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Myrella Seemann

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Entrevista exclusiva com Romรกrio UFC Arena Jaraguรก O amor de Anita e Giuseppe Garibaldi

editorial

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foto laura sacchetti

fazendo a diferença Quando foi eleito deputado federal em 2011, Romário chegou em Brasília desacreditado; diziam que ele era despreparado para o cargo e que só tinha chegado à câmara por causa da fama que conquistou com sua vitoriosa carreira no futebol. Romário provou, com muita ação, que não é preciso ser político profissional para entender os anseios da população e fazer a diferença num país tão maltratado pelos desmandos e abusos de quem está no poder. É um dos parlamentares mais assíduos e surpreende pela qualidade de suas propostas e comprometimento com o combate à corrupção. Teve coragem de enfrentar os cartolas da CBF e da Fifa e vem apontando exageros imperdoáveis nos gastos com a organização da Copa de 2014. Amado em todo o Brasil, o “baixinho” adora Floripa e volta em meia dá as caras por aqui, onde vem para descansar e fazer festa, sempre rodeado de amigos. Foi num desses finais de semana em Jurerê Internacional que o craque conversou com a Mural, falando de corrupção, futebol e mulheres. A entrevista está na página 10. Myrella Seemann, a exuberante loira florianopolitana que enfeita nossa capa e editorial de moda, era tão tímida na pré-adolescência que sua mãe a matriculou num curso de teatro para ver se a garota se soltava. Funcionou: Myrella perdeu a timidez e ganhou uma carreira de modelo que já a levou aos quatros cantos do mundo. Muita arte e música ocupam as páginas desta Mural 61. Tem o multiartista Valdir Agostinho contando como era viver numa Barra da Lagoa sem carro e sem asfalto, tem o renomado artista plástico Walmor Corrêa e seus seres fantásticos, e tem também Diana Dias, a musa do axé manezinho explicando como concilia a atribulada rotina de estudante de engenharia e cantora pop. O esporte também dá as caras nessa edição, com o UFC em Jaraguá, as melhores imagens do Ironman, o piloto de parapente Pitocco e o windsurfista Erick Razera experimentando a adrenalina do wakeboard. Na coluna Comer & Beber, nosso chef Marcos Heise preparou um jantar pra lá de romântico para o casal boa praça Shirlei Albuquerque e Claudinho Sabonete, que vivem entre Floripa e Miami. O historiador Celso Martins traça um perfil da relação de amor e luta de Giuseppe e Anita Garibaldi, a lagunense que no século 19 virou heroína da Revolução Farroupilha. Além de tudo isso ainda tem centenas de fotos das melhores festas do outono; Winter Play bombando, El Divino, Cafe de La Musique, a união da Confraria e Nomuro, P12, Donna Dining Club, shows e djs internacionais. Um beijo, um abraço e até a próxima edição.

índice

8 DIREÇÃO MARCO CEZAR

Entrevista BAIXINHO INVOCADO

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arte contemporânea Os seres improváveis de Walmor Corrêa

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entrevista MULTIHOMEM

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entrevista AXÉ DO SUL

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fotografia HOMENS DE FERRO A CIDADE REVELADA

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cobaias radicais PEIXE DENTRO D’ÁGUA

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esporte O CÉU DE PITOCCO GLADIADORES EM SOLO CATARINA

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beleza OLHO VIVO

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comer & beber CARDÁPIO ROMÂNTICO

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fruto da hora Guabiju Achachairu

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nutrição GOJI BERRY

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show de outono FLORIPA É SHOW

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oculto O NOVO-VELHO SUBLIME

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mural Winter Play A MELHOR

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marcocezar@marcocezar.com.br EDITOR CHEFE MARCO CEZAR EDITOR assistente CAIO CEZAR JORNALISTA RESPONSÁVEL marcos heise (MTb-SC 0932 JP) PLANEJAMENTO GRÁFICO ayrton cruz COLABORARAM NESTA EDIÇÃO Adriel Douglas Ana Carolina Abreu Angelo Santos carlos rocha Cassiano de Souza Celso Martins DaviD Collaço Eduardo Monteiro Eduardo Valente Felipe Carneiro Fernando Willadino Hermínio Nunes laura sacchetti lena Obst leo coelho Leo Comin Letícia Remião Luiz Gustavo Borba Krystle Wright Marcos Campos Marcos Dutra Marcos Heise mariana Barbatto COMERCIAL 48 3025-1551 marcocezar@marcocezar.com.br www.marcocezar.com.br www.revistamural.com.br impressão Maxigráfica | Curitiba/PR

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mural Devassa On Stage palco da ilha

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mural el divino lounge DA NIGHT

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mural Cervejaria Devassa CHOPP E BOA MÚSICA

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mural Confraria & NOMURO A união faz a força

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mural p12 TEMPO BOM

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mural donna COMER, BEBER, DANÇAR

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mural Fields ritmo sertanejo

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mural ESPAÇO FLORIPA ESPAÇO FLORIPA

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mural posh até o próximo verão

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mural bate ponto Bate Ponto

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mural Bon Vivant VIDA BOA NA TV

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mural dinos 2013 Festa dos Dinossauros

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mural Richards GRANDE ESTILO

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mural história Namorados na guerra

índice

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capa myrella Seemann Fotos Divulgação Roupas riccieri

entrevista

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BAIXINHO INVOCADO Surpreendendo positivamente na câmara federal, Romário fala com exclusividade à Mural entrevista Marcos Heise (colaborou Laura sachetti) fotos marco cezar

Craque do futebol mundial, aos 47 anos Romário de Souza Faria vem marcando golaços no campo da política. Pai de seis filhos, o deputado federal pelo PSB é um dos parlamentares mais assíduos da câmara e surpreende seus colegas, seja defendendo a causa dos portadores de deficiências, enfrentando com coragem os cartolas que mandam e desmandam no futebol brasileiro ou denunciando gastos excessivos com a Copa do Mundo. Assíduo frequentador de Floripa e de suas festas, o “peixe” interrompeu o descanso em Jurerê Internacional — onde ele pretende comprar uma casa — e conversou com a Mural sobre política, corrupção, mulheres e futebol.

entrevista

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entrevista

12 revista mural | Romário, o futebol brasileiro, outrora ‘melhor futebol do mundo’ não está nem entre os 10 no ranking da Fifa. O que está dando errado? Romário | Na verdade nosso futebol parou um pouco, e pelo que eu tenho visto o futebol dos outros países avançou com novas formas de jogar taticamente. O Brasil continua vivendo de passado.

| O Brasil reverencia a escola gaúcha do jogo de ‘pegada’ na seleção. Técnicos como Dunga, Mano Menezes e Felipão são a prova. Isso reforça a filosofia de primeiro não levar gols e depois, se der, fazer? Romário | Passaram outros treinadores pela seleção sem serem gaúchos, mas acredito que o futebol do Brasil hoje é jogado priorizando a preparação física. A parte técnica, que era o forte do brasileiro, ficou para trás. Hoje para ser um bom jogador ele tem que ser fisicamente bem dotado. Talvez esse seja o motivo do futebol do Brasil ter parado no tempo. revista mural

| Estamos vivendo a era dos volantes, do meio campo congestionado, prioridade à destruição de jogadas pela marcação, em lugar de privilegiar a criação. Isso inibe o surgimento de craques armadores e atacantes? Romário | A força física infelizmente prevalece no futebol. Enquanto a força física prevalecer qualquer time deve ter dois volantes fortes. Consequentemente os treinadores estão dando mais atenção a esses jogadores do que a armadores e atacantes, que sempre foram peças importantes e fundamentais para o futebol. Enquanto não mudar essa mentalidade isso também não muda. revista mural

revista mural | Se o Romário fosse o presidente da CBF, qual técnico chamaria para a Copa de 2014? Romário | Com o Felipão o cargo está em boas mãos.

| Se o Romário fosse o técnico da seleção, qual time escalaria hoje? Romário | Não estou muito ligado no futebol brasileiro, mas dentro da escalação do Felipão teria uma dúvida na lateral esquerda que hoje é o Marcelo, que joga no Real Madrid. Um dos volantes que colocaria é o Hernane, dividindo meio de campo com Ramires, Oscar e Lucas. Na direita, Daniel Alves e na frente Neymar e Fred. O goleiro seria o Jeferson e na zaga estariam David Luiz e Thiago Silva. revista mural

revista mural | Romário, corremos o risco de perder a Copa de 2014 dentro ou fora de campo? Ou nos dois? Romário | A torcida é para que ganhe em ambos os lados, mas pelo que tenho visto, fora do campo as coisas estão bastante complicadas de acontecer como a gente espera, e longe de fazer a melhor Copa do Mundo. Dentro do campo, se não mudar a forma de jogar também não vamos ter um resultado positivo.

| Se o melhor time do mundo de todos os tempos fosse Romário e mais dez, quem seriam eles? Romário | Tem muitos grandes jogadores. Se eu fosse listar seria injusto, porque com certeza deixaria nomes de fora desta lista. revista mural

| Você ainda tem dinheiro a receber de clubes onde você jogou? De quem? Romário | De todos (risos). Do Flamengo, Vasco e Fluminense. revista mural

revista mural | Você acha justo esse projeto que está no Congresso Nacional, que pretende anistiar as dívidas de todos os times de futebol? Romário | Sou contra. Quem deve tem que pagar. Poderia haver uma permuta por parte de alguns times em relação a sua dívida, mas não 90%. Concordo que podem ser feitos acordos, com até 20% em permuta, mas os 80% devem ser pagos, já que essas dívidas foram contraídas.

| Você jogou em três dos grandes clubes do futebol carioca — só faltou o Botafogo. Se fosse começar a carreira hoje no Rio, onde gostaria de atuar, e com que técnico? Romário | Nunca gostei de ser técnico e nem vou gostar porque não tem muito a ver comigo. E o time que gostaria de ter jogado mais vezes é o América, que é o time do meu coração e do meu pai, onde só fiz um jogo oficial e o último como profissional. revista mural

“A torcida é para que ganhe em ambos os lados, mas pelo que tenho visto, fora do campo as coisas estão bastante complicadas de acontecer como a gente espera, e longe de fazer a melhor Copa do Mundo. Dentro do campo, se não mudar a forma de jogar também não vamos ter um resultado positivo.”

revista mural | Você tem pegado pesado contra autoridades de nosso futebol. Tem provas concretas de suas acusações? Romário | Sobre todas as coisas que falo no plenário eu tenho provas. E o dia que tiver que mostrar, serão mostradas.

| Você acredita em punições para os casos que está denunciando? Romário | Gostaria que houvesse punição, mas acreditar de verdade não acredito, porque no Brasil a impunidade está acima de qualquer coisa. revista mural

revista mural | O Rio de Janeiro fez o Parque Maria Lenk e o Velódromo para o Pan. Não prestaram, serão demolidos. Agora o Engenhão apareceu com sérios problemas estruturais e foi interditado. Os edifícios na região da serra para os desabrigados do Bumba foram ao chão. Por que obra pública no Rio de Janeiro quase sempre acaba em lambança? Romário | A palavra é exatamente essa: lambança. O que acontece no Rio? No Velódromo, por exemplo, foram gastos R$ 12 milhões do governo municipal e agora ele vai ser demolido por causa de dois pilares que não podem estar onde estão, e será construído outro. O parque Maria Lenk está abandonado, algumas obras ao lado do Maracanã também serão demolidas para fazer estacionamento, mais uma prova que o dinheiro público não é respeitado. revista mural | As mesmas empreiteiras que atuaram no Engenhão e estão no Maracanã tem também participação em outras arenas da copa de 2014. Dá para confiar no que está sendo construído a toque de caixa e sempre em meio a um mar de denúncias e desconfianças? Romário | As empreiteiras são as menos culpadas, elas vendem o serviço. Os culpados são os governantes que fazem orçamentos fora da realidade. Um exemplo é o Maracanã, que depois de quase pronto terá um aumento de quase R$ 512 milhões. E simplesmente responderam que foi erro de cálculo. Piada. revista mural | Você quer prosseguir na carreira política? Como parlamentar ou em algum cargo executivo? Romário | Se continuar como político, devo decidir até meados do ano que vem. Continuarei como deputado federal e indo adiante, existe a possibilidade de daqui três anos concorrer à prefeitura do Rio de Janeiro. Mas hoje não posso dizer que é uma coisa 100% na minha cabeça.

| Na sua opinião a presidente Dilma está dando conta do recado? Onde falta melhorar? Romário | Ela está fazendo um governo um pouco diferente do Lula, algumas coisas melhoraram. Mas acho que como presidenta ela deveria frear esses gastos desordenados que estão acontecendo com esses eventos, Copa das Confederações, Copa do Mundo, Olimpíadas e Paraolimpíadas. Fora isso é uma pessoa que me passa bastante seriedade. revista mural

revista mural | O que os eleitores mais te pedem? Romário | Não tenho tido muito contato com os eleitores

como, por exemplo, vereador tem, porque estou na esfera federal em Brasília. Mas eles conhecem minhas bandeiras, que são para os portadores de deficiência, combate ao crack e fiscalização da Copa do Mundo. Quase todo tipo de pedido está relacionado a essas bandeiras.

