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À CONVERSA COM...

DE FORA CÁ DENTRO

DEPOIS DO ISEP

Björn Andersson (CISTER) e Hussein Khodr (GECAD)

Jorge Costa Lopes - EFACEC

Humberto Ramos, Antigo aluno do ISEP

ÍNDICE

02 EDITORIAL » Presidente

03 A RETER » ISEP fora de portas » Mestre do CISTER recebe prémio europeu » Mais próximos da sociedade » Temos um carimbo verde

05 EVENTOS » ISEP e empresas: Impossível não comunicar » Seminário de metrologia trouxe a medicina ao ISEP » CISTER recebe rede de excelência europeia » TOKAMAK II reuniu peritos mundiais de software livre no Porto » Portas sempre abertas para o 12º ano » Seminário “Da segurança à qualidade do alimento” » Um domingo muito especial » O futuro engenheiro: Moderno e diligente » Fazemos a europa e avançamos a indústria automóvel

05 EVENTOS

10 À CONVERSA COM... » Björn Andersson (CISTER) e Hussein Khodr (GECAD)

13 DE FORA CÁ DENTRO » EFACEC

15 DESTAQUE » JLBE 09 - Jornadas Luso-Brasileiras de Ensino e Tecnologia em Engenharia

19 INVESTIGAÇÃO À LUPA » LEMA

10 À CONVERSA COM...

21 DEPOIS DO ISEP » Humberto Ramos

23 A NOSSA TECNOLOGIA » Projecto de revestimento de edifícios

25 BREVES » Potenciar o mercado ibérico » ISEP distinguido pelo IEEE » GILT cria projecto para o ensino da medicina no séc. XXI » ISEP entre os vencedores do prémio BES inovação » Ganhamos a confiança da agência espacial europeia » CINT-E estabelece parceria com o ISEP » ISEP aposta em casa inteligente » CISTER no arranque do projecto europeu EMMON » Museu do ISEP entra para o ICOM » CIDEM aposta na optimização dos tempos de resposta » Pedro Ribeiro e Rodolfo Martins sobressaem no Ideias Luminosas » GECAD consegue prever saúde financeira das empresas » Tomada de posse da aeISEP » Três reforços para a equipa de futebol robótico do ISEP » Poliempreende, uma plataforma do empreendedorismo

15 DESTAQUE

29 PROVAS DE DOUTORAMENTO » Carlos Felgueiras » Cristiano Abreu » Filipe Pacheco » Paula Escudeiro

23 A NOSSA TECNOLOGIA

EDITORIAL

EDITORIAL Por defeito de formação, no ISEP a procura de mais e melhor é um desafio diário, vivido ao segundo. Só assim é possível, nos dias de hoje, manter acesa e activa a identidade de uma instituição, alimentar o espírito de equipa e mostrar que estamos mais à frente.

.

2009 trouxe grandes novidades na comunicação do ISEP. Desde logo, o lançamento de um site moderno, tecnologicamente mais avançado e adaptado à nossa realidade e às necessidades do nosso público interno, com uma grande abertura para o exterior e para a comunidade que nos rodeia, em qualquer parte do mundo. A abertura de um canal exclusivo no Youtube veio transformar, de modo drástico, a nossa comunicação com o exterior, deixandonos, a obrigação de, ao segundo, actualizarmos e alimentarmos as informações do ISEP para o exterior. Com http://www.youtube.com/isepporto esperamos criar o melhor cartãode-visita do mundo virtual e, por isso, aí constam, e continuarão a constar, os exemplos do 01

melhor que por cá se faz e que o exterior já conhece, através da comunicação social. E como a comunicação, para funcionar em pleno, deve ser feita de dentro para fora, criamos uma Televisão Corporativa, onde passamos, 24 horas por dia, as reportagens já feitas pelo ISEP e informações úteis à comunidade desde os próximos eventos, às datas importantes, e até a previsão do estado do tempo. E esta televisão ISEP dá ainda a conhecer uma das nossas últimas criações: o filme institucional. Em cerca de seis minutos damos a conhecer, por imagens, o melhor do ISEP para, quem não nos conhece, e quem deseja conhecer-nos melhor, possa saber um pouco mais sobre o que fazemos e o que temos para oferecer. Este primeiro trimestre de 2009 ficou marcado por inúmeros eventos que espelham a vontade e o empenho de todos aqueles que coabitam no universo ISEP. A segunda edição das Jornadas Luso-Brasileiras de Engenharia, as primeiras realizadas em Portugal, merece o destaque do ISEP.BI: pela organização, pelos convidados, ou simplesmente pelo facto

02

de termos juntado numa semana, e num só espaço, dois continentes, Europa e América. No “À conversa com” do sétimo ISEP.BI resolvemos fazer algo diferente. Como o ISEP é uma escola cada vez mais internacional, resolvemos convidar dois investigadores estrangeiros

01 LANTERNA MÁGICA OU LANTERNA DE PROJECÇÃO MPL100OBJ • MUSEU DO ISEP 02 HISTERESIMETRO DE EWING MPL215OBJ • MUSEU DO ISEP

que se encontram a desenvolver os seus projectos cá no ISEP. Björn Andersson e Hussein Khodr conversaram com o ISEP.BI e contaram um pouco da vivência, das dificuldades e alegrias, do contraste entre o país de origem e Portugal. Registamos ainda o início de mais um ciclo de mostras do Instituto. Desta vez, sob o lema “ISEP fora de portas” é o NorteShopping que recebe, ao longo deste ano, três mostras tecnológicas do Instituto. Uma delas, a de robótica, realizou-se de 13 a 15 de Março, e o ISEP.BI desvenda um pouco daquilo que foi possível ver e experimentar no NorteShopping. Muito mais há a desvendar nas páginas que se seguem, por isso, convido-vos a explorar esta sétima edição do ISEP.BI e partir à descoberta.

JOÃO ROCHA PRESIDENTE

FICHA TÉCNICA Propriedade ISEP - Instituto Superior de Engenharia do Porto - Rua Dr. António Bernardino de Almeida, nº 431 | 4200-072 Porto -Tel.: 228 340 500 - Fax.: 228 321 159 Direcção João Rocha Edição DCI|ISEP - Divisão de Cooperação e Imagem E-mail dci@isep.ipp.pt Redacção Alexandra Trincão, Flávio Ramos | Mediana Design José Silva & Óscar Andrade Impressão | Revista trimestral | Gratuita | Depósito legal 258405/07 | Tiragem 1500 exemplares

A RETER

ISEP FORA DE PORTAS O Laboratório de Sistemas Autónomos (LSA) esteve no Norte-

e inclusiva, sempre pronta a receber e ouvir quem nos procura.

Shopping para mostrar de que fibra o ISEP é feito. Robôs terrestres

Somos igualmente uma organização pró-activa e empreendedora.

e marítimos de busca e salvamento, aviões de monitorização

Queremos exportar a energia que cá se cria e divulgar a nossa bolsa

ambiental e estrelas de futebol robótico foram algumas das máquinas

de talentos. “ISEP FORA DE PORTAS” pretende sobretudo demonstrar

em destaque no centro comercial, entre 13 e 15 de Março de 2009.

o espírito de saber aplicado que faz de nós uma referência na

Para a primeira de três iniciativas de promoção externa no

Engenharia. A exposição é especialmente dedicada aos futuros

NorteShopping, foi escolhido o LSA como representante do ISEP. A robótica partiu em digressão e durante três dias os visitantes que

candidatos ao ensino superior; às entidades que procuram parcerias ou consultadoria ao nível da I&D de ponta; aos empregadores que

passaram na exposição puderam assistir e interagir com algumas

acreditam que o sucesso passa pelas boas ideias e pelo trabalho de

das mais recentes inovações do nosso Instituto e vivenciar um

qualidade; e a todos os curiosos por tecnologia, ciência, inovação.

pouco da mais avançada tecnologia portuguesa. Roaz, Falcos, Tigre

A todos queremos reafirmar que estamos por cá. Nós vivemos o

ou Lince foram apenas alguns dos nomes que se fizeram ouvir.

ISEP... e agora estamos a mostrá-lo.

Além de algumas das principais criações da nossa unidade de

Novas acções do género vão-se repetir em Abril e Maio. A 24, 25 e

investigação, o LSA aproveitou ainda para apresentar publicamente os robôs NAO, os mais recentes reforços da nossa equipa de futebol robótico.

26 de Abril, o Departamento de Engenharia Informática demonstrará as novidades da área. A 22, 23 e 24 de Maio, caberá ao Departamento de Engenharia Civil o papel de ser nosso porta-voz. Lançamos, desde

Estas iniciativas inserem-se na estratégia de reforço do diálogo entre

já, o convite a todos os interessados a comparecerem no Norte-

a sociedade e a nossa escola. Somos uma instituição pública aberta

Shopping devidamente acompanhados das suas famílias e amigos.

MESTRE DO CISTER RECEBE PRÉMIO EUROPEU Ricardo Severino recebeu o prémio de melhor dissertação de mestra-

para o desenvolvimento de infra-estruturas de redes de sensores

do no decorrer da 6th European Conference on Wireless Sensor

sem fios capazes de responder a novos paradigmas computacionais.

Networks (EWSN 2009), um dos mais prestigiados eventos da área.

Para tal, focou-se na utilização de protocolos normalizados (IEEE

Esta distinção vem, uma vez mais, demonstrar o reconhecimento

802.15.4 e ZigBee) em conjunto com tecnologias comerciais.

internacional depositado no trabalho científico desenvolvido no

A dissertação resulta do mestrado em Engenharia Electrotécnica e

ISEP, mas premeia igualmente a qualidade dos nossos mestrados.

de Computadores do ISEP e insere-se no trabalho desenvolvido no

A EWSN 2009 juntou, entre 11 e 13 de Fevereiro, peritos mundiais

CISTER, na linha de investigação ART-WiSe. Nas palavras do próprio,

na área das redes sensoriais sem fios em Cork, na Irlanda. A atribuição

“a colaboração com investigadores como Anis Koubâa, Petr Jurcik

dos prémios de melhor dissertação de mestrado e de melhor tese

e Mário Alves, aliada ao ambiente multicultural e intelectualmente

de doutoramento constituíram dois dos momentos altos da

desafiante do CISTER, potenciaram imenso os resultados do trabalho”.

conferência. No caso do primeiro, o prémio foi atribuído em parceria

Ricardo Severino, que obteve 19 valores no mestrado, traça para o

com a Rede de Excelência em Objectos Cooperantes (CONET).

futuro próximo planos de ingresso num programa de doutoramento

O investigador do Centro de Investigação em Sistemas Confiáveis

e a continuação do trabalho de investigação.

e de Tempo-Real (CISTER) foi distinguido pelo seu trabalho “On the

Licenciado e mestre pelo ISEP e investigador no CISTER, Ricardo

use of IEEE 802.15.4/ZigBee for Time-Sensitive Wireless Sensor

Severino espelha o sucesso do Instituto Superior de Engenharia do

Network Applications”. O estudo apresentado pretende contribuir

Porto.

A RETER

MAIS PRÓXIMOS DA SOCIEDADE

investigação e outras actividades que se apresentem como maisvalias aos seus negócios. As novas plataformas premeiam uma comunicação mais inclusiva.

"Tornar a instituição mais conhecida pela sociedade." São palavras

Das salas de aula, aos laboratórios, passando pelos eventos do nosso

que resumem a vontade que levou à inauguração do canal YouTube

Centro de Congressos, o novo site cobre a vida académica de uma

do ISEP. Este canal pretende abrir o ISEP ao exterior e acompanha

instituição de referência no ensino da Engenharia. Continuamos a

outras novidades. Arrancamos também com um novo site e o

nossa estratégia de abertura, diálogo e cooperação.

projecto de TV corporativa. Estas ferramentas têm em comum a transmissão dos nossos casos de sucesso.

.

.

O ISEP cresceu e constitui-se uma marca de excelência. Somos uma escola de vanguarda tecnológica, assente numa herança centenária.

No YouTube, a mensagem de boas-vindas é dirigida aos candidatos

Ao “abrir” o ISEP ao mundo, convidamos todos os interessados a

ao ensino superior e às suas famílias. Apresenta uma das maiores

conhecer os nossos valores, seja o universo de perto de 6 mil futuros

escolas nacionais de Engenharia, que, para além da qualidade da

profissionais de Engenharia altamente adaptados às exigências de

oferta formativa, dispõe de condições de trabalho únicas, que

uma sociedade do conhecimento e criativa; seja a nossa premiada

influenciam a vida de todos os que optam por estudar connosco.

investigação, que continua a desenvolver respostas aos desafios do

Refere ainda a elevada taxa de empregabilidade dos nossos cursos.

tecido empresarial e industrial. Os endereços www.isep.ipp.pt e

Empresas e parceiros também são lembrados. O novo canal pretende dar-lhes a conhecer conferências e seminários, resultados da

TEMOS UM CARIMBO VERDE

www.youtube.com/isepporto são destinos a reter.

.

Com mais de 155 anos, o ISEP está apontado ao futuro.

.

premiadas unidades de investigação desenvolvem ainda produtos como o Falcos, um protótipo de aeronave para detecção de incêndios florestais ou o revolucionário ecoponto “Blue-Bee”.

.

A sustentabilidade é dos maiores desafios da humanidade no séc.

Orientamos as nossas ofertas formativas para os resultados e a

XXI. Conjugar o desenvolvimento das sociedades e o equilíbrio dos

eficiência. Sejam nas licenciaturas, pós-graduações ou mestrados

ecossistemas continua a desafiar políticos, cientistas e gestores em

incutimos a pertença a um mundo global e interligado.

todo o mundo. A pensar no futuro, promovemos a sustentabilidade

Na gestão, lideramos pelo exemplo. Informatizamos serviços para

em todas as nossas áreas de acção. Apostamos na sensibilização das pessoas que compõem o nosso universo e continuamos empe-

.

garantir melhor atendimento e ao mesmo tempo optimizar recursos. Alimentamos o debate em torno das energias renováveis e trazemos

nhados em marcar a nossa oferta formativa, investigação e gestão

ao Porto os mais consagrados peritos internacionais. Estes são alguns

com um carimbo verde.

exemplos do nosso empenho.

