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ANO I | N.º 7 | DISTRIBUIÇÃO GRATUITA | QUINZENAL | 16 maio 2012

Caldas em festa

Peniche

Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar organiza primeiro Festival de Cinema Flutuante // P 4

Óbidos

Seleção das quinas volta a escolher a região para estágio antes do Europeu // P 5

Caldas da Rainha

Funcionárias de bomba de gasolina acusadas de desviar // P 7 cerca de 100 mil euros

Um concerto a assinalar os 15 anos de carreira da cantora caldense Rebeca, entrega de cabazes a famílias carenciadas, homenagem ao Banco Alimentar e recados aos representantes do Governo presentes nas comemorações marca// centrais ram o feriado municipal das Caldas da Rainha.

Telma Santos

nos Jogos Olímpicos // P 9

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| abertura

Peniche tem as praias mais azuis da região

Com um total de seis praias galardoadas, o concelho de Peniche é o que mais bandeiras azuis vai ostentar nos seus areais em toda a região oeste durante este verão

Quando a época balnear tiver início na cidade de Peniche, de 1 de junho a 15 de setembro – o mesmo período que nas Caldas da Rainha – os banhistas das praias do Baleal Norte, Baleal Sul, Cova de Alfarrôba, Gambôa, Medão/Supertubos e Consolação sabem que estão em

território certificado pelo Programa Bandeira Azul que elege, anualmente, as melhores praias de todas as regiões balneares da Europa. As praias escolhidas foram divulgadas no passado dia 5 de maio, coincidente com as comemorações dos 25 anos da Bandeira Azul. Nas Caldas da Rainha a Praia do Mar, na Foz do Arelho, mantém a

Bandeira Azul Em 1985 teve início, em França, o Programa Bandeira Azul. Passados dois anos foi alargado a todo o continente euro-

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distinção. Este ano a região oeste conta com a Bandeira Azul hasteada em 20 praias. De fora nos últimos dois anos, a reentrada do concelho de Alcobaça na lista das praias galardoadas e o aumento do número de zonas balneares distinguidas no concelho de Torres Vedras permitiram o aumento de bandeiras azuis nesta região.

peu e em 2001 estendeu-se ao resto do mundo, abrangendo atualmente mais de 40 países. Num total de 74 bandeiras azuis, o Algarve é a região portuguesa com maior distinção. O nosso país consegue este ano arrecadar a Bandeira Azul em 271 praias, seguindo-se, depois do Algarve, a região do Norte com 63, do Tejo - onde se insere a zona Oeste – com 45, do Alentejo com 22 e por fim a do Centro conseguiu 18.

Nas ilhas, os Açores conquistaram 33 Bandeiras Azuis e a Madeira 14. Dos 32 critérios usados para avaliar a qualidade das praias estão, entre outros, a presença de nadadores-salvadores, de equipamentos de primeiros socorros e a segurança dos acessos à zona balnear, a limpeza da praia e a existência de equipamentos de recolha seletiva de resíduos e a afixação das análises realizadas à água.


peniche // concelhos |

Comunidade não deixa esquecer Padre Bastos

O auditório do Stella Maris em Peniche foi palco, no passado dia 5 de maio, da apresentação pública do memorial em homenagem a Monsenhor Manuel Bastos

A sessão liderada pelo Padre Pedro Silva serviu também para anunciar a constituição da Comissão Pró-Memorial que irá promover um

conjunto de iniciativas para angariar fundos com vista à construção do memorial erguido pela comunidade paroquial de Peniche, cidade onde

exerceu funções sacerdotais durante mais de seis décadas. “A ideia de se fazer um memorial em homenagem ao Padre Monsenhor Manuel Bastos nasceu de uma exigência do povo de Peniche, de cristãos e não cristãos, para que a sua memória não ficasse esquecida.” Explica o prior da Paróquia de Peniche, acrescentando que “esta é uma homenagem dos cristãos e da Paróquia pela necessidade de não fazer esquecer a vida deste grande homem e a obra feita na terra a que dedicou grande parte da sua vida.” O memorial em honra do Padre Monsenhor Manuel Bastos, falecido há cerca de dois anos, será colocado junto ao Lar de Santa Maria, em Peniche, com um comprimento aproximado de seis metros e dois metros de altura, tem um custo a rondar os 45 mil euros, totalmente suportados pela comunidade paroquial. A peça é criada pelo escultor Carlos Oliveira, das Caldas da Rainha. A inauguração está prevista para o dia 14 de setembro de 2013, data que assinala o aniversário em que o sacerdote iniciou funções como pároco de Peniche.

“Maré Humana” varre Supertubos

A Boundi, em conjunto com a Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE) promoveu, no passado dia 12, a ação ‘Maré Humana’ em 20 concelhos de Portugal Continental e ilhas. A praia dos Supertubos foi a escolhida de Peniche. O principal objetivo desta “maré” é chamar a atenção para um conjunto de ameaças ao litoral e a necessidade de alterar comportamentos menos próprios dos frequentadores das praias portuguesas. Susana Silva, coordenadora da educação ambiental da Eco-Escola Básica de Santa Catarina, nas Caldas da Rai-

nha, - única participante - revela o entusiasmo dos alunos na participação deste evento. “Quando a ABAE nos convidou, apresentei o projeto às várias turmas e os interessados foram tantos que até tínhamos uma lista de espera para participar na atividade. Não sei precisar, mas desde 1999 que participamos e ganhamos o galardão Eco-Escolas.” O presidente da Câmara Municipal de Peniche, António José Correia, esteve presente na atividade e não se cansou de elogiar a importância desta “pela transmissão às pessoas da importância dos ecossistemas,

da limpeza das praias e de como se deve fruir dos espaços da praia.” Disponibilizando os meios de apoio logístico aos participantes, a CMP sente-se – pelas palavras do presidente- “orgulhosa por Peniche ter sido um dos 20 concelhos escolhidos para esta iniciativa. Especialmente pelo facto desta praia, Supertubos, ser uma das finalistas do concurso 7 Maravilhas – Praias de Portugal.” Os 100 alunos participantes procederam a uma recolha dos resíduos existentes na praia seguidos de uma deposição seletiva, a uma representação da biodiversidade existente no litoral através de construções em areia e uma chamada de atenção para a importância da utilização dos chapéus de sol e protetor solar, entre outras atividades. No final realizou-se um flashmob e um cordão humano simbólico, “hands across the sand”, com alguns surfistas.

“Cimeira” europeia na Escola Secundária de Peniche O Dia da Europa é assinalado a 9 de maio mas a Escola Secundária de Peniche dedicou toda essa semana ao velho continente

De 7 a 11 deste mês foi dinamizada a “Semana da Europa” que inclui uma exposição de figuras relacionadas com as capitais europeias e a disponibilização aos alunos, gratuitamente, de publicações oficiais – como folhetins, revistas e jornais - produzidas pelas Instituições da União Europeia com sede no Luxemburgo e da Representação Jean Monnet em Portugal. A escola teve acesso a esta documentação através dos contactos estabelecidos pela docente de economia Alda Gouveia com as instituições sediadas no nosso país, o Centro de Informação Europeia Jacques Delors e a Representação Jean Monnet. A professora bibliotecária Marisa Mendes explica as diferentes finalidades desta ativi-

dade. “Não nos limitamos a comemorar o dia da Europa, a biblioteca/Centro de Recursos da Escola Secundária de Peniche tem um espaço dedicado à informação europeia onde podem ser consultadas, ao longo do ano, promulgações atuais produzidas pelas Instituições da UE.” A exposição fornece aos seus visitantes dados estatísticos que permitem fazer uma análise comparativa entre Portugal e os outros países no mundo, mas também exibe ‘Os Cartoons de António’ e de ‘Capital de Risco’ de Rodrigo de Matos, publicados no semanário Expresso, procurando assim “retratar aos alunos os acontecimentos políticos e económicos da União Europeia e do Mundo durante este ano letivo.”

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| concelhos // peniche

PS quer saber se há Pousada na Fortaleza Um grupo Parlamentar do Partido Socialista questionou o Governo sobre o interesse na instalação, por parte das Pousadas de Portugal, de uma unidade hoteleira na Fortaleza de Peniche. Depois da inauguração da Pousada da Cidadela de Cascais e da abertura da Pousada da Serra da Estrela estar prevista até final do ano, os deputados Basílio Horta, João Paulo Pedrosa, Odete João e Hortense Martins interrogaram o Governo no sentido de saber se está mantido o interesse no investimento projetado há uma década. “O forte está num estado precário de conservação, agravado pelo des-

moronamento de parte da muralha em 2010. Ganha assim maior urgência a recuperação do edificado para um novo uso”, alertam os socialistas. O Museu da Resistência, que funciona na antiga prisão política, é outra preocupação do PS mas a Câmara de Peniche garante que estes espaços “estão salvaguardados nas intenções do Grupo Pestana”, responsável pelo projeto. O Turismo do Oeste defende que o investimento superior a dez milhões de euros, incluído no Plano de Expansão de Pousadas de Portugal, “vai contribuir para o reforço qualitativo da oferta hoteleira na região.”

MP pede 17 anos de prisão para acusada de homicídio de Ferrel O Ministério Publico de Peniche pediu ao Tribunal de Peniche uma pena nunca inferior a 17 anos para a mulher, de 64 anos, acusada do homicídio de Paulo Martins em plena via pública de Peniche. Nas alegações finais do julgamento, a 4 de maio, o procurador do MP, Calado Lopes, considerou que o crime foi cometido com “elevado grau de maldade, e que a arguida, que disparou dois tiros sobre a vítima, merece uma severa punibilidade.” A mulher é acusada dos

crimes de homicídio qualificado e de detenção de arma ilegal, enquanto o marido, de 69 anos, também arguido no processo, é acusado do crime de omissão de auxílio à vítima. A família da vítima pede uma indemnização de 254 mil euros para colmatar o sofrimento causado e a quebra dos rendimentos do agregado familiar, que afeta a educação dos dois filhos menores. A leitura do acórdão ficou agendada para dia 23 de maio.

Supertubos finalista das 7 Maravilhas A praia dos Supertubos, em Peniche, é uma das 21 finalistas do concurso “7 Maravilhas – Praias de Portugal” Incluída na categoria de ‘Praias de Uso Desportivo’, Supertubos é a única praia da região a concurso depois de terem sido entregues 25 candidaturas, entre elas as da praia do Baleal, da Berlenga e da Almagreira, em Peniche, da praia da Nazaré e da Lagoa de Óbidos – Foz do Arelho, nas Caldas da Rainha. As zonas balneares finalistas foram selecionadas pelo Conselho Científico do evento que no passado dia 6 de maio divulgou as praias que estão em votação até dia 7 de setembro, sendo os vencedores divulgados a 8 do mesmo mês numa gala a realizar em Troia, Setúbal. Em declarações ao sítio na internet da Câmara Municipal de Peniche, o ator Pedro Lima, “padrinho” da praia palco da prova Rip Curl Pro, confessa que

“vale a pena viajar para Peniche e usufruir das condições perfeitas oferecidas pela praia de Supertubos. É frequente depois de uma surfada em Supertubos não conseguir adormecer devido à beleza da imagem das ondas que fiz continuar a projetar-se no meu pensamento.”

