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Mestre em Educação, Administração e Comunicação pela Universidade São Marcos (2002);

consultor

de saúde: em prestação de serviços (INOVA Consultoria, Treinamento e Pesquisa) e internacional da Consultoria e Planejamento em Saúde (CONPLASA); assessor do periódico Enfermagem Brasil; gerente da Unidade de ReSP; coordenador da pós-graduação da Universidade Gama Filho – São Paulo; professor-colaborador de pós-graduação da Uni São Paulo – Universidade Gama Filho.

Sonia Maria Rezende Camargo de Miranda

Doutora em Ciências Sociais pela Pontifícia Universi-

Os caminhos da Enfermagem

De Florence à globalização O objetivo desta obra é reunir depoimentos e vivências de vários proWilliam Malagutti Sonia Maria Rezende Camargo de Miranda

fissionais enfermeiros que atuam em diferentes segmentos, valorizando os bastidores da profissão, além de desmistificar seu papel. O enfermeiro é um profissional conhecido pela comunidade como “aquele que administra medicamentos e faz a higienização dos pacientes”, ou “aque-

Os caminhos da Enfermagem

ferência Saúde do Idoso – URSI AS – SMS/

Esta obra reflete a grande diversidade e a riqueza de experiências do enfermeiro, muitas vezes pouco conhecidas até por outros colegas, e tem por finalidade compartilhar informações importantes e inovadoras para o crescimento de todos os profissionais. O livro identifica caminhos que fazem da Enfermagem brasileira uma das melhores do mundo, não apenas na formação profissional, no saber/fazer e no saber/conhecer, mas no saber/ser enfermeiro, no qual a História da Enfermagem é fundamental, na medida em que legitima a profissão, conferindo-lhe o lastro de suas origens. A reunião de temas tão diversos revela a gama potencial da Enfermagem nacional. Os caminhos da Enfermagem: de Florence à globalização, ao desenhar a atual situação da profissão e ao destacar sua trajetória, contribui para a inserção da Enfermagem na história do cuidado em saúde e caracteriza seu atual papel diante da globalização, impondo-se no campo do cuidar da pessoa saudável ou que enfrenta desequilíbrio no processo saúde-doença.

William Malagutti Sonia Maria Rezende Camargo de Miranda

William Malagutti

le responsável por minimizar a dor dos pacientes”. Não que isso seja de um desvalor, mas esse profissional pode fazer muito mais que prestar um simples cuidado assistencial. O enfermeiro é preparado para avaliar esse cuidado, planejá-lo e fazê-lo de maneira científica, trazendo benefícios a todos os envolvidos nesse processo. Sua imagem está em constante transformação diante das exigências da modernidade.

dade Católica de São Paulo (2006); educadora em Saúde Pública pela Prefeitura Municipal de São Paulo; professora da Universidade Anhembi Morumbi na graduação de Enfermagem e nas demais áreas das Ciências da Saúde; professora da pós-graduação da Universidade Gama Filho no curso de Saúde Pública

ISBN978-8576-55-273-4

e PSF para Enfermeiros e de Enfermagem Obstétrica da Universidade Anhembi Morumbi. 9 788576 552734

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INSTITUTO PHORTE EDUCAÇÃO PHORTE EDITORA Diretor-Presidente Fabio Mazzonetto Diretora-Executiva Vânia M. V. Mazzonetto Editor-Executivo Tulio Loyelo

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Os caminhos da Enfermagem

De Florence à globalização William Malagutti Sonia Maria Rezende Camargo de Miranda

São Paulo, 2010

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Os caminhos da Enfermagem: de Florence à globalização Copyright © 2010 by Phorte Editora Rua Treze de Maio, 596 CEP: 01327-000 Bela Vista – São Paulo – SP Tel/fax: (11) 3141-1033 Site: www.phorte.com E-mail: phorte@phorte.com

Nenhuma parte deste livro pode ser reproduzida ou transmitida de qualquer forma ou por quaisquer meios eletrônico, mecânico, fotocopiado, gravado ou outro, sem autorização prévia por escrito da Phorte Editora Ltda. CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ M196c Malagutti, William, 1956Os caminhos da enfermagem: de Florence à globalização / William Malagutti, Sonia Maria Rezende Camargo de Miranda. - São Paulo: Phorte, 2010. 456p.: il. Apêndice Inclui bibliografia ISBN 978-85-7655-273-4 1. Enfermagem. 2. Cuidados em enfermagem. 3. Serviços de enfermagem - Administração. 4. Administradores de enfermagem. 5. Enfermagem - História. I. Miranda, Sonia Maria Rezende Camargo de. II. Título. 10-1778.

CDD: 610.73 CDU: 616-083

22.04.10 03.05.10

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Impresso no Brasil Printed in Brazil

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Organizadores William Malagutti Mestre em Educação, Administração e Comunicação pela Universidade São Marcos (2002); consultor de saúde: em prestação de serviços (INOVA Consultoria, Treinamento e Pesquisa) e internacional da Consultoria e Planejamento em Saúde (CONPLASA); assessor do periódico Enfermagem Brasil; gerente da Unidade de Referência Saúde do Idoso – URSI AS - SMS/SP; coordenador da pós-graduação da Universidade Gama Filho – São Paulo; professor-colaborador de pós-graduação da Uni São Paulo – Universidade Gama Filho.

