Page 1

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA - Nº0 - Janeiro 2012 - Propriedade da Hora H - Agência Global de Comunicação, Unipessoal, Lda. Director: João Carlos Costa

E AGORA?

As dúvidas, as perspectivas, mas sobretudo a esperança em dias melhores em tempo de Crise.

Caldas da Rainha: Fernan- Peniche: Obras do fosso Óbidos: Vila Natal soma mido Costa acusa CP de querer prosseguem a bom ritmo lhares de visitantes afundar o caminho de ferro


Ficha Técnica

Este jornal é propriedade de: Hora H - Agência Global de Comunicação Unipessoal, Lda. Gerência: Luís Parreira; Director: João Carlos Costa; Paginação: Gracinda Carvalho Peniche: Rua Ramiro Matos Bilhau 10 3º Esq - 2520-486 Peniche Caldas da Rainha: Av. Eng.º Luis Paiva e Sousa nº2 D - 2500-329 C. Rainha Impressão: FIG-Indústrias Gráficas, S.A.Rua Adriano Lucas – 3020-265 Coimbra

2 Janeiro 2012

EDITORIAL A Hora H - Agência Global de Comunicação, Unipessoal Lda. tomou a decisão de lançar, em plena época de contenção, (possivelmente menos propícia a arrojos deste género) uma publicação de carácter informativo que cumpra Serviço Público na região Oeste na área compreendida pelos concelhos de Peniche, Caldas da Rainha e Óbidos, e quando possível alargando a sua abrangência ao Cadaval e Bombarral. Queremos uma informação que vá efetivamente de encontro às pessoas, e não no sentido empírico do termo. Como não nos podemos divorciar dos tempos que agora correm, falar da crise impõem-se, e fazemos isso não só ouvindo as pessoas na rua – nesta edição escolhemos o cenário de uma feira regional, a dos pinhões no Cadaval, mas também ouvindo especialistas em economia e finanças já a partir deste número zero. E porque falar em crise não quer dizer que não possamos todos juntos, cada um no seu sector de actividade, lançar ideias empreendedoras e fazer pelo tecido económico regional, abrimos esta edição com entrevistas a quatro empresários que não viraram a cara à luta, e indo também de encontro ao que se faz na Cultura, nas Universidades, na Tecnologia e Inovação, e também no Turismo, áreas que à partida estariam condenadas a alguma imobilidade face à escassez de verbas, mas que continuam a ser laboratórios de experimentação, onde todos os dias o futuro acontece. Este é também o tempo em que a palavra Solidariedade tem de deixar de ser apenas um termo bonito e simpático para, efetivamente, passar a ser quase uma rotina. Inaugurámos desde já uma página dedicada ao que de melhor os nossos conterrâneos fazem em prol da sua comunidade, quer através de iniciativas das autarquias ou de associações. A Hora H - Agência Global de Comunicação, Unipessoal Lda., como é seu apanágio, também se alia a todas as iniciativas deste tipo. Na edição de 2011 do “Brinquedos eu Gosto”, colocámos um sorriso nos rostos das nossas crianças. Em todas as edições mostraremos um pouco da generosidade local, de quem procura ajudar os mais desfavorecidos, que por uma razão ou outra se viram de repente desamparados, mas com vontade de mudar de vida, pois esta é uma luta global. É Sua e Nossa. “O Difícil não é Impossível, pois quem vive para o que der e vier, sabe que semeando a boa semente, ainda que seja pela humidade das lágrimas, um dia verá nascerem as plantas”. Boas leituras João Carlos Costa

PUB


Destaque Crise não desmoraliza sectores de actividade

Oeste confiante em melhores dias A crise económica transversal a todos os sectores de actividade está a deixar um travo amargo neste final de 2011 e o panorama para o ano que vem não se afigura como mais animador, sendo que à maioria das famílias já não sobra buracos no cinto para apertar. Fomos conhecer um pouco da realidade e das expectativas de alguns sectores na região, desde empresá-

rios que tentam remar contra a maré, mas também a vida de algumas instituições de carácter académico ou cultural que costumam, em tempos como estes, receber uma “tesourada” maior nos seus orçamentos. A Tecnologia, a Inovação e a Criatividade também foram auscultadas neste trabalho, assim como, uma das apostas de sempre da região, o Turismo.

Novas ideias “brotam” no Parque Tecnológico de Óbidos O director do Parque Tecnológico de Óbidos, Filipe Montargil, reconhece que o “clima” que se vive na incubadora das Gaeiras e demais extensões do cluster criativo “não é o mesmo de há um ano atrás”, mas esta é também “uma altura de desafios” e “não significa que os projectos tenham parado”, pois “há novos empresários a escolherem Óbidos para se instalarem”, embora “algumas empresas tenham vindo a adoptar uma postura mais conservadora, colocando à frente a sua capacidade de gestão”. Prova de que o parque tecnológico prossegue os objectivos, inicialmente traçados, é o nascimento da Overprint, que resulta de uma junção de esforços de três empresas já instaladas no parque: a “Bichinho

do Conto”; a “Impact Wave” e a “Efectivity”. “Os fundadores entenderam que poderia existir uma oportunidade de negócio na gestão de produção gráfica e design, sendo “que já têm propostas de clientes e facturação na ordem dos milhares de euros”, informa Montargil. O Parque Tecnológico dá emprego a algumas centenas de pessoas na região e é composto por 30 empresas estabelecidas em incubadora e fisicamente. Em 2010, possibilitou-se a criação de 14 empresas, mas este ano “tem-se assistido a uma maior rotatividade, com mais empresas a sair da incubadora para se estabelecerem no exterior”, normalmente motivadas por condições exigidas para a sua actividade, como uma licença industrial, algo que o

cluster não tem condições de passar. Para se estabelecer no parque tecnológico, não basta aos empresários candidatos possuírem apenas “uma boa ideia”, pois é condição imprescindível que concorram dentro dos parâmetros definidos no âmbito da área da criatividade, design, artes e tecnologias de informação. “Já nos foram apresentadas propostas interessantes, mas numa componente da biotecnologia ou das ciências da vida que não temos possibilidade de conseguir instalar. Quando é assim tentamos ajudar a nível de network, de ligação com outras empresas que possam inscrever-se nos objectivos daquela que procura instalar-se”, diz. Filipe Montargil dirige o parque desde o seu início em 2009 Janeiro 2012

3


Destaque

Escola S. de Peniche na senda da investigação em articulação com as empresas A comunidade académica da região também está atenta às consequências da crise, mas pensa antes de mais em fazer parte da solução e não do problema, pois tal como salienta Teresa Mouga, directora da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar – Instituto Politécnico de Leiria (IPL), em Peniche, “as instituições de ensino Superior, em particular os institutos politécnicos, têm como missão a investigação aplicada e a difusão e transferência do conhecimento, e por isso promover ativamente o desenvolvimento regional e nacional, uma vez que a investigação científica que realizam é feita em estreita colaboração com o tecido empresarial e industrial do país”. A massa crítica produzida “desenvolve a prestação de serviços à comunidade que cria valor acrescentado aos produtos destas empresas e indústrias, tornando-as mais competitivas no contexto nacional e internacional”, acrescenta. Também no caso das universidades, estas sofreram cortes orçamentais mais ou menos comprometedores dos seus projectos, sendo que no caso do IPL, “a dotação do Orçamento do Estado de 2011 apresentou uma redução de 12,34% face a 2011, acrescida de uma redução para o ano de 2012 de 8,5% face a 2011. Estas diminuições muito significativas das dotações de Orçamento de Estado obrigam o Instituto Politécnico de Leiria a alterar o seu funcionamento para permitir acomodar estas alterações”, informa, sublinhando contudo, que até à data, “as alterações introduzidas refletem-se no funcionamento da instituição e não nos cursos, pelo que não houve um impac-

4 Janeiro 2012

to significativo na qualidade do ensino que prestamos”. Apesar de as circunstâncias serem penalizadoras, no que se refere à investigação científica em desenvolvimento, esta é financiada fundamentalmente por via das receitas próprias do instituto (Fundação para a Ciência e Tecnologia, QREN, 7º PQ), “portanto as reduções de orçamento de Estado não se refletem nesta componente”, expressa, para dar a entender que aquela componente importante na instituição não está a sofrer

os reveses da conjuntura. “Nos tempos de dificuldade económica que atravessamos, é preciso que a instituição consiga diferenciar-se pela positiva. Ou seja, precisamos de ser melhores e construir mais, com menos. Necessitamos, efetivamente, de ser reconhecidos pelos nossos estudantes e pelos nossos parceiros pelo que somos”, enfatiza, prosseguindo: “Tal obriga-nos a fazer um esforço adicional na qualidade do trabalho que prestamos, enquanto professores e investiga-

Teresa Mouga explica como o IPL tenta fazer face às dificuldades

dores. A escola, e o IPL, são genericamente reconhecidos pela sua qualidade; temos que continuar este esforço de melhoria da relação pedagógica com os estudantes, da interação com a comunidade, da investigação científica relevante”. Teresa Mouga diz, ainda,

estar convicta de que a Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar, “reúne as condições necessárias para ultrapassar estas dificuldades e para, neste processo, se fortalecer e se tornar uma instituição de ensino e investigação reconhecidamente melhor”. PUB

Se tem problemas com o seu computador

Sos Informática

Assistência ao domicílio - 916461601 Orçamentos Grátis


Destaque

Conceito de “low cost” para já não faz sentido no Turismo regional Território de excelência no que ao seu potencial turístico diz respeito, o Oeste tenta conquistar além-fronteiras público que possa significar valor acrescentado para a economia regional, como tal a Entidade Regional de Turismo do Oeste tem estado presente em feiras no país vizinho. Mas a estratégia passa, fundamentalmente, e em articulação com a Agência de Promoção de Lisboa, “aumentar a visita de profissionais (jornalistas e operadores turísticos) à região. Nas últimas semanas, esteve presente um conjunto de 11 jornalistas ingleses e alemães. Mas de acordo com António Carneiro, que gere esta entidade que também já teve a designação de “Região de Turismo do Oeste”, a promoção também se faz dentro de portas com o lançamento de cadernos especiais em jornais de grande tiragem – “Lançámos há dias um exce-

lente caderno no Expresso (1500 exemplares) com as novidades Outono/Inverno, assim como no Diário, e Jornal de Notícias”. António Carneiro salienta, ainda, nesta cruzada pela promoção do Oeste, a colocação de “novas e excelentes imagens de apoio ao programa Visitoeste, que divulga eventos e ofertas hoteleiras online) em painéis nas principais auto-estradas de acesso à região”. Para já a Entidade Regional de Turismo não subscreve que o conceito de “low-cost” entre no vocabulário dos empresários que tentam captar turistas e clientes no geral no que toca aos seus sectores de actividade, sendo que “houve um ajustamento de preços em 2010, mas em princípio os preços “low cost” são apenas mais visíveis na restauração”, “até porque os primeiros 10 meses do ano correram, em regra, muito bem no Oeste e no País, em geral”. As expectativas

não são, porém, animadoras pois “há uma grande incógnita sobre o futuro próximo”. “A crise é europeia e a quebra de poder de compra, em Portugal, em particular é muito preocupante”, sublinha. O Oeste reúne em si um conjunto de motivos de interesse a nível turístico desde as praias, aos monumentos históricos, e até mais, recentemente, a componente do Surf com a realização de uma das etapas do Campeonato Mundial em Peniche, sendo que nos últimos tempos têm surgido outros conceitos menos conhecidos de turismo a explorar na região, mas no entender de António Carneiro tratam-se de “turismos específicos” que são, quase sempre, produtos de nicho. “O surf, por exemplo, é uma excelente aposta mas não se pode dizer que seja a solução para a hotelaria. Outros produtos ligados à natureza crescem bem

mas, repito, em termos relativos”, assegura. A criatividade pode ser a chave para o muito que ainda há a expandir na região turisticamente falando, poi “morreu o tempo em que se ganhava dinheiro fazendo o mesmo que o “vizinho do lado”. “Os destinos têm de ser cada vez mais, ‘multiprodutos’ e a hotelaria estar adaptada aos graus de exigência de um novo cliente, mais culto, mais informaAntónio Carneiro diz que é preciso fazer diferente do vizinho do”.

