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30 de janeiro de 2012

• A Voz de Ermesinde

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VOZDE DE AAVOZ

ERMESINDE

50 ANOS – MAIS DE 800 NÚMEROS

N.º 889 • ANO LII/LIV

30 de janeiro de 2012

DIRETORA: Fernanda Lage

M E N S Á R I O

PREÇO: 1,00 Euros (IVA incluído)

TAXA PAGA PORTUGAL 4440 VALONGO

• Tel.s: 229757611 / 229758526 / 938770762 • Fax: 229759006 • Redação: Largo António da Silva Moreira, Casa 2, 4445-280 Ermesinde • E-mail: avozdeermesinde@gmail.com

“A Voz de Ermesinde” na Internet: http://www.avozdeermesinde.com/

Fósseis encontrados em Ermesinde

DESTAQUE A VOZ DE ERMESINDE

Passa a ser de publicação mensal em papel e surge agora quatro vezes por mês na net

Pág. 3

CÂMARA MUNICIPAL DE VALONGO

Inquéritos disciplinares constituíram motivo de debate

Pág. 4

MÚSICA

Entrevista com o jovem músico ermresindense Jorge Simões

Pág. 9

EDUCAÇÃO

Projeto Comenius leva alunos da Secundária de Ermesinde à Turquia

Pág. 10

Tomadas de posse dos corpos sociais da Casa do Povo, Bombeiros e e Associação Académica de Ermesinde

Pág.s 11, 12 e 13

BASQUETEBOL

Uma jazida de fósseis vegetais datando provavelmente da Era Paleozoica acaba de ser encontrada numa zona da cidade. Pág. 7

CPN é campeão distrital de júniores e cadetes femininos Pág. 3

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A Voz de Ermesinde • 30 de janeiro de 2012

Destaque

FERNANDA LAGE DIRETORA

EDITORIAL

Sem memória não teremos futuro O dia 27 de janeiro é a data instituída pela ONU como Dia Internacional de Comemoração em Memória das Vítimas do Holocausto. A data escolhida assinala o dia em que as tropas soviéticas, em 1945, libertaram os prisioneiros do campo de concentração e extermínio de Auschwitz, na Polónia. É nosso dever fazer este exercício de memória para que acontecimentos como estes não fiquem adormecidos ou se diluam no tempo. Refletir sobre o Holocausto é um avivar da memória para muitas das atrocidades dos nossos dias. Para que os estudantes de todo o mundo possam aprender mais sobre o Holocausto foi criada uma nova ferramenta educacional “online”que se chama IWitness e foi produzida pela Fundação Shoah e a Universidade da Califórnia do Sul. Professores e alunos têm agora acesso a depoimentos em vídeo de mais de mil testemunhos do Holocausto a partir do arquivo do instituto de quase 52 mil gravações. Hoje as redes sociais também nos alertam para muitos acontecimentos e comemorações, com imaginação e, por vezes, com muita sensibilidade – é o caso das imagens e dos textos que circularam entre nós a propósito do dia 27 de janeiro. Desses textos escolhi um poema de Bertold Brecht: Primeiro levaram os negros Mas não me importei com isso Eu não sou negro Em seguida levaram alguns operários Mas não me importei com isso Eu também não sou operário Depois prenderam os miseráveis Mas não me importei com isso Porque eu não sou miserável Depois agarraram uns Desempregados Mas como tenho meu emprego Também não me importei Agora estão a levar-me Holocausto, Museu de Mas já é tarde Jeruslém. Como eu não me importei com Ninguém Ninguém se importa comigo Bertold Brechet (1898-1956)

O jornal “A Voz de Ermesinde” também se associa a estas comemorações, lembrando a mensagem do secretário-geral das Nações Unidas, Ban ki-moon: «Um milhão e meio de crianças judaicas pereceram no Holocausto, vítimas de perseguições pelos Nazis e seus apoiantes. Dezenas de milhares de outras crianças foram também assassinadas, incluindo portadoras de deficiência, assim como de etnia Roma e Sinti. Todos eles foram vítimas de uma ideologia carregada de ódio que os catalogou de “inferiores”. Este ano o Dia Internacional de Comemoração em Memória das Vítimas do Holocausto é dedicado às crianças, meninas e meninos que tiveram de enfrentar o terror e o mal. Muitos ficaram órfãos por causa da guerra ou foram arrancados às suas famílias. Muitos morreram de fome, doença ou às mãos dos seus torturadores. Nunca saberemos o contributo que estas crianças poderiam ter dado ao nosso mundo. E entre os sobreviventes, muitos ficaram demasiado traumatizados para contar o que lhes aconteceu. Hoje procuramos dar voz a essas histórias. É por isso que as Nações Unidas continuam a ensinar os ensinamentos universais que nos deixou o Holocausto. É por isso que lutamos para promover os Direitos e aspirações das crianças, todos os dias e em toda a parte do mundo. E é por isso que continuaremos a inspirar-nos pelo exemplo de grandes humanistas como Raoul Wallenberg, de quem se celebra este ano o centenário do seu nascimento. Hoje, ao recordarmos todos aqueles que perderam as suas vidas durante o Holocausto, novos, velhos e de todas as idades, faço um apelo a todas as nações para que protejam os mais vulneráveis, independentemente da sua raça, cor, género ou crença religiosa. As crianças são particularmente vulneráveis às piores ações da humanidade. Devemos mostrar-lhes o melhor que este mundo tem para oferecer».

30 de janeiro de 2012

• A Voz de Ermesinde

Destaque

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Jornal “A Voz de Ermesinde” passa a publicação mensal em papel e a ter uma edição semanal na net Mercê da situação financeira atual desfavorável, e que afeta as contas do jornal “A Voz de Ermesinde” e da sua entidade proprietária, o Centro Social de Ermesinde, decidiu a Direção desta IPSS tomar um conjunto de medidas de gestão em relação ao jornal, e que se traduzem, entre outras, pela mudança de tipografia – o jornal passa, a partir deste número, a ser impresso pela empresa do “Diário do Minho” – , e a passar a periodicidade da sua publicação em papel de bimensal para mensal. Esta decisão, que tem consequências já a partir desta primeira edição de 2012, forçou o jornal “A Voz de Ermesinde” a estar ausente das bancas no passado dia 15 de janeiro, traduzindo-se igualmente tal facto numa demora inesperada para muitos dos nossos as-

sinantes, a quem, por tais motivos apresentamos desculpa, rogando, contudo, compreensão pela situação ocorrida, já que não foi possível, com a antecedência desejável, confirmar-lhes esta situação. Naturalmente que os nossos anteriores assinantes não serão de forma alguma prejudicados com esta decisão, valendo as suas assinaturas para os mesmos 24 números por que tinham feito a sua assinatura. Esta é atualizada, passando a assinatura anual de 12 para 9 euros (mas agora apenas 12 números por ano).´ Também o preço de capa do jornal passa para 1 euro. Medidas tomadas pela Redação Tendo entretanto confirmado junto da entidade res-

ponsável pelo layout e espaço de armazenamento online – a Dom Digital –, não haver nenhum agravamento orçamental pelo reforço da publicação online, decidiu “A Voz de Ermesinde”, no sentido de minimizar esta sua maior ausência junto dos leitores, passar a publicar uma edição online praticamente semanal, a que se juntará uma maior presença na rubrica das notícias de última hora. A edição mensal em papel deverá ser publicada no final de cada mês, mantendo de forma geral as suas rubricas anteriores, mas servindo de publicação sobretudo às notícias mais importantes – sobretudo as que forem de data mais recente e ainda não tenham sido publicadas na edição online ou aquelas que, pela sua relevância, mesmo já publicadas na net, mereçam ainda ser registadas na edição em papel.

Ao lado desta secção noticiosa, manter-se-ão também as colunas dos especialistas e cronistas de “A Voz de Ermesinde”, mantendo-se ainda a sua área de magazine, na parte final de cada edição em papel. Por sua vez, a publicação da edição online de “A Voz de Ermesinde”, além de notícias de última hora, manterá uma cadência de quatro números por mês, a sair sensivelmente aos dias 7, 15, 22 e 30, com os naturais acertos quando tais datas coincidirem com os fins de semana ou por outras razões de maior. A primeira destas edições semanais (do dia 25) já foi, entretanto publicada. Aspetos positivos potenciais Dado que a pré-produção do jornal em papel é grande

consumidora de recursos de tempo (programação, paginação, tratamento de imagem), é expectável que a Redação de “A Voz de Ermesinde” possa, mesmo com a produção de quatro jornais por mês na net (ao contrário dos dois que eram produzidos até a-

qui) vir a ganhar algum tempo – o que falta pôr à prova, claro! –, que esperamos possa vir a garantir uma maior e mais visível presença da área de reportagem nas edições futuras do jornal “A Voz de de Ermesinde”, sobretudo na edição em papel.

Ao contrário da Redação de “A Voz de Ermesinde” maioria dos leitores manifestou-se em inquérito online contra o novo acordo ortográfico A edição online de “A Voz de Ermesinde” lançou em junho de 2011 um inquérito online pedindo aos seus leitores uma opinião acerca do novo Acordo Ortográfico. Encerrado em finais do ano, os resultados do inquérito não podiam ser mais evidentes, com uma clara maioria a manifestar-se contra o Acordo. De facto, a distribuição

das respostas entre as várias hipóteses à pergunta: “Qual a sua opinião acerca do Acordo Ortográfico?” (cujas opções de resposta eram “contra”, “a favor”, “venha o diabo e escolha” e “não sabe, é preciso mais debate”) concluiu-se por uma maioria claríssima de 69% a escolher a resposta “contra”, sendo apenas 15% “a favor”, 11% tendo

optado pela resposta “venha o diabo e escolha” e 3% considerado que não sabia, era preciso mais debate. A opção contrária à da Redação Ao contrário da inclinação da maioria dos leitores, a Redação de “A Voz de Ermesinde”, depois de um processo alargado de debate em que so-

licitou os argumentos dos nossos colaboradores e dos nossos leitores, acabou por concluir, após discussão, favoravelmente à introdução do novo acordo ortográfico, tendo vindo a adotá-lo após o 25 de abril do ano transato, marcando também com essa data a importância que atribuímos ao assunto. Tudo isso ficou bem expresso nas páginas que então dedicámos a esta questão:

http://www.avozdeermesinde.com/noticia.asp?idEdicao=211&id=6995&idSeccao=2209&Action=, publicadas no nosso número de 15 de abril de 2011. Ponto da situação Estamos, aliás em crer, que após um período de estranheza por parte dos leitores, a adoção entretanto mais

generalizada aos órgãos de comunicação social, ao mercado da edição e aos contextos escolares, já permitiria hoje, ao mesmo inquérito, apurar resultados diferentes dos então registados. Mas não manipulamos a conclusão e ela é esta e foi óbvia: a maioria dos leitores pronunciou-se então no inquérito desfavoravelmente ao acordo ortográfico.

Participe no Fórum online de “A Voz de Ermesinde”.

Não se esqueça de pôr em dia a sua assinatura de “A Voz de Ermesinde”.

E argumente em vez de agredir.

Pode fazê-lo por vale postal, cheque ou transferência bancária. Informe-se: 22 974 7194

Acha que é capaz?

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A Voz de Ermesinde • 30 de janeiro de 2012

Destaque

• CÂMARA MUNICIPAL DE VALONGO •

Inquéritos disciplinares a funcionários constituíram principal motivo de debate LC

Foi uma reunião muito breve a da sessão da Câmara Municipal do passado dia 26 de janeiro. Com todos os pontos da Ordem de Trabalhos ligados ao Planeamento e Gestão Urbanística a serem aprovados por unanimidade, a única questão patente naquela a gerar discussão foi a da proposta do Departamento Financeiro de desafetação de uma área do domínio público, com 51 metros quadrados, sita na Rua Gil Vicente, em Valongo, proposta esta que, na ausência de qualquer fundamentação, levou a Coragem de Mudar a solicitar que fosse retirada da Ordem de Trabalhos para que fosse suprida essa lacuna, o que foi aceite.

O assunto que acabou por absorver uma maior discussão entre os vereadores foi o dos inquéritos a dois funcionários, se bem que no final da reunião, uma outra questão ocorrida nos mereça um breve comentário. Maria Trindade Vale começou por anunciar a disponibilidade da Câmara no apoio ao preenchimento do requerimento de isenção das taxas moderadoras a quem tal necessitasse. E Maria José Azevedo a colocar, mais uma vez, a questão da desocupação do Edifício Faria Sampaio, a degradarse e sem dar qualquer uso ao «enorme parque subterrâneo que lá existe». Questão a que João Paulo Baltazar responderia considerando a preocupação muito justificada e apontando os

esforços da Câmara para resolver essa questão. A intenção é que, «no final do ano, se passe a ocupar mais de um piso». Mas a questão mais discutida haveria de ser a colocada por Pedro Panzina, sobre os inquéritos levantados a duas altas funcionárias da Câmara Municipal, da Divisão de Recursos Humanos e Biblioteca Municipal, o que o presidente da Câmara, Fernando Melo viria a confirmar: «Foram levantados processos de inquérito à chefe da Divisão de Recursos Humanos e à coordenadora da Biblioteca Municipal». O vereador da Coragem de Mudar insistia em saber pormenores do andamento do primeiro caso, relativo a Isabel Oliveira, manifestando a vontade dos dois vereadores da Coragem de Mudar em serem ou-

vidos nesse inquérito. Quanto ao segundo, Pedro Panzina desejava apurar os motivos da atribuição da qualificação de técnico superior a uma funcionária (Isaura Marinho) que, segundo tudo indicava, não teria qualificação académica que o permitisse. Fernando Melo esclareceria que quanto ao cargo de coordenadora da Biblioteca Municipal tal não era exigido e que a responsável estaria a fazer um bom trabalho. O autarca esclareceu ainda que tudo se deveria a uma questão de expetativa de equivalência em cadeiras académicas, que vieram depois a gorar-se, explicação essa que não viria a ser considerada suficiente por Pedro Panzina, que insistia na tese da usurpação de um título indevido.

No final da reunião, Celestino Neves pretendia usar da palavra no período destinado ao público, só que, tanto quanto parece, o atual regimento subscrito por todas as forças políticas com assento na Câmara só prevê uma reunião mensal aberta ao público. A nosso ver, a situação merece três reparos, primeiro a

José Manuel Ribeiro apresenta a sua candidatura… a presidente da Câmara de Valongo LC

O atual líder socialista concelhio, José Manuel Ribeiro, acaba de agitar as águas da estrutura local do partido ao enviar, recentemente, uma carta aos militantes a convidá-los para a participação na sessão pública de apresentação da sua recandidatura à Presidência da Comissão Política Concelhia do PS/Valongo, a realizar no próximo dia 11 de fevereiro, às 15h30, no Fórum Vallis Longus, candidatura essa avançada no pressuposto de que o titular do principal cargo dirigente da Concelhia socialista será também o líder da próxima candidatura autárquica à presidência da Câmara Municipal de Valongo. Apresentando o atual PS concelhio como uma estrutura «transparente, que reúne com regularidade todos os seus órgãos, que prepara sempre as suas posições

políticas e que as explica aos cidadãos, que está preparado para o debate e decisão sobre todas as matérias relativas à governação local, do interminável processo de revisão do Plano Director Municipal, ao desastroso dossier do saneamento financeiro do município, passando pelas concessões municipais de água, saneamento e parqueamento bem como pela reorganização do funcionamento interno da autarquia», José Manuel Ribeiro coloca o Partido Socialista como uma alternativa de governação autárquica em relação ao PSD, criticado quer por «falta de segurança nas opções de gestão, quer pela incapacidade e vulnerabilidade do município para a melhor gestão do interesse público». O autarca (líder do Grupo Parlamentar do Partido Socialista na Assembleia Municipal de Valongo e porta-

voz dos Grupos Socialistas na Assembleia Metropolitana do Porto), aponta ainda no seu documento que «o momento que atravessamos em Valongo exige de nós socialistas, de todos sem excepção, muita atenção e sentido de responsabilidade, sobretudo porque não podemos cair na armadilha de nos deixarmos envolver, aos olhos de todos, num processo perigoso de promiscuidades no funcionamento do município, o que acontecerá com elevada probabilidade, se continuarmos a alimentar dinâmicas de geometria variável, ora votando com uns ora votando com outros, em nome de pequenos ganhos que comprometem qualquer hipótese de estratégia global». José Manuel Ribeiro, instado pelo jornal “A Voz de Ermesinde” a esclarecer o sentido desta sua última afirmação, que eventualmente deixava dúvidas sobre o balanço da ação do PS na Câ-

forma incorreta como o munícipe foi interpelado pelos vereadores da maioria, segundo o silêncio da minoria na Câmara quanto ao assunto, e terceiro, o nosso comentário de que com regras restritivas como esta, de facto o Poder Local não se prestigia e mostra que se quer acima dos seus munícipes. FOTO ARQUIVO URSULA ZANGGER

mara, recusou taxativamente tratar-se aqui de alguma crítica à própria vereação socialista, tendo considerado, pelo contrário, de «impecável» e «excelente» o relacionamento entre a direção concelhia e os vereadores do PS. Declarando não querer alimentar «por atos ou omissões, tal quadro pantanoso», o atual líder da Concelhia apresenta-se desde já como o potencial candidato do partido à presidência da Câmara Municiupal de Valongo em 2013, propondo que tal escolha seja feita no partido através de «um debate sério, democrático e esclarecedor, e que respeite a salutar diferença de opiniões».

