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Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve!

Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve! Brasil, um sonho intenso, um raio vívido De amor e de esperança à terra desce, Se em teu formoso céu, risonho e límpido, A imagem do Cruzeiro resplandece.

Brasil, de amor eterno seja símbolo O lábaro que ostentas estrelado, E diga o verde-louro desta flâmula - Paz no futuro e glória no passado.

Gigante pela própria natureza, És belo, és forte, impávido colosso, E o teu futuro espelha essa grandeza.

Mas, se ergues da justiça a clava forte, Verás que um filho teu não foge à luta, Nem teme, quem te adora, a própria morte. Terra adorada, Entre outras mil, És tu, Brasil, Ó Pátria amada!

Terra adorada, Entre outras mil, És tu, Brasil, Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil!

Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil!

ISBN 978-85-322-8567-6

9

788532 285676

LÍNGUA PORTUGUESA

Do que a terra mais garrida Teus risonhos, lindos campos têm mais flores; “Nossos bosques têm mais vida”, “Nossa vida” no teu seio “mais amores”.

Caminhar e Coleção CAMINHAR e TRANSFORMAR

EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

transformar LÍNGUA PORTUGUESA

transformar

Se o penhor dessa igualdade Conseguimos conquistar com braço forte, Em teu seio, ó Liberdade, Desafia o nosso peito a própria morte!

CAMINHAR e TRANSFORMAR

Coleção

Deitado eternamente em berço esplêndido, Ao som do mar e à luz do céu profundo, Fulguras, ó Brasil, florão da América, Iluminado ao sol do Novo Mundo!

Anos Finais do Ensino Fundamental

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heroico o brado retumbante, E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos, Brilhou no céu da Pátria nesse instante.

EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

Caminhar e

Letra: Joaquim Osório Duque Estrada Música: Francisco Manuel da Silva

Língua Portuguesa

HINO NACIONAL

Priscila Ramos de Azevedo Ferreira

Língua Portuguesa Anos Finais do Ensino Fundamental

Coleção CAMInHAr e trAnsForMAr

eDUCAção De JoVens e ADULtos

Caminhar e

transformar

LíNGua PoRtuGuESa Priscila Ramos de Azevedo Ferreira Graduada em Letras pelo Centro Universitário Ibero-Americano. Alfabetizadora e professora de Educação de Jovens e Adultos em São Paulo. Editora e assessora pedagógica de Língua Portuguesa.

Língua Portuguesa Anos Finais do Ensino Fundamental 1.a edição - São Paulo 2013

Caminhar e transformar - Língua Portuguesa Copyright © Priscila Ramos de Azevedo Ferreira, 2013 Todos os direitos reservados à EDITORA FTD S.A. Matriz: Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP CEP 01326-010 – Tel. (0-XX-11) 3598-6000 – Fax: (0-XX-11) 3598-6429 Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 Internet: <www.ftd.com.br> E-mail: português@ftd.com.br

EDITORA FTD Diretora editorial Silmara Sapiense Vespasiano

Coordenador de produção editorial Caio Leandro Rios

Editora Roberta Lombardi Martins

Editor de arte Roque Michel Jr.

Editora adjunta Rosa A. Visconti Kono

Projeto editorial, projeto gráfico e capa A + Comunicação Marcello Araújo Paulo Verano

Coordenadora de projeto Maria Regina de Campos Editora assistente Maria Helena Ramos Lopes Análise técnico-pedagógica Fundação Darcy Ribeiro Assistentes de produção Ana Paula Iazzetto Lilia Pires Assistente editorial Denise A. Silva Preparadores e revisores Adriana Rinaldi Périco Aurea Maria dos Santos Caline Canata Devèze Cristiane Zunno Casseb Iracema S. Fantaguci Lívia Perran T. Pires da Costa Maria F. Cavallaro Renato Alberto Colombo Jr. Tatiana Sado Jaworski

O JOGO DE AMARELINHA Edição e produção Edições Jogo de Amarelinha Coordenadora de projeto Monise Martinez Editora assistente Rosana El-Kadri

Fotos da capa Caio Vilela/Olhar Imagem Rogério Assis/SambaPhoto Salomon Cytrynowicz/Pulsar Falconia/Shutterstock/Glow Images Iconografia Supervisora Célia Rosa

Assistentes editoriais Diogo Cardoso, Marina Murphy, Marita Abbud e Thalita Serra Iconografia Mônica de Sousa/Tempo Composto Ilustração Mariana Heffner Preparação e revisão Claudia Maietta

Gerente executivo do parque gráfico Reginaldo Soares Damasceno

Mapa Débora Ferreira Editoração eletrônica Casa de Ideias

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Ferreira, Priscila Ramos de Azevedo Caminhar e transformar – língua portuguesa : língua portuguesa anos finais do ensino fundamental : Educação de Jovens e Adultos / Priscila Ramos de Azevedo Ferreira. — 1. ed. — São Paulo : FTD, 2013. — (Coleção caminhar e transformar) ISBN 978-85-322-8567-6 (aluno) ISBN 978-85-322-8568-3 (educador) 1. Educação de adultos 2. Educação de jovens 3. Português (Ensino fundamental) I. Título. II. Série.

13-04812 CDD-372.6

Índices para catálogo sistemático: 1. Educação de jovens e adultos : Português : Ensino fundamental 372.6

Apresentação “Acredito que duas das minhas melhores qualidades são a perseverança e a esperança, porque já passei por inúmeras dificuldades, mas hoje sou melhor que ontem. Com as dificuldades a gente aprende a valorizar as conquistas.” Diocrésio (aluno da EJA) Extraído do site: <http://portal.mec.gov.br/secad/arquivos/pdf/eja_caderno1.pdf>. Acesso em: 25 abr. 2013.

Escolhemos as palavras de Diocrésio para abrir esta apresentação porque elas contam uma história de mudança e transformação. Em seu depoimento ele demonstra o quanto, mesmo em situações desfavoráveis, em que parece que tudo está perdido, vale a pena continuar lutando. Nem sempre é possível reunir as oportunidades necessárias para terminar os estudos, mas, quando iniciativas como a EJA se encontram com a força de vontade de pessoas como a do nosso exemplo, não há impedimentos para persistir e ir em busca de nossos sonhos. A cada dia aprendemos algo a mais. E é esse conhecimento que trazemos da nossa vivência do cotidiano, do trabalho duro, que nos ajuda a continuar a caminhada e aprender cada vez mais.