Para o director do CCC, Cultura não pode ser um luxo Ao falar-se em crise económica, é opinião comum que um dos sectores a sofrer, em primeiro lugar, um corte nas suas despesas é a Cultura – Neste sentido ouvimos Carlos Mota, director do Centro de Congressos e Cultura (CCC) das Caldas da Rainha, que apesar de sentir que a conjuntura está a ser um elemento de contracção dos diferentes sectores de actividade, “a Cultura não pode ser entendida como um luxo mas como um factor importante na criação de capacidades intelectuais que fazem distinguir um cidadão activo de um cidadão passi-

vo”, logo “mais aptos e capazes de implementar alternativas e de elevar as suas capacidades produtivas”. Por isso, “ a Cultura continuará a ser um investimento fulcral para qualquer família e sociedade”, acrescenta. A política do CCC no que se refere ao seu cartaz de espectáculos continuará a primar pela mesma bitola da qualidade: “Continuaremos, como sempre o fizemos, a estudar com os artistas, músicos, actores, produtores, escritores, cenógrafos, técnicos, educadores, os níveis do tolerável para a prática de preços que possam ser comparticipados pelos utilizadores

e suportados pelos conjunto de profissionais que têm como actividade profissional o universo da cultura, da educação e dos espectáculos”. No entanto, a casa de espectáculos vai estar focada numa “racionalidade objectiva” quanto aos custos de implementação e de actividade e como sublinha Carlos Mota – “ Com níveis de sobrevivência muito poucos vistos em termos nacionais”, até porque a meta do CCC passa por “uma sustentabilidade de um serviço público com poucos meios para investimento, mas com nenhum para desperdícios”. Como os “custos da estru-

Carlos Mota (à Dir.) diz que o CCC tem dos orçamentos mais limitados no género

tura são dos mais baixos em termos nacionais, abaixo disto é fazermos outra coisa que não garantir níveis de convívio e de consumo cultural à população”, refere, concluindo: “Os nossos recursos são diversos, a nossa tenacidade é contínua, a nossa programação é a possível, a nossa oferta vai além dos consumos

culturais, os nossos parceiros são o conjunto dos interlocutores da cidade e da região que querem criar e implementar a economia e a cultura. A nossa vontade será sempre a da comunidade e da sua autoestima, por tudo isto o nosso risco é o risco de vencer”.

Janeiro 2012

5


Destaque

A Luta dos Empresários Quatro empresas das Caldas da Rainha distinguem-se pelo empreendedorismo e pelo trabalho de “formiguinha” que nunca abandonaram desde a sua fundação: Caldas Internacional Hotel, Bombondrice, Casa Fernandez e Sentidos Dinâmicos.

Ferrari aumenta velocidade do negócio

Fernando Lúcio é o proprietário do Caldas Internacional Hotel desde 2010, e depois de toda uma vida como emigrante em Macau dedicada à hotelaria e restauração, cumpriu o seu “eterno” sonho de assumir uma das mais emblemáticas unidades da cidade termal. Neste clima de crise económica, o empresário diz que não pretende baixar os braços, todavia, também não esconde que tem dentro da carteira o seu “BI de Macau e um bilhete de avião”. Apesar de constatar que a recessão está presente um pouco por todos os negócios, refere que a maioria dos cenários é pintada a traço “demasiado negro” pela comunicação social, que na sua opinião tem pecado por “exagerar demais”. Desde que assumiu a direção do Caldas Internacional

Hotel, que a taxa de ocupação tem registado uma “subida”, que corresponde a 40 por cento. As quebras registam-se sobretudo durante a semana. “Dentro de dias a lotação estará esgotada. Estou surpreendido com a afluência registada, tendo em conta que Caldas não se trata de um centro turístico”. A unidade é composta por 80 quartos e três suites. Ao tentar manter-se à tona de água nestes tempos difíceis, o empresário escolhe a palavra “reinvenção” como uma espécie de fórmula mágica que pode resultar para quem não quer deixar morrer os respectivos negócios. Para se manter competitivo, Fernando Lúcio estuda todas as possibilidades para conseguir não perder clientes – baixar os preços “poderá ser uma solução”, mas também “criar incentivos

e descontos”, no fundo “usar a imaginação ao serviço do cliente”, de que é exemplo o sorteio de um ferrari, propriedade do empresário, a sortear no final de 2012. “Cada cliente que almoçar no Salão Milénio recebe uma senha, habilitando-se, automaticamente, ao sorteio do automóvel no ano que vem”, explica Fernando Lúcio, que adquiriu o topo de gama em 1994, para seu uso pessoal “quando ainda era jovem”, mas, agora, considera que não se adequa à sua idade. “Comercialmente, não conseguiria lucrar com a sua venda. Como não quero vender barato, surgiu a ideia de o sortear”, refere, adiantando, que a simples exposição do automóvel já tem ajudado ao negócio, pois suscita a curiosidade dos clientes “que gostam de tirar fotografias ao pé

Concurso do automóvel foi uma das formas que Fernando Lúcio encontrou para chamar mais clientes

do Ferrari”. O empresário lembra que ao assumir a direcção do Caldas Internacional Hotel teve de colocar em acção todo um conjunto de “boas práticas” – “Foi feito um grande esforço, economicamente, para recuperar o hotel, com obras de pintura e de melhoramentos vários”. Também foram levados a cabo arran-

jos paisagísticos no exterior. Dinamizar dentro do complexo hoteleiro, uma espécie de Adega do Fado é um dos próximos projectos, visto que, actualmente, apenas recebe espectáculos ao fim de semana, mas o objectivo é que funcione todos os dias.

Sentidos Dinâmicos: proactividade é chave do sucesso

A chave do sucesso parece ser a postura proactiva que a empresa tem seguido desde o seu início, “apesar de algumas dificuldades” ligadas à própria crise, mas o pensamento na “Sentidos Dinâmicos”, que confere certificação profissional aos motoristas, está focado “em encontrar soluções”, no entanto 2011 “foi um ano positivo para a empresa”, dá a conhecer o proprietário Sobreiro Duarte. Uma das missões da Sentidos Dinâmicos consiste também em encontrar as melhores solu-

6 Janeiro 2012

ções para os seus clientes, sendo que a empresa acredita que todos vão “conseguir dar a volta” através do seu potencial humano, e da seleção dos melhores. “Temos de acreditar seriamente que as pessoas vão fazer a diferença”, sublinha o responsável. A Sentidos Dinâmicos surgiu com a certificação dos profissionais da condução e tem serviços em todo o país com 31 centros de norte a sul. Directamente, trabalham na Sentidos Dinâmicos 12 pessoas, mais 85 colaboradores nos vários gabinetes espalhados

pelo país. A estratégia a aplicar tem como apanágio “a qualidade” com o “melhoramento de alguns processos de certificação”, nomeadamente com “a passagem da acreditação para a certificação”, que “vai dar alguma margem de manobra para o próximo ano”. “Este ano, atribuímos alguns processos junto de entidades, clientes e parceiros. Estamos com muita energia e animados”, dá conta o empresário. A empresa em 2012 vai conhecer ainda uma nova alteração

Sentidos Dinâmicos é líder no seu segmento de mercado

da sua imagem, assim como, um serviço de consultadoria “mais activo” junto dos clientes, já a partir de Janeiro. Sobreiro Duarte explica que nesta área da cerificação de motoristas nem todas as empresas

concorrentes oferecem um serviço tão diversificado, “porque a Sentidos Dinâmicos trabalha de forma integrada, em especial no que se refere aos recursos humanos e à importância da sua formação”.


Destaque

Bombondrice no mercado internacional A Bombondrice é conhecida como a loja de bombons e chocolates artesanais da cidade. Trata-se de uma empresa familiar, surgida há 19 anos, que, neste momento, encara o desafio da internacionalização. Teresa Serrenho, proprietária, diz-se cansada de ouvir falar na palavra “crise”. Na sua opinião, o que está em causa é a necessidade de todos nós “trabalharmos mais” para se “obter os mesmos resultados”. A abertura recente de uma nova loja da marca no Centro Comercial Vivaci surgiu, por isso, como “uma reacção à crise”. “Temos de nos auto motivar e andarmos para a frente”, dá a receita. A Bombondrice surgiu com a ideia de aproveitar o chocolate que entrava como produto secundário na empresa, inicialmente dedicada aos licores. Dada a sazonalidade do mesmo, a empresa decidiu introduzir novos produtos como a bolacha, sempre numa lógica gourmet, apanágio da casa. “Este ano apostamos num produto regio-

nal com a criação do bolo real a 15 de Maio, dia da cidade (ver caixa). Vamos agora tentar certificar este doce que já começa a ser muito procurado”. De resto, a produção da loja é “muito diversificada”, empregando cerca de oito pessoas. Uma das apostas passa por tentar o mercado estrangeiro – a Polónia é o país que oferece maiores possibilidades. O facto de a produção ser predominantemente artesanal permite “um fácil escoamento”, reconhece Teresa Serrenho. Além-fronteiras, o produto que suscita uma

especial curiosidade é a pêra borrachona, embebida em vinho tinto, assim como os quartos de marmelo (cozidos em calda de açúcar) e algumas compotas. No país, a Bombondrice tem “um cliente em cada centro comercial”, nomeadamente no Colombo, no Fórum Almada, e lojas gourmet na zona histórica de Lisboa. Paralelamente, a Bombondrice tem um projecto que consiste numa espécie de mini museu em que através de um percurso exemplificativo o visitante conhece o trajecto da matéria-prima, o chocolate, des-

Bolo Real: A Majestade da Bombondrice Lançado no decorrer deste ano, por ocasião da comemoração de mais um feriado municipal, o “Bolo Real” é “uma versão refinada do bolo-rei”, que não leva fruta cristalizada, mas conservada apenas em açúcar, permanecendo assim menos artificial. Alperce seco, laranja e ameixa são alguns dos frutos que entram na sua

confeção. Fazendo jus à zona Oeste (onde nasceu), termina com um toque de ginjinha de Óbidos. Apenas está à venda na loja da fábrica, na Praceta António Montez junto ao Centro de Saúde, e na loja gourmet no centro comercial. Esta delícia tem o preço de doze euros e meio a unidade.

