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São Paulo, terça-feira, 16 de agosto de 2011

R$ 1,40

Jornal do empreendedor

Cheque sem fundo para pagar fiança

ELEITA A JUSTIÇA CONTRA A CORRUPÇÃO

Fantasma do Amapá surge no Paraná ONG no PR tem convênio irregular igual ao do AP, com impressões de Fábio de Mello. Pág. 5

A presidente Dilma ganhou o apoio de senadores de vários partidos para sua faxina anticorrupção sem se dobrar às pressões da própria base aliada. O Brasil quer "justiça e ética", disse Pedro Simon. Mas Dilma foi genérica ao discursar: "Meu governo quer Justiça eficaz, mas sóbria e democrática". Página 6

Conclusão: 23h55

Ano 87 - Nº 23.437

www.dcomercio.com.br

Pastor Wladimir Furtado pode voltar à cadeia: não conseguiu dinheiro para cobrir cheque. Pág. 5

Familiares de juíza assassinada protestam no Rio. Página 15

À procura da Justiça

Arte de Paulo Zilberman em foto de Sérgio Lima/Folhapress

Rafael Andrade/Folhapress

Brendan McDermid/Reuters

A NOVA CLASSE MÍDIA

A classe C já soma 53% da população e, ávida por eletrônicos, responde por 46,5% das vendas na web. E ela é criteriosa na escolha (não pode se dar ao luxo de errar pois não poderá trocar o produto em pouco tempo). Não é à toa que marcas como Sony e Samsung namoram esse segmento. Pág. 23

Almeida Rocha/Folhapress

HOJE Parcialmente nublado Máxima 28º C. Mínima 14º C.

AMANHÃ Parcialmente nublado Máxima 28º C. Mínima 16º C.

ISSN 1679-2688

23437

9 771679 268008

Google: o programa que virou telefone. O Android era o sistema do Motorola. Agora o Motorola é o telefone do Android. Página 22

Cerco a Kassab. E promessa de volta da feirinha. Prefeito disse a manifestantes que a feira da madrugada no Pari será reaberta em poucos dias. Página 15

DIÁRIO DO COMÉRCIO

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o

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Não há saídas? Sempre há saídas, mas às vezes elas são amargas. Roberto Fendt

pinião

PAULO SAAB

MOSTRE A SUA INSATISFAÇÃO (2)

A

OS RISCOS QUE VÊM DE FORA Q

uando Affonso Celso Pastore fala, as pessoas de bom senso escutam. Em longa entrevista publicada no último sábado pelo Es t ad ã o, o professor, consultor e ex-presidente do Banco Central, afirmou que, "no quadro que vejo hoje da economia mundial, o Brasil vai crescer menos. E o governo vai ter de se dobrar à realidade. Não há o que fazer. Se tentar escapar disso, vai gerar desequilíbrios". Vale a pena acompanhar o raciocínio de Pastore. Não é a rebaixa na classificação do risco soberano dos EUA que nos afetará. Se algum efeito a redução da nota dos papéis americanos teve, foi o de elevar a demanda pelos títulos de investidores e governos. Longe de desvalorizar os títulos, induzindo uma alta na taxa de juros dos EUA, o temor de uma crise maior, na periferia da Europa, só fez elevar a demanda pelos papéis americanos. O impacto sobre a economia brasileira não decorre do reconhecimento tardio, pelo mercado, de que os americanos vivem, há muito, além dos próprios meios. E o fazem financiando essa festa com o aumento do endividamento. São fatos notórios, de conhecimento público no mercado. Mas há fatos antigos e novos, que cumpre apontar. O grau de alavancagem das famílias americanas, que sempre foi alto, tornou-se ainda mais alto no período que precedeu ao estouro da bolha de consumo custeado por endividamento. Casas, carros e outros ativos criados pelo endividamento subitamente derreteram após o 15 de setembro de 2008. Restou o endividamento das famílias nos EUA e a necessidade de pagá-lo. Para isso torna-se indispensável contrair o consumo e poupar, de for-

os preços da commodities e encolherão os mercados para nossos produtos de exportação.

ROBERTO FENDT ma a liberar recursos para fazer face ao endividamento.

N

ão surpreende que todas as medidas tomadas pelas autoridades econômicas americanas não tenham conseguido reavivar o consumo e, através dele, a retomada do crescimento e do emprego. A liquidez adicional proporcionada pelos quantitative easings – estímulos sob a forma de compra de ativos dos bancos e de outros segmentos da economia, por meio do aumento das reservas voluntárias dos bancos comerciais – ficou empoçada nas instituições, tendo efeito muito pequeno sobre as decisões de consumo das famílias. Na Europa, o risco de uma crise bancária é maior, já que há uma teia de créditos cruzados entre os bancos europeus, envolvendo os países problemáticos – Grécia, Irlanda e Portugal na linha de frente, e Espanha e Itália, um pouco

atrás. As chances de contágio dos problemas das economias mais frágeis pelas economias maiores, Espanha e Itália, não podem ser descartadas.

A

s duas crises, a do consumidor americano e dos bancos europeus, conjugam-se em um único indicador: a perda de dinamismo da recuperação da crise de 2008, que agora já nos parece tão longínqua, mas da qual nunca de fato nos afastamos. É por aí que poderemos ser atingidos. Uma desaceleração envolvendo os EUA e a União Europeia não passará em brancas nuvens para o restante do mundo. E por mais que se julgue que China e Índia, principalmente, e um punhado de outros países, possam defletir um novo desaquecimento da economia global, as chances de isso ocorrer são remotas. E com a queda do PIB mundial cairão também

Os problemas do consumidor americano e dos bancos europeus levarão à perda de dinamismo da recuperação da crise de 2008. É por aí que poderemos ser atingidos.

N

ão há saídas? Sempre há saídas, mas às vezes elas são amargas. O excesso de alavancagem se corrige com o seu oposto, a desalavancagem. Essa requer uma repartição das perdas, com credores e devedores ficando cada um com uma parte – mas isso é mais fácil de dizer que fazer. Ou se poderá continuar a empurrar para a frente o problema, buscando uma aterrissagem mais suave. Tudo é possível. Mas a prudência manda que se tenha um cenário para fazer frente ao pior, ou seja, a dificuldade de encontrar um meio termo entre os interesses de grupos tão heterogêneos, como credores, endividados e as mesmas pessoas no papel de contribuintes. Se as dificuldades aumentarem, acumulamos mais de 350 bilhões de dólares de reservas internacionais que permitirão enfrentar o primeiro baque. Parte desses recursos será necessário para manter em funcionamento as atividades de exportação e sustentar o emprego. Se as coisas ficarem mais difíceis, talvez tenhamos de baixar o compulsório dos bancos novamente. E, no pior cenário, baixar as taxas de juros. É com ênfase no último ponto que Pastore aconselha: "Em um caso desses, seria preciso baixar a taxa de juros. Mas não é preciso fazer isso no pressuposto de que pode acontecer. Tem de fazer se acontecer". Sábia reflexão, que espero tenha sido lida no governo com o mesmo interesse e atenção com que a li. Ou mais. ROBERTO FENDT É ECONOMISTA

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cláudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

manifestação do pensamento dos eleitores, da população em geral, aos nossos políticos, governantes, agentes públicos e mesmo aos privados por tabela, é fundamental para que haja fiscalização direta dos brasileiros sobre o comportamento de seus representantes e dirigentes. Ontem publicamos aqui um primeiro caminho para o leitor indignado, insatisfeito, mandar seu recado para o governo federal. Na sequência, publicamos hoje a mesma forma de encaminhamento, mas agora destinada ao governo do Estado e à Prefeitura – estamos falando em termos de São Paulo. Trata-se aqui de uma orientação e um estímulo ao leitor para que faça sua voz ser ouvida. Nosso sistema político está ainda distante de ser representativo, como sua denominação dá a entender. Não temos voto distrital, nem direto nem indireto. Esquecemos em quem votamos na semana seguinte ao pleito. Não cobramos, não acompanhamos os eleitos. E grande parte deles – e mesmo de designados, indicados, concursados – esquece-se de que está a serviço da sociedade e que por ela é remunerado. Muitos passam a entender que são eles os legítimos donos da posição e passam a cuidar de assuntos de interesse público apenas pela ótica do interesse pessoal.

manifestação do eleitor é essencial nessa fase de consolidação de nossa democracia, confundida por muitos como meio de se enriquecer em meio à baderna que a liberdade propicia. Sem nenhuma responsabilidade. Precisamos fiscalizá-los mais de perto. Lutar pela punição aos faltosos e corruptos. Defender o País dos ladrões que se infiltraram na vida pública e sugam para si a riqueza da nação. Hoje, orientamos o leitor a se dirigir às autoridades estaduais e do município de São Paulo. A formula é aplicável a todos os estados e municípios. Basta adequar o formato do e-mail e pesquisar na internet os telefones daqueles a quem pretende escrever ou ligar. Para o governo do Estado, o leitor pode escrever para o Palácio dos Bandeirantes, Avenida Morumbi, 4500, em nome do governador Geral do Alckmin. Ou ligar para (11) 2193 8000, pedindo para falar no gabinete do governador.

A

Nosso sistema político está ainda distante de ser representativo. Esquecemos em quem votamos uma semana depois do pleito. Não cobramos ou acompanhamos quem elegemos.

E-mail: governador@sp.gov.br. Para a Assembleia Legislativa, escreva para o deputado Barros Munhoz: Palácio 9 de Julho, avenida Pedro Álvares Cabral, 201, São Paulo. Telefone: (11) 3886-6122. E-mail: presidencia@al.sp.gov.br . Ou escreva diretamente ao deputado em quem votou usando a mesma fórmula final. ara a prefeitura da Capital, escreva para Viaduto do Chá 15, Palácio Matarazzo. Ligue para (11)3113-8000 e peça para falar no gabinete do prefeito Gilberto Kassab. E-mail : prefeitura@prefeitura. sp.gov.br No caso da Câmara Municipal, escreva para o Palácio Anchieta, Viaduto Jacareí, 100. Ligue para (11) 3396-4215 e peça para falar com o vereador Police Neto. E-mail: policeneto@camara.sp.gov.br Ou escreva para seu vereador usando a mesma fórmula final. Em outras cidades, basta seguir a mesma linha. Nos sites de busca, digite o nome da cidade, do prefeito, do vereador desejado e irá encontrar o endereço para dizer-lhe o que pensa de seu trabalho. Comece a se comunicar, leitor. Não fique parado diante de tanta roubalheira. Os nomes e endereços aqui apresentados são mera referência, por se tratar das autoridades máximas de cada poder – como na edição passada, sobre o poder federal. É uma maneira de mostrar que não estamos satisfeitos com muita gente na esfera do poder a que eles pertencem e comandam.

P

PAULO SAAB É JORNALISTA E

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro (aribeiro@dcomercio.com.br) Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Fernanda Pressinott, Kleber Gutierrez, Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli, Evelyn Schulke, e Sérgio Siscaro Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Geriane Oliveira, Ivan Ventura, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mário Tonocchi, Neide Martingo, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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ESCRITOR

DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 16 de agosto de 2011

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o Catástrofe financeira nas Américas pinião

O

s mercados financeiros em queda nos Estados Unidos e na Europa enviaram ondas de choques para o mundo todo. A recuperação econômica já estava se enfraquecendo e agora vem esse novo abalo. O restante do mundo desenvolvido tem de refletir sobre como ajudar a sustentar a recuperação da economia. A China e a Índia, com suas gigantescas economias emergentes, devem se preocupar sobre como continuar crescendo, se ninguém mais fizer isso. A América Latina se encontra em algum ponto intermediário. A região ainda não está completamente desenvolvida e certamente não é tão significativa quanto as gigantes asiáticas. Mas o Brasil e o México – com um PIB de US$ 2 trilhões e de US$ 1 trilhão respectivamente, e com padrões de vida bem acima dos da China e da Índia – também serão afetados pela crise norte-americana e europeia, talvez mais gravemente do que alguns analistas regionais preveem. A crise financeira abala os dois subgrupos econômicos da região – a zona do norte e a do sul – de formas diferentes. Quando a economia dos EUA desacelera, o México, o Caribe e a América Central sentem a desaceleração mais diretamente. Os países da zona do norte têm relações próximas com os EUA por causa do turismo, remessas de parentes morando nos EUA, exportações de manufaturados e investimentos dos EUA. Esses fluxos caíram bastante na recessão de 2009, mas a maioria já estava se recuperando. Por exemplo, as exportações de veículos mexicanos e o turismo no Caribe já voltaram aos níveis anteriores. Já as remessas

CRISE FINANCEIRA DOS EUA ABALA O RESTO DO MUNDO DE MANEIRAS DIFERENTES.

ainda não se restabeleceram completamente. Quanto mais próximas forem as relações Norte-Sul, maior será o impacto de uma recuperação econômica vacilante nos EUA, sem falar de uma nova recessão. O momento da nova adversidade econômica é especialmente ruim, por causa de desafios políticos ameaçando alguns desses países: crime e violência no México e na América Central; o fim de um regime em Cuba (Fidel e Raúl Castro não estão ficando mais jovens); e eleições no próximo ano no México. A região norte da América Latina acabou de superar a recessão de 2009 – e uma nova poderia desencadear tensões sociais que até agora têm permanecido sob controle.

(Brasil, Argentina), embora não em outros (Chile, Colômbia). A inundação de investimento estrangeiro também contribuiu para sobrevalorizar a taxa de câmbio, tornando São Paulo, por exemplo, uma das cidades mais caras do mundo. Essas oscilações ajudaram a pôr o Brasil e a Argentina no alto do novo "Índice de Superaquecimento" da The Economist – não sendo o melhor local para se estar no caso de subitamente diminuir a demanda chinesa e a indiana por matérias-primas e produtos sul-americanos. A margem para estímulo nos países sul-americanos provavel-

mente é menor desta vez do que em 2009, quando políticas anticíclicas vigorosas moderaram a crise econômica. Hoje, por causa da inflação e das moedas sobrevalorizadas, a margem de segurança é mais estreita. E as dificuldades políticas da região sul são maiores agora do que há dois anos. A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, tem demonstrado determinação e caráter ao se livrar de três membros de seu Ministério em apenas sete meses de mandato, por motivos de corrupção ou comportamento descomedido (embora ter nomeado antes esses ministros não demonstre um grande julgamento).

A presidente da Argentina, Cristina Fernández Kirchner, tem quase certeza de que será reeleita em outubro, mas as eleições locais de Buenos Aires e Córdoba mostraram que Fernández pode estar mais fraca do que se acredita. O presidente do Chile, Sebastian Piñera, com taxas de aprovação despencando, está enfrentando o movimento de protesto mais abrangente e ativo desde o final da ditadura de Augusto Pinochet. A contestação estudantil ao sistema educacional explodiu em violência – um "Inverno Chileno", como o protesto é chamado, ecoando a Primavera Árabe. Por fim, o Peru tem um novo

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região sul saiu-se melhor da última vez, em grande parte porque muito de seu recente crescimento econômico tinha sido alimentado pela demanda insaciável da China e da Índia por commodities, incluindo ferro, cobre, soja, açúcar, frango, carne, peixe e café. O efeito China-Índia atinge mais profundamente países como Argentina, Chile, Paraguai e Peru do que o Brasil ou a Colômbia, onde os mercados domésticos continuam mais importantes do que as exportações. Mas, mesmo no Brasil e na Colômbia, as vendas para o exterior geram crescimento e atraem volumes gigantescos de investimento estrangeiro nos setores produtores de commodities. Esses fluxos provocam o acúmulo de enormes reservas de moeda estrangeira, que começam a alimentar a inflação – agravada pela farra dos gastos com objetivos políticos em alguns países

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JORGE G. CASTAÑEDA, EX-MINISTRO DAS RELAÇÕES EXTERIORES DO MÉXICO, É PROFESSOR EMINENTE DA UNIVERSIDADE DE NOVA YORK. SEU LIVRO MAIS RECENTE É “MAÑANA FOREVER? MEXICO AND THE MEXICANS”. TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA

JOÃO LUIZ MAUAD

"O que é prudente na conduta de qualquer família particular dificilmente constituíra insensatez na conduta de um grande reino". Adam Smith

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virtudes da prudência e da parcimônia, tão caras aos economistas clássicos. De acordo com a teoria keynesiana, as recessões são causadas pela retração "exagerada" do consumo. Se a sociedade está poupando mais do que seria desejável, o consumo e as vendas caem, os lucros minguam e produzem desemprego. Aos poucos, isto se transformará num círculo vicioso que só o governo poderá romper. base da teoria, portanto, é que os indivíduos, ao poupar seus recursos "em excesso", prejudicam a economia como um todo. Chamam a isso de "Paradoxo da Parcimônia". Segundo sua estranha lógica, algo benéfico para indivíduos, famílias e empresas de modo geral, ou seja, a parcimônia e a prudência nos gastos e o aumento dos níveis de poupança, é ruim para a sociedade. Em resumo, e utilizando as palavras de Mr. Paul Krugman, atual keynesiano-mor, "a virtude individual pode ser um vício público... tentativas de consumidores de fazer a coisa certa, através do aumento da poupança, pode deixar todos em pior situação". Entendeu, caro leitor? No fundo, no fundo, o que ele está nos dizendo é que poupar pode ser uma atitude

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presidente, Ollanta Humala, que continua ser um enorme ponto de interrogação: ele é o clone de Hugo Chávez de uns poucos anos atrás ou o aspirante a Luiz Inácio Lula da Silva, que ele afirma ser atualmente? s finanças do subcontinente estão (em sua maioria) em boa forma. O Brasil e o México, que compreendem consideravelmente mais da metade do PIB e da população da região, têm enormes reservas de moeda forte e equipes competentes na macroeconomia a postos. O verdadeiro perigo é o excesso de confiança: alguns líderes latino-americanos, presunçosos e fazendo pouco dos dilemas dos países ricos, parecem projetar a certeza de que eles sabem mesmo o que fazer – mas isso não significa necessariamente que eles conseguirão fazer.

O "ZEITGEIST" KEYNESIANO s alemães utilizam o termo "Zeitgeist" para descrever o clima cultural, intelectual, ético ou político de um lugar em uma determinada época. Numa tradução livre, seria a mentalidade, o "espírito de uma época". Pois bem, nada poderia refletir melhor o "Zeitgeist" econômico atual do que a gangorra que tomou conta dos mercados ultimamente. É notável como as bolsas de valores mundo afora sobem e descem ao sabor de opiniões e comunicados dos governos. Declarações intervencionistas do BCE, do FED, do FMI ou de quaisquer autoridades públicas propondo aumento de gastos, aquisição de títulos de governos falidos ou políticas voltadas para injetar liquidez provocam imediato otimismo, enquanto sugestões em contrário são o prenúncio de cataclismos nos mercados. Definitivamente, vivemos o apogeu do keynesianismo. Embora seja muito difícil para qualquer pessoa de bom senso entender como é possível que aumentos absurdos de gastos públicos ou endividamentos constantes e progressivos possam ser sadios ou benéficos, o que se vê atualmente é o mais absoluto desprezo às

JORGE G. CASTAÑEDA

As recessões são, na verdade, o "remédio" utilizado pelo mercado para esvaziar as famigeradas bolhas, normalmente induzidas por políticas intervencionistas, como manipulação das taxas de juros, financiamentos subsidiados, incentivos fiscais direcionados a setores específicos, políticas industriais paridas para beneficiar grupos organizados etc.

antipatriótica. O raciocínio em tela coloca em posições antagônicas a poupança e o consumo, sendo o consumo a virtude, enquanto a poupança seria o vício (aliás, é bastante sintomático que muitos dos que hoje defendem tais enormidades, no passado não paravam de vomitar vitupérios contra a chamada "sociedade de consumo"). Tudo balela! Numa economia de mercado, os preços (inclusive o preço do dinheiro) ditam a produção e o consumo ao longo do tempo.

Os consumidores sinalizam a intensidade de suas preferências presentes e futuras através do incremento ou da redução de suas poupanças, com isso elevando ou reduzindo as taxas de juros. Se o consumidor se retrai e poupa mais no presente, está sinalizando que provavelmente irá consumir mais no futuro e vice-versa. O sistema irá funcionar razoavelmente, a menos que o governo intervenha, deturpando os sinais do mercado e distorcendo a alocação

As recessões são o "remédio" usado pelo mercado para esvaziar as bolhas, em geral induzidas por políticas intervencionistas, como manipulação das taxas de juros, financiamentos subsidiados etc.

intertemporal dos recursos. A poupança pode ser induzida também por incertezas quanto ao futuro, caso em que os indivíduos reduzem seus gastos presentes em bens de consumo supérfluos – produtos cuja demanda é mais elástica –, com medo de que os recursos possam faltar-lhes até mesmo para o consumo de bens essenciais no futuro. Isso geralmente ocorre em épocas de crise recessiva, quando os níveis de desemprego crescem e, junto com eles, o temor quase generalizado de que o nosso emprego possa ser o próximo. nesta última hipótese que os keynesianos advogam mais e mais intervenções do governo. Só há um probleminha aqui: as pessoas passaram a consumir menos porque havia uma recessão instalada ou à vista, logo não foi a poupança que causou a recessão. Pelo contrário, aquela é provavelmente consequência desta.

É

liquidação dos maus investimentos, negócios equivocados e ineficientes, geralmente cria desemprego e outras privações temporárias, até que a estrutura de produção volte a estar em linha com as reais preferências dos consumidores. Durante os períodos recessivos, os gastos do governo e outras tentativas de fomentar o consumo de forma artificial só irão postergar o realinhamento entre a demanda real e os investimentos, já que esses gastos não são guiados pelos sinais do mercado. Pelo contrário, normalmente são ditados por considerações políticas e, ainda pior, por grupos de interesses bem articulados. Em longo prazo, portanto, como diria Bocage, a emenda sairá muito pior do que o soneto.

A

O AUTOR É EMPRESÁRIO E COLUNISTA DO SITE WWW.MIDIAAMAIS.COM.BR

DIà RIO DO COMÉRCIO

4 -.GERAL

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3

gibaum@gibaum.com.br

O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) entrou no estĂşdio para gravar comercial da Duloren e pulou fora, ao ver as modelos seminuas.

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terça-feira, 16 de agosto de 2011

MAIS: de calcinha e sutiĂŁ, elas jĂĄ faziam caras, bocas, enquanto escapava, imaginando a quebra de decoro. Amarelou!

16 de Agosto

C

k Quando a marĂŠ baixa, mademoiselle, os barcos bonitos, os iates de Outro Campo ÂŤ

alto luxo e as canoas, baixam.

Fotos: BusinessNews

EIKE BATISTA // diante da possibilidade de queda no ranking dos mais ricos do mundo.

Hå dias, o ministro da Educação, Fernando Haddad, que coleciona tropeçþes em sua Pasta e que Ê o candidato de Lula à prefeitura de São Paulo, conversava com grupo de aliados e queria demonstrar preocupação com bairros de periferia de São Paulo, campeþes mundiais de violência. E citou Jardim Ângela e Campo Belo. Ledo engano: Campo Belo Ê vizinho de Moema; Campo Limpo, vizinho do Jardim Ângela, Ê igualmente violento (zona sul). 333

Santo EstevĂŁo da Hungria

asado com a piedosa princesa Gisela, irmã do imperador da Baviera, Estevão foi o primeiro rei da Hungria e seu grande Apóstolo. Corajoso, diplomåtico e dotado de sabedoria, o rei transformou a nação invadida pelos bårbaros em um dos reinos católicos mais fervorosos e prósperos do sÊc. XI.

CONSELHEIRO Ex-ministro do DesenvolvimentoSocial,Miguel Jorge ĂŠ o novo integrante do Conselho Administrativo da Eucatex, empresa controlada pela famĂ­lia de Paulo Maluf. Ele tambĂŠm estĂĄ formando no grupo que tocarĂĄ a Casa SĂŁo Paulo, iniciativa do PMDB, que darĂĄ suporte Ă  candidatura de Gabriel Chalita Ă  prefeitura de SĂŁo Paulo. 333

h IN

Franjas (bolsas e acessĂłrios).

h

Maria do RosĂĄrio, ministra da Secretaria de Direitos Humanos, tambĂŠm jĂĄ pulou miĂşdo na frente da presidente Dilma Roussef. Durante uma reuniĂŁo sobre a ComissĂŁo de Verdade, que seria criada pelo Congresso para esclarecer casos de violação de direitos humanos durante o governo militar, Maria do RosĂĄrio foi tentar colocar seu ponto de vista e Dilma nĂŁo deixou por menos: “VocĂŞ nĂŁo entende nada disso. SĂł fala besteiraâ€?. O lado triste e humilhante ĂŠ que a ministra nĂŁo falou mais nada.

333

333 Enquanto a Controladoria-Geral da União revela que, em um ano e meio, fraudes descobertas em convênios firmados entre governo e ONGs geraram prejuízos aos cofres públicos de mais de R$ 360 milhþes (uma delas, chegou a movimentar perto de R$ 1 bilhão em cinco anos), a mesma CGU investiga, na årea do MinistÊrio do Turismo, outras entidades. Uma Ê a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (R$ 23,8 milhþes desde 2006), outra å o Instituto Brasileiro de Hospedagem (R$ 18,3 milhþes desde o ano passado) e mais uma Ê a Fundação Universa, ligada à Universidade Católica de Brasília (R$ 12,9 milhþes entre 2009 e 2010). O diretor da Universa, Dalmo Antônio Queiróz, foi preso durante a Operação Voucher.

OUT

Franjas (cabelos).

Gineco-economista 333 O líder do governo na Câmara Federal, Candido Vaccarezza (PT-SP), mÊdico formado pela Universidade Federal da Bahia, que vive, em Brasília, com vinte galinhas, reza na mesma cartilha do ex-ministro Antonio Palocci e då seus palpites na årea econômica: garante que o país estå preparado para enfrentar a crise financeira mundial. Juntando reservas cambiais, superåvit fiscal e recursos do Orçamento da União nos próximos dois anos, o Brasil terå, segundo ele, um aporte de US$ 1 trilhão. A propósito, Vacarrezza Ê ginecologista.



ESTILO DILMA

Fraude nas ONGs

MAIS QUATRO grifes do mercado mundial do luxo preparam-se para desembarcar no Shopping Iguatemi, em SĂŁo Paulo: Bottega Veneta, Marc Jacobs (a primeira loja na cidade foi na Haddock Lobo, em frente a Louis Vuitton, do qual ĂŠ diretor criativo), Goyard e Lanvin.

Solução

333 O ex-ministro-consultor Antonio Palocci e o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, encalhado no meio de uma nova sÊrie de denúncias, tem algo em comum: os dois tem história e berço político-eleitoral em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Mais: nos anos 60 e 70, os irmãos Antonio, Oswaldo e João Rossi eram donos (escola e imóvel) do famoso ColÊgio Paes Leme, em São Paulo. Venderam tudo (hoje, na esquina da rua Augusta com a avenida Paulista, Ê o prÊdio-sede do Banco Safra) para investir, por recomendação de Wagner Rossi, no negócio de contêineres. Quase quebraram.

333 NUMA tåtica alternativa para ficar bem na fita junto aos congressistas, a ministra Ideli salvatti, das Relaçþes Institucionais, de posse de lista de deputados e senadores, com as datas de seus aniversårios, tem se dedicado a ligar para cada um deles de manhã bem cedo para dar os devidos parabÊns. Na lista, tem parlamentar que Ideli não conhece ou mesmo nunca ouviu falar.

  

Algo em comum

Aos 24 anos de idade, Juliana D’Agostini Ê uma das maiores pianistas clåssicas do Brasil e considerada um dos nomes mais promissores da música erudita. Seu CD de estrÊia reunia obras de Chopin e Liszt; o segundo, Schubert, Vieuxtemps e Villa-Lobos, ao lado do contrabaixista Catalin Rotaru; este mês, grava o terceiro, com o violinista Emmanuele Baldini, spala da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Estudou em Boston, Nova York, Arizona e Nancy, na França. Agora, nas påginas da revista Alfa, de calcinha e sutiã sob paletó de smoking, relembra seus tempos de modelo. 333

Lingerie Ă  Chopin

JOSÉ Dirceu acaba de entrar na sucessão municipal em São Paulo, dois dias depois de Lula garantir que Fernando Haddad serå o candidato: em seu blog , defende prÊvias e aponta três candidatos, Carlos Zarattini, Jilmar Tatto e Marta Suplicy. Correndo por fora, o senador Eduardo Matarazzo Suplicy, que se diz candidatissimo, aposta que levarå a melhor nas prÊvias. 333

                        

Parlamentares de gostam de exibir o chamado nĂł gordo em suas gravatas nĂŁo escondem umcertoardeinvejadoministro Pedro Novais, do Turismo, que anda mais sumido do que nunca. Seu nĂł de gravata sempre ĂŠ mais robusto. Detalhe: o ministro consegue esse efeito porque usa mais a parte de baixo da gravata, devido ĂĄ sua altura. O resto enfia sob a camisa e desce atĂŠ depois da cintura. O segundo invejado nesse ranking, pelos mesmos motivos, ĂŠ o deputado ACM Neto (DEM-BA). Os mais altos parlamentares tĂŞm de conviver com pequenos nĂłs. O Brasil nĂŁo tem gravatas longas. Nos Estados Unidos, a rede Brooks Brothers mantĂŠm grande estoque long size. 333

A TESOURA da cúpula da TV Globo volta å ação: foram feitos cortes em diversas cenas de sexo em O Astro e tambÊm uma seqßência onde o personagem de Henri Castelli encontraria um namorado, Arthur, vindo de Paris, com direito a muita insinuação de homossexualidade, foi cortada inteiramente. 333



NĂ“ GORDO

AtÊ mesmo porque tem maior experiência no cotidiano do Planalto, Ê petista histórico e bom de negociação (começou na Secretaria do Governo de Celso Daniel, prefeito assassinado de São Bernardo, com grande ligação a JosÊ Dirceu, presidente do PT na Êpoca), Gilberto Carvalho, secretårio-geral da Presidência, o Gilbertinho, ganhou seu espaço no bloco central do Planalto. Figuras como Cândido Vacarezza, líder do governo na Câmara, Paulinho Pereira da Silva (PDT-SP) e outros da base aliada, estão preferindo conversar com ele do que com as ministras Ideli Salvatti e Gleisi Hoffmann. Gilberto, à propósito, quer ir assumindo, aos poucos, o lugar que era de Antônio Palocci que, em sua Êpoca de glória, deitava e rolava. 333

Gilbertinho emcampo

MISTURA FINA

                              

 

333 Enquanto o IBGE (Pesquisa de Orçamentos Familiares) registra que a Igreja Universal do bispo Edir Macedo perdeu 24% de seus fiÊis para igrejas dissidentes, outros milionårios da fÊ se movimentam em torno de horårios nas televisþes. O missionårio R.R. Soares deverå deixar a Band, comprar horårios em emissoras do interior e dar força a sua RIT – Rede Internacional de TV (canal 12 na Net), Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, disputa com Silas Malafaia, da AssemblÊia de Deus – Vitória em Cristo, as madrugadas do SBT (Silvio Santos quer R$ 10 milhþes por mês). Mais: Valdemiro estå comprando um jatinho Gulfstream G550, igual ao de Eike Batista. Preço: US$ 61 milhþes.

“Tudo que envelhece, fica melhorâ€?. É o que pensa a americana Cassandra Peterson (terceiro destaque), que completa 60 anos no mĂŞs que vem e que acaba de trazer de volta Ă  televisĂŁo sua famosa Elvira, Rainha das Trevas, sucesso nos anos 80 e 90, apresentando filmes de terror (entre nĂłs, na Globo). A nova investida chama-se Movie Macabre e ela repete o que fazia no passado. Em 30 anos, lançou uma cerveja e licenciou mais de 350 produtos, de bonecas a games e de revistas a perfumes. Agora, prepara o lançamento de uma linha de make-up, DVDs do novo programa e jĂĄ lançou seu novo site, Elvira.com. 333

Dark Elvira, sessentona



  

   

Jatinho da fĂŠ

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PARA quem nĂŁo tem idĂŠia do tamanho que ĂŠ o elefante do governo federal: hoje, sĂŁo 40 ministĂŠrios (incluindo-se secretarias com status de ministĂŠrio) e nada menos do que 23.500 cargos comissionados, onde deitam e rolam apadrinhados do PT e de partidos aliados. 333

   

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Colaboração: Paula Rodrigues,Alexandre Favero

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333 O VICE-presidente Michel Temer, presidente licenciado do PMDB e o presidente do Senado, JosĂŠ Sarney, estĂŁo achando que “tem o dedo do Serraâ€? nessa Operação Voucher e nas novas denĂşncias focadas em cima do ministro Wagner Rossi e ĂĄreas diversas da Agricultura. Sarney, atĂŠ hoje, nĂŁo esquece a Operação Lunus , em cima do escritĂłrio eleitoral de sua filha Roseana Sarney.

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 16 de agosto de 2011

5 VELHA GUARDA MPF vai oferecer denúncia contra a cúpula do Turismo.

olítica

Cúpula do Turismo vai responder por corrupção

PELO DÍZIMO Pastor quer que fiéis façam doação para que ele não fique na prisão.

Celso Leal, procurador da República, acredita no envolvimento de 18 pessoas. Todas serão denunciadas por formação de quadrilha e peculato, além de improbidade administrativa. Ele também vai pedir o bloqueio de bens dos envolvidos e das contas bancárias das empresas de fachada.

