agência e detectar suas habilidades e dificuldades. A partir daí, integraremos a equipe de forma mais coesa, gerando resultados ainda mais positivos para nossos clientes”, completa José Arnaldo. O resultado deste trabalho virará um case da ESPM. Outro diferencial da Packing é a fidelidade à inovação. “Com base na análise e no acompanhamento de tendências de consumo, nacionais e internacionais, desenvolvemos soluções completas para os clientes, não apenas na criação de embalagens, mas no posicionamento de produtos e marcas.” Esta postura está refletida em praticamente todos os projetos da Packing. Um dos mais recentes e com grande repercussão no mercado nacional e internacional, foi a criação do design estrutural do frasco plástico, com formato de mordedor, adotado pela linha de xampus da Turma da Mônica, da Kimberly Clark – que figura entre os 12 vencedores brasileiros do prêmio WorldStar 2007 - o maior e mais importante prêmio de embalagem do mundo. Para participar do WorldStar, a embalagem

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da Turma da Mônica teve que vencer um prêmio brasileiro, igualmente importante. Ela recebeu o Prêmio Embalagem Marca 2007 – Grandes Cases de Embalagem. Vale lembrar que a embalagem da Packing foi uma das 291 inscritas no WorldStar, de 32 países. O júri que a elegeu é composto por 25 representantes da WPO e um representante da IPPO (Organização Internacional de Jornalistas de Embalagem). A cerimônia oficial de entrega do Prêmio será realizada em Gana, em maio deste ano. Antes mesmo de receber o WorldStar, o nível de inovação da embalagem projetada pela Packing já havia chamado a atenção dos especialistas internacionais. “Nossa embalagem foi citada no Innovation’s Club do GNPD, da Mintel, uma das mais conceituadas ferramentas de monitoramento de inovação, em produtos e em embalagens, do mundo”, orgulha-se Zardo. Além da Packing Design, participaram do projeto da embalagem vencedora da Tur ma da Mônica a 3D Modeling (mock up), a Sinimplast (frasco e tampa) e a Uniflexo (rótulo).

Outros projetos que ilustram bem a influência da boa embalagem nos resultados da empresa são os da Risqué, marca da Niasi. No caso da embalagem promocional criada para os esmaltes Risqué L´amour a eficiência de vendas foi tal que a sua produção não se restringiu apenas à tiragem promocional; foram feitas novas produções.


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NO VA EMB AL AGEM A UMENT A NOV EMBAL ALA AUMENT UMENTA VEND AS D A WIREX N OV AREJO VENDAS DA NO VAREJO Lançadas no final de 2007, a nova embalagem em caixas coloridas da família de cabos Vinilplast Flex, da Wirex Cable, transformou a linha em líder de vendas da empresa na construção civil. As caixas coloridas de acordo com cada bitola estão assim definidas: 1,5 é a verde; 2,5 em azul; 4 na cor vermelha e amarela para a bitola 6. Tudo para facilitar o consumidor na hora da compra. Produzida com cobre 100% eletrolítico e PCV antichama, a linha Vinilplast Flex foi a primeira do mercado brasileiro a utilizar o novo selo do Inmetro, garantia de Qualidade e Segurança, através de certificação compulsória impresso na própria embalagem. Outro diferencial da linha Vinilplast Flex em caixa, além da facilidade de armaze-

namento, exposição no ponto de venda e manuseio, a nova embalagem traz ainda duas tabelas: a de parâmetros elétricos e de capacidade de condução de corrente em ampéres. Os cabos Vinilplast Flex são os mais indicados na construção civil, no que se refere às caixas de força e na condução da luz, porque permitem um projeto de iluminação adequado e seguro.

JÁ FUI UMA G ARRAF A PET! GARRAF ARRAFA Com este slogan, a Antilhas Soluções Interadas para Embalagens lançou no final de 2007 um novo produto que tem tudo a ver com as tendências mundiais de preservação da natureza e que atinge diretamente os hábitos do consumidor final: sacolas retornáveis e ecologicamente corretas. Dados da FUNVERDE apontam que uma família de 4 pessoas de classe média usa por volta de 1.000 sacolas plásticas/ano, que após um período médio de 20 minutos, seriam descartadas ao lixo comum. Além de preservar o meio ambiente nas pequenas compras do dia-a-dia, onde seriam utilizados saquinhos e sacolinhas plásticas, o produto da Antilhas é confeccionado em tecido feito 100% a partir da reciclagem de garrafas PET, ou seja, protege a natureza duplamente tanto no descarte quanto na reciclagem. Trata-se de mais uma iniciativa pioneira e de vanguarda da empresa, que utiliza em seus projetos papéis 100% reciclados pós-consumo com aparas de caixas de embalagem longa vida

e possui o selo FSC (Forest Stewardship Council ou Conselho de Manejo Florestal) que garante responsabilidade ambiental, social e econômica no manejo da madeira utilizada na produção do papel. Prêmio Qualidade Flexo 2007 A Antilhas foi agraciada, em dezembro último, com o Prêmio Qualidade Flexo 2007, promovido pela ABFLEXO/ FTA-Brasil - Associação Brasileira Técnica de Flexografia. Recebeu o Troféu Ouro pela sacola Ellus Jungle na categoria Papel - Impr 6-10 Cores Traço e com o Troféu Prata pela sacola Kopenhagen Trufas na categoria Papel - Impr 6-10 Cores – Reticulado.


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PA GIN G BRANDS ASSIN A AS N OVAS PACCKA KAGIN GING ASSINA NO EMB AL AGENS D AS LINHAS EPICUR O, DO EMBAL ALA DAS EPICURO, BEM E DIGNUS A Packaging Brands, do Rio de Janeiro, sob o comando da creative director Maria Luz Schneider, assina as novas embalagens da linha de molhos Epicuro, da Tiferet Indústria de Alimentos (RJ), que têm como conceito a Filosofia dos Sabores. Com cores fortes e vibrantes, numa linguagem moderna e descontraída, os produtos visam atingir um público jovem que gosta de viagens e esportes e tem encontrado na gastronomia uma nova fonte de prazer. Os rótulos termo-encolhíveis permitem que o conceito gráfico envolva o frasco todo, criando uma nova percepção de forma e cor. As novas embalagens foram lançadas no final de 2007. Logo após o lançamento, os produtos conquistaram altos índices de venda nos supermercados da Zona Sul carioca. A empresa especializada em design também criou o novo visual do Dignus (espumante produzido pela Vinícola Aurora, sob a supervisão do enólogo Adolfo Lona e do

TETRA PA PACCK ESPECIAIS PARA EVENT OS EVENTOS Com um design exclusivamente confeccionado pela Tetra Pack com aplicação de layout criado pela organização do evento, desfilaram pelo São Paulo Fashion Week 2007 sucos de pêssego e uva – sabores campeões na preferência dos consumidores. Se a moda pega, teremos uma proliferação de embalagens cada vez mais personalizadas.

Sommelier Dario Braga,) propondo um conceito que mistura sofisticação e jovialidade numa embalagem limpa e de forte presença de gôndola. Com um selo heráldico central, facilmente legível no ponto-de-venda, a linha Dignus codifica cada variedade aportando valor e credenciando sabor e qualidade. Outro projeto da Packaging Brands é a linha de bebidas da Do Bem, empresa inovadora de bebidas saudáveis com um posicionamento super contemporâneo de responsabilidade social, compromisso com meio ambiente, e direcionada a um público jovem. Com uma linguagem gráfica moderna e antenada, a linha Do Bem se destaca na gôndola pela limpeza e simplicidade de suas embalagens. Os rótulos utilizam como mascotes, ilustrações de “garrafinhas mutantes”, que se transformam nos sabores de cada produto, dentro de uma linguagem ilustrativa que lembra os “Mangás” do Japão.

NIGHT PO WER CCOM OM POWER C ARA N OVA NO O energético Night Power, do Grupo Edson de Queiroz, fabricante das águas Minalba e Indaiá, ganhou nova embalagem, mais atrativa. Para personalizar ainda mais o produto, a empresa fechou parceria com a Rexam, maior fabricante de latas para bebidas do mundo.


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design & marca

A EMBALAGEM COMO UM CONECTOR DE EMOÇÕES *Carlos Zardo

P

A embalagem entrega ao consumidor todos os atributos, características e valores de uma empresa. E a ferramenta que auxilia a embalagem a fazer esta entrega é o design.

essoas são movidas pela emoção, não pela razão. E esses atributos são os que direcionam e impulsionam as compras. De acordo com pesquisas da Gfk Indicator, atributos emocionais são aqueles que geram o impulso de compra enquanto os racionais justificam a compra. Salvo casos de compras estritamente técnicas, a emoção é o driver que, se trabalhado da forma correta, será decisivo para o sucesso ou o fracasso de uma empresa. A própria percepção racional dos atributos do produto passa diretamente através de filtros emocionais. Isso explica, por exemplo, o fato de dois computadores de marcas diferentes, com exatamente a mesma configuração e peças, terem performances diferentes de vendas.

E aonde entra a embalagem neste processo?