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Tabelinha de preferências do Romário Loira ou Morena? Bonita e, se possível, inteligente. Dia ou noite? Boa pergunta. Sempre gostei da noite, mas estou gostando bastante do dia, ainda mais com esse visual de Jurerê. Cidade para morar: Rio de Janeiro e Brasília. Cidade para fazer festa: Floripa, Jurerê (risos). O som do momento: Sempre gostei de hip-hop e acho que vou gostar para sempre. Prato favorito: Feijoada. Bebida preferida: Não costumo beber, mas quando bebo é prosecco. Destinos turísticos bacanas: Miami e Cancun. Viagem que o marcou: Todas me marcam por algum motivo. Lembra-se de uma cantada que não deu certo? Já tomei muitos “tocos”, mas uma específica não lembro (risos). Uma frase que gosta de citar: Prefiro uma palavra que gosto muito: amor, é uma palavra muito forte. Para arrematar: O que te atrai tanto em Floripa? Você pretende morar aqui? Morar não sei. Mas estou procurando uma casa para comprar e visitar mais vezes. Me atrai o clima, por ser um destino de pessoas bonitas e legais, onde fiz muitas amizades como o vereador Ed, Léo Ribeiro, André Sada, Léo Ventura, Max Mazzafera, Andrea Druck do Il Campanário e várias outras pessoas interessantes.

arte contemporânea

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Os seres improváveis de Walmor Corrêa A arte-ciência do catarinense chega ao topo do mercado brasileiro fotos Letícia Remião

Walmor Corrêa está de mudança. Apontado recentemente pela Folha de S.Paulo como um dos artistas contemporâneos brasileiros cuja obra mais valorizou nos últimos anos, ele colocou à venda seu ateliê em Porto Alegre, onde construiu sua carreira, para iniciar na capital paulista uma nova fase, mais perto dos principais galeristas e curadores do país. O interesse do mercado pelas pinturas, instalações e outras criações desse ilhéu de imaginação sem limites começou a crescer após sua participação na 26a Bienal Internacional de São Paulo, em 2004. “Eu mal acreditei quando o curador me telefonou querendo visitar meu ateliê. Achei que fosse trote de amigo”, brinca Walmor, em entrevista à Mural. A iminente transferência para o coração cultural do país, “por razões logísticas”, como ele explica, é mais um passo de gigante na trajetória que o transformou, segundo a Folha, numa “unanimidade” no mundo das artes visuais brasileiras.

Pássaros com cabeça de rato, da série “você que faz versos” (2010). No detalhe (ao lado), “Memento Mori” (2007), dá forma escultórica a pássaros híbridos e esqueléticos em caixas de música

Walmor produz, em média, de 15 a 20 trabalhos por ano — um número pequeno se comparado à produção frenética de outros artistas consagrados. Habitada por seres híbridos e mitológicos que causam ao mesmo tempo estranheza e deslumbramento, a arte do catarinense tem raízes na infância, quando passava finais de semana numa fazenda da família. “Meu pai inventava criaturas e pedia para eu procurá-las na natureza. O fato de eu ter nascido em Florianópolis, território de figuras mágicas, também influenciou muito na minha formação como artista”, relembra. Ele conta que essa poética tomou corpo a partir de uma viagem à Amazônia, em 2001. “Os nativos me contavam histórias sobre curupiras, ipupiaras e ondinas com a maior naturalidade, como se elas de fato existissem, e foi aí que tive o insight de unir arte e ciência no meu trabalho”, explica. Nos anos que se seguiram, o público passou a ser surpreendido pelos seres imaginários criados por Walmor com rigor “científico”. Em 2005, nasceu a cultuada série em que o artista revela, até as entranhas, como seriam os corpos de superheróis como o Homem-Aranha. Além dos quadros, vieram as instalações — a mais polêmica delas, “Você Que Faz Versos”, povoada por roedores alados gerados com a ajuda da taxidermia.

arte contemporânea

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arte contemporânea

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O prestígio de Walmor logo ultrapassou as fronteiras do país. A edição internacional da revista National Geographic abriu suas páginas para o trabalho “Acupuntura em Ratos”. A Warner Bros., por sua vez, incluiu pinturas do catarinense na série “Supernatural”, grande sucesso da TV norte-americana que mostra a jornada de dois irmãos que dedicam a vida a descobrir criaturas que a maioria das pessoas acredita existirem apenas no folclore, superstições ou em pesadelos. “Numa cena eles estão numa biblioteca e abrem um livro antigo onde aparecem pinturas minhas”, descreve. Atualmente, Walmor está mergulhado em dois novos trabalhos. O mais ambicioso deles é o “mapeamento cognitivo” de personalidades como os poetas Manoel de Barros e Carlos Drummond de Andrade, a escritora Clarice Linspector e o compositor Heitor Villa-Lobos. “Estou usando os conhecimentos da neurologia para representar nas pinturas as regiões do cérebro que fizeram essas pessoas serem diferentes e criativas”, explica. Outro projeto já em andamento é um estudo a partir da obra do naturalista e evolucionista Fritz Müller, morto em 1897.

Seres híbridos na série “Diorama” (2012). Abaixo, detalhe de série “árvore” (2007)

Sobre Florianópolis, cidade-natal que visita com frequência, ele declara: “Sem querer ser saudosista, preferia a Florianópolis de antes, ainda pequena e impregnada pela magia que inspirou Meyer Filho, Franklin Cascaes e outros artistas notáveis. A magia da Ilha está sendo ofuscada pela insegurança e outros problemas de uma cidade grande”, justifica. Saiba mais | www.walmorcorrea.com.br

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entrevista

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MULTIHOMEM Pandorgueiro, artista plástico, cantor e compositor, Valdir Agostinho vive a arte com fôlego de criança texto e fotos caio cezar

entrevista

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Valdir Agostinho não para quieto. Aos 57 anos, o filho do saudoso seu Agostinho pinta, costura, compõe, canta e faz pandorgas ornamentadas com figuras do imaginário ilhéu, como o boi-de-mamão, bruxas, sereias e pescadores. Criado numa Barra da Lagoa sem asfalto nem violência, Valdir escolheu viver de um modo bem diferente de seus amigos e parentes do tradicional reduto pesqueiro do Leste da Ilha. Deu certo: sua música e pandorgas são reconhecidas em todo o Estado e já o levaram a festivais de arte na Itália, França e Estados Unidos. E ele diz que está só começando. Durante uma hora e meia, entre cafés bem passados na cozinha do contrabaixista Luiz Maia — diretor musical da nova banda de Valdir —, a Mural conversou com o pandorgueiro sobre arte, amigos e os rumos de Floripa no novo século.

revista mural

| Como era o teu cotidiano na infância na Barra

da Lagoa? valdir agostinho | Era totalmente autossustentável, a gente brincava com o que tinha ali. O sabugo de milho era o boi, o toco de pau era outro boi. Meu primeiro carrinho de plástico era como uma relíquia para mim, coisa rara. Minha mãe fazia sabão para lavar roupa, farofa de amendoim, fruta à vontade. E não tinha nada de miserável, pelo contrário. Era uma vida abundante, a gente era rico pela natureza que nos cercava. Todo mundo comia bem e dormia cedo, porque não tinha luz… revista mural | Não tinha asfalto… valdir agostinho | Não tinha, quando

passava um carro eu ia lá e fazia respiração profunda, para sentir aquele cheiro gostoso de gasolina queimada, que eu adorava (risos). Não perdia um carro (risos). revista mural | Naquela época o Centro era quase outra cidade. valdir agostinho | Era outro mundo, totalmente diferente da Barra.

O Centro era chique, tinha a Catedral, o Mercado, o Miramar e mais meia dúzia de prédios. A Barra da Lagoa era interior mesmo. Para ir para o Centro tinha que pegar uma embarcação até a Lagoa, uma caminhonete até o Itacorubi e de lá pegava um ônibus para o Centro. Mas minha mãe conta que na época dela tinha que ir à pé mesmo até a Agronômica e de lá pegar uma charrete. revista mural

| Tá fazendo um ano da morte do seu Agostinho,

teu pai… valdir agostinho |

Exatamente hoje, no dia dessa entrevista.

| Puxa, que coincidência. Qual a lembrança mais nítida que você tem dele? valdir agostinho | Ah, papai foi uma paixão. Quando vi ele tocar, cantar e improvisar, sem se considerar um artista, eu era o primeiro a aplaudir, porque ficava fascinado. revista mural

entrevista

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| Você lembra qual foi a primeira pandorga que

você fez? | Sim, me lembro. Eu vi um pescador na galheta usando uma pandorga para pescar…

valdir agostinho

revista mural | Como assim? valdir agostinho | Pouca gente

sabe, mas pandorga não é só brincadeira, ela sempre foi usada para pescar. Amarra na pardorga um espinhel cheio de anzol com isca, amarra a linha da pandorga numa pedra e depois recolhe. Já vi um só pescador com pandorga pescar quatro balaios de peixe de uma vez. Daí eu fiz a pandorga igual do pescador e comecei a brincar. Foi o dia mais feliz da minha vida.

revista mural | E aí você cresceu e foi para cidade. valdir agostinho | Na minha época, na Barra o futuro de filho homem

era pescar. Embarcar num barco pesqueiro e ir para o Rio Grande do Sul, ganhar um dinheiro, fazer uma casa e casar. E eu vim para a cidade, atrás do cheiro de gasolina queimada (risos). Comecei a trabalhar num posto de combustível e morava com uma tia na Prainha. Aí conheci o Beto Stodieck, que tinha ido lavar o carro no posto. Achei aquele cara diferente, moderno, rindo para gente, dando gorjeta. Me amarrei no Beto. Logo comecei a trabalhar na A2, a casa que depois virou uma galeria de arte, que ele tinha com a Ana. Fiquei morando nessa casa, fazia de tudo, cuidava do quintal…

revista mural | Foi aí começou teu valdir agostinho | Depois que virou

contato com os artistas? galeria, quando já era na Beira-mar, tinha um monte de exposição boa, Vera Sabino, Rodrigo de Haro, Meyer Filho. Era só vernissage de primeira, coquetel do Manolo’s e tal. Hoje em dia não tem mais exposição assim. E eu ali no meio dos pintores, artistas, músicos, conhecendo de tudo. Como eu morava lá mesmo, depois que a galeria fechava, a farra estava montada, enchia de amigo meu (risos). O Beto nem imaginava o que acontecia ali (risos).

revista mural

| E você chegou a expor suas pandorgas nessa

galeria? | No começo meus quadros ficavam somente na cozinha (risos), que o Beto não me dava uma chance. Nessa época fiquei apaixonado pela obra da Vera Sabino, fiz até uma releitura de uma pintura dela. Depois quis botar fogo no quadro, mas a minha mãe não deixou. Está lá na casa dela até hoje. Depois participei de umas coletivas, comecei a vender umas obras. A galeria do Beto foi uma paixão, toda a cidade estava ali. revista mural | E aí? valdir agostinho

