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FICHA TÉCNICA Edição: Instituto Português de Fotografia Rua da Ilha Terceira, 31 A 1000-172 LISBOA Curadoria: Domingos Caldeira (Lisboa) e Alexandre Souto (Porto) Coordenação: Margarida Carvalho Neto Depósito legal: 352237/12 ISSN: 2182-8148 Número de exemplares: 100 © Instituto Português de Fotografia

ÍNDICE Nota de Abertura 4 Entre, Adelaide Carneiro

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La piel que habitas, Alejandra Franch

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A Fábrica, Alexandra Sumares

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Ausentes, Carla Rosado

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DesconstrutiSiza, Carla Silva

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Sobre os meus Avós, Carolina Thadeu

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Avós, Catarina Silva

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Apatia, Daniela Alves

44

Projecto final, Eduardo Anes

48

Homens do Largo, Helena Barroso

52

Lugar, Helena Colaço Salazar

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Pensão França, Inês Pinheiro

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Construção, Joana Saramago

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In Memoriam, José Fernandes

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Comércio Tradicional, José Luís Cunha

82

António Castro, Liete Quintal

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Levei o meu Peixinho a passear, Luís Coelho

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154, Nuno A. Mendes

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Short Cuts, Sofia Caetano

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Animal Farm, Tina Škrlj

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O Instituto Português de Fotografia

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Algumas Fotografias

NOTA DE ABERTURA Com esta publicação, dedicada aos trabalhos realizados no âmbito do Curso Profissional de Fotografia, retoma-se a prática de apresentar anualmente uma selecção das fotografias que integraram os Trabalhos Finais apresentados para conclusão do Curso Profissional. São o testemunho do rigor de uma acção de formação de natureza profissional. São fotografias que mostram percursos de qualidade e premeiam futuros promissores. Para estes autores esta é a primeira oportunidade para apresentação, sob a forma de obra bibliográfica, de um conjunto significante das suas fotografias. Para o IPF, como Instituição, é uma forma de balanço como Escola e como lugar da Fotografia. Augusto de Moraes Sarmento, Director 4

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Escrevi em tempos... “editar é escolher. É de duas passar a uma. É fazer de fotografias múltiplas, plurais, amiúde contraditórias, uma linha, um fio condutor uno e consistente. Que, simultaneamente, se construa, influencie o futuro ... para o editor é um mundo osmótico, alicerçado no abuso e no discricionário...” No caso de “Algumas Fotografias” o processo é ainda mais complexo. Trata-se de exercer e sobrepor critérios de edição sobre uma outra edição baseada, necessariamente, em outros critérios e feita pelo próprio autor das fotografias. O resultado que esta série de exposições mostra tem a ver com este processo, com esta lógica, e resultou não só num entendimento, muito mais analítico que crítico, sobre a totalidade das fotografias em presença, mas também na procura de critérios que, de alguma forma, pudessem ser visíveis, não só na escolha final das imagens, mas também absolutamente aparentes nas zonas de hiato e de interstício, consequências de irrecusáveis vazios. Numa espécie de conjugação contrapontística de vozes e silêncios, claros e escuros, em que não se notam as ausências ou as presenças, e em que tudo parece fazer sentido, no propósito de cada. É, claro, um trabalho reinterpretativo, estimulado por uma nova construção e, simultaneamente, condicionado e livre. O que podemos então encontrar em “Algumas Fotografias_2012”? Porque se é verdade que das fotografias me apropriei, das suas reflexões e reflexos não. Deixo-vos, por isso, algo do que os autores também me deixaram. Pedras onde me apoiei neste refazer de caminhos que não os meus, mas que vos proponho como vossos... Domingos Caldeira, Coordenador Pedagógico IPF Lisboa 5

Algumas Fotografias

Adelaide Carneiro Data de nascimento: 1985 E-mail: wonderlailand@gmail.com

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Entre Até que ponto a pose para a fotografia não poderá ser considerada fotografia performativa? Mais que uma demanda, “entre” é um convite... seja bem-vindo ao ente de um corpo performado. Entrar é experienciar uma viagem ao mundo de um corpo possuído por três “personas”que surgem através da exploração do “eu” e que de “eu” passam a “ela”. São três séries (...) a primeira fala de um “eu” que é frágil, mas ao mesmo tempo sedutor; a segunda interpreta a personagem de “femme fatale”, de um corpo feminino que seduz mas que tem uma atitude de predadora e a terceira mostra o “eu” (...) reprimido, recalcado, mas que quer sair. Porto, 2012

