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NOVEMBRO 2012 · Tel. 241 360 170 · Fax 241 360 179 · Av. General Humberto Delgado - Ed. Mira Rio · Apartado 65 · 2204-909 Abrantes · jornaldeabrantes@lenacomunicacao.pt

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de

jornal abrantes

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Diretora HÁLIA COSTA SANTOS - Editora JOANA MARGARIDA CARVALHO - MENSAL - Nº 5501 - ANO 112 - DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

O bom sabor da vida!

Rui André

O Médio Tejo está cada vez mais a ganhar expressão nos produtos regionais. São algumas as empresas, autarquias e entidades páginas 11 a 14 que se dedicam à promoção destas iguarias. Neste número pode ficar a conhecê-las.

SAÚDE

ENTREVISTA

DESPORTO

Hotel Turismo de Abrantes ganha nova vida

Saúde oral é uma preocupação na região

Baja Portalegre está de volta

O administrador do Hotel explica como é que esta unidade se prepara para ter uma nova vida. Prático, por um lado, com charme, por outro, o Hotel já abriu começou a servir almoços para abrir as portas ao público. página 03

O ACES do Zêzere está a desenvolver sessões sobre saúde oral nos complexos escolares e nas IPSS. O JA acompanhou uma iniciativa e percebeu que a adesão das crianças é notória.

A prova rainha do todo o terreno está de regresso em novembro. São alguns os pilotos da região que vão marcar presença nesta prova de referência no país.

página 4

página 6

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Encosta da Barata - Bloco F - ABRANTES tel.: 241 372 822 | robalo.filho@gmail.com

2 ABERTURA FOTO DO MÊS

EDITORIAL

de

jornal abrantes

NOVEMBRO 2012

FICHA TÉCNICA Diretora Hália Costa Santos (TE-865) halia.santos@lenacomunicacao.pt

Editora Joana Margarida Carvalho (CP.9319) joana.carvalho@lenacomunicacao.pt

O exercício do dever cívico

Sede: Av. General Humberto Delgado – Edf. Mira Rio, Apartado 65 2204-909 Abrantes Tel: 241 360 170 Fax: 241 360 179 E-mail: info@lenacomunicacao.pt

Redação Ricardo Alves (TP.1499) ricardo.alves@lenacomunicacao.pt

Alves Jana André Lopes Paulo Delgado

Publicidade Miguel Ângelo 962 108 785 miguel.angelo@lenacomunicacao.pt

Ramiro Farrolas tel: 962 108 766

Mesmo ao lado da Junta de Freguesia de São Vicente, no centro histórico de Abrantes, deparamo-nos com esta selva feia e inadequada a uma cidade.

INQUÉRITO

Em que “gorduras” está a cortar no seu orçamento?

ramiro.farrolas@lenacomunicacao.pt

Secretariado Isabel Colaço

Design gráfico António Vieira

Produção gráfica Semanário REGIÃO DE LEIRIA

Impressão Grafedisport, S.A.

Marco Pinto

Margarida Bernardo

Telma Fernandes

Abrantes

Tramagal

Malpique

Face a tudo o que nos está a acontecer, é mesmo impossível fazer algumas coisas, pelo menos tão à vontade com há uns anos atrás. Eu cortei muito nas saídas à noite, abdiquei da tv cabo e vou para o trabalho “a meias” com outros colegas, para poupar no combustível. Paralelamente à minha atividade profissional, arranjei um part-time que veio ajudar ao equilíbrio do meu orçamento.

Tenho de facto feito muito para orientar o orçamento familiar, porque não há outro remédio. Estamos a ser destruídos. Eu tinha uma pequena loja de roupa que tive que fechar, e fui fazer limpezas. Com 56 anos não é fácil, mas trabalhar não me assusta. Lá em casa, sempre adorámos comer manga, mas atualmente temos que substituir por pêra. São exemplos do que se pode fazer para poupar uns tostões.

É preciso fazer um grande esforço para reinventar as formas de manter o dinheiro na carteira. Deixei de fumar. Deixei de ir jantar fora. Tomo sempre o pequeno-almoço, almoço e jantar em casa. Se sair à noite tomo uma bebida ou duas, em vez de quatro ou cinco. Tenho que fazer cerca de 60 quilómetros por dia para trabalhar. Com as poupanças que faço no resto invisto no combustível.

Editora e proprietária Media On Av. General Humberto Delgado Edf. Mira Rio, Apartado 65 2204-909 Abrantes

GERÊNCIA Francisco Santos, Ângela Gil

HÁLIA COSTA SANTOS

SUGESTÕES

Luís Filipe Santos

Departamento Financeiro Ângela Gil (Direção) Catarina Branquinho, Gabriela Alves info@lenacomunicacao.pt

Sistemas Informação Hugo Monteiro dsi@enacomunicacao.pt Tiragem 15.000 exemplares Distribuição gratuita Dep. Legal 219397/04 Nº Registo no ICS: 124617 Nº Contribuinte: 505 500 094 Sócios com mais de 10% de capital Sojormedia

jornaldeabrantes

Mudam coisas nos hospitais e mudam coisas nas freguesias, mas também mudam coisas nos tribunais. É certo que a maioria de nós não recorre aos tribunais como recorre aos serviços de saúde. Mas quando temos que recorrer aos serviços da Justiça sabemos que são processos que parecem não ter fim, com atrasos e adiamentos. Para agravar a já complicada situação, a curto prazo parece que vamos ter que acrescentar os quilómetros. Se o documento que tem já a forma de proposta de lei se vier a concretizar, os cidadãos de todas as zonas menos centrais terão que se preparar para passar horas nas estradas, gastando combustível e pagando portagens, sempre que tiverem um processo em tribunal. E se não tiverem carro próprio, a situação é ainda pior. O estranho é que, numa assembleia de cidadãos marcada para discutir este assunto, poucos cidadãos – apenas nessa condição – tenham comparecido. Apareceram os advogados, os funcionários do tribunal de Abrantes, autarcas e outros políticos, pessoas com ligações profissionais diretas ou indiretas às questões de justiça e um pequeno conjunto de outras pessoas, simplesmente no exercício do seu dever cívico: estar informado e participar em momentos que podem ser decisivos para o futuro. Por muito que o FMI diga que ainda vamos sofrer mais, pelo menos devíamos deixar claro o nosso protesto por perder serviços que, pelos dados apresentados, são mais eficientes do que muito outros e que ficam ao pé da nossa porta, sendo este um direito adquirido do qual não devíamos abdicar.

IDADE 32 anos RESIDÊNCIA Castelo Branco PROFISSÃO Bibliotecário na Biblioteca António Botto, em Abrantes

UMA POVOAÇÃO Sempre Castelo Branco UM CAFÉ Infelizmente, porque fechou, a antiga Rosel bem no centro de Castelo Branco. PRATO PREFERIDO Isso agora…. são tantos e tão difíceis de escolher. UM RECANTO PARA DESCOBRIR Planalto de Santo António, bem no centro da Serra de Estrela. UM DISCO Nunca me irei esquecer do Hybrid Theory dos Linkin Park. Fabuloso e apanhou-me na idade

certa para o ouvir. UM DISCO Doce Novembro, porque a vida continua….. UMA VIAGEM Ao Vaticano. Tantos e tantos tesouros, todos no mesmo sítio. UMA FIGURA DA HISTÓRIA D. Nuno Álvares Pereira. Um exemplo de patriotismo, coragem e humildade, valores que bem precisamos. UM MOMENTO MARCANTE O nascimento da Leonor. É tão bom ser pai e ter um relógio vivo que nos lembra que o tempo, efetivamente,

passa. UM PROVÉRBIO“Vive e deixa viver” e “Com pequenos gestos se atingem grandes alegrias”. UM SONHO Ser feliz ao pé da minha família. Porque as coisas simples são as mais difíceis de obter. UMA PROPOSTA PARA UM DIA DIFERENTE NA REGIÃO Incluir, em qualquer roteiro pelo concelho, a passagem pela Biblioteca Municipal António Botto. Um recanto de sonhos.

ENTREVISTA 3

NOVEMBRO 2012

CARLOS MARQUES, ADMINISTRADOR DO HOTEL TURISMO

“Dar ao hotel uma dinâmica de cidade e de referência para Abrantes” RICARDO ALVES

outras condições.

Carlos Marques é administrador do Hotel Turismo de Abrantes há cerca de quatro meses. Referência para a cidade, o hotel foi marcando o seu lugar ao longo dos seus 55 anos de existência. Marques quer dar nova imagem ao hotel, honrando a sua história e tradições, dar-lhe outra dinâmica. É nesse sentido, diz, que se prepara para apresentar o projeto de ampliação do equipamento hoteleiro. O terreno das antigas Piscinas Municipais, contíguo ao Hotel Turismo de Abrantes, foi alienado à empresa gestora e com as obras finalizadas dotará a unidade com mais 69 quartos.

A vocação do hotel será mais no sentido dos negócios – empresários - ou mais virado para o turismo? Temos duas vertentes para o hotel. Eu fiz o estudo económico e no novo projeto de ampliação (a maquete já está feita, vai ser uma coisa inovadora) o hotel vai ter uma versão mais prática, usando a imagem do IKEA para a definir, mais empresarial, para um empresário ou um técnico que venha a Abrantes e aqui pernoite. Depois terá uma outra versão, um hotel mais de charme, que é o pai e a mãe deste projeto, mais virado para o turismo, um turismo mais de qualidade, religioso inclusivamente. Estamos em contacto com operadores dos Estados Unidos por causa do turismo religioso. Queremos aproveitar a proximidade de Fátima e com uma outra unidade que tenho no Alentejo, fazer um circuito onde os dois hotéis se complementam.

Qual é o balanço que faz destes primeiros quatro meses à frente do hotel? O balanço é positivo. Até agora não tenho dúvida nenhuma de que foi uma decisão bem tomada, uma boa aposta. Abrantes precisa que o hotel esteja dinâmico, o que não acontecia: estava completamente obsoleto, parado no tempo. Nos últimos quatro meses nós temos dado um certo incentivo e o resultado é uma dinâmica completamente diferente. Qual é a sua ideia para o Hotel Turismo, tendo em conta que é um hotel com grande tradição na história abrantina? Quando fiz a aquisição das quotas da sociedade, a ideia que tínhamos - os sócios eram de um grupo de saúde espanhol – era transformar a unidade de Abrantes num hotel hospital. Entretanto, com a economia espanhola a ficar cada vez pior, eles desistiram da ideia e eu tomei a iniciativa de reorganizar o hotel, pô-lo outra vez em alta. A ideia de ‘hotel saúde’ caiu por terra e tive de

• “A taxa de ocupação tem sido superior à que existia” assumir o hotel como uma unidade hoteleira de referência, para a cidade e região. O hotel tem uma história de há muitos anos, importantíssima para a cidade e abrantinos e eu assumi perante a cidade que ia reconstruir o hotel e deixá-lo como ele foi, mas dando-lhe uma dinâmica de cidade e referência para Abrantes. A ideia é essa, honrando a história que tem, os princípios e o carinho que os abrantinos têm pela unidade, respeitando a arquitetura que o hotel tem e onde está envolvido, torná-lo uma referência para toda a gente que gosta do hotel. O projeto que será apresentado no dia 8 de novembro vem na linha dessa ideia? Exatamente. Através da presidente da Câmara, que nos tem ajudado bastante e tem tido uma dinâmica que não é muito normal nos políticos atuais - que se preocupam mais com a imagem - ela

preocupa-se mais com o hotel. Foi a primeira pessoa a explicar a necessidade de ter um hotel de referência na cidade e explicou a história que o hotel tinha para todos os abrantinos. Foi ela que me deu as primeiras ideias e o primeiro incentivo e tem-me ajudado bastante nesta fase, nesta mudança de um hotel hospital para uma unidade hoteleira a sério, com condições, preservando o que está feito mas com inovação, pois temos de fazer obras e reconstruir o que está degradado. O hotel estava muito degradado, parecia – desculpem a expressão – mais uma casa mortuária que um hotel, era uma coisa obsoleta. As pessoas que lá trabalhavam não tinham dinâmica, estavam acomodadas, não tinham força para fazer coisa nenhuma. Nós demos uma dinâmica diferente e temos conseguido. A taxa de ocupação do hotel tem sido superior à que existia.

E agora também têm um restaurante no hotel… Temos refeições, coisa que não se fazia. Hoje é já um restaurante de referência na cidade, com preços económicos. À hora de almoço o restaurante funciona com um preço simbólico de 7,5 euros por refeição, com comida de hotel regional, como se costuma dizer, com todas as bebidas incluídas. É isso que estamos a fazer, a investir nesta dinâmica, a incentivar as pessoas a visitar o hotel e comerem no hotel. Para a cidade é importante, para quem trabalha em Abrantes é importante e também o é para quem nos visita: ter um hotel de referência tanto em restauração como na própria dormida. Temos evoluído também nas roupas, renovámos tudo. Temos roupas do nível de 4 e 5 estrelas que o hotel não tinha antes, era tudo velho e gasto. É verdade que o imóvel tem 55 anos, é velho, mas quem for lá hoje vê que tem

Falou noutra unidade. Tem mais unidades hoteleiras? Sim, tenho mais uma na nossa vizinha Espanha, junto à fronteira, e agora adquirimos uma no Alentejo, em Portel, um hotel de referência também, muito bonito, rural. É o único hotel de Portel, um hotel de charme. E estamos a completar as duas unidades para fazermos um circuito em que possamos dar qualidade a esses turistas que nos estão a pressionar, que querem vir visitar Portugal e querem ter um hotel em condições. Em Portel também temos uma escola de cozinha regional, algo que estou também a pensar fazer em Abrantes, no próprio hotel, onde damos cursos de cozinha, para as pessoas que também tenham vontade de visitar o hotel.

jornaldeabrantes

4 DESTAQUE

NOVEMBRO 2012

Perguntas e respostas sobre saúde oral nas crianças

SESSÕES DE SAÚDE ORAL COM CRIANÇAS E JOVENS JÁ ESTÃO A DAR RESULTADOS POSITIVOS

A partir de que idade e com que regularidade a criança deve consultar um médico dentista?

Lavar os dentes é o objetivo

Como se pode prevenir o aparecimento de cáries precoces de infância? Várias medidas são importantes na prevenção de lesões de cárie na primeira infância: promover a amamentação materna pelo menos até aos 4-6 meses de idade, colocar apenas leite ou água no biberão e oferecer à criança sobretudo durante o dia e nunca quando esteja a dormir; não colocar líquidos açucarados no biberão nem na chupeta; logo que os primeiros dentem erupcionem, promover a sua higiene com uma gaze, dedeira ou escova macia, idealmente após as refeições.

As crianças podem usar fio dentário? A utilização do fio/fita dentária coadjuva a higienização dos espaços interdentários e deve ser iniciada logo que possível, acreditando-se que por volta dos 8-10 anos a criança começa a ter a destreza manual e autonomia necessárias.