Bons estudos!

Língua Portuguesa  3

A CoLeção e o seU LIVro: A unidade

2. Aqui é o meu lugar A partir de questões ligadas à natureza e ao meio ambiente, os conteúdos são apresentados de modo a propiciar reflexões sobre nosso papel na sociedade.

3

Nesta unidade, refletiremos sobre as condições de trabalho na atualidade,como a pressão por produtividade e o ritmo acelerado da vida moderna.

CAPÍTULOS DA UNIDADE

Cena do filme Tempos modernos: Charles Chaplin interpreta um trabalhador de uma fábrica.

1

O trabalho em foco, p. 134.

2

Diálogos entre campo e cidade, p. 148.

3

A escolha da carreira, p. 162.

4

Trabalho e qualidade de vida, p. 178.

O QUE VOCÊ PENSA?

Operários, de Tarsila do Amaral, 1933. Óleo sobre tela, 150 cm × 205 cm, Coleção do Governo do Estado de São Paulo, São Paulo (SP).

Sobre as imagens

Uma profissão pode fazer com que uma pessoa se sinta feliz e realizada, mas pode gerar insatisfação e tentativas de mudança. Você exerce uma profissão na área em que sempre desejou trabalhar? Você está satisfeito com o salário que recebe? Em sua opinião, é fácil conciliar estudos, vida familiar e vida profissional? Se pudesse ter outra profissão, que carreira gostaria de seguir?

Milhares de pessoas se aglomeram na estação Sé do metrô, São Paulo (SP), 2010. Tratores arando a terra.

132

Unidade 3

Observe que no quadro da pintora Tarsila do Amaral há diversos trabalhadores de fábricas. A imagem seguinte mostra o cotidiano do metrô de São Paulo em oposição à imagem ao lado com tratores no meio rural. A próxima é sobre o filme Tempos modernos, de Charles Chaplin, que fala sobre o trabalho na Revolução Industrial.

Língua Portuguesa

133

As páginas de abertura apresentam imagens, textos e questões que dialogam com os conteúdos propostos na unidade e aquilo que você já conhece sobre o assunto.

O capítulo 1

ATIVIDADES

Atenciosamente... Um abraço... Saudações – um estudo de cartas

OBJETIVOS • Interpretar e produzir

uma carta.

1. Você já escreveu ou recebeu uma carta? Em que situação?

2. Se você fosse escrever uma carta agora, para quem gostaria de escrever? Qual seria o assunto?

• Reconhecer fonemas em

palavras. • Identificar a sílaba

3. Hoje em dia, além da carta, que outras formas as pessoas podem usar para se comunicar com alguém que está distante?

PARA COMEÇAR

tônica em palavras.

O que você pensa?

Fotografia: Mauricio Simonetti/ Pulsar

Observe as imagens.

Olhar para

Fotografia: Rogério Reis/ Olhar Imagem

Adulto escrevendo em aula de alfabetização.

Trabalho de carteiro em Olinda (PE), 2007.

Sobre as imagens As fotos mostram o percurso de uma carta. Apesar dos inúmeros recursos tecnológicos de hoje em dia, a carta ainda é muito utilizada. Cartas podem ser endereçadas a amigos, familiares, empresas, jornais... Geralmente, a carta é enviada pelo correio.

12

Identidade

CARTA DE CAMINHA: A “CERTIDÃO DE NASCIMENTO” DO BRASIL

O que você precisa fazer para se comunicar à distância com alguém hoje em dia? Quais são os recursos disponíveis? Uma carta é igual a um torpedo (uma mensagem enviada por celular)? Ou a uma mensagem de e-mail?

Fotografia: Alan Nielsen/ Samba Photo

4. Mundo cidadão Os conteúdos trabalhados a partir desse tema buscam estabelecer uma relação entre direitos humanos e cidadania.

O trabalho impõe desafios ao ser humano. Muitas vezes, a escolha da profissão divide espaço com a necessidade de sobrevivência. E o sustento da família impede que muitas pessoas consigam prosseguir seus estudos.

Coleção do Governo do Estado de São Paulo, São Paulo (SP).

O mundo do trabalho

CAPÍTULO

3. Trabalho e transformação Temas relacionados ao mundo do trabalho ajudam a refletir sobre a atuação do ser humano na natureza e em sociedade.

NESTA UNIDADE:

Trabalho e transformação

Fotografia: Rodrigo Paiva/ Folhapress

1. Iguais e diferentes Os conteúdos trabalhados com essa temática abordam o tema da pluralidade cultural, proporcionando debates sobre as questões da identidade e das diferenças entre os mais variados povos.

UNIDADE

Fotografia: Bettmann/ Corbis/ Latinstock

Cada unidade é estruturada em torno de um tema que permeia o conteúdo trabalhado em seus capítulos.

Fotografia: B Brown/ Shutterstock/ Glow Images

OS TEMAS DAS 4 UNIDADES

Unidade 1 / Capítulo 1

Considerada tanto o primeiro documento da História brasileira como o primeiro texto literário do Brasil, a carta que o escrivão Pero Vaz de Caminha escreveu ao rei D. Manuel, em forma de diário, leva ao monarca luso uma narrativa pessoal marcada pela observação do que os europeus chamavam de Novo Mundo. [...] O documento original, intitulado oficialmente Carta a el-rei D. Manuel sobre o achamento do Brasil, guardado no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa, Portugal, é constituído por sete folhas de papel manuscritas, cada uma em quatro páginas, num total de 27 páginas de texto e mais uma de endereço. Primeiro texto escrito no Brasil, foi feito em Porto Seguro, com data de 1 de maio de 1500, e foi levado a Lisboa por Gaspar de Lemos, comandante do navio de mantimentos da frota. [...]