“Floripa é linda, mas beleza não é tudo e não dá para ignorar o que está acontecendo. Basta ver a Lagoa da Conceição, com algas gigantes e cheirando mal, puro esgoto. Aí você olha e tem várias mansões na beira dessa Lagoa totalmente poluída. Não combina.”

valdir agostinho | Minha primeira exposição individual, só de pandorgas, foi na Casa da Cultura, uma loucura, com orquestra me levando pela rua, lotado de gente. revista mural | Você lembra que ano foi isso? valdir agostinho | Ah, de datas eu não lembro, mas tenho tudo cata-

logado em casa. Sou uma bagunça organizada, está tudo lá. revista mural | Você também compõe e canta. Como a música entrou na tua vida? valdir agostinho | Eu ainda estava na galeria do Beto quando comprei meu primeiro violão. Tinha uma paixão pelo instrumento desde que via meu pai e meu tio, Mané Agostinho, tocando. revista mural | E você já escrevia nessa época? Lembra qual foi

a primeira música que você escreveu? valdir agostinho | Xi, teve tanta música que ficou perdida no tempo,

que eu esqueci… deixa eu ver (pensa): tinha uma que falava de amizade (cantarolando) ‘Se você quer vir comigo, pode vir você é meu amigo’ (pensa). Ah, o resto eu esqueci (risos). Depois compus “Joaquina”, e o Beto Stodieck e o Peixoto endoidaram com a música, mesmo eu tocando tão mal. Eu era metido (risos). | Conta aquela história do sonho que você teve quando foi para Nova Iorque, um mês antes do atentado às Torres Gêmeas. Você sonhou com a tragédia? valdir agostinho | Eu tinha ido à Nova Iorque por um mês e me apaixonei pela cidade. Até adiei a volta pro Brasil para ficar mais uns quinze dias. Aí numa noite tive um pesadelo terrível, suei um monte, molhei a roupa toda. No sonho eu estava numa esquina e caía uma bomba em Nova Iorque, e eu me debatendo todo para tentar fugir. Tinha uma voz, a voz mais linda do mundo, que me dizia (engrossando a voz): “Meu filho, aqui não é como tu pensas. Vai acontecer uma tragédia muito triste.” Para mim era a voz de Deus. Chorei muito no aeroporto quando estava embarcando de volta, sem saber direito a razão. E olha que eu não choro por nada, nem quando morre alguém. revista mural

| Agora você está de banda nova, a Bernunça Elétrica, fazendo um show que foi super elogiado na Maratona Cultural. Qual a expectativa com esse novo trabalho? valdir agostinho | Eu nunca tive uma banda tão boa. Sério. Esse show foi um dos melhores que eu já fiz, tudo ensaiadinho. E nós estamos só começando, agora é que tá ficando bom. revista mural

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24 revista mural | Florianópolis mudou muito desde a sua infância na Barra. Como você avalia o rumo que a cidade está tomando neste novo século? valdir agostinho | Tá muito complicado. Tem essa facilidade de consumo, mas acho que a cidade não está sendo bem conduzida. Porque o dinheiro constrói, mas também destrói coisas belas, como já disse o Caetano. Há cinquenta anos o Franklin Cascaes já dizia que não podia mais entrar um só tijolo na Ilha. E o problema é que a cidade cresce, mas a cultura daqui diminui. Não tivemos Carnaval esse ano, tinha lotérica na Barra, tinha banco na Barra, mas agora não pode ter, porque a bandidagem veio para cá com tudo. Floripa é linda, mas beleza não é tudo e não dá para ignorar o que está acontecendo. Basta ver a Lagoa da Conceição, com algas gigantes e cheirando mal, puro esgoto. Aí você olha e tem várias mansões na beira dessa Lagoa totalmente poluída. Não combina. E as pessoas, conduzidas pela mídia, estão se padronizando e isso é uma coisa horrível, porque todo mundo quer ter sua própria mansão. Ainda tem a intolerância, o racismo, o problema da água. A gente ainda tem que evoluir muito como ser humano. Eu acho que é hora de simplificar. Quem souber viver de um jeito simples vai se adaptar melhor a esse mundo que vem por aí. É o que eu penso.

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AXÉ DO SUL Elogiada por medalhões da música baiana, cantora Diana Dias divide-se entre o palco e o curso de engenharia fotos caio cezar

Aos 25 anos, a catarinense Diana Dias já cantou ao lado de grandes nomes da música popular brasileira e foi uma das atrações da maior micareta do Sul. Compõe canções que caem na boca do povo e está cada vez mais perto de estourar nacionalmente. Mesmo com o corre-corre típico das estrelas pop, a bonita morena ainda encontra tempo para frequentar as aulas de graduação em Engenharia de Produção. A cantora que anima multidões nos palcos e trios elétricos é aluna nota dez na Universidade Federal de Santa Catarina. Diana diz que sempre gostou tanto de música quanto de matemática e física. Hoje ela se divide em ensaios, gravações shows e as aulas na universidade. Um desafio que a cantora/ engenheira tira de letra, com a simpatia e profissionalismo de sempre.

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28 revista mural | Mais de 2 anos já se passaram desde que você cantou com Ivete Sangalo no Folianópolis de 2010, que foi o início de toda essa visibilidade. O que aconteceu de lá para cá? diana dias | Assim como tive a oportunidade de estar ao lado da nossa diva Ivete, muitas outras oportunidades surgiram desde então. Eu destacaria duas: receber Saulo Fernandes no meu show e ser convidada por Bell Marques para cantar junto com ele durante o show do Chiclete com Banana. Acredito que estar ao lado desses grandes nomes da música, do mesmo gênero que eu, é uma imensa satisfação e reconhecimento! Mas nada acontece por acaso. Esses encontros são resultado de muito esforço e dedicação! O profissionalismo com que encaro minha carreira talvez seja a resposta dessas grandes oportunidades. revista mural | Qual relação você vê entre os assuntos da sala de aula e a maneira como você conduz a carreira? diana dias | Nessa parte entra a sócia do projeto, a engenheira de produção, e não a artista. Por mais que minha carreira seja desenvolvida pelo Grupo ALL, faço questão de fazer parte de todo processo. E é nessa hora que busco trazer toda a teoria que vejo em sala de aula para contribuir de forma positiva. Isso foi desde a elaboração do plano de negócios, que na engenharia chamamos de anteprojeto, até a parte de melhoramento de processos e logística.

revista mural | A carreira na Engenharia de Produção é algo que você sempre almejou? diana dias | Sempre tive a certeza de que buscaria uma formação na área administrativa. Mas queria algo a mais que administração, com mais desafios e qualificação, e encontrei tudo isso na engenharia de produção, um curso muito completo. Hoje, na reta final para a formatura, sinto que fiz a escolha certa. revista mural | E o sucesso diana dias | O sucesso será

nos palcos? consequência. Procuro manter o foco e desenvolver meu trabalho com excelência, amadurecendo minha performance no palco como artista, aprimorando cada dia mais minha técnica vocal e mantendo o entrosamento de todos os colaboradores que fazem parte do projeto. Temos que fazer por merecer, né?

revista mural | Como conciliar essas duas atribuições? diana dias | Dizer que é tranquilo seria forçar a barra, mas

o que posso afirmar que gostar do que faço facilita muito. Amo cantar e amo a engenharia. Unir essas duas paixões em um projeto de vida é como um sonho que vivo todos os dias. Mas é um sonho que exige muita disciplina. Minha vida é extremamente regrada durante a semana, com os horários divididos entre aulas da engenharia, estudos, escritório, ensaios com a banda, ensaios com os dançarinos, aula de técnica vocal, fonoaudióloga e academia.

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“O sucesso será consequência. Procuro manter o foco e desenvolver meu trabalho com excelência, amadurecendo minha performance no palco como artista, aprimorando cada dia mais minha técnica vocal e mantendo o entrosamento de todos os colaboradores que fazem parte do projeto.”

| Quais os pontos de maior conflito entre as duas atividades? diana dias | A carga horária. São duas atividades que exigem muito tempo e dedicação. Não basta ir às aulas, tem que estudar muito para assimilar todo o conteúdo. Assim como ser artista não se resume a fazer shows. Existem muitas atividades que são desenvolvidas nos bastidores. Desde a minha preparação física, até o aperfeiçoamento dos processos internos da carreira, como citei acima, que faço questão de fazer parte. Hoje conto com uma equipe, em parceria com a ALL, que me possibilita aprimorar essas duas atividades simultaneamente. revista mural

revista mural | Como você se vê daqui a cinco anos? Nos palcos, no mundo corporativo ou em ambos? diana dias | Nos palcos, como artista, e contribuindo no meu próprio negócio com o que aprendi na engenharia. Isso tudo junto com a ALL, que está comigo desde o início. revista mural | Falando apenas da carreira artística agora, como você avalia essa abertura do público do Sul ao axé? diana dias | Muito positiva! O axé é um ritmo que contagia pela sua energia percussiva e pela alegria nas canções. Vejo o axé conquistando cada vez mais espaço aqui no Sul. Por onde passamos somos muito bem recebidos, cada vez mais, e isso é muito gratificante e motivador.

| Como é seu processo criativo e como andam os novos projetos? diana dias | Estamos em fase de construção da nossa identidade, trabalhando nossas músicas autorais. Mesmo o axé sendo o nosso ritmo característico, queremos imprimir a nossa personalidade, sabe? E atingiremos isso somente com composições próprias. Posso garantir que é muito legal todo esse processo de criação, compor é uma delícia! Compartilhar nossas ideias e convicções através da música tem sido uma das coisas que mais gosto de fazer no momento. revista mural

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HOMENS DE FERRO As melhores fotos do Ironman fotos carlos rocha Há mais de 30 anos, no Havaí, três desportistas lançaram o “Desafio do Homem de Ferro”. Os três atletas deveriam cumprir, numa só largada e de forma contínua, as três modalidades de alto endurance: natação, ciclismo e corrida. Ali seriam testados os limites humanos e seria considerado vencedor aquele que superasse o desafio com as distâncias de 3.8 km de natação, seguidas de 180 km de ciclismo e finalizado com mais uma maratona (42.195m). Nasceria ali o primeiro “Homem de Ferro”. O Ironman Triathlon Championship é hoje uns dos circuitos mais famosos e conceituados do planeta. Com 16 seletivas classificatórias para a famosa competição de Kailua Kona, a edição brasileira é tida como uma das principais do circuito mundial e é a única sediada na América Latina. Desde 2001, o Ironman Brasil é sediado na cidade de Florianópolis/SC e desde o ano de 2004 tem a sua cobertura

fotográfica oficial sob a responsabilidade do fotógrafo Carlos Rocha, que assumiu essa missão em 2003 sob a confiança da empresa mantenedora do evento, a Latin Sports. Carlos Rocha, que já foi triatleta nas distâncias short e olímpica (1.5km/40km/10km), é fotógrafo publicitário, professor universitário e sócio-proprietário da Link Photodesign, produtora que hoje hospeda o banco de imagens oficial do evento e dedicase intensamente ao Ironman, registrando cada detalhe da prova e divulgando para o mundo todo a beleza e dedicação dos atletas participantes. Neste ano, o fotógrafo completou uma década fotografando o Ironman. “Acompanhamos de perto a superação dos atletas e neles nos inspiramos para também superar os nossos limites. Aprimoramos nossas técnicas e investimos em novas tecnologias para transmitir em imagens a alma do triathlon”, declara Rocha.

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A CIDADE REVELADA 19a Maratona Fotográfica premia as melhores imagens de Floripa fotos divulgação fundação franklin cascaes

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Parte das comemorações do aniversário de Florianópolis, a Maratona Fotográfica de Florianópolis chegou à sua 19a edição com duas novas modalidades: além das tradicionais categorias filme e digital, a organização incluiu prêmios para fotógrafos mirins, de 6 a 9 anos, de 10 a 12 anos e de 13 a 15 anos. Mais uma categoria digital, para câmeras sem lentes intercambiáveis, também passou a fazer parte da já consagrada competição, onde os fotógrafos têm 36 horas para produzir imagens de 12 temas escolhidos pela organização da competição. Dos 368 inscritos, apenas 260 conseguiram terminar a prova a tempo. O grande vencedor na categoria filme foi o fotógrafo e editor desta REVISTA MURAL, Caio Cezar, que ganhou pela quinta vez o primeiro lugar na modalidade e levou R$ 3,5 mil de premiação; André Sielski venceu na categoria digital, com prêmio de R$ 2,5 mil e Suelen Speck ficou com o primeiro prêmio na modalidade digital sem lentes intercambiáveis, com prêmio de R$ 1,5 mil. Na categoria infanto juvenil, o nível das imagens das campeãs Gabriela Fink da Silva (categoria 6 a 9 anos), Carolina Padilha Ajalla (10 a 12 anos) e Eduarda Mendonça de Souza (13 a 15 anos) surpreendeu a comissão julgadora e os visitantes da exposição que lotou o Galeria Municipal de Arte Pedro Paulo Vecchietti, na praça XV de Novembro.

