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A VERDADEIRA HISTÓRIA POR TRÁS DOS CONTOS CHAPEUZINHO VERMELHO , BELA ADORMECIDA E CINDERELA. SILVA, JAILSON RAINER. 1(IC); TIMOTEO, LUCAS SANTOS DA SILVA. 1(IC), GARCIA, MARINA RICHTER LAPOLLA. 1(IC) 1 CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DAS FACULDADES COC O presente trabalho volta-se para a análise semiótica das supostas histórias originais de alguns contos de fadas. O universo da pesquisa é formado pelo estudo da simbologia e semiótica. Analisamos os contos Chapeuzinho Vermelho, Bela Adormecida e Cinderela – considerados infantis – mas que carregam em sua versão original conotações sexuais, figuração feminina como objeto de prazer e canibalismo. O tema do trabalho foi escolhido devido a existência de dos contos para adaptações o cinema atualmente. Faremos uma análise semiótica dos contos: Cinderela, Bela Adormecida e Chapeuzinho Vermelho revelando suas conotações subliminares de causa e efeito em crianças e adultos em todo o mundo. Não visando a simples sublimação de idéias, mas sim a concepção de pensamentos complexos sobre o assunto discorrido. Sem perde-se, porém pelo caminho de algumas formas mais simples de pensar a respeito do assunto, mas levando em conta os estudos de signo de Chalies Sanders Peirce. Contudo notará uma evolução na abordagem desses contos relacionando com as versões dos camponeses. O objetivo principal é fazer um comparativo entre as versões infantis, aquelas clássicas que ouvimos e aprendemos quando crianças e as histórias inventadas na idade média por camponeses. O projeto terá como um de seus objetivos específicos a interpretação desses contos com base na semiótica peirciana. BETTELHEIM, Bruno. A psicanálise dos contos de fadas. Trad. Arlene Caetano. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2004. CHEVALIER, Jean e GHEERBRANT, Alain. Dicionário de símbolos. Rio de Janeiro: José Olympio, 1989 GRIMM, Jacob e Wilhelm. Contos de fadas. Trad. David Jardim Jr. Belo Horizonte: Vila Rica, 1994 MUNDO ESTRANHO. Editora Abril, edição abril 2010. SANTAELLA, Lucia. O que é semiótica – 3ª ed. São Paulo, editora, ano. WARNER, Marina. Da fera a loira – 1ª ed. São Paulo: Cia. das Letras, 2005.

A VERDADEIRA HISTÓRIA POR TRÁS DOS CONTOS CHAPEUZINHO VERMELHO , BELA ADORMECIDA E CINDERELA. Silva, Jailson Rainer. 1(IC); Timoteo, Lucas Santos da Silva. 1(IC), Garcia, Marina Richter Lapolla. 1(IC) 1Curso de Comunicação Social das Faculdades COC INTRODUÇÃO O presente trabalho volta-se para a análise semiótica das supostas histórias originais de alguns contos de fadas. Este trabalho analisou os contos Chapeuzinho Vermelho, Bela Adormecida e Cinderela considerados infantis, em todo mundo, e que no entanto carregam com eles, em suas versões originais criadas por camponeses durante a Idade Média, conotações sexuais, figuração feminina como objeto do prazer masculino, práticas canibais, mutilação e sadismo. O presente tema foi escolhido devido a evidência dada a esse tipo obra nos últimos anos, causada pelo interesse hollywoodiano em adaptá-las para o cinema atual. OBJETIVO O objetivo principal é fazer um comparativo entre as versões infantis, aquelas clássicas que ouvimos e aprendemos quando crianças e as histórias inventadas na idade média por camponeses. O projeto terá como um de seus objetivos específicos a interpretação desses contos com base na semiótica peirceana. Temos como objetivo também a concepção de novos conceitos e certezas sobre literatura infantil em sua pluralidade. METODOLOGIA Faremos uma análise semiótica dos contos: Cinderela, Bela Adormecida e Chapeuzinho Vermelho revelando suas conotações subliminares de causa e efeito em crianças e adultos em todo o mundo. Não visando a simples sublimação se idéias, mas sim a concepção de pensamentos complexos sobre o assunto discorrido. Sem perde-se, porém pelo caminho de algumas formas mais simples de pensar a respeito do assunto, mas levando em conta os estudos de signo de Charles Sanders Peirce. Contudo notará uma evolução na abordagem desses contos relacionando com as versões dos camponeses. DISCUSSÃO Cinderela possui uma constante relação simbólica com o número 3, que inicialmente pode ser também a busca pela tríade familiar (pai, mãe e filha), além de serem três bailes, três irmãs, três vestidos, três momentos em relação ao baile (antes, durante e depois). As cinzas podem significar a morte, mas também o renascimento, assim como a lenda da Fênix. Fada é vista como a mãe de Cinderela, forma encontrada para ficar perto da filha mesmo depois de morta. E também pode-se entender que a Fada se transforma nas pombas como forma de se locomover e proteger a Cinderela. Pombos são o símbolo da paz, e na história são eles os responsáveis por furar os olhos das irmãs, ato que pode ser entendido como justiça. O Príncipe é ascensão social. O conto A bela adormecida tem vária versões e variantes. Três das mais importantes são: Sun, Moon, and Talia - Giambattista Basile, 1697, La Belle au bois dormant - Charles Perraut, 1696 e Dornröschen - Irmãos Grimm, 1812. Na versão de Giambattista a princesa adormecida é estuprada pelo príncipe que a engravida e a abandona. Na versão de Perraut o príncipe, após acordá-la com um beijo, se casa com a princesa em segredo e tem filhos com ela. O grande conflito dessa história está na mãe do príncipe que sendo

