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Tuba O mais grave dos instrumentos de metal, surgiu pôr volta de 1835, em Berlim, inventada pôr Wilhelm Wieprecht e construída pôr Johann G. Moritz. Contudo, o modelo mais comum empregado na orquestra foi desenvolvido pôr volta de 1845, pelo belga, Adolphe Sax. Consiste em um tubo cilíndrico recurvado sobre si mesmo e que termina em pavilhão em forma de sino. O som é controlado pôr válvulas, ou pistões, cujo número varia de três a cinco. ( Atualmente existem alguns modelos que possuem seis e até sete ). De timbre suave e surpreendentemente ágil, apesar de grande porte, a tuba foi introduzida na orquestra, pôr volta de 1850. O antepassado mais antigo da tuba, é o SERPENTÃO depois apareceu um outro instrumento chamado OFICLEIDE, que foi também inventado pôr Adolphe Sax. Na orquestra sinfônica a tuba substituiu o oficleide. Existem quatro afinações para Tuba. As Tubas Baixas que são afinadas em MIB e FA e as Tubas Contra-Baixas que são afinadas em DÓ e SIB. A Tuba é um instrumento que tem uma extensão muito variada pêlos tipos que dela são encontrados, mais a extensão média da tuba é do ( DÓ - 1 ao FA 3 ) podendo variar muito de acordo com a tuba e com quem a executa. Indispensável na orquestra sinfônica, foi pôr vezes utilizada em solos orquestrais pôr, Berlioz, Wagner e Bruckner. É muito usada nas bandas militares, onde desempenha o mesmo papel que o contra baixo nas orquestras sinfônicas. Serpentão (Serpnt, Schlangenrohr ou Serentone.) Aerofone constituído pôr um tubo de madeira revestido a couto, muito largo, cônico, tendo aproximadamente dois metros e meio de comprimento. A forma do tubo lembra a ondulação de uma serpente e a embocadura é um bocal que pode ser metálico, de marfim ou de madeira. Oficleide ( Figle ) Instrumento de metal, com grades orifícios tapados pôr chaves. O tubo, cônico, é dobrado em dois, à madeira do fagote. O oficleide chegou a ter lugar na orquestra na primeira metade do séc. XIX, até ser substituído pela tuba. Tuba Wagneriana A tuba Wagneriana, idealizada pôr Wagner, para a sua tetralogia, O ANEL DOS NIBELUNGOS, possui estrutura semelhante à da Trompa, o instrumento assim sugerido tinha o tubo de perfil semelhante ao da tuba, mas a sua forma era oval e afinada em SIB e em FA e sua extensão vai de MIB 1 ao RÉ 4. Além de Wagner e Bruckner, Richard Strauss e Stravink, outros compositores, utilizaram esta tuba em suas obras. Souzafone Os modelos Helicon tornaram-se muito populares (sobretudo nos Estados Unidos) e a partir de 1898 o construtor G. C. Conn começou a desenvolver um novo modelo de helicon, segundo as instruções de John Philip de Sousa. Em 1908 apresentou um instrumento bastante diferente daquele que lhe servia de modelo, com um enorme pavilhão destacável ( que em modelos posteriores viria a ser feito em fibra de vidro, o que torna o instrumento consideravelmente mais leve, logo mais adequado para ser usado em Marcha). O novo instrumento denominou-se sousafone em homenagem a John Philip de Sousa, famoso chefe de bandas luso-americano e compositor de marchas populares para bandas militares, hoje o sousafone é o mais típico dos instrumentos de bandas americanas.

Euphonium

O nome latino Euphonium deriva do grego "euphonia": soar bem. Basicamente, podemos afirmar que o Euphonium é um instrumento de metal predominantemente cônico, sendo, acusticamente, parente do cornet, do flugelhorn, da trompa e da tuba. Os instrumentos predominantemente cônicos tem um timbre mais escuro e um som mais aveludado. Já o nome Bombardino vem sendo empregado desde a renascença para designar diversos tipos de instrumentos com a característica comum de tocarem a voz do baixo, talvez derivado de uma onomatopéia para sons graves (Ex: Bom-borom). Naquela época, o nome era empregado para um tipo de instrumento de palheta dupla encapsulada, de som suave, denominado "Bombart" (bombarda), opondo-se ao "Dulzian" (dulciana) de palheta dupla livre e som penetrante, ancestral do fagote contemporâneo. No início do século passado, o construtor Adolphe Sax criou uma família de instrumentos de metal denominada Saxhörner. O baixo dessa família denominava-se: "Kontrabasstuba"(tuba contra-baixo) ou "Bombardom"(bombardão). Essa família foi rapidamente copiada e adaptada por vários construtores da época. Em 1845, Sax patenteou seus instrumentos, provocando uma reação negativa de seus imitadores. Tendo sido introduzidos no Brasil no século passado, através dos imigrantes europeus, adotou-se aqui os nomes empregados pelos europeus na época. O Bombardino surgiu como diminutivo de Bombardão, por soar, normalmente, uma oitava acima deste. Podemos dizer que a história do Euphonium começa com a "Serpente", instrumento baixo da família dos cornetos (instrumentos híbridos: corpo de madeira com orifícios e tocados com bocal similar aos dos instrumentos de metal usados até o princípio do período barroco). Esse instrumento foi usado até o século XVIII, tanto em bandas como em igrejas, tocando a voz do baixo. Seu principal problema era a afinação precária. Em 1821, um construtor francês de instrumentos chamado Halary patenteou uma família de instrumentos de metal de bocal com chaves.O baixo da família foi batizado de Ophicleide. Sua aparência era algo entre um fagote e um sax barítono. Ele tinha uma afinação melhor e um som mais penetrante que o da serpente. Mas ainda a afinação dependia demais do executante. O instrumento foi fabricado na França até 1922 e é possível encontrar, até hoje, alguns exemplares em uso. No início do século XIX, a utilização de válvulas revolucionou a fabricação dos instrumentos de metal. Em 1842, Adolph Sax, o inventor do saxofone, estabeleceu sua fábrica em Paris. Lá, desenvolveu uma família completa de instrumentos de bocal, os chamados Saxhorns, que estão na origem de vários instrumentos modernos. Eles foram desenhados principalmente para as bandas militares, tendo revolucionado as possibilidades de instrumentação da época. O barítono dessa família substituiu o Ophicleide. Na Alemanha, desenvolveu-se a família das tubas, empregada principalmente por Wagner numa formação de tubas tenor, baixo e contrabaixo. Cópias e variantes desses instrumentos foram feitos em vários países, o que foi o início de uma grande confusão de nomenclatura. Instrumentos idênticos passaram a ter nomes diferentes em diferentes lugares. A confusão chegou a tal ponto que, em 1921, realizou-se em Londres uma conferência para discutir a padronização dos instrumentos. Posteriormente, acrescentou-se uma quarta chave ao Euphonium, ampliando-se o registro e equilibrando-se o timbre do instrumento.


A História da Tuba e Euphonium