Reclamando-se da frontalidade em se assumir nos momentos decisivos, José Manuel Ribeiro considera que um politico «não se pode esconder atrás de ninguém, nem do calculismo dos caminhos fáceis», apresentando depois o seu curriculum político e profissional para fundamentar assim o acerto e força da sua candidatura. Disponível para eventual acordo com outras forças políticas Finalmente, avançando o alcance possível da oposição à política das forças em maioria atualmente na Câmara, José

Manuel Ribeiro aponta ainda ao partido o caminho de este poder liderar um processo aberto «a novas ideias e a novos atores, incluindo outras forças políticas (…) onde todos cabem e todos são bem vindos». Tentando aclarar também este ponto com o presidente do PS Valongo, este esclareceu a sua abertura a poder reunir num único processo de candidatura – desde que para isso não haja condições políticas que o impeçam –, todas as forças políticas do concelho, sem exceção, incluindo as representadas na Assembleia Municipal, para uma solução alternativa à atual maioria municipal.

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• A Voz de Ermesinde

Destaque

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• CÂMARA MUNICIPAL DE VALONGO •

Investimento da Jerónimo Martins em Alfena ainda longe de um consenso na Câmara FOTO URSULA ZANGGER

A abertura do Partido Socialista para reanalisar o investimento da Jerónimo Martins em Alfena foi a grande novidade da sessão camarária do passado dia 19 de janeiro, quando o PS se distanciou da posição da Coragem de Mudar relativamente a este assunto, voltando a aproximarse do PSD, no que respeita à análise das condições do investimento que o gigante da distribuição se proporia levar a cabo em Alfena. Não tendo os pontos agendados da Ordem de Trabalhos um interesse por aí além, toda a atenção acabou por recair numa proposta da Coragem de Mudar pretendendo clarificar uma anterior votação camarária, na qual se rejeitou o envio de um relatório favorável da Câmara a uma alteração pontual do PDM no terreno em causa, cujas operações de compra e venda têm estado sob forte polémica e sido objeto inclusiva de suspeita criminal. A Coragem de Mudar pretendia que a Câmara considerasse formalmente indeferido o pedido de alteração pontual ao PDM. LC

Uma situação de eventual favorecimento no recrutamento pela Câmara Municipal de Valongo da ex-nora de Fernando Melo, ainda antes da questão de Alfena, motivou a primeira intervenção crítica de Pedro Panzina (Coragem de Mudar), que considerou a «situação confrangedora» e a existência de uma «embrulhada», que também apontou como «suficientemente grave». É que a chefe de divisão chamada a dar explicações em reunião anterior da Câmara teria apontado para a existência de um relatório de avaliação que, posteriormente se veio a aclarar não existir. Por esse motivo, e considerando que se tratava de uma «mentira reiterada» perante o órgão municipal, Pedro Panzina propôs a instauração de um processo disciplinar «pela violação do dever de lealdade», tendo após insistência sua, o Executivo e Fernando Melo aceite avançar num inquérito visando a instauração do tal processo disciplinar. Fernando Melo esboçaria ainda uma intervenção visando afastar a suspeita do caso, ao dizer que à altura da sua contratação, a sua ex-nora se encontrar já na situação de divorciada.

Seguiu-se de imediato a questão quente da reunião, introduzida por Maria José Azevedo. A vereadora da Coragem de Mudar começou por apontar a estranha situação de um anúncio de abertura de consulta pública ao PDM de Valongo no jornal “O Verdadeiro Olhar”, insistindo na necessidade de qualquer anúncio deste género dever ser feito num órgão de informação de grande tiragem e circulação no concelho, como por exemplo o “Jornal de Notícias”. Situação que considerou de «falta de profissionalismo e negligência, para já não falar doutras situações». Consulta pública que afinal acabaria por não ser decidida em face da recusa da maioria camarária em enviar o relatório relativo à alteração pontual do PDM. De seguida a mesma vereadora interrogou a maioria laranja do Executivo sobre se, de facto, a Jerónimo Martins tinha convidado a Câmara de Valongo para uma reunião sobre o investimento a realizar em Alfena, esclarecendo o vicepresidente da Câmara João Paulo Baltazar que aquela empresa tinha, de facto, proposto uma reunião a decorrer de forma a que se pudesse visitar um empreendimento análogo àquele que a aempresa aqui quer realizar, situado nos arredores de Lisboa, solicitando à

Câmara que ajudasse a explicar o projeto às várias forças políticas, tendo esse convite sido direcionado para a Assembleia Municipal de Valongo. Maria José Azevedo considerou a proposta como não aceitável, quer por já antes se ter realizado uma reunião com o grupo Novimoveste, quer por não fazer sentido o deslocamento a Lisboa quando o investimento era para ser feito no concelho de Valongo, reunião esta ainda para mais sem uma proposta de agenda. Declarando depois não estar a Coragem de Mudar contra os investimentos no concelho, antes pelo contrário, deveria contudo a Câmara ser proativa e não reativa, o que, como depois acrescentaria Pedro Panzina – o outro vereador da Coragem de Mudar – podia colocar o município como instrumento de ganhos especulativos, que existem no caso presente, independentemente ou não das «questões de polícia que possa haver». E assim, no sentido de clarificar a posição da Câmara sobre o referido investimento, apresentou uma proposta de resolução, para ser votada ponto a ponto, sobre a referida situação, proposta esta que no essencial defendia: «A. Considerar que o procedimento de alteração pontual do PDM que

foi requerido pela Novimoveste foi por si indeferido. B. Comunicar ao requerente, para todos os efeitos e com todas as consequências legais, a decisão de indeferimento. C. Dar a conhecer à equipa que leva a cabo a revisão do PDM que deve manter na situação de não resolvida a questão da eventual localização, junto ao designado nó de Transleça da auto-estrada A 41 e da EM 606, de zonas empresariais. D. Instar o Senhor Presidente a iniciar, com urgência, a procura de terrenos, nomeadamente na Zona Industrial de Campo, que tenham as características dimensionais que comportem uma plataforma logística como a que é referida ser do interesse do Grupo Jerónimo Martins, ainda que possam não ter a capacidade construtiva desejada. E. Que todas as iniciativas neste sentido sejam permanentemente dadas a conhecer a todo os membros da Câmara Municipal. F. Que seja agendada com brevidade uma reunião da Câmara que tenha por objeto a discussão do que deve ser o novo paradigma da intervenção municipal em matéria da criação futura de novas “zonas empresariais”». João Paulo Baltazar contestou vá-

rios pontos da proposta de resolução, apontando o interesse de um empreendimento que permitiria criar muitos postos de trabalho, e isto em condições muito mais favoráveis que, por exemplo, o investimento da IKEA em Paços de Ferreira. Também a vereadora da maioria social-democrata Maria Trindade Vale considerou que «a situação social “obrigava” a que o investimento viesse para o concelho. O socialista José Luís Catarino defendeu então como positiva a possibilidade de os autarcas valonguenses poderem ir ver in loco um investimento que era de interesse para o concelho, posição mais tarde reforçada pelo também socialista José Miranda, que declarou que havia uma fase, até á reunião de 15 de dezembro, e outra a partir daí e que o PS, ao aceitar a proposta da Jerónimo Martins, queria cortar de vez com um assunto que até aqui era suspeito, mas que não deveria sê-lo mais. Passando-se à votação foram os pontos A e D rejeitados com os votos contra do PSD e a abstenção do PS, sendo o ponto B retirado. O pontos C, E e F foram, por seu lado, aprovados por unanimidade.

«Coragem de Mudar defende investimento mas rejeita especulação imobiliária em Alfena» Reagindo às decisões tomadas na última sessão camarária, a Coragem de Mudar tornou pública uma posição na qual defende: «Os vereadores da Coragem de Mudar, Maria José Azevedo e Pedro Panzina, manifestaram (...), durante a reunião da Câmara de Valongo, o compromisso desta força política com a atração de investimento para concelho, rejeitando negócios como o do terreno na freguesia de Alfena, comprado por 4 milhões de euros e vendido, no mesmo dia, por 20 milhões». Comentando depois as posições das duas outras forças políticas com assento na Câmara sobre

este assunto, criticadas por falta de clareza, o mesmo documento afirma: «PSD e PS preferiram não clarificar a posição tomada relativamente a este estranho caso. Maria Jósé Azevedo e Pedro Panzina, através de uma proposta de resolução apresentada na reunião (...), deixaram bem vincado que a captação do investimento deve ter por base uma política estratégica concelhia, definida pela edilidade, e nunca os interesses particulares consubstanciados em projectos que mais parecem fatos feitos por medida. A resolução apresentada (...) visou esclarecer a situação do referido terreno. Depois de a Câmara, através

dos votos dos vereadores da Coragem de Mudar e dos autarcas do PS, ter rejeitado o Relatório de Ponderação referente à alteração pontual ao PDM que viabilizaria a instalação de uma plataforma logística no terreno alvo de especulação, a Coragem de Mudar propôs (...) a clarificação da decisão. Nesse sentido, Maria José Azevedo e Pedro Panzina propuseram que a Câmara considerasse indeferido o pedido de alteração pontual ao PDM. Porque entendem que o investimento privado é fundamental para o desenvolvimento mas que deve ser conseguido de acordo com um plano estratégico delineado pela autarquia, os vereadores da Coragem de Mudar ins-

taram o presidente da Câmara a procurar terrenos alternativos, na Zona Industrial de Campo, para instalação da plataforma logística que o Grupo Jerónimo Martins alegadamente pretende criar no concelho de Valongo. A resolução apresentada pelos elementos da Coragem de Mudar (...) foi votada ponto por ponto, acabando por ser rejeitadas, com os votos contra do PSD e a abstenção complacente do PS, as alíneas que clarificavam a posição do Executivo face ao negócio especulativo (...)». Os vereadores da Coragem de Mudar informaram ainda «que não estarão presentes na reunião e no almoço que se realizarão (...) em Lisboa,

com representantes do grupo Jerónimo Martins. A decisão tem por base o facto de os vereadores não terem sido formalmente convidados, mas também está relacionada com a ausência de uma ordem de trabalhos definida à partida e com a realização do encontro em Lisboa, quando os assuntos a serem tratados, supostamente, terão a ver com Valongo. O líder do grupo da Coragem de Mudar na Assembleia Municipal, João Castro Neves, apesar de convidado para o encontro, também não estará presente, pelas mesmas razões substantivas aduzidas pelos vereadores» da Coragem de Mudar.

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A Voz de Ermesinde • 30 de janeiro de 2012

Destaque

• ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE VALONGO • ÁLVARO MENDES VAI TER RUA COM O SEU NOME

Sessão ermesindense (descentralizada) fez levantamento das mazelas da cidade FOTO URSULA ZANGGER

A última sessão da Assembleia Municipal de Valongo, realizada no passado dia 28 de dezembro, teve um aliciante especial para os ermesindenses, pois foi realizada no Fórum Cultural de Ermesinde, de acordo com a prática deste órgão autárquico de, regularmente, também ir realizando algumas sessões descentralizadas, rodando entre as outras freguesias do concelho, para além da própria freguesia-sede. Foi naturalmente uma excelente ocasião para recordar alguns dos principais problemas da cidade, entre eles a questão do mercado, as infraestruturas desportivas, a escola secundária, a poluição do Leça, as acessibilidades rodoviárias e várias outras questões. LC

Após um pequeno período de intervenções do público, com Celestino Neves a questionar questões de privacidade (fotos de crianças no site da CMV), e a levantar a questão dos polémicos terrenos em Transleça, anunciando que o SEPNA da GNR iria avançar com um processo de contraordenação, como tem sido habitual em casos análogos, o presidente da Junta de Freguesia de Ermesinde (JFE), Luís Ramalho, fez uma pequena saudação à Assembleia Municipal. Seguiu-se-lhe José Manuel Ribeiro, com uma intervenção virada para o comentário da situação geral atual da Câmara, chamando a atenção para a o sempre sem solução mercado de Ermesinde, a questão das estruturas desportivas e a situação difícil de muitas empresas credoras da Câmara, além

das juntas de freguesia, associações, IPSS e escolas, que esperam (e desesperam) meses a fio. «Confunde-se desenvolvimento com betão», acusou, e terminou com palavras de confiança numa possível vitória do Partido Socialista em próximas eleições autárquicas. Seguiu-se Rosa Maria Rocha, do PSD, que pôs a tónica na obra feita em Ermesinde ao longo destes anos, que mudou por completo com Fernando Melo, e Vera Borges Lopes, da Coragem de Mudar (CM), que apontou a situação insustentável da Escola Secundária de Ermesinde. Sobre o assunto, o PS apresentaria uma proposta de moção que, por criticar o atual Governo, não mereceu apoio do PSD, que votou contra (11 votos). A moção foi contudo aprovada com os votos do PS, BE e CDU (13 votos) e a abstenção da CM,

CDS e Unidos por Alfena (UPA), num total de 8 votos. Adriano Ribeiro (PCP) questionou sobre os terrenos para o Centro de Saúde de Alfena, quis um ponto da situação das obras na Rua Presas de Sá e, finalmente, questionou também as questões da legalidade com os terrenos de Transleça, anunciando que o PCP tinha tomado a iniciativa de recorrer ao Ministério Público. Apresentou, por fim, três moções, uma sobre os transportes públicos, propondo preços sociais, outra sobre oferta de transporte público, e uma terceira, de solidariedade com a posição recentemente tomada, em congresso, pela ANAFRE, sobre a questão da reorganização territorial. Votadas no final, a moção sobre as conclusões do Congresso da ANAFRE acabaria por ser aprovada por 13 votos

a favor (PS mais BE mais CDU), a abstenção da CM, presidente da JFE e UPA, somando 8 votos, e o voto contra do PSD e CDS (11). A moção sobre os transportes a preços sociais seria rejeitada com os votos contra de CDS, PSD e UPA (13), a abstenção de deputados municipais da CM e do PS, e o voto a favor da CDU, BE, e vários deputados do PS e da CM, num total de 11, tendo-se verificado 7 abstenções, mas a moção sobre uma melhor oferta de transporte público foi aprovada por unanimidade. A CM apresentou, por sua vez, uma proposta de moção sobre Álvaro Mendes, aprovada por unanimidade e aclamação (texto à parte). Outra intervenção significativa foi apresentada por Cândida Bessa, do PS, que saudou especialmente o presidente da Junta de Freguesia de Ermesinde, as

instituições e coletividades da cidade e, ainda o jornal “A Voz de Ermesinde”. Traçou depois um quadro da freguesia, do ponto de vista histórico, social e urbanístico, focando-se depois nas suas principais reivindicações, «melhores acessos, melhores equipamentos escolares, uma maior mobilidade na cidade, um novo mercado, só para referir alguns exemplos». Salientou o «grande e laborioso trabalho do Centro Social de Ermesinde», e lembrou a necessidade das acessibilidades à A4 e A41, se possível sem portagens, e a efetiva despoluição do rio Leça, além do investimento «prometido e ainda não realizado» na Escola Seciundária de Ermesinde. Destaque ainda para a intervenção crítica de Alexandre Teixeira (CDS), retomando intervenções anteriores suas (mobilidade elétrica, por exemplo).