Wilson Pedrosa/AE

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Celso Leal, procurador da República no Amapá: convicção de que houve desvio de dinheiro público. Ele defende a operação realizada pela Polícia Federal, inclusive o uso de algemas. Só não gostou de ver os presos expostos em fotografias vexatórias na mídia.

procurador da Re- foram excessivas. O que acha? pública no Amapá, Não acho que houve excesCelso Leal, disse so. Porque todos os que foram o n t e m q u e p e l o presos, de uma maneira ou de menos 18 pessoas devem ser outra, tinham envolvimento denunciadas nos próximos com a fraude. Então, o objetivo dias por envolvimento no es- era afastar essas pessoas do quema de desvios de verbas no ministério para que as investiMinistério do Turismo, in- gações fossem concluídas. cluindo integrantes da cúpula da pasta, como o secretário- Mas há gente no governo que executivo, Frederico Silva fala em operação "atabalhoada". Costa. Os crimes até agora É interessante que as críticas mencionados por ele são pecu- partem de pessoas que não tem lato e formação de quadrilha. conhecimento, não tem acesso O procurador pretende agora aos autos. A decisão da Polícia pedir à Justiça o bloqueio de Federal foi num sentido, o pabens de todos os envolvidos. recer do Ministério Público De acordo com a solicitação, há também, assim como a Justiça. pelo menos 20 Ou seja, são imóveis que três órgãos inpodem ser dep enden tes bl oqu eado s, com decisões Não acho que houve n o m e s m o além de contas excesso. Todos os bancárias das sentido. Não empresas de houve excesque foram presos, fachadas ligaso. Em relação de uma maneira ou das às investias algemas, as de outra, tinham gações. Os vaj us t if i c at i va s envolvimento lores envolvida PF foram com a fraude. dos chegam a plausíveis. R$ 3 milhões, CELSO LEAL, PROCURADOR que é o míniQuantas mo que teria pessoas serão sido desviado. Entre os 18 es- denunciadas? tão, além de Frederico Silva Acredito que todos os 18 inCosta, o secretário Nacional de vestigados. Programas e Desenvolvimento do Turismo, Colbert Mar- Quais seriam crimes? tins, e o ex-secretário-executiFormação de quadrilha e pevo Mário Moysés. "Temos a culato, além de improbidade convicção de que houve des- administrativa na área cível. vio de dinheiro público". A prisão de Colbert Martins Qual o seu balanço sobre a gerou polêmica. Não haveria Operação Voucher? nada contra ele? A operação foi positiva e toSe nós acreditássemos que dos os objetivos alcançados. não havia nada, nós não teríaFoi interessante expor o esque- mos pedido a sua prisão. ma dentro do ministério, a Controladoria-Geral da União O que achou da divulgação das está apurando. E, apesar de fotos dos presos sendo soltos, os servidores estão afas- identificados na prisão? tados das funções. Foi uma divulgação indevida, uma coisa que ninguém quer. Nem se fossem condenaO governo tem criticado, dos caberia a divulgação. (AE) avaliado que algumas prisões

Wilson Pedrosa/AE - 13/8/11

Fraude do Amapá pode ter sido clonada no Paraná Os objetivos, os valores, a vigência e até os acusados são exatamente os mesmos

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empresário Fábio de Mello, preso na Operação Voucher da Polícia Federal que investigou a cúpula do Ministério do Turismo, também tinha contratos com a Sociedade Evangélica Beneficente de Curitiba (PR), organização não-governamental beneficiada pelos repasses do ministério para executar convênio para treinamento de agentes turísticos. Exatamente nos mesmos moldes ao que foi feito no Amapá, inclusive objetivos,

valores e vigência. E também sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU). Outra semelhança é a contratação das mesmas empresas para executar os serviços. No Paraná, duas empresas de Mello – o Instituto Brasileiro de Organização do Trabalho Intelectual e Tecnológico (IBT) e a Norwell – firmaram contratos com a Sociedade Evangélica. Não se sabe quanto cada empresa recebeu pelos serviços nem o que executou. No total, foram destinados

Gustavo Lima/Ag. Câmara - 10/8/11

Deputado federal André Zacharow (PMDB-PR) é o autor da emenda que permitiu a liberação de recursos do governo para ONG no PR.

R$ 4,4 milhões para o convênio feito a partir de emenda parlamentar do deputado federal André Zacharow (PMDB-PR), presidente licenciado da Sociedade Evangélica. No Amapá, a Norwell foi acusada pelo Ministério Público Federal (MPF) de ter participado de fraude em cotação de preço. O mesmo problema foi identificado no contrato paranaense. As propostas de orçamento da empresa foram caracterizadas como "indício de simulação de concorrência e fraude à cotação de preços", de acordo com o TCU. O andamento dos convênios no ministério também mostra similaridades: a servidora que, segundo a PF, elaborava notas falsas para liberar os recursos no Amapá, Francisca Regina Magalhães Cavalcante, aparece como responsável pelo convênio paranaense na investigação do TCU. Cavalcante, também presa pela PF, era diretora do departamento de qualificação do ministério. Os demais lados – Em nota, a Sociedade Evangélica disse que "cumpre todos os ritos legais vigentes". O deputado Zacharow informou que desconhece irregularidades na execução do serviço. Mesmo assim, o governo suspendeu por 45 dias para auditoria interna todo tipo de convênio em andamento. (Agências)

Pastor Furtado, um dos presos na Operação Voucher, tem até sexta-feira para levantar dinheiro da fiança.

Pastor pede doação para a fiança

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juiz federal Mauro Henrique Vieira deu prazo até sexta-feira para Wladimir Furtado, presidente da cooperativa Conectur e pastor de uma igreja evangélica, cobrir o cheque caução de R$ 109 mil emitido no sábado como pagamento de sua fiança. Furtado foi uma das 36 pessoas presas na Operação Voucher, da Polícia Federal, deflagrada para combater desvio de dinheiro do Minnistério do Turismo. A Conectur é apontada como uma das beneficiárias do esquema. Em entrevistas a emissoras de rádio e televisão, ontem pela manhã, Furtado pediu que amigos e fiéis da igreja evangélica doassem qualquer quantia

para cobrir o cheque, mas ele só conseguiu arrecadar R$ 16 mil. No final da tarde, acompanhado do advogado Maurício Pereira, se apresentou à Justiça Federal onde comunicou que "apesar de todo o esforço de familiares e amigos" não conseguiu o aporte financeiro para liquidação do cheque. Aproveitou para pedir redução do valor da fiança. O juiz não concordou, mas prorrogou o prazo para sexta-feira. Furtado disse que o único bem que possui é uma casa e que se não conseguir doações suficientes venderá o imóvel. "O Wladimir não tem dinheiro porque não se apropriou de nada, de nenhum recurso. Os figurões que foram

presos pagaram a fiança sem problemas porque podem, porque têm dinheiro", afirmou o advogado Maurício Pereira. O pastor negou que tenha repassado dinheiro para a deputada federal Fátima Pelaes (PMDB-AP), do convênio de R$ 2,5 milhões firmado entre a Conectur e o Ministério do Turismo. A deputada é apontada por suspeitos presos na ação como beneficiária do esquema de fraudes. Pelaes é autora da emenda que destinou os R$ 4 milhões para o Ministério do Turismo firmar o convênio com o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi), pivô da investigação da PF. Ela nega as acusações. (Agências)

p Presidente em rota de colisão com MP e PF DIÁRIO DO COMÉRCIO

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terça-feira, 16 de agosto de 2011

A presidente não precisa de uma base em defesa do governo, mas em defesa do Brasil. Randolfe Rodrigues (PSol-AP)

olítica

Dilma bate de frente com setores do Ministério Público e da Polícia Federal ao criticar excesso de faxina que atingiu a cúpula do Ministério do Turismo Eduardo Anizelli/Folhapress

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ressionada pela base ção e punição, sempre contanaliada, a presidente do com a isenção do Ministério Dilma Rousseff en- Público, com a eficiência da trou em rota de coli- Polícia e com o poder de decisão com setores do Ministério são do Judiciário", disse. Público e da Polícia Federal ao Mendes – O ministro do STF criticar ontem os excessos da (Supremo Tribunal Federal), "faxina" que atingiu a cúpula Gilmar Mendes, considerou do Ministério do Turismo e in- lamentável a divulgação de fotegrantes do PT e do PMDB. tos dos presos na Operação Em discurso breve e duro, Voucher, da Polícia Federal. ela disse que "o País é compos"Na presidência do STF, chato de cidadãos de bem, que mei a atenção para os abusos abominam o crime e prezam a que estavam sendo cometidos legalidade". Acrescentou que nessas várias operações. O STF o governo vai se dedicar a coi- deu a resposta com aquela súbir os crimes onde eles ocorre- mula 11 das algemas". rem. Ao mesmo tempo, avisou Segundo Mendes, o ministéque fará tudo para coibir "abu- rio da Justiça deve reagir ao sos, excessos e afrontas à digni- que chamou de "abuso" da PF: dade de qualquer cidadão que "Abuso que se comente com presos conhecidos e presos venha a ser investigado". Embora não tenha se queixa- anônimos. É preciso realmente do diretamente de alguém no encerrar esse quadro no Brasil", disse, em discurso, Dilevento na sem a t e m d ede da Fiesp monstrado in(Federação satisfação com d a s I n d ú so c o m p o r t aMeu governo quer trias do Estamento da PF e uma Justiça eficaz, do de São do MP no caso mas sóbria e Paulo). da prisão de democrática, Entre os servidores do senhora da razão e presos das foMinistério do tos estavam o Turismo ligaincontestável em e x - s e c r e t ád o s a l í d e re s suas atitudes. ri o-e xecu tipolíticos e a diDILMA ROUSSEFF vo do minisvulgação de fot é r i o d o Tutografias dos detidos sem camisa. As prisões r i s m o , F re d e r i c o S i l v a d a provocaram a ira da base alia- Costa, e o ex-presidente da Embratur Mário Moysés. As da no Congresso. Segundo a presidente, seu fotos foram feitas no Instituto governo quer "uma Justiça efi- de Administração Penitencaz e célere, mas sóbria e de- ciária, administrado pelo gomocrática, senhora da razão e verno estadual. O governo do incontestável em suas atitudes Amapá afirmou que vai abrir uma sindicância para apurar e providências". No discurso, Dilma desta- o vazamento. O ministro José Eduardo cou que "o Brasil tem se afirmado cada vez mais como um Cardozo (Justiça) já pediu ao País que constrói a sua Justiça e STF que o CNJ (Conselho Naque a realiza e pune aqueles cional de Justiça) tome providências quanto à divulgação que cometem ilícitos". Segundo ela, nos últimos das fotos. A lg em a s – Segundo a súanos, o País passou a ter "um Ministério Público com inde- mula vinculante 11, publicapendência e autonomia e uma da em 2008, o uso de algemas Polícia Federal mais bem equi- só é permitido quando presos pada, com um estratégico se- oferecem resistência ou há tor de inteligência, com um Ju- possibilidade de fuga, ou risdiciário eficiente e preocupa- co aos policiais. Em resposta do com a celeridade de suas ao Ministério da Justiça, a PF decisões e com governos dedi- justificou que não cometeu cados a coibir ações do crime". excessos no uso de algemas, "Onde ocorrerem malfeitos, pois cumpria regra internao n d e o c r i m e o rg a n i z a d o cional, segundo a qual os preatuar, nós iremos combater sos devem ter as mãos imobicom firmeza, utilizando todos lizadas durante os deslocaos instrumentos de investiga- mentos aéreos. (Agências)

Gilmar Mendes: "É preciso realmente encerrar esse quadro no Brasil. O Ministério da Justiça deve reagir ao abuso da PF". Ed Ferreira/AE

Gurgel critica exposição de presos na imprensa

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o ser reempossado no cargo, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou ontem que é inaceitável a divulgação de fotos dos presos da Operação Voucher da Polícia Federal. No final da semana passada, um jornal do Amapá publicou as fotografias dos presos sem camisa e segurando placas de identificação. "É absolutamente inaceitável a exposição de pessoas tal como foi feito. Isso deve ser apurado e os responsáveis devem ser punidos", disse o procurador, após tomar posse para um segundo mandato de dois anos como chefe do Ministério Público Federal. "O que tivemos foi uma exagerada exposição das pessoas investigadas. Isso

precisa ser investigado para que se defina a responsabilidade pelo acontecido". Mas fez uma ressalva quanto ao uso de algemas durante o transporte dos suspeitos: "Muitas vezes o policial utiliza as algemas até como maneira de garantir a integridade do preso, mas é muito difícil você falar em tese que o uso da algema foi indevido. É preciso estar na ação e ver a justificativa que o policial deu para que usar as algemas". Gurgel disse que agora "tomará pé" nas suspeitas de irregularidades em ministérios. Afirmou que há fatos graves divulgados pela imprensa, mas ainda não sabe se vai pedir abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar suspeitas de envolvimento de autoridades. (AE)

SECRETARIA DE COORDENAÇÃO DAS SUBPREFEITURAS

SECRETARIA DE COORDENAÇÃO DAS SUBPREFEITURAS

LICITAÇÃO POR TOMADA DE PREÇOS Nº 03/SP-JA/2011 TIPO: MENOR PREÇO GLOBAL PROCESSO Nº 2011-0.171.557-6 A Subprefeitura Jabaquara comunica aos interessados que encontra-se aberta licitação na modalidade TOMADA DE PREÇOS, tipo menor preço global, para CONTRATAÇÃO DE EMPRESA DE ENGENHARIA PARA EXECUÇÃO DE SERVIÇOS E OBRAS DE CONTENÇÃO DE MARGEM DE CÓRREGO EM ÁREA DE RISCO - LOCAL: TRECHO DAS RUAS GUIAN, DAS ROLINHAS e DAS CORRUÍRAS - SP-JA. A abertura da sessão pública da Tomada de Preços ocorrerá às 10:30 horas do dia 29/08/2011, no auditório da Subprefeitura Jabaquara, na Avenida Engenheiro Armando de Arruda Pereira, 2.314. Os envelopes deverão ser entregues na Assessoria Jurídica/Licitações e Contratos, até às 10:00 horas do dia 29/08/2011, sendo que a SESSÃO DE ABERTURA será realizada no Auditório da Subprefeitura Jabaquara, no mesmo endereço, às 10:30 horas do mesmo dia, onde serão iniciados os trabalhos de abertura dos envelopes. O Edital da Tomada de Preços poderá ser consultado e/ou obtido no site da Prefeitura do Município de São Paulo, no seguinte endereço: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br, ou na Av. Engenheiro Armando de Arruda Pereira, 2.314, Jabaquara, mediante o recolhimento de R$ 0,15 (quinze centavos) de real por folha, através de Guia de Recolhimento que será fornecida pela Assessoria Jurídica/Licitações e Contratos, ou ainda mediante entrega de CD-R em troca de outro com o Edital completo e anexos salvos. Mais informações pelo telefone 3397-3293.

“A Subprefeitura Cidade Ademar, da Prefeitura Municipal de São Paulo, pessoa jurídica de direito público, com sede à Avenida Yervant Kissajikian nº 416 Vila Constância - São Paulo - Capital, com fundamento na Lei Municipal 13.278/2002 e Decreto Municipal 44.279/2003 e Lei Federal 8.666/93, que institui normas para licitações e contratos administrativos, na Lei Federal nº 9.503, de 23/09/97 (Código de Trânsito Brasileiro), que regulamenta os veículos no país, na Lei Federal nº 6.575/78 e no Decreto Municipal nº 51.832/2010, que dispõe sobre o depósito e a venda de veículos apreendidos e removidos pelas Subprefeituras, TORNA PÚBLICO que realizará na data de 01/09/2011, às 11h00, nas dependências de sua sede, licitação, na modalidade Leilão nº 001/SP-AD/2011, para a venda de sucatas de veículos automotores de diversos tipos, apreendidos na jurisdição da Subprefeitura Cidade Ademar - Cidade de São Paulo - SP”.

SECRETARIA DE COORDENAÇÃO DAS SUBPREFEITURAS COMUNICADO - REABERTURA DE LICITAÇÃO SUBPREFEITURA LAPA - PREGÃO PRESENCIAL Nº 008/SP-LA/2011 OBJETO: CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE APOIO À FISCALIZAÇÃO DE COMÉRCIO AMBULANTE, REMOÇÃO DE FAVELAS, COLETA DE MERCADORIAS E/OU EQUIPAMENTOS ABANDONADOS, ATRAVÉS DE 02 (DUAS) EQUIPES, POR UM PERÍODO DE 12 (DOZE) MESES, CONFORME ESPECIFICAÇÕES CONTIDAS NO ANEXO I TERMO DE REFERÊNCIA. O SUBPREFEITO DA LAPA, CARLOS EDUARDO BATISTA FERNANDES, no uso de suas atribuições legais COMUNICA que a sessão pública de reabertura do pregão presencial em referência ocorrerá no dia 25/08/2011, na Subprefeitura Lapa - sala 47, situada na Rua Guaicurus, 1.000 - Lapa - São Paulo - SP. Os documentos referentes ao credenciamento, os envelopes contendo as propostas comerciais e os documentos de habilitação deverão ser entregues diretamente ao Pregoeiro da Comissão, no momento da abertura da sessão pública de pregão. O novo caderno de licitação, composto de Edital e seus Anexos, poderá ser adquirido junto à Comissão Permanente de Licitações da Subprefeitura Lapa SP-LA/CPL, localizada na Rua Guaicurus, 1.000 - sala 51, no horário das 10h às 16h, mediante recolhimento, junto à rede bancária credenciada, da importância correspondente a R$ 0,15 (quinze centavos de real) por folha, por meio do Documento de Arrecadação do Município de São Paulo - DAMSP, até o último dia útil que anteceder a data designada para a abertura do certame ou, sem ônus, pelo site: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br.

SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÃO Encontram-se abertos no Gabinete: PREGÃO PRESENCIAL 224/2011-SMS.G, processo 2011-0.165.557-3, destinado ao registro de preços para FORNECIMENTO de SONDA GÁSTRICA CURTA E LONGA, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras/Área Técnica de Material Médico Hospitalar, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá às 10 horas do dia 6 de setembro de 2011, a cargo da 5ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO ELETRÔNICO 211/2011-SMS.G, processo 2011-0.131.449-0, destinado ao registro de preços para o FORNECIMENTO de MEDICAMENTOS EMERGENCIAIS VIII, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras/Área Técnica de Medicamentos, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 11 horas do dia 14 de setembro de 2011, a cargo da 1ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO PRESENCIAL Os documentos referentes ao credenciamento, os envelopes contendo as propostas comerciais e os documentos de habilitação das empresas interessadas, deverão ser entregues diretamente ao pregoeiro, no momento da abertura da sessão pública de pregão. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital. RETIRADA DO EDITAL O edital do pregão acima poderá ser consultado e/ou obtido nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br, www.comprasnet.gov.br, ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo.

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Simon: 'A sociedade quer justiça e ética no combate às irregularidades'.

Senadores a favor de Dilma contra corrupção

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enadores de vários parti- Simon e Cristovam assinaram dos revezaram-se ontem requerimentos de comissões na tribuna do Senado pa- parlamentares de inquérito ra discursar em favor de medi- (CPIs) contra o governo Dildas da presidente Dilma Rous- ma. No caso, pedindo a invesseff de combate à corrupção no tigação da evolução patrimonial do ex-chefe da Casa Civil governo. O senador Pedro Simon Antonio Palocci. No entanto, esse grupo pas(PMDB-RS) disse que "o objetivo das manifestações é criar sou a defender a criação de um 'movimento' de apoio à uma frente suprapartidária presidente, que tem sofrido em apoio a Dilma depois que com pressões da própria base partidos da base aliada ao goaliada". Segundo Simon, a so- verno ameaçaram retaliar a ciedade brasileira "quer justiça presidente devido à "faxina" e ética" no combate às irregula- contra a corrupção que ela deridades. Simon, Cristovam flagrou, começando pelo MiB u a rq u e ( P D T- D F ) e A n a nistério dos Transportes e, deAmélia (PP-RS) encabeçam pois, atingindo o Ministério da uma frente pluripartidária de Agricultura. Mas neste caso, senadores que decidiu defen- Dilma dá sinais de que preservará o minisder, publicat ro d a A g r imente, as inicultura, Wagciativas da ner Rossi, do presidente A presidente tem o PMDB. contra a corpoder de interferir Por esse rupção. motivo, o PR "É hora de nos ministérios acusa a presinós empodequando e sempre dente de 'trararmos a presique necessário tamento difed e n t e d a R epara livrar o País renciado', pública para da corrupção. uma vez que que ela tenha a não poupou o autonomia poANA AMÉLIA LEMOS (PP-RS) e x - m i n i s t ro lítica necessádos Transporria para que implemente essas mudanças e tes Alfredo Nascimento, que acabe com o fisiologismo polí- havia sido indicado pelo PR tico que existe no Congresso para o cargo. O senador Randolfe RodriNacional. A presidente tem o poder de interferir nos minis- gues (PSol-AP) – que também térios quando e sempre que ne- assinou CPIs contra o governo cessário para livrar o País da – destacou que a presidente corrupção", disse a senadora não precisa de uma base em defesa do governo, "mas em Ana Amélia Lemos (PP-RS). O líder do PT no Senado, defesa do Brasil": "Quantas vezes a presidente Humberto Costa (PT-PE), ocupou a tribuna para pedir apoio tomar a iniciativa de apoiar a aos senadores para as ações de C o n t r o l a d o r i a - G e r a l d a ajuste fiscal defendidas pelo União, o Ministério da Justiça e governo. "O que se espera é um a sua Polícia Federal, de apoiar apoio às medidas de austeri- todos os mecanismos de combate à corrupção, terá de nós dade do governo". Tanto Ana Amélia, quanto integral apoio". (Agências)

p Cooperativas financiaram campanhas DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 16 de agosto de 2011

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Ele [Arruda] demonstrou interesse pessoal na rápida tramitação do processo e liberação do dinheiro. Flamarion Vidal Araújo,delegado.

olítica

Levantamento aponta que elas receberam recursos da Conab, mas, mesmo assim, fizeram doações para políticos ligados à Agricultura, o que é proibido. Valter Campanato/ABr - 14.05.09

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ooperativas agríco- mentar do Cooperativismo las que em 2010 re- (Frencoop). ceberam recursos "Não há dúvida de que essas da Companhia Na- doações não poderiam ter sido cional de Abastecimento (Co- feitas", disse Alberto Luís Rolnab) financiaram campanhas lo, especialista em direito eleide parlamentares com bom toral. "Mas o prazo já passou trânsito no Ministério da Agri- para eventuais impugnações cultura, como o ex-ministro e de candidatos". deputado Reinhold Stephanes O advogado Tito Costa, que (PMDB) e o deputado estadual também atua na área, interpreBaleia Rossi (PMDB), filho do ta a lei da mesma forma: "Cooatual titular da pasta, Wagner perativas que recebem recurRossi. sos públicos não podem doar Desde 2009, a Lei Eleitoral para candidatos". proíbe que cooperativas "beNa eleição de 2010, as coopeneficiadas por recursos públi- rativas contabilizadas pelo Escos" façam doações a campa- tado contribuíram aos candinhas eleitorais. Com base nes- datos com R$ 1 para cada R$ 95 se dispositivo, especialistas recebidos do governo. Ao toouvidos pelo Estado aponta- do, as entidades doaram mais ram como irregulares as con- de R$ 1,8 milhão para parlatribuições das entidades que mentares e receberam R$ 179 fizeram negócios com a Co- milhões do Ministério da Agrinab. As cooperativas, no en- cultura como forma de pagatanto, têm outra interpretação: mento pela compra de alimenalegam que a tos via Conab. lei não é espeAté 2009, a cífica e que lei proibia não são "benequalquer tipo Se uma empresa ficiadas" com de doação por pode financiar uma parte das coorecursos públicos, pois reperativas. campanha, isso cebem a verba Uma mobilisignifica que terá por causa de zação dos rurepresentatividade r a l i s t a s n o uma relação no Congresso. É Congresso lecomercial - a venda de aliassim que funciona. vou à mudança na regra – fimentos para a PAULO PIAU (PMDB-MG) caram impediConab. das de doar L e v a n t amento feito nas unidades da apenas as entidades que são Conab que mais movimenta- "concessionárias ou permisram recursos em 2010 – São sionárias de serviços públicos" Paulo, Paraná, Rio Grande do ou "beneficiadas com recursos Sul, Goiás, Mato Grosso e Mi- públicos". Para o presidente da Frenconas Gerais – detectou pagamentos a 17 cooperativas agrí- op, senador Waldemir Moka colas que financiaram candi- (PMDB-MS), a discussão sobre datos. A pesquisa se restringiu as vedações na lei são de oràs entidades que receberam dem "jurídica, não política". pelo menos R$ 300 mil do go- "Não havendo impedimento, verno federal no ano passado. não há nenhum problema se as Valores - "Se uma empresa cooperativas influenciarem a pode financiar uma campanha eleição por meio dos seus reeleitoral, isso significa que terá presentantes". representatividade no ConA Cooperativa de Cafeiculgresso. É assim que funciona. tores e Agropecuaristas (CocaSe as cooperativas não pude- pec) recebeu da Conab R$ 24 rem participar (das doações), milhões no ano passado. A enficarão sem representação", tidade participou da campaafirmou ontem o deputado nha eleitoral de 2010 doando Paulo Piau (PMDB-MG), vice- cerca de R$ 250 mil para sete presidente da Frente Parla- candidatos a deputado, entre

Paulo Pampolin/Hype - 27.06.07

O ex-ministro e deputado Reinhold Stephanes (PMDB) e o deputado estadual Baleia Rossi (PMDB), filho do atual titular da pasta, Wagner Rossi: beneficiários das doações.

os quais Baleia Rossi, filho de Wagner Rossi – que assumiu o Ministério da Agricultura em abril daquele ano. Ele recebeu R$ 33 mil. Reinhold Stephanes, que comandou o Ministério da Agricultura entre 2007 e 2010, quando se desincompatibilizou para disputar a eleição, recebeu R$ 90 mil de três entidades: Cooperativa Agropecuária Castrolândia, Cooperativa Agrícola Mista São Cristovam e Capal – Cooperativa Agroindustrial. Ao todo, elas receberam R$ 16 milhões do ministério no ano passado. Além de peemedebistas, cooperativas também beneficiaram candidatos de outras legendas. A Cooperativa Agroindustrial (Cocamar), que recebeu R$ 849 mil da Conab em 2010, fez doações de R$ 40 mil à campanha para o Senado da atual ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT), e de R$ 50 mil a Beto Richa (PSDB), candidato ao governo do Paraná.

Durante a campanha de 2010, as cooperativas se organizaram para aumentar a bancada de apoio no Congresso, que hoje é formada por 224 deputados e 26 senadores. Foram também realizados seminários para apresentar os candidatos que contavam com o apoio do segmento. Nada a explicar – O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou ontem que o ministro d Wagner Rossi "não deve novas explicações" após as denúncias veiculadas na última edição da revista Veja. Segundo ele, são fatos já explicados. (AE) João Carlos Mazella/Folhapress -19.07.11

Polícia começa a investigar fraude no DF

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Polícia Civil de Brasília começou ontem a analisar computadores, documentos contábeis, CDs e outras provas colhidas na empresa Ailanto Marketing, do Rio de Janeiro, suspeita de participar de uma fraude que teria causado prejuízo de R$ 9 milhões ao governo do Distrito Federal, por ocasião do amistoso entre Brasil e Portugal, em novembro de 2008. O exgovernador José Roberto Arruda, que assinou o contrato com a empresa, sem licitação, para promover o evento, é acusado de improbidade e crime contra administração pública. A apreensão dos documentos foi feita com ordem judicial, durante a Operação Balder II. Com a análise das provas, que deve durar 30 dias, a polícia quer fazer o rastreamento do dinheiro desviado e definir as responsabilidades. Apura também se pede a inclusão do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, como corresponsável pela fraude, uma vez que ele teria direcionado a cessão dos direitos do jogo em favor da Ailanto. A empresa, de propriedade de Alexandre Russel Feliu, ex-presidente da Nike no Brasil, e Vanessa Almeida Precht, iniciou suas ativida-

des, conforme as investigações, pouco mais de um mês antes do jogo, com um capital social de R$ 800, sem dispor sequer de um telefone fixo. Na época, Arruda jogava todas as fichas para emplacar Brasília como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014, o que acabou acontecendo, embora a cidade não tenha tradição em futebol. O jogo, que o Brasil ganhou por 6 a 2, marcou a inauguração da reforma do estádio Bezerrão, na cidade satélite do Gama, no Distrito Federal. Arruda, segundo a polícia, ignorou até um relatório da Procuradoria do Distrito Federal, que considerou "imprestáveis" os motivos que justificaram o valor do espetáculo. As despesas com o jogo, que eram de responsabilidade da Ailanto, foram pagas pela Federação Brasiliense de Futebol. "Ele demonstrou interesse direto e pessoal na rápida tramitação do processo de contratação e na consequente liberação do dinheiro", anotou o delegado Flamarion Vidal Araújo, no relatório em que pede à Justiça a busca e apreensão dos documentos. "Chamou a atenção a assinatura do termo de compromisso entre Arruda e a Ailanto antes mesmo da autuação do processo de contratação".(AE)

Deputados devem ouvir ministros nesta semana

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rês comissões da Câmara dos Deputados devem ouvir nesta semana o ministro do Turismo, Pedro Novais, sobre as denúncias de irregularidades no ministério. As comissões de Fiscalização Financeira e Controle, de Defesa do Consumidor e de Turismo e Desporto aprovaram os convites para que o ministro preste esclarecimentos sobre as denúncias de fraude em contratos da pasta. Novais deverá falar sobre a acusação de envolvimento de funcionários no esquema que desviou recursos previstos em contrato com o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi), destinados à qualificação de 1,9 mil profissionais de turismo no Amapá. A apuração das denúncias deu origem à Operação Voucher, executada na semana passada pela Polícia Federal, que prendeu 36 pessoas do ministério. Entre os presos, estavam o secretário executivo, Frederico Silva da Costa, e o ex-presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) Mário Moyses. Todos conseguiram habeas corpus e já estão soltos. As denúncias fizeram com que o Ministério do Turismo alterasse as regras para a celebração de convênios. A portaria estabelece critérios mais rigorosos para a prestação de

contas. A partir de agora, só serão firmados convênios com entidades sem fins lucrativos que comprovarem uma aplicação regular de repasses de recursos públicos anteriormente recebidos. Passos – A Comissão de Infraestrutura do Senado ouve hoje o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, sobre a denúncia de liberação, em 2010, de R$ 78 milhões em créditos suplementares para algumas obras que constavam da lista de irregularidades graves do Tribunal de Contas da União (TCU). Ex-secretário executivo do Ministério dos Transportes, Passos assumiu o comando da pasta com a saída de Alfredo Nascimento, após denúncias sobre a existência de um esquema de corrupção em curso no órgão. Respeito – Em uma clara demonstração de que o clima entre a base aliada e o governo continua sendo de beligerância, agravado pelas prisões de servidores do ministério do Turismo na operação Voucher da Polícia Federal, o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), queixouse da falta respeito do Planalto em relação aos parlamentares e exigiu um cronograma de liberação de emendas. "A falta de respeito ao parlamento pode criar insatisfações graves", avisou. (Agências)

Passos: explicações à Comissão de Infraestrutura do Senado, hoje.

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Os pequenos e médios produtores não têm condição de pagar as multas. A maioria já produz em APPs. Aldo Rebelo (PCdoB-SP)

olítica

Geraldo Magela/Agência Senado

Mudanças no Código: continuam as divergências

Guilherme Calderazzo

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s propostas para alteração no Código Florestal foram reapresentadas ontem, em São Paulo, no evento 'Ciclo de Reformas', organizado pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), para tratar do assunto. A senadora Kátia Abreu (PSD-RO), presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), sustentou que, nas propriedades, é preciso pôr fim à chamada reserva legal – área na qual o fazendeiro tem de preservar a mata, deixando-a intocada. Para ela, a questão é econômica. "Nossos concorrentes de outros países podem produzir em toda a propriedade. Assim, de saída, já perdemos competitividade quando nossos produtos se defrontam com os deles no mercado". Para ela, é um erro existir a unidade de produção e a unidade de conservação dentro da fazenda. "Isso não quer dizer que somos contra a preservação ambiental. Muito pelo contrário. O agricultor quer produzir e tem de ter consciência sobre o preservacionismo. No entanto, cada um dos estados precisa definir qual é o local da área de reserva legal e, ainda, a extensão desse espaço". Hoje, antes da aprovação definitiva do projeto de mudanças no Código Florestal, já votado na Câmara dos Deputados em maio e em tramitação no Senado Federal, 80% da região amazônica é área de reserva legal. Assim, em apenas 20% da floresta há possibilidade legal de produção. No Cerrado, a produção pode ser feita em 35% da área e, nas outras regiões, em 80% da terra. Segundo ela, caso o produtor rural não seja obrigado a manter a reserva legal, não significa que não dará valor à preservação ambiental no local. "Ele precisa preservar a mata, para proteger o rio, o solo e a produção da propriedade". Por meio de parceria com a CNA, a Embrapa tem desenvolvido um estudo chamado Projeto Bioma. "O estudo levantará em detalhes as características de cada bioma interno: da Amazônica, Cerrado, Pampas, Mata Atlântica, Pantanal e da região

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Kátia Abreu: "O agricultor quer produzir e tem de ter consciência sobre o preservacionismo".

