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MATEMÁTICA

QUESTÃO 25

Resolução: Seja X a meta acumulada e Y a inflação efetiva acumulada. A partir da tabela temos:

X  6  (4,5)  X  27% Y  5,69  3,14  4,46  5,90  4,31 5,91Y  29,41%  Y  X  29,41%  27%  2,41% ALTERNATIVA: A QUESTÃO 26

1 4 3 4 3 5 4 5 5 5

Resolução:

Façamos inicialmente um esquema destacando todas as rotas possíveis que atendam à legislação de trânsito.

Ilustração 1

A ilustração 1 nos fornece um total de 5 rotas possíveis. Dessas, somente 3 rotas passam por N (rota 2, rota 3, rota 5). Queremos determinar a probabilidade de ocorrência do seguinte evento: percorrer o bairro passando por N. Logo:

nE  P  n T  n  número de eventos favoráveis  E n  número total de eventos  T  P  ALTERNATIVA: C

nE nT

P 

3 5

QUESTÃO 27



Resolução: Vamos primeiro determinar as coordenadas do ponto C.

 y  400 (I)   4  y   3 x  800 (II) Substituindo (I) em (II): 4 4 4 400=  x  800  x  800  400  x  400  x  300 3 3 3 De modo que C ( x , y )  C (300,400).

Ilustração 2

A distância percorrida pela pessoa corresponde ao perímetro do trapézio ABCD. Assim:

d  AB  BC  CD  DA  d  400  300  500  600  d  1800 m Nota: Poderíamos usar a fórmula d R ,S  (x S  x R )2  (y S  y R )2 para determinar a distância entre dois pontos R e S e assim obter as medidas dos lados do trapézio. Todavia, esse procedimento consumiria muito mais tempo do candidato. Veja que pela ilustração 2 intuitivamente descobrimos essas distâncias. No caso da distância CD bastava ater-se ao fato de que ela é a hipotenusa do triângulo retângulo CDE, cujos catetos são CE  400 e DE  300 (sendo CE e DE números inteiros, era imediato que o trio pitagórico apenas ficaria satisfeito para CD  500 ). ALTERNATIVA: D QUESTÃO 28

Resolução: Uma vez que o estudo das cônicas não tem recebido o devido destaque no ensino médio tocantinense, evitaremos o uso direto de fórmulas. Partiremos da definição de parábola.

Ilustração 3

Dada uma reta d em um plano  e um ponto F não pertencente a essa reta, denominamos parábola o conjunto de todos os pontos de  que são equidistantes de F e d. A reta d é chamada diretriz da parábola e F o foco. Assim, a partir da definição, podemos estabelecer as seguintes relações para os pontos da parábola apresentada na ilustração 3 :

V ,d  V ,F  p (sendo o vértice V um ponto da parábola, ele deve ser equidistante de d e F)   P ,d   P ,F E como  P ,d  ( p  x )2  p  x e  P ,F  (p  x )2  (0  y )2  (p  x )2  y 2 , teremos: ( p  x )2  ( p  x )2  y 2  (p  x )2  (p  x )2  y 2  p 2  2px  x 2  p 2  2px  x 2  y 2  4 px  y 2  x 

Para o farol a equação parabólica é x 

y2 12

1 2 y (*) 4p

. Ora da comparação dessa equação com aquela em

(*) é imediato que:

1 1   p 3 4 p 12 I - Falsa Estando a fonte situada no foco F, suas coordenadas serão F(p,0)  (3,0) . II - Falsa Como vimos, V ,F  p =3 III – Verdadeira

F(p,0)  (3,0) IV – Falsa A diretriz está localizada a uma distância p do vértice, isto é, a diretriz é a reta x  3 . V – Verdadeira

V ,F  p =3

ALTERNATIVA: E

QUESTテグ 29

Resolução:

Ilustração 4

É dado que o perímetro de cada quadrado é 212 km. Assim:

P  4l  212  l  53 km I – Verdadeira A ilustração 4 evidencia que a distância entre esses municípios é 7l  7  53  371 km . II – Falsa A ilustração 4 evidencia que a distância entre esses municípios corresponde a medida da diagonal de um quadrado, isto é, III – Falsa

IV – Verdadeira

ALTERNATIVA: B

l 2  l 2  2l 2  2  (53)2  5618 km .