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Guilherme A.N.Becker 2o lugar Conjunto — categoria Filme

André Sielski 1o lugar Conjunto — categoria digital 1 (equipamento com troca de lente)

Eduarda Mendonça de Souza 1o lugar infanto juvenil (faixa etária 13 a 15 anos)

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PEIXE DENTRO D’ÁGUA Campeão Mundial de Windsurf, Erick Razera encara o batismo no wakeboard fotos marco cezar

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Acostumado com esportes radicais aquáticos, o manezinho Erick Razera aceitou o convite de Tchello Brandão, da Pronáutica, e encarou a pranchinha do wakeboard na Lagoa da Conceição Foi sua primeira vez na modalidade, mas o garoto de 19 anos — que é campeão mundial de windsurf na categoria Junior Pro — parecia veterano, tamanha a facilidade com que realizava as manobras em alta velocidade, puxado pela potente lancha da Pronáutica. “Eu já pratico kitesurf, que é um pouco parecido com o wake, principalmente a velocidade e o jeito de cavar a onda, então foi tranquilo.” Erick já pensa em repetir a dose e incluir o wakeboard entre os esportes que pratica, como surfe, windsurf, kitesurf e motocross. “Foi irado, quero fazer de novo com certeza.” Mesmo vencendo o mundial de windsurf em 2011, o guri não está à procura de novos títulos. “Não tenho nenhum campeonato em mente, mas se pintar algum convite eu vou.” Enquanto isso, sem pressa, ele vai deixando o acaso e a diversão ditarem o ritmo de sua vida.

Marcelo Brandão (Tchello) e Erick Razera

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O CÉU DE PITOCCO Sol Paragliders patrocina recordista mundial fotos Krystle Wright

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Com sede em Jaraguá do Sul, a Sol Paragliders é sinônimo de qualidade em equipamentos para voo livre, desde a sua inauguração, em 1991. Exporta para 68 países e está comprometida com todos os aspectos do esporte, patrocinando competições e atletas como os irmãos Green, Veso Ocharov, Rafael Goberna. Um desses atletas patrocinados pela Sol, o argentino Hernan Pitocco, de 34 anos, recordista mundial em várias modalidades, bateu também o recorde asiático ao voar sobre o Himalaia por 225 km de distância. O feito foi devidamente registrado e as imagens do voo deram origem ao documentário “Karakoram Highway”, que levou os prêmios de melhor filme e júri popular no Festival de Saint Hilaire, o mais importante evento de voo livre do planeta, na França. Nestas páginas, algumas fotos das aventuras de Pitocco ao redor do planeta.

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GLADIADORES EM SOLO CATARINA Sucesso de público, UFC em Jaraguá do Sul consagra brasileiros no octógono fotos Eduardo Valente

No segundo UFC realizado no Brasil em 2013, Vitor Belfort voltou a brilhar em território nacional, nocauteando Luke Rockhold no primeiro round com um espetacular chute rodado. Na co-luta principal da noite, o ex-campeão do Strikeforce e estreante no UFC Ronaldo Jacaré finalizou o americano Chris Camozzi também no primeiro round. Das 13 lutas disputadas em Jaraguá, apenas uma foi vencida por um americano: Nik Lentz superou Hacran Dias na última luta do card principal. Estiveram presentes 7.642 espectadores na arena. “Essa é uma arena fantástica, uma cidade fantástica e mal podemos esperar para voltar. Antes, muitas pessoas não sabiam onde ficava Jaraguá do Sul. Agora, certamente sabem”, declarou o diretor de Desenvolvimento Internacional do UFC Marshall Zelaznik, que conduziu a coletiva de imprensa oficial após o evento.

Vitor Belford “Quem estava ali presenciou um dos maiores espetáculos que já vi. Uma arena bonita, lotada, todo mundo torcendo e vibrando. Cada luta ali foi um cinturão, desde a primeira. Tenho dois cinturões em casa, estou feliz, fazendo porque gosto. Quem está comigo sabe a dedicação que eu tenho. Então, eu já sou detentor de um cinturão. Não existe sorte sem treinamento. Tenho os melhores treinadores de chute do mundo, e creio que tudo que você pratica, você consegue. Estou curtindo o momento, não peço adversários, é uma alegria apenas estar lutando. Estou focado em me aprimorar e continuar melhorando.”

Luke Rockhold “Tenho que tirar meu chapéu para o Vitor. Ele conseguiu um chute incrível. Achei que estava encontrando meu tempo na luta, mas ele veio com esse chute e acabou. Eu não era derrotado há muito tempo, não treino para perder. Não estou me sentindo muito bem. Agora, só consigo pensar em voltar para o octógono e bater em alguém.”

Ronaldo Jacaré “Assim que entrei na arena, pensei “não vou decepcionar essa torcida, essa torcida está demais.” Vou dividir o meu bônus (de finalização da noite): metade vai para minha mãe e a outra metade para uma viagem sensacional com a minha patroa.”

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Rafael dos Anjos “Eu senti a cabeçada, senti a dor do corte, mas acontece. Eu perdi o equilíbrio no primeiro round e tomei uma queda, mas estava confiante de que tinha ganhado o segundo e o terceiro rounds. Estou bem treinado, preparado e pronto para enfrentar qualquer um, mas gostaria de enfrentar alguém bem rankeado, para que eu possa crescer como lutador.”

Rafael Natal “Eu sei que falei antes que a mudança de oponente não faria a diferença, mas eu tive que mudar muitas coisas na minha estratégia. Eu iria marcar um lutador alto e canhoto, e tudo mudou. Mas eu sabia que sendo chamado com tão pouca antecedência ele não teria tempo suficiente para ficar em forma, então pensei que, mesmo perdendo o primeiro round, eu levaria o segundo e o terceiro, e foi o que aconteceu.”

Zeferino “Foi muito emocionante lutar em casa, mas não vou inventar desculpas. Fiz o meu melhor, mas ele foi melhor que eu e mereceu a vitória. Agora vou continuar em frente e espero conseguir lutando no UFC.”

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MYRELLA SEEMANN texto caio cezar

Modelo catarinense leva sua beleza aos quatro cantos do mundo Quinze minutos depois do horário combinado, Myrella Seemann atende minha ligação no skype. Eu nem tinha notado que ela estava atrasada, mas a bela educadamente pede desculpas e justifica: “estava na (agência de modelos) L’equipe e o trânsito também não ajudou. Lamento te deixar esperando, é que às vezes o relógio anda muito rápido”, diz a loiraça de 1,73m enquanto liga a webcam para a entrevista. Quando a conexão de vídeo é estabelecida, Myrella ajeita a vasta cabeleira, abre um sorrisão sincero e contagiante, e eu que nem lembrava do atraso quase me esqueço o que é que eu estava fazendo ali. Me recomponho e começamos a conversa. Percebo que Myrella mistura uma inocência moleca e uma rara elegância de gestos. Conta que está indo para o Rio de Janeiro na sexta, que ainda tem que arrumar a mala, uma das coisas que mais detesta: “É engraçado: o que mais gosto de fazer na vida é viajar, mas fazer e desfazer malas é sempre um pesadelo para mim”, suspira a modelo, que tem viajado e arrumado malas sem parar desde que começou a atuar como modelo, em 2006. Nesses sete anos já morou em Madri, Londres, Milão, Hamburgo, Lisboa e Cidade do México, e hoje divide seus dias entre Floripa, São Paulo, Lisboa e Londres. Na capital inglesa, Myrella tem um apartamento montado e passa em média três meses por ano.

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48 Começou na profissão por acaso, graças à boa influência da mãe, que a achava muito tímida e matriculou a pequena Myrella, então com doze anos, num curso que ensinava teatro, fotografia, maquiagem e boas maneiras. “Só comecei a trabalhar para valer como modelo aos 19, mas esse curso me fez perder a timidez e ver que eu tinha futuro nessa área.” Prefere fotografar do que desfilar, porque diz não ter paciência: “desfile é enrolado e eu fico muito ansiosa”. Moça de família, evita falar sobre a vida pessoal, sabe cozinhar de tudo, “minha feijoada fazia o maior sucesso com meus amigos no exterior”, come chocolate quase todo dia, ama vinho branco e nunca faz dieta. “Tenho sorte, todo mundo é magro na minha família.” Myrella, que carrega um discreto crucifixo como pingente, também não sai de casa sem rezar um pai-nosso mentalmente, enquanto está no elevador. “Faço isso há muito tempo, sinto que a oração me protege e me dá sorte.” Como se não fosse sorte suficiente nascer assim, tão linda.

H谩 13 anos inovando sempre!

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Journey

Ao longo de mais de 30 anos de pesquisas, adequações e promoções, a catarinense Riccieri se tornou conhecida e reconhecida por estar sempre em sintonia com o mercado e seu público. Atualmente, a Riccieri é sinônimo de qualidade e é conhecida pelos produtos diferenciados, de extremo conforto e atributos sofisticados. Presente nas melhores multimarcas de todo o país, a marca avança cada vez mais em direção ao sucesso. Em uma atmosfera enigmática envolvida por um clima vintage, a Riccieri traz para o Outono Inverno 2013 toda a elegância e sensualidade que a estação exige. O mistério ganha um ar glamouroso e envolvente, explorando uma extravagância lúdica e provocativa. Embarcada em um vagão de trem, a Riccieri Journey traz em sua bagagem muita ousadia e sofisticação emoldurada por um cenário minuciosamente pensado. A coleção viaja através de trilhos luxuosos e inspirados em uma tendência destemida, trazendo para a temporada de frio todas as sensações, paixões e experiências que só uma viagem proporciona. Pois o que você leva em sua bagagem é o que conta a sua história.

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Chanel A peça ícone da estação, o casaqueto ao estilo Chanel alinha-se a qualquer estilo e traz contemporaneidade ao look. É elegante e versátil. Uma peça que a cada estação surge renovada e realça ainda mais os tons quentes que são os preferidos neste inverno, como o vermelho.

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A coleção A coleção Outono Inverno 2013 da Riccieri é um reflexo inspirado em épocas de glória, que revive a Belle Époque, o Art Nouveau, o Art Decó e o Barroco em peças que trazem a suntuosidade e efeitos decorativos marcantes para as peças. As cores viajam desde o vermelho escarlate, passando pelos amarelos, rosês e azuis até o verde esmeralda, ressaltando os tons típicos e neutros do inverno. A extensa gama de cores enriquecem e aquecem ainda mais as peças que trazem o preto como cor principal: é o gótico renovado e luxuoso.

Buscando o passado Misturada ao couro, a saia lápis usada junto à jaqueta perfecto dos anos 50, garante neutralidade à sua identidade comportada. A calça de alfaiataria e a camisaria em viscose fluida com print geométrico inspiram a gravataria que vem junto à tendência de estampas étnicas.

Neutros e clássicos Os tons neutros e clássicos são os preferidos em todas as estações. A camisaria em cetim se completa à alfaiataria para compor um look monocromático e refinado. O couro marrom traz o ar vintage e o conforto da jaqueta masculina à tona: impossível não amar!