O que é um selante de fissuras e para que serve? Um selante de fissuras é uma espécie de «verniz» que se aplica na superfície fissurada de dentes sãos com o objetivo de prevenir o aparecimento de lesões de cárie dentária. Constitui um recurso eficaz em termos preventivos, no entanto a sua aplicação deve basear-se na avaliação do risco de cárie, não devendo constituir uma medida isolada mas antes integrada num programa mais alargado de prevenção. Está, por norma, indicada a aplicação de selante de fissuras nos primeiros e segundos molares definitivos, bem como nos pré-molares, cujo período de erupção varia entre os 5-8 anos e os 11-14 anos, respetivamente. A reaplicação está indicada caso se verifique perda parcial ou total do selante, maximizando a sua eficácia. Informações recolhidas no sítio da Ordem dos Médicos Dentistas: http://www.omd.pt/publico/criancas

Clínica Dentária Victor Magalhães, Lda.

O ACES do Zêzere, Agrupamento de Centros de Saúde do Médio Tejo, está a promover junto das Instituições de Solidariedade Social e das escolas básicas, secundárias e jardins-de-infância do Médio Tejo sessões sobre a saúde oral. Filipa Serra é higienista responsável por levar a cabo este serviço nos concelhos de Constância, Sardoal, Mação e Abrantes. O JA acompanhou uma sessão sobre a importância de lavar dos dentes, que aconteceu no passado dia 19 de outubro no Colégio Nossa Senhora de Fátima, em Abrantes, para cerca de 40 alunos. O trabalho foi bastante dinâmico. Filipa Serra começou por explicar a importância da escovagem diária dos dentes, o que acontece quando esta tarefa não é efetuada e os problemas que daí advêm: como a placa bacteriana, o aparecimento das cáries, o mau hálito e a gengivite. A reação das crianças foi automática: uns ficaram sensibilizados com as imagens dos dentes cariados que Filipa levou para a aula; outros não pararam de fazer intervenções sobre a forma

apresentam uma média de menos cáries do que o panorama nacional. “Estamos com bons resultados, e isso está relacionado com o trabalho levado a cabo pelo ACES, pelas autarquias, que transportam as crianças para as consultas, e com a nossa insistência na escovagem e no bochecho do flúor nas escolas.”

ACES Zêzere

A primeira consulta deve ser realizada quando os primeiros dentes temporários (ou «de leite») erupcionam ou, no máximo, até à criança completar o primeiro ano de vida, de modo a estabelecer um programa preventivo de saúde oral e intercetar hábitos que possam ser prejudiciais. Idealmente, quando existe uma boa saúde oral, a criança deve ser observada cada seis meses. Em situações de elevado risco de cárie, esta periodicidade deve ser reduzida para intervalos de três meses.

As crianças de Constância, Sardoal, Mação e •Abrantes já cuidam melhor dos seus dentes

como lavaram os dentes antes de ir para a escola, sobre os seus hábitos alimentares, sobre as suas escovas e as pastas dentárias. Filipa Serra caracterizou as sessões como trabalhosas, mas bastante compensadoras. “Como realizo este trabalho desde o ano de 2008, foram já algumas as sessões que promovi e as consultas que posteriormente realizei. Hoje vejo crianças que não tinham qualquer tipo de cuidado com os seus dentes a terem uma atenção máxima com a sua saúde oral. É de facto compensador.” Para além destas sessões, Filipa Serra ainda se dedica à realização de rastreios den-

Tapada do Chafariz, lote 8 - Porta C 2200-512 ABRANTES

tários e consultas a jovens e a crianças. A higienista disse ao JA que as situações mais comuns são crianças com cáries dentárias. “Nos dentes de leite a frequência de cáries que me surge é assustadora. Isto é sinal que há uma desvalorização destes dentes, o que é totalmente errado, pois estas cáries passam de dentes para dentes, ou seja dos de leite para os definitivos. A saúde oral é importantíssima, essa sensibilização deve de passar pelos próprios pais e isso nem sempre acontece.” Apesar desta realidade, Filipa Serra acrescentou que um estudo revelou, recentemente, que as crianças do Médio Tejo entre os seis e os doze anos,

“Hoje lavei os dentes!” Esta é uma das expressões que Filipa Serra ouve diariamente quando se desloca às escolas básicas. A higienista considera que uma boa apresentação dentária é atualmente uma máxima para o bem-estar da pessoa e para o alcançar de qualquer objetivo pessoal e profissional. Filipa Serra explicou, por último, que o trabalho de um higienista não substitui o trabalho de um dentista. “O higienista é um profissional que tem sobretudo um trabalho de prevenção e de acompanhamento das práticas essenciais que promovem uma boa saúde oral: colocamos selantes, tratamos de gengivites e periodontites e fazemos destartarizações.” Joana Margarida Carvalho

Clínica Médica e Médica Dentária Domus Salutem, Unipessoal, Lda.

clinica.chafariz@gmail.com Tel.: 241 366 612 Tlm: 912 232 169

Av. Dr. António Augusto da Silva Martins, nº 630 - Rossio ao Sul do Tejo 2200-001 ABRANTES Tel.: 241 333 174 | Fax: 241 333 174 Tlm.: 962 818 601

Avenida 25 de Abril, nº127 - 1º Dta. Edifício S. João - 2200-355 ABRANTES Tlf.: 241 363 384

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clinicadomussalutem@gmail.com clinicadomussalutem@hotmail.com

PUBLICIDADE 5

NOVEMBRO 2012

Mais saúde, mais auto-estima Dentes saudáveis são sinónimo de um tratamento diário cuidado e de idas regulares ao/à dentista, mas também são sinónimo de maior confiança, maior autoestima. Um bom sorriso move montanhas e evita muitos problemas de saúde. Sugestões de clínicas onde pode dar um passo em frente no seu bem-estar.

Branqueamento dentário para um sorriso saudável Um sorriso bonito é uma arma de simpatia e, mais do que revelar o nosso bem-estar físico e psíquico, poder sorrir com confiança é um óptimo cartão de visita. Actualmente, saúde oral não representa apenas uma boca sem dentes cariados. A cor e o aspecto saudável dos dentes têm muita importância no nosso relacionamento social. Há quanto tempo esconde o seu sorriso com medo de mostrar dentes escurecidos? Através das técnicas de branqueamento dentário pode transformar o pesadelo dos dentes amarelos no sonho de um sorriso saudável. Há diversos factores que podem causar o escurecimento do esmalte dentário. As manchas superficiais são normalmente provocadas por alguns alimentos ou bebidas que ingerimos, como o café, o chá, o vinho tinto, a coca-cola, as cerejas, as amoras e também pelo tabaco. As manchas intrínsecas fazem parte do próprio esmalte e podem ser derivadas do processo natural de envelhecimento (que se acentua a partir dos 35 anos), de tratamentos com antibióticos aquando da formação dos dentes, de traumatismos ou terem causas genéticas provocando uma cor que pode ir do acastanhado ou acinzentado, até quase ao negro. Com o tratamento branqueador poderá tornar a sua vida mais alegre e descontraída, havendo já homens e mulheres que recorrem com frequência a este tipo de tratamento. Assim revelam cada vez mais a sua preocupação com a imagem e vão melhorando a sua autoestima. Técnicas de branqueamento externo Inicialmente, o médico dentista deve fazer um exame à cavidade oral onde avalia a cor dos dentes segundo uma escala, certificando-se de que não existem outros problemas a nível dentário. O tratamento pode ser efectuado: - no consultório, pelo médico dentista, através da apli-

cação sobre os dentes de um gel branqueador (sem que haja contacto com lábios e gengivas) que é activado por um feixe de luz (laser ou LED) durante cerca de 30 a 60 minutos consoante o caso; - em casa, pelo paciente, através da aplicação sobre os dentes de um gel branqueador (mais fraco) no interior de moldeiras em plástico transparente (confecionadas com base nos moldes previamente efectuados aos dentes do paciente) para uso preferencialmente à noite durante uma a duas semanas, consoante o protocolo definido pelo médico dentista. Ambas as técnicas de branqueamento são eficazes, não causam alteração na estrutura dos dentes, conseguem uma melhoria de dois ou três tons mais claro que o tom inicial e o seu efeito perdura de dois a três anos dependendo dos cuidados do paciente. No entanto, convém advertir que não se conseguirá atingir o branco alvo, pois o branqueamento tem como limite a cor natural dos dentes. O branqueamento não é recomendado a grávidas ou mulheres em fase de amamentação nem a crianças com idades inferiores a 16 anos. Além do branqueamento, a medicina dentária estética possui um vasto leque de tratamentos e algumas tonalidades só poderão ser obtidas artificialmente através de prótese fixa com a colocação de coroas ou facetas de cerâmica. As consultas de medicina dentária devem ser efectuadas com regularidade, pois há sempre uma solução adequada a cada problema quando se intervém atempadamente. Maria José Candeias Silva Médica dentista A autora escreve de acordo com a antiga ortografia

Implantologia, uma solução segura e permanente

Implantes dentários com Ruptores de Força tipo bola

Implante Dentário Unitário

Implantologia é uma especialidade cirúrgica da Medicina Dentária que se dedica a implantes dentários. Os implantes dentários são estruturas feitas de titânio puro que são colocados no maxilar ou mandíbula para substituir as raízes dos dentes perdidos ou ausentes. Eles oferecem uma solução segura e permanente para substituir um ou mais dentes, funcionando como suporte para coroas individuais, pontes parciais ou totais, fixa ou removível. Com implantes dentários, o paciente já não tem de usar soluções desconfortáveis e inestéticas, como próteses removíveis suportadas apenas por membranas mucosas e pode mais uma vez experimentar o conforto oferecido por dentes naturais. Em pacientes desdentados totais, podem também ser feitos vários meios de retenção para “segurar” as próteses colocando cirurgicamente implantes dentários com ruptores de força (attachments), que podem ser em bola, barra ou magnetos, que têm capacidade de dar

maior estabilidade e conforto ao paciente, acabando com o desconforto de ter as próteses mal adaptadas. Outras vantagens dos implantes incluem: - Manter a estrutura óssea e estética facial que se perdem com a ausência de dentes; - Restaurar a capacidade mastigatória e poder comer sem os impedimentos inerentes de não ter dentes naturais; - Manter a integridade dos dentes vizinhos, uma vez que eles não são afetados, como acontece no caso de pontes dentárias; - Melhoria substancial da confiança e da segurança oferecida por dentes naturais, garantindo uma melhor auto-estima para o paciente, sem quaisquer impedimentos sociais. Dr. Diogo Fragoso Medico Dentista Especialista em Implantologia Clinica Domus Salutem Publireportagem

Clínica Cortês

“A medicina dentária está hoje mais presente” Ana Cortês, lisboeta, conta que ficou por Abrantes porque gostou muito da região, mas também por Artur, dentista como ela e abrantino. Juntos estudaram Medicina Dentária em Lisboa e juntos abriram há dez anos, em Abrantes, a primeira de três clínicas. Depois abriram outra em Ponte de Sor e, mais recentemente, uma terceira em Lisboa. Para além disso, um dia por semana trabalham em Torres Novas numa cooperação com os montepios de Torres Novas e Nazaré.

Ana Cortês conta tudo num imenso sorriso: “As pessoas gostam muito do que aqui fazemos, agora até me estou a dedicar à estética!” Todo este trabalho é fruto da vontade de inovação. “Trazemos tudo aquilo que é inovador, vamos ao estrangeiro tirar cursos que depois aplicamos nas clínicas.” Na clínica de Ana e Artur, recuperamse sorrisos através de implantes, mesmo que os clientes não tenham quaisquer dentes ou mesmo osso. “Passam a conseguir mastigar, sorrir, comer maçãs,

sentem-se melhores” - afirma a dentista. “Em termos de ortodôncia o que fazemos é colocar corretamente os dentes nos maxilares. Há pessoas com 40 anos que nunca usaram aparelho de correção e têm dores de cabeça e mal-estar de visão. Com uma oclusão mais correta esses problemas são corrigidos.” Ao nível estético, apesar de este acontecer imediatamente após o tratamento ortodôncio, há opção do branqueamento. “Quem tem os dentes bonitos e arranjados gosta de os branquear, as pessoas

gostam muito de se ver no final. Mas para quem não tem uns lábios muito bonitos para sorrir com os dentes que nós arranjamos, fazemos o preenchimento labial em ácido idorônico e do sulco nasogeniano.” Ana diz que as melhorias são muito evidentes e que a procura pelo embelezamento da boca é cada vez maior pois “a saúde dentária está hoje mais presente e permite que se pense para além do aspecto funcional”.

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6 REGIONAL

NOVEMBRO 2012

BAJA PORTALEGRE 500

A prova do todo o terreno vai voltar a fazer as delícias dos apreciadores Joana Margarida Carvalho

Pilotos da região e viaturas que vão estar em prova A prova rainha do todo o terreno volta a Portalegre entre os dias 1 a 3 de novembro. Este ano a Baja Portalegre 500 vem carregadinha de novidades, nomeadamente com a participação do campeão do mundo Hélder Rodrigues, que vai fazer as delícias dos amantes das motorizadas na sua Honda CRF 450 Rally. A região vai estar bem representada com cerca de quatro equipas abrantinas e uma do concelho de Mação. Orlando Romana, da organização e diretor de prova das motas, explicou ao JA que, “à semelhança do ano anterior, os percursos vão ser mais ao menos idênticos, com algumas alterações na zona sul, são 400 km de todo o terreno com muitos pilotos em prova e muitas acroba-

cias para serem apreciadas”. Em automóveis vão estar 74 equipas e nas motas, nas mais diversas classes, 280 pilotos. Esta é uma prova de referência no país que Orlando Romana diz que já passou por melhores dias, devido à redução do número de patrocinadores. “A crise está afetar tudo e nós não somos exceção, é um ano complicado e para o ano não sabemos o que vai acontecer. É uma loucura ver uma prova destas a estar em causa. O apoio da autarquia de Portalegre tem sido uma mais-valia, mas não é o suficiente, até mesmo com as inscrições não é fácil.” A Baja Portalegre pode representar um investimento de 400 mil euros, segundo o organizador. À semelhança do ano passado, os mais pequenos vão poder ter uma

Frederico Miranda Buggy

participação especial, com um momento de prova para quem tenha entre os 11e os 15 anos. A prova reúne várias classes, é em mota, e vai decorrer na sexta-feira no dia do prólogo. “A mini Baja já tem cerca de 30 e tal miúdos que vão estar envolvidos nesta adrenalina que é a Baja Portalegre. É uma maneira de atrairmos aquilo que é futuro para este tipo de provas. A maioria destas crianças são filhos de pilotos.” Orlando Romana disse ainda que a Baja é um momento de referência e de excelência no país, mas que também requer uma organização bastante grande, profissional e onde a exigência física é uma máxima nos dias da prova.