QUESTÃO 30

( x  a) n

x IR, a IR n IN

( p  1)

n  Tp 1    a p x n p  p

x 10

 2 1  4x    2

x

    

Resolução: O

termo 2 n p

(4 x )

independente

é

aquele

em

que

o

expoente

de

x

temos: 2(n  p)  0  (n  p)  0  p  n  10 . Logo:

10   1  1 1 T101        (4 x 2 )1010  T11  1    (4 x 2 )0  T11  1   2 2 10   2  10

 T11   21 

10

 T11  210

Nota:

n   p

Lembre-se que    ALTERNATIVA: B QUESTÃO 31

n! p !(n  p)!

10

10

é

nulo,

De

Resolução: Tomando B como o preço do bolinho e S como o preço do sorvete, podemos montar o seguinte sistema de equações:

5B  2S  13,75  14B 2S  29,50 15,75 -9B=-15,75  B=  B=1,75 9 Substituindo, por exemplo, o valor de B na equação 7B  S  14,75, teremos: 5B  2S  13,75  7B  S  14,75  (2)

S  14,75 - 7  1,75  S  14,75 - 12,25  S=2,50

ALTERNATIVA: C

QUESTÃO 32

Resolução:

O volume de um cubo de aresta

a é dado por Vcubo  a 3 . Então, a

partir do enunciado:

a 3  1 m3  a  1 m

Ilustração 5

Cálculo da altura: Pela figura dada, é imediato que a altura ( h ) da pirâmide corresponde a altura de 5 cubos, já que ela é construída a partir de 5 níveis, cada um com a altura de 1 cubo. Portanto:

h  5a  h  5 m Cálculo da volume: Apenas por comodidade consideremos o nível mais alto como sendo o primeiro. Assim:

  2º nível ------9 cubos  3   3º nível ------25 cubos  52 Total  165 cubos 4º nível ------49 cubos  72  5º nível ------81 cubos  92  Ora, como o volume de cada cubo é 1m3 :

1º nível ------1cubo  12

2

V piramide  165 Vcubo  V piramide  165m3 2 NOTA: Observe que o número de cubos em cada nível é dado por S n  (2n  1) .

ALTERNATIVA: D

FÍSICA

QUESTÃO 01

Resolução:

Ilustração 6

A ilustração 6 nos fornece as forças que atuam no sistema. Uma vez que, segundo o enunciado, o astronauta está em queda e sujeito a uma aceleração igual a g LUA , teremos:

PA T  M A   A  (2) 2PA 2T  2M A   A   2T  PC  mC  C  2T  PC  mC  C 2PA  PC  2M A   A  mC  C (i)

Precisamos agora determinar a relação que existe entre as acelerações do astronauta (  A ) e a do contrapeso ( C ). Para isso vamos nos valer do vínculo geométrico existente entre eles, isto é, de se apresentarem unidos por fios ideais.

Ilustração 7

Considere agora a posição dos corpos em dois momentos consecutivos, t 0 e t (ilustração 7). Sendo o fio ideal (inextensível), o seu comprimento terá sempre um mesmo valor K. Assim:

Num instante t 0 :

L A +L B +L C +2L D = K

Num instante t : L A+L B +L C +2L D = K Subtraindo essas equações, membro a membro:

(L A -L A )+2(LD -L D )= 0

Como o percurso é retilíneo, as diferenças no primeiro membro equivalem aos vetores deslocamentos dos corpos. Então, podemos escrever:

d A  2d D  0  d A  2d D Logo, o deslocamento experimentado pelo astronauta ( dastronauta ) é o dobro daquele que experimenta o contrapeso ( d contrapeso ), sendo o sinal negativo a indicação de que os movimentos ocorrem em sentidos opostos: enquanto o astronauta desce na vertical, o contrapeso sobe na vertical. Daí é possível inferir as seguintes relações para os módulos dos deslocamentos, das velocidades e das acelerações num intervalo de tempo t :

 dastronauta  2d contrapeso (ii)  d astronauta =2d contrapeso 

d astronauta 2d contrapeso =  v astronauta  2v contrapeso (iii) t t

 v astronauta =2v contrapeso 

v astronauta 2vcontrapeso =   astronauta  2contrapeso (iv) t t

Finalmente substituindo (iv) em (i):