Sonia Maria Rezende Camargo de Miranda Doutora em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2006); educadora em Saúde Pública pela Prefeitura Municipal de São Paulo; professora da Universidade Anhembi Morumbi na graduação de Enfermagem e nas demais áreas das Ciências da Saúde; professora da pós-graduação da Universidade Gama Filho no curso de Saúde Pública e PSF para Enfermeiros e de Enfermagem Obstétrica da Universidade Anhembi Morumbi.

Autores Alberto Tesconi Croci Livre-docente pela Universidade de São Paulo (1996); doutor em Ortopedia e Traumatologia pela Universidade de São Paulo (1994); professor-associado do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da Universidade

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de São Paulo; chefe do Grupo de Quadril do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; coordenador do banco de tecidos do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Alessandra da Graça Corrêa Especialista em Enfermagem em Terapia Intensiva pela Universidade de São Paulo (2003); enfermeira case manager do Programa Einstein de Cardiologia do Hospital Israelita Albert Einstein.

Ana Paula Steffens Enfermeira pela Universidade de Caxias do Sul (UCS); mestre em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC – 2006); professora-assistente da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Arlete Mazzini Miranda Giovani Mestre em Ortopedia e Traumatologia pela Universidade de São Paulo (2005); diretora-técnica da Divisão de Enfermagem do Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; coordenadora de Enfermagem do Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; membro do Grupo Técnico de Análises de Compras e Contratação de Serviços do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (CFMUSP-GTAC/CS), responsável pela análise de materiais.

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Carla Andréa Castello Alves Rosa Especialista em Unidade de Terapia Intensiva pela Universidade Federal de São Paulo (2000) e em Emergências/Pronto-socorro, pela Universidade Federal de São Paulo (2000); aprimoramento em Unidade Intensiva pelo Instituto do Coração (1998); enfermeira da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Israelita Albert Einstein.

Carmen Mohamad Rida Saleh Mestre em Enfermagem na Saúde do Adulto pela Universidade Federal de São Paulo (2003); especialista em Gerenciamento de Serviços de Enfermagem pela Faculdade do Hospital Israelita Albert Einstein (2008); diretora-técnica de Saúde da Divisão de Enfermagem do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; instrutora do Trauma Life Support for Nurses (TLSN).

Cristiane Sanchez Mestre em Assistência de Enfermagem ao Adulto Institucional pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (2000); especialista em Acupuntura pela Associação Brasileira de Acupuntura (2004); enfermeira fiscal do Conselho Regional de Enfermagem.

Ednaldo Cavalcante de Araújo Pós-doutor pela Universidade de Sorbonne, Paris (2008); doutor em Enfermagem pela Universidade Federal de São Paulo (2001); coordenador do Curso de Especialização em Saúde do Adolescente da Universidade Federal de Pernambuco; pesquisador CNPq.

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Edvaldo Leal de Moraes Mestre em Administração em Serviços de Enfermagem pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (2007); enfermeiro do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Eliana Rodrigues Carlessi Mayor Especialista em Administração Hospitalar (1995) e em Enfermagem Médico-cirúrgica pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (1990); diretora técnica de Divisão de Saúde da Divisão de Enfermagem do Instituto Central do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Eliana Suemi Handa Okane Mestre em Enfermagem pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (2004); professora-associada ao Instituto Nacional de Educação em Saúde – Cursos de ensino em saúde Ltda. – Brasil; professora do Centro Universitário São Camilo – São Paulo.

Elide Leyla Martinez Moscatello Mestre em Enfermagem pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (2007); especialista em Administração Hospitalar pela Universidade de Ribeirão Preto (1998); gerente de Enfermagem do Hospital A. C. Camargo.

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Eunice Francisca Martins Doutora em Enfermagem em andamento, pela Universidade Federal de Minas Gerais; mestre em Enfermagem pela Universidade Federal de Minas Gerais (2002); professora-assistente da Universidade Federal de Minas Gerais.

Fernanda Moura Lanza Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal de Minas Gerais (2009); enfermeira na Maternidade Municipal de Contagem e na Prefeitura Municipal de Nova Lima; membro do Comitê de Prevenção da Mortalidade Materna e Infantil do Município de Nova Lima.

Francisco Carlos Félix Lana Doutor em Enfermagem pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto – Universidade de São Paulo (1997); professor-associado II do Departamento de Enfermagem Materno-infantil e Saúde Pública da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais; editor-geral da Revista Mineira de Enfermagem; coordenador da Biblioteca Virtual em Saúde – Enfermagem (BVS Enfermagem).

Genival Fernandes de Freitas Pós-doutor pela Universidad de Alicante, UA, Espanha (2007); doutor em Enfermagem pela Universidade de São Paulo (2005); docente da Universidade de São Paulo; membro-titular representante da categoria de Professor Doutor no Conselho do Departamento de Orientação Profissional da Escola de Enfermagem de São Paulo.

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Graziela G. Maragni Graduada em Enfermagem pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo; enfermeira encarregada do banco de tecidos do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Jessé de Souza Ferreira Especializado em Marketing pela FGV (MBA); Pós-graduado em Estomaterapia pela USP; graduado em Enfermagem pela Universidade do Grande ABC; e tesoureiro da SOBEST – Sociedade Brasileira de Estomaterapia.

