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Emater

EM EM AÇÃO AÇÃO

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Agosto 2008

INFORMATIVO DA EMPRESA DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA E EXTENSÃO RURAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS REGIONAL DE MURIAÉ - PÓLO ZONA DA MATA

JUVENTUDE RURAL CONSTRUINDO UMA NOVA MINAS NO CAMPO 1º Encontro da Juventude Rural em Muriaé entrega 85 certificados de capacitação

Jovens e extensionistas da Emater-MG reunidos no encontro presencial que aconteceu em Leopoldina

Emater supera metas A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater–MG) encerrou o primeiro semestre do ano com desempenho nos principais programas e projetos acima da meta

O presidente da Emater–MG, José Silva, destacou que, além de ampliar o atendimento aos produtores rurais em Minas Gerais, a Empresa obteve economia média de 17% nos gastos, em relação ao orçamento previsto. Pág.03

A Regional da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), em Muriaé, capacitou no primeiro semestre deste ano, 85 jovens participantes do Projeto Transformar - “Uma nova Minas com a Juventude Rural”. O programa, que está de acordo com uma das diretrizes da Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Pnater) visa qualificar os jovens rurais, inserindo-os em uma atividade que gere renda. Na região, alguns jovens estão surpreendendo pela conscientização ambiental e empreendedorismo. Os resultados do Transformar apresentados no 1° Encontro da Juventude Rural, realizado no mês de julho, em Muriaé, confirmou o sucesso do Programa. O encontro também foi uma oportunidade para reunir os jovens e os pais, além dos extensionistas da Emater-MG, que foram os monitores dos cursos.

CRESCE A PRODUÇÃO DE LEITE CAPRIL EM PATROCÍNIO DE MURIAÉ E LEOPOLDINA Pág.06

FERVEDOURO: EXEMPLO DE AGROECOLOGIA NA REGIÃO Pág.06

PROJETO HORTA URBANA É INSERIDO NA PENITENCIÁRIA DE MURIAÉ

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Jornal Informativo da Regional de Muriaé Governador do Estado de Minas Gerais: Aécio Neves da Cunha Secretário de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento: Gilman Viana Rodrigues EMATER - MG Presidente: José Siva Soares Diretor Administrativo e Financeiro: Roberval Juarês de Andrade Diretor de Promoção e Articulação Institucional: Fernando José Aguiar Mendes Diretor Técnico: José Ricardo Ramos Roseno Gerente da Assessoria de Comunicação: Giordanna Meirelles Gerente da Regional de Muriaé: Paulo Alexandre Carvalho Edição: Giordanna Meirelles Estagiária: Jancilaine Morgado Revisão: Lizate Dias / Ruth Navarro Projeto Gráfico: Cezar Hemétrio / Lais Dias Diagramação: Helen Mary F. A. Dias Fotografias: Arquivo Emater - MG Impressão: Murigráfica Tiragem: 1.000 mil Emater - MG Regional de Muriaé Rua: João Crisóstomo, n° 77 Bairro: Centro - Muriaé - MG CEP: 36.880-000. (35) 3551- 5671

Editorial JOVENS RURAIS - UMA NOVA MINAS NO CAMPO A cada dia que passa há mais pessoas consumindo alimentos do que agricultores produzindo no campo. Estudos mostram que em 1.960 cada agricultor no Brasil produzia para 12 pessoas. Hoje um agricultor produz para mais de 30 pessoas. Em outros países, esta relação é ainda mais acentuada. Mesmo com os avanços da tecnologia, nos últimos 10 anos, houve um aumento de 24% na área plantada com grãos. Outro desafio é produzir de forma sustentável, ou seja, sem degradar o meio ambiente, com menor custo e mais qualidade e segurança. Para acompanhar as transformações mundiais e garantir prosperidade no campo, a Emater–MG criou o Projeto Transformar, que busca formar uma nova juventude rural. Não queremos perpetuar políticas equivocadas, que pretendem fixar o jovem no campo. Fixam-se postes, alicerces de construções. Já as pessoas, os cidadãos, devem ser livres, e isso inclui a escolha de ficarem ou não no campo. Mas, para decidirem ficar no campo, é preciso educação, lazer, comunicação, boas vias de acesso e saúde. Se prestarmos atenção às políticas públicas das últimas décadas, vamos ver que quase tudo é direcionado ao meio urbano. Conjunto habitacional – na cidade, luz elétrica – na cidade, quadra de esportes – na cidade e