2PA  PC  2M A   A  mC  C  2M A  g  mC  g  2  M A   A  mC 

A 2

m    g  2M A  mC    2M A  C    A  2  E como pelo enunciado  A  g lunar  0,2g : m    g  2M A  mC    2M A  C   0,2 g  2M A  mC  0,4M A  0,1mC  2  1,6 1,6  mC  M A  mC   220  mC  320 kg 1,1 1,1

ALTERNATIVA: A

QUESTÃO 02

Resolução: Uma vez que o movimento do astronauta é um movimento acelerado de queda na vertical, isto é, um MUV com aceleração de módulo  A  g lunar  0,2g  2 m/s2 , podemos empregar a equação horária do espaço para determinar o tempo de queda. Assim, lembrando que pelo enunciado V 0  0 .

S  v ot 

g lunar 2

2 2

t 2  S  t 2  t  S (*)

Precisamos agora determinar a distância S percorrida pelo centro de massa do astronauta até o momento em que o sistema atingiu a configuração descrita. Para tanto, nos valhamos da ilustração 8.

Ilustração 8

Da análise é imediato que:

 A  C  9,0   A   A  C  C   9,0  4,5   A   A  4,5  C   C        4,5  A C

 

Por outro lado,  A   A  S  d Astronauta e  C    C  d contrapeso . Daí:



A

  A  4,5  C   C  d Astronauta  4,5  d contrapeso

E como já foi provado em (ii) que, devido ao vínculo geométrico, d contrapeso =  S  3S  4,5   2  2

d Astronauta  4,5  d contrapeso  S  4,5    S  3 m

Finalmente substituindo o valor de S em (*) teremos:

t  S  t  3  t 1,7 s

ALTERNATIVA: D

dastronauta : 2

QUESTÃO 03

0 0 0 0

0

Resolução: Como já foi visto, devido ao vínculo geométrico, astronauta  2contrapeso para qualquer aceleração a qual o astronauta possa estar submetido. Por essa relação, podemos ver que os corpos apresentarão o mesmo valor de aceleração quando estas forem nulas, isto é, quando o sistema estiver em repouso ( astronauta  contrapeso  0 ). Já para o sistema acelerado (situação descrita) as acelerações sempre serão distintas. Quando não existia atrito, as acelerações do astronauta e do contrapeso eram respectivamente 0,2gTerra e 0,1gTerra . Sendo a força de atrito uma força dissipativa (retira energia do sistema), pelo teorema da energia cinética é certo que, devido a ela, os corpos terão suas velocidades reduzidas e consequentemente as suas acelerações. De modo que é possível supor que as novas     astronauta e contrapeso =2contrapeso (com astronauta ) terão valores menores que aquelas que tinham na ausência de atrito.

ALTERNATIVA: B

QUESTÃO 04

Resolução: O gráfico fornece uma corrente constante de intensidade I  tensão de alimentação é de U  220V . Logo:

600  P  600W 220 E como E  P  t , resulta:

P  U  I  P  220 

E  600  (2  30)  E  36000 Wh  36 kWh Uma vez que é cobrado R$ 0,50 por kWh: Economia =36  0,50  Economia =R$ 18,00 ALTERNATIVA: A

600 A . Além disso, é dito que a 220

QUESTÃO 05

Resolução: Em primeiro lugar, precisamos lembrar que a altura do som (qualidade fisiológica) está intimamente ligada com a propriedade física frequência. Dizemos que o som é mais alto (agudo) quanto maior for sua frequência e mais baixo (grave) quanto menor for a sua frequência.