Em 2008, o ISEP recebeu da Comissão Europeia o prémio Greenlight,

O ISEP está colocado entre as melhores instituições de ensino

em reconhecimento pelas boas práticas de eficiência energética.

superior público de Engenharia e é igualmente um dos principais

Somos a primeira instituição de ensino superior em Portugal a ser

organismos de investigação em Portugal. Conscientes da nossa

distinguida. Entretanto, criamos a Casa Inteligente, um projecto que

responsabilidade social, envolvemos todas as áreas da Engenharia

congrega saberes de Engenharia Mecânica e Civil, na optimização

na construção de um mundo melhor. Abrimos os braços a parcerias

de um edifício amigo do ambiente. Em Engenharia Química, desen-

que nos ajudem a fazer mais com o nosso saber aplicado. No nosso

volvemos técnicas de reciclagem ou de reaproveitamento de resí-

campus, reduzimos, reaproveitamos e reciclamos... mas sobretudo

duos e já produzimos biodiesel de segunda geração. As nossas

inovamos!

EVENTOS

ISEP E EMPRESAS: IMPOSSÍVEL NÃO COMUNICAR O Conselho Científico organizou, no passado dia 16 de Fevereiro,

continuou, referindo a necessidade das PME investirem na inovação.

o seminário “Cooperação entre o Ensino Superior e os Agentes

Mário Alvim de Castro (ALTO, Perfis Pultrudidos, Lda.), João Vieira

Económicos”. O objectivo passou por reforçar o compromisso do

(EFACEC) e António Pego (AEP) seguiram-se, com as suas visões

ISEP com as empresas. A TOYOTA Caetano Portugal S.A., a EFACEC

sobre as vantagens adjacentes à cooperação, seja em projectos de

e a Associação Empresarial de Portugal (AEP), foram algumas das

consultadoria para desenvolvimento ou teste de produtos; integração

organizações presentes no nosso campus.

de jovens investigadores nos Departamentos de I&D das empresas;

O Instituto Superior de Engenharia do Porto sempre se demarcou pela sua vertente de conhecimento aplicado. Na formação de futuros

ou o aproveitamento dos estágios profissionais para captação de quadros e desenvolvimento de projectos específicos.

.

profissionais de Engenharia está patente o cuidado em capacitar

Entre as principais conclusões do encontro, ficou perceptível a

os nossos graduados para a intervenção imediata em qualquer

necessidade de aprofundar os relacionamentos entre as empresas

projecto que lhes seja apresentado. Em simultâneo, a nossa

e as instituições de ensino superior. Verifica-se que na actualidade

investigação preocupa-se em produzir resultados que vão ao

o progresso e o desenvolvimento económico estão associados ao

encontro dos principais desafios e necessidades do tecido

conhecimento. Assim, é cada vez mais importante promover uma

empresarial. É com esta realidade em mente que trabalhamos no

ligação eficiente com o tecido económico, estabelecendo uma

dia-a-dia e encaramos com grande interesse propostas de

cultura da qualidade e da inovação.

colaboração que permitam o desenvolvimento das nossas comunidades.

O ISEP é uma instituição de conhecimento aplicado. Formamos profissionais, cujo perfil se demarca pela sua capacidade de resposta

O seminário teve início com a intervenção de Joaquim Borges

imediata e eficiência. Investimos numa investigação de componente

Gouveia (Universidade de Aveiro), que relatou experiências de

prática, direccionada a problemas concretos e que premeia

cooperação entre o ensino superior e as empresas. De seguida, José

resultados. Promovemos um Portugal mais forte e contribuímos

Manuel Rodrigues (TOYOTA Caetano Portugal, S.A.) apresentou a

para uma Europa tecnológica. Estamos abertos para ouvir as

comunicação “Impossível não comunicar”, que desde logo resumiu

empresas, das PME aos grandes grupos e, juntos, trabalharmos no

o espírito subjacente ao encontro. José Guimarães (Rotomolding)

sentido de encontrar respostas e superarmos desafios.

.

SEMINÁRIO DE METROLOGIA TROUXE A “SAÚDE” AO ISEP Alunos da licenciatura em Engenharia de Instrumentação e Metro-

Durante o seminário, Milton Rodrigues e Gustavo Santos, engenheiros

logia organizaram, em Janeiro deste ano, o seminário “Metrologia

convidados da empresa PROHS, abordaram a metrologia na área

na Área da Saúde”. O objectivo visava sensibilizar todos os inter-

da saúde. Os oradores apresentaram igualmente uma máquina de

venientes dos impactos resultantes da interacção destas ciências,

calibrar esfigmomanômetros (aparelho de pressão utilizado para

mas ao mesmo tempo permitiu aos nossos estudantes desenvol-

medir a tensão arterial) e abordaram tópicos relativos a normas,

verem competências de gestão de eventos e equipas.

calibragem e esterilização de equipamentos hospitalares. Confirma-

.

O encontro foi organizado no âmbito da disciplina de Métodos de Trabalho e reforçou diversas competências, já que, desde a plani-

se assim a importância da metrologia enquanto ciência de extrema utilidade ao pleno funcionamento de unidades hospitalares.

.

ficação inicial, orçamentação, gestão de agendas, reservas de espaços,

O evento foi aberto a todos os interessados e a presença de médicos

contactos com oradores, divulgação, entre outras tarefas, tudo foi

do Hospital de S. João, entre um auditório bem preenchido, atestaram

executado pelos estudantes.

o interesse suscitado. Esperam-se assim reedições desta iniciativa.

EVENTOS

CISTER RECEBE REDE DE EXCELÊNCIA EUROPEIA Peritos internacionais de sistemas embebidos, computação ubíqua

roadmap”, documento onde se apresenta o estado da arte e da

e redes de sensores estiveram Porto para discutir o estado da arte.

tecnologia e perspectivas futuras na área dos “Objectos Cooperantes”.

O convite partiu do Centro de Investigação em Sistemas Confiáveis

Os “Objectos Cooperantes” referem-se a uma nova realidade, onde

e de Tempo-Real (CISTER), que organizou uma reunião com os parceiros da Rede de Excelência Europeia CONET (Cooperating Objects Network of Excellence).

espaços e objectos terão minúsculos computadores neles incorporados, capazes de comunicar entre si. Estes objectos com processadores embebidos têm a capacidade de cooperar e

A CONET engloba os melhores investigadores europeus nestas

condicionar o ambiente em que se encontram. Ao atingirem

áreas, tal como a ETH Zürich, o Swedish Institute of Computer

objectivos comuns, são capazes de proporcionar-nos maiores níveis

Science, a Universität Bonn, a Technische Universität Berlin, o Univer-

de conforto, comodidade ou segurança.

sity College London, a Universitá di Pisa, a Delft University of Techno-

Líder na área, o CISTER foi igualmente alvo de cobertura pela própria

logy ou empresas como a SAP AG, Telecom Italia, Boeing Research

CONET, que optou por destacar o centro de I&D do ISEP na primeira

& Technology Europe e a Schneider Electric, entre outros. Fruto do

edição da sua newsletter. Esta publicação foi editada em Janeiro de

encontro no ISEP, está em preparação a primeira edição do “CONET

2009 e está disponível na sua página na internet.

TOKAMAK II REUNIU PERITOS MUNDIAIS DE SOFTWARE LIVRE NO PORTO O ISEP, enquanto escola de Engenharia de vanguarda, aposta na

todos os interessados uma oportunidade de conhecer melhor alguns

divulgação e aplicação de novas tecnologias. Entre estas, encontram-

dos projectos com mais impacto no que diz respeito a software

se as tecnologias open source, nomeadamente o KDE Plasma. Se a

livre. O TOKAMAK II incidiu sobretudo no KDE e trouxe ao nosso

computação evoluiu drasticamente ao longo dos últimos 20 anos,

campus alguns dos principais especialistas no assunto, entre os

os nossos desktops mantêm características essenciais desde 1984.

quais, Nuno Pinheiro, Aaron Seigo, Sebastian Kügler, Anne-Marie

A pensar na sua evolução realizou-se a TOKAMAK II.

Mahfouf, Artur Souza ou Alexis Ménard.

.

Desenvolvido para utilizadores Linux, mas igualmente disponível

Com este evento pretendeu-se proporcionar aos nossos estudantes

para Windows e Mac, o KDE (K Desktop Environment) apresenta-se

e docentes, mas também ao público interessado, a oportunidade

como um ambiente gráfico e uma plataforma de open source,

de conhecer de perto alguns dos projectos com mais impacto na

sendo um dos mais populares ambientes gráficos usados no Linux.

área e o contacto com algumas das principais figuras responsáveis

Após um primeiro encontro na cidade italiana de Milão, o ISEP

pelo seu desenvolvimento. Durante quatro dias, os participantes

acolheu a segunda edição do TOKAMAK - Plasma Developers

puderam apresentar questões e participar em várias palestras,

Meeting. Entre 6 e 9 de Fevereiro, o Departamento de Engenharia

workshops e outras actividades relacionadas com uma das mais

Informática promoveu esta iniciativa com vista a proporcionar a

promissoras plataformas de código aberto.

EVENTOS

PORTAS SEMPRE ABERTAS PARA O 12º ANO Numa altura em que os estudantes do 12º ano lectivo definem as

perto de 6 mil estudantes, que tem motivado os vários pedidos de

suas opções de futuro, no ISEP têm crescido os pedidos para visitas

visita à nossa escola. As visitas aos nossos laboratórios permitem

por parte de escolas secundárias. A qualidade da nossa formação,

ver de perto como se faz a ciência. As conversas com os nossos

assente no conhecimento aplicado, e o forte espírito académico

docentes e directores de curso elucidam sobre as mais-valias de

perpetuam o interesse de quem vai ingressar no ensino superior.

uma formação que prepara os seus graduados ao encontro das

O arranque do ano lectivo de 2008/2009 ficou marcado pelo total

reais necessidades de empresas nacionais e internacionais. Desde

preenchimento das vagas no ISEP. Os nove cursos de licenciatura

Janeiro, mais de uma centena de estudantes do secundário já vieram

atraíram 805 futuros engenheiros e reforçaram a nossa posição

ao ISEP. Em muitos casos, este poderá ter sido o primeiro dia de um

entre as melhores instituições nacionais de ensino superior.

trajecto memorável para carreiras de sucesso.

Referência no ensino politécnico, dinamizamos também o Ano Zero,

Acreditamos que estas visitas apresentam-se como uma forma

onde preparamos cerca de 30 estudantes para o ingresso no ensino superior. Formamos os nossos primeiros mestres e alargamos para dez cursos a oferta do 2º ciclo. São números da atracção pelo ISEP. É esta vontade de pertencer a uma comunidade académica com

inovadora e enriquecedora dos estudantes do ensino secundário sentirem a ciência, o ambiente de um campus e o dinamismo da Engenharia. Estamos interessados em receber e ouvir quem tem a ambição de evoluir connosco. O convite permanece em aberto.

SEMINÁRIO “DA SEGURANÇA À QUALIDADE DO ALIMENTO” Foram cerca de quatro centenas de participantes que se deslocaram

Ao longo dos dois dias, as comunicações incidiram sobre os ganhos

ao auditório magno do ISEP, entre 2 e 3 de Março, para assistirem

de uma cultura de qualidade e a necessidade de apostar em estra-

ao seminário “Da Segurança à Qualidade do Alimento”. Dirigido aos

tégias passíveis de ser adoptadas pelas grandes empresas e pelos

profissionais das indústrias alimentares, recém-licenciados e estu-

pequenos produtores. A organização acabou ainda por frisar a

dantes, o evento deu a conhecer ferramentas da qualidade, processos

importância dos produtos tradicionais pela sua riqueza, enquanto

de certificação e especificidades dos produtos tradicionais.

património gastronómico e cultural, e pelo seu potencial como

.

A implementação e manutenção do sistema de qualidade na indústria alimentar tem reforçado as necessidades de formação e sensibilização de todos os seus colaboradores. Embora com custos

mecanismo de combate à desertificação de regiões através da criação de postos de trabalho, dinamização do turismo e dos respectivos contributos económicos.

associados, o sistema de qualidade origina menos erros, rentabiliza

Esta iniciativa divulgou os princípios da segurança alimentar/quali-

os recursos e a produtividade, gerando benefícios. Este foi o mote

dade como um direito dos consumidores e uma obrigação dos

de arranque para o seminário que trouxe ao ISEP altos responsáveis

produtores de alimentos. A afluente participação de especialistas,

de empresas como a McDonald's Portugal, Associação Portuguesa

profissionais qualificados e futuros licenciados contribuiu para

de Certificação, Sovena Portugal – Consumer Goods, S.A., ASAE.,

consolidar o propósito. O seminário “Da Segurança à Qualidade do

Nestlé Portugal, S.A., Cerealis – Produtos Alimentares ou a Associação

Alimento” foi organizado pelo ISEP em colaboração com o REQUIMTE

Portuguesa de Agricultura Biológica, entre muitas outras.

e com a Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto.

.

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EVENTOS

Já na semana anterior, o Centro de Congressos do ISEP tinha acolhido

UM DOMINGO MUITO ESPECIAL

a Sessão Solene com que se iniciaram as comemorações do 24º aniversário do Politécnico do Porto e que serviram para entregar as

Foi um auditório magno cheio que serviu de palco à cerimónia de entrega dos diplomas aos nossos estudantes. Entre licenciaturas,

medalhas de mérito aos melhores estudantes. A cerimónia começou por destacar Cosme Teixeira, mestre em Geotecnia e Geoambiente

pós-graduações e mestrados habilitamos este ano 850 profissionais

pelo ISEP e o primeiro mestre do ensino politécnico português.

em Engenharia prontos a causar impacto.

Seguiram-se os nossos três melhores estudantes, João Azevedo, da

Não é todos os domingos que o ISEP se enche, mas o dia 1 de Março de 2009 foi especial. Acompanhados de familiares e amigos, os nossos graduados acorreram à cerimónia de entrega das cartas de curso do ano de 2008. Os sorrisos espelhavam um sentimento de

licenciatura em Engenharia Mecânica, João Duarte e Eugénia Moreira, ambos mestrandos em Engenharia Informática. Nuno Luz, do curso de Engenharia Informática, foi ainda galardoado com o Prémio I2S, entregue por Américo Santos Neves, administrador da I2S.

.

realização comum a quem cresceu nesta casa. Os nossos alumni

Continuamos a nossa missão de criar e transferir conhecimento, de

são os maiores embaixadores da força do Instituto e é por isso que

formar os melhores profissionais do mercado. Os momentos especiais

nos orgulhamos em destacar os seus casos de sucesso.

constroem as memórias e as pessoas ímpares erguem as instituições.