José Maria Peres Moreno Junior Mestre em Gestão de Tecnologias em Saúde em andamento pela Universidade Federal de São Paulo e em Economia da Saúde pela Universidade Federal de São Paulo (2002); membro da coordenação de ensino e pesquisa da Sociedade Brasileira de Enfermeiros Auditores em Saúde; presidente da Associação de Estudos e Pesquisa em Saúde (AEPES).

Júlio César de Oliveira Shinzato Auxiliar de Enfermagem do banco de tecidos do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas – Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Lilia de Souza Nogueira Doutoranda em Enfermagem na Saúde do Adulto pela Universidade de São Paulo; mestre em Enfermagem na Saúde do Adulto pela Universidade de São Paulo (2008).

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Liliane Bauer Feldman Doutoranda em Enfermagem pela Universidade Federal de São Paulo; mestre em Ciências da Saúde pela Universidade de Guarulhos (2003); membro do Grupo de Estudo e Pesquisa em Administração dos Serviços de Saúde e Gerenciamento de Enfermagem (GEPAG) e do Grupo de Estudo e Pesquisa em Avaliação dos Serviços de Saúde (GEPAVSE) da Universidade Federal de São Paulo.

Lucimara Duarte Chaves Mestre em Enfermagem pela Universidade de São Paulo (2001); coordenadora do Curso de Graduação em Enfermagem da Faculdade Santa Marcelina; professora-titular da Universidade Municipal de São Caetano do Sul; membro do Conselho Fiscal da Sociedade Brasileira Para o Estudo da Dor.

Luiz Augusto Ubirajara Santos Mestre em Ortopedia e Traumatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2007); aperfeiçoamento em Capacitação em Banco de Tecidos pela International Atomic Energy Agency (IAEA), Áustria (2002); responsável-técnico e pesquisador do banco de tecidos do Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Marcelo Chanes Doutorando em Enfermagem pela Universidade de São Paulo; mestre em Enfermagem pela Universidade de São Paulo (2005); vice-presidente da Sociedade Brasileira de Educação Continuada; coordenador-executivo da NANDA-I Network: Brasil; presidente da Asociación Latinoamericana de Taxonomia y Diagnostico Enfermero.

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Marcelo Moock Especialista em Terapia Intensiva pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (1982); coordenador da UTI Adulto do Hospital Geral de Pedreira, em São Paulo; responsável-técnico da UTI de Adultos do Hospital Geral do Grajaú, em São Paulo; professor-assistente e chefe das disciplinas de Urgência e Emergência e Medicina Intensiva da Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro, em São Paulo.

Márcia Makdisse Doutora em Medicina (Cardiologia) pela Universidade Federal de São Paulo (2005); mestranda (MBA Executivo) em Gestão da Saúde pelo Instituto de Ensino e Pesquisa (INSPER/SP); gerente-médica do Programa de Cardiologia do Hospital Israelita Albert Einstein.

Marco Antonio de Moraes Doutor em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (2006); coordenador do Grupo de Enfermeiros do Trabalho da Associação Nacional de Enfermagem do Trabalho (ANENT); responsável pelo Comitê de Ensino e Pesquisa da Associação Nacional de Enfermagem do Trabalho.

Maria Antonia Dias Andrade Mestre em Hospitalidade pela Universidade Anhembi Morumbi (2005); professora do Centro Universitário São Camilo, da Universidade Paulista e da Universidade São Francisco de Bragança Paulista.

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Maria das Graças Silva Matsubara Especialista em Dermatologia e Administração Hospitalar; coordenadora da Educação Continuada do Hospital A. C. Camargo.

Maria Lúcia Alves Pereira Cardoso Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal de São Paulo (2006); MBA em Gestão de Saúde pela Fundação Armando Álvares Penteado (2003); gerente de Enfermagem do Hospital e Maternidade São Luiz – Unidade Itaim; membro efetivo do Grupo de Estudos e Pesquisa em Administração dos Serviços de Saúde e Gerenciamento de Enfermagem (GEPAG) e Assessora Técnica Científica do Grupo de Estudos e Pesquisa em Avaliação da Qualidade em Saúde e Enfermagem (GEPAV – SE), ambos da Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina – Departamento de Enfermagem.

Maria Lúcia de Barros Mott Pós-Doutora pela Universidade de São Paulo (2000); doutora em História Social pela Universidade de São Paulo (1998); pesquisadora do Instituto de Saúde (Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo).

Paula Gonçalves de Freitas Mestranda em Psicologia Clínica pela Universidade de São Paulo (2005); especialista em Psicologia Hospitalar pela Universidade de Santo Amaro (2001).

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Raimunda Germano de Medeiros Doutora (1990) e mestre (1983) em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (1990); professora adjunta da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Rosana Chami Gentil Doutoranda em Enfermagem pela Universidade Federal de São Paulo; mestre em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de São Paulo (2005); e em Administração Hospitalar pela Faculdade de Saúde São Camilo (1992); coordenadora do Curso de pós-graduação do Curso de Especialização em Enfermagem em Emergência da Universidade de Santo Amaro; professora de graduação da Universidade de Santo Amaro.

Sarah Munhoz Doutora em Enfermagem pela Universidade Federal de São Paulo (2006); professora-adjunta na disciplina de Administração na Faculdade de Enfermagem da Universidade de Santo Amaro; presidente da Associação Brasileira de Enfermagem – Seção São Paulo – Gestão 2008-2010.