Ilustração 9

Se a ambulância e os amigos estivessem parados eles ouviriam o som com a mesma frequência que foi produzida pela fonte F (sirene). Como pelo enunciado, o amigo 1 ouve um som mais agudo (de maior frequência) ele deve ser atingido por um número maior de frentes de onda que o amigo que 2 . Para isso, devemos ter a configuração apresentada na ilustração 9. ALTERNATIVA: D

QUESTÃO 06

0

 0

0

10



 15     0 

0 2

  

 10   10    0  15     0 

0 2

0

  2 

  15 

  10   10

Resolução: Para encaixar a chapa no furo a sua área final deve corresponder a área do furo, isto é,  

2 0

Logo:

 

0

    

 

 

 

0

2   0 3

0

  3

0

   3

0



2  3

0

 2 0

0

10

0

   1  

    15   1  2 0 10 0

  2   0   15   0      15  

0

 0

     

       

0

2

2 0 0

ALTERNATIVA : C QUESTÃO 07

2

  1 

2

 0

0

1 10

1

   

0

   2  0     15     0 

 2

 15 2  0      15  2  0  



2

0

0

  2  2

2 0

Resolução: Exigiam-se aqui conhecimentos sobre a transformação da energia, sendo que o próprio texto introdutório já dava subsídios para se chegar à resposta. Bastava lembrar que as fontes renováveis não são poluentes. ALTERNATIVA : E

QUESTテグ 08

Resolução: O gráfico e o texto não deixam dúvida:   

De 0 até 4°C o volume da água diminui com o aumento da temperatura. A partir de 4°C o volume da água aumenta com o aumento da temperatura. A variação do volume da água em função da temperatura não é uma função linear (cujo gráfico é uma reta), já que o gráfico fornecido é uma curva.

Uma vez que densidade (  ) e volume (V) estão relacionados por  

, para uma massa

constante de água, a densidade e o volume serão grandezas inversamente proporcionais, isto é, o aumento de uma delas implica redução da outra. Assim, caso desejássemos construir um gráfico relacionando densidade e temperatura:   

De 0 até 4°C a densidade da água aumentaria com o aumento da temperatura. A partir de 4°C a densidade da água diminuiria com o aumento da temperatura. O gráfico seria uma curva, já que dizer que duas grandezas são inversamente proporcionais apenas implica dizer que seus valores numéricos são inversos. O mesmo não pode ser dito sobre o comportamento dessas grandezas em relação a um parâmetro externo. Na verdade, na maioria dos casos, as grandezas compartilham das mesmas propriedades com esse parâmetro externo (no nosso caso, tanto o volume como a densidade compartilham do comportamento não linear em relação ao aumento da temperatura)

Ora essa situação está perfeitamente representada no gráfico que é dado na alternativa B. ALTERNATIVA : B

QUÍMICA QUESTÃO 09

Resolução: Questão que versava sobre atualidades envolvendo a química da limpeza (sabões e detergentes). I – Correta O xampu é um tipo de “sabão” (sal orgânico formado a partir de um ácido graxo). Os sais orgânicos, por sua vez, são formados por uma cadeia carbônica apolar (solúvel em gordura) e pelo grupo carboxílico altamente polar (solúvel em água). É justamente a parte apolar do sal que atrai as gotículas de gordura, fazendo com que essas fiquem aderidas ao sal. Assim, ao ser eliminado pela água (a parte polar do sal adere à água) o sal remove as gorduras. II – Correta  



106

 106 6

III – Correta H H3C (CH 2)14

CH2

+

N H

O CH2 C O

-

Ilustração 10

O surfactante mencionado é um íon dipolar no qual o grupo carboxila está presente como um íon carboxilato (em azul) e o grupo amino aparece como íon amínio (em vermelho): o que sugere que é um íon derivado de um aminoácido (íons conhecidos como zwitterions). Os zwitterions são, de fato, anfotéricos, uma vez que em meio ácido atuam como uma base de Brönsted-Lowry (recebem prótons H ) e em meio básico agem como ácido de Brönsted-Lowry (doam prótons H ). IV – Correta Estando o cabelo “eletrizado” com carga negativa (ânions), devemos empregar portadores de cargas positivas (cátions) para e “neutralização”. ALTERNATIVA: E