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Alejandra Franch Data de nascimento: 1980 E-mail: alejandra.franch@gmail.com

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La piel que habitas Somos o que comemos? Como nos identificamos com diferentes tipos de comida? Aquilo que comemos é um reflexo da nossa personalidade? O que é aquilo que nos faz únicos? Procurei tratar o tema da identidade das pessoas através da sua relação com a comida... Cada díptico é composto por um retrato “em contexto” da pessoa protagonista junto com um “retrato” daquilo que costuma comer com devoção. O título remete para o filme de Almodóvar: “La piel que habito” e faz referência a duas questões: a primeira, ao facto de ser espanhola, às minhas raízes e cultura e a essa necessidade de cobrir o sentimento de saudade e solidão ao encontrar-me a viver num pais estrangeiro; a segunda, ao facto de nos encontrarmos inseridos dentro de uma identidade, que actua como suporte da nossa pessoa. Porto, 2012

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Alexandra Sumares Data de nascimento: 1974 E-mail: alexa.sumares@gmail.com

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A Fábrica Viagem de uma leiga a um complexo industrial... limpam-se óxidos e gases... corredores labirínticos... a luz forte do dia entranha-se em rolos de carvão... vestígios de trabalho operário... metal e pó... e que se dirigem para o mar.... Lisboa, 2012

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Carla Rosado Data de nascimento: 1982 E-mail: carlalrosado@gmail.com

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Ausentes ...os lugares onde a vida se cruza com a ausĂŞncia de quem partiu... recantos preenchidos com memĂłrias que carregam pistas e possibilidades... um ambiente de algum modo suspenso... Lisboa, 2012

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Carla Silva Data de nascimento: 1984 E-mail: almeidatsilva@gmail.com

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DesconstrutiSiza Comecei por procurar formas de utilizar a fotografia de arquitectura que rompessem com o que tradicionalmente é feito. Depois de um levantamento dos movimentos e correntes artísticas da arquitectura, procurei relacionar dois conceitos: o modernismo construtivista e o desconstrutivismo. Fotografei a arquitectura modernista de Siza Vieira e com as imagens obtidas desconstrui o espaço. Apesar do desconstrutivismo negar as regras base da geometria, tais como a simetria, a translação e repetição, foram exactamente estas regras que me permitiram desconstruir os espaços e fazê-lo de uma forma mais harmoniosa. Porto, 2012

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Carolina Thadeu Data de nascimento: 1984 E-mail: carolinathadeu@gmail.com

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Sobre os meus Avós Uma homenagem aos meus Avós... um elogio aos meus Pais, aos mais que Pais... encontro-me nas suas rugas, nos seus silêncios... nos livros que os acompanham... convido-vos a espreitar as suas casas... escolhi mostrar os seus rostos... os espaços que habitam... Lisboa, 2012

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Catarina Silva Data de nascimento: 1986 E-mail: catarinacpeixoto@gmail.com

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Avós E tu, ensinaste-me a ver através da câmera, a ver de que lado estão a luz, a sombra e as formas... E nós os três passámos horas a ver tudo o que registaste e ouvi de vocês os dois histórias maravilhosas que nunca vou esquecer... Ficam registos fotográficos do meu avô, momentos de uma época congelados pela câmera... Ficam as emoções, as histórias contadas e os momentos relembrados quase ao pormenor... Diálogos entre três pessoas de gerações distintas e com experiências de vida incomparáveis. Porto, 2012

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Daniela Alves Data de nascimento: 1987 E-mail: danielatalves@gmail.com

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Apatia Apatia é um termo psicológico usado para definir um estado de indiferença, ou a supressão de emoções como preocupação, entusiasmo, motivação e paixão. Um indivíduo apático não responde de forma expressiva e tem ausência de interesse ou preocupação sobre a vida emocional, física e social. Pode não ter motivação para cuidar de necessidades básicas, como higiene e refeições... Quando transitório, o estado apático pode ser superado; contudo, a longo prazo não pode ser visto como normal. Todas as pessoas podem passar por períodos de apatia. (vídeo do projecto em: vimeo.com/danielatalves/apatia) Porto, 2012

