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SAS ORKESTRA DE RÁDIOS “Não se tira nada de nada, o novo vem do antigo, mas nem por isso é menos novo.” Bertolt Brecht

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STATEMENT SAS Orkestra  de  Rádios  constitui­se  como  uma metaorkestra que transforma antenas e rádios em  instrumentos sonoros e estéticos que apelam directamente  ao toque e a um contacto tácito, entre os instrumentos e as pessoas e as pessoas entre si. As  modelações  sonoras  e  modo de  tocar  de  cada  instrumento dependem directamente do  seu manuseamento  através da  pressão  e  do  tacto  da  pele  com a antena. Pode (e deve) ser tocado por  várias  pessoas em  simultâneo.  Assim,  a  acção  de contacto (toque) entre duas pessoas ou mais  pessoas   passa  a  ser  o  controlador  sonoro,  onde  diferentes  formas  de  interações  tácteis dão origem a diferentes resultados sonoros. Um conceito de proximidade? Proximidade  entre:  o  sujeito  e  a  obra,  a  música  e   o  ruído,  a   estética  e  a  ética,  o  usar  e  o contemplar, o ouvir e o escutar, o ver e o reparar. As   distantes   antenas  dos  telhados  das  nossas   casas  sobem  para  os  nossos  colos  até  às nossas   mãos.  A  antena,  mediador  entre  o  sinal  invisível  no  ar  e  os  conteúdos  audiovisuais  na TV, ao serviço de um novo toque. Subversivo? A  irónia de aceitar o ruído, de organizar lixo em conteúdo,  de parar e prestar atenção ao que nos rodeia, conquistar a proximidade entre moderno e antigo, rurais e urbanos, cultos e brutos. Tradições? São inovações de outrora.

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MODUS OPERANDI A metodologia de trabalho do colectivo SAS articula­se entre as seguintes tipologias: •  Concertos/Performances  sonoras   com  tocadores  de  antenas  que  se  abrem  ao  contacto interactivo com o público • Workshops de construção de instrumentos sonoros e criação musical colectiva • Novos modos de comunicação e sociabilização (experimentação PDF ­ Participa Descobre Faz)

Os instrumentos  são  concebidos,  construídos  e  manipulados  pelo  colectivo  de  artistas  Sónia Moreira,  Ana  Trinção  e  Simão Costa,  formados  respectivamente  nas áreas das artes plásticas, performance  e   música.  As  apresentações  do  SAS  têm  conquistado  adesão  expontânea  do público.  Em  destaque  tem  estado  a  transversalidade  geracional  daqueles  que  têm  mostrado entusiasmo  por  este  projecto.  Desde  da  criança  de  colo  até  à  pessoa  cujo  suporte  extra  é  a bengala. O  principal  enfoque  do  projecto é proporcionar uma  relação de proximidade com o público,  quer em  versão  de   concerto/performance  interactiva,  quer  em  dinâmica  onde  o  mesmo,  Participa, Descobre e Faz. Nesta  medida,   este  projeto  não  só  se  afirma  como  um  conjunto  de  instrumentos  electrónicos portáteis,  que  podem ser  tocados  ligados  ou  desligados  de um  PA  (pré­amplificador)  a solo ou em  conjunto   com  vários  instrumentistas/performers,  como  se  afirma  também  como  uma estratégia que fomenta o toque, consentido, solidário (pele com pele) entre pessoas.

Palavras chave:  proximidade,  pessoas,  tacto,  gesto,  dismistificação,  intervenção,  forma, subversão, questionamento, relação, instrumento/público, trangeracionalidade, antigo, moderno.

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HISTÓRICO ­ SAS ORKESTRA DE RÁDIOS Nasceu em Janeiro de 2013 entre terras lusas e germânicas.

Residência artística . Arte n’Aldeia, em S.Pedro do Rio Seco, Julho.