Sérgio Ribeiro dos Santos Doutor em Sociologia (2008) e Ciências da Saúde em pela Universidade Federal da Paraíba (2002); professor-associado I da Universidade Federal da Paraíba.

Solange Aparecida Caetano Graduada em Direito pela Universidade São Marcos; especialista em Enfermagem Médico-cirúrgica pela Universidade da Cidade de São Paulo (1992); graduada em

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Enfermagem pela Universidade do Sagrado Coração – Bauru (1988); presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo – SEESP.

Colaboradores Fernando Ramos Porto (Tributo à Anna Nery) Pós-doutor em Enfermagem pela Escola de Enfermagem da USP; vice-diretor da Escola de Enfermagem Alfredo Pinto – UNIRIO; professor-responsável pela disciplina Gerência de Enfermagem na Atenção à Saúde da Mulher e da Criança; editor-chefe da Revista de pesquisa: cuidado é fundamental (online); membro-fundador do Núcleo de Pesquisa em História da Enfermagem Brasileira (NUPHEBRAS) da EEAN – UFRJ e do grupo Laboratório de Pesquisa de História da Enfermagem (LAPHE) da EEAP – UNIRIO; vice-líder do grupo de pesquisa Laboratório de Abordagem Cientifica na Enfermagem (LACENF) CNPq – EEAP – UNIRIO.

Maria José López Montesinos (Apresentação) Doutora em Enfermagem; licenciada em História da Arte; professora-titular da Escola de Enfermagem da Universidade de Murcia; diretora da revista Enfermagem Global.

Neide de Souza Praça (Prefácio) Livre-docente pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (2005); doutora em Enfermagem pela Universidade de São Paulo (1998); professora-associada da Universidade de São Paulo.

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Paulo Fernando de Souza Campos (Posfácio) Pós-doutor pela Universidade de São Paulo (2006); doutor em História pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (2003); pesquisador do Grupo de Pesquisa História e Legislação da Enfermagem – ENO/EEUSP/CNPq; pesquisador-associado do Núcleo Negro da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” para Pesquisa e Extensão – NUPE/PROEX/UNESP.

Tatiane Ott (Tributo à Anna Nery) Enfermeira de apoio gerencial do Hospital São José – Complexo Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre.

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Dedicatória À minha querida mãe, Odete Amábile Malagutti (in memoriam), pela beleza de ser que conheci. A Elaine, Mariana, Letícia e Gabriel, pelo grande orgulho de conviver no cotidiano. William Malagutti

Aos meus pais (in memoriam), pela força e coragem de nunca desistir. Ao Fernando, à Christiane e à Fabiana, pelo incentivo e apoio constante. Sonia Maria Rezende Camargo de Miranda

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Prefácio No século XXI, a globalização concretiza-se como poderoso meio de interligação entre os povos. No campo biomédico, o desenvolvimento e a utilização de tecnologias empregadas na atenção ao indivíduo com agravos à saúde oferecem padrão elevado para o bem-estar, o conforto e a sobrevida do paciente. A Enfermagem acompanhou esta evolução, diversificou-se e incorporou as novas tecnologias no cuidar da pessoa, contribuindo, assim, para maior monitoramento e qualidade de atenção do indivíduo que vivencia o processo saúde-doença. No período compreendido entre o século XIX e a era da globalização, a Enfermagem percorreu um longo caminho. A evolução percebida nessa trajetória, com a incorporação de novas tecnologias no cuidar da pessoa, reforçou o indispensável papel do enfermeiro como agente cuidador, tanto nas instituições de saúde como na intermediação entre estas e a comunidade, e agregou a atenção a grupos culturais específicos. A incorporação de atividades geradas pelo mundo moderno, tais como o gerenciamento dos serviços e da assistência de Enfermagem, com o apoio das ações administrativas nas quais a tecnologia se faz presente, possibilita o cuidar da pessoa com qualidade. Em sua trajetória histórica, a Enfermagem se viu compelida a implementar e desenvolver rígidos princípios morais e éticos. Viu-se, também, diante da necessidade de organização dos profissionais em órgãos associativos representativos da categoria e que contribuíram para a consolidação da profissão. Agrupar, em um livro, capítulos que mostrem os caminhos percorridos pela Enfermagem desde o século XIX, quando passou a ser considerada como Enfermagem moderna, até a contemporaneidade, quando os mais recentes campos de atuação do enfermeiro se agregam ao processo de globalização, é tarefa empreendedora que demonstra a preocupação dos autores com o papel da Enfermagem na sociedade. Este livro, ao desenhar a atual situação da profissão, bem como ao destacar a trajetória por ela percorrida, contribui para a inserção da Enfermagem na história do cuidado em saúde, assim como caracteriza seu atual papel, diante da globalização, impondo-se no campo do cuidar da pessoa saudável ou que enfrenta desequilíbrio no processo saúde-doença. Neide de Souza Praça