Senadora volta a pedir fim da reserva legal E o relator do projeto do novo Código Florestal, Aldo Rebelo, defende o equilíbrio entre as propostas no Nordeste. A partir disso, o produtor terá consciência de como agir para preservar o ambiente dentro da propriedade", disse Kátia. Em relação às matas ciliares – nas margens dos rios –, a senadora sustenta que cada área tem características próprias de solo e de largura do rio. Por isso, quem deveria definir quanto será preservado são as autoridades estaduais em parceria com produtores e sociedade. E qu il íb r io – Também presente ao encontro, o deputado federal Aldo Rebelo (PCdoBSP), relator do projeto de mudança no Código Florestal, defendeu a busca de equilíbrio entre as propostas, para que haja um desenvolvimento so-

cioeconômico e cultural no (APPs), como nas encostas e campo e, ao mesmo tempo, topos de morro. sustentabilidade nas proprie"Os pequenos e médios prodades rurais. dutores não têm condição de De acordo pagar as mulcom o parlatas. A maioria mentar, a lei já produz em hoje exige que APPs. Se eles Nossos o agricultor, forem impediconcorrentes de em especial o dos, terão de outros países micro e pequedeixar as prono, refaça a repodem produzir em p r i e d a d e s , serva legal. toda a propriedade. não conseguiR e b e l o rão produzir Já perdemos em a c re s c e n t o u mais nada", competitividade. q u e h á p r ojustificou o posta para imparlamentar. KÁTIA ABREU pedir a produS e gu r a nç a ção agrícola jurídica – Anem várzeas e, ainda, de alguns tonio Herman de Vasconcellprodutos e de pecuária em los e Benjamin, ministro do STJ áreas de proteção permanente (Superior Tribunal de Justiça),

também palestrante no evento, afirmou que o novo Código Florestal não vem para ampliar o desmatamento, nem muito menos reduzir a preservação das florestas. Em termos jurídicos, explicou, precisa trazer segurança por meio de leis claras, de fácil compreensão "e ser adequado no conteúdo e na forma". "A nova lei tem de reconhecer e tratar de forma diferente a questão do passivo ambiental. Se for razoável, justo, o produtor que desmatou precisa ser anistiado. Mas não pode ter dúvida de que, não será anistiado no futuro, caso não cumpra a lei, que deverá ser rigorosa contra o desmatamento", concluiu o jurista.

Lula: um instituto para chamar de seu Ex-presidente lança o Instituto Lula, associação civil que dará suporte às suas iniciativas políticas. Orçamento será de cerca de R$ 1,5

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ex-presidente Luiz dos, entre eles o ministro da Inácio Lula da Sil- Ciência, Tecnologia e Inovav a c r i o u o f i c i a l- ção, Aloizio Mercadante; o demente, no final da putado federal, Arlindo Chitarde de hoje, o Instituto "Lula" naglia, o presidente da Central – uma associação civil que da- Ú n i c a d o s Tr a b a l h a d o re s rá suporte às iniciativas políti- (CUT), Artur Henrique; o excas do petista. O lançamento ministro Franklin Martins; o da entidade foi definido em as- ex-ministro Miguel Jorge e o sembleia promovida com 40 atual ministro da Defesa, Celassociados da nova iniciativa, so Amorim, entre outras perem um hotel da capital paulis- sonalidades. O diretor-presidente do Insta. O Instituto Lula terá como sede, pelo menos no início, a tituto Lula, Paulo Okamotto, explicou que residência onnum primeiro de funcionava momento a o Instituto Cientidade terá dadania, onde Queremos como foco o ex-presidenestabelecer promover te despachava uma integradesde que deipolíticas públicas ção maior enxou o Palácio pelos exemplos tre países da do Planalto. construídos com a América LatiN o e n c o nautoridade do exna e ajudar no tro, foi ainda presidente. e s t a b e l e c iaprovado por mento de políaclamação o PAULO OKAMOTTO ticas de desencorpo de direvolvimento tores da nova entidade: o ex-presidente do na África. "Não queremos fazer projeSebrae, Paulo Okamotto; a assessora do ex-presidente, Cla- tos específicos, queremos estara Ant; o ex-tesoureiro da cam- belecer políticas públicas para panha presidencial de Dilma Estados, através dos exemplos Rousseff, José de Filippi; e os construídos no Brasil, por ex-ministros Luiz Dulci e Pau- meio da autoridade política do lo Vanucchi. Lula, além de pre- ex-presidente", disse. "Além sidente de honra da associa- disso, irá promover outras atição, é seu primeiro associado, vidades oriundas do ex-presiseguido por sua mulher, a ex- dente como organizar o recebiprimeira-dama Marisa Letícia. mento de pessoas, sua agenda Ao todo, a associação civil con- pública e participar de eventos ta atualmente com 38 associa- nos quais ele é convidado".

Bruna Prado/Frame/Folhapress - 09.08.11

Além de desenvolver projetos de políticas públicas o Instituto Lula também desenvolverá o "Memorial da Democracia" que agregará documentos e peças referentes às lutas sociais ocorridas no Brasil. A iniciativa incluirá ainda parte do acervo pessoal de Lula, quando o ex-presidente esteve à frente do Palácio do Planalto. No estatuto da entidade não há proibição de recebimento de recursos públicos, mas Okamotto ressalta que a entidade pretende se manter ex-

clusivamente por meio de recursos da iniciativa privada. A entidade não divulgou ainda um orçamento oficial. Mas calcula uma demanda de recursos entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão. A previsão é inicial, uma vez que o ex-presidente pretende buscar mais recursos com a iniciativa privada. Lula brincou que deveria aproveitar a aposentadoria em vez de se dedicar a novos projetos. "Se eu tivesse juízo, não estaria aqui inventando esse instituto". (AE)

Se eu tivesse juízo, não estaria aqui inventando esse instituto. EX-PRESIDENTE LULA, BRINCANDO, SOBRE A CRIAÇÃO DO INSTITUTO LULA, ONTEM, EM SÃO PAULO

s propostas de mudança no Código Florestal provocam divergências entre as partes envolvidas nesse debate. Veja algumas propostas e as críticas a elas: * Encostas e topos de morro, áreas de proteção permanente (APPs), podem ser usadas para algumas culturas agrícolas e pecuária extensiva, como na produção de café e maça. Os críticos são contra a pecuária extensiva no local, alegando que impulsiona o desmatamento. * Norma aprovada na Câmara anistia a multa aos desmatadores de APPs, se o agricultor se comprometer a recuperar a área degradada. Os críticos dizem que a regra isenta propriedades de até 4 módulos fiscais da obrigação de manter qualquer porcentual de reserva legal para a recomposição da mata. * Regra fixa área de preservação ao longo de cursos d'água. Em vez de 30m, 15m, se o rio tiver até 10m de largura. Crítica: risco de sobrevivência dos rios ao longo do tempo. * Regra aprovada permite que governos municipais e estaduais declarem uma área como de interesse social para produzir alimentos. Crítica: espaço para desmatamento. * Norma aprovada determina que pequeno proprietário, (20 a 400 hectares) poderá manter porcentual de mata nativa que possuía até 2008. Crítica: sai prejudicado quem cumpriu a lei – reflorestar não é obrigatório. (GC)

Ex-assessor de Mantega assume na Agricultura

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engenheiro agrônomo José Gerardo Fontelles foi nomeado ontem como novo secretário-executivo do Ministério da Agricultura. O cargo estava estava vago desde a saída de Milton Ortolan, que deixou o posto sob a suspeita de permitir a atuação de um lobista dentro do ministério. Funcionário de carreira, Fontelles é homem de confiança do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de quem foi assessor. O engenheiro já havia sido secretário-executivo da Agricultura entre maio de 2009 e março de 2011. Também já havia passado pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e, atualmente, desempenhava a função de assessor especial do ministro Wagner Rossi. Milton Ortolan resolveu deixar o cargo depois da revelação, feita pela revista Veja, de que o lobista Júlio Fróes teria uma gravação em que ele exigiria propina de 10% sobre contrato com o próprio ministério. Ainda segundo a reportagem, Milton Ortolan foi responsável por levar Júlio Fróes à primeira reunião na comissão de licitação do ministério, onde o lobista teria até sala própria. Lá, segundo a revista, ele elaborava editais e escolhia as empresas prestadoras de serviço da Agricultura. (Folhapress)

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terça-feira, 16 de agosto de 2011

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Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil Empresa da Organização Bradesco CNPJ 47.509.120/0001-82 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 2º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do semestre findo em 30 de junho de 2011, da Bradesco Leasing S.A. Arrendamento Mercantil (Bradesco Leasing), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. O bom desempenho da Empresa está sedimentado na forma de atuação plenamente integrada à Rede de Agências do Banco Bradesco S.A., mantendo estratégias de diversificação dos negócios nos vários segmentos do mercado, bem como implementando acordos operacionais com grandes fabricantes, principalmente nos setores de veículos pesados e de máquinas e equipamentos. Em 14 de junho de 2011, o Conselho de Administração aprovou a 6ª emissão pública de debêntures simples, não conversíveis em ações, em duas séries, da espécie subordinada no montante de R$ 9,5 bilhões, na data da emissão, disponibilizando-a nos sites da Companhia (www.shopinvest.com.br/bradescoleasing) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) (www.cvm.gov.br), sendo a emissão uma oferta com esforços restritos de distribuição destinada exclusivamente a investidores qualificados. No final do semestre, a Bradesco Leasing registrou Lucro Líquido de R$ 392,606 milhões, correspondendo a R$ 16.762,27 por ação e Patrimônio Líquido de R$ 9,093 bilhões, proporcionando rentabilidade anualizada de 8,96% sobre o PL médio.

Em 30 de junho, o total de Ativos somava R$ 74,013 bilhões, destacando-se R$ 61,758 bilhões em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez, R$ 6,972 bilhões em Operações de Arrendamento Mercantil de Leasing Financeiro, a valor presente e R$ 2,978 milhões de Leasing Operacional a Receber. O saldo do Valor Residual Parcelado ou Antecipado representava R$ 3,258 bilhões. O total de Captações, em 30 de junho, estava representado por R$ 59,660 bilhões de Debêntures e R$ 377,865 milhões de FINAME. No semestre, a Bradesco Leasing, em consonância com o teor da Instrução nº 381/03, da Comissão de Valores Mobiliários, não contratou e nem teve serviços prestados pela KPMG Auditores Independentes não relacionados à auditoria externa em patamares superiores a 5% do total dos custos desta. A política adotada atende aos princípios que preservam a independência do Auditor, de acordo com critérios internacionalmente aceitos, quais sejam: o auditor não deve auditar o seu próprio trabalho, nem exercer funções gerenciais no seu cliente ou promover os interesses deste. Agradecemos aos nossos clientes o apoio e confiança e aos nossos funcionários e colaboradores a dedicação ao trabalho. Osasco, SP, 26 de julho de 2011. Diretoria

BALANÇO PATRIMONIAL EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DISPONIBILIDADES (Nota 4) ....................................................................................................................... APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5) ...................................................................... Aplicações no Mercado Aberto ..................................................................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6) ......... Carteira Própria ............................................................................................................................................. Vinculados à Prestação de Garantias ........................................................................................................... OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL (Nota 7)....................................................................... Operações de Arrendamentos a Receber: - Setor Publico…………................................................................................................................................. - Setor Privado..........................................................................................................................……………… Rendas a Apropriar de Arrendamento Mercantil ..................................................................... ………………. Provisão para Créditos de Arrendamento Mercantil de Liquidação Duvidosa .............................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber......................................................................................................................................... Diversos (Nota 8)........................................................................................................................................... Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa............................................................................... OUTROS VALORES E BENS........................................................................................................................ Outros Valores e Bens................................................................................................................................... Provisões para Desvalorizações ................................................................................................................... REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5) ...................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL (Nota 7)....................................................................... Operações de Arrendamentos a Receber: - Setor Publico…………................................................................................................................................. - Setor Privado..........................................................................................................................……………… Rendas a Apropriar de Arrendamento Mercantil ........................................................................................... Provisão para Créditos de Arrendamento Mercantil de Liquidação Duvidosa .............................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Diversos (Nota 8)........................................................................................................................................... Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa............................................................................... OUTROS VALORES E BENS........................................................................................................................ Despesas Antecipadas.................................................................................................................................. PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS (Nota 9) ........................................................................................................................... Participações em Coligadas: - No País........................................................................................................................................................ Outros Investimentos..................................................................................................................................... Provisões para Perdas .................................................................................................................................. IMOBILIZADO DE USO (Nota 10)................................................................................................................. Imóveis de Uso.............................................................................................................................................. Reavaliações de Imóveis de Uso .................................................................................................................. Outras Imobilizações de Uso......................................................................................................................... Depreciações Acumuladas............................................................................................................................ IMOBILIZADO DE ARRENDAMENTO (Nota 7h e 10) .................................................................................. Bens Arrendados........................................................................................................................................... Depreciações Acumuladas............................................................................................................................ TOTAL ...........................................................................................................................................................

2011 26.360.816 82 24.687.381 14.366.202 10.321.179 1.496.972 1.445.847 51.125 (117.494)

2010 16.683.645 78 15.206.130 10.999.990 4.206.140 1.281.487 1.176.795 104.692 (136.914)

7.915 3.146.649 (3.033.089) (238.969) 241.429 3.079 238.430 (80) 52.446 81.351 (28.905) 37.498.986 37.070.361 37.070.361 (211.054)

11.636 2.912.837 (2.825.404) (235.983) 286.253 3.373 282.953 (73) 46.611 82.465 (35.854) 35.104.956 34.763.396 34.763.396 (211.814)

1.213 4.189.880 (4.190.560) (211.587) 638.990 639.178 (188) 689 689 10.153.557 37.070

8.341 3.999.748 (4.007.152) (212.751) 552.598 552.817 (219) 776 776 9.359.344 35.766

29.835 26.814 (19.579) 6.950 11.117 13.939 155 (18.261) 10.109.537 13.766.854 (3.657.317) 74.013.359

27.281 29.954 (21.469) 7.844 11.118 13.939 155 (17.368) 9.315.734 12.182.141 (2.866.407) 61.147.945

PASSIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... RECURSOS DE EMISSÃO DE TÍTULOS (Nota 11)..................................................................................... Recursos de Debêntures............................................................................................................................... OBRIGAÇÕES POR REPASSES DO PAÍS - INSTITUIÇÕES OFICIAIS (Nota 12)...................................... FINAME ......................................................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Sociais e Estatutárias (Nota 15c) .................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 14a)............................................................................................................. Negociação e Intermediação de Valores ....................................................................................................... Diversas (Nota 14b).......................................................................................................................................

2011 6.718.256 4.175.041 4.175.041 161.592 161.592 2.381.623 429.127 520.527 15 1.431.954

2010 5.428.034 3.047.064 3.047.064 199.196 199.196 2.181.774 240.642 409.906 15 1.531.211

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... RECURSOS DE EMISSÃO DE TÍTULOS (Nota 11)..................................................................................... Recursos de Debêntures............................................................................................................................... OBRIGAÇÕES POR REPASSES DO PAÍS - INSTITUIÇÕES OFICIAIS (Nota 12)...................................... FINAME ......................................................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 14a)............................................................................................................. Diversas (Nota 14b).......................................................................................................................................

58.202.378 55.485.085 55.485.085 216.273 216.273 2.501.020 557.784 1.943.236

47.234.472 45.144.973 45.144.973 247.603 247.603 1.841.896 411.272 1.430.624

PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Nota 15) ................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País ............................................................................................................................. Reservas de Lucros....................................................................................................................................... Ajustes de Avaliação Patrimonial - Títulos Disponíveis para Venda ..............................................................

9.092.725

8.485.439

7.127.800 1.957.776 7.149

7.127.800 1.352.638 5.001

TOTAL ...........................................................................................................................................................

74.013.359

61.147.945

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil 2011

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil 2010

RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................................................ Operações de Crédito ................................................................................................................................... Operações de Arrendamento Mercantil......................................................................................................... Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 6b) .........................................................

5.144.519 30.847 2.112.127 3.001.545

3.876.462 20.982 1.883.707 1.971.773

DESPESAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ...................................................................................... Operações de Captações no Mercado.......................................................................................................... Operações de Empréstimos e Repasses ...................................................................................................... Operações de Arrendamento Mercantil......................................................................................................... Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (Nota 7f e g)......................................................................

(4.410.830) (2.750.280) (12.192) (1.632.225) (16.133)

(3.526.785) (1.989.746) (18.629) (1.487.925) (30.485)

RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA.......................................................................

733.689

Capital Social Capital Aumento Realizado de Capital

Eventos

Reservas de Lucros Legal Estatutárias

Ajustes de Avaliação Patrimonial Próprias

Lucros Acumulados

Totais

Saldos em 31.12.2009.....................

2.127.800

-

79.843

1.137.673

4.835

-

3.350.151

Aumento de capital...........................

-

5.000.000

-

-

-

-

5.000.000

Homologação de Aumento de Capital

5.000.000

Ajustes de Avaliação Patrimonial......

-

-

349.677

Lucro Líquido....................................

-

-

-

-

-

-

8.860

126.262

- Dividendos Propostos

-

-

-

-

-

(42.087)

(5.000.000)

-

-

-

-

-

-

-

166

-

166

-

177.209

177.209

-

(135.122)

OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS ................................................................................... Outras Despesas Administrativas (Nota 16).................................................................................................. Despesas Tributárias (Nota 17) ..................................................................................................................... Resultado de Participações em Coligadas (Nota 9a).................................................................................... Outras Receitas Operacionais (Nota 18)....................................................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 19).....................................................................................................

(47.415) (16.704) (40.425) 1.339 94.110 (85.735)

(22.767) (14.167) (21.986) 1.043 27.656 (15.313)

Destinações: - Reservas....................

Saldos em 30.6.2010.......................

7.127.800

-

88.703

1.263.935

5.001

-

8.485.439

RESULTADO OPERACIONAL .....................................................................................................................

686.274

326.910

Saldos em 31.12.2010.....................

7.127.800

-

108.754

1.549.660

7.012

-

8.793.226

RESULTADO NÃO OPERACIONAL (Nota 20) ............................................................................................

(17.590)

(23.072)

Ajustes de Avaliação Patrimonial......

-

-

-

-

137

-

137 392.606

RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ......................................................................

668.684

303.838

Lucro Líquido....................................

-

-

-

-

-

392.606

IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 22) ...................................................................

(276.078)

(126.629)

Destinações: - Reservas....................

-

-

19.630

279.732

-

(299.362)

-

-

-

-

-

(93.244)

7.127.800

-

128.384

1.829.392

7.149

LUCRO LÍQUIDO..........................................................................................................................................

392.606

177.209

- Dividendos Propostos

Número de ações (Nota 15b) ........................................................................................................................ Lucro por ação em R$ ..................................................................................................................................

23.422 16.762,27

23.422 7.565,92

Saldos em 30.6.2011.......................

-

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil

2011 Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ....................................................... Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos:........................................................................................ Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa......................................................................................... Depreciações e Amortizações..................................................................................................................... Despesas com Provisões Cíveis, Trabalhistas e Fiscais ............................................................................. Resultado de Participações em Coligadas .................................................................................................. Superveniência de Depreciação.................................................................................................................. Prejuízo na Alienação de Bens Arrendados ................................................................................................ Provisão/(Reversão) de Provisão por Desvalorização de Ativos................................................................. Outros .......................................................................................................................................................... Lucro Líquido Ajustado antes dos Impostos ........................................................................................... (Aumento)/Redução em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez ................................................................ (Aumento)/Redução em Títulos para Negociação e Instrumentos Financeiros Derivativos........................ (Aumento)/Redução em Outros Créditos e Outros Valores e Bens............................................................. (Aumento)/Redução em Operações de Arrendamento Mercantil................................................................ Aumento/(Redução) em Obrigações por Empréstimos e Repasses ........................................................... Aumento/(Redução) em Outras Obrigações ............................................................................................... Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos ......................................................................................... Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades Operacionais ..................................................... Fluxo de caixa das Atividades de Investimentos: (Aumento)/Redução em Títulos Disponíveis para Venda ............................................................................ Aquisição de Imobilizado de Uso e de Arrendamento................................................................................. Alienação de Imobilizado de Uso e de Arrendamento................................................................................. Aquisição de Bens não de Uso Próprio ....................................................................................................... Alienação de Bens não de Uso Próprio....................................................................................................... Alienação de Investimentos ......................................................................................................................... Dividendos Recebidos de Coligadas ........................................................................................................... Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades de Investimentos............................................... Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamentos: Aumento de Capital por Subscrição de Ações ............................................................................................ Aumento/(Redução) em Recursos de Emissão de Debêntures .................................................................. Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades de Financiamentos ........................................... Aumento/(Redução) Líquida de Caixa e Equivalentes de Caixa ............................................................. Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ....................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período .......................................................................................... Aumento/(Redução) Líquida de Caixa e Equivalentes de Caixa .............................................................

2010

668.684 1.439.957 16.133 1.621.581 70.457 (1.339) (284.511) 10.681 6.956 (1) 2.108.641 (7.687.883) (97.777) (101.213) (23.401) (1.787) 158.419 (168.670) (5.813.671)

303.838 1.212.513 30.485 1.483.692 6.894 (1.043) (316.638) 9.123 1.516.351 (6.636.430) 129.425 2.806 7.217 (60.078) 404.706 (48.747) (4.684.750)

(193) (1.904.720) 478.273 (31.824) 27.527 223 340 (1.430.374)

(111) (2.556.815) 384.139 (27.380) 26.539 209 (2.173.419)

9.097.700 9.097.700 1.853.655

5.000.000 1.858.133 6.858.133 (36)

113 1.853.768 1.853.655

114 78 (36)

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

(42.087)

(93.244) 9.092.725

Descrição

2011

2010

%

1 - RECEITAS .................................................................................. 1.1) Intermediação Financeira.................................................. 1.2) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa ........... 1.3) Outras .................................................................................

5.119.171 5.144.519 (16.133) (9.215)

721,9 725,5 (2,3) (1,3)

3.835.248 3.876.462 (30.485) (10.729)

1.177,1 1.189,7 (9,4) (3,2)

2 - DESPESAS DE INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ....................

(4.394.697)

(619,7)

(3.496.300)

(1.073,1)

3 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ................................ Serviços de Terceiros.................................................................. Apreensão de Bens..................................................................... Serviços do Sistema Financeiro ................................................. Propaganda, Promoções e Publicidade...................................... Transportes ................................................................................. Jurídicas Processuais ................................................................. Emolumentos Judiciais e Cartoriais............................................ Serviços Técnicos Especializados .............................................. Processamento de Dados........................................................... Outras .........................................................................................

(16.257) (180) (1.848) (719) (402) (149) (3.176) (2.817) (4.682) (2.178) (106)

(2,3) (0,3) (0,1) (0,1) (0,4) (0,4) (0,7) (0,3) -

(13.717) (202) (995) (676) (615) (145) (3.651) (2.613) (2.768) (1.950) (102)

(4,2) (0,1) (0,3) (0,2) (0,2) (1,2) (0,8) (0,8) (0,6) -

4 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2-3).......................................

708.217

99,9

325.231

99,8

5 - DEPRECIAÇÃO E AMORTIZAÇÃO ..........................................

(447)

%

-

(0,1)

(450)

(0,1)

6 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (4-5) .........................................................................

707.770

99,8

324.781

99,7

7 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA ...... Resultado de Equivalência Patrimonial.......................................

1.339 1.339

0,2 0,2

1.043 1.043

0,3 0,3

8 - VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR (6+7)..............................

709.109

100,0

325.824

100,0

9 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO............................... 9.1) Impostos, Taxas e Contribuições ..................................... Federais ............................................................................... Municipais ............................................................................ 9.2) Remuneração de Capitais Próprios ................................. Dividendos ........................................................................... Lucros Retidos .....................................................................

709.109 316.503 312.289 4.214 392.606 93.244 299.362

100,0 44,6 44,0 0,6 55,4 13,2 42,2

325.824 148.615 144.910 3.705 177.209 42.087 135.122

100,0 45,6 44,5 1,1 54,4 12,9 41,5

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL A Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil (Bradesco Leasing) tem como objetivo, exclusivamente, a prática das operações de arrendamento mercantil, sendo observadas as disposições da legislação em vigor. É parte integrante da Organização Bradesco, sendo suas operações conduzidas de modo integrado a um conjunto de empresas que atuam nos mercados financeiros e de capitais, utilizando-se dos recursos administrativos e tecnológicos e na gestão de riscos. Suas Demonstrações Contábeis devem ser entendidas neste contexto. 2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES As demonstrações contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nos 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) e alterações introduzidas pelas Leis nos 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN), do Banco Central do Brasil (BACEN), da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). Incluem, estimativas e premissas, tais como a mensuração de provisões para perdas com operações de crédito e de arrendamento mercantil, estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros, provisão para contingências, perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento, ativos não financeiros e outras provisões. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. As demonstrações contábeis foram aprovadas pela Administração em 26 de julho de 2011. 3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS a) Moeda funcional e de apresentação As demonstrações contábeis estão apresentadas em reais, que é a moeda funcional da Instituição. b) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério “pro-rata” dia e calculadas com base no método exponencial, exceto aquelas relativas a títulos descontados ou relacionadas a operações no exterior, que são calculadas com base no método linear. As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. As receitas de arrendamento mercantil são calculadas e apropriadas, mensalmente, pelo valor das contraprestações exigíveis no período (Portaria MF nº 140/84) e considera o ajuste a valor presente das operações de arrendamento mercantil. c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, moeda estrangeira, aplicações em ouro, aplicações no mercado aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pela Instituição para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. d) Aplicações interfinanceiras de liquidez As operações compromissadas realizadas com acordo de livre movimentação são ajustadas pelo valor de mercado. As demais aplicações são registradas ao custo de aquisição, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, quando aplicável.

e) Títulos e valores mobiliários - Classificação Títulos para negociação - adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; Títulos disponíveis para venda - que não se enquadram como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período, e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao patrimônio líquido, deduzidos dos efeitos tributários, os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetiva realização; e Títulos mantidos até o vencimento - adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período. Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda, bem como os instrumentos financeiros derivativos, são demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação do valor justo possa exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração. f) Instrumentos financeiros derivativos (ativos e passivos) São classificados de acordo com a intenção da Administração, na data da contratação da operação, levando-se em consideração se sua finalidade é para proteção contra riscos (hedge) ou não. As operações que envolvam instrumentos financeiros derivativos destinam-se a atender as necessidades próprias para administrar a exposição global da Instituição, bem como, para o atendimento de solicitações de seus clientes, no sentido de administração de suas posições. As valorizações ou desvalorizações são registradas em contas de receitas ou despesas dos respectivos instrumentos financeiros. g) Operações de arrendamento mercantil A carteira de arrendamento mercantil é constituída por contratos celebrados ao amparo da Portaria nº 140/84, do Ministério da Fazenda, que contém cláusulas de: a) não cancelamento; b) opção de compra; e c) atualização pós-fixada ou prefixada e são contabilizados de acordo com as normas estabelecidas pelo BACEN, conforme segue: I - Arrendamentos a receber Refletem o saldo das contraprestações a receber, atualizadas de acordo com índices e critérios estabelecidos contratualmente. II - Rendas a apropriar de arrendamento mercantil e Valor Residual Garantido (VRG) Registrados pelo valor contratual, em contrapartida às contas retificadoras de Rendas a apropriar de arrendamento mercantil e Valor residual a balancear, ambos apresentados pelas condições pactuadas. O VRG recebido antecipadamente é registrado em Outras Obrigações - Credores por Antecipação do Valor Residual até a data do término contratual. O ajuste a valor presente das contraprestações e do VRG a receber das operações de arrendamento mercantil financeiro é reconhecido como superveniência/insuficiência de depreciação no imobilizado de arrendamento mercantil, objetivando compatibilizar as práticas contábeis. Nas operações que apresentem atraso igual ou superior a sessenta dias, a apropriação ao resultado passa a ocorrer quando do recebimento das parcelas contratuais, de acordo com a Resolução nº 2.682/99 do CMN. continua...

DIÁRIO DO COMÉRCIO

10

terça-feira, 16 de agosto de 2011

...continuação

Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil Empresa da Organização Bradesco CNPJ 47.509.120/0001-82 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 2º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS III - Imobilizado de arrendamento É registrado pelo custo de aquisição, deduzido das depreciações acumuladas. A depreciação é calculada pelo método linear, com o benefício de redução de 30% na vida útil normal do bem, prevista na legislação vigente. As principais taxas anuais de depreciação utilizadas, base para esta redução, são as seguintes: veículos e afins, 20%; móveis e utensílios, 10%; máquinas e equipamentos, 10%; e outros bens, 10% e 20%. IV - Perdas em arrendamentos Os prejuízos apurados na venda de bens arrendados são diferidos e amortizados pelo prazo remanescente de vida útil normal dos bens, sendo demonstrados juntamente com o Imobilizado de Arrendamento (Nota 7h). V - Superveniência (insuficiência) de depreciação Os registros contábeis das operações de arrendamento mercantil são mantidos conforme exigências legais, específicas para esse tipo de operação. Os procedimentos adotados e sumariados nos itens “II” a “IV” acima diferem das práticas contábeis previstas na legislação societária brasileira, principalmente no que concerne ao regime de competência no registro das receitas e despesas relacionadas aos contratos de arrendamento mercantil. Em consequência, de acordo com a Circular BACEN nº 1.429, foi calculado o valor presente das contraprestações em aberto, utilizando-se a taxa interna de retorno de cada contrato, registrando-se uma receita ou despesa de arrendamento mercantil, em contrapartida às rubricas de superveniência ou insuficiência de depreciação, respectivamente, registradas no Ativo Permanente (Nota 7h), com o objetivo de adequar as operações de arrendamento mercantil ao regime de competência. VI - Provisão para créditos de arrendamento mercantil de liquidação duvidosa A provisão para créditos de arrendamento mercantil de liquidação duvidosa é apurada em valor suficiente para cobrir prováveis perdas e leva em conta as normas e instruções do CMN e do BACEN, associadas às avaliações procedidas pela Administração na determinação dos riscos de crédito. As operações de arrendamento mercantil são classificadas nos respectivos níveis de risco, observando: (i) os parâmetros estabelecidos pela Resolução nº 2.682/99 do CMN, que requerem a sua classificação de riscos em nove níveis, sendo “AA” (risco mínimo) e “H” (risco máximo); e (ii) a avaliação da Administração quanto ao nível de risco. Essa avaliação, realizada periodicamente, considera a conjuntura econômica, a experiência passada e os riscos específicos e globais em relação às operações, aos devedores e garantidores. Adicionalmente, também são considerados os períodos de atraso definidos na Resolução nº 2.682/99 do CMN, para atribuição dos níveis de classificação dos clientes, da seguinte forma: Período de atraso (1) Classificação do cliente de 15 a 30 dias ......................................................................................................................................................... B de 31 a 60 dias ......................................................................................................................................................... C de 61 a 90 dias ......................................................................................................................................................... D de 91 a 120 dias ....................................................................................................................................................... E de 121 a 150 dias ..................................................................................................................................................... F de 151 a 180 dias ..................................................................................................................................................... G superior a 180 dias................................................................................................................................................... H (1) Para as operações com prazos a decorrer superior a 36 meses, é realizada a contagem em dobro dos períodos atraso, conforme facultado pela Resolução nº 2.682/99 do CMN. A atualização (accrual) destas operações de crédito vencidas até o 59º dia é contabilizada em receitas e, a partir do 60º dia, em rendas a apropriar, sendo que o reconhecimento em receitas só ocorrerá quando do seu efetivo recebimento. As operações em atraso classificadas como nível “H” permanecem nessa classificação por seis meses, quando então são baixadas contra a provisão existente e controladas em contas de compensação por no mínimo cinco anos. As operações renegociadas são mantidas, no mínimo, no mesmo nível em que estavam classificadas. As renegociações que já haviam sido baixadas contra a provisão e que estavam controladas em contas de compensação, são classificadas como nível “H” e as eventuais receitas provenientes da renegociação somente são reconhecidas quando efetivamente recebidas. Quando houver amortização significativa da operação ou quando novos fatos relevantes justificarem a mudança do nível de risco, poderá ocorrer a reclassificação da operação para categoria de menor risco. h) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre adições temporárias e prejuízo fiscal, são registrados na rubrica “Outros Créditos - Diversos”, e a provisão para as obrigações fiscais diferidas sobre superveniência de depreciação e ajustes a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é registrada na rubrica “Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias”, sendo que para a superveniência de depreciação, é aplicada somente a alíquota de imposto de renda. Os créditos tributários sobre adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. O crédito tributário sobre prejuízo fiscal será realizado de acordo com a geração de lucros tributáveis, observado o limite de 30% do lucro real do período-base. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e análises realizadas pela Administração. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. A contribuição social sobre o lucro é calculada considerando a alíquota de 15% para empresas do segmento financeiro. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção das mencionadas Leis estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. i) Despesas antecipadas Correspondem às aplicações de recursos em pagamentos antecipados, cujos direitos de benefícios ou prestação de serviços ocorrerão em períodos futuros. São registrados no ativo de acordo com o princípio da competência. j) Investimentos Os investimentos em empresas controladas e coligadas com influência significativa ou participação de 20% ou mais no capital votante, são avaliados pelo método de equivalência patrimonial. Os incentivos fiscais e outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perdas e da redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. k) Imobilizado Corresponde aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram os riscos, benefícios e controles dos bens para a Instituição. É demonstrado ao custo de aquisição, líquido das respectivas depreciações acumuladas, calculadas pelo método linear de acordo com a vida útil-econômica estimada dos bens, sendo: imóveis de uso/edificações - 4% ao ano; móveis e utensílios e máquinas e equipamentos - 10% ao ano; sistema de transportes 20% ao ano; e sistemas de processamento de dados - de 20% a 50% ao ano e ajustados por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável.

l) Diferido Registrado ao custo de aquisição ou formação, líquido das respectivas amortizações acumuladas, calculadas pelo método linear à taxa de 20% ao ano. A partir de 8 de dezembro de 2008 as novas operações passaram a ser registradas no ativo intangível de acordo com a Carta Circular nº 3.357 do BACEN. m) Redução ao valor recuperável de ativos (impairment) Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento e ativos não financeiros, exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos, no mínimo, anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao valor recuperável (impairment), e caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil do ativo exceder seu valor recuperável (apurado: (i) pelo seu potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) pelo valor em uso calculado pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior). Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos. n) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN e pela Deliberação CVM nº 594/09, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas (Nota 13a); • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas (Nota 13b e c); e • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis (Nota 13b). o) Outros ativos e passivos Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidos (em base “pro-rata” dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos encargos e das variações monetárias incorridos (em base “pro-rata” dia). p) Eventos subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para sua emissão. São compostos por: • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. 4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA Em 30 de junho - R$ mil 2010 82 78 82 78 1.853.686 1.853.768 78 dias e apresentem risco insignificante de mudança 2011

Disponibilidades em moeda nacional ...................................................................................................... Total de disponibilidades (caixa) ......................................................................................................... Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) .............................................................................................. Total caixa e equivalentes de caixa ..................................................................................................... (1) Refere-se a operações cujo vencimento, na data da efetiva aplicação, foi igual ou inferior a 90 de valor justo. 5) APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ a) Vencimentos

Em 30 de junho - R$ mil 1 a 30 dias

31 a 60 dias

61 a 90 dias

Aplicações no mercado aberto: Posição bancada (1) .............. 1.804.164 1.368.817 Debêntures .............................. 1.804.164 1.368.817 Outros...................................... Aplicações em depósitos interfinanceiros:................... Aplicações em depósitos interfinanceiros ...................... Total em 2011 ......................... 1.804.164 1.368.817 Total em 2010 ......................... 1.334.367 1.320.386 (1) Prazo dos papéis que estão lastreando as operações.