Apresentações públicas . Impro. Concerto/performance no Festival Tempo d’Aldeia, S.Pedro do Rio Seco, Agosto; .  Intervenção interactiva sonora, no projecto curatorial Sombras de Vera Mantero, na Herdade da Adua,  em  Montemor­o­Novo.  Em  parceria  com  CICS­  Centro  de  Investigação  Cultura  e Sustentabilidade, Montemor­o­Novo, Setembro; .  Mais  Pra  menos  do  que  Pra  Mais,  Comemorações  do  vigésimo  aniversário  da  Culturgest, dirigido e coreografado por Vera Mantero, Lisboa, Outubro; .  Apresentação  informal  SAS  Orkestra de  Rádios+  piano  Simão  Costa,  inauguração  do Teatro da Voz, Lisboa, Outubro; . Performance sonora na Mimosa da Lapa, Lisboa, Dezembro; . Performancesonora+exposição+comunicação interactiva, Ora bolas, há espaço vamos usá­lo, Demimonde­Galeria da Boavista, Dezembro,

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BIOGRAFIAS DO COLECTIVO/ artistas Ana Trincão (Almada 1981) É  mestre  em  Dança  (MA   SODA)  UDK  /  HZT  Berlim (2012)  e  recebeu  uma  bolsa  da  Fundação  Calouste Gulbenkian  para  frequentar  o  mestrado  .  É  licenciada em  Artes  Visuais  pela  ESAD,  nas  Caldas  da  Rainha Portugal  e  fez  Erasmus  na 

Universidade de

Hildesheim Alemanha  (2005).  Frequentou  o  Curso  de Pesquisa  e  Investigação  Coreográfica  do  Fórum  de Dança  no  Porto  (2005/2006).  Foi  artista  residente  no projecto  Sítio  das  Artes  no  âmbito  no  programa  O Estado  do  Mundo  (Fundação  Calouste  Gulbenkian,  2007).Trabalhou  no  CENTA  (Centro  de Investigação  e  Novas  Tendências  Artísticas),  dirigindo  o   departamento  de  dança.  (2008).  Foi Bolseira  "DanceWEB"  no  Impulstanz Festival, Áustria Viena (2009) e artista convidada em Point to   Point,  plataforma  de  criação  e  intercâmbio  entre  a  Ásia  ­  Europa,  organizada  pela  ASEF  e Alkantara,  em Lisboa (2009). É membro do grupo de pesquisa "interferencias" com o qual editou o  livro  "El   libro  INTERFERENCIAS  The   Book",  e  do  colectivo  de  artistas  internacional Inconsumivel.  Em  2011 foi artista residente na IV edição do Programa de Residência de Artistas Ibero­Americano  e  Haiti,  no  México.  Desde  2007  desenvolve  projectos  que  cruzam  a  dança  as artes visuais, as suas obras foram apresentados em Portugal, Espanha, Alemanha e México.

Sónia Moreira (Lisboa 1981) Frequenta  o  mestrado  em  Escultura  Faculdade  de  Belas­Artes  de Lisboa(2012) e  é  licenciada  em  Artes  Plásticas  pela ESAD das Caldas da Rainha   (2004).  Possui  o  curso  técnico  de  webdesign  e  produção multimédia  (2005)  .Fez  estágio  profissional  em  Artes  Plásticas através do Programa  Comunitário  Leonardo  da  Vinci,  em  Estugarda,  Alemanha  na Werkstatthaus(2006).  Foi  assistente  convidada  do  Projecto  Internacional