A votação pública já começou e pode escolher a sua praia favorita no site oficial do concurso em www.7maravilhas.pt, no Facebook, por chamada telefónica e SMS . Para votar na praia dos Supertubos, o número é 760 207 721.

ESTM organiza primeiro Festival de Cinema Flutuante

Corpo de camionista desaparecido descoberto na ria de Aveiro

O Odisseia – Tourism & Ecology Film é organizado pela Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM) de Peniche, em parceria com outras duas entidades internacionais

Valter Fernando Cardin, de 35 anos, natural de Peniche, estava desaparecido desde o dia 1 de maio depois de ter ido a Aveiro mostrar um BMW X3 a um potencial cliente e logo nessa noite foi reportado o seu desaparecimento. Na manhã seguinte a viatura foi encontrada perto da antiga lota depois de ter caído na ria de Aveiro, onde numa estrada secundária, sem saída nem iluminação, as autoridades acreditam se ter tratado de um despiste. Seis dias depois do desaparecimento, o corpo do camionista foi encontrado já sem vida por três pescadores junto à Marinha do Campo Grande, a três quilómetros onde tinha sido

O festival a bordo de um navio de cruzeiro inicia-se a 11 de novembro em Génova, Itália, tem uma paragem em Barcelona, Espanha, e termina no dia 14 do mesmo mês em Lisboa. Para o diretor do festival, Fernando Santos, “o objetivo é juntar as vertentes da ecologia, do turismo em geral e do turismo de cruzeiros em particular para fazer pela primeira vez um festival flutuante a nível mundial. Sendo este um festival itinerante há a particularidade de se deslocar às cidades e não o oposto.” Para além da componente turística, “o evento é uma competição de talentos realizado num ambiente temático, estando criadas as condições para a partilha de ex-

recuperada a viatura. Citado pelo Correio da Manhã, Rui Oliveira explica que “inicialmente pensávamos que era alguém a pescar, porque vimos uma pessoa vestida junto à margem. Só quando nos aproximámos é que vimos que se tratava de um cadáver já em decomposição.” O cadáver foi retirado pelos Bombeiros Novos de Aveiro e Polícia Marítima e transportado para o cais da antiga lota de Aveiro, local onde a delegada de saúde certificou o óbito, tendo a autópsia sido realizada no Instituto de Medicina Legal de Aveiro. O corpo foi transportado para Peniche a 10 de maio e sepultado no mesmo dia.

PROPRIEDADE: Hora H - Agência Global de Comunicação Unipessoal, Lda.

DEPARTAMENTO COMERCIAL: Paulo Rodrigues e Filipe Santos

DIRETOR E ADMINISTRADOR: Luís Parreira REDAÇÃO: Dina Aleixo, Letícia Martins e Marcelo Chagas COLABORADORES: João Carlos Costa, José Monteiro, Nuno Jorge, António Marques e Carlos Tiago PAGINAÇÃO: vto | design

Rua Ramiro Matos Bilhau, N.º 10, 3º Esq 2520-486 PENICHE T. 91 857 99 40

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Av. Eng.º Luís Paiva e Sousa, N.º 2D 2500-329 CALDAS DA RAINHA T. 91 857 99 40 IMPRESSÃO: Fig-Indústrias Gráficas, S.A. Rua Adriano Lucas 3020-265 COIMBRA

periências, permitindo aos participantes obter conhecimentos sobre novas tendências, criar novas redes de colaboração e dar a conhecer os seus próprios projetos a novos parceiros.” Aquando da sua apresentação na ESTM durante a Conferência Internacional ‘Ciência, Turismo e Marcas de Destino’, nos passados dias 10 e 11 de maio, o professor Francisco Dias, responsável pelo GITUR – Grupo de Investigação em Turismo da ESTM, assegurou que este “será um grande cineclube, associando os espectadores cinéfilos

e os produtores e realizadores de cinema, aos turistas habituais de um navio de cruzeiros. Esta mostra de cinema em pleno mar decorrerá a bordo de um dos maiores navios do mundo, o MSC Fantasia, com 333 metros de comprimento e capacidade para 4.000 turistas.” O painel de júris é constituído por personalidades ligadas ao cinema e à televisão, vindos desde a Austrália, Brasil, Inglaterra, Espanha a Cabo Verde. O Grande Prémio do Festival é a “Grande Bússola de Ouro.”


óbidos // concelhos |

Convocados para o Euro 2012 anunciados em Óbidos

Atividade física em Amoreira

O selecionador nacional, Paulo Bento, anunciou na segunda-feira, dia 14, em Óbidos, os 23 convocados para o Euro 2012, que irá decorrer na Ucrânia e na Polónia entre 8 de junho e 1 de julho. Os guarda-redes da baliza portuguesa são Rui Patrício, Eduardo e Beto. Bruno Alves, Fábio Coentrão, João Pereira, Pepe, Rolando, Ricardo Costa e Miguel Lopes – estreante numa convocatória da seleção A - são os eleitos para o setor defensivo. Os médios escolhidos são Carlos Martins, João Moutinho, Miguel Veloso, Raul Meireles, Rúben Micael e Custódio.

Está a decorrer um programa de Atividade Física da Junta de Freguesia da Amoreira, que tem como objetivo promover estilos de vida saudáveis junto da população, através da realização de atividades físicas ao ar livre. O programa surge de uma parceria com o núcleo de Atividade Física da Associação de Pais e Encarregados de Educação dos Centros Educativos de A-dos-Negros e Gaeiras, onde, para além da dinamização desportiva, o projeto tem como objetivo efetuar algumas campanhas de sensibilização para a monitorização dos valores físicos padrão, estimados pela Organização Mundial de Saúde à população do concelho de Óbidos. Foi feito um rastreio inicial aos inscritos no programa, através do preenchimento de um questionário e de uma avaliação física, onde se procedeu à medição de valores para despistagem de alguns fatores de risco, tais como a

Cristiano Ronaldo, capitão de equipa, encabeça a lista de avançados que inclui Hugo Almeida, Hélder Postiga, Nani, Quaresma, Varela e Nelson Oliveira – o mais jovem do plantel. Esta é a quarta participação consecutiva de Portugal em campeonatos europeus e a seleção nacional parte, segundo Paulo Bento, com “um objetivo muito claro: primeiro alcançar os quartos de final desta grande competição que é o Euro 2012, e então, naturalmente, tentar ir o mais longe possível”. A equipa das quinas, que integra o grupo B, tem estreia marcada na competição a 9 de junho, na

Ucrânia, frente à Alemanha e quatro dias depois defronta a seleção da Dinamarca. Dia 17 de junho joga a última ronda do grupo frente à Holanda. Depois de um segundo lugar em 2004 – jogado em casa - e de duas terceiras posições em 1984 e 2000, Portugal foi eliminado em 2008 pela Alemanha logo nos quartos de final da prova. O estágio de preparação para o Europeu de Futebol será cumprido em Óbidos, no hotel Marriot, na Praia D’El Rey, onde jogadores e equipa técnica se concentram entre 21 de maio e 02 de junho.

obesidade, problemas cardíacos, hipertensos e a diabetes. De seguida, os grupos foram organizados de acordo com o grau de risco obtido, tendo a atividade física sido prescrita de forma a adequar-se aos grupos, segundo os valores da American College of Sports Medicine – ACSM. As atividades, por enquanto, decorrem no Parque de Lazer da Junta de Freguesia da Amoreira, aos domingos, no período da manhã, com dois horários possíveis: das 09h00 às 10h30 e das 10h30 às 12h00, e têm uma grande componente lúdica e social. Em virtude de o número de interessados neste programa ter ultrapassado as expectativas, a Junta de Freguesia da Amoreira estima que, num futuro próximo, a iniciativa irá estender-se a outros espaços livres, com outros horários, de forma a poder abranger o maior número de interessados e ajudar a população na orientação da atividade física.

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Demonstrações de Creative Breaks

Durante todas as sextas-feiras do mês de maio estão a decorrer demonstrações gratuitas do projeto Creative Breaks, no âmbito do evento Maio Criativo. O projeto consiste na oferta de experiências criativas para os que visitam Óbidos e pretendem alargar a sua experiência para além do Castelo. São várias as áreas de atividade disponíveis, desde a literatura, ao teatro, música, dança, cerâmica, joalharia, gastronomia, doçaria, fotografia, vídeo, artes plásticas e as denominadas experiências contemplativas. Na primeira sexta-feira decorreram as experiências “Lightpain-

ting”, “Oficina My Jewel” e “Oficina de Cerâmica Livre e Criativa”, onde os participantes puderam aprender a pintar com a luz, a criar uma peça de joalharia e a produzir peças de cerâmica. A 11 de maio realizaram-se outras experiências, nomeadamente “Oficina do biscoito”, “Ser enólogo por um dia”, “Mãos no barro” e “Experimenta teatro”. As atividades decorrem no EPIC - Espaço Promoção da Inovação e Criatividade, das 18h00 às 19h00 e as inscrições para as próximas sessões podem ser feitas em www.obidoscreativebreaks.pt e www.maiocriativo.com.

Novo site Jonhson’s Baby desenvolvido em Óbidos

A agência criativa de marketing e comunicação digital WIZ Interactive (WIZ), empresa do Parque Tecnológico de Óbidos, foi responsável pelo desenvolvimento do novo site da Johnson’s Baby (www.johnsonsbaby.pt). “Com um look & feel muito afetivo, que marca claramente a ligação entre a marca e os universos da maternidade, puericultura e infância, este é um site que consolida o posicionamento da marca enquanto expert em cuidados neonatais e infantis”, informa uma nota enviada

à imprensa. Considerado “ um site mais emocional e menos institucional”, a página é mais apelativa em termos visuais e com uma estrutura de conteúdos mais simples que facilita a navegação, transmitindo uma ideia mais real do que é a marca Johnson’s Baby e a variedade de produtos que esta oferece. “Durante o processo criativo, a WIZ teve como principal preocupação a experiência de cada utilizador em visita ao site promovendo a organi-

zação dos conteúdos de forma fácil e intuitiva, fomentando o entendimento do site como uma “enciclopédia” para pais e mães, com tudo o que é necessário saber sobre babycare e puericultura”, revela a nota de imprensa. Do ponto de vista técnico, o site foi construído em HTML5, podendo ser acedido através de dispositivos móveis que não lêem flash como o iPhone, o iPad ou o iPod e tendo em conta as regras da usabilidade, acessibilidade e navegação. O projeto de desenvolvimento do novo site, ganho em concurso, foi desenvolvido pela designer Juliana Freitas, o programador Ricardo Pina e diretora de contas Inês Carvalho. A WIZ Interactive (WIZ) é uma agência criativa de marketing e comunicação digital. Está focada em trabalhar marcas de forma integrada, criando conceitos, conteúdos e desenvolvendo plataformas/aplicações no universo digital com o objetivo de proporcionar experiências que aproximem e envolvam as marcas com os seus consumidores. Em 2010 foi considerada a ‘Agência Digital do Ano’ nos Prémios da publicação Meios & Publicidade.