Saiba mais | www.riccieri.com.br

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OLHO VIVO

Os melhores tratamentos para clarear as olheiras texto dra. mariana Barbatto (CRM 10877/RQE 6741) foto divulgação

Embora existam corretivos e maquiagem para amenizar as olheiras, elas continuam sendo um grande transtorno na vida de muitas pessoas, pois deixam um aspecto de rosto cansado e envelhecido. A olheira é causada por deposição de pigmentos (hemosiderina, pelo extravasamento de sangue na região infra-palpebral) e pelo efeito sombra e profundidade da pálpebra. A genética tem um papel importante na formação das olheiras, bem como fatores ambientais: noites mal dormidas e período menstrual. Ao contrário do que muitos acreditam, existem tratamentos eficazes para amenizar o problema: Luz intensa pulsada | Feixes de luz que são atraídos pelo pigmento escuro das olheiras e em algumas sessões são capazes de clareá-las. Cabe ressaltar que este pigmento retorna e o tratamento deve ser repetido. Cremes para área dos olhos | Podem ser usados isolados ou em associação com outros procedimentos. Ativos como vitaminas C e E, ácido kójico, ácido fítico e outros antioxidantes podem ser utilizados. Os ácidos devem ser utilizados em baixa concentração, lembrando sempre que a pele da pálpebra é muito fina e sensível, com grande tendência a reações alérgicas. Uma dica é utilizar sempre uma camada de creme muito fina (muita quantidade de produto pode irritar a pele) e sempre aplicar o creme para olheiras antes de outros produtos para face (esses últimos geralmente são mais concentrados e em contato com a área dos olhos podem provocar ardência). Ácido hialurônico | O preenchimento com este produto é o tratamento “padrão ouro” para as olheiras profundas. O objetivo é repor o volume no sulco da olheira, conseguindo assim, um efeito clareador. Além do clareamento e preenchimento da área, o ácido hialurônico auxilia na hidratação, melhorando a pele fininha e flácida que é uma queixa comum dos pacientes sobre a pele da pálpebra inferior. Agora que você já conhece as formas de tratamento poderá substituir aquele ar de cansaço por uma pele mais clara, viçosa e sem olheiras.

Saiba mais | maribarbato@yahoo.com.br

(48) 3223-6891

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CARDÁPIO ROMÂNTICO

No clima do Dia dos Namorados, Shirlei Albuquerque e Claudinho Sabonete degustam jantar do chef/colunista Marcos Heise texto Marcos Heise fotos marco cezar A MURAL foi conhecer a intimidade do lar de Shirlei Albuquerque e Claudinho Sabonete,um dos casais mais queridos e festejados aqui da Capital. Num belo apartamento de frente para o mar na avenida Beira-mar Norte, eles foram os convidados para a degustação de um cardápio romântico no clima do Dia dos Namorados. Juntos desde 2005, Shirlei e Cláudio se conheceram numa academia. Eles estavam próximos, malhando, cada uma na sua, até que o inusitado aconteceu. Um amigo de Cláudio, o Candinho, meio do nada, olhou para os dois e disse: — Vocês combinam, deviam namorar. Cláudio e Shirlei viraram amigos, começaram a conviver em eventos, festas e passeios de barco até que, num deles, o “tchan” aconteceu. Na época, Claudinho morava em uma casa em Jurerê e agora opta por um apartamento na região central da cidade, onde mora com Shirlei e os dois filhos do primeiro casamento dele. Cláudio tem mais uma filha que mora com a mãe. O casal se divide entre Florianópolis e Miami, Estados Unidos. Cláudio é um bem sucedido empresário que atua em diversos segmentos como postos de combustíveis e empreendimentos imobiliários. Foi jogador de futebol, jogou no Coritiba, Flamengo, Figueirense, e outros times, mas descobriu cedo que tinha jeito para negócios e começou a investir em postos de gasolina. Com 16 anos, se emancipou para assinar o primeiro contrato como jogador profissional. O apelido Sabonete vem desde jovem, por sua habilidade no futebol. Os marcadores não o seguravam, ele sempre escapava, liso como sabonete. Ficou.

Palavra mágica — respeito A condição para um bom relacionamento é uma só, assinala Shirlei: respeito mútuo. “Quando existe respeito existe espaço entre as pessoas para que elas possam conviver em harmonia e se sintam felizes.” Shirlei ajuda a administrar a vida doméstica do casal e também adora fotografia, um talento reconhecido por 4 mil seguidores na rede Instagram. Além de participar de festas e de eventos — “sempre no agito”, diz Cláudio — o casal adora receber amigos em Miami durante temporadas em que literalmente moram no barco. A próxima será no barco novo comprado na Itália, um 78 pés que será inaugurado navegando pela Itália e França. Depois seguirá para os Estados Unidos, onde ficará ancorado numa marina em Miami.

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Entrada

O CARDÁPIO Sem conhecer direito as preferências gastronômicas do casal, optei por um cardápio sem grandes complicações de preparo, com ênfase para frutos do mar, comida mais leve para uma refeição noturna. Na entrada, salada de alface e tomates frescos temperados apenas com azeite e ciboulette com camarões. O prato quente foi um salmão grelhado ao molho de uma redução de suco de laranja e queijo cheddar, guarnecido por um purê de mandioquinha (batata-salsa ou batata baroa). De sobremesa, uma receita clássica de panacota com calda de morango.

Salada de alface americana, tomates cereja e camarões Ingredientes w Alface americana de cabeça w Tomates cereja maduros w Azeite de oliva w Camarões brancos e limpos, 4 por prato w Páprica picante, uma pontinha de colher de cafezinho. w Duas colheres de sopa de maionese w Pimenta moída na hora w Ciboulette Modo de preparo w Lave muito bem o alface e deixe numa bacia grande com água gelada por uma hora, para que as folhas ganhem crocância. Corte os tomatinhos em quatro retirando a ponta. Junte uma xícara de chá de ciboulette bem picada e azeite. Misture e reserve. w Tempere com pouco sal. Salteie os camarões em frigideira anti aderente 2 minutos de cada lado. Reserve deixando esfriar um pouco. Faça um creme com a maionese, a páprica e o azeite, misture bem e envolva os camarões. w Escorra bem a água do alface e rasgue as folhas com as mãos. Faça um colchão’ no meio do prato. Coloque os tomatinhos por cima e arrume os camarões na lateral. Faça uma decoração com fio de azeite e um pouco de páprica misturados na colher.

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Prato principal

Salmão grelhado com purê de mandioquinha Ingredientes

Modo de preparo

w Azeite

w Comece pelo molho: derreta a manteiga em uma panela pequena (inox é a melhor), acrescente o suco de laranja e deixe reduzir pela metade em fogo médio. Acrescente o queijo e mexa bem até que fique com uma consistência de molho grosso. Acrescente alho poró bem picado, cubra e reserve.

w Salmão em filé alto (200g) com a pele w 800 gramas de mandioquinha w Farinha de trigo w Sal w Manteiga (50 gramas) w Um copo de suco de laranja coado w Ciboulette para enfeitar w Alho poró picadinho w Meio copo de queijo cheddar cremoso

w Enquanto isso, limpe a mandioquinha e coloque para cozinhar em água e sal até o ponto de purê. Passe pelo aparelho de purê ou amasse com garfo e faça o ponto de textura com a água do cozimento e uma colher de manteiga. Mexa bem até ficar bem leve. w O salmão deve ser temperado com pouco sal e envolvido em farinha de trigo. Grelhar o salmão em todos os lados até que fique com aquela cor rósea homogênea. Cuidado para não grelhar demais. Este peixe quando muito seco fica com um sabor amargo. A farinha de trigo servirá para segurar a umidade no interior do filé. Para grelhar, se tiver, use manteiga clarificada, ou azeite de oliva. w Na montagem, coloque o salmão no centro do prato, cubra com o molho, guarneça com o purê e faça acabamento com azeite em fio e ciboulette.

Sobremesa

Panacota com calda de morango

Ingredientes

Modo de preparo

w Uma xícara de leite integral hidratado com uma colher de gelatina em pó sem sabor w Duas xícaras de creme de leite fresco

w P reparo da massa: coloque no fogo médio o creme de leite com o açúcar, desligue antes que ferva. Misture bem com o leite já hidratado e a baunilha.

w Uma colher de chá de essência de baunilha

wC  oloque em forminhas e leve até a geladeira por 4 horas.

w Meia xícara de açúcar (use um pouco menos se não quiser muito doce)

w P ara a calda, corte o morango em pedaços, coloque em uma panela no fogo juntando o açúcar e o suco de limão. Misture no fogo baixo por dez minutos. Desligue, passe pela peneira e refrigere.

w Duas xícaras de morango w 4 colheres de sopa de açúcar w Suco de meio limão w Kiwi em fatia

wN  a montagem, retire com cuidado a massa branca da forma e coloque sobre um prato liso. Derrame a calda sobre a massa e decore com um morango.

A cozinha do Yaah ganhou novos temperos, juntou outros ingredientes e criou o Yaahkisoba. Uma combinação de legumes, carnes, molhos, macarrão ou arroz que você mesmo pode montar, ou saborear os clássicos e tradicionais pratos da cozinha oriental.

Yaah (Centro) Rua Bocaúva, 2.300 (48) 3879.9693

www.yaah.com.br

Yaah (Kobrasol) Rua Koesa, 255 (48) 3034.7794

Yaahkisoba (Trindade) Rua Lauro Linhares, 1.015, loja 8 (48) 3879.9694

Yaahkisoba Delivery (48) 3879.9694

www.yaahkisoba.com.br

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Guabiju textos Ana Carolina Abreu fotos laura sacchetti

Nativo do Sul do País, o guabiju (Myrcianthes pungens) faz parte da imensa lista de frutas maravilhosas que temos no Brasil e que ainda são pouco conhecidas. De polpa suculenta e amarelada, tem sabor doce e atrativo. No que depender do seu valor nutricional, logo vai ficar mais conhecido. Estudos com a fruta mostram potente efeito antioxidante, alto teor de antocianinas, flavonoides (presentes na casca de cor roxa, quando maduros) e betacaroteno. Compostos com ação anti-inflamatória, que combatem o envelhecimento, previnem câncer e doenças crônicas degenerativas. E não para por aí, estudos realizados em animais para avaliar os efeitos protetores no uso de drogas quimioterápicas, demonstraram o quanto a frutinha pode ser protetora, já que melhora os níveis de colesterol, com redução de LDL (colesterol “ruim”) e protege o fígado, diminuindo os níveis de gordura. Como a fruta só é encontrada em janeiro e fevereiro, pesquisas foram feitas avaliando o valor nutricional do guabiju liofilizado e congelado, e a boa notícia é que ainda mantém os nutrientes.

Chá gelado com guabiju Ingredientes w Folhas de hortelã w Água com gás w 4 guabijus picados Modo de preparo w Faça a infusão com as folhas de hortelã, bem concentradas. Espere esfriar, acrescente a água com gás bem gelada e os guabijus picados.

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Achachairu Sorbet de Achachairu Ingredientes w 2 ½ xícaras de achachairu sem casca e sem semente w 2 xícaras de água w 2 colheres de chá de gelatina incolor em pó ou ágar ágar (gelatina de alga) w 1 colher de sopa de açúcar demerara orgânico (ou adoçante em pó) w 2 colheres de sopa de suco de limão Modo de preparo w Em uma panela coloque o achachairu, a água e o açúcar. Deixe ferver por 2 minutos. Hidrate a gelatina em um pouco de água. Desligue o fogo e acrescente a gelatina, misture bem. Acrescente o suco de limão e leve para o congelador até ficar firme. Com uma colher, raspe o sorbet e sirva em taças. Não é preciso liquidificar as frutas, depois de congelar elas “quebram” com a colher.

O achachairu (pronuncia-se “atchatchairu”) é uma fruta comum da região amazônica e também da Bolívia. Mais consumida por animais nas florestas, aos poucos vem se tornando conhecida no restante do país, principalmente na região Norte. Por aqui ainda não é tão fácil de encontrar. De gostinho azedinho-doce, lembra um pouco a jabuticaba, inclusive pela aparência da polpa esbranquiçada. Na Bolívia, onde é mais consumida, é utilizado no preparo de sorvetes, sucos, geleias e doces. O refresco preparado com a fruta é muito comum, a fruta é deixada de “molho” na água por no mínimo duas horas e só depois disso o refresco é adoçado e consumido. Pertence ao mesmo gênero do mangostin (já falamos dele na edição 54), que é o “parente” mais famoso. Os estudos científicos realizados com o extrato do achachairu demonstraram ser um excelente protetor gástrico, com efeitos comparados a medicamentos como o omeprazol (muito utilizado em pacientes com gastrites e úlceras). Além disso, tem efeitos analgésicos potentes. Rico em vitamina C, é um potencial antioxidante.