Teresa Serrenho deu a conhecer o espaço dedicado ao chocolate

de a apanha do cacau até chegar à loja, pronto a ser degustado. “Surgiu da necessidade de mostrarmos às pessoas o porquê de este ser um produto que tem, por vezes, um preço elevado. Damos a conhecer a sua proveniência até ao produto final. Fazemos uma referência histórica acerca da sua introdução na Eu-

ropa e outras curiosidades muito importantes, tendo em conta que os portugueses tiveram um papel muito importante ao trazê-lo para o continente europeu, mas com pena não conseguimos acompanhar as restantes etapas da evolução do chocolate, que é tão comercializado e apreciado”, explica.

Casa Fernandez, com 70 anos, aposta hoje no mercado online

Trata-se de um dos estabelecimentos comerciais mais antigos da cidade das Caldas da Rainha – a “Casa Fernandez” completou em 2011, 76 anos de vida. Localizada na antiga praça do peixe, a Casa Fernandez dispõe de vários artigos na área das cutelarias, mas também guardachuvas, chaves, fechaduras, entre outros. Apesar da sua antiguidade, segue um caminho na senda da inovação e da adaptação aos novos tempos, dado que o seu proprietário, Amador Fernandes, criou um sítio na internet dirigido a resolver os problemas de quem perde ou danifica a chave do seu automóvel, em www.carkeynetwork.com . Esta foi tam-

bém uma forma de inovar dentro de um sector à partida mais resistente, e como tal uma forma de fazer face à crise. O site tem conhecido uma adesão significativa, “desde o Algarve até Trás-os-Montes”, estando disponível há um ano.

“Está a ser utilizado por uma larga maioria de lojas da especialidade de todo o país. Há cerca de três meses fizemos a apresentação pública do site, que funcionou até essa altura, apenas, para profissionais”, diz Amador Fernandes.

O objectivo é facilitar ao automobilista informação sobre duplicação de chaves, encomendas relativas a comandos, solucionar problemas com o seu veículo no que respeita à matéria em causa, e ainda uma área destinada a perguntas que se podem colocar aos técnicos especializados, através do preenchimento de um formulário, e posterior encaminhamento do cliente para uma loja da sua área. O site tem uma média de 2000 visitas mensais, mas pretende-se “apostar ainda mais na sua divulgação”, acrescenta. Porque perder a chave do carro poderá tornar-se numa grande aflição para qualquer condutor, Amador Fernandes diz

que resolver o problema pode ser “mais ou menos difícil”, por isso a solução mais imediata será possuir uma chave suplente em casa, pois há casos em que a negligência ou o azar podem chegar aos 500 ou 600 euros, (tendo em conta determinadas marcas e antiguidade dos veículos), enquanto o preço de uma suplente pode ficar “apenas pelos 40 euros”, (ainda segundo o mesmo critério). “Registamos situações em que as pessoas se dirigiram às marcas e lhes foram pedidos preços exorbitantes e depois deslocam-se à loja para saberem dos nossos preços. O que tentamos transmitir é que possuir apenas uma chave pode ser um perigo”. Janeiro 2012

7


Caldas da Rainha

Dragagens na Lagoa, finalmente, em curso

Trabalhos de dragagem avançam no terreno

Avançaram os trabalhos de dragagem da lagoa de Óbidos, reclamados por autarcas e população, nos últimos anos. A obra em causa que se deve prolongar até Março pretende efectuar a dragagem de 350 mil metros cúbicos de areia. “Esperamos que se venha a responder positivamente a alguns problemas de assoreamento da lagoa com a estabilização do canal central da mesma, com a aberta”, tendo em conta também, “um reforço do cordão dunar para que o mar não passe por cima com todas as consequências negativas inerentes”, refere Fernando Costa, presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, em declarações ao nosso jornal. O autarca prefere, contudo, não comentar a circunstância de os trabalhos não permitirem um grau de “conforto” quanto ao futuro da lagoa a médio/longo prazo, pois as dragagens não conseguem ter um efeito decisivo face aos factores ambientais naturais. “Faça a pergunta aos técnicos”, ripostou. A obra, no valor de 3 milhões de euros, está a ser efectuada com recurso a três dragas, três escavadoras, quatro dum-

pers e um bulldozer que operam numa área de cerca de dois quilómetros, com o objectivo de reposicionar o canal de ligação da lagoa ao mar. Está também a ser montada uma linha de 1300 metros, composta por tubo de plástico e metal, que permite retirar as areias do interior do corpo da lagoa, depositando-as nas margens sul e norte, reforçando o cordão dunar e protegendo assim as casas e o emissário submarino. A solução que esta á ser levada a cabo não tem um carácter definitivo, mas de acordo com a ministra do Ambiente, Assunção Cristas, “é a mais adequada neste momento”. “Não estamos a inventar nada porque as dragagens fazem-se desde o século XV, mas a evolução natural do processo de assoreamento da lagoa pode tornar-se nefasto para

o ecossistema e para a actividade económica”, referiu no dia da apresentação do projecto. A governante prosseguiu nas suas declarações sobre a necessidade de uma intervenção: “No Inverno passado não se fez nada, seria gravíssimo se não ocorresse uma intervenção no sentido da abertura da entrada ao centro da lagoa”. Todos os trabalhos estão a ser acompanhados pelo IPIMAR de forma a garantir a manutenção da qualidade do ecossistema e da água da lagoa. A intervenção está a ser conduzida com base num estudo e projecto desenvolvido pelo LNEC, Plano de Gestão Ambiental da Lagoa de Óbidos, tem como objectivo “garantir com alguma fiabilidade a permanência da aberta na zona central do cordão dunar”.

As operações devem durar até Março

Intervenções no fundo da lagoa de dez em dez anos As intervenções compreendem a realização de dragagens para remover areias dos canais de maré. As areias resultantes da dragagem da zona inferior serão utilizadas no robustecimento do cordão dunar frontal que separa a lagoa do mar, no reforço da margem próxima do Bom Sucesso e nas praias imediatamente adjacentes à embocadura da lagoa. O projecto prevê ainda a cons-

8 Janeiro 2012

trução de um dique de guiamento na zona inferior da lagoa com o objectivo de fixar a barra, com um comprimento de 600 metros, ficando 200 metros imersos, e será acompanhado por um muro de suporte. Haverá também um conjunto de intervenções para a valorização e requalificação ambiental e paisagística das margens do rio Real, locais que foram utilizados para o depósito de sedimentos dragados na

lagoa. Após a execução destas intervenções, o projecto prevê a necessidade de serem realizadas dragagens para manutenção dos fundos da lagoa de dez em dez anos, as quais corresponderão à remoção de cerca de 400 mil metros cúbicos de lodos da zona superior e de entre 25 mil e 50 mil metros cúbicos de areias da zona inferior.

Académicos dão a sua opinião

Impactes negativos

A enfrentar um período crucial da sua existência enquanto recurso natural devido aos problemas ambientais conhecidos - assoreamento, poluição, pressão urbanística -, este recurso ambiental no entender do académico André Fortunato, investigador principal do Núcleo de Estuários e Zonas Costeiras do LNEC, tem o futuro traçado. “A evolução natural da lagoa de Óbidos, como a de outras lagunas, é o assoreamento progressivo e o desaparecimento. As taxas de assoreamento são elevadas (muito mais do que a subida do nível médio do mar), pelo que, na ausência de intervenção humana, está condenada ao desaparecimento”, revela. Análises de dados históricos confirmam que “a área da lagoa tem vindo a diminuir ao longo do tempo. A causa é a incapacidade das correntes de vazante expulsarem os sedimentos que penetram na lagoa, quer através da rede hidrográfica, quer através da embocadura. Assim, as intervenções humanas são imprescindíveis, se quisermos manter a lagoa”, constata. Adélio Silva, engenheiro civil da empresa Hidromod, autor do “Estudo de Impacte Ambiental do Estudo Prévio das Dragagens e Defesa da Margem Sul da Lagoa de Óbidos”, levado a cabo durante o ano de 2004, considera que as dragagens funcionarão para “melhorar a qualidade da água”. Sobre os impactes ambientais temidos por alguns, entende que “é uma questão de se fazer escolhas” e “assumir as consequências”. “A lagoa funciona com dois sistemas distintos. A parte junto à praia em que a qualidade da água é melhor, com outro tipo de circulação, e a parte superior mais sedimentada e com mais lodo e poluição”. Sobre a instabilidade na aberta, deve-se ao facto do sistema ser “demasiado dinâmico e imprevisível”.

Esperam-se impactes negativos, pouco significativos, na qualidade da água da zona superior, em particular do Braço da Barrosa, devido à diminuição da taxa de renovação da água com o aprofundamento dos fundos. Apesar do impacte negativo, esta situação foi pensada de propósito pelo LNEC, com o objectivo de criar uma zona de deposição preferencial de sedimentos afluentes à lagoa, e deste modo, minimizar o assoreamento no interior da lagoa. Os restantes impactes negativos, serão pouco significativos no que respeita às dragagens, ao estaleiro, às actividades construtivas e à movimentação de máquinas e equipamento durante a empreitada. De acordo com o EIA, a qualidade do ambiente local não será afectada, porque estas acções serão temporárias e são possíveis de serem minimizadas. Haverá contudo ainda impactes significativos nos organismos presentes junto aos fundos, e nos peixes, devido ao aumento de partículas na água, à perturbação do habitat e à eliminação de organismos presentes nos fundos dragados. Apesar dos impactes positivos do dique de guiamento, a sua presença terá também impactes negativos significativos, relacionados com a altura do troço final desta estrutura, sobretudo nos períodos de maré baixa. Considerando a situação actual da Lagoa de Óbidos, conclui-se que os impactes positivos do projecto são significativamente superiores aos impactes negativos, e que estes são possíveis de serem minimizados, de acordo com o disposto no estudo elaborado pela “Nemus, Gestão e Requalificação Ambiental, Lda”, para o Instituto da Água, tendo como base as intervenções definidas no Plano de Gestão Ambiental da Lagoa de Óbidos, elaborado pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) entre 2004 e 2005.

No município caldense Água aumenta 5 por cento em 2012 O presidente da Câmara das Caldas Fernando Costa, em declarações ao nosso jornal, anuncia que as tarifas de água vão subir na ordem dos cinco por cento, dado que este bem não tem sido aumentado no concelho nos últimos cinco anos. Tal mexida nos tarifários dá-se segundo o autarca, devido a “questões de lei”, e não está relacionada com a dívida dos municípios à Águas do Oeste, até porque segundo diz “a dívida da Câmara das Caldas é praticamente nula”. O presidente do município considera que “ofereceu uma prenda de Natal aos caldenses” ao reduzir a taxa de IMI, Derrama e IRS para 2012, que significará “um sacrifício substancial para as finanças da Câmara Municipal”, mas ao mesmo tempo concretizar-se-á como “uma vantagem para as famílias”. Numa mensagem dirigida aos munícipes para 2012, Fernando Costa exorta a que cada um “encontre nas dificuldades a melhor satisfação e a melhor forma de resolver os seus problemas”, para isso “a solidariedade entre todos será fundamental”.