A embalagem é o principal elo de ligação do consumidor com a marca. É ela que faz a entrega ao consumidor de todos os atributos, características e valores da empresa. Portanto, ela é o principal elo de conexão entre os atributos emocionais da marca depositados no produto e o consumidor. E a ferramenta que auxilia a embalagem a fazer esta entrega é o design. Uma empresa, cujo trabalho de construção de marcas está refletido diretamente na embalagem e vice-versa, é a Coca-Cola. A simples menção do nome nos remete ao design de sua embalagem “contour”. E não apenas isso. No caminho contrário, a

Carlos Zardo ( carlos@packing.com.br) é Diretor da Packing Design (www.packing.com.br), Pós-Graduado da 1ª Turma de Gestão Estratégica da Embalagem pela ESPM.

visualização de uma parte deste desenho remete de volta à marca, sem a necessidade da aplicação explicita. E qual refrigerante é o líder de mercado? A Sucos Del Valle é outro exemplo disso. O “vermelho Del Valle”, construído através dos anos por um forte trabalho de design de embalagem, se tornou um dos principais atributos da marca. Para o consumidor, Del Valle é vermelho. Muitos nem se dão conta que a logomarca da empresa é na verdade branca para contrastar com o fundo, este sim vermelho, e permitir sua leitura. Neste mundo, cada vez mais competitivo, a embalagem se torna, cada vez mais, um componente estratégico para as empresas e sua correta utilização o grande diferencial de sucesso no mercado.


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qualidade

ORSA EMBALAGENS,

PREMIADÍSSIMA! Empresa vence premiações importantes em 2007 e começa o ano com nova conquista ○

uma char mosa embalagem de C om fraldas desenvolvida para a marca

Pioneirismo no desenvolvimento de produtos diferenciados, de maior valor agregado, e na implantação de programas de conscientização ambiental

Pampers, da empresa Procter & Gamble, a Orsa venceu o mais importante prêmio de design de embalagem de todo o mundo: o WorldStar 2007, realizado pela Organização Mundial de Embalagens – WPO (World Packaging Organisation). Participaram do júri, em Atenas, na Grécia, representantes de 22 países que foram responsáveis por julgar 291 embalagens de 31 países diferentes. O Projeto Joaninha – que alia a qualidade do papelão ondulado ao baixo impacto ambiental - foi premiado na categoria Health and Beauty (Saúde e Beleza). A entrega oficial dos prêmios aos vencedores acontecerá em maio deste ano em Gana, na África. O anúncio da vitória mundial do Projeto Joaninha foi feito pouco tempo depois de outra grande conquista: o Prêmio ABRE de Design & Embalagem na categoria Design de Cosméticos e Cuidados Pessoais, considerado o mais importante concurso nacional do ramo, que carimbou o passaporte do projeto da Orsa embalagens para a premiação internacional. O projeto Joaninha, criado pelo Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento do Grupo Orsa em parceria com profissionais de design da Procter & Gamble, além das vantagens ambientais (em média, cerca de 77% das embalagens de papelão ondulado são recicladas no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Papelão Ondulado), também possui um grande atrativo visual no ponto de venda. Uma das grandes atrações do produto é justamente a capacidade de interagir diretamente com o consumidor final. A proposta foi fazer uma embalagem multifuncional que valorizasse o produto, mas que também fosse capaz de seguir uma logística operacional.

No início deste ano, o Projeto Joaninha foi contemplado com outro grande prêmio. A embalagem foi eleita “Destaque do Ano” no segmento Higiene Pessoal e recebeu o Troféu Roberto Hiraishi no Prêmio Embanews 2008. Outra embalagem - Display Koleston, desenvolvida para a empresa Procter & Gamble, na categoria “Tecnologia – subcategoria: Técnica para Processo de Produção da Embalagem – também venceu a premiação. Prêmio Qualidade Flexo 2007 Duas embalagens desenvolvidas pela Orsa Embalagens para as empresas Brastemp e Nestlé conquistaram um dos maiores prêmios da flexografia da América Latina. A empresa ganhou o 1º lugar na categoria Papelão Ondulado – Impressão Direta na Chapa – Traço, com a embalagem Brastemp Prêt-àporter, e o segundo lugar na categoria Papelão Ondulado – Impressão Direta na Chapa – Reticulado, com a embalagem Nestlé Friends. O Prêmio Qualidade Flexo, realizado anualmente desde 1993 pela ABFLEXO/ FTA-BRASIL – Associação Brasileira Técnica de Flexografia, foi criado para reconhecer, divulgar e premiar os melhores trabalhos da indústria de impressão flexográfica. Na edição de 2007 a ABFLEXO recebeu a inscrição de quase mil amostras, divididas em seis categorias, que foram analisadas e julgadas por um júri composto por cerca de 100 técnicos do setor. Embanews 2007 Com o objetivo de consagrar as melhores empresas ligadas ao setor de embalagem, o Prêmio Brasileiro de Embalagem Embanews 2007 concedeu à Orsa Embalagens um prêmio


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pelo desenvolvimento das embalagens de papelão para as Argamassas Colorin referente a embalagem Orsa Duo Pack, uma embalagem do tipo bag in box voltada para o segmento de massas acrílicas. Segundo Patrick Nogueira, diretor comercial da Orsa Embalagens “esse tipo de reconhecimento consagra o padrão de qualidade que a Orsa atingiu nos últimos anos. É resultado da parceria que a empresa estabelece com clientes e dos constantes investimentos em nossas unidades fabris”. Para desenvolver o Orsa Duo Pack a empresa lançou mão de sua expertise em impressão de alta qualidade em papelão ondulado para poder concorrer com as embalagens tradicionais do mercado para massa acrílica. O que antes era apenas uma embalagem para o setor de atacado e servia para o transporte de matéria-prima, hoje concorre nas prateleiras apresentando resistência frente à concorrência. Para garantir qualidade e excelência ao produto, a empresa aliou duas tecnologias num único produto. Uma delas promove a resistência do papelão ondulado para o transporte e armazenamento do produto enquanto a outra atua na alta qualidade de impressão flexográfica em até 6 cores ou cinco cores mais verniz. Ou seja, a aplicação dessas duas tecnologias de ponta garantem maior segurança no transporte e um forte apelo visual no ponto de venda. Outra característica essencial do produto é ser a solução mais leve do mercado, o que

qualidade

facilita o manuseio e otimiza o armazenamento e transporte ao longo de toda sua cadeia logística, reduzindo o custo deste processo. As embalagens de papelão ondulado são entregues desmontadas e têm uma grande vantagem de ar mazenamento - no mesmo espaço onde se ar mazenam 60 embalagens de aço, é possível ar mazenar 280 embalagens de papelão desmontadas, o que garante excelente relação custo-benefício. Além dos aspectos técnicos vantajosos, a embalagem Orsa Duo Pack também se destaca pelo seu baixo impacto ambiental. É um produto ecologicamente correto 100% reciclável e biodegradável. Somando esse fato ao curto tempo de degradação do material no meio ambiente (média de seis meses), conclui-se que a nova embalagem contribui muito para a preservação do meio ambiente. A Orsa Embalagens é a segunda maior indústria integrada de papéis para embalagens, chapas e embalagens de papelão ondulado do país, atendendo a praticamente todos os segmentos da economia com seis unidades industriais disseminadas pelo Brasil: Paulínia, Suzano, Nova Campina e Franco da Rocha (SP), Manaus (AM) e Rio Verde (GO). Reconhecida pelo pioneirismo, atua no desenvolvimento de produtos diferenciados, de maior valor agregado e na implantação de programas de conscientização ambiental e utilização de papel reciclado como matériaprima, para ampliar a geração de emprego e renda nas comunidades.

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Orsa Duo Pack, um produto ecologicamente correto 100% reciclável.


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meio ambiente

LIFE IN BOX: SAUDÁVEL, PRÁTICA , E ECOLOGICAMENTE SUSTENTÁVEL consumidores do litoral paulista O sconheceram em primeira mão, neste

O Life in Box é uma embalagem que garante a qualidade, segurança e praticidade.

verão, um novo conceito de embalagens para água mineral. As praias de Guarujá, Maresias, Riviera de São Lourenço, Bertioga e Santos foram as primeiras no Brasil a receber o Life in Box, uma inovação da DuPont Liquid Packaging lançada pela Lindóya Vida. A embalagem oferece uma alternativa mais prática e saudável para quem busca qualidade de vida. Desenvolvido em parceira com a Klabin, o Life in Box consiste em uma caixa de papelão com duas alças e um lacre que evita adulteração. No interior da caixa de papelão, a água é armazenada em uma embalagem chamada bag-in-box, produzida com uma resina especial que, mesmo em contato com o líquido, preserva suas características naturais e impede a alteração no sabor. “O Life in Box é uma embalagem que garante a qualidade, segurança e praticidade desde o envase da água até o consumidor final. Escolhemos o verão no litoral paulista como palco para este lançamento que é diferente de tudo o que já se viu em termos de água mineral”, diz Sérvulo Dias, Coordenador de Vendas e de Novos Negócios da DuPont Liquid Packaging no Brasil. Mais fácil de transportar do que os convencionais galões de 20 litros, o Life in Box é uma excelente opção para as pessoas que, em período de

férias, trazem de suas casas ou compram nos mercados locais água mineral para ser consumida durante sua estadia no litoral. O preço da nova embalagem da DuPont é outro diferencial para os consumidores, pois quando comparado a outras soluções de menor volume, o custo do litro de água é mais atrativo. “O Life in Box pode chegar aos supermercados e disk-água com um preço por litro intermediário ao que é praticado para as embalagens de 20 litros e de 1,5 litro”, completa Sérvulo. Além desses benefícios, o Life in Box elimina muitas das preocupações que os consumidores têm em relação aos galões de 20 litros. Em geral, o estado de conservação e o manuseio dos garrafões durante o transporte pelas empresas de entrega em domicílio despertam uma atenção redobrada em termos de higiene e assepsia. Além disso, em pesquisas realizadas pela DuPont, os consumidores mostraram insatisfação com a segurança dos galões, que parecem ser facilmente adulterados e que, com freqüência, causam ferimentos ao serem manuseados em casa. Tendo como uma das matérias-primas o papelão – material facilmente reciclável – essa solução deve despertar nos consumidores uma preocupação ecológica muito positiva. A bolsa bag-in-box também é reciclável, o que torna o Life in Box uma embalagem ecologicamente sustentável. Para que os consumidores pudessem conhecer este novo produto, a DuPont promoveu exposição e degustação do Life in Box em vários supermercados do litoral paulista, onde os consumidores puderam comprovar as características desta embalagem, cuja estrutura impede a passagem de luz e isola a água mineral do calor, preservando a sensação de “água fresca” por muito mais tempo.