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Eduardo Anes Data de nascimento: 1972 E-mail: eduardoanes@gmail.com

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Projecto final Os tempos são os actuais. Vive-se ainda um inverno nuclear. A impaciência e impotência masculinas não foram capazes de sobreviver aos primeiros anos de guerra fria. Com grandes bombas foram grandes decisões tomadas por grandes homens... Entre aqueles que ficaram, as mulheres eram as mais fortes. Dominaram sobre o homem. Pela força pararam a guerra. Pela força regem as suas casas. Cada imagem retrata esta mesma família. São imagens recuperadas das paredes, com as suas molduras originais, em cenas de quotidiano ou lazer. Porto, 2012

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Helena Barroso Data de nascimento: 1963 E-mail: helenavbarroso@gmail.com

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Homens do Largo Uma ideia vaga de fotografar o Alentejo... uma frase de Manuel da Fonseca, na obra O fogo e as cinzas: antigamente, o largo era o centro do mundo... antigamente, como se agora jĂĄ nĂŁo o fosse... como tinha ouvido imensas histĂłrias que estes homens me tinham contado sobre a sua vida e a sua vila, decidi associar a cada um deles dois elementos... Lisboa, 2012

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Helena Colaรงo Salazar Data de nascimento: 1977 E-mail: helenacsalazar@gmail.com

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Lugar De todas as janelas, galerias e estendais que fotografei neste lugar, Bairro da Boavista, deparei-me com um crescente de fotografias destas janelas... estas contavam uma história nova, como quando relemos um trecho de um livro e aprendemos coisas novas... pano que caiu do andar de cima e que ficou pendurado dias a fio, seco... janela de ferro sempre fechada e outra por vez aberta... descortinar um pouco sobre a circunstância especial deste alguém que sempre que olha pela janela verá grades na sua paisagem... terras adjacentes a Monsanto, que o Conde de Bonfim cedeu para que se tornassem propriedade de quem para lá fosse habitar, coisa que, ainda hoje, está para acontecer... Lisboa, 2012

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InĂŞs Pinheiro Data de nascimento: 1981 E-mail: eduarda.mail@gmail.com

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Pensão França São pensões antigas, algumas datam de há mais de 30 anos. A maior parte é gerida pelos seus proprietários iniciais e são extensões das suas casas... Vivem nelas, num cantinho aproveitado... Cada quarto apresenta uma riqueza própria de quem o mantém e de quem por já lá passou. Longe dos quartos de hotéis mais modernos, requintados e estilizados, estes espaços recriam histórias de vida, retalhos de vida com tudo o que os preenche e envolve. “Pensão França” é um registo fotográfico documental acerca de uma amostra desses espaços na cidade do Porto. Porto, 2012

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Joana Saramago Data de nascimento: 1978 E-mail: foto@joanasaramago.com

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Construção Criei um personagem — homem, de raízes africanas, 30 anos — mas não lhe dei nome. Vi e revi filmes em busca de inspiração... é um olhar triste, vago e sem esperança... vesti-o num fato coçado... pedi-lhe que deixasse a barba por fazer e que usasse uns óculos velhos... na feira da ladra comprei um prato velho com motivos vermelhos... no supermercado comprei uma garrafa de vidro incolor... e encontrei nos pertences da minha avô paterna um copo de vidro grosso, de taberna... convocar em cada um de nós o espírito de Chico Buarque de Holanda... percurso final, sem esperança, do seu operário em construção. Lisboa, 2012

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JosĂŠ Fernandes Data de nascimento: 1986 E-mail: fernandehz_joseph@hotmail.com

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In Memoriam Está relacionado com o meu Pai, falecido durante a minha infância e com que mantive pouco contacto... fotografei a casa onde viveu, o espaço que a envolve, os seus pertences e tudo aquilo que permaneceu... simultaneamente um projecto fotográfico e uma homenagem póstuma e dedico-o ao meu Pai, finalizando apenas com: Pai, isto é para ti!... Lisboa, 2012

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JosĂŠ LuĂ­s Cunha Data de nascimento: 1992 E-mail: joseluiscunha@live.com.pt