descendente de ogros, tem tendências ogrísticas praticando bruxarias e tendo atos canibais. O conto dos irmão Grimm é a versão mais conhecida em todo o mundo pois traz, além de uma suavidade, outrora não vista, o ponto focal da história no relacionamento do casal e no “viveram felizes para sempre”. Nas duas versões estudadas (Irmãos Grimm e Charles Perrault) a figura do lobo pode ser entendida como metáfora do homem sedutor. Segundo o Dicionário de Símbolos um dos significados de lobo chama atenção para um contexto sexual – o “lobo” como um símbolo devorador. Ele pode ser interpretado também como um jogador malicioso, estudando as “táticas” de Chapeuzinho, por exemplo, descobrindo por qual caminho ela vai até a casa da vovó. “Então o lobo seguiu pelo caminho dos alfinetes e chegou primeiro a casa. Matou a avó, despejou seu sangue numa garrafa e cortou sua carne em fatias, colocando tudo numa travessa. Depois, vestiu sua roupa de dormir e ficou deitado na cama, à espera.” (DARNTON, 2001, p. 21-22).

O capuz vermelho, que acompanha a menina em todas as versões, surge como símbolo da cor do sangue, menstruação, libido e cor do coração. A partir daí surge a relação simbólica entre Chapeuzinho e o Lobo. Percebe-se também o ato de canibalismo, logo que Chapeuzinho Vermelho chega à casa da vovó, o lobo oferece-lhe um prato de carne e uma taça na vinho, que na verdade seriam carne e sangue da avó da menina. Isso faz com que a conotação sexual transfira-se para a carne, como significado do pecado. CONCLUSÕES Conclui-se que essas histórias não são tão infantis como aparentam ser. A princípio são histórias onde o bem sempre vence o mal ou que o mocinho sempre termina bem, mas, em suas versões originais, quando analisadas, percebe-se que são histórias com um fundo macabro, com influências sobrenaturais, conotações sexuais e canibalismo. Ao analisarmos a fundo, consegue-se ver que são histórias com um contexto bastante fantasioso mas que contém muito da cultura do passado que nos dias atuais é considerada inaceitável em várias culturas. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BETTELHEIM, Bruno. A psicanálise dos contos de fadas. Trad. Arlene Caetano. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2004. CHEVALIER, Jean e GHEERBRANT, Alain. Dicionário de símbolos. Rio de Janeiro: José Olympio, 1989 GRIMM, Jacob e Wilhelm. Contos de fadas. Trad. David Jardim Jr. Belo Horizonte: Vila Rica, 1994 MUNDO ESTRANHO. Editora Abril, edição abril 2010. SANTAELLA, Lucia. O que é semiótica – 3ª ed. São Saulo, editora, ano. WARNER, Marina. Da fera a loira – 1ª ed. São Paulo: Cia. das Letras, 2005.


A VERDADEIRA HISTÓRIA POR TRÁS DOS CONTOS CHAPEUZINHO VERMELHO , BELA ADORMECIDA E CINDERELA.