Encontro de empresas no evento Maio Criativo No âmbito do evento Maio Criativo, o Parque Tecnológico de Óbidos está a organizar um dia de trabalho que inclui um encontro de empresas, no dia 19 de maio. Para além da mostra de empresas, que viram

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no evento mais uma oportunidade para aumentar o seu network e promover os seus serviços, o evento conta com uma sessão de apresentação de ideias de negócio, associadas ao concurso Arrisca C; o seminário

“facebook for business”, promovido pela empresa do Parque 262 Media, e também uma sessão com Rui Marcelino, da empresa Almadesign, que irá falar sobre “Empreendedorismo e inovação através do design”.


caldas da rainha // concelhos |

Funcionárias de bomba de gasolina julgadas por desvio de quase100 mil euros Seis funcionárias de uma bomba de combustível são acusadas pelo Ministério Público de terem desviado verbas que poderão chegar aos 100 mil euros, lesando numa primeira fase o Caldas Sport Clube e numa segunda a PetroCaldas, firma que passou a gerir o posto

O tribunal das Caldas da Rainha começou, no dia 10, a julgar seis funcionárias de um posto de abastecimento de combustíveis, acusadas de peculato e abuso de confiança por alegadamente terem desviado perto de 100 mil euros. De acordo com a acusação a que “O Jornal” teve acesso os factos aconteceram depois de outubro de 2005 e até novembro de 2006, período durante o qual o Ministério Público acusa as arguidas de se terem apoderado “de parte das quantias pagas pelos clientes do posto”. No entanto, o processo inclui outros desvios de verbas alegadamente efetuados depois destas datas. O posto de abastecimento era, à data, explorado pelo Caldas Sport Clube, uma entidade de utilidade pública, que reclama prejuízos de 66.386 euros e passou, a partir de abril de 2007, a ser explorado pela PetroCaldas Comércio de Combustível, que cifra os prejuízos em 33.332 euros. Segundo a acusação as seis funcionárias

“aproveitando-se da existência de dois postos de pagamento (denominados consolas), começaram a registar parte das vendas realizadas a dinheiro na consola secundária, conhecida como consola “filha”, a qual se destinava na ser utilizada apenas em caso de grande afluência de clientes”. Segundo o MP “as arguidas fechavam a consola, retiravam o dinheiro recebido e voltavam a abri-la, destruindo o relatório de operador desse período, como se ela não tivesse estado em funcionamento e as vendas nelas registadas não tivessem existido”. O Ministério Público estima que esta ação fosse realizada “uma ou várias vezes durante cada turno diário”, dependendo do “número de vendas a dinheiro e das necessidades financeiras” das arguidas que terão alegadamente retirado, individualmente, quantias entre os dois mil euros e os 30 mil euros, perfazendo um total de quase 100 mil euros. O coletivo de juízes presidido por Paulo Coelho ouviu durante a manhã aquela que à data dos factos era a funcionária mais antiga

(admitida em 1994), Sara Coelho, e que negou ter-se apropriado de qualquer verba ou destruído relatórios do movimento da consola. Sara Coelho explicou ao tribunal como eram feitos os registos de vendas do posto de combustível e assegurou que “os relatórios das duas consolas batiam certo com o registo diário”, mas não soube explicar as diferenças de verbas apuradas por uma perícia junta ao processo e que aponta para uma faturação superior aos valores entregues pelas funcionárias no final dos turnos. Durante a tarde estava prevista a audição das restantes arguidas. O MP considera que a conduta de todas as arguidas relativamente ao Caldas configura um crime de peculato e, relativamente à PetroCaldas, de abuso de confiança, por parte de quatro funcionárias que se mantiveram em funções após a saída do clube. O julgamento prossegue a 29 de maio com a audição de um perito e de testemunhas de acusação.

Bloco de Esquerda propõe ação para potenciar o termalismo O deputado do Bloco de Esquerda (BE), Lino Romão, apresentou na última assembleia Municipal das Caldas da Rainha, uma proposta à Câmara para que “lance um evento devidamente pensado e adequado a ter lugar no CCC – Centro Cultural e de Congressos, com o objetivo central de incrementar o Termalismo nas Caldas da Rainha, e assim estimular a economia local”. A proposta que acabou por ser chumbada com os votos contra do PSD pretendia contribuir para a câmara se “retratar de décadas de inércia, demonstrando agora alguma capacidade de trabalho” em relação ao termalismo que, segundo o BE, não tem conhecido investimento nos últimos anos. “A Câmara Municipal quer aliviar responsabilidades pela inércia em que deixou cair a cidade e o concelho. Mas os factos falam por si: o Hospital Termal está funcionar, e apenas a uns poucos milhares de utentes para atingir o ponto de sustentabilidade. O número de utentes a atrair anualmente para as Termas das Caldas da Rainha já foram alcançados no decorrer da década de 1990 e pode rapidamente ser recuperado, se para isso forem desencadeados os processos e os meios necessários”, sustenta a proposta do BE, para quem “da sustentabilidade do Hospital Termal depende fortemente a vitalidade do comércio tradicional, a começar pela hotelaria e restauração, e a pujança da economia local no geral, impulsionada pelo fluxo de aquistas que assumem também a condição de turistas, em estadias médias de duas a três semanas de permanência na cidade”. Apesar da importância económica do termalismo, para a cidade e para o concelho, o BE considera que a câmara “ foi incapaz, até agora, de recuperar os aquistas perdidos”, não tendo percebido “ a tempo a importância deste recurso termal para o nosso desenvolvimento coletivo enquanto comunidade”. O BE considera no entanto que a câmara “ainda vai a tempo de emendar a mão e inverter esta situação”, desafiando o executivo a “ lançar uma ação na área da medicina e do termalismo: um congresso dirigido à classe médica, p. ex., ou um colóquio sobre termalismo, eventualmente umas jornadas de saúde pública. Qualquer coisa que revele capacidade de agir para contrariar a tendência de encolhimento económico que vivemos nas Caldas da Rainha”, pode ler-se no documento.

Naufrágio na Foz do Arelho não causou vítimas Uma embarcação de recreio, com cinco metros de comprimento virou, no sábado passado, na Foz do Arelho, quando os seus tripulantes se encontravam a praticar pesca submarina. O acidente, do qual não resultaram quaisquer vitimas, ocorreu às 12h45, num altura em que os três ocupantes tinham mergulhado e, segundo o comandante da Capitania do Porto de Peniche, Luís Patrocínio Tomás “quando voltaram à superfície encontraram o barco virado”.

“Normalmente os barcos ficam presos com uma âncora ou pedra enquanto os ocupantes mergulham e, neste caso, o que prendia o barco deve ter-se soltado”, explicou o comandante do porto. Os três homens, com idades entre os 20 e os 35 anos, encontravam-se a uma distância de cerca de 200 a 300 metros da costa e, de acordo com a mesma fonte um deles “veio a nado até à praia pedir socorro”, enquanto os outros dois ficaram junto ao barco, um semi-rígido com cinco metros de comprimento.

Os dois tripulantes contaram com o apoio psicológico dos Bombeiros das Caldas da Rainha, que se deslocaram para junto da embarcação numa mota de água e aí permaneceram até à chegada do salva-vidas que os resgatou. O barco, que sofreu danos materiais, tendo o motor ficado dentro de água, foi rebocado para o Porto de Peniche, para onde o salva-vidas transportou igualmente os tripulantes que não necessitaram de assistência médica.

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Fernando Costa defende necessidade de Lei dos Compromissos O presidente da Câmara das Caldas da Rainha, Fernando Costa, defendeu esta semana que o Governo deve ajudar as autarquias em situação financeira crítica, para evitar a falência das empresas fornecedoras de serviços, mas responsabilizar, simultaneamente, os autarcas infratores. “O Governo deve ajudar urgentemente os municípios em situação de falência para evitar a consequente falência das empresas que lhes fornecem serviços”, afirmou o presidente em declarações à Agência Lusa Fernando Costa, ressalvando, no entanto, que a medida não pode trazer “benefícios para os autarcas infratores, que têm que ser chamados à responsabilidade por essas falências” e “muito menos permitir a continuação do endividamento das câmaras”. A posição de Fernando Costa foi expressa após a resolução aprovada pela Associação Nacional de Municípios, no sentido de pedir reuniões ao Presidente da República e ao primeiro-ministro para debater medidas do Governo que poderão levar à “asfixia financeira” das autarquias. Em causa está a lei dos compromissos, aprovada a 3 de fevereiro e que regula a assunção de compromissos e pagamentos em atraso,

impõe sanções e proíbe as entidades públicas, como as autarquias, de assumirem compromissos para os quais não tenham prevista uma receita nos noventa dias seguintes. Para Fernando Costa, a Lei dos Compromissos “já devia ter pelos menos 10 anos, para evitar o descalabro financeiro que se está a assistir em muitos municípios”, embora reconheça a necessidade de algumas alterações à legislação que considera de “aplicação muito dificultosa”. O presidente da Câmara considera a legislação “muito necessária para evitar que continuem a haver câmaras a endividar-se acima dos 20 por cento ao ano” e mostra-se favorável à “criminalização ou penalização nos vencimentos” dos autarcas que ultrapassem esse volume de endividamento. O autarca defendeu ainda urgente a redução de chefias de departamento nas câmaras do país: “independentemente da questão económica, é escandaloso que Câmaras pequenas tenham dúzias de chefias”. A lei permite que a câmara das Caldas possa ter oito chefes de divisão, mas segundo o autarca, “tem apenas três e chegam muito bem”.

Palestra “Zona Económica Exclusiva – Que vigilância?” Zona Económica Exclusiva – Que vigilância? É o tema de uma palestra a realizar na Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste, nas Caldas das Rainha, no próximo dia 21 de maio, e que terá como orador o Almirante Cavaleiro de Ferreira. Integrada nas comemorações do Centenário do Turismo em Portugal a palestra terá lugar às 20H30 e, segundo nota enviada à imprensa “destina-se realçar a importância do acesso às razões técnicas que estão na base de muitas decisões – problemáticas às vezes pelos interesses que movimentam – e da contribuição para a reflexão dos cidadãos, e da sua participação e intervenção na sociedade; quando formos conhecedores das razões técnicas e dos estudos utilizados para justificar algumas das decisões politicas mais polémicas, deixaremos – provavelmente – de alimentar as guerras partidárias, que os media são mestres em manipular e alguns políticos alimentam à procura de protagonismos pontuais e quase sempre eféme-

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ros”. O Almirante Cavaleiro de Ferreira fez, desde 2001, parte das várias comissões que estudaram o dossier para a compra dos submarinos e foi presidente do programa que aconselhou tecnicamente a compra, tendo participado em várias histórias muito interessantes sobre o tema da ZEE (Zona Económica Exclusiva) e a “inveja” que esta levanta junto de alguns países comunitários. A entrada é livre.