Caldas da Rainha

Linha do Oeste: Fernando Costa acusa CP de querer afundar o caminho-de-ferro a todo o custo A necessidade de revitalização da linha do Oeste volta a estar na ordem do dia, devido à recente notícia de que a CP vai proceder à desactivação do troço da linha do Oeste, entre Caldas da Rainha e Figueira da Foz. Já foi entregue, a pedido da autarquia, um dossier com um conjunto de dados que permitam fazer valer os intentos dos defensores da manutenção do troço, mas sem os elementos pedidos junto da CP e da Refer. Fernando Costa, presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, mostrouse, à nossa reportagem, impaciente com a atitude verificada por parte dos organismos estatais e não tem dúvidas em atirar que a CP e a Refer “pretendem o afundamento do caminho-de-ferro a todo o custo”.

“Estamos a tentar mostrar à CP que é um erro grave para toda esta região de Lisboa até Coimbra fechar a circulação de comboios de passageiros entre Caldas e a Figueira, pois se isso for feito é o mesmo que anunciar a morte do troço entre Caldas e Lisboa”, vaticina preocupado. No entender do autarca que também integra a plataforma multissectorial de defesa da linha do Oeste, a decisão da CP emboca num “erro histórico grave”, pois se “a linha do Oeste for suspensa significará um acréscimo de veículos a entrar todos os dias em Lisboa”, com o consequente “aumento da factura energética”. “Estamos a tentar demonstrar que é possível que mais gente utilize o comboio”, enfatiza, explicando: “Se os horários e as condições de conforto forem melhorados não serão necessários grandes investimentos”. “É lamentável que a CP e a Refer não queiram colaborar com soluções construtivas”, conclui. A CP tem actualmente um passivo de 3796 milhões de euros (contra um activo de 1346 milhões de euros), um desequilíbrio explicado com “sucessivos anos de défice operacional e de investimento”. O transporte de mercadorias vai, contudo, manter-se no Oeste e no Alentejo, prevê o Plano Estratégico de Transportes (PET). O transporte de passageiros entre Beja e a Funcheira, entre Caldas da

Rainha e a Figueira da Foz, e na linha do Vouga, passará a ser assegurado com concessões rodoviárias para os mesmos percursos até aqui realizados pelos serviços da CP. Fernando Costa afirma, tendo em conta o valor do passivo, que o mesmo “não explica tudo” – “Por essa ordem de ideias dever-se-ia fechar tudo o que é caminho-de-ferro em Portugal, pois apenas a linha entre Faro-Lisboa-Porto-Vigo dá lucro”. O autarca vai mais longe e precisa: “Falta saber se o prejuízo é por causa dos utilizadores, dos comboios ou da administração, pois cada vez mais me convenço que não tem havido vontade em melhorar a situação financeira destas empresas do Estado, porque não racionalizam a despesa”, de que é exemplo “ a compra de automóveis e o facto de contarem com cerca de 196 chefes superiores, ou seja por cada 16 trabalhadores há um chefe”. O nosso jornal contactou o gabinete de imprensa da CP para obter um comentário relativamente às acusações de Fernando Costa mas não obteve resposta, quanto às informações pretendidas pela plataforma, o mesmo gabinete informa que já fez chegar junto da secretaria de estado dos Transportes os dados pedidos, “que deverão ser encaminhados, agora, para os deputados da Assembleia da República”.

Comboios das Caldas para a Figueira deverão ser suprimidos

Argumentos favoráveis à manutenção da linha A autarquia da Caldas das Rainha encomendou o estudo sobre a sustentabilidade do troço em causa junto do engenheiro civil caldense Nelson Rodrigues com uma pós-graduação em Engenharia Ferroviária, cujo relatório final será remetido à tutela governamental. Entre outras considerações, é desde já sustentado que o serviço que se pretende suprimir representa menos de 0,9 por cento do prejuízo financeiro anual da CP, por isso o facto de o troço da linha do Oeste, em causa, apresentar prejuízo de exploração não significa que globalmente assim seja também para o país. Também o número anunciado em média de 53 passageiros por comboio nada quer dizer. É defendido, ainda, que a eliminação do serviço em causa terá repercussões na diminuição do tráfego nas linhas da qual a do Oeste é adjacente como a de Sintra, a do Norte e o ramal de Alfarelos.

colaboradores na área de vendas Excelentes condições Tel: 91 857 99 40

Centro Hospitalar Oeste Norte nos finalistas da Missão Sorriso Através da “Missão Sorriso”, o Centro Hospitalar Oeste Norte (CHON) é um dos 121 finalistas de 2011, que pode vencer o prémio que consiste na atribuição de equipamentos de saúde, numa iniciativa relacionada com a venda de produtos da Leopoldina nos hipermercados Continente.

O CHON candidatou o projecto “Humanizar com segurança” , cujo objectivo consiste na melhoria dos padrões de eficácia, no que diz respeito à segurança em geral, e em particular na garantia de monitorização e protecção de bebés e crianças internadas nos serviços de obstetrícia, neonatologia e pediatria do CHON. Na prática pretende-se instalar um dispositivo que previna

ocorrências relacionadas com a integridade física dos recém-nascidos e crianças. Desse dispositivo faz parte a instalação de sistemas de videovigilância com imagem de alta definição, portas codificadas de acesso, e aquisição de pulseiras eletrónicas com alarme e sistema de encerramento automático das portas de acesso. A Missão Sorriso tem em conta as

propostas que recebam mais votos online, através do sítio na internet: http://missaosorriso.continente.pt/ projectos.php. O projecto do CHON está na página sete, entre os 121 estabelecimentos hospitalares do país. A votação decorre até ao último dia do ano. A Missão Sorriso começou por auxiliar uma organização de solidariedade social em 2003, depois

o apoio a unidades pediátricas e, a partir de 2011, também auxilia Agrupamentos de Centros de Saúde e Instituições de Solidariedade Social. Nos últimos oito anos já contribuiu com cerca de cinco milhões de euros, num total de1600 equipamentos hospitalares.

Janeiro 2012

9


Óbidos

Exposição de Presépios das Gaeiras é já “uma das maiores do país” A exposição de Presépios das Gaeiras, inaugurada a 8 de Dezembro e que vai estar patente ao público, no antigo armazém dos vinhos, até 3 de Janeiro, é já uma das maiores do país, senão a maior, de acordo com as palavras do presidente da junta, Eduardo João. Já na sua quinta edição, continua a atrair um cada vez maior número de visitantes e sobretudo de colecionadores. Até meio da edição já se tinham vendido 200 presépios. Uma das novidades deste ano consiste em apresentar a exposição em pequenos stands individuais com o nome dos artistas, que se traduz “em dar uma oportunidade aos escultores de ornamentarem o seu espaço e de tirarem partido disso”, refere o presidente da junta das Gaeiras. Por outro lado, procedeu-se ainda ao alcatifar de todo o espaço de modo a torna-lo “mais humano e harmonioso”, de forma a minimizar a atmosfera de armazém do mesmo. Na edição deste ano, a exposição integra novos materiais e alguns com o seu quê de exoticidade como ovos de

avestruz, de ganso e até de ema, ave oriunda da América do Sul; assim como, algumas matérias que se constituem como uma inovação como o mármore e o junco. A peça mais cara consiste num presépio de mármore com o preço de 2500 euros. Numa vertente mais ecológica, também não faltam os presépios de materiais reciclados, que já se tornaram tradição na exposição das Gaeiras. Dada a época de crise, os artistas também apostaram em executar peças mais baratas – “Das duas centenas de presépios vendidos, a grande maioria custava até 20 euros”, dá

a conhecer Eduardo João. De salientar a encomenda de seis presépios por parte de um colecionador, que para já não quis levar as suas peças, por considerar que “descaracterizaria a exposição”. A afluência à exposição está a revelar-se como muito satisfatória, “com mais visitantes e mais espaçada”. “Não se torna positivo o acumular de muita gente dentro do espaço, pois com menos visitantes, de cada vez, permite-nos fazer uma vigilância mais acutilante, dado que já levaram daqui um pequeno presépio, algo que já tinha acontecido também há três anos atrás”. Santo Tirso que é considerada a capital dos presépios não tem mais de duas ou três centenas de presépios na sua exposição, em comparação, com a das Gaeiras, que reúne cerca de um milhar – “Temos tido um feedback muito importante por parte dos colecionadores que nos dizem que nunca viram uma exposição tão bonita e com tanta variedade”. A exposição que pode ser apreciada até aos primeiros dias de Janeiro está aberta das 14 às 18h nos dias úteis e das 14 às 20h aos fins-de-semana.

Eduardo João satisfeito com o sucesso que a exposição já granjeou

10 Janeiro 2012

Novidade deste ano é a organização em stands

Conceito mais alternativo de presépio

Material reciclado também presente na exposição

Esta peça custa 2500 euros


Óbidos

Óbidos Vila Natal com milhares de visitantes Adesão acima do esperado, deixa organização surpreendida. Este ano, a componente solidária está em evidência através da campanha “Gorro Azul”. O “Óbidos Vila Natal” regressou de novo à vila medieval, e a magia da quadra está presente nas muralhas do castelo até 3 de Janeiro. Até à hora de fecho deste jornal e de acordo com o site do evento, já tinham passado pelo certame mais de 18 mil visitantes. A inauguração deu-se a 8 de Dezembro e logo neste dia a afluência de público foi significativa, sobretudo de crianças. Humberto Marques, vice-presidente do município, realçou o estatuto de “evento marcante” no panorama nacional do “Óbidos Vila Natal” e convidou todos os portugueses a passarem pela vila histórica. O autarca salientou o papel da Óbidos Patrimonium e da sua

“equipa maravilhosa” na preparação de mais um vila natal, com “um trabalho extraordinário” tendo em conta a redução do orçamento em um quarto: “Para eles os meus parabéns”, referiu, assim como, o “brilhante trabalho de José Parreira, principal administrador da empresa”. Na edição deste ano, e tendo em conta que nos tempos que correm a palavra “solidariedade” tem uma importância fundamental, o evento quis aliar-se à campanha do “Gorro Azul”, que encontrou no músico e intérprete André Sardet um aliado, “que pela sua disponibilidade, voluntarismo e capacidade cívica” se juntou ao certame. O outro ingrediente salientado por Humberto Marques foi o da “sustentabilidade”, neste caso financeira.

André Sardet foi o artista convidado para encher de música e de sorrisos o cenário da cerca do castelo no dia da inauguração. Dois meses antes do vila natal, visitou Óbidos e ficou a conhecer a campanha do “Gorro Azul”, e uma vez que a sua tournée de 2011/2012 tem também essa componente solidária, “pois tenta ajudar a resolver problemas sociais”, André Sardet decidiu colocar no evento a sua carrinha pão-de-forma com material promocional, cuja venda reverterá a favor da associação “Olha-te”, de apoio aos doentes com cancro sedeada nas Caldas da Rainha. O músico já esteve, há anos atrás, no evento, mas considera que a edição deste ano demonstra que o “Óbidos Vila Natal” “está a crescer com muito bom gosto e magia”.

Vila Natal

Associações em destaque Num dos espaços montados para o evento, pode-se encontrar trabalhos realizados pelas associações do concelho, como artesanato e outros trabalhos feitos à mão. Laura Ferreira, da associação Guias de São Lourenço, deu a mostrar alguns dos produtos que se encontram para venda como doces de abóbora, “efectuados pelas voluntárias da associação”. “É a primeira vez que esta mostra se faz, pois a Câmara entendeu que podia funcionar como uma mais-valia para as associações mostrarem os seus trabalhos”.