O texto é um importante exercício de conhecimento do outro e daquilo que é diferente. Afinal, os índios e sua forma de existir eram elementos novos e o texto de Caminha é um passo que dá início na construção de um entendimento das possibilidades de diálogo que então se instauravam. Elementos como pessoas, animais, plantas, relevo, vegetação, clima, solo e produtos da terra são cuidadosamente descritos. O escriba, porém, não se limitou ao detalhamento. Fez ainda  sugestões para o aproveitamento da região. [...] Nesse contexto de exploração econômica, existe ainda a exaltação das virtudes da terra e da gente brasileira. Tudo isso numa linguagem clara, simples, objetiva, realista, com certo equilíbrio nas observações, mesmo perante o inusitado das situações, e uma comovente curiosidade e capacidade de maravilhar-se perante o inédito.

Oscar D'Ambrosio. Carta de Caminha: A “certidão de nascimento” do Brasil. São Paulo: UOL Educação. Extraído de: <http://educacao. uol.com.br/disciplinas/portugues/carta-de-caminha-a-certidao-de-nascimento-do-brasil.htm>. Acesso em: 15 jan. 2012.

Pessoa lendo cartão.

Língua Portuguesa

13

Cada unidade tem quatro capítulos. Neles, você encontrará textos, propostas de atividades, dicas de estudo e outras ferramentas para ajudá-lo a ampliar seus conhecimentos.

4

A coleção e o seu livro

ATIVIDADES

Falando de

1. De acordo com o regulamento que você leu, responda às questões.

O VOTO FEMININO

a. Qual é o objetivo do concurso?

b. Quem vai selecionar os textos em cada etapa do concurso?

c. Qual será o prêmio para o autor do texto vencedor? E para os autores dos outros textos selecionados?

Boxe interdisciplinar Os textos deste boxe estabelecem relações entre um tema do capítulo e diferentes áreas do conhecimento.

História

Ao longo do século XX, mulheres do mundo todo lutaram pelo direito de participar das decisões políticas de seus países. Mesmo na Grécia, considerada historicamente o berço da democracia, as mulheres não possuíam direito ao voto. No Brasil, o voto feminino completou 80 anos em 2012, e estima-se que 52% do eleitorado do país seja composto por mulheres, sem falar nas candidatas a todos os cargos políticos do país. Porém, não foi fácil chegar ao que é hoje. O primeiro voto feminino foi de Celina Guimarães, em 1928, na cidade de Mossoró (RN). A instituição do voto feminino ocorreu a partir da reforma no Código Eleitoral, com a assinatura do Decreto-lei n 21.076, de 24 de fevereiro de 1932, pelo então presidente Getúlio Vargas. Quando comparamos o Brasil a outros países, podemos considerá-lo pioneiro. Para se ter ideia, Argentina e França só o fizeram na década de 1940; Portugal e Suíça, apenas na década de 1970. Nova Zelândia, no entanto, havia saído na frente ao instituir o voto feminino em 1893.

Fotografia: Petrified Collection/The Image Bank/Getty Images

Prefeitura de Mossoró. O primeiro voto feminino. Extraído de: <www.prefeiturademossoro. com.br/mossoro_historia.php#voto>. Acesso em: 3 maio 2013.

2. Qual é a função de um regulamento?

3. Como é a organização desse gênero de texto?

4. O que você observou no regulamento em relação à linguagem? As frases são longas ou curtas, objetivas ou subjetivas? A linguagem está adequada ao público-alvo? Mulher votando na década de 1950.

5. Em um regulamento, as expressões que indicam tempo, como dia 20 de fevereiro, até às 17 horas, de 28 de fevereiro até 6 de março e ao enviar o texto, são importantes? Por quê?

AMPLIANDO SABERES

Período composto por subordinação

1. Leia. Você acha que as pessoas com deficiência ainda são discriminadas no Brasil? a. Identifique os verbos.

232

Unidade 4 / Capítulo 3

Língua Portuguesa

233

Atividades Diferentes tipos de atividade o ajudarão a retomar os conteúdos vistos no capítulo, associá-los à sua experiência e ampliar os seus conhecimentos.

Palavras-chave:

Ideias apresentadas: Imagens, textos, telas etc. podem retratar o cotidiano, possibilitando conhecê-lo melhor.

As tirinhas são pequenas histórias em quadrinhos que empregam texto verbal e texto não verbal.

trabalho; • lazer; • saúde; • adjuntos adnominal e adverbial; • complemento nominal; • aposto e vocativo. •

A valorização da qualidade de vida inclui a prática de atividades de lazer e o cultivo de hábitos saudáveis.

Um debate acontece quando duas ou mais pessoas expressam suas opiniões, sejam elas contrárias ou não, a respeito de um assunto.

Informações apresentadas: Adjuntos adnominal e adverbial

Complemento nominal

Não são exigidos pelas palavras que os antecedem. São termos acessórios da oração.

Completa o sentido do nome que acompanha e é ligado a ele por preposição.

Aposto

Vocativo

Termo que retoma outro termo da oração para explicar, ampliar, desenvolver ou resumir esse termo.

Termo que indica um chamado, um apelo ao interlocutor.

AVALIE SEU APRENDIZADO

CAPÍTULO 4

1. Classifique os adjuntos adverbiais das orações abaixo de acordo com o código. ( 1 ) adjunto adverbial de intensidade

O SEU RESUMO • Descreva abaixo outros assuntos discutidos e conhecimentos adquiridos durante as

atividades em sala de aula.

Mural FILME

( 2 ) adjunto adverbial de modo ( 3 ) adjunto adverbial de dúvida ( 4 ) adjunto adverbial de lugar (

) Talvez eu precise de férias.

(

) Corri muito para chegar ao trabalho.

(

) Ali é possível descansar.

(

) Marisa trabalhou rapidamente.

2. Você sabe explicar a diferença entre: a. adjunto adnominal, adjunto adverbial e complemento nominal?

b. aposto e vocativo?

Conserto e concerto A palavra conserto designa reparo e manutenção, enquanto a palavra concerto se refere à execução de peças musicais.

Avalie seu aprendizado Neste espaço, você realizará atividades que o ajudarão a verificar o que aprendeu e a refletir sobre o seu desempenho ao longo das aulas.

Captura via escâner

RESUMO DO CAPÍTULO

3. Complete as frases abaixo com conserto ou concerto. a. Assisti a um belo ______________ no Teatro Municipal. b. A máquina de lavar está precisando de ______________. 4. Resuma o que você aprendeu sobre os conteúdos deste capítulo.