José Silva - presidente da Emater - MG assim vai. Com isso, é mais atrativo uma nova classe rural, mais para os jovens irem para as cidades. consciente, com mais oportunidade No entanto a realidade das e mais empreendedora. cidades não é tão promissora assim O Projeto Transformar utiliza para os jovens. Drogas, violência e um sistema de alternância, no qual falta de escola e emprego são alguns parte da carga horária é teórica e a dos problemas atuais enfrentados outra, prática no campo, junto com pela juventude. Conforme pesquisa os agricultores e extensionistas do Ibase e do Instituto Pólis, a rurais. E, no final do curso, primeira preocupação da juventude constroem um projeto econômico, é uma educação com qualificação aliado às principais cadeias para arrumar trabalho. "Uma Escola produtivas, com condição inclusive que caiba na vida", mais integrada de se acessarem políticas públicas, com a realidade das comunidades e como financiamento pelo Pronaf. E, capaz de preparar os jovens para o assim, há a convicção de que mercado. E é assim que a extensão teremos não novos produtores rural, que é uma educação não- rurais, mas novos empreendedores formal, cuja sala de aula são os rurais. campos, as lavouras, busca formar José Silva Soares Presidente

Mensagem do Gerente A economia rural tem papel preponderante na geração de riquezas e na estabilidade social. Particularmente na Zona da Mata, onde mais de 90% das propriedades rurais têm menos do que 100 hectares, esta atividade se reveste de importância significativa na ocupação de mão-de-obra e na produção de alimentos. Nossa região está estrategicamente bem localizada no território nacional, eqüidistante de três capitais como Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Vitória. É cortada por rodovias federais e estaduais, o que facilita o transporte e a comunicação entre os municípios. Por ser uma região de relevo que varia do ondulado ao montanhoso e com algumas várzeas, tem uma rica rede hídrica com inúmeras nascentes e um remanescente considerável da Mata Atlântica. Além disso, aqui estão instaladas diversas universidades e faculdades e vários centros de pesquisa.

Inserida nesta realidade e consciente do seu papel educador, a Extensão Rural, por meio da Emater–MG, se mostra ativa perante a sociedade, atuando na capacitação de jovens rurais, no fortalecimento do associativismo e da gestão social, na produção racional de alimentos e na melhoria da qualidade desses produtos, no desenvolvimento do turismo rural e da educação ambiental, na dinamização da agroindústria caseira e do artesanato, enfim, no desenvolvimento sustentável e na promoção da melhoria da qualidade de vida das famílias rurais, tornando nossa região um lugar melhor para se viver. Neste informativo, apresentamos um pouco do trabalho que vem sendo realizado e os resultados alcançados. Boa leitura.

Paulo Alexandre Carvalho Gerente Regional da Emater–MG em Muriaé

ENTRE ASPAS Caros leitores, sua opinião é muito importante para nós. Aguardamos sugestões. Para falar com a Assessoria de Comunicação da Emater-MG, basta ligar para (31) 3349-8096 ou (31) 3349-8197. O e-mail ascomger@emater.mg.gov.br também está à sua disposição.

Giordanna Meirelles Gerente da Assessoria de Comunicação da Emater-MG

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EMATER–MG: SUPERAÇÃO DE METAS NO PRIMEIRO SEMESTRE MIRIAM FERNANDES A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater–MG) encerrou o primeiro semestre do ano com desempenho nos principais programas e projetos acima da meta. Em termos quantitativos, os destaques foram o atendimento a associações e cooperativas e as ações de preservação do meio ambiente. Nos primeiros seis meses de 2008, o número de organizações rurais atendidas foi 63,8% superior ao previsto para o período, enquanto que o de agricultores orientados em práticas ambientais ficou 16,23% acima do planejado. No total, a Emater–MG atendeu 222 mil agricultores no período.

O presidente da Emater–MG, José Silva, destacou que, além de ampliar o atendimento aos produtores rurais em Minas Gerais, a Empresa obteve economia média de 17% nos gastos, no primeiro semestre do ano, em relação ao orçamento previsto, com o uso de modernas ferramentas de gestão. "Estamos conseguindo atender com mais qualidade e com melhor utilização dos recursos públicos", completou José Silva. Programas Estruturadores O Minas Sem Fome, projeto estruturador do Governo do Estado, executado por meio da Emater–MG, atendeu, de janeiro a junho, 11.354 produtores rurais, em 734 cursos de segurança alimentar realizados.

Outra área de destaque em 2008 é o Programa de Melhoria da Qualidade do Leite, que, até junho, já atingiu a marca de 975 famílias beneficiadas com a entrega de 45 tanques de coleta e resfriamento de leite. Esses equipamentos atendem grupos de pequenos produtores organizados em associações ou cooperativas, que, assim, podem manter por mais tempo o leite em condições adequadas ao consumo e obter maior renda com o produto. Há previsão de entrega de mais 21 tanques a partir outubro 2008. Ainda, na abrangência do Minas Sem Fome, está prevista, também a partir de outubro, a entrega de sementes para implantação de lavouras comunitárias, com benefícios para 62 mil agricultores.