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Comércio Tradicional No comércio tradicional há muitas pessoas que lutam para ter as portas abertas, pois não têm armas para se opor aos “gigantes’’: aos grandes centros comerciais e suas acessibilidades, aos chineses e seus preços, às compras online e à inevitável crise financeira... Quis fazer um registo para a posteridade destes pequenos negócios que estão a desaparecer muito rapidamente e despertar consciências para este problema na cidade do Porto e, tal como noutros locais, inverter a situação... Tudo isto me leva a crer que com um pouco de bom senso por parte das entidades responsáveis seria possível trazer de volta o comércio tradicional que tantas vantagens tem, como a qualidade, o atendimento, a proximidade, o pagar fiado: no fundo, uma filosofia própria que não podemos encontrar nos outros locais e que pouco a pouco está a desaparecer. Porto, 2012

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Liete Quintal Data de nascimento: 1967 E-mail: lietecouto@yahoo.com.br

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António Castro António Martins Castro, português, oitenta e um anos... conheci o António no Centro de Dia de Carnaxide... como é a vida destas pessoas quando não estão no Centro de Dia?... quando comecei a fotografá-lo, logo compreendi que a vida de António se restringia a três espaços: o centro de dia, a sua casa, o seu bairro... elegi o espaço de sua casa... o facto deste espaço ser a resposta à minha pergunta... aproprio-me da técnica fotográfica e dos elementos de composição para apresentar António Martins Castro... Lisboa, 2012

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LuĂ­s Coelho Data de nascimento: 1980 E-mail: luis_facpc@hotmail.com

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Levei o meu Peixinho a passear Se toda a gente leva os seus animais de estimação, porque que eu não posso levar o meu peixe? ...Coitado do bicho vê sempre os mesmos móveis, os mesmos quadros, as mesmas jarras e as mesmas pessoas. O bicho também precisa de novas experiências! Peguei no aquário e comecei a leva-lo para todo o lado... Toda a gente olhou para o meu peixe, fiz furor, vinham-me perguntar porque é que andava com um aquário na mão... O trabalho é uma metáfora a nós próprios, que percepcionamos a realidade de forma diferente. Os nossos aquários vem já de nascença mas vão sendo alterados, riscados, distorcidos, descolorados; estas alterações provêm do nosso processo de crescimento... Todos nós vivemos dentro de aquários diferentes que alteram a nossa percepção da realidade. Porto, 2012

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Nuno A. Mendes Data de nascimento: 1974 E-mail: nunoalexmendes@gmail.com

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154 O quotidiano de uma pequena “ilha”, em pleno centro da cidade do Porto, é uma perspectiva pessoal e introspectiva do lugar e das suas características. O processo de criação das imagens nasceu após uma primeira abordagem com alguns dos moradores nas suas habitações. É uma espécie de Porto interior: depois de se passar o portão principal, surge um espaço que não se imagina visto da rua principal, um mundo completamente à parte. O título faz referência ao número da porta desta “ilha”, que parece ser o número de porta de uma habitação singular. Porto, 2012

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Sofia Caetano Data de nascimento: 1987 E-mail: sofiacaetano@me.com

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Short Cuts Ainda no outro dia li algures alguém queixar-se de que, actualmente, as pessoas têm vindo a esquecer-se de que a fotografia reproduz a realidade... foi este o paradigma da fotografia que conheci e interiorizei no meu percurso enquanto estudante de fotografia... é possível e, quem sabe, mais proveitoso, respeitar a forte e sincera relação que se pode construir entre ela própria, imagem visual, e o seu referente, representado fisicamente no papel - metáfora do tempo... aprendi que, por vezes, é mais importante o que não está na fotografia... a estrutura em díptico surgiu da ideia de reproduzir, na fotografia, a diferença existente entre a longa e curta-metragem, no cinema... talvez tenha encontrado o problema por que tanto indagava... Lisboa, 2012

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Tina Ĺ krlj Data de nascimento: 1987 E-mail: tinaskrlj@gmail.com