Hugo Damásio e João Nazaré Buggy Rui Marques Nissan Navara Pedro Morgado e Manuel Espadinha Pires Isuzu Rodeo José Mendes Mitsubishi Strakar

Joana Margarida Carvalho

Segurança Social de Sardoal muda de instalações

AUTARCA DE TORRES NOVAS CRITICA O FIM DA ISENÇÃO NA A23 E APONTA CONSEQUÊNCIAS

Aumenta a degradação de estradas e equipamentos As isenções na A23 já terminaram e agora o que resta aos automobilistas residentes na região é uma taxa de redução da tarifa em cerca de 15%. Esta ação do Governo suscitou a indignação das pessoas e deu origem a duras críticas por parte dos autarcas do Médio Tejo. Em entrevista à radio Antena Livre, António Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, disse que a entrada das portagens na A23 só veio prejudicar as populações e as cidades. O autarca defende que a medida não está a beneficiar em nada o Estado, pois o número

jornaldeabrantes

de automobilistas reduziu drasticamente na autoestrada. “Penso que acima de tudo estão os interesses do país, para além das motivações partidárias. E nesta questão da A23, os governantes estão a ser burros e não sabem o que estão a fazer. A autoestrada está às moscas, e com esta nova taxa de redução as coisas não vão mudar, pois volta a ser dispendioso e indigno. Andamos a reconstruir cidades para nada, com afluência de veículos estamos a assistir a uma destruição gradual das estradas nacionais e de alguns equipamentos.” O autarca dá exem-

plos: “As avenidas estão destruídas, os candeeiros estão partidos, o índice de sinistralidade aumentou significativamente. Se tivéssemos governantes inteligentes já tinham percebido que têm de reduzir esta tarifa a um preço simbólico, pois esta situação não é rentável e só está a destruir o nosso país.” São centenas de veículos que estão a passar diariamente nas estradas nacionais no concelho de Torres Novas, Entroncamento e Abrantes. Em Torres Novas, António Rodrigues fala na estrada nacional que passa na localidade de Zibreira, uma zona

onde o trânsito aumentou substancialmente, o que tem causado imensos prejuízos, constrangimentos. Por isso, o autarca diz que, mais cedo ou mais tarde, quem paga é o povo. “Se formos a comparar os preços praticados na A1 e na A23, é inconcebível”. Apesar da revolta, a medida do Governo é para vigorar. Nos transportes de mercadorias há também uma redução da tarifa em 10% durante o dia e 25% à noite. Joana Margarida Carvalho

O Balcão Permanente da Segurança Social, em Sardoal, que funcionou provisoriamente durante alguns dias no edifício da Câmara Municipal, passou desde 11 de outubro para novas instalações, situadas no Bairro da Tapada do Milheiriço (conhecido pelo “Bairro da Câmara”), no résdo-chão, da Rua Santa Isabel N.º 11. O espaço é cedido pelo município à Segurança Social de Santarém, de forma gratuita, no âmbito de um protocolo assinado para o efeito. O município justifica esta cooperação institucional como um grande esforço para manter o Balcão da Segurança Social no concelho, impedindo a sua deslocalização para um município vizinho.

REGIONAL 7

NOVEMBRO 2012

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE ABRANTES NÃO SE PRONUNCIOU SOBRE ALTERAÇÕES NAS JUNTAS DE FREGUESIAS

Vasco Estrela vai ser o candidato à autarquia maçaense pelo PSD. A comunicação foi feita na reunião da Assembleia Distrital do PSD. Trata-se de uma candidatura para as autárquicas de 2013, que se vão realizar no mês de outubro. O atual vice-presidente da Câmara Municipal de Mação disse à Antena Livre que espera vir a cumprir um bom trabalho e que esta candidatura seja um desafio ganho para a comunidade. Numa altura de crise económica, Vasco Estrela incide as suas preocupações nas famílias de Mação. “Os presidentes de câmara de hoje já não podem ser os mesmos de há uns anos atrás, hoje a política deve ser feita com proximidade, tendo em conta a realidade que rodeia os munícipes. O que devemos fazer é uma política de apoio constante, no sentido de tentarmos mitigar ao máximo as dificuldades que se sentem e que se vão sentir no futuro.”

Falta de entendimento quanto à reorganização do território

Saldanha Rocha é o atual presidente da autarquia, que já não se pode recandidatar ao cargo devido à lei de limitação dos mandatos nas câmaras, lei que é aplicada também nas juntas de freguesia. O máximo de mandatos é de três num total de 12 anos.

JSD de Abrantes está de volta A Juventude Social-Democrata (JSD) está de regresso ao concelho de Abrantes. Foi no passado dia 6 de outubro que um grupo de jovens voltou a reativar o movimento político juvenil. “A JSD Abrantes apresenta-se à comunidade abrantina numa altura particularmente difícil, porque os jovens percebem a fase complicada que o país atravessa e querem fazer parte da mudança, querem ser o impulso e a solução que o país precisa.” Esta é a mensagem que se pode ler no comunicado enviado à comunicação social. O presidente da JSD, José Miguel Vitorino, disse que os objetivos para um mandato de dois anos em prol da comunidade passam por um conjunto de atividades ligadas à mobilização dos jovens, militantes ou não, para uma geração mais preparada no futuro. Na opinião do presidente, “o Governo não tem estabelecido uma mensagem

de esperança aos jovens do país”, mas também defende que é necessário que estes jovens se façam ouvir e estabeleçam um maior elo com as políticas vigentes. A elevada taxa de desemprego na classe jovem é algo que preocupa a JSD de Abrantes. José Miguel Vitorino adiantou que a JSD está estabelecer alguns contactos com outras concelhias de Juventude Social-Democrata que têm promovido feiras de emprego, que podem servir atenuar a elevada taxa. As próximas iniciativas que a Juventude SocialDemocrata está a preparar estão associadas a eventos culturais, desportivos, instrução de jovens e debates sobre assuntos da atualidade. “Ponto de Partida” é o nome da atividade que o movimento já está a levar a cabo, onde se estabelece uma interação entre os jovens e assuntos do quotidiano: ambiente, saúde, voluntariado, politica, etc.

Joana Margarida Carvalho

Vasco Estrela é candidato à Câmara de Mação

A sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Abrantes que aconteceu a 12 de outubro foi bastante agitada, sobretudo por causa de um dos três temas propostos para aprovação: a reorganização do território. Embora sem grande discussão, outros dois temas foram tratados: a intervenção na Estrada Nacional 118, em Alvega, foi aprovado sem grande debate; a revisão do contrato de concessão do serviço de águas residuais do município de Abrantes também esteve em discussão (ver artigo na pág. 8). Ao fim de três horas de debate, a Assembleia Municipal de Abrantes acabou por não fazer nenhuma pronúncia sobre a agregação de freguesias proposta na Lei da Reorganização Administrativa de 30 de março de 2012. Esta foi a conclusão que foi aprovada pela maioria socialista, com sete votos contra do PSD, três dos Independentes pelo concelho de Abrantes e um do

deputado independente Maximino Chaves. Maria do Céu Albuquerque, presidente da Câmara Municipal de Abrantes, disse que as competências das Juntas de Freguesia não se podem confundir com as competências da Câmara Municipal e que são essenciais para as populações, acrescentando que este modelo de reforma do território está longe de ser o ideal para o bem das comunidades. A título de exemplo, caso as freguesias urbanas do concelho sejam agregadas, a autarquia de Abrantes ficará responsável pela resolução de problemas de 18 mil habitantes. Para João Viana, eleito pelo ICA, “esta é uma lei feia e má”, pois assenta no elo mais fraco, as freguesias. Por sua vez, o PSD defendeu a implementação desta lei. Segundo a deputada Manuela Ruivo, ao longo das últimas décadas os executivos camarários socialistas conduziram ao despovoamento

da cidade e das freguesias rurais, onde as populações não se fixaram, acabando o concelho, na sua opinião, por perder muito. A presidente da concelhia do PSD apresentou como proposta à Assembleia Municipal a agregação das freguesias urbanas (São João, São Vicente, Alferrarede e Rossio ao Sul do Tejo) devendo São Vicente assumir a sede de todas estas juntas. Já no que diz respeito às freguesias rurais, Manuela Ruivo defendeu uma reorganização apenas no norte do concelho, defendo a agregação das Fontes e do Carvalhal à freguesia do Souto . De acordo com esta proposta, a Aldeia do Mato deveria agregar-se a Rio de Moinhos. Esta proposta do PSD foi automaticamente chumbada e gerou o debate na Assembleia Municipal, com 30 votos contra e três abstenções. A sessão “aqueceu” quando Diogo Valentim, presidente da Junta de Freguesia do

Souto, veio reforçar a ideia da agregação das Fontes e do Carvalhal ao Souto. O autarca justificou esta proposta “pelo bem das populações e pela melhoria das condições de vida no norte do concelho de Abrantes”. Após estas declarações do jovem autarca Diogo Valentim, foi a vez de António Lourenço, presidente da Junta de Freguesia do Carvalhal, dizer que esta é uma proposta que não agrada à população do Carvalhal e que é uma falta de respeito pela sua freguesia. Por último, Manuel Aivado, presidente da Junta de Fontes também mostrou o seu grande descontentamento pela proposta apresentada pelo PSD e reforçada pelo presidente da Junta de Freguesia do Souto. Este autarca chegou a referir que a localidade de Fontes tem mais condições para ser sede de Junta do que o Souto. JMC

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8 REGIÃO

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ABRANTES

RPP SOLAR

Contrato de concessão de águas vai ser revisto

Alexandre Alves falha novo prazo mas apresenta proposta irrecusável

A Câmara Municipal de Abrantes aprovou em Assembleia Municipal, com os votos contra dos vereadores do PSD, ICA E BE, a revisão do contrato de concessão do serviço de águas residuais urbanas no município. Na base desta revisão está a convicção da autarquia de que deve ser alterado o plano de investimentos anteriormente assumido pelo consórcio que tem a concessão, a Abrantáqua. O objetivo é aumentar a cobertura de rede de esgotos e alargá-la à Barca do Pego, Bicas, Cabrito, Coalhos, Fojo e Tubaral, para além do aumento da capacidade da ETAR Carochos / Fontinha e encaminhamento dos efluentes de Carreira do Mato e Aldeia do Mato para Martinchel. Por outro lado, a autarquia quer incluir na concessão o sistema de drenagem de águas pluviais e a criação de tarifários sociais. António Manuel, deputado do Bloco de Esquerda criticou a “desresponsabilização do poder politico” sobre questões que considera da máxima importância para a população e também a “privatização” de serviços essenciais. “Os poderes locais têm de gerir a causa pública, não faz sentido termos serviços municipalizados”, adiantou o deputado, acrescentando que também não se justifica o pagamento de “uma taxa enormíssima entregando a privados esta gestão”. António Manuel falou em “privatização do lucro e socialização da despesa”. A presidente da Câmara, Maria do Céu Albuquerque, falou sobre um

Dois dias antes do fim de mais um prazo, 15 de outubro, o promotor do projeto RPP Solar apresentou novo cronograma para conclusão das obras, proposta que deixou a Câmara de Abrantes “sem alternativa”, levando à sua aceitação. Alexandre Alves não cumpriu nenhum dos prazos estabelecidos pela autarquia abrantina para a apresentação de uma garantia bancária de 1.1 milhões de euros. No dia 17 de setembro o projeto parecia condenado ao fracasso, com o cerco a apertar-se ao promotor da mega fábrica de painéis solares na margem sul do Tejo do município abrantino. O processo teve agora novo episódio, neste caso um volte-face. O empresário antecipou-se ao novo prazo de entrega da garantia bancária e propôs um novo cronograma para conclusão do projeto. Mas não se ficou por aí. Para além do cronograma, substituiu a garantia bancária, um documento emitido por uma instituição bancária a favor do beneficiário da garantia (Câmara de Abrantes) que define a obrigação de, nos termos do texto da garantia, satisfazer determinadas obrigações se estas não forem cumpridas pontual e integralmente pelo seu cliente (Alexandre Alves), por um cheque no mesmo valor da supracitada. Ou seja, o promotor não conseguiu quaisquer garantias bancárias no valor de 1.136.414 euros mas garantiu que vai depositar um cheque no mesmo valor em

processo complicado que decorre há cerca de quatro anos e admitiu algumas lacunas no contrato. “Os serviços municipalizados têm a gestão dos resíduos sólidos urbanos e do saneamento há praticamente quatro anos, mais ou menos desde a mesma altura em que este contrato foi assinado.” Nessa altura “viu as suas competências reforçadas, nomeadamente no acompanhamento da execução do contrato de saneamento”, mas “dada a complexidade que é ter um território com 700 km2, com tantas povoações dispersas, a preparação de todo este procedimento foi muito complicada”. A autarca reforçou a dificuldade do processo para justificar a revisão do contrato: “Foi particularmente difícil montar toda esta estrutura para permitir fazer este contrato, por isso

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mesmo este contrato tem lacunas e assumimos isso.” A revisão decorre do facto de “hoje existirem outras exigências que na altura não foram acauteladas, pensadas, exigidas, e isto é importante demais”. Maria Céu Albuquerque lembrou ainda que os serviços do município partiram de “uma cobertura na casa do 75 por cento, muito acima da média nacional”. Por isso mesmo entende que “nem a Câmara nem os serviços municipalizados tinham disponibilidade para avançar”. A revisão implica uma mudança da estrutura tarifária e o alargamento da concessão por mais cinco anos, a acrescentar aos 25 anos iniciais, com um plano de investimentos que passa de oito milhões para 9,8 milhões de euros. Ricardo Alves

nome da autarquia, cobrindo assim todas as despesas suportadas pela Câmara aquando do processo de facilitação da instalação da fábrica em Casal Curtido. “Perante esta manifestação e a apresentação do novo cronograma que, segundo o promotor, terão sido retomadas no dia 15 de outubro e terminarão em janeiro, a Câmara aceitou estas condições. No fundo, a Câmara ficou sem alternativa para a declaração da caducidade pois há de novo um compromisso” - afirmou Maria do Céu Albuquerque, presidente da autarquia abrantina, à Antena Livre. A autarca explicou ainda que a Câmara “está a notificar o promotor no sentido de fazer um depósito de um cheque no montante de 1.136.414 euros que servirá para fazer face ao investimento feito naquele terreno”. Questionada precisamente sobre o facto de Alexandre Alves nunca ter apresentado uma garantia bancária no valor estipulado mas agora prometer um cheque precisamente no mesmo valor, Maria do Céu Albuquerque foi taxativa: “Não sei, nós não fazemos juízos de valor. O que sabemos é que há um atraso significativo na execução dos trabalhos, compreendemos que as condições são diferentes de há cinco anos a esta parte e, por isso, o que temos feito é criar as condições necessárias para o promotor levar este projeto a bom porto.” Ricardo Alves

REGIONAL 9

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Serviço de cirurgia passa para Tomar

Ricardo Alves

Os tribunais não podem transformar-se em Lojas do Cidadão “Os julgamentos têm que ser feitos nos locais onde ocorreram os factos”

Hália Costa Santos

A partir de 19 de novembro o Hospital de Abrantes deixa de efetuar cirurgias programadas, valência que será garantida pela unidade de Tomar, confirmou o Diretor Clínico do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT). Paulo Vasco explicou que esta decisão não é uma novidade, “as alterações foram programadas e decididas em janeiro, e pensamos que vai funcionar melhor”. Paulo Vasco explica ainda que a partir de novembro, na unidade de Abrantes, as únicas cirurgias programadas serão de ortopedia e ginecologia. Em relação às alterações ao nível do pessoal médico, o diretor clínico do CHMT diz que “há necessidade de haver movimentos das pessoas, mas terão em conta o benefício das mesmas”, ou seja, “irão para Tomar as pessoas que são daquela cidade”. As alterações não ficarão por aqui. Até ao fim do ano “ainda há coisas por resolver”, nomeadamente na “área da medicina interna e na área dos meios complementares de diagnóstico”. Esta reorganização decorre do “plano de reestruturação do CHMT”, no qual está prevista esta “concentração da atividade de cirurgia programada na unidade de Tomar, mantendose em Abrantes a atividade cirúrgica urgente”. Para além disso, os doentes que estavam a fazer determinados tratamentos no Hospital de Dia de Abrantes, nomeadamente de oncologia, já foram transferidos para Tomar, a partir do dia 22 de outubro. O esquema de transportes públicos entre as três unidades do Centro Hospitalar do Médio Tejo mantém-se.