Em outra vertente do projeto de formação de pomares, formação de pomares, serão distribuídas mudas de árvores frutíferas para 19 mil famílias a partir de novembro de 2008. O Minas Sem Fome tem o objetivo estratégico de garantir a segurança alimentar e nutricional, com redução da pobreza, resgate da cidadania e inclusão de pequenos agricultores e pecuaristas na cadeia produtiva. Os beneficiários são pessoas principalmente da área rural, em situação de vulnerabilidade social, organizadas por meio de entidades comunitárias, sem fins lucrativos e legalmente constituídas, com projetos de interesse coletivo.

Minas abre inscrições para Concurso de Qualidade dos Cafés TEREZINHA LEITE Cafeicultores mineiros têm até 10 setembro para se inscrever no V Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais, nos escritórios da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater–MG), onde as amostras devem ser entregues. A realização é do governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) e da Emater–MG, em parceria com a Universidade Federal de Lavras (Ufla). O Concurso, que tem entre seus objetivos incentivar a qualidade e agregar valor ao grão, atendendo a crescente demanda dos mercados consumidores, premia os melhores cafés do Estado, de acordo com características físicas e sensoriais. Podem-se inscrever produtores com amostras de café arábica da safra 2008, nas categorias: café natural e café cereja descascados e despolpados / desmucilados. Cada produtor pode concorrer com uma amostra de cada categoria. Segundo o gerente Regional da Emater–MG de Passos, Marcos Fabri Júnior, representante da comissão organizadora do Concurso, a edição 2008 tem uma preocupação adicional: chamar também a atenção para a produção de café em cada uma das quatro

concurso levará em conta características físicas, como: umidade, tamanho e cor, além de atributos de sabor e aroma, no que se refere à acidez, doçura e fragrância. Além dos realizadores, participam, como integrantes da Comissão Organizadora, órgãos como IMA, Epamig, Centros de Excelência do Café, Pólo de Excelência do Café e Escola Agrotécnica de Machado (EAF Machado). O regulamento completo do V Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas está disponível no Portal da Emater–MG (www.emater.mg.gov.br).

Minas, referência na qualidade do café regiões cafeeiras do Estado. “Além do café do Estado, queremos valorizar separadamente o café do Cerrado, da Chapada de Minas, das Matas de Minas e do Sul. Até o ano passado, tínhamos o encerramento do concurso em nível estadual. Nesse ano vamos fazer uma solenidade de encerramento em cada um das quatro regiões. É uma forma de reconhecer o valor do produto regionalmente”, argumenta.

Cafeicultores das 50 amostras classificadas de café, de cada uma das categorias, receberão Certificado de Participação no Concurso. Os cinco primeiros classificados receberão máquinas, equipamentos e insumos das empresas patrocinadoras. E os lotes finalistas serão ofertados a compradores nacionais e internacionais, em leilão de encerramento, no município de Lavras, previsto para acontecer até a primeira quinzena de dezembro. O

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Projeto Transformar, a união dos jovens pelo desenvolvimento sustentável no campo "Os obstáculos sempre existirão, mas, se houver ajuda, e acreditarmos, conseguiremos vencê-los". Essa foi a mensagem do jovem Thiago da Silva Sabino, participante do Projeto Transformar, durante o 1º Encontro Regional da Juventude de Muriaé. Com apenas 20 anos, ele é dono do seu próprio negócio, um viveiro de mudas, herdado dos pais, que hoje produz 500 mil mudas por ano. Sem sair do campo, Thiago não está na estatística dos jovens que trocam a zona rural pela urbana. Ele é um exemplo para outros 85 jovens que participaram do Transformar neste ano e já estão colocando em prática o que aprenderam. O Projeto atende jovens entre 16 a 29 anos, filhos de agricultores familiares. A Regional da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater–MG) em Muriaé, desde 2006, já capacitou 146 jovens nos 25 municípios que atende. Ainda este ano está programada mais uma

turma com 30 jovens. Além de formar jovens conscientes para viver em uma sociedade sustentável, o Projeto cria oportunidade de aperfeiçoamento em diversas atividades. Na carga horária do curso, com 100 horas/aula, são abordados temas como agroecologia, ética, agricultura familiar, associativismo, meio ambiente, segurança alimentar, além de realizadas visitas técnicas e ministrados treinamentos voltados para o desenvolvimento rural e empreendedorismo. Presente no encontro, a coordenadora do Projeto Transformar – “Uma nova Minas com a Juventude Rural”, Maria Helena, ressaltou a importância do evento para a região: “Os objetivos são manter o jovem no seu local de origem, trabalhando em uma atividade que gere renda, e inseri-lo nas discussões políticas, para exercer a gestão social”. Outro jovem empreendedor, Willian de Freitas Zamboti, produz o café agroecológico em Eugenó-

polis. Ele pretende obter o financiamento do Pronaf Jovem para ampliar o negócio. “Quero continuar no campo e prosperar minha produção”, ressalta. Transformar, passaporte para o Pronaf Jovem Os jovens que cumprirem toda a carga horária de capacitação do Transformar ficam habilitados a obter até R$ 6 mil da linha de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf Jovem), para investimento em seu próprio negócio na propriedade da família. As condições são atraentes: juros de 1% ao ano, pagamento em até dez anos e carência de cinco anos para quitação da primeira parcela. Em 2007 a Emater–MG formou 1.260 jovens rurais em todo o Estado. Destes, 80, capacitados pelo Transformar, conseguiram a linha de crédito do Pronaf, segundo a extensionista Maria Helena Alves Silva, coordenadora do Projeto.