NA NATUREZA SELVAGEM Direção: Sean Penn País: Estados Unidos Ano: 2007 Duração: 148 min No início da década de 1990, um jovem recém-formado decide viajar pelos Estados Unidos e para o Alasca, afastando-se cada vez mais da civilização e do conforto da vida moderna.

LIVROS A CORRIDA PARA O SÉCULO XXI Nicolau Sevcenko, Companhia das Letras, 2001. Inspirado pela ideia de um passeio de montanha-russa, o autor reflete sobre a passagem para o século XXI e analisa a aceleração característica do mundo globalizado. VIDA LÍQUIDA Zygmunt Bauman, Zahar, 2007. O autor mostra como a vida atual, marcada por situações passageiras e descartáveis, provoca efeitos negativos nas relações afetivas e profissionais.

MÚSICA PACIÊNCIA Composição: Lenine, 1999 A canção trata de situações da vida moderna que exigem elevados níveis de equilíbrio e paciência para serem superadas.

190

Unidade 3 / Capítulo 4

Ampliando saberes Nesta seção, conteúdos especialmente selecionados introduzem você no estudo do tema do capítulo.

Língua Portuguesa

191

Mural Aqui você encontrará sugestões de livros, filmes, sites, músicas ou museus indicados para ampliar seus conhecimentos sobre os assuntos abordados.

Resumo do capítulo Quadro-resumo que apresenta de forma esquemática o que foi trabalhado ao longo do capítulo.

Língua Portuguesa 5

sumário UNIDADE 1 Iguais e diferentes

1

Capítulo Atenciosamente... Um abraço... Saudações – um estudo de cartas, p. 12 PARA COMEÇAR, p . 12  13 OLHAR PARA • Identidade, p.  14 / AMPLIANDO SABERES • Carta – Carta A, p.

Carta B, p. 14  16 / Sílaba AMPLIANDO SABERES • Fonemas e sílabas, p. tônica, p. 17 FALANDO DE • Matemática, p. 18 UM POUCO MAIS • Carta – Para que servem os selos  19 postais?, p.  20 MÃOS À OBRA • Produção de texto / Carta, p. RESUMO DO CAPÍTULO, p . 21 AVALIE SEU APRENDIZADO, p . 22 MURAL, p . 22 

2

Capítulo Cordelista, o rei do verso ritmado, p. 23 PARA COMEÇAR, p . 23 OLHAR PARA • Identidade cultural, p. 24 AMPLIANDO SABERES • Cordel – Cordel em versos, p. 25 FALANDO DE • Arte, p. 28  28 AMPLIANDO SABERES • Formação de palavras, p.  30 / Flexão dos AMPLIANDO SABERES • Substantivo, p.

substantivos, p. 31  32 UM POUCO MAIS • Cordel – A descoberta do cavalo, p. UM POUCO MAIS • As letras g e j seguidas de e ou i, p. 33 MÃOS À OBRA • Produção de texto / Poema de cordel, p. 35 RESUMO DO CAPÍTULO, p . 37 AVALIE SEU APRENDIZADO, p . 38 MURAL, p . 38

6  Sumário

Identidade e diversidade, p. 10

3

Capítulo Quem foi, quem é, quem será... p. 39 PARA COMEÇAR, p . 39  40 OLHAR PARA • Saúde, p.  41 / Roberto AMPLIANDO SABERES • Biografia – Pelé, p.

Carlos, p. 41 / Cora Coralina, p. 42  AMPLIANDO SABERES • Autobiografia – Bartolomeu Campos Queiroz, p. 44 / Carolina Maria de Jesus, p. 44  46 / Adjetivos AMPLIANDO SABERES • Adjetivos, p. pátrios, p. 48  49 FALANDO DE • História, p. MÃOS À OBRA • Produção de texto / Autobiografia e biografia, p. 50 RESUMO DO CAPÍTULO, p . 51 AVALIE SEU APRENDIZADO, p . 52 MURAL, p . 52

4

Capítulo Mito e identidade, p. 53 PARA COMEÇAR, p . 53  54 OLHAR PARA • Identidade, p. AMPLIANDO SABERES • Mito – O dia em que o Arco-Íris

estancou a Chuva, p. 55 / Orixanlá cria a Terra, p. 59 FALANDO DE • Geografia, p. 61  61 AMPLIANDO SABERES • Artigo e numeral, p.  65 MÃOS À OBRA • Pesquisa / Narrando um mito, p. RESUMO DO CAPÍTULO, p . 66 AVALIE SEU APRENDIZADO, p . 67 MURAL, p . 67

UNIDADE 2 A qui é o meu lugar

1

Capítulo Crônica: entre o jornalismo e a literatura, p. 70 PARA COMEÇAR, p . 70 OLHAR PARA • Meio ambiente, p. 71  A outra noite, p. 72 AMPLIANDO SABERES • Crônica – •   75 / Discurso AMPLIANDO SABERES Tipos de narrador, p.  76 direto e discurso indireto, p. UM POUCO MAIS • Crônica – Da utilidade dos animais, p. 77  80 FALANDO DE • Ciências, p. •  AMPLIANDO SABERES Acentuação gráfica, p. 80 MÃOS À OBRA • Produção de texto / Crônica narrativa, p. 83 RESUMO DO CAPÍTULO, p . 84 AVALIE SEU APRENDIZADO, p . 85 MURAL, p . 85

2

Capítulo Quem conta um conto aumenta um ponto!, p. 86 PARA COMEÇAR, p . 86  87 OLHAR PARA • Meio ambiente, p. •  AMPLIANDO SABERES Conto – H  erói, p. 88 •  UM POUCO MAIS Conto – Na cabeceira do rio, p. 93  95 OLHAR PARA • Sustentabilidade, p. AMPLIANDO SABERES • Preposições / Pronomes, p. 95 MÃOS À OBRA • Produção de texto / Conto, p. 100 RESUMO DO CAPÍTULO, p . 101 AVALIE SEU APRENDIZADO, p . 102 MURAL, p . 102