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Apresentação Quando se fala de História da Enfermagem, sempre se faz referência ao enfermeiro como um profissional preparado através dos séculos para prestar assistência a sua grande amplitude de pacientes. Esse cuidado perpassa pelo início da vida com os cuidados ao recém-nascido e termina no ciclo vital que se encerra cronologicamente com a senescência. Durante esse ciclo vital, observam outras maneiras de ofertar esse cuidado, seja para pacientes crônicos, seja para portadores de transtornos mentais, pacientes oncológicos e outros que estão inseridos na atenção primária à saúde. Quando se pronuncia a palavra enfermeiro, ela remete à imagem da precursora Florence Nigthingale, com sua lâmpada iluminando seu caminho entre os soldados feridos, aquecendo-se do frio incessante na localidade da Crimeia (atualmente uma República autônoma da Ucrânia, localizada no Mar Negro). Seu referencial era sua determinação, abnegação e afinco, cuidando dos soldados na guerra. Observa-se, ao longo do tempo, que o processo de cuidar evoluiu muito e passou por grandes transformações até atingir uma grande diversidade de atuação do profissional enfermeiro. Diante dessa diversidade, é necessário que o profissional adquira não só competências técnicas, mas também ético-relacionais, para um bom desempenho de suas atividades, sejam elas assistenciais ou de gestão. Inúmeras mudanças ocorrem no contexto atual da saúde e exigem profissionais e serviços com respostas diferenciadas, criativas, para dar conta dessas peculiaridades e necessidades em todas as dimensões do cuidar, principalmente no que diz respeito à eficiência, à eficácia e à efetividade da atenção prestada. Pensando nessa premissa, surgiu a ideia de se fazer uma obra apresentando a todos os que se interessam por essa temática, tanto profissionais que atuam na assistência direta aos pacientes quanto aqueles que ocupam cargos gerenciais, ou ainda aqueles responsáveis pela formação de futuros enfermeiros, ou discentes de Enfermagem de uma maneira geral, a grande diversidade da atuação do enfermeiro no cenário da saúde, desde o início da profissão até os tempos atuais. O objetivo desta obra é reunir depoimentos e vivências de vários profissionais enfermeiros que atuam em diferentes segmentos, valorizar os bastidores da profissão, além de desmistificar seu papel. O enfermeiro é um profissional conhecido pela comunidade como “aquele que administra medicamentos e faz a higienização dos pacientes”, ou “aquele responsável por minimizar a dor dos pacientes”. Não que isso seja de um desvalor,

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mas o enfermeiro pode fazer muito mais do que prestar um simples cuidado assistencial. Ele é preparado para avaliar esse cuidado, planejá-lo e fazê-lo de maneira científica, trazendo benefícios a todos os envolvidos nesse processo. A imagem do enfermeiro está em constante transformação diante das exigências da modernidade. Esta é uma obra que reflete a grande diversidade e riqueza de experiências, muitas vezes pouco conhecida até por outros colegas e que tem por finalidade compartilhar informações importantes e inovadoras para o crescimento de todos os profissionais. Há uma diversidade muito grande de assuntos abordados nesta obra. A título de exemplificação, serão citados alguns, sem jamais desvalorizar os demais não citados nesta apresentação, que ricamente compõem o corpo da obra. Esta obra apresenta assuntos que fazem parte do cotidiano do trabalho do enfermeiro, ora focando a assistência, ora focando a gestão. No entanto, alguns capítulos apresentam a atuação do enfermeiro em áreas completamente inovadoras, tais como: O enfermeiro como promotor de saúde em povos indígenas; Assistência de Enfermagem nos transplantes de tecidos musculoesqueléticos; Atuação do enfermeiro no processo de captação de tecidos oculares para transplante; O enfermeiro na atuação de gestantes com tuberculose; O enfermeiro atuante na remoção aeromédica; O enfermeiro e as terapias complementares com abordagem no cuidar. São exemplos de atuação de enfermeiros no campo assistencial. Na área gerencial, podem-se citar alguns capítulos como: Gestão de riscos: novo campo de atuação para o enfermeiro; O enfermeiro atuante em case management: gerenciamento do paciente infartado; Gerenciando o processo deEnfermagem com o uso e integração das taxonomias NANDA-I, NOC e NIC, além de Informática e informação: ferramentas importantes para a gestão do enfermeiro. Outros capítulos abordam a profissão desde o início do século, passando por transformações do trabalho do enfermeiro até os tempos atuais. São informações relevantes que comporão, com os demais capítulos, subsídios teóricos para conhecimento, e transformações da profissão, desde sua origem, nos primórdios de Florence até os tempos de globalização. A riqueza dessa obra, além de congregar diferentes profissionais discorrendo suas experiências profissionais cotidianas, perpassa por ambientes de atuação de enfermeiros em diferentes regiões do país, agregando uma rica experiência a todos aqueles que se interessarem em conhecer um pouco mais do papel desse profissional. Boa leitura a todos e que se tenha orgulho dessa nobre profissão. Organizadores