Crianças em risco aumentaram em 2011

O relatório da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens das Caldas da Rainha, apresentado na última sessão da Assembleia Municipal, aponta para a quase duplicação dos processos, aumento que está a preocupar os responsáveis

O número de crianças em risco sinalizadas nas Caldas da Rainha quase duplicou no último ano, de acordo com o relatório da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, apresentado na última sessão da Assembleia Municipal. “Entrámos em 2010 com 95 processos, em 2010 com 97 e agora, em 2012, começamos o ano com 162 processos, o que nos preocupa porque representa quase o dobro de crianças sinalizadas”, afirmou Jorge Varela, presidente da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) das Caldas da Rainha. O relatório apresentado aos deputados, dá conta da instauração de 138 novos processos em 2011 (mais 10 do que em 2010) e da reabertura de 32, “mantendo-se a tendência de subida já verificada no ano transato”, refere o documento. O número global de processos tratados pela CPCJ em 2011 cifra-se em 267, dos quais 162 transitaram para este ano. Dos restantes, 105 foram arquivados, sendo que desses, 65 foram arquivados liminarmente, 33 após intervenção e sete remetidos para outras comissões de proteção. De acordo com o documento, houve ainda “17 processos remetidos para o Ministério Público”, continuando a verificar-se “uma subida significativa face ao ano anterior”. A problemática mais sinalizada o ano passado foi a negligência (com 46 casos), seguida do abandono

escolar (18 casos) e a assunção de comportamentos desviantes por parte dos próprios jovens e a prática de crimes (ambos com 12 casos). “Quando um adolescente pratica um ato que é considerado crime é porque alguma coisa não está certa e houve ali, quanto mais não seja, uma falha no processo socialização”, explica Jorge Varela, sublinhado o risco a que estão expostos estes adolescentes. “O adolescente pré-delinquente corre um risco sério de ser tornar um adulto criminoso e é exatamente isso que nós temos que prevenir”, concretiza. A comissão registou ainda nove casos de maus-tratos físicos, seis casos de maus-tratos psicológicos, outros tantos de abandono e ainda um caso de abuso sexual. As entidades que sinalizaram mais situações no decorrer do ano passado foram as forças de segurança, seguidas dos estabelecimentos de ensino e registando-se ainda uma número expressivo de sinalizações por parte da comunidade. Já os casos sinalizados por parte dos estabelecimentos de saúde conheceram um decréscimo. O agravamento das condições económicas das famílias é um dos fatores que,

segundo Jorge Varela, “poderá estar a contribuir para um aumento do número de crianças em perigo, não só por se atingir um limiar de pobreza que seja já considerado situação de perigo, mas também porque muitas vezes essa pobreza leva a um agravamento da instabilidade emocional que faz com que os cuidadores acabem por propiciar mais situações de perigo”. Embora defenda que “as comissões não devem ser profissionalizadas” Jorge Varela lamenta que “ao aumento dos casos tenha correspondido [no último ano] uma diminuição dos reforços técnicos” por parte da Segurança Social.


gente |

Telma Santos nos Jogos Olímpicos Telma Santos natural da cidade de Peniche e finalista do curso de Desporto e Bem-Estar no Instituto Politécnico de Leiria, vai representar Portugal na modalidade de badminton nos Jogos Olímpicos de Londres’2012. A jogadora de badminton, de 28 anos, começou a vestir as cores da seleção nacional aos 11 e representa atualmente o Che-Lagoense, no Parchal, treinando regularmente no pavilhão Polivalente de Peniche e no Centro de Alto Rendimento das Caldas da Rainha. Telma Santos assegurou o 71.º posto do ranking mundial de singulares femininos, tendo garantido o 36.º posto depois de aplicados os critérios de apuramento olímpico. Qual é o sentimento de participar nos Jogos Olímpicos? O sentimento é indescritível. É o culminar de muitos anos de dedicação à modalidade, de inúmeras horas

de treino, de muitos sacrifícios como por exemplo ficar longe da família e amigos, abandonar o curso que estava a tirar em Lisboa para conseguir treinar. Não haver muitas ou quase nenhumas saídas à noite. E muitas outras privações! Era uma meta a alcançar? Sempre foi. Eu gosto de sonhar alto e trabalhar para atingir os meus objetivos, hoje sinto que tudo valeu a pena. Como é conciliar os estudos com a prática desportiva a alto nível? É muito complicado e foi por isso que tive de abandonar o meu curso em Lisboa e ir para Leiria tirar o curso de desporto. Em Lisboa era-me impossível treinar ao mais alto nível e estudar, só me permitia treinar uma vez por dia e para chegar ao pavilhão demorava uma hora e por vezes hora e meia. Em Leiria deu para conciliar

tudo, os meus colegas foram fantásticos! Ajudavam-me, davam-me os apontamentos e eu estudava nas viagens. Hoje a felicidade é a dobrar porque no mesmo ano acabo o curso e qualifico-me para os JO. Vê este resultado como um exemplo para os mais jovens? Espero que sim. A vida é comandada por sonhos e como tal temos de lutar por eles. Não podemos baixar os braços mas também não podemos achar que as coisas no caiam do ar. Temos de trabalhar! De certo modo representa a cidade de Peniche. Isto tem algum sabor especial, sendo raro um atleta da cidade conseguir um feito desta dimensão? Representar a minha cidade é sempre bom como é óbvio. É a cidade que amo, são as pessoas que fazem parte da minha vida e o local onde peguei pela primeira vez na raquete. Contudo não é a primeira vez que este feito acontece na cidade. Em 1992 o meu tio Fernando Silva foi aos Jogos Olímpicos de Barcelona na mesma modalidade e não teve a homenagem que tanto merecia.

FOTO: VITOR ROCHA

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| em destaque

Miguel Relvas incentiva a procura de soluções para o Hospital Termal

A saúde, e em concreto o futuro do Hospital Termal, foram os temas dominantes da sessão solene do 15 de maio, este ano marcada pela presença de um ministro e dois secretários de Estado O ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, presidiu, na terça-feira, 15 de maio à sessão solene das celebrações do dia da cidade, defendendo a criação de uma parceria entre o Estado a autarquia e privados para garantir o futuro do Hospital Termal. “Temos que encontrar uma forma de garantir o futuro desta unidade” afirmou Miguel Relvas, durante o discurso em que deixou a promessa de que o Ministério da Saúde “se irá empenhar, em conjunto com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) em desenhar um modelo funcional para que esta infraestrutura tenha futuro”. Relvas falava depois de um discurso em que o presidente da câmara, Fernando Costa exaltou a origem histórica da cidade nascida torno

do Hospital Termal que “foi sempre a matriz das Caldas da Rainha e, como tal, onde reside a nossa alma, pelo que não devem ser tomadas medidas que não tenham ponderação e que ofendam a honra da população das Caldas”. Salientando a importância económica, turística e cultural do hospital, Costa reiterou o apelo para que aquela unidade se mantenha no Serviço Nacional de Saúde, ao contrário da proposta da ARSLVT que defende a concessão do mesmo à iniciativa privada. Sem responder ao apelo do autarca o ministro sublinhou a necessidade de “procurar alternativas” e não apenas “esperar que seja o SNS a conseguir encontrar soluções”. O governante reconheceu a “importância” do hospital considerando-o “um marco a nível nacional” e

com “a grande vantagem de estar a menos de uma hora de uma grande área metropolitana, onde existe uma grande população e um aeroporto internacional”, fatores que aumentam as possibilidades de afirmar a aposta no turismo termal. “É uma aposta em que nós temos uma área de crescimento muito significativo e potencialidades”, frisou desafiando o Governo e a autarquia a desenhar em conjunto “soluções que nos permitam ultrapassar este problema”. A sessão solene em que participaram igualmente o Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa e o presidente da ARSLVT ficou ainda marcada pela intervenção do presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar Oeste Norte (CHON), Carlos Sá, que assinalou

as diferenças entre a realidade da saúde há 500 anos, quando a Rainha D. Leonor assinou o livro do compromisso, e os dias de hoje. “Os desafios colocados a este centro hospitalar têm sido constantes e estimulantes” afirmou o administrador apontando como exemplos a integração funcional dos hospitais que integram o CHON e a necessidade de consolidação financeira da instituição que o ano passado reduziu os custos em quatro por cento e este ano perspetiva uma descida de nove por cento. A melhoria da qualidade dos serviços prestados à população e das condições de trabalho dos profissionais

são outros dos objetivos que, segundo Carlos Sá, norteiam a administração que deixou aos presentes uma resenha das intervenções que têm sido efetuadas no CHON e um agradecimento aos trabalhadores dos hospitais que o integram. A sessão foi ainda marcada pela entrega, por parte da diretora do serviço de hidrologia do Hospital Termal, Conceição Camacho, de uma carta dirigida ao ministro da Saúde, pedindo que o hospital se mantenha no SNS e os resultados de um inquérito a utentes que demonstra que as terapêuticas termais permitem reduzir a medicação em várias patologias.

Banco Alimentar recebe medalha de honra do município A entrega da medalha de honra do município ao Banco Alimentar foi um dos pontos altos das comemorações do dia da cidade, este ano sob a égide da solidariedade. A medalha foi entregue a Ana Bessa, responsável pelo Banco Alimentar do Oeste (BAO), mas a cerimónia, presidida pelo secretário de Estado da Administração Local, Paulo Júlio, contou igualmente com a presença de Isabel Jonet, presidente da federação Portuguesa dos bancos alimentares, que conta atualmen-

DESCONTO NÃO ACUMULÁVEL

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te com 19 bancos que ajudam a alimentar 320 mil pessoas por dia, o que equivale a três por cento da população. Além desta instituição, o município distinguiu este ano, pela dedicação pública a Associação de Barrantes e o Rancho Folclórico os Oleiros. No grau Industrial, a medalha coube este ano à empresa Frigosto e no grau Gestão Agrícola à Frutalvor. Na área do desporto foram distinguidos Tiago Évora e Joaquim Damas e, na área cultural,

António Maria Leão, o ator José Eduardo, Jaime Costa, José Pires, Pedro Bernardo, Adelaide Ferreira e o escritor Luiz Pacheco, a título póstumo. Finalmente por intervenção cívica e carreira foram distinguidos António Augusto Alexandre, Coronel Rocha Nunes Silvino Roque e Valentim Alves. A cerimónia de atribuição de medalhas foi antecedida pela atuação da pianista Patrícia Costa e encerrada, por Adelaide Ferreira.


em destaque |

Prata da casa nos festejos A cantora caldense Rebeca, que este ano comemora os 15 anos de carreira, foi a escolha da autarquia para o arranque das festas da cidade, assinalado tradicionalmente com um concerto gratuito, em frente ao edifício da câmara. A primeira parte do espetáculo foi assegurada pela Banda Costa Verde e a assistência teve ainda direito a assistir à atuação dos

Plant, banda de jovens caldenses, à performance de JC que interpretou o seu hino à Seleção Nacional e ao desempenho futurista do produtor e DJ Kokab. A noite culminou num espetáculo piromusical. José Pires, um pintor local, foi outro dos escolhidos para abrilhantar as festas da cidade que este ano contaram também com a inau-

guração da exposição “Sementes da Primavera”. A mostra pode ser vista no CCC até dez de junho junta vários quadros do pintor que, segundo Matilde Tomaz Couto, diretora do Museu José Malhoa, “pinta a vida enquanto colorido vibrante ou suave, a alegria e a luz ou as angústias e a melancolia”.