meio ambiente

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PR OJET O CRIA MEDID AS PPARA ARA REDUZIR PROJET OJETO MEDIDAS LIX O DE EMB AL AGENS LIXO EMBAL ALA P

volume e peso, às dimensões necessárias à proteção do conteúdo. Além disso, elas deverão ser projetadas de forma a viabilizar tecnicamente sua recarga e ser compatíveis com as normas de segurança e higiene. As embalagens deverão trazer, de forma legível, e mesmo depois da abertura, o nome ou a sigla do tipo de plástico usado, conforme a nomenclatura estabelecida por norma técnica brasileira aprovada pelo órgão competente de metrologia, nor matização e qualidade industrial.

rojeto de Lei que tramita na Câmara dos Deputados estabelece medidas para reduzir os resíduos gerados por embalagens. É considerada embalagem todo produto usado para conter, proteger, movimentar, entregar ou apresentar mercadorias, desde matérias-primas até produtos transformados, incluídos os copos, pratos e talheres descartáveis. A proposta da deputada Rebecca Garcia (PP-AM) define metas de redução da produção de lixo, a serem alcançadas pelo poder público. O Projeto de Lei 2373/07 estabelece que, em cinco anos, os órgãos públicos responsáveis deverão coletar no mínimo 50% das embalagens comercializadas e reciclar ou reutilizar no mínimo 70% do total coletado. Em dez anos, deverão ser coletados no mínimo 90%, com a obrigatoriedade de reciclar ou reutilizar no mínimo 70% do total coletado. A percentagem será calculada com base no peso das embalagens comercializadas.

Coleta seletiva A deputada argumenta que os índices de reciclagem, embora venham aumentando, ainda são muito baixos. “Esse problema é provocado, em grande parte, pela ausência de programas de coleta seletiva”, observa Solange Almeida. Para ela, não se pode cobrar que a coleta seletiva seja uma responsabilidade exclusiva dos serviços de limpeza urbana das prefeituras municipais. A deputada afirma que é preciso envolver todos agentes econômicos. O projeto foi apensado ao PL 203/91, do Senado, que trata do acondicionamento, coleta, tratamento, transporte e destinação final dos resíduos de serviços de saúde. A matéria está pronta para ser votada pelo Plenário. Fonte: EcoAgência.

Reutilização ou reciclagem Rebecca Garcia propõe que toda embalagem seja fabricada com material reciclável ou reutilizável. Os fabricantes ou as empresas que utilizarem as embalagens deverão assegurar que elas se restrinjam, em ○

NA TURA LLAN AN A EC O BBA AGS NATURA ANÇÇA SU SUA ECO de quem é antenado N ocomguarda-roupa as questões ambientais não faltam

as temáticas sacolas de pano. Mais do que isso, as bags ecológicas já viraram uma aposta do mundo fashion, com estilistas de renome assinando diferenciadas criações. Num basta às sacolinhas plásticas, que ocupam de 15% a 20% do volume de um lixão, além de poluir rios, mares e lagos, as sacolas de pano vieram para ficar. Ecologicamente correta, a Natura aderiu à coqueluche européia – e agora também brasileira! - das eco bags e lançou a sua versão,

em tecido panamá - 100% algodão natural. A frase Essa bolsa carrega as minhas escolhas, estampada no tecido, propõe uma reflexão sobre o consumo consciente, e o melhor: a novidade tem sua renda revertida para projetos de melhoria da educação pública do País, pois faz parte da linha Crer Para Ver - programa de mobilização social da empresa que arrecada recursos com a venda voluntária de produtos.


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meio ambiente

ENTR OU EM VIGOR A NORMA D A ABNT ENTROU DA SOBRE EMB AL AGENS PL ÁS TIC AS EMBAL ALA PLÁS ÁSTIC TICAS BIODEGRAD ÁVEIS BIODEGRADÁ D

esde 14 de fevereiro último, o Brasil tem uma Norma Técnica capaz de estabelecer um padrão para a certificação de embalagens plásticas biodegradáveis. “Essa é a forma que temos para impedir que a população seja ‘seduzida’ por palavras, sem que tal efeito seja efetivamente comprovado”, afirma Francisco de Assis Esmeraldo, presidente da Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos. Intitulada “Embalagens Plásticas Degradáveis e/ ou Renováveis”, a nova Norma técnica divide-se em duas partes – NBR 15448-1 (Terminologia) e NBR 15448-2 (Biodegradação e Compostagem) – e é uma iniciativa da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e do Instituto Nacional do Plástico (INP), que reuniram uma Comissão multidisciplinar formada por 70 representantes de entidades, empresas, laboratórios e universidades para a elaboração do texto. Com a primeira parte da Norma, será possível, por exemplo, refutar tecnicamente aqueles que ○

alardeiam o termo “oxibio-degradável”. Isso porque esse termo não consta do documento e não é encontrado em nenhuma Norma internacional que trate do assunto. Na verdade o produto é “oxidegradável”, ou seja, apenas se pulveriza quando descartado na natureza, gerando poluição invisível. Já a segunda parte da Norma determina quais são os requisitos mínimos para a comprovação de que um produto plástico seja efetivamente biodegradável. Assim poderão ser estampadas nas embalagens as informações técnicas de sua biodegradabilidade.

Aspecto ético

“Fazemos questão de destacar que a Norma traz um aspecto ético ao uso da palavra biodegradabilidade e a indústria do plástico que caminha na direção da sustentabilidade, exige que esse processo seja transparente”, concluiu Assis Esmeraldo.

RECICL AGEM DE PET APR OVAD A: RECICLA APRO ADA: COC A -COL A SSAI AI N A FRENTE COCA -COLA NA D

epois de mais de seis anos em discussão, a proposta da reciclagem de PET para reutilização na produção de novas garrafas foi aprovada no âmbito do Mercosul em dezembro, e a Coca-Cola sai na frente: anuncia que vai instalar, ainda este ano, uma fábrica de reciclagem. A estimativa de investimento na unidade - que deverá processar 25 mil toneladas de resina plástica por ano para fabricação de novas garrafas - é de US$ 12 milhões a US$ 15 milhões. Segundo o jornal Valor Econômico, a Coca-Cola aguarda a publicação da ata pela Anvisa, o que deve ocorrer em dois meses. A multinacional já utiliza embalagens recicladas em 17 países. Em agosto último, anunciou a construção da maior fábrica de reciclagem de PET do mundo, nos EUA. A Resolução Mercosul, como é chamada a proposta aprovada, vai

provocar uma das maiores mudanças no mercado de bebidas engarrafadas em PET desde a criação da resina que popularizou o segmento e abriu as portas para pequenos fabricantes. E é importante sobretudo em tempos de valorização da sustentabilidade. Até então, a reutilização do material para a fabricação de garrafas era proibida no bloco do Mercosul, ao contrário de países como Estados Unidos, Alemanha e Áustria. No Brasil, o PET reciclado só podia ser usado para outros fins, como a produção de fibra de poliéster para indústria têxtil e na fabricação de cordas e cerdas de vassouras e escovas. Usar o PET reciclado tem duas vantagens claras: ambiental e social. Garrafas recicladas usam menos energia na sua produção do que a resina virgem, além de reduzir o lixo e a emissão de gases. Segundo o Valor Econômico, atualmente, cerca de 80% dos refrigerantes vendidos no Brasil são embalados em PET e algumas pequenas empresas já começam a envasar cerveja nesse tipo de embalagem.


comunicação

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EMB AL AGENS PODEM SER AIND A EMBAL ALA AINDA AS CCOMO OMO MELHOR APR OVEIT AD VEITAD ADAS APRO VEÍCUL OS DE CCOMUNIC OMUNIC AÇÃ O VEÍCULOS OMUNICA ÇÃO CORPORA TIV A ORPORATIV TIVA O potencial de

P

esquisa da Market Analysis revela que existe uma lacuna no comportamento das grandes empresas com o seu consumidor, vinculada à embalagem de seus produtos: elas estão desaproveitando o potencial de divulgação das suas ações perante o consumidor. Para Fabian Echegaray, diretor da Market Analysis, “tudo indica que ainda persiste uma inércia e convencionalismo forte na maneira como as grandes empresas, principalmente no setor de alimentos/bebidas e de varejo, comunicam suas ações e programas. Elas optam pelos meios de comunicação tradicionais como a TV, que são extremamente caros e esquecem a ponte entre empresa e consumidor que a embalagem representa. Por outro lado, não se trata de replicar na embalagem o tipo de comunicação institucional desenvolvida para websites ou folhetos institucionais e, sim, desenvolver uma linguagem própria, dinâmica e eficaz. Isso requer investimento, porém, em grau infinitamente menor, quando comparado ao que se gasta em espaço televisivo comercial ou anúncios pagos em revistas”. Explorando o impacto de diferentes canais de contato com o cliente, a pesquisa revela que é maior o percentual da população que gostaria utilizar as embalagens como meio para saber o que a empresa faz em matéria de responsabilidade social e ambiental, do que os consumidores que efetivamente encontram nesse meio alguma informação relevante. Assim, enquanto 5,7% dos consumidores admitem saberem de programas e ações corporativas pelas embalagens, 7,6% preferiria ficar sabendo das mesmas por meio deste canal. Essa diferença é mais pronunciada entre as mulheres (8,6%), as classes mais populares

(9,7%), e aqueles que puniram empresas por considerá-las irresponsáveis ou com atuação antiética (9,3%). A TV ainda lidera a preferência como canal comunicador, em comparação com a empresa, na opinião da sociedade e do meio ambiente, seguida do jornal. As embalagens aparecem em terceiro lugar como canal mais preferido. Preferência por canal de informação sobre programas ou ações de responsabilidade social-ambiental:

Ranking

Canal

!

ações e programas corporativos não está sendo devidamente aproveitado, segundo pesquisa.