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GOJI BERRY Fruta do Himalaia conquista o ocidente texto Ana Carolina Abreu

A frutinha que está em alta já é conhecida há muito tempo pelos asiáticos. Virou febre em outros continentes e agora aterrissa por aqui. Como sua origem é o Himalaia, aqui só encontramos na forma de cápsulas ou desidratadas. Na medicina chinesa já é utilizada há séculos nas mais diferentes versões: chás, sopas, caldos, sucos, desidratada e até na forma de vinho. O que justifica ela vir de tão longe são seus diversos predicados: sua concentração de aminoácidos é invejável (18 tipos), incluindo o triptofano, precursor de serotonina, por isso a goji berry melhora o humor e ainda ajuda a controlar o apetite. É considerada uma excelente fonte de carotenoides, por isso seu potencial antioxidante é tão invejado. O betacaroteno, que possui maior atividade de provitamina A entre os carotenoides, além de garantir o bronzeado, atua na saúde da pele, cabelos e combate a oxidação do colesterol. Mas exagerar na dose pode produzir efeito contrário. Melhora a função dos rins e do fígado, o que ajuda muito na eliminação das toxinas. Um dos nutrientes que contribui para isso é a betaína. E para quem não sabe, eliminar toxinas é fundamental para evitar a retenção de líquidos, diminuir a inflamação e deixar a pele lisinha. Ou seja, goji berry combate até celulite.

Entre os mais de 20 minerais presentes estão o zinco, cálcio, magnésio, ferro, selênio e germânio, mineral difícil de encontrar e que tem ação anticancerígena. Também foram comprovados efeitos neuroprotetores, sugerindo sua importância na prevenção do Alzheimer. Seu teor de antioxidantes (zeaxantina principalmente) previne a degeneração macular, muito comum em idosos. Ainda contém betasitosterol, que ajuda a controlar o colesterol e diminuir os níveis de cortisol, hormônio do estresse. É fonte de ácidos graxos essenciais, equilibra os níveis hormonais e acelera o metabolismo. Sua concentração de vitamina C deixa qualquer outra fruta no chinelo, é centenas de vezes maior que a laranja, amora e mirtilo. Mas apesar de ser realmente uma dádiva, é importante lembrar que seu consumo deve ser aliado à uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis. Nada de só incluir a goji berry e ficar esperando um milagre. A versão em cápsulas só deve ser utilizada quando prescrita. Para quem acha que não faz mal, é importante saber que uma das interações da goji berry é com os anticoagulantes. Portanto procure orientação especializada.

Panqueca “americana” com goji berry Benefícios do consumo de goji berry

Ingredientes w 50 g de biomassa de banana verde (em lojas de produtos naturais)

w Previne o envelhecimento

w 50 g de farinha de grão de bico (pode ser substituída pela farinha de trigo ou mistura sem glúten)

w Melhora o humor

w 50 g de farinha de milho

w Reduz o colesterol

w 1 colher de café de sal

w Combate a formação de radicais livres

w 1 colher de sopa de açúcar

w Aumenta a vitalidade e níveis de energia

w 1/2 colher de sopa de fermento químico

w Fortalece o sistema imune

w 150 ml de leite de castanhas (bata no liquidificador 150 ml de água com 5 unidades de

w Controla os níveis de insulina

w castanha-do-pará e coe numa peneira fina)

w Melhora a libido

w 2 ovos batidos

w Favorece a eliminação de toxinas

w 2 colheres de sopa de azeite

w Auxilia no emagrecimento

w 5 colheres de sopa de goji berry desidratada

w Tem propriedades anticancerígenas

saiba mais w Uma colher de sopa tem apenas 50 calorias. O consumo diário deve ficar entre 15 a 45g da fruta desidratada. Como seu sabor é azedinho combina bem com sucos, na salada de frutas, receitas de bolos e até preparações salgadas. Aqui coloquei uma receitinha mais elaborada para quem gosta de variar.

Modo de preparo w Amoleça a polpa de banana verde (retire a biomassa congelada no dia anterior e antes de usar leve a uma panela com água quente ou coloque em micro-ondas por 3 a 5 minutos). Bata no liquidificador a massa da banana com os demais ingredientes, menos os ovos e o fermento. Bata os ovos por 3 minutos em batedeira. No liquidificador, misture a massa batida aos ovos com uma espátula ou colher, envolvendo tudo delicadamente. Acrescente o fermento por último. Deixe a massa descansar por 10 minutos, na geladeira. Utilize uma w frigideira antiaderente e fogo médio; esquente e passe na frigideira um papel com uma gota de óleo. Proceda como panqueca grossa tipo americana. Dica w Não se preocupe, pois as primeiras sempre costumam dar errado, até a panela adquirir a temperatura correta.

Ana Carolina Abreu, é graduada em nutrição pela UFSC e pós graduada em nutrição clínica funcional pela CVPE/Unisul. Colaboradora do livro “Nutrição Clínica Funcional: Obesidade”. Membro brasileiro de Nutrição Funcional. Atendimento em consultório: Clínica Abdo (48) 3223-4003.

nutrição

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show de outono

64 fotos Marco Cezar e Laura Sacchetti

FLORIPA

show de outono

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É SHOW As melhores festas do outono Como sempre na nossa Mural, reunimos nas próximas páginas as fotos das melhores festas e shows que animaram a Ilha da Magia, famosa por reunir em celebrações gente bonita de todo o mundo. Além do show do rei Roberto Carlos, que comemorava 50 anos de carreira, tem a atriz Lindsay Lohan de boa em Jurerê, o Winter Play bombando com dj’s internacionais, o sucesso da Cervejaria Devassa, Seu Jorge, Preta Gil e Nando Reis no P12. E tudo o que rolou de mais importante nas noites de outono dessa cidade, que assim como a Revista Mural adora uma boa festa.

oculto

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O NOVO-VELHO SUBLIME Com Rome nos vocais, banda californiana veio pela primeira vez a SC texto Leo Comin fotos marco cezar

Salve, salve, amigos da Mural! Floripa foi palco de mais um show internacional muito esperado por aqui. Depois do cancelamento da apresentação em novembro do ano passado, finalmente a banda californiana Sublime deu o ar da graça na Ilha. Impedidos de usar o nome original por causa de processos movidos pela família do ex-vocalista e compositor Bradley Nowell, morto por overdose de heroína em 1996, os outros dois integrantes convidaram o cantor Rome Ramirez a assumir o microfone, rebatizaram o grupo como Sublime With Rome e saíram em turnê, para alegria dos milhões de fãs espalhados pelo mundo. O show de Floripa foi bom, mas não excepcional. Rome canta bem e tem até o timbre de voz parecido com o saudoso vocalista original, mas a ausência dos metais, sempre tão presentes nos arranjos originais, e um certo vazio causado pela ausência de Bradley deram a impressão de que o grupo ainda não está totalmente seguro com a nova formação. Faltou alguma coisa, mas mesmo assim o público cantou em uníssono hits como “What I Got” e “Garden Grove”. E ninguém arredou pé do Devassa On Stage depois da apresentação do Sublime, pois além do rap nacional rolando nos toca discos comandados por mim, ainda teve Dazaranha, unanimidade na Ilha de Santa Catarina. Não há cansaço que resista quando o Daza sobe ao palco, e a festa rolou solta até alta madrugada.

mural Winter Play

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A MELHOR Com Pete Tha Zouk, Michel Saad e outros, Winter Play reúne festeiros de todo o Brasil fotos Cassiano de Souza e Felipe Carneiro Com o slogan “Don´t explain, Feel it” e trazendo o tema “Água e Gelo” como mote da edição 2013, o Winter Play, evento já consagrado no calendário das melhores festas eletrônicas do país, agitou o mês de junho em Jurerê Internacional. Na Opening Party, os DJs Michel Saad e Pete Tha Zouk, além do trio Life is a Loop, assumiram as cabines da festa. Entre as presenças VIPS, Álvaro Garnero, Sidney Sampaio e o vereador Romário.

Luiza Freyesleben

Arícia Silva

Tayana Cantu

Andressa Suita e Anamara

mural Winter Play

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Ana Boeing

Veridiana Alves de Lima e Rodolfo Mahfuz

Ginno Fontes e Merien

Stephanie Weisseheimer e Diennefer Weissheimer

Diego Lopes e Paula Menezes

Carol Nakamura

Fernanda Motta

Priscilla Tomathis

Bruna Lecardeli

Tatiana Contes

Raphaela Sirena e Luisa Granatto

Jéssika Müller

romário

Álvaro Garnero e Andre Sada

Sidney Sampaio

Pedro Sirotsky e Maria Luiza Petrelli

mural Devassa On Stage

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palco da ilha Devassa On Stage tem música para todas tribos fotos fernando oliveira, marco cezar e laura sacchetti Maior casa de eventos de Floripa, a Devassa On Stage é quem traz os melhores shows nacionais e internacionais para alegria de todas as tribos, que já viram passar por aquele palco Ziggy Marley, O Rappa, Sublime, Naldo e as estrelas do sertanejo Gustavo Lima, Jorge e Mateus, Humberto e Ronaldo e muitos outros.

turma da Victoria

TARCISIO, ERICK, JOãO PEDRO e ERICK

JR DARON e ALINE CAMPOS

RODRIO COELHO, DORENI CARAORI e ED PEREIRA

seu jorge

turma da paty

MARCELE, bruna e NATASHA

mural Devassa On Stage

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ALICE MENDONÇA

DAIANE PAULA e ALICE ROMAN

CAMILA CAVALCANTE e GABRIEL MENDES

CAMILA SANSONI e CAMILA SAYURI

MARIANA GENTIL

Edilaine, érica, Taís, Vivian, Ani, Karla, Maryah, Naiana e Marcela

MARIA CAROLINA

ANA BRUNA e GIOVANA D’GIACOMO

dani daltro

MAIELE e LETíCIA MANZU

CAMILA URRUTIA e GUSTAVO GUTIERREZ

BRUNELA GUIDONI

CLEBER BAMBAM

PINHO MENEZES e CINTHIA BOLSAN

CAROLINE COMACETO e MAYARA SOARES

mural el divino lounge

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DA NIGHT

Mylene Madeira e Laura Azevedo

Sempre com muita qualidade, semana do El Divino contempla vários públicos fotos David CoLlaço O El Divino Lounge continua sendo o principal destino das pessoas que querem curtir a noite no centro da cidade. A balada à beira-mar tem grande diversidade de público e estilos musicais. Na quarta-feira o consagrado Santo Baile Beatka, o melhor bailinho de Floripa, quintas com a famosa Quintinha, com hip-hop e house music, e nas sextas o projeto We Love House Music sempre lota pista e camarotes. Para fechar a semana, o domingo é dia da festa Swing & Balada, com muito pagode. Tudo isso e a alta gastronomia do Restaurante Arataka e comida oriental do Setai Sushi Bar.

Bernardo Amorin e Cynthia Bolzan

Cícero e ícaro Ronchi, e Camilo Silva

Kenia Santos

GABRIELA CARDOSO

Felipe Kleinubing e Agnes Sakai

mural el divino lounge

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Bianca Silveira

Edmilson Pereira

Aline Almeida

Mariana Motta

Claudio Fornerolli e Isabela Soncini

Yasmin Muniz

Camylla Vitório e Nathália D’áquino

DU OLIVEIRA E DADO PRISCO

Debora Schondernark

Emanuela Vieira e Carolina Nobrega

Rafaela Pinheiro

Paula Bertoldi

Davi Guimarães, Pinho Menezes e Du Oliveira

Daniela Sá

mural Cervejaria Devassa

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CHOPP E BOA MÚSICA

Cervejaria Devassa é sucesso na Bocaiúva fotos David Collaço Mais um sucesso do Grupo Novo Brasil, a Cervejaria Devassa já entrou no gosto dos formadores de opinião da Ilha. O melhor happy hour da cidade tem comida de boteco, chopp da melhor qualidade e som ao vivo todas as noites. Abre de segunda a sábado das cinco da tarde à uma da madrugada. Aos sábados também serve feijoada do meio-dia às quatro da tarde.