CONVIVÊNCIA COM A SECA Quando a Emater–MG chegou na região de Muriaé, na década de 50, um dos primeiros trabalhos iniciados pela Empresa foi levar aos agricultores o conhecimento sobre silagem. Hoje essa prática continua sendo desenvolvida em muitas propriedades na região, onde é feito o armazenamento da forragem verde para alimentar o gado na época de seca. Localizada no distrito de Macuco, em Muriaé, a fazenda Chico Dama possui 13 silos com capacidade de 100 a 120 toneladas, atualmente todos cheios. Responsável pela administração da propriedade, Gilberto André Rezende diz que a silagem é a garantia de uma boa alimentação para o gado. Ele também ressalta a assistência da Emater–MG no local, sempre informando sobre os cuidados do solo e levando aos produtores os conhecimentos técnicos para o desenvolvimento no meio rural. “A Emater–MG é a nossa fonte de informação no campo. Há 20 anos recorro a ela

Gado da fazenda Chico Dama se alimenta com silagem para tirar minhas dúvidas”, deve ser misturada ao milho e ao sorgo com os grãos ainda leitosos. complementa. O engenheiro agrônomo José Outra dica importante é vedar o silo Natal, que trabalha 34 anos na de forma correta e compactar bem a Emater–MG, diz que a silagem é silagem. Em média, a fermentação uma das ações da Emater na da forragem verde armazenada convivência com a seca. Ele explica dura de 30 a 35 dias. Geralmente o que, com a silagem, o risco de perda produtor começa o plantio dos grãos dos animais diminui, assim como os nos meses de outubro e novembro. prejuízos ocasionados pela baixa O seu armazenamento é feito entre produção do rebanho. Para o janeiro e março para utilização na pequeno produtor, o extensionista entressafra. orienta que a silagem de capineira

Jovem Thiago em seu viveiro de mudas Para 2008, a meta é beneficiar outros 1.500 com o treinamento. Até junho deste ano, 1.473 jovens concluíram o curso e portanto estão aptos a se candidatar ao Pronaf Jovem.

A Emater-MG inaugura 1ª Feira Livre de Antônio Prado de Minas O escritório local da Emater-MG em Antônio Prado de Minas, em parceria com a Associação dos Pequenos Produtores, inaugurou em 22 de agosto, a primeira feira livre do município. O mercado irá estimular a produção agrícola, auxiliando na renda de 58 agricultores familiares, que deixavam de produzir por não terem um local para vender os produtos. A feira acontece toda sexta-feira no centro da cidade das 17 ás 22 horas. No local também será montado um espaço cultural, para apresentações de grupos teatrais e bandas musicais. Entre os produtos comercializados estão o artesanato, roupas, doces e hortaliças. Para o extensionista da Emater-MG, Juliano Xavier Lima, estar envolvido em projetos que incentivem a produção é gratificante, principalmente ajudando pessoas que se empenham. "Os agricultores estão satisfeitos, é uma oportunidade que todos estão abraçando, estamos trabalhando muito para o sucesso da feira", ressalta o extensionista.

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PARTE DA HISTÓRIA No dia 13 de abril de 1955, é fundado em Muriaé um dos escritórios da Associação de Crédito e Assistência Rural de Minas Geral (ACAR), hoje, Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater–MG). Nesses 53 anos, a Empresa tem desempenhado o papel de levar ao homem do campo os conhecimentos de técnicas agrícolas e a conscientização ambiental. O agricultor aprende a produzir sem desperdício, aproveitando tudo o que a propriedade tem para gerar renda, sem esquecer de cuidar dos fatores sociais, econômicos e ambientais. Das várias história da Emater–MG na região, o agricultor familiar Orsi Carneiro de Mello é um personagem que merece ser destacado. Ele foi um dos primeiros produtores a conhecer a Empresa, ainda criança, e, mesmo com o passar dos anos, sempre recorreu à Emater–MG para pedir orientações. Na época da Acar, o tio e o pai de Orsi foram os primeiros agricultores do município de Muriaé. E, foi assim, que ele teve o primeiro