BASTONÁRIO DA ORDEM APOIA ADVOGADOS E AUTARCA DE ABRANTES CONTRA PROPOSTA DE REFORMA JUDICIÁRIA

Marinho Pinto, bastonário dos advogados, acusou a ministra da Justiça de não •conhecer Portugal “a norte de Sacavém”

Duas razões estão na origem da contestação à reforma judiciária que, depois de três primeiras versões, surge agora em proposta de decreto-lei: primeiro, esvaziando-se os tribunais de determinadas competências e encerrando-se outros, perdese a justiça de proximidade; segundo, embora sejam apresentadas razões de cariz económico, avistam-se poucas poupanças para o Estado e muitas despesas para todos os envolvidos em processos judiciais. Estes argumentos, apresentados recorrentemente na assembleia de cidadãos que no passado dia 19 de outubro trouxe a Abrantes o bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, acabaram por dominar um debate animado e recheado de críticas ao Ministério da Justiça. Em relação ao último debate

que se fez em Abrantes sobre o mesmo assunto, pouco ou nada se adiantou, simplesmente porque as propostas de alteração então apresentadas à tutela não foram consideradas. Por isso mesmo, foi decidido pedir uma audiência à ministra da Justiça. Marinho Pinto garantiu que a atual proposta de reforma judiciária se insere “numa operação mais vasta de aniquilamento da democracia”. Lembrou que, a ser aplicada, “centenas de milhares de pessoas vão fazer milhões de quilómetros por ano”. Por outro lado, transformando-se os tribunais em algo semelhante a balcões de Lojas do Cidadão, perde-se a justiça de proximidade. O bastonário lembrou ainda que “as mensagens de prevenção e dissuasão que as sentenças contêm devem ser tomadas nos locais onde os factos se deram”.

Américo Simples, da Delegação de Abrantes da Ordem dos Advogados, não só sublinhou o elevado número de processos do Tribunal de Abrantes, como frisou a rapidez com que são resolvidos. Argumentos que seriam suficientes para, ao contrário do que propõe o Ministério da Justiça, manter em Abrantes o Tribunal de Menores, o Tribunal de Trabalho e os julgamentos dos crimes cíveis com penas de mais de cinco anos. Na sua opinião, a proposta da tutela que retira estas valências de Abrantes “altera o paradigma da proximidade e é inconstitucional”.

“Reforma a passo de Troika” Vítor Tomás, presidente do Conselho Distrital de Évora da Ordem dos Advogados, referiu-se à proposta apresen-

“Imaginem um homicídio em Abrantes. Por que é que há-de ser julgado em Santarém? Um princípio elementar do direito penal e das penas em direito criminal é de conterem uma mensagem de dissuasão... Terem uma finalidade de prevenção geral, ou seja, impedir, ameaçar, qualquer futuro criminoso de cometer aquele crime. A sentença não responde só às partes do processo onde é proferida, ela contém uma mensagem clara dirigida à comunidade no seu conjunto. Dizendo aos que estiverem tentados a cometer um crime: ‘se o fizeres vai-te acontecer isto’. Dizendo às vítimas ou às pessoas que podem vir a ser vítimas que é no tribunal e na justiça que estas questões se resolvem, e não fazendo justiça pelas próprias mãos. Se aqui houve um homicídio ou um crime grave por que é que vão andar 70 e tal quilómetros para fazer o julgamento? Os julgamentos e as mensagens que as sentenças contêm de prevenção é para serem feitas e produzidas nos locais onde ocorreram os factos que determinam o próprio julgamento. Aí é que a sentença produz todos os seus efeitos e isto está-se a quebrar.” Bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, em Abrantes

tada pela tutela como “uma reforma apresentada a passo de Troika”, sublinhando que, apesar disso, “as economias que traz são números insignificantes”. Na sua opinião, o objetivo é claro: “deslocalização e centralização, o primeiro passo para que os tribunais que ficam com diminuições de competências se tornem depois em extensões”. Apesar de suspeitar que um novo parecer volte a “cair em saco roto”, Maria do Céu Albuquerque insiste na necessidade de voltar a contestar as alterações propostas, que afetam não só os abrantinos, mas todos aqueles que se ha-

bituaram a vir a Abrantes resolver os seus problemas. A autarca voltou a evidenciar que nesta cidade existem condições físicas para manter as valências dos tribunais que aqui estão. A determinação com que a autarca socialista tem vindo a conduzir o processo de contestação à reforma judiciária, sobretudo porque “afasta o sistema judicial da vida das pessoas”, valeu-lhe um rasgado elogio público do representante do CDS-PP, António Velez, advogado de profissão. Hália Costa Santos

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ESPECIAL PRODUTOS REGIONAIS 11

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ABRANTES

TAGUS

Praça dos Sabores em prol dos produtos regionais • O antigo mercado passou a ser um espaço de convívio e de promoção A Praça dos Sabores já fez um de existência no Mercado Criativo. Este é um espaço onde os produtos regionais do concelho de Abrantes, Constância e Sardoal têm grande destaque. Desde os azeites, os vinhos, os doces, tudo o que é tradicional pode ser encontrado neste espaço que mensalmente promove iniciativas para a comunidade. “Tem sido um projeto curioso de acompanhar.” Foi assim que Pedro Saraiva, o técnico coordenador da TAGUS, caracterizou o ano que já passou e que tem sido enriquecedor para a região.

É um projeto que financeiramente ainda não sobrevive do número de visitas que recebe, mas com as atividades que se organizam no espaço há uma aproximação dos clientes aos produtos que acabam por comprar e, assim, compensar o investimento que se tem vindo a fazer. Desde o passado mês de julho que a Praça dos Sabores está a trabalhar com uma entidade que promove visitas turísticas no país, e que está a incluir nas suas rotas este espaço de promoção. “Já recebemos duas visitas, uma primeira de cerca de 70 pessoas e uma se-

gunda que aconteceu o mês passado com cerca de 30 visitantes. Nestas alturas, fazemos uma promoção clara dos produtos, com uma prova de azeites e tem corrido muito bem. Estas visitas são mais uma oportunidade de atrair receita e de levar por diante o nosso objetivo” - explica o técnico coordenador. Os próprios produtores da região responsáveis pelos produtos em venda têm participado nas iniciativas que vão ocorrendo na Praça e, segundo Pedro Saraiva, “parecem satisfeitos com o trabalho desenvolvido pela TAGUS e têm res-

pondido muito bem aos desafios que lhes são colocados, como por exemplo as provas de vinho, de azeite, entre outras situações”. Durante este mês de novembro a TAGUS volta a convidar uma personalidade para a edição Merendas com Personalidade. Nesta iniciativa, que ocorre na Praça dos Sabores mensalmente, o objetivo é levar a pessoa a preparar um petisco com os produtos regionais e falar um pouco sobre o seu trabalho ou sobre uma aptidão que tenha. Para além das Merendas, o mês de novembro é o mês dos cabazes de Natal. Vão estar disponíveis vá-

rios cabazes com vários tamanhos e preços, que os interessados podem oferecer como prenda. A particularidade destes cabazes é que serão compostos só com os produtos da região. Os Sabores de Outono é outra iniciativa que está a decorrer ao longo deste mês de novembro, todas as terças, quintas e sábados. Em semanas alternadas a praça prepara um lanche com produtos da região e em cada sessão há sempre uma sugestão, por exemplo: os folhados de farinheira, morcela com ananás, entre outras delícias. Joana Margarida Carvalho

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12 ESPECIAL PRODUTOS REGIONAIS

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VINHOS DO TEJO CADA VEZ MAIS INTERNACIONAIS

Previsto aumento de 25% na produção em 2012 Se a produção nacional de vinhos pode aumentar entre quatro e cinco por cento em relação à campanha do ano passado, a do Tejo deverá aumentar 25%. Também a qualidade deverá ser superior. A estimativa é do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV), anunciada em meados de setembro. Nem todas as regiões apresentam previsões de crescimento, algumas deverão apresentar um decréscimo na produção, como é caso dos Açores - a região vitivinícola do país com maiores quebras –, a do Minho e a do Algarve, onde são esperadas quebras na produção avaliadas em 15 e 30 por cento. As condições climatéricas registadas na generalidade do território estão na base tanto dos aumentos como das quebras. A Península de Setúbal (30 por cento), a Madeira (24 por cento), o Tejo (25 por cento) e Lisboa e Trás-os-Montes (20 por cento) são as regiões mais beneficiadas. A acrescer às condições climatéricas estarão também

produções mais baixas que o normal em 2011, mas não só. A reconversão e plantação de vinha e a ausência de pragas podem explicar o aumento no número de uvas. No Tejo houve aumento de hectares de alguns dos produtores e, como explicou António Anacleto da ‘Quinta do Côro’ do Sardoal, muitos aderiram ao ‘Programa VITIS’, o Regime de Apoio à Reconversão e Reestruturação das Vinhas no Continente. Esta reconversão permite que as vinhas velhas sejam destruídas e substituídas com vinhas de castas com maior qualidade.

Internacionalização A Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo) tem levado a cabo várias ações que visam a penetração em mercados internacionais das suas marcas. Uma das mais recentes aconteceu entre os dias 10 e 12 de outubro, que levou a CRV Tejo e 10 produtores até

Miami e Nova Iorque, nos Estados Unidos da América (EUA), numa operação que visou convencer os importadores locais da qualidade dos vinhos do Tejo. Entre os produtores estavam os do ‘Casal da Coelheira’ (Tramagal) e da ‘Quinta do Vale do Armo’ (Sardoal). Nesta visita a solo norteamericano os produtores puderam

dar a conhecer mais de uma centena de vinhos. O sucesso dos vinhos do Tejo não estará alheio ao fato de cada vez mais serem premiados internacionalmente traduzindo-se num potencial aumento na penetração dos vinhos em novos mercados e no seu reforço naqueles para onde já exportam. Para os EUA, o obje-

tivo é triplicar o consumo em dois anos, sendo que é um mercado que já consome quantidades significativas de vinhos do Tejo. Em 2011 a região do Tejo foi campeã do crescimento (mais 28%) e para 2012 o objetivo da CVR Tejo são mais 10%, contando para isso com as exportações. Em apenas quatro anos, a região passou de uma quota inexpressiva de 1,5% para 5%. São já 11 os agentes da região que operam no mercado chinês. Angola lidera a lista de exportações dos vinhos de Tejo e duplicou as vendas em dois anos. Já no mercado doméstico, o Tejo ainda está atrás de outras regiões do país em termos da imagem. O Douro ou Alentejo continuam a ter melhor desempenho, mas esta é uma realidade que não se sente no exterior. Em 2012, a CVRT conta certificar o equivalente a 17 milhões de garrafas, gerando uma receita de €40 milhões. Ricardo Alves

Quinta do Côro: uma paleta de sabores para o Inverno O Outono já começou e o Inverno aproxima-se a passos largos. Voltam os cheiros de lareira a vaguear pela rua, o recato ainda mais desejado do lar e as reuniões entre amigos e/ ou família aquecendo o dia-a-dia gélido. Da Quinta do Côro, maravilhosamente instalada num pequeno vale no Sardoal, chegam-nos sabores que prometem tornar estes momentos ainda mais inesquecíveis. Desde os vinhos tintos, voluptuosos e quentes, aos sabores da marmelada 100% natural, aos figos Confitados, o Doce de Figo, os Figos em Calda, são muitos os sabores que a Quinta do Côro propões aos consumidores, não esquecendo a Compota de Rosas. Se por si só os doces e

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vinhos já chamam à degustação, em conjunto significam combinações de sabores que se exponenciam entre si, tornando-as viagens a um paraíso terreno e… ribatejano. António Anacleto conta que a marmelada “já é distribuída para todo o país”. Para o supervisor de produção “não há uma marmelada igual à nossa no mercado. O processo é igual à que é feita em casa, não tem segredos, é um processo artesanal”. Nos vinhos, António Anacleto propõe dois vinhos tintos que “estão excecionais: o ‘Quinta do Côro Reserva 2010’ e o ‘Quinta do Côro Syrah/Touriga 2010’, ambos medalhados com Ouro no Concurso Mundial de Bruxelas de 2012 e que têm uma exce-

lente relação qualidade/preço. Depois também temos o ‘Quinta do Côro Encruzado’, um vinho branco, uma gama nova, do qual as pessoas têm gostado muito”. A regra que impera na ‘Quinta do Côro’ é produzir com a melhor qualidade possível, pois segundo António Anacleto “quem não tiver qualidade vai ter dificuldade no futuro em se aguentar” afirmando convicto que o caminho é a “qualidade acima de tudo, ter uma linha, segui-la e não desviar o rumo”.