Moção de homenagem a Álvaro Mendes Foi de caráter unânime, sendo ainda aprovada por aclamação, a votação a favor da “Moção de Homenagem a Álvaro Jorge Ferreira Mendes” apresentada por José Manuel Pereira do Grupo Municipal da Coragem de Mudar. Pelo seu interesse e aceitação generalizada, aqui deixamos integralmente, o seu teor: «Álvaro Jorge Ferreira Mendes, recentemente falecido, é o exemplo do paradigma do cidadão e desportista na mais elevada aceção do termo: exemplo de dedicação à causa eclética ao seu Clube de sempre – o Clube de Propaganda da Natação – que ele considerava como a sua segunda família, onde ingressou na década de 40. Álvaro Mendes viveu e sentiu, como poucos, a vida do Clube

e da Freguesia que o acolheu. Ao Concelho de Valongo, deixou conselhos de dignidade e exemplos que consolidaram gerações de crianças, hoje homens e mulheres, para quem o Sr. Mendes prestava especial atenção, carinho e formação cívica e desportiva. Falar de Álvaro Mendes corre-se o risco de esquecer muito mais do que o que se nos lembra dizer. É que um homem destes não tem biografia oficial possível. Foge aos critérios correntes, violando as regras básicas dos compêndios. Nascido a 10 de Abril de 1926, em Paredes, praticou Natação, Atletismo, Basquetebol, Futebol, Ginástica Educativa, Saltos em Trampolim e Voleibol. Contudo foi no Ténis de Mesa que como treinador, levou o nome de Ermesinde bem longe e bem alto. Conquistou 21 Títulos Nacionais. Fez campeões e fez homens.

Foi dirigente da Associação de Ténis de Mesa do Porto e da Federação Portuguesa de Ténis de Mesa. De ambas é Sócio de Mérito. Em 1991, no âmbito das Comemorações do 50º Aniversário do CPN, homenageando o Homem, o Dirigente e o Desportista, a Câmara de Valongo condecora Álvaro Mendes com a Medalha de Valor Desportivo em Prata Plaqueada a Ouro, conferindo-lhe a Direção do Clube o Título de Presidente Honorário do CPN. Nos últimos anos da sua vida, outras homenagens se lhe seguiram. A Câmara, o Concelho, a Cidade e o Clube prestavam o tributo ao Homem que é apenas e somente o triunfo da juventude que não amadurece, que resiste à erosão do tempo e às mutações cíclicas das modas sociais e desportivas. Neste âmbito e aproveitando a ocasião da realização em Ermesinde, de

uma Sessão da Assembleia Municipal, 85 anos após o seu nascimento, o Grupo Municipal Coragem de Mudar, propõe que a Assembleia Municipal de Valongo, na sua reunião de 28 de Dezembro de 2011, delibere: 1-Prestar homenagem a Álvaro Jorge Ferreira Mendes, através da atribuição do seu nome na Toponímia da Cidade de Ermesinde. 2-Atribuír a Álvaro Jorge Ferreira Mendes, o nome da Rua recentemente aberta e que entronca com o cruzamento da Rua Miguel Bombarda e Rua de S. Lourenço, local junto à Casa onde viveu.

Assembleia Municipal de Valongo, Ermesinde, 28 de Dezembro de 2011

30 de janeiro de 2012

• A Voz de Ermesinde

Destaque

Encontrados em Ermesinde fósseis com 300 milhões de anos - património natural em risco de ser destruido! Na tarde do passado dia 24 de dezembro, o historiador e patrimoniólogo José Manuel Pereira encontrou em Ermesinde vestígios de uma jazida fossilífera de tipo vegetal e que remontará à Era Paleozóica. Segundo o investigador declarou ao jornal “A Voz de Ermesinde”, trata-se «de um excelente testemunho geológico que, situado no mesmo alinhamento noroeste-sudeste do Parque Paleozóico de Valongo, trará novas e importantes descobertas à comunidade científica, enriquecendo mais o já valioso património natural do Concelho de Valongo». O texto que a seguir se publica é da sua própria autoria. JOSÉ MANUEL PEREIRA

Localizada entre um empreendimento social localizado no norte da freguesia e uma urbanização próxima, a jazida agora encontrada e posicionada à altitude de 173 m, encontra-se em verdadeiro estado de abandono, não sinalizada e de livre acesso ao público. O desaterro e remoção de terras que tem vindo a ser efetuado nos últimos tempos levaram a que, no desconhecimento total, se destruísse a referida jazida fossilífera, que deverá ter mais de 300 milhões de anos. Constituída por um corte estratigráfico de oito metros de altura por cem metros de comprimento, os fósseis recentemente aí encontrados, todos eles fetos (pteridófitas), são já uma rara descoberta, não só quanto à sua proveniência geográfica, como pela raridade da existência em Portugal deste tipo de fósseis vegetais. Na parte superior da jazida coexiste igualmente um conglomerado, afloramento rochoso também ele reportado para o mesmo período da descoberta assinalada (na transição do Devónico para o Carbonífero). Virado a sudoeste, e a menos de vinte metros do referido afloramento – há muito reclamada a sua preservação e valorização –, o corte estratigráfico, com evidentes e visíveis

registos de mutação, denuncia a sua contínua destruição, caso outras medidas interventivas não sejam tomadas em tempo útil. Aliás, neste conjunto de conglomerados, separados entre si por alguns metros, um deles tem por companhia a cerca de três metros uma habitação multifamiliar recentemente construída. A umas centenas de metros, na encosta do Monte do Poeta, virada a este, igual intervenção das máquinas escavadoras foi já efetuada, sendo possível observar, a céu aberto, uma longa jazida que merece igual atenção. Sendo profundo conhecedor da História Local e consciente do valor geológico e botânico em causa, contacteiu já a Câmara Municipal de Valongo e a Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Neste sentido, acrescento que a área envolvente e o local onde foi detectada a jazida fossilífera encontram-se já alterados, em função da recente intervenção humana, supostamente efetuada sem o devido acompanhamento e prévio estudo geomorfológico. Tal procedimento – adianto – como em muitas outras situações onde os interesses da especulação imobiliária ou instituições de pareceria público-privada estão em causa, é prática corrente quando não observados e fiscalizados pelos serviços públicos competentes. Temendo que tais atitudes continuem impunemente a ser levadas a cabo, não havendo qualquer intervenção preventiva e em tempo oportuno, acrescento que a forma

esventrada de tal operação determinou já a destruição da grande maioria dos fósseis. No momento presente, torna-se impossível saber a que nível estratigráfico o mesmo pertenceu. (*) Riqueza geológica e fossilífera do concelho... Encontrando-se esta área no prolongamento da estrutura geológica do anticlinal de Valongo, a mesma está assente no afloramento da Bacia Carbonífera do Douro, correspondendo esta a uma longa faixa compreendida na orientação noroeste-sudeste (NO-SE) numa extensão de cerca de 100 km, delimitada a norte por São Pedro Fins e a sul, já nas proximidades de Viseu. Este afloramento, formado pelo Complexo xistograuváquico ante-ordovícico é essencialmente constituído por brechas resultantes de movimentos em massa de barro, xistos fossilíferos, alternadamente sobrepostos por sequências de conglomerados, arenitos e carvão. Nesta contextualização, o concelho de Valongo situa-se entre um conjunto de retalhos planos elevados e conservados a este em rochas granitóides e a oeste nas cristas quartzíticas. A parte norte do concelho, constituída por diferentes unidades territoriais, estende-se por níveis mais baixos, formando parte do relevo do litoral do noroeste português. É neste enquadramento geomorfológico – do Silúrico, Devónico e Carbonífero –, numa altitude

abaixo dos 200 m, no alinhamento montanhoso onde se encontram as serras de Santa Justa e Pias, que foram encontradas as jazidas fossilíferas com mais de 300 milhões de anos. No ponto mais próximo do litoral e nos vales alveolares da depressão de Ermesinde e Alfena, numa área predominantemente xistosa e na confluência de conjuntos de rochas ante-ordovícicas e rochas pós-skidavianas, colinas talhadas no Complexo xisto-grauváquico ante-ordovícico do Paleozóico, esta área, a baixa altitude, resultante de uma sucessão estratigráfica “camada a camada” formada pelo depósito de sedimentação em período do Holoceno teve condições propícias dadas por um clima quente e húmido que favoreceu o habitat de uma flora endémica e autóctone, com maior relevo para o Pecopteris e Asterophyelites. Desde o grande incêndio que, nos finais da década de 70, destruiu toda a flora existente dando lugar ao eucalipto, presentemente, nesta área sem plantas arbustivas ou herbáceas, coabitam de forma dispersa as plantas heliófitas sobre uma vegetação agreste que, pontualmente ladeia ora com aterros de entulhos, ora com frequentes queimadas que o escondido local sempre vai proporcionando. … que deve ser preser vada e valorizada O registo fóssil tipo vegetal apresentado em suporte rochoso e nele conservado constitui para a Geologia e Paleontologia verdadeiros testemunhos na datação de outros fósseis coexistentes, localizados e estudados, permitindo igualmente, através da estratificação, um melhor conhecimento do seu enquadramento geomorfológico. É, para a comunidade científica, mais um importante marco no estudo da flora, a juntar já aos trabalhos efetuados no âmbito do Parque Paleozóico de Valongo. Daqui é possível uma melhor análise da evolução dos diferentes períodos geológicos, assim como o ritmo de evolução dos seus organismos. As Pte-

ridófitas encontradas e cuja datação por Carbono 14 poderá melhor identificar e validar a que período pertencem, são de três espécies diferentes e tamanhos diversos. Nos fósseis que, a olho nu, permitem melhor leitura, é possível ver o caule (rizomas) e as frondes (folhas) de tamanho e espécie variada. Os primeiros apresentam um eixo caulinar bastante homogéneo, com diâmetro de 2mm, e os segundos variam entre 90 e 100mm. Desconhecendo-se, para já, a que família e população pertencem, embora dois deles apresentem semelhanças com o Callipteridium, Alethopteris e o Pecopteris vianei e o terceiro, face ao seu verticilo com folhas cuneiformes dispostas radialmente, tenha alguma afinidade com a Annularia ou Dicranophillum lusitanicum, os escassos indícios recolhidos parecem indicar – salvo melhor análise – não serem da mesma espécie das três Pteridófitas raras protegidas no Parque Paleozóico de Valongo: Trichomanes speciosum, Culcita macrocarpa e Lycopodiella cernua. Ao contrário das jazidas das Serras de Valongo, ricas em Trilobites e escassas em Pteridófitas, não está colocada fora de qualquer hipótese a possibilidade de vir a ser encontrado, na mesma jazida ou nas imediações, fósseis de tipo animal. Contudo, a sua procura será bastante difícil por ser igualmente conhecido a sua gradual extinção no final deste período geológico. Recordo ainda que em reunião do Conselho Municipal do Ambiente do Município de Valongo, realizada em 26 de julho de 2007, entre outras áreas a preservar e proteger, constavam «os afloramentos rochosos nos Montes da Costa», tendo a investigadora Maria Helena Couto, da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto referido que «é importante conservar a área, porque permite o estudo da formação das rochas em bacias continentais e não é fácil encontrar rochas com aquela idade tão bem conservadas». Na mesma reunião a diretora de Departamento, Clara Poças, sugerira «a colocação de sinalização explicativa no local». Cinco

anos volvidos e nada tendo sido efetuado, outras e pertinentes razões determinam a sua rápida intervenção e adequada prevenção para que, sob o argumento do desconhecimento, os mesmos não sejam aproveitados para alicerces de futuros empreendimentos. Por outro lado, conhecido que é o estatuto especial da conservação das jazidas fossilíferas, nomeadamente as de origem vegetal, em face da sua raridade, e cuja maior ou menor existência ainda está por estudar, constituem estes fósseis, um testemunho verdadeiramente ameaçado. Impõe-se, de acordo com a Lei do Património Cultural Português (Lei n.º 107//2001, de 8 de Setembro, que estabelece as bases da política e do regime de proteção e valorização do Património Cultural) e atendendo às Diretivas Comunitárias existentes, ativar de imediato todos os meios conducentes à salvaguarda desta área na defesa do património natural de interesse público. A juntar à geodiversidade que nos é apresentada pelas diferentes espécies de fauna, flora, quartzíticos, conglomerados, recursos minerais e naturais das serras de Valongo, estamos perante mais uma descoberta onde o património biológico, geológico e fossilífero, juntamente com a vertente hidrológica, biofísica e geomorfológica, em muito contribuirão para os estudos a que o Concelho já nos habituou desde os primeiros trabalhos efetuados pelo geólogo inglês Daniel Sharpe (1834 e 1849) e posteriormente continuados por Nery Delgado (1908), Gonçalo Sampaio (1915), João Carrington Simões da Costa (1929), Resende Pinto (1939 e 1944), Fernando Rebelo (1975) e Helena Couto (1993). (*) As fotos referentes aos fósseis encontrados e referidos neste artigo encontram-se publicadas na na última página.

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A Voz de Ermesinde • 30 de janeiro de 2012

História

Recordando a luta contra os Holandeses no Brasil Fez, no passado dia 23 de janeiro, 375 anos, que chegava ao Recife, no então Brasil Holandês (ou Nova Holanda), o nobre alemão João Maurício de Nassau-Siegen. Estávamos já na parte final do período da União Ibérica; reinava em Portugal Filipe III (IV de Espanha).

MANUEL AUGUSTO DIAS

os 60 anos de domínio Filipino (iniciado com a decisão favorável das Cortes de Tomar de 1581 e terminado com o golpe militar da aristocracia portuguesa de 1 de dezembro de 1640), os 19 anos em que foi nosso rei Filipe III (IV de Espanha), foram os piores para os interesses portugueses, com o Império Português a ser conquistado e ocupado pelos inimigos comuns a Portugal e Espanha (unidos numa Monarquia dualista): Holandeses, Ingleses e Franceses. Impedidos pela administração filipina de comercializarem com o Brasil, os holandeses haviam ocupado a parte mais rica na produção de açúcar do Nordeste Brasileiro: em 1624-1625, conquistaram S. Salvador, então capital do Brasil, na capitania da Baía, aprisionando o Governador Geral; meia dúzia de anos mais tarde, alargaram o seu domínio a Olinda e Recife, na capitania de Pernambuco (1630), onde se manteriam até janeiro de 1654.

A resistência aos invasores holandeses far-se-ia sentir de forma mais intensa a partir de 1630. Foi nessa conjuntura que chegou ao Brasil holandês, mais concretamente ao Recife, no dia 23 de janeiro de 1637, João Maurício de NassauSiegen, também conhecido como Conde Maurício de Nassau. Nasceu e morreu em terra alemã, mas aos 10 anos estava em Basileia, onde estudou na universidade local, bastante influenciada pela re-

forma calvinista. Daí, por relações familiares que tinha com residentes nos Países Baixos, seguiu para a Holanda onde iniciou a sua carreira militar, na conjuntura da Guerra dos 30 anos, combatendo a Espanha. Evidenciando qualidades culturais e militares, seria convidado pela Companhia Holandesa das Índias Ocidentais para ir administrar o Brasil Holandês, lutando contra o exército luso-espanhol que tentava evitar que a Holanda aumentasse o território que controlava naquela região do domínio português. Quando Nassau aí chegou, no território sob o domínio da Holanda, haveria cerca de centena e meia de engenhos de açúcar, quase destruídos pela situação de guerra. O novo administrador tomou iniciativas que visaram o seu restauro e posterior utilização, defendendo assim os interesses da Compa-

nhia das Índias Ocidentais que servia e também os seus, já que para além do ordenado, considerado principesco, tinha ainda uma percentagem no lucro do comércio. O novo administrador mostrar-se-ia bastante eficiente e conciliatório. Este estado de luta quase permanente durou cerca de 25 anos. Muitas batalhas se travaram em terra e no mar (entre a costa brasileira e a costa africana). Os negócios mais rentáveis eram o açúcar (com origem no Brasil) e o tráfego negreiro (com origem na costa africana) com destino às minas e fazendas quer da América Espanhola quer da América Portuguesa. Foi nesse período que foi conquistada, por sua ordem, a Fortaleza de S. Jorge da Mina, no Golfo da Guiné, embora não se alcançasse o resultado esperado, por terem menos valor económico os escravos da Guiné do que os da costa angolana.