O agricultor Orsir no escritório da Emater-MG em Muriaé contato com a Empresa. Ainda mico. "Tive várias orientações jovem participou do “Clube 4–S”, demonstrativas no campo, com as voltado para a juventude rural. quais aprendi a plantar grãos, Saber, Sentir, Saúde e Servir, era seu como: milho, feijão, arroz, entre lema. Orsi conta que, graças ao outros", acrescenta Mello. Clube e às extensionistas Laura Na década de 80, a Emater–MG, Rolla Braga e Marisa Dulce Pereira, e m c o n v ê n i o c o m a U F V teve a oportunidade de conhecer (Universidade Federal de Viçosa), vários lugares. com o Projeto Centreinar (Centro Para o agricultor, o conheci- Nacional de Treinamento em mento que adquiriu o ajudou no seu Armazenagem), instalou em duas desenvolvimento pessoal e econô- propriedades na região um silo

SABOR E QUALIDADE PARA O CAFÉ DA ZONA DA MATA A Regional da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater–MG), em Muriaé, realiza pelo sétimo ano o “Concurso de Qualidade do Café das Matas de Minas – Região de Muriaé”. É por meio dele que o agricultor familiar tem a oportunidade de verificar a qualidade de seu produto e de aprender boas práticas que ajudam a melhorar o café. Quinze municípios que fazem parte da Regional de Muriaé e dois da Regional de Cataguases participam do Concurso. Cada escritório local é responsável por fazer a coleta das amostras de café, que passarão por uma etapa eliminatória e duas etapas classificatórias, julgadas por uma comissão formada por técnicos da

Emater–MG e três provadores de café. Em 2007 o concurso teve 661 cafeicultores inscritos. Podem concorrer os produtores com amostra de café natural e cereja descascado. São premiados os 15 primeiros colocados na categoria Café Natural e os três primeiros na categoria Cereja Descascado. As inscrições para 2008 encerraram no dia 12 de agosto. O extensionista Robério de Oliveira Torres, um dos responsáveis pela certificação, afirma que o Concurso é uma forma de conhecer o café da região e ajudar a identificar os problemas que dificultam a produção de uma bebida melhor. Além disso, a cada ano em que o Concurso acontece, novas informações técnicas são

levadas ao agricultor, o que tem melhorado a cafeicultura da Zona da Mata. Com as orientações da Emater–MG, os agricultores percebem a importância de produzir um café sustentável e de melhor qualidade, ganhando, assim, em competitividade. O engenheiro agrônomo Camilo José Lopes Martins, da Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Muriaé (Cocamur), diz que, após o Concurso, percebeu-se uma preocupação do produtor com a qualidade da bebida. A sétima edição do Concurso termina no dia 17 de outubro, com a premiação dos vencedores e uma confraternização na Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB).

secador, utilizando energia solar. A propriedade de Orsi foi contemplada pela inovação tecnológica. Atualmente o silo serve para armazenar os grãos de arroz ou milho que ele produz. Conhecida como a fazenda Cachoeirinha, o produtor, que cresceu com a Emater–MG, mora com a esposa, os filhos e os netos. Ninguém saiu da roça, vivendo de tudo que é produzido na propriedade. A rapadura e o palito de churrasco feito do bambu são algumas das produções que geram renda. A mão-de-obra é toda familiar e chega a produzir 300 rapaduras por dia. Alguns protagonistas dessa história estão guardados no coração do agricultor. Paixão, João, Maurício, Lauro, Sebastião, Raimundo, Sidnei, Furlani, Natal, Marisa, Maria Angélica, Júlia, Margarida e Terezinha, extensionistas que foram além do trabalho de repassar os conhecimentos técnicos, souberam ensinar os valores da vida ao jovem que aproveitou os recursos do campo e criou oportunidades.

Certifica Minas Mina Gerais se consagrou como o Estado com a maior área de cultivo de café, produzindo, por ano, dois milhões de saca. Para valorizar essa cultura e expandir o mercado para a exportação, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater–MG) trabalha no Certifica Minas (Programa Estadual de Certificação de Propriedade Cafeeira), que insere o café de Minas nos diferentes mercados num ambiente de alta qualidade. O coordenador técnico da Emater–MG, Ricardo Tadeu, diz que a expectativa é garantir a posição do café da Zona da Mata no mercado nacional e internacional. Para o agricultor Américo Evaristo de Oliveira, a certificação vai colocar a região em destaque na cultura cafeeira.