Qualidade acima de tudo Nos doces, com a atual conjuntura, os custos de produção a aumen-

tar e consequen uen temente com m as margens de lucro a baixar, a receita é ainda assim a mesma. “O O nosso produto é de uma gama média alta e a crise tem-se notado nas vendas endas mas nós não podemos fugir f i da d linha li h da d qualidade, só com a qualidade se consegue combater”. Sobre a marmelada realçar que esta foi referenciada de forma muito elogiosa numa análise do Diário Económico apelidando a ‘Marmelada em Tijela de Loiça’ da Quinta do Côro como “nada menos que uma bênção”. Na fábrica de marmelada, por

altura desta reportagem, cerca de trinta mulheres lavavam, poliam e descascavam os marmelos à mão dos quais apenas a polpa branca é aproveitada. Junte os vinhos e doces num cabaz e tem a companhia perfeita para as noites mais frias deste Inverno. Ricardo Alves

ESPECIAL PRODUTOS REGIONAIS 13

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MEMÓRIAS DE FERNANDO SIMÃO, UMA VIDA LIGADA AO AZEITE ANDORINHA

“Podemos seguramente afirmar que Abrantes é a capital do azeite” Desde tempos imemoriais, que se perdem na bruma da história, que o azeite marcou a sua presença fiel, como elemento fundamental na dieta dos portugueses. Mesmo em tempos de grandes dificuldades, quando a pobreza grassava pela sociedade portuguesa, no período das Guerras, o azeite não deixava de estar presente nos nossos lares. Para ilustrar essa importância, conta-nos Fernando Simão um caso vivenciado, no norte, onde até a água de uma simples lavagem das pequenas garrafas usadas no seu armazenamento, para reutilização futura, era aproveitada para a sopa: “Ninguém comprava um litro de azeite”, que na altura custava quatro escudos. Havia mesmo quem só comprasse 0,5 decilitros. Ou ainda o caso de pessoas que, por lugares ermos, entre montes e vales, deixavam o dinheiro e as pequenas gar-

rafas debaixo de pedras para que quando o azeiteiro passasse pudesse reabastecer os seus clientes. Tudo remonta a 1927, fruto duma iniciativa familiar, de um empresário de Abrantes (pai de Fernando Simão) que, aproveitando o seu espírito empreendedor e a sua experiência no ramo em Moçambique, cedo percebeu a apetência para o consumo do azeite, junto da diáspora portuguesa. Foi fácil fazer a projeção mundial de um produto português: o Azeite Andorinha.

Uma história de sucesso com mais de 80 anos Feito especificamente para o mercado externo (Brasil, Angola e Américas), a comercialização do azeite Andorinha é uma história de sucesso com mais de 80 anos. Parte desse percurso, construído desde 1927, passa pelo concelho

de Abrantes e pelo nome de Fernando Simão e da sua família. Nesses tempos, Alferrarede conhece uma época de grande expansão que os caminhos-de-ferro vieram potenciar. Tempos de dificuldade faziam acorrer aqui pessoas de localidades limítrofes na esperança de verem aumentados os seus parcos rendimentos. Traziam todo o género de produtos para vender: lenha, ovos entre outros produtos que eram levados para Lisboa. “A partir de 2 de novembro (dia dos Santos), aqui afluíam mares de gente destinada à apanha da azeitona, ranchos de pessoas vindos das Beiras. Havia dezenas de lagares por toda a região, oito armazéns e o azeite era uma riqueza imensa, motivo de orgulho e prosperidade. Podemos seguramente afirmar que Abrantes é a capital do azeite”, refere Fernando Simão, com a voz embar-

gada e comovida pelo peso dos seus noventa anos de idade, recordando os tempos de outrora. Com o passar dos anos e com a vinda de novas gerações, a modernização da produção e o abandono da agricultura foram-se perdendo todos estes laços que nos ligam à terra. Contudo, a empresa foi vendida e tudo acabou. No entanto, ainda subsiste hoje, com alguma expressão, esta indústria em Abrantes. E o Azeite Andorinha revive glórias de tempos passados agora pela mão da Sovena, uma empresa 100% portuguesa e a segunda maior empresa de azeites a nível mundial, encontrando-se há mais de oito décadas em mercados internacionais como Brasil Canadá, África do Sul, Angola, Macau, Timor Leste, Polónia, Suécia e Alemanha. Francisco Rocha

aluno de Comunicação Social da ESTA

TIGELADAS, UM DOCE CONVENTUAL

O bom sabor daquilo que é natural É no forno de Fátima de Macedo que se faz o melhor da vida, um dos doces mais tradicionais que nasceu nos conventos da cidade de Abrantes e que depressa foi levado para a freguesia de Rio de Moinhos e, mais tarde, para a localidade de Pucariça, de onde a doceira é natural. Cozinhar as tigeladas não é uma tarefa fácil: são necessárias pelo menos quatro horas e duas pessoas. Fátima Macedo explica que “uma cozinheira deverá ficar a controlar a temperatura do forno e a outra empenhada na confeção do preparado que vai entrar nas taças de barro.”Mas é concretamente no forno a lenha que está o segredo das deliciosas tigeladas. A doceira explicou ao JA as particularidades da confeção deste doce: “Fazer o doce no forno elétrico ou

Rui André

Quentes, fofas, saborosas, amarelas, suculentas, tradicionais, com anos e anos de existência no concelho de Abrantes. Sim, são mesmo as tigeladas.

• Fátima Macedo faz tigeladas “por gosto e pelo convívio” no forno a lenha dos antigos são situações diferentes e com resultados distintos. O sabor é inigualável, as propriedades que provêm da lenha entram diretamente no doce. Se for oliveira, é a oliveira que esta iguaria vai cheirar e até saber ligeiramente. Depois é o bater do preparado que

tem muito que se lhe diga! Primeiro é necessário ter consciência que bater com uma máquina elétrica não tem nada a ver quando o trabalho é feito com as nossas mãos. O resultado final com nossas mãos é sempre melhor.” Os ingredientes são importantís-

simos nesta tarefa delicada e trabalhosa, é no conceito ‘natural’ que incidem as palavras de Fátima Macedo. “Para fazer tigeladas saborosas é preciso ter em conta o que vamos utilizar. Nós aqui na Pucariça só recorremos a produtos naturais: desde o leite retirado diretamente

da vaca, os ovos caseiros que costumam ser das nossas galinhas e tudo o resto é nosso, a farinha, o açúcar, o limão, entre outros produtos essenciais.” Fátima Macedo aprendeu com a avó a confecionar este doce. Juntamente com as vizinhas dedica-se a esta atividade há 15 anos. A doceira acrescentou ainda um pormenor que mostra a importância da tradição: “Quando se faz as tigeladas no meu forno é para toda a localidade, é um convívio que se estabelece de um bairrismo grande que existe na Pucariça”. Neste momento já não há ninguém em Rio de Moinhos que confecione as tigeladas desta forma tão tradicional. Assim, os pedidos têm surgido com alguma frequência na casa de Fátima Macedo. Apesar de alguma afluência, a doceira diz não querer tornar esta atividade num negócio. “Faço por gosto e pelo convívio com as minhas vizinhas.” Joana Margarida Carvalho

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14 ESPECIAL PRODUTOS REGIONAIS

NOVEMBRO 2012

MEL DE MAÇÃO

O mel é um dos principais produtos regionais do concelho de Mação. No território maçaense 90% do mel é multifloral, os restantes são de rosmaninho e urze. Estas plantas encontram-se nos cerca de 130 terrenos dedicados à exploração da apicultura. A cooperativa MelBandos de Mação está desde 2006 implementada neste mercado apícola. Trata-se de uma entidade que se dedica ao acompanhamento dos produtores de mel de Proença-a-Nova, Vila de Rei, Sertã e Mação. No total são cerca de 86 sócios agregados a esta entidade. Fernando Monteiro, o presidente da direção, explicou ao JA que a MelBandos reúne um conjunto de responsabilidades para com estes profissionais, desde a realização de formações, a certificação, extracção, o embalamento do mel e, por último, o combate de doenças nas abelhas. Fernando Monteiro adianta que a produção de mel pelos produtores associados chega a atingir entre 200 a 250 toneladas por ano, daí a região ter uma grande expressivi-

dade no que diz respeito a este produto. “Em Mação, devido ao denso mato e às boas temperaturas climáticas, podemos produzir mel todo o ano. Nem todas as regiões do país têm esta facilidade. A própria MelBandos produz mel, mas também compra aos seus associados para depois comercializar no pequeno comércio da vila.”

“O mel tem sido uma aposta ganha” Desde que a Marca Mação foi lançada em 2010, o mel foi automaticamente integrado nesta ação de promoção e comercialização

feita pela autarquia. António Louro, vereador responsável pela Marca, garante que “o mel tem sido uma aposta ganha”. E acrescenta: “O objetivo da Marca Mação foi potenciar as fileiras com maior importância económica no concelho. Entendemos que o mel era um produto de excelência a integrar pela expressividade e grande tradição que tem. Os responsáveis por este sucesso têm sido a cooperativa MelBandos e, recentemente, uma empresa privada denominada Terra Mação.” De acordo com António Louro, este trabalho da Marca tem sido muito bem recebido pelos produtores que estão envolvidos. O autarca lembra ainda que este é um trabalho que exige continuidade e muita dedicação. Foi devido a estes dois motivos que autarquia decidiu criar uma associação que vai apenas dedicar-se a resolver os problemas e as tarefas que Marca Mação exige. A associação chama-se Amar Mação e é presidida pelo próprio vereador António Louro. Joana Margarida Carvalho

Joana Margarida Carvalho

Um produto de tradição e de excelência

Fernando Monteiro, da cooperativa MelBandos (à esquerda), •e António Louro, vereador da Câmara de Mação (à direita)

Conceito inovador revitaliza Centro Cultural do Entroncamento

Situado em pleno coração da cidade, junto ao edifício da Câmara Municipal do Entroncamento e numa das zonas mais movimentadas da cidade, o ‘Sabores do Mercado’ abriu portas no dia 28 de se-

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tembro e apresenta um conceito inovador que junta várias valências num só espaço. O Centro Cultural do Entroncamento, inaugurado em 1991 depois de obras efetuadas no antigo

Mercado Diário, é agora casa de dois bares que fazem parte de um projeto que futuramente deverá incluir um restaurante, ainda por concessionar. Um dos bares chama-se ‘Sabores do Mercado’ e aposta nos vinhos, nas cervejas e nas tapas. Em linguagem anglo-saxónica, será um espaço percursor das ‘Wine and Beer Houses’, designação que, aliás, é utilizada na imagem do espaço. O outro bar, a ‘Praça Velha’, apresenta-se como cafetaria e pastelaria. Apesar das diferenças, a ideia dos irmãos Manuel Luís e José Carlos Luís é fazer com que ambos os espaços se complementem.

Durante a semana o horário de funcionamento é das 7h30 às 24h00 e nos fins-de-semana o encerramento acontece apenas às 2h00. Será precisamente durante os fins-de-semana que os empresários apostarão numa vertente fundamental para o sucesso do projeto: animação cultural, ou não fosse o edifício a casa da cultura da cidade ferroviária. Música ao vivo, exposições, eventos e espetáculos multidisciplinares serão bem-vindos a este novo espaço num edifício que é por si só polivalente. Por lá, desde a inauguração, já passaram artistas da cidade como ‘Pedro Dyonysyo’, Ricardo Oli-

veira ou a banda ‘Fun2Rock’. As noites têm sido animadas e a adesão alta. Se no Outono e Inverno o frio leva ao fecho de qualquer fresta para manter o calor lá dentro, no Verão cada um dos bares se estenderá para a via pública, cada um com a sua esplanada, numa zona da cidade que foi alvo de requalificação nos últimos seis anos, nomeadamente através de obras de embelezamento, e onde se realizavam as festas da cidade, agora relocalizadas para o amplo Recinto Multisusos. A festa está de volta ao local. Ricardo Alves

REGIONAL 15

NOVEMBRO 2012

Palha de Abrantes promovida em Lisboa

‘DESENHARTE’ ATÉ 3 DE NOVEMBRO, NO CENTRO CULTURAL DE VILA NOVA DA BARQUINHA

os outros. Ou seja, um podia fazer um desenho de alguém a correr e o outro punha um cãozinho atrás. Passou por ser uma brincadeira, mas uma brincadeira tornada séria. Pensámos em desenhar a própria parede porque vai a ser a última exposição neste espaço. A galeria vai transformar-se em gabinetes e os gabinetes vão passar a ser o Posto de Turismo. Isso deu-

nos a facilidade de desenharmos a própria parede, o que foi interessante. Como vamos ter uma galeria nova, esta é a despedida da antiga galeria, com a participação de todos os que participaram nos ateliês de arte e de alguns artistas convidados, como o Sam Abercomby e como o Carlos Dias, pessoas ligas às artes há já alguns anos. Esta é a participação da Barqui-

nha nesse evento nacional. Poderá depois haver troca de experiências, embora a nossa seja difícil levar daqui. Mas ficará um documento vídeo e um caderno de fotografias que poderão ser trocados com os parceiros. Enquanto os artistas estiveram a fazer os trabalhos, as pessoas foram passando e entrando. A ideia era que durante a feitura da exposição o espaço estivesse aberto para as pessoas interagirem, poderem comunicar e dar ideias. E isso foi feito. Ao todo participaram 26 pessoas, dos oito aos 65 anos, mas nem todos se consideram artistas. Houve casos de pessoas que simplesmente gostam de desenhar (como o do jornalista ilustrado na fotografia).” Carlos Vicente

artista plástico, comissário da ‘Desenharte’

DR

“Chamámos ‘Desenharte’ a esta iniciativa, que faz parte da Trienal de Desenho, DESENHA’12, que é a nível nacional, em que há mais de 100 parceiros que estão a fazer qualquer coisa à volta do desenho. Nós estávamos um bocadinho apreensivos porque, com o Museu da Escultura, tivemos um verão bastante atribulado e não participámos nesta iniciativa como queríamos, que era fazer um ‘storyboard’ e pôr os artistas a fazer parte de um trabalho conjunto, com um contexto ou uma história sobre o concelho. Mas queríamos participar. Pedimos aos artistas que frequentam o ateliê de artes da Barquinha e a outros artistas para que participassem com um desenho ou com um apontamento. Poderiam inclusivamente discutir os trabalhos e interagir uns com

Hália Costa Santos

Arte desenhada nas paredes

A TAGUS - Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior esteve em Campo de Ourique, Lisboa, a promover a doçaria tradicional de Abrantes, Constância e Sardoal, através de um dos ícones da gastronomia da região: a Palha de Abrantes. O doceiro Manuel Correia organizou uma oficina com 60 alunos do Jardim-Escola João de Deus. Já no espaço Turismo a Azul e Verde, sito na rua Coelho da Rocha, Palha de Abrantes e broas de noz e mel foram servidas a mais de 50 transeuntes que foram convidados a entrar na loja. Para além de sensibilizar para as tradições do Ribatejo Interior, esta ação pretendeu chamar a atenção para a 11ª Feira Nacional de Doçaria Tradicional, da organização da TAGUS e da Câmara Municipal de Abrantes, que se realizou entre os dias 26 e 28 de outubro, no Centro Histórico de Abrantes.