% Preferência

1

TV

44,5

2

Jornal

17,8

3

Embalagens dos produtos

divulgação de

7,6

* Outros canais mencionados foram email, website, ponto de venda, revistas, outdoors, entre outros. Porém, com percentual individual de menções inferior ao de embalagens.

Ficha técnica: Pesquisa realizada pelo instituto Market Analysis Brasil, por amostragem. As entrevistas foram realizadas pessoalmente em residências com população adulta (18 a 69 anos) nas oito principais capitais do país (São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre, Curitiba e Brasília) com 800 casos. Ano de 2007. Margem de erro de aproximadamente 3,46%.

Fabian Echegaray


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comportamento

O QUE É APRENDER COM O

FUTURO? * Por Leila Navarro

A

Paradigmas, conceitos, posturas, tecnologia, estilo de vida... Tudo está mudando. Temos que nos transformar também.

resposta é mudar de postura e identificar o seu talento. Não dá mais para aprender com experiências do passado Sempre vi a grande maioria das empresas e das pessoas adotando posturas imediatistas, muito voltadas ao presente. Comecei a perguntar se as pessoas pensam e planejam algo para o futuro e qual é a atenção dispensada ao que está por vir. E sabe o que foi que eu ouvi? Respostas como estas: “Primeiro temos que pensar nas prioridades!”, “Depois a gente vê, ainda há tempo”, etc. Engraçado, como se o futuro não fosse uma prioridade ou não chegasse nunca! Não, não mesmo! Quando se trata do sucesso da sua carreira ou do seu negócio, não há depois! O depois já é tarde. É incrível como muitos insistem em não ver que o futuro já começou e que somos nós que o fazemos. Será que você também pensa e age assim? Você consegue identificar se é uma pessoa apegada ao passado ou ao presente? Se você se encaixa neste perfil, sinto muito. Mas, você ainda não entendeu o que anda nos acontecendo. Você ainda não percebeu que não dá mais para aprender com experiências do passado, pois estas são obsoletas e ocupam o espaço para novos conhecimentos. Para começar a mudar essa postura, costumo sempre tocar na questão do talento. Sim, porque todos nós temos talento. Mas, primeiro é preciso identificá-lo, para depois investir nele e se tornar seu próprio empresário. Isso mesmo, você empresário do seu talento. Afinal, é através do diferencial que cada um possui, que ações se concretizam, oportunidades surgem e a carreira e os negócios

deslancham. E o futuro? Bem, ele pode estar assegurado se com o seu talento você souber aonde quer chegar e conseguir partir para a ação sem demora. Costumo dizer que nada é por acaso... passei minhas férias sabáticas na Europa no começo do ano. Eu buscava material sobre o futuro, principalmente depois de perceber que o velho continente está cheio de pessoas inovadoras, que fazem projeções e se planejam para o que virá. Foi então que em uma livraria em Londres, um livro caiu em cima da minha cabeça, literalmente. O livro era “10 lessons from the future (10 lições do futuro)”, de Wolfgang Grulke. Exatamente aquilo que eu buscava, algo que falasse mais de como podemos aprender com o futuro. Você deve estar se perguntando como é possível aprender com algo que ainda não aconteceu, não é mesmo? Eu sei, os novos conceitos podem chocar e trazer muita insegurança. Às vezes ficamos até mesmo atordoados, mas é um caminho sem volta. Se em breve poderemos clonar gente, porque é que daqui a algumas décadas não será possível criarmos máquinas que não precisem mais dos seres humanos? As mudanças são inevitáveis em todos os âmbitos. E temos que estar preparados para elas.


comportamento

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Quebrar os paradigmas, reaprender, rever conceitos que adotamos e inseri-los no momento atual é realmente difícil. Posso dar um exemplo de como até as coisas mais singelas e remotas do nosso passado, passaram por uma evolução. Você se lembra das fábulas, das historinhas infantis? Pois é. Não são mais as mesmas. Final feliz não existe mais. Digo isto porque vivemos etapas felizes que se encerram para que outras etapas comecem, afinal, tudo na vida tem seu ciclo. Até as músicas que aprendemos, como o “Atirei o pau no gato”, também estão reformuladas. Atualmente são ensinadas de uma maneira política e ecologicamente correta às novas gerações. Pare para pensar. Você acha que há algum sentido em ensinar uma criança a maltratar animais desde pequenininha? Pensando bem, visualizo que daqui a pouco tempo veremos nos jornais, anúncios com a seguinte manchete: “Procura-se executivo paranormal”. Isso mesmo, acredito que os profissionais terão que ser paranormais, ou quem sabe, meio médiuns. Por quê? É possível constatarmos, diariamente, que é preciso antever os problemas e as soluções, e tomar decisões cada vez mais baseadas no instinto, no feeling. Sem falar na inteligência. Ela está se ampliando, já se descobriu que o cérebro é plástico, que você precisa aprender a utilizar todo o seu potencial, usando os dois lados do cérebro, além do corpo caloso. Na última década muito se falou sobre a inteligência emocional. Depois dela abordaram as inteligências múltiplas. Eu acredito na inteligência plena, que é a inteligência de cada célula do seu corpo. Se no futuro os biorobôs poderão ter acesso a todo o conhecimento do mundo, nós já nascemos com tudo isso em nosso DNA. Estamos em evolução contínua, já se constatou que o QI (Quociente de Inteligência), aumentou ao longo dos anos, passando de 100 para 112. Viva o genoma! Esse é o futuro que temos que fazer, cheio de consciência e sinergia com o planeta. São paradigmas, conceitos e posturas com os quais crescemos e que devem ser mudados. As inovações tecnológicas refletem diretamente no comportamento de todos, das pessoas, das empresas, até no das nações. Temos aí um novo estilo de vida e de trabalho. O conceito

de emprego está se transformando. E nós temos que nos transformar também. Não temos como escapar do futuro, mas podemos nos preparar para ele e fazê-lo ser muito bom. Hoje, as habilidades procuradas nos profissionais são outras. Não posso deixar de mencionar novamente o que citei acima: a procura por profissionais paranormais, porque serão profissionais com garantia de êxito, que conseguirão ler pensamentos e se antecipar aos problemas. Agora você tem que, antes de tudo, ter características de empreendedor, ou seja, ter iniciativa, ser inteligente, articulado, ler muito,

continua

As mudanças são inevitáveis em todos os âmbitos. E temos que estar preparados para

elas.

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comportamento

Podemos nos preparar para o futuro e fazê-lo ser muito bom.

desempenhar várias tarefas ao mesmo tempo, ser disciplinado, ter boa formação cultural, saber trabalhar em equipe, ter rapidez na correção de erros e rapidez na criação de soluções para eles, falar inglês, estar sempre conectado com tudo e com todos que estão por perto, e ter um mínimo de conhecimento em informática. Como diz Bill Gates “adotar o modo de trabalho da web não é opção, é necessidade”. Sem dúvida, o gerenciamento da inteligência e do talento, está em compartilhar conhecimentos e informações. Empresas e colaboradores devem estar sempre abertos a aprender, administrando os recursos intelectuais e priorizando as ferramentas que possibilitem essas ações. E a informática tem um papel fundamental nisso. Está mais do que claro que o sucesso passa por se saber gerenciar o capital intelectual e as habilidades presentes em cada um. Isso é aumentar o potencial humano para agir, decidir, fazer a diferença e inovar diante de mudanças, tendências, necessidades e problemas. Esse é o talento do futuro! Tudo isso passa por se ter visão e saber compreender o momento, para estar pronto para o que vai acontecer. É a visão que consegue buscar inspiração e soluções até mesmo nos momentos de crise. E inovar

também pode ser a chave para o futuro, porque se é você quem está inovando, não há como o desconhecimento do futuro ser tão preocupante assim. Empresas e pessoas devem aprender sempre e compartilhar conhecimento e informação. Citei o capital intelectual, mas não posso deixar de falar sobre o capital social, que é a habilidade em dividir, compartilhar conhecimento tanto entre empresas, quanto entre colaboradores e também entre empresas e colaboradores. Acredite que você é único, inovador e empreendedor. Assuma essa postura desde já. Faça a sua parte, acredite em si mesmo, no seu potencial criativo e no que só você pode oferecer de diferente no que faz. Você pode ser um talento do futuro e ainda não sabe!

Leila Navarro é Palestrante Motivacional e Comportamental no Brasil e no Exterior. É autora de nove livros, ganhou o prêmio Top of Mind de melhor Palestrante do Ano pelos Fornecedores de RH e disponibiliza conteúdo exclusivo para o autodesenvolvimento profissional e pessoal em seu Portal www.leilanavarro.com.br


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STORK PRINTS APRESENTA GRAVADORAS DIRETAS A L ASER Totalmente digitais, os equipamentos podem gravar chapas e camisas de polímero ou borracha em um único passo, sem necessidade de agentes químicos. Além disso, é a única tecnologia que permite o controle da forma do ponto. ○

As gravadoras diretas a laser podem ser utilizadas para os formatos de impressão para flexografia quanto dry offset, letter press e serigrafia rotativa.