Meio ambiente e sustentabilidade, p. 68

3

Capítulo Versos, rimas e estrofes, p. 103 PARA COMEÇAR, p . 103  104 OLHAR PARA • Meio ambiente, p. AMPLIANDO SABERES • Poema – N  um planeta  105 enfermo, p. •   108 FALANDO DE Geografia, p.  109 AMPLIANDO SABERES • Verbo, p. MÃOS À OBRA • Sarau / Poemas, p. 114 RESUMO DO CAPÍTULO, p . 115 AVALIE SEU APRENDIZADO, p . 116 MURAL, p . 116

4

Capítulo Propaganda e persuasão, p. 117 PARA COMEÇAR, p . 117 OLHAR PARA • Pegada Ecológica, p. 118 AMPLIANDO SABERES • Propaganda –

Propaganda 1, p. 119 / Propaganda 2, p. 122  124 AMPLIANDO SABERES • Verbo, advérbio e pronome, p. MÃOS À OBRA • Produção de texto / Propaganda, p. 129 RESUMO DO CAPÍTULO, p . 130 AVALIE SEU APRENDIZADO, p . 131 MURAL, p . 131

Língua Portuguesa  7

UNIDADE 3 T rabalho e transformação

1

O mundo do trabalho, p. 132

3

Capítulo O trabalho em foco, p. 134

Capítulo A escolha da carreira, p. 162

PARA COMEÇAR, p . 134 OLHAR PARA • Mundo do trabalho, p. 135 AMPLIANDO SABERES • Reportagem – ‘Vou trabalhar

PARA COMEÇAR, p . 162 OLHAR PARA • O mundo do trabalho, p. 163 AMPLIANDO SABERES • Entrevista – Arqueóloga desde

de carro todos os dias’, p. 136 UM POUCO MAIS • Charge, p. 139 AMPLIANDO SABERES • Frase, oração, período / Sujeito e predicado, p. 140  143 UM POUCO MAIS • Emprego de mais e mas, p. FALANDO DE • Geografia, p. 144  145 MÃOS À OBRA • Produção de texto / Charge e tirinha, p. RESUMO DO CAPÍTULO, p . 146 AVALIE SEU APRENDIZADO, p . 147 MURAL, p . 147

menina, p. 164 UM POUCO MAIS • Currículo, p. 168 FALANDO DE • Geografia, p. 169 AMPLIANDO SABERES • Os verbos no predicado, p. 170  173 UM POUCO MAIS • Por que, por quê, porque e porquê, p. MÃOS À OBRA • Produção de texto / Currículo, p. 175 RESUMO DO CAPÍTULO, p . 176 AVALIE SEU APRENDIZADO, p . 177 MURAL, p . 177

2

Capítulo Diálogos entre campo e cidade, p. 148

4

Capítulo Trabalho e qualidade de vida, p. 178

PARA COMEÇAR, p . 148  149 OLHAR PARA • O mundo do trabalho, p. AMPLIANDO SABERES • Reportagem – Os fluxos

PARA COMEÇAR, p . 178  179 OLHAR PARA • Trabalho e qualidade de vida, p. AMPLIANDO SABERES • Pintura, p. 180 UM POUCO MAIS • Reportagem – Modelo de trabalho: a

migratórios no Brasil, p. 150  154 UM POUCO MAIS • Poema – João Cabral de Melo Neto, p.  155 AMPLIANDO SABERES • Os tipos de sujeito, p.  158 FALANDO DE • História, p. UM POUCO MAIS • Emprego das palavras há e a, p. 158 MÃOS À OBRA • Produção de texto / Paródia, p. 159 RESUMO DO CAPÍTULO, p . 160 AVALIE SEU APRENDIZADO, p . 161 MURAL, p . 161

vida na gaiola, p. 182 AMPLIANDO SABERES • Adjunto, complemento, aposto e vocativo, p. 184  187 UM POUCO MAIS • Conserto ou concerto?, p.  188 FALANDO DE • Ciências, p. •   189 MÃOS À OBRA Produção de texto / Debate, p. RESUMO DO CAPÍTULO, p . 190 AVALIE SEU APRENDIZADO, p . 191 MURAL, p . 191

8  Sumário

UNIDADE 4 M  undo cidadão

1

Cidadania e direitos humanos, p. 192

3

Capítulo Vozes do Brasil, p. 194

Capítulo Registrando a vida, p. 225

PARA COMEÇAR, p . 194 OLHAR PARA • Pluralidade cultural, p. 195 AMPLIANDO SABERES • Entrevista / Mais atenção

PARA COMEÇAR, p . 225 OLHAR PARA • Identidade e diversidade, p. 226 AMPLIANDO SABERES • Reportagem – As leis sobre

às lutas indígenas, p. 196 AMPLIANDO SABERES • Vozes verbais e tipos de período, p. 202  / Voz ativa e voz passiva, p. 202 / Agente da passiva, p. 203 / Período simples e  204 período composto, p. UM POUCO MAIS • Emprego da letra x, p. 205 UM POUCO MAIS • Percepção de preconceitos contra  206 indígenas no Brasil, p.  207 FALANDO DE • História, p.  208 MÃOS À OBRA • Seminário, p. RESUMO DO CAPÍTULO, p . 209 AVALIE SEU APRENDIZADO, p . 210 MURAL, p . 210

diversidade, p. 227 UM POUCO MAIS • A mulher na sociedade – Regulamento do concurso, p. 231  233 FALANDO DE • História, p. AMPLIANDO SABERES • Período composto por subordinação, p. 233 MÃOS À OBRA • Reportagem, p. 235 RESUMO DO CAPÍTULO, p . 236 AVALIE SEU APRENDIZADO, p . 237 MURAL, p . 237

2

4

Capítulo Leituras do mundo, p. 238

Capítulo Diálogo entre tempos, p. 211

PARA COMEÇAR, p . 238 OLHAR PARA • Identidade e diversidade, p. 239 AMPLIANDO SABERES • Artigo de opinião – Internet e