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16 REGIONAL

NOVEMBRO 2012

AGREGAÇÃO DE FREGUESIAS

Presidente da Junta de Penhascoso recusa ser mau da fita José Soares, presidente da Junta de Freguesia de Penhascoso, diz que desconhecia proposta de agregação da sua freguesia à de Mação, ao contrário do que adiantou o presidente da Assembleia de Junta, Abílio Diogo, na última edição do JA. Ambos são do PS.

“A agregação é um assunto encerrado”, palavras de Abílio Diogo (PS) presidente da Assembleia de Freguesia de Penhascoso, após um processo conturbado e até caricato que durou quatro dias – finalizado em Assembleia extraordinária de 24 de setembro - período no qual vin-

gou a proposta do autarca de agregar a freguesia do Penhascoso à de Mação. Na altura, o JA tentou contactar o presidente da Junta de Freguesia de Penhascoso, José Soares (PS), para o confrontar com a proposta do colega partidário que, a ser derradeiramente aceite, levaria à extinção da freguesia. Os vários contactos foram infrutíferos, sendo impossível contactar o autarca até fecho da edição do JA de setembro. Abílio Diogo afirmou aos microfones da Antena Livre que José Soares teria conhecimento da proposta, mas o presidente da Junta refuta

essa hipótese: “Eu não tinha conhecimento da moção apresentada.” Só na altura de usar a palavra, uma vez que não tinha poder de voto naquela Assembleia, José Soares afirmou que “não vendia a minha freguesia por 15% a mais que viesse”. Confrontado com o facto de tanto o presidente da Assembleia, como o da Freguesia serem do mesmo partido – Partido Socialista – e questionado sobre a coesão que esta situação supostamente deveria criar, algo negado neste caso, José Soares foi claro: “Há uma falta de comunicação. Da minha parte disse que fiquei revoltado com a si-

tuação, eu deveria ter sido o primeiro a saber.” “Fui apanhado nesta embrulhada sem nada saber” - conclui José Soares, que conta que foi abordado pelos populares que se insurgiram contra a extinção da freguesia do Penhascoso. O assunto, apesar dos esclarecimentos do autarca, ficou encerrado a 24 de setembro. A relação dos autarcas, Abílio e José, ficou marcada, tendo o presidente da Junta pedido a demissão do primeiro e admitindo que o PS ficou chamuscado com a situação. Ricardo Alves

COLÓQUIO DE TURISMO E PATRIMÓNIO

Oportunidade para mostrar projetos com futuro “Foi dado mais um passo para o processo de cooperação-colaboração entre os atores territoriais.” É desta forma que Luís Mota Figueira, professor do Instituto Politécnico de Tomar (IPT) e um dos organizadores do Colóquio de Turismo e Património que, entre 20 e 21 de outubro decorreu em Vila Nova da Barquinha, sintetiza os objetivos

alcançados. Para além deste aspeto, sublinha-se que as 29 comunicações e os restantes contributos das individualidades convidadas permitiram estabelecer o ‘estado da arte’, em sentido geral, e especificamente para a região de influência do IPT. Em debate estiveram temáticas relacionadas com o Património, a Arqueologia e o Turismo.

A oportunidade, de acordo com a organização, permitiu mostrar “projetos com visibilidade e futuro, quer de natureza académica e científica, quer no domínio empresarial e institucional, bem como na esfera autárquica e no âmbito das comunidades locais”. Por isso se conclui que “a transferência de conhecimentos aconteceu,

muito por via das partilhas de problemas e da expectativa sobre a investigação e aplicação dos resultados, que os promotores tentaram suscitar”. A iniciativa contou com o apoio da Câmara de Vila da Barquinha e do Centro de Interpretação de Arqueologia do Alto Ribatejo.

EDITAL N° 09/2012

MIGUEL JORGE ANDRADE PITA MORA ALVES PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE SARDOAL FAZ PÚBLICO que, para efeitos do art. 91° da Lei nº 169/99, de 18 de setembro, na redação dada pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de janeiro, se publicam as deliberações da Assembleia Municipal, tomadas em sessão ordinária, realizada no dia 28 de setembro de 2012: - Autorização prévia no âmbito da Lei dos Compromissos - Proposta; (Deliberado por unanimidade aprovar a proposta); - Taxa Municipal de Direitos de Passagem para 2013; (Deliberado por unanimidade não aplicar); - IMI- Taxas a aplicar para o ano de 2012, avigorarem em 2013; (Deliberado por maioria aprovar, para prédios rústicos, 0,8%; prédios urbanos, 0,7%; prédios urbanos avaliados nos termos do CIMI, 0,375%; com, dez votos a favor, cinco abstenções e um voto contra); - Derrama / Participação variável no IRS; (Deliberado por unanimidade manter o valor do ano transato); - 1” Revisão às Grandes Opções do Plano e 1” Revisão ao Orçamento; (Deliberado por unanimidade aprovar); - Programa de Apoio à Economia Local - PAEL· Empréstimo; (Deliberado por maioria aprovar, com onze votos a favor e cinco abstenções); - Programa de Apoio à Economia Local - PAEL - Plano de Ajustamento; (Deliberado por maioria aprovar, com onze votos a favor e cinco abstenções); E para constar se lavrou o presente Edital e outros de igual teor que vão ser afixados nos lugares públicos de estilo. Paços do Município de Sardoal, 8 de outubro de 2012 O Presidente da Assembleia Municipal Miguel Jorge Andrade Pita Mora Alves

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Clube de filosofia promove debate sobre a política nacional O Clube de Filosofia de Abrantes convidou os representantes dos partidos políticos para falarem sobre ação e trabalho que eles estão a desenvolver numa altura de crise. BE, CDS, CDU e PS aceitaram o desafio. “O projeto parte do princípio de que os partidos são entidades nucleares da vida do país e que todos nós somos parte implicada no processo”. Esta é a informação que consta na nota enviada à imprensa. A iniciativa visa o debate da política nacional e não da política concelhia. As sessões vão decorrer nas instalações da Junta de Freguesia de S. Vicente, em Abrantes, às terças-feiras,

às 21h30, a partir do próximo dia 30 de outubro. O coordenador deste projeto no Clube de Filosofia de Abrantes é Nelson Carvalho.

Sessões 30 de outubro BE 6 de novembro CDS 13 de novembro CDU 20 de novembro PS

REGIONAL 17

NOVEMBRO 2012

Abrantes distinguida por boas práticas A autarquia de Abrantes integra a lista dos 35 municípios portugueses distinguidos com o título “Autarquia +Familiarmente Responsável 2012”. O anúncio foi feito pelo Observatório das Autarquias Familiarmente Responsáveis. Este reconhecimento resulta de um inquérito realizado a nível nacional ao qual responderam 103 autarquias e onde foram analisadas as políticas de família dos municípios em várias áreas. Entre as dez autarquias do concelho de Santarém que responderam ao inquérito, Abrantes foi a única a obter o galardão da bandeira que distingue as melhores práticas. As boas práticas das autarquias foram avaliadas através de um inquéirto sobre diferentes aspetos: apoio às famílias com necessidades especiais; serviços básicos; educação e formação; habitação e urbanismo; transportes; saúde; cultura, desporto, lazer e tempo livre e outras iniciativas. Foram ainda analisa-

das as boas práticas das autarquias para com os seus funcionários autárquicos em matéria de conciliação entre trabalho e família. No site www.observatorioafr.org é possível analisar os dados resultantes do inquérito, nomeadamente no que diz respeito às políticas integradas de família e aos meios uti-

lizados para divulgar essas políticas. Para além de Abrantes, foram premiadas as autarquias de Amadora, Boticas, Cascais, Estarreja, Faro, Funchal, Fundão, Guarda, Lisboa, Loures, Lousá, Mealhada, Mértola, Mirando do Corvo, Praia da Vitória, Seia, Vieria do Minho e Vila Nova de Foz Côa.

Câmara apoia investimento na agricultura e na agro-indústria O município de Abrantes vai apoiar financeiramente projetos empresariais, promovidos por empresas com sede e/ou incidência no concelho, que sejam aprovados no âmbito do sistema de incentivos do QREN e do PRODER e que recorram a serviços das entidades instaladas no TAGUSVALLEY – Tecnopolo do Vale do Tejo. Na atual conjuntura de estagnação e desemprego, este esforço financeiro do município tem três objetivos: apoiar a atividade económica local; estimular a inovação e desenvolvimento tecnológico em-

presarial da região; dinamizar e partilhar os recursos oferecidos pelos serviços instalados no Parque Tecnológico (LINE, OTIC, MEDIOTEJO 21, aLOGOS e INOVLINEA). Segundo o Regulamento deste apoio, aprovado na reunião de Câmara de 22 de outubro de 2012, a Câmara comparticipará com um montante integrante da componente nacional no âmbito da candidatura, nos projetos relacionados com atividades de investigação industrial e desenvolvimento tecnológico, em particular as situadas nos sistemas de incentivos I&DT, e as

elegíveis no PRODER, de apoio ao investimento na agricultura e na agro-indústria. O apoio consiste na atribuição à empresa do montante equivalente a comparticipação dos encargos tidos com serviços contratados às entidades instaladas no Tecnopolo. O incentivo não ultrapassará o montante integrante da componente nacional, no máximo de 20% do valor de comparticipação das despesas elegíveis aprovadas nas respetivas candidaturas, e num limite máximo, por projeto, de 10.000€.

NECROLOGIA

Morreu Carlos Santana Maia antigo Bastonário da Ordem dos Médicos No passado dia 3 de Outubro, faleceu na Figueira da Foz, Carlos Alberto Santana Maia. Natural de Mouriscas (1936-2012), destacouse a vários títulos, tanto como médico como cidadão interveniente. Foi sepultado na sua terra natal. No campo da Medicina, o seu exercício como médico e responsável na administração hospitalar foi reconhecido por várias distinções honoríficas, tantas que seria fastidioso enumerá-las. Registem-se apenas que era membro honorário da Academia Brasileira de Medicina e do American College of Physicians e que recebeu a Medalha de Mérito da Ordem dos Médicos e a Medalha de Serviços Distintos do Ministério da Saúde, para além do Diploma de Sócio Honorário da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna. Dos vários cargos assumidos na Medicina, tem natural realce o de

Bastonário da Ordem dos Médicos (1992-1996), o de Presidente do Comité Permanente dos Médicos Europeus (1993-1994) e os de membro do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida e do Conselho Económico e Social. No campo da intervenção política, militou na Oposição Democrática antes do 25 de Abril e, depois, foi deputado à Assembleia da República (em 1983 e 1985) pelo PS, do Governador Civil de Coimbra, presidente da Assembleia Municipal de Coimbra e vicepresidente da Câmara Municipal de Coimbra. Bastam estas referências para dar a perceber o respeito que rodeava o seu nome. Foi, sem dúvida, um médico e um cidadão ilustre, daqueles que só ganhamos em recordar. Alves Jana

Morreu Martinho Jorge, o homem bom da Mercar No passado dia 16 de Outubro, faleceu Martinho Jorge (19432012), o homem que o JA destacou na sua edição de Dezembro de 2009. O espírito que punha nas relações de trabalho pode ser percebido através do que então nos contou com emoção: “Quando se deu o 25 de Abril, a empresa não era minha, mas eu era o gestor. Então, garanti aos trabalhadores que, enquanto eu estivesse à frente, eles estariam tão bem quanto eu, que ao dia 30 não haveria falta de vencimento, nem que eu tivesse que perder dinheiro.” E acrescentava: “Até hoje.” Repeti-lo aqui, no presente contexto social e político é uma homenagem e o reafirmar de uma lição. Sim, foi um homem bom, e isso não o impediu de ser um empresário de sucesso. Natural de Vale da Serra (concelho de Torres Novas), onde foi

sepultado, começou a trabalhar aos 14 anos. Em 1973 vem instalar no Rossio uma delegação da empresa onde trabalhava e em 1974 instala-se em Abrantes. Em 1983 é constituída a Mercar que Martinho Jorge e a esposa acabam por comprar em 1994. Em 2010, Martinho Jorge recebeu o Galardão Empresa atribuído na Gala Antena Livre à Mercar. Para lá de um empresário que criou e geriu do nada uma empresa, que marcou a paisagem empresarial da cidade e da região, foi sempre um homem com quem se podia contar e muitas foram as instituições que a ele recorreram com proveito. Era de uma afabilidade bem acima do comum, uma pessoa singular que a vida nos trouxe até Abrantes. Alves Jana

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18 EDUCAÇÃO

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Novos laboratórios para a ESTA

ESTA presente no DocLisboa 2012

Hália Costa Santos

Seis filmes realizados pelos alunos do curso de Vídeo e Cinema Documental do Instituto Politécnico de Tomar foram selecionados para a secção Verdes Anos do DocLisboa 2012.

• Estúdios de rádio e de televisão passam para o Tecnopólo A Escola Superior de Tecnologia de Abrantes (ESTA) vai ver as suas valências ampliadas. Na última reunião do executivo camarário abrantino, que aconteceu no passado dia 8 de outubro, foi anunciado um novo investimento para o estabelecimento de ensino. O objetivo é converter as três naves que estão sediadas no Tecnopólo do Vale do Tejo, em Alferrarede, em laboratórios de inovação industrial e empresarial. Este novo espaço vai ser destinado às aulas práticas dos cursos de Engenharia Mecânica e de Comunicação Social e para que o Line (La-

boratório de Inovação Industrial do Instituto Politécnico de Tomar) possa continuar a desenvolver a sua atividade tecnológica nas melhores condições. O curso de Engenharia Mecânica já tem algumas aulas práticas neste espaço de Alferrarede, mas passará a ter mais condições; no caso de Comunicação Social, trata-se de transferir para o Tecnopólo os estúdios de rádio e de televisão, que este ano letivo ainda funcionam no Convento de São Domingos e que são também utilizados pelos alunos do curso de Vídeo e Cinema Documental.

O Line encontra-se sediado dentro do edifício InovPoint e neste momento a sala que ocupa já não é suficiente para os muitos projetos empresariais que tem em marcha. Maria do Céu Albuquerque, presidente da autarquia, explicou que este é um investimento muito importante para a economia da região. “Pretendemos transformar aquilo que é o conhecimento e o saber dos docentes, assistentes e alunos em valor para a economia. O objetivo é haver aqui uma ligação entre a comunidade educativa e o sector empresarial dentro destes laboratórios.”