A

Stork Prints, empresa holandesa que desenvolve sistemas de impressão rotativa e digital para as indústrias gráfica e têxtil, apresenta sua tecnologia de gravação direta a laser DLE (Direct Laser Engraving) na Semana Internacional da Embalagem, em seu estande na Flexo Latino América 2008. Lançada na Holanda com a nova geração de lasers que a Stork desenvolveu, a tecnologia DLE traz para o processo de gravação plana e cilíndrica uma nova dimensão em termos de qualidade, eficiência e economia, sem prejudicar o meio ambiente, já que dispensa qualquer processamento químico. Completamente digitais, as gravadoras diretas a laser podem ser utilizadas tanto para os formatos de impressão para flexografia quanto dry offset, letter press e serigrafia rotativa. “É possível gravar clichês de até 60 linhas por centímetro para flexografia e até 70

linhas por centímetro para dry offset e letter press”, destaca o gerente da Divisão Gráfica da Stork Prints Brasil, Paulo Ruffini. Uma das características mais marcantes da linha de gravadoras diretas a laser da Stork é a versatilidade, pois é composta de cinco equipamentos (Hélios, Neos, Agrios, Morpheus e rotaLEN) que atendem aos mercados de impressão de bandas estreita, média e larga, podendo ser utilizados na gravação de polímeros, fotopolímeros, elastômeros, borracha natural em formato de chapa ou camisas e telas serigráficas. Outra inovação, é que esta é a única tecnologia que permite o controle da forma do ponto, resultando em uma impressão com qualidade e precisão. Recentemente, a Stork Prints concluiu a venda de dois equipamentos de gravação direta a laser para o mercado brasileiro, que deve receber a novidade até a metade deste ano. “A


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chegada desta tecnologia ao Brasil representa um ganho de qualidade e precisão para o usuário. O interesse demonstrado pelo mercado sul americano em relação a estes equipamentos tem nos surpreendido e indica que é uma tecnologia esperada”, afirma Ruffini. Outra novidade que a Stork Prints apresenta ao mercado é a expositora digital RotaLEX 6610, que possibilita a exposição das telas serigráficas RotaPlate sem a utilização de fotolito. “A nova tecnologia RotaLEX é um grande avanço em relação à qualidade dos resultados. Além disso, por não necessitar de fotolito, representa redução de custos e de etapas do processo”, explica Ruffini. Os visitantes da Flexo Latino América podem conferir ainda as Camisas de impressão e adaptadores (Sleeve) que a Stork Prints incorporou ao seu portfólio com a aquisição da empresa alemã AKL. São produtos de alta qualidade e durabilidade, com destaque para a linha OptiFLEX, camisas finas de impressão feitas de polímeros para serem utilizadas em processo de impressão contínua. Para completar, os já consagrados módulos de impressão de serigrafia rotativa da Stork Prints também estão presentes. Indicados para o mercado de impressão de bandas estreita e média, os equipamentos são fabricados em várias versões e tamanhos, podendo ser integrados a máquinas de impressão, bobina a bobina, combinando os processos de flexografia, letter press, offset ou rotogravura com serigrafia rotativa, que é utilizada em vários segmentos de mercado como rótulos e etiquetas, embalagens, aplicações técnicas e industriais. “É a primeira vez que participamos da Flexo Latino América e, como apresentaremos ao mercado uma série de produtos incluídos recentemente em nosso portfólio, nossa expectativa é fechar novos negócios e alcançar um público extremamente importante para o nosso mercado”, analisa Paulo Ruffini.

Stork Prints Brasil

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Localizada em Piracicaba, interior do Estado de São Paulo, a unidade brasileira da Stork Prints ocupa uma área total de 68 mil metros quadrados. Com mais de 30 anos de existência, é a única fábrica que produz cilindros de níquel na América Latina. Além dos cilindros, produz emulsões e comercializa toda a linha de produtos Stork. Stork Prints - Com 55 anos de existência, a Stork Prints é uma companhia independente pertencente a Bencis Capital Partners B.V. (60%) e Stork N.V. (40%). Com 14 unidades pelo mundo, o grupo opera globalmente e está presente na Holanda, Alemanha, Áustria, Turquia, Estados Unidos, México, Paquistão, índia, Indonésia, Japão, China e Brasil. É única companhia que desenvolve e produz sistemas e tecnologias para todas as etapas do processo de impressão, para as indústrias têxtil e gráfica.


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DUPONT: PRATICIDADE E CONFORTO, SEM ESQUECER O APELO VISUAL C

Nucrel® é ideal para fabricação de embalagens de desodorantes, protetores solares, loções e géis hidratantes, entre outros.

om a procura cada vez maior por embalagens práticas e resistentes para se levar em viagens, a DuPont oferece ao mercado de cosméticos DuPont™ Nucrel®, que permite aos fabricantes de cosméticos proporcionar a praticidade e o conforto desejados por seus consumidores – sem esquecer do apelo visual. Devido a sua alta resistência a choques e perfurações, Nucrel® é ideal para fabricação de embalagens de desodorantes, protetores solares, loções e géis hidratantes, entre outros. Os produtos podem ser transportados com segurança em malas, bolsas e mochilas e a empresa garante que não perdem a beleza no contato com água ou calor. “O uso de DuPont™ Nucrel® em uma embalagem pode tornar o produto um excelente companheiro de viagem para o consumidor moderno, que não abre mão de seus produtos de beleza mesmo quando está fora de casa”, diz Silvério Giesteira, gerente da divisão de Cosmetic Solutions da DuPont. As embalagens feitas com Nucrel® também atingem aqueles consumidores que praticam muito esporte. Pela leveza e resistência, uma embalagem feita com o produto da DuPont pode ser levada para academias e não sofre danos quando em contato com água ou mesmo suor. “Tudo isso sem que a embalagem perca seu apelo visual, pois Nucrel® proporciona toque suave e transparência cristalina ao produto final”, completa Giesteira.

Além do Nucrel®, a DuPont oferece outras soluções para o segmento de cosméticos, como o Surlyn®, resina ideal para potes e tampas por sua aparência de vidro e diferenciais como leveza, transparência, resistência a riscos e quebras, e uma excelente opção para embalagens glamourosas. O DuPont™ Entira™ AS e DuPont Elvaloy® ACST são recentes lançamentos da companhia que oferecem benefícios únicos às embalagens, como propriedades anti-estáticas e melhor escoamento do produto, no caso do Entira™ AS; e sensações distintas ao toque, indo do emborrachado ao aveludado, no caso de Elvaloy® ACST. A DuPont Cosmetic Solutions pretende trazer os milagres da ciência ao mundo da beleza e da higiene pessoal. Seu amplo portfólio de materiais, tecnologias e know-how permite a fabricantes de cosméticos, designers de embalagens e convertedores trazer sua inspiração à realidade. As soluções da DuPont podem inspirar novas embalagens, conferindo sofisticação e diferenciando o produto final de fabricantes.

DuP ont Embalag ens e DuPont Embalagens Polimer os Indus tr iais olimeros Industr triais

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É um fabricante de classe mundial de resinas de alta performance e filmes para uma variedade de embalagens e aplicações industriais. É mais conhecido por produtos copolímeros de etileno que inclui a resina Surlyn® para embalagens e polímeros industriais, Bynel® adesivo coextrudado, Selar® PA resina barreira nylon amorfo, Nucrel® copolímero ácido, Elvax® copolímero EVA, Elvaloy®, Elvaloy AC® e Fusabond® modificadores e Vamac® elastômero acrílico de etileno.


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PEPPERL+FUC HS MOS TRA SENSORES PEPPERL+FUCHS MOSTRA FO OS MINIA TURA ML7 FOTTOELÉTRIC OELÉTRICOS MINIATURA A Pepperl+Fuchs introduziu em sua linha uma nova família de sensores fotoelétricos miniatura denominada ML7 – que serão mostrados durante a Semana da Embalagem. Esta linha, designada principalmente para indústria de embalagens e indústria gráfica, tem como principal característica a flexibilidade nas operações. Disponíveis nos três modos de operação difusa, reflexiva e barreira, possuem supressão de plano de fundo, detecção de materiais transparentes, grandes distâncias de detecção, freqüência de chaveamento média de 1 kHz, ajuste de sensibilidade, conexão via conector M8, M12 ou cabo, luz vermelha ou infravermelha, alimentação em corrente contínua e sistema flexível de fixação mecânica.