91 a 180 dias

181 a 360 dias

Acima de 360 dias

Total 2011

2010

1.604.560 1.604.560 -

8.256.697 8.256.697 -

916.106 916.106 -

415.858 415.858 -

14.366.202 14.366.202 -

10.999.990 8.562.662 2.437.328

-

-

10.321.179

37.070.361

47.391.540

38.969.536

1.604.560 1.501.803

8.256.697 4.774.281

10.321.179 11.237.285 5.967.511

37.070.361 37.486.219 35.071.178

47.391.540 61.757.742

38.969.536 49.969.526

b) As receitas de aplicações interfinanceiras de liquidez acumuladas no período corresponderam ao montante de R$ 2.923.756 mil (2010 - R$ 1.912.402 mil) e estão registradas em resultado de operações com títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos na “Demonstração do Resultado do Semestre” (Nota 6b).

6) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS a) Classificação por categorias e prazos

1 a 30 dias

Títulos (1)

31 a 180 dias

181 a 360 dias

Acima de 360 dias

Em 30 de junho - R$ mil 2010

2011 Valor de custo atualizado

Valor de mercado/ contábil (2)

Valor de mercado/ contábil (2)

Marcação a mercado

Marcação a mercado

Títulos para negociação (3) .............................................................. 1.271.732 7.583 11.717 193.752 1.484.834 1.484.856 (22) 1.273.030 (18) Letras financeiras do tesouro .............................................................. 5.065 11.767 172.132 188.964 188.986 (22) 1.064.391 Certificados de depósito bancário ....................................................... 2.144 2.144 2.144 3.262 Debêntures .......................................................................................... 2.518 2.192 4.710 4.710 4.338 Letras do tesouro nacional .................................................................. 1.179.477 1.376 1.180.853 1.180.853 201.039 (18) Notas do tesouro nacional................................................................... 92.255 92.255 92.255 Outros.................................................................................................. 15.908 15.908 15.908 Títulos disponíveis para venda ........................................................ 12.138 12.138 223 11.915 8.457 8.250 Ações (4) ............................................................................................. 12.138 12.138 223 11.915 8.457 8.250 Total em 2011 ..................................................................................... 1.283.870 7.583 11.767 193.752 1.496.972 1.485.079 11.893 Total em 2010 ..................................................................................... 8.457 9.535 40.359 1.223.136 1.281.487 8.232 (1) As aplicações em cotas de fundos de investimento exclusivos administradas pelo Conglomerado Bradesco, no montante de R$ 1.433.710 mil (2010 - R$ 1.282.164 mil), foram distribuídas de acordo com os papéis que compõem suas carteiras, e, no caso de operações compromissadas, pelos respectivos papéis que estão lastreando as operações, preservando a classificação da categoria dos fundos. Na distribuição dos prazos, foram considerados os vencimentos dos papéis, independentemente de sua classificação contábil; (2) O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de precificações, modelos de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. No caso das aplicações em fundos de investimento, o custo atualizado reflete o valor das respectivas cotas; (3) Para fins de apresentação do Balanço Patrimonial os títulos classificados como “para negociação” estão demonstrados no ativo circulante; e (4) Em 2011 foram realizadas perdas que não temporárias de R$ 122 mil para os títulos classificados na categoria de disponíveis para venda. b) Resultado de títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 2.923.756 1.912.402 4.226 8.315 57 73.506 51.056 3.001.545 1.971.773

Aplicações interfinanceiras de liquidez (Nota 5b).................................................................................... Títulos de renda fixa ................................................................................................................................ Títulos de renda variável ......................................................................................................................... Fundos de investimento........................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ c) Instrumentos financeiros derivativos A Bradesco Leasing não possuía posição de instrumentos financeiros derivativos em 30 de junho de 2011 e de 2010. Análise de Sensibilidade - Instrução CVM nº 475/08 Como boa prática de governança de gestão de riscos, o Conglomerado Bradesco possui um processo contínuo de gerenciamento de suas posições, que engloba o controle de todas as posições expostas ao risco de mercado através de medidas condizentes com as melhores práticas internacionais e o Novo Acordo de Capitais - Basileia II. Destacamos, ainda, que as instituições financeiras possuem limites e controles de riscos e alavancagem regulamentados pelo Bacen. As propostas de limites de riscos são validadas em Comitês específicos de negócios e submetidas à aprovação do Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital, observando os limites definidos pelo Conselho de Administração, conforme os objetivos das posições, as quais são segregadas nas seguintes Carteiras: Carteira Trading: consiste em todas as operações com instrumentos financeiros e mercadorias, inclusive derivativos, detidas com intenção de negociação ou destinadas a hedge de outros da carteira de negociação, e que não estejam sujeitas à limitação da sua negociabilidade. As operações detidas com intenção de negociação são aquelas destinadas à revenda, obtenção de benefícios dos movimentos de preços, efetivos ou esperados, ou realização de arbitragem. Carteira Banking: operações não classificadas na Carteira Trading. Consistem nas operações estruturais provenientes das diversas linhas de negócio da Organização e seus eventuais hedges. De acordo com a natureza das suas atividades, a empresa Bradesco Leasing Arrendamento Mercantil S.A. possui em seu portfólio apenas operações Banking e não tem exposição a instrumentos financeiros derivativos. Carteira Banking Fatores de Riscos R$ mil Taxa de Juros Renda Total sem Total com Período Cenários (1) em Reais (2) Variável (3) correlação correlação Jun 11............................................................................................... 1 (608) (73) (681) (603) 2 (185.257) (1.819) (187.076) (185.012) 3 (358.623 (3.639) (362.262) (358.137) Mar 11 .............................................................................................. 1 (721) (63) (784) (719) 2 (216.172) (1.577) (217.749) (216.053) 3 (418.904) (3.153) (422.057) (418.665) Dez 10 .............................................................................................. 1 (797) (797) (797) 2 (233.205) (233.205) (233.205) 3 (452.223) (452.223) (452.223) Set 10 ............................................................................................... 1 (382) (382) (382) 2 (110.088) (110.088) (110.088) 3 (211.399) (211.399) (211.399) (1) Valores líquidos de efeitos fiscais; (2) Exposições sujeitas a variações de taxas de juros prefixadas e cupom de taxas de juros; e (3) Exposições sujeitas à variação do preço de ações. As análises de sensibilidade foram efetuadas a partir dos cenários elaborados para as respectivas datas, sempre considerando as informações de mercado na época e cenários que afetariam negativamente nossas posições. Cenário 1: Com base nas informações de mercado (BM&FBovespa, Anbima, etc.) foram aplicados choques de 1 ponto base para taxa de juros e 1% de variação para preços. Por exemplo: no cenário aplicado sobre as posições de 30.06.2011 o Índice Bovespa foi de 61.780 pontos. Para o cenário de juros, a taxa prefixada de 1 ano aplicada nas posições de 30.06.2011 foi de 12,66% a.a.

Cenário 2: Foram determinados choques de 25% com base no mercado. Por exemplo: no cenário aplicado sobre as posições de 30.06.2011 o Índice Bovespa foi de 46.803 pontos. Para o cenário de juros, a taxa prefixada de 1 ano aplicada nas posições de 30.06.2011 foi de 15,81% a.a. Os cenários para os demais fatores de risco também representaram choque de 25% nas respectivas curvas ou preços. Cenário 3: Foram determinados choques de 50% com base no mercado. Por exemplo: no cenário aplicado sobre as posições de 30.06.2011 o Índice Bovespa foi de 31.202 pontos. Para o cenário de juros, a taxa prefixada de 1 ano aplicada nas posições de 30.06.2011 foi de 18,97% a.a. Os cenários para os demais fatores de risco também representaram choque de 50% nas respectivas curvas ou preços. 7) OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL, OUTROS CRÉDITOS E PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA a) Os contratos de arrendamento mercantil possuem atualização prefixada ou pós-fixada e podem ter as seguintes características: • Arrendamento financeiro, com cláusula de não-cancelamento e opção de compra; e • Arrendamento operacional, com cláusula que possibilita o cancelamento e asseguram ao arrendatário a opção pela aquisição do bem a qualquer momento, pelo valor de mercado. b) Conciliação da composição da carteira de arrendamento financeiro, a valor presente, com os saldos contábeis 2011 7.342.679 (7.220.672) 13.755.120 (3.647.391) (6.519.536) 2.872.145 (3.258.040) 6.971.696

Arrendamentos financeiros a receber ..................................................................................................... (-) Rendas a apropriar de arrendamentos financeiros a receber ............................................................ Bens arrendados financeiros + perdas em arrendamentos (líquidas)..................................................... (-) Depreciação acumulada sobre bens arrendados financeiros:............................................................ - Depreciações acumuladas .................................................................................................................... - Superveniência de depreciação ............................................................................................................ (-) Valor residual garantido antecipado (Nota 14b).................................................................................. Total do valor presente ......................................................................................................................... c) Carteiras e prazos

Em 30 de junho - R$ mil 2010 6.924.741 (6.824.737) 12.166.230 (2.856.892) (5.109.384) 2.252.492 (2.826.237) 6.583.105 Em 30 de junho - R$ mil

1 a 30 dias Operações de arrendamento mercantil ................................ Outros créditos (1)................... Total em 2011 ......................... Total em 2010 .........................

Curso normal 61 a 90 91 a 180 dias dias

31 a 60 dias

370.663 235 370.898 330.144

293.088 232 293.320 273.864

283.943 230 284.173 264.636

820.930 677 821.607 768.539

181 a 360 dias

Acima de 360 dias

1.388.270 1.298 1.389.568 1.335.535

Total (A) 2011

3.342.467 6.266 3.348.733 3.175.789

2010

6.499.361 8.938 6.508.299

6.138.756 9.751 6.148.507

Em 30 de junho - R$ mil

1 a 30 dias Operações de arrendamento mercantil ......................................... Outros créditos (1)............................ Total em 2011 .................................. Total em 2010 ..................................

20.067 20.067 18.143

31 a 60 dias

Curso anormal Parcelas vencidas 61 a 90 dias

15.606 15.606 13.831

10.737 10.737 9.736

91 a 180 dias

181 a 540 dias

18.155 18.155 19.369

Total (B) 2011

12.738 12.738 15.909

77.303 77.303

2010 76.988 76.988

Em 30 de junho - R$ mil Curso anormal Parcelas vincendas 61 a 90 91 a 180 dias dias 17.554 50.963 17.554 50.963 15.945 44.868

1 a 30 31 a 60 dias dias Operações de arrendamento mercantil ............................................... 19.443 17.952 Outros créditos (1)............................................................................... Total em 2011 ..................................................................................... 19.443 17.952 Total em 2010 ..................................................................................... 17.077 16.279 (1) A rubrica “Outros créditos” compreende devedores por compra de valores e bens e títulos e créditos a receber.

181 a 360 dias 86.792 86.792 78.504

Acima de 360 dias 202.328 202.328 194.688

Total 2011 (C) 395.032 395.032

2010 (C) 367.361 -

Total Geral (A+B+C) 2011 6.971.696 8.938 6.980.634

367.361

6.592.856

d) Concentração de operações de arrendamento mercantil e outros créditos 2011

Em 30 de junho - R$ mil 2011 Maior devedor................................................................................... Vinte maiores devedores ..................................................................

%

46.718 390.599

2010 0,7 5,6

%

44.792 497.385

0,7 7,5

e) Setor de atividade econômica Em 30 de junho - R$ mil 2011 Setor público................................................................................... Intermediários financeiros ................................................................ Setor privado .................................................................................. Indústria .......................................................................................... Siderúrgica, metalúrgica e mecânica ............................................... Alimentícia e bebidas ....................................................................... Artigos de borracha e plásticos ........................................................ Edição, impressão e reprodução ...................................................... Extração de minerais metálicos e não metálicos ............................. Móveis e produtos de madeira ......................................................... Materiais não metálicos.................................................................... Química ............................................................................................ Têxtil e confecções........................................................................... Autopeças e acessórios ................................................................... Eletroeletrônica................................................................................. Papel e celulose ............................................................................... Refino de petróleo e produção de álcool.......................................... Artefatos de couro ............................................................................ Veículos leves e pesados ................................................................. Demais indústrias .............................................................................

9.128 9.128 6.971.506 1.247.996 283.440 193.405 109.469 96.523 86.965 77.572 86.307 67.299 65.893 41.216 37.774 26.441 21.165 14.448 13.833 26.246

%

2010 0,1 0,1 99,9 17,9 4,1 2,8 1,6 1,4 1,2 1,1 1,2 1,0 0,9 0,6 0,5 0,4 0,3 0,2 0,2 0,4

19.525 19.525 6.573.331 1.228.370 280.284 224.430 117.168 75.208 80.626 75.664 70.238 70.778 66.568 41.841 25.336 30.642 26.461 12.586 13.871 16.669

% 0,3 0,3 99,7 18,6 4,3 3,4 1,8 1,1 1,2 1,1 1,1 1,1 1,0 0,6 0,4 0,4 0,4 0,2 0,2 0,3

Comércio ......................................................................................... Produtos em lojas especializadas .................................................... Produtos alimentícios, bebidas e fumo............................................. Reparação, peças e acessórios para veículos automotores ............ Varejistas não especializados .......................................................... Resíduos e sucatas .......................................................................... Artigos de uso pessoal e doméstico................................................. Intermediário do comércio................................................................ Combustíveis .................................................................................... Veículos automotores ....................................................................... Atacadista de mercadorias em geral ................................................ Vestuário e calçados ........................................................................ Produtos agropecuários ................................................................... Demais comércios ............................................................................ Intermediários financeiros............................................................. Serviços........................................................................................... Transportes e armazenagens........................................................... Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas Construção civil ................................................................................ Atividades jurídicas, contábeis e assessoria empresarial ................ Serviços sociais, educação, saúde, defesa e seguridade social...... Atividades associativas, recreativas, culturais e desportivas ........... Alojamento e alimentação ................................................................ Produção e distribuição de eletricidade, gás e água........................ Telecomunicações ............................................................................ Demais serviços ............................................................................... Agricultura, pecuária, pesca, silvicultura e exploração florestal Pessoa física................................................................................... Total .................................................................................................

1.499.535 464.564 198.585 138.588 124.816 120.750 70.123 71.713 66.689 61.392 51.746 56.620 10.306 63.643 16.787 3.193.560 1.182.896 691.937 567.478 199.563 167.086 113.119 65.351 19.513 18.035 168.582 96.133 917.495 6.980.634

%

2010 21,6 6,9 2,8 2,0 1,8 1,7 1,0 1,0 1,0 0,9 0,7 0,8 0,1 0,9 0,2 45,7 16,9 9,9 8,1 2,9 2,4 1,6 0,9 0,3 0,3 2,4 1,4 13,1 100,0

2010 6.583.105 9.751

Em 30 de junho - R$ mil %

1.316.325 423.987 175.103 124.643 113.062 103.874 58.386 41.421 55.752 65.627 59.181 38.357 8.171 48.761 4.840 2.954.648 1.136.496 678.132 458.321 170.898 151.755 100.503 62.136 3.823 20.791 171.793 94.789 974.359 6.592.856

20,0 6,4 2,7 1,9 1,7 1,6 0,9 0,7 0,8 1,0 0,9 0,6 0,1 0,7 0,1 44,8 17,2 10,3 7,0 2,6 2,3 1,5 0,9 0,1 0,3 2,6 1,4 14,8 100,0 continua...

DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 16 de agosto de 2011

11

...continuação

Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil Empresa da Organização Bradesco CNPJ 47.509.120/0001-82 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 2º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS f) Composição da carteira e da provisão para créditos de liquidação duvidosa por nível de risco Em 30 de junho - R$ mil % Mínimo de provisionamento requerido

Nível de risco AA............................................................................... A ................................................................................. 0,5 B ................................................................................. 1,0 C ................................................................................. 3,0 Subtotal ..................................................................... D ................................................................................. 10,0 E ................................................................................. 30,0 F ................................................................................. 50,0 G................................................................................. 70,0 H ................................................................................. 100,0 Subtotal ..................................................................... Total em 2011 ............................................................ % ................................................................................ Total em 2010 ............................................................ % ................................................................................ g) Movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa

Provisão Curso normal 100.041 637.913 1.272.443 4.236.620 6.247.017 146.833 23.910 24.377 12.041 54.121 261.282 6.508.299 93,2 6.148.507 93,3

Carteira Curso anormal 9.916 100.118 110.034 97.305 53.066 40.068 31.438 140.424 362.301 472.335 6,8 444.349 6,7

Total 100.041 637.913 1.282.359 4.336.738 6.357.051 244.138 76.976 64.445 43.479 194.545 623.583 6.980.634 100,0 6.592.856 100,0

%

Vencidas 1,4 9,1 18,4 62,2 91,1 3,5 1,1 0,9 0,6 2,8 8,9 100,0

5 219 224 1.035 2.068 3.576 4.325 38.926 49.930 50.154 11,2 54.629 12,2

Específica Vincendas Genérica 3.190 94 12.724 2.785 127.099 2.879 143.013 8.696 14.683 13.852 7.173 16.458 12.189 17.682 8.428 101.497 54.120 158.185 96.593 161.064 239.606 35,7 53,1 168.851 225.546 37,6 50,2

2011 Excedente

Saldo inicial......................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... Constituição.......................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... Baixas................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... Saldo final ........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... - Provisão específica (1)....................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... - Provisão genérica (2) ......................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... Recuperação de créditos baixados (3)............................................................................................................................................................................................................................................................................................. Renegociação de créditos no período ............................................................................................................................................................................................................................................................................................. (1) Para as operações que apresentem parcelas vencidas há mais de 14 dias; (2) Constituída em razão da classificação do cliente ou da operação e, portanto, não enquadrada no item anterior; e (3) Registrada em receitas de operações de crédito, como previsto nas normas e instruções do BACEN. h) O imobilizado de arrendamento é composto como segue:

Veículos e afins .................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... Máquinas e equipamentos ................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... Outros................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... Perdas em arrendamentos a amortizar (líquida) (Nota 3g - IV) ........................................................................................................................................................................................................................................................... Total de bens arrendados .................................................................................................................................................................................................................................................................................................................. Depreciação acumulada de bens arrendados...................................................................................................................................................................................................................................................................................... Superveniência de depreciação (Nota 3g - V)...................................................................................................................................................................................................................................................................................... Total da depreciação acumulada ...................................................................................................................................................................................................................................................................................................... Imobilizado de arrendamento............................................................................................................................................................................................................................................................................................................

Total -

2010 %

3.190 12.823 130.103 146.116 24.414 23.093 32.223 30.435 194.543 304.708 450.824 100,0

Total 0,7 2,8 28,9 32,4 5,4 5,1 7,1 6,8 43,2 67,6 100,0

%

3.263 13.638 115.619 132.520 19.965 20.891 34.733 27.864 213.053 316.506

0,7 3,1 25,7 29,5 4,4 4,7 7,7 6,2 47,5 70,5

449.026 100,0

2011 442.777 16.133 (8.086) 450.824 211.218 239.606 30.847 68.176

Em 30 de junho - R$ mil 2010 426.319 30.485 (7.778) 449.026 223.480 225.546 20.982 97.255

2011 8.493.222 3.759.074 1.373.311 141.247 13.766.854 (6.529.462) 2.872.145 (3.657.317) 10.109.537

Em 30 de junho - R$ mil 2010 7.405.829 3.555.645 1.117.107 103.560 12.182.141 (5.118.899) 2.252.492 (2.866.407) 9.315.734

A Bradesco Leasing apurou no período superveniência de depreciação no montante de R$ 274.255 mil (2010 - R$ 307.560 mil) registrada em imobilizado de arrendamento R$ (10.256) mil (2010 - R$ (9.078) mil) classificada em bens não de uso próprio, em decorrência de reintegração de posse de bens arrendados e R$ 284.511 mil (2010 - R$ 316.638 mil) em resultado do período. 8) OUTROS CRÉDITOS - DIVERSOS

Créditos tributários (Nota 22c).............................................................................................................................................................................................................................................................................................................. Devedores por depósitos em garantia.................................................................................................................................................................................................................................................................................................. Impostos e contribuições a compensar/recuperar................................................................................................................................................................................................................................................................................ Pagamentos a ressarcir........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................ Devedores por compra de valores e bens............................................................................................................................................................................................................................................................................................ Outros................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... Total .....................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................

Em 30 de junho - R$ mil 2010 375.124 352.634 60.048 24.690 9.751 13.523 835.770

2011 324.819 383.994 120.716 15.909 8.938 23.232 877.608

9) INVESTIMENTOS a) Ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos, registrados em contas de resultado, sob a rubrica de “Resultado de participações em coligadas”: Em 30 de junho - R$ mil Patrimônio líquido ajustado 58.583 1.063.645

Quantidade de ações/cotas possuídas (em milhares) Ações Cotas 6.368 257 -

Participação no Capital social % 19,500 1,781

Capital Empresas social Aquarius Holdings Ltda. ...................................................................... 32.658 Serel Participações em Imóveis S.A. .................................................. 111.000 Total .................................................................................................... (1) Ajuste decorrente de avaliação considera os resultados apurados pelas companhias a partir da aquisição e inclui variações patrimoniais das investidas não decorrentes de resultado. b) Outros investimentos 2011 25.988 4 822 26.814 (19.579) 7.235

Aplicações por incentivos fiscais ............................................................................................................. Títulos patrimoniais ................................................................................................................................. Outros investimentos ............................................................................................................................... Subtotal .................................................................................................................................................. Provisão para perdas em outros investimentos....................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Em 30 de junho - R$ mil 2010 28.837 71 1.046 29.954 (21.496) 8.485

10) IMOBILIZADO DE USO E DE ARRENDAMENTO

Taxa Imóveis de uso: - Terrenos.......................................................................................... - Edificações ..................................................................................... Outras imobilizações de uso ............................................................ Imobilizado de Arrendamento........................................................... Total em 2011 .................................................................................. Total em 2010 ..................................................................................

Custo 4% 20%

Depreciação

2.714 22.342 155 13.766.854 13.792.065 12.207.353

(18.106) (155) (3.657.317) (3.675.578) (2.883.775)

Em 30 de junho - R$ mil Valor residual 2011 2010 2.714 4.236 10.109.537 10.116.487

2.714 5.130 9.315.734 9.323.578

11) RECURSOS DE EMISSÃO DE TÍTULOS - DEBÊNTURES A sociedade mantém registros na CVM de emissão para distribuição pública de debêntures escriturais, não conversíveis em ações, da espécie subordinada aos demais credores, remuneradas pela variação dos “Certificados de depósitos interfinanceiros”, conforme segue: Em 30 de junho - R$ -mil Valor da Valor contábil Emissão operação Vencimento Remuneração 2011 2010 Junho/2002 (1) ................................................................................. 1.200.000 2012 100% CDI 4.175.041 3.759.877 Fevereiro/2005 (2) ............................................................................ 4.000.000 2025 100% CDI 8.631.578 7.773.254 Fevereiro/2005 (3) ............................................................................ 4.050.000 2025 100% CDI 8.739.472 7.870.420 Fevereiro/2005 (4) ............................................................................ 8.775.000 2025 100% CDI 18.935.524 17.052.577 Janeiro/2008 (5) ............................................................................... 6.750.000 2028 100% CDI 9.648.267 8.688.845 Junho/2011 (6) ................................................................................. 4.750.000 2016 100% CDI 4.765.122 Junho/2011 (6) ................................................................................. 4.750.000 2021 100% CDI 4.765.122 Maio/2005......................................................................................... 3.000.000 2011 104% CDI 3.047.064 Totais ............................................................................................... 37.275.000 59.660.126 48.192.037 (1) Sob nº CVM/SRE/DEB/2002/036, nominativas, 1.200.000 (9º emissão), com valor unitário de R$ 1.000,00 com data de emissão em 1º de junho de 2002, perfazendo o valor total da emissão de R$ 1,2 bilhão com prazo de 10 anos, contando da data de emissão, com pagamento dos juros remuneratórios na data de vencimento das debêntures; Sob nº CVM/SRE/PRO/2005/004, em 15 de abril de 2005, foi arquivado na CVM o Primeiro Programa de Distribuição Pública de Debêntures, com prazo de duração de até 2 anos e limite de R$ 10,0 bilhões do qual foram realizadas, até 30 de setembro de 2005, as seguintes emissões; (2) Sob nº CVM/SRE/DEB/2005/017, simples, 40.000.000 (1º emissão), com valor unitário de R$ 100,00, com data de emissão em 1º de fevereiro de 2005, perfazendo o valor total da emissão de R$ 4,0 bilhões com prazo de 20 anos, contando da data de emissão, com pagamento dos juros remuneratórios na data de vencimento das debêntures; (3) Sob nº CVM/SRE/DEB/2005/045, simples, 30.000.000 (3º emissão), com a utilização do excedente de 35%, com valor unitário de R$ 100,00, com data de emissão em 1º de fevereiro de 2005, perfazendo o valor total da emissão de R$ 4,05 bilhões, com prazo de 20 anos, contando da data de emissão, com pagamento dos juros remuneratórios na data de vencimento das debêntures; Sob nº CVM/SRE/PRO/2006/003, em 28 de junho de 2006, foi arquivado na CVM o Segundo Programa de Distribuição Pública de Debêntures, com prazo de duração de até 2 anos e limite de R$ 10,0 bilhões do qual foi realizada, até 18 de dezembro de 2006 a seguinte emissão; (4) Sob nº CVM/SRE/DEB/2006/024, simples, 65.000.000 (4º emissão), com utilização do excedente de 35%, com valor unitário de R$ 100,00, com data de emissão em 1º de fevereiro de 2005, perfazendo o valor total da emissão de R$ 8,8 bilhões, com prazo de 20 anos, contados da data de emissão, com pagamento dos juros remuneratórios na data de vencimento das debêntures; Sob nº CVM/SRE/PRO/2008/002, em 17 de janeiro de 2008, foi arquivado na CVM o Terceiro Programa de Distribuição Pública de Debêntures, com prazo de duração de até 2 anos e limite de R$ 10,0 bilhões do qual foi realizada, até 31 de março de 2008 a seguinte emissão; (5) Sob nº CVM/SRE/DEB/2008/003, simples, 50.000.000 (5ª emissão), com utilização do excedente de 35%, com valor unitário de R$ 100,00, com data de emissão em 2 de janeiro de 2008, perfazendo o valor total da emissão de R$ 6,75 bilhões, com prazo de 20 anos, contados da data de emissão, com pagamento dos juros remuneratórios na data de vencimento das debêntures. (6) Simples, 190.000.000 (6ª emissão, duas séries, sendo 95.000.000 cada série), com valor unitário de R$ 50,00, com data de emissão em 20 de junho de 2011, perfazendo o valor total da emissão de R$ 9,5 bilhões, com prazo de 5 anos a 1ª série e 10 anos a 2ª série, contados da data de emissão, com pagamento dos juros remuneratórios na data de vencimento das debêntures. 12) OBRIGAÇÕES POR REPASSES DO PAÍS Em 30 de junho - R$ mil

FINAME ................................... Total em 2011 ......................... % ............................................. Total em 2010 ......................... % .............................................

1 a 30 dias 17.214 17.214 4,6 22.195 5,0

31 a 60 dias 15.106 15.106 4,0 19.530 4,4

61 a 180 dias 55.462 55.462 14,7 69.940 15,6

181 a 360 dias 73.810 73.810 19,5 87.531 19,6

1a3 anos 166.202 166.202 44,0 204.220 45,7

Acima de 3 anos 50.071 50.071 13,2 43.383 9,7

Lucro líquido ajustado 2.024 53.044

Valor contábil 2011 2010 11.423 10.671 18.412 16.610 29.835 27.281

Ajuste decorrente de avaliação (1) 2011 2010 394 292 945 751 1.339 1.043

14) OUTRAS OBRIGAÇÕES a) Fiscais e previdenciárias

Provisão para riscos fiscais (Nota 13b) ................................................................................................... Provisão para impostos e contribuições diferidos (Nota 22c).................................................................. Impostos e contribuições sobre o lucro a pagar...................................................................................... Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ Total ........................................................................................................................................................ b) Diversas

Credores por antecipação de valor residual............................................................................................ Provisão para passivos contingentes - cíveis (Nota 13b)........................................................................ Obrigações por aquisição de bens e direitos .......................................................................................... Provisão para passivos contingentes - trabalhistas (Nota 13b)............................................................... Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

2011 259.283 765.600 36.719 16.709 1.078.311

Em 30 de junho - R$ mil 2010 195.235 599.202 19.632 7.109 821.178

2011 3.258.040 58.288 21.093 351 37.418 3.375.190

Em 30 de junho - R$ mil 2010 2.826.237 54.626 16.440 1.370 63.162 2.961.835

15) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital social O capital social, no montante de R$ 7.127.800 mil (2010 - R$ 7.127.800 mil), totalmente subscrito e integralizado, dividido em 23.422 ações ordinárias, nominativas escriturais, sem valor nominal. Em 14 de junho de 2010 o BACEN homologou Ata da Assembleia Geral Extraordinária, deliberando aumentar o capital social em R$ 5.000.000 mil, mediante a emissão de 13.817 ações ordinárias nominativas, sem valor nominal, ao preço de R$ 361.879,77 por ação, com integralização à vista, no ato da subscrição, elevando-o de R$ 2.127.800 mil para R$ 7.127.800 mil. b) Reservas de Lucros Em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 Reservas de lucros................................................................................................................................ 1.957.776 1.352.638 - Reserva Legal (1).................................................................................................................................. 128.384 88.703 - Reservas Estatutárias (2)...................................................................................................................... 1.829.392 1.263.935 (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos; e (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da sociedade, pode ser constituída em 100% do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, sendo o saldo limitado a 95% do capital social integralizado. c) Dividendos Conforme disposição estatutária, aos acionistas, estão assegurados dividendos que somados correspondam, no mínimo a 25% do lucro líquido do exercício, ajustado nos termos da lei societária. Para o semestre, foram provisionados dividendos aos acionistas no montante de R$ 93.244 mil (2010 - R$ 42.087 mil), correspondendo a R$ 4 mil (2010 - R$ 2 mil) por ação. Os dividendos de 2009 e 2010, foram prorrogados para pagamento até o final do exercício de 2011, conforme Ata de Reunião da Diretoria. O cálculo dos dividendos está demonstrado a seguir: Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 Lucro líquido.......................................................................................................................................... 392.606 177.209 Reserva legal ......................................................................................................................................... (19.630) (8.860) Base de cálculo ....................................................................................................................................... 372.976 168.349 Dividendos provisionados (25%) ......................................................................................................... 93.244 42.087 16) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS

Emolumentos judiciais e cartorários........................................................................................................ Jurídicas Processuais.............................................................................................................................. Serviços técnicos especializados............................................................................................................ Processamento de dados........................................................................................................................ Serviços do sistema financeiro................................................................................................................ Depreciações e amortizações ................................................................................................................. Propaganda, promoções e publicidade ................................................................................................... Serviços de terceiros............................................................................................................................... Apreensão de bens ................................................................................................................................. Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 2.817 2.613 3.176 3.651 4.682 2.768 2.178 1.950 719 676 447 450 402 615 180 202 1.848 995 255 247 16.704 14.167

17) DESPESAS TRIBUTÁRIAS 2011 377.865 377.865 100,0

2010 446.799

446.799 100,0

13) ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS a) Ativos contingentes Não são reconhecidos contabilmente ativos contingentes, porém, durante o 2º trimestre de 2011, seguindo o trâmite normal dos processos ativos em andamento, a empresa habilitou créditos fiscais no valor de R$ 64.498 mil, os quais foram registrados na rubrica “impostos a compensar” (Nota 18), sem contudo produzirem efeitos no resultado do período e no patrimônio líquido, uma vez que foram integralmente provisionados na rubrica “provisão para contingências fiscais” (Nota 14a) até que sejam formalizadas e endereçadas todas as ações que permitam a Administração concluir sua avaliação quanto à evolução de sua compensação. b) Passivos contingentes classificados como perdas prováveis e Obrigações legais - fiscais e previdenciárias A Bradesco Leasing é parte em processos judiciais, de natureza trabalhista, cível e fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. As provisões foram constituídas, levando em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. A Administração da Bradesco Leasing entende que a provisão constituída é suficiente para atender perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o ganho definitivo da ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição. I - Processos trabalhistas São ações ajuizadas por ex-empregados, visando a obter indenizações, em especial, o pagamento de “horas extras”. Nos processos em que é exigido depósito judicial, o valor das contingências trabalhistas é constituído considerando a efetiva perspectiva de perda destes depósitos. II - Processos cíveis São pleitos de indenização por dano moral e patrimonial. Essas ações são controladas individualmente e provisionadas sempre que a perda for analisada como provável, considerando a opinião de assessores jurídicos, natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e posicionamento de Tribunais. Não existem em curso processos administrativos significativos por descumprimento das normas do Sistema Financeiro Nacional ou de pagamento de multas que possam causar impactos representativos no resultado financeiro da Instituição. III - Obrigações legais - Provisão para riscos fiscais A Bradesco Leasing vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão totalmente provisionados, não obstante, as boas chances de êxito a médio e longo prazos, de acordo com a opinião dos assessores jurídicos. A principal questão é: – CPMF - R$ 99.068 mil (2010 - R$ 94.020 mil): pleiteia, isonomicamente às instituições financeiras, a aplicação da alíquota “zero” de CPMF sobre as movimentações financeiras típicas de seu objeto social, relacionadas no artigo 3º das Portarias MF nº 06/97 e 134/99, incisos I, XIX e XXVI. IV - Movimentação das provisões R$ mil Fiscais e Trabalhistas Cíveis Previdenciárias (1) No início do período................................................................................ 212 56.129 179.125 Atualização monetária ............................................................................... 4.554 Constituições líquidas de reversões e baixas............................................ 139 2.159 75.604 No final do 1º semestre de 2011 (Nota 14) ............................................ 351 58.288 259.283 No final do 1º semestre de 2010 (Nota 14) ............................................ 1.370 54.626 195.235 (1) Compreende, substancialmente, obrigações legais. c) Passivos contingentes classificados como perdas possíveis A Bradesco Leasing mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que a Instituição figura como “autora” ou “ré” e amparada na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas análises sobre as tendências jurisprudenciais e efetivadas, e se necessário, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto, os processos contingentes avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente. Os principais processos com essa classificação relacionam-se ao ISSQN de empresas de Arrendamento Mercantil, cuja totalidade dos processos corresponde a R$ 385.408 mil (2010 - R$ 206.010 mil), em que se discute a exigência do referido tributo por municípios outros que não aqueles onde as empresas estão instaladas para os quais o tributo é recolhido na forma da lei, havendo casos de nulidades formais ocorridas na constituição do crédito tributário.