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O FUTURO ENGENHEIRO: MODERNO E DILIGENTE A unidade de investigação Graphics, Interaction and Learning

empresariais de toda a Europa. O principal impacto previsto será

Technologies (GILT) acolheu, no dia 6 de Março, uma reunião do

uma melhoria da capacidade empreendedora no espaço europeu,

projecto/rede “Enhancing Lifelong Learning for the Electrical and

em particular nas áreas da Engenharia Electrotécnica e Informática.

Information Engineering Community” (ELLEIEC). Este projecto envolve cerca de 50 instituições europeias de ensino superior ao abrigo do Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida (PALV).

Dado que o centro terá necessariamente que se apoiar em e-learning, na reunião do ISEP foram estudadas as metodologias mais adequadas para assegurar a qualidade da formação. Foram ainda analisados

O ELLEIEC visa a criação de um centro virtual que contribua para o

mecanismos de avaliação dos estudantes (competências e

desenvolvimento de aptidões empresariais e estude os impactos

conhecimentos) e as suas vantagens comparativamente com os

da aprendizagem ao longo da vida na empregabilidade dos

mecanismos de avaliação em situação presencial. Em particular,

profissionais de Electrotecnia e Informática. Pretende-se que o centro

procurou-se ainda relacionar a proposta ELLEIEC com esquemas

venha a ser usado por estudantes, docentes e outros profissionais

formais de competências, como é o caso do EQF (European

de entidades académicas, empresas de formação e mentores

Qualification Framework), entre outros na área da Engenharia.

EVENTOS

FAZEMOS A EUROPA E AVANÇAMOS A INDÚSTRIA AUTOMÓVEL Dez instituições de ensino superior, mais de 100 alunos e investiga-

A organização deste Programa Intensivo incidiu sobretudo nos

dores e os maiores nomes da indústria automóvel europeia juntaram-

desafios presentes e necessidades futuras das empresas do sector

se no nosso campus para discutir as melhores práticas de eficiência

automóvel. Entre os tópicos abordados estiveram as novas tecno-

energética, sustentabilidade ambiental e segurança na indústria

logias relacionadas na construção de veículos, desde a fase de

automóvel.

projecto à construção e manutenção; a emergência de novos

Através de um curso intensivo de duas semanas, especialistas europeus da área demonstraram a alunos e empresários da região as ferramentas e métodos a usar para estimular a poupança energética nos sistemas de segurança dos veículos. A TRW, o maior fabricante do mundo de sistemas de segurança passivos e a Toyota

materiais; problemáticas e oportunidades relacionadas com o uso de combustíveis alternativos e tecnologia híbrida; preocupações com o controlo da poluição, diminuição de emissões tóxicas e reciclagem; e como não podia deixar de ser segurança activa e passiva dos veículos.

foram apenas alguns dos nomes de destaque que marcaram

Entre 15 e 29 de Março, o ISEP serviu de palco para o debate sobre

presença no evento.

os temas de vanguarda relacionados com a Engenharia Automóvel.

“Ecology and Safety as Driving Forces in the Development of Vehicles” foi o tema do Programa Intensivo que trouxe ao nosso campus estudantes e docentes de várias escolas europeias. Organizado pelo Departamento de Engenharia Mecânica, com o patrocínio da União Europeia, através do Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida

Ministrado em inglês, o curso foi orientado através de palestras, apoiadas por workshops e visitas a empresas do sector. Deste encontro de diferentes culturas, visões e metodologias de trabalho resultou um maior conhecimento dos principais avanços que se perspectivam na indústria automóvel.

(PALV), o Programa Intensivo reuniu no Porto dez instituições de

As iniciativas de mobilidade e intercâmbio são apontadas como

ensino superior europeias. Aos nossos 40 participantes, juntaram-

sendo dos maiores facilitadores ao sucesso da construção europeia.

se ainda cerca de 60 estudantes e investigadores provenientes da

A riqueza deste Programa Intensivo residiu sobretudo na sinergia

Alemanha, Áustria, Bélgica, Estónia, Polónia, Grécia e Finlândia. Fruto

criada entre a conjugação de saberes académicos, empresariais,

do contínuo compromisso do ISEP com o estreitar da cooperação

nacionais e europeus. No ISEP, encaramos o Espaço Europeu de

empresarial, este evento contou ainda com várias inscrições de

Ensino Superior como uma oportunidade e uma ferramenta ao

quadros de empresas locais.

serviço dos nossos alunos e parceiros empresariais.

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À CONVERSA COM...

BJÖRN ANDERSSON INVESTIGADOR DO CISTER

HUSSEIN KHODR INVESTIGADOR DO GECAD

As suas histórias têm rumos bem diferentes, mas os seus percursos de vida cruzaram-se no ISEP. Hussein passou pelas tormentas da guerra do Líbano e Björn cresceu na Suécia a investigar o mundo dos computadores. Hoje, são investigadores reconhecidos internacionalmente e têm em comum o facto de terem escolhido o ISEP para desenvolver os seus projectos. O ISEP.BI foi ao encontro dos dois génios da engenharia para descobrir o caminho que percorreram até chegar até aqui.

ISEP.BI Há quanto tempo está em Portugal?

Depois resolvi vir para aqui e reparei que Portugal é muito diferente

Hussein: Estou em Portugal desde Setembro de 2005 e no ISEP

do resto da Europa, as pessoas são muito mais amigáveis e total-

desde Novembro de 2007.

mente diferentes. Estive a colaborar na área da investigação de alta

Björn: Estou em Portugal, e no CISTER, desde Abril de 2005.

tensão numa outra instituição de ensino e o grupo em que estava inserido teve vários projectos financiados pela Fundação para a

ISEP.BI Qual a sua cidade natal? Hussein: Nasci em Tripoli, a segunda maior cidade no Líbano, que fica mesmo na fronteira com a Síria.

Passado algum tempo de estar em Portugal, surgiu um anúncio da professora Zita Vale, do GECAD, a pedir um investigador, com

Björn: Nasci e cresci em Gotemburgo, na Suécia. ISEP.BI Qual era a sua ocupação antes de vir para o ISEP?

Ciência e Tecnologia (FCT).

.

Hussein: Estive a trabalhar durante sete anos como professor na Universidade de Simón Bolívar, em Caracas, na Venezuela. Era também colaborador da Universidade Central da Venezuela. Leccionava no Departamento de Engenharia Eléctrica e de Computação. Björn: Quando vim para Portugal tinha acabado de terminar o pósdoutoramento na Chalmers University of Technology, em Gotemburgo.

doutoramento anterior a 2004. Como o meu doutoramento é de 1996 e eu cumpria todos os outros requisitos, decidi candidatar-me ao ISEP. Já tinha ouvido falar da instituição e achei logo que aqui era o meu lugar. Fiz uma entrevista com Zita Vale e Carlos Ramos e, no concurso internacional, fiquei em primeiro lugar acabando por me tornar o novo investigador bolseiro do ISEP. Já conhecia muita gente do ISEP e diziam-me que era muito bom trabalhar com os investigadores de cá e que poderia concretizar muitos dos meus projectos. Por isso, foi uma escolha fácil.

ISEP.BI Porque resolveu vir para Portugal?

Björn: Conheci o ISEP através do CISTER, que é considerado, a nível

Hussein: Na Universidade de Símon Bolívar fiz um ano sabático e

Europeu, como um dos melhores centros de investigação em ciên-

conheci, dentro da minha área de estudo, Vladimiro Miranda, um

cias de computação da Europa. Foi ao participar numa conferência

professor do Porto. Decidi então vir para Portugal, fazer investigação

organizada precisamente pelo grupo de investigação em 2003, no

na minha área. O visto foi o mais difícil de conseguir porque, por

Porto, a maior conferência da Europa na área, que conheci o grupo.

mais alta que seja a qualificação académica, o facto é que sendo

No entanto, um pouco por toda a Europa, já tinha ouvido falar do

proveniente do Médio Oriente, as limitações são sempre grandes.

CISTER, principalmente pela qualidade do seu trabalho. Na altura,

Ouvi muitas vezes comentários do género: “Ah, o seu nome é

surgiu a oportunidade de vir para o grupo fazer uma investigação

Hussein, então onde está a bomba?”. E isso aconteceu-me em muitos

na área de estudo do meu doutoramento – os sistemas de resposta

países da Europa. Chegaram mesmo a dirigir-me palavras muito

em tempo real dos computadores embebidos. Um exemplo destes

grosseiras, nomeadamente na Alemanha.

computadores é o sistema de funcionamento dos travões de um

À CONVERSA COM...

carro. Quando travamos, há um sistema ligado a um dispositivo

que Portugal era um pouco diferente dos países da Europa onde já

computacional, embebido no carro e, quando o condutor quer

tinha estado. Mas depois fiquei muito satisfeito quando vi o resto

travar, temos de nos certificar que essa acção é feita na hora certa,

do país. Já tive a oportunidade de ir a Coimbra, Aveiro, Algarve e

porque, caso contrário, o carro não trava. Posso dizer que a minha

gostei bastante do que vi. E gosto muito do café cá em Portugal.

investigação vai no sentido de fazer com que os computadores

Apenas senti algumas dificuldades no início porque, ao contrário

executem ainda melhor as suas funções.

da maioria dos países da Europa, onde toda a gente fala inglês, aqui

Há uma associação europeia que alberga os 10 melhores grupos

em Portugal é diferente. Poucos são os que falam inglês. Numa

de investigação na área dos sistemas de tempo real e que tem uma

grande cidade, ainda é fácil desenrascar-me, mas numa localidade

newsletter periódica. E nessa publicação lançaram a notícia que o

mais pequena é muito difícil porque eu ainda não consigo falar

CISTER estava em fase de alargamento e que precisava de mais

português.

investigadores.

ISEP.BI Quais são as diferenças entre Portugal e o seu país?

.

ISEP.BI Qual a sua opinião acerca do ISEP como instituição de

Björn: Bem, em primeiro lugar posso dizer que conheço mais joga-

ensino?

dores de futebol portugueses do que suecos. Mas a grande diferença

Hussein: O ISEP é uma instituição que tem acumulado um grande

está no clima e nas pessoas que são muito diferentes. Aqui, somos

valor em termos de ensino e investigação. E é uma instituição que

muito mais uma família, mesmo no trabalho. Na Suécia cada um

prepara os alunos para o meio empresarial. Ensina-os a saber fazer.

trabalha por si e há regras que têm de ser seguidas. Aqui trabalhamos

O facto de o ISEP ter passado a leccionar Mestrados, é também uma

todos em equipa.

mais-valia pois permite, sem deixar de ser um ensino prático, dar

ISEP.BI E o que gosta menos aqui no ISEP...

mais espaço para os projectos de investigação. Acho que era importante abrir mais vagas no ISEP, desenvolver mais os laboratórios, porque sem dúvida o ISEP tem capacidade para integrar os alunos no mercado de trabalho.

Hussein: Penso que não há nada que não goste, só acho que o ISEP poderia ter uma maior abertura ao exterior. Talvez divulgar para o estrangeiro os projectos dos investigadores e, talvez, contratar ainda mais investigadores de forma a desenvolver a investigação, pois

Björn: Penso que o CISTER é um grupo muito bom, muito interna-

esta é a melhor forma de divulgar o Instituto.

cional, que está neste momento em fase de expansão. Temos

Björn: Não gosto nada quando a luz vai abaixo... Por vezes estou a

pessoas da Grécia, Índia, China, e é muito bom fazer parte de um

meio de um trabalho e o computador tem uma quebra de energia

grupo como este. Quanto ao ISEP, tenho a noção de que é uma

e não é nada agradável... Mas à parte disso, tudo me agrada.

instituição de ensino com qualidade comprovada a nível nacional e muito produtiva em termos de investigação. Pelo menos na área em que me encontro a trabalhar, penso que o CISTER (como representação do ISEP) tem feito um excelente trabalho de investigação. A grande diferença que eu encontro aqui no ISEP, em relação a outras instituições espalhadas pelo mundo, é que as áreas de investigação estão distribuídas por grupos, e não departamentos, o que acaba por facilitar o dinamismo da investigação. ISEP.BI O que pensa do nosso país? O que gosta mais?

ISEP.BI Em que consiste o seu trabalho de investigação?

.

Hussein: Eu sou responsável por uma equipa que trabalha de momento um projecto na área da inteligência artificial. É um projecto candidato à FCT – Fundação para a Ciência e Tecnologia. É um trabalho ligado ao suporte das redes eléctricas. O objectivo do nosso trabalho é que, mediante uma falha de energia, a rede eléctrica não vá abaixo completamente. Ou seja, assegurar que haja sempre um suporte de toda a rede para evitar danos económicos e materiais.

.

E, à parte da economia, luz é segurança, e por isso há também a

Hussein: Eu sou do Líbano mas sinto-me muito mais próximo

parte da protecção humana. Ou seja, no projecto para evitar a perda

cultural-mente de Portugal do que de outros países do Médio

de uma linha eléctrica o primeiro objectivo é evitar as perdas de

Oriente. Uma coisa que eu acho muito diferente do resto da Europa

energia, o segundo é aumentar a fiabilidade. E isto traduz-se em

é que em Portugal as pessoas não gostam de viver sozinhas e

matemática muito complexa.

cultivam muito o conceito de família. Isso agrada-me muito.

Björn: O meu trabalho de investigação tem como objectivo fazer

Björn: Eu gosto da parte da investigação. Não pensem que vim

com que os computadores embebidos, que são nada mais do que

pelo bacalhau nem pelo vinho do Porto, foi mesmo pela investigação.

os dispositivos de processamento introduzidos em diferentes

A primeira impressão que tive quando cheguei ao aeroporto, foi

aparelhos, façam a coisa certa na hora exacta. A minha função é

Nome: Björn Andersson Idade: 35 Nacionalidade: Sueco Profissão: Investigador do CISTER – Centro de Investigação em Sistemas Confiáveis e de Tempo Real Formação Académica: Doutoramento em Engenharia Informática pela Chalmers University of Technology (Gotemburgo, Suécia). . Hobbies: Fazer desporto Filme favorito: “Terminal do Aeroporto” Livro favorito: “Freakonomics” Frase favorita: “Pequenos passos dados na correcta direcção levam, a seu tempo, a resultados que se pensava serem impossíveis de alcançar.”