Maria do Céu Albuquerque considera que os novos espaços da ESTA constituem “mais um grande investimento para Abrantes”. A obra terá um valor de cerca de 1 milhão e 100 mil euros. Numa altura de crise, a presidente vê este novo investimento como uma oportunidade ao emprego, ao aumento de valor e inovação para as empresas da região e para os jovens estudantes. A TAGUS Valley vai ser a responsável pela candidatura aos fundos necessários para levar por diante este investimento. JMC

Edifício “Milho”, enfim cheio de vida Na última edição, o JA noticiava que o Edifico Milho “já tem aulas”, em concreto aulas da Escola Superior de Tecnologia. Mas a verdade é que esse passou foi um grande salto para aquele edifício. Edificado no início da década de 20 do século passado, a verdade é que apenas agora foi integralmente ocupado. Na fachada, ao nível do rés-dochão, ainda se pode ler: Grandes Armazéns / Luiz Alves Milho / Edeficio Fundado em 1922. Mas o Jornal de Abrantes de 3 de Junho de 1923 ainda anunciava: “Grandes Armazéns de Moveis / de / Luiz Alves Milho / Abrantes/ Esta casa brevemente vai inaugurar as suas vastas secções de: / Moveis, vidros, bijuterias, perfumarias, cutelarias e outras pertencentes ao

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mesmo ramo. / É já a que melhor sortido apresenta na província e depois de definitivamente instalada no seu novo edifício ficará sendo uma das melhores do nosso país.”! Não nos foi possível confirmar quando se terá mudado para as novas instalações, mas sabe-se que o edifício ficou por concluir, pois estava oco por dentro, tendo apenas a estrutura que o mantinha de pé. Apenas, por isso, o nível térreo estava ocupado, com o imediatamente superior a servir de arrecadações. Ao lado, onde hoje é a porta de acesso aos andares superiores, era a residência dos proprietários. Era, pois, um edifício imponente, por fora, mas doente por dentro. Quando a Casa Milho fechou, outra empresa comercial ocupou o seu lugar. Mais tarde, quando o edifício

da Câmara Municipal, na rua José Estevam, foi sujeito a obras, foi no Edifício Milho que estiveram provisoriamente instalados os serviços de Secretaria da Câmara. Mais tarde, o imóvel foi adquirido pelo Grupo Lena. O projeto chegou a prever diminuir-lhe um andar, mas a autoridade de tutela do Património não permitiu. Acabou por ser recuperado com o mesmo perfil. Mas, posto à venda, não encontrou comprador. Até que foi necessário mudar algumas das funções da ESTA e a Câmara adquiriu o imóvel para alojar ali salas de aulas. Foi assim o edifício Milho devolvido a uma vida que nunca teve, a não ser sonhada no projeto inicial. “Grandes Armazéns” trans•formam-se em Escola Superior

Alves Jana

Dos 22 filmes a concurso, seis foram realizados pelos alunos do curso de Vídeo e Cinema Documental (VCD), da Escola Superior Tecnologia Abrantes (ESTA), que pertence ao Instituto Politécnico de Tomar, e foram selecionados para participarem no DOCLisboa de 2012, na secção Verdes Anos. Três destes filmes foram realizados no âmbito do workshop com o realizador francês Sylvain George, que decorreu no passado mês de julho. Os filmes selecionados são: “Horizontes” de Jorge Romariz e Tiago Siopa; “Heterotopia” de Tiago Siopa; “Cantores do Submundo” de Fernando Miguel Moreira; “Paisagens de Papel” de Pedro Almeida e André Pisca; “Cenas de uma Comunidade Política” de Diogo Allen, Sofia Aguiar e Ângela Melo; e ainda “Um Passeio no Vazio” de Rodrigo Lopes e Gonçalo Cardeira. Sofia Aguiar, uma das alunas selecionadas, acredita que o seu filme vai ser bem recebido pelas pessoas e diz que “ter um filme num festival de cinema é sempre motivador para continuar o trabalho de realização de filmes”. Gonçalo Leite Velho, diretor de curso de VCD, mostrouse satisfeito com a participação dos alunos neste festival: “É uma oportunidade dos alunos poderem ver o seu trabalho exibido e visto publicamente. A ESTA já não é nenhuma desconhecida no meio, muito pelo contrário, desperta até uma certa curiosidade”. Catarina Fernandes

Aluna de Comunicação Social da ESTA

CULTURA 19

NOVEMBRO 2012

LUGARES COM HISTÓRIA

A Senhora da Luz TERESA APARÍCIO

A capela de Nossa Senhora da Luz fica na Abrançalha de Cima, junto à estrada que segue para o Paul e é um local antigo, onde se fazem romagens desde tempos imemoriais. Com efeito, ele aparece já mencionado na lenda de Abrantes, referida por Manuel António Morato, que por sua vez se baseou nos apontamentos do bispo Frei João da Piedade (século XVI), que viveu em Abrantes na sua juventude e que aqui a deve ter recolhido da tradição popular. Conta este que, quando Abrantes foi tomada aos mouros em meados do século XII, era alcaide do castelo um velho mouro de nome Abraham-Zaid, pai da bela e famosa Zahara. Este era senhor “de quase todas as veigas da ribeira da Abrançalha, que antigamente se chamava de Nossa Senhora da Luz, em razão de uma ermida que ali há

e na qual se venera com muita devoção a dita Senhora e por trazer os seus fundamentos do tempo dos godos, os mouros a consentiram aos cristãos.” É claro que esta referência aparece apenas integrada numa lenda, não havendo outros documentos a comprová-la, mas não deixa de ser um atestado de antiguidade que a tradição popular já então lhe atribuía. Passando agora para factos históricos, foi neste local que teve o primeiro assento o convento de Santo António. Segundo Frei Francisco de S. Tiago, cronista da província da Soledade, foi no ano de 1526 (segundo outros de 1521), que o provincial de então, Frei João de Albuquerque, aceitou a oferta que lhe foi feita pelo 3º conde de Abrantes, D. Lopo de Almeida, para a construção de um mosteiro, no local onde já existia uma ermida dedicada a Nossa Senhora da Luz, na ribeira de Abrança-

lha, “que por ser tão antiga se não sabe do seu princípio.” Os frades estiveram ali durante quarenta e cinco anos, sendo depois “obrigados por muitas doenças” a mudar de local, tendo ido para a chamada hoje Quinta d’Arca, em Vale de Rãs e, mais tarde, para o sítio onde está agora a torre herteziana, já em Abrantes. Para ajudar na construção do novo mosteiro, o antigo e as suas hortas foram vendidos aos padres da Ordem de Cristo, em Maio de 1571, que por sua vez, em 1600, os venderam a António Pimenta de Almeida e, a partir daí, nas mãos de particulares se foram conservando ao longo dos tempos. Os restos do convento foram ruindo, mas a capela foi sobrevivendo, até que em 1938, por tão danificada que estava, acabou por ser fechada ao culto, perante a consternação da população, para quem Nossa Senhora da Luz continuava a ser objecto

de grande devoção. Esta situação terminou em 1953, quando passou a integrar a paróquia de S. Vicente, tendo a população contribuído, com grande generosidade, para a sua recuperação. A imagem tão venerada de Nossa Senhora da Luz, quase de tamanho natural, é feita de pedra de ançã e deve ter sido trazida pelos frades de Santo António, no século XVI, embora o culto, como se viu, seja bastante anterior, perdendose na noite dos tempos. Pedindo ajuda para os seus problemas e aflições, por ali têm passado muitas gerações de devotos, cheios de fé nos milagres da Senhora, de que se contavam antigamente inumeráveis prodígios. A festa principal ocorria e ocorre em Setembro, presentemente no dia oito, sendo ainda muito concorrida pela população das redondezas que ali vai participar na missa e na procissão e à noite ao ar-

raial, realizando-se este agora no fim de semana mais próximo. Embora ainda animada, a actual romaria não se compara com as realizadas no início do século XX e de que os jornais de então fazem eco. Como exemplo damos a notícia relatada no Jornal de Abrantes de 17 de Setembro de 1922: “Poucas vezes temos visto ali tão grande concorrência, pois Abrantes quase se despovoou por completo, tendo dado um alegre aspecto à festa os grupos familiares que saboreavam os seus farnéis, na margem da estrada, desde o adro até à fonte sob a orla sombria das árvores.” Houve missa e procissão, como habitualmente e à noite o arraial teve baile, descantes e fogo de artifício “que foi de lindo efeito”. E facto digno de nota, foi neste ano que apareceu pela primeira vez no arraial a iluminação eléctrica “que muito contribuiu para que a romaria tivesse brilhantismo”.

Hoje Abrantes já não se despovoa para ir à Senhora da Luz, nem se fazem piqueniques à beira da estrada (de resto o local está bastante mais seco do que era então), mas todos os anos, a oito de Setembro, a Fé e a Vida continuam a estar ali entrelaçadas. Bibliografia: - MORATO, Manuel António e MOTA, João V. Fonseca, “Memória Histórica da Notável Vila de Abrantes”, C. M. de Abrantes, 1981 - SILVA, Joaquim Candeias, “ Santuários Marianos: Elementos para a História Religiosa do Concelho de Abrantes”, revista Zahara nº 19, Julho de 2012

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20 CULTURA

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Jovens realizadores pedem a colaboração dos abrantinos Oito jovens de Abrantes estão a participar num projeto internacional – que envolve também jovens de Espanha e de Marrocos – com o objetivo de produzirem filmes. Como tudo começou no país vizinho, o nome do projeto é em espanhol: “Holla, estás haciendo una peli”. Os trabalhos são desenvolvidos por fases e rotativamente: um grupo de jovens faz o argumento, que passa ao grupo seguinte; o segundo grupo concebe os planos, que passa ao terceiro grupo; o terceiro grupo faz a rodagem dos planos. O resultado será uma surpresa para todos.

Em Abrantes, o grupo de quatro raparigas e quatro rapazes tem trabalhado cerca de quatro horas por dia. Estão na fase de produção de planos do ‘storyboard’ que receberam dos colegas espanhóis e que vão passar aos jovens marroquinos, para eles fazerem a respetiva rodagem. Em dezembro será a altura dos jovens abrantinos fazerem a rodagem dos planos con-

cebidos por outros jovens. E aqui é que entra o principal apelo: o projeto precisa da colaboração dos cidadãos abrantinos. Como o filme vai ter 120 planos e os jovens são só oito, são necessários mais 112

voluntários. Para participar não é preciso saber fazer filmes nem ter grande equipamento. Um simples câmara de filmar ou eventualmente até um telemóvel poderão servir. O

mais importante é a vontade de participar num projeto diferente mas especial. Quem decidir participar receberá um plano que deve seguir, com instruções claras sobre como fazer. Se for preciso, haverá sempre alguém para ajudar. Esta ligação e envolvimento com as comunidades é, segundo Marta Blanco, responsável pelo projeto, uma das mais-valias. No fundo, o resultado dos filmes é um produto coletivo que será também um reflexo da própria comunidade. Telma Rosa, de 17 anos, é uma entusiasta do projeto. Quer vir a ter uma carreira no mundo do cinema, mas este é o primeiro contacto que tem com a área. Soube deste projeto através da diretora de turma e agarrou logo a oportunidade. Explica que, para além dos filmes que são feitos e conjunto, os grupos de cada país vão fazer os seus próprios filmes, todos com uma perspetiva autobiográfica. Juliana Oliveira e Bárbara Pinhal Novo são outras das jovens que estão envolvidas no projeto. Para além da

“piada” que tem fazer filmes, o conhecimento de outras culturas é aquilo que mais a está a atrair. Apesar de o projeto já ter quatro anos de existência, é a primeira vez que chega a Portugal, especificamente através do Espalha Fitas, a secção de cinema da Associação Cultural Palha de Abrantes. Para já, o projeto só tem garantido o apoio de uma fundação holandesa, mas os responsáveis ainda acreditam que será possível ter também o apoio de outros fundações, nomeadamente portuguesas. Para além de Marta Blanco, estão também a trabalhar com os jovens portugueses os formadores Anouk Deville e João Paulo Dias. Os interessados em fazer um plano deste filme coletivo pode fazer a sua inscrição através do Espalha Fitas ou no blogue http://holaestashaciendo1peli.org/ Hália Costa Santos com Flávio Nunes, aluno de Comunicação Social da ESTA

“Uma leitura que nos traz prazer e faz refletir” Desde pequeno que se habituou a ouvir histórias à lareira. Ouvia lendas de mouras encantadas e de potes de ouro por desenterrar. Mesmo sem ser escritor profissional, o resultado era fácil de antever: vários contos escritos, alguns premiados e, agora, o livro “Histórias (Des)encantadas”. O autor é José Martinho Gaspar, nascido em Águas das Casas (Abrantes), sobretudo conhecido pela sua ligação ao património. Aliás, coordena o Centro de Estudos de História Local de Abrantes e di-

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rige a revista Zahara. No dia 25 de outubro apresentou a sua nova obra, na Biblioteca Municipal António Botto. José Gaspar contou que escreve sobre o que lhe está mais próximo: “Aquelas coisas que eu conheço, que eu sou, em que me envolvo e que eu sinto mais.” Por isso, nos contos do livro aparece a História, o património, o desporto e outros temas que aparentemente não têm ligação entre si. Mas esta heterogeneidade é também o resultado de concursos literários. Ou seja, es-

creve em função dos temas propostos pelos regulamentos. Teresa Aparício, que apresentou o livro, ao fazer a resenha de alguns dos contos “para aguçar o apetite” dos presentes na sessão de apresentação, sublinhou que as temáticas “são sempre aspetos diferentes, mesmo com muita atualidade, mesmo os que estão relacionados com a História”. Resumindo, trata-se de “uma leitura que traz prazer e nos faz refletir”. HCS

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SAÚDE

AS CARAS DA RÁDIO

A prevenção e deteção precoce do cancro da mama é essencial O cancro da mama é o tipo de cancro mais comum entre as mulheres. É a segunda causa de morte por cancro, na mulher. Em Portugal, anualmente são detetados cerca de 4.500 novos casos de cancro da mama, e 1500 mulheres morrem com esta doença, ou seja, todos os dias morrem quatro mulheres vítimas de cancro da mama. Embora mais raro, pode atingir os homens em cerca de 1%. O cancro da mama raramente provoca sintomas na fase inicial, pelo que uma deteção precoce é muito importante. O conhecimento da mama, através do auto-exame, permite a deteção de lesões palpáveis. A mamografia possibilita achados de lesões não palpáveis (três a quatro anos antes do aparecimento de sintomas). Detetado “a tempo”, aproximadamente 90% dos cancros de mama têm cura. É essencial que as mulheres (45 aos 69 anos) adiram ao rastreio do cancro da mama, realizando mamografia. Nos concelhos do ACeS do Zêzere, o rastreio é assegurado pela Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) através das unidades móveis. A mamografia é repetida de dois em dois anos. No último rastreio realizado no ACeS, apenas cerca de metade das mu-

lheres que receberam carta convite fizeram o exame, mas foi possível detetar 53 casos de cancro da mama. E as restantes, farão vigilância de saúde noutro lado, ou continuam a adiar a sua saúde? Estima-se que por meio da alimentação, nutrição e atividade física é possível reduzir em 28% o risco de ter cancro da mama (INCA, 2009). A sensibilização das mulheres para a importância do controlo dos fatores de risco relacionados com o estilo de vida, como a prevenção da obesidade, sobretudo na menopausa, redução da ingestão de gorduras, prática de exercício físico regular e abolição do consumo de bebidas alcoólicas, assim como o estímulo à participação nos programas de rastreio, realizando mamografia, são a melhor forma de combater o cancro da mama. O conhecimento de sinais e sintomas facilita o diagnóstico precoce. Se detetar nódulos (caroços) na mama ou axila, mudança da forma ou tamanho da mama, retração da pele (tipo casca de laranja) ou do mamilo, secreção sanguinolenta pelo mamilo, alteração da cor ou da sensibilidade, procure ajuda médica. Paula Gil