COFINS ................................................................................................................................................... PIS........................................................................................................................................................... ISS........................................................................................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 30.213 15.479 4.910 2.515 4.214 3.705 1.088 287 40.425 21.986

18) OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS

Variações monetárias ativas/Atualização monetária de depósitos vinculados........................................ Aditivos contratuais ................................................................................................................................. Reversão de outras provisões operacionais............................................................................................ Créditos Fiscais - FINSOCIAL................................................................................................................. Créditos Fiscais (Nota 13a) ..................................................................................................................... JCP/Dividendos recebidos ...................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 19.111 17.980 4.962 7.482 856 908 4.467 890 64.498 216 396 94.110 27.656

19) OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS

Variações monetárias passivas ............................................................................................................... Outras provisões operacionais (1)........................................................................................................... Descontos concedidos ............................................................................................................................ Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ (1) No primeiro semestre de 2011, inclui basicamente Provisões para Riscos Fiscais (Nota 13a).

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 5.154 4.538 68.833 2.549 10.234 7.826 1.514 400 85.735 15.313

20) RESULTADO NÃO OPERACIONAL

Resultado na alienação de outros valores e bens................................................................................... Provisão para desvalorização de outros valores e bens ......................................................................... Aluguéis................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 (10.681) (9.123) (6.956) (14.008) 47 59 (17.590) (23.072)

21) TRANSAÇÕES COM O CONTROLADOR E EMPRESAS LIGADAS a) As transações com controladores, empresas controladas e empresas coligadas são efetuadas em condições e taxas compatíveis com as médias praticas com terceiros, e vigentes nas datas das operações, e estão assim representadas: Em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 2011 2010 Ativos Ativos Receitas Receitas (passivos) (passivos) (despesas) (despesas) Disponibilidades: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 82 78 Aplicações em depósitos interfinanceiros: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 47.391.540 38.969.536 2.242.801 1.606.736 Aplicações no mercado aberto: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 14.366.202 10.999.990 680.955 305.666 Dividendos: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (429.127) (240.642) Outras Coligadas.............................................................................. 2.871 2.855 Debêntures: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (59.660.126) (47.450.367) (2.718.784) (1.954.383) Aluguel: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 47 59 continua...

DIÁRIO DO COMÉRCIO

12

terça-feira, 16 de agosto de 2011

...continuação

Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil Empresa da Organização Bradesco CNPJ 47.509.120/0001-82 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 2º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definida em reunião do Conselho de Administração da Organização Bradesco, aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários e Administradores da Instituição. A Instituição é parte integrante da Organização Bradesco e seus administradores são remunerados pelos cargos que ocupam no Banco Bradesco S.A., controlador da Companhia. A Instituição não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoal-chave da Administração. Outras informações Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: a) Diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares. Participação acionária Os membros do Conselho de Administração e da Diretoria possuíam, em conjunto, a seguinte participação acionária na Instituição em 30 de junho de 2011: Ações ordinárias............................................................................................................................................................................... 0,03% Ações preferenciais .......................................................................................................................................................................... Total de ações................................................................................................................................................................................. 0,03% 22) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 668.684 303.838 (267.474) (121.535)

Resultado antes do imposto de renda e contribuição social ................................................................... Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15% (1)...................... Efeitos das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Participações em coligadas..................................................................................................................... 536 417 Despesas indedutíveis líquidas das receitas não tributáveis .................................................................. (9.271) (5.696) Outros valores ......................................................................................................................................... 131 185 Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ (276.078) (126.629) (1) A alíquota da Contribuição Social para as empresas do segmento financeiro foi elevada para 15% de acordo com a Lei nº 11.727/08 (Nota 3h). b) Composição da conta de resultado do imposto de renda e contribuição social Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 Impostos correntes: Imposto de renda e contribuição social, devidos..................................................................................... (252.662) (139.319) Impostos diferidos: Constituição/(realização) no semestre, sobre adições temporárias........................................................ 8.300 16.047 Constituição/utilização de saldos iniciais de: Prejuízo fiscal .......................................................................................................................................... (31.716) (3.357) Total dos impostos diferidos................................................................................................................ (23.416) 12.690 Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ (276.078) (126.629)

c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos

Provisão para créditos de liquidação duvidosa ................................ Provisão para contingências cíveis .................................................. Provisão para contingências fiscais e trabalhistas ........................... Provisão para desvalorização de títulos e investimentos ................. Provisão para desvalorização de bens não de uso.......................... Outros valores .................................................................................. Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias..... Prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social.................. Total dos créditos tributários (Nota 8).......................................... Obrigações fiscais diferidas (Notas 14a e 22e) ........................... Créditos tributários líquidos das obrigações fiscais diferidas..

Saldo em 31.12.2010 187.156 22.451 50.175 4.877 12.517 25.669 302.845 45.390 348.235 691.182 (342.947)

Constituição 6.460 1.136 1.899 2.783 896 13.174 13.174 77.116 (63.942)

Em 30 de junho - R$ mil Saldo em 30.6.2011 7 193.609 272 23.315 22 52.052 4.877 4.523 10.777 50 26.515 4.874 311.145 31.716 13.674 36.590 324.819 2.698 765.600 33.892 (440.781)

Realização

d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias, prejuízo fiscal e crédito tributário de contribuição social M.P. nº 2.158-35. Em 30 de junho de 2011 - R$ mil Diferenças temporárias Prejuízo fiscal Imposto Contribuição Imposto de renda social de renda Total 2011.................................................................................................. 59.220 34.794 13.674 107.688 2012.................................................................................................. 63.700 37.482 101.182 2013.................................................................................................. 59.104 35.147 94.251 2014.................................................................................................. 7.178 4.266 11.444 2015.................................................................................................. 4.014 2.220 6.234 2016.................................................................................................. 2.420 1.600 4.020 Total ................................................................................................. 195.636 115.509 13.674 324.819 A projeção de realização de crédito tributário trata-se de estimativa e não está diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. O valor presente dos créditos tributários, calculado considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, monta R$ 307.268 mil (2010 R$ 355.924 mil) sendo, R$ 293.760 mil (2010 - R$ 286.009 mil) de diferenças temporárias e R$ 13.508 mil (2010 - R$ 69.915 mil) de prejuízo fiscal. e) Obrigações fiscais diferidas As obrigações fiscais diferidas no montante de R$ 765.600 mil (2010 - R$ 599.202 mil) são relativas, à superveniência de depreciação R$ 718.036 mil (2010 - R$ 563.123 mil), atualização monetária sobre depósitos judiciais R$ 41.551 mil (2010 - R$ 31.229 mil), ajuste a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários R$ 4.841 mil (2010 - R$ 3.412 mil) e reserva de reavaliação R$ 1.172 mil (2010 - R$ 1.438 mil), respectivamente. 23) OUTRAS INFORMAÇÕES a) Conforme previsto no Ofício Circular CVM nº 01/07, a Bradesco Leasing está dispensada de apurar o valor de mercado das operações de arrendamento mercantil, os quais encontram-se registrados, a valor presente, de acordo com a Lei nº 6.099, substancialmente, como imobilizado de arrendamento. O valor contábil dos demais instrumentos financeiros registrados em contas patrimoniais em 31 de dezembro de 2010 equivale, aproximadamente, ao valor de realização desses instrumentos. b) O seguro dos bens arrendados está vinculado a cláusulas específicas dos contratos de arrendamento mercantil. Os bens de uso da sociedade estão segurados por montantes suficientes para cobrir eventuais sinistros contra incêndio, responsabilidade civil e riscos diversos. c) Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, alguns procedimentos contábeis e suas interpretações foram emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando aprovado pelo CMN. Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: • Resolução nº 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); • Resolução nº 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); • Resolução nº 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); • Resolução nº 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); • Resolução nº 3.973/11 - Evento subsequente (CPC 24); e • Resolução nº 3.989/11 - Pagamento baseado em Ações (CPC 10). Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e, nem tampouco, se a utilização dos mesmos será de maneira prospectiva ou retrospectiva. Com isso ainda não é possível quantificar os impactos contábeis da utilização desses pronunciamentos nas demonstrações contábeis da Instituição.

DIRETORIA

Conselho de Administração Presidente Lázaro de Mello Brandão Vice-Presidente Antônio Bornia

Diretoria

Membros Mário da Silveira Teixeira Júnior Luiz Carlos Trabuco Cappi Carlos Alberto Rodrigues Guilherme Milton Matsumoto

Diretor-Presidente Luiz Carlos Trabuco Cappi

Diretores Laércio Albino Cezar Julio de Siqueira Carvalho de Araujo Norberto Pinto Barbedo Domingos Figueiredo de Abreu

Diretor de Relações com Investidores Domingos Figueiredo de Abreu

Célio Magalhães – Contador CRC 1SP199295/O-5

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores da Bradesco Leasing S.A.- Arrendamento Mercantil Osasco - SP Examinamos as demonstrações contábeis da Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil (“Instituição”), que compreendem o balanço patrimonial em 30 de junho de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.

de depreciação, classificada no ativo permanente, conforme mencionado na nota explicativa nº 7 b. Essas diretrizes não requerem a reclassificação das operações, que permanecem registradas de acordo com a Lei nº 6.099/74, para as rubricas do ativo circulante e realizável a longo prazo, e rendas ou despesas de arrendamento, mas resultam na apresentação do resultado e do patrimônio líquido, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.

Demonstração do valor adicionado Examinamos, também, a demonstração do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração para o semestre findo em 30 de junho de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto.

Opinião com ressalva Em nossa opinião, exceto quanto a não reclassificação mencionada no parágrafo anterior, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Bradesco Leasing S.A. Arrendamento Mercantil em 30 de junho Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no A administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Outros assuntos

Auditoria dos valores correspondentes a 30 de junho de 2010 Os valores correspondentes ao semestre findo em 30 de junho de 2010, apresentados para fins de comparação, foram anteriormente auditados outros auditores independentes que emitiram relatório datado de 27 de julho de 2010, que continha ressalva sobre o mesmo assunto tratado acima no parágrafo “Base para conclusão com ressalva” acerca do tratamento das operações de arrendamento mercantil. São Paulo, 15 de agosto de 2011

Base para opinião com ressalva A Instituição registra as suas operações e elabora as suas demonstrações contábeis com a observância das diretrizes contábeis estabelecidas pelo Banco KPMG Auditores Independentes Central do Brasil, que requerem o ajuste ao valor presente da carteira de arrendamento mercantil como provisão para superveniência ou insuficiência CRC 2SP014428/O-6

Cláudio Rogélio Sertório Contador CRC 1SP212059/O-0

VENEZUELA 1 Governo produzirá 2 milhões de celulares de baixo custo este ano

nternacional

José Cláudio Costa Contador CRC 1SP167720/O-1

VENEZUELA 2 Os celulares custarão de US$ 31 a US$ 60, até 40% abaixo da média do mercado.

Abbas Momani/AFP

Quando ser grande é ser pequeno Moradores em fuga são o novo alvo das forças sírias

T

ropas sírias dispararam contra moradores em fuga, matando pelo menos quatro pessoas, ontem, na cidade de Latakia, onde operações militares para reprimir protestos contra o regime autocrático do presidente Bashar al-Assad completaram três dias, denunciaram ativistas. Pelo menos 30 pessoas foram mortas em Latakia desde sábado passado, quando começou um assalto, pela terra e pelo ar, contra o porto no Mediterrâneo. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, sediado em Londres, disse que tropas abriram fogo contra um grupo de moradores em fuga que se aproximava de um posto de verificação em Ein Tamra, distrito de Latakia. Um morador de Latakia, que falou em condição de anonimato, confirmou a informação, dizendo que os soldados dispararam contra um multidão, composta também por mulheres e crianças, que tentava fugir.

Mais tarde, o campo palestino de El Rameh foi bombardeado pela Marinha e depois invadido por soldados e policiais, que usaram moradores como escudos humanos para disparar contra outros civis. A Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos (UNRWA, na sigla em inglês) denunciou que os disparos provocaram a fuga "da maioria dos 10 mil moradores do campo de refugiados", que já havia sido bombardeado no domingo . A UNRWA afirmou que o bombardeio deixou mortos e feridos, mas não apresentou um número preciso. Reação - Um oficial militar sírio disse ontem que os relatos de ataques de canhoneiras em Latakia são "absolutamente sem fundamento". As declarações, divulgadas pela agência de notícias estatal Sana, afirmam que as embarcações estavam patrulhando a costa "em uma missão de rotina para evitar que armas sejam contrabandeadas para o país". (Agências)

Palestinos na Cisjordânia protestam contra a violência das forças de Assad. Refugiados palestinos foram vítimas da repressão na Síria.

Críticas também aumentam

A

repressão síria contra os protestos pródemocracia na cidade de Latakia provocou novas críticas da comunidade internacional. A censura mais contundente foi a do secretário-geral da Organização pela Libertação da Palestina (OLP), Yasser Abed Rabbo, que denunciou

o ataque da Marinha síria contra El Rameh e disse que essa violência faz parte dos "crimes contra a humanidade" cometidos por pelo presidente Bashar al-Assad tanto contra palestinos quanto contra sírios. "Denuncio com força esta ação do Exército sírio, que causou a morte de dez palestinos e feriu outros 75", disse Rabbo, à Agência Efe. O dirigente palestino afirmou que o Exército sírio praticamente não deu tempo suficiente para que milhares de pessoas que vivem no campo de refugiados se retirassem.

Já a Casa Branca disse ontem que o presidente da Síria perdeu a legitimidade e o povo sírio "estará melhor sem ele". A declaração partiu do porta-voz da Casa Branca, Jay Carney. O porta-voz norteamericano ainda afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, "não tem dúvidas de que o povo sírio estará melhor sem ele (Assad)". Ele reafirmou que o mandatário sírio perdeu a legitimidade após mais de cinco meses de repressão. Por sua vez, a Turquia repetiu o apelo para que o

governo sírio encerre totalmente a repressão e prometeu medidas não especificadas caso Damasco prossiga com a violência. Até agora, a Turquia tem criticado a repressão síria, mas ao contrário dos Estados Unidos e da União Europeia não impôs sanções a Damasco. Paralelamente, o primeiroministro da Jordânia, Marouf al-Bakhit, também pediu que a repressão síria termine imediatamente, acrescentando que a implementação acelerada de reformas traria estabilidade ao país. (Agências)

DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 16 de agosto de 2011

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Tibre Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 62.042.890/0001-51 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Cotistas,

No semestre, a Tibre DTVM registrou Lucro Líquido de R$ 1,013 milhão, correspondente a R$ 56,28 por lote de mil cotas, Patrimônio Líquido de

Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do semestre findo em 30 de junho de 2011, da Tibre Distribuidora de Títulos R$ 34,095 milhões e Ativos Totais de R$ 34,973 milhões. e Valores Mobiliários Ltda. (Tibre DTVM), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

Osasco, SP, 26 de julho de 2011. Diretoria

BALANÇO PATRIMONIAL EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DISPONIBILIDADES (Nota 4) ....................................................................................................................... APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5) ...................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6a) ....... Carteira Própria ............................................................................................................................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber......................................................................................................................................... Diversos (Nota 7)........................................................................................................................................... REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Diversos (Nota 7)........................................................................................................................................... PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS (Nota 8) ........................................................................................................................... Outros Investimentos..................................................................................................................................... Provisões para Perdas .................................................................................................................................. TOTAL ...........................................................................................................................................................

2011 34.458 4 34.272 34.272 182 46 136 106 106 106 409 409 453 (44) 34.973

2010 32.261 9 31.854 31.854 234 234 164 17 147 117 117 117 409 409 453 (44) 32.787

PASSIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Sociais e Estatutárias (Nota 11c) .................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 10a)............................................................................................................. Diversas (Nota 10b)....................................................................................................................................... EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 10a)............................................................................................................. Diversas (Nota 10b)....................................................................................................................................... PATRIMÔNIO LÍQUIDO ................................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País (Nota 11a) ........................................................................................................... Reservas de Lucros (Nota 11b).....................................................................................................................

2011

TOTAL ...........................................................................................................................................................

2010

714 714 27 579 108 164 164 149 15 34.095

556 556 23 405 128 1 1 1 32.230

18.000 16.095

18.000 14.230

34.973

32.787

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil 2011

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil 2010

RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................................................ Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 6b) .........................................................

1.835 1.835

1.324 1.324

RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA.......................................................................

1.835

1.324

OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS ................................................................................... Outras Despesas Administrativas (Nota 12).................................................................................................. Despesas Tributárias (Nota 13)…………....................................................................................................... Outras Receitas Operacionais (Nota 14)....................................................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 14).....................................................................................................

(179) (125) (107) 76 (23)

12 (120) (81) 218 (5)

RESULTADO OPERACIONAL .....................................................................................................................

1.656

1.336

RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ......................................................................

1.656

1.336

IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 16) ...................................................................

(643)

(461)

LUCRO LÍQUIDO..........................................................................................................................................

1.013

875

Número de cotas (Nota 11a) ......................................................................................................................... Lucro por lote de mil cotas em R$ ................................................................................................................

18.000.000 56,28

18.000.000 48,61

Eventos Saldos em 31.12.2009............................................ Transferência dos dividendos propostos de períodos anteriores para as reservas .................... Aumento de Capital com Reservas ......................... Homologação de aumento de Capital ..................... Lucro Líquido........................................................... Destinações: - Reservas.......................................... - Dividendos Propostos...................... Saldos em 30.6.2010.............................................. Saldos em 31.12.2010............................................ Lucro Líquido........................................................... Destinações: - Reservas.......................................... - Dividendos Propostos...................... Saldos em 30.6.2011..............................................

Capital Social Capital Aumento Realizado de Capital 15.700 2.300 18.000 18.000 18.000

2.300 (2.300) -

Reservas de Lucros Legal 1.653

Estatutárias 12.550

(1.024) 44 673 716 51 767

Lucros Acumulados -

1.460 (1.276) 823 13.557 14.376 952 15.328

875 (867) (8) 1.013 (1.003) (10) -

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil

2011 Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ....................................................... Lucro Líquido Ajustado antes dos Impostos ........................................................................................... (Aumento)/Redução em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez ................................................................ (Aumento)/Redução em Títulos e Valores Mobiliários para Negociação…………………............................ (Aumento)/Redução em Outros Créditos e Outros Valores e Bens............................................................. Aumento/(Redução) em Outras Obrigações ............................................................................................... Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos ......................................................................................... Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades Operacionais ..................................................... Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: Alienação de Investimentos ......................................................................................................................... Dividendos Recebidos ................................................................................................................................. Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Investimentos............................................... Aumento/(Redução) Líquida de Caixa e Equivalentes de Caixa ............................................................. Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ....................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período .......................................................................................... Aumento/(Redução) Líquida de Caixa e Equivalentes de Caixa .............................................................

2010 1.656 1.656 (717) (68) 15 (927) (41)

Descrição 1.336 1.336 (1.308) 341 (223) (1.446) (342) (1.642)

34 34 (7) 11 4 (7)

1.460 186 1.646 4 5 9 4

2011

1 - RECEITAS .................................................................................. 1.1) Intermediação Financeira.................................................. 1.2) Outras ................................................................................. 2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ................................ Publicação................................................................................... Serviços Técnicos Especializados .............................................. Serviços do Sistema Financeiro ................................................. Outras ......................................................................................... 3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2) .......................................... 4 - VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR ....................................... 5 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO............................... 5.1) Impostos, Taxas e Contribuições ..................................... Federais ............................................................................... 5.2) Remuneração de Capitais Próprios ................................. Dividendos ........................................................................... Lucros Retidos .....................................................................

%

1.888 1.835 53 (125) (101) (18) (5) (1) 1.763 1.763 1.763 750 750 1.013 10 1.003

2010 107,1 104,1 3,0 (7,1) (5,7) (1,0) (0,3) (0,1) 100,0 100,0 100,0 42,5 42,5 57,5 0,6 56,9

Totais 29.903 1.460 875 (8) 32.230 33.092 1.013 (10) 34.095

%

1.537 1.324 213 (120) (102) (15) (3) 1.417 1.417 1.417 542 542 875 8 867

108,5 93,5 15,0 (8,5) (7,2) (1,1) (0,2) 100,0 100,0 100,0 38,2 38,2 61,8 0,6 61,2

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL 6) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS A Tibre Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (Tibre DTVM) é uma Instituição financeira que tem por objetivo efetuar operações de intermediação a) Classificação por categorias e prazos no mercado aberto, além de gerir e administrar recursos de terceiros. É parte integrante da Organização Bradesco, sendo suas operações conduzidas de forma integrada a um conjunto de empresas que atuam nos mercados financeiro e de capitais, utilizando-se de seus recursos administrativos e tecnológicos e suas demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto. Valor de 2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As demonstrações contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nos 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN), e do Banco Central do Brasil (BACEN) e do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), quando aplicável. Incluem estimativas e premissas, tais como a mensuração de provisões para perdas com operações de crédito, estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros, provisão para contingências, perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento, ativos não financeiros e outras provisões. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. As demonstrações contábeis foram aprovadas pela Administração em 26 de julho de 2011. 3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS a) Moeda funcional e de apresentação As demonstrações contábeis estão apresentadas em reais, que é a moeda funcional da Instituição. b) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério “pro-rata” dia e calculadas com base no método exponencial, exceto aquelas relativas a títulos descontados ou relacionados a operações no exterior, que são calculadas com base no método linear. As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço.

2011 Valor de Acima de mercado/ custo 360 dias contábil (2) atualizado

Em 30 de junho - R$ mil 2010 Marcação Valor de Marcação a mercado/ a mercado contábil (2) mercado

1 a 30 31 a 180 181 a 360 Títulos (1) dias dias dias Títulos para negociação: (3) Letras financeiras do tesouro ........... 683 1.586 16.313 18.582 18.582 141 Letras do tesouro nacional ............... 282 185 467 467 3 Notas do tesouro nacional................ 77 Certificados de depósito bancários .. 289 289 289 7 Debêntures ....................................... 296 296 296 6 Outros............................................... 2.145 2.145 2.145 Operações compromissadas............ 12.154 339 12.493 12.493 Total em 2011 .................................. 12.436 1.022 1.586 19.228 34.272 34.272 Total em 2010 .................................. 73 15 55 91 234 (1) As aplicações em cotas de fundos exclusivos de investimento administrados pelo Conglomerado Bradesco, no montante de R$ 34.272 mil (2010 – R$ 31.854 mil) foram distribuídas de acordo com os papéis que compõem suas carteiras, e no caso de operações compromissadas, pelos respectivos papéis que estão lastreando as operações, preservando a classificação da categoria dos fundos. Na distribuição dos prazos, foram considerados os vencimentos dos papéis, independentemente de sua classificação contábil; (2) O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de precificação, modelos de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. No caso das aplicações em fundos de investimento, o custo atualizado reflete o valor de mercado das respectivas cotas; e (3) Para fins de apresentação do Balanço Patrimonial os títulos classificados como “para negociação” estão demonstrados no ativo circulante.

b) Resultado de títulos e valores mobiliários c) Caixa e equivalentes de caixa Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, moeda estrangeira, aplicações em ouro, aplicações no mercado 2011 2010 aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem Receita de aplicações interfinanceiras de liquidez (Nota 5).................................................................... 1.308 risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pela Instituição para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. Rendas de aplicações em fundos de investimento ................................................................................. 1.835 16 d) Aplicações interfinanceiras de liquidez Total ........................................................................................................................................................ 1.835 1.324 São registradas ao custo de aquisição, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, quando c) A Tibre DTVM não possuía operações com instrumentos financeiros derivativos em 30 de junho de 2011 e de 2010. aplicável. 7) OUTROS CRÉDITOS - DIVERSOS e) Títulos e valores mobiliários - Classificação Em 30 de junho - R$ mil Títulos para negociação – adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos 2011 2010 rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; 18 17 Títulos disponíveis para venda – que não se enquadram como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados pelo custo de Devedores por depósitos em garantia..................................................................................................... 198 200 aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período, e ajustados ao valor de mercado em contrapartida ao patrimônio Créditos tributários (Nota 16c)................................................................................................................. Impostos e contribuições a compensar ................................................................................................... 7 34 líquido, deduzidos dos efeitos tributários, os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetiva realização; e Outros...................................................................................................................................................... 19 13 Títulos mantidos até o vencimento – adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São registrados Total ........................................................................................................................................................ 242 264 pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período. Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda, bem como os instrumentos financeiros derivativos, são 8) OUTROS INVESTIMENTOS Em 30 de junho - R$ mil demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de 2011 2010 preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação Investimentos por incentivos fiscais ........................................................................................................ 46 46 Ações e Cotas ......................................................................................................................................... 407 407 do valor justo possa exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração. Subtotal .................................................................................................................................................. 453 453 f) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) (44) (44) Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre adições temporárias, são registrados na rubrica Provisão para perdas em investimentos por incentivos fiscais................................................................ Total ........................................................................................................................................................ 409 409 “Outros Créditos – Diversos”, e a provisão para as obrigações fiscais diferidas é registrada na rubrica “Outras Obrigações – Fiscais e Previdenciárias”. Os créditos tributários sobre as adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram 9) ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS – FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e a) Ativos Contingentes análises realizadas pela Administração. Não são reconhecidos contabilmente ativos contingentes. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. b) Passivos Contingentes classificados como perdas prováveis A contribuição social sobre o lucro é calculada considerando à alíquota de 15% para empresas do segmento financeiro. A Instituição é parte em processos judiciais de natureza trabalhista, decorrentes do curso normal de suas atividades. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. As provisões foram constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo A Administração da Instituição entende que a provisão constituída é suficiente para atender as perdas decorrentes dos respectivos processos. ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o ganho definitivo da ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição. adoção das mencionadas Leis, estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. I - Processos trabalhistas g) Investimentos Os incentivos fiscais e outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perdas e da redução ao valor recuperável São ações ajuizadas por ex-empregados, visando obter indenizações, em especial o pagamento de “horas extras”. Nos processos em que é exigido depósito judicial, o valor das contingências trabalhistas é constituído considerando a efetiva perspectiva de perda destes depósitos. (impairment), quando aplicável. II - Provisões Constituídas h) Redução ao valor recuperável de ativos (impairment) As provisões constituídas correspondem a contingências trabalhistas nos montantes de R$ 15 mil (2010 – R$ 15 mil) e estão registradas em “Outras Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento e ativos não financeiros, obrigações – diversas” (Nota 10b). exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos no mínimo anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao c) Passivos Contingentes classificados como perdas possíveis valor recuperável (impairment), e caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil do ativo exceder o A Instituição mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que a Instituição figura como “autora” ou “ré” e, seu valor recuperável (apurado: (i) pelo seu potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) pelo valor em uso amparada na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas análises sobre calculado pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior). as tendências jurisprudenciais e efetivadas, e se necessária, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto, os processos contingentes Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos. avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente. i) Provisões, ativos e passivos contingentes O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN e pela Deliberação CVM nº 594/09, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas (Nota 9a); • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; e • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas (Nota 9b e c).

d) Em 30 de junho de 2011 e de 2010, não há processos contingentes avaliados como de perda possível de natureza relevante.

Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para sua emissão. São compostos por: • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis.

b) Reservas de Lucros

10) OUTRAS OBRIGAÇÕES a) Fiscais e Previdenciárias 2011 Provisão para impostos e contribuições sobre o lucro ............................................................................ Provisão para impostos e contribuições diferidos (Nota 16c).................................................................. Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ Total ........................................................................................................................................................

562 1 165 728

Em 30 de junho - R$ mil 2010 393 1 12 406

b) Outras Obrigações - Diversas 2011

Em 30 de junho - R$ mil 2010 113 15 128

Provisão para pagamentos a efetuar....................................................................................................... 108 Provisão para passivos contingentes (Nota 9b) ...................................................................................... 15 j) Outros ativos e passivos Total ........................................................................................................................................................ 123 Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidas (em base “pro-rata” dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos 11) PATRIMÔNIO LÍQUIDO encargos e das variações monetárias incorridas (em base “pro-rata” dia). a) Capital Social Capital social no montante de R$ 18.000 mil, totalmente subscrito e integralizado é composto por 18.000.000 cotas com valor nominal de R$ 1,00 cada. k) Eventos subsequentes

4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA Em 30 de junho - R$ mil 2011 Disponibilidades em moeda nacional ...................................................................................................... Total de disponibilidades (caixa) ......................................................................................................... Total caixa e equivalentes de caixa .....................................................................................................

2010 4 4 4

9 9 9

Em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 Reservas de Lucros .............................................................................................................................. 16.095 14.230 Reserva Legal (1) .................................................................................................................................... 767 673 Reserva Estatutária (2)............................................................................................................................ 15.328 13.557 (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos; e (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Sociedade, pode ser constituída em 100% do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, sendo o saldo limitado a 80% do Capital Social Integralizado.

c) Dividendos 5) APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ Aos cotistas está assegurado dividendos mínimo obrigatório, em cada exercício, de importância não inferior a 1% do lucro líquido ajustado, nos termos da Em 30 de junho de 2011 não possuía Aplicações Interfinanceiras de Liquidez (2010 – R$ 31.854 mil, referentes a aplicações em Depósitos Interfinanceiros, legislação societária. No semestre foram provisionados dividendos no montante de R$ 10 mil (2010 – R$ 8 mil), correspondendo a R$ 0,56 (2010 – R$ 0,45) com prazo de vencimento de 91 a 180 dias). A receita correspondente a 2010 foi de R$ 1.308 mil (Nota 6b). por lote de mil cotas. O pagamento dos dividendos do exercício de 2010 será realizado até o final do exercício de 2011 conforme Ata da Diretoria. continua...

DIÁRIO DO COMÉRCIO

14

terça-feira, 16 de agosto de 2011

...continuação

Tibre Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 62.042.890/0001-51 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 12) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 101 102 18 15 5 3 1 125 120

16) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 Resultado antes do imposto de renda e contribuição social ................................................................... 1.656 1.336 Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15%, respectivamente (1) ............................................................................................................................... (662) (534) Despesas indedutíveis líquidas de receitas não tributáveis .................................................................... 7 60 Outros valores ......................................................................................................................................... 12 13 Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ (643) (461) 13) DESPESAS TRIBUTÁRIAS (1) A alíquota da contribuição social para as empresas do segmento financeiro foi elevada para 15%, de acordo com a Lei nº 11.727/08 (Nota 3f). Semestres findos em 30 de junho - R$ mil b) Composição da conta de resultado de imposto de renda e contribuição social Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 2011 2010 Contribuição ao COFINS......................................................................................................................... 75 54 Impostos correntes Contribuição ao PIS................................................................................................................................. 12 9 Imposto de renda e contribuição social, devidos..................................................................................... (639) (423) Impostos e taxas ..................................................................................................................................... 20 18 Impostos diferidos Total ........................................................................................................................................................ 107 81 Constituição/(realização) no semestre, sobre adições temporárias........................................................ (4) (38) Total dos impostos diferidos................................................................................................................ (4) (38) 14) OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ (643) (461) Semestres findos em 30 de junho - R$ mil c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos 2011 2010 R$ mil Saldo em Saldo em Reversão de outras provisões operacionais............................................................................................ 11 24 31.12.2010 Constituição Realização 30.6.2011 JCP/Dividendos recebidos ...................................................................................................................... 64 193 6 6 Variações monetárias.............................................................................................................................. (22) (4) Provisões para perdas trabalhistas ....................................................... Provisões para perdas de investimentos............................................... 68 68 Total ........................................................................................................................................................ 53 213 Provisões para desvalorização de títulos patrimoniais.......................... 80 80 Outros.................................................................................................... 48 4 8 44 15) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias (Nota 7) 202 4 8 198 a) As transações com o controlador e empresas ligadas são efetuadas em condições e taxas compatíveis com as médias praticadas por terceiros, e vigentes Obrigações fiscais diferidas (Nota 10a)................................................. 1 1 nas datas das operações, e estão assim representadas: Crédito tributário líquido das obrigações fiscais diferidas............. 201 4 8 197 Em 30 de junho - R$ mil d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias Em 30 de junho de 2011 - R$ mil 2011 2010 2011 2010 Diferenças temporárias Ativos Ativos Receitas Receitas Imposto Contribuição (passivos) (passivos) (despesas) (despesas) de renda social Total Disponibilidades: 2011............................................................................................................................... 62 37 99 Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 4 9 2012............................................................................................................................... 30 18 48 Aplicações em depósitos interfinanceiros: 2013............................................................................................................................... 24 14 38 2014............................................................................................................................... 8 5 13 Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 31.854 1.308 Total (Nota 7)................................................................................................................ 124 74 198 Dividendos:

Publicação ............................................................................................................................................... Serviços técnicos especializados............................................................................................................ Serviços do sistema financeiro................................................................................................................ Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Banco Bradesco Financiamentos S.A. ............................................. (27) (23) b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definido em reunião do Conselho de Administração da Organização Bradesco, aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários e Administradores da Instituição. A Instituição é parte integrante da Organização Bradesco e seus administradores são remunerados pelos cargos que ocupam no Banco Bradesco S.A., controlador da Companhia. A Instituição não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoal-chave da Administração. Outras informações Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: a) Diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau.