À CONVERSA COM...

programá-los para que possam desempenhar correctamente, e no

Hussein: Quando era mais novo, nada disto estava no meu pensa-

menor espaço de tempo possível, as funções para as quais foram

mento. Porque quando eu era jovem, fui recrutado para o exército,

criados. O interessante nesta área é que nós não sabemos se estes

no Sul do Líbano, sendo depois reencaminhado para Kiev. Estive lá

dispositivos computacionais vão funcionar sempre da mesma forma

dois anos e meio e foi uma experiência muito difícil.

e produzir sempre a mesma resposta. Mas temos de assegurar que

Como forma de escapar ao exército, enviaram-me para Cuba, para

eles vão funcionar da forma correcta. Imagine que um homem que

estudar. Eu escolhi Medicina, pois vi tanta gente a morrer que fiquei

está a conduzir um carro acciona o travão. Nós, investigadores

com vontade de saber como podia ajudar as pessoas. Não me

informáticos, temos de assegurar que o carro trava quando accionam

deixaram; colocaram-me na Universidade de Engenharia Mecânica

o dispositivo de travagem.

para estudar Termo-energética. Já no exército tinha estudado Ciência

Há ainda uma outra área onde eu estou a trabalhar que está rela-

Política. O passo seguinte foi estudar engenharia electrotécnica,

cionada com o desenvolvimento de sensores de rede. O nosso

através de um mestrado. Estudar foi a minha única hipótese de fugir

objectivo é fazer com que, ao mesmo tempo, os sensores sejam

à guerra.

mais pequenos, mas que armazenem mais informação. Outro

Quando fui fazer um doutoramento em Havana, tive de fazer um

objectivo deste mesmo projecto é que os dispositivos computa-

curso de Matemática Aplicada. A minha professora da altura teve

cionais sejam capazes, independentemente do número de questões

de se ausentar e eu fiquei a substituí-la, sendo destacado para o

que fazemos em simultâneo, de responder no menor espaço de

cargo de professor. Depois fui destacado para ensinar na Simón

tempo possível e com a maior precisão possível. Se temos vários

Bolívar. Tudo o que aconteceu ao longo da minha vida profissional

sensores ao longo, por exemplo, de uma ponte, e quisermos saber

e académica não foi baseado em escolhas definidas. Foram antes

qual a temperatura na ponte toda, teremos, à partida, de perguntar

coisas que me foram acontecendo.

a cada um dos sensores qual a sua temperatura. O nosso projecto

Björn: Quando ainda era criança, o meu pai deu-me um computador,

de redes sensoriais prevê que, desde que ligados em rede, os

pois ele era professor de informática numa universidade na Suécia.

dispositivos possam canalizar a sua resposta para um só sensor,

Comecei por aprender a trabalhar com ele. Depois fascinou-me a

facilitando o processo.

perspectiva de poder aprender mais sobre computadores e poder

ISEP.BI O ISEP tem à sua disposição os recursos necessários para desenvolver o seu trabalho? Hussein: Sim, sem dúvida. Só penso que é preciso haver mais pessoal a fazer investigação e era muito bom que também houvesse a oportunidade dos engenheiros desenvolverem os projectos de doutoramento no ISEP. Björn: Com certeza. À parte, tal como já disse, da rede de energia, que podia ser mais fiável, nunca senti falta de nenhum recurso para desenvolver o meu trabalho. ISEP.BI Depois de acabar o seu trabalho e o seu contrato, pensa ficar aqui em Portugal? Hussein: Eu sou casado com uma portuguesa... Por isso é óbvio que vou querer ficar em Portugal. Björn: Eu vim para o CISTER ao abrigo do Plano Tecnológico Português, com um contrato de cinco anos e, neste momento, estou a liderar um projecto na área dos sistemas de sensores em rede. Mas depois de acabar o programa gostaria muito de ficar por cá...

.

estudá-los... Pensei logo que queria passar o resto da minha vida a aprender sempre mais sobre a área da informática. Com um computador podemos fazer quase tudo o que quisermos.

.

ISEP.BI O que pensa do estado da investigação em Portugal, em relação a outros países que já visitou? Hussein: Portugal tem bons recursos e bom financiamento para a investigação, mas isso não chega. É preciso que as pessoas sejam incentivadas a investigar e é preciso que mostrem à comunidade científica aquilo que têm feito. Penso que uma maior preocupação em publicar artigos em revistas científicas poderia ter um bom resultado em termos de divulgação do trabalho feito. E acredito que uma maior divulgação iria atrair mais gente para as áreas de investigação. Björn: Penso que Portugal se tem empenhado na investigação científica, e os programas da FCT são a prova disso. No entanto, acho que estes programas deveriam ser mais regulares, pois trazer investigadores estrangeiros a Portugal promove a troca de experiências e conhecimentos e leva a melhores resultados. Mas o panorama

ISEP.BI Quando era mais novo, alguma vez pensou em fazer algo

geral é bom... Por exemplo, o CISTER é um dos melhores grupos de

do género?

investigação na sua área a nível europeu.

Nome: Hussein Khodr Idade: 42 Nacionalidade: Libanês Profissão: Investigador do GECAD – Grupo de Investigação em Engenharia do Conhecimento e Decisão e docente no ISEP Formação Académica: Pós-doutoramento em Engenharia Electrotécnica pelo INESC Porto. Hobbies: Ciclismo Filme favorito: Todos os filmes de Michael Moore Livro favorito: “A Mãe do Máximo Gorki” Frase favorita: “Uma pessoa deve arrepender-se pelo nunca fez.”

DE FORA CÁ DENTRO

JORGE COSTA LOPES

“O ISEP PREPARA OS ALUNOS DE UMA FORMA BASTANTE FORTE” A tecnologia é, actualmente, a força que faz mover o mundo e esta é precisamente a máxima da Efacec que, com mais de cem anos de história, tem como parceiro privilegiado o ISEP. Aquele que é um dos maiores grupos nacionais, contando com cerca de quatro mil colaboradores e receitas na ordem dos 800 milhões de euros por ano, deposita nos estagiários do Instituto a máxima confiança, entregando-lhes alguns dos seus projectos de investigação e inovação.

A tradição do “saber fazer”, em que o ISEP baseia a sua política peda-

tira proveito da investigação e dos conhecimentos de base dos

gógica, é uma herança centenária. E desde há alguns anos é

docentes e dos alunos”. Por outro, “os próprios professores são cha-

fomentada através de centenas de protocolos com empresas de

mados a dar apoio técnico em projectos internos da empresa”. Para

diversas áreas da Engenharia. O objectivo é facilitar a integração

os estudantes, as vantagens são também visíveis: “há a disponibili-

dos alunos no mundo empresarial. Com o lema “Tecnologia que

zação das ferramentas e a possibilidade de crescimento a nível

Move o Mundo”, a Efacec é um dos parceiros que integra um maior

profissional”. A cooperação e a troca são conceitos fundamentais.

número de ex-alunos do Instituto nos seus quadros.

.

Mas os proveitos para os estagiários continuam. “A Efacec é uma

Jorge Costa Lopes, mestre em Engenharia Electrotécnica pelo ISEP,

excelente escola a nível nacional, uma vez que alberga conhecimento

actualmente integrado no departamento de desenvolvimento da

e pessoas extremamente capazes, com muita experiência, e que

Unidade de Energias Renováveis da Efacec, explicou ao ISEP.BI os

conseguem, a curto prazo, transmitir valores éticos e noções

contornos da relação que o grupo mantém com o Instituto. Ele

profissionais de grande relevância”. Para mais, “os alunos trabalham

própirio é um produto da política de “ensino em ambiente

numa empresa coesa com a gestão de topo, com uma visão global

empresarial”. A sua entrada no grupo resultou do seu projecto de

e que os prepara para o que podem esperar no mercado de trabalho”.

licenciatura.

Questionado sobre o que levará a Efacec a apostar em estagiários

Para o ISEP.BI, Jorge Costa Lopes explica que “a Efacec tem tido ao

do Instituto, Jorge Costa Lopes é claro, “O ISEP prepara os alunos

longo do tempo participações no âmbito de muitos projectos de

de uma forma bastante forte. Dá-lhes as ferramentas para que

final de curso e agora, com Bolonha, também em programas de

consigam entrar em qualquer empresa e desenvolver o trabalho

mestrado”. O processo é simples... “As unidades da empresa têm

proposto”. Recorrendo à sua experiência, atribui aos recém-

protocolos com diversas instituições de ensino, nomeadamente

engenheiros do ISEP grandes capacidades de resposta.

com o ISEP”. Através destes acordos, a Efacec faz as propostas e o Instituto escolhe o aluno mais adequado para as concretizar. Os projectos são desenvolvidos em estágios curriculares e alguns deles realizados na empresa. Como explica, “é mais fácil ter acesso às pessoas que estão a desenvolver o projecto e os próprios estagiários têm acesso às ferramentas com as quais necessitam de trabalhar”.

.

Jorge Costa Lopes confessa que a integração num grupo desta dimensão passa “por um enorme desafio pessoal”, dado que há uma grande exigência em termos de recursos humanos. Para além disso, a evolução da Efacec é um “projecto ambicioso com um futuro promissor”, colocando-se sempre “um passo à frente das outras empresas do sector”. O mais importante, para o engenheiro

O engenheiro acredita que, nestes processos de estágio, “há sempre

electrotécnico é, tal como confessa, “sentir que contribui para o

mais-valias para todas as partes envolvidas”. Por um lado, “a Efacec

[seu] sucesso”.

DE FORA CÁ DENTRO

O GRUPO EFACEC

Em Maio de 2007 a Efacec desenvolveu um novo modelo organizacional, desenhado para responder aos desafios da internacionalização futura da empresa. Nesse sentido, focou a sua actividade em dez

A Efacec é um grupo cem por cento nacional que está, neste mo-

Unidades de Negócio, responsáveis pelo desenvolvimento global

mento, a expandir-se sendo, em Portugal, uma das empresas mais

da actividade respectiva: Transformadores; Aparelhagem de Média

internacionalizadas. Presente em 65 países, a sua missão traduz-se

Tensão; Servicing de Energia; Engenharia; Automação; Manutenção;

na máxima “Tecnologia que move o mundo” e o objectivo é ser a

Ambiente; Renováveis; Transportes e Logística.

base tecnológica portuguesa, fornecendo “produtos, equipamentos,

Por outro lado, mantendo um inequívoco interesse no mercado

serviços e sistemas complexos com a qualidade que já a distingue

nacional, a Efacec desenvolveu em simultâneo uma nova abordagem

há muitos anos”.

ao mercado internacional, ao focar a sua actividade em sete regiões

Com mais de cem anos de história, o Grupo Efacec teve a sua origem

consideradas mercados prioritários, onde pretende replicar as suas

na "Moderna", uma empresa criada em 1905. Em 1948 adopta a

Unidades de Negócio: Estados Unidos da América; Região América

denominação que lhe conhecemos hoje. É, actualmente, o maior

Latina (Brasil, Argentina e Chile); Região Europa Central (Roménia,

grupo eléctrico nacional, com mais de quatro mil colaboradores e

Bulgária, República Checa, Eslováquia e Hungria); Região Magrebe

um volume de encomendas, em 2008, de mais de 1000 milhões de

(Argélia, Marrocos e Tunísia); Região África Austral (Angola, África

euros.

do Sul e Moçambique); Espanha e Índia.

DESTAQUE

JLBE09 FOI SUCESSO LUSO-BRASILEIRO Foram quatro dias repletos de aprendizagem, troca de informações

Teodoro Neto, da Associação Brasileira de Engenheiros Civis e Alberto

sobre o sector em ambos os países e, como um verdadeiro encontro

Sérgio Miguel, da Sociedade Portuguesa de Segurança e Higiene

de “velhos amigos”, não faltaram os espaços de convívio e lazer. A

Ocupacionais, no painel sobre o papel das Associações Profissionais

segunda edição das Jornadas Luso Brasileiras de Engenharia (JLBE),

no ensino de tecnologia em Engenharia, Solange Ketzer, pró-reitora

a primeira em Portugal, repetiu o êxito da anterior, realizada no

da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e Alfonso

Brasil (Porto Alegre), e deixou as portas abertas para próximos

Maldonado Zamora, da Universidade Politécnica de Madrid na

encontros, se atendermos às palavras dos responsáveis institucionais

sessão sobre Ensino Superior e Investigação, muito participada pela

e à vontade das respectivas Comissões Organizadoras.

assistência na fase de debate, e finalmente por Nuno Ribeiro da

.

O evento que juntou os esforços da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, no Brasil, e do ISEP, trouxe ao Instituto grandes nomes da engenharia dos dois países que abordaram um leque alargado de assuntos de grande actualidade, desde o ensino à

Silva, da ENDESA Portugal, e Vianney Valés, da SGC Energia, no plenário que brilhantemente encerrou as Jornadas dedicado à Energia e Ambiente e que contou inclusive na assistência com instituições externas que se mostraram interessadas em participar.

tecnologia, passando pela energia e pelo ambiente. Em cima da mesa estiveram os novos desafios e oportunidades colocados ao ensino e aos profissionais da área, tentando-se definir o que deverá ser o novo molde para o engenheiro do século XXI. Também o

A JLBE09 EM NÚMEROS

papel das ordens profissionais e a sustentabilidade energética estiveram em debate.

Artigos submetidos

As segundas JLBE ficaram marcadas pelas centenas de trabalhos

Artigos publicados em acta

76

Posters submetidos

21

Posters publicados em acta

19

Revisores científicos

58

submetidos, reunidas numa obra já lançada, mas sobretudo pelas intervenções e gabarito do leque de convidados. Em destaque estiveram as participações de Sebastião Feyo de Azevedo, representante da Ordem dos Engenheiros, Maria da Graça Carvalho, exministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e actual conselheira do Bureau of European Policy Advisers e Alberto Amaral, do Centro de Investigação de Políticas de Ensino Superior. Nas respectivas sessões plenárias de debate foram acompanhados por Guilherme

Participantes nacionais Participantes estrangeiros

110

126 22

DESTAQUE

ISEP ORGANIZOU PRIMEIRAS JORNADAS LUSO-BRASILEIRAS DE ENGENHARIA EM PORTUGAL O ISEP recebeu, entre 10 e 13 de Fevereiro, as II Jornadas de Ensino e Tecnologia em Engenharia, as primeiras em Portugal. A iniciativa tem sido organizada alternadamente pelos dois países, e definitivamente tem conseguido alcançar a proeza de unir dois continentes: Portugal e Brasil juntaram os melhores profissionais da área para debater o presente e o futuro e assinaram ainda um acordo que vai possibilitar a certificação dos engenheiros civis do ISEP em terras de Vera Cruz. Em jeito de balanço, ficou a certeza de que o evento é para repetir e que, através do espírito de partilha de experiências e conhecimentos, é muito simples unir dois povos separados por milhares de quilómetros.