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Animal Farm Procurei interpretar o romance Animal Farm (O Triunfo dos Porcos) escrito por George Orwell e publicado em Agosto de 1945, em Inglaterra. De acordo com o autor, o livro é uma reflexão e alegoria dos eventos que antecederam e vigoraram durante o período de Estaline no poder, antes da eclosão da Segunda Guerra Mundial. O livro aborda não só a corrupção demonstrada pelos seus líderes, mas também a maldade, indiferença, ignorância e ganância que corromperam a revolução. Na história de George Orwell, todos os animais da quinta que ansiavam uma vida melhor, decidem fazer uma revolução, tomar conta da propriedade e livrar-se do dono. O seu objectivo é concretizado, mas os porcos tornaram-se gananciosos e proclamaram o total controle do poder. Porto, 2012

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O INSTITUTO PORTUGUÊS DE FOTOGRAFIA A recriar o ensino da fotografia, desde 1968 Fundado em 1968, o IPF foi a primeira escola de fotografia em Portugal. Nasceu como resposta à necessidade de compreender as práticas empíricas dos fotógrafos e ao facto de não haver em Portugal nenhuma instituição onde esses conhecimentos pudessem ser adquiridos de forma sistematizada. Desde esse ano, em Lisboa, e desde 2000, no Porto, o IPF tem vindo a recriar a forma de ensinar fotografia. A oferta de formação do Instituto é periodicamente avaliada para dar resposta às necessidades, actuais e futuras, do mercado. Para o IPF, a Fotografia não é uma entre muitas outras áreas de formação, mas a sua razão de ser. É esta exclusividade que faz a diferença: a formação em Fotografia não é apenas mais um curso, é o curso. Todos os recursos – humanos e técnicos – estão focados num único objetivo: garantir as melhores oportunidades de aprendizagem da fotografia. Neste sentido, o IPF reúne uma equipa de formadores que alia domínio técnico e pedagógico, dedicação e empenho. É isso que lhe permite transmitir conhecimentos, proporcionar amplas oportunidades de aprendizagem e desafiar a “ir mais longe”. Muitos dos formadores são profissionais, o que permite aos formandos vivenciarem os desafios práticos associados à profissão de fotógrafo e alguns são antigos formandos numa afirmação pública de confiança na nossa formação. 113

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Aliar ensino, formação e actividade cultural No IPF, “formar” não é apenas realizar cursos: é, também, promover ação cultural pública, coerente e inovadora. Realizada regularmente ao longo dos anos, esta acção cultural qualifica o IPF como caso único no panorama fotográfico português. Exposições escolares e de fotógrafos nacionais e estrangeiros, conferências e palestras sobre os mais diversos temas da Fotografia, a publicação de álbuns de autor e de textos técnicos têm sido algumas das iniciativas que regularmente constam do programa cultural do IPF em cada ano escolar. O actual Plano de Intervenção prevê a realização de dois ciclos de conferências: •

“Encontros do Olhar”, que se realizam nas instalações do IPF;

“Conversas sobre Fotografia” que, em parceria com a Fnac, levam ao público não especializado os mais diversos temas associados à fotografia.

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Qualidade reconhecida É com orgulho que o IPF vê a qualidade da sua ação reconhecida por alunos e formadores, por parceiros e por entidades de relevo. O IPQ reconheceu o IPF como Organismo de Normalização Sectorial para a Fotografia, o que lhe dá competência para a elaboração de normas portuguesas originais e tradução de normas ISO. Também a Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT) certificou o IPF como Entidade Formadora. A qualidade do IPF vê-se também no nome dos parceiros com quem se tem associado. Nos últimos anos, salientam-se, pelo impacto que têm na actividade formativa: •

a parceria com o Senac São Paulo, Brasil, da qual resulta o intercâmbio de formadores, formandos e trabalhos (com a realização das exposições paralelas “Lá é Cá” desde 2007);

a parceria com o Instituto Português da Qualidade, sendo o IPF membro da comissão CS11 – Educação e formação;

protocolos com diversas entidades empregadoras que visam proporcionar estágios aos formandos que terminam o Curso Profissional de Fotografia com aproveitamento.

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Lisboa Rua da Ilha Terceira, 31 A 1000-172 LISBOA Telefone: +351 213 147 305 E-mail: ipf.lisboa@ipf.pt Porto Rua da Vitória, 129 4050-634 PORTO Telefone: +351 223 326 875 E-mail: ipf.porto@ipf.pt www.ipf.pt

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