A projeção de realização de crédito tributário é uma estimativa e não está diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. O valor presente dos créditos tributários, calculado considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, monta a R$ 190 mil (2010 – R$ 188 mil) de diferenças temporárias. 17) OUTRAS INFORMAÇÕES Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, alguns procedimentos contábeis e suas interpretações foram emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando aprovado pelo CMN. Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: • • • • • •

Resolução nº 3.566/08 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); Resolução nº 3.604/08 – Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); Resolução nº 3.750/09 – Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); Resolução nº 3.823/09 – Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); Resolução nº 3.973/11 – Evento subsequente (CPC 24); e Resolução nº 3.989/11 – Pagamento baseado em Ações (CPC 10).

Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e, nem tampouco, se a utilização dos mesmos será de maneira prospectiva ou retrospectiva. Com isso ainda não é possível quantificar os impactos contábeis da utilização desses pronunciamentos nas demonstrações contábeis da Instituição.

A DIRETORIA

Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares.

Célio Magalhães – Contador – CRC 1SP199295/O-5

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Ao Conselho de Administração Tibre Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. São Paulo - SP Examinamos as demonstrações contábeis da Tibre Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (“Instituição”), que compreendem o balanço patrimonial em 30 de junho de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.

Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Tibre Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. em 30 de junho de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.

Outros assuntos Demonstração do valor adicionado Examinamos, também, a demonstração do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração para o semestre findo em 30 de junho de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja Auditoria dos valores correspondentes a 30 de junho de 2010 planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Os valores correspondentes ao semestre findo em 30 de junho de 2010, apresentados para fins de comparação, foram anteriormente auditados por outros Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas auditores independentes que emitiram relatório datado de 27 de julho de 2010, que não continha qualquer modificação. demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante São Paulo, 15 de agosto de 2011 nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, Cláudio Rogélio Sertório Zenko Nakassato também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6 Contador CRC 1SP212059/O-0 Contador CRC 1SP160769/O-0 avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto.

O triunfo (nas eleições) é reconhecimento da gestão. A presidente argentina, Cristina Kirchner. nternacional Ako Rasheed/Reuters

AVANÇO Rebeldes líbios tentam interromper rotas de suprimento à capital Trípoli

BOLÍVIA

Ó RBITA

DESERÇÃO? O ministro do Interior líbio, Nassr Abdullah, e nove familiares chegam ao Egito

David Mercado/Reuters

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Iraquianos observam danos em igreja após ataque de motocicleta-bomba em Kirkuk, ao norte de Bagdá.

Um dia de fúria no Iraque Atentados coordenados em pelo menos 17 cidades deixam mais de 60 mortos

O

Iraque viveu ontem o dia mais sangrento das últimas semanas e um dos mais violentos do ano em uma série de atentados em pelo menos 17 cidades que deixou 63 vítimas e mais de 250 feridos. Segundo autoridades, a onda de ataques foi aparentemente coordenada e realizada por grupos ligados à Al-Qaeda. No pior ataque, uma bomba colocada em uma rua, seguida de um carro-bomba, que tinham como alvo a polícia, mataram ao menos 37 pessoas em Kut, uma cidade de maioria xiita situada 150 quilômetros a sudeste da capital, Bagdá, disseram fontes da polícia. Na província de Diyala, sete bombas explodiram na capital Baquba e em cidades próximas,

disse Faris al-Azawi, porta-voz do diretório de saúde local. Nas proximidades da cidade sagrada de Najaf, um suicida jogou seu carro contra um posto policial, disse Luay al-Yassiri, chefe do comitê de segurança provincial. Seis pessoas morreram e 32 ficaram feridas. Em Kerbala, um carro estacionado explodiu, matando três policiais e deixando 14 feridos, segundo policiais. Ao norte, em Kirkuk, um carro-bomba explodiu perto de uma patrulha policial, ferindo quatro policiais. Trinta minutos mais tarde, uma pessoa foi morta quanto uma motocicleta-bomba explodiu perto da Igreja Ortodoxa Síria. Em Iskandiriyah, a explosão de um carro-bomba estacionado, quando passava uma patru-

lha da polícia, deixou dois mortos. Outra pessoa foi morta por uma bomba em Mossul, também no norte do país. Em Bagdá, um carro explodiu perto de um comboio que levava funcionários do Ministério de Educação Superior, deixando oito feridos. A violência destaca a persistente capacidade dos insurgentes de causar estragos em um momento em que autoridades iraquianas avaliam se têm capacidade de proteger o país sem a assistência dos EUA. "Esses ataques... estão tentando minar a confiança das forças de segurança", declarou o general Qassim al-Moussawi, porta-voz para as operações de segurança de Bagdá, culpando grupos ligados à Al-Qaeda. (Agências)

ma marcha contra uma estrada financiada pelo Brasil, bloqueios de vias que paralisaram o acesso ao aeroporto de La Paz e manifestações no departamento de Potosí (centro) compuseram ontem a onda de protestos "fogo amigo" contra o presidente da Bolívia, Evo Morales. Mais de 500 indígenas iniciaram ontem em Trinidad, capital do departamento (Estado) de Beni, no norte, uma marcha de 500 quilômetros rumo a La Paz para rejeitar a construção de uma rodovia que cortaria uma reserva de 1,2 milhão de hectares.

Caminhada de indígenas rumo a La Paz deve durar um mês

Lideranças indígenas dizem que, além da caminhada, querem conversar com autoridades brasileiras. A estrada de 306

EGITO

ARGENTINA

A

presidente Cristina Kirchner confirmou sua liderança na corrida eleitoral da Argentina ao obter 50,07% dos votos nas primárias de domingo, quase 38 pontos percentuais de vantagem sobre o radical Ricardo Alfonsín, à frente de uma aliança com peronistas dissidentes, que recebeu 12,17% de apoio, conforme o balanço de 96,8% das urnas apuradas. (Agências)

quilômetros, a ser construída pela brasileira OAS, é orçada em US$ 415 milhões, dos quais US$ 322 milhões virão do BNDES. (Folhapress)

O

julgamento do ex-ditador egípcio Hosni Mubarak, cuja segunda sessão ocorreu ontem, foi adiado para o dia 5 de setembro. O júri decidiu parar de televisionar o que ocorre dentro dos tribunais com o objetivo de "proteger o interesse público". Mubarak, de 83 anos, é acusado de autorizar o uso de munição real contra manifestantes, corrupção e abuso de poder. (Agências)

DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 16 de agosto de 2011

c

idades

ROLETA RUSSA Em Minas Gerais, roleta russa pode ter causado a morte de um menino de 10 anos.

15 Nilton Fukuda/AE

Ó RBITA

VACINAÇÃO A campanha de vacinação contra a paralisia infantil foi prorrogada até sexta-feira.

Paula Giolito/Folhapress

REIVINDICAÇÃO O prefeito Gilberto Kassab foi abordado ontem por comerciantes da Feirinha da Madrugada, mas não fixou data para a sua reabertura.

Lojistas pedem reabertura de feira popular a Kassab Feirinha da Madrugada foi fechada depois de fiscalização a produtos piratas e oriundos de contrabando

C OUTRAS PESSOAS MORRERAM NO PARQUE

O

parque de diversões itinerante onde uma adolescente de 17 anos morreu na madrugada de domingo, no Rio, já havia registrado a morte de um adolescente de 14 anos em 2006, também no Rio, segundo a delegada da 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes), Adriana Belém. Segundo ela, em 2008, um outro acidente teria deixado dois feridos em São João de Meriti, na região metropolitana.

"Isso agrava a situação da dona do parque, porque ela omitiu essa informação", afirmou a delegada. Com isso, os proprietários devem ser indiciados por homicídio doloso – quando há intenção de matar. O parque de diversão não tinha alvará da prefeitura, mas possuía laudo do Corpo de Bombeiros para uma festa da associação de moradores da região. (Folhapress)

NOVO ARRASTÃO A RESTAURANTE DE SP

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uatro criminosos fizeram um arrastão em um restaurante na avenida João Carlos da Silva Borges, em Santo Amaro, zona sul, por volta das 21h30 de anteontem. Segundo a polícia, os criminosos invadiram o local e roubaram celulares, relógios, dinheiro e dois palmtops do restaurante. Eles fugiram utilizando um Mitsubishi Pajero roubado na mesma região. O caso é investigado

pelo 11º Distrito Policial (Santo Amaro), onde cerca de dez vítimas do arrastão compareceram para registrar boletim de ocorrência. O delegado solicitou imagens do circuito interno de câmeras do restaurante para ajudar nas investigações. Nenhum suspeito havia sido preso até a noite de anteontem. A cidade de São Paulo já teve mais de 20 arrastões desde o início do ano. (Folhapress)

ROUBO DE FIOS: PRESO LÍDER DE BANDO

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m homem apontado como líder do principal grupo especializado em furto de fios e cabos elétricos da cidade de São Paulo foi preso na tarde de domingo em Pirituba, na zona oeste. Segundo a polícia, o técnico de telefonia Ualas dos Anjos Sousa, o Índio, 28, coordenava à distância o furto de quase uma tonelada de cabos instalados em uma galeria subterrânea na Vila

Prudente (zona leste). Integrantes da Polícia Civil localizaram e prenderam outras quatro pessoas envolvidas no furto. Segundo o delegado Jan Plzak, Índio é ex-funcionário de uma empresa de telefonia e tinha informações de empresas terceirizadas. "Os envolvidos sabiam exatamente como cortar os fios sem acionar os dispositivos de segurança", disse o delegado. (Folhapress)

Evelson de Freitas/AE

CUMBICA, O QUE MAIS ATRASA – Relatório da Anac sobre os dez aeroportos mais movimentados do Brasil mostra que Cumbica é o que mais atrasa: teve 75,6% de pontualidade em 2010 ante 88% de Viracopos, o aeroporto mais pontual.

erca de 60 lojistas da Feirinha da Madrugada, no Pari, região central de São Paulo, protestaram ontem contra o fechamento do centro comercial popular, ocorrida após uma operação de fiscalização contra a comercialização de produtos piratas e contrabandeados. O local está fechado desde o dia 5 de agosto. O protesto ocorreu enquanto o prefeito Gilberto Kassab vistoriava as obras do Centro de Convivência Mauá, situado próximo à região. O local foi construído para atender crianças e jovens em situação de rua que circulam pela região da Nova Luz. A manifestação foi pacífica. Em conversa com os lojistas - que durou cerca de 20 minutos - o prefeito Kassab prometeu reabrir a feira em poucos dias, mas não definiu a data. "Isso é questão de dias. (Reabrir nesta semana) é a expectativa das áreas que estão envolvidas", disse ele. Na próxima sexta-feira, o prefeito vai receber uma comissão de integrada por cinco comerciantes da feira em seu gabinete para discutir o assunto. Os lojistas reclamam do prefeito Kassab já ter prometido que o espaço seria reaberto na semana passada. De fato, a expectativa era de que a Feirinha da Madrugada fosse reaberta na última sexta-feira, depois de uma visita de vereadores ao local. Protestos – De acordo com os lojistas, na manhã de hoje haverá uma nova manifestação que deverá interditará as avenidas do Estado e Radial Leste. Os ambulantes já fizeram uma série de protestos desde o fechamento da feira. Um desses protestos resultou em um confronto entre os ambulantes e agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e deixou pelo menos quatro pessoas feridas. Nova Luz – Ainda ontem, a Câmara de Dirigentes Lojistas da Rua Santa Ifigênia, em nome de 15 mil lojistas e de pelo menos 50 mil trabalhadores, divulgou nota contra o projeto da Nova Luz. "Se não aceitarmos o projeto da Prefeitura para nossos imóveis ou não tivermos recursos financeiros para construir da forma que um terceiro previu, seremos desapropriados", diz a nota. (Agências)

Nelson Antoine/FotoArena/AE

Comerciantes discutiram a reabertura da Feirinha da Madrugada com o prefeito Gilberto Kassab Tasso Marcelo/AE

Clamor por Justiça após execução da juíza no Rio

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arentes, amigos da juíza assassinada Patricia Acioli e integrantes do movimento Rio de Paz protestaram ontem diante do Fórum de São Gonçalo (RJ), onde ela trabalhava (foto acima). Familiares da magistrada, executada com 21 tiros na noite de quintafeira em Niterói, cobraram a investigação de grupos criminosos que seriam julgados por ela nos próximos meses. Eles acre-

ditam que Patricia foi morta a mando de quadrilhas – entre os processos sob sua responsabilidade estavam acusações contra policiais, milícias e grupos de extermínio. O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes afirmou que a execução mostra que o crime organizado está cada vez mais ousado. Para Mendes, o assassinato da juíza representa uma agressão sim-

bólica ao Estado e provoca um temor generalizado. "A família não trabalha com a hipótese de crime passional. Seria muito cômodo para o Estado afirmar que trata-se desse tipo de situação", disse Humberto Nascimento Lourival, primo da juíza, – em alusão à informação de que o namorado de Patrícia, o PM Marcelo Poubel, a teria agredido fisicamente duas vezes. (AE)

André Dusek/AE

UM SAARA NO PLANALTO – A umidade relativa do ar em Brasília atingiu os 10% ontem, segundo o Inmet. Para a OMS, índices de umidade relativa do ar inferiores a 30% caracterizam estado de atenção; de 20% a 12%, estado de alerta; e abaixo de 12%, estado de emergência. Para efeito de comparação, o índice registrado é semelhante ao do deserto do Saara, onde a média varia entre 10% e 15%.

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16 -.LOGO

Logo Logo

terça-feira, 16 de agosto de 2011

FORMIGAS TRANSLÚCIDAS

www.dcomercio.com.br

O cientista Mohamed Babu, de Mysore, na Índia, ofereceu às formigas de seu laboratório açúcar líquido com corantes comestíveis. As barrigas das formigas mudaram de cor à medida que se alimentavam do coquetel colorido. O objetivo não era científico. Ele só queria registrar essas belas fotos. www.zeutch.com/photo/translucent-ants-26088

M INAS GERAIS E M

E SCULTURA

C A R T A Z

O enigma de Itacambira

www.etsy.com/listing/76387265/data-sandals

A LEMANHA

Menino denuncia mãe à polícia Uma denúncia inusitada foi recebida no domingo pela polícia alemã. Um menino de 11 anos ligou para o serviço de emergência policial e acusou a mãe de obrigá-lo a realizar "trabalhos forçados". O telefonema aconteceu logo depois de sua mãe pedir que ele a ajudasse a limpar a casa. Segundo a BBC Brasil, que apurou o fato, o menino, que não foi identificado, disse à

polícia que era obrigado a trabalhar o dia inteiro, sem direito a lazer ou tempo livre. Ao ser questionado sobre que tipo de trabalho realizava em casa, a criança contou que tinha que limpar a casa e o terraço. Ao conversar com a polícia, a mãe do garoto informou que ele ligou para a polícia depois que ela pediu que o menino recolhesse um papel que estava no chão.

G @DGET DU JOUR

Rogério Ortiz

Steven Rodrig cria belas esculturas com placas e outros componentes de computadores descartados. As sandálias da foto são um exemplo. Meramente decorativas, mas bastante divertidas. As vendas são feitas pelo site Etsy.

Há quase 60 anos, as múmias da cidade são usadas como ameaça às crianças. Muitos foram danificadas.

Cia. Damas em Trânsito e os Bucaneiros exibe o espetáculo 'Lugar do Outro', às 21h. Sesc Pinheiros. Rua Paes Leme, 195, tel.: 30959400. R$ 10.

C ELEBRIDADES

Jon Nazca/Reuters

Pezinhos de geek

´ ESPETACULO

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Frederico Haikal/Hoje em Dia/Folhapress

esquisadores da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) parecem ter desvendado parte do enigma que cerca a cidade de Itacambira, em Minas Gerais, desde a década de 1950. Na época, quando parte do piso da igreja se rompeu, foram encontrados no porão mais de cem corpos de homens, mulheres e crianças – todos mumificados. Empilhados uns sobre os outros, os corpos sofreram apenas parte da decomposição e todos tinham parte da pele e os fios de cabelo preservados. A análise da Fiocruz apontou que a preservação parcial dos corpos, datados do século 18, é resultado do clima local, extremamente seco. Ainda não se sabe, entretanto, como os corpos foram parar ali. Agora, a prefeitura local quer reconstituir toda a história e criar uma casa de cultura na igreja.

Lady Gaga vai virar Papai Noel Lady Gaga protagonizará a campanha natalina da Barneys de Nova York, em cujas vitrines da Madison Avenue montará sua versão particular da oficina de Papai Noel. Gaga será um Papai Noel com cabelo azul e sua imagem está em todas as bolsas e embalagens da loja. L OTERIAS Concurso 661 da LOTOFÁCIL

Guarda-chuva e jato d'água L

Mais um brinquedo do que uma utilidade para o dia a dia, este guarda-chuva tem, no lugar do cabo, uma pequena pistola de água. A ideia é que você o use para se projetar de jatos d'água disparados por seus vizinhos e, ao mesmo tempo, esteja pronto para o contra-ataque. http://bit.ly/mZw9dI

AO MAR - Garoto mergulha no mar Mediterrâneo para aproveitar os últimos dias do quente verão de Málaga, sul da Espanha.

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Fotos: Jim Urquhart/Reuters

CORRIDA MALUCA

'Star Trek' vira parque na Jordânia

Plataformas de sal de Utah, nos EUA, se transformam esta semana em pista da 63ª edição da Bonneville SpeedWeek. No evento, comandando carros exóticos, os pilotos testam os limites de velocidade de automóveis na terra. E os carros não são exóticos por acaso: a aerodinâmica diferenciada é fundamental para a velocidade. A corrida começou no domingo e o vencedor será conhecido na sexta-feira. A TÉ LOGO

Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

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Mano anunciará nova convocação da seleção brasileira na quinta-feira

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Astro teen Justin Bieber fará shows em três capitais do Brasil em outubro

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A série de ficção científica norte-americana Star Trek virará um parque temático que será inaugurado em 2014 na Jordânia. A ideia agradou a um dos maiores fãs da série, o rei Abdullah II, que chegou, inclusive, a fazer uma ponta num dos episódios do seriado em 1966. "The Red Sea Astrarium" (TRSA) terá cerca de 75 hectares, custará cerca de US$ 1,5 bilhão e ficará na cidade portuária de Aqaba, às margens do Mar Vermelho, a 350 quilômetros de Amã. A construção será gerenciada pela Rubicon Group Holding (RGH).

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Morreu na manhã de ontem, aos 52 anos, o ator e diretor Marcos Barreto

DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 16 de agosto de 2011

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17 ONOFRE ELETRO Lançada ontem nova empresa do varejo de eletroeletrônicos

conomia Ueslei Marcelino/Reuters

AEROPORTOS Dilma assinou decreto criando a Autoridade Aeroportuária

O receio da dupla recessão Rejane Tamoto

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A presidente Dilma vetou também dispositivo que criava uma meta de déficit nominal de 0,87% do Produto Interno Bruto (PIB) do País. A decisão atenderia uma solicitação de sua equipe econômica.

Dilma veta ganhos reais para

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s ganhos das aposentadorias e pensões acima da inflação em 2012 terão de ser negociados com as centrais sindicais e as entidades que representam os aposentados. A presidente Dilma Rousseff vetou artigo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que assegurava recursos para os reajustes reais (superiores à inflação) dos benefícios da Previdência Social. O artigo foi um dos 32 itens vetados na LDO, que teve a sanção publicada na edição de ontem do Diário Oficial da União. Segundo o governo, é impossível garantir os recursos necessários se os percentuais dos reajustes das aposentadorias e pensões ainda não foram definidos. Em comunicado, a Casa Civil buscou justificar a medida: "Não há como dimensionar previamente o montante de recursos a serem incluídos no Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2012, conforme determina o caput do Artigo 48, uma vez que, até o seu envio, a política em questão poderá ainda não ter sido definida." Aprovada em julho pelo Congresso, a Lei de Diretrizes Orçamentárias estipula os parâmetros que guiarão a elaboração do Orçamento Geral da

s o d a t n e s apo

União do ano seguinte. Até 31 de agosto, o Executivo tem de enviar ao Congresso o Projeto de Lei do Orçamento de 2012. D éf ic it – Entre os demais itens vetados, está o dispositivo que criava uma meta de déficit nominal de 0,87% do Pro-

240 bilhões de reais foram emitidos em títulos públicos para o BNDES nos últimos três anos.

duto Interno Bruto (PIB, soma de todas as riquezas do País) para o próximo ano. O déficit nominal corresponde ao rombo nas contas do governo depois do pagamento dos juros da dívida pública. Analistas acreditam que Dilma vetou este ponto a pedido de sua equipe econômica. Segundo a Casa Civil, tanto o resultado nominal como a dívida do setor público são influenciados por fatores externos, fora do controle do governo, como a crise financeira internacional.

Na crise, Brasil vende títulos dos EUA.

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B r a s i l f i c o u e n t re o s maiores vendedores de títulos de curto, médio e longo prazos do Tesouro dos Estados Unidos em junho. O País vendeu US$ 4,3 bilhões em bônus, ficando atrás de Caribe (US$ 8,9 bilhões), Canadá (US$ 6,5 bilhões) e Rússia (US$ 5,4 bilhões). Segundo os dados do Tesouro, em junho o Brasil detinha US$ 207,1 bilhões em títulos americanos, de US$ 211,4 bilhões em maio. Em junho de 2010, esse volume era de US$ 163,8 bilhões. Mesmo com a redução, o Brasil manteve o quinto lugar no ranking dos detentores de bônus dos Estados Unidos. Os quatro primeiros colocados são China, Japão, Reino Unido e o grupo Exportadores de Petróleo. A China, em movimento contrário, aumentou

a quantidade de títulos norteamericanos que possui pelo terceiro mês seguido. Fluxo de capital – Ainda de acordo com os dados do Tesouro, os estrangeiros venderam Treasuries no maior montante já registrado em junho, enquanto o debate sobre o limite de endividamento dos EUA se intensificava. O fluxo de capital estrangeiro líquido para os EUA ficou negativo em US$ 29,5 bilhões no mês. As transações líquidas com ativos norte-americanos de longo prazo somaram exatos US$ 3,7 bilhões. Um número mais abrangente, sobre as compras líquidas de ativos norte-americanos de longo prazo, incluindo transações que não ocorrem no mercado aberto, ficou negativo em US$ 8 bilhões. (AE)

Inflação – "O estabelecimento de um teto para o resultado nominal, num contexto em que já se dispõe de meta para superávit primário para o setor público, limita o campo de atuação da política monetária para fins de cumprimento da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional", explicou texto publicado no Diário Oficial. Outro parágrafo vetado pela presidente foi o que estabelecia que o crescimento das despesas com custeio não poderia ir além dos gastos com investimentos. Dilma vetou o artigo que dava prioridade aos gastos com emendas parlamentares. Títulos da dívida – Também foi vetada pela presidente a emenda do senador Aécio Neves (PSDB-MG) que dizia que toda emissão de títulos da dívida pelo Tesouro Nacional, "quaisquer que sejam a finalidade e a forma da emissão, e a despesa a que fará face", mesmo aquelas destinadas ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), deveriam ser "consignadas" (declaradas) no orçamento de 2012. O Tesouro emitiu cerca de R$ 240 bilhões em títulos públicos para o BNDES nos últimos três anos. Segundo o governo federal, a inclusão dos lançamentos de

títulos do Tesouro Nacional na peça do Orçamento representaria uma "sinalização prévia" de "emissões estratégicas" a serem feitas pela instituição ao longo de cada exercício, o que

permitiria aos "agentes econômicos" anteciparem seus movimentos no mercado de títulos públicos, com impactos e riscos à gestão da Dívida Pública Federal. (Agências)

Apoio ao empreendedor

A

presidente Dilma Rousseff destacou, ontem, em seu programa semanal de rádio "Café com a Presidenta" as mudanças anunciadas na semana passada no Sistema Simplificado de Cobrança de Impostos, o Supersimples, e no programa Microempreendedor Individual (MEI). De acordo com ela, as novas regras vão beneficiar 5,3 milhões de pequenas empresas, que representam 76% das companhias do País e geram 10 milhões de postos de trabalho. Novo limite – O limite de faturamento anual permitido para enquadrar uma empresa no Supersimples passou de R$ 2,4 milhões para R$ 3,6 milhões. A presidente afirmou que as alíquotas do Supersimples caíram para todas as faixas.

Na menor delas, que fica entre R$ 120 mil e R$ 180 mil de faturamento anual, a cobrança diminuiu de 5,47% para 4%, exemplificou Dilma. "Um número maior de empresas agora vai poder entrar no sistema simplificado, e elas vão pagar ainda menos impostos", disse a presidente. Dilma também falou a respeito da ampliação do limite de renda dos microempreendedores individuais, que pulou de R$ 36 mil por ano para R$ 60 mil. "Com isso, milhares de microempreendedores, como manicures, cabeleireiros, vendedores ambulantes, doceiras, massagistas, bombeiros, eletricistas e outros, poderão faturar mais e continuar com os benefícios do programa Microempreendedor Individual", afirmou. (AE)

O ouro reclama seu lugar?

H

á quarenta anos, o então presidente norteamericano Richard Nixon anunciava o fim do padrão ouro para o dólar, encerrando o sistema monetário internacional de Bretton Woods que ajudou a tornar o dólar a moeda de reserva mundial. Dependendo da perspectiva de cada um, o fim do padrão ouro foi uma concessão inevitável à realidade econômica ou uma catástrofe épica. Ontem, o 40º aniversário do dia em que os EUA deixaram de fixar o valor de sua moeda em termos de ouro desencadeou análises sobre se o mundo deveria ou não retomar o sistema que vigorou até 15 de agosto de 1971. Jack Farchy, em artigo ontem no Financial Times, afirmou que a volta do padrão ouro parece improvável. "Mas não se engane: o ouro está reclamando seu

Tamara Abdul Hadi/Reuters

A presidente Dilma Rousseff cortou artigo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2012 que previa recursos para reajustes acima da inflação para aposentados e pensionistas da Previdência Social.

lugar no centro do sistema financeiro", acrescentou. A retomada recente das grandes compras de ouro pelos bancos centrais é uma prova disso, disse.

Analistas lembraram, ontem, o 40º aniversário do dia em que os EUA deixaram de fixar o valor do dólar em termos de ouro.

O M a rk e tWa tc h, braço do Wall Street Journal, lembra que, em 1971, a onça-troy do ouro valia US$ 35 e hoje é negociada em torno de US$ 1.750. (AE)

s crises fiscais nos Estados Unidos e na Europa trarão impactos à economia brasileira, mas economistas ainda divergem sobre a intensidade deles. O País têm instrumentos, como as reservas internacionais, para minimizar os efeitos e discute com países vizinhos uma ação conjunta. Uma parte dos economistas vê um cenário otimista, no qual os Estados Unidos permanecem com o ritmo de crescimento reduzido nos próximos dois anos, com uma taxa de juros de 0,25% ao ano. Outra parte fala no double dip (o duplo mergulho, uma recessão seguida de recuperação de curta duração, seguida de outra recessão). Um cenário como esse reduziria as exportações brasileiras e chinesas aos países em crise. "Os Estados Unidos e países da Europa importariam menos de todos os países, inclusive da China, que sentiria o efeito na área industrial, com a queda do emprego e da renda. A China exportaria menos commodities, que teriam seus preços afetados por causa da baixa concorrência. A crise entraria no Brasil via comércio exterior", disse o diretor-presidente do Instituto de Pesquisa Fractal e professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), Celso Claudio de Hildebrand e Grisi. Na pior das hipóteses, segundo especialistas, o governo brasileiro poderá adotar políticas anticíclicas, como fez durante a crise econômica de 2008, ao reduzir juros, impostos e o percentual de depósitos compulsórios para que a economia nacional não entre em recessão. "Se forem adotadas, essas medidas ficariam para o ano que vem. Mas, se houver o double dip, o Banco Central (BC) pode adotá-las em menos tempo, em meados de outubro ou dezembro. Na crise de 2008 demorou três meses para isso", disse o economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Emílio Alfieri. Reservas – Nesse contexto, o governo deve lançar mão das reservas internacionais, que passaram de US$ 37,5 bilhões, em 2000, para US$ 351 bilhões no dia 12 de agosto, segundo dados BC. A reserva é formada por recursos de aplicações financeiras no País e Investimento Estrangeiro Direto (IED). O lado positivo de ter uma reserva alta é a possibilidade de fazer uma política monetária expansionista em tempos de crise. "A política anticíclica, com redução de juros, poderia levar a uma fuga de capitais. Como temos muitas reservas, o País não quebraria como em 1999", afirmou Alfieri. A professora do curso de relações internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Cristina Helena Pinto de Mello, disse que a política do BC é utilizar as reservas em aplicações para obter retorno. "Esse dinheiro, por exemplo, é usado para a compra de títulos da dívida de outros países, como os dos Estados Unidos e Japão." Unasul – Na semana passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, discutiu medidas para enfrentar a crise na União das Nações Sul-Americanas (Unasul), que reúne Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Guiana, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela. Uma das propostas é aumentar a integração comercial dos países e reforçar o Fundo Latino-Americano de Reservas (FLAR). Para Grisi, o fundo é um projeto antigo para garantir a autonomia da região. "Mas ainda é preciso harmonização das políticas fiscais e monetárias dos países envolvidos", disse o professor da USP.

18 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

COMÉRCIO

terça-feira, 16 de agosto de 2011

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e Filhos compraram 5,6% mais

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Como já se esperava, predominaram presentes de uso pessoal de menor valor. Rogério Amato, presidente da ACSP e da Facesp

conomia

As vendas à vista cresceram 7,4%. Movimento foi marcado por presentes de baixo valor adquiridos na última hora

A

Leandro Moraes/ LUZ

Fátima Lourenço

A

movimentação no comércio paulistano para o Dia dos Pais resultou em crescimento médio de 5,6% nas vendas em relação ao ano passado, com predominância das transações à vista, 7,4% maiores. As compras parceladas cresceram 3,8%, de acordo com dados da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), fornecidos pela sua empresa Boa Vista Serviços (BVS), responsável pela administração do Serviço Central de proteção ao Crédito (SCPC). "Como já se esperava, predominaram presentes de uso pessoal de menor valor, comprados praticamente na última hora", comentou o presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Rogério Amato. Os números retratam o volume de consultas do comércio ao SCPC, indicador das compras à prazo, e ao SCPC Cheque, das compras à vista. O economista do Instituto de Economia Gastão Vidigal, Emilio Alfieri, ratifica que o maior movimento aconteceu

entre a sexta-feira anterior à data e o próprio domingo. Ele comenta que o desempenho auferido é um indício da predominância da venda de menor valor, como as roupas – estimuladas pelo frio e liquidações do varejo. Na unidade da rede de roupa masculina Dorinho's, na Rua Direita, no Centro de São Paulo, as camisetas polo foram o destaque de vendas, com preços a partir de R$ 35, seguidas pelas camisas sociais, com opções desde R$ 30. "Quem pensou em fazer conjunto, combinou uma polo com calça jeans", detalhou a gerente Jaqueline Rodrigues da Silva Gonçalves. A clientela buscava opções de preços mas segundo ressalva Jaqueline optou, majoritariamente, por produtos de valores médios. Na tarde de ontem, funcionárias da Dorinho's cuidavam da arrumação da prateleira das camisetas. As atendentes folgaram no Dia dos Pais, mas trabalharam até às 20hs na véspera, quando a equipe de oito pessoas ganhou reforço de mais uma vendedora para atender ao movimento. Jaqueline explica que o pico das vendas na loja da Rua Direita se deu no sábado, mas o

No centro da cidade, o item campeão de vendas foi a camisa polo. Público procurava preços baixos.

que lhe renderam boas vendas na última semana. Os dados do SCPC restritos à semana que antecedeu o Dia dos País apontam para crescimento de vendas de 6,4% na Capital paulista, na comparação com igual período de 2010, de acordo com a média dos dois sistemas de consulta. Na tarde de ontem, o comércio eletrônico e os shopping

movimento mais acelerado em função do Dia dos Pais já era percebido desde a terça-feira. A rede Dorinho's opera com 50 unidades concentradas na Grande São Paulo, em pontos de rua e de shopping centers. Com 23 anos de mercado, ela foi concebida para a venda de trajes sociais masculinos, mas gradativamente ampliou o mix com alternativas como as

centers ainda recolhiam dados de desempenho relacionados às vendas nacionais do Dia dos Pais. A percepção do diretor de relações institucionais da Associação Brasileira dos Lojistas de Shopping (Alshop), Luís Augusto Ildefonso da Silva, era que os resultados estejam pelo menos próximos aos projetados pela entidade, de crescimento de 8%.