ENSINO SUPERIOR E INVESTIGAÇÃO No âmbito deste painel, o Professor Alberto Amaral teceu críticas ao que designou como “capitalismo académico”. Referiu o desinvestimento no Ensino Superior e a tentativa de transição para um modelo de gestão mais próximo do das empresas, o que na sua opinião “pode ser uma falsa questão.” Referiu ainda que as mudanças actualmente em curso no sistema universitário são, segundo Alberto Amaral, produto de factores a ter em conta. Em primeiro lugar, a emergência de um sistema demasiado liberal em que se privilegia a gestão privada em detrimento da gestão pública. O segundo ponto diz respeito à tomada de decisões que, nas Universidades, costuma ser mais lenta. O Professor Alberto Amaral criticou a diminuição da colegialidade, com a extinção do Senado como órgão de decisão, e a criação de um modelo de gestão semelhante ao do sector privado, com processos de decisão menos democráticos mas mais eficientes. O Ex-Reitor da UP citou os casos das Universidades de Oxford e Cambridge, que, apesar de manterem o modelo colegial, continuam casos de sucesso a nível europeu e que devem ser uma referência.

OPORTUNIDADE DE OURO PARA ENGENHEIROS CIVIS NO BRASIL Uma das novidades que surgiu na cerimónia de encerramento foi a assinatura de um protocolo entre o ISEP e a Associação Brasileira de Engenheiros Civis (ABENC). O acordo transcontinental pressupõe que a ABENC inicie o processo de análise curricular da licenciatura em Engenharia Civil e do mestrado em Tecnologia e Gestão da Construção, com vista ao reconhecimento profissional dos nossos

A terminar, e contribuindo como habitualmente para a discussão

diplomados para o exercício profissional no Brasil. O protocolo prevê

que se seguiu, teceu ainda algumas considerações, não isentas de

a execução de acções ou projectos específicos de cooperação na

polémica, sobre os sistemas de creditação no Ensino Superior

área, visando estabelecer e fortalecer relações no domínio de

europeu e que as próprias instituições se vão consciencializar para

actividade de ambas as partes, tendo sido assinado por um prazo

onde devem endereçar as suas creditações.

mínimo de dez anos.

DESTAQUE

METAS ENERGÉTICAS DA UE EM DESTAQUE NO ISEP No quarto e último dia das JLBE, a ex-ministra da Ciência, Tecnologia

dos combustíveis por energias de origem renovável, entre eles o

e Ensino Superior desmistificou os principais traços da nova Política

biocombustível.

Energética da União Europeia (UE). Segundo Maria da Graça Carvalho, actual conselheira do Parlamento Europeu, os principais objectivos da política em curso são “garantir o abastecimento energético de toda a Europa e contribuir para o crescimento económico e de emprego”. Boas notícias em tempo de crise que trazem uma outra novidade. Pela primeira vez, além de metas definidas a cumprir, estão previstas sanções para os países incumpridores. Mas quais são essas metas? “Tem de haver uma redução de CO2 [Dióxido de Carbono] e o aumento da eficiência energética em 20 por cento

Coube ainda a Maria da Graça Carvalho elucidar sobre a responsabilidade social que cada um de nós tem em relação às políticas energéticas apresentadas. Apesar de esta caber em grande parte às empresas e à indústria, é fundamental, segundo a ex-ministra, que cada um de nós, através de pequenos gestos do dia-a-dia, como a reciclagem, a preferência pelas energias renováveis e a redução do uso de produtos inflamáveis, façamos a nossa parte para assegurar um futuro melhor.

até 2020”, explicou a ex-ministra. Metas, essas, que são válidas para

Mas para incentivar os portugueses a cumprir metas ambientais,

todos os países da UE, que terão de elaborar planos correspondendo

nada melhor que apresentar contrapartidas. Maria da Graça Carvalho

a uma série de directivas concedidas pela Comissão Europeia. Outro

anunciou que a UE tem disponíveis cinco mil milhões de euros para

dos parâmetros é o aumento das energias renováveis em 20 por

projectos de investigação na área da sustentabilidade energética,

cento até 2020, 10 por cento dos quais provenientes da substituição

aos quais se podem candidatar, entre outras, instituições de ensino.

SESSÕES TÉCNICAS: PRODUÇÃO CIENTÍFICA EM RELEVO Do elevado número de trabalhos recebidos, e após uma revisão

Para aliviar um pouco o programa científico, e fazendo alarde da

científica que envolveu quase 6 dezenas de revisores de 13 institui-

hospitalidade reconhecida ao nosso país no acolhimento de colegas

ções da Península Ibérica e do Brasil, os trabalhos foram apresentados

doutras regiões, os dias de trabalho terminaram com uma actividade

em sessões paralelas que cobriram as áreas científicas em destaque:

cultural, onde merece destaque a magnífica recepção que teve

Ensino, Gestão e Projecto, Ambiente, Urbanismo e Energia e por

lugar no segundo dia de trabalhos na Escola Superior de Estudos

último Materiais e Processos. Os participantes tiveram assim de se

Industriais e de Gestão, em Vila do Conde. Um concerto na Casa da

desdobrar entre as várias sessões técnicas, contribuindo activamente

Música, ex-líbris da cidade, e o tradicional Jantar de Gala, nas caves

na discussão final de cada conjunto de apresentações.

TAYLOR’S, completaram o programa dos restantes dias.

.

.

DESTAQUE

INVESTIGAÇÃO À LUPA

LEMA: A OUSADIA DE EXPLORAR O COMPLEXO MUNDO DA MATEMÁTICA Dizem as enciclopédias que a Matemática “é a ciência do raciocínio lógico e abstracto” que “envolve uma permanente procura da verdade. É rigorosa e precisa”. Há quem diga também que a matemática está em tudo à nossa volta. Cada acção, cada pormenor da natureza se pode traduzir numa simples equação matemática. Pode não ser literalmente assim, mas pelo menos aqui no ISEP esta ciência é o ar que faz respirar o LEMA – Laboratório de Engenharia Matemática. E não só. Os investigadores do grupo são poucos, mas os projectos que apresentam são tão coesos que podem até mudar o mundo. O ISEP.BI foi ao encontro do pequeno grupo de matemáticos para tentar descobrir um pouco daquilo que se faz na engenharia que está na base de todas as outras.

INVESTIGAÇÃO À LUPA

É numa sala pequena que nos recebe José Matos, aquele que é

Tornar mais eficientes os aparelhos que fazem a monitorização do

considerado o pai do Laboratório de Engenharia Matemática do

coração dos fetos na barriga das mães é o objectivo de outro dos

ISEP, o LEMA. Não há pipetas, máquinas ou líquidos estranhos.

projectos do LEMA. José Matos explica que o projecto do colega

Apenas computadores, alguns mais vulgares do que outros, e muita

Jorge Santos pretende chegar a tal avanço através do desenvol-

vontade de trabalhar e descobrir coisas novas.

vimento de dados mais precisos de monitorização. Outro trabalho,

Nasceu em finais de 2007 e, hoje, com 8 doutorados e 6 investigadores em fase de conclusão de doutoramento, o LEMA é um grupo de investigação associado ao Centro de Matemática da Universidade do Porto e que tem sido o parceiro privilegiado de muitos projectos de investigação de vários grupos do ISEP.

desta vez da responsabilidade do próprio coordenador do LEMA vai permitir melhorar a forma como os computadores aproximam funções, uma aproximação racional através da qual as máquinas vão obter resultados mais exactos e mais rápidos. O resultado vai envolver mais casas decimais, logo, mais precisão. Este projecto vai permitir, por exemplo, estudar erros matemáticos do software de

Análise Numérica, Sistemas Dinâmicos, Análise e Classificação de

computadores. Um caso muito prático é a resposta do Google a

dados e Ciências da Engenharia são as áreas sobre as quais o LEMA

uma pesquisa. Esta resposta, por mais estranho que possa parecer,

desenvolve o essencial da sua investigação. Investigação essa que

é conseguida através de algoritmos que são, eles próprios, resultados

cumpre sempre o objectivo da resolução de problemas das áreas de especialização da Engenharia de todo o ISEP. Em suma, são sete os campos de investigação sobre os quais trabalham os investigadores do LEMA. Equações diferenciais, modelação e simulação,

de equações matemáticas que o sistema do motor de busca resolve constantemente. Se os erros informáticos recorrentes das imprecisões dos algoritmos forem corrigidos, e voltando ao exemplo do Google, as pesquisas serão cada vez mais direccionadas ao pedido inicial.

aproximação racional, análise e classificação de dados, redes neuronais, sistemas dinâmicos e geo-estatistica podem parecer áreas muito distantes, mas cada uma delas tem influência directa no nosso dia-a-dia e José Matos explicou como. Ao longo da nossa conversa fomos descobrindo que o LEMA é um grupo de investigação completamente transversal e, por muito científica que possa parecer a afirmação, a matemática está, na realidade, em todo o lado. Desde logo porque os grandes projectos de investigação que foram já apresentados no ISEP (quem não se lembra do Flymaster, o orientador para profissionais de parapente) vão tendo um pouco do conhecimento dos investigadores do LEMA. O GRAQ, por exemplo, tem sido um dos parceiros mais constantes dos matemáticos no que toca à estatística e análise de dados.

.

Quem diria, por exemplo, que a simulação numérica de sistemas dinâmicos poderia melhorar a previsão meteorológica ou prever a propagação de doenças e epidemias? Mas tal facto é verdadeiro e muito simples de perceber, pelo menos para o LEMA. Tal como José Matos explicou ao ISEP.BI, “é tudo uma questão de algoritmos”. Com o GRAQ e o CIGAR está actualmente em curso um projecto que visa trabalhar uma área bem sensível nos últimos anos no nosso país. O objectivo dos três grupos de investigação é determinar o comportamento de fogos florestais num incêndio – os “engenheiros incendiários” fazem queimadas controladas e depois estudam amostras de terreno acidentado para ver o comportamento das variáveis químicas, orgânicas e geológicas. As vantagens: conseguem determinar as consequências do fogo no terreno para depois perceber como reabilitar a área ardida. Assim, o terreno queimado não é “perdido”.

Mas não é só de investigação que vive o LEMA. No cerne da sua criação surgiram ainda duas grandes vontades: a organização de acções de formação e divulgação e estágios dirigidos a alunos. Um dos exemplos de acção de divulgação foi a presença do LEMA na exposição do Museu do Instituto Superior de Engenharia do Porto na Biblioteca Municipal Florbela Espanca, em Matosinhos onde José Matos e Alexandra Gavina foram, inclusive, oradores convidados para desmistificar o mundo da Geometria Descritiva.

.

A participação na Semana de Ciência e Tecnologia do ISEP, os Projectos de Ciência Viva e Universidade Júnior, especialmente vocacionados para os mais jovens, são mais algumas das iniciativas que contam com a participação regular do LEMA que vê nestas ocasiões excelentes oportunidades de demonstrar ao ISEP, e a toda a comunidade, o trabalho desenvolvido pelo laboratório de matemática. Nas mostras de ciência do ISEP e nas actividades para os mais jovens, o

Há muitos mais projectos em curso: a maioria deles em fase embrio-

LEMA é um dos laboratórios mais “aplaudidos”. O recurso

nária. Um novo projecto do LEMA pretende estudar a contaminação

a nomes conhecidos e temas bastante mediáticos são um

de águas subterrâneas devido ao uso de adubos azotados. De

dos segredos para o sucesso: “A Arte de Jogar para Ganhar”,

momento está na fase de recolha de dados, mas o grupo de inves-

“Dos erros do Sr. Schumacher aos problemas do Dr. Bill

tigação que conta com participações do GRAQ, Labcarga e LEMA

Gates” ou “Os Engenheiros Incendiários” são algumas das

já descobriu que há azoto a mais na água. Mas para serem alcançados

actividades mais procuradas pelos mais jovens.

resultados conclusivos, ainda há muito trabalho a fazer.

.

.

DEPOIS DO ISEP

HUMBERTO RAMOS

ANTIGO ALUNO DE ENGENHARIA MECÂNICA E ENGENHARIA QUÍMICA Queria ser médico mas a falta de apetência pela Física e as médias muito altas “empurraram-no” para os caminhos da Engenharia Química. O gosto pela engenharia acabou por surgir e dominar os seus planos. Concluída a licenciatura no ISEP, a vontade de aprofundar conhecimentos na área e a influência do irmão mais velho, conduziram-no à Engenharia Mecânica. Hoje, Humberto Ramos tem 29 anos, dois cursos superiores e um papel importante a desempenhar na Gislótica – a empresa que o acolheu no estágio curricular há três anos e onde tem vindo a desenvolver as competências adquiridas no ISEP.

Humberto Ramos aventurou-se em dois cursos no ISEP: Engenharia

segunda a conclusão do bacharelato em Engenharia Química,

Química e Mecânica. Onze anos depois de ter ingressado no Instituto,

porque era um curso bastante pesado e com muitas disciplinas, ou

é na Gislótica que aplica o que de melhor aprendeu. Ao ISEP.BI, o

seja, um desafio que consegui superar com sucesso”. O seu percurso

engenheiro desvendou o seu percurso académico e profissional

ficou ainda marcado por uma professora que lhe ensinou que “o

até ao lugar que ocupa hoje. Na verdade, ser engenheiro mecânico

ensino superior não nos dá quase nada. Apenas nos dá os livros

não era uma profissão que lhe passasse pela cabeça mas o acaso

para nós aprendermos”. Para Humberto Ramos, o ISEP distingue-se

mostrou-se mais assertivo do que um sonho de criança. Medicina

pela relação que os alunos estabelecem desde logo com o mercado

era o seu objectivo, mas cedo aprendeu que os sonhos devem ser

de trabalho. E fala por experiência própria. O seu estágio em

um impulso e não uma barreira à concretização de outros projectos.

Engenharia Química, que seria também o seu primeiro emprego,

A Engenharia Química surgiu como uma alternativa à Medicina no

foi pelo ISEP, na RAR. “Foi de onde veio o meu primeiro dinheiro”,

final do ensino secundário. Já depois de concluída a licenciatura,

explica. Na altura, tratava da área da eficiência energética da empresa,

decidiu aventurar-se num novo curso, desta vez o bacharelato em

uma vez que, por motivos de legislação, era necessário um técnico

Engenharia Mecânica, um pouco por influência do irmão mais velho,

nessa área. O seu trabalho consistia, na altura, em “ver o que a

engenheiro nessa área.

empresa gastava, onde gastava e o que poderia ser feito para mudar”.