Famílias carenciadas recebem cabazes de compras

Porque, segundo o presidente da câmara, Fernando Costa, as festas da cidade não podem ser apenas “música e foguetes” a câmara deliberou este ano marcar as festividades com a entrega de cerca de 200 cabazes de mantimentos a famílias carenciadas do concelho. Numa iniciativa que passará a integrar o programa das celebrações nos próximos anos, a câmara reduziu o orçamento destinado às habituais comemorações e cabimentou uma verba de cerca de dez mil euros para distribuir alimentos por quem mais precisa. Os cabazes, que se estima que beneficiem cerca de 1200 pessoas, começaram a ser entregues na segunda-feira, no supermercado Pão de Açúcar, no Centro Comercial Vivaci, que se associou a esta iniciativa da autarquia fornecendo os produtos a um preço mais competitivo que outros estabelecimentos. Os cabazes pequenos contêm alimentos no valor de 20 euros; os médios representam 39 euros e os maiores 46 euros e são distribuídos de acordo com o número de pessoas do agregado familiar. A vereadora da ação social Conceição Pereira, explicou que os cabazes estão ser entregues a famílias que já estavam a ser acompanhadas pelos serviços e a outras que se inscreveram e cuja situação está a ser avaliada.

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| economia

Global Funerária Low-Cost Situada nas Caldas da Rainha, a Global Funerária Low-Cost quer ajudar as pessoas nesta época de crise. “Este conceito surgiu com a má situação económica que o país e as pessoas atravessam e como tal acho fazer sentido proporcionar à população o mesmo tipo de serviço e até de melhor qualidade, mas reduzir substancialmente os custos” explica Vítor Maia, proprie-

tário do estabelecimento. Aberto há cerca de um mês, este só foi possível criar porque “a gerência da empresa tem outras funerárias na região e como tal dispõe de alguns meios técnicos, humanos e materiais para se conseguir fazer o aproveitamento de todos estes meios e usá-los neste serviço de qualidade a um preço mais reduzido.”

Real Taberna “Restaurante com ambiente familiar dedicado à cozinha tradicional portuguesa com algumas inovações.” É assim que Luís Sousa define o seu estabelecimento Real Taberna, com ano e meio de atividade e capacidade para 44 pessoas. E para comprovar as inovações tem uma ementa de abrir o apetite: Bife Real Taberna, Bife à Taberna com molho de chocolate, Bacalhau Real Taberna, Bacalhau com migas e

Coelho no forno, por encomenda. Se visitar o Real Taberna pode completar a refeição com sobremesas “já premiadas no âmbito de concursos gastronómicos da cidade das Caldas da Rainha. Temos o Doce Real Taberna - creme de chocolate com frutos silvestres - e o Suspiro que pode ter varias coberturas.” Qual é o segredo para este sucesso? “O segredo está com a cozinheira, que é a alma do negócio.”

Arcadas do Jardim A Pastelaria Arcadas do Jardim, a funcionar há 14 anos em Atouguia da Baleia, oferece todo o tipo de padaria, pastelaria e geladaria de fabrico próprio. Conta também com uma exposição de vinhos, idealizando o serviço do estabelecimento da Serra d’el Rei. “Nas Arcadas d’el Rei, no ativo há 5 anos, temos um serviço gourmet para além de muitos outros produtos. Em todos os estabelecimentos temos os nossos produtos de fabrico próprio, como o pão com chouriço, todo o

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tipo de bolos e de gelataria”, revela a proprietária Laura Ganhão que no ano passado abriu outro estabelecimento em Peniche, a Arcadas do Mar. Para tentar fintar a crise, é disponibilizado um serviço de catering para casamentos, batizados e todo o tipo de festas. “Temos a oferta, mas as pessoas estão numa situação que não podem gastar o dinheiro de qualquer maneira, mas temos de levar o barco para a frente e tentar chegar a bom porto.”


região |

Artesanato e velharias no Cadaval

A1ª edição da Feira de Artesanato, Velharias e Colecionismo do Município do Cadaval, realizada a 28 de abril, apesar da chuva que se fez sentir, juntou, no centro da vila, mais de 30 expositores, provindos não só do Cadaval mas de diversos concelhos dos distritos de Lisboa e Leiria, em especial da região Oeste. A iniciativa realiza-se mensalmente, ao quarto sábado de cada mês. Uma multiplicidade de artigos de artesanato, velharias, antiguidades e colecionismo puderam ser encontrados na primeira edição desta nova feira cadavalense, que pretende valorizar os referidos géneros enquanto “exemplos vivos do passado”, vindo, ao mesmo tempo, proporcionar a exposição, troca e venda ocasional dos mesmos.

Dr.ª Katerina Leão CARTÓRIO NOTARIAL DO CADAVAL A CARGO DA NOTÁRIA KATERINA EMILOVA KOSTOVA LEÃO Certifico narrativamente para efeitos de publicação, que por escritura de vinte e seis de abril de dois mil e doze, exarada de folhas oitenta e uma a folhas oitenta e três, do livro de notas para escrituras diversas, número VINTE E SEIS – A compareceram como outorgantes: JOÃO CARDOSO DA SILVA e mulher PIEDADE NOBRE BORDA DE ÁGUA, casados sob regime de comunhão geral de bens, ambos naturais da freguesia de Cercal,

O centro da vila do Cadaval, mais precisamente a Praça da República e zona envolvente, passou a acolher mensalmente este evento, cuja organização e gestão estão a cargo do município. Sendo realizada ao quarto sábado de cada mês, a próxima feira acontece dia 26 de maio, prosseguindo, depois, na referida periodicidade. Somente em dezembro haverá uma edição excecional no dia 8, conciliada com a tradicional Feira dos Pinhões. Esta atividade é aberta a artesãos, empresários, associações/coletividades, entre outros interessados. A inscrição pressupõe preenchimento de requerimento, disponível na secção Mercados e Feiras do site municipal (www.cm-cadaval.

pt). Deverá ainda juntar-se fotocópia do BI/CC e do NIF, bem como fotografias dos artigos para venda (neste caso, para eventual critério de desempate). Segundo o regulamento, a entrega dos pedidos de inscrição deverá ser feita até à primeira quarta-feira de cada mês, no Balcão Único de Atendimento da autarquia ou via correio postal para: Câmara Municipal do Cadaval, Divisão de Planeamento Estratégico e Recursos Humanos, Av. Dr. Francisco Sá Carneiro, 2550-103 Cadaval. Pode ainda o envio dos elementos ser feito via correio eletrónico para dperh.planeamento@cm-cadaval.pt. Para algum esclarecimento adicional, poderá a referida divisão municipal ser contactada pelo telefone 262 690 100.

concelho de Cadaval, onde residem na Rua Gastão Mendes Barata, número 25, justificam por usucapião, invocando a propriedade do prédio a seguir descrito; URBANO, sito Rua Comendador Gastão Mendes Barata, número 16, no lugar e freguesia de CERCAL, concelho de CADAVAL, composto de casa de habitação de dois pisos com seis divisões, com área coberta de cento e quarenta e sete ví rgula quarenta e três metros quadrados, com área descoberta de cinquenta e sete vírgula sessenta e sete metros quadrados, com a área total de duzentos e cinco vírgula dez metros quadrados, a confrontar do norte com Alfredo Ferreira Ribeiro, do sul e poente com estrada pública, do nascente com Luís Fonseca da Silva, omisso na Conservatória do Registo Predial de Cadaval, inscrito na matriz predial urbana sob o artigo 958, da freguesia de Cercal, com o valor patrimonial tributário de 42.500,00€, ao qual atribuem o mesmo valor. Que o referido prédio veio à posse dos justificantes, por compra não titulada, feita no ano de mil novecentos e cinquenta e quatro, à Junta de Freguesia do

Cercal, autarquia local deste Concelho, os quais desde a referida data passaram a exercer a sua posse sem a menor oposição de quem quer que seja, desde o seu início, posse que sempre exerceram sem interrupção e ostensivamente, com o conhecimento de toda a gente da freguesia, respectivos lugares e freguesias vizinhas, traduzida em actos materiais de fruição, conservação e defesa, usufruindo do prédio com a convicção de não lesar o direito de ninguém, agindo sempre pela forma correspondente ao exercício do direito de propriedade, sendo por isso uma posse em nome próprio, pública, pacífica, contínua e de boa fé, praticando os demais actos que definem a qualidade dos proprietários. Está conforme o original Cartório Notarial de Cadaval, vinte e seis de abril de 2012 A Notária, Katerina Emilova Kostova Leão Conta registada sob o n.º 161/21012

Oestinos viajam até à Figueira em protesto Mais de centena e meia de populares viajaram no sábado, 5 de maio, de comboio entre S. Martinho do Porto e a Figueira da Foz, em protesto contra a intenção do Governo encerrar o serviço de passageiros na Linha do Oeste. “Queremos a continuidade do transporte ferroviário neste percurso, que hoje efetuamos mas que nos querem tirar”, afirmou Manuel Rodrigues, da organização durante o almoço que reuniu todos os participantes, na Figueira da Foz. O protesto juntou mais de 160 pessoas de vários concelhos da região que se concentraram em S. Martinho do Porto, para embarcar no comboio das 08:45, rumo à Figueira da Foz. A composição, com 164 lugares sentados, não comportou a totalidade dos manifestantes e passageiros, alguns do quais tiveram que viajar de pé. O elevado número de passageiros já tinha, durante a aquisição dos bilhetes, provocado “uma situação de indignação” quando, sublinhou Manuel Rodrigues, “fomos informados que como o comboio em que pretendíamos viajar era formado por apenas uma carruagem Allan (uma composição com 94 lugares) teríamos que pagar uma sobretaxa para que o comboio fosse reforçado”. A cobrança da sobretaxa acabou por não se realizar, mas, em contrapartida, os bilhetes vendidos na manhã do protesto, na estação das Caldas da Rainha, com destino a norte, foram carimbados com o aviso “Circulação fortemente perturbada”. A viagem animada com cânticos culminou com um almoço na Figueira da Foz, onde uma delegação de dez dirigentes do Sin-

dicato Nacional dos Ferroviários se juntou ao protesto em solidariedade “com todas as comissões de defesa das linhas férreas, pela importância que tem para o desenvolvimento do país e pelo que representa na redução de assimetrias”, explicou Álvaro Pinto da direção nacional do sindicato. O mesmo dirigente expressou igualmente preocupação “pelos muitos trabalhadores ferroviários desta zona” que correm o risco de engrossar os números do desemprego. A iniciativa contou ainda com o apoio da Comissão para a Defesa da Linha do Oeste para a qual “retirar o serviço de passageiros, a norte das Caldas da Rainha, é virar as costas à caraterísticas únicas que o traçado da linha tem”. A comissão considera “injusta e penalizadora do bem-estar das populações” a intenção anunciada pelo Governo de encerrar o serviço de passageiros naquela linha, entre as Caldas da Rainha e a Figueira da Foz. A intenção tem sido contestada por partidos e movimentos cívicos da região e a câmara das Caldas da Rainha encomendou a um especialista em transportes um estudo que conclui pela viabilidade da linha, sem aumento de custos de exploração, caso os comboios passem a ser direcionados para Coimbra em vez de para a Figueira da Foz, como acontece atualmente. O estudo está a ser analisado pela Secretaria de Estado dos Transportes, mas, “até que seja assumida a decisão de manter o serviços de passageiros é preciso dar continuidade a esta luta”, disse à Lusa José Rui Raposo, da Comissão de Defesa.