NEW SINO LANÇA IMPRESSORA E GUILHO TIN A GUILHOTIN TINA

Especializada na importação de equipamentos e materiais gráficos, e representante exclusivo dos mais conceituados fabricantes chineses tais como Sanxin, HGPM, SPPM, Guowang e Tymi, além do KR do Japão, a New Sino vai estrear na Brasilpack/Fiepag 2008, a impressora Sanxin YK524 e guilhotina programável série WK da Guowang. Com bocas de 92, 115, 130 e 137 cm, as guilhotinas da série WK são equipadas com completo dispositivo de automação e segurança, e todos os recursos desejáveis: esquadro elétrico com duas guias laterais, que eliminam definitivamente o problema de distorção do esquadro e dispensam o rasco no centro da mesa, aumentando a rigidez, a durabilidade do conjunto e a precisão do corte; mostrador digital LCD matricial; sensor ótico de segurança padrão CE; avanço programável ou manual e micro-ajuste da posição do esquadro; acionamento bi-manual; proteção contra sobrecarga; colchão de ar; balancim hidráulico; troca rápida de faca; fuso rolamentado; luz indicadora da linha de corte; calço magnético; pressão hidráulica ajustável; iluminação fluorescente; visor de nível de óleo; mesa de

aço maciço com acabamento em cromo duro fosco; estrutura excepcionalmente robusta e faca sobressalente. Nos modelos com boca acima de 115 cm, o mecanismo para corte rápido, com 45 cortes/minuto é itens de série. É uma solução de relação custo-benefício inigualável e ideal para gráficas que demandam elevada produtividade, precisão e durabilidade do conjunto aliada à simplicidade e baixo custo de manutenção. YK524 é uma impressora de quatro cores fabricada pela Sanxin, uma empresa criada com capital misto sinojaponês e um dos maiores destaques entre os fabricantes chineses em termo da tecnologia e qualidade. Destinada ao uso industrial, de formato 520 x 375 mm, destaca-se pelas dimensões compactas e pela velocidade, versatilidade e altíssima qualidade da impressão. A impressora utiliza molha a álcool, alimentação por escama e em pilha alta, esteira de sucção, 17 rolos de tinta (4 na chapa), cilindro contra de diâmetro duplo e cilindro de transferência de diâmetro triplo. Possui acionamento pneumático sem alavancas, interface amigável e integrado, com 2 painéis redundantes de LCD touch screen coloridos, troca semiautomática de chapa, e controle remoto e digital do registro. A rapidez do ajuste, a velocidade de 13000 iph e a capacidade de lidar com papel de 0.04 a 0.4 mm oferecem flexibilidade e produtividade excepcional em qualquer tiragem. Grande sucesso de venda na China, a impressora da série YK52x é exportada para diversos países da Europa ocidental, Sudeste Asiático e Américas.


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MADEM APOS APOSTTA EM FILMES STRET TRET TRETCCH E HOOD SSTRET TRETCCH A Madem , líder mundial na fabricação de bobinas de madeira para indústrias de cabos elétricos e entre os maiores grupos florestais do Brasil, aposta em um novo segmento: filmes stretch e hood stretch. O lançamento dessa grande novidade acontece na Brasilpack 2008, onde a empresa apresenta sua nova linha: o filme Stretch, para aplicação manual e máquina, produzido em máquina de última geração com tecnologia cast; e o Hood Stretch, filme retraível que substitui o atual filme termoencolhivel, dispensando a necessidade de aquecimento com gás ou energia elétrica, simplificando o processo e reduzindo os gastos com a aplicação. Todos os produtos fabricados com matéria 100% virgem e de alta qualidade. O supervisor comercial da divisão de plásticos da Madem, Flavio Mierlo, informa que foram feitos investimentos para garantir o fornecimento de filmes competitivos e de classe internacional. “Vamos entrar nesse mercado com a mesma seriedade e determinação que sempre tivemos ao enfrentar novos desafios. Esse é o espírito Madem!”, afirma Mierlo. De fato, competitividade está no sangue da empresa. Com mais de 58 anos de know how no segmento de embalagens, hoje a Madem é líder mundial na fabricação de bobinas de madeira para indústrias de cabos elétricos e entre os maiores grupos florestais do Brasil. Fundada em 1949, sediada em Garibaldi, Rio Grande do Sul, a empresa possui mais de 800 funcionários diretos e seis unidades fabris no Brasil e exterior, para distribuir seus produtos para mais de 40 países.

NO VID ADES D A STEEL SER V NOVID VIDADES DA STEELSER SERV Novas linhas de fitas para flexografia da Lohmann serão apresentadas na Brasilpack 2008 pela Steelserv ○

A Steelserv apresenta na Brasilpack 2008 as novas linhas de fitas adesivas dupla-face para Flexografia “Duploflex Ultra” e “Duploflex Select”, fabricadas pela Lohmann para utilização em máquinas flexográficas de alta velocidade. As linhas foram desenvolvidas para atingir maior longevidade, performance, resiliência e fidelidade de reprodução das imagens - acompanhando as tendências de velocidade das máquinas de impressão flexográfica introduzidas recentemente ao mercado internacional. A linha “Duploflex Ultra” difere-se por possuir um novo adesivo acrílico de tack ligeiramente superior ao adesivo da linha “Duploflex Plus” (comercializada no Brasil desde 2004 com exclusividade pela Steelserv). Esta nova geração de adesivos garante a segurança e longevidade da fita, mesmo em impressões de velocidade extrema. A linha “Duploflex Select”, além de possuir o adesivo diferenciado da linha “Duploflex Ultra”, traz também uma nova tecnologia exclusiva de espuma compressível, capaz de garantir a fidelidade na reprodução das imagens, mesmo submetida às altas velocidades das máquinas de impressão de última geração.

Para a Steelserv, o produto pode substituir gradativamente a linha “DuploFlex Plus”, na medida em que as novas máquinas flexográficas de alta velocidade se consolidem no mercado brasileiro, reafirmando o compromisso da Steelserv em estar sempre à frente das principais inovações tecnológicas de repercussão internacional. Steelserv: Sediada em São Paulo, a Steelserv atua no mercado brasileiro há dez anos, com representações em todas as regiões do Brasil, importando e comercializando produtos de qualidade e marcas reconhecidas internacionalmente. A linha de produtos conta com Lâminas Raspadoras, Fitas DuplaFace, Lâminas Cortantes e Soluções de Limpeza para Cilindros Anilox, entre outros suprimentos para indústrias de impressão em rotogravura e flexografia. Lohmann: A Lohmann é uma empresa estabelecida desde 1851, sediada em Neuwied (Alemanha), reconhecida mundialmente como fabricante e convertedora de fitas adesivas. Hoje, possui subsidiárias em diversos países como Austrália, China, França, Grã-Bretanha, Itália, Polônia, Espanha, Suécia e Estados Unidos, contando também com representantes diretos em mais de cinqüenta países.


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TIDL AND DO BRASIL MOS TRA TIDLAND MOSTRA DIFERENTES LINHAS A Tidland do Brasil, empresa pertencente ao grupo Maxcess Internacional, está mostrando vários produtos na Semana Internacional da Embalagem, Impressão e Logística 2008: EIXO EXPANSIVO “ULTRA-LEVE” Eixos pneumáticos de diâmetro 3" e 6", de peso reduzido, para manuseio sem esforço em rebobinadeiras, impressoras, laminadoras, etc... EIXO PNEUMÁTICO DIFERENCIAL Especialmente projetado para o enrolamento de filmes plásticos, autoadesivos, etc., diminuindo-se consideravelmente o tempo de acerto da máquina. SUPORTE DE FACAS / EIXOS CONTRA FACA Podemos modernizar gradualmente o sistema de corte de sua rebobinadeira. SISTEMA DE REMOÇÃO DE PÓ Para retirar pó e outros contaminantes da superfície da folha. EMBALAGEM DE BOBINAS Manuseio, movimentação e embalagem de bobinas de materiais flexíveis.

SISTEMA DE INSPEÇÃO E DETECÇÃO DE DEFEITOS. Detecção de defeitos 100% de tempo; 100% da banda. A linha de produtos da Tidland inclui eixos e castanhas pneumáticas; estangas de grande diâmetro; cabeçotes para desenroladeiras sem eixos; eixos contra faca; sistemas de corte longitudinal; sistemas para movimentação e embalagem de bobinas; sistemas de aspiração de pó, além de serviços de reforma e modernização de rebobinadeiras e cortadeiras. A empresa possui 8 fábricas no mundo e é certificada ISO 9001 desde 1995.

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BRASILEIRO ESTÁ

MAIS OTIMISSTTA!

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e acordo com recente pesquisa CNIIbope, para 50% da população a vida melhorou nos últimos dois anos. Sim, o brasileiro está mais otimista com relação a sua própria vida. Do total de entrevistados, 37% afirmam que nada mudou e apenas 12% dos brasileiros consideram que sua vida pessoal piorou no período. A pesquisa mostra também que há melhora na expectativa do povo em relação à economia. “Na projeção para os próximos seis meses, cai de 52% para 49% o contingente dos que acreditam que a inflação irá crescer, e sobe de 28% para 31% os que acreditam que haverá redução de preços”, informa a pesquisa. O número de brasileiros que consideram o governo federal ótimo ou bom aumentou três pontos percentuais no último trimestre fr 2007, subindo de 48% em setembro para 51% em dezembro. O estudo mostra que a

avaliação do governo Lula permanece positiva em todos os segmentos, mas é melhor entre a população com menor escolaridade e nível de renda. Entre os que estudaram até a quarta série do ensino fundamental, 60% consideram o governo ótimo ou bom. Esse número cai para 38% entre os entrevistados com ensino superior completo. Entre os brasileiros que ganham até um salário mínimo, 59% consideram o governo ótimo ou bom. Entre os que recebem mais de 10 salários mínimos, só 37% têm a mesma avaliação. A nota média que a população dá ao governo ficou em 6,6 em dezembro último, a mesma de setembro. A confiança no presidente Lula também continua alta e permanece em 60%. Mesmo assim, os brasileiros avaliam que, no último trimestre do ano, a atuação do governo piorou nas áreas de segurança pública e de política de impostos, e melhorou nas áreas de combate ao desemprego, à fome e à pobreza, saúde e educação e meio ambiente. A pesquisa CNI-Ibope foi feita no final de 2007 com 2.002 pessoas em 14 municípios do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o grau de confiança, de 95%. A pesquisa foi divulgada em 2008. .Fonte: CNI.


MISSTTA!