André Sardet na inauguração do Óbidos Vila Natal

Apreciação positiva dos visitantes Como é apanágio do Óbidos Vila Natal, chegam por altura da sua realização, vários milhares de visitantes de várias partes do país, e até do país vizinho. Encontrámos no recinto, Cristina Couto de Sobral de Monte Agraço, que ao nosso jornal, declarou o seu “agrado” por estar pela primeira vez presente no mesmo. “Gostei muito do bar de gelo e quero ver se visito a fábrica de brinquedos, pois há pouco estava uma fila muito grande para entrar. No conjunto, considero que o evento está muito giro”. “O Óbidos Vila Natal está muito bonito e divertido, apesar de ter pouca ´neve´. O que mais gostei de ver foi o pai Natal e os duentes”, diz por seu lado Maria Morz, que veio com a família do Cartaxo. A pista de gelo e os figurantes com roupas foram os principais motivos de atracção encontrados por Cláudia Parreira que veio de Famalicão até Óbidos. “Está um pouco frio, mas estou a gostar imenso”, realçou, fazendo questão de salientar que vai passar a ser presença assídua no certame nos próximos anos. A amiga Diana Oliveira, por seu turno, considera que em outros anos “o espírito já foi melhor”.

Família do Cartaxo gostava de ter visto mais neve

Cristina Couto veio pela primeira vez

Amigas vindas de Famalicão

Fábrica dos Brinquedos

Bar do Gelo Janeiro 2012

11


PUB

12 Janeiro 2012


PUB Institucional

Milhares de brinquedos distribuídos

102 FM Rádio: Os projectos para 2012

Em 2012, a 102 FM Rádio assinala 12 anos de vida. A primeira emissão foi para o ar a 30 de Outubro de 1999. O ano de 2011 constituiu-se como de viragem para a estação emissora com o reforço da equipa com dois profissionais com provas dadas e que recolhem a preferência de vasta maioria do público do Oeste, João Carlos Costa e António Louro, que pela sua boa disposição e simpatia foram, sem sombra de dúvida, uma aposta consolidada, que já começou a recolher frutos, com as audiências da 102 a aumentarem inegável e substancialmente em relação a outras congéneres na região. Já no final deste ano, outros profissionais entraram também para o projecto 102. A rádio sempre se destacou desde o seu início por uma filosofia de proximidade junto das pessoas, associações, instituições e autarquias, não só no concelho onde está implantada, mas na região. Em breve, serão inauguradas novas instalações da 102 FM Rádio nas Caldas da Rainha, que funcionarão, paralelamente, às de Peniche. Para além de divulgar as iniciativas de outras entidades, a 102 FM Rádio tem também o seu plano de actividades, levando a efeito a “Gala Peniche” na qual se homenageiam personalidades e

entidades que se tenham destacado ao serviço do concelho de Peniche. Numa vertente de proximidade em relação às pessoas e aos seus reais problemas, a rádio leva a cabo, todos os anos, os seis “Especiais Freguesias”, em que falamos com os habitantes, com empresários, e com os representantes de colectividades, instituições e autarquias, de cada freguesia do concelho de Peniche. “Vamos continuar com o ‘Especial Freguesias’, alargado a todos os concelhos da região, com destaque para Peniche, mas também Caldas da Rainha e Óbidos”, desvenda Luís Parreira, director.

Junto do Comércio Neste ano que agora finda, a 102 FM Rádio levou a cabo, ainda, a iniciativa “Comércio+Solidário”, com o objectivo de devolver ao comércio tradicional os clientes que tendem a fugir para as grandes superfícies, com a criação de cupões distribuídos a quem fez compras nos estabelecimentos aderentes, que mensalmente, entraram no sorteio de um cabaz com 102 produtos. Ao mesmo tempo, foi sorteado um cabaz idêntico entre uma das IPSS’s dos concelhos de Peniche, Caldas e Óbidos.

102 FM: A Rádio de que todos Gostam

A 102 FM Radio é cada vez mais a estação sintonizada na região Oeste, o seu crescimento está bem patente através do número de “gostos” na página do facebook https://www.facebook.com/102fmradio e a constante interactividade com os internautas que não se cansam de apoiar, gostar e sugerir ideias no nosso facebook. Também no estrangeiro, a comunidade emigrante a residir em França, nos Estados Unidos, Canadá e até noutros países, encontra na 102 FM Rádio o seu “bocadinho” de Portugal, através da internet em http://www.102fm-radio.com/

A 102 FM Rádio arrancou recentemente com um novo projecto junto dos estabelecimentos do concelho de Peniche: “Estamos neste momento a desenvolver uma parceria com a ACISCP ‘Um por todos e todos por um’ para chamar a atenção dos ouvintes para consumir no comércio tradicional”, diz Luís Parreira. Em suma, no ano de 2012, a rádio quer “permanecer ao lado das pessoas, das associações, das instituições e autarquias da região. Queremos estar ao lado de todos”, consubstancia.

Lançamento do jornal O lançamento do jornal ligado à Hora H, pretende ,por seu lado, efectuar uma abordagem diferente, pela positiva (sempre pela positiva), mas não indiferente à realidade das coisas, daquilo que autarquias, instituições, associações, personalidades e empresas vão fazendo no seu dia-a-dia”, prossegue, concluindo: “Queremos ser o Jornal de Peniche, Óbidos, Caldas da Rainha, Bombarral e Cadaval, mas continuando com uma dinâmica criativa e activa na organização de iniciativas e disponíveis para ser parceiros de outras entidades.”

Pai Natal da Rádio foi generoso

Nesta quadra festiva a 102 FM Rádio, esteve de novo na estrada com a operação “Brinquedos Eu Gosto” cuja missão é entregar um brinquedo a crianças dos concelhos de Peniche, Óbidos, Caldas da Rainha, Bombarral e Cadaval. Há vários anos que a 102 FM Rádio tem levado a cabo esta iniciativa que no entender de Luís Parreira, directorgeral da 102 FM, teve “este ano um sentido maior já que há mais famílias com dificuldades”. “Demos pequenas lembranças que ganharam um sentido muito grande por terem sido dadas pela figura do Pai Natal”, referiu. A iniciativa ligada à distribuição de brinquedos é uma das mais acarinhadas na rádio, e resulta de uma parceria “102 Fm Rádio” e do município de Peniche. “Já se realiza há oito anos. Conta com o apoio das juntas de freguesia (com um agradecimento especial para

Atouguia da Baleia e Ferrel, António Salvador e Silvino João, respectivamente), e dos patrocinadores (sem eles não seria possível)”. Na totalidade, entregou-se mais de 12 mil brinquedos na cidade de Peniche e freguesias de Atouguia da Baleia, Ferrel e Serra d’El Rei. “Um agradecimento especial ao vice-presidente da Câmara Municipal de Peniche, Jorge Amador, e uma palavra também a todos os trabalhadores que colaboraram nesta iniciativa, quer da 102 FM Rádio quer do município de Peniche, com iniciativas ao sábado e domingo”, refere. No ano de 2010, a rádio descentralizou pela primeira vez a iniciativa aos concelho de Óbidos e Caldas da Rainha, onde também foram entregues brinquedos .Este ano, a rádio chegou também às crianças do Bombarral e Cadaval.

Adelaide Ferreira apresenta novo disco na 102 FM Rádio A cantora Adelaide Ferreira lançou um novo disco e a propósito do mesmo foi entrevistada na 102 FM Rádio. Mostrando, claramente, os seus laços a esta região, por ter crescido nas Caldas da Rainha, a cantora não deixou de fazer referência às suas brincadeiras de infância no Parque D. Carlos

I, na cidade termal, as férias nas Berlengas e as correrias nas ruas do castelo em Óbidos. Numa conversa cheia de recordações, Adelaide Ferreira mostrou-se satisfeita com o novo álbum “Esqueço-me de te esquecer” e afirmou-se preparada para um 2012 que não será fácil para ninguém.

Janeiro 2012

13


14 Janeiro 2012


Peniche

Obras do Fosso da Muralha prosseguem a bom ritmo Continuam a decorrer a bom ritmo as obras de “Recuperação do Fosso da Muralha – 1.ª Fase (Área Molhada)”. O presidente da autarquia, António José Correia, traçou um ponto de situação junto do nosso jornal sobre o que tem vindo a ser executado nos últimos tempos, e o que se vai seguir, “numas obras indispensáveis ao desenvolvimento turístico local e com forte impacto positivo na qualidade de vida dos cidadãos”.

Obras decorrem a bom ritmo

De salientar, a conclusão da ponte pedonal do Baluarte, assim como, a respectiva plataforma flutuante, embora estas estruturas ainda não se encontrem abertas ao público. A circulação na nova ponte rodoviária, por onde passam as principais redes de abastecimento de água, electricidade, telecomunicações e futuramente de gás natural da cidade de Peniche, foi retomada, por seu turno, no passado dia 22 de Novembro. Anteriormente e no início do mês de Março foi aberta à circulação a nova ponte pedonal do Poceirão, que liga o largo do município ao parque central da cidade. “Mais larga, com rampeamento que permite o acesso a pessoas com mobilidade reduzida ou condicionada e com um design bastante mais actual que a anterior”, diz. “Esta ponte vem oferecer mais segurança e comodidade aos seus utilizadores, renovando simultaneamente a paisagem urbana, num dos principais pontos de atravessamento da muralha”, destaca. A remoção de lamas do leito do fosso, movimentações de terras, terraplanagens e consolidação das margens do espelho de

água encontram-se praticamente concluídas, de acordo com o previsto no projecto. Entretanto, após uma interrupção que durava desde Setembro de 2010, recomeçaram os trabalhos de construção da eclusa, estrutura fundamental para garantir o acesso de pequenas embarcações de entre a bacia portuária e o fosso da muralha, mantendo um espelho de água permanente. Na altura, a empresa adjudicatária informou o município de Peniche que, na sequência das escavações já efectuadas, tinham sido detectados solos argilosos na cota de fundação da laje da eclusa, ao contrário do maciço rochoso previsto no perfil geotécnico, resultante das sondagens efectuadas. As características geológicas não previstas, encontradas durante a execução dos trabalhos, obrigaram à realização de novas sondagens e à alteração do projecto existente, que veio a merecer o parecer positivo por parte do Laboratório Nacional de Engenharia Civil. Uma vez que os trabalhos adicionais não são economicamente viáveis de separar do contrato, a Câmara deliberou adjudicá-los ao mesmo emprei-

teiro no final do mês de Julho. A obra de Recuperação do Fosso da Muralha de Peniche – 1ª Fase (Área Molhada) tem um Investimento previsto de 3 milhões 805mil euros, dos quais 2 milhões e 100 mil correspondem a co-financiamento comunitário, sendo os restantes 1 milhão 1.705 mil euros suportados em partes iguais pelo orçamento do município de Peniche, enquanto dono da obra, e pelo Orçamento de Estado, através do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos, enquanto entidade copromotora da obra. Para além da obra de requalificação do fosso da muralha – 1.ª Fase, a parceria para a regeneração de Peniche, já com comparticipação comunitária assegurada, prevê a realização da 2.ª Fase, na área terrestre envolvente, assim como mais 13 projectos/operações, a realizar em cooperação com diversas instituições locais públicas e privadas, na envolvente do fosso da muralha, frente ribeirinha e centro histórico de Peniche, que no conjunto representam um investimento total de cerca de 10 milhões de euros.