Defesa de Rei Ghob recorre da sentença “Sem provas.” Este foi o argumento dado pela defesa de Francisco Leitão ao Tribunal de Torres Vedras para recorrer da sentença que condena o “Rei Ghob” a 25 anos de prisão pelos três crimes de homicídio e outros três de ocultação de cadáver. Segundo a agência lusa, que teve acesso ao processo, o advogado de defesa afirmou que o acórdão “padece de nulidade por falta de provas e de fundamentação para a condenação, que é desajustada”, pedindo assim a repetição do julgamento. Para Fernando Carvalhal, advogado de defesa,

houve “erro notório na apreciação da prova e na insuficiência da matéria de facto para a decisão”, uma vez que “nunca foi colhida qualquer prova direta ou indiciária para indicar que as vítimas estejam sequer mortas.” O arguido foi condenado, em cúmulo jurídico, à pena máxima permitida em Portugal, pelos homicídios e ocultação de cadáveres de Tânia Ramos, Ivo Delgado e Joana Correia por questões passionais e absolvido do homicídio de um idoso sem-abrigo, conhecido por ‘Pisa Lagartos’.

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| necrologia

José Luís Venâncio Eustáquio

Francisco Augusto Dias Batista

PENICHE 22.09.1946 | 13.05.2012

PENICHE 02.11.1943 | 12.05.2012

Sua esposa, filhas, netos e restantes familiares, na impossibilidade de o fazer pessoalmente, vem por este meio, com eterna gratidão e profundo reconhecimento, enaltecer e dar graças a todos quantos lhes deram conforto, acompanhando o seu ente querido até à sua última morada, ou que, de qualquer forma lhes apresentaram condolências. Que a sua alma descanse em Paz!

Agência Funerária D. Pedro I, Lda. | Serra D’El Rei - Peniche | Tel 262 909 618 - Tlm. 965 663 679

João José Guinhenhas PENICHE 22.12.1924 | 17.04.2012

Sua esposa, filhos e restante família, na impossibilidade de o fazerem pessoalmente como seria sua vontade, servem-se deste meio para agradecer a todas as pessoas que se incorporaram no funeral da sua ente querida e a acompanharam à última morada bem como todos aqueles que de outra forma lhe manifestaram o seu pesar. Agradecimento especial aos funcionários do Hospital de Peniche por todos os cuidados prestados com onosso ente querido. Bem hajam.

Agência Funerária de Peniche | T. 262 782 368

Francisco Guilherme da Glória Rodrigues

PENICHE 27.09.1937 | 02.05.2012

Sua esposa, filha, genro, neto e restante família, na impossibilidade de o fazerem pessoalmente como seria sua vontade, servem-se deste meio para agradecer a todas as pessoas que se incorporaram no funeral da sua ente querida e a acompanharam à última morada bem como todos aqueles que de outra forma lhe manifestaram o seu pesar. Agradecimento especial aos funcionários do Hospital de Peniche por todos os cuidados prestados com onosso ente querido. Bem hajam.

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eventos |

Procissão das Velas O dia de Nossa Senhora de Fátima voltou a comemorar-se em Peniche com a procissão das velas na noite de 12 para 13 de maio. Com grande afluência de fiéis, o cortejo percorreu as ruas da cidade, desde a Igreja de São Pedro ao Bairro do Visconde, onde o Padre Pedro procedeu à cerimónia da Celebração da Palavra.

Fotos: Carlos Tiago

1º Passeio de Clássicos Villa de Atouguia da Baleia No dia 13 de maio realizou-se o 1º Passeio de Clássicos – Villa de Atouguia da Baleia. Com início no Largo de Nossa Senhora da Conceição, os cerca de 80 veículos percorrerem as artérias mais importantes do concelho, terminando o passeio com um almoço convívio na Sociedade Filarmónica União 1º de Dezembro 1902. No final foram atribuídos, entre outros, prémios para o condutor mais jovem, mais idoso e carro mais antigo.

Fotos: Carlos Tiago

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| opinião

A fome, esse flagelo maior que está a minar as famílias mais carenciadas António Marques

Ninguém morre de fome, pelo menos segundo os atestados de óbito, que registam apenas as doenças e problemas causados por ela, como infecções ou falência de órgãos vitais. A morte, no entanto, é apenas o fim de uma agonia que apresenta diversos sintomas. Após um dia sem comer, a pessoa tende a apresentar apatia, cansaço e fraqueza. O meta-

bolismo e a pressão tendem a cair, resultando em sonolência e sensação de frio. O organismo começa a produzir cetonas, o que causa maus odores. Após uma semana sem se alimentar, a pessoa começa a ter cãibras, redução da actividade cerebral, perda de peso e de massa muscular e diminuição do volume sanguíneo, o que dá à pele um tom amarelado. Quatro semanas sem comer levam, entre outros sintomas, a arritmias cardíacas, por falta de potássio, confusão mental, infecções na pele e nos intestinos, queda de cabelo, insuficiência renal e riscos de entrar em coma, caso a temperatura corporal caia a menos de 35º centigrados. É a antecâmara da morte. A fome prolongada, portanto, afecta, de uma maneira ou de outra, todos os órgãos do corpo humano. O conceito de Segurança Alimentar e Nutricional tem sido difundido no mundo desde o início do século XX, e significa “garantia, a todos, de condições de acesso a alimentos básicos de qualidade, em quantidade suficiente,

Uma questão de comichões … Rogério Cação Há histórias que, de tão ridículas, dariam boas anedotas, não fora o caso de envolverem coisas sérias como a razoabilidade e o bom senso dos adultos, que às vezes parecem andar muito arredados de certas cabeças. A história já tem algum tempo e parece que terá sido objeto de arquivamento pelas autoridades com competência pedagógica, mas ainda assim, não resisto a trazê-la a estas linhas. Numa escola pré primária da Ericeira, uma educadora, certamente benfiquista, resolveu adulterar a conhecida canção do “atirei o pau ao gato”, incluindo no final um “viva o Benfica”, em vez do tradicional “vai-te embora pulga maldita”. Também acho que não o devia fazer ou, fazendo-o, deveria ir trocando com o viva o

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de modo permanente e sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, com base em práticas alimentares saudáveis, contribuindo, assim, para uma existência digna, num contexto de desenvolvimento integral da pessoa humana”. É um conceito muito abrangente que implica olharmos á nossa volta, sem esconder a cabeça na areia para afirmarmos que a questão da fome em Portugal está na ordem do dia. A preocupação com o tema, no entanto, é motivo de estudo para pesquisadores, organizações não-governamentais, igrejas, sindicatos, municípios e governantes. No entanto ainda se fala a medo e não abertamente sobre o assunto. Quais são os factores ocultos desta verdadeira conspiração de silêncio em torno da fome? Trata-se de um silêncio premeditado pela própria natureza da nossa cultura. São por um lado os interesses mesquinhos e rasteiros e por outro os preconceitos de ordem moral e de ordem política e económica de nossa civilização ocidental que tornaram a fome um tema proibido, ou pelo menos pouco aconselhável de ser abordado publicamente. Alguma coisa tem que mudar para fazer cair o tabu. O problema é sensível em Portugal mas o alerta sobre a fome só se tornou visível com a crise que atravessamos. Os efeitos da fome obrigam-nos a procurar noções que nos levem a compreender melhor o processo alimentar e nutricional. Teremos que considerar os aspectos do acesso aos alimentos e da sua disponibilidade em termos de suficiência, continuidade e preços estáveis, compatíveis com o poder aquisitivo da população. Ressalta aqui a importância da qualidade alimentar e importa ainda valorizar os hábitos adequados, colocando a segurança e o direito nutricional como uma prerrogativa básica para a condição de cidadania. O termo Segurança Alimentar surge após a Primeira Guerra Mundial, por causa da preo-

cupação de que um país pudesse dominar outro, por meio do controle sobre o fornecimento de alimentos. Originariamente, portanto, a ideia de Segurança Alimentar fazia parte do conceito de Segurança Nacional e apontava para a necessidade de auto-suficiência na produção e de formação de stocks estratégicos de alimentos. Em Portugal, a principal causa para a insegurança alimentar é a dificuldade de acesso aos produtos alimentícios, principalmente em razão dos danos colaterais causados pela doença e pelo desemprego que minam o poder aquisitivo de uma grande parcela da população que luta pela sobrevivência. Teremos que assumir o fracasso de um sistema dominante que não é capaz de trazer bem-estar e felicidade a todos os habitantes de um País. A reunião Mundial da Alimentação, realizada em 1996, foi palco de um compromisso firmado entre 186 países, entre os quais Portugal, para reduzir o número de desnutridos no mundo até ao ano de 2015. Infelizmente, muito pouco ou praticamente nada se tem feito para se alcançar a meta desejada. Para muitos, o facto de a questão da fome estar a chegar á Comunicação Social é uma pedra no sapato e nas consciências e mostra uma determinação crescente da sociedade, que se preocupa com o que pode ser caracterizado como o maior problema que afecta as famílias portugueses mais carenciadas. Mais do que nunca, importa desenvolver urgentemente programas voltados para o combate ao flagelo da miséria e da fome. De forma simbólica mas exemplar, o Município das Caldas da Rainha, distinguiu no programa oficial do dia da cidade celebrado a 15 de Maio, o Banco Alimentar, com a Medalha de Honra, o seu mais alto Galardão. Aplauso.