O Conde Maurício de Nassau seria surpreendido pelo Golpe de 1 de dezembro de 1640 que nessa data ocorrera em Lisboa e que representou a separação dos dois impérios ibéricos. A luta contra o domínio holandês intensificou-se e, por outro lado, as diligências diplomáticas também deram os seus frutos, já que a Holanda e Portugal se tornavam “aliados” contra a Espanha. Mesmo assim a contrapartida que Portugal teve que pagar à Holanda foi bastante ruinosa para os cofres portugueses. Nassau só seria derrotado da sua tentativa de conquistar a Baía. Afastado em 1644, a partir daí tudo se conjugou para que Portugal visse reconhecida a sua total soberania sobre o Nordeste do Brasil, o que viria acontecer pelo Tratado de Haia, assinado em 1661, entre Portugal e a Holanda.

Quadro de Frans Post (1637), pintor holandês que acompanhou João Nassau ao Brasil. É considerado o 1.º quadro das Américas, feito por um pintor profissional

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30 de janeiro de 2012

• A Voz de Ermesinde

Música

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Entrevista com o jovem músico Jorge Simões

FILIPE CERQUEIRA (*)

“A Voz de Ermesinde” (AVE) - Comecemos pelo presente: estás neste momento a tocar com alguma banda ou a solo? Jorge Simões (JS) - Por agora estou a solo, dedicando-me a evoluir na guitarra para ser melhor, ficando a aguardar o dia em que possa voltar a um coletivo, pois a última banda que eu tinha formado nestes últimos tempos viu-se obrigada a parar devido a motivos pessoais do vocalista/2º guitarrista. Este projeto era algo muito baseado nele e em mim, por isso sem ele torna-se muito difícil continuar de momento. Achámos por bem entre todos colocar o projeto em stand by. AVE - Por que instrumentos era formada a banda? JS - Em ambas as bandas a que pertenci éramos quatro instrumentistas: dois guitarras, uma guitarra baixo e uma bateria. Os deveres de vocalista eram partilhados por mim e pelo outro guitarrista. O nosso gosto pela mesma música que passávamos o tempo a ouvir foi o que nos uniu em primeiro lugar para formar as bandas. AVE - Sentes-te mais realizado enquanto membro de um grupo ou experimentando a solo? JS - Enquanto se está num projeto a solo tem-se mais controlo daquilo que se faz, é tudo à nossa maneira, temos mais manobra para experimentar, quer seja em nossa casa, a tocar por prazer, ou a tentar algo mais profissional em estúdio. Já quando se está num grupo, pelo menos para mim, aquela sensação de interagir musicalmente com outras pessoas, debater ideias e compor em grupo acaba por ser mais gratificante. É por isso que prefiro estar numa banda. AVE - Nas bandas onde participaste qual era o fio condutor, o estilo que tentavam procurar desenvolver? JS - Uma coisa em que concordámos desde cedo nas duas bandas onde estive foi que não queríamos seguir o caminho de muitos jovens hoje em dia, que ouvem uma música da sua banda favorita e inventam classificações e nomes para o estilo que tocam, como por exemplo “Quase Thrash Metal Melódico Satânico” (exagerando, obviamente). A meu ver isto é ridículo; está correto atribuir a uma banda um subgénero dentro do estilo em que se enquadra, mas a partir daí é uma redundância atribuir mais nomes, porque se não fossem essas pequenas diferenças todas as bandas soariam iguais. Foi por isso que nós, quando nos juntámos, decidimos tocar “Metal”. Agora se as músicas tendessem mais para o “Heavy” ou “Thrash” ou outra coisa qualquer logo se via, isso vinha com a inspiração do momento em que se compunha, não era pré-requisito. AVE - O meio musical é algo que te é familiar de há muito tempo? JS - A música desde cedo que faz parte da minha vida. Os meus pais, quando eu era ainda muito novo, acharam que a educação musical podia ser

benéfica, por isso inscreveram-me numa escola particular de música. Nos dias de hoje é o gosto de compor ou acompanhar as minhas músicas favoritas que me compelem a continuar. AVE - Que tipo de educação para a música recebeste nas diversas escolas por onde andaste? JS - Quando andei no Colégio de Santa Joana tive aulas básicas de música, em que nos ensinavam noções elementares de música e a tocar flauta de bisel. Na escola particular de música aprendi tudo o que sei de teoria musical e tive aulas de piano, o meu primeiro instrumento foi esse. Andei lá vários anos, mas também já se passaram muitos outros desde esse tempo, por isso a prática de piano já está muito esquecida com pena minha (estou devagarinho a ganhar prática nos meus tempos livres) mas guardei todo o conhecimento de teoria, o que hoje me é muito útil. AVE - Ou seja, a guitarra não é o teu primeiro instrumento? JS - Exactamente. Foi quando voltei ao contacto ativo com a música é que comecei a interessar-me pela guitarra. Entretanto surgiu a oportunidade de entrar na primeira banda e aí tive o papel de baixista. Não tinha experiência nenhuma no instrumento, mas como o resto da banda também era de novatos, por assim dizer, resolvi experimentar e lá me fui safando. Quando esse projeto acabou foquei-me no meu verdadeiro instrumento de eleição, a guitarra elétrica. Nunca tive aulas de guitarra, tudo o que sei fui aprendendo sozinho, juntando os conhecimentos de teoria a muita paciência. AVE - O que sentes quando estás imerso na tua guitarra? JS - Tocar guitarra para mim é um misto de relaxamento e êxtase, conforme o que esteja a tocar. Posso estar a tocar algo mais pausado e com sentimento, ou algo mais rápido e alegre, ou até euforia quando toco mais a “rasgar”. AVE - Para ti, o que é uma boa guitarra? JS - Eu tenho preferência por guitarras elétricas, comecei a aprender numa, no geral gosto pela versatilidade delas. Para mim, uma boa guitarra é uma guitarra sólida, com grande “sustain” (tempo que uma nota fica a soar desde que a tocamos) e com um som forte. Há vários tipos de sons de guitarra, mas os dois principais são “quente”, como por exemplo as Gibson Les Paul, típicas do Slash dos Guns ‘n Roses, ou “ríspido”, como uma Fender Stratocaster, típicas de Eric Clapton. AVE - As tuas influências musicais são quais? Que guitarrista te enche as medidas? JS - A minha primeira influência musical foram os Metallica. Hoje em dia retiro inspiração um pouco de todos os lados do Metal contemporâneo e dos anos 80. Não sei dizer um guitarrista em especial que eu tenha como ídolo, mas gosto bastante de alguns, como Eric Clapton, Joe Satriani, John Petrucci, e

muito recentemente comecei a ouvir e apreciar um guitarrista russo, Victor Smolski, da banda alemã Rage. AVE - O teu gosto musical, neste momento, vai em que direção? JS - Atualmente o que mais me dá gosto ouvir é Heavy Metal e Thrash Metal do final dos anos 80, e de artistas atuais ouço Power Metal (é um estilo que vai buscar inspiração aos temas medievais, combinando a agressividade do metal com a melodia de música mais clássica, dependendo das bandas), e Folk Metal (que é inspirado mas músicas e instrumentos tradicionais dos países nórdicos).

pela primeira vez ao vivo, somos mordidos por um bichinho que nos pede sempre mais. Acho que o sonho de qualquer músico que inicia um projeto é chegar a um ponto em que ouve a sua música na rádio ou cantarolada por pessoas na rua. Mas isso já é sonhar alto… AVE – Falaste na música que passa na rádio: a indústria discográfica ainda tem um peso na divulgação artística ou isso agora é feito noutros moldes? JS - Nos dias de hoje acho que estamos a chegar a um ponto em que pouca gente “compra” música. Os artistas têm duas maneiras de receber dinheiro pela sua arte: FOTO ARQUIVO vender discos ou dar espetáculos. Se as receitas que fazem da venda de CDs e músicas desce, a meu ver os preços das atuações ao vivo irá aumentar. Por outro lado, uma pessoa tem mais facilidade em gastar dinheiro num álbum de uma banda quando já a conhece e gosta mesmo. Nessas ocasiões, faço questão de comprar o álbum para o ter aqui na minha prateleira. Já para uma banda que não conheça ou conheça pouco, nunca iria comprar o álbum deles nos dias em que vivemos. AVE - Achas que o que é nacional neste momento é bom? JS - Ainda há o estigma de que só o que vem de fora é que tem qualidade. Eu reconheço que só apartir do momento em que comecei a interessarme mais por todo este movimento underground de bandas do Grande Porto é que realmente me AVE - Que tipo de experiências já apercebi que matéria prima para o sutiveste em concertos ou ensaios? cesso cá não falta. O que falta, e muito, JS - Os ensaios sempre foram o são oportunidades. Mesmo vendo um maior problema, bastava um dos eleaumento na procura de novos talentos, mentos estar um bocado mais distraínem sempre essa procura é feita nos do ou menos motivado para o ensaio devidos sítios, e muitos artistas que potodo já não render nada à banda. Por deriam ser os próximos embaixadores outro lado também havia alturas que musicais de Portugal ficam-se pelos em duas horas compúnhamos bastanbares ou salas de ensaio. te material e trabalhávamos no que já AVE - Mencionaste o movimento tínhamos. Os concertos que demos de bandas. Do panorama de Ermetambém foram experiências que ronsinde, o número de bandas amadoras daram os dois extremos: demos uma que se têm formado nos últimos anos vez um concerto que não podia ter tem aumentado. Quais são as bandas corrido pior, com instrumentos a famais conhecidas pela cidade do Porlharem a meio das músicas, as colunas to proveninetes deste panorama? de palco a deixarem de funcionar, ou JS - Em Ermesinde agora temos terem-nos convidado para um evento um pouco de tudo e vários projetos de em que só quando chegámos lá é que qualidade. Para nomear aqueles que eu percebemos que não nos enquadrávaacho melhores, temos os Drype (exmos bem ali. Da mesma maneira tamInfectious Greed) que tocam rock albém demos concertos em que na 2ª ternativo, de talento muito promissor; vez que tocávamos um refrão o públios Halo, que tocam também rock alco já cantava connosco, o que é uma ternativo, com bastante energia e numa sensação muito gratificante, ou sermos onda mais experimental; os Revtend, convidados à última da hora para uma numa onda muito mais pesada, com festa de uma terra com mais outras um Thrash Metal agressivo e poderobandas, a sermos muito bem pagos so. Existem mais bandas, até porque para uma banda como nós, a dar os esta nova geração parece muito mais primeiros passos “fora da garagem”. ligada à música do que antes. AVE - Que sonhos tens para esta AVE - Ainda é preciso ir ao Porto atividade de músico? ou a net já resolve a questão da divulJS - Esta aventura da música para gação de bandas? mim começou, acima de tudo, como J S - Hoje em dia a tecnologia veio um hobby, mas não posso negar que a facilitar tudo e o mundo da música não partir do momento em que tocámos foi exceção. Eu posso falar por experi-

ência própria, no início da minha primeira banda nós tivemos que falar com muita gente e a melhor ferramenta para nos darmos a conhecer era através das redes sociais. Passado algum tempo, com o passa palavra e a nossa página online, já eram os promotores de pequenos eventos e outras bandas a convidar-nos para irmos tocar. AVE - A música escrita/cantada em português é também algo que aprecias? JS - Embora eu, ao compor, o faça em inglês, dou muito mérito a quem o faça na nossa língua, pois acho-o mais difícil de fazer. Um artista pode estar a dizer a maior asneira, mas se o cantar em inglês até soa bem. Já para o fazer em português é preciso arriscar mais. Ou então não, até pode ser um ato natural, tal como a mim o é escrever em inglês, talvez influenciado por todas as bandas que me inspiram. AVE - Mudando de assunto, passemos ao meio que te rodeia, à cidade onde vives e que te acolhe nos teus projetos. Vives há quanto tempo por cá? JS - Vivo em Ermesinde desde que nasci, há 22 anos. AVE - Na generalidade, que te parece Ermesinde desde essa altura? JS - Sempre gostei de viver em Ermesinde. Quando era mais novo, não havia tantos centros comerciais, mas tinha a estação quase à porta e quem vivia em Ermesinde estava a 15 minutos de todo o sítio que interessava na altura. Ultimamente temos mais comodidades na nossa cidade, mas também tenho visto coisas não tão boas aparecerem: há estradas que estão constantemente ou em obras ou esburacadas; os assaltos, ainda que esporádicos, acontecem com mais frequência do que quando eu era mais novo. Mas fazendo as contas, Ermesinde continua a ser uma boa cidade onde viver. AVE - Notas mudança em algum aspeto em particular? JS - Algo que mudou completamente a vida em Ermesinde foi a construção da nova Estação e todas as obras posteriores. Eu lembro-me de, quando era novo, Ermesinde ser retratada como “cidade-dormitório”, já que as pessoas iam todas para o resto do grande Porto trabalhar e só regressavam à noite. Hoje em dia a cidade está maior em termos de empregabilidade, empresarial e cultural. AVE - Que achas da cidade em termos ambientais e culturais? JS - Algo de que sempre gostei em Ermesinde foi o facto de haver regularmente eventos culturais de todo o tipo, durante o ano todo. Este ano, talvez porque não estive tão atento ou por culpa da crise, notei uma diminuição nos eventos. Em termos ambientais confesso que quando estudava cá, tanto na primária como no secundário, estava mais atento, porque nos era comunicado tudo o que era feito na nossa cidade pelo ambiente. Agora, tenho notado o aumento dos ecopontos, mas fora disso não posso dizer mais nada. AVE – Se tivesses o poder para mudar algo, que mudarias desde já? JS - Já há algum tempo que se tem sentido um aumento na insegurança em Ermesinde, principalmente à noite. Tenho visto um aumento de patrulhas policiais, mas pelo que vejo e ouço, não é suficiente, ou esta “nova fornalha” de delinquentes está mais astuta. Para além disso gostava de ver mais atividades no nosso Parque Urbano Dr. Fernando Melo, que na maior parte do ano está vazio, o que é uma grande pena!

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A Voz de Ermesinde • 30 de janeiro de 2012

Educação

Projeto Comenius – Viagem à Turquia

ANA MARTA FERREIRA (*)

Decorreu entre os dias 19 e 24 de novembro de 2011 a viagem à Turquia de seis alunos da Turma I do 10º Ano da Escola Secundária de Ermesinde, para dar início à fase inicial do projeto Comenius, que foi aprovado na nossa escola, depois de vários anos de interrupção. Os alunos Alexandra Lima, Ana Marta Ferreira, Cristiana Ferreira, Joana Barreleiro, Rita Reis e Rodrigo Ramalho, acompanhados pelos professores Car-

los Ferreira e Rita Ramos, despediram-se de Portugal na madrugada do dia 19 de novembro rumo a [quase] uma semana de aventura, conhecimento, diversidade cultural, para além de muitas, muitas surpresas. A escola que nos recebeu situava-se na cidade de Köcaeli (leia-se “Kojaéli”) e tinha pouco mais de 200 alunos. Bem mais pequena que a Escola Secundária de Ermesinde (ESE). Fomos muito bem recebidos e a intensa hospitalidade do povo turco foi uma característica que demoramos muito pouco a confirmar.