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Fervedouro, um exemplo de agroecologia na zona da mata Há dez anos, a Emater–MG levava à comunidade de Bonfim, município de Fervedouro, a agroecologia – uma inovação que vem mudando a vida dos produtores e fortalecendo o desenvolvimento sustentável. Hoje a região é referência sobre o tema e reconhecida pelos bons resultados de algumas propriedades que apostaram no cultivo ecológico. Um exemplo de sucesso e persistência é o do agricultor familiar Rubens de Oliveira Valentim, que venceu as dificuldades e, além de produzir respeitando os aspectos ambientais, sociais e econômicos, tem garantido seu sustento com o que produz no campo. Tudo começou após o agricultor ir a uma reunião que a Emater–MG promoveu com os produtores na região. Pela primeira vez Valentim escutou a palavra agroecologia. A partir de então, acompanhando as orientações da Emater–MG, ele teve a idéia de fazer uma produção orgânica em sua propriedade. A princípio, separou dois mil pés de

Rubens com a esposa e neta na horta agroecologica café para fazer o cultivo orgânico. Na época, o extensionista José Luiz Paixão iniciou um intenso trabalho com o agricultor. “Orientamos para a conversão da propriedade ao sistema agroecológico, cuidando para que todas as dimensões da sustentabilidade fossem contempladas”, ressalta o extensionista. No campo, os fertilizantes quí-

micos são os grandes responsáveis pelo desequilíbrio das plantas, além de representarem 45% dos custos. Para substituir os agrotóxicos, foi criado o “Biogeo”, um composto líquido que serve como tônico para o solo e a planta. O adubo orgânico, feito na forma de compostagem “laminar”, na qual a palha e o esterco são colocados a decompor

diretamente na lavoura, também foi utilizado. Hoje as plantações de café, feijão, banana, hortaliças e cana-deaçúcar do agricultor Valentim são todas cultivadas dentro do sistema agroecológico. Os frutos não têm agrotóxicos. Preservam-se o solo e a natureza. E a renda, assim como a qualidade de vida, também aumentou. O café é produzido no sistema agroflorestal. Pensando nas futuras gerações, junto com o café, foram plantadas 2.500 mudas da árvore cedro-australiano. Essas iniciativas mostram que o produtor, além do lucro, tem-se preocupado com o meio ambiente. “Esse é o bem que vou deixar para meus filhos e netos. Eu me sinto responsável pelos cuidados com a natureza. Se não for cuidada hoje, o que será dela amanhã”, conclui. Nesses 10 anos de luta, Rubens destaca a importância do trabalho feito em conjunto com a Emater–MG, que colocou o projeto em prática.

Produção de leite de cabra é modelo O escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater–MG) em Patrocínio de Muriaé, em parceria com a Associação dos Produtores Rurais do município (Apropam/Cabras), iniciou um projeto que está viabilizando a produção do leite de cabra na cidade. A novidade tem servido de modelo para outras regiões. A Secretária de Agricultura do Maranhão visitou o município para conhecer de perto a atividade, que vem crescendo e gerando lucro aos caprinocultores. Toda a produção é vendida a uma empresa de laticínio em Nova Friburgo, Rio de Janeiro. O valor pago pelo litro de leite chega a R$ 1,16, quase o dobro do leite de vaca, e, em média, se produzem 440 litros de leite por dia, sendo que esta atividade está no seu início. Além dos produtores que vibram com o sucesso da caprinocultura na região, duas escolas municipais de Patrocínio de Muriaé também recebem o leite como refor-

são beneficiadas pela produção. Semanalmente são distribuídos 100 litros da bebida nas escolas. Outro município que tem desenvolvido a produção de leite de cabras é Leopoldina. A criação de cabras na região cresce desde 2006. Para alternar a renda da agricultura familiar foi criado no município a Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos de Leopoldina (Caprioleo). Atualmente, participam 22 associados. A Caprioleo

Leopoldina e Patrocínio de Muriaé chegam a produzir 343 mil litros de leite por ano ço nutritivo na merenda escolar. O extensionista do escritório de Patrocínio de Muriaé, Maurílio Dias de Oliveira, envolvido no projeto, está muito feliz com o sucesso do leite de cabra, principalmente por saber que as crianças das escolas

também foi beneficiada por um tanque de expansão doado pela Emater–MG, por meio do Programa Minas Sem Fome. A produção diária de leite capril é de 500 litros, com expectativa de aumento imediato para 700 litros. O valor pago pelo litro de leite é de R$1,15. A renda anual obtida pelos caprinocultores de Leopoldina e Patrocínio de Muriaé chega a R$394.450,00, com produção de 343 mil litros/ano.