Carrefour: presidente chega e nega venda. Cléber Bonato/ AE

O

presidenteexecutivo do Carrefour, Lars Olofsson, chegou ao Brasil ontem para se reunir com funcionários brasileiros do grupo e "tranquilizá-los" sobre a situação da companhia, segundo informações da assessoria de imprensa do executivo. O varejista francês vem concentrando boa parte das atenções do mercado desde que o plano do empresário Abilio Diniz de unir as operações brasileiras do Carrefour às do Grupo Pão de Açúcar fracassou em julho. O também francês Casino, acionista majoritário do Pão de Açúcar e

Olofsson veio tranquilizar os funcionários: empresa fica no País.

arquirrival do Carrefour na França, se opôs ao negócio. Na semana passada, o jornal Valor Econômico

publicou que o Walmart havia contratado o banco UBS para assessorar uma possível oferta pelas

operações do Carrefour no Brasil. Tal aquisição permitiria ao Walmart superar o Pão de Açúcar, maior varejista do País, com receita combinada de cerca de R$ 51 bilhões, segundo cálculos do jornal. Mas outra fonte negou a aproximação entre os dois grupos varejistas internacionais. Vendas fracas – A assessoria de Olofsson não deu mais detalhes sobre sua visita ao Brasil, onde o executivo deve permanecer até hoje. O Carrefour, cujas ações vêm sendo pressionadas neste ano enquanto a empresa tenta reverter as fracas vendas na

A

do interno e a elevação de 44% da cotação média do barril de petróleo tipo brent. Outro fator que impactou o resultado da Petrobras foi a valorização cambial de 6,3% no primeiro semestre, que possibilitou que a empresa obtivesse ganhos financeiros com o endivindamento atrelado ao dólar, além de mais receitas com aplicações financeiras. A receita líquida atingiu R$ 116,2 bilhões no segundo trimestre, um acréscimo de 12% na comparação com igual período de 2010. O Ebit-

O

grupo chileno Cencosud, controlador no Brasil da rede de supermercados GBarbosa, fechou um contrato com o Bradesco para a gestão de cartões de crédito. Pelo acordo, o banco brasileiro vai pagar R$ 200 milhões (US$ 125 milhões) para cuidar dos cartões da GBarbosa e também dos novos plásticos que a empresa do Chile quer lançar no mercado brasileiro, segundo comunicado da Cencosud. O grupo tem como objetivo triplicar sua base de cartões no Brasil. Só os plásticos lançados pela GBarbosa somam 1,5 milhão de unidades. A Cencosud

da (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 32,2 bilhões, 4% acima do apurado de abril a junho do ano passado. A produção total foi de 2,613 milhões de boe (barris de óleo equivalente), apresentando queda de 1% sobre o primeiro trimestre e de 2% sobre igual período do ano passado. Os investimentos nos seis primeiros meses de 2011 totalizaram R$ 32 bilhões, redução de 16% em relação ao primeiro semestre de 2010. (Folhapress)

Hypermarcas, empresa de bens de consumo, encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 53,3 milhões, um aumento de 19,4% ante os R$ 44,6 milhões registrados em igual período de 2010. A receita líquida foi de R$ 936,6 milhões no segundo trimestre de 2011, 25,4% maior do que o de igual intervalo do ano passado (R$ 746,7 milhões). O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) cresceu 38,6%, para R$ 220,5 milhões, ante R$ 159,1 milhões no segundo trimestre de 2010. O resultado financeiro líquido consolidado ficou negativo em R$ 67,195 milhões, 53% maior do que os R$ 43,824 milhões de abril a junho de 2010. (AE)

Marfrig volta a ter prejuízo entre abril e junho

A

Marfrig reverteu o lucro líquido de R$ 103,8 milhões apresentado no segundo trimestre de 2010 e teve prejuízo líquido de R$ 91 milhões entre abril e junho. Já o Ebitda (lucro antes de juro, imposto, depreciação e amortização) ficou em R$ 277,8 milhões, aumento de 9,7% ante os R$ 253,2 milhões do segundo trimestre do ano passado. A margem Ebitda caiu de 7,1% para 5,2% de abril a junho deste ano. Minerva –Ofrigorífico Minerva registrou prejuízo líquido de R$ 3,4 milhões no segundo trimestre de 2011, queda de 53,8% em relação ao prejuízo de R$ 7,4 milhões de igual período de 2010. (AE)

BNDESPar ganhou R$ 3 bilhões em seis meses

pretende também lançar cartões de outras cadeias de supermercados que comprou no Brasil, como a Bretas (de Minas) e as redes baianas Perini e Mercantil Rodrigues. Do montante que será pago pelo Bradesco, R$ 100 milhões estão vinculados ao cumprimento de metas de desempenho acertadas com a Cencosud. Ranking – O grupo chileno é o quarto maior do setor no País, atrás apenas do Pão de Açúcar, Carrefour e Walmart. As estimativas são de que o grupo fature R$ 5 bilhões por ano no País. (AE)

A

BNDESPar, braço de participações societárias do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), registrou lucro de R$ 3 bilhões no primeiro semestre – o dobro do R$ 1,5 bilhão de igual período de 2010. Só no segundo trimestre, o lucro chegou a R$ 2 bilhões, resultado 142% superior ao alcançado em igual período do ano passado, de R$ 847 milhões. O desempenho veio com a venda de participações societárias da companhia, que se desfez de partes na Cesp, Inepar e Klabin, entre outras. (Folhapress)

DC

Petrobras teve lucro líquido de R$ 21,928 bilhões no primeiro semestre deste ano, alta de 37% frente ao que fora observado entre janeiro e junho de 2010. No segundo trimestre, a estatal lucrou R$ 10,942 bilhões, incremento de cerca de 32% em relação a igual período do ano passado. No primeiro trimestre deste ano, o lucro ficou em US$ 10,985 bilhões. O resultado foi influenciado pela combinação do aumento no volume de combustíveis vendidos no merca-

França, disse repetidamente não ter colocado à venda as operações no Brasil, onde planeja permanecer. O Carrefour, na França, e o Walmart, nos Estados Unidos, não quiseram comentar o assunto. Em 2009, os dois grupos chegaram a discutir uma fusão, mas as negociações fracassaram por discordância quanto a valores. O presidente-executivo do Walmart, Marcos Samaha, disse no mês passado que a rede está voltada para o crescimento orgânico no Brasil, onde não prevê aquisições neste ano. (Reuters)

Cartões Bradesco no GBarbosa

Petrobrás: R$ 22 bi no semestre.

Resultado positivo da Hypermarcas no trimestre

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e NFS-e: até dia 10 para concorrer.

A previsão da Prefeitura de São Paulo é que entrem R$ 60 milhões a mais nos cofres por ano.

conomia

Inscrição para o primeiro sorteio da Nota Fiscal Paulistana deve ser feita no site da Prefeitura mesmo por quem já se cadastrou Reprodução

Sílvia Pimentel

C

Consumidor pode solicitar que as notas sejam enviadas por e-mail e SMS pelo celular a cada nova emissão

sível pagar metade do valor desse imposto com os créditos do documento eletrônico. Celular – Pelo portal da nota paulistana, o consumidor também pode solicitar que os documentos emitidos sejam enviados por e-mail em seu nome. Também é possível receber mensagens de texto pelo celular a cada nota emitida eletronicamente. Dos 730 mil prestadores de serviços que atuam na Capital paulista, quase 253 mil se cadastram no portal para emitir o documento fiscal de forma eletrônica. Esse número tende a

Menos piratas na praça

B

alanço da Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes) e da Associação de Softwares de Entretenimento (ESA, na sigla em inglês) mostra que a apreensão de programas de computador falsificados no País aumentou 486% em julho em relação a junho. Foram apreendidos 651.502 CDs em 396 operações policiais realizadas no mês. Conforme comunicado da Abes divulgado ontem pela assessoria de imprensa da entidade, julho foi o mês do ano em que mais produtos piratas foram apreendidos.

"Com nosso trabalho realizado há anos voltado para as vertentes educativa, econômica e repressiva, conseguimos um resultado excelente em julho, que até o momento foi o melhor mês do ano", informou o coordenador do Grupo de Defesa da Propriedade Intelectual da ABES, Antônio Eduardo Mendes da Silva, por meio do comunicado divulgado pela entidade. O Estado de São Paulo respondeu por 85% de todo material apreendido em julho, ou 564 mil unidades de mídia falsificadas. (AE)

Serviços (ICMS), a previsão é que entrem R$ 60 milhões a

aumentar, já que desde o início deste mês os prestadores passaram a ser obrigados a emitir a nota eletrônica, com exceção dos empreendedores individuais, os profissionais liberais, instituições financeiras e as sociedades uniprofissionais. "A nota em papel foi extinta na cidade de São Paulo", disse o subsecretário da Receita Municipal, Ronilson Bezerra Rodrigues. Com a reformulação do programa fiscal da Prefeitura, semelhante ao adotado pelo Estado de São Paulo para o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de

A

pós quase dez anos, a Receita Federal do Brasil (RFB) vai voltar a emitir pareceres normativos sobre os temas polêmicos que envolvem o debate jurídico entre os contribuintes e o Fisco na cobrança de tributos. A expectativa da Receita é que a mudança permitirá a redução das dúvidas dos contribuintes e dos litígios nas esferas administrativas e judicial. Ao contrário dos atos declaratórios interpretativos, que vêm sendo publicados pela Receita nos últimos anos, os pareceres normativos são longos e trazem de forma detalhada as razões técnicas e jurídicas dos procedimentos adotados pelo Fisco em função da interpretação da legislação em vigor. Já os atos declaratórios são curtos e trazem a fundamentação da interpretação da Receita Federal. Os pareceres servem principalmente para homogeneizar a ação dos auditores. "Os pareceres têm função vinculante para os auditores", afirmou o subsecretário de Tributação da Receita, Sandro Serpa. "Enquanto os atos declaratórios ganham em agilidade, mas perdem em entendimento, os pareceres trazem transparência sobre o pensamento da Receita", disse. (AE)

Energia: prorrogações defendidas.

O

presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, ressaltou ontem que a posição do governo federal sobre as concessões que vencem em 2015 é a de beneficiar os consumidores por meio da redução das tarifas. "Não é preciso lançar campanha, pois isso está na base do novo modelo do setor elétrico. Não precisa me convencer sobre isso", disse o executivo, em referência à campanha lançada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) a favor da licitação das concessões. Segundo informação de Tolmasquim, a intenção do governo é de que os consumidores capturem a chamada "renda hidráulica", que representa a diferença entre o preço da energia no mercado e o custo de operação das usinas. "Não há dúvida que quem deve se apropriar disso é o consumidor", disse. As concessões que vencerão em 2015 são hidrelétricas de várias empresas estatais, como Cesp e Eletrobras. A justificativa do governo para repassar essa "renda" aos consumidores é que, por estarem amortizadas, essas usinas possuem baixo custo de operação e manutenção, permitindo a redução do preço da energia cobrado. Custo – Em campanha lançada domingo, a Fiesp defendeu que o governo federal retome as concessões em 2015 e promova uma licitação dos ativos, como prevê a lei. Nos

Tiago Queiroz/AE

onsumidores que pediram a nota fiscal eletrônica de serviços no município de São Paulo, chamada de Nota Fiscal Paulistana (NFS-e), e registraram o número do CPF têm até o dia 10 de setembro para aderir ao programa do fisco municipal e participar dos sorteios em dinheiro, com valores entre R$ 10 a R$ 50 mil. A adesão deve ser feita pela internet, na página da Prefeitura d e S ã o P a u l o ( w w w. c a p it al .s p. go v.b r), inclusive para quem já possui cadastro. Será o primeiro sorteio depois da reformulação do programa de combate à sonegação do Imposto Sobre Serviços (ISS). O último sorteio deste ano será realizado no dia 30 de dezembro. Outra novidade é que os tomadores de serviços, ao pedirem o documento fiscal e, com isso gerar créditos do imposto, poderão solicitar o depósito de parte do tributo devolvido em conta-corrente ou poupança ou abater do pagamento integral do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Até então, só era pos-

mais nos cofres públicos por ano. Até ontem, o sistema da Prefeitura computava a emissão de 526 mil notas. Prêmios – A cada R$ 50 em notas emitidas, o consumidor ganha um bilhete eletrônico. Nesse primeiro sorteio, a ser realizado pela Loteria Federal, os bilhetes serão gerados de acordo com as notas fiscais emitidas em agosto. O resultado será divulgado no dia 30 de setembro. Segundo a Pref e i t u r a , s e r ã o p re m i a d o s mensalmente mais de 137 mil bilhetes. Assim como ocorre com os créditos acumulados, os prêmios em dinheiro poderão ser usados para abater o IPTU dos anos seguintes ou colocados em conta bancária.

Fisco volta a emitir pareceres

Fiesp é a favor de novas licitações. Para o governo, a renovação das concessões não fere a Constituição.

1,16 trilhão de reais seria o custo para a sociedade brasileira caso a solução escolhida pela União seja a prorrogação das licitações cálculos da entidade, caso a solução escolhida pela União seja a prorrogação, como desejam os concessionários, o custo para a sociedade brasi-

leira seria de R$ 1,16 trilhão. Se a hipótese escolhida for a licitação dos ativos, o custo seria de R$ 247 bilhões, considerando nessa conta a redução da cobrança de impostos. Sem entrar no mérito do estudo, o qual assegurou que não teve acesso, Tolmasquim afirmou que o governo federal continua analisando quais são as consequências de cada uma das alternativas em jogo. O executivo mencionou, por exemplo, que a licitação tem um fato negativo que é o de retirar os ativos, mas manter toda estrutura administrativa das concessionárias. "Temos um prazo para tomar essa definição, mas a análise está dentro do cronograma",

disse, lembrando que as concessões do setor elétrico só começarão a vencer em 2015. Antes, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, disse que a entidade pode entrar com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a União caso altere a legislação atual para permitir que as concessões sejam prorrogadas por uma segunda vez. A visão da entidade é de que a renovação dos ativos fere a Constituição Federal. "Os estudos realizados pelo governo mostram que, a princípio, a renovação das concessões não fere a Constituição", disse Tomalsquim. Ele participou do 12º Encontro Internacional de Energia, promovido pela Fiesp. (AE)

Salário versus produtividade Renato Carbonari Ibelli

E

conomistas convidados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) debateram ontem a necessidade de os países reatarem a ligação que julgam existente entre salário e produtividade como meio de dar dinamismo às economias mundiais. Segundo eles, essa relação perdeu força a partir da década dos anos 1980 – com as reformas neoliberais – e, mais recentemente, se agravou com o avanço de economias asiáticas que ganham mercado escoradas em mão

de obra de baixo custo. O Brasil está inserido nesse contexto. Segundo Gabriel Palma, professor da Universidade de Cambridge, no País, a taxa de investimento por trabalhador é 20% menor do que o encontrado na década dos anos 1980. Esse declínio, para Palma, às vezes é camuflado pelas políticas de aumento do salário-mínimo, que têm conseguido incluir novas classes no mercado de consumo. "No entanto, na realidade o que se observa é que o salário médio fica cada vez mais próximo do salário-mínimo", disse. A não valorização dos salá-

rios não é boa para a produtividade, segundo o economista Thomas Palley, da Fundação New America. Para ele, aumentando os salários aumenta-se o consumo, o que acarretaria crescimento de produtividade e, consequentemente, expansão do emprego. "O problema é que o modelo neoliberal em vigor no mundo aposta que as empresas contratam mais quando os salários são mantidos baixos, o que põe em xeque a produtividade", diz o economista. Para Palley, a falta de demanda que afeta o mundo tem a crise de 2008 como marco,

mas suas origens "refletem a questão estrutural das políticas neoliberais que piorou a distribuição de renda no mundo". Ainda segundo Palley, é preciso adotar políticas de valorização dos salários para que demandas sejam criadas elevando a produtividade das empresas em um nível global. Pondera-se que a globalização tornou mais difícil as políticas baseadas no salário. Nelson Marconi, economista da FGVSP, lembrou que a maior parte das economias, incluindo o Brasil, precisaram baixar os custos para competir com a China e outras países asiáticos.

DIÁRIO DO COMÉRCIO

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e

21 Estamos comprometidos com o Brasil, queremos fazer parte do crescimento. Duncan Niederauer, CEO da NYSE Euronext

conomia

Dia calmo na BM&FBovespa Após as turbulências da última semana, o índice Ibovespa apresentou ontem alta de 2,2%. E o presidente da bolsa de Nova York ressalta papel dos emergentes.

D

epois de uma manhã mais animada por conta do vencimento de opções sobre ações, o Ibovespa teve uma tarde calma, com volatilidade baixa, operando em linha com o mercado externo. O índice da BM&FBovespa subiu mais de 2% e recuperou os 54 mil pontos, com ganhos disseminados por todos os setores. O indicador terminou o pregão em alta de 2,2%, aos 54.651,83 pontos. Na mínima, registrou 53.474 pontos (estabilidade) e, na máxima, 54.968 pontos (alta de 2,79%). No mês, reduziu a perda para 7,09% e, no ano, para 21,14%. O giro financeiro foi de R$ 7,999 bilhões, dos quais R$ 2,37 bilhões do exercício de ontem. Os papéis preferenciais do

Bradesco subiram 1,52%, seguidos pelos do Itaú Unibanco (2,2%) e das ações ordinárias do Banco do Brasil (1,48%). Visita – Mesmo no meio da turbulência das bolsas internacionais, o CEO da bolsa de Nova York (NYSE Euronext), Duncan Niederauer, manteve sua visita ao Brasil, programada há cerca de dois meses, e se encontra nesta semana com empresas e investidores nacionais para atraí-los para a bolsa americana, segundo organizadores do evento promovido ontem no Rio de Janeiro. Em palestra realizada ontem, Niederauer lembrou que há 29 empresas brasileiras listadas na NYSE, sendo Vale e Petrobras entre as dez mais líquidas da bolsa. De acordo com ele, economias emergen-

tes como o Brasil vão ser incrivelmente importantes para a economia mundial. "Viemos para ficar. Estamos comprometidos com o Brasil, queremos fazer parte do crescimento do País", disse. Em sua palestra, Niederauer criticou a falta de consenso político em Washington e seu efeito negativo para os merca-

dos, cobrando mais "civilidade bipartidária" dos políticos democratas e republicanos. O executivo disse acreditar que a agência classificadora de risco Standard & Poor's poderia rebaixar a nota dos títulos norte-americanos independentemente dos desdobramentos no Congresso sobre a elevação do teto da dívida,

aprovada nos momentos finais do prazo estabelecido. Mas as divergências políticas, afirmou, ajudaram a corroer o nível de confiança, levando à retração de investimentos. "A visão de vários norte-americanos é, em uma situação tão séria quanto esta: por que a política prevalece sobre decisões pragmáticas?", disse.

O executivo ressaltou, no entanto, que várias partes do mundo estão crescendo a despeito desses impasses nos EUA. Entre os mercados citados como promissores, além de Brasil, figuram Chile, Peru, Colômbia e Filipinas. Atualmente a NYSE está em processo de fusão com a alemã Deutsche Boerse. (AE)

ASSOCIAÇÃO DOS TÉCNICOS EM PRÓTESE DENTÁRIA APDESP - BRASIL Edital de Convocação – Assembleia Geral Ordinária O Conselho Eleitoral, nomeado pelo Presidente desta entidade, em 16 de agosto de 2011, determina e torna público que, no dia 20 de setembro de 2011, no horário ininterrupto das 8:00 às 18:00 horas, em sua sede, realizar-se-ão as eleições para a Diretoria e Conselho Fiscal da APDESP, biênio 2012/2013. Os candidatos devem se organizar por chapa, com designação de cargos e respectivos concorrentes, sendo a inscrição feita mediante requerimento, por escrito e direito ao Conselho Eleitoral, protocolizada perante a Secretaria da APDESP BRASIL, na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, nº 2.050 – 13º andar, até às 18:00 horas do dia 9 de setembro de 2011, sempre obedecendo às condições previstas no Estatuto da Associação dos Protéticos Dentários do Estado de São Paulo. São Paulo, 16 de agosto de 2011. Conselho Eleitoral da APDESP BRASIL

Focus: analistas esperam inflação menor em 2011.

O

mercado financeiro reduziu a projeção para a inflação em 2011, segundo o boletim Focus, divulgado ontem pelo Banco Central (BC). A projeção para a inflação em 2012 também foi revista para baixo. De acordo com a pesquisa, a expectativa para a inflação oficial neste ano caiu de 6,28% para 6,26%, em um patamar distante do centro da meta de inflação, que é de 4,5%. A meta tem margem de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. A projeção para a inflação em 2012 foi reduzida de 5,27% para 5,23%. A previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto de 2011 teve uma ligeira queda – de 0,28% para 0,27%. A estimativa para o IPCA de setembro foi reduzida de 0,36% para 0,35%. O mercado financeiro alterou para baixo a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011 de 3,94% para 3,93%, segundo o boletim Focus. Para o ano que vem, a projeção para o crescimento da economia foi mantida em 4%. A estimativa para o crescimento da produção industrial em 2011 caiu de 3,01% para 3%. Para 2012, a projeção para a expansão da indústria foi mantida em 4,3%.

Juros e dólar – De acordo com a pesquisa Focus, os analistas mantiveram a previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 12,5% ao ano para o fim de 2011. Atualmente, a taxa está em 12,5% ao ano. A projeção para a Selic no fim de 2012 também seguiu em 12,5% ao ano. Para o mercado de câmbio, os analistas preveem que o dólar encerre 2011 em R$ 1,60, mesmo patamar estimado na semana anterior. A projeção do câmbio médio no decorrer de 2011 subiu de R$ 1,59 para R$ 1,60. Para o fim de 2012, a previsão para o câmbio foi mantida em R$ 1,65. Contas externas – A previsão do mercado financeiro para o déficit em conta-corrente neste ano caiu de US$ 59 bilhões para US$ 57,97 bilhões Para 2012, o déficit em contacorrente do balanço de pagamentos estimado apresentou recuo – de US$ 68,9 bilhões para US$ 68,25 bilhões. A previsão de superávit comercial em 2011 seguiu em US$ 22 bilhões. Para 2012, a estimativa passou de US$ 10,65 bilhões para US$ 10,85 bilhões. Analistas mantiveram a estimativa de ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2011 em US$ 55 bilhões. Para 2012, a previsão seguiu em US$ 50 bilhões. (AE)

Exportações brasileiras já somam US$ 151,7 bilhões

N

o acumulado do ano, as exportações brasileiras totalizaram US$ 151,769 bilhões até a segunda semana de agosto. A meta do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) para 2011 é de US$ 245 bilhões, mas o número deverá ser elevado no final deste mês em função do bom desempenho da balança. Por outro lado, as importações acumuladas até a segunda semana de agosto atingiram US$ 134,263 bilhões. O MDIC não tem meta para as compras externas. Segundo os dados divulgados ontem, as exportações nas duas primeiras semanas de agosto alcançaram US$ 11,214 bilhões, e as importações totalizaram US$ 9,794 bilhões, com saldo positivo de US$ 1,42 bilhão. Houve crescimento nas três categorias de exportação. Os semimanufaturados subiram 54,7%, pela média diária, passando de US$ 112,5 milhões para US$ 174,1 milhões. Subiram principalmente por contas dos embarques de ferro fundido, semimanufaturados de ferro e aço, açúcar em bruto, ouro em forma semimanufaturada, óleo

de soja em bruto, couros e peles e celulose. Já as exportações de produtos básicos apresentaram crescimento de 29,7% no período, passando de US$ 417,4 milhões para US$ 541,3 milhões pela média diária. Esse resultado se deveu, principalmente, em razão das vendas de milho em grão, petróleo, soja em grão, café em grão, minério de ferro, farelo de soja e carne de frango. As vendas externas de manufaturados tiveram alta de 18,1%, de US$ 324,5 milhões para US$ 383,1 milhões, em razão dos crescimentos em etanol, laminados planos, polímeros plásticos, aparelhos para terraplenagem, óleos combustíveis, automóveis, aviões e autopeças. Nas importações, a média diária até a segunda semana de agosto de 2011, de US$ 979,4 milhões, ficou 27,9% acima da média de agosto de 2010 (de US$ 765,6 milhões). Aumentaram os gastos, principalmente, com adubos e fertilizantes (169,5%), aeronaves e partes (50%), farmacêuticos (45,5%), cobre e suas obras (45,4%) e combustíveis e lubrificantes (43,9%). (AE)

Fazenda Palmeiras do Ricardo S/A. CNPJ (MF) nº 61.206.314/0001-30 – NIRE nº 353.000.365.31 Ata de Assembléia Geral Ordinária realizada em 08 de julho de 2011 (Lavrada na forma de sumário, nos termos do artigo 130, § 1º, da Lei nº 6.404/76) 1. Data, Hora e Local: 08 de julho de 2011, às 11:00 horas, na Sede Social, à Alameda Campinas nº 463 – 8º andar, em São Paulo/SP. 2. Presença: Acionista titular de 57.799.726 ações ordinárias de emissão da Companhia, representativas de 99,852512% do capital social com direito a voto, confirmado por declaração e assinatura no Livro de Presença de Acionistas. 3. Composição da Mesa: Raul Raphael Saigh: Presidente e Francisco Antonio La Rocca: Secretário da Assembleia. 4. Publicações Legais: Convocações no Diário Oficial do Estado de São Paulo e Diário do Comércio, edições dos dias 29 e 30/06/2011, e 01/07/2011, contendo os avisos de que trata o Artigo 124, da Lei nº 6.404/76, e demonstrações financeiras no Diário Oficial do Estado e Diário do Comércio, edição do dia 31 de Maio de 2011. 5. Ordem do Dia: (a) Relatório da Diretoria, Balanço Patrimonial e Demonstrações Financeiras do exercício social encerrado em 31/12/2010; (b) Destinação do resultado; (c) Proposta para distribuição de Dividendos; (d) Outros assuntos. Acham-se à disposição dos Senhores Acionistas, os documentos de que trata o artigo 133 da Lei nº 6.404/76. 6. Deliberações: A assembléia geral, por unanimidade de votos e com a abstenção dos legalmente impedidos: (a) Aprovado o Relatório Anual da Diretoria, o Balanço Patrimonial e demais Demonstrações Financeiras do exercício social encerrado em 31/12/2010, sem restrições; (b) Aprovada a destinação do lucro líquido apurado no exercício social de 2010, no montante de R$ 349.459,40 (Trezentos e quarenta e nove mil, quatrocentos e cinqüenta e nove reais e quarenta centavos), deliberando-se o valor de R$ 17.472,97 (Dezessete mil, quatrocentos e setenta e dois reais e noventa e sete centavos) para constituição da Reserva Legal e R$ 13.236,43 (Treze mil, duzentos e trinta e seis reais e quarenta e três centavos) para constituição da Reserva para Reflorestamento; (c) Aprovada a distribuição de dividendos propostos aos acionistas no montante de R$ 318.750,00, a ser pago a partir desta data, e também, a reversão do montante de R$ 1.996.654,00, do saldo existente na conta Reserva para Reflorestamento, em função de sua não utilização, para distribuição aos Acionistas a título de dividendos, a ser pago a partir desta data. Dessa forma, foi aprovada a distribuição total de dividendos aos Acionistas no montante de R$ 2.315.404,00 (Dois milhões, trezentos e quinze mil, quatrocentos e quatro reais), à razão de R$ 0,04 por ação. (d) Outros assuntos: 1) Aprovada a remuneração global e colegiada da Diretoria, para o período de Abril/2011 a Abril/2012 em até R$ 60.000,00 (Sessenta mil reais) mensais. 2) O Sr. Presidente informou aos Srs. Acionistas que no transcorrer de 2011 a Bens de Raiz Participações S/A. procedeu à compra de ações detidas por outros Acionistas. Diante disto, o Quadro Societário da Sociedade, atualmente representado por 57.885.100 (Cinqüenta e sete milhões, oitocentas e oitenta e cinco mil e cem) ações ordinárias, sem valor nominal, são pertencentes aos seguintes acionistas: Acionista

Nº CNPJ / CPF

Quantidade de Ações

% de participação

Bens de Raiz Participações S/A.

01.717.193/0001-45

57.799.726

99,852512%

Carlos Eduardo Mahfuz............

049.785.828-22

85.284

0,147333%

João Rodrigues de Barros ........

082.313.708-20

90

0,000155%

57.885.100

100,00%

Total........................................

S.A. CNPJ. 97.837.181/0001-47 Companhia Aberta NIRE 35300154410 Capital Autorizado: até 920.000.000 de ações ordinárias Capital Subscrito e Realizado: R$ 1.550.000.000,00 - 550.035.331 ações ordinárias ATA SUM ÁRIA D A REUNIÃ OD OC ONSELHO DE SUMÁRIA DA REUNIÃO DO CONSELHO ADMINISTR AÇ ÃO, REALIZAD A EM 29 DE JULHO DE 2011 ADMINISTRA REALIZADA DATA, HOR A E LLOC OC AL: Em 29 de julho de 2011, às 08:30 horas, na Av. Paulista, 1938, 5º andar, em HORA OCAL: São Paulo (SP). MESA: Salo Davi Seibel - Presidente e Andrea Seibel - Secretária. QUORUM: A AÇÕES TOM AD AS POR UNANIMID ADE: 1) D emonstr aç ões totalidade dos membros eleitos. DELIBER DELIBERA OMAD ADAS UNANIMIDADE: Demonstr emonstraç ações financ eir as de 30.06.2011 - Aprovadas, sem qualquer ressalva, as demonstrações financeiras do 2º financeir eiras trimestre de 2011, acompanhadas do relatório de revisão emitido pela PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes - que foi objeto de manifestação sem ressalva emitida pelo Comitê de Auditoria e Gerenciamento de Risco e, autorizada a divulgação dessas demonstrações mediante remessa à Comissão de Valores Mobiliários e à BM&FBOVESPA S.A. - Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros e disponibilização no endereço eletrônico da companhia www.duratex.com.br. 2) D eclar ação de jur os sobr e o capital pr ópr io - Aprovada a distribuição de jur os sobr e o capital eclaração juros sobre própr óprio juros sobre pr ópr io no montante de R$ 59.655.555,19, por conta do dividendo obrigatório do exercício de própr óprio 2011, conforme segue: o pagamento será efetuado em 15.08.2011, com base na posição acionária final do dia 29.07.2011, à razão de R$ 0,108694714 por ação, com retenção de 15% de imposto de renda na fonte, resultando em juros líquidos de R$ 0,092390507 por ação, excetuados dessa retenção os acionistas pessoas jurídicas comprovadamente imunes ou isentos; e o crédito contábil desses juros será efetuado nos registros da companhia em 29.07.2011, de forma individualizada a et or ex ecutiv o - Eleito Diretor Executivo VALMIR AP ARECID O cada acionista. 3) Eleição de dir diret etor executiv ecutivo APARECID ARECIDO BUSC ARIOLI BUSCARIOLI ARIOLI, brasileiro, casado, administrador, RG-SSP/SP 14.963.699, CPF 075.176.558-92, domiciliado na Av. Paulista, 1938, Piso Terraço, em São Paulo (SP), que será empossado no cargo em 01.08.2011 com mandato até a posse dos diretores a serem eleitos em 2012. O novo diretor declarou que não está incurso em nenhum dos crimes previstos no Artigo 147 da Lei 6.404/76, assim como não está impedido para ocupar cargos na administração da Companhia. ENCERR AMENT O : Nada mais havendo a tratar e ninguém desejando manifestar-se, encerraram-se ENCERRA MENTO os trabalhos, lavrando-se esta ata que, lida e aprovada, foi por todos assinada. São Paulo (SP), 29 de julho de 2011. (aa) Salo Davi Seibel - Presidente; Andrea Seibel - Secretária; Alfredo Egydio Arruda Villela Filho e Ricardo Egydio Setubal - Vice-Presidentes; Alcides Lopes Tápias, Álvaro Antonio Cardoso de Souza, Fábio Schvartsman, Helio Seibel, Olavo Egydio Setubal Júnior e Rodolfo Villela Marino - Conselheiros. Certifico ser a presente cópia fiel da original lavrada em livro próprio. São Paulo (SP), 29 de julho de 2011. (a) Andrea Seibel - Secretária. Secretaria da Fazenda - Junta Comercial do Estado de São Paulo: certifico o registro sob nº 323.770/11-3, em 09.08.2011. (a) Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral. ATA SUM ÁRIA D A ASSEMBLEIA GER AL EX TR AORDINÁRIA REALIZAD A EM 29 DE JULHO DE 2011 SUMÁRIA DA GERAL EXTR TRA REALIZADA DATA, HOR A E LLOC OC AL: Em 29 de julho de 2011, às 15:00 horas, na Av. Paulista, 1938, 5º andar, em HORA OCAL: MESA: São Paulo (SP). Salo Davi Seibel (Presidente) e Carlos Roberto Zanelato (Secretário). QUORUM: acionistas representando 70,7% do capital social. PRESENÇ A LEGAL: administradores PRESENÇA da Sociedade e da Deca Nordeste Louças Sanitárias Ltda. e representante da Moore Stephens AL DE C ONVOC AÇ ÃO : publicado nos jornais Diário Lima Lucchesi Auditores Independentes. EDIT EDITAL CONVOC ONVOCA Oficial do Estado de São Paulo, edições de 13 (pág. 26), 14 (pág. 7) e 15.07.2011 (pág. 33), e Diário AÇÕES do Comércio, edições de 13 (pág. 17), 14 (pág. 17) e 15.07.2011 (pág. 19). DELIBER DELIBERA TOM AD AS PEL OS PRESENTES: Nos termos da Proposta do Conselho de Administração de OMAD ADAS PELOS Anex o 11) celebrado 12.07.2011, foram aprovados: 1. o Protocolo e Justificação de Incorporação (Anex Anexo em 12.07.2011 pelos diretores da Companhia e pela administração da sociedade controlada Deca D eca Nor dest e ”), inscrita no CNPJ 12.595.713/0001-24, com Nordeste Louças Sanitárias Ltda. (“D Nordest deste sede em João Pessoa (PB), na Rua José Antonio Ferreira de Miranda, 1457 - Distrito Industrial, que estabelece todas as condições e os termos relativos à incorporação do patrimônio líquido da D eca Nor dest e pela Companhia; 2. a ratificação da nomeação da empresa especializada Moore Nordest deste M oor e St ephens Stephens Lima Lucchesi Auditores Independentes (M oore Stephens ephens), com sede em São Paulo (SP), na Rua Laplace, 96 - 10º andar, inscrita no CNPJ 60.525.706/0001-07, registrada no Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo - CRC 2SP015045/O-0, para avaliar o valor do dest e a ser incorporado pela Companhia; 3. o laudo de avaliação patrimônio líquido da D eca Nor Nordest deste dest e (Anex Anex o 22), elaborado pela M oor e St ephens com base do patrimônio líquido da D eca Nor Nordest deste Anexo oore Stephens no balanço contábil levantado em 31.05.2011, para fins de incorporação pela Companhia; e, 4. a dest e pela Companhia, nos termos do Protocolo e Justificação de incorporação da D eca Nor Nordest deste Incorporação, que será implementada sem aumento de capital, sendo extinto o investimento da dest e em contrapartida do recebimento de seu patrimônio, com o Companhia na D eca Nor Nordest deste dest e na contabilidade da Companhia, consequente registro dos ativos e passivos da D eca Nor Nordest deste ORIZA Ç ÃO À DIRE TORIA: a Diretoria da com mera substituição de expressões contábeis. AUT UTORIZA ORIZAÇ DIRET Companhia, representada na forma de seu Estatuto Social, foi autorizada a praticar todos os atos necessários e firmar todos os documentos necessários à efetivação da incorporação da D eca Nor dest e , conforme previsto na legislação em vigor. PUBLIC AÇ ÃO D A A TA: aprovada a Nordest deste PUBLICA DA AT publicação da ata da Assembleia com omissão dos nomes dos acionistas presentes, conforme AL: não houve manifestação do faculta o § 2º do Artigo 130 da Lei 6.404/76. CONSELHO FISC FISCAL: AS DELIBER AÇÕES: as Conselho Fiscal, por não se encontrar em funcionamento. QUORUM D DAS DELIBERA deliberações foram tomadas por unanimidade, com a abstenção do acionista The Civil Service OS ARQUIV AD OS: arquivados na sede da Sociedade, autenticados Superannuation Fund. DOCUMENT OCUMENTOS ARQUIVAD ADOS: pela Mesa da Assembleia, a Proposta do Conselho de Administração de 12.07.2011, o Protocolo e Justificação de Incorporação e o Laudo de Avaliação da Deca Nordeste Louças Sanitárias Ltda. e as AMENT O: Nada mais havendo a tratar e ninguém desejando Declarações de Votos. ENCERR ENCERRA MENTO manifestar-se, encerraram-se os trabalhos, lavrando-se esta ata que, lida e aprovada, foi por todos assinada. Certificamos ser a presente cópia fiel da original lavrada em livro próprio. São Paulo (SP), 29 de julho de 2011. (aa) Salo Davi Seibel - Presidente da Assembleia; Carlos Roberto Zanelato - Secretário da Assembleia. Secretaria da Fazenda - Junta Comercial do Estado de São Paulo: certifico o registro sob nº 324.107/11-0, em 09.08.2011. (a) Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.