Dos dois cursos que completou, Humberto tira lições importantes: “o que me ensinou mais, talvez pelo número de anos e pela abrangência das disciplinas, diria que foi Engenharia Química, mas penso que, para o tipo de sociedade e mercado de trabalho que temos em Portugal, Engenharia Mecânica mostrou-se mais útil e mais importante”. Para o engenheiro, os oito anos de estudo fizeram-no crescer, não só como profissional, mas também como pessoa.

“A conclusão do bacharelato em Engenharia Química foi um momento especial”

.

O agora engenheiro mecânico sabe que o Instituto representou

Depois, o ISEP voltaria a dar-lhe “uma segunda oportunidade por

uma etapa importante na sua vida. Da passagem pelo ISEP guarda

altura da conclusão do curso de Engenharia Mecânica”, pois o

as melhores recordações, cujo epicentro são os momentos com os

projecto de final de curso levou-o até à Gislótica, onde acabou por

colegas e a aprendizagem com os professores. Há duas ocasiões,

permanecer a trabalhar. Tudo isto, acredita Humberto, por mérito

todavia, que recorda com especial saudade. “A primeira é, sem

também da política de inserção dos seus alunos no mercado de

dúvida, o ano do caloiro, principalmente a parte do baptismo, e a

trabalho, praticada pelo ISEP.

DEPOIS DO ISEP

ficas na área, é um desafio diário “aprender coisas novas ou reapren-

UM ENGENHEIRO MULTIFACETADO

der aspectos que me foram ensinados há muito tempo. É também muito bom o facto de ingressarmos numa área que não é a nossa

O seu trajecto na Gislótica conta já com três anos. Entrou como estagiário, para implementar o projecto final do bacharelato e,

habitual de actuação e à qual temos de nos adaptar. É positivo aumentar o nosso leque de conhecimentos”.

apreciaram tanto o seu trabalho, que acabou por ficar. A iniciativa,

O futuro é algo que não preocupa o engenheiro, mais interessado

a aplicação de um pequeno dispositivo eléctrico com o objectivo

em explorar o presente. Para o ex-aluno do ISEP, “até aos 35 anos

de auxiliar os funcionários da indústria de pneus, que, tal como

não devemos ansiar por uma grande carreira ou cargo social numa

explica o engenheiro, “pegam em volumes muito pesados durante

empresa de maior dimensão no mercado”. Até lá, Humberto quer

todo o horário laboral”, teve bons resultados.

apenas (e já não é pouco) “aprender o máximo possível, dar o

Quanto ao cargo que ocupa, Humberto é muito claro: “tratando-se

máximo pela empresa”.

de uma empresa pequena não temos uma função definida, mas já tive influência na parte de certificação da qualidade e, actualmente, sou responsável pela parte de automação da empresa, incluindo a execução do projecto, monitorização e implementação”.

.

De referir que a Gislótica é uma empresa de construção de máquinas, mais vocacionada para a indústria dos pneus. Quanto ao tipo de aparelhos fabricados, o engenheiro explica que constrói “todo o tipo de equipamentos desde os utilizados em logística, transporte de pneus, máquinas de inspecção de qualidade de pneus aos usados em lubrificação”, ou seja, idealiza “máquinas à medida do cliente”.

APRENDER FAZENDO... NA GISLÓTICA Pela Gislótica passam todos os anos cerca de cinco alunos provenientes de diferentes cursos do Instituto Superior de Engenharia do Porto, desde a Mecânica até à Electrotecnia. Estes estágios são, na sua maioria, estágios curriculares que constituem, para os alunos finalistas do ISEP, uma porta aberta para o mercado de trabalho. Aqui, os alunos aprendem a aplicar os conhecimentos adquiridos durante a licenciatura num ambiente laboral e, acima de tudo,

“Propomos a solução, já que se trata de uma empresa de engenharia

aprendem a melhor forma de ultrapassar os obstáculos com que

e não de produção em série. Elaboramos um projecto de raiz e

se irão deparar durante o dia-a-dia futuro.

exportamo-lo para vários países”, explica. Vocacionada para o mercado externo, a Gislótica opera no sector há oito anos.

.

.

Para além da experiência profissional que o estágio na Gislótica oferece, os alunos têm também a possibilidade de desenvolver na

Quanto a projectos futuros, Humberto Ramos confessa que nunca

empresa o seu projecto de final de curso, podendo dedicar grande

foi muito ambicioso, pelo menos a nível profissional. No entanto,

parte do seu tempo ao desenvolvimento do mesmo. Para a própria

“não queria estar oito anos a estudar para depois desperdiçar o que

empresa, a concepção dos projectos dos finalistas do ISEP dentro

aprendi ou o que me esforcei para aprender”, explica. A posição

de portas é uma mais-valia para o conhecimento e investigação. E

que alcançou na Gislótica é, sem dúvida, “um sonho concretizado”

porque não, tal como aconteceu no caso de Humberto Ramos, os

e pela qual se considera privilegiado, principalmente, “por ter a

próprios projectos dos alunos podem ser aproveitados para a

possibilidade de aplicar” os conhecimentos que assimilou e que

concepção de novos produtos da Gislótica.

continua a assimilar na sua actividade.

Este ano a Gislótica recebeu dois holandeses ao abrigo do programa

Aos 29 anos, enfrenta o seu maior desafio a nível profissional. “Ter

Erasmus e um aluno do português da Licenciatura em Electrotecnia

a formação em engenharia química e mecânica e ser responsável

em seminário de estágio. Segundo Humberto Ramos, no total, já

pela parte da automação da empresa, que envolve essencialmente

passaram pela Gislótica mais de 15 alunos nos últimos três anos,

electrotecnia, é muito desafiante”, explica. Não tendo bases especí-

entre Erasmus e estágios curriculares.

“O ISEP distingue-se pela aproximação dos estudantes ao mercado de trabalho” Nome » Humberto Joaquim Ramos Mendonça Idade » 29 anos Naturalidade » Vila do Conde Ano de inscrição no ISEP » 1997 Bacharelato » Engenharia Mecânica Licenciatura » Engenharia Química

A NOSSA TECNOLOGIA

TECNOLOGIA INOVADORA LEVA O GICEC A VOOS INTERNACIONAIS E se lhe dissessem que os produtos derivados do cimento ou do betão não são a melhor solução para realizar as fachadas de um edifício? E se lhe garantissem que descobriram uma alternativa ecológica e, provavelmente, mais barata, acreditava? Pois bem, o Grupo de Investigação e Consultadoria em Engenharia Civil do ISEP (GICEC) tem a resposta que gostaria de ouvir. O conceito é o . O ISEP.BI foi também à descoberta para, em primeiramão, desvendar os segredos de uma tecnologia, desenvolvida por um grupo de investigadores engenheiros civis, e que irá revolucionar o mercado da construção.

Ana Neves, Carlos Félix, Leonardo Ribeiro, Pedro Amaral e Rui Campo-

e que realizam simultaneamente a parede e o revestimento. É uma

sinhos juntaram-se, em Junho de 2007, para colmatar uma lacuna

forma de sanduíche”, esclarece Rui Camposinhos. As vantagens do

no ISEP e constituir um grupo de investigação em Engenharia Civil.

Presstone são inúmeras: “evitam-se andaimes, há uma maior rapidez

Quase dois anos depois, o GICEC apresenta o seu primeiro grande

de construção”, para além de ser completamente “amigo do

projecto.

ambiente”. “Desvantagens”, adianta Rui Camposinhos, “ainda não

Quando ouvimos a descrição geral do Presstone somos, desde logo,

são conhecidas”.

acometidos por uma questão: como é que nunca pensaram nesta

O Presstone é o primeiro projecto em Engenharia Civil do ISEP com

hipótese? Provavelmente, até pensaram, mas não tiveram audácia

financiamento comunitário. O objectivo é, segundo os investigadores,

ou coragem para a concretizar. Para além de ser, claramente, um

“que esta tecnologia seja lançada num projecto de renome interna-

projecto que prevê a redução de matéria-prima utilizada na cons-

cional para ganhar credibilidade no meio”, contribuindo assim para

trução, o Presstone é também, e tal como nos explica Rui Campo-

o voo com rumo a mercados estrangeiros em que o grupo pretende

sinhos, o pai do GICEC - como é carinhosamente apelidado pelos

embarcar. Para já, a iniciativa obteve financiamento da AdI – Agência

colegas -, “uma iniciativa para reduzir custos e emissão de poluentes”.

de Inovação, e os ensaios deverão começar no final de Março.

.

Um desafio que está a arrancar a meias, “no âmbito do consórcio com duas empresas, a SOLANCIS e a FrontWave”. De uma forma simplificada, o projecto pressupõe a substituição das fachadas de betão, por outras em pedra, que só têm vantagens

O OBJECTIVO É PAUTAR PELA DIFERENÇA

sobre a tecnologia tradicional. E como surge esta ideia? Rui Camposinhos explica: “Nos últimos 50 anos tem sido usado, na construção

O GICEC foi constituído aquando da apresentação de um projecto

de edifícios, o betão, a cuja produção está associada uma fileira

para um concurso internacional de ideias, com vista à legislação e

produtiva muito poluente”. A pedra “natural” é, assim, a melhor

instalação de estruturas em Cabo Verde – concurso que o grupo

alternativa pois é “o betão natural, sem componentes químicos”.

de investigadores do ISEP ganhou. Na altura, estava prevista a “morte

Para além de não ser nociva para o ambiente e para a saúde pública,

prematura” do grupo de investigação mal estivesse concluída a

não tem necessidade de fabrico. E, para completar as bases em que

aventura por ilhas cabo-verdianas. Mas não foi o que aconteceu.

assenta o projecto, o GICEC propõe o uso da técnica de pré-esforço,

Rui Camposinhos explica que “o anterior Conselho Científico pre-

que é “nada mais do que a utilização de cabos ou varões de aço de

tendia implementar um grupo de investigação em Engenharia Civil,

elevada resistência inseridos - não aderentes - em placas de pedra

pois não havia até à data nenhum no ISEP”. Para a constituição, que

A NOSSA TECNOLOGIA

acabou por acontecer em Junho de 2006, necessitavam de cinco

é fabricar edifícios no limite, tal como se faz com os automóveis. O

investigadores doutorados. No entanto, inicialmente, a equipa era

principal objectivo deste projecto visa a racionalização dos recursos,

composta por apenas dois doutorados, três engenheiros civis e um

pretendendo deste modo optimizá-los.

engenheiro mecânico. Uma candidatura aprovada por conselheiros exteriores ao ISEP representa o arranque do Grupo de Investigação e Consultadoria em Engenharia Civil.

.

E apesar da sua pequena dimensão, o Grupo de Investigação e Consultadoria em Engenharia Civil do ISEP tem muitos mais projectos que, para já, estão no segredo, não dos deuses, mas do grupo de

Neste gabinete não há uma política de investigação, apenas linhas

investigação. O estudo da engenharia de fachadas, através do

de estudo e o grande objectivo é, segundo os seus fundadores,

desempenho dos materiais aplicados; estudos e desenvolvimento

pautar pela diferença.

de novos sistemas; gestão da construção e planeamento de projectos

Uma das grandes apostas do GICEC é a área da técnica de revesti-

na indústria com recursos limitados ou reabilitação e reforço do

mento de fachadas. Neste momento, decorre um projecto em

património edificado são apenas algumas das áreas de investigação

parceria com a Mota Engil, liderado por Jorge Mendes, cujo intuito

dos engenheiros civis.

“A MINHA VIGA É MAIOR QUE A TUA”

são a mão-de-obra do GICEC”. E Rui Camposinhos acredita que este espírito gera oportunidades importantes para os futuros engenheiros. A prová-lo está a recente contratação de um estudante bolseiro

Um concurso de vigas inaugurou, há cerca de um mês, o laboratório

para o desenvolvimento do projecto Presstone.

de estruturas do GICEC, construído em parceria com o Departamento

Para além de um grupo de investigação, o GICEC é, tal como o

de Engenharia Civil (DEC). A nova estrutura vai servir, essencialmente,

próprio nome indica, um grupo de prestação de serviços para o

para dar apoio à docência, sem esquecer o apoio a programas de

exterior, nomeadamente empresas no ramo da construção civil. Rui

mestrado. O projecto, financiado conjuntamente pelo DEC e pelo

Camposinhos destaca, no ramo da consultadoria, um projecto em

GICEC, poderá vir a desempenhar um papel muito importante nos

curso desde 2007 que pressupõe o desenvolvimento de

ensaios do Presstone.

planeamento e projectos de recursos. O objectivo é orientar as

“A minha viga é maior do que a tua” é a designação do concurso

empresas a considerarem a melhor escolha, minimizando a duração

que marcou o arranque do laboratório. Aos alunos de Engenharia

e os custos dos projectos. Como? Por exemplo, se a construtora

Civil foi lançado o desafio de construir uma viga, o mais forte possível,

planear construir uma ponte, o GICEC presta apoio na análise da

e a melhor recebeu o prémio pelas mãos do Conselho Directivo.

melhor forma de combinar os recursos.

Apesar dos avanços registados no GICEC nos últimos meses, os

Este serviço, explica Rui Camposinhos, pode ser aplicado em dois

elementos do grupo, reconhecem que a análise em Engenharia

casos distintos: um só projecto, ou então encontrar a melhor forma

Civil ainda está a dar os primeiros passos. Trabalham essencialmente

de rentabilizar, por exemplo, dois projectos em simultâneo. Quem

a investigação interna e apoiam muitas vezes finalistas que têm de

sabe se, no futuro, não será possível a criação de uma empresa de

apresentar teses em seminários, o que os leva a confessar: “os alunos

consultadoria em Engenharia Civil, dentro do próprio ISEP.

.