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ESPERANÇA QUE VEM DO CAMPO Agradecimento. Essa é a palavra mais ouvida pelos sentenciados da Penitenciária de Muriaé. O reconhecimento é pelo resultado da horta implantada pela Regional da Emater–MG no presídio. O projeto, que começou depois de um curso oferecido pela Empresa sobre horta doméstica, está rendendo frutas, legumes e hortaliças para a cozinha. A diretora de Ressocialização da penitenciária, Maria da Consolação Freitas, explica que desenvolve cinco projetos sociais com os detentos. Entre eles produção e educação. Ela ressalta que a vontade é ampliar a horta, já que é um dos trabalhos que os presos mais gostam. Em um espaço cedido pela penitenciária, os presos fazem todo o processo do plantio. Cada grupo é responsável por uma parte. Alguns preparam o terreno, outros cuidam do adubo e dos tratos culturais. A seleção dos presos é feita por alguns funcionários do presídio. Apenas os detentos com bom comportamento

Horta da Penitenciária de Muriaé são escolhidos para trabalhar na horta. Para o extensionista Francisco Paiva de Rezende que ministrou o curso para os detentos, a produção de uma horta em uma penitenciária é a forma de profissionalizar o

indivíduo e mudar a sua realidade social e econômica, preparando-o para a convivência social. Algumas sementes, doadas pela Emater–MG, por meio do Programa Minas Sem Fome, já cresceram e floriram no terreno do presídio.

Entre as hortaliças, a couve, o agrião, a alface, a salsa, entre outros, dão uma bela visão verde para quem passa na frente do presídio. Há também jiló, abóbora, cenoura, beterraba e mandioca. A fruticultura ainda está no começo, mas já produz mamão, melancia e melão. A jornada de trabalho é de oito horas, e, a cada três dias de trabalho, os detentos diminuem um dia da pena. Com resultados visíveis, o programa já completa cinco meses. O próximo passo, conforme o coordenador dos detentos na horta, Denílson Gonçalves, é transformar todo o gramado em volta da penitenciária em uma lavoura com variedade de produtos. A produção já supri o refeitório e o excedente é doado para entidades carentes. Preso há mais de uma ano, Evandro de Paula Assunção acredita que esse trabalho de reintegração social ajuda a distrair a mente, além de capacitar para uma atividade que poderá ser desenvolvida quando sair da cadeia.

Os próprios internos, com orientação dos extensionistas, são responsáveis pelo manejo da horta

Idéia para copiar Depois do sucesso da horta na penitenciária, a oportunidade de reinserção social por meio do trabalho chega a 16 internos da comunidade El Shaday, em Muriaé, que recupera dependentes químicos. Com ajuda do Programa Minas Sem Fome, a Emater–MG ofereceu a esse grupo o curso sobre técnicas agrícolas. A entidade, que

já existe há oito anos, sempre foi parceira da Emater–MG em projetos sociais. A maior parte dos internos pertence à área urbana e pela primeira vez estão conhecendo as práticas rurais. A horta, nos últimos três meses, produziu alface, couve, rúcula, cebolinha e vagem, que são usadas para a alimentação. Como se trata de uma casa de reabilitação para pessoas carentes, ela sobrevive

de doações, e ter uma horticultura representa uma diminuição nos gastos. A horta também é uma forma de desenvolver a laborterapia, que é parte da recuperação dos detentos. No período de abstinência, as atividades físicas são uma grande ajuda na desintoxicação e na diminuição da adrenalina responsável pela ansiedade. Conscientização social, coletividade e auto-estima foram alguns

benefícios que os internos aprenderam com a horta. O coordenador da comunidade, Paulo Sérgio Pires, diz que o projeto é ótimo e incentivador para os internos. “Eu sinto prazer em cuidar da horta. É um preenchimento para a mente, até os remédios o médico suspendeu”, diz o interno Gilson Firmino, que há cinco meses se trata na comunidade.

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PÓLO ZONA DA MATA Muriaé, Viçosa, Ponte Nova, Juiz de Fora, Cataguases e Manhuaçu

Emater-MG contribui com a política de desenvolvimento territorial da Serra do Brigadeiro, na Zona da Mata A Emater-MG está presente em todos os municípios do território da Serra do Brigadeiro, com a missão de contribuir com os diversos projetos que visam orientar e fomentar o desenvolvimento territorial nas áreas do entorno do Parque, que fica na Zona da Mata Mineira. A ação da Emater-MG está principalmente na capacitação dos atores locais para o desenvolvimento do projeto, por meio de treinamento dos conselheiros pertencentes aos Conselhos Municipais de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS) e da coordenação do território da Serra do Brigadeiro. Foram capacitados até agora, cerca de 400 pessoas nos nove municípios, divididos entre o Plano de Turismo e o de Educação Ambiental. Por meio destes treinamentos, está sendo concebido também um Plano de Turismo Rural, com o mapeamento da belezas naturais e das riquezas culturais, para um roteiro das rotas das propriedades rurais e também o de Educação Ambiental, com previsão de lan-

çamento para este ano. Essas cidades possuem características que as unem, com forte identidade religiosa, ecológica e cultural. O turismo rural compõe uma série de projetos que contribuirão

Região é cercada por beleza e possibilidades de turismo rural, como no Pico do Boné, a 1.870 metros de altura para a melhoria de qualidade de vida dos agricultores familiares na busca da sustentabilidade regional, bem como para a preservação e recuperação do meio-ambiente, o incentivo à agricultura familiar diversificada, a agroindústria, o artesanato e o fortalecimento da cultura local, eixos de desenvolvimento contidos no Plano de