Durante os dias em que os alunos e professores portugueses, polacos, italianos, espanhóis e búlgaros passaram nesse país, geralmente tão mal compreendido pelos “ocidentais”, quebraram mitos, destruíram preconceitos e abraçaram uma cultura completamente nova. As diferenças que mais “saltaram à vista” dos estudantes europeus foram: a língua e a gastronomia, esta última repleta de sabores picantes, salgados e de especiarias praticamente não utilizadas em Portugal. Porém, não foi só de acen-

tuadas diferenças e sabores estranhos que se fez a viagem à Turquia: foram constantes os contactos com a cidade e o país. Para além das maravilhas naturais que Köcaeli tem para mostrar (como o lago Sapanca e as montanhas de Kartepe), no quarto dia (22 de novembro), partimos às 9 horas da manhã rumo à parte europeia da cidade de Istambul – a única cidade do mundo situada em dois continentes – para visitar a famosa e imponente Hagia Sophia (Aya Sofya), a Cisterna Romana, a Mesquita Azul (Sultan Ahmet Camii),

bem como o antigo hipódromo romano. As lembranças para as famílias e amigos foram adquiridas na rua de Istiklal, a rua mais famosa e comercial de Istambul. Foi nesse mesmo dia que pudemos absorver mais intensamente toda a vasta e interessante cultura que a Turquia tem para nos oferecer. Ficamos alojados individualmente em casas de famílias turcas, o que foi também um grande desafio intercultural: mais um em que o nosso Inglês era posto à prova. Para além do tempo passado com os nossos amigos e anfitriões

FOTOS ESE

turcos, era em Inglês que se desenrolavam todas as conversas, fossem elas com polacos, italianos e às vezes, até mesmo entre portugueses!!! Os objetivos desta fase inicial foram cumpridos e tudo correu como o previsto. Foram escolhidos os símbolos do Projeto e foram programadas as fases seguintes de trabalho. A próxima viagem associada ao programa Comenius realizar-se-á em maio do presente ano, entre os dias 22 e 27, com programa e alunos ainda a anunciar. (*) Aluna do 10º I da ESE

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Tomada de posse dos novos corpos sociais da Casa do Povo de Ermesinde LC

Em cerimónia que decorreu no passado dia 3 de janeiro, nas suas instalações, tomaram posse os novos corpos sociais da Casa do Povo de Ermesinde, na presença de alguma entidades autárquicas, como o vicepresidente da Câmara Municipal de Valongo, João Paulo Baltazar, a vereadora Maria Trindade Vale, maior responsável pelo pelouro da Ação Social, e o presidente da Junta de Freguesia de Ermesinde, Luís Ramalho. Compareceu também ao ato solene o presidente do

Centro Social de Ermesinde, Henrique Rodrigues. A cerimónia foi presidida por Manuel Joaquim Pereira Moutinho, presidente da Mesa da Assembleia Geral que, na ocasião, salientou que este seria um triénio muito mais difícil para a Direção, muito por razões devidas a «práticas erradas recentes». O presidente da Mesa acrescentou: «Apesar do grito apelo à resistência, e faço votos sinceros que aqueles que nos governam ao menos mantenham um mínimo do Estado Social, que nos está a fugir por entre os dedos». E considerou ainda: «Te-

mos necessidade de preservar os mais fracos e indefesos. Faço votos para que a Direção aguente o que é possível para se chegar a bom porto. 2012 será um ano difícil, mas se conseguirmos passar 2012, [os anos de] 2013 e 2014 serão anos mais fáceis». De seguida usou também da palavra o presidente da Direção, António Fernando Vasques, que após saudar os presentes (entre os quais teve uma palavra especial para o trabalho de José Neves na organização da contabilidade da instituição), considerou que a presença de todos era «uma satisfa-

ção e um estímulo ao trabalho de solidariedade», embora a Casa do Povo, em termos legais fosse classificada como uma pequena empresa, apresentando um quadro de pessoal de 11 colaboradores e desenvolvendo trabalho para várias dezenas de utentes, além da atividade do Rancho Folclórico de Ermesinde. Lembrando que as dificuldades do país se refletem na Casa do Povo, António Vasques considerou que seria muito difícil manter atividades sem o apoio das autarquias, para o que apelava aos autarcas. Fez depois um agradeci-

mento aos dirigentes que saíram, destacando em especial Maria Augusta Moura (ex-tesoureira). A esta foi oferecido um ramo de flores pelas colaboradoras da Casa do Povo e o vogal do Conselho Fiscal Carlos Azeredo, em aparte, fez questão de recordar tempos passados em que, no Centro Social de Ermesinde, terá havido pessoas interessadas no casamento das duas instituições, pois do ponto de vista administrativo a Casa do Povo estava muito fragilizada por práticas descuidadas anteriores ao 25 de Abril. Augusta Moura terá sido

mesmo importunada nesses tempos passados, pelo seu empenhamento na Casa do Povo, tendo valido então a intervenção de pessoas [de grande carácter] como Faria Sampaio e Joaquim Teixeira e só por isso «não foi mais atacada». O presidente da Casa do Povo de Ermesinde, António Vasques, avançou ainda ao nosso jornal que o grande sonho deste mandato era a instituição ter uma cozinha maior, que pudesse permitir a confeção de um maior número de refeições para distribuir a mais famílias, mas que, para isso, precisava do apoio da autarquia. FOTOS MANUEL VALDREZ

MESADAASSEMBLEIAGERAL Presidente: Manuel Joaquim Pereira Moutinho - Sócio n.º 4; Secretária: Maria Lurdes Prazeres Almeida Ribeiro - Sócia n.º 78; Secretário: Joaquim da Silva Franco - Sócio n.º 65; Suplente: Maria José Pinto Sousa Teixeira - Sócia n.º 56. DIREÇÃO Presidente: António Fernando Vasques - Sócio n.º 7; Vicepresidente: Joaquim Jerónimo Pereira - Sócio n.º 72; Secretária: Celeste Dulce Ascensão da Silva – Sócia n.º 79; Tesoureira: Celeste de Jesus Patrício Gouveia da Rocha - Sócia n.º 83; Vogal: Maria do Rosário Rocha Botelho – Sócia n.º 63; Suplente: Manuel da Costa Coelho - Sócio n.º 67; Suplente: João Fernando da Costa Morgado – Sócio n.º 29; CONSELHO FISCAL Presidente: Abel Rodrigues Coutinho - Sócio n.º 41; Vogal: José Fernando do Amaral Pinto de Albuquerque - Sócio n.º28; Vogal: Carlos Agostinho Azeredo Almeida - Sócio n.º 3; Suplente: Maria Fernanda Gomes da Costa Queirós - Sócia n.º 12.

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A Voz de Ermesinde • 30 de janeiro de 2012

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Eleição e tomada de posse dos corpos gerentes da Associação Académica e Cultural de Ermesinde AVE

Decorreu na passada sexta-feira, dia 27 de janeiro, na sede da coletividade, a tomada de posse dos corpos sociais da Associação Académica e Cultural de Ermesinde (AACE), eleitos para o triénio 2012/2014 na Assembleia Geral realizada no passado dia 19. Entre as cerca de 80 pessoas presentes à tomada de posse, destaque para o vicepresidente da Câmara, João Paulo Baltazar, o presidente da Junta de Freguesia de Ermesinde, Luís Ramalho, e o pároco João Peixoto, pastor da comunidade católica de Ermesinde. Todos eles usaram da palavra. Compareceram ainda o presidente da Assembleia de Freguesia de Ermesinde, Raul Santos e vários dirigentes de outras entidades locais, entre eles José Monteiro (Rotary Clube) e António Vasques (Casa do Povo). Na sua intervenção, João Paulo Baltazar, destacando o trabalho desta importante associação cultural, manifestou a disponibilidade da autarquia em apoiar a construção do futuro edifício sede da Associação Académica, que deve iniciar-se neste mandato. O presidente da Junta Luís Ramalho salientou, por sua vez, as parcerias estabelecidas com a AACE, dentre as quais se destaca a realização da próxima edição do Enterro do João, evento da dramaturgia popular. Aliás o papel da AACE relativamente ao teatro foi enaltecido pelo autarca. O pároco João Peixoto, por sua vez, referiu que mesmo antes de vir para Ermesinde, tinha tido conhecimento do Orfeão da AACE, mas que a força desta associação tenho feito despontar entretanto em Ermesinde, para além do teatro, o grupo de teatro, o grupo de cantares de música popular, e todas as outras atividades que fazem desta associação um caso especial. João Peixoto usou também da palavra para um encorajamento à atividades das associações, lembrando que em períodos de crise, em que as pessoas viajarão menos, seria talvez possível que se dedicassem até mais às atividades da sua terra. A intervenção de Alberto Mateus Por sua vez, o reconduzido presidente da AACE, Alberto Mateus, depois de

agradecer a presença de todos no ato de posse e agradecer a confiança depositada na Direção para um novo mandato pelos associados, declarou a disponibilidade e sentido de responsabilidade para, mesmo num momento difícil, a associação esteja à altura dos desafios, continuando a responder e a representar com dignidade a cidade e o concelho, «em inúmeros encontros culturais, quer no país, quer na vizinha Galiza, em espetáculos de solidariedade, festas populares e em concursos nacionais de âmbito diverso». A AACE é hoje, salientou o presidente da Direção, «a maior associação cultural do município de Valongo, com cerca de seis centenas de associados e cerca de 200 participantes nas suas atividades, dando corpo aos seguintes grupos de intervenção cultural: o Orfeão de Ermesinde, o Coral Juvenil, o Grupo de Teatro “Casca de Nós”, o Grupo de Fados, o Grupo de Música Tradicional Portuguesa e o Grupo de Cantares “Voz Ligeira”», além das diversas escolas «onde são ministrados, desde o ensino do tradicional cavaquinho, à escola de Música, no ensino da guitarra, do violino, do piano e da bateria, passando pelo ensino da dança, para todas as idades, desde as danças criativas e hip hop dirigidas aos mais novos, até às danças de salão». Alberto Mateus destacou, neste mandato, «o início dos trabalhos de

construção do edifício-sede» e a promoção de espetáculos dirigidos à comunidade local, em que a AACE procurará «convidar outras associações, num salutar intercâmbio cultural». A AACE pretende também «manter e se possível incrementar a co-organização com a Câmara Municipal de Valongo do Encontro Internacional de Coros da Cidade de Ermesinde, que se vem realizando anualmente desde 2009, e que representa já um marco importante na vida cultural da nossa cidade e do Concelho de Valongo». Quanto ao Teatro, manterá a participação anual do Grupo de Teatro “Casca de Nós” na Mostra de Teatro Amador organizada pela Câmara, e as suas reposições no Fórum Cultural, assim como a sua participação em concursos nacionais organizados pela Fundação Inatel, e pela Federação Nacional de Teatro, entre outros. Privilegiará ainda a realização de tertúlias de fado e algumas festas temáticas, nas suas instalações, desde festas de Carnaval, Santos Populares e outros encontros culturais. Dará atenção à “Folha Cultural” por si editada, procurando que esta corresponda a um veículo de difusão de cultura e de divulgação entre os associados, das atividades desenvolvidas. Procurará «manter e incrementar as

relações culturais com outras associações de dentro e fora» do concelho, assim como privilegiar «as relações cordiais que esta associação sempre teve com a Câmara Municipal de Valongo e com a Junta de Freguesia de Ermesinde». E antes de agradecer aos que, por motivos diversos, não se puderam manter na atual Direção, destacou que «na

busca de uma maior flexibilização do funcionamento», considerava «de relevante importância a manutenção das equipas coordenadoras em todas as valências, constituídas, sempre que possível, por três elementos, que em conjunto com o elemento da Direção correspondente, e do técnico responsável», pudessem «promover o desenvolvimento da mesma». FOTO MANUEL VALDREZ

Momento da Assembleia Geral Eleitoral, a 19 de Janeiro.

MESADAASSEMBLEIAGERAL Presidente: Maria Helena Lamela Faria Sampaio Reis - Sócio n.º 6; Vicepresidente: António Joaquim Queijo Barbosa - Sócio n.º 77; Secretário: António Augusto Martins Ascensão Carvalho - Sócio n.º 4; 1º Suplente: António Manuel Cerqueira Rosa - Sócio n.º 298; 2º Suplente: António Júlio Teixeira de Sousa - Sócio n.º 51. Momento da cerimónia da tomada de posse, no dia 27.

DIREÇÃO Presidente: Alberto da Silva Mateus - Sócio n.º 59; Vicepresidente: Agostinho Freire Gomes - Sócio n.º 15; Tesoureiro: José Magalhães Marques – Sócio n.º 301; Secretário: Manuel de Melo Moreira - Sócio n.º 293; Vogal: Paulo Jorge Ribeiro Moreira – Sócia n.º 543; 1º Suplente: Augusto Bernardino das Neves Vieira - Sócio n.º 349; 2º Suplente: Ana Maria Moreira Torres Lima – Sócia n.º 69; CONSELHO FISCAL Presidente: José Maria Barreiro Fernandes Quintanilha - Sócio n.º 413; Secretário: Maria Helena Cleto Fernandes - Sócia n.º 336; Relator: Maria Orquídea Lopes Castro Costa - Sócia n.º 5; 1º Suplente: Abílio de Sousa Neto - Sócio n.º 512; 2º Suplente: Artur Vaz do Nascimento Mateus - Sócia n.º 320.

Clínica Médica Central de Ermesinde, Lda (SERVIÇO MÉDICO E DE ENFERMAGEM) Rua Ramalho Ortigão, 6 – 4445-579 ERMESINDE

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Corpos sociais eleitos para o triénio 2012/2014.

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30 de janeiro de 2012

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Desporto

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Suplemento de "A Voz de Ermesinde" N.º 889 • 30 de janeiro de 2012 • Coordenação: Miguel Barros

Campeãs,... campeãs! FOTOS CPN/BASQUETEBOL

Poucos serão os clubes no nosso país que poderão gabar-se de, no espaço de uma semana, terem alcançado dois feitos tão significativos como aqueles que o CPN atingiu neste final de janeiro. E fê-lo através da sua secção mais titulada ao longo da última década, a de basquetebol, que trouxe para o clube mais dois títulos de campeão distrital, o de juniores e o de cadetes (ambos na variante feminina).

A Voz de Ermesinde • 30 de janeiro de 2012

Desporto

II

NATAÇÃO

Entre mais de quatro centenas de nadadores juvenis cepeenistas alcançaram posições de destaque A equipa de juvenis do CPN nadou nos passados dias 28 e 29 de janeiro na Piscina Municipal de Vila Meã, no âmbito do Torneio dos 200, competição destinada às categorias de infantis e juvenis mistos. Neste evento organizado pela Associação de Natação do Norte de Portugal (ANNP) os golfinhos propagandistas bateram mais quatro recordes pessoais e alcançaram uma entrada no top 10. A equipa do CPN foi constituída pelos nadadores Tiago

FOTOS CPN/NATAÇÃO

Silva e Sara Capelo (ambos nas imagens) , dois dos 402 atletas em representação dos 22 clubes filiados na ANNP presentes no evento, sendo que o jovem nadador Tiago Silva completou os 200m livres com o registo de 2:22.54, o que o levou a alcançar um 20º lugar, e nos 200m costas fazendo 18º, com o tempo de 2:43.58. No que diz respeito à atleta Sara Capelo, nadou também nos 200m livres fazendo 2:40.18, obtendo nesta prova o 17º lugar, e nos 200m costas fazendo um magnífico 7º posto com o tempo de 2:50.57.

HÓQUEI EM PATINS

Empate foi o resultado possível obtido pelo Valongo no duro teste de Paço de Arcos MB

O teste afigurava-se de difícil execução, mas no final o mero “suficiente” acaba por ser uma classificação que soube a pouco para a formação da Associação Desportiva de Valongo, a qual no passado dia 29 se deslocou ao sempre complicado rinque do histórico Paço de Arcos, em jogo alusivo à 13ª jornada do Campeonato Nacional da 1ª Divisão de hóquei em patins. Uma igualdade a quatro golos foi o resultado final de uma avaliação de certa forma in-

justa para aquilo o que se passou no terreno de jogo, onde os valonguenses foram quase sempre superiores ao conjunto sulista. Contudo a sorte voltou a ser madrasta dos hoquistas do nosso concelho, a sorte e o árbitro para sermos mais exatos, que tudo fez para que o Valongo regressasse ao norte com uma derrota no bolso. Assim sendo o empate (o primeiro alcançado na presente temporada) acaba por ser um resultado positivo para a turma do nosso concelho se olharmos para tudo o que se passou no rinque. Em relação ao filme do jogo, Miguel Viterbo abriu

o marcador a favor do Valongo, tendo ainda antes do intervalo a bem organizada equipa do Paço de Arcos chegado à igualdade por intermédio de André Pereira. E na etapa complementar apareceu o árbitro, com um série de decisões que prejudicariam a equipa visitante, a qual por três ocasiões se viu obrigada a jogar com menos um jogador em campo em virtude dos cartões azuis mostrados. A inferioridade numérica no terreno era aliada à desvantagem no marcador, já que rapidamente o Paço de Arcos chegou ao 3-1 no placard. O Valongo lutava então contra

CORRESPONDENTES CORRESPONDENTES

duas equipas, a do Paço de Arcos e a de arbitragem, luta que daria os seus frutos com a obtenção do 2-3 por intermédio de Pedro Mendes. O Paço de Arcos ainda amplicou a sua vantagem para 4-2 minutos depois, mas a garra valonguense selaria o resultado final em 4-4, com os dois últimos tentos valonguenses a serem da autoria de João Souto e Hugo Azevedo. Na classificação a Associação Desportiva de Valongo ocupa o 10º lugar, com 16 pontos, enquanto que na liderança segue isolado o Futebol Clube Porto, com 39 pontos.