Associações consideram: “Natal Penicheiro está esgotado” A contenção de custos obrigou a um corte na tradicional programação do “Natal Penicheiro”, por parte da câmara municipal, que reduziu a programação a quatro concertos nas igrejas locais. A Associação para o Desenvolvimento de Peniche (ADEPE) e a Associação Comercial, Industrial e de Serviços do concelho de Peniche (ACISCP), habituais parceiros, não foram convocados pela autarquia. Se para a ACISCP, não há muito a lamentar na decisão pois o modelo do “Natal Penicheiro” está “esgotado”, já para a ADEPE é “uma tristeza” que a iniciativa tenha perdido o seu fulgor. Rogério Cação, presidente da ADEPE, não descarta, contudo, a possibilidade de o evento também poder ter atingido o seu limite de vida. “O projecto era interessante, mas as coisas não são imutáveis e têm de se ajustar ao evoluir dos tempos”, refere mas não deixa de apontar o dedo: “Não deixa de nos preocupar, no entanto, que, apesar de todas as dificuldades, pouco ou nada se tenha feito e por isso temos pena”. Por outro lado, a associação entende que deveria ter sido chamada a fazer parte do denominado “processo de mudança” que o acontecimento sofreu este ano, apesar de “compreender” a conjuntura. António Martins, da ACISCP, em declarações ao nosso jornal, referiu que o “Natal Penicheiro” precisa de funcionar noutros moldes, pois “a animação do comércio não passa pelos ´posterzinhos´ ou outras coisas do género”, mas por soluções novas como “a colocação de árvores de Natal à porta das lojas ou um concurso de montras”.No fundo “ir ao encontro dos sentimentos das pessoas”. Solução que segundo o mesmo também é partilhada por Natália Martins, gestora do programa de modernização do comércio tradicional – Modcom. O vice-presidente da câmara de Peniche, Jorge Amador, resume a questão à falta de dinheiro da autarquia para investir no evento, que costumava custar entre 15 a 20 mil euros, e que este ano se resume a um valor despendido de mil euros, pois ao contrário de outras edições foram apenas convidados para actuar nos diversos palcos os grupos da terra. “Não tínhamos outra hipótese face à diminuição das verbas atribuídas pelo Governo”, refere. O tradicional fogo-de-artifício ficará a cargo, no que toca a despesas, por parte de uma empresa parceira da autarquia. A entrada em 2012 é assinalada com dois concertos de Ano Novo. No dia seis de Janeiro, pelas 21h30, o coro Stella Maris actua em Ferrel na Igreja de Nossa Senhora da Guia. No dia seguinte, a Academia de Música de Óbidos executará, pelas 21h30, na Igreja de São Pedro, em Peniche, o tradicional concerto de Ano Novo.

Coro Stella Maris faz parte do cartaz

Mensagem de Ano Novo do presidente da Câmara “Num tempo de imprevisibilidade em que, quase diariamente, são anunciadas medidas desfavoráveis à qualidade de vida de cidadãos, empresas e autarquias, reafirmo a nossa vontade e determinação para continuarmos a defender e a afirmar o nosso Concelho. Formulo os mais sinceros votos para que em 2012 todos tenham condições para uma vida digna e o mais feliz possível, e em que a Esperança em dias melhores possa ser reforçada”. Janeiro 2012

15


Peniche

Peniche volta ao concurso “Sete Maravilhas”

Peniche vai candidatar as suas praias

A “Seven Wonders” lançou um novo concurso, desta vez com o objectivo de eleger as sete mais belas praias do país. A fase de candidaturas está a decorrer desde dia 2 de Dezembro no site http://incricoes.7maravilhas.pt e fecha no dia 15 de Janeiro. António José Correia, presidente do município de Peniche, adianta que o concelho voltará a concorrer tal como o fez nos concursos promovidos, anteriormente, pela mesma entidade. “A excelência do nosso litoral

e das nossas praias, reconhecida pela atribuição de 6 Bandeiras Azuis, 6 praias de Água Dourada e um spot de surf reconhecido mundialmente, legitimam a apresentação de candidaturas em várias categorias. Tudo faremos para que seja incluída pelo menos uma praia na lista final a submeter à votação do público”, refere o presidente da Câmara. O concurso na fase de selecção acompanhado de perto pelo Conselho Científico, é composto por sete entidades: Secretaria de

Estado do Ambiente e do Ordenamento do Território; Marinha Portuguesa; Associação Bandeira Azul da Europa; GEOTA; Liga para a Protecção da Natureza; Quercus; e SOS – Salvem o Surf - Associação Nacional de Defesa do Surf. As maravilhas candidatas a “7 Maravilhas” – Praias de Portugal estão organizadas em sete categorias. A saber: Praias de Rios; Praias de Albufeiras e Lagoas; Praias Urbanas; Praias de Arribas; Praias de Dunas;

Praias Selvagens e Praias de Uso Desportivo. Os critérios de avaliação são: beleza da praia; qualidade da água e limpeza da praia; estado de conservação dos sistemas naturais (fauna e flora) e sistemas edificados; serviços prestados aos utentes da praia; espaços públicos de qualidade; preservação da identidade local; e as condições naturais para a prática desportiva. Qualquer pessoa ou entidade pode nomear praias. Após recebidas todas as candidaturas, 70

especialistas escolhem uma lista de 70 pré-finalistas. Depois, um painel de 21 personalidades selecciona uma short list de 21 Finalistas para votação pública. A representatividade geográfica do país é assegurada através da presença no mínimo de um finalista de cada uma das 10 regiões do país e todo o processo de selecção. A votação é auditada pela PricewaterhouseCoopers & Associados - S.R.O.C. Lda.

“Acompanha” nos finalistas da Missão Sorriso

À semelhança de Caldas da Rainha, Peniche através do projecto da associação “Acompanha” também integra o leque de 121 finalistas da Missão Sorriso dos hipermercados Continente. “Mobilizar para a Acção por Idosos com Saúde”, assim se chama a acção que a Acompanha quer levar a efeito no concelho de Peniche, e para a qual precisa de reunir os meios financeiros imprescindíveis. Tendo como horizonte a valorização do idoso e da sua experiência de vida, este projecto foi desenhado “há bastante tempo”, de acordo com Rogério Cação, da cooperativa Acompanha. “Ao contrário de outros projectos que tentam trazer o idoso a determinado local, este parte do princí-

16 Janeiro 2012

pio contrário, pois queremos ir ao encontro do idoso, saber junto do mesmo quais as suas ideias e projectos; quais as actividades que entende que lhes fazem falta, nomeadamente, as de promoção da saúde, cultura e educação”, dá a conhecer. O financiamento para o projecto não deixa de ter algum peso na estrutura da associação, e como tal a Acompanha viu na Missão Sorriso uma possibilidade, dado que neste momento não há programas ou linhas de crédito abertas pelo Estado. Neste momento, a associação dispõe de meios técnicos e humanos mas seria, por exemplo, necessário dotar as viaturas de equipamentos especiais, no caso de deslocações a casa dos

idosos para testes de glicemia e de colesterol. “Seria muito importante até para se conseguir descongestionar os serviços de saúde”, adianta. Tendo em conta que 2013 será o “Ano Europeu do Envelhecimento e do Contacto Intergeracional”, e dadas as necessidades existentes na comunidade, seria com muito agrado que a Acompanha veria a entrega de um presente especial por parte da Missão Sorriso, neste final de ano. Para já existe uma votação a decorrer online (até ao fim do mês de Dezembro), em http://missaosorriso.continente. pt/projectos.php. Para além das votações na internet, um júri de selecção também votará nos projectos vencedores.

Contacto entre gerações norteia o projecto


Peniche

Exposição de presépios da Pastoral da Fraternidade com mais peças este ano Uma exposição de presépios feita, essencialmente, pelas pessoas da terra, assim se pode de certa forma, caracterizar mais uma edição da iniciativa, levada a cabo, todos os anos, pela “Pastoral da Fraternidade” em Peniche, e que se encontra patente no antigo pavilhão do StellaMaris, até 6 de Janeiro. Este ano a exposição conta com 130 peças, mais 30 do que na edição anterior. Joaquim José Silva, presidente da pastoral, salienta que esta é uma “tradição com muitos anos e que tem vindo a crescer”. A exposição concretiza-se também como uma forma de divulgar a própria cidade de Peniche e pretende atrair não apenas visitantes de fora do concelho, mas sobretudo os próprios penicheiros – “Se as pessoas de cá nos visitarem ficaremos com o coração muito feliz”, exprime. O responsável salienta a sua “paixão muito grande” pelos presépios, sendo que a iniciativa em causa só é possível graças ao “empenho de algumas pessoas como o Vítor, a Olívia e outros elementos da pastoral”, pois o trabalho é “muito exigente e de grande monta”. A exposição é constituída por presépios muito antigos, “de que são exemplo alguns dos cedidos por Fernando Engenheiro, os de Célia Nunes, ou a cerca de uma centena de figuras do menino jesus do Vítor da revista; e ainda o presépio tradicional da tia Alice, que os sobrinhos fazem questão de montar com muito agrado, para além dos presépios das catequeses e o das barbies”. “Temos um presépio maravilhoso feito a ponto cruz e outros em pedra”, refere. Muitos portugueses têm algumas dúvidas acerca das peças fundamentais na elaboração de um presépio, e neste aspecto o responsável esclarece que não podem faltar a Virgem Maria, São José, o menino, a vaca, o burro e os pastores, “que foram os escolhidos por Deus para anunciar a boa-nova a todo o mundo”. Mesmo os que não são cristãos, têm sido tocados pela “espiritualidade que se sente quando se visita a exposição”, acrescenta.

Colecção de Quim Zé

Colecção de Quim Zé

Presépio de Fernando Engenheiro

Presépio com bonecas barbies Presépio feito a ponto cruz

Solidariedade aumentou em 2011

O crochet também entrou na execução de um presépio

Logo à entrada da mostra, encontra-se um “cabaz dos pobres” com o seguinte dito bíblico: “Esmola é o que se dá por amor na medida do que tem para distribuir e de quem precisa para viver”, numa alusão a este tempo de fraternidade, pois “às vezes Deus ensina-nos que as dificuldades fazem-nos aproximar de algo”, refere, continuando: “Sinto que a crise fez com que as pessoas se sentissem mais tocadas pelo sinal do menino Jesus, pois apesar da dificuldade dos tempos a pastoral nunca teve tanta comida para dar aos pobres. Os corações foram, definitivamente, tocados”. O responsável da pastoral adianta que se fez um “trabalho excelente” e que “as pessoas de Peniche colaboraram tanto com a loja da solidariedade, que com o dinheiro entregue se pôde comprar cabazes de natal com um pouco de tudo”. Janeiro 2012

17


PUB

18 Janeiro 2012


Cadaval

Feira dos Pinhões: Nem a crise leva mais gente a comprar nos mercados Em época de vacas magras, a população poupa o mais que pode, e a aquisição de vestuário e outros bens, normalmente, mais baratos neste género de mercados ao ar livre, fica para trás. Através do contacto com os feirantes e de um inquérito junto dos visitantes tomamos o pulso a este retrato da economia local, na feira dos Pinhões, no Cadaval.