Porto, viva o Sporting ou viva o Ericeirense, já que, como se verá, é importante não ferir suscetibilidades. Não das crianças, que essas, claro, estão-se borrifando para essas coisas, mas de certos pais que, no seu fanatismo clubista, são capazes de transformar uma coisa destas, sem importância rigorosamente nenhuma, numa participação à Inspeção Geral de Ensino. Valha-nos pelo menos sabermos que este pai, portista ferrenho, está atento às canções infantis que lhe canta a sua filha de 4 anos. Espero que se mantenha atento noutras coisas realmente importantes para o futuro da sua filha. Claro que, beliscada nos seus gloriosos pergaminhos, a SAD do Porto também veio a terreiro manifestar-se contra esta autêntica perversão da mente das criancinhas, que fará certamente com que, mal cheguem à idade adulta, todas corram a inscrever-se na claque dos “diabos vermelhos”. Tenham paciência, mas esta indignação deste senhor da Ericeira, faz todo o sentido. E devemos ir muito mais longe. Proibir imediatamente o filme o Rei Leão, porque é uma vergonhosa forma de propagandear o Sporting Clube de Portugal e, agora que penso nisso, quando o filme estreou dispararam as adesões a sócios daquele

clube, de crianças entre os seis e os dez anos. E que dizer do filme, igualmente de animação “Como treinar o seu dragão”? Cá para mim, foi patrocinado pelo perverso Pinto da Costa, para iludir as criancinhas com um dragão simpático e bonzinho. Como avô benfiquista zeloso, exijo a imediata retirada deste pernicioso filme das salas de cinema e dos clubes de vídeo. Mas há mais. Como pretendo afirmar a minha imparcialidade nestas coisas, acho que o Capuchinho Vermelho também deveria mudar de cor, talvez para Capuchinho Lilás, para não dar azo a manipulações clubísticas das mentes infantis. E o Robin dos Bosques que se vista de outra cor também, já que a que usa é descaradamente leonina. O amarelo está bem, uma vez que, julgo eu, poucos se lembrarão de o associar ao Paços de Ferreira ou ao Beira-Mar. E para finalizar, que se bana também de tudo o que é publicação o incrível Hulk, que é duplamente perigoso: é todo verde, o que convenhamos poderia não ser inocente, não fora o caso do nome fazer lembrar um certo jogador que joga numa equipa do norte. Se é que me entendem… Quanto ao resto, é tudo uma questão de comichões, nada mais que isso. Eu cá, dispensava a pulga, claro.

* O autor deste texto escreve de acordo com a ortografia antiga.


opinião |

A Assembleia da República aprovou no dia 13 de Abril com os votos favoráveis do PSD e CDS a PL nº 44/XII que aponta para a extinção de centenas de freguesias. Esta legislação a ser promulgada pelo Presidente da República, e a ser aplicada, representaria um grave atentado contra o poder local democrático, os interesses das populações e o desenvolvimento local. Ao contrário do anunciado «reforço da coesão» o que daí resultará será mais assimetrias e desigualdades. Juntar os territórios mais fortes, mais ricos ou com mais população com os mais fracos ou menos populosos – em áreas urbanas ou rurais – traduzir-se-á em mais atração para os primeiros (os que sobreviverão como freguesias) e mais abandono dos segundos (os que verão as suas freguesias liquidadas). Ou seja, mais abandono, menos investimento local, menos serviços públicos, menos coesão para quem menos tem e menos pode. Ao contrário dos «ganhos de eficiência e de escala» que resultariam da «libertação de recursos financeiros» o que se teria era menos proximidade e resposta direta aos problemas locais com menos verbas e recursos disponíveis. Para além do novo corte de verbas do OE prevista para 2013, as chamadas majorações de 15% para as freguesias ”agregadas” sairiam do montante global do FFF, ou seja, seriam retiradas ao montante destinado ao conjunto das freguesias, e mesmo as prometidas novas competências seriam construídas à custa das verbas dos municípios. Qualquer reforma administrativa do território que se pretendesse séria, deveria, ao contrário da liquidação de centenas de freguesias, criar as condições e afetação dos meios indispensáveis ao exercício das atribuições e competên-

cias, que hoje lhe são negados, e ao mesmo tempo concretizar a regionalização como a Constituição da República determina, indispensável a um processo de descentralização que se pretenda coerente, a uma reforma da administração pública racional, ao desenvolvimento económico regional e à defesa da autonomia municipal. As freguesias representam em termos do Orçamento do Estado - 0,1% do total – e em nada contribuem para a dívida pública, mais clara fica a intenção do governo – atacar o poder local e os direitos das populações ao bem-estar e à satisfação das suas necessidades locais. A liquidação de centenas de freguesias representaria um enorme empobrecimento democrático (traduzido na redução de mais 20 mil eleitos); enfraquecimento da afirmação, defesa e representação dos interesses e aspirações das populações que a presença de órgãos autárquicos assegura. A manifestação nacional de freguesias do dia 31 de Março convocada pela ANAFRE e por Plataformas contra a liquidação das freguesias, constituiu uma inapagável resposta das populações em defesa da sua identidade e raízes, uma poderosa expressão de afirmação dos seus direitos e identificação com as suas freguesias e respectivos órgãos autárquicos, tal como já o fora o Congresso da ANAFRE em 2 e 3 de Dezembro de 2011, o Encontro Nacional de Freguesias de 10 de Março de 2012, assim como as múltiplas manifestações de descontentamento, conjuntas ou de cada freguesia e município.

Na sequência do convite que me foi feito para escrever esta coluna neste novo jornal regional, começo precisamente por dar os parabéns pela iniciativa dos seus proprietários ao iniciarem a sua publicação. Num momento em que a imprensa escrita atravessa dificuldades por todo o país, o facto de haver entre nós mais um órgão de comunicação social é um sinal de coragem e de serviço público que merece ser destacado. Neste primeiro texto e no especial momento que o nosso país atravessa, não quero perder a oportunidade de destacar a importância da intervenção pública e cívica de todos os cidadãos para ultrapassarmos as dificuldades. O envolvimento em instituições locais, em movimentos cívicos ou em partidos políticos, a título voluntário, tem de ser visto como uma forma de contribuir para a sociedade e deixar de ser encarado de forma negativa. Devemos recusar a ideia de que os políticos são inevitavelmente maus. Haverá uns melhores e uns piores, como em tudo na vida. Mas a generalidade dos que conheço na política local, independentemente do partido, têm uma

genuína vontade de contribuir para o desenvolvimento local. Não devemos duvidar, por isso, das boas intenções dos nossos autarcas. Podemos discordar democraticamente das suas ideias, apontar os resultados da sua governação quando não correspondem às expectativas que criaram ou às promessas que fizeram, ou quando são inconsequentes com as suas atitudes no passado. Enquanto Presidente da Comissão Política do PSD Peniche, procuro que as intervenções dos autarcas do PSD, quer na Câmara, quer na Assembleia Municipal, sejam feitas num sentido construtivo, mas de absoluta exigência, perante uma governação por parte da CDU que, no nosso entender, se tem afastado cada vez mais do que foram as promessas de 2005 ou de 2009. Não se estranhe, pois, quando for apontado o dedo a quem incumpre, a quem prometeu o que não podia cumprir e a quem tem sido apenas consistente na incongruência. Não é ‘politiquice’: é precisamente a moralização da política, com a exigência de que sejam prestadas contas pelo trabalho feito e pelo que ficou

Por tudo o que foi dito é importante: 1 – Manifestar a oposição a qualquer proposta de liquidação de freguesias e afirmar a defesa

Em defesa do poder local democrático. Não à extinção de freguesias Vitor Fernandes do actual número de freguesias, por aquilo que representam para as populações, com reforço das suas competências e meios financeiros. 2 – Apelar às Câmaras e Assembleias Municipais para recusarem ser cúmplices da liquidação de freguesias nos seus concelhos, não aceitando a chantagem da eventual redução de 20% das freguesias a extinguir, como se duma promoção comercial se tratasse. Como já se insinua, hoje é a liquidação de freguesias, amanhã serão os municípios. 3 – Exortar a ANAFRE e ANMP a não pactuarem com este processo, não indicando representantes para a chamada “Unidade Técnica”. 4 – Exigir do Presidente da República a não promulgação desta legislação em conformidade com as suas responsabilidades constitucionais e em consonância com as suas declarações contra o agravamento das assimetrias regionais, a desertificação e o despovoamento do interior, e em defesa da identidade local. 5 – Apelar a todos os autarcas, aos trabalhadores das autarquias, ao movimento associa-

tivo e à população para o prosseguimento da luta e das diversas acções, contra a extinção de freguesias e em defesa do poder local democrático. * O autor deste texto escreve de acordo com a ortografia antiga.

A exigência como moralização da política Ademar Vala Marques por fazer. É com essa exigência que podem contar da parte do PSD Peniche. O PSD está empenhado na defesa de qualidade de vida da população do Concelho de Peniche. Não basta promover Peniche como destino na comunicação social. É preciso dar condições aos que nos visitam para que não fiquem mal impressionados e é sobretudo importante que não se esqueçam as pessoas de Peniche e que se lhes dê a qualidade de vida que legitimamente esperam. * O autor deste texto escreve de acordo com a ortografia antiga.

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| agenda

Peniche

Óbidos

“43 PEIXES” NA FORTALEZA

EXPOSIÇÃO DE PINTURA

RE.WINE - EXPOSIÇÃO DE RÓTULOS DE VINHOS

Está patente, até 31 de maio, na Casa Antero, nas Caldas da Rainha, RE.WINE - exposição de rótulos de vinhos criados pelo 3º ano do curso de Design Gráfico da ESAD. A iniciativa tem vindo a acontecer anualmente sendo que, este ano, o tema se centra na re-interpretação de um rótulo já existente no mercado.

Bombarral Entre 6 de agosto e 16 de Setembro vai estar patente ao público, na Sala do Governador da Fortaleza de Peniche a exposição “43 peixes” da autoria de Pedro Salgado. A mostra de ilustração científica inclui diversos trabalhos originais em aguarela e tinta-da-china em exposição pela primeira vez, tendo algumas dessas obras sido premiadas internacionalmente. No total estarão expostos “43 peixes” que muitos de nós estão habituados a ver nos nossos pratos, como é caso do robalo, do sargo, do carapau, do peixe-galo (alfaquique) ou da nossa rainha – a sardinha. O modo artístico como estão retratados, enaltece de modo muito especial a beleza associada a um dos maiores recursos de Peniche – O Peixe. Os trabalhos originais apresentados nesta exposição constituem parte das ilustrações de peixes, sua especialidade, realizados desde 1992, para a Expo’98, Oceanário de Lisboa, Aquário da Madeira, Fluviário de Mora e CTT- Correios de Portugal. As ilustrações a Preto e Branco foram realizadas com aparo e tinta-da-china sobre scratchboard. As ilustrações a cores foram realizadas em aguarela.

GOLFE URBANO O Curso de Gestão Turística e Hoteleira em regime Pós Laboral da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar de Peniche realiza, no próximo dia 19 de maio, entre as 14h00 e as 17h00, a iniciativa Historic Urban Golf, na fortaleza de Peniche. O golfe urbano tem como base o golfe tradicional, mas é praticado num ambiente citadino com algumas adaptações ao local onde este é realizado, ou seja, espaços urbanos, tais como ruas, edifícios abandonados, parques de estacionamento ou locais em construção. O evento tem como objetivo dar a conhecer e promover através da modalidade a Fortaleza de Peniche. Podem participar jogadores com mais de 8 anos.

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Até 17 de junho está patente na Galeria Casa do Pelourinho, em Óbidos, a exposição “Pensar Colorido – da Janela dos Meus Olhos, um Caleidoscópio para o Universo da Pintura”. Integrada no evento Maio Criativo a exposição revela ao público os trabalhos desenvolvidos pela Pintora Romarina Passos com todas as crianças dos jardins de infância do concelho de Óbidos. A mostra pode ser visitada das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00. Encerra às terças-feiras.