PARA COMEÇAR, p . 211 OLHAR PARA • Cidadania e qualidade de vida, p. 212 AMPLIANDO SABERES • Reportagem – Direitos previstos

fraude, p. 240 UM POUCO MAIS • A leitura no Brasil – Você faz a  244 diferença, p.  246 AMPLIANDO SABERES • Crase, p.  247 FALANDO DE • História, p. •  MÃOS À OBRA Treinando a argumentação: o artigo de  248 opinião, p. RESUMO DO CAPÍTULO, p . 250 AVALIE SEU APRENDIZADO, p . 251 MURAL, p . 251

pelo Estatuto do Idoso ainda são desrespeitados, p. 213

AMPLIANDO SABERES • Período composto por  216 / Orações coordenadas, p.  216 coordenação, p. UM POUCO MAIS • Tem ou têm?, p. 219 UM POUCO MAIS • Poema – Confidência do Itabirano, p. 220  221 FALANDO DE • Ciências, p.  222 MÃOS À OBRA • Produção de texto / Entrevista, p. RESUMO DO CAPÍTULO, p . 223 AVALIE SEU APRENDIZADO, p . 224 MURAL, p . 224

Indicações complementares, p. 252 Referências bibliográficas, p. 253 Língua Portuguesa  9

UNIDADE

1

Fotografia: Renato Soares/ Pulsar

Identidade e diversidade

Iguais e diferentes

Fotografia: Delfim Martins/ Pulsar

Festa dos Kuikuro na Aldeia Afukuri, Parque Indígena do Xingu, Gaúcha do Norte (MT).

Grupo folclórico Tambor Crioula de Leonardo, São Luís (MA).

10

Unidade 1

NESTA UNIDADE:

Fotografia: João Prudente/ Pulsar

Consulte o Guia de orientações didáticas.

Fotografia: Cesar Duarte/ Tyba

Futebol de várzea em Serrita (PE), sertão pernambucano.

Folhetos de cordel à venda no Centro Luís Gonzaga de Tradições Nordestinas, São Cristóvão (RJ), 2008.

Os quatro capítulos que compõem esta primeira unidade vão levar você a perceber alguns elementos da identidade brasileira. Teremos a oportunidade de estudar cartas, mitos africanos e indígenas, poesia de cordel, biografias e autobiografias. Certamente encontraremos, na sala de aula, histórias pessoais com as quais nos identificaremos, mas também perceberemos como somos diferentes.

CAPÍTULOS DA UNIDADE 1

Atenciosamente... Um abraço... Saudações – um estudo de cartas, pág. 12.

2

Cordelista, o rei do verso ritmado – um estudo da poesia de cordel, pág. 23.

3

Quem foi, quem é, quem será... – o texto biográfico e a autobiografia, pág. 39.

4

Mito e identidade – um estudo de mitos, pág. 53.

O QUE VOCÊ PENSA? 1. Você se identifica com alguma das fotos apresentadas? Por quê? 2. De que forma a literatura e a arte em geral podem representar a identidade de um povo?

Sobre as imagens Na primeira imagem, o Kuarup, ritual praticado por grupos indígenas do Xingu. Na segunda, o tambor de crioula, expressão artística de matriz afro-brasileira. Na terceira, o futebol, que, apesar da origem inglesa, é o esporte nacional. Por fim, o cordel, trazido ao país pelos portugueses.

Língua Portuguesa

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CAPÍTULO

1

Atenciosamente... Um abraço... Saudações – um estudo de cartas

OBJETIVOS • Interpretar e produzir

uma carta. • Reconhecer fonemas em palavras. • Identificar a sílaba tônica em palavras.

PARA COMEÇAR

O que você pensa?

Fotografia: Mauricio Simonetti/ Pulsar

Observe as imagens.

O que você precisa fazer para se comunicar à distância com alguém hoje em dia? Quais são os recursos disponíveis? Uma carta é igual a um torpedo (uma mensagem enviada por celular)? Ou a uma mensagem de e-mail?

Fotografia: Rogério Reis/ Olhar Imagem

Adulto escrevendo em aula de alfabetização.

Trabalho de carteiro em Olinda (PE), 2007.

As fotos mostram o percurso de uma carta. Apesar dos inúmeros recursos tecnológicos de hoje em dia, a carta ainda é muito utilizada. Cartas podem ser endereçadas a amigos, familiares, empresas, jornais... Geralmente, a carta é enviada pelo correio.

12

Fotografia: Alan Nielsen/ Samba Photo

Sobre as imagens

Unidade 1 / Capítulo 1

Pessoa lendo cartão.

Atividades 1. Você já escreveu ou recebeu uma carta? Em que situação? Resposta pessoal.

2. Se você fosse escrever uma carta agora, para quem gostaria de escrever? Qual seria o assunto? Resposta pessoal.

3. Hoje em dia, além da carta, que outras formas as pessoas podem usar para se comunicar com alguém que está distante? Hoje em dia, muitas pessoas utilizam o telefone celular, o e-mail, o MSN, o Orkut, o Facebook, entre outros meios que possibilitam a comunicação. Se necessário, explique como se dá a comunicação pela internet por meio do correio eletrônico. Consulte o Guia de orientações didáticas.

Olhar para

Identidade

Carta de Caminha: A “certidão de nascimento” do Brasil Considerada tanto o primeiro documento da História brasileira como o primeiro texto literário do Brasil, a carta que o escrivão Pero Vaz de Caminha escreveu ao rei D. Manuel, em forma de diário, leva ao monarca luso uma narrativa pessoal marcada pela observação do que os europeus chamavam de Novo Mundo. [...] O documento original, intitulado oficialmente Carta a el-rei D. Manuel sobre o achamento do Brasil, guardado no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa, Portugal, é constituído por sete folhas de papel manuscritas, cada uma em quatro páginas, num total de 27 páginas de texto e mais uma de endereço. Primeiro texto escrito no Brasil, foi feito em Porto Seguro, com data de 1 de maio de 1500, e foi levado a Lisboa por Gaspar de Lemos, comandante do navio de mantimentos da frota. [...]

O texto é um importante exercício de conhecimento do outro e daquilo que é diferente. Afinal, os índios e sua forma de existir eram elementos novos e o texto de Caminha é um passo que dá início na construção de um entendimento das possibilidades de diálogo que então se instauravam. Elementos como pessoas, animais, plantas, relevo, vegetação, clima, solo e produtos da terra são cuidadosamente descritos. O escriba, porém, não se limitou ao detalhamento. Fez ainda  sugestões para o aproveitamento da região. [...] Nesse contexto de exploração econômica, existe ainda a exaltação das virtudes da terra e da gente brasileira. Tudo isso numa linguagem clara, simples, objetiva, realista, com certo equilíbrio nas observações, mesmo perante o inusitado das situações, e uma comovente curiosidade e capacidade de maravilhar-se perante o inédito.