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NAS COMPRAS: MENOS IMPULSIVO E MAIS ATENTO ÀS PROMOÇÕES de 2007 pode ser considerado um S ano dos melhores para o brasileiro, com

estabilidade de preços, emprego e renda, o bolso do consumidor ainda foi beneficiado com uma mudança de comportamento: o brasileiro parece estar se tornando menos impulsivo e mais atento às liquidações e promoções, segundo mostrou pesquisa Ibope Mídia - Target Group Index. A pesquisa mostrou que 81% dos homens sempre procuram ofertas e descontos. Conhecidas por serem consumistas, as mulheres ficaram apenas um ponto percentual atrás (80%). Se separarmos por classes sociais, a ABC (82%) busca mais descontos e ofertas que as classes mais baixas DE (80%). A média de quem procura por descontos e ofertas ficou em 80%. Os dados foram coletados entre indivíduos de 12 a 64 anos nas principais regiões metropolitanas do país. Procura por preços baixos Um outro aspecto que mostra mais cuidado com o dinheiro é a procura por preços baixos no momento de realizar a compra. Na média, 74% das pessoas disseram fazer isto, em proporção maior entre os homens (75%) do que entre as mulheres (74%). Na análise das classes sociais, se sobressai a DE, com 77% das pessoas que responderam que procuram valores mais em conta. Quando o produto é caro, por sua vez, a maioria dos brasileiros, ou 54%, disse que planeja a compra. Neste caso, homens e mulheres atingiram o mesmo percentual de respostas, com 64% cada um. A classe C foi a destaque em planejamento de compra de produtos que pesam mais no bolso, com 74% que afirmaram pensar bastante antes da aquisição. Em seguida, estão a classe AB, com 64% das respostas, e as classes sociais DE, com apenas um ponto percentual a menos (63%).

A importância da marca Os dados ainda mostraram que o brasileiro sempre procura a marca na embalagem do produto, com 63% que responderam positivo à questão. Os homens, por sua vez, se destacam nesta prática, com 67% de respostas, ante 65% das mulheres. A classe C é a que mais busca a marca, com 71%, enquanto nas classes AB e DE, os percentuais foram de 69% e 67%, respectivamente. O consumidor ainda se mostrou fiel (68%), prática mais comum entre os homens (68%) do que entre as mulheres (67%). A classe C mais uma vez é destaque, mas agora em fidelidade, com 73% das respostas. Outros 60% dos respondentes disseram gostar das marcas mais tradicionais. Ainda no assunto marca, experimentar é mais comum para os homens (53%) do que para as mulheres (48%), enquanto a média ficou em 55% dos respondentes, os quais mudam frequentemente para variar e conhecer os produtos novos lançados no mercado. Impulso no supermercado Por mais que o brasileiro tenha tomado mais consciência sobre a importância do dinheiro, e tenha pesquisado mais no momento da compra, ainda existem aquelas pessoas que não pensam duas vezes antes de colocar um produto no carrinho do supermercado. A pesquisa mostrou que elas somam 35% dos respondentes. Fonte: Ibope.

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NO VA PETR OQUÍMIC A ANUN CIA NOV PETROQUÍMIC OQUÍMICA ANUNCIA OS CCOM OM QU ATR O LLAN AN QUA TRO ANÇÇAMENT AMENTOS

NANOTECNOLOGIA As resinas nanoestruturadas ganham propriedades bactericida, antimicrobiana, anti-chamas, resistência ao impacto e à ação da luz. ○

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Nova Petroquímica (antiga Suzano Petroquímica) lança quatro resinas com nanotecnologia aplicada, que garante a cada uma delas propriedades específicas para atenderem mercados diversos, como o automotivo, alimentício, de cosméticos, entre outros. Uma das novidades é uma resina em polipropileno nanoestruturada com argila, que tem a função de melhorar a propriedade mecânica do produto. Segundo Cláudio Marcondes, gerente de desenvolvimento de Novos Produtos da Nova Petroquímica, a resina ganha forte resistência ao impacto e pode ser aplicada em soluções que demandem resistência ao impacto, à baixas temperaturas, soluções de engenharia, entre outras.

A companhia anunciou também o lançamento de uma resina com nanotecnologia a ser aplicada em dutos de sistemas de ar condicionado veicular. O lançamento, anunciado em parceria com a Muller, tem propriedade anti-microbiana. Amostras do produto já estão sendo apresentadas às montadoras. O mercado de cosméticos é um dos que mais se utiliza hoje da nanotecnologia. Pensando nisso, a Nova Petroquímica desenvolveu uma resina nanoestruturada que oferece transparência ao produto e, ainda assim, proteção contra a ação dos raios ultravioleta. Cláudio Marcondes explica que esse material deverá substituir a necessidade de embalagens no tom âmbar. “O produto ficará

“A Suzano Petroquímica, hoje Nova Petroquímica, saiu na frente no que diz respeito às pesquisas em nanotecnologia, o que nos qualifica cada vez mais para atuarmos em mercados estratégicos”.


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à mostra sem nenhum risco de dano”. Além da indústria de cosméticos, a resina será destinada às indústrias de alimentos e química. A nanoestrutura conferiu, ainda a característica anti-chama à resina. Segundo Marcondes, esse material poderá ser usado em veículos, televisores, microcomputadores, fios, cabos e móveis. Considerada por especialistas a 5ª Revolução Industrial, a nanotecnologia possibilita a fabricação de produtos com características diferenciadas, haja vista que os materiais promovem alterações de propriedades em função do tamanho de suas partículas. Neste projeto trabalha-se com partículas na faixa de um bilionésimo de metro, nanômetrica.

Sobre a Nova Petroquímica

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A Suzano Petroquímica passa a se chamar Nova Petroquímica após a consolidação dos ativos petroquímicos da região Sudeste. A empresa fabrica polipropileno (PP), polietileno (PE) e aromáticos.

Tradição em pesquisas sobre nanotecnologia A Nova Petroquímica foi a primeira petroquímica a lançar um portfolio de resinas nanotecnológicas, voltadas para o segmento automotivo e de embalagens, e em 2006 conquistou sua primeira patente em nanotecnologia junto ao Instituto Nacional de Patentes Industriais (INPI). Com um Centro de Tecnologia, localizado em Mauá, na Grande São Paulo, e com uma equipe de cientistas e doutores focados em constantes pesquisas na área de nanotecnologia, a Nova Petroquímica atualmente conta com cerca de 150 projetos para novos mercados em curso. A chamada Família Diya de produtos abraça os desenvolvimentos da Nova Petroquímica em nanotecnologia. Em maio de 2007, a Nova Petroquímica em parceria com a Suggar, lançou o primeiro produto para consumo de massa com nanotecnologia aplicada em polipropileno:

uma máquina de lavar com propriedades bactericidas que deixam o ambiente dentro da máquina livre de contaminação. Ainda em maio de 2007, lançou o primeiro produto com nanotecnologia voltado para o mercado têxtil. Trata-se de uma resina especial para a fabricação de fios e fibras usados na produção de colchões. O tecido tem característica bactericida e fungicida e já vem sendo produzido comercialmente em parceria com a Döheler e a Castor. Em setembro passado, assinou um acordo com a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), a partir do qual recebeu um aporte de R$ 508 mil, destinado a um projeto para o desenvolvimento de nanocompósitos estruturados com argila. Em dezembro último, a Nova Petroquímica recebeu o Prêmio Abiquim de Tecnologia 2007, na categoria Inovação, pelo o trabalho “Resinas especiais de polipropileno com nanopartículas metálicas”. Para Sinclair Fittipaldi, gerente de marketing da Nova Petroquímica, investimentos em tecnologia de ponta e na qualificação de novos produtos é de extrema importância para a companhia. “A Suzano Petroquímica busca sempre levar a inovação e diversificação ao mercado do polipropileno”, afir ma o executivo. Segundo ele, a empresa estima um crescimento de 20% ao ano em volume para os desenvolvimentos de resinas nanoestruturadas, que fazem parte da família Diya. E complementa: “A Suzano Petroquímica saiu na frente no que diz respeito às pesquisas em nanotecnologia, o que nos qualifica cada vez mais para atuar mos em mercados estratégicos”.


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FABIO MES TRINER APRESENT AO MESTRINER APRESENTA IN OVADOR PR OGRAMA DE INO PROGRAMA INTELIGÊN CIA DE EMB AL AGEM® INTELIGÊNCIA EMBAL ALA A

embalagem, ao contrário do que se imagina, é resultado de um sistema complexo e multidisciplinar, que envolve várias áreas de uma empresa e grande rede de interfaces, processos e operações. Por isso, deve ser entendida como um recurso estratégico de competitividade, alçada às esferas de planejamento e incluída no plano estratégico da administração. Gestão estratégica de embalagem, publicado pela Editora Pearson, sob o selo Financial Times/ Prentice Hall, vem para auxiliar os profissionais envolvidos com a embalagem a entender esse complexo sistema e a identificar suas necessidades, para então aplicar de maneira eficiente o Programa de Inteligência de Embalagem®. Elaborado com maestria por Fabio Mestriner e utilizado por ele com sucesso há anos, o programa auxilia a detectar os possíveis problemas presentes nos produtos disponíveis no mercado, assim como a desenvolver passo a passo a estratégia de embalagem mais adequada a cada um deles. Indicado tanto para profissionais da área de design quanto aos das áreas de marketing e comunicações de qualquer empresa, o livro também é muito útil a todas as pessoas que se interessem pelo tema e queiram aplicar a metodologia do Sistema de Embalagem em suas atividades. Fabio Mestriner é professor de pós-graduação e designer consagrado com várias premiações internacionais. Foi Presidente da

Associação Brasileira de Embalagem e representante do Brasil na World Packaging Organisation (WPO).