A feira realiza-se todos os anos a 8 de Dezembro

Em época de crise, o nosso jornal andou por uma das feiras mais conhecidas da região, a dos Pinhões, que todos os anos, a 8 de Dezembro se instala na vila do Cadaval. De tudo um pouco se pode encontrar desde roupa a calçado até artigos para o lar, além das tradicionais farturas. Em época de crise ouvimos a população e os feirantes que como seria de esperar admitem que o negócio está cada vez mais fraco, mesmo tendo em conta a época do ano em questão, com as tradicionais prendas de Natal. Vânia Sousa, feirante de Rio Maior, costuma montar a sua banca de roupa interior todos os anos na vila e não hesita em avançar com uma explicação: “As pessoas apenas se preocupam em assegurar a alimentação e vão se remediando com o que têm no que diz respeito ao vestuário”. Também considera que “as lojas de artigos chineses têm feito uma concorrência difícil”, pois vieram “prejudicar bastante o negócio”. “Nos chineses encontra meias a cinco euros, enquanto eu vendo nacionais pelo mesmo preço e a qualidade é melhor”. Sobre a feira do Cadaval, pensa que já teve melhores dias, pois “ de ano para ano tem vindo a degradar-se”.

Uns metros ao lado, duas feirantes lamentavam-se da GNR que este ano não as deixou colocar à venda os seus perfumes de contrafação. “Ainda não nos deixaram tirar a mercadoria do carro. Vamos de novo perguntarlhes se podemos”. Hassan e Mohamed são emigrantes em Portugal. A sua fisionomia evidencia os traços do norte de África. Hassan já esteve num campeonato mundial de atletismo, numa prova de 1500 metros, mas desde há alguns anos que anda pelas feiras de Portugal a vender roupa. Na feira do Cadaval, conseguiu fazer alguns trocos com a compra de collants, cuecas e meias por parte dos clientes, embora o tempo frio

não estivesse a ajudar. “Mesmo com preços mais baixos, as pessoas não compram porque não têm dinheiro, e apenas se preocupam com a alimentação”, acrescenta Mohamed que há 17 anos vem ao Cadaval vender na feira. O sentimento é o mesmo para a vendedora Maria de Jesus, de Alenquer. Com uma banca de venda de artigos para o lar, nomeadamente, utensílios de cozinha, diz que apenas conseguiu vender “algumas coisas mais pequenas”, mas “a conta gotas”. “Depois de a feira ter mudado para esta localização, tivemos alguns anos muito bons, mas de há cinco ou seis anos para cá que tem vindo a decair”, constata.

Inquérito - A crise

Francisco Mota

José Luís

Penso que este ano, há mais gente a vender. Eu próprio sou feirante. Vendo louças em barro vermelho. Comprei alguns artigos de vestuário. No que diz respeito, aos preços, não encontro muitas diferenças entre esta feira e outras.

Não consigo determinar se os preços estão mais ou menos atractivos em comparação com ano anterior, mas acho que este tipo de feiras são uma boa alternativa para as compras em tempos de crise económica.

Odete Neves

Maria Manuela

Não estou a ver nada de jeito nesta feira, embora tenha chegado há pouco tempo. Venho com intenção de comprar algumas coisas com o dinheiro da reforma, embora não tenha muito para gastar, pois a minha família não é numerosa. Acho que estas feiras são boas para quem quer comprar artigos baratos.

Gosto de vir a esta feira, mas penso que certas lojas praticam preços mais acessíveis, e não estou apenas a falar dos chineses. Venho aqui para comprar castanhas, nozes, ananases.

Carlos Vieira Alberto Deodato Os vendedores pouco vendem e nós compradores não temos dinheiro. Apenas vim comer uma fartura. Nem quero pensar nas prendas, porque vai ser do pior. Tenho alguns netos e bisnetos e nem sei como será.

Penso que é sempre muito positiva a realização deste tipo de feiras em zonas mais rurais. Como sou agricultor gosto de vir apreciar os produtos relacionados com a minha actividade, que aqui se encontram à venda, embora nem sempre compre. Quanto às compras de Natal, deixo para a minha mulher.

Origem da “Feira dos Pinhões” Tendo em conta o dia de feriado em que sempre se realizou, a “Feira dos Pinhões” é também por muitos apelidada de “Feira de Nossa Senhora da Conceição” ou ainda de “Feira de 8 de Dezembro”. A sua origem perde-se no tempo e ficou mais conhecida por “Feira dos Pinhões” devido à quantidade de pinhoeiras que acorriam ao Cadaval, nesta altura do ano, para vender o muito apreciado pinhão e demais frutos secos, sobretudo em ocasiões festivas como o Natal. Estas vendedoras, com seus trajes típicos e sentadas em pequenos bancos, davam cor e alegria à vila e particularmente à feira, vendendo pinhões por medida ou em fiadas de variados tamanhos. A Feira dos Pinhões trazia, às principais artérias da vila do Cadaval, grande quantidade de população das diversas freguesias locais, dos concelhos limítrofes e de pontos mais distantes. Diversas eram as mercadorias à venda nesta feira, noutros tempos: quinquilharias diversas, utensílios de lavoura, louças de barro e outros utensílios de cozinha, brinquedos, vestuário e calçado, sempre à medida das posses dos compradores menos abonados. Ao mesmo tempo, no centro da vila, realizava-se uma feira de gado muito concorrida, que constituiu uma parte muito importante da Feira dos Pinhões.

Joaquim Januário José Abílio Tenho dificuldades em comprar algumas coisas, pois não tenho dinheiro, que é o essencial . Hoje em dia nem a água que bebemos é barata. Não quero falar em presentes.

Penso que as coisas estão cada vez mais parecidas com aquilo que se passava antigamente. Há cada vez menos gente a comprar bens, pois aprendem a fazer roupa e outros bens. Vou dar 50 euros a cada familiar no Natal e pouco mais. Janeiro 2012

19


Bombarral

“Estórias com chocolate quente e bolachinhas” O Museu Municipal do Bombarral abriu a suas portas na noite do passado dia 20 de Dezembro para a estreia das “Estórias com chocolate quente e bolachinhas”, iniciativa que reuniu neste espaço cultural perto de seis dezenas de pessoas. Sensibilizar os pais para a importância de ler uma história aos seus filhos antes de irem dormir é um dos objectivos desta actividade, inserida no Serviço Educativo do Museu bombarralense. O sótão do Museu Municipal foi assim transformado no quarto do pequeno João que não queria deixar chegar o “João Pestana” antes que a

mãe, protagonizada pela professora Fernanda Mateus, lhe lesse uma história. Por estarmos em época de Natal, a primeira “estória” que as crianças tiveram oportunidade de escutar foi a do “Pequeno Pai Natal”, da autoria de Anu Stohner e Henrike Wilson (ilustração). Como o nome do livro indica, este relata-nos a história de um Pai Natal diferente, que por ser o mais pequeno de todos nunca é chamado para a distribuição dos presentes às crianças. O pequeno Pai Natal acaba no entanto por superar o seu desgosto e realizar-se em pleno, tornando-se no Pai Natal dos animais, também eles

Mais uma actividade para as crianças neste Natal

excluídos no que respeita aos presentes distribuídos na época natalícia.

Após a leitura, os petizes puderam brincar com os brinquedos do pequeno João e deli-

ciar-se com umas bolachinhas, acompanhadas de um aconchegante chocolate quente.

Centro de Dia e Lar de Idosos continuam no horizonte da Associação Perto de duas centenas de pessoas encheram no passado dia 11 de Dezembro a Associação Recreativa e Desportiva dos Baraçais para o almoço comemorativo do 9º aniversário da Associação de Solidariedade Social da mesma localidade. Depois de ser reconhecida como Instituição Particular de Solidariedade Social, a próxima etapa da associação, como explicou Joana Caetano, presidente da direcção, passa por iniciar o serviço de apoio domiciliário e posteriormente a construção do edifício do Centro de Dia e Lar de Idosos.

20 Janeiro 2012

Colectividade foi reconhecida como IPSS recentemente

Superando ligeiramente as expectativas da direcção, a população local aderiu em massa ao evento, demonstrando uma vez mais estar ao lado da associação na prossecução dos seus

objectivos. Para o efeito, a associação tem levado a cabo várias actividades, como é exemplo o almoço de aniversário, com vista a angariação dos fundos necessá-

rios para avançar com os projectos atrás referidos. Para além dos eventos culturais e recreativos que vai organizando, quinzenalmente a associação também vende pão

quente na sua sede, situada no cimo dos Baraçais, junto aos moinhos da localidade, espaço para onde está prevista a construção do Centro de Dia e Lar de Idosos.


OPINIÃO União Europeia que futuro?

Antonio Marques (Director da Expoeste) A União Europeia é resultado de um projeto ambicioso, concebido dentro de uma cultura de liberdade, organizado com flexibilidade para garantir a democracia e assegurar a preservação das tradições, línguas, costumes e crenças de todos os países membros. A criação de uma Europa integrada e sem fronteiras serviu para reduzir as expressões de sentimentos nacionalistas, que resultaram em muitas guerras, ao longo da história. No momento em que o conceito da UE é questionado, vale a pena lembrar, que nesses quase 60 anos de existência da União, o velho continente vive em paz. Os conflitos armados destas últimas décadas, como o dos Balcãs, aconteceram fora dos limites da União, o que aliás levou ao desenvolvimento estratégico do espaço geográfico da União. Se a Espanha não se tivesse se incorporado na UE, será que teria tido uma transição exemplar da ditadura à liberdade, da pobreza à prosperidade,

com a rapidez com que se operou? Além de ser um antídoto contra nacionalismos, a União Européia, em tempos de globalização econômica, é uma aliança com muito mais força para competir na conquista de mercados. Para captar investimentos potenciais no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, em particular Brasil e Angola, Portugal tem que fazer as suas apostas na estratégia de criação de uma comunidade internacional unida por laços culturais e históricos, e declarar-se disposto a ser a “porta de entrada” dos interesses dos Paises da CPLP na Europa O novo Acordo Ortográfico passará a vigorar plenamente em Portugal em 1º de janeiro de 2012, impulsionado a partir de sua adoção pelas escolas e organismos do Estado. A unificação ortográfica foi assinada em 1990, mas até agora os sucessivos governos adiaram a sua implementação, apesar de a maior parte dos jornais e emissoras de televisão terem adotado as novas regras. O maior estímulo à implementação do novo acordo não veio da paixão pelo idioma português, nem da visão idealizada de uma comunidade internacional lusófona. Veio da crise econômica e financeira que abala Portugal e toda a Zona do Euro. A área integrada pelos oito países que compõem a CPLP chega a 11 milhões de km2 quadrados, ou 7,2% da superfície do planeta, com populações que somam 245 milhões de pessoas. Esse espaço lusófono, sob a ótica geoestratégia funciona como uma tênue aliança entre os países, que não esqueçamos,possuem outras linguas indigenas para além do português. Do ponto de vista cultural-identitário, já que a lusofonia também é a memória cultural da matriz histórica de seus povos, importa criar efetivamente a

lusofonia o que está longe de ser uma realidade. Para atingir esse ogjectivo é necessário tornar a língua portuguesa oficial na ONU, a maior organização internacional do mundo, é isso é urgente. Atualmente a ONU possui seis línguas oficiais: árabe, chinês, espanhol, francês, inglês e russo. O argumento de que o português já é oficial em instituições internacionais como: União Africana, União Europeia e Organização dos Estados Americanos (OEA), não é suficiente. Apesar da crise, grande parte da população portuguesa reconhece o papel relevante que os imigrantes ocupam numa sociedade envelhecida e cada vez mais pobre. Existem casos isolados de preconceito contra os trabalhadores estrangeiros, mas a razão, nos momentos de crise, fala mais alto às pessoas. Atualmente há mais de 100 mil portugueses a trabalhar em Angola, e cerca de 25.000 angolanos em Portugal. Em 2010, os imigrantes portugueses em Angola enviaram 135 milhões de euros para o país de origem. A crise faz com que as relações migratórias entre os países sejam alteradas, forçando a assinatura de acordos bilaterais esquecidos. Em setembro, após dez anos de um processo que se arrastava, Portugal assinou um acordo com o governo angolano para facilitar a mobilidade de pessoas entre os países, já que Angola é o principal destino das exportações portuguesas, fora do continente europeu. Hoje, é possível encontrar trabalhadores e estudantes angolanos a viver nas principais cidades portuguesas. A troca cultural é intensa, com destaque para a literatura e a música. Entre Brasil e Portugal, a mobilidade não é um problema, em razão de acordos bilaterais que derrubaram a exigência de vistos para entrada em ambos os países.