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Tenho o prazer de responder ao gentil convite para apresentar esta obra extraordinária focada no desenvolvimento de atividades de Enfermagem, desde a época heroica em que Florence Nightingale começou o caminho para a profissionalização dessa disciplina, definindo a atividade de cuidar como “a mais bela das artes”, com as grandes mudanças que a Enfermagem vem a sofrendo hoje. São muitos e importantes os autores deste livro, que mostra a evolução da nossa profissão para alcançar a especialização crescente e vital adquirida nos últimos tempos. No entanto, para chegar a esse ponto, a Enfermagem passou por fases diferentes e difíceis ao longo da história, tanto em seu planejamento quanto em suas performances, evoluindo com o progresso científico e os contratempos causados por múltiplos fatores sociais, econômicos e culturais do crescimento e do desenvolvimento profissional. O serviço e a contribuição de cada profissão à sociedade são o que a definem e a diferenciam de outras. É, portanto, essencial para o aperfeiçoamento do profissional a busca de dados sobre o que a história pode lhe trazer de benéfico. Daí a necessidade de uma visão diacrônica da Enfermagem na busca de seus primeiros sinais de identidade, como uma jovem disciplina profissionalizada. As páginas deste livro recriam a evolução cronológica desde Florence Nightingale até o presente, de uma enfermeira que evoluiu para a responsabilidade de ajudar o indivíduo em todas as suas dimensões, paralelamente aos conceitos de saúde humana, assim como às mudanças sociais culturais que exigem, em cada momento histórico, um treinamento específico para realizar uma atividade de Enfermagem. Essa atividade é definida por muitos autores como Ciência, Arte e Tecnologia. Ciência que nos define uma prática específica com as teorias e os princípios que fundamentam e estruturam suas ações, por meio de um quadro de conhecimentos específicos. Operações que se desenvolvem com técnicas específicas que refletem as teorias e as marcas que são o instrumento para o ambiente de trabalho, podendo tornar-se expressa como uma arte em todas as suas funções: a arte de cuidar em Enfermagem. O valor deste livro está em como os autores nos apresentam uma história que revela a essência da profissão de Enfermagem e nos fazem atuantes em sua rica diversidade, lembrandonos, mais uma vez, o extraordinário legado deixado a nós, para construir e melhorar a cada dia a assistência, o ensino, a pesquisa ou a gestão e o exercício da prática profissional. Dra. Maria José López Montesinosa No Apêndice, você encontra esta apresentação em espanhol, seu idioma original.

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“A Enfermagem é uma arte; e para realizá-la como arte, requer uma devoção tão exclusiva, um preparo tão rigoroso, quanto a obra de qualquer pintor ou escultor; pois o que é tratar da tela morta ou do frio mármore comparado ao tratar do corpo vivo, o templo do espírito de Deus? É uma das artes; poder-se-ia dizer, a mais bela das artes!” Florence Nightingale

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Tributo a Anna Justina Ferreira Nery - pelos 130 anos do passamento O texto a ser aqui apresentado é oriundo de diversos resultados de pesquisas na temática da história da Enfermagem e na trajetória de vida da homenageada. Para tanto, entende-se que as páginas que seguem têm por objetivo manter viva a memória de Anna Nery; logo, o texto destaca alguns pontos, que se entendem relevantes. As imagens apresentadas são inéditas, provavelmente, para o público-alvo e oriundas de dois estudos recentes, intitulados Enfermagem: cruz vermelha brasileira e Anna Nery (1935-1956), relatório de pesquisa de pós-doutoramento realizado na Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, de autoria de Fernando Porto (2008), e Anna Nery: resgate histórico para a Enfermagem gaúcha, trabalho de conclusão de curso pela Universidade Luterana do Brasil – curso de Enfermagem –, de autoria de Tatiane Rosa Ott (2007). Aos 20 de maio de 2010 completam-se 130 anos do passamento (1880) de Anna Justina Ferreira Nery, nascida aos 13 de dezembro de 1814 – Vila de Cachoeira do Paraguaçu, Bahia – e batizada em 25 de março de 1815, na Igreja Matriz. Filha de José Ferreira de Souza e Luiza Maria das Virgens; irmã de Manoel Jeronymo Ferreira (tenente-coronel do 10º Batalhão de Voluntários da Pátria durante a Guerra do Paraguai); Joaquim Mauricio Ferreira (tenente-coronel do 41º Batalhão de Voluntários do Corpo de Polícia da Bahia); Ludgerio Ferreira (médico clínico e político); e Antonio Benício Ferreira (corretor de Cachoeira).

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Casou-se em 15 de maio de 1838, aos 23 anos, com Isidoro Antônio Nery – capitão-tenente da Marinha. Com ele teve três filhos: Justiniano de Castro Rebello – nascido em fevereiro de 1839; Isidoro Antonio Nery – nascido em 24 de março de 1841; e Pedro Antonio Nery – nascido em 13 de maio de 1842.

Após dois anos do nascimento do filho caçula, enviuvou (1844). Mediante a condição de viúva, sua missão social de mulher e mãe estaria, para aquela época, cumprida com o crescimento e encaminhamento dos filhos, mas, aos 51 anos, vendo-se praticamente só com a partida de seu filho Justiniano de Castro Rebello e de seu sobrinho Arthur Rodrigues Ferreira para a Guerra do Paraguai (1864-1870), partiu como voluntária para o conflito, argumentando ficar perto de seus familiares e cuidar dos feridos em combate. Destaca-se que a Guerra do Paraguai ocorreu pela união entre Brasil, Argentina e Uruguai contra o Paraguai. Anna Nery, antes de partir para o conflito, encaminhou carta destinada ao presidente da província da Bahia, Manuel Pinto de Souza Dantas (1865), oferecendo seus serviços aos feridos de guerra. Em sua passagem pelo Rio Grande do Sul, ela havia tomado lições de Enfermagem com as irmãs da caridade São Vicente de Paulo, bem como um estágio em Salto (Argentina), quando se estabeleceram grandes depósitos e hospitais de sangue, onde os feridos dos últimos combates convalesciam de suas enfermidades. Outro destaque é que, à época, ainda não havia, no Brasil e na Argentina, por onde Anna Nery teria passado, escolas de Enfermagem. Portanto, as pessoas que cuidavam eram chamadas de “enfermeiras”, como se deu no caso da homenageada, que, anos mais tarde (1919), foi considerada pela Sociedade da Cruz Vermelha das Américas a pioneira da Enfermagem no Brasil. Durante o conflito, filho e sobrinho presentes na Guerra do Paraguai faleceram. A guerra terminou em 1870, e, ao retornar ao Brasil, em especial ao Rio de Janeiro e a