Portistas que nesta derradeira ronda de janeiro foram ao reduto da Oliveirense vencer por 5-2. Uma última nota para dizer que o campeonato ficou mais pobre no decorrer do mês que agora finda, pois em face dos graves problemas financeiros que enfrentam, os madeirenses do Portosantense desistiram da competição. Efeitos da crise... Nota: Todos os resultados e classificações desta competição podem ser consultados na nossa edição on-line.

Ermesinde acolhe Campeonato Regional de Light-Kick É já no próximo dia 11 de fevereiro que a Cidade de Ermesinde vai acolher o Campeonato Regional de Light-kick, uma das diversas variantes, por assim dizer, do kickboxing. O certame vai ser levado a cabo conjuntamente pela Associação de Kickboxing do Porto e pelo Clube Desportivo Palmilheira e vai ter lugar no Pavilhão Gimnodesportivo de Ermesinde. Para além do clube da terra, o Palmilheira, a Escola de Kickboxing Life Combat (Maia) surge entre os favoritos à conquista do ceptro, contando para isso com dois atletas oriundos de Ermesinde, nomeadamente Fábio Ribeiro e Filipe Soares.

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30 de janeiro de 2012

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Desporto

BASQUETEBOL - FASE FINAL DO CAMPEONATO DISTRITAL DE JUNIORES FEMININOS

CPN é o novo campeão distrital de juniores! MB/CPN

As vitrinas do CPN estão desde o passado dia 22 de janeiro mais ricas. À casa do emblema de Ermesinde chegou mais um troféu conquistado pela sua Secção de Basquetebol, neste caso o de campeão distrital de juniores femininos, referente à época 2011/12. A turma ermesindense interrompeu desta maneira uma sequência de três títulos consecutivos do Académico do Porto, o combinado que à partida para a fase final que decorreu entre os passados dias 20 e 22 se apresentava como o principal favorito para arrecadar pelo quarto ano consecutivo o ceptro distrital. E a abrilhantar ainda mais este novo feito do basquetebol propagandista está não só o facto deste título ter sido conquistado precisamente no pavilhão do Académico (!), local onde decorreu a dita fase final, mas acima de tudo por ter sido alcançado pela (maioria da) equipa de cadetes do clube de Ermesinde! Pois é, o grupo júnior foi integrado maioritariamente por atletas com idade de cadetes, que procuravam desta forma ganhar mais rodagem num escalão acima do seu, acabando por fazer bem mais do que isso! Refira-se que para além de Académico e CPN, integraram o quadro desta fase final os conjuntos do Desportivo da Póvoa e do Coim-

FOTO CPN/BASQUETEBOL

brões. Foi com esta última equipa que as cepeenistas entraram (no dia 20) nesta decisão final do Campeonato Distrital de Juniores Femininos 2011/12, conseguindo então a primeira das três vitórias arrancadas nesta fase, mais concretamente por 47-39, num duelo que ficou marcado pelo nervosismo e ansiedade – ou não estivéssemos no sempre tão aguardado jogo de estreia da prova – sempre bem patente nas atletas de ambos os lados da barricada. No outro jogo da 1ª jornada o favorito Académico do Porto levava a melhor sobre a equipa que viajou desde a Póvoa do Varzim, por 57-52. Vitória emocionante e... dramática Poveiras que no dia seguinte causaram grandes dificuldades ao CPN. Após um início arrasador, em que as cepeenistas colocaram o marcador em 15-3 a seu favor, o Póvoa conseguiu reentrar na discussão do encontro ainda durante o primeiro período, acabando por dar a volta ao marcador até ao intervalo (31-27). Após o descanso, e face a uma boa entrada na 2ª parte, o CPN tomou de novo a dianteira no marcador, entrando para os últimos 10 minutos a vencer por um ponto. Nos últimos 10 minutos viveram-se momentos de grande emoção! Com alternâncias no marcador constantes, as ermesindenses entraram nos últimos 30 segundos com uma vantagem de três

pontos, vantagem essa que seria anulada pelas poveiras na sequência da concretização de uma jogada de três pontos. Nos segundos que se seguiram ambas as equipas fizeram ataques precipitados, o que originou uma paragem do jogo a 0.5 segundos do final da partida. Bola na linha final, passe bombeado, “tapinha” e cesto!! O CPN vencia de uma forma emocionante e ao mesmo tempo dramática o Póvoa por 56-54. Por seu turno as academistas bateram na outra partida o Coimbrões por 58-42. A grande “final” Com estes resultados ficou desde logo assente que o jogo entre Académico e CPN teria contornos de verdadeira final, pois quem vencesse sagrar-se-ia desde logo campeão distrital. Uma “final” onde a turma da nossa freguesia teve uma entrada séria e determinada, terminando o 1º período a vencer por 15-14. No 2º quarto o CPN teve uma série de precipitações ofensivas e falhas defensivas, fatores que possibilitaram às academistas fazer um parcial de 0-8, as quais saíam assim para intervalo a vencer por 28-24. Na 2ª parte o CPN mudou por completo de atitude! Concentradas, decididas, intensas e eficazes, as propagandistas sofreram 17 pontos e marcaram quase o dobro (!), mais concretamente 32 pontos. Nos minutos finais as cepeenistas souberam gerir a vantagem, não deixando nunca o adversário aproximar-se mais do que 8 pontos. Resultado fi-

nal: 56-45, e o CPN era o novo campeão distrital! No outro jogo o Póvoa derrotou o Coimbrões por 65-56 e assegurou a 3ª posição desta fase final, garantindo assim o passaporte para o campeonato nacional e acompanhando para esta prova o CPN e o 2º posicionado, o Académico. Quanto ao Coimbrões (4º classificado) terá de contentar-se com a presença na Taça Interassociações deste escalão.

Para a eternidade ficam os nomes de Joana Nora, Inês Pinto, Andreia Caldas, Sofia Almeida, Francisca Meinedo, Sofia Moniz, Mariana Guerra, Bárbara Morgado, Rute Silvestre, Rita Gandra, Rita Madureira, Inês Resende, Edite Vilar e Cátia Resende, as campeãs distritais de juniores época 2011/12. A atleta Sofia Almeida foi ainda considerada a melhor jogadora da fase final.

BASQUETEBOL - FASE FINAL DO CAMPEONATO DISTRITAL DE CADETES FEMININOS

Ao título distrital de juniores seguiu-se uma semana mais tarde o de cadetes! MB/CPN

Ainda mal tinha acabado a festa pela conquista do título distrital de juniores femininos e já o basquetebol do CPN voltava a lançar foguetes na sequência do alcance de um novo ceptro distrital. É verdade, no curto espaço de uma semana os cepeenistas arrecadaram não um mas dois campeonatos distritais de basquetebol feminino, feito ao alcance de muito poucos clubes a nível nacional! E depois das juniores foi a vez das cadetes trazerem mais um “caneco” para Ermesinde, após terem levado a melhor sobre a concorrência formada por Académico do Porto, Núcleo Cultural e Recreativo de Valongo e Maia Basket, durante a fase final do referido escalão, ocorrida no Pavilhão Muni-

cipal de Paços de Ferreira durante os dias 26, 27, 28 e 29 de janeiro. Simultaneamente às decisões finais das cadetes femininas, a Associação de Basquetebol do Porto organizou a fase final dos sub-18 masculinos, combinação que durante quatro dias levou um significativo números de adeptos da modalidade ao recinto pacense. Nas meninas a teoria confirmou-se na prática, ou seja, o favorito CPN não desiludiu e com relativa facilidade conquistou o título, com a maioria das atletas que na semana anterior haviam arrecadado o ceptro de juniores. Um facto que torna ainda mais relevante o feito alcançado por estas jovens atletas, que no espaço de uma semana “ajudaram” a equipa júnior do emblema ermesindense a conquistar – de forma

surpreendente – o 9º título distrital da sua história, e acrescentaram ao currículo o título da sua categoria oficial, a de cadetes. É obra! Mas vamos ao filme do percurso triunfal do CPN nesta fase final de cadetes femininos. Sexta feira (dia 27), frente ao Académico do Porto, naquele que foi o primeiro jogo da fase final, as cepeenistas deixaram desde logo uma boa imagem, já que no intervalo do citado duelo a vantagem no marcador era já de 26 pontos (46-20)! A 2ª parte seria pois um mero passeio e não mais serviu do que para confirmar o triunfo das pupilas de Agostinho Pinto por 85-40. No outro jogo o Maia levava de vencida a equipa do NCR Valongo por 65-44. No dia seguinte, e frente às vizinhas valonguenses, o CPN

manteve a eficácia, concentração e atitude, deixando o jogo praticamente resolvido ainda durante a 1ª parte (46-16 a seu favor), o qual seria concluído com um resultado favorável de 88-31. No outro encontro do dia o Académico venceu o Maia por 51-67, deixando assim a corrida para o título resumida a uma “luta a três”. Domingo (29), pela manhã, o Académico, ao derrotar o NCR Valongo por 64-55 deixava às cepeenistas uma bela margem de manobra para conquistar o título, pois estas poderiam até perder por uma diferença de 30 pontos diante do Maia Basket que mesmo assim sagravam-se desde logo campeãs distritais. Mesmo sabendo disso as atletas de Ermesinde entraram determinadas em provar e demonstrar a sua força, pelo que

no final do 1º período o resultado já era de 26-09 a seu favor. Na 2ª parte um início demolidor por parte do CPN colocou o marcador em 31 pontos de diferença, e o título já estava mais do que assegurado. No derradeiro quarto a turma de Agostinho Pinto limitou-se a gerir o marcador, que ficaria selado em 75-50. Joana Nora, Cláudia Carneiro, Andreia Caldas, Mariana Guerra, Francisca Meinedo, Sofia Almeida, Rita Gandra, Joana Gadelho, Catarina Miranda, Catarina Moreira, Beatriz Mesquita, Sara Miranda, Ana Morgado, Rita Madureira e Sofia Moniz foram as atletas que se sagraram campeãs distritais de cadetes época 2011/ /12 defendendo as cores do CPN, sendo que esta última foi eleita a melhor jogadora da fase final.

III

A análise de Agostinho Pinto Nestes dois títulos esteve mais uma vez a mão do grande mentor e principal dinamizador do basquetebol do CPN, Agostinho Pinto. Um homem que guiou tecnicamente ambas os escalões à conquista destes dois campeonatos distritais, o mesmo é dizer esteve no banco durante as duas fases finais. Visivelmente satisfeito e orgulhoso com esta “dobradinha” Agostinho Pinto fez ao nosso jornal uma breve análise destas duas novas conquistas. No que toca às juniores mostrou-se surpreendido com o feito alcançado, até porque foi com uma equipa maioritariamente constituída à base de jogadores do escalão de cadetes, pelo que o grande objetivo era precisamente o de dar rodagem à forte equipa de cadetes num patamar mais exigente. Mas passo a passo, fase a fase, o que é certo é que, de repente, o CPN se viu na fase final de juniores com a sua equipa de... cadetes. «Ali chegados o nosso objetivo foi fazer o melhor possível, sem pensarmos no título, até porque não éramos favoritos à sua conquista. Porém, entrámos em todos os jogos com o pensamento na vitória e as coisas foram correndo bem, pelo que acabámos por vencer. Foi um título merecido, por tudo aquilo o que fizemos, isto... dito por toda a gente». Quanto ao título de cadetes o CPN não fez mais do que a sua obrigação, ou seja, ganhar. «Teria sido uma verdadeira desilusão caso não tivéssemos sido campeões distritais de cadetes, pois éramos de longe a melhor equipa deste escalão em prova. Apesar do cansaço das atletas, pois não podemos esquecer que estas fizeram duas fases finais consecutivas no espaço de menos de uma semana, esta fase foi um verdadeiro passeio para nós, e posso dizer que não esperava que vencêssemos com tantas facilidades». MB

A Voz de Ermesinde • 30 de janeiro de 2012

Desporto FUTEBOL

Ermesinde volta a deixar fugir o duo da frente FOTO MÁRCIO CASTRO

MÁRCIO CASTRO *

Janeiro trouxe um Ermesinde inconstante no que concerne a resultados obtidos na Série do Campeonato Distrital da 1ª Divisão. Os bons resultados caseiros não são seguidos de prestações semelhantes fora de portas, e como consequência os pupilos de Vítor Leal começam a vislumbrar os lu-

gares de subida de escalão mais longe do seu encalço, já que aos comprometedores resultados forasteiros se junta o facto de o duo da frente, composto por Perafita e Castêlo da Maia, estar imparável no que a vitórias diz respeito. E no último domingo de janeiro (dia 29) a equipa da nossa Cidade voltou a deixar fugir mais “uns metros” os dois citados conjuntos da frente da prova, já que na deslocação ao terre-

no do Labruge, em jogo (na imagem) da 20ª jornada da citada competição, não foi além de um empate a zero bolas. Um resultado que acaba por ser de certa forma injusto, pois o sinal mais do encontro pertenceu quase sempre aos ermesindistas. Desde cedo estes tomaram as rédeas do jogo, tentando fazer mossa na equipa caseira, a qual teimava em não arredar pé da sua zona defensiva. Os lances de perigo,

fruto maioritariamente de jogadas muito bem desenvolvidas pelos visitantes esbarravam numa defesa apertada, que por duas ocasiões cortou a bola em cima da linha de golo, depois do guardião Madeira já estar batido. Na segunda parte o Ermesinde troca Medeiros por Nando e a jogar num esquema tático de 4-3-3 balanceia-se mais para o ataque. E aos 55 minutos o recém-entrado Armando marca um livre à entrada da grande área tendo a bola passado a escassos milímetros da trave da baliza do Labruge. A partir do minuto 60 os da casa, que durante a primeira parte não remataram uma única vez à baliza, tentam pegar nas rédeas do jogo começando a importunar o guardi��o verde e branco Rui Manuel, que em três ocasiões, mais concretamente aos 63, 71 e 84 minutos, exibe-se ao melhor nível com defesas do “outro mundo” que salvaram a sua equipa de um mal maior do que este injusto e comprome-

tedor empate a zero. Neste encontro o Ermesinde alinhou com: Rui Manuel; César, Cláudio, Ivo e Marco; Joca, Medeiros (Nando, aos 45m), Artur Alexandre e Sérgio (Leça, aos 76m); Flávio (Armando, aos 55m), e Paulo. O resumo do mês Como já foi dito o principal conjunto verde e branco tem neste novo ano um registo 100% vitorioso sempre que atua diante dos seus associados, quebrando no princípio de 2012 uma malapata de quatro empates caseiros consecutivos que durava já desde os inícios de novembro do ano transato! E o regresso às vitórias diante do seu público deu-se diante dos Leões de Citânia, a 8 de janeiro, por 2-0, ao que se seguiu (dia 15) uma escorregadela na jornada seguinte no reduto do Aliança de Gandra (0-0), corrigida de um novo triunfo (no dia 22) dentro de muros, desta feita diante dos

Leões de Citânia, por 3-1, com golos de Artur Alexandre, Medeiros, e Paulo (Nota: Deste jogo demos conta de forma detalhada na nossa edição na internet de 25 de janeiro último). A esta última vitória seguiu-se o já relatado empate em Labruge, resultado que atrasou o combinado em relação ao dois primeiros classificados (ambos ganharam os seus jogos na ronda número 20) da tabela, sendo que em termos pontuais o Ermesinde soma agora 38 pontos, enquanto que o líder Perafita contabiliza 46, ao passo que o vice líder Castêlo da Maia já amealhou 43. Nota: Todos os resultados e classificações desta competição podem ser consultados na nossa edição on-line. *com MIGUEL BARROS

FUTEBOL

Janeiro começou triste e cinzento mas... terminou alegre e colorido para o Formiga LUÍS DIAS*