7. Documentos Arquivados na Sede Social: Publicações das Demonstrações Financeiras relativas ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010. 8. Declarações Complementares: (a) O Conselho Fiscal deixou de se instalar no curso do ano social de 2010, por falta de acionistas interessados; (b) Das votações, não tomaram parte os legalmente impedidos e todas as deliberações foram tomadas por unanimidade dos presentes. 9. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foi oferecida a palavra a quem dela quisesse fazer uso e, ante a ausência de manifestações, foram encerrados os trabalhos e lavrada esta ata, em forma de sumário, nos termos do artigo 130, §1º, da Lei nº 6.404/76. Concluída a lavratura do documento, este foi lido e achado conforme por todos os presentes. Esta ata é cópia fiel da original lavrada em livro próprio. São Paulo, 08 de julho de 2011. (ass.) Raul Raphael Saigh: Presidente; Francisco Antonio La Rocca: Secretário da Assembleia. Certidão: Secretaria da Fazenda. Junta Comercial do Estado de São Paulo. Certifico o registro sob o nº 323.769/11-1 em sessão de 09 de agosto de 2011. Kátia Regina Bueno de Godoy – Secretária Geral.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: TOMADAS DE PREÇOS A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Obras: TOMADA DE PREÇOS Nº - OBJETO - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - PRAZO - ÁREA (se houver) - PATRIMÔNIO LÍQUIDO MÍNIMO P/ PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAÇÃO - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 69/00231/11/02 - Reforma de Prédio Escolar - EE Dr. Domingos de Magalhães - Praça Túlio Espíndola de Castro s/nº - 17201-080 - Centro - Jaú/SP - 90 - R$ 16.823,00 - R$ 1.682,00 - 09:30 - 01/09/2011. 69/00233/11/02 - Reforma de Prédios Escolares - EE Profª Carolina Lopes de Almeida - Rua Nelson Miranda Silva, 2 -68 - 17021-420 - Prq. São Geraldo - Bauru/SP; EE Prof. José Aparecido Guedes de Azevedo - Rua Olavo Bilac, 12-40 - 17060-530 - Jd. Bela Vista - Bauru/SP - 180 - R$ 52.542,00 - R$ 5.254,00 - 10:00 - 01/09/2011. 69/00236/11/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista e Reforma de Prédio Escolar - EE João Octavio dos Santos - Praça São Bento s/nº - 11081-200 - Morro do São Bento - Santos/SP - 210 - R$ 63.500,00 - R$ 6.350,00 - 10:30 - 01/09/2011. 69/00240/11/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista e Reforma de Prédios Escolares - EE Profª Maura Arruda Guidolin - Rua Dionísio Rodrigues da Silva, 650 - 13477-120 - Jd. América - Americana/SP - 150; EE Prof. Arlindo Silvestre - Rua Alderico Wiss Barbosa, 80 - 13483-040 - Prq. Nsa. Sra. das Dores - Limeira/SP - 240; EE Antonio Alves Cavalheiro - Rua Antonio Alves Cavalheiro, 585 - 13165-000 - Centro - Engenheiro Coelho/SP - 210; EE José Amaro Rodrigues - Rua Duque de Caxias, 1.224 - 13160-000 - Centro - Artur Nogueira/SP - 180 - R$ 119.463,00 - R$ 11.946,00 - 11:00 - 01/09/2011. 69/00241/11/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista e Reforma de Prédios Escolares - EE Profª Ruth Ramos Cappi - Av. Ver. Samuel Berto, 1.915 - 13486-024 - Jd. São Pedro - Limeira/SP; EE Profª Heloisa Lemenhe Marasca - Av. 24-A, 181 - 13506-744 - Bela Vista - Rio Claro/SP; EE Prof. Michel Antonio Alem - Av. 13, 1858 - 13503-400 - Consolação - Rio Claro/SP - 150 - R$ 116.101,00 - R$ 11.610,00 - 11:30 - 01/09/2011. 69/00242/11/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista e Reforma de Prédios Escolares - EE Manuel Albaladejo Fernandes - Av. Minasa, 1.320 - 13180-400 - Vila San Marlin - Sumaré/SP; EE Pa Roberto Rodrigues de Azevedo - Rua Tiburtino Rodrigues do Nascimento s/nº - 13185-501 - Chácara Coelho - Hortolândia/SP; EE Profª Wanda Felix de Andrade - Rua Nelson Setti, 70 - 13181-630 - Prq. Bandeirantes - Sumaré/SP - 150 - R$ 122.517,00 - R$ 12.251,00 - 14:00 - 01/09/2011. 69/00246/11/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista e Reforma de Prédios Escolares - EE Profª Isis Castro de Mello Cesar - Rua Benedito M. Sobrinho s/nº - 12443-760 - Ipê I - Pindamonhangaba/SP - 150; EE Prof. Mário Bulcão Giudice - Rua Imp. Leopoldina, 25 - 12400-010 - Santana - Pindamonhangaba/SP - 90 - R$ 44.298,00 - R$ 4.429,00 - 14:30 - 01/09/2011. 69/00248/11/02 - Reforma de Prédios Escolares - EE Prof. Roque de Castro Reis - Rua Manoel dos Santos, 369 12090-800 - Belém - Taubaté/SP - 180; EE Prof. Gentil de Camargo - Rua Dr. José Luiz Cembranelli, 16 - 12081-010 - Prq. Três Marias - Taubaté/SP - 90; EE Eng. Urbano Alves de Souza Pereira - Rua Antonio Rodrigues Miranda, 170 12031-580 - Jd. Nely - Taubaté/SP - 120 - R$ 96.529,00 - R$ 9.652,00 - 15:00 - 01/09/2011. 69/00249/11/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista e Reforma de Prédio Escolar - EE Profª Theodora de Camargo Ayres - Rua Marta Zanfirow de Camargo, 20 - 18170-000 - Jd. São Bartolomeu - Piedade/SP - 150 - R$ 39.056,00 - R$ 3.905,00 - 15:30 - 01/09/2011. 69/00251/11/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista e Reforma de Prédio Escolar - EE Profª Maria de Lourdes Stipp Steffen - Rua Mestre Antonio Benedito Jesus, 174 - 13343-560 - Jd. Marina - Indaiatuba/SP - 150 - R$ 39.288,00 - R$ 3.928,00 - 16:00 - 01/09/2011. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 16/08/2011, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 40,00 (quarenta reais). Todas as propostas deverão estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada à Supervisão de Licitações da FDE, conforme valor indicado acima. Os invólucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 15 de agosto de 2011, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Reqte: Banco Safra S/A. Reqdo: Union Import Eletro Eletrônico Informática Ltda. EPP. Alameda Joaquim Eugênio de Lima, 187 – Jardim Paulista - 2ª V. de Falências. Reqte: Banco Safra S/A. Reqdo: João Victor Comércio de Metais Ltda. ME. R. Barão de Paranapiacaba, 73 - Lojas 3 e 4 – Sé - 1ª V. de Falências. Reqte: Gerdau Ações Longos S/A. Reqdo: War Ferr Comércio de Ferro e Aço Ltda. Av. Mutinga, 2.796 - Pirituba - 1ª V. de Falências. Reqte: Banco Indusval S/A. Reqdo: Sanzil Ltda. R. Tenente Sotomano, 50 – Jardim Brasil (Zona Norte) - 2ª V. de Falências.

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Os pobres lutam por nós no Afeganistão, e nós seguimos com isenções fiscais. Warren Buffett, presidente da Berkshire Hathaway

conomia

Google ataca nos smartphones Empresa investe no segmento de telefonia móvel e anuncia a aquisição da Motorola Mobility Holdings por US$ 12,5 bilhões pais de fabricação de smartphones, tablets e acessórios. No mês passado, a Motorola anunciou que teve aumento de 28% na receita no segundo trimestre deste ano. O Google, por sua vez, informou alta de 36% no lucro no mesmo período, com receita recorde. Competição – O negócio coloca Google e Apple em disputa acirrada pelo domínio do crescente mercado de smartphones, uma vez que ambas as companhias controlarão tanto o hardware quanto o software de seus produtos. Além disso, a aquisição dá ao Google o controle sobre mais de 17 mil patentes (além de outras 7,5 mil ainda pendentes) – o que, na avaliação de reportagem publicada ontem no jornal britânco Financial Times, deverá dar munição à empresa para repelir o contra-ataque de corporações como Apple, Microsoft e Oracle. Para o co-fundador e executivo-chefe do Google, Larry Page, o negócio irá "turbinar todo o ambiente Android para o benefício dos consumidores, parceiros e desenvolvedores". As empresas HTC, Samsung, LG e Sony Ericsson divulgaram ontem comunicados elogiando a aquisição – que provaria o alinhamento do Google com o Android. Mercado – O negócio foi o principal impulsionador para a alta do índice Dow Jones no pregão de ontem. A ação da Motorola Mobility teve alta de 55,8%, enquanto o papel do Google encerrou o pregão em queda de 1,2%. (Agências)

Bancos da China deverão se adequar a Basileia 3

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órgão responsável pela regulação do setor bancário da China afirmou ontem que os bancos comerciais do país deverão implementar novas regras de supervisão de capital, com o objetivo de limitar os riscos de crédito a partir de 1º de janeiro de 2012. As novas regulamentações irão endurecer, de forma gradual, as exigências de capital necessárias para que as instituições se alinhem aos padrões de Basileia 3. Bancos importantes para o sistema têm de cumprir uma proporção de adequação de capital mínima de 11,5% até o fim de 2013, ao passo que as instituições financeiras menos

importantes precisarão de 10,5% até o fim de 2016, informou a Comissão Regulatória Bancária da China em um comunicado. A autoridade está esperando comentários públicos sobre as novas regras. A comissão já havia solicitado que os bancos chineses começassem a se preparar para as novas exigências, mas disse que dará um prazo de dois anos para as instituições que tiverem dificuldades para atender aos padrões. As novas regras também incluem mudanças no cálculo da adequação de capital e uma ampliação da cobertura de risco. (AE)

Brendan McDermid/Reuters

Agora com o controle de diversas patentes do Motorola Mobile, o Google poderá lidar com a reação da concorrência no mercado de tecnologia.

Pesquisa mostra temor de recessão

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s economistas veem 30% de chances de que os Estados Unidos sofram uma nova recessão – o que representa um aumento significativo diante do observado três meses atrás. A avaliação foi feita a partir de uma pesquisa divulgada ontem pelo jornal USA Today. O levantamento trimestral apontou que, segundo o cálculo médio dos economistas, a probabilidade de uma nova recessão nos EUA dobrou nos últimos três meses. Diante

disso, eventuais novos golpes à economia, como mais baixas nos mercados e o agravamento da crise da dívida na Europa, "poderiam empurrar a nação ao abismo". Até mesmo no caso de os EUA conseguirem se afastar de uma nova recessão, tal como estimam os economistas, estes preveem que o crescimento econômico fique em cerca de 2,5% no próximo ano. Na pesquisa de abril passado, os economistas tinham previsto um crescimento de 3,1%.

Os EUA necessitam de um crescimento acima de 3% para reduzir substancialmente a t a x a d e d e s e m p re g o, q u e agora fica em 9,1%. Diante desse fraco crescimento, os 39 economistas consultados indicaram ainda que a taxa de desemprego deve cair gradualmente para 8,8% no próximo ano, uma leve baixa em relação ao percentual atual. Há apenas algumas semanas, os analistas tinham previsto que a economia registraria uma forte alta no segundo

semestre do ano, apoiando-se em dados como a queda nos preços de combustível – que encorajaria o consumo em outras áreas, e uma alta nas vendas de automóveis. Para o jornal, esse pessimismo reflete em parte a preocupação com a crise na Europa, um cálculo do crescimento econômico de menos de 1% para o primeiro semestre de 2011, e o rebaixamento da nota da dívida soberana dos EUA pela agência de classificação Standard & Poor's. (EFE)

Para Buffett, EUA 'mimam' os ricos.

Mercados se animam

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recente impasse nos Estados Unidos em torno da votação do aumento no teto de endividamento do país gerou reações no meio corporativo norteamericano. Em artigo publicado ontem no The New York Times, Warren Buffett – o terceiro homem mais rico do mundo, segundo o ranking da revista Forbes –, pediu que os EUA deixem de "mimar" os mais ricos com isenções fiscais. Ele também solicitou aos líderes políticos o aumento dos impostos a multimilionários como ele. "Enquanto os pobres e a classe média lutam por nós no Afeganistão e a maioria de norteamericanos passa apuros para chegar ao fim de mês, nós, os ricos, seguimos com nossas extraordinárias isenções fiscais", afirmou Buffett, que preside o conglomerado empresarial Berkshire Hathaway.

O Anthony Bolante/Reuters

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Google comprou a Motorola Mobility Holdings por cerca de US$ 12,5 bilhões, em um movimento que vai tornar a empresa de buscas na internet mais competitiva no mercado de computação móvel. O Google ofereceu US$ 40 por cada ação da empresa – montante que representa um prêmio de 63% sobre o valor dos papéis no fechamento da última sexta-feira. O acordo, que é anunciado apenas oito meses depois de uma divisão da Motorola Inc., dará ao Google o controle da carteira de patentes da Motorola Mobility depois de a empresa de buscas não conseguir comprar a carteira da Nortel Networks. O Google, que é dono do crescente sistema operacional Android utilizado em milhões de telefones celulares, tem uma carteira pequena de patentes de telecomunicação e telefonia sem fio. O Google vai administrar a Motorola Mobility como um negócio separado, que continuará sendo um licenciado do Android. A empresa também informou que o Android permanecerá como uma plataforma aberta. A transação deverá ser concluída no começo de 2012 e foi aprovada pelos conselhos de diretores das duas companhias. A Motorola Inc. foi dividida no começo deste ano em Motorola Solutions, concentrada em operações de serviços e redes, e Motorola Mobility, mais voltada às operações princi-

Milionário criticou as isenções fiscais e pediu aumento de impostos

D oa ç õe s – Já o executivochefe da rede Starbucks, Howard Schultz, enviou emails a líderes empresariais pedindo que parem de doar recursos a políticos até que se resolva a questão do déficit.

"Estou pedindo que deixemos de fazer contribuições até o Congresso e o presidente entregarem um plano fiscal de longo prazo ao povo norteamericano", afirmou o executivo. (Agências)

Eurobônus ficam fora de reunião

A

criação de títulos comuns para os países da zona do euro para enfrentar a crise orçamentária e financeira não estará na agenda da reunião de hoje, em Paris, entre a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy.

"Os eurobônus não foram objeto de discussão em meses passados nem serão no encontro com Sarkozy", afirmou ontem Steffen Seibert, porta-voz oficial de Merkel, que reafirmou a rejeição de seu governo a essa proposta. "Não consideramos o caminho correto",

Barbara Sax/AFP

Angela Merkel não discutirá o assunto com Nicolas Sarkozy

disse, acrescentando que os eurobônus não serão incluídos nas conversas para tratar medidas destinadas a trazer estabilidade à zona do euro. O encontro de Merkel e Sarkozy busca melhorar os métodos de trabalho, a gestão da crise e a aplicação dos acordos feitos durante a cúpula extraordinária de 21 de julho. Títu los – O Banco Central Europeu (BCE) reiniciou a compra de títulos da dívida pública de países com problemas financeiros no continente. A instituição adquiriu a quantia semanal recorde de 22 bilhões de euros, que incluem bônus espanhóis, italianos, portugueses e irlandeses. O BCE é a única instituição europeia capaz de comprar títulos da dívida soberana de países com dificuldades e garantir sua solvência. (EFE)

cenário internacional no mercado acionário foi positivo ontem, graças às boas notícias no meio empresarial, aos dados que mostraram uma contração menor do que a esperada na economia do Japão no segundo trimestre, e à expectativa com o encontro de hoje entre Nicolas Sarkozy e Angela Merkel para discutir a crise na Europa. Em Londres, o FTSE100 avançou 0,57%. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,78% e, em Frankfurt, o DAX subiu 0,41%. Em Nova York, o Dow Jones subiu 1,9%, o S&P terminou com elevação de 2,18%, e o Nasdaq ganhou 1,88%. Retomada – A economia do Japão encolheu menos do que o esperado no segundo trimestre, com as empresas buscando recuperar o nível de produção. A alta do iene e a desaceleração da economia global, no entanto, podem ser empecilhos. O Produto Interno Bruto (PIB) do Japão, terceira maior economia do mundo, recuou 0,3%. Analistas esperam que o país passe a crescer entre julho e setembro, com exportações e indústria retornando aos níveis anteriores ao desastre. "A economia vai mostrar uma recuperação em V entre julho e setembro", disse Yoshiki Shinke, economista-chefe do Dai-ichi Life Research Institute. (Agências)

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O que tem movimentado a venda de notebooks no País é a classe C Felipe da Costa Duarte, diretor de Varejo da Lenovo

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Classe C sofistica compras Empresas antes dedicadas a consumidores de renda mais alta se adaptam ao novo consumidor e criam produtos específicos. E-commerce também vai atrás desse público. BARBARA OLIVEIRA té 2009, a Sony focava seus produtos para as classes A e B. Mas o crescimento da nova classe média, que não teme o financiamento e tem grande potencial de consumo, levou a marca japonesa a olhar com mais atenção para esse novo segmento da população. Um ano e meio depois, a Sony dispõe de vários produtos desenvolvidos para a classe C, todos com tecnologias de ponta. Outras empresas seguem o mesmo caminho. Esse público forma um contingente ávido por compras. Hoje, a classe C representa 53% da população, com 101 milhões de pessoas, cujos salários médios chegam a R$ 2 mil. É um público interessado em marcas e em eletrônicos de qualidade, mesmo que isso seja financiado em 12 vezes. E ela está ingressando com força nas compras pela internet. Segundo a e-bit, no primeiro semestre deste ano cresceu o percentual de consumidores na web com renda igual ou inferior a R$ 3 mil. Se em 2004, a classe C era formada por 44,6% dos e-consumidores, agora ela soma 46,5%. Isso corresponde a 5 milhões de novos clientes no período, cujo tíquete médio é de R$ 340. Esse público, ao contrário do que se imaginava, é criterioso na hora da compra porque não pode errar, sabe que não poderá trocar o produto por um mais novo em pouco tempo porque fez um financiamento longo, avalia o gerente de Marketing e Inovação da Sony, Carlos Paschoal. "Por isso, nosso foco é oferecer sempre um equipamento de qualidade e que tenha tecnologia e características pedidas por eles." Um detalhe interessante desco-

A

berto pela Sony é que o consumidor da classe C gosta de aparelhos de som bem potentes, mas portáteis. Assim, foi criado um mini system, que chega em outubro, com potência de 1500 W, alto-falantes iluminados, uma alça no equipamento e outra na embalagem. O preço ficará acima de R$ 2 mil. A Samsung e a Lenovo, acostumadas com consumidores de maior poder aquisitivo, também se adaptaram. O gerente de Marketing e Vendas da Samsung, Henrique de Freitas, observa que a empresa ampliou em dois mil os pontos de venda no último ano, com presença em redes de varejo populares, supermercados e distribuidores do Norte e Nordeste. A Sony também tem, hoje, seis mil pontos no País, em todos os tipos de varejo. Os notebooks são o desejo recente da nova classe média. Com a queda de preços, 70% das vendas são de portáteis de até R$ 1.500, informa o diretor de Varejo da Lenovo, Felipe da Costa Duarte. "O que tem movimentado a venda de notebooks no País é a classe C", afirma. Esse fato fez com que a Lenovo abandonasse sua linha de netbooks no País para

ACESSÓRIOS

focar na produção de notebooks. "O cliente quer um portátil com drive óptico e tela um pouco maior do que a de 10 polegadas". A chinesa lançou duas linhas (G475 e G460) a preços entre R$ 1.200 a R$ 1.450. A Lenovo está com três mil pontos de vendas e triplicou sua presença nas redes varejistas, em áreas onde não atuava (Norte e Nordeste) e nas lojas mais populares, oferecendo crédito de até 18 vezes. "Fazemos treinamento de vendedores online para atingir esse consumidor. Eles explicam a di-

om uma boa relação custobenefício, o notebook Inspiron14, da Dell, está equipado agora com a segunda geração de processadores Intel Core i3 (2.3 vezes mais rápida que a anterior), o que agiliza a edição de fotos e vídeos e permite gráficos com maior resolução. Nas cores vermelha e preta, tem HDMI e display HD. A interface Dell Stage possibilita acesso rápido aos conteúdos e aplicativos. O PhotoStage inclui função de conexão a redes sociais pelo Facebook e Flickr. Por R$ 1.499. Site www.dell.com.br

ara quem está sempre em viagem e se deparando com diversos tipos de tomadas no exterior, um adaptador universal é fundamental. Este modelo do estilista inglês Paul Smith tem como principal característica o design elegante e sóbrio e se adapta a diversos tipos de conexões. Ele vem acompanhado de um case de couro para ser acomodado na mala. O produto traz também duas portas USB. Mas o preço da sofisticação é alto: R$ 730 no site da Fartech (http://www.farfetch.com.br/ shopping/women/paul-smithuniversal-adapter-item10103691.aspx )

realizar ofertas todas as quartas-feiras. O acesso ao site aumentou em 15% nesse dia da semana. A Onofre também facilitou a localização dos medicamentos genéricos com 50% de desconto e reduziu o valor do frete, via courier, de R$ 3 para R$ 0,99 na entrega de perfumes importados, cujos preços ficaram mais acessíveis e parcelados.

ACESSÓRIOS

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C P

pra, o consumidor é orientado sobre alternativas. A ViajaNet espera faturar neste ano R$ 200 milhões contra os R$ 55 milhões de 2010. Já a Drogaria Onofre, o quinto maior e-commerce do mundo em farmácias (10 milhões de usuários/mês), identificou que os consumidores das classes C e D gostam de promoções de um dia e passou a

NOTEBOOKS

Veloz e barato

Adaptador fashion

ferença entre GHz e GB, para que serve o HD. É importante o vendedor também ter uma boa experiência com a marca para passar isso adiante", diz Duarte. No e-commerce, a ViajaNet já nasceu pronta para atender esse nicho de mercado, enquanto a Drogaria Onofre – antes dedicada às classes A e B – se adaptou aos novos tempos. O sócio do ViajaNet, Alex Todres, fundou o site em 2010 com foco nas classes C e D. "Temos 70% de usuários desses segmentos", diz Todres. São pessoas que estão fazendo a primeira viagem de avião. O site é fácil de ser acessado, e em apenas três cliques o cliente compra a passagem com seu cartão, cujas rotas SP-Recife e SP-Salvador são as mais procuradas. "O call center fala a mesma língua dele, e os termos check in e e-ticket foram substituídos por balcão de atendimento e bilhete eletrônico", diz Todres. Se o cartão não tiver limites para a com-

PORTÁTEIS

Lamborghini inspira notebook da ASUS linha de notebooks Lamborghini, da Asus, inspirada na marca italiana de carros, é para o consumidor exigente e para quem o preço é apenas um detalhe. O modelo de ponta é o VX7, com tela de 15,6 polegadas, nas cores laranja e preta. O VX7 é um produto de luxo e vem turbinado com processadores de quatro núcleos Intel e 16 MB de RAM, gravador Blu-ray, além de detalhes que relembram o carro, como as duas saídas de ar traseiras que remetem às lanternas traseiras e sistemas de exaustão do Lamborghini. O descanso para as mãos é em couro. Por R$ 12 mil.

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GADGETS

Hello, Mr. Spock Star Trek USB Communicator é para os fãs da série de ficção científica. O aparelho é uma cópia do comunicador utilizado na série original e foi oficialmente licenciado para ser comercializado. Ele se conecta via USB no micro para conversas com amigos pelos programas de chat, como Skype e MSN, e dispõe de 21 efeitos sonoros e um botão de mudo no microfone. A partir de US$ 29,90 no site http://www.geekalerts.com/ star-trek-usb-communicator

O Porta-retratos 3D porta-retratos digital 3D P8, da Aiptek, tem display LCD de 8 polegadas e permite visualizar fotos 3D sem necessidade de óculos especiais. O equipamento converte as fotos e vídeos 2D para o formato 3D, com o efeito de profundidade nas imagens. O usuário programa para apresentar fotos em sequência, como um slide show, ou uma por vez. Pode ser escolhida uma trilha musical para a apresentação das fotos com arquivos MP3. O controle remoto tem teclas iluminadas. Traz entradas USB e para cartões de memória SD/MMC. Para economizar energia, o aparelho tem desligamento automático programável. Por R$ 1.000

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Nosso público é jovem, gosta de interagir com a tecnologia Leonardo Santos, gerente de TI do grupo australiano GSM nformática

Varejo 3.0 chega ao Brasil A Billabong estreia em Alphaville com tecnologia de ponta, usando RFID, QRCode e telas de LED BARBARA OLIVEIRA primeira loja inteligente da América Latina com o conceito de varejo 3.0, considerada uma das mais completas no mundo em recursos tecnológicos, foi inaugurada na semana passada no Shopping Iguatemi de Alphaville. Franqueada pela marca australiana de esportes e surf Billabong, a loja conta com sistema de RFID (Radio Frequency Identification), Realidade Aumentada, QRCodes, iPads, telas de LED, provador, arara, expositores e inventário inteligentes e espelhos interativos. O projeto foi desenvolvido em parceria com a Billabong e a Vip System Informática para uma das franqueadas da marca em Alphaville. Segundo Leonardo Santos, gerente de TI do grupo australiano GSM, que controla várias marcas esportivas e 600 lojas no mundo, o modelo deverá ser adotado em outros pontos de venda do grupo em São Paulo, na Oscar Freire e Morumbi Shopping. No Brasil, a Billabong possui 14 lojas. Santos explica que a tecnologia predominante é a RFID, no uso de ondas de radiofrequência para transmitir dados armazenados em um chip localizado nas etiquetas das peças. "Nosso público é jovem, gosta de interagir com a tecnologia", diz o executivo. Com a parceira de fornecedores de etiquetas, telas, softwares, todos os itens vendidos trazem as tags inteligentes cujas informações são conectadas com as telas de alta definição e iPads distribuídos no local

Divulgação

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Nova loja da Billabong de Alphaville é mais sofisticada que a de Nova York e nas mãos dos vendedores. Assim, os consumidores têm acesso a detalhes dos produtos escolhidos, nos provadores, espelhos e expositores inteligentes. No provador, o cliente visualiza, nas telas touchscreen, as peças que levou para provar e recebe sugestões de combinações possíveis de roupas. Pela tela, o consumidor pode acionar o vendedor. Sempre que sair uma peça da arara, é enviado um aviso ao computador central sobre a reposição de estoques e sobre produtos colocados em locais errados. Se a pessoa quiser brincar mais um pouco com a tecnologia, poderá usar o look escolhido, fazer uma foto e enviar por e-mail para redes sociais ou fazer o self checkout (finalização da compra). Uma opção interessante é o QRCode, um código de barras que pode ser lido pelo celular com câmera e direciona o consumidor para o site da marca ou catálogo eletrônico para que ele obtenha

mais informações sobre o que está comprando. Outra novidade, lembra Santos, é a integração do sistema com os iPads. "Se um cliente retira de um balcão um item, como um par de óculos, por exemplo, as informações são lidas pelos iPads distribuídos na loja, que identifica a mercadoria, mostra preços e suas características". A logística da loja também é rápida, pois os produtos são rastreados desde o estoque até a saída deles nas mãos do cliente. Como todo o sistema está integrado

aos coletores móveis, é possível obter inventários mais rápidos e localização dos itens. As roupas e objetos que saem da loja são lidas no Desativador Inteligente, que libera as etiquetas RFID após a peça ser passada no caixa, prevenindo furtos. "Essa loja inova no conceito 3.0 do varejo, é uma das mais tecnológicas do mundo e nem em Nova York, onde temos pontos de venda, existe algo tão completo", observa o gerente de TI do grupo GSM. Além da Billabong, o grupo detém as marcas Element, Nixon, VonZipper e RVCA dedicadas a esportes de prancha e lifestyle de praia, e está presente em 100 países. No Brasil, a Billabong é comercializada em 1.400 pontos de venda e em 14 lojas monomarcas, entre próprias e franqueadas. Site oficial: www.billabong.com.br

Sergio Kulpas sergiokulpas@gmail.com

Pague com máquina

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ma nova pesquisa realizada pela firma Empathica (www.empathic a.com) apontou as tecnologias mais valorizadas pelos consumidores em lojas dos EUA e Canadá. As máquinas de autopagamento aparecem em primeiro lugar na lista, valorizadas por facilitar a experiência de compras. Sites de e-commerce de uso prático e simples aparecem em segundo lugar, e os quiosques oferecendo informações, cupons e receitas estão em terceiro. Em quarto lugar, estão ofertas e promoções enviadas por email ou celular. Em quinto, o acesso wireless à internet no espaço da loja. A Empathica entrevistou mais de 16 mil consumidores na América do Norte para gerar o relatório 2011 Consumer Insights Panel. A Empathica tem alguns dos maiores varejistas dos EUA como clientes. A pesquisa mostra diferenças entre os consumidores dos EUA e Canadá. Enquanto 65% dos consumidores americanos consideram as máquinas de autopagamento importantes, apenas 54% dos canadenses pensam assim. Na verdade, mais da metade dos canadenses entrevistados disseram que não encontraram esse tipo de equipamento nos mercados, indicando que a tecnologia não é tão comum no Canadá. Segundo Brian Jones, vice-presidente de mercados e produtos industrializados da Empathica, as marcas têm a chance de se diferenciar dos concorrentes ao implementar tecnologias desejadas pelos clientes. O executivo disse que em um ambiente de contínua evolução tecnológica, as lojas precisam avaliar as novas tecnologias, e como elas podem atrair mais consumidores.

A pesquisa também apontou diferenças entre homens e mulheres, no que se refere às tecnologias usadas pelas lojas. Cerca de 51% das mulheres avaliaram positivamente as promoções enviadas por email ou celular, em comparação com 46% dos homens. Além de aprovar as ofertas enviadas eletronicamente, a maioria das mulheres (57%) afirmou que um site fácil de usar é essencial para a experiência de compras. Entre os homens, 51% acham que um site fácil de usar é importante. Jones observa que os varejistas devem avaliar cuidadosamente as tecnologias mais visíveis para o consumidor, com especial atenção para a segmentação da clientela porque o varejista deve-se levar em conta que há muitos consumidores que rejeitam (ou têm medo) do excesso de máquinas nas lojas. Aprovação jovem –O Insights Panel revelou ainda que 80% dos consumidores entre 18 e 24 anos acreditam que a tecnologia nas lojas é um fator importante na experiência de compras. Esse percentual cai significativamente em função da idade: apenas 44,5% dos clientes acima de 65 anos concordam. Jones disse que à medida em que as gerações atuais se tornam mais velhas, a pressão deve aumentar sobre os varejistas para a implementação de mais tecnologias de serviço. Uma pesquisa da Empathica de 2010 indicou que 78% dos norteamericanos consideravam os supermercados e mercearias como as empresas que mais bem implementaram novas tecnologias. Ganham avaliação negativa as redes de fast food, restaurantes populares, lojas de departamentos e hotéis. Veja: www.empathica.com/insights


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