QUESTÃO 10

Resolução: Escrevamos a reação de decomposição:   

1      

28

ALTERNATIVA : A

100 56 56   20  5

224 28

28

QUESTÃO 11

 

 0 00

 0

 

 

 

 

 

 

 

 0

 

Resolução: Para determinar o sentido das reações precisamos determinar inicialmente quem sofre redução (agente oxidante) e quem sofre oxidação (agente redutor). Do conhecimento da tabela de potenciais de redução ( ) sabemos que sofrerá redução o elemento (ou substância) que apresentar o maior valor de

. Ou seja, o elemento (ou substância) que tiver maior valor de

manterá sua reação direta (sentido da redução), enquanto que o elemento (ou substância) que apresentar o menor valor para terá reação invertida (sentido da oxidação). Da comparação dos elementos (substâncias), tomados dois a dois, teremos:

 

 

 

 0 00 

 0 00 

 

 0

 

0

Assim, perceba que sendo   0 ambas as reações são espontâneas. No entanto, apenas a reação 2 foi corretamente apresentada na alternativa D. ALTERNATIVA : D

QUESTÃO 12

Resolução: Supondo que o gás mencionado seja um gás ideal, ele obedece à equação

P0V 0 PfVf . Como pelo  T0 Tf

enunciado Pf  3P0 e Tf =T0 , teremos:

P0V 0 3 P0Vf P0V 0 PfVf V     Vf  0 T0 Tf 3 T0 T0 Assim, verifica-se que o volume do gás sofrerá redução a

A alternativa D fala em redução em

1 do valor original. 3

1 do valor original. Matematicamente esta expressão 3

V 2V 2V 1 ” daria a possibilidade que o volume final deveria ser 0 , pois: Vo  o  o . 3 3 3 3 Mas como não existia essa alternativa, era possível supor que se tratava de uma falha de digitação. “redução em

Portanto, verifica-se que houve um equivoco no uso da preposição “em”, que terminou por gerar ambiguidade. Melhor seria dizer “redução a” ou “redução para”. ALTERNATIVA : D

QUESTÃO 13

Resolução: Escrevamos a equação de combustão do metano: H H

C

H

+

2 O2

O

C

O

+

2 H2O

H Ilustração 11

Assim, observa-se que no metano o carbono (em vermelho) apresenta somente ligações simples com um arranjo tetraédrico da molécula. Já no dióxido de carbono, o carbono (em azul) apresenta duas ligações duplas com um arranjo linear da molécula. Desse modo, no metano a hibridação é sp3 e no dióxido de carbono a hibridação é sp . ALTERNATIVA: C NOTA: Quando falamos de arranjo, estamos nos referindo ao modo como os átomos estão dispostos no espaço. Aqui apenas fizemos menção a esses arranjos em função do tipo de hibridização que os origina. Contudo, não os representamos. A representação acima é a estrutura plana e não o arranjo dos átomos.

QUESTÃO 14

Resolução: Uma vez que os produtos da combustão completa de um hidrocarboneto são amplamente conhecidos (dióxido de carbono e água), nos concentraremos apenas nas outras três reações de oxi-redução. Escrevendo cada uma delas:

Oxidação branda CH3 H

H H3C

C

1

2

H

C

C

3

CH3

4

5

+ [O] +

H3C

H2O

1

CH C 2

3

C 4

CH3 5

OH OH H

CH3 H

3-metil-pent-2-eno

3-metil-pentan-2,3-diol

Ozonólise H H3C

C

C

C

H

CH3 H

CH3

O

O3 H3C

C H

O

O

H

C

C

O H3C

CH3

+

C

H

CH3 H etanal

H3C

C

C

C

H

CH3 H

O CH3

+ 3[O]

H3C

OH ácido etanóico

Ilustração 12

ALTERNATIVA: A

+

C

O

H

C

C

CH3 H butanona

H

C

C

CH3

CH3 H butanona

Oxidação enérgica H

O

CH3

QUESTÃO 15

Resolução: I – INCORRETO A molécula em questão é um aldeído e, portanto, não apresenta hidrogênios ionizáveis. II – INCORRETO O carbono 1 pertence a carbonila aldeídica. III – CORRETO