Foi com um triunfo caseiro que o Formiga encerrou no passado dia 29 o mês de janeiro, data em que o combinado da nossa freguesia acolheu o seu congénere do São Romão em jogo (na imagem) a contar para a 19ª jornada da Série 1 da 2ª Divisão Distrital da Associação de Futebol do Porto. Encontro que até nem começou nada bem para a equipa da casa, a qual viu o adversário adiantar-se no marcador logo aos 9 minutos por intermédio de Mário, atleta que, ainda fora da grande área, rematou sem dar hipóteses ao guarda-redes do Formiga, João. Durante a restante primeira parte as equipas andaram muito longe das balizas, alternando a posse da bola a meio campo e utilizando, por vezes, um jogo bastante intenso fisicamente, com entradas muito duras, as quais o árbitro ia penalizando com a distribuição de cartões amarelos. Com o início da segunda parte a equipa da casa beneficiou de uma grande penalidade. Na cobrança do castigo máximo Dias foi quem levou a melhor e empatou o jogo para a equipa da casa. Aos 51 minutos o São Romão esteve muito próximo de voltar a conquistar a vantagem, por intermédio de Mário, que num remate cruzado enviou a bola ao poste. Com as equipas a recorrerem continuamente às entradas duras os cartões de várias cores foram saindo e o jogo perdeu

FOTO MANUEL VALDREZ

algum do fulgor que tinha caracterizado o início da etapa complementar. Quando já nada o fazia prever, e no seguimento de um lance de contra ataque rápido, Tozé rematou de muito longe e enganou o guarda-redes do São Romão, Marafona, que não ficou nada bem na fotografia, para regozijo dos homens da casa, que festejavam assim o seu oitavo triunfo da temporada. Neste encontro o Formiga alinhou com: João; Jorginho, Rocha, Dias e Dany; Hélder, Sérgio Ribeiro e Flávio (Barbosa, aos 74m); Sílvio (Tozé, aos 67m), Freitas e Jorge Rodrigues. Retrospetiva do mês... Olhando para aquilo o que foi o trajeto formiguense no mês que agora finda podemos dizer que janeiro teve um início triste e um final feliz. No capítulo das tristezas recuámos até ao dia 8, data em que o campeonato regressou ao ativo após a pausa natalícia, tendo o Formiga viajado ao reduto do Vila Chã de onde viria a sair com uma derrota por 2-3. Na derradeira jornada da primeira volta, cocorrida uma semana mais tarde, os ermesindenses folgaram, paragem essa que parece ter sido benéfica para que o conjunto orientado por Nuno Melo, pois no dia 22 as vitórias voltaram a fazer parte do quotidiano dos azuis e brancos da nossa freguesia. Um triunfo com sabor especial, há que dizê-lo,

alcançado no terreno do Atlético de Vilar (por 2-0, graças a um “bis” de Jorge Rodrigues), uma vez que estes foram os primeiros três pontos (consequentes de uma vitória) conquistados fora de portas na presente temporada (Nota: Os acontecimentos deste encontro foram relatados na nossa edição na internet do passado dia 25). E face a estes resultados o Formiga continua tranquilamente instalado num confortável 6º lugar, com 29 pontos, enquanto que no 1º lugar continua a Mocidade Sangemil, embora agora o faça a par do Gondim, somando ambos os conjuntos 41 pontos. *com MIGUEL BARROS

Suplemento de “A Voz de Ermesinde” (este suplemento não pode ser comercializado separadamente). Coordenação: Miguel Barros; Fotografia: Manuel Valdrez. Colaboradores: Agostinho Pinto, João Queirós e Luís Dias.

30 de janeiro de 2012

• A Voz de Ermesinde

Local

Tomada de posse dos corpos sociais dos Bombeiros Voluntários de Ermesinde Após a eleição, no passado dia 14 de dezembro, dos corpos sociais dos Bombeiros Voluntários de Ermesinde, de que demos notícia em número anterior de “A Voz de Ermesinde”, decorreu agora, no passado dia 16 de janeiro, a cerimónia da tomada de posse. O ato, que decorreu não no salão nobre, mas na sala da Direção da Associação Humanitária, teve a abrilhantá-lo a simpática presença musical da Associação Académica e Cultural de Ermesinde que, desta maneira, se quis associar ao ato. A cerimónia foi dirigida pelo presidente da Mesa da Assembleia Geral, Queijo Barbosa, que deu início e encerrou o ato formal. Usaram da palavra o presidente da Direção Artur Carneiro,

que assinalou o estado de boa saúde financeira da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ermesinde, o comandante da corporação, Carlos Teixeira que, por sua vez, enalteceu o trabalho da Direção e salientou que esta tinha uma situação de gestão muito saudável, nada tendo a ver com com os problemas de gestão doutras corporações, José Miranda, presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito do Porto (recordese que é, também vereador, eleito pelo PS, na Câmara Municipal de Valongo), que traçou uma panorâmica da situação atual dos Bombeiros e elogiou a Direção dos Bombeiros Voluntários de Ermesinde, que considerou exemplar, referindo que a cita geralmente como exemplo, competente e empenhada como é, entre outras corporações, apontando por exem-

plo que não tem dívidas aos seus 25 bombeiros profissionais. Para manter o compromisso com os seus homens, o presidente da Direção e o tesoureiro, tiveram mesmo a dada altura, de recorrer a uma instituição bancária, assinando livranças em nome pessoal para resolver o problema, no que faziam questão, declarou ao jornal “A Voz de Ermesinde” o principal dirigente da associação humanitária. Ao ato compareceu também o vicepresidente da Câmara Municipal de Valongo, João Paulo Baltazar, a quem Artur Carneiro teve ocasião de solicitar alguma atenção pelos problemas dos Bombeiros Voluntários de Ermesinde. Segundo referiu o presidente da Direção ao jornal “A Voz de Ermesinde”, enquanto

as dívidas a fornecedores dos BVE, até 30 de dezembro, atingiam os 50 mil euros, por outro lado, a dívida da Câmara Municipal de Valongo à corporação ascende a 55 mil euros respeitantes ao 1º semestre de 2011. Além do vicepresidente da Câmara, estavam presentes, naturalmente, alguns outros vereadores, mas mais na sua qualidade de membros dos corpos sociais. Recorde-se que na Mesa da Assembleia Geral tem assento Maria Trindade Vale e no Conse-

lho Fiscal Arnaldo Soares, ambos membros da Câmara Municipal de Valongo; e no Conselho Fiscal tem ainda presença Nogueira dos

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FOTO MANUEL VALDREZ

Santos, igualmente vereador, mas na Câmara Municipal de Maia, tendo os dois últimos estado também presentes na cerimónia.

• Banho privativo

+ + +

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TV c/ vários canais

Rua Rodrigues de Freitas, 1572 – 4445 ERMESINDE – Tel. 229 735 571

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Direcção Técnica - Drª Maria Helena Santos Pires Rua da Bouça, 58 ou Rua Dr. Nogueira dos Santos, 32 Lugar de Sampaio • Ermesinde Telf.: 229 741 060 • Fax: 229 741 062

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A Voz de Ermesinde • 30 de janeiro de 2012

Gestão

As soberanias europeias deformada, pois os níveis de desenvolvimento dos diferentes Estados têm como reflexo uma imagem idêntica sem que contudo tal

gras e instituições que participam na vida económica, sempre com respeito pela individualidade de cada Estado, as suas culturas e FOTO ARQUIVO

JOSÉ QUINTANILHA

ste tema da Soberania Nacional de cada Estado Membro da União Económica Europeia remete-nos para a velha questão da relação Capital / Trabalho, bem retratada nas teorias marxistas do início do séc. XX. Destes dois fundamentais fatores de produção temos certo que o Trabalho está intimamente ligado à nacionalidade, enquanto que o Capital não tem bandeira, podendo deslocar-se e refugiar-se em lugares recônditos sem que seja afetado pelas crises recentes. Por outro lado a democracia está muito ligada ao fator Trabalho lato sensu, pois o Poder emerge da vontade popular numa lógica de representatividade universal e de cidadania. Já o Capital tem um carácter muito volátil e uma natureza supranacional. Também a moeda, como a vemos nos dias de hoje, perdeu a sua natureza nacional funcionando como o espelho da economia

corresponda à realidade económica de cada país. Se a UE pretende ser uma verdadeira União tem que chamar a si uma só moeda comprometida com cada região da qual faz parte integrante e o trabalho deverá poder ter a mobilidade suficiente para gerar equilíbrios de mercado, sendo que, para tal, há que harmonizar a legislação e muitas das re-

A VOZ DE

ERMESINDE

tradições, num principio comum de relacionamento e de moral judaico cristã. Politicamente haverá necessidade de adotar posições coerentes e sólidas, quer para o interior, quer para o exterior da União, por forma a desenvolver defesas, designadamente as que decorrem da economia global, e uma tomada de posição firme relativamente às grandes ques-

tões energéticas e ambientais, salvaguardando sempre as conquistas civilizacionais que a História documenta. De facto a experiência da União Europeia não passa disso mesmo, com resultados que se revelam bastante aquém dos objetivos definidos na sua criação, designadamente com origem na Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, Tratado que tem origem numa relação eminentemente económica e de interesses comuns aos países aderentes. O resultado daquele processo de integração é uma economia europeia fortemente debilitada, com níveis de desemprego assustadores e ameaçada por organizações e potências externas que determinam o nosso futuro, à parte dos egoísmos nacionalistas que são contrários ao espírito de 1951. Perante tudo isto verificamos que o modelo fortemente implicado com as teorias económicas neoliberais e de grande pendor capitalista não resultaram, nem se augura qualquer esperança de mudança no sentido da qualidade de vida e do bem estar dos europeus como comunidade mundial. Há que repensar o ciclo económico e as políticas que lhe determinam o rumo. Novos ideais e ideologias são necessários para repensar as relações económicas e nunca poderão ser alheias aos factores determinantes de criação de riqueza: o Trabalho e o Capital, retomando e adequando as ideias que no passado tiveram lugar em situações de crise tão gravosas como as que hoje vivemos e para as quais há que encontrar caminho.

• Cheque - Centro Social de Ermesinde • Vale do correio • Tesouraria do Centro Social de Ermesinde

Comunica-se aos Senhores Assinantes de “A Voz de Ermesinde” que o pagamento da assinatura (12 números = 9 euros) pode ser feito através de qulaquer uma das seguintes modalidades, à sua escolha:

• Transferência bancária para o Montepio Geral - NIB 0036 0090 99100069476 62 • Depósito bancário - Conta Montepio Geral nº 090-10006947-6

30 de janeiro de 2012

• A Voz de Ermesinde

Crónicas

Ecologia GIL MONTEIRO (*)

uando ouço dizer: “Terra há só uma”, apanho um clique, como se fosse o primeiro toque do telemóvel ao começo do dia! A imensidão do globo terrestre é tida por tal monta que o individual perdeu sentido. Nas aulas do 1º Ano do liceu, aprendi as provas de esfericidade da Terra (!). Haveria quem não acreditasse?! Nem todos viram o horizonte, à volta dos montes ou do mar, a terminar em círculo? Os cumes dos montes da Tenaria de Roalde já tinham dado a prova, assim como o ter contemplado a abóbada celeste, nas noites cálidas de verão, ao ir ouvir a onomatopeia dos grilos nas lameiras! Mas, foi muito bom saber pelo ilustre Professor, Dr. Catarino Nunes, na aula, falar sobre o sabrosense Fernão de Magalhães – ainda retenho as peripécias da primeira viagem de circumnavegação. Agora, acrescento: só um português era capaz de tanta coragem e saber! A prova do horizonte visual era a melhor, mais lógica do que a de ver a lua redonda e, por analogia, saber a forma da terra, ou

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FOTO ARQUIVO

observar fotografias tiradas por telescópio. O perscrutar o horizonte ficou para sempre decalcado no espírito. Nas tardes outonais dos domingos, continuo a ir à Foz do Douro mirar a superfície, entre a Terra e o Mar (outros têm o mesmo vício). Ver os barcos, que partem ou passam, é assistir a um filme realista, com algumas personagens dedicadas aos desportos náuticos! As idas, quase obrigatórias, com familiares aos shoppings e a falta de estacionamento automóvel à beira-mar fazem perder o hábito. Examinar a Terra é lindo! Se é amada, mais amada fica. Saber que está a ficar doente, e em causa a extinção da vida humana, provoca arrepios – o planeta azul pode ficar negro! Os vários tipos de poluição, cada vez mais abundantes e ferozes, vejam-se as centrais nucleares e os milhões de velhas pilhas elétricas, lixo dos computadores, e tantas outras máquinas, vão matar a Terra. E o dióxido de carbono? E as chuvas ácidas? E os lixos domésticos? E os rios e mares poluídos? Até já consta que os gelos da Gronelândia começam a estar contaminados! Ouvi pela manhã na TSF que os agricultores alentejanos lamentam a falta de chuva, desde o mês de novembro até janeiro, e a afirmar: – As searas só aguentam mais uma semana ou duas, sem chuvas!; – Já estamos a alimentar os ovinos e bovinos a fardos de palha! As varas de porcos, procurando as bolotas e fossando as partes subterrâneas das plantas, vão sobrevivendo... É preciso, é urgente mudar os hábitos de vida. Não podemos continuar a produzir quilos e quilos de detritos por dia, principalmente, os não recicláveis. As lixeiras apropriadas não deixam de ser um perigo para as águas subterrâneas, origem

CONDURIL -

das nascentes e subsistência dos seres vivos. Os contendtres da minha rua portuense, ainda não conseguiram escoar os materiais das Festas Natalícias, onde se veem as árvores do Natal e bugigangas chinesas! Só a educação, a vigilância, apoio financeiro e empenhamento dos cidadãos de todos os povos poderão impedir a catástrofe do Planeta Azul. Se os cuidados continuados prolongam a vida dos idosos, todos os cuidados são poucos para impedir a morte da origem de toda a vida. Os animais, e até as plantas, praticam a preservação do meio ambiente: os coelhos bravos de-

positam as caganitas em locais certos e apropriados (tourais); os hipopótamos, ao estercar, com movimentos rápidos da pequena cauda, impedem a poluição do rio, e pulverizam adubo para as plantas aquáticas, de que se alimentam; uma cadela rafeira, recolhida por abandono, quando liberta o intestino, na relva dos jardins, com ação rápidos das patas traseiras, tenta cobrir ou enterrar o cocó, antes de poder ser recolhido para o saco plástico, fornecido (nem sempre) pela Câmara do Porto. (*) jose.gcmonteiro@gmail.com

CONSTRUTORA DURIENSE, S.A.

