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CONSELHO FEDERAL ABRE PROCESSO DE INTERVENÇÃO NA OAB

ANO IX / EDIÇÃO DIGITAL Nº 18

www.tribunadacalhanorte.com.br

Oeste do Pará, terça-feira, 30 de agosto de 2011

CIRCULAÇÃO: SANTARÉM, MONTE ALEGRE, ALMEIRIM, ALENQUER, FARO, JURUTI, ÓBIDOS, ORIXIMINÁ, PRAINHA E DISTRITO DE MONTE DOURADO, PORTO TROMBETAS, SANTA MARIA DO URUARA E ALTER DO CHÃO

Apex-Brasil lança Unidade de Atendimento no Pará

FEARCA

Programação da Fearca comermora aniversário de Almeirim PÁGINA 10

Obras da Hidrelétrica de Belo Monte faz triplicar preço de aluguel em Altamira Quem anda pelas ruas de Altamira, cidade-sede da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, não tem dúvidas de que a obra da usina já trouxe desenvolvimento para a região. Em pouco mais de um ano, proliferaram novas construções e estabelecimentos comerciais, além de reformas para ampliação. Mas, junto com o desenvolvimento, veio um problema comum aos locais nos quais a demanda cresce rápido demais em tão pouco tempo: a especulação imobiliária. PÁGINA 06

POLÍTICA

Projeto habitacional contemplará famílias da cidade de Faro PÁGINA 09

região

Prefeito de Juruti recebe prêmio de Integração Latino Americano

Sespa coordena programação no Dia Nacional de Combate ao fumo PÁGINA 03

GERAL

MEIO AMBIENTE

revolta

política

Rio de 6 mil km é descoberto embaixo do Rio Amazonas

Ministério Público Federal quer impedir permissões ilegais de desmatamento para MRN

IDEAMA causa transtorno na comunidade do Sucuriju em Óbidos

Assembleia Legislativa do Pará vai debater violência no campo

PÁGINA 07

PÁGINA 02

PÁGINA 04

PÁGINA 09

EMPREGO

Polícia Civil seleciona para o Grupo de Pronto Emprego PÁGINA 11

Gata da Semana

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tribuna da calha norte

GERAL

Oeste do Pará, terça-feira, 30 de agosto de 2011

COMENTÁRIO

MEIO AMBIENTE

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO MUNICÍPIO DE ALENQUER

Ministério Público Federal quer impedir permissões ilegais de desmatamento para MRN

Profº Eder Mélo

É preocupante como os recursos naturais são tratados de forma demasiadamente intensa e desordenada. O que pode ser comprovado com a mudança de um retrato urbano onde moravam algumas dezenas de famílias, consumindo alguma água e produzindo poucos detritos e, onde agora vivem centenas, gerando toneladas de lixo por dia. Neste contexto, fica evidente a importância de educar os futuros cidadãos para que, como empreendedores, venham a agir de modo responsável e civilizado, conservando e construindo um ambiente saudável no presente e no futuro. Precisamos nos conscientizar de que sem esta tomada de posição a degradação do espaço onde se insere o homem tornará mais evidente o perigo que a humanidade corre ao afetar de forma tão violenta o seu meio ambiente. Pois não é só a violência e a guerra que ameaçam a vida, mas também a maneira como se trata a natureza. As escolas e outras instituições sociais que atendem crianças e adolescentes precisam assumir com determinação e, não apenas como mais um conteúdo que acaba sendo relegada a um segundo plano, a missão de difundir entre os alunos propósitos da Educação Ambiental para fomentar o respeito à natureza, ponto de partida para a formação da consciência ética e ecologicamente sólida. Evidentemente a Educação Ambiental é o início, porém sozinha não mudará os rumos do planeta. É fundamental trabalhar a partir da visão de cada cidadão ou gruo social que tem do significado do termo “Meio Ambiente” e especialmente, como cada grupo percebe o ambiente em que está inserido. A base de tudo está na relação dos seres humanos com a natureza. É de suma importância que incentivemos as pessoas para a formação de uma nova consciência ambiental civilizadora. Em todo o mundo existem pessoas preocupadas com o Meio Ambiente, pois, todos os seres vivos dependem desta imensurável fonte de vida. As grandes queimadas, os grandes desastres atômicos, as grandes contaminações de solos e águas em todo o mundo, fazem com que nosso planeta esteja chegando ao esgotamento de suas riquezas naturais. O homem, com ganância pensa somente em lucro para dar um futuro melhor a seus filhos. Mas que futuro? Se nossos filhos terão a seu dispor uma

terra infértil, rios poluídos, ar contaminado e milhões de problemas sociais vindos da destruição dos lugares onde vivemos. Em nosso município o que vemos, são poucas e isoladas ações para que nossos contemporâneos possam refletir e agir em prol de si mesmos e de seus descendentes. Um bom exemplo vem da Escola Municipal Etério Teixeira, que fica na periferia do município, lá alunos e funcionários da escola desenvolvem projetos de Educação Ambiental nas comunidades atendidas pela instituição. A Escola Etério Teixeira é Pioneira e ponto de referencia no setor, pois, é desenvolvedora dos Projetos: “Círio Limpo”, “Sujeira e Água não combinam”, “Adote uma Arvore” dentre outros realizados durante todo o ano letivo. Todo corpo escolar envolvido nestes projetos busca sempre repassar informações que venham a contribuir para o bom desenvolvimento da cidadania ecológica em nosso município. Para que nossa cidade possa ter um melhor aspecto, não só para quem a visita, mas principalmente para quem nela mora, deve ser planejado e colocado em pratica um Plano de Educação Ambiental Formal, voltado para toda população alenquerense, pois pelo que vemos ate o momento são raros e isolados movimentos a favor da boa pratica de cidadania em nosso município. Poucas escolas põem em pratica a Política de Educação Ambiental proposta pelo Governo Federal, vemos também que a SEMED e a SEMA local, não possuem um setor pedagógico voltado ao tema, e se estes existem, são totalmente desprovidos de competência para realizar qualquer ação que venha a contribuir para a diminuição de tão grave problema. Para que estes setores venham a cumprir seus deveres, seus Secretários deverão nomear pessoas competentes para as áreas, sem apadrinhamento e sem distinção política, pois Educação de qualidade e Meio Ambiente saudável, são direitos comuns e não dizem respeito a uma pequena parcela da população, e sim a todo um povo, que depende não somente de sobreviver, mas viver bem, com saúde e dignidade. Educação Ambiental é uma das soluções para a diminuição da pobreza em uma das regiões mais ricas e cobiçadas do mundo, a nossa Amazônia. Professores e alunos da Escola municipal Etério Teixeira, após realização do Projeto “Círio Limpo”, dia 01 de junho de 2011

Da Redação

O

Ministério Público F e d e r a l n o Pará (MPF/PA) encaminhou recomendação ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) em que exige a não emissão de novas autorizações para desmatamento na floresta nacional (flona) SaracáTaquera, em Oriximiná, noroeste do Estado, sem que todos os requisitos técnicos sejam atendidos. A recomendação foi expedida em virtude da expansão das atividades da Mineração Rio do Norte em jazidas de bauxita que ficam dentro da Flona. A empresa vem pressionando o ICMBio para apressar as autorizações de desmatamento e, recentemente, uma permissão foi considerada ilegal pelo MPF/PA e teve a suspensão ordenada pela Justiça Federal. Existem outros pedidos de desmatamento pendentes. A recomendação foi encaminhada na sextafeira, 26 de agosto, ao presidente do ICMBio, Rômulo Mello, e à coordenadoria regional do instituto no oeste paraense. Assim que o documento for oficialmente recebido, o ICMBio tem 30 dias para tomar as providências. Se o instituto não tomar as medidas

necessárias, o MPF/PA pode entrar na Justiça com ações semelhantes à primeira ajuizada contra decisão do ICMBio que autorizava o desmatamento de 267 hectares na flona sem a apresentação prévia do inventário florestal completo pela Mineração Rio do Norte. Assinada pelo procurador da República Marcel Brugnera Mesquita, que também assina a recomendação enviada nesta sexta, a ação levou a Justiça Federal, no final de julho, a cancelar a autorização do ICMBio. A decisão judicial foi relativa ao pedido de desmate

do platô Monte Branco. Agora, a recomendação refere-se à solicitação já realizada pela empresa para desmatamento do platô Bacaba e de outras áreas para as quais a Rio do Norte vier a pedir autorização para o desmate. Para o MPF/ PA, são ilegais quaisquer autorizações concedidas sem a apresentação dos inventários de produtos madeireiros e não madeireiros das áreas. Conhecer o valor total de mercado dos produtos da área desmatada é fundamental no procedimento, porque a empresa mineradora

é obrigada a pagar à sociedade pela supressão dos recursos florestais. O inventário também serve para que, depois de encerrada a exploração mineral, a floresta seja recomposta. “A ausência do inventário florestal integral, ou seja, que contemple tanto os recursos florestais madeireiros quantos os não madeireiros, impede que no futuro se faça o reflorestamento da área em consonância com as espécies anteriormente existentes, atentando, pois, contra a biodiversidade do local”, ressalta Brugnera Mesquita. Fonte: MPF

O M i n i s t é r i o P ú b l i c o dias para as empresas o b r i g a d a s a i n s t a l a r , Federal (MPF) entrou apresentarem planos em 30 dias, postos de com uma ação na Justiça de ações necessárias ao atendimentos em todos os cobrando a reativação do atendimento pessoal dos municípios em que atuam serviço de atendimento u s u á r i o s , s o b p e n a d e no estado. O MPF também p e s s o a l a c l i e n t e s d a s multa diária de R$ 100 mil. pediu o pagamento de R$ empresas de telefonia N a a ç ã o , o 75 milhões pelas empresas Embratel e Oi no Pará. O procurador da República e m i n d e n i z a ç ã o p o r MPF também quer que B r u n o A r a ú j o S o a r e s danos morais coletivos a Justiça estabeleça com V a l e n t e p e d e q u e a e que a Agência Nacional urgência prazo de 30 Embratel e a Oi sejam de Telecomunicações

(Anatel) acompanhe o cumprimento das medidas. A Embratel informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a política da empresa é não comentar questões judiciais. A Oi informou que ainda não foi citada sobre a ação mencionada.

Ministério Público cobra reativação do atendimento da Oi e da Embratel no Pará

GERAL

Oeste do Pará, terça-feira, 30 de agosto de 2011

MEIO AMBIENTE

tribuna da calha norte

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Comex discute política estatal para Sespa coordena programação no manejo florestal e familiar Dia Nacional de A criação da Política Estadual de Manejo Florestal e Comunitário foi o principal assunto da primeira reunião ordinária da Comissão Estadual de Extrativismo (Comex), realizada na quintafeira (25), no Computer Hall, em Belém. A Comissão presidida pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal do Estado do Pará (Ideflor) e contou com representantes do poder público, de movimentos sociais, de quilombolas, de entidades de Comunitário trará benefícios classe, instituições de pesquisa, p a r a t o d a a s o c i e d a d e . setor empresarial e outros “Trata- se de uma política de segmentos. crédito, de comercialização Criada em 2008, competitiva dos produtos a Comex funciona como não madeireiros de base instância colegiada voltada comunitária, uma política de ao acompanhamento da assistência e extensão rural. implementação da política do Uma política com marco extrativismo no Estado. regulatório claro em relação Segundo José Colares, às parcerias de empresas e diretor geral do Ideflor e comunidades tradicionais”, presidente da Comex, a explica. A expectativa é que implementação da Política a minuta da política seja Estadual de Manejo Florestal e apresentada até o final de 2011.

Na reunião também foi definido o calendário de trabalho de 2011 e discutidos projetos que estão sendo iniciados, como os Planos de Desenvolvimento Locais para comunidades do Arquipélago do Marajó e Aruã (na região do Baixo Amazonas), dentre outros. Para Márcia Quadros, da Cooperativa das Mulheres Andirobeiras do Marajó (Cemem), as propostas debatidas na reunião atendem a alguns dos anseios das

comunidades. “Um selo nacional, por exemplo, leva ao reconhecimento que os extrativistas sempre quiseram, promove a cidadania e aumenta a renda das famílias”, ressalta. A possibilidade de mais investimentos para o setor também foi destacada por Sandra Regina Gonçalves, da Comissão das Associações dos Usuários da Reservas Extrativistas Marinhas (Caurem). “Essa discussão vai ajudar nas articulações e a elaboração de projetos leva recursos para as comunidades. Moramos no entorno das Resex (Reservas Extrativistas) e o Ideflor leva projetos sobre horto e plano de manejo, que envolvem a sustentabilidade para os ribeirinhos, pois nós nos consideramos ribeirinhos, vivemos da pesca de peixe e de marisco, mas também de sementes e de outros recursos da floresta, do mangue e de terra firme”, disse ela.

Comissão do Ideflor fazem reunião de planejamento Flávia Ribeiro

Representantes do Poder Público, instituições de pesquisa, empresários e sindicatos, entre outros envolvidos no setor florestal, participam dos debates das comissões estaduais de Floresta (Comef) e de Extrativismo (Comex), ambas presididas pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal do Pará (Ideflor). A reunião aconteceu na quarta e quinta-feira (24 e 25), no Computer Hall, em Belém. Criada em 2007, a Comef tem por finalidade assessorar, avaliar e propor diretrizes para a gestão de florestas públicas do Estado, além de manifestar-se sobre o Plano Anual de Outorga Florestal (Paof) e exercer a função de órgão consultivo do Ideflor.

Entre os pontos da pauta da reunião esteve o balanço da concessão florestal nas glebas Mamuru-Arapiuns, que estão distribuídas em três municípios: Santarém, Juruti e Aveiro. Durante o encontro também esteve sendo discutido o pré-edital de concessão da Floresta Estadual (Flota) Paru, que abrangerá os municípios de Monte Alegre e Almeirim. Outro ponto da discussão é a apreciação e discussão do Paof 2012. Segundo o diretor geral do Ideflor e presidente da Comef e da Comex, José Alberto Colares, a intenção da primeira reunião é estabelecer a agenda de trabalho para os próximos dois anos. “O foco é a

Agenda Mínima do Ideflor, concentrada, entre outros, na concessão florestal, na implantação do centro de treinamento em manejo florestal de produtos madeireiros e não madeireiros, a ser situado da gleba Curumucuri, na regulamentação da lei de gestão de floresta pública e na implementação da Política Estadual de Manejo Florestal Comunitário e Familiar”, destaca José Colares. A Agenda Mínima do Ideflor, completa ele, também prevê a “revisão do arcabouço legal para destravar o cultivo florestal”. A Comex foi criada pelo Decreto Estadual nº 1.001, de 29 de maio de 2008, que instituiu a Política Estadual do Extrativismo

no Pará. Funciona como a instância colegiada voltada para o acompanhamento da implementação da política do extrativismo no Estado. A comissão é composta por representantes de quilombolas, extrativistas, sindicatos, instituições de pesquisas, Poder Público e movimentos sociais. Além da definição do calendário de reuniões ordinárias deste ano, a pauta da Comex ainda traz pontos como a construção da Política Estadual de Manejo Florestal Comunitário e Familiar; Planos de Desenvolvimento Local para comunidades do Marajó, além de informes sobre o centro de treinamento em manejo florestal na gleba Curumucuri.

Está aberta para consulta pública no site do Instituto de Desenvolvimento Florestal do Pará (Ideflor), www. ideflor.pa.gov.br, a proposta do Plano Anual de Outorga Florestal do Estado (Paof) para 2012. Até o dia 27 deste mês, órgãos federais, estaduais e municipais, ou qualquer pessoa da sociedade civil, podem se manifestar sobre a proposta. As sugestões deverão ser encaminhadas

p a r a o e - m a i l p a o f 2 0 1 2 . públicas estaduais destinadas ideflor@gmail.com. a comunidades locais, Todas as contribuições serão unidades de conservação, avaliadas para a elaboração do contratos de transição e as que documento final. A proposta já estão processo de concessão. é que a sociedade conheça A n o v i d a d e e m r e l a ç ã o com antecedência as florestas a o s a n o s a n t e r i o r e s é a públicas estaduais passíveis modalidade de gestão direta, de concessão florestal, os q u e d e v e r á s e r f e i t a n o critérios usados para essa conjunto de glebas Mamuruescolha e os mecanismos Arapiuns, mais precisamente de acesso ao processo de n a p o r ç ã o s u l d a g l e b a concessões, assim como a C u r u m u c u r i , r e s e r v a d a identificação das florestas para fins de implantação do

centro de treinamento para manejo florestal madeireiro e não-madeireiro do Pará. Elaborado pelo Ideflor e já apresentado a Comissão Estadual de Florestas (Comef), em reunião na última quarta-feira (24), o Paof é um instrumento de planejamento do governo do Estado para a gestão das florestas públicas, sob domínio estadual, no ano de sua vigência. Fonte - Amanda

Plano Anual de Outorga Florestal está disponível para consulta

Engelke

Combate ao fumo

Viver bem é viver com saúde. Fique longe do cigarro!”. Com este slogan, a coordenação estadual de controle do tabagismo, da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), esteve promovendo uma série de ações, em lugares distintos, em comemoração ao Dia Nacional de Combate ao Fumo, que aconteceu ontem segunda-feira (29). As peças teatrais “Você me acende e eu te apago” e “O julgamento do cigarro” abriram a programação, no começo da semana, na Escola Fundamental Professora Izabel Amazonas. Até na sexta-feira (26), houve palestras para pais em vários estabelecimentos educacionais, distribuição de folderes e sessões de filmes educativos. Uma agência de Vigilância de Valores cedeu seus funcionários para assistirem a palestras proferidas por técnicos da Sespa. Na segundafeira (29), os servidores

do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 8ª Região estiveram reunidos para participar de uma palestra programada pela coordenação estadual de controle do tabagismo. Hoje, terça e amanhã quarta-feira (30 e 31), as ações educativas vão acontecer nas escolas Brigadeiro Fontenelle e Edson Luiz, sob a coordenação da professora Jeane Serrão, com alunos do curso de enfermagem da Universidade Estadual do Pará (Uepa). Na mesma programação da coordenação estadual, que é comandada por Raquel dos Anjos, vai haver ainda palestras e panfletagem nas Unidades Municipais de Saúde de Belém. REGIÃO - Acontecem, ainda, ações nos municípios Juruti e Alenquer, onde, inclusive, houve treinamento para os agentes comunitários de saúde, com distribuição de material educativo. FONTE Demétrio Beltrão

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tribuna da calha norte

Programa Municípios Verdes fazem oficinas de planejamento Giovanna Zanni

Ambiental Rural (CAR) e O programa “Municípios procedimentos legais. No Verdes” fez nesta semana segundo dia, foi discutido as primeiras de uma c o m o p r o m o v e r a série de oficinas com o governança ambiental nos objetivo de discutir ações municípios que aderiram relacionadas à fase de ao programa. Por último, as planejamento. A intenção várias entidades envolvidas é que, até 12 de setembro, discutiram o pagamento por o s r e s u l t a d o s s e j a m serviços ambientais. apresentados ao comitê Na terceira oficina gestor do programa. As da semana, foi apresentada reuniões foram conduzidas a estratificação espacial pela Secretaria Especial dos municípios que hoje d e D e s e n v o l v i m e n t o compõem o programa: Econômico e Incentivo 16 estão embargados, o à Produção (Sedip), com que representa 33% do participação de órgãos território paraense, e 19 públicos e organizações municípios, ou 19% do n ã o - g o v e r n a m e n t a i s Estado, sofrem influência (ONGs), que fazem parte do d e g r a n d e s p r o j e t o s . programa. Já 28 localidades, que D u r a n t e a abocanham 34% da área abertura das oficinas, o d o E s t a d o , a i n d a t ê m a s s e s s o r D a v i d L e a l 70% de cobertura vegetal. ressaltou que o programa Outros 80 municípios Municípios Verdes é um – 14% do território – são dos mais importantes considerados consolidados do Governo do Pará e e têm 30% da cobertura compõe o eixo da política vegetal. Para cada divisão, o d e d e s e n v o l v i m e n t o programa estabelece metas sustentável, que cria a ser alcançadas. melhores condições de As oficinas estão sendo vida à população por meio feitas no contexto do dos setores produtivos. É Programa de Modernização também uma oportunidade da Gestão Pública do Estado, de projetar uma imagem elaborado pela Cooperação positiva do Pará dada a Técnica do Movimento grande repercussão. Brasil Competitivo (MBC), N a p r i m e i r a para planejar as ações dos oficina, foram enumeradas diversos órgãos envolvidos, ações importantes para o visando tanto o alcance dos desembargo de municípios. resultados previstos como a Segundo o pesquisador do estruturação de uma gestão Instituto do Homem e Meio integrada. Ambiente da Amazônia P a r t i c i p a r a m (Imazon), Paulo Amaral, em das primeiras oficinas 2009, o Ministério do Meio representantes das ONGs Ambiente lançou uma lista I m a z o n e T h e N a t u r e negra de desmatamento, Conservancy, Ministério na qual constavam 37 P ú b l i c o d o E s t a d o , municípios da Amazônia. F u n d o V a l e , E m p r e s a No Pará, foram incluídas de Assistência Técnica e 16 localidades, entre elas Extensão Rural do Pará Paragominas, no nordeste (Emater), Sedip, secretarias do Estado, que foi a de Estado de Gestão, primeira a conseguir sair Meio Ambiente (Sema), da lista, em março do ano Planejamento, Orçamento e passado. Finanças (Sepof), programa As ações foram Pará Rural e Instituto divididas entre aquelas d e D e s e n v o l v i m e n t o necessárias para o Econômico, Social e m o n i t o r a m e n t o d o s Ambiental do Pará (Idesp). trabalhos, o Cadastro

MEIO AMBIENTE

Oeste do Pará, terça-feira, 30 de agosto de 2011

IDEAMA causa transtorno na comunidade do Sucuriju em Óbidos A criação do Instituto de Desenvolvimento Sócio Ambiental do Baixo Amazonas – IDEAMA, iniciou causando transtorno para a Comunidade do Sucuriju, município de Óbidos. De acordo com a última reunião que aconteceu no dia 19 de agosto no barracão da Associação do Sucuriju, onde os comunitários se mostraram revoltados, o Sr. Rivelino Ganzer e o advogado do IDEAMA, tentaram esclarecer quais os motivos que os levaram a utilizar o CNPJ da Associação Comunitária do Sucuriju, transformando-a em Instituto, que segundo os comunitários, esse fato se deu sem aprovação em Assembléia Geral. Segundo os associados, ao transformarem a associação com mais de 7 anos de existência, em Instituto, criaram uma nova diretoria cuja a diretora é a Sra. Cleide Tavares, a qual não compareceu em nenhuma reunião convocada pela comunidade para dar esclarecimento do ocorrido, mandando seu advogado que não conseguiu convencer a comunidade, pois segundo eles o grande erro foi articular tudo sem informar a comunidade do que estava acontecendo. Durante a reunião, surgiram duas opções: 1) a comunidade aceitar o Instituto e criar uma nova associação; 2) não aceita o Instituto e solicita de volta a antiga associação.

Para isso teriam que retirar a denúncia feita ao Ministério Público de Óbidos em julho. Sentindo-se prejudicados, membros da Associação do Sucuriju, fizeram uma denúncia ao Ministério Público de Óbidos, no dia 25 de julho de 2011, cujo despacho da Promotora de Justiça de Óbidos, Dra. Elaine Moreira, foi o seguinte: “Deliberação: verifico que resta evidência a ausência de consentimento prévio, livre e esclarecido por parte da Comunidade Sucuriju, demais existem fortes indícios de ilegalidade praticada na

utilização do CNPJ da referida associação comunitária pelo Instituto intitulado IDEAMA, razão pelo qual determino a notificação da Sra. Cleide Tavares para que preste esclarecimentos sobre os fatos relatados, bem como determino a expedição de recomendação para que o IDEAMA se abstenha de utilizar o CNPJ da associação de Comunitários do Sucuriru; RECOMENDO à Prefeitura Municipal de Óbidos que revise todos os atos que levaram à constituição do Instituto IDEAMA, e apresente relatório completo à esta Promotoria de Justiça, em 10 (dez) dias

úteis e abstenha-se de praticar qualquer ato que cause prejuízo à associação de comunitários do Sucuriju, sobretudo no que diz respeito à utilização de seu CNPJ; ademais, oficie-se ao Ministério do Desenvolvimento Agrário para que tome ciência da recomendação expedida e tome as providências a seu cargo”. Mesmo com todas as explicações dadas pelos representantes do IDEAMA, os comunitários continuam reivindicando que a Associação do Sucuriju volte à comunidade.

segundo ele, ser motivo de ânimo para os Prefeitos e Prefeitas, os quais administram com a metade dos recursos que deveriam e têm direito constitucional. “Embora o Fundo de Participação dos Municípios, nesses oito meses de 2011, tenha registrado uma pequena recuperação, que gira em torno de 19% , em comparação ao ano de 2010, acumulando repasses que totalizaram 43 bilhões de reais, nós entendemos que não foi suficiente para que os gestores pudessem equilibrar as contas, pois isso só será possível se o governo resolver atender nosso pleito que é a liberação de três ajudas financeiras (AFM) até dezembro, algo que é justo, devido às perdas anteriores, pois o governo já arrecadou mais de R$ 900 bilhões em impostos e deveria distribuir melhor essas receitas”.

Disse Leonardo. O presidente da UBAM lamentou a situação da saúde pública em mais de 90% dos Municípios do país, com a falta de medicamentos, escassez e, em alguns casos, a inexistência, há mais de seis meses, de inúmeros produtos e instrumentos médicos hospitalares, além da ausência de

profissionais capazes de socorrer a população, por conta da ineficiente política de saúde do governo federal que, segundo ele, joga uma verdadeira bomba nas mãos dos prefeitos, obrigando-os a viverem Brasília de “pires nas mãos” ao invés de permanecerem nos Municípios atendendo ao povo.

Informações e fotos de Ana Paula Barros

Municípios recebem hoje mais de R$ 1 bilhão em recursos do FPM Gilce Carvalho

Já estão depositados nas contas das prefeituras de todo país os recursos referentes ao terceiro repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Esse é ultimo repasse do mês de agosto. De acordo com informações da União Brasileira de Municípios (UBAM), com o desconto do Fundeb, o total depositado foi de R$ 1.085.198.316,49. Se não houvesse esse desconto os Municípios receberiam um montante bruto de R$ 1.356.497.895,61. Segundo o presidente da UBAM, executivo Leonardo Santana, esse repasse foi 9% maior do que a previsão inicial da Receita. Ele informou que, durante o mês de agosto, o FPM totalizou um montante de R$ 4,8 bilhões, com um pequeno aumento de 4,7%, em relação mesmo período do ano passado. O que não pode,

REGIÃO

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JURUTI

tribuna da calha norte

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Governo monta nova etapa para Operação Mamuru Flávia Ribeiro

U

ma nova força-tarefa será feita ainda neste semestre na área do Centro de Treinamento em Manejo Florestal, instalado na gleba Curumucuri, no município de Juruti. Essa foi uma das decisões tomadas nesta sexta-feira (26), em Belém, durante reunião de avaliação da Operação Mamuru, deflagrada há cerca de duas semanas para assegurar a presença do Estado no local e impedir invasões na área. A operação, coordenada pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal do Pará (Ideflor), contou com integrantes do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), Casa Militar, Polícia Civil, Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras do Pará (Iterpa), Procuradoria Geral do Estado (PGE), Ministério Público Estadual e do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, além de lideranças comunitárias da gleba. A operação Mamuru visava garantir a entrada de representantes do governo do Estado no local destinado à instalação do Centro de Manejo Florestal Madeireiro e Não Madeireiro. Quando implementado, o centro terá

quase 34 mil hectares, o que lhe garante a condição de maior do mundo voltado ao manejo florestal. INTERFERÊNCIAS - Segundo José Colares, diretor geral do Ideflor, a operação estava sendo planejada desde o mês de maio e foi realizada em agosto. “Inicialmente, uma força de inteligência foi enviada à área e constatou inúmeras interferências clandestinas de exploração ilegal de madeira e de seixo, de ocupações indevidas e de

interesses especulativos. Isso tudo em uma área que já havia sido destinada por decreto em 2010, e que em 2009 foi toda cadastrada e aprovada em audiências públicas e em várias instâncias, como a Comef (Comissão Estadual de Floresta), que deveria obedecer ao ordenamento em função da Lei de Gestão de Florestas Públicas”, esclareceu. Colares ressaltou que a operação foi uma demonstração da presença

do poder público na área, que estava em situação conflituosa, uma vez que há diversos interesses no local. “A operação inicialmente garantiria apenas a integridade da área destinada à implantação do Centro de Treinamento, que beneficiará toda região, inclusive os comunitários e a força de trabalho das empresas que atuam na área. Mas, além disso, a operação ainda garantirá a integridade da área destinada

empresas paraenses os serviços oferecidos pela Agência para promoção de exportações e atração de investimentos estrangeiros diretos, incentivará a participação das empresas em projetos conjuntos desenvolvidos pela CNI, ApexBrasil e FIEPA, disseminará informações sobre mercados e oportunidades no comércio exterior e orientará as empresas em temas relacionados à estratégia de internacionalização. Com a inauguração da Unidade de Atendimento no Pará, a Apex-Brasil passa a ter presença em 11 estados brasileiros (Amazonas, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul,

Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo), além da sede, em Brasília. EXPORTAÇÕES DO PARÁ - As exportações do Pará vêm crescendo acima da média das exportações do Brasil. Em 2010, por exemplo, as vendas externas do estado aumentaram 53,8% em relação a 2009, atingindo US$ 12,8 bilhões. No mesmo período, as exportações brasileiras cresceram 21,3%. De janeiro a maio de 2011, as vendas externas do Pará aumentaram 99,7% em relação ao mesmo período do ano anterior e chegaram a US$ 6,4 bilhões. Já as exportações do Brasil cresceram 31,3%.

O Pará respondeu por 6,4% das exportações brasileiras em 2010, ficando em 6º lugar no ranking dos estados exportadores. Os principais produtos exportados pelo estado em 2010 foram, pela ordem decrescente, minério de ferro, metalurgia, pecuária, ferro-gusa, produtos de madeira, pedra, areia e argila, papel, carne e pescados. Os principais mercados de destino dos produtos paraenses, em 2010, foram China, Japão, Alemanha, Estados Unidos e Venezuela.

Apex-Brasil lança Unidade de Atendimento no Pará O Pará é o 11º estado brasileiro a receber uma Unidade de Atendimento da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). A instalação da Unidade é resultado de parceria da Agência com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), por meio do Centro Internacional de Negócios, e com a Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA). O evento de lançamento da Unidade de Atendimento será amanhã, dia 31 de agosto (quarta-feira) na sede da FIEPA e contará com as presenças do presidente da FIEPA, José Conrado Santos, da gerente executiva da CNI, Tatiana Porto, e do coordenador da Unidade de Projetos Especiais da ApexBrasil, Maurício Manfrê. O objetivo da Unidade de Atendimento é eliminar um dos principais entraves à exportação de produtos e serviços: a falta de informação. Por isso, a Unidade apresentará às

à concessão florestal. A presença do Estado lá reativou a necessidade de dar solução à área destinada ao Peaex (Projeto Estadual de Assentamento Extrativista) Curumucuri, que foi destinado desde 2008, mas até hoje não houve a regularização fundiária das comunidades locais”, afirmou o diretor do Ideflor, antecipando que, paralelamente à nova forçatarefa, haverá o esforço para promover a regularização no Peaex.

Enquanto outra operação não é realizada no local, homens do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) continuam as ações na gleba Curumucuri. “O trabalho vai continuar em rondas nas vias de acesso e em barreiras específicas nas entradas da área do Centro de Treinamento, em incursões com as viaturas, motocicletas e a pé nos ramais que levam ao local”, garantiu o major Vasconcelos, do BPA.

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tribuna da calha norte

REGIÃO

Oeste do Pará, terça-feira, 30 de agosto de 2011

DESENVOLVIMENTO

Obra da Hidrelétrica faz triplicar preço de aluguel na região de Belo Monte Mariana Oliveira

Quem anda pelas ruas de Altamira, cidade-sede da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, não tem dúvidas de que a obra da usina já trouxe desenvolvimento para a região. Em pouco mais de um ano, proliferaram novas construções e estabelecimentos comerciais, além de reformas para ampliação. Mas, junto com o desenvolvimento, veio um problema comum aos locais nos quais a demanda cresce rápido demais em tão pouco tempo: a especulação imobiliária. De acordo com entidades de empresários do ramo imobiliário em Altamira, os preços dos aluguéis triplicaram na cidade por conta dos migrantes que chegaram para trabalhar na obra. Dono de uma imobiliária em Altamira, Waldir Inácio Rizzo conta que o aumento médio nos preços dos imóveis foi de 200%, mas que chegou a 300% em alguns casos. “Estão faltando imóveis que custavam na faixa dos R$ 500, R$ 600 e hoje estão custando R$ 1,5 mil a R$ 2 mil. Imóveis que custavam R$ 3 mil estão custando hoje R$ 8 mil. O maior aumento ocorreu nos imóveis padrão A e B. Mas, de modo geral, Altamira não tem imóveis suficientes. Não estava preparada [para a chegada de migrantes]“, conta Rizzo. Lúcia Ferreira, também dona de imobiliária, confirma a situação e diz que, muitas vezes, sofre pressão do proprietário para aumentar ainda mais o valor da locação. “O proprietário quer cobrar mais caro mesmo que o imóvel não valha. Quando vem o progresso, todo mundo quer aproveitar o filão.” Para a empresária, porém, a situação tende a se normalizar. “O preço deve ficar alto por mais um tempo, mas vai desafogar e cair de novo.”

Na avaliação do delegado do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci) na região, Otacílio Lino Junior, Belo Monte é “uma obra de vultuosa estatura” que trouxe um “fluxo migratório repentino somado à baixa oferta de acomodações”. “Nasce um ciclo que reporta, inevitavelmente, para a aplicação direta da já conhecida lei da oferta e da demanda”.” Até o fim de julho, o Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM), empresa que executa a obra da usina, contratou 552 funcionários. Como os acampamentos que vão abrigar os trabalhadores ainda não estão prontos, foram alugados imóveis para funcionários e executivos. Além disso, outras empresas prestadoras de serviço também chegaram. Segundo estimativas do Fórum Regional de Desenvolvimento Econômico e Socioambiental da Transamazônica e Xingu (Fort Xingu), 5 mil pessoas aportaram em Altamira entre janeiro e maio de 2011. Esse número representa 5% do total de habitantes da cidade conforme os dados de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Eduardo Yamada é um dos contratados pelo CCBM e sentiu na pele o problema da alta nos preços dos aluguéis. Ele chegou de São Paulo para trabalhar na obra. “Eu vim visitar a região em 2009, já pensando na obra de Belo Monte, e encontrei casas boas para alugar por R$ 600. Quando voltei, este ano, as mesmas casas custam R$ 3 mil”, conta o técnico da área de construção civil. Hoje, Yamada mora em uma república alugada pela empresa para funcionários. No entanto, quer trazer a esposa para morar em Altamira e, por isso, precisa encontrar uma casa. “Aqui em Altamira tem algumas coisas que valem a

pena. A qualidade de vida é melhor que lá. O problema é que não tem lugar para morar. É muito caro.” CONSTRUÇÃO CIVIL - Além da especulação imobiliária, o aumento no ritmo da construção civil também é facilmente percebido. Pelo centro da cidade, é possível encontrar ampliações em hotéis, restaurantes, além de construção de estabelecimentos comerciais diversos, como lavanderias, concessionárias e galerias de lojas. De acordo com Vilmar Soares, do Fort Xingu, liderança entre os empresários, dados da Junta Comercial indicam que 400 empresas foram abertas em Altamira neste ano. Até o fim de 2010, eram 1.680 na cidade. Além disso, estão atualmente em construção ou reforma 620 estabelecimentos comerciais e industriais, segundo licenças liberadas entre janeiro e maio deste ano pela prefeitura. O empreiteiro Jorge

Silva diz que tem trabalho agendado, mas falta ajudante. “Tenho duas obras para pegar e ninguém pra fazer. Tá faltando funcionário. O pessoal tá querendo trabalhar na obra da usina porque nesse ramo não tem direito a seguro de vida, essas coisas. Alguns tipos de material de construção também tenho que encomendar”, conta. Para Silva, porém, a usina tem ajudado a região. “O desenvolvimento traz a parte boa e a ruim. Há uns três anos, o pessoal passava até quatro meses sem trabalho. Agora, não tem mais isso.” VIOLÊNCIA - Na esteira do desenvolvimento, Altamira também sofre com um problema típico do progresso – o a u m e n t o da v i o l ê n c i a urbana. De acordo com o delegado Cristiano Marcelo do Nascimento, superintendente regional da Polícia Civil na região do Xingu, o número de procedimentos policiais, como furtos, crimes e outros, cresceu quase 30% no primeiro

semestre deste ano. “Existe um aumento da violência na região em razão do aumento populacional. E a equipe continua do mesmo tamanho. Eu sou superintendente, coloco o colete e saio para rua porque faltam homens.” Nascimento diz que prendeu três homens vindos de Santarém, também no Pará, que disseram que foram praticar crimes de furto em Altamira porque ficaram sabendo “que o negócio est a va b om” . O del ega do afirma que, apesar da alta da criminalidade, a segurança pública na cidade “não está abandonada”. “O governo do estado e a Norte Energia vão investir R$ 172 milhões só para reestruturação. Hoje, a equipe tem 25 servidores e devemos ter 51, vamos dobrar a equipe”, diz o delegado. OBRA - A hidrelétrica ocupará parte da área de cinco municípios: Altamira, Anapu, Brasil Novo, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu.

Altamira é a mais desenvolvida dessas cidades e tem a maior população, quase 100 mil habitantes, segundo o IBGE. Os demais municípios têm entre 10 mil e 20 mil habitantes. Belo Monte custará pelo menos R$ 25 bilhões, segundo a Norte Energia. Há estimativas de que o custo chegue a R$ 30 bilhões. Tratase de uma das maiores obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), uma das principais bandeiras do governo federal. Apesar de ter capacidade para gerar 11,2 mil MW de energia, Belo Monte não deve operar com essa potência. Segundo o governo, a potência máxima só pode ser obtida em tempo de cheia. Na seca, a geração pode ficar abaixo de mil MW. A energia média assegurada é de 4,5 mil MW. Para críticos da obra, o custo-benefício não compensa. O governo contesta e afirma que a energia a ser gerada é fundamental para o país.

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Construção de Belo Monte promove transformação no coração do Pará A obra da hidrelétrica de Belo Monte trouxe desenvolvimento para a cidade de Altamira, espécie de capital da obra. Na cidade, por todos os lados há novas construções. “Esse ano mais de quatrocentas empresas já chegaram aqui. E com o aumento da demanda, vem o aumento de preço”, diz o empresário Vilmar Soares, do Fort Xingu, entidade que reúne empresários da região. O preço dos alimentos em Altamira também sentiu o impacto do aumento da demanda. “O tomate era R$ 2 antes, passou para R$ 2,50 e agora é R$ 3”, conta uma compradora. Mas se a chegada de novos moradores provoca aumento nos preços, também acelera o crescimento. Um empresário, dono de dois motéis, decidiu ampliar os negócios. “Com a perspectiva da chegada dessa quantidade de

gente, vamos ter que ter acomodação para esse pessoal inteiro. (…) Acabando esse prédio, já vou começar outro”. Além de Altamira, outras quatro cidades serão diretamente atingidas pela construção de Belo Monte: Vitória do Xingu, Brasil Novo, Senador José Porfírio e Anapu. Altamira é a maior, com 100 mil habitantes e 160 mil quilômetros quadrados. É maior que Portugal. E os problemas antigos precisam ser resolvidos. Em Brasília, uma região de palafitas de Altamira, as pessoas vivem em situação extremamente futuro. precária. São cerca de seis COMPENSAÇÕES - Para mil famílias que precisam c o m p e n s a r o i m p a c t o receber novas habitações. da migração na região, a “Seria bom para gente porque empresa responsável pela aqui é uma ponte muito obra terá de adotar medidas. perigosa, Não sei se você está As estimativas de migração vendo que é tudo quebrado”, variam entre 50 mil a 100 mil diz uma moradora. pessoas. “Eu gosto daqui demais. Sou As ações de acostumada aqui”, diz outra c o m p e n s a ç ã o p a s s a m moradora que teme pelo p o r c o n s t r u ç ã o d e

escolas, postos de saúde e saneamento básico. Uma preocupação da população é o aumento da criminalidade. “A bandidagem vai vir junto com a barragem”, diz um morador. A Polícia confirma que a criminalidade aumentou 28% neste ano em relação ao ano passado. A Secretaria de Segurança

do Pará vai receber R$ 172 milhões da empresa que constrói Belo Monte. “Todo empreendimento traz essa questão de novas oportunidades. E a criminalidade vem atrás disso”, diz o delegado Cristiano Marcelo do Nascimento, responsável pela região. Cientistas

e organizações da sociedade civil querem um acompanhamento rigoroso das medidas de compensação. “O Brasil precisa instalar aqui um projeto que não seja de muito dinheiro durante seis anos e depois nada”, avalia o biólogo Hermes Fonseca de Medeiros. Altino Ventura, do Ministério de Minas e Energia, afirma que se trata do melhor investimento para o país. “Esse custo ambiental eu diria que é compatível e inferior aos benefícios que esse empreendimento traz para a sociedade brasileira como um todo como para os benefícios da comunidade que vive nas proximidades da usina.” No ano em que Altamira comemora o centenário de fundação, Belo Monte é um presente carregado de polêmicas para a cidade que tenta acertar o passo rumo ao futuro.

Rio de 6 mil km é descoberto embaixo do Rio Amazonas

Pesquisadores do Observatório Nacional (ON) encontraram evidências de um rio subterrâneo de 6 mil quilômetros de extensão que corre embaixo do Rio Amazonas, a uma profundidade de 4 mil metros. Os dois cursos d’água têm o mesmo sentido de fluxo - de oeste para leste -, mas se comportam de forma diferente. A descoberta foi possível graças aos dados de temperatura de 241 poços profundos perfurados pela Petrobras nas décadas de 1970 e 1980, na região amazônica. A estatal procurava petróleo. Fluidos que se movimentam por meios porosos - como a água que corre por dentro dos sedimentos sob a Bacia Amazônica - costumam produzir sutis variações de temperatura. Com a informação térmica fornecida pela Petrobras, os cientistas Valiya Hamza, da Coordenação de Geofísica do Observatório Nacional, e a professora Elizabeth Tavares Pimentel, da Universidade Federal do Amazonas, identificaram a movimentação de águas subterrâneas em

profundidades de até 4 mil metros. Os dados do doutorado de Elizabeth, sob orientação de Hamza, foram apresentados na semana passada no 12.º

Congresso Internacional da Sociedade Brasileira de Geofísica, no Rio. Em homenagem ao orientador, um pesquisador indiano que vive no Brasil desde 1974, os cientistas

batizaram o fluxo subterrâneo de Rio Hamza. Características - A vazão média do Rio Amazonas é estimada em 133 mil metros cúbicos de água por segundo (m3/s). O

fluxo subterrâneo contém apenas 2% desse volume com uma vazão de 3 mil m3/s - maior que a do Rio São Francisco, que corta Minas e o Nordeste e beneficia 13 milhões de

pessoas, de 2,7 mil m3/s. Para se ter uma ideia da força do Hamza, quando a calha do Rio Tietê, em São Paulo, está cheia, a vazão alcança pouco mais de 1 mil m3/s. As diferenças entre o Amazonas e o Ha m za t a m b é m s ã o significativas quando se compara a largura e a velocidade do curso d’água dos dois rios. Enquanto as margens do Amazonas distam de 1 a 100 quilômetros, a largura do rio subterrâneo varia de 200 a 400 quilômetros. Por outro lado, a s águas do Amazonas correm de 0,1 a 2 metros por segundo, dependendo do local. Embaixo da terra, a velocidade é muito menor: de 10 a 100 metros por ano. Há uma explicação simples para a lentidão subterrânea. Na superfície, a água movimenta-se sobre a calha do rio, como um líquido que escorre sobre a superfície. Nas profundezas, não há um túnel por onde a água possa correr. Ela vence pouco a pouco a resistência de sedimentos que atuam como uma gigantesca esponja: o líquido caminha pelos poros da rocha rumo ao mar.

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Prefeito de Juruti recebe prêmio de Integração Latino Americano O prefeito Henrique Costa participou do “XLI Prêmio Integración Latinoamericando”, realizado pela Câmara Internacional de Pesquisa e Integração Social (CIPIS), nos dias 18 e 19 de agosto, na cidade de Curutiba/PR. Esse evento é uma parceria Brasil e Paraguai, que visa homenagear todos aqueles que trabalham pela integração social, pelo progresso e pela modernidade nas mais distintas áreas de atividades humanas. Vários municípios brasileiros receberam prêmios de melhores gestões públicas do Brasil e dois municípios paraenses foram vitoriosos: Juruti e Canaã dos Carajás. Não é a primeira vez que Juruti entra para a lista dos municípios com melhores índices de aplicação dos recursos públicos. A primeira vez em que recebeu este mesmo

prêmio internacional foi em 2009, ocasião em que a então secretária de Educação, Heriana Barroso, atual secretária de Planejamento, foi reconhecida pelos programas e projetos trabalhados na educação jurutiense, como o “Navegando no Mundo Encantado da Leitura”, que promove acesso à leitura e ao conhecimento dos alunos, através de uma biblioteca itinerante. “A gente se sente honrado em receber mais uma vez um prêmio internacional como este, porque é o reconhecimento de todo o nosso esforço e trabalho realizado diariamente. Esse prêmio não é só meu, mas de toda a minha equipe de governo que tem o mesmo objetivo que eu, que é de levar melhores condições de vida a todas os jurutienses”, enfatizou o prefeito Henrique Costa.

Em breve, o prefeito irá retornar a Vila de Castanhal para continuar a conversa com os comunitários para tirar duvidas e ouvir os questionamentos da comunidade. Em seguida, o prefeito e sua comitiva foram até a comunidade Bom Que Doi para reafirmar o compromisso de construir uma praça e reformar

ou construir uma nova sede, dependendo da vontade dos comunitários. “Estamos aqui para reafirmar os nossos compromissos assumidos na última reunião e dizer que a partir da metade do mês de setembro, as máquinas que estão no Castanhal virão para iniciarmos as obras aqui nesta comunidade”, disse Henrique Costa.

Comunitários de Castanhal e Bom Que Doi dialogam com prefeito de Juruti Desde o início das obras na Vila de Castanhal, o governo se comprometeu em acompanhar de perto todo o trabalho da Secretaria Municipal de Infraestrutura. Sua primeira visita aconteceu no dia 22 de agosto, com a presença do viceprefeito Marquinho. A segunda visita ocorreu, 24 de agosto, com o prefeito Henrique Costa e verificou que muitas das ações já estão adiantadas como a limpeza e abertura dos ramais e

ruas. A vereadora Andrea Alves, o secretário de Comunicação, Manoel Bazane e o empresário Edjânio Printes (Peruano) também fizeram parte desta comitiva. Além das obras, o prefeito reuniu com professores e alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental “Getúlio Vargas” para comunicar que em breve a Prefeitura entregará um grupo gerador para a escola,

impedindo que as aulas do turno da noite fiquem prejudicadas com as constantes interrupções de energia na Vila, ocasionadas pela concessionária fornecedora. Essa foi uma reivindicação feita pela comunidade escolar ao subprefeito de Castanhal, Manoel de Souza Paiva (Baruca), que consequentemente levou a necessidade ao prefeito e sua equipe de governo. Alunos também solicitaram do Prefeito ajuda para resolver a questão da falta de professor no Ensino Médio Modular, cuja turma que deveria se formar em 2010 ainda não conseguiu porque o Governo do Estado não tem enviado professor. O prefeito afirmou que a Prefeitura tem insistentemente solicitado que o Estado resolva de imediato essa questão, e disse ainda que irá fazer um convite à representante do Estado em Juruti para uma próxima reunião com os alunos e professores, no intuito de esclarecer as responsabilidades. “Não existe um compromisso por escrito, mas nós assumimos um acordo com o Governo Estadual e estamos cumprindo, como a energia, o pagamento de servidores e o transporte escolar para o Ensino Médio,

que não é responsabilidade nossa. A única responsabilidade do Estado é enviar o professor porque ele recebe recurso federal para isso e não está fazendo. Porque até quando o professor vem, somos nós que pagamos as despesas com este professor, ou seja, o Município acaba arcando com praticamente tudo”, frisou o prefeito.

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Assembleia Legislativa do Pará vai debater violência no campo Da Redação

Durante a sessão deliberativa do último dia 24 de agosto, na Assembleia Legislativa do Pará o deputado Zé Maria (PT) protocolou requerimento solicitando a realização de uma sessão especial para debater os conflitos agrários ocorridos no Estado. O pedido deve ser votado em plenário, só então será definida a data. “Infelizmente o Pará ainda continua se destacando como um dos Estados em que mais se verifica a prática de violação dos direitos humanos, principalmente a violência no campo. A luta pela posse da terra tem ocasionado a morte de centenas de trabalhadores rurais e militantes que atuam na região norte, colocando a zona rural do Pará em permanente tensão”, destacou o parlamentar. Em recente estudo divulgado pela Comissão Pastoral da Terra, referente aos índices de 2010, o Pará foi apontado como o campeão de conflitos agrários. “Violência de todos os tipos estão sendo verificadas no campo, desde assassinato, ameaças, trabalho escravo, desmatamento e até mesmo os despejos violentos”, enfatizou Zé Maria.

Na lista, divulgada pela Comissão em abril, aparecem 125 pessoas sendo ameaçadas de morte, entre ambientalistas, camponeses e lideranças sindicais. O documento contabilizou 34 assassinatos no ano passado, 30% a mais do que em 2009, quando ocorreram 26. O Pará é líder em número de assassinatos, 18, índice 100% maior que em 2009, quando foram registrados 9. NÚMEROS SANGRENTOS - A CPT, que desde 1985 presta um serviço à sociedade brasileira registrando e divulgando um relatório anual dos conflitos no campo e das violências sofridas pelos trabalhadores

e trabalhadoras, com destaque para os assassinatos e ameaças de morte, desde 2001 registrou entre os ameaçados de morte o nome de José Claudio, 52 anos, morto junto com a esposa, Maria do Espírito Santos da Silva, 50 anos, em maio deste ano. O casal de ambientalistas foi executado no município de Nova Ipixuna. O nome dele aparece nos relatórios de 2001, 2002 e 2009. E nos relatórios de 2004, 2005 e 2010 constam o nome dos dois. A metodologia da CPT registra a cada ano só as ocorrências de novas ameaças. No dia 29 de abril de 2010, a CPT entregou ao ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, os dados

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) está realizando hoje em Belém, um seminário para discutir questões relacionadas à aviação e conhecer as demandas para o setor no Estado. O Ministério Público Federal (MPF), que solicitou à Anac a realização do evento, esteve convidando gestores públicos municipais e estaduais a participarem do encontro, uma vez que a falta ou o estado precário das pistas coloca em risco a população e muitas vezes impede a instalação de agências bancárias no interior

do Estado. Conforme o MPF e a Defensoria Pública da União (DPU) vêm constatando desde 2010 em reuniões e documentações obtidas junto a prefeitos, associações empresariais, sindicatos rurais, representantes de bancos, são graves as dificuldades enfrentadas pelos municípios onde não há prestação de serviços bancários, complicando até mesmo a execução de políticas públicas nesses locais. A falta das agências também é um fator de

ampliação da violência porque obriga os cidadãos, gestores públicos e empresas a fazerem saques de grandes quantias em cidades distantes, tornando-se vítimas de roubos e assaltos. Além de convidar prefeitos de todo o Pará para o evento, o Procurador

Deputado Zé Maria (PT) protocolou requerimento solicitando a realização de uma sessão especial para debater os conflitos agrários

dos Conflitos e da Violência no Campo, compilados nos relatórios anuais divulgados pela pastoral desde 1985. Um dos documentos entregue foi a relação de Assassinatos e Julgamentos de 1985 a 2009. Até 2010, foram assassinadas 1580 pessoas, em 1186 ocorrências. Destas somente 91 foram a julgamento com a condenação de apenas 21 mandantes e 73 executores. Dos mandantes condenados somente Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, acusado de ser um dos mandantes do assassinato de Irmã Dorothy Stang, continua preso. A sessão requerida pelo parlamentar pretende mobilizar o Poder público para que soluções para estes problemas sejam apresentadas e estes índices negativos sejam extintos da história do Pará. Para a sessão serão convidadas a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Federação dos trabalhadores em agricultura do Pará (Fetagri-Pa), a Comissão Pastoral da Terra (CPT), os Ministérios Públicos Federal (MPF) e Estadual (MPE), o Governo do Estado, a Ouvidoria Agrária do Pará e a FASE.

MPF discute com Anac situação das pistas de pouso no Pará Regional dos Direitos do Cidadão, Alan Rogério Mansur Silva, também encaminhou convites para os secretários de Estado de Transportes, Francisco das Chagas Melo Filho, e da Integração Regional, Antônio José Costa de Freitas Guimarães. Fonte: MPF

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Projeto habitacional contemplará famílias da cidade de Faro Interessados em adquirir sua casa própria através do Projeto Habitacional “Meu Sonho”, ação do Ministério das Cidades, do Governo Federal organizado em Faro pela Prefeitura Municipal, participaram de reunião realizada na quarta feira, 24 de agosto, com objetivo de tomar conhecimento dos requisitos necessários para o preenchimento do cadastro inicial e metas do programa na cidade. O prefeito municipal, Denis Guimarães, também esteve presente prestigiando a largada desse projeto que ofertará aos participantes 100 casas populares na sede do município, em companhia do diretor da Icaro Consultoria, Assessoria e Projetos Ltda, Paulo Costa.

Esse programa tem como seu foco prioritário as famílias de baixa renda. A fase de cadastramento dos interessados iniciou-se na tarde desse mesmo dia, e esperase que até o final deste ano seja realizada a licitação para a escolha da firma encarregada da construção das unidades. A C a i x a Econômica Federal também participa do “Meu Sonho”, atuando como agente financeiro. A conquista de sua casa própria proporcionará às famílias contempladas a perspectiva de evolução social, mais confiança em seu futuro, ao mesmo tempo em que colabora com a formação de uma sociedade mais consciente. Fonte - Zilton Fioravante Filho

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Almeirim completa 121 anos em festa durante a Fearca 2011

Uma multidão cantou parabéns para Almeirim ás 00h00 horas do dia 23 de agosto no Estádio Municipal. O Prefeito José Botelho parabenizou a cidade e aos munícipes pelos 121 anos de Almeirim Secretários, assessores e diversos servidores subiram ao palco para cantar os parabéns juntos. O aniversário de Almeirim foi comemorado com uma vasta programação que culmina todos os anos com a - Feira de Arte e Cultura de Almeirim – FEARCA. Neste anos a Fearca proporcionou diversas atrações a população local. FEARCA – A 21º Feira de Arte e Cultura de Almeirim - teve sua abertura oficial hoje, 19 de agosto, com a participação do Prefeito do Municipio, José Botelho, a Primeira Dama, Srª Derley Camelo dos Santos, o Promotor de Justiça Dr. Claudio Lopes Bueno, os vereadores Cleto de Souza Caldeira, Samuel Portilho, Edson Alves França, Afonso Bastos, Roberto Pires, Manoel Moreira. Estive também presentes ao evento o Gerente de Relações Institucionais,da Jari Celulose Augusto Praxede. A Feira de Arte e Cultura de Almeirim vem mostrando uma diversidade dos talentos. Na noite de sexta feira, 19 de agosto, o tradicional e o conteporâneo estiveram bem representados pelo Grupo de Dança União e pelo Grupo de Dança Louca Sedução. Na manhã de domingo, 21 de agosto, um grande número de motoqueiros se reuniu para o Rally de Motocross que fez parte da programação da XXI FEARCA. Um dos momentos que atraiu grande público foi o Concurso Rainha Da Fearca 2011, que teve como ganhadora do título a linda jovem Eloíza, que representou os queijeiros e estivadores da hidroviária. A jovem Sandilla, ficou com título de Princesa da Fearca 2011, ela esteve representando a empresa Isolux Corsán.

GERAL

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Conselho Federal abre processo de intervenção na OAB do Pará

Relatório do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil constatou irregularidades que redundaram na venda do terreno da seccional da entidade, em Altamira, pela seção da OAB no Pará, agravada pela fraude na assinatura do vice-presidente, Evaldo Pinto. Em reunião ocorrida no último dia 23, divulgada somente ontem pela assessoria da OAB nacional, a diretoria do Conselho Federal decidiu recomendar a abertura de processo para verificar a possibilidade de intervenção na seccional da OAB, segundo determina o artigo 81 do regulamento geral da entidade. Foram três dos cinco membros que tomaram a decisão: o vice-presidente, Alberto de Paula Machado; o secretário-geral, Marcus Vinícius Coelho; e o tesoureiro Miguel Ângelo Cançado. O presidente Ophir Cavalcante Júnior e a secretária-geral adjunta e corregedora nacional, Márcia Melaré, não estavam

presentes na reunião. Ophir porque se declarou impedido, em razão de sua origem da OAB paraense, já Melaré porque presidiu a sindicância que resultou no relatório. O ritual do processo, a partir de agora, será o seguinte: os cinco dirigentes da OAB estadual serão notificados pelo Conselho Seccional para que apresentem defesa no prazo de quinze dias. Em seguida, caso verifique tratar-se da hipótese de intervenção, a diretoria

da OAB nacional submeterá o relatório ao Conselho Pleno da entidade para análise da matéria. O processo é conduzido pelo vice-presidente do Conselho Federal da OAB, Alberto de Paula Machado. NOTIFICADOS - Os notificados são o presidente, Jarbas Vasconcelos; vice, Evaldo Pinto; secretário-geral, Alberto Campos Filho; secretário-geral adjunto, Jorge Medeiros, além do tesoureiro, Albano Martins. E m re u n i ã o re a l i za da n o

A Polícia Federal desbaratou na semana passada uma quadrilha com ramificações nos estados do Pará e Alagoas que é acusada de desviar mais de R$ 5 milhões dos cofres públicos em licitações fraudulentas. Dez pessoas foram presas, entre elas o prefeito de Vitória do Xingu, município próximo a Altamira, Liberalino Ribeiro Neto (PTB) e seu pai, o ex-prefeito de Marechal Deodoro (AL), José Danilo Damaso de Almeida. S e g u n d o a Controladoria-Geral da União (CGU), as investigações

envolvem R$ 17 milhões em recursos federais que foram transferidos a Vitória do Xingu para aplicação em programas nas áreas da saúde, educação e assistência social. Além do prefeito e do pai dele, foram presos os secretários municipais de Saúde, de Obras e de Finanças de Vitória do Xingu. Também foi realizada a busca e apreensão de documentos na prefeitura, secretarias e empresas privadas. As investigações tiveram origem a partir de notícia crime

originada dos moradores do município. De acordo com a PF de Alagoas, Danilo Dâmaso possui uma extensa ficha policial, já tendo sido acusado de homicídio, formação de quadrilha, uso de documento falso e crime contra o sistema financeiro. A procuradora da República em Brasília, Raquel Branquinho, disse ao Diário que o esquema criminoso utilizava empresas fantasmas em nomes de “laranjas”, superfaturando bens e serviços, e efetuando

pagamentos por serviços não executados. Segundo a PF, Vitória do Xingu é um reduto da família alagoana Dâmaso, que mantém vários negócios na região, como fazendas, laticínios e lojas de automóveis. O ex-prefeito foi preso em sua residência, na região central de Marechal Deodoro, por determinação da Justiça do Pará. Ele prestou depoimento na sede da PF em Jaraguá em seguida foi levado para exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal. (Informações do

O Ministério Público Federal (MPF) no Pará enviou ofícios à Polícia Federal (PF) e às autoridades de segurança pública estadual pedindo investigação de ameaças de morte a lideranças extrativistas e proteção policial para parentes de vítimas de assassinatos recentes no interior do estado. O procurador da República em Altamira, Cláudio Terre do Amaral, pediu à PF abertura de inquérito criminal para investigar ameaças de morte ao extrativista Raimundo Belmir, que tem denunciado a exploração ilegal de madeira da Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio, em Altamira. Segundo o MPF, há informações de que madeireiros estão oferecendo R$ 80 mil pela morte de Belmir. Nos ofícios enviados às secretarias de Segurança Pública e de Justiça e Direitos Humanos do Pará, os procuradores Tiago Rabelo, de Marabá, Ubiratan Cazetta e Felício

Pontes, de Belém, pedem a inclusão em programas de proteção da família dos líderes extrativistas José Cláudio e Maria do Espírito Santo, mortos em maio no Assentamento PraialtaPiranheira, em Nova Ipixuna, no sudeste paraense. Em julho, a Polícia Civil do Pará pediu a prisão de três suspeitos pela morte do casal de extrativistas: o fazendeiro José Rodrigues Moreira,

denunciado como o mandante, e Lindojonson Silva Rocha e Alberto Lopes Teixeira, acusados de serem os executores. Os três estão foragidos. No início de agosto, o Ministério Público enviou ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região um pedido de federalização do caso, mas ainda não teve resposta do tribunal. Na última quinta-feira (25), a Comissão Pastoral da Terra

(CPT) denunciou a morte de mais uma liderança camponesa do Pará, Valdemar Barbosa de Oliveira, conhecido como Piauí. Ligado ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Marabá, Piauí era líder de um acampamento de trabalhadores rurais sem-terra em uma fazenda da região. Em maio, ele havia registrado denúncia contra o proprietário da fazenda por ameaça.

último dia 16, os conselheiros paraenses decidiram por unanimidade desfazer a venda do terreno, devolvendo os R$ 301 mil pagos ao advogado e conselheiro Robério D’Oliveira. O exame do processo de intervenção é inédito na OAB nacional e representa uma derrota fragorosa para Jarbas Vasconcelos, que é acusado de ter se utilizado de todos os meios, inclusive ameaças contra conselheiros, para se manter no poder. O presidente, de acordo com informações transmitidas por pessoas a ele ligadas, já manteve contato com um famoso escritório de Brasília para fazer sua defesa. PROCESSO - Os cinco dirigentes da OAB estadual serão notificados pelo Conselho Seccional para que apresentem defesa no prazo de quinze dias. Em seguida, caso verifique tratar-se da hipótese de intervenção, a diretoria da OAB nacional submeterá o relatório ao Conselho Pleno da entidade. Fonte: DOL

Prefeito de Vitória do Xingu é preso por fraudes

Diário do Pará)

MPF pede proteção para lideranças rurais ameaçadas

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Polícia Civil seleciona para o Grupo de Pronto Emprego Estão abertas as inscrições para a seleção de servidores que irão compor o Grupo de Pronto Emprego (GPE) da Polícia Civil. De acordo com a Portaria nº 327/2011, publicada na edição de terça-feira, 23, do Diário Oficial, o período de inscrição irá até o dia 2 de setembro, na sede do GPE, localizada no Bloco D da Delegacia Geral, na avenida Magalhães Barata, 209, bairro de Nazaré, em Belém. São ofertadas 20 vagas: 16 para Investigador de Polícia Civil; duas vagas para Escrivão de Polícia Civil e duas vagas para Delegado de Polícia Civil. A Academia da Polícia Civil (Acadepol) disponibilizará sete vagas para integrantes efetivos do GPE a título de nivelamento e certificação. Os pré-requisitos para inscrição são: ser voluntário, ser estável (ter saído do período probatório), apresentar histórico funcional expedido pela Corregedoria Geral da Polícia Civil, possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH) obrigatoriamente categoria B e preferencialmente A, apresentar atestado médico para os testes físicos, com avaliação ergométrica e apresentar curriculum vitae. O objetivo do certame, segundo o delegado geral, Nilton Atayde, é “aumentar o quadro de Policiais Civis permanentemente treinados e equipados para o pronto emprego por convocação direta do Delegado Geral, em situações operacionais que necessitem da intervenção de policiais especializados”, explica. De acordo com o documento publicado, o policial que concluir o Curso de Especialização da 5ª turma do GPE ficará sob ordem de serviço por um período de seis meses à disposição do Grupamento sob natureza de estágio avançado podendo a qualquer tempo ser devolvido a sua lotação de origem. Seleção - A seleção consistirá de duas etapas. A primeira será dividida entre seleção e especialização, sendo que a fase seletiva consistirá em entrevista e teste de aptidão física. A entrevista terá caráter eliminatório. Será

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avaliado o histórico funcional, curriculum vitae e o perfil do policial para a operacionalidade e tratará de questões disciplinares e hierárquicas. A entrevista será realizada nos dias 5 e 6 de setembro, na sede do GPE, a partir das 8 horas. Os candidatos serão agrupados de acordo com a ordem alfabética. O primeiro grupo será formado pelos candidatos com nomes iniciados pelas letras de A a L e o segundo, pelos candidatos das letras de M a Z. O resultado da entrevista estará disponível na sede do GPE no dia 7 de setembro, a partir das 8 horas. As provas do teste de aptidão física serão realizadas nas instalações da Universidade do Estado do Pará (Uepa), no Campus do Curso de Educação Física, entre os dias 15 e 16 de setembro a partir das 6h45. Os exames físicos são de caráter eliminatório, salvo o exame de resistência aeróbica que também possui caráter classificatório, sendo o candidato considerado apto ou inapto não cabendo qualquer recurso. O critério de desempate será o de melhor desempenho na corrida de resistência aeróbica, e subsidiariamente o de maior tempo dentro da instituição policial. A homologação do resultado da primeira etapa será feita pela comissão organizadora do certame e estará disponibilizada na sede do GPE e no site da Polícia Civil, a partir do 19 de setembro. Os policiais selecionados deverão se submeter à segunda etapa do concurso, Fase de Especialização, coordenada e supervisionada pela Acadepol, que consistirá no treinamento avançado de pronto emprego (280 h/a), com disciplinas práticas e teóricas. As aulas do curso de especialização iniciarão na sede do GPE, em data e local a serem definidos pela Acadepol e publicados na forma devida. Os alunos/policiais que iniciarem a fase de especialização ficarão à disposição integral do curso durante todo o período de sua realização, sendo dispensados de suas atividades nas unidades de origem.

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Oeste do Pará, terça-feira, 30 de agosto de 2011

ESPECIAL

A primeira fábrica do ‘Bacalhau da Amazônia’ da América do Sul foi inaugurada na quintafeira (25), em Maraã (a 635 quilômetros de Manaus), com a promessa de mercado garantido, inclusive fora do Estado. Na presença do ministro da Pesca e Aquicultura, Luiz Sergio de Oliveira, entre outras autoridades, o governador do Amazonas, Omar Aziz acompanhou todo o processamento do pirarucu. Mostras do pirarucu embalado e pronto para o consumo foram entregue às autoridades presentes. O empreendimento deve gerar mais de cem empregos na região. S e g u n d o a assessoria do governo, parte da produção será vendida nos supermercados da Rede Pão de Açúcar que, no início do ano, durante a realização do 2º Fórum Mundial de Sustentabilidade, firmou parceria com o Governo do Estado do Amazonas para comprar o pescado proveniente do manejo praticado nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Estado. Além de Maraã, com capacidade de processar 1,5 mil toneladas por ano, uma outra fábrica será inaugurada, ainda este ano, em Fonte Boa (a 680 quilômetros de Manaus), com capacidade para 3 mil toneladas/ano. As fábricas serão abastecidas com o pescado de áreas de manejo, como a reserva de Mamirauá e outras RDS da região. Para o g ov ern a dor O m a r A ziz, o projeto vai garantir o

Foto: Ribamar Caboclo

Inaugurada a primeira indústria do Pirarucu do mundo Curso para melhorar o ensino é ministrado para gestores e coordenadores pedagógicos de Juruti desenvolvimento de toda a cadeia do pescado. “Vamos gerar empregos diretos, mas muito mais indiretos, pois iremos beneficiar os pescadores, valorizando o produto e garantindo mercado e preço justo, dando oportunidade ao homem do interior de melhorar a sua renda”. A estimativa é de geração de 150 empregos diretos e outros 5 mil indiretos somente com a fábrica de Maraã. Para o ministro Luis Sérgio de Oliveira, a indústria de Bacalhau da Amazônia tem tudo para ser um sucesso, levando em consideração que o Brasil é o segundo maior consumidor de bacalhau, depois de Portugal. “O Bacalhau da Amazônia vai chegar no cardápio dos restaurantes do Amazonas e também do resto do Brasil”, comentou o ministro.

O evento em Maraã controu ainda com a presença do secretário estadual de Produção Rural, Eron Bezerra, do prefeito de Maraã, Dilmar Ávila, e da senadora Vanessa Grazziotin. MERCADO - Segundo o secretário de Produção Rural, Eron Bezerra, há uma demanda muito grande por produtos sustentáveis, em especial o pirarucu salgado fruto de manejo. O site da indústria de Bacalhau recebeu dois mil pedidos em uma semana, segundo Ern. Ele afirmou que, além do Grupo Pão de Açúcar, também há um acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel/AM) para a comercialização direta do produto industrializado com a cadeia de restaurantes local. O secretário destacou que, junto com o processo de industrialização, está sendo

criado um selo, que vai atestar o processo de fabricação conforme a legislação, com o aval da Comissão de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Codesav) e do Ministério da Agricultura. A partir de então, os órgãos de fiscalização poderão atuar com mais rigor na fiscalização contra a comercialização ilegal deste tipo de produto. Em princípio, a gestão da fábrica ficará sob a responsabilidade da Fundação Açaí, ligada ao Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa), com a participação da administração municipal e a Colônia de Pescadores locais. A idéia é que com a capacitação e preparação dos pescadores, eles mesmos passem a gerenciar o empreendimento.

bacia do Tapajós”, explica a coordenadora do projeto, Profa. Patrícia Chaves de Oliveira, do Laboratório de Estudos de Ecossistemas Amazônicos,

vinculado ao Instituto de Biodiversidade e Florestas (IBEF). A iniciativa é financiada pelo Ministério

do Desenvolvimento Agrário ( M DA ) e p e l a A sse sso ri a Especial de Gênero, Raça e Etnia (AEGRE).

(Portal Amazônia)

Oficina da UFOPA qualifica pescadoras da bacia do Tapajós Maria Lúcia Morais

A Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) está realizando no Campus Tapajós, em Santarém, a 1ª Oficina de Beneficiamento do Pescado na Bacia do Tapajós, que tem por objetivo capacitar pescadoras e aquicultoras da região, como forma de agregar valor ao produto e diversificar a renda destas trabalhadoras. O evento faz parte do projeto “Fortalecimento das Organizações Produtivas de Agroextrativistas e Pescadoras do Baixo Amazonas”, que tem por objetivo promover o desenvolvimento local de organizações feministas rurais da Bacia do Tapajós. “ A o f i c i n a visa à qualificação do trabalho feminino para o desenvolvimento rural da

Dentro de um cronograma anual, elaborado pela Secretaria Municipal de Educação (SEMED), vários cursos de formação continuada são realizados no intuito de melhorar o ensino público de Juruti. Esta semana, o curso foi específico para gestores e coordenadores pedagógicos da cidade e do meio rural, ocorridos nos dias 23 e 24 de agosto, através do Programa de Apoio ao Atendimento Educacional Público (PAAEP). O objetivo do Programa é propiciar a discussão acerca dos subsídios teóricos e práticos que possibilitem a reflexão tanto sobre a elaboração quanto o redirecionamento dos projetos educacionais. Foram 40 participantes que receberam orientação da Profª.Msc. Fátima Seabra, coordenadora de dois cursos de especialização em Belém, como “Gestão Educacional e docência no ensino superior” e o curso “Neuropsicopedagógico”. É a primeira vez que ela vem a Juruti e parabeniza a SEMED pela iniciativa. “A avaliação que eu faço do curso em Juruti é uma avaliação muito boa. Parabenizo a SEMED pela iniciativa e pela

estratégia de firmar parceria com a Alcoa, para beneficiar a educação de Juruti. Não há melhoria na educação se não houver formação”, frisou Fátima Seabra. Outros dois cursos estão em andamento: “Consultoria para elaboração do Plano Municipal de Educação (PME)” e “Gestão organizacional para o Plano Estratégico (PES)”. A previsão da Secretaria é de que haja o curso de merendeira para o mês de setembro. Todas as demandas são feitas pela SEMED para que a Alcoa, através da instituição Terra Meio Ambiente, possa dar o suporte necessário para a realização desses cursos. O coordenador e professor da comunidade Araçá Branco (Salé), Klinger da Silva, considera os cursos de suma importância porque a cada curso é uma experiência nova, que vem somar e orientar os trabalhos desenvolvidos na escola e solucionar as dificuldades encontradas. “Os cursos melhoram a qualidade do ensino do nosso Município”, afirmou Klinger. Fonte – Secon Juruti


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