BREVES

POTENCIAR O MERCADO IBÉRICO O início do ano de 2009 está marcado por uma forte projecção internacional do ISEP. Se nas Jornadas Luso-Brasileiras de Ensino e Tecnologia em Engenharia foi assinada um protocolo que possibilitará o reconhecimento dos nossos diplomados em Engenharia Civil pela Associação Brasileira de Engenheiros Civis, o mês de Fevereiro serviu igualmente para o estreitar de relações ibéricas.

tecnologia a nível mundial, distinguiu o ISEP

equipa liderada por António Castro pretende

entre centenas de candidatos. Dos 12 pre-

“emprestar” ferramentas e práticas comuns

miados, somos a única instituição não per-

no campo da Engenharia à Medicina.

tencente ao continente norte-americano.

desenvolvimento do ensino da Medicina.

da Engenharia, "Vertical axis wind turbine for

Para tal, adapta-a as evoluções das novas

micro-energy generation: spinning students

tecnologias de comunicação e informação,

minds" já se encontra incluído no portal IEEE-

recorrendo às inúmeras potencialidades das

-RWEP (www.realworldengineering.org) e

ferramentas multimédia e do software open

vai agora ser divulgado mundialmente entre

source, com o objectivo de melhorar a

instituições de ensino superior. Este projecto

partilha de competências e conhecimentos

visa uma integração activa dos novos alunos,

entre os profissionais da área.

através de intervenções de aprendizagem prática e em ambiente competitivo. A componente hands-on promove um maior interesse e adesão dos estudantes de

no ISEP tem vindo a ganhar um crescente

Engenharia, reflectindo-se posteriormente

reconhecimento. Fruto disso, a Universidad

no seu sucesso escolar.

recentemente com o intuito de aprofundar os acordos de cooperação. A presença no Porto de dirigentes da Escuela de Ingenierías Industriales visou a discussão de um possível alargamento da parceria existente. Entre os assuntos que estiveram em cima da mesa, abordou-se a criação de formações com

O projecto agora distinguido foi desenvolvido com o apoio do Laboratório de Sistemas Autónomos (LSA) e espera-se que venha futuramente a ser operacionalizado no acolhimento académico. O ISEP continua empenhado em liderar as novas abordagens do ensino da Engenharia.

dupla titulação. Estes cursos permitiriam aos

ISEP ENTRE OS VENCEDORES DO PRÉMIO BES INOVAÇÃO

que recorre à tecnologia patenteada

O reforço da internacionalização é uma

“towpreg” para a produção de postes de iluminação pública, de transporte de energia

GILT CRIA PROJECTO PARA O ENSINO DA MEDICINA NO SÉC. XXI

eléctrica ou de torres de energia eólica, usando materiais compósitos. A mais-valia consiste na criação de produtos mais leves, resistentes, seguros e rentáveis. A utilização

abrigo dos protocolos que o ISEP mantém

ISEP DISTINGUIDO PELO IEEE

divulgação em terras austrais.

“Polight” é o nome do projecto vencedor,

Electrotecnia e Mecânica.

superior.

Rede Universitária do Chile para a sua

BES.

principais áreas visadas no encontro foram

com outras instituições europeias de ensino

que decorreu no México, e o convite da

IV edição do Concurso Nacional de Inovação

pedido da Universidad de Extremadura, as

usufruem de períodos de mobilidade ao

Americana de Objectos de Aprendizagem,

prémio na categoria “Processo Industrial” da

reconhecidos por ambas as instituições. A

mente, dezenas de estudantes e docentes

reconhecimento na Conferência Latino

pelo projecto que arrecadou o principal

ou em Badajoz, verem os seus diplomas

dade com cerca de 70 parceiros. Anual-

MEDUCA e o MELOR já valeram ao GILT o

João Francisco Silva, é um dos responsáveis

tuado um período de mobilidade no Porto

mente, o ISEP dispõe de acordos de mobili-

Completamente inovadores na área, o

O docente do Departamento de Mecânica,

licenciados ou mestres, que tivessem efec-

grande aposta a médio prazo. Presente-

Estes projectos visam contribuir para o

Enquadrado nos novos desafios do ensino

A qualidade da formação superior oferecida

de Extremadura (Espanha) visitou-nos

.

de materiais reciclados garante também O grupo de investigação e desenvolvimento

uma maior sustentabilidade do produto,

do ISEP Graphics, Interaction and Learning

que é amigo do ambiente.

Technologies (GILT) vai apresentar breve-

A ideia para este projecto surgiu de José

mente à comunidade médica os projectos MEDUCA (Medical Education) e MELOR (Medical Learning Objects Repository).

Carlos Ferreira – antigo aluno do ISEP – e é actualmente desenvolvida por investigado-

.

res do ISEP/INEGI, da Universidade do Minho

Através da criação de uma plataforma de e-

e da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Entretanto, este conceito

Betina Neves e Pedro Guedes são os co-

learning e b-learning, bem como de um

autores do trabalho vencedor do IEEE Real

repositório on-line para conteúdos de medi-

originou já a empresa Ownersmark, S.A.. .

World Engineering Projects (IEEE-RWEP). O

cina (artigos científicos, apresentações, simu-

Premiado com um montante de 60 mil

concurso internacional, promovido por uma

lações, fotos, vídeos, teses, casos clínicos e

euros, o “Polight” tinha já sido um dos

das principais associações de engenharia e

objectos de aprendizagem, entre outros), a

finalistas do Prémio START em 2008.

.

BREVES

É neste sentido que o ISEP aposta na Casa

GANHAMOS A CONFIANÇA DA AGÊNCIA ESPACIAL EUROPEIA

Inteligente. Um projecto ambicioso e multidisciplinar que prevê dar resposta a diversos desafios das habitações modernas.

Ainda está em fase de arranque, mas já dispomos no nosso campus de um espaço que une conhecimentos na superação do conceito “casa”. Mais do que um espaço

O Laboratório de Cartografia e Geologia

onde se habita, pretendemos criar espaços

Aplicada (LABCARGA) está a desenvolver um projecto de investigação europeu apoiado pela European Space Agency (ESA). HydroSPOT (Morphotectonic, hydrogeomor-

auto-suficientes, que trabalham para quem

CINT-E ESTABELECE PARCERIA COM O ISEP

os habita. Este projecto de investigação é partilhado pelas áreas de Engenharia Mecânica e de Engenharia Civil.

phologic and hydrogeological mapping of Northwestern Portugal using SPOT images:

O ISEP e a empresa CINT-E, que se dedica à

a contribution to the implementation of

certificação, consultadoria e auditorias ener-

good practices on territory planning and

géticas em edifícios e na Indústria, firmaram

management of groundwater resources) é

um acordo de cooperação. Optimizar recur-

o nome do projecto multidisciplinar que

sos e cruzar saberes entre uma empresa e

envolve técnicas avançadas de detecção

uma instituição académica para a prestação

remota, fotogeologia e cartografia apli-

de serviços é o objectivo. A parceria arrancará

cada/SIG para o desenvolvimento de meto-

com a duração de um ano, podendo ser

dologias aplicadas à gestão sustentável

posteriormente alargada.

territorial dos recursos hídricos subterrâneos do noroeste de Portugal e sul da Galiza (Espanha).

A parceria entre o ISEP e a CINT-E possibilita oferecer anualmente um número significativo de estágios profissionais remunerados

O projecto encontra-se no seu estádio inicial.

aos nossos alunos. Nove alunos estão já a

Neste primeiro momento, pretende realizar

usufruir dos mesmos na área de certificação

uma cartografia aplicada à gestão de recur-

dos edifícios. Esta parceria pretende ainda

sos hídricos subterrâneos, a diferentes

potenciar a infra-estrutura técnica e cientifica

escalas, com recurso à combinação e mani-

disponível no ISEP para a prestação de servi-

pulação de imagens aéreas com enfoque

ços, no âmbito da certificação dos edifícios,

para a morfotectónica, a hidrogeomorfologia

e em particular na certificação energética.

e a hidrogeologia.

Os responsáveis esperam também que sirva

Estão previstas campanhas de terreno em sectores-chave do noroeste peninsular, para

para o patrocínio anual de um ou mais eventos de carácter técnico-científico.

.

efectuar estudos de pormenor de cartografia

Apesar do projecto ainda só ter um mês de

e geo-posicionamento de potenciais

vida, da parte dos intervenientes existe um

estruturas hidrogeo-morfológicas e

grande entusiasmo. Tanto o ISEP como a

inventário hidrogeológico, através de GPS

CINT-E acreditam no sucesso da parceira.

de alta resolução.

Este é mais um exemplo das sinergias que

O projecto HydroSPOT está a ser desenvol-

o ISEP acarinha com as empresas.

.

Aplicada do ISEP em parceria com os grupos de investigação em Geomorfologia Aplicada

A primeira aposta incidiu nas energias alternativas. Com isso, não só cumprimos com a estratégia nacional de produção energética a partir de fontes alternativas, como estamos a explorar riquezas naturais do país. Incidimos ainda o espírito de inovação nos nossos alunos. Sabemos que são eles os futuros profissionais e por isso são eles que testam e falham e voltam a testar soluções. São eles que aprendem a saber fazer e se superam. O ISEP continua na linha da frente, na procura de soluções e na antecipação de respostas. Acreditamos que a Casa Inteligente exportará, a seu tempo, várias tecnologias para as residências portuguesas. É a pensar numa maior qualidade de vida que investimos neste projecto. Afinal de contas, é no lar que todos procuramos conforto.

.

CISTER NO ARRANQUE DO PROJECTO EUROPEU EMMON O Centro de Investigação em Sistemas Confiáveis e de Tempo-Real (CISTER) apadrinhou o primeiro programa estratégico de inovação da Comissão Europeia a funcionar no modelo de parceira público/privado.

vido por investigadores e doutorandos do Laboratório de Cartografia e Geologia

.

ISEP APOSTA EM CASA INTELIGENTE

A integração no consórcio que vai desenvolver o projecto EMMON (”EMbedded MONitoring”) reafirma a posição do CISTER enquanto líder na área das redes de sensores

dos Departamentos de Geografia da

sem fios (Wireless Sensor Networks). O

Universidade do Porto (Laboratório de

Sustentabilidade ambiental, eficiência ener-

Geografia Física - LGF) e da Universidade de

gética, energias alternativas, domótica, são

Santiago de Compostela (Grupo de

termos com os quais as sociedades de inícios

melhorem a qualidade de vida urbana.

Investigacións Xeomorfolóxicas e Ambien-

do séc. XXI estão familiarizadas. A constante

Eduardo Tovar, Björn Andersson, Shashi

tais). No LABCARGA, este projecto está a ser

evolução tecnológica empresta cada vez

Prabh e Mário Alves – investigadores do

orientado por Hélder Chaminé.

mais ferramentas ao serviço da humanidade.

CISTER – estiveram presentes no lançamento

objectivo é desenvolver sistemas que .

BREVES

do projecto, que decorreu a 25 de Março de

O Museu do ISEP detém um dos mais ricos

até completar a sua impressão. Passados

2009, em Coimbra. Focado na área das

espólios de instrumentação científica a nível

poucos minutos, a peça está pronta.

Tecnologias da Informação e Comunicação,

nacional. Situado no nosso campus, ajuda

o EMMON procura um avanço maciço do

a contar a evolução do ensino da Engenharia

A mais-valia reside na capacidade de execu-

estado da arte das redes sensoriais sem fios,

em Portugal ao longo dos últimos 150 anos.

para desenvolver um protótipo funcional

A partir de 2009, somos igualmente mem-

análise, manuseamento e estudo de even-

de monitorização em tempo real de cenários

bros da maior rede internacional de promo-

tuais modificações, bem como de questões

naturais. Pretende criar novas tecnologias

ção da museologia.

associadas à montagem de peças em

que possibilitem a monitorização da envol-

Esta notícia vem reconhecer todo o trabalho

conjuntos.

de renovação e difusão que tem sido

O CIDEM continua a centrar boa parte da

desenvolvido pela equipa do Museu do ISEP

sua actividade na consultadoria e nas parce-

ao longo dos últimos tempos.

rias de investigação com privados, recebe

vência física, a sua correcta interpre-tação, simulação de modelos e antevisão de respostas. Os avanços possibilitarão melhorar

.

tar em apenas algumas horas um modelo físico da peça (protótipo) que permite a sua

mecanismos de combate a incêndios ou

assim um equipamento que reduz drastica-

inundações, maximizar a eficiência energé-

mente tempos de resposta. Relembramos

tica, promover políticas de redução da

que a unidade de investigação foi recente-

poluição, etc. Num contexto de alterações

mente avaliada com “Muito Bom” pela Fun-

climáticas, pretende-se que as tecnologias

dação para a Ciência e a Tecnologia.

.

desenvolvidas contribuam para a elevação da qualidade de vida das populações e que sejam futuramente adaptadas a qualquer cidade mundial. Este projecto é desenvolvido por um consórcio, que integra oito parceiros europeus liderados pela Critical Software, onde se destacam nomes como o ISEP ou o Trinity College Dublin. Foi lançado no âmbito da iniciativa ARTEMIS – 7º Programa Quadro

CIDEM APOSTA NA OPTIMIZAÇÃO DOS TEMPOS DE RESPOSTA

PEDRO RIBEIRO E RODOLFO MARTINS SOBRESSAEM NO IDEIAS LUMINOSAS A EDP Distribuição e a Universidade de Coimbra anunciaram recentemente os resultados do concurso Ideias Luminosas 08.

de Investigação da Comissão Europeia –,

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cujo orçamento atinge 2.5 mil milhões de

Já foi estrela num episódio da série de

Pedro Ribeiro e Rodolfo Martins, mestrandos

euros para os próximos 10 anos.

televisão CSI, assume um potencial multi-

em Engenharia Electrotécnica e de Compu-

disciplinar e é provavelmente o maior desejo

tadores, estiveram entre os vencedores do

.

O ISEP dá o seu contributo para o desafio tecnológico, uma aposta vital da União Europeu para garantir a competitividade global.

de todos os arquitectos quando têm que construir maquetes. O Centro de Investigação e Desenvolvimento em Engenharia Mecânica (CIDEM) adquiriu recentemente um sistema de prototipagem rápida

MUSEU DO ISEP ENTRA PARA O ICOM

Z310Plus. Este novo equipamento da ZPRINTER Corporation reduz a construção de protótipos de dias para algumas horas e deverá contribuir para optimizar os tempos

O Museu do Instituto Superior de Engenharia

de resposta da nossa unidade.

do Porto é, desde Março de 2009, membro

A Z310Plus é, essencialmente, uma impre-

institucional do International Council of

ssora que permite criar modelos tridimen-

Museums (ICOM).

sionais a partir de peças desenhada em

No ano em que celebra o seu 10º aniversário, o nosso Museu viu o seu trabalho de preservação e promoção da ciência e da cultura

formato digital. O processo começa com o software da impressora a importar ficheiros de desenho 3D CAD (ou Solid Works). Este

dia, graças ao seu projecto “ENERGeye”. Os nossos alunos apresentaram um conjunto de três produtos que pretendem dar uma resposta à problemática dos consumos de “stand by” dos equipamentos audiovisuais e informáticos. Distinguidos com uma menção honrosa, que contempla um prémio de cinco mil euros, assumem que a principal vantagem reside ainda assim na maior exposição do projecto. Actualmente na EVOLEO Technologies, os engenheiros electrotécnicos viram o júri confirmar que o “ENERGeye” tem tudo para ser uma óptima aposta de mercado. O concurso Ideias Luminosas foi lançado

é convertido em fatias, cuja espessura está

pela primeira vez em Maio de 2007, desti-

compreendida entre 0,09 e 0,2 milímetros.

nando-se a alunos finalistas inscritos em

O modelo é então criado pela impressora

instituições de ensino superior portuguesas.