Existem estudos realizados pela CPLP a respeito da implementação de diversos acordos entre os países, que visam facilitar a circulação de pessoas dos países-membros, que fortaleceriam a ideia de “cidadania lusófona”. Em 2006, Portugal vivia um excelente momento econômico e uma das coisas que mais chamava a atenção era a quantidade de guindastes pendurados em todo o horizonte. Tanto fazia se estivesse em Lisboa ou em qualquer outro lugar do país, o crescimento imobiliário era um dos aspectos mais visíveis da pujança econômica espanhola. Havia liquidez e crédito fácil, que resultaram muitas vezes em dívidas. A bolha imobiliária seguiu o desastre Americano, e estourou no pior momento, pouco antes do início da crise financeira internacional, em 2008. A partir daí, a curva passou a ser descendente. Portugal já tinha dificuldades em cumprir os limites de dívida e déficit, impostos pela União Européia. Mas o problema é muito maior e não se resume à situação no nosso País. A crise da dívida pública européia alastrou à maioria das nações do velho continente Europeu, de tal maneira que foi criada a sigla PIGS que se quer intrepertar como pejorativa (Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha -Spain, da grafia em inglês), que dá margem à muitas interpretações! Até o momento, o FMI tem sido complacente em relação às iniciativas européias de resgate dos países endividados da zona euro e é preciso lembrar que a Europa tem um grande poder sobre o Fundo, que reflete o pensamento dominante. Resta saber se o FMI atuará com o mesmo rigor fiscal, que tradicionalmente oferece a clientes com menos influência política. A crise pode ter um efeito cascata nos 17 países, que adotam o euro como

moeda e ir muito mais além do problema financeiro. Somada à crise de dívida soberana, a Europa enfrenta ainda o risco de uma crise bancária. O bancos europeus tiveram uma perda de valor de mais de 50%, só no último ano. A gravidade da crise européia também preocupa os países emergentes. Ao contrário de décadas passadas, quando as instabilidades das economias menos desenvolvidas contagiavam às mais avançadas e necessitavam o resgate dos organismos multilaterais, agora os emergentes temem a contaminação dos problemas sofridos pelos ricos. Mesmo com fundamentos econômicos sólidos, o Brasil não está imune à crise. As linhas de crédito para importação e exportação brasileiras, em bancos europeus, diminuíram e estão mais caras. A actividade produtiva na China, recuou em setembro, indicando que o crescimento, na segunda maior economia do mundo, continua a desacelerar, devido ao enfraquecimento da procura mundial pelos produtos chineses. Para além disso, os cinco Países emergentes ao famosos BRICS possuem interesses muito diferentes. A China prefere transferir recursos para a Europa, através do FMI, e aumentar seu poder dentro do Fundo. A Rússia está com sua capacidade de apoio debilitada, porque já está afetada pelas turbulências européias. E, a presidente Dilma Rousseff, já afirmou que o Brasil contribuirá com a busca de soluções, mas sem participar das operações de socorro financeiro. A falta de acordo para socorrer a Europa, sobretudo a falta de liderança, deixa dúvidas sobre a capacidade de enfrantar o futuro. Nesta confusão, a União Européia agoniza e importa a todo o custo salva-la nse formos a tempo.

Questões de Economia e Finanças pelo Dr. Mário Cêpa da Max Finance Rainha

1. Fala-se nos últimos tempos da possível desistência ou não do euro por parte dos países que integram a moeda única, na sua opinião que danos ou não esta medida poderia acarretar para o país e para os cidadãos em particular no que à sua carteira diz respeito? O risco da moeda única terminar ou de alguns países serem afastados desta é real, mas parece-nos pouco provável. É talvez, mais um cenário jornalístico para criar notícias. Este cenário traria para a nossa fraca economia e para os Portugueses consequências catastróficas.

Se hoje estamos mal, as consequências de uma eventual saída do Euro, seria muito grave, com quebra significativa do produto interno. Uma eventual saída da moeda única demoraria muitos meses, teria que ser previamente anunciada, o que levaria as pessoas aos bancos levantarem as suas poupanças e investimentos em moeda actual. Implicaria o colapso financeiro e talvez a falência de muitos bancos, para além de não haver moeda suficiente para pagar a todos os depositantes. Se hoje estamos na mira dos mercados financeiros, tão cedo, não tería-

mos crédito para solver os nossos compromissos. Para o cidadão seria a perda significativa de parte das suas poupanças e aumento substancial das suas dívidas, a não ser que o estado assumisse as perdas, o que nos parece pouco provável, dada a situação actual do país. A inflação iria subir consideravelmente, em consequência o custo de vida. Isto seria de tal maneira catastrófico, que nem é bom nem pensar na pos-

sibilidade de poder vir a acontecer. As consequências para todos nós seriam trágicas e nesta data ninguém conhece nem consegue avaliar a dimensão desta catástrofe. 2. Face ao endividamento das famílias e do país, que tipo de pedidos de crédito são de todo de evitar em 2012? Face à situação actual das famílias

todo o crédito seria de evitar, mas como tal não é possível é de evitar o crédito concedido pelas financeiras e cartões de crédito tendo em conta as taxas quase sempre acima dos 20%. Alguns bancos, poucos, em caso de necessidade concedem crédito pessoal com taxas significativamente mais baixas. A nossa sugestão às famílias tendo em conta a redução das suas disponibilidades é a de reduzirem os seus compromissos bancários, tanto pela consolidação como pela renegociação dos seus créditos. Se for necessário poderemos ajudar. Janeiro 2012

21


PUB

22 Janeiro 2012


PUB

SOLIDARIEDADE No Bombarral, “Feira de Esperança e Solidariedade” levou carenciados ao pavilhão municipal Numa iniciativa conjunta da Câmara Municipal do Bombarral, em articulação com as colectividades e IPSS’s do concelho, foi levada a cabo no dia 8 de Dezembro, no espaço do pavilhão municipal, a primeira edição da “Feira de Esperança e Solidariedade”. Artigos como vestuário, brinquedos, calçado, e tendo em conta esta época do ano: em especial cachecóis e luvas. São bens necessários a uma comunidade que conta com um número de carenciados que viu nesta feira uma oportunidade. A iniciativa esteve aberta ao público em geral e aos sinalizados pela Segurança Social. Ao longo do dia, famílias com crianças pequenas foram os principais “clientes” da iniciativa, que levavam, em média, duas peças por pessoa, “embora algumas tenham sentido vergonha, apesar de conhecerem os técnicos”, referiu Fátima Coelho, do gabinete de Desenvolvimento e Potencial Humano da autarquia. Até duas horas antes do fecho da iniciativa, tinham passado pelo pavilhão municipal, cerca de 40 pessoas.

A iniciativa esteve aberta ao público em geral Os bens doados pelas instituições em conjunto com os particulares vão voltar a ser canalizados para os canais normais de distribuição, como a Associação Ligar à Vida. Patrícia é uma das carenciadas do concelho do Bombarral e aproveitou a feira para levar roupa e também alguns brinquedos para os cinco filhos. Está desempregada e apenas o marido tem trabalho. Refere que prefere não pensar no Natal, pois estes

são tempos “muito difíceis”. Maria de Jesus, de Vale Covo, também se encaminhou para o pavilhão municipal pelas mesmas razões. Tem ao seu cargo dois filhos e não pode contar com a ajuda do pai das crianças. “Faço tudo para que os meus filhos não passem fome”, salienta, mostrando que vai levar para os mesmos “casaquinhos e um carro dos bombeiros para cada um”.

400 cabazes de Natal dados aos carenciados das Caldas da Rainha Tendo em conta o agudizar da crise económica, a Câmara Municipal das Caldas da Rainha aumentou o número de cabazes doados às famílias carenciadas do concelho. No dia 21 de Dezembro, foram várias as centenas de pessoas que se deslocaram ao pavilhão da Expoeste para receberem um saco que continha no seu interior, entre outros produtos, bacalhau, azeite, leite. De acordo com o vice-presidente do município, Tinta Ferreira, foram entregues 400 cabazes, o que significa um acréscimo de 100 em relação a 2010. Uma das razões prendeu-se com o “prescindir do jantar dos autarcas”, que permitiu canalizar, no total, cinco mil euros para a dádiva em causa. “Fomos um pouco mais longe, as famílias estão a passar mais dificuldades”, refere. Foram, ainda, entregues 200 brinquedos a crianças de famílias com rendimentos considerados inferiores. Há algum tempo atrás tinha dois automóveis e costumava fazer viagens com frequência, este ano foi um dos que recebeu em casa uma

Carenciados levaram bens para a Consoada carta da autarquia para ir receber o cabaz de Natal. Com dois filhos e um terceiro a caminho, Sérgio Governo, da Serra do Bouro, está desempregado e, neste momento, a família, apenas, pode contar com o ordenado da mulher. “Está difícil de arranjar emprego”, suscita. O casal encontra algumas dificuldades para pagar as contas, pois apesar de não pagar renda de casa, já teve de se desfazer de um dos carros – “Nunca imaginei que um dia teria de recorrer a este tipo de ajuda, mas da maneira como

as coisas estão no nosso país, o azar pode bater à porta de qualquer um”, diz. Sandra, de Salir de Matos, também veio recolher o seu cabaz de Natal. Desempregada há sete meses, em casa apenas entra o ordenado mínimo do marido e presentes neste Natal, apenas os comprou para os filhos. Não esconde que recebe algumas ajudas da comunidade onde vive e quanto ao saco com bens dados pela Câmara comentou: “É importante, trata-se de uma boa ajuda”. Janeiro 2012

23


PUB

Janeiro 2012

O Jornal - Edição nº0  

Jornal da Região Oeste

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you