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A Voz de Ermesinde • 30 de janeiro de 2012

Crónicas

“O hábito não faz o monge” ou “à mulher de César não basta ser séria, também é preciso parecer”

NUNO AFONSO

á situações na vida em que não somos vistos nem achados, presumimo-nos sujeitos da ação, somos dela beneficiários mas outros decidem ou decidiram por nós. Não viemos ao mundo por escolha pessoal, não somos homens ou mulheres porque assim quisemos, poderíamos ter nascido neste ou naquele país, no meio rural ou na cidade, em família abastada ou desprovida de posses em diversos graus entre extremos materiais, não encomendámos a cor da nossa pele nem optámos pela crença que nos transmitiram desde o berço, sequer manifestámos preferência pelos valores imateriais que nos foram legados ao longo do processo de socialização. No entanto, depressa tivemos que ser nós a decidir, antes em coisas banais, mais adiante, nas várias fases da vida, em assuntos determinantes para o nosso futuro. Gradualmente, partilhámos com os pais, outros membros da família ou pessoas da nossa confiança a responsabilidade do caminho a seguir. Uns mais cedo, outros mais tarde, assumimos o que melhor se ajustava ao nosso querer, tomámos o leme das nossas vidas. Alguns, por carências materiais, morte prematura ou abandono dos progenitores quando mal abriam os olhos para o mundo, foram empurrados pelo destino sem direito a exprimir anuência ou recusa. A assunção de vontade própria quanto a passos futuros surgia envolta em afetividade ao ser insinuada, sugerida ou afirmada pelos pais, ainda na primeira infância, sempre que a criança era inquirida sobre o que desejava ser quando fosse grande. Em épocas não muito longínquas os pais definiam, em termos claros e irrefutáveis, a direção que os filhos deveriam tomar. No campo, aos rapazes estava destinada a atividade dos antepassados mais os sacrifícios e os privilégios que daí advinham, às moças o papel de “fadas do lar”, donas de casa, esposas e mães dedicadas e cedo eram preparados(as) para desempenharem capazmente essas funções. Eles, à medida que “botavam corpo”, aprendiam a executar trabalhos, pouco a pouco mais exigentes, sob a batuta dos mais velhos: guiar os animais

para o pasto ou seguir à frente dos quadrúpedes para que o arado ou a charrua que eles tiravam, empunhado(a) pela mão experiente do adulto, descrevesse uma linha horizontalmente escorreita; ceifar e recolher erva, cortar milho em verde, arrancar nabos e outra forragem necessária à alimentação dos bichos, acomodá-la nos carros de bois transferindo-a depois para o depósito, palheiro ou similar; ajudar pais e irmãos mais crescidos nas tarefas que, sozinhos, ainda não conseguiam arrostar; carregar cestos com produtos da terra; cavar e, mais tarde, lavrar; segar feno, centeio e trigo; fazer outros trabalhos que requeriam tempo de aprendizagem e superior dispêndio de energias. As jovens iam aprendendo, também progressivamente, a ajudar as mães na cozinha, os pais e irmãos em serviços agrícolas que requeriam muitos braços e dotes apropriados; seguindo os movimentos das mães, aprendiam a fiar, a bordar, a tricotar para se autonomizarem e aperfeiçoarem nesses e noutros afazeres domésticos. Ler, escrever e contar Até meio do século findo, poucos concluíam a instrução primária e só um ou outro prosseguia os estudos. Homens e mulheres opunham-se a que as filhas estudassem porque, no seu entender, o conhecimento da leitura e da escrita servia apenas para trocarem cartas com os namorados; aos rapazes era concedido que aprendessem a “ler, escrever e contar” desde que tal subsidiasse a função primordial de prover à manutenção da família que viriam a constituir. A mobilidade social praticamente não existia porque os possuidores de “boas casas” decidiam entre si os casamentos dos filhos sem que a estes fosse concedida a veleidade de uma preferência livremente assumida. Deste modo, o casamento obedecia mais à conveniência económica do que ao sentimento pessoal. A distinção entre as comunidades rurais e as urbanas era significativa nos trajes, nos divertimentos, nas maneiras de falar, em certas regras de conduta. Ir além da 4ª Classe (ensino primário) exigia despesas incomportáveis para quem vivia da agricultura porque as crianças ou jovens tinham que permanecer na cidade durante o ano letivo exceto nas interrupções de Natal, da Páscoa e nas férias grandes, consequentemente, era necessário pagar pensão a famílias que os quisessem receber, além de lhes serem exigidas despesas em vestuário, de tecido e confeção mais apurada, na aquisição de livros e material de escrita entre outras. A alternativa era o Seminário que acolhia rapazes sob regime de internato, em princípio, para se tornarem padres. Havia também colégios de freiras cujo primeiro objetivo consistia em ministrar às suas alunas boa formação moral e religiosa, esperando também que, de entre elas, Deus escolhesse alguma(s) por servas diletas. Depois de satisfeitas certas exigências quanto à regularidade matrimo-

nial e frequência litúrgica dos progenitores e quanto à piedade dos candidatos, estes eram sujeitos a um “exame de admissão” muito semelhante ao estabelecido para frequência do ensino público. O ensino primário concluído com sucesso permitia aos rapazes concorrer à Guarda Nacional Republicana (GNR) ou à Polícia de Segurança Pública (PSP), que lhes assegurava vencimento certo a cada mês, um estatuto superior e “vida mais limpa” como diziam os mais velhos. Graças aos seminários e outras instituições religiosas, número muito considerável de rapazes e de moças, provindos(as) de aldeias, alcançaram posições de destaque na sociedade portuguesa, muitos deles prosseguindo estudos por sua iniciativa e a expensas próprias. Porém, mais do que pela instrução alcançada, foi de enorme importância o contributo desses estabelecimentos de ensino para a formação do carácter dos jovens, geração após geração. É pena que muitos estejam, atualmente, desativados por carência de alunos. Os jovens da cidade tinham vantagem nesses e noutros capítulos e, por regra, frequentavam o Liceu ou a Escola Comercial e Industrial nela existentes. A maioria estudava até completar o correspondente ao que hoje chamamos 3º Ciclo do Ensino Básico que lhes dava garantia de acesso a emprego público ou equivalente no domínio privado. No primeiro caso contavam-se as Repartições de Finanças, as Câmaras Municipais e Governos Civis, os Correios entre outros; no segundo, destacavam-se os Bancos, Associações de Comércio, etc.. As capitais de distrito tinham Escolas do Magistério Primário a que acediam os postulantes ao professorado para esse nível. O acesso e frequência do Ensino Superior eram quase exclusivos de um estrato superior citadino ou de moradores das três únicas cidades do país com Universidade: Lisboa, Coimbra e Porto. À entrada do último quartel do século XX, este era o desolador panorama do Ensino em Portugal num elevadíssimo quadro de analfabetismo. Hoje, se bem que não tenhamos ainda lugar na linha da frente dos países mais evoluídos em matéria educativa, queimaram-se etapas e o avanço é inegável. A democratização do ensino A democratização do ensino, no seguimento do Movimento dos Capitães em 1974, abriu as escolas a camadas da população até aí excluídas do processo educativo. Pena foi que à lucidez dos novos governantes não tivesse correspondido a imediata compreensão de muitas famílias quanto ao fundamental merecimento da educação para uma vida mais desafogada que, certamente, desejariam que os seus filhos viessem a ter. A fraca apetência, para não dizer a rejeição, de muitos pais em relação à escola, excluiu inúmeros jovens do possível acesso a postos de trabalho mais qualificados e melhor remuneração. A abertura

política permitiu o acesso a novas formas culturais através da música, da maneira de vestir, de hábitos comportamentais bebidos em filmes e séries que a televisão, cada vez mais generalizada, transmitia. As sucessivas vagas migratórias registadas desde os anos 60 contribuíram para um desafogo económico sem precedentes sobretudo quando, pouco tempo depois com a adesão à CEE, grandes apoios financeiros deram entrada no país, nem sempre aplicados com equidade e rigor num planeamento adequado à realidade nacional. Gorou-se a oportunidade de dotar o país de sólidas bases não só de um crescimento económico assinalável, que se registou nos primeiros anos, mas de um desenvolvimento sócioeconómico que pudesse lançar pontes sólidas para o futuro. Criou-se a ilusão de um bem-estar a que todos julgaram ter direito – e tinham-no sem dúvida – mas que gerou desigualdade crescente entre uma camada de privilegiados e a maioria com direito apenas às migalhas que tombavam da mesa do banquete. Como os bem instalados têm sempre maneira de se esquivar à comparticipação nos sacrifícios necessários ao reequilíbrio económico e os pobres não têm o que dar, é sobre a chamada classe média que impende sempre o ónus de salvar os desvarios dos políticos da casa e a insaciável cupidez dos especuladores financeiros internacionais. As chamadas crises nada mais são do que o resultado do aproveitamento de fragilidades do sistema económico pelos mais bem apetrechados como lapidarmente dizia Warren Buffet, dono de uma das mais importantes agências de notação financeira: « Isto é uma luta de classes e nós, os ricos, estamos a ganhá-la». Os portugueses encontram-se, neste momento, no “olho do furacão”. Pior do que todos os sacrifícios a que nos sujeitam, é o desânimo que vai tomando conta das pessoas na convicção de que tudo isto pode resultar em…nada. Se o mesmo acontece a outros países da Europa pertencentes à dita Zona Euro, num futuro mais ou menos distante, pode afetar outros países nas mais diversas latitudes. O Brasil, país emergente, encontra-se, para já, em situação bem melhor do que a nossa, se considerarmos os indicadores macro-económicos conhecidos, ainda que subsistam grandes massas da população à margem dos benefícios a que, legitimamente, todos aspiram. A euforia desenvolvimentista é potenciada pelo otimismo com que os brasileiros encaram a vida. A melhoria económica registada leva, tal como na Europa, muitos brasileiros a considerarem a religião e os valores que fundamentam a própria civilização secundários, se não de todo dispensáveis. Muitos dos que possuem bens de fortuna ou apreciável situação económica e profissional podem usufruir de tudo quanto há de melhor no país e no mundo, prescindindo de considerações limitadoras aos seus anseios. A Ciência e a Técnica recriam o mundo a cada dia que passa, parecem sobrepor-se a toda e qualquer ideia de transcendência. Pois não clamam os cientistas a não existência de

Deus? O Universo criou-se sem qualquer intervenção divina como parece indicar a Teoria do Big-Bang. Falta só a demonstração de como surgiu a matéria e, para tanto, o acelerador de partículas, construído algures na Suíça, “pode” desmentir a crença num Deus Criador e, quando julgarem ter encontrado a resposta, os cientistas proclamarão ironicamente “urbi et orbi” que «Deus foi a mais bela história criada pelo homem», como um deles já afirmou. Nietzsche não proclamou, há mais de um século, “a morte de Deus”? Pois então? Se Deus morreu, – «a história é perene conflito entre a vontade do forte e a resistência tenaz da moral comum e codificada à qual se agarram os fracos» (*) – as religiões e seus valores, que têm servido de âncora aos humildes, perderão todo o sentido. Seria abusivo de minha parte acusar alguém de defender tais posições, só porque abusou das normas que a religião impõe aos seus representantes. Mas a um candidato ao sacerdócio católico ou, ainda pior, a um sacerdote, exige--se que proclame a verdade mas que aja de acordo com aquilo que defende na sua ação evangelizadora e pastoral. O meu amigo Wilson, de Campinas, cidade do Estado de S.Paulo, relatava-me, há umas semanas, que alguns seminaristas já adiantados teriam feito exibição nada condizente com o decoro recomendável a futuros ministros católicos numa piscina daquela cidade. Um periódico local fez-se eco do mal-estar provocado pela leviandade dos jovens. Wilson censurou, na sua página do Facebook, a postura dos ditos rapazes. Os comentários a essa crítica não se revelaram favoráveis ao meu amigo; uns defenderam a atitude dos jovens, outros não gostaram da “pregação de moral” que tinham acabado de ler. Wilson relatou casos ainda mais estranhos conhecidos pela autoridade eclesiástica diocesana. De um modo geral, os jovens que demandam o Seminário são oriundos de famílias de bons costumes e de sincera fé religiosa. Admitindo que, nos Seminários, recebem uma sólida formação moral com vista ao sacerdócio como era tradicional, não se compreendem atitudes desse nível. Quando receberem ordens, tais jovens fazem votos de pobreza, castidade e obediência e são enviados para guiarem o Povo de Deus. Não bastará terem a preparação humanística e teológica necessária e até dons que os recomendem para o exercício desse múnus, é imprescindível que sejam exemplos dos ensinamentos de Cristo. Como poderão servir a comunidade que lhes for confiada se não derem bons exemplos de vida, se não mostrarem coerência entre a mensagem que divulgam e a própria forma de a viverem? (*) Michelle Federico Sciacca, in “História da Filosofia”, volume 3.

30 de janeiro de 2012

• A Voz de Ermesinde

Opinião

A (des)concertação social e trabalhadores, por acordo de patrões e UGT. Com efeito, sabendo-se que das duas centrais sindicais não é a UGT que representa o “grosso” dos trabalhadores, não será legítimo cometer-lhe uma representação que não tem, nem associar os trabalhadores a acordos que não subscrevem. Além disso, tendo em conta o comportamento do secretário-geral desta associação, assinando, sempre, por baixo das vitórias do “patronato” e derrotas dos trabalhadores, não será legítimo agregar às fraquezas deste “ajudante” dos governos, os milhares ou milhões de trabalhadores que, compreensivelmente, se sentem traídos. Não será, por isso, de estranhar os cartazes que se viu na referida manifestação da CGTP às portas do Parlamento, em que a efígie de João Proença é acompanhada de expressões como “Judas” e “Quantos Dinheiros?”, numa alusão ao conhecido episódio histórico-religioso, em que Judas vende o Senhor por trinta dinheiros. Acontece, porém, que Judas reconheceu imediatamente o seu erro e, em vez de assistir à execução da vítima, pôs termo à vida, revelando alguma dignidade, atitude que contrasta com a do secretário-geral da UGT que, embora com a sua irritação revelasse

A. ÁLVARO SOUSA (*)

o mesmo dia em que era assinado o denominado acordo social, almejado pelo Governo na prolongada reunião da Concertação Social, e no Parlamento se discutia a bondade e as maldades do documento, a CGTP protestava às portas da Assembleia da República contra o que considera ser um retrocesso nos direitos dos trabalhadores de que não há memória, classificando o dia histórico enfatizado pelo primeiro-ministro na cerimónia da assinatura do citado documento, como um dia tristemente histórico para os trabalhadores. A repetida circunstância da CGTP não assinar os acordos deveria levar a comunicação social a ser mais exata ao referenciar os entendimentos que saem da Concertação Social, substituindo a designação de acordo de patrões

algum desconforto, não foi capaz de imitar a figura bíblica, preferindo alinhar no espetáculo da assinatura daquilo que considerou não ser um bom acordo. Há ocasiões em que faz falta um buraco para nos escondermos, ou um pouco de decoro que nos resguarde de ficarmos no “boneco” fotográfico que a História relatará como sendo os representantes do conchavo saído da concertação social em janeiro de 2012. Os políticos já nos habituaram às mais estranhas “cambalhotas”, razão por que o recuo de João Proença não causou qualquer pasmo na opinião pública. Ele atua sempre assim. De estranhar é haver sindicatos que continuem a afetar parte das quotas dos seus sócios, produto do seu laborioso trabalho, para sustentar quem, em vez de defender até à exaustão os interesses dos seus representados, acaba sempre por preferir mostrar-se na fotografia de família, ao lado do poder político e económico. A figura bíblica revelou-se possuída de mais e melhores sentimentos. João Proença, que vem anunciando que não se recandidatará novamente a secretário-geral da UGT, pensando “reformar-se” das lides sindicais, bem merece que o Governo lhe arranje um lugar numa dessas empresas, públicas ou privadas, em que pode-

rá gozar a sua aposentação auferindo principescas retribuições e mordomias que causam inveja a muita boa gente. De resto,

se assim acontecer, nada mais natural será, tendo-se presente a prática que vem sendo seguida no pagamento de “faturas” a impres-

cindíveis colaboradores, tão úteis e prestáveis em momentos particularmente importantes e difíceis para quem exerce o poder. FOTO ´CANTIGUEIRO

PS: Estando na “ordem do dia” a exigência de mais anos de trabalho para se alcandorar à pensão por inteiro, de pensões calculadas em função de todo o tempo contributivo e ainda o corte de reformas já atribuídas, vale a pena dar a conhecer aos estimados leitores o texto de um e-mail que acabo de receber: Aos 38 anos de idade e com 16 anos de empregado num clube da Liga (hoje Sagres), um futebolista português acaba de requerer a pensão a que tem direito, no valor mensal vitalício de 12 905 euros. Contudo, um trabalhador normal tem de trabalhar até aos 65 anos e ter uma carreira contributiva completa durante 40 anos para obter uma reforma de 80% da remu-

neração média, apurada com base nos proveitos auferidos em quatro décadas de trabalho. O remetente aproveita para recordar o seguinte texto da autoria de Guerra Junqueiro, in “Pátria”, escrito em 1986 com o título “Um Povo Imbecilizado e Resignado”: «Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que quem nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas».

(*) alvarodesousa@sapo.pt

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- ADITAMENTO N.º 1/2012 Nos termos do Art.º n.º 27º do dcreto-lei n.º 555/99 de 16 de dezembro, e posteriores alterações, torna-se público que a Câmara Municipal de Valongo emitiu em 04 de janeiro de 2012 o aditamento n.º 1/2012, em nome de PARGEF – Gestão e Administração de Bensa, SA, ao alvará de loteamento n.º 375/80, através do qual é aprovada a alteração ao loteamento sito na Rua Fernando Pessoa, na freguesia de Ermesinde, concelho de Valongo, por despacho de 14.12.2011, anexo ao processo de loteamento n.º 216-VL/1977, em nome de PARGEF – Gestão e Administração de Bens, SA, e consta do seguinte: A alteração incide exclusivamente sobre o lote n.º 5 e consiste: • A pretensão contempla a alteração do uso do edifício, de habitação