Oscar D'Ambrosio. Carta de Caminha: A “certidão de nascimento” do Brasil. São Paulo: UOL Educação. Extraído de: <http://educacao. uol.com.br/disciplinas/portugues/carta-de-caminha-a-certidao-de-nascimento-do-brasil.htm>. Acesso em: 15 jan. 2012.

Língua Portuguesa

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AMPLIANDO SABERES

Carta

A estrutura da carta em geral é quase sempre a mesma e deve ser respeitada para que o leitor reconheça o gênero. Toda carta deve apresentar uma saudação, para quem ela está sendo enviada (destinatário), o assunto de que ela trata, uma despedida e o nome de quem a está enviando (remetente). Deve também exibir o local e a data em que foi escrita. Leia as duas cartas a seguir.

Importante

Carta A

Remetente é um a palavra deriva da do verbo remet er, que significa en viar. Destinatário é derivada do ve rbo destinar, que po r sua vez vem de de stino, o lugar para on de se pretende ir, ou , neste caso, para onde se quer enviar a ca rta.

Belo Horizonte, 13 de fevereiro de 2009. Fábrica de Calçados BB Assunto: Solicitação de emprego Prezados senhores, Mediante anúncio publicado no jornal O Comércio, do dia 12 de fevereiro de 2009, tomei conhecimento de que essa empresa está à procura de operários. Acho-me em condições de ocupar uma das vagas. Por favor, avaliem o meu currículo anexo. Atenciosamente, Pedro dos Santos

Carta B Sobre o autor O Machadinho que assina a Carta B é Machado de Assis (18391908), um dos mais importantes escritores brasileiros. Estreou na literatura como poeta, mas se destacou como contista e romancista. A destinatária da carta, saudada como Carola, é Carolina Augusta Xavier de Novais, namorada do escritor na época. Eles se casaram no ano seguinte e ficaram juntos por 35 anos.

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Unidade 1 / Capítulo 1

[Rio, 2 mar. 1868] Minha querida Carola, Recebi ontem duas cartas tuas, depois de dois dias de espera. Calcula o prazer que tive, como as li, reli e beijei? A minha tristeza converteu-se em súbita alegria. [...] Também ontem deves ter recebido duas cartas minhas [...]. Obrigado pela flor que me mandaste; dei-lhe dois beijos como se fosse em ti mesma, pois que, apesar de seca e sem perfume, trouxe-me ela um pouco de tua alma. [...] Escreve-me e crê no coração do teu. Machadinho Machado de Assis. Obra completa de Machado de Assis. Afrânio Coutinho (Org.). Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1997.

Atividades 1. Compare as cartas A e B. Depois complete o quadro. Informações

Carta A

Carta B

Quem envia a carta?

Pedro dos Santos

Machadinho

Para quem é enviada a carta?

Fábrica de Calçados BB

Carola

Qual é o objetivo das cartas?

Solicitar emprego.

Dar notícias.

Qual é o foco do assunto?

Pessoal.

Pessoal.

Como foi a saudação de cada carta?

Prezados Senhores

Minha querida Carola

Como foi a despedida de cada carta?

Atenciosamente

Escreve-me e crê no coração do teu

2. Junte-se a um colega e responda: Em que outras situações escrevemos cartas? 3. De que forma vocês poderiam iniciar uma carta: a. para um amigo próximo; b. para um familiar – pai, mãe, irmãos, primos, filhos etc.; c. para o gerente de uma loja; d. para um vereador ou autoridade da sua cidade?

2. Para fazer reclamações, comentar notícias de jornais ou revistas, contar sobre uma viagem etc. 3. Respostas pessoais. É importante que os alunos se lembrem de usos como “Oi, amiga!”, “Prezado senhor”, “Olá!” para que se explicite a noção de saudação.

4. Apresentem as respostas das questões 2 e 3 para os colegas de classe. 5. Que efeitos poderia ter a primeira carta se fosse assinada da mesma forma que a segunda? Possivelmente, os empregadores não levariam as intenções do remetente de trabalhar na empresa como sérias, verdadeiras, dada a intimidade com a qual ele se valeu para assinar a carta.

6. Considerando o objetivo e o destinatário da carta A, a linguagem utilizada está adequada? Por quê?

4. Explorar as formas de saudação das comunidades em que os alunos moram e dos grupos sociais de que fazem parte. Como jovens se saúdam? E pessoas idosas, como se saúdam? As saudações possuem marcas identitárias.

A linguagem da carta é adequada e formal porque o remetente se dirige a uma empresa, com a qual não tem nenhuma intimidade.

Língua Portuguesa

15

AMPLIANDO SABERES

Fonemas e sílabas

Leia um comentário postado em um blog, a respeito do último capítulo de uma novela.

A-DO-REI! Fazia tempo que não assistia novelas, mas esta, eu não perdia. Muito gostoso aquele ambiente de fazenda... Aquelas rodas em volta da fogueira ouvindo o Daniel cantar Casinha Branca, que delícia!!! O tema musical lindo. Os atores arrasaram. Morria de rir com a Cássia Kiss... Postado por R. em 3 out. 2009. Extraído de: <http://canal1.blogtv.uol.com. br/2009/10/02/ibope-de-paraiso>. Acesso em: 25 out. 2009.

Observe a primeira palavra do texto. a. Como essa palavra aparece escrita? Em letras maiúsculas, com as sílabas separadas.

b. Em sua opinião, por que essa palavra foi escrita assim? A palavra foi escrita assim para enfatizar a informação, demonstrando a empolgação do autor ao usar o vocábulo.