Gabriela Losekann

Camylla Vitório

Julia Ulussea

há 27 anos no coração da cidade. As melhores marcas nacionais e importadas.

Rua Felipe Schmidt . 218 . Centro . Florianópolis/SC . 48. 3223-7550

mural Cervejaria Devassa

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Camila Cunha

Carol Lobatto

Cesar Souza jr.

DĂŠbora Brasil

Fernanda Varela

Felipe Hulse Pederneiras

Jaqueline Lavina e Eduardo Queiros

Isabel e Raphael Faraco

Victor Guerreiro e FlĂĄvia Cavasotti

Raquel Kmorst

Thais Alencar

Monique Amin

Leonardo Mendes e Fernanda Haverroth

Malu Ferreira

Mariana Orofino

Xandinho Fontes

mural Confraria & NOMURO

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A união faz a força Confraria & Nomuro fotos Angelo Santos Dois tubarões da noite no chamado “Baixo Lagoa” uniram suas forças. O Confraria Club, um dos principais points de entretenimento do Brasil, incorporou as ideias e a energia do Nomuro, numa sociedade que resgata o conceito lounge ao já consagrado club. Este envolvimento, focado em eventos culturais e inovando com o conceito de diversão com responsabilidade social, promete revolucionar a noite da Lagoa.

Angela Zill e Vilma Benatti

Léo Paes Leme, Selton Mello e Jeco Thompson

MARIANA, XANDINHO FONTES E ZENAIDE DRUMOND

HELIO, PETERSON E MAGDA UNGARETTI

Fabio e Luciano Martinz

mural Confraria & NOMURO

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Cintya Hygídio

Flávia Tirloni e Marcel Fabre

DAVID CORREY

MARIANA WERNER

JULIANA ALBERTON E CAMILA TICHETTI

KETLEN BECK CALIXTO

LEONARDO AVILA E ALICE HARGEN

ISABELA EING E PIERO RECHIA

Malu Ferreira

Mariana Heiderscheidt

Sheron Menezes

MARCELA RICA E IGOR COSSO

Marco Ramos Coy e Marina Machado

PRISCILA BARBI

Marina Machado

RAFAELLA GIASSI

mural Confraria & NOMURO

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Caroline Castagna

Fabiana Schlรถsser

MARINA GUIMARรฃES

Andrea Molli

Hugo Rubilar

Gabriela Markus e Manoella Deschamps

Lilian Pettres

Thiago Becker

JAQUELINE LAVINA

Dj. Duda Vee

Josiany Salache

MARK GODINHO

GI ESTEVAN E TENILE GIANESINI

Amanda Sayuri Campos

Kadu Almeida e Angela Zill

by Vivian Simas

Travessa Carreirão, 33 Centro – Florianópolis/SC Cep 88015-540 Fone (48) 3206.0249 perfeitomimo perfeitomimo

mural P12

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Thayane Oliveira

Bernardo Martins e Renata Guaresma

TEMPO BOM P12 segue no outono com boas atrações musicais

Carla Lins

Bruna Vicco

fotos David Collaço O verão passou, mas o P12 continua a todo o vapor. Com eventos especiais durante a baixa temporada, já passaram por lá passaram Seu Jorge, Preta Gil e Nando Reis, sempre com adesão total da rapaziada bonita de Floripa, que gosta de festa boa.

Mônica Bunn

show do nando reis

Gisele Biz Canela

Juliana Coelho

Bruna Silva

Rodrigo Dias e Caroline Piovesan

Gustavo Abdalla e Karine Pizzolatti

mural P12

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Bruna Coradini

Carina Marciel e Paulinho Silva

Barbara Amin

Nelsinho Catchcart e Aiani Silva

Juliana Mello Ferreira e Mari Heiderscheidt

Fernanda Santos e Andre Canever

Wilfredo Gomes e Amanda Lima

Matheus Verdelho e Dj An達o

Kisy e Leo Coelho

Eduarda Jakubiak

preta gil

Rocca Goedert

Rafael Althoff e Jacqueline Pagani

seu jorge

POSTO HCAVENIDA COMBUSTÍVEIS

DERIVADOS DO PETRÓLEO FARMÁCIA PREÇO POPULAR LAVANDERIA LAVA SECO CONVENIÊNCIA BR MANIA

Rua Delminda Silveira . 485 Agronômica . Florianópolis/SC

48. 3024.2866

mural donna

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Betina Sens

COMER, BEBER, DANÇAR

Joana Fahri, Amanda Sayuri e Carla Lins

Amandsa Sayuri, Feka Mansano e Carla Lins

Donna é opção divertida em alta gastronomia

Paula Bertoldi

fotos David Collaço Aliando gastronomia, diversão e música, o Dinning Club Donna é o point perfeito para comer bem e relaxar, e reúne a nata da Ilha aos finais de semana, para o famoso “esquenta”, coquetéis e almoços em grande estilo. Abre quintas e sextas-feiras das 19 à 1 hora, aos sábados das 11 à 1 hora e domingos das 11 às 20 horas.

Marina Blasi e Bernardo Bahia

claudinho sabonete e schirlei silva

Dudu Marcondes e Luisa Schwartz

Pedro Almeida e Ana Luiza Prisco Paraíso

Bruna Milioli

flavio jardim e scheila mello

natália d’áquino e luiza schwartz

mural Fields

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ritmo sertanejo Fields comemora o sucesso e se prepara para festa de um ano fotos Adriel Douglas Reduto das mulheres mais lindas da ilha da magia, a Fields chegou para ficar. Aberta todas as quartas, sextas e sábados, o grupo de sócios do local, composto por Duda Cunha, Ricardo Tolazzi, Eduardo Phillips, Rafael Setrak, PC D’ávila, Fabiano Steil, Gabriel Rocha e o músico Sorocaba preparam uma agenda especial para os próximos meses, como a temática festa junina e a esperada festa do primeiro aniversário, em julho. Seguindo um conceito premium para um público exigente, a Fields conta com ambiente amplo, seguro e confortável, atendimento diferenciado e atrações de qualidade para quem quer se divertir.

Luiz Fabiano

despedida de solteira

cris rocha

romário

mural Fields

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amália araújo

Gabriele Losekann

Aninha Machado

Rodrigo Conte e Bruna Lemos

Ariane Ridrigues e Laura Cruzeiro

ed

Amália Boppré

débora brandao, roberto coelho e maytte martins

denise guedes

Giovana Ribeiro

Priscila Martins

Franciele Perao

Heloisa, Léo Mueller, Rodrigo e Fernanda Ortiz

pamela correa

mural ESPAÇO FLORIPA

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PC Davila, Cesar souza Jr. e Fabiano Steil

ESPAÇO FLORIPA

Eder Santos, Guilherme Lira, Natália Paris e Lenise ParisAmin

Último show do Barão Vermelho lotou a casa que é modelo de sofisticação fotos Adriel Douglas A primeira noite do Espaço Floripa foi um verdadeiro sucesso. A escolha do show do lendário Barão Vermelho em sua última turnê lotou a casa. Todos os ingressos foram esgotados e os atrasadinhos que deixaram para a última hora ficaram de fora desse megashow. Sob o comando do competente grupo de administradores que transformou a Fields em referência nacional, o Espaço Floripa segue um conceito sofisticado para reunir música de boa qualidade para todos os públicos na capital catarinense. O Espaço Floripa conta com um ambiente climatizado, espaço vip, camarotes especiais, temakeria no terraço e mordomias para as mulheres com um profissional da beleza para arrumar cabelos e maquiagem durante a festa. E também sediará formaturas, casamentos, aniversários e eventos empresariais.

Eduardo Phillips, Zulmar Accioli e Luciana de Vasconcelos

Josi Koerich e Rui Souza

Karyna pereira, Roberta Tomasini, Kalyta Camargo e Júlia Hoebel

Bernardo Amin, Davi paes Lima, Ana Terra e Bárbara Amin

Adriele GuimarÃes e Thais Adas

giovani Conti e Camila Silva

Jú Agostini

Karen Schauffert e Patrícia Tolazzi

Letícia Boettcher e Guilherme Luz

Leandro Adegas e Anna Paula Heiderscherdt Adegas

mural posh

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até o próximo verão Posh encerra a temporada de outono fotos felipe carneiro Na penúltima noite da temporada, a Posh Club recebeu a festa Fan di FENDI Pour Homme, comandada pelo produtor Mark Ronson. Na noite seguinte, a festa La Nuit Françoise, assinada pela Grey Goose, encerrou em grande estilo as atividades da casa até o próximo verão.

Gabriela Markun

Mark Ronson

Franciely Oliveira

Jéssika Muller

selton mello

mural posh

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Mariana Mendonça e Patrícia Werle

Mayara Canonica e Carlos Azevedo

Cyro Rodrigues e Ana Martinez

ed pereira

Marília Guedes e Roberta Zipf

Bianca Oliva, Bruna Oliva e Gabriela Markun

Luzia Bergamin

Ricardo Goldfarb

Irmãs Vasconcelos: Ticiana, Taryn e Larissa

Marco Bianchini e Evelyn Vasconcelos

Toni Mendes e Mayara Pinho

Pedro Freitas, Ricardo Goldfarb e Coruja

Thaís Baldissera

mural bate ponto

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Bate Ponto

narbal correa e murilo mafra

Cozinha típica da Ilha ganha toques exclusivos do chef Narbal Correa fotos marco cezar Um dos restaurantes mais tradicionais de Florianópolis, o Bate Ponto apresentou em maio seu novo menu, agora assinado pelo renomado chef Narbal Correa. Há mais de uma década servindo pratos a base de frutos do mar, o Bate Ponto escolheu um chef “manezinho” para criar opções exclusivas que resgatam a culinária ilhoa. “Queríamos trazer de volta a simplicidade dos pratos feitos com peixe e frutos do mar, mas sem perder a qualidade e o sabor que sempre oferecemos”, explica Murilo Mafra, empresário do Bate Ponto. “O Narbal, expert no assunto, recriou nosso menu com a originalidade e o toque especial que só ele tem”, conclui. Ceviche de ostras com caviar de tapioca, polvo crocante com azeite de ervas e batatas ao murro foram alguns dos pratos apresentados na degustação para convidados. O novo cardápio conta ainda com escondidinho de lagosta, arroz de ovas, camarão grelhado com creme de aipim trufado e outras delícias.

isabela da slva e ana cristina kuhnen

maria amim e angela amin

andré conrado, murilo mafra e fernando mansur

equipe de garçons

mural bate ponto

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LAURA SACCHETTI

camila fraga

cicero bittar e luiza gutierrez

adrina althoff e rogério amendola

eduardo largura e paulina richter

tatia kinderamnn e carol lobato

sonia campos e adriana krauss

ligia e ambrosio peters

maria cláudia evangelista e marcelo fett

liciane back

murilo mafra e fláva koerich mafra

kisy

jadna e luiz fernando heinzen

raquel sardinha e clarissa antunes

leo coelho e ricardo pereira

taís e roberto burigo

mural Bon Vivant

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VIDA BOA NA TV Com festa no Il Campanário, Leo Coelho festeja os dez anos de seu programa Bon Vivant texto leo coelho fotos Eduardo Monteiro O primeiro grande desafio foi encontrar pessoas dispostas a participar do Bon Vivant ao vivo. Realizado aos domingos, o programa nunca iniciava antes da meia-noite. Dificuldades à parte, a paixão e a vontade tomaram as rédeas do projeto e, aos poucos, a equipe tomou forma. Casual, leve, divertido e com interatividade do público através de SMS e internet, o domingo sempre encerrava com histórias enriquecedoras, polêmicas e divertidas. Os políticos sempre frequentaram os estúdios do programa. Entrevistar homens públicos é um grande desafio para qualquer jornalista. A maioria possui uma oratória invejável, o que dificulta a intervenção na conversa. O elemento determinante para o sucesso do programa foi a presença em festas. A cobertura de um evento exige cuidados especiais. Entender a atmosfera de cada encontro social, respeitar a privacidade dos convidados e extrair declarações exclusivas foram características utilizadas e verdadeiros compromissos da essência do BNVT. Seguindo os costumes dos moradores de Santa Catarina, o BNVT também teve sua casa de praia. Desde o início do ano 2000, sempre adotou como seu lar o bairro de Jurerê Internacional. No último dia 11 de maio, dentro do Hotel Il Campanario, Leo Coelho recebeu amigos, clientes e entrevistados para um coquetel especial. No final, foi apresentado um filme comemorativo e a nova identidade do programa, que atualmente é transmitido todos os sábados no SBT-SC, às 12h30min, logo após o jornal SBT Meio-Dia.