Resgatando tradições da culinária local Nas comunidades rurais do município de Simonésia, a Regional de Manhuaçu está trabalhando para resgatar a tradição da culinária do local. O objetivo é recuperar os quitutes, doces, salgados e pratos caseiros, que eram passados de geração em geração e vêm sendo esquecidos com o passar dos anos. Para evitar que a tradição da culinária no meio rural deixe de existir, a extensionista Quenia dos Santos está fazendo um levantamento com as mulheres das comunidades rurais para recuperar antigas receitas e repassá-las para as gerações atuais. A extensionista explica que há três anos, quando começou a trabalhar em Simonésia, percebeu a necessidade deste

resgate cultural. Ela passou, então, a fazer uso de metodologias, como: palestras, dias-de-campo e cursos de boas práticas alimentares, e iniciou um processo de conscientização destas famílias. Nas comunidades do município, Quenia dos Santos está promovendo oficinas com mulheres de diferentes faixas etárias, para elaboração de receitas que poderão ser escolhidas para a publicação de um livro em comemoração dos 60 anos da Emater–MG. Nessas oficinas, além de resgatar receitas antigas, as mulheres aprendem a padronizar as quantidades dos ingredientes para facilitar o entendimento na hora de produzir.

Desenvolvimento Territorial da Serra do Brigadeiro. Para o extensionista da EmaterMG da Regional de Viçosa, Marcelo Caio Libânio Teixeira, "esse trabalho muda uma concepção de assistência técnica, pois ao invés de se trabalhar um município individualmente tem de se pensar uma ação extensionista em torno de um objeto geográfico, que abrange diversos municípios". Estão envolvidas três regionais da Emater-MG no projeto: Viçosa, Muriaé e Ponte Nova. O Parque da Serra do Brigadeiro Uma área de 13.210 hectares de matas nativas, com a presença do maior trecho contínuo de Mata Atlântica do planeta. Uma paisagem dominada por montanhas, vales, chapadas e encostas, com diversos cursos d'água. O Parque Estadual da Serra do Brigadeiro (PESB) é o eixo aglutinador para o desenvolvimento regional constituído em um território que abrange os municípios de Araponga, Fervedouro, Miradouro, Ervália, Sericita, Pedra

Torneio leiteiro em Juiz de Fora A Regional da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater–MG) em Juiz de Fora, em parceria com a Secretaria de Agropecuária e Abastecimento, o Proleite e as Comissões Organizadoras das Comunidades Rurais e o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), promoveu nos meses de junho e julho o “ Torneio Leiteiro nas Comunidades Rurais”, que há 25 anos é tradição na cidade. Neste ano, 136 produtores se reuniram nos quatro dias do evento. Durante o torneio, alguns assuntos, como: qualidade do leite e as práticas necessárias de higienização, foram abordados, os produtores também foram alertados sobre a importância do associativismo para o desenvolvimento rural.

Bonita, Muriaé e Divino. O PESB é o berço de diversas espécies animais e vegetais, preservando espécies raras como o sauá, o macaco mono carvoeiro ou muriqui, a onçapintada, a jaguatirica e o sapo-boi. Também podem ser observadas diversas espécies de aves, como o pavó, o papagaio-do-peito-roxo e a araponga. Possui também diversos picos como o do Soares (1.985 metros de altitude), o Campestre (1.908 m), o do Grama (1.899 m) e o do Boné (1.870 m). Além de toda essa riqueza natural, o Parque é constituído de um fator de integração regional dos municípios que o compõem. O PESB foi criado em 27 de setembro de 1996, sendo que no ano 2000 iniciou-se o plano de manejo e em 2003, o Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) criou a Secretaria de Desenvolvimento Territorial e institui-se o território Serra do Brigadeiro. Desde então, diversos projetos estão sendo elaborados para contribuir com o desenvolvimento territorial e regional.

Uma nova Minas com a juventude rural O encerramento da 2ª etapa do projeto Transformar, promovido pela Regional de Cataguases, contou com a presença de 250 pessoas. O evento foi realizado no município de Guará, onde 43 jovens receberam o diploma de capacitação. O projeto atende uma das diretrizes do Governo de Minas Gerais, dentro do Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado (PMDI), e profissionaliza os jovens rurais para que eles produzam e obtenham renda sem precisar sair do campo. Neste ano, os municípios de Cataguases, Miraí, Itamarati de Minas, Santana de Cataguases, Bicas, Mar de Espanha, Senador Cortes e Guará tiveram seus jovens incluídos em algum projeto que os incentivasse a trabalhar na sua própria comunidade.


Jornal Emater em Ação - Regional Muriaé