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Salvador, recebeu diversas homenagens, que são apresentadas no quadro demonstrativo a seguir. Homenagens a Anna Nery após a Guerra do Paraguai (1870-1880) Ano

Tipos de homenagem

1870

Diploma de Sócia-Honorária da Sociedade Filantrópica de Socorros, em Corrientes.

1870

Diploma de Sócia Instaladora da Sociedade de Beneficência Portuguesa, em Assunção.

1870

Álbum guarnecido de madrepérola e prata com dedicatória “Tributo de admiração à caridosa baiana por alguns compatriotas seguida de outra mensagem”.

1870

Medalha de Campanha de 2a Classe por serviços humanitários prestados nos hospitais militares durante a Guerra do Paraguai.

1870

Encomendado retrato pintado a óleo de Anna Nery para Victor Meireles.

1870

Coroa de folhetos dourados arrematado com laço, com a inscrição “Heroínas da Caridade as baianas agradecidas”.

1870

Discurso em homenagem a Anna Nery em sua residência por felicitações pela comissão nomeada pela Assembleia Legislativa da Província, publicado no Diário da Bahia e proferido pelo deputado Romero Affonso Monteiro.

1870

Discurso em homenagem a Anna Nery em sua residência, publicado no Diário da Bahia e proferido pela esposa do Coronel Lourenço Marques.

Ainda em 1870, outras homenagens foram realizadas pelos poetas João Brito, Castro Rebelo Júnior, Augusto Baltazar da Silveira e Basilino Dias e por jornalistas, com discursos em Assembleias e Câmaras. 1873

Exposição da tela de homenagem a Anna Nery pintada por Victor Meireles, no Salão das Sessões do Paço Municipal de Salvador (BA).

O passamento de Anna Nery ocorreu em 20 de maio de 1880, no Rio de Janeiro, e ela foi sepultada no Cemitério São Francisco Xavier Cardoso. 1880

Discurso (poemeto histórico) proferido à beira do túmulo em homenagem a Anna Nery pelo Dr. Rozendo Muniz Barreto, publicado no jornal Gazeta de Notícias em 22.6.1880.

1880

Lápide de seu túmulo “Aqui descansam os restos mortais de D. Anna Nery, denominada Mãe dos Brasileiros, pelo Exército, na Campanha do Paraguai”.

1880

Trajetória de vida de Anna Nery publicada no Jornal Gazeta de Notícias.

1880

Trajetória de vida de Anna Nery publicada no Jornal do Commercio.

1880

Notícia sobre o sepultamento de Anna Nery publicada no Jornal Gazeta de Notícias.

1880

Trajetória de vida de Anna Nery mais retrato pintado à mão publicado na Revista Ilustrada.

1887

Rua Anna Nery – Largo do Pedregulho, em Benfica – subúrbio da central.

1916

Rua Anna Nery, situada no bairro da Mooca pelo Ato Municipal nº 972 – São Paulo.

1918

Retrato de Anna Nery no Salão Nobre do Paço Imperial – Salvador.

1918

Proposta de ereção do monumento em homenagem a Anna Nery no I Congresso da Cruz Vermelha Brasileira, em São Paulo.

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1919

Anna Nery foi apontada Pioneira da Enfermagem no Brasil e Precursora da Cruz Vermelha Brasileira pela Liga das Sociedades da Cruz Vermelha Brasileira.

1924

O antigo Largo da Palma passou a ser denominado de Anna Nery, pela Resolução Municipal nº 650 – Bahia.

1924

Discurso de Maria Rennotte para a ereção do monumento a Anna Nery em São Paulo.

1925

Tela pintada a óleo de Anna Nery foi inaugurada no Salão Nobre do Palácio da Cruz Vermelha Brasileira.

1926

Patrona da Escola de Enfermeiras do Departamento Nacional de Saúde Pública, passando a ser denominada Escola de Enfermeiras Donna Anna Nery, pelo Decreto 17.268.

1926

Alteração do nome da Rua da Matriz para Rua Anna Nery pela Resolução nº 20 – Bahia.

1928

Inauguração da placa do nome da Rua Anna Nery pela Resolução nº 20 – Bahia.

1928

Lápide no Museu da Bahia: “À heroína Donna Anna Nery, homenagem do Museu da Bahia 27/junho/1928”.

1930

Denominação de Escola Anna Nery às Escolas Reunidas de Cachoeira, pela Portaria nº 446 da Diretoria Geral de Instrução Pública.

1933

Inauguração da tela pintada a óleo em homenagem a Anna Nery por Presciliano Silva, na Casa da Bahia.