mural Bon Vivant

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mural dinos 2013

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Festa dos Dinossauros Reencontro histórico reúne jornalistas de “O Estado” texto lena Obst fotos Hermínio Nunes Pelo terceiro ano consecutivo, jornalistas e profissionais do extinto jornal O Estado se reuniram numa grande festa de confraternização entre colegas e amigos. O Encontrão dos Dinos 2013 aconteceu na noite de 18 de maio, na Quinta da Bica d’Água, em Florianópolis, com cerca de 150 pessoas, muitas histórias para lembrar e contar. Entre os destaques do evento, três homenagens históricas: jornalista Mário Medaglia (40 anos de jornalismo esportivo), os fotógrafos Orestes Araujo (mais de 50 anos de fotojornalismo) e Paulo Dutra (falecido em 2012, depois de quase 60 anos “atrás” da máquina fotográfica). A festa teve o embalo da banda Expresso do Rock, que levou os jurássicos para a pista de dança até a madrugada do dia seguinte, deixando um sabor de “quero mais” a todos os participantes. O Encontrão dos Dinos nasceu da vontade dos colegas de redação, que há muito acalentavam o sonho de reunir os destacados profissionais que escreviam as páginas do “mais antigo”. O sucesso das duas primeiras edições deu fôlego para a realização do evento deste ano, que teve a parceria da Associação Catarinense de Imprensa, Unisul, Casa Perini, Devassa e Vodka V’Guara. Com sua primeira edição lançada no ano de 1915, O Estado foi o mais antigo diário catarinense e se não tivesse encerrado suas publicações em novembro de 2008 (já como semanário), completaria 98 anos de grandes manchetes em 2013. Considerado uma verdadeira escola de jornalismo para diversos profissionais, o jornal teve em suas páginas matérias assinadas pelos principais jornalistas e escritores de Santa Catarina, ilustradas por fotos que entraram para a história, numa época não muito distante, em que a notícia era impressa apenas em preto e branco.

mural dinos 2013

101

LAVAÇÃO DO BEIRAMAR Lavagem ecológica

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mural Richards

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GRANDE ESTILO Coquetel marca o lançamento da coleção de inverno da Richards fotos Marcos Dutra A empresária Maika Amaral recebeu um seleto time de amigas e clientes na loja Richards do Shopping Iguatemi. O concorrido coquetel foi organizado pelo trio Carol Lobato, Jamil Nicolau e Tati Kindermann, e marcou o lançamento da coleção de inverno da marca, famosa pelo corte impecável e qualidade de matéria-prima. No mesmo evento, Maika ainda organizou a exposição de joias de Deborah Morbin, sua amiga de longa data.

mural Richards

103

hist贸ria

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Namorados na guerra Paix茫o uniu Anita e Giuseppe Garibaldi texto celso martins

história

105 Xilogravura de A. Centauri, desenho de E. Manatia. Primeiro encontro de Anita e Giuseppe

Assim como Romeu e Julieta, Tristão e Isolda, Marco Antônio e Cleópatra ou Abelardo e Heloísa, entre outros casais famosos, Anita e Giusepe Garibaldi foram atraídos muito mais pela paixão e o amor que propriamente por questões políticas. A atração foi mútua, iniciada com a troca de olhares, seguido de flertes, levando o italiano se insinuar para cima da jovem Ana Maria de Jesus Ribeiro, casada, e que correspondeu as investidas. “Tens que ser minha”, teria dito a ela, num encontro em uma fonte. Aninha, como era conhecida, nascida por volta de 1821 e residente em Laguna, estava com certa de 18 anos de idade no inverno de 1839, quando os revolucionários farroupilhas chegaram na cidade. Giuseppe estava com eles. À bordo do Seival, ingressaram pela barra do Camacho, aberta por fortes chuvas, e alcançaram o estuário do rio Tubarão, formador da lagoa de Santo Antônio, para surpreender a defesa legal na retaguarda. Marinheiro, exilado da Itália por motivos políticos, Garibaldi chegara ao Brasil com o apoio maçom que o acompanhou pelo resto da vida. Através de contatos com o comandante geral da revolta dos Farrapos, Bento Gonçalves, preso na Fortaleza da Lage, no Rio, ingressou no movimento, acompanhado do jornalista e estudante de Direito Luigi Rossetti, também exilado. O primeiro encarregado de criar a Marinha rebelde, com um estaleiro na margem da lagoa dos Patos, o segundo tratou de criar e dirigir o jornal oficial O Povo. Encurralados nesta lagoa pelo bloqueio legal da barra de Rio Grande, as embarcações construídas por Garibaldi, John Griggs e outros, foram levadas ao mar em enormes carroças puxadas por cerca de 200 bois, por 60 quilômetros. Coube a esta pequena esquadra apoiar o avanço da infantaria e cavalaria dos Farrapos sobre Laguna.

Escultura junto ao antigo chafariz da praça Vidal Ramos (Laguna/SC). Foto Marco Cezar

história

106

Aninha “Exuberante e ágil de corpo, com mais ou menos 1,65m de altura, tinha um pisar de dama e uma elegância de porte que as vestes pobres não escondiam”, descreve o catarinense Wolfgang Rau, principal pesquisador de Anita Garibaldi. Morena, ela tinha os “cabelos pretos e lisos sobre um rosto miúdo. Seus grandes olhos, negros e expressivos, eram um encanto”, além do “seu busto excepcionalmente avantajado”, observa Rau. “Tinha ares de mulher saudável e forte. Sem o pretender, atraía os olhares; era notada”. O local em que ela nasceu motiva polêmicas até hoje. Os historiadores de Laguna asseguram ter nascido na localidade de Mirim (hoje Imbituba). Em Tubarão sustentam haver nascido em Morrinhos, naquele município. O historiador Licurgo Costa apresentou argumentos de ser Lages sua terra natal. O que ninguém contesta é que foi em Laguna onde ela cresceu entre pescarias e as lides do campo — seu pai era tropeiro. Casou-se em 1835 com cerca de 15 anos de idade e viveu na região central, onde acabou conhecendo Giuseppe por volta de agosto de 1839. Nascido em 4 de julho de 1807 em Nizza (Nice), na época pertencente ao reino da Sardenha, atualmente à França, Giuseppe Garibaldi havia acabado de completar 32 anos de idade ao chegar em Laguna. Não muito mais alto que Anita, porém encorpado, atraindo as atenções femininas por onde passava.

Idílio no mar A partir do momento em que passaram a viver juntos, Anita o manteve sob rédeas curtas, ou seja, o acompanhava aonde quer que fosse. Num primeiro momento saiu em corso pelas águas do Atlântico Sul, conseguiram arroz, foram interceptados por uma frota imperial e combateram na enseada de Imbituba. Aqui nasce o mito da heroína, combatendo e incitando os demais ao combate, conforme narra o futuro marido — única fonte do episódio (“Memórias de Garibaldi”, Alexandre Dumas). No retorno a Laguna, a convivência com o exilado italiano a serviço do movimento Farroupilha se manteve. No dia 15 de novembro, quando a República Catharinense (Juliana) instalada em Laguna desde 29 de julho de 1839, foi derrubada a ferro e fogo, outra vez ela dá mostras de heroísmo, segundo a mesma fonte. Anita ajuda na travessia das armas e tralhas dos farrapos pelo canal da Barra, na fuga precipitada, correndo risco de vida.

Único retrato de Anita Garibaldi, feito no Uruguai pelo pintor Galino

Giuseppe e Anita. Crayon de Wolfgang Rau

“Vim vindo” Seguindo para o Sul, a coluna rebelde sobe a serra e chega a Lages, onde o casal tem a primeira verdadeira lua de mel. Com a repressão no encalço, vão combater em Curitibanos, junto ao rio Marombas, onde acabam se separando na refrega. Já grávida do primeiro filho, Anita é presa e Garibaldi segue para Vacaria com os demais. Ela dá um jeito e escapa, vence florestas de pinheirais, atravessa o rio Canoas com o cavalo em pelo, dribla a vigilância imperial e consegue reencontrar seu amor nos campos de Vacaria, já no Rio Grande do Sul. Como conseguistes chegar aqui, perguntou-lhe um oficial. E ela respondeu: “Vim vindo”. E seguem para ir morar em Mostardas, onde nasce Menotti, primeiro filho do casal — 16 de setembro de 1840. Em novembro empreendem uma fuga desesperada rompendo a mata virgem do vale do Rio das Antas. No outono de 1841 Giuseppe recebeu 900 cabeças de gado do mesmo Bento Gonçalves que o havia convidado a ingressar no movimento Farroupilha, a título de indenização por serviços prestados.

história

107

história

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Destino E foi assim que ele, Anita e o pequeno Menotti seguiram para o Uruguai, onde chegam em junho, após 50 dias a cavalo. Inábil para conduzir tropas de gado, Garibaldi acabou chegando a Montevideo com “algumas dezenas de couros”, lembra nas Memórias, que mal davam para o sustento. No dia 26 de março do ano seguinte (1842) os dois se casam na capital uruguaia, onde nasceram Rosita (logo falecida), Teresita e Riciotti. Giuseppe luta ao lado do uruguaio Oribe contra o argentino Rosas, participando de expedições militares e atuando no famoso cerco de Montevideo em 1845. Enquanto Garibaldi se envolve nas lutas da região, Anita cumpre o papel de mãe e dona de casa. Em fins de 1847 o marido começa a organizar o retorno para a Itália e envia Anita na frente com os filhos, onde chega no início de março do ano seguinte, 1848. No dia 14 de abril ele embarca de volta, envolvido até o pescoço com as lutas pela Unificação italiana, permanecendo pouco tempo com a esposa.

Heroína Anita deixa os filhos e parte em busca de Garibaldi, indo encontrá-lo em Roma, onde a Legião Romana rebelde é derrotada, seguindo-se uma perseguição através de campos e florestas, vales e montanhas, enfrentando o frio e o calor extremos, indo morrer de moléstia e esgotamento físico no dia 4 de agosto de 1849, grávida do quinto filho, na cidade italiana de Mandriole (Ravena). Giuseppe conseguiu se evadir e, anos mais tarde, voltaria para recolher as ossadas da esposa e percorrer a Itália na campanha final pela Unificação. Após vagar por cerca de seis túmulos, Anita ganhou um espaço definitivo no Monte Gianícolo, em Roma, o sétimo, junto a um grande monumento ao marido. Foram 10 anos de uma vida frenética, repleta de novidades, filhos e a permanente luta para manter Giuseppe a seu lado. Por muitos anos permaneceu esquecida no Brasil, tendo sua memória enaltecida em Santa Catarina por José Boiteux, autor de textos, incentivador de homenagens e estátuas, aquele que elevou Anita ao patamar de heroína. Também contribuiu com isso a presença de imigrantes de origem italiana de passado garibaldino no Brasil.

Túmulo de Anita Garibaldi no Gianículo (Roma). Foto Anita Martins

buffet & grill costelaria Cardápio da Semana segunda-feira . Grelhados terça-feira . Itáliana quarta-feira . Brasileira quinta-feira . Alemã sexta-feira . Açoriana Sábado . Carnes

Chef Alzir Krauss Imigrantes Restaurante Buffet-Eventos Rua São Jorge . 225 . Centro Convenções Baía Sul www.imigrantesbuffet.com.br fones 3028-5922 . 9982-2946


MURAL 61