PINTURAS DE FERNANDO PASCOAL

O DIA EM QUE A ILUSTRAÇÃO SUBIU PELAS PAREDES Uma mostra ortogonal de cores e imagens pensada e projetada por um homem que um dia habitou folhas de papel gigantes, sonhou pisar a lua e pintar o mundo com marcadores e lápis de cor está patente, até 20 de agosto, na livraria Bichinho de Conto, nos Casais Brancos, em Óbidos. A mostra pode ser vista de terça a sexta das 14h00 às 19h00 e aos sábados das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 19h00. Encerra aos domingos, segundas e feriados.

Caldas da Rainha VENCEDOR DA VOZ DE PORTUGAL NO CENTRO DA JUVENTUDE Denis Filipe, vencedor do concurso “Voz de Portugal”, da RTP, vai atuar no Centro da Juventude das Caldas da Rainha, no próximo dia 31 de maio. A iniciativa partiu de cinco alunos do curso de Som e Imagem da Escola Superior Arte e Design das Caldas da Rainha e trata-se de um evento no âmbito da cadeira “Práticas de Reforço Acústico”. A tarefa consistia em organizar um evento musical, desde contactos com agentes e artistas, passando pela organização da sala e sonorização. O evento não tem fim lucrativo servindo apenas de projeto final da cadeira, mas para pagar a deslocação do músico, serão cobrados três euros pela entrada.

As obras do bombarralense Fernando Pascoal estão de regresso ao Museu Municipal do Bombarral, onde vão estar patentes até ao próximo dia 20 de maio. A mostra é composta por 33 quadros, dos quais 27, como frisou, se encontram sem moldura, algo inédito relativamente às exposições que já teve oportunidade de realizar. A mostra pode ser visitada de terça a domingo, das 10 às 12:30 e das 14 às 18 horas.

Cadaval ROTA DO JAVALI Pelo quinto ano consecutivo, a Junta de Freguesia de Lamas está a organizar um passeio pedestre, aberto a toda a população. O passeio será no dia 27 de maio, com partida marcada para as 09h00 junto do edifício sede da Junta de Freguesia de Lamas em Chão de Sapo. O percurso denominado Rota do Javali, passará pela Quinta do Brigadeiro, Póvoa, pela Serra de Montejunto e terminará em Rocha Forte. Durante o percurso, de cerca de 10 km, haverá água e pausas para comer fruta e descansar. Depois da caminhada será servido almoço a todos os participantes no Centro Cultural Desportivo e Recreativo de Rocha Forte. Inscrições e Informações pelo telefone: 262695421ou E-mail: geral@jf-lamas.pt


solidariedade |

João Brilhante

As crianças conseguem despertar nas pessoas emoções por vezes difíceis de expressar. Veja-se o caso Maddie, o caso Rui Pedro, o drama do Gustavo Martins (filho do futebolista Carlos Martins). O João Brilhante é um desses casos. A doença que o impede, aos 18 meses, de segurar a cabeça, não lhe tirou o sorriso. A polimicrogiria, descoberta aos 2 meses de idade, deixou de rastos os pais, que mesmo assim ainda tiveram esperança que a mal-

formação ao nível do cérebro não fosse tão extensa. A falta de sinais de melhoria aos 6 meses levou os pais a procurarem uma solução para o caso. Sem uma cura efetiva ainda disponível, tomaram conhecimento de um tratamento feito em Cuba, que minimiza os efeitos da doença, através de fisioterapia especializada, uma perspetiva promissora mas dispendiosa, com custos a rondar os 10000 euros. Elsa e Carlos Brilhante, pais do pequeno

João, não baixaram os braços e começaram a criar formas de angariar os fundos necessários. O primeiro passo foi a criação do grupo “Vamos ajudar o João” no Facebook, com o intuito de juntar amigos, familiares e conhecidos, mas depressa o grupo foi crescendo e a causa do João foi chegando cada vez mais longe. O facto de viver no Porto não impediu que se gerasse uma onda de solidariedade que percorre o país de norte a sul. Desde iniciativas de recolha de tampinhas, a vendas de biscoitos e chocolates personalizados, muitas foram as formas que os membros do grupo, agora já com quase 9000 membros, arranjaram para angariar fundos. Um desses membros, Miguel Martins, sócio-gerente de uma empresa de informática nas Caldas da Rainha, a Createinfor, teve a ideia de oferecer um Galaxy Tab 10.1, um gadget que custa cerca de 500 euros a uma das pessoas que ajudasse com apenas 1 euro na causa do João, bastando para isso que a pessoa faça a transferência da quantia para o NIB 0035 0152 00001742630 02, enviando o comprovativo para geral@createinfor. pt, por forma a validar a sua participação. Quem contribuir com mais do que 1 euro multiplica as suas possibilidades de ganhar o prémio. A 102 FM Rádio associou-se a esta campanha, promovendo-a nas suas emissões, para que a mesma ganhe outra visibilidade. Neste momento, com todas as campanhas a decorrer, a quantia necessária já reduziu para metade, o que mostra a solidariedade que se gerou. E você? Vai ajudar o João?

Pirilampo Mágico ilumina quem precisa A 4ª edição da Caminhada Solidária, no passado dia 5 de maio, deu o mote para o arranque da Campanha Pirilampo Mágico 2012. A campanha que decorre até 27 deste mês pretende angariar fundos para a construção do Lar Residencial Porto de Abrigo, que teve início em fevereiro passado. Este projeto decorre da necessidade de serem localmente encontradas soluções residenciais para pessoas com graves défices de autonomia e sem enquadramento familiar suscetível de poder garantir condições mínimas de segurança, conforto e dignidade. Para facilitar esta angariação decorrem atividades como o Concurso “Arte Mágica 2012” e a habitual venda de artigos promocionais, como o tradicional Pirilampo, Pin`s, Tshirt`s, Canecas e CD`s nas valências e serviços da Cercipeniche, na Praça Jacob Rodrigues Pereira, no Mercado Municipal de Peniche, no Pingo Doce e Continente. A celebrar o seu 26º aniversário, Campanha Pirilampo Mágico é uma iniciativa da FENACERCI (Federação Nacional das Cooperativas de Solidariedade Social).

E ainda...

PONTO DE ENCONTRO PASTELARIA Rua do Montepio, 26 CALDAS DA RAINHA CONTRADIÇÃO PASTELARIA Rua Dr. Miguel Bombarda, 30 CALDAS DA RAINHA

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Ministra da justiça explica reformas no CCC nais do direito, e que se encontra numa segunda fase de audições pública “ afirmou a governante explicando que a mesma “levará a alterações ao código de processo penal, ao código penal e ao código de execução de penas”. No processo penal as alterações prendem-se com as medidas de coação, na Validade das declarações do arguido em fase anterior à de julgamento, no processo sumário e no direito de recurso. Um Encontro Nacional de Juízes trouxe a Caldas da Rainha a Ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, que no CCC explicou as principais alterações do sistema de justiça e anunciou para breve a divulgação dos tribunais que irão encerrar. O programa reformista que está a ser preparado pelo Ministério da Justiça foi o tema abordado pela ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, nas Caldas da Rainha, onde no passada sexta-feira abriu o III Encontro Nacional de Juízes. Sob o lema “Perspetivas para a Judicatura na Próxima Década” o encontro reuniu juízes de todo o país que no CCC ouviram a ministra falar sobre a reforma penal e a reforma judiciária. “A reforma penal é, na verdade, uma reforma intercalar que se destina a dar resposta imediata a um conjunto de problemas claramente identificados pela generalidade dos profissio-

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Em relação ao recurso a ministra deixou claro que “o tempo da impunidade chegou ao fim”, assegurando que com a reforma do Código de Processo Penal deixarão de ser possíveis “expedientes dilatórios” que levem à prescrição dos crimes. “Vamos ter uma nova legislação que vai ao encontro da solução daquilo que podiam ser expedientes dilatórios, ou que podiam ser usados como tal”, afirmou Paula Teixeira da Cruz. Escusando comentar diretamente o caso de Isaltino Morais (cujo crime de corrupção de que é acusado terá prescrito - segundo o semanário Sol -, impedindo a realização de parte do julgamento que o Tribunal da Relação mandou repetir), a ministra lembrou a alteração intercalar ao código de processo penal que está a ser preparada e que determina que “a partir de uma decisão condenatória em primeira instância há suspensão da prescrição por um conjun-

to de anos, em função das molduras penais”. Se houver recurso para o Tribunal Constitucional, disse aos jornalistas, “os prazos de suspensão de prescrição duplicam e, portanto, os processos deixarão de prescrever por mero recurso às interposição de recursos”, uma circunstância que atualmente permite “uma justiça para ricos e uma justiça para pobres”. Convicta de que “todos os profissionais forenses estão fortemente empenhados” na aplicação das reformas do sistema de justiça que o Governo pretende implementar, Paula Teixeira da Cruz reiterou o objetivo de acabar com “tudo quanto está identificado e é consensualizado entre todos os operadores judiciais e que só serve como expediente dilatório”. A ministra anunciou ainda que deveria conhecer, no início desta semana, a nova versão do Mapa Judiciário, com propostas concretas sobre os tribunais a encerrar. “Vou receber no início da próxima semana o documento de revisão do Ensaio, anteriormente elaborado pela Direção Geral da Administração da Justiça [DGAJ], que está a ser ultimado pelo Grupo de Trabalho que nomeei para a coordenação do projeto do Mapa Judiciário”, disse. O documento “afinará os conceitos” que estão na base da reorganização judiciária, e “terá propostas concretas sobre os tribunais a fechar”, afirmou a ministra durante a sessão assegurando que, após a divulgação pública

do documento, dará “o tempo necessário para que possa haver uma nova reflexão acerca do modelo proposto”, que aponta para a criação de “uma rede de tribunais cada vez mais especializados”, e de “um sistema partilhado de resolução de litígios, que seja compatível com a ampliação dos meios alternativos de resolução de litígios”. O modelo, recordou Paula Teixeira da Cruz, fará coincidir as comarcas com os distritos administrativos, havendo um único tribunal de primeira instância por comarca, e “secções locais em todos os municípios onde exista pendência processual que as justifique”. A reforma prevê ainda a criação de extensões judiciais integradas no próprio tribunal, onde será possível aceder a informação sobre os processos a correr na comarca. “Os tribunais têm de existir onde exista procura do serviço público de Justiça”, sublinhou a governante, reafirmando que não se manterão abertos tribunais onde o número de processos entrados por ano seja inferior a 250. O momento vivido pelo país “de crise, mas também de oportunidade”, justifica, segundo a ministra “o programa reformista que temos em curso” mas “a reforma não é – nem pode ser vista – como um fim em si mesmo”. Trata-se sim de “um meio para alcançar um objetivo, que se traduz numa palavra – JUSTIÇA, entendida como o valor do Direito”, concluiu Paula Teixeira da Cruz.


O Jornal - Edição nº7