1933

A coroa de folhetos dourados foi entregue à Pinacoteca do Estado da Bahia – bairro Campo Grande – momento de comemoração do aniversário do Batalhão Tuiuti.

1935

III Conferência Pan-Americana da Cruz Vermelha – oficialização da proposta de ereção do monumento a Anna Nery, pela delegação da Cruz Vermelha Peruana – Guillermo Fernandes Davila.

1935

Assentamento da pedra fundamental ao monumento de Anna Nery – Rio de Janeiro.

1938

Instituído o dia do Enfermeiro pelo Decreto nº 2.956, pelo Presidente Getúlio Vargas (12 de maio) – deveriam todas as instituições de saúde comemorar a memória de Anna Nery.

1940

Criação da Semana Brasileira de Enfermagem pela diretora da Escola de Enfermagem Anna Nery, Lays Netos dos Reinos, período de 12 de maio (nascimento de Florence Nightingale) a 20 de maio (passamento de Anna Nery).

1943

Aeronave batizada com o nome de Anna Nery, no Rio de Janeiro.

1956

Descerramento do monumento em homenagem a Anna Nery pela Cruz Vermelha Brasileira, no Rio de Janeiro.

1971

Busto de Anna Nery no círculo militar paulista na Alameda Cívica, Marechal Maurício José Cardoso – São Paulo.

1979

Exumação dos restos mortais de Anna Nery, no Rio de Janeiro.

1979

Caixa de prata para os restos mortais de Anna Nery, oferecida pela Universidade Federal da Bahia, com a inscrição “Restos mortais de Anna Nery, Mãe dos Brasileiros na Campanha do Paraguai – Homenagem da Universidade Federal da Bahia – 1979” e na placa da frente da urna “Aqui está Anna Nery vencendo as trevas da morte e a distância dos séculos para receber de nós outros o que lhe deve a posteridade”.

1979

Exposição da urna no Pavilhão de Aulas da Escola de Enfermagem Anna Nery.

1979

A urna foi transportada pela Aeronáutica à Bahia e, posteriormente, à cidade de Cachoeira na sacristia da Igreja Matriz, no centro da nave principal.

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Mestre em Educação, Administração e Comunicação pela Universidade São Marcos (2002);

consultor

de saúde: em prestação de serviços (INOVA Consultoria, Treinamento e Pesquisa) e internacional da Consultoria e Planejamento em Saúde (CONPLASA); assessor do periódico Enfermagem Brasil; gerente da Unidade de ReSP; coordenador da pós-graduação da Universidade Gama Filho – São Paulo; professor-colaborador de pós-graduação da Uni São Paulo – Universidade Gama Filho.

Sonia Maria Rezende Camargo de Miranda

Doutora em Ciências Sociais pela Pontifícia Universi-

Os caminhos da Enfermagem

De Florence à globalização O objetivo desta obra é reunir depoimentos e vivências de vários proWilliam Malagutti Sonia Maria Rezende Camargo de Miranda

fissionais enfermeiros que atuam em diferentes segmentos, valorizando os bastidores da profissão, além de desmistificar seu papel. O enfermeiro é um profissional conhecido pela comunidade como “aquele que administra medicamentos e faz a higienização dos pacientes”, ou “aque-

Os caminhos da Enfermagem

ferência Saúde do Idoso – URSI AS – SMS/

Esta obra reflete a grande diversidade e a riqueza de experiências do enfermeiro, muitas vezes pouco conhecidas até por outros colegas, e tem por finalidade compartilhar informações importantes e inovadoras para o crescimento de todos os profissionais. O livro identifica caminhos que fazem da Enfermagem brasileira uma das melhores do mundo, não apenas na formação profissional, no saber/fazer e no saber/conhecer, mas no saber/ser enfermeiro, no qual a História da Enfermagem é fundamental, na medida em que legitima a profissão, conferindo-lhe o lastro de suas origens. A reunião de temas tão diversos revela a gama potencial da Enfermagem nacional. Os caminhos da Enfermagem: de Florence à globalização, ao desenhar a atual situação da profissão e ao destacar sua trajetória, contribui para a inserção da Enfermagem na história do cuidado em saúde e caracteriza seu atual papel diante da globalização, impondo-se no campo do cuidar da pessoa saudável ou que enfrenta desequilíbrio no processo saúde-doença.

William Malagutti Sonia Maria Rezende Camargo de Miranda

William Malagutti

le responsável por minimizar a dor dos pacientes”. Não que isso seja de um desvalor, mas esse profissional pode fazer muito mais que prestar um simples cuidado assistencial. O enfermeiro é preparado para avaliar esse cuidado, planejá-lo e fazê-lo de maneira científica, trazendo benefícios a todos os envolvidos nesse processo. Sua imagem está em constante transformação diante das exigências da modernidade.

dade Católica de São Paulo (2006); educadora em Saúde Pública pela Prefeitura Municipal de São Paulo; professora da Universidade Anhembi Morumbi na graduação de Enfermagem e nas demais áreas das Ciências da Saúde; professora da pós-graduação da Universidade Gama Filho no curso de Saúde Pública

ISBN978-8576-55-273-4

e PSF para Enfermeiros e de Enfermagem Obstétrica da Universidade Anhembi Morumbi. 9 788576 552734

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Caminhos da Enfermagem: de Florence à Globalização