Os quatro ligantes do carbono 2 são todos distintos entre si e, portanto, trata-se de um carbono quiral. IV – INCORRETO Os carbono 2 e 3 apresentam somente ligações simples e, assim, estão hibridizados em sp3 . Já o carbono 1 possui uma ligação dupla, estando hibridizado em sp2 . V – CORRETO Apresentará isomeria geométrica a molécula que possuir pelo menos uma ligação dupla entre os carbonos de sua cadeia. Como isso não ocorre, a molécula citada não apresenta esse tipo de isomeria. Na verdade, devido a presença do carbono quiral, a molécula apresentará é isomeria óptica. VI – CORRETO

Uma vez que a molécula apresenta o grupo carbonila (dipolo), espera-se que a interação entre elas seja, de fato, do tipo dipolo-dipolo.

Ilustração 13-Momento dipolo da cabonila

ALTERNATIVA: B

QUESTÃO 16

Resolução: Vamos escrever a equação da reação que ocorreu:

2HCl(aq) +Mg(s)  MgCl2(aq) +H2(g) Considerando o ácido como 100% ionizado podemos reescrever essa equação como:

2H+(aq) +2Cl(aq) +Mg(s)  Mg2(aq) + 2Cl(aq) +H2(g)  2H+(aq) + Mg(s)  Mg2(aq) +H2(g)  Ora as duas últimas equações químicas evidenciam que: 

[Cl- ]=constante

[H+ ]= diminui (o reagente vai sendo consumido)

[Mg++ ]= aumenta (o produto vai sendo formado)

Assim, dos gráficos apresentados somente aquele que aparece na letra E relaciona corretamente a variação das concentrações no decorrer do tempo.

ALTERNATIVA : E

BIOLOGIA QUESTテグ 17

Resolução: A - INCORRETA Um grupo monofilético deve incluir todos os descendentes de um ancestral comum exclusivo. Como no cladograma cada bifurcação indica o ancestral comum e o processo de especiação, em I verifica-se que lagartos, serpentes e tartarugas possuem ancestral comum. Já em II, isso não ocorre, dado que há um ancestral que origina tartarugas e um ancestral que origina lagartos e serpentes. Sendo ainda que em II o ancestral dos lagartos e serpentes também é ancestral de crocodilos, dinossauros e aves, não sendo, portanto, exclusivo.

Ilustração 14

B - INCORRETA

Archaeossauria corresponde taxonomicamente a uma subclasse. C - INCORRETA A filogenia I não está organizada em função das novidades evolutivas, não sendo, portanto, um esquema de cladística. D - INCORRETA

Archaeossauria corresponde taxonomicamente a uma subclasse E - CORRETA

ALTERNATIVA : E

QUESTÃO 18

Resolução: Aqui evidentemente se exigiam conhecimentos específicos sobre o grupo das angiospermas. No entanto, mesmo para o candidato menos versado em botânica a resposta correta podia ser obtida, dentre outros modos, pela associação do termo gine (=feminino) – daí a palavra ginecologista: médico que trata da saúde da mulher - com as estruturas óvulo, ovário. Ou seja, essa associação permitia ao candidato inferir que II era o gineceu: correspondência que só aparece em B. ALTERNATIVA : B

QUESTÃO 19

Resolução: A teoria de Darwin baseia-se no mecanismo de seleção natural, isto é, no fato de que na natureza somente os mais aptos sobrevivem e deixam filhos. As demais alternativas, embora apresentem conceitos consistentes com as teorias evolutivas, fazem referência ou ao Lamarckismo (A,B e C) ou ao neodarwinismo (E). ALTERNATIVA : D

QUESTÃO 20

Resolução: O blastocisto (também conhecido como blastócito ou blástula) corresponde ao segundo estágio de desenvolvimento do embrião. Nesse estágio observa-se uma camada mais externa de células denominada trofoblasto, que dá origem ao córion, e o embrioblasto, que formará o embrião propriamente e os seus anexos. O trofoblasto, por sua vez é formado por duas camadas:a externa que corresponde a uma massa de citoplasma plurinucleada (sinciciotrofoblasto) e a interna (citotrofoblasto). Já o embrioblasto forma outras duas camadas: o epiblasto, que participa da formação do embrião e do âmnio, e o hipoblasto, que participa da formação da vesícula vitelínica e da alantoide.