“A rádio como você gosta” com uma grelha diversificada A Rádio Antena Livre sente que está cada vez mais perto do seu público-alvo. A comprová-lo estão os estudos de audiência que a colocam numa posição bem simpática na tabela das mais ouvidas do distrito, sendo mesmo a única do concelho a aparecer na tabela das audiências. Os conteúdos da estação emissora que emite a partir de Abrantes são equilibrados e, por isso, vão ao encontro de todos os gostos. Todas as terças e sextas-feiras, o “Disto e Daquilo” é um espaço de entrevista entre as 22h e as 24h, apresentado semanalmente por pessoas diferentes. Como o próprio nome indica, neste espaço de emissão fala-se de tudo, com con-

vidados nas mais diversas áreas, escolhidos por cada apresentador. Aqui privilegia-se a conversa descontraída e informal. A informação diária é maioritariamente de âmbito regional, com noticiários alargados de informação às 00h, 04h, 12h e 18h, além de vários intercalares “espalhados” pelo dia, numa informação de proximidade que chega cada vez mais às pessoas. A informação da Antena Livre começa na Edição da Manhã entre as 08h e as 11h. São três horas de informação onde nada fica para trás. “Radar” acontece às quartas-feiras das 22h às 24h, com moderação de uma jornalista e três comentadores resi-

dentes, sobre atualidade nacional, regional e nacional. Na edição das 12h, a fechar os noticiários, diariamente existe um cronista para cada um dos dias, com a sua opinião sobre um tema à escolha de cada um. Na Antena livre existem ainda programas dedicados à internet (Cyber Café) e até existe um programa de Fofoquices dos famosos (Rosa Choque) para quem gosta do género. Durante o dia, a música é intercalada com diversas rubricas diárias sobre, a vida a partir da filosofia e a filosofia a partir da vida, mas também sobre história local. Ainda diariamente, rubricas sobre saúde, desportos motorizados, efemérides mun-

diais…Anualmente a Gala Antena Livre marca cada vez mais a agenda cultural da região, homenageando pessoas, empresas e associações da região, bem como um nome nacional….e assim acontece a Antena Livre, que recentemente recolocou em antena os tradicionais relatos de futebol, como uma equipa de luxo que, sendo da casa, esteve ausente nos últimos anos. A rádio como você gosta, em emissão 24 horas por dia, com animadores a todas as horas….está para ficar, reunindo consensos, de ouvintes e anunciantes. Paulo Delgado

Enfermeira ACES Zêzere

Antena Livre em lugar de destaque no ranking de audiências Foram publicados os resultados do estudo Bareme Rádio, relativo ao 3.º Trimestre de 2012 para a região Litoral Centro. As percentagens de audiências apontam para um domínio das rádios nacionais com a Rádio Comercial (16,6%) a liderar a lista, seguida da RFM (12,1%), Renascença (6,7%) e Antena 1 (5,2%).

Ao nível do território coberto pela Antena Livre, a “rádio como você gosta”aparece em destaque, logo a seguir às nacionais Antena 2 (0,4%) e Super FM (0,4%). Com uma audiência de 0,3%, a Antena Livre aparece à frente de rádios como a Cidade de Tomar, Dom Fuas, Iris FM, Liz FM, Rádio Sines, Torres Novas FM ou a nacional RDP África.

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COORDENAÇÃO DE ANDRÉ LOPES

WINX ao vivo em concerto

AGENDA DO MÊS

As WINX estão de regresso aos palcos nacionais com um novo espetáculo cantado em português. Em Abrantes, as seis fadas vão estar no cine-teatro São Pedro, no dia 17 de novembro, pelas 10h30 e repetem a atuação às 15 horas do mesmo dia. Inspirado nas atuações das grandes bandas de Rock, este espetáculo é uma junção de luzes, som, projeções de vídeo e muita animação. Bloom, Stella, Musa, Tecna, Layla e Flora são as fadas que formam as WINX, protagonistas da popular série “Club WINX”, e que vão dançar e cantar ao vivo todas as músicas favoritas da sua audiência especial. Em fevereiro de 2012 as WINX fizeram a sua primeira digressão por 12 cidades portuguesas, mas este um será espetáculo diferente, concebido a pensar nos mais novos, que passará por sete cidades diferentes.

Abrantes Até 31 de outubro – Exposição da IV Antevisão do Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes – Museu D. Lopo de Almeida, Castelo Até 30 de novembro – Exposição de produtos regionais “Sabores de Outono…das vindimas à apanha da azeitona” – Posto de Turismo, das 9h30 às 17h30 Até 2 de novembro – Exposição “Michael Giacometti - 80 anos, 80 imagens” – Biblioteca António Botto Até 23 de novembro – Exposição de arquitetura “Aires Mateus & Associados, Lda.” – Galeria Municipal de Arte Até 30 de novembro – Exposição “As viagens de Mimi – Uma aventura animada”, quadros sobre a implementação da República, por Tânia Duarte e Ícaro – Biblioteca António Botto Até 30 de novembro – Exposição “O Vaivém do Tear – Etnografia urdida no concelho de Abrantes” – Biblioteca António Botto 5 a 30 de novembro – Exposição “O Medo Vai Ter Tudo”, exposição sobre violência doméstica – Biblioteca António Botto 9 de novembro – Música com o quarteto de jazz “Chibanga Groove” – Cine-teatro São Pedro, às 21h30 10 de novembro – Música Estatuna – Tuna de Abrantes – Casa do Povo de São Miguel do Rio Torto 16 a 18 de novembro – III Feira de Artesanato Urbano – Mercado Criativo, das 10h às 20h 17 de novembro – Música “Winx ao vivo” - Cine-teatro São Pedro, às 10h30 e às 15h 30 de novembro – Teatro de Revista à portuguesa “Não há euros p’ra ninguém” – Cine-teatro São Pedro, às 21h30 Cinema – Espalhafitas – Cine-teatro S. Pedro, às 21h30: 31 de outubro – “Bamako” 7 de novembro – “Trás-os-montes” 13 de novembro – “Ana” 14 de novembro – “Jaime” e “Rosa de Areia” 21 de novembro – “Migalhas do Contemporâneo”

Teatro de Revista à Portuguesa em Abrantes “Não há euros p’ra ninguém” é o título da peça que sobe ao palco do cine-teatro São Pedro, em Abrantes, no dia 30 de novembro, pelas 21h30. Em palco estarão os conhecidos atores Octávio Matos, Natalina José, Isabel Damatta, Paulo Oliveira, os jovens Ana Roque e Diogo Cruz, e a artista

Anita Guerreiro. A peça, com encenação e direção de atores de Octávio Matos, tem como tema principal a situação geral de falta de dinheiro e das diferenças sociais com que toda a população se debate atualmente e leva os espectadores a usufruir de momentos de boa disposição. “Não há

euros p’ra ninguém”, com a duração de duas horas, pretende recriar alguns dos grandes sucessos da revista, que apesar de escritos nos anos 80 e 90 do século passado, têm por base temas que continuam atuais.

“Fatias de Cá” levam “Corto Maltese” à Barquinha No mês de novembro, o grupo de teatro “Fatias de Cá” vai levar à cena a peça de teatro “Corto Maltese”, no Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha, nos dias 3 e 17. Pelas 17h17 a companhia de teatro de Tomar apresenta um espetáculo retirado das “Célticas” de Hugo Pratt, numa versão de Carlos Carvalheiro. A história da peça vem na sequência da insurreição irlandesa de 23 de abril de 1916, quando a sua República é declarada unilateralmente. O grupo “Fatias de Cá” foi pioneiro na teatralização de uma obra de Corto Maltese, tanto a nível europeu como a nível mundial. Em dezembro, a peça continuará em cena no Centro Cultural da Barquinha nos dias 1, 16, 23 e 30, às 17h17.

60 anos do Campo Militar de Santa Margarida em exposição O Posto de Turismo de Constância recebe uma exposição de Artes Decorativas de Carla Grácio, de 10 de novembro a 2 de dezembro. A autora faz trabalhos de artesanato com tecidos, feltro, fitas, bordados, botões e agulhas. A inauguração da mostra acontece no dia 10 de novembro, pelas 16 horas. Outra exposição que pode visitar em Constância terá lugar na Casa Memó-

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ria de Camões que se associa às comemorações do Campo Militar com uma mostra sobre os “60 anos do Campo Militar de Santa Margarida. A exposição pretende mostrar algum material que prestou serviço no Campo Militar de Santa Margarida durante os últimos 60 anos, e a inauguração será no dia 19 de novembro, pelas 15 horas.

Barquinha Até final do ano – Filmes de Abílio Leitão - “Obras e Artistas – Dois Filmes de Abílio Leitão” - Galeria de Parque, Edifício dos Paços do Concelho Até 31 de outubro – Mostra Bibliográfica de Jorge Amado – Biblioteca Municipal, das 9h às 12h30 e das 14h às 17h30 Até 3 de novembro – Exposição Trienal Desenha´12 – Galeria de Arte do Centro Cultural 1 a 30 de novembro – Mostra Bibliográfica de José Luandino Vieira – Biblioteca Municipal 3 e 17 de novembro – Teatro “Corto Maltese”, pelo Grupo de Teatro “Fatias de Cá”- Centro Cultural, às 17h17 10 de novembro – Poesia ao vivo com o grupo “Poetas da casa” - Galeria de Arte do Centro Cultural, às 19h12

Constância Até 31 de outubro – Mostra bio-bibliográfica de Luís Sepúlveda – Biblioteca Alexandre O´Neill 8 a 31 de outubro – Exposição em Cartazes – Letras e Cores, Ideias e Autores da República – Biblioteca Alexandre O´Neill, das 10h às 18h30 12 de outubro a 4 de novembro – Exposição de Artes Decorativas, de Cláudia Assis – Posto de Turismo 2 a 30 de novembro – Mostra bio-bibliográfica sobre Margarida Rebelo Pinto – Biblioteca Alexandre O´Neill 4 de novembro – Concerto de órgão – Igreja Matriz de Constância, às 16h 10 de novembro a 2 de dezembro – Exposição de Artes decorativas de Carla Grácio – Posto de Turismo 19 a 30 de novembro – Exposição “60 anos do Campo Militar de Santa Margarida” – Casa Memória de Camões 26 de novembro a 2 de dezembro – XXVI Feira do Livro – Cine-teatro DVDteca à sexta – Biblioteca Alexandre O´Neill, às 15h: 2 de novembro – “A Viagem de Chihiro” 9 de novembro – “Julie & Julia” 16 de novembro – “Charlie e a Fábrica de Chocolate” 23 de novembro – “Touching the void” 30 de novembro – “As Aventuras de Tintim: Pisando a Lua”

Mação 27 de outubro – 10º Encontro de Grupos de Cantares em Mação – Cine-teatro de Mação, às 21h Sardoal Até 17 de novembro – Exposição “Era uma vez”, fotografia de Paulo Sousa – Centro Cultural Gil Vicente 4 de novembro – “II Concentração das Bonitas – Associação Recreativa da Presa, a partir das 8h30 Cinema – Centro Cultural Gil Vicente: 11 de novembro – “A Idade do Gelo 4” (16h) 24 de novembro – “Os Mercenários” (16h e 21h30)

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CENTRO MÉDICO E DE ENFERMAGEM DE ABRANTES Largo de S. João, N.º 1 - Telefones 241 371 566 - 241 371 690

CONSULTAS POR MARCAÇÃO ACUPUNCTURA Dr.ª Elisabete Serra ALERGOLOGIA Dr. Mário de Almeida; Dr.ª Cristina Santa Marta CARDIOLOGIA Dr.ª Maria João Carvalho CIRURGIA Dr. Francisco Rufino CLÍNICA GERAL Dr. Pereira Ambrósio - Dr. António Prôa DERMATOLOGIA Dr.ª Maria João Silva GASTROENTERELOGIA E ENDOSCOPIA DIGESTIVA Dr. Rui Mesquita; Dr.ª Cláudia Sequeira MEDICINA INTERNA Dr. Matoso Ferreira REUMATOLOGIA Dr. Jorge Garcia NEUROCIRURGIA Dr. Armando Lopes NEUROLOGIA Dr.ª Isabel Luzeiro; Dr.ª Amélia Guilherme

NUTRIÇÃO Dr.ª Mariana Torres OBSTETRÍCIA E GINECOLOGIA Dr.ª Lígia Ribeiro, Dr. João Pinhel OFTALMOLOGIA Dr. Luís Cardiga ORTOPEDIA Dr. Matos Melo OTORRINOLARINGOLOGIA Dr. João Eloi PNEUMOLOGIA Dr. Carlos Luís Lousada PROV. FUNÇÃO RESPIRATÓRIA Patricia Gerra PSICOLOGIA Dr.ª Odete Vieira; Dr. Michael Knoch; Dr.ª Maria Conceição Calado PSIQUIATRIA Dr. Carlos Roldão Vieira; Dr.ª Fátima Palma UROLOGIA Dr. Rafael Passarinho NUTRICIONISTA Dr.ª Carla Louro SERVIÇO DE ENFERMAGEM Maria João TERAPEUTA DA FALA Dr.ª Susana Martins

SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE ABRANTES CONVOCATÓRIA ASSEMBLEIA GERAL De acordo com o n.º1 do Ar.º 30.º do Compromisso CONVOCO os Irmãos desta Santa Casa da Misericórdia de Abrantes, para a Reunião Ordinária da Assembleia Geral, que se realiza, Sábado, dia 10 de novembro de 2012, pelas 14H00, no Auditório do Sector Cultural – HOSPITAL D. LEONOR PALER CARRERA DE VIEGAS. ORDEM DE TRABALHOS 1-º - Apreciação e votação do Plano de Atividades e Orçamento Ordinário para o ano de 2013; 2.º - Aprovação da contração de empréstimo bancário até € 4000 000,00 3.º - Análise e votação de propostas da Mesa Administrativa para alienação de prédios urbanos e rústicos; 4.º - Período de 30 (trinta) minutos para se tratar de qualquer assunto que a Assembleia considere de interesse para a vida da Instituição. Se há hora marcada não houver número suficiente para a Assembleia funcionar (mais de 50%), a mesma terá lugar uma hora depois (15 horas), com qualquer número de Irmãos, de acordo com o estatuído no n.º 2 de artigo 28 do Compromisso da Irmandade. Abrantes, 22 de Outubro de 2012 O PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA GERAL Dr. Humberto Pires Lopes

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