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de Teatro  e  Circo  em  Brno,  na  República  Checa,  um  projecto  de  intercâmbio  entre a  Polónia (Lodz),  Republica  Checa  (Brno)  e  Alemanha  (Estugarda),  onde  foi  co­tutora  do  atelier  de interpretação  e  criação  de  máscaras  para  jovens(2006).  Foi  assistente  de  exposição, Anteciparte,  Lisboa  e  monitora  no  Museu  Colecção  Berardo  ­   Museu  de  Arte  Contemporânea em  Belém(2005;2010).  Artista  residente  no  programa   rede   de  residências  Experimentação Arte/Ciência/Tecnologia­interacção  entre  Arte  e  Ciência  um projeto entre Ciência Viva, Direcção Geral  das  Artes,  Ministério  da  Cultura  e IPATIMUP (2007) e artista residente na Arte n’Aldeia em S.Pedro do Rio Seco, 2013. Trabalhou  como  investigadora  da  obra  do  pintor  Rogério  Ribeiro  na  Casa da Cerca ­ Centro de Arte   Contemporânea  de  Almada(2007­2009)  e  do  artista  plástico  Jorge  Varanda  pelo  Serviço Educativo de Belas­Artes da Fundação Calouste de Gulbenkian(2010). Das  exposições  individuais  destaca­se,  In­tensions,  exposição  de  fotografia  e  de  escultura, Werkstatthaus,  Estugarda,  Alemanha(2006)  e  a  In_tensões,  na  galeria  Round  the  Corner  em Lisboa(2009).  É  produtora  e  tutora  dos  seus   próprios  ateliers  de  expressão  plástica  para pessoas  com  e   sem  necessidades  especiais  e  trabalha  como  artista  plástica  no  Atelier Concorde.

Simão Costa (Lisboa 1979) Com  formação  como  pianista  clássico  acaba  o  conservatório nacional  com  20  valores  em  1998,  seguindo   a  sua  formação  na escola  superior  de  música  de  lisboa  e  na  Hogsschool  Musik  en Dans em Roterdão. Desde  2004  que  trabalha  a  solo  e  em  colaboração  com  músicos, artistas  plásticos,  intérpretes  e  performers,  desenvolvendo projectos  de   criação  como  músico  e  compositor.  Liga objetos/instrumentos,  eletrónica/código,  materializando  peças sonoras  que  envolvem  vários  meios  e  formas  (concertos, instalações,  cruzamento  interdisciplinar).  Concebe  e  desenha  o seu 

próprio

software

em

linguagem

de

progarmação

MAX/MSP/JItter.

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Concebe e  implementa  propostas  e  projectos  educativos  que  relacionam  tecnologia  e criatividade.  Implementa  em  2010  o  projecto  LabMóvel  ­  laboratório  experimental  para  a criatividade e educação em parceria com o Descobrir ­ FCGulbenkian. O  seu  trabalho  foi  premiado  internacionalmente,  1o  prémio  em  Bourges / IMEB na categoria de música   para   dança  com  a  música  para  "Subterrâneos  do  Corpo"  de   Ana  Martins.  Recebeu várias  encomendas de criação e participa regularmente em programas de residências artísticas como  o  VICC  na  Suécia; o  Sítio  das Artes na Gulbenkian; o Programa rede de residências Arte, Ciência  e  Tecnologia;  o  Centro  de  Experimentação  Artística  do  CPAI­Fábrica  da  Pólvora;  entre outros. É  membro  fundador  da  MãoSimMão  ­  associação  cultural.  Das  últimas  criações  destacam­se as  esculturas  sonoras  "c_Vib"  em  parceria  com  o  Pavilhão  do  Conhecimento/  Ciência Viva  e apoio  da  DGartes,  "pi_ADD(a)"  forte  para  piano  electrónica  e  audio  bailarina  uma  co­Produção com  a  fábrica  das  artes  ­  CCB  e  "LAN  em fuga"(teatro  e  música),  uma  co­produção  Vo’Arte  ­ InShadow  no  S.  Luis  e  apoio  da  DGArtes.  O  seu  trabalho tem sido  apresentado  em  Portugal, Espanha,  França,  Polónia  e  Holanda.  Actualmente  vive  e  trabalha  em  Lisboa  como  músico  e compositor independente. Simão Costa ­  http://www.maosimmao.com Ana Trincão ­  http://vimeo.com/user1218398 Sónia Moreira ­ http://cargocollective.com/soniamoreira/

LINKS SAS https://www.facebook.com/pages/SAS­Orkestra­de­Rádios/388138221286382).

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