ALTERNATIVA: A

QUESTÃO 21

Resolução: Nas ilhotas pancreáticas encontramos as células beta, que produzem a insulina e as células alfa, que produzem o glucagon. Enquanto a insulina promove a redução da taxa de glicose que está no sangue (conseguida graças ao fato desse hormônio facilitar a entrada no açúcar nas células do corpo), o glucagon causa o efeito contrário, isto é, causa a elevação da taxa de glicose no sangue. De modo que, para o bom funcionamento do organismo, é necessária uma ação casada dos dois hormônios. Falhas nos mecanismos de produção deles podem, por exemplo, proporcionar hipoglicemia ou hiperglicemia.

ALTERNATIVA : C

QUESTÃO 22

Resolução: A – INCORRETA O tecido cartilaginoso não é vascularizado. A alimentação dele se dá por difusão através do pericôndrio. B – CORRETA C – INCORRETA As células musculares são, em geral, muito comprimidas e mono (liso, cardíaco) ou plurinucleadas (esquelético) D – INCORRETA Nos vertebrados o sistema nervoso central é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal. E o sistema nervoso periférico por nervos e gânglios nervosos.

E – INCORRETA De fato o tecido epitelial forma glândulas responsáveis pela produção de secreções conhecidas como hormônios. Porém, tais secreções são essenciais e benéficas a homeostase do organismo.

ALTERNATIVA: B

QUESTÃO 23

Resolução: H3C CH3

CH3 CH3

CH3

HO

colesterol Ilustração 15

O colesterol é um lipídio complexo do grupo dos glicerídeos (classe dos esteroides) e de origem animal. É de suma importância para o organismo dado que é um componente estrutural das membranas celulares e que age como precursor de outros esteroides como a vitamina D e os hormônios sexuais estrógeno, progesterona e testosterona. O transporte do colesterol no organismo é feito pelas lipoproteínas (HDL, LDL), sendo que a HDL (colesterol bom) não se deposita nas artérias e o leva para o fígado para ser eliminado, enquanto que a LDL (colesterol ruim) pode provocar o acúmulo de gordura nas artérias, comprometendo o funcionamento do coração e em consequência ocasionando uma série de doenças cardiovasculares.

OH CH3

OH CH3

CH3

O

HO

Testosterona

Estradiol (estrógeno) CH3

CH3

CH3

H3C

CH3

H3C

CH3

CH3

CH3

CH3

CH2

HO O

Pró-vitamina D2

vitamina D2 HO

H3C

O

CH3 CH3

O

Progesterona Ilustração 16

ALTERNATIVA: C e D estão corretas Nota1: O que se chama de vitamina D é na verdade uma família de compostos, dos quais os mais importantes são D2 e D3. Por comodidade representamos apenas D2. Nota2: Para estudo aprofundado dos hormônios derivados do colesterol consultar: LEHNINGER, Albert Lester. Princípios de Bioquímica. 4ed. São Paulo: Sarvier, 2006.

QUESTÃO 24

Resolução: A fotossíntese apresenta uma fase fotoquímica ou clara e uma fase química ou escura (também conhecida com ciclo de Kelvin ou das pentoses). Na fase clara ocorre a fotofosforilação, isto é, absorção da energia luminosa num local chamado complexo de antena, bem como a fotólise da água (também conhecida como reação de Hill). Na fase escura ocorre a formação de glicídios a partir do gás carbônico (fixação do carbono). ALTERNATIVA : C

Nota: Quaisquer críticas, sugestões ou inconsistências encontradas nesse material podem ser encaminhadas para o e-mail ronimar@uft.edu.br. Desde já agradeço.


Resolução Comentada - Vestibular UFT 2012.1