O programa auxilia a detectar os possíveis problemas presentes nos FICHA TÉCNICA

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Título: Gestão estratégica de embalagem Autor: Fabio Mestriner Número de pág.: 176 Edit or a: Pearson Education / 2007 Editor ora Selo Selo: Financial Times/Prentice Hall A Edit or a PPear ear son está presente em 50 Editor ora earson países, oferecendo conteúdo de qualidade para estudantes e instituições de ensino em 13 idiomas. Instalada no Brasil desde 1996, a Pearson publica livros nas áreas de ensino da língua inglesa, com o selo Longman; informática, com o selo Makron Books; negócios, com o selo Financial Times/Prentice Hall, e universitária, com os selos Prentice Hall e Addison Wesley.

produtos disponíveis no mercado, assim como a desenvolver passo a passo a estratégia de embalagem mais adequada a cada um deles.


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dicas de leitura

ES TRA TÉGIAS DO DESIGN DE EMB AL AGEM, DE ESTRA TRATÉGIAS EMBAL ALA BILL STEW AR ATIZA O CCOMPOR OMPOR O STEWAR ARTT, ENF ENFA OMPORTTAMENT AMENTO DO CCONSUMIDOR ONSUMIDOR E

Para ganhar a atenção do consumidor em uma era cada vez mais competitiva, o design da embalagem, que sempre foi importante, agora se tornou crucial

stratégias do Design de Embalagens introduz prioridades e oportunidades ao design de embalagens atuais. A tecnologia avançou sobre o espectro total da embalagem, incluindo materiais e métodos com impacto na metodologia do design e introduziu uma nova geração de materiais, permeando a perspectiva de embalagens inteligentes com o potencial de interação com o usuário individual e seu ambiente doméstico e com a consciência ambiental. O comportamento do consumidor é enfatizado em todo o livro, que está em sua 2ª edição. Estamos experimentando uma era de escolhas sem paralelo, em que variantes de marcas e de produtos proliferam, e a competição é ferrenha; por isso a embalagem nunca precisou se esforçar tanto para ganhar atenção do consumidor. O design da embalagem sempre foi importante nesse processo, e agora se tornou crucial.

FICHA TÉCNICA

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Título: Estratégias do Design de Embalagens Editora: Edgard Blücher / 2006 Páginas: 196 Formato: 17x24 cm Ano de Publicação: 2006 A Editora Edgard Blücher, fundada em 1957, agora sob o comando da segunda geração dos Blücher, é especializada na publicação de livros nas áreas de engenharia, tecnologia e ciência, dando atenção especial ao autor nacional.


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DESIGN NO BRASIL: ORIGENS E INS AÇÃ O, DE ALA ÇÃO, INSTTAL LUCY NIEMEYER, CCHEG HEG A À HEGA 4ª. EDIÇÃ O EDIÇÃO

DO VIR TU AL A O DIGIT AL, VIRTU TUAL AO DIGITAL, ÁL VAR O GUILLERMO ÁLV ARO DISCUTE O “F AZER DESIGN” “FAZER

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o livro com selo da 2AB Editora, a autora atravessa 41 anos da história do país tendo como enfoque o processo de institucionalização do design brasileiro, desde as primeiras iniciativas de criação de cursos (como o IAC, em São Paulo, em 1951), à implantação da Esdi em 1962 e ao modelo adotado pela escola pioneira, analisando-o até 1992. A obra é recheada de histórias pouco divulgadas dos bastidores do design e faz críticas severas ao modelo de ensino de design adotado no país, bem como à concepção de design que ele forjou. Traz ainda uma visão histórica da institucionalização do design na Europa (art noveau, arts and crafts etc), dos modelos de ensino alemães (Bauhaus e Ulm) e do processo de industrialização no Brasil. Inclui uma relação de todos os professores que lecionaram na Esdi até 1992 e índice onomástico. Lucy Niemeyer aprendeu desde cedo o significado do sobrenome que carrega. No entanto, longe de ater-se ao fato de integrar uma das mais tradicionais famílias cariocas, construiu uma sólida carreira na área do design gráfico e, desde a segunda metade dos anos 1980, passou a dedicarse à pesquisa acadêmica e à atividade docente. É doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP e professora da Escola Superior de Desenho Industrial (Esdi) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), além de lecionar na PUC-Rio. É autora, também, de Tipografia: Uma apresentação, e Elementos de semiótica aplicados ao design, ambos editados pela 2AB. Integra o Comitê Organizador dos Congressos Internacionais de Pesquisa em Design, e é presidente do IBDesign (Instituto Brasileiro do Design).

FICHA TÉCNICA

ste primeiro livro do designer Alvaro Guillermo aborda a relação entre o design e a tecnologia, posicionando o leitor sobre o que é design, seus conceitos e mudanças até os dias de hoje. Na obra, o autor discute o “fazer design” e os rumos da profissão a partir do avanço tecnológico dos últimos anos. Através de uma linguagem clara, estudantes de design, educadores, webdesigners, enfim, profissionais da área ou interessados, irão conhecer aspectos importantes, que vão desde a escolha do termo design para definir a abrangência do estudo, passando pela relevância da Escola Bauhaus, precursora na arte de fazer com que produtos criados há quase um século continuem a ser objetos do desejo. O texto de Guillermo (autor das famosas nadadeiras idealizadas em parceria com o nadador Gustavo Borges) mostra que o design tem facilitado muito o uso das novas tecnologias. “Os equipamentos ficaram mais fáceis de serem utilizados e mais “amigáveis”. O mesmo ocorreu com os softwares que acompanhados da imagem, ficaram mais acessíveis. A revolução que foi o sistema Mac e Windows, baseados em linguagem de ícones, nada mais é do que design de imagens”, explica Guillermo.

! FICHA TÉCNICA

Título: Design no Brasil: Origens e Instalação Editora: 2AB Páginas: 136 Formato: 14x21cm Ilustrações em P&B

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Título: Em Design: do virtual ao digital Editora: Demais Editora / Rio Books / 2002 Páginas: 110

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PL ANEJ AMENT O DE EMB AL AGENS DE PPAPEL APEL DE PLANEJ ANEJAMENT AMENTO EMBAL ALA JOSÉ LUIS PEREIRA: MUIT O ALÉM DE UM MANU AL MUITO MANUAL TÉCNIC O TÉCNICO visão abrangente e consistente do universo do U ma design de embalagens em papel, do projeto à

produção: os diversos tipos de embalagem, diagramas estruturais, a organização do briefing, os aspectos de marketing, as implicações da psicologia da percepção, os processos de produção, as questões ecológicas envolvidas. Inclui ainda relação completa das normas da ABNT e links na Internet sobre o assunto. Porém, sem abandonar seu perfil de manual técnico sobre esta área cada vez mais presente para o designer, Planejamento de Embalagens de Papel também aborda os aspectos culturais e sociais da questão. “As embalagens, por meio de seu design formal e gráfico”, obser va o Autor, “correspondem ou não ao valor substancial que possuem, superando ou frustrando as expectativas dos indivíduos. A partir delas, podemos

observar aspectos da cultura, do padrão social, do carinho, da estima, da confiança que elas e seus respectivos conteúdos transmitem aspectos psicosociais contidos nas embalagens, nos objetos que elas envolvem, de seus criadores e para quem estas serão enviadas”.

FICHA TÉCNICA

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Título: Planejamento de Embalagens de Papel Editora: 2AB Páginas: 96


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AÇOEC OL ÓGIC O ÇOECOL OLÓGIC ÓGICO

A Açoespecial está lançando no mercado brasileiro um novo conceito no fornecimento de aços para moldes. A Açoespecial torna-se o primeiro Centro de Excelência em distribuição de aços para moldes do Brasil. O Centro de Excelência foi formado para que dentro desta categoria de aços para moldes, os seus clientes possam encontrar o que há de melhor nas Usinas mundiais em aços para moldes, em um só lugar. Através de controle próprio e diferenciado da liberação de seus produtos com ensaios de dureza e ultra-som, a Açoespecial alia a qualidade dos produtos por ela fornecidos com toda a sua experiência em prol do melhor resultado que seus clientes podem esperar dessa classe de materiais. Hoje a AÇOESPECIAL tem exclusividade de distribuição dos aços das mais renomadas usinas européias no cenário internacional, tais como a Italiana LUCCHINI SIDERMECCANICA, nos blocos forjados e materiais ESR; a Alemã Dillinger Hute nas chapas de P20(DIMO 2311)(DIMO 42M), com excelente acabamento superficial e baixíssimo sobre metal (necessário para se obter a espessura final da peça) e de sua última aliada exclusiva; a Francesa Industeel, assim como a Dillinger, também pertencente ao enorme grupo Arcelor Mital, trazendo a patenteada família Superplast ao mercado brasileiro. O Departamento de Engª de

Materiais está apto a auxiliar o cliente na melhor aplicação de cada produto. Tudo isso fica fortalecido com as linhas de dois grandes parceiros nacionais: - em primeiro lugar, há muitos anos, a parceria forte com a Aços Gerdau, onde o desenvolvimento conjunto de ligas para moldes com lançamento previsto para o segundo semestre deste ano, já se insere no contexto de AÇOECOLÓGICO revolucionando o enfoque da futura produção de aços para moldes; - e finalizando a mais recente parceria nacional com a empresa Villares Metals, que dispensa apresentações, e não poderia faltar em um Centro de Excelência em aços para moldes. Com todas essas inovações a Açoespecial continua buscando novidades nesse seguimento de aços para moldes visando melhores rendimentos em termos de usinabilidade, troca térmica (inseridos no contexto de Açoecológico e acabamento, sempre trazendo vantagens aos seus clientes,mesmo no quesito preço. Solicite maiores informações ao Departamento de Engenharia da Açoespecial. Sandra Cominotti Garrido


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