Comissão Nacional beneficia-nos com uma

depositando uma camada de um polímero

É promovido no âmbito do Plano de

maior exposição e envolve-nos em progra-

que, ao ser impresso, provoca a agregação

Promoção para a Eficiência no Consumo de

mas que visam um melhor conhecimento

de uma secção da peça. Este processo

Energia Eléctrica e financiado pela Entidade

e utilização dos museus.

repete-se para todas as camadas da peça

Reguladora dos Serviços Energéticos.

reconhecidos pelo ICOM, que o integrou na sua secção portuguesa. A participação na

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.

BREVES

Os robôs humanóides NAO são capazes de

GECAD CONSEGUE PREVER SAÚDE FINANCEIRA DAS EMPRESAS

dançar, falar (inglês e francês), reconhecer rostos e interagir com os seus programadores. Servem ainda de plataforma para a liga mundial da Robocup Federation, iniciativa de investigação científica interna-cional que tem em vista o desenvolvimento de tecnologias e o avanço das áreas associadas

E se fosse possível analisar a saúde financeira

à robótica. A partir de 4 de Março último,

das empresas e calcular a possibilidade de falência? Os empresários nacionais saberiam inverter o curso negativo ou cancelar investimentos infrutíferos?

três destes robôs passaram a integrar a

TOMADA DE POSSE DA AEISEP

equipa do ISEP. A apresentação pública foi levada a cabo pela empresa Aldebaran Robotics, um dos principais fabricantes europeus, e cabe agora ao LSA dotar os três

O nosso Centro de Investigação em Engenharia do Conhecimento e Apoio à

A nova Associação de Estudantes do ISEP

futuros craques das capacidades de

Decisão (GECAD) criou um instrumento que

(AEISEP) tomou posse no passado dia 12 de

percepção, controlo e coordenação,

vê o futuro para ajudar a melhorar o

Janeiro. Presidida por Thiago Oliveira, a nova

adequadas aos desafios da liga mundial de

presente. IFRA ou Improving Financial Risk

equipa comprometeu-se a defender a ima-

futebol robótico.

Analysis é o nome do novo sistema

gem de um ISEP forte.

O LSA é igualmente responsável por

Projectar a visibilidade do Instituto e a quali-

projectos como o ROAZ (robô de busca e

desenvolvido no ISEP que recorre a indicadores para avaliar os riscos de insolvência de uma empresa.

dade dos nossos graduados no exterior e defender a exigência pedagógica são dois

Segundo o investigador Armando Vieira,

dos principais objectivos para o novo

“são usados algoritmos que tentam aprender

mandato. Thiago Oliveira pretende ainda

em que situação uma empresa está bem ou

apoiar iniciativas que garantam a boa quali-

corre riscos, para desenvolver o sistema e

dade de vida no campus, designadamente

reduzir significantemente o risco de tomada

ao nível do desporto escolar e dos eventos

de decisão comparativamente a técnicas

culturais.

estatísticas convencionais”. A taxa de sucesso

salvamento marítimo) ou o FALCOS (aeronave de detecção de focos de incêndio florestal).

POLIEMPREENDE, UMA PLATAFORMA DO EMPREENDEDORISMO

deste sistema é de 94%, aproximando-se do Inserida no âmbito do 6º concurso

máximo espectável.

Poliempreende, cujo objectivo é fomentar

Já está disponível na página do GECAD, em

o ecossistema empreendedor junto do

www.gecad.isep.ipp.pt/aires, o simulador

universo Politécnico, o ISEP organizou

que permite, de forma gratuita, conhecer-

recentemente a Oficina E. Esta acção de

se a saúde financeira de uma empresa.

formação juntou alunos e recém-

Pronto a ser usados como uma ferramenta

diplomados para discutir ideias de negócio.

de trabalho, o simulador recorre a cinco indicadores-chave: resultados operacionais,

A sessão começou com a avaliação de

liquidez geral, dívida financeira sobre o

planos de negócios, com vista a alavancar

capital próprio, número de empregados e capacidade de auto-financiamento. Além das simulações em tempo-real, o IFRA permite ainda a previsão dos impactos que uma

TRÊS REFORÇOS PARA A EQUIPA DE FUTEBOL ROBÓTICO DO ISEP

novas empresas de cariz inovador com potencial de crescimento credível. Através de uma orientação prática, a Oficina E incidiu em questões como a creatividade e iniciativa; a gestão da incerteza e do risco para tomada

decisão poderá ter nas finanças da empresas

de decisões; técnicas de comunicação,

e a comparação com outras empresas.

O Laboratório de Sistemas Autónomos (LSA)

Este projecto, que pode igualmente ser

recebeu três novos elementos para a sua

adaptado ao crédito pessoal, visa sobretudo

equipa de futebol robótico. Os robôs

oportunidades; e a inovação competitiva.

ajudar empresários, fornecedores e a banca

humanóides NAO vêem de França e

A pensar no mercado e a pensar nas

a medir a saúde das próprias empresas ou

constituem as plataformas com que se irá

empresas, apoiamos o empreendedorismo

daquelas com que negoceiam. Como

disputar a liga mundial da Robocup

nos nossos alunos. São as suas ideias de

sempre, o GECAD continua a quebrar

Federation. A nossa unidade de investigação

sucesso que vão abrir novos nichos de

barreiras ao serviço dos decisores e gestores

desenvolverá agora o software com que

mercado. É o seu espírito dinâmico que

portugueses.

pretende alcançar o título.

sustentará melhores organizações no futuro.

negociação e persuasão; a detecção de

PROVAS DE DOUTORAMENTO

APOIO À DEPURAÇÃO E TESTE DE CIRCUITOS MISTOS COMPATÍVEIS COM A NORMA IEEE 1149.4 NOME: Carlos Felgueiras ÁREA CIENTÍFICA: Eng. Electrotécnica e de Computadores ORIENTADORES: José Manuel Martins Ferreira (FEUP) e Gustavo Ribeiro da Costa Alves (ISEP) LOCAL: Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto

tibilidade com os meios entretanto desenvolvidos para a parte

DATA DA PROVA: Fevereiro 2009

digital, nomeadamente ao nível dos pinos de interface. Neste contexto, a infra-estrutura IEEE1149.4 aparece como mecanismo

Os circuitos mistos tiveram uma expansão considerável recente-

especialmente privilegiado, uma vez que se trata da extensão da

mente, devido ao constante aumento do número de componentes

anteriormente referida para a área dos circuitos analógicos e mistos.

presentes em cada circuito integrado e à disponibilidade de ferramentas computadorizadas de apoio ao projecto. Os circuitos passam a integrar todos os blocos necessário para realizar uma determinada função e que frequentemente incluem microprocessadores, memória, conversores A/D e D/A, etc., constituindo circuitos mistos de elevada complexidade. Estes elevados níveis de integração colocam dificuldades acrescidas às operações de depuração, que têm lugar durante a fase de validação do protótipo, e que se realizam através de equipamentos baseados no acesso físico aos nós do circuito. As dificuldades são menores nos circuitos digitais para os quais foi desenvolvido, e rapidamente adoptado, o mecanismo normalizado de acesso para o teste definido na norma IEEE1149.1 tendo sido posteriormente sido reutilizado para apoiar a directamente depuração ou para endereçar instrumentos embutidos.

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O trabalho desenvolvido propõe a reutilização da infra-estrutura IEEE1149.4 para apoiar a depuração em circuitos mistos, através da respectiva extensão para permitir operações de Controlo, Observação e Verificação (COV) e da inclusão de um Detector de Condição Mista (DCM) que é necessário para operações mais complexas. O estudo da referida infra-estrutura conduziu a um ABM genérico que satisfaz os requisitos de COV nos pinos e nós internos, analógicos e digitais. Foram também propostos (i) um procedimento de verificação da integridade, (ii) um processo de análise e correcção de erros durante as medidas paramétricas e (iii) o BIMBO, um circuito que permite observar analogicamente até quatro sinais, através dos pinos da interface normalizada Test Access Port (TAP). Para as operações compostas de depuração paragem/monitorização por condição e análise em tempo real foi proposto o DCM, que reutiliza a infraestrutura IEEE1149.4. O desenvolvimento deste bloco e a análise do

Para os circuitos analógicos e mistos, para além da necessidade de

overhead que lhe está associado, bem como a respectiva validação,

um mecanismo semelhante, acresce ainda a dificuldade de compa-

foram igualmente realizados.

TRIBOLOGICAL PROPERTIES OF CVD DIAMOND COATED CERAMIC SURFACES

de diamante, designadamente diamante micro-cristalino (MCD) e nano-cristalino (NCD), na ausência de lubrificação e deslizamento em água destilada. Estes ambientes de deslizamento pretenderam aferir as potencialidades tribológicas destes tribosistemas para aplicações na indústria de fluídos, corte por apara e em aplicações biotribológicas: instrumentos cirúrgicos, próteses articulares totais (artroplastia), etc.

NOME: Cristiano Abreu ÁREA CIENTÍFICA: Tribologia ORIENTADORES: José M. R. Gomes (Universidade do Minho) e Rui R. Ferreira e Silva (Universidade de Aveiro) LOCAL: Universidade do Minho DATA DA PROVA: Fevereiro de 2009

Tese por artigos contendo 8 artigos publicados em revistas internacionais da especialidade. Foram ainda publicados artigos de assuntos conexos em revistas internacionais e nacionais. Os resultados foram ainda apresentados através de comunicações orais em conferências internacionais da especialidade, destacando-se a participação no Congresso Mundial de Desgaste (WOM 2005), no Multiscale and Functionally Graded Materials Conference (M&FGM 2006) e nos

Estudo das propriedades de desgaste e atrito de revestimentos

Congressos Ibéricos de Tribologia (IBERTRIB 2005 e IBERTRIB 2007).

ultra-duros de diamante depositados pela técnica de deposição

Os trabalhos de doutoramento foram enquadrados nos projectos

química em fase de vapor (CVD), sobre revestimentos cerâmicos de

BIODIAM e NANODIAM, ambos financiados pela Fundação para a

nitreto de silício. Foram caracterizados dois tipos de revestimentos

Ciência e a Tecnologia.

PROVAS DE DOUTORAMENTO

O MODELO X-TEC (TECHNO-DIDACTICAL EXTENSION FOR INSTRUCTION/LEARNING BASED ON COMPUTER) NOME: Paula Escudeiro ÁREA CIENTÍFICA: Informática ORIENTADORES: José Manuel Emiliano Bidarra de Almeida (Universidade Aberta) LOCAL: Universidade Aberta DATA DA PROVA: Fevereiro 2009

O X-TEC é um modelo de desenvolvimento de software educativo que visa contemplar a integração dos aspectos computacionais e dos aspectos educacionais numa visão baseada em objectos e orientada para o resultado.

O modelo X-TEC foi criado com o objectivo de facilitar o desenvol-

Desenvolvido com base nas metodologias de análise e desenho de

vimento de software educativo de qualidade, por todos os que

software educativo e com uma forte preocupação ao nível da

pretendam apoiar o ensino/aprendizagem nas novas tecnologias,

engenharia de software – de forma a garantir produtos finais de

sem que para isso tenham que ser, necessariamente, especialistas

qualidade a custos controlados – o X-TEC possibilita que um tecnó-

em informática.

logo educativo não especialista em informática, tenha um papel

É muito importante que o software educativo seja inspirado pela criatividade dos educadores. O modelo X-TEC potencia uma nova

preponderante em todo o ciclo de desenvolvimento contribuindo de forma decisiva para a qualidade pedagógica do produto.

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visão das coisas que tende a reduzir, ou até a eliminar, as condições,

A arquitectura do modelo X-TEC baseia-se em duas sub-extensões

as regras e as limitações indevidamente estabelecidas pelos compu-

interligadas: Espaço ensino (desenvolvimento técnico) e Ambiente

tadores e/ou pelos especialistas em informática.

de aprendizagem (concepção pedagógica).

PROTOCOLOS DE NÍVEL INTERMÉDIO PARA CONFERIR QUALIDADE DE SERVIÇO A INFRA-ESTRUTURAS DE COMUNICAÇÃO BASEADAS EM PROTOCOLOS MESTRE/ESCRAVO NOME: Filipe Pacheco ÁREA CIENTÍFICA: Engenharia Electrotécnica e de Computadores

média e funcionalidades de rede sem fios/mobilidade. Os serviços

ORIENTADOR: Eduardo Tovar (ISEP)

multimédia operam sobre a pilha de protocolos TCP/IP, que incide

LOCAL: Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto DATA DA PROVA: Fevereiro 2009

nos protocolos de nível baixo da rede de comunicação industrial. A utilização convergente de um meio de comunicação pelos novos serviços e pelo tráfico “tradicional” levou à criação de mecanismos de controlo de admissão e escalonamento de tráfego, que intro-

As redes de comunicação industrial evoluiram nas últimas décadas.

duzam classes de tráfico distintas, permitindo que o tráfego de

Os requisitos de qualidade de serviço (QoS) das aplicações industriais

controlo tempo-real não seja afectado pelo tráfico multimédia.

de controlo e monitorização levaram a que muitas soluções se

A abordagem REMPLI baseou-se num protocolo de comunicação

baseassem no paradigma mestre/escravo, segundo o qual, as estações mestre controlam o acesso ao meio de comunicação e das estações escravo. Esta tese foi desenvolvida em sinergia com os projectos europeus RFieldbus e REMPLI.

de dados pela rede de energia eléctrica, complementado com funcionalidades adequadas ao suporte de redes de grande dimensão – no número de estações de rede e da distribuição geográfica – e novos serviços de gestão da distribuição energética. Estas inovações

Na abordagem RFieldbus, uma rede de comunicação industrial base

reequacionaram os diversos níveis da pilha protocolar, numa

foi incrementada com mecanismos que suportam serviços multi-

perspectiva holística e respeitando os requisitos de QoS.

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ISEP.BI 07