As palavras que pronunciamos são formadas por fonemas. Na palavra adorei, por exemplo, há seis fonemas: /A/ /D/ /O/ /R/ /E/ /I/. Os fonemas também podem ser pronunciados em pequenos grupos: /A/ /DO/ - /REI/. Cada um desses grupos é uma sílaba. Sílaba é o grupo formado por um ou mais fonemas, pronunciados em uma só emissão de voz. De acordo com o número de sílabas que apresentam, as palavras se classificam em monossílabas, dissílabas, trissílabas e polissílabas. Veja: RIR – monossílaba RODAS – ro/das: dissílaba NOVELAS – no/ve/las: trissílaba ARRASARAM – ar/ra/sa/ram: polissílaba

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Unidade 1 / Capítulo 1

Sílaba tônica Diga em voz alta o nome da pessoa que assina a carta endereçada a Carola: MA-CHA-DI-NHO. Que sílaba você pronunciou com mais intensidade? A sílaba di, a penúltima.

A sílaba pronunciada com mais intensidade em uma palavra chama-se sílaba tônica. Ela pode ser a última, a penúltima ou a antepenúltima sílaba de uma palavra. Em relação à posição da sílaba tônica, as palavras classificam-se em: • oxítonas, quando a sílaba tônica é a última, como em avô; • paroxítonas, quando a sílaba tônica é a penúltima, como em Carola, Machadinho, carta; • proparoxítonas, quando a sílaba tônica é a antepenúltima, como em parágrafo.

Atividades 1. Pensando na palavra A-DO-REI, responda. a. Quantas sílabas há nessa palavra? Há três sílabas.

b. Nessa palavra, há sílaba sem vogal? Não.

c. As sílabas têm o mesmo número de letras? Não, as sílabas têm uma, duas e três letras, respectivamente.

d. A palavra A-DO-REI é trissílaba. Você sabe por quê? Porque tem três sílabas.

2. A palavra Machadinho é: (   ) oxítona. ( X ) paroxítona. (   ) proparoxítona.

Língua Portuguesa

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3. Releia este trecho da carta de Machadinho. A minha tristeza converteu-se em súbita alegria. [...] Também ontem deves ter recebido duas cartas minhas [...]. Encontre no texto, e escreva a seguir, uma palavra: a. monossílaba. a, ter, em, se

b. dissílaba e oxítona. também

c. trissílaba e proparoxítona. súbita

d. polissílaba e paroxítona. recebido

Falando de

Matemática

Usando os nÚmeros Para identiFiCar Muitas vezes, os números naturais são utilizados para identificar pessoas, objetos, lugares, entidades, arquivos, contas bancárias etc. e, como símbolos de um código, eles catalogam e diferenciam os distintos elementos de um conjunto. Para conhecer um código, é necessário conhecer as chaves de identificação. O Código de Endereçamento Postal (CEP), com estrutura de 5 (cinco) dígitos, foi criado pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, em maio/71. Sua divulgação ao público em geral ocorreu com a publicação do Guia Postal Brasileiro, Edição 1971. Em maio/92, sua estrutura foi alterada para 8 (oito) dígitos e oficializada junto ao público em geral, com a publicação do Guia Postal Brasileiro, Edição 1992. [...] [O] objetivo principal [do CEP] é orientar e acelerar o encaminhamento, o tratamento e a distribuição de objetos de correspondência, por meio da sua atribuição a localidades, logradouros, unidades dos Correios, serviços, órgãos públicos, empresas e edifícios. A finalidade do CEP é racionalizar os métodos de separação da correspondência por meio da simplificação das fases dos processos de triagem, encaminhamento e distribuição, permitindo o tratamento mecanizado com a utilização de equipamentos eletrônicos de triagem. Wanda M. C. Alves; Maria das Graças G. Barbosa. Cláudia Veloso T. Guimarães (Org.). Manual do Educador. Estudos Complementares I. Extraído de: <www.projovemurbano.gov.br>. Acesso em: 25 abr. 2013.

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Unidade 1 / Capítulo 1

UM POUCO MAIS

Carta GLOSSÁRIO

Segundo os Correios, selo é uma “estampilha postal destinada ao franqueamento de correspondências, podendo, também, ser objeto de colecionador”. Ele serve para comprovar o pagamento de prestação de serviços postais.

alusivo • referente, que diz respeito a. estampilha • pequena estampa adesiva. franqueamento • pagamento da correspondência.

Os selos geralmente são ilustrados com motivos artísticos ou culturais, alusivos a temas específicos. Por essa razão, tornam-se muito procurados e são adquiridos por colecionadores, em algumas situações, por um valor bem alto.

Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos/Departamento de Filatelia e Produtos/ECT. Brasília. Captura via escâner

Para que servem os selos postais?

Os selos são aplicados no canto superior direito dos envelopes. Fonte de pesquisa: Correios. Extraído de: <http://blog.correios.com.br/filatelia/ filatelia/selos-principais-conceitos/>. Acesso em: 15 jan. 2013.

Veja alguns selos emitidos pelos Correios. Você consegue perceber a quais temas eles fazem referência? Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos/Departamento de Filatelia e Produtos/ECT, Brasília. Captura via escâner

Estes quatro selos comemorativos fazem referência a quatro mitos que compõem a cultura brasileira. Curupira, Mãe do ouro, Boto e Mula sem cabeça são mitos conhecidos de norte a sul do país, mas que ainda assim apresentam suas especificidades regionais. Por exemplo, o Curupira é o mito das matas; o Boto, das águas amazônicas; a Mula sem cabeça, das pequenas cidades; já a Mãe do ouro é uma lenda que tem origem em regiões de garimpo ou lugares marcados pela extração do minério no passado.

Selos de comemoração do 47o. Festival do Folclore de Olímpia (SP), 2011.

E DAÍ?

Este selo faz referência ao Dia mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa.

Da carta ao e-mail

A carta é tão antiga que é considerada por estudiosos, junto com mitos e contos populares, a base de muitos outros gêneros textuais. Com o avanço da tecnologia ao longo dos anos, a carta perdeu espaço para meios de comunicação como o telefone, o telégrafo e por fim para os e-mails. Embora não sejam escritas com tanta frequência quanto no passado, as cartas ainda são utilizadas não só como correspondência pessoal e afetiva, mas também como meio de reclamação, solicitação, encaminhamento de sugestões etc. Você recebe cartas em casa? De que tipo?

Língua Portuguesa

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Caminhar e transformar - Língua Portuguesa