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A aventura de Felícia e Francisco com Pedro Inês De Goa até Lisboa- 5 Francisco e Felícia, desde a visita à Cachoeira de Dudhsagar, que não se voltaram a ver durante umas semanas devido aos dois casais andarem intensamente ocupados com seus trabalhos culturais e profissionais. Pedro e Inês iam falando por telemóvel com seus fantásticos amigos de Goa, e um dia disse-lhes que os queriam encontrar pois tinham uma bela proposta para lhes fazer. fotos Assim foi, encontraram-se uma sexta-feira à noite. Depois de uma amena e bemdisposta c onversa, então Pedro disse do que se tratava: - Sei que daqui a um mês, vocês os dois vão entrar de férias, nossos pais telefonaram de Portugal a dizer que gostavam que lá fossemos para bodas de ouro de meus avós. Meus avós sabem o quanto fomos bem recebidos por vocês e nem nos conhecíamos, vocês os dois para nós são como irmãos dos verdadeiros e dos muito bons. Uma vez por semana falo com meu avô, então quando eu lhe disse que gostava que vocês ainda este ano fossem a Portugal, então o avô fez algo maravilhoso, disse que me pagava a viagem e a da Inês, e pediu-me encarecidamente para vos transmitir, que tem muito gosto na vossa presença também, e neste caso paga quatro viagens para Portugal e as viagens de volta para Goa também, por favor aceitem, pois ficamos muito felizes, é um acontecimento maravilhoso para nós as bodas de ouro dos avós e termos a vossa presença, então é algo mágico e uma felicidade. Felícia tinha os olhos com lágrimas e um sorriso divinal no rosto, Francisco estava boquiaberto, e a certa altura disse: -Pedro, ficamos sem palavras, mas é muito dinheiro isso, fico sem jeito para aceitar. Inês disse: Os avós de Pedro vivem mesmo muito bem, isso não lhes faz falta, acreditem, depois vocês merecem, o carinho e apoio que nos têm dado, tem sido extraordinário, e depois o vosso esforço para aprenderem totalmente bem o português, tem sido maravilhoso. Para nós é uma alegria comovente a vossa presença. Ficamos em Lisboa 4 a 5 dias para vocês conhecerem um pouco a cidade, depois partimos para o Porto e lá permanecemos 10 dias até ao regresso, eu e Pedro já estivemos a pensar nisto, antes de vos convidarmos. Terão tudo pago. Inês ao dizer isto foi abraçar Francisco e Felícia. Os quatro estavam comovidos e acabaram por chegar a um consenso, Francisco então disse: - Está bem, convenceram-me, isto é uma alegria imensa para nós e ficamos muito felizes e gratos, só coloco uma condição, em Lisboa esses cinco dias, sou eu a pagar tudo, só assim posso aceitar. Pedro retorquiu, e então viu que era importante para Francisco isto e disse: tudo não, deixas as refeições para nós pagarmos, e fica assunto arrumado. Depois disto, estiveram muito entusiasmados a combinar tudo o que era preciso para a documentação para a viagem. Tinham um mês precisamente, dava tempo para tratar de tudo.

O dia da partida chegou, e os quatro no aeroporto, estavam muito entusiasmados, Pedro e Inês, felizes por regressarem a Portugal, ver a família, matar saudades da sua cidade do Porto, e seu amado país, e para Francisco e Felícia, era a novidade, era o sonho, e nesse espaço de um mês, como que por magia, Francisco descobriu que o bisavô, de seu avô era português e de Lisboa, então tudo ganhou mais sentido e fascínio. A viagem foi longa e chegaram a Lisboa no início da tarde. Francisco e a esposa, o jovem casal, estavam simplesmente maravilhados. Apanharam o metro e foram para o hotel para tomarem um bom banho, e mudarem de roupa. Então Pedro levou-os a ver a baixa de Lisboa e passaram no Terreiro do Paço, ou Praça do Comércio junto ao belo rio Tejo. Pedro explicou: Esta Praça é uma das maiores da Europa, tem cerca de 36000 m2, aqui foi o Palácio dos réis de Portugal cerca de dois séculos, antes era no Castelo de S. Jorge, que também visitaremos. Em 1511 o rei D. Manuel transferiu a sua residência do Castelo para o Paço da Ribeira, levando consigo a sua grande biblioteca com 70 000 volumes os quais foram destruídos com o Terramoto de 1755. Ao ouvir isto, Felícia e Francisco ficaram atónitos, e consternados perguntado FelíciaO terramoto foi assim destruidor? Inês respondeu: - Totalmente destruidor, de tal modo que a cidade teve que ser totalmente reconstruída, então com a reconstrução, esta praça passou a ser o elemento principal do famoso plano de reconstrução do ministro do rei- Marquês de Pombal. Aqueles edifícios com arcadas, lá funcionam vários ministérios do governo português. Francisco e Felícia quiseram tirar fotos- Francisco estava fascinado com o aspecto daqueles edifícios com arcadas circundando a praça. Francisco estava feliz com um ar maravilhado com que seus amigos goeses estavam, e convidou-os para irem lanchar ao famoso café Martinho da Arcádia, o café mais antigo de Lisboa e um dos cafés preferidos do grande poeta português Fernando Pessoa. Entraram no café e Felícia ficou extasiada, ela conhecia poemas de Fernando Pessoa e ficou completamente silenciosa quando Pedro lhe mostrou a mesa onde costumava sentar-se o poeta. Na mesa tinha o copo de ele beber seu bagaço, e chávena do café, 2 livros, e uma réplica do chapéu dele. Francisco também se emocionou ao imaginar aquela mesa a meio da sala com um canto muito próprio onde o poeta observava tudo e todos e por outro lado passava despercebido. Tomaram lá um café e comeram das famosas natas, fizeram várias fotos, algumas delas com a réplica do chapéu do autor. Quando passaram na rua do Carmo Felícia, viu livrarias e foi comprar postais, então encontrou um postal com um poema de Fernando Pessoa que adorou e na sua pronúncia engraçada e num português perfeito leu alto: Ó sIno da minha aldeia, Dolente na tarde calma, Cada tua badalada Soa dentro da minha alma. E é tão lento o teu soar, Tão como o triste da vida, Que já a primeira pancadaTem o som de repetida. Por mais que me tanjas perto Quando passo, sempre errante, És para mim como um sonho. Soas-me na alma distante. A cada pancada tua, Vibrante no céu aberto, Sinto mais longe o passado, Sinto a saudade mais perto. Fernando Pessoa “ Cancioneiro “

Francisco quis comprar uns livros de poesia de Fernando Pessoa. Seguiram para o Rossio, para a Praça de D. Pedro IV, o sol estava ainda alto quando lá chegaram. Entraram no Convento de S .Domingos, fundado em 1242 pelo rei D. Sancho II, acrescentado por D. Afonso III e mais tarde novamente aumentado pelo rei D. Manuel e logo Francisco ao ouvir falar neste rei, começou a perguntar tudo sobre a história, pois isto era-lhe mais familiar. Ficaram boquiabertos ao ouvir que desse mosteiro com o terramoto, só a capela-mor, que foi mandada construir pelo rei D. João V, só ela escapou do terramoto. Mais monumentos viram, mas já estavam fechados. Pedro foi falando, e sempre seus amigos perguntavam mais e mais com um interesse e curiosidade imensa. Felícia dizia que Lisboa tinha tanto e tanto monumento, e cada qual o mais belo, perguntou se era assim o país todo. Inês, afirmou que sim, que era pelo país todo mesmo, claro nas cidades mais ainda. Sempre que se falava de destruição do Terramoto, e ao verem aquela beleza do Rossio, imaginavam com tristeza dizendo – Como seria se não tivesse havido o terramoto! Francisco ficou fascinado com as ruas calcetadas com os desenhos maravilhosos no chão e lembrou-se de Goa dizendo - Foram vocês, que levaram esta arte para Goa. É lindíssimo! Passaram no Largo do Carmo, Felícia ficou fascinada com um belo e imponente monumento de linhas góticas mas por acabar, ou destruído, perguntava ela a Pedro e Inês porque estava assim, e disseram-lhe: - Destruição do terramoto mais uma vez, D. Maria I mandou reconstruir uma das alas do Convento, nota-se o neogótico nos pilares e nos arcos das naves. No séc. XIX com o gosto pelo romântico e pelas ruínas antigos monumentos medievais, resolveram não continuar a construção. A parte habitável foi usada mis tarde para instalações militares em 1836. Do Rossio passaram ao Chiado e Pedro disse- Hoje já não dá para visitar mais monumentos, pois fecharam já, vamos passear no Chiado, vão gostar. Quando chegaram ao Chiado Felícia e Francisco ficaram mais maravilhados ainda, ao ver o Elevador de Santa Justa Felícia exclamou: -Perfeito, belo. Então Pedro explicou que era o famoso Elevador da Santa Justa, com seu estilo neogótico com a obra iniciada em 1898 e inaugurado a 10 de Junho de 1902.Os primeiros anos o seu funcionamento era movido a vapor, e em Novembro de 1907 passou a ser acionado a energia elétrica. Seus rendilhados são uma arte, no alto da torre há um café com vistas maravilhosas sobre o Rossio. Pedro resolveu levar os amigos à Torre, lá todos ficaram calados, por uns segundos, pois o colorido do céu era maravilhoso. Depois do Elevador deambularam pelas ruas de Lisboa um pouco cansados mas felizes, seus rostos bem o demonstravam, e voltaram a passar na Praça do Comércio, aí todos ficaram maravilhados com o pôrdosol fantástico junto Ao cais das Colunas. Foram à Confeitaria Nacional comer uns brigadeiros os quais Felícia estava completamente rendida ao maravilhoso paladar. Passearam mais um pouco, e Pedro levou-os para a Av. Almirante Reis foram jantar à cervejaria O Ramiro – por acordo de todos resolveram comer marisco, uma das especialidades da casa, que Pedro e Inês também conheciam. A sobremesa foi recheada de surpresas maravilhosas e tomaram café. E foram visitar umas casas de fados. Como o cansaço apertava, Pedro convidou-os antes de regressarem ao hotel, para comerem um bom gelado na Gelataria Santini. Cerca das 11 h da noite regressaram ao hotel e seus rostos eram uma mistura perfeita de cansaço doce e felicidade. Iam ser uns dias de aventuras e surpresas maravilhosas. (cont.)

Este é um relato de um Português que, depois de uma viagem a Goa, ficou encantado pelo território e que não compreende a tentativa de apagamento da memória histórica portuguesa a que os antigos territórios portugueses na Índia foram votados. GOA: Terra Esquecida 1498 – A chegada de Vasco da Gama à Índia via mar abre uma nova rota entre a Europa e a Ásia, mudando para sempre o comércio das especiarias, entre os dois continentes, até então dominado por negociantes Árabes. Mas nem tudo foram facilidades em mais esta aventura portuguesa. Várias lutas foram travadas até se conseguir fazer acordos comerciais com os diferentes reinos Hindus dominantes na região, sendo Afonso de Albuquerque um dos principais obreiros quando, reforçando o poder Português com mais homens e navios, se estabeleceu no local hoje conhecido por Velha Goa – decorria o ano de 1510. Daí, Portugal dominou todo o comércio das especiarias por mais de cem anos. Mas não era apenas este o motivo destas tão longas viagens ao Oriente. A procura do lendário Reino de Preste João e a expansão da fé cristã – dominante nos poderes Ibéricos de então, fê-los erguer mais de 150 igrejas, capelas e mosteiros que ainda hoje se podem ver por todo o estado goês, foram as outras razões para que os Portugueses se interessassem por estas paragens tão desconhecidas. Apesar de todo o sucesso e riquezas trazidos para a Coroa Portuguesa, os dias dourados em terras Indianas começaram a desmoronar-se. Novas estratégias de expansão fizeram-los optar por novos caminhos, em especial pelo Brasil, levando ao emergir de novos senhores nas águas do Índico – Ingleses e Holandeses que, atacando a pequena frota Portuguesa, depressa tomaram conta de todo o comércio, remetendo os contemporâneos de Camões para um papel secundário na região. Mas conseguirão todas estas histórias de vitórias e derrotas, em mais de 450 anos de convivência pacífica no sub-continente indiano, responder a uma questão que há tanto paira na minha cabeça: Porque é que nos afastámos tanto de Goa? Será por vergonha - pelo “abandono” de território Goês em 1961 aquando da invasão das tropas de Nehru sem lutar até à morte como Salazar sempre ordenou?!... ou será apenas porque “longe da vista, longe do coração”?!... mas, se assim é, porque não temos os mesmos sentimentos em relação aos igualmente longínquos Brasil, Timor, Macau e todas as outras antigas colónias no continente Africano?! Porque será, então, Goa uma terra tão esquecida para a maioria da população portuguesa? Seja lá qual for a razão, este pedaço da costa oeste indiana de 3700 Km2 - o equivalente a pouco menos do que o território do Algarve, poderia muito bem servir de porta de entrada para os empresários portugueses no enorme upcoming mercado indiano que, em conjunto com a China, Rússia , Brasil e Indonésia, é considerado um dos motores da economia global. Investimentos nas áreas da Construção Civil, Obras Públicas. Têxteis, Manufacturas e no Turismo – principal suporte económico da região, seriam de certeza muito bem acolhidos no Estado Goês. Com uma singular harmonia religiosa entre Católicos, Hindus e Muçulmanos, Goa oferece a quem a visita uma riquíssima herança cultural por descobrir, desde Templos Hindu e grutas Budistas, até às igrejas Portuguesas e a toda uma arquitectura colonial que, disseminada por todo o território, dá um glamour e tipicidade marcante que tanto distingue o Estado do resto do país. A tudo isto deve-se associar uma diversidade enorme de flora e, principalmente, fauna que leva a que seja um destino de eleição para o birdwatching tal é a multiplicidade de aves aí existente. E as praias?!!!?… Varca, Canauguinim, Anjuna, Palolem , Ashvem, Querim e outras dezenas mais, atraem todos os anos milhões de pessoas vindas de todo o mundo, sedentas pelas suas festas, pores do sol e areias douradas, rodeadas de coqueiros e águas quentes do Oceano Índico. Ah, e se ao passear por Pangim, Margão ou Mapusa ouvir falar em Português, por certo que serão os Carvalho, os Rodrigues, os Fernandes ou os Pereira – gentis pessoas que, no seu jeito sossegado, estão sempre preparadas para uma grande conversa, regada a cerveja ou feni, onde o tema principal será indubitavelmente o seu Portugal. Para mim, mais do que o passado, Goa é agora uma Terra a Redescobrir! ---------Jorge Roma Correia, viajante da Edit. Guias do Mundo--------

Rene Barreto Christmas Sweet Cooking Class a success! Tuesday, 24 November 2009 08:13 The G.O.A. held its first Goan Sweet Making and Tasting event on Sunday, November 15th, 2009 at Vic Johnson Community Centre in Mississauga. It was encouraging to receive a huge response to this event, this proves that Goans are keen to learn and continue Goan traditions. In preparation for Christmas, 130 adults and children learned how to make five Goan sweets: Doce de Grao, Bathk (Batica), Bolinhas, Kulkuls and Corambolas. The event was opened to children because they prepare the sweets with their mothers and/or grandmothers. It was nice to see three generations together. Flevi Rodrigues demonstrated Bathk in simple steps. The highlight of the event was Martha Patel presenting Doce de Grao, the microwave method, reducing the effort and time while not compromising the taste. We live in an environment where time is of the essence, any short cuts and tips are appreciated. Participants were also introduced to frozen shredded coconut from India. This eliminates the need to break a fresh coconut, grate and mince it. Samples of Deep Shredded Coconut were distributed, courtesy of Deep Canada. After a step by step demonstration on how to make Kulkuls and Carambolas dough by Joana Nunes, guests were invited to a hands-on session on how to fold and make these sweets. Did you know there are more than 22 Goan sweets? Each attendee also received a recipe book which included some popular Goan sweets, a couple of Canadian Christmas favourites and cooking tips. Participants shared their Christmas traditions like preparing Kuswar (a tray of assorted sweets, fruit and nuts) and exchanging it with their family, friends and neighbours. Later everybody enjoyed a cup of hot masala tea/coffee with a sampling of all the sweets that were made that afternoon. An array of Goan utensils was showcased; this brought back memories of Goa. Hema Pereira did an excellent job of the display and labeling the items in Konkani. The emcee, Michelle Dias kept the crowd entertained and on their toes by asking Goan trivia questions as there were lots of giveaways to be won. Thank you to all the helpers that made this event a tremendous success. Here is to many more Goan cooking classes!

http://www.y outube.com/ watch? v=d2xv2ITu_4&fea ture=plcp

Rene Barreto Ricardo Afonso - So very true in what you write. It is with these very thoughts that we Odette Mascarenhas Joe Mascarenhas Maria and myself got together ‌formed this GOAN CULINARY CLUB - to work and preserve our Goan Cuisine. As mentioned before , Odette/Joe Mascarenhas have put in a lot of effort in establishing this club and making it accepted by the TOP Hotels and Restaurants here in Goa. We hope we can work on getting other Goan restaurants too in time. We have had a great response from very great Chefs from around the world - Cyrus Todiwala - In the UK. Ravi Vaz in his personal capacity he is the (President of the GOA UK ) Alex Dos Santos ( I hope Alex will write on this forum sharing his thoughts - We also have Desmond Lobo in Toronto - Bosco Moniz in Toronto ( V.President of GOA Toronto ) In USA too ..

Marcelina Dias Cultural Secretary G.O.A., Toronto

Seen here are members of the Goan Culinary Club - Goa at a recently held meeting at CIBA- GOA

http://www.chang e.org/enIN/petitions/chiefminister-of-goawalk-the-talk-ofzero-tolerancefor-corruption-onmining-illegalities


IPGM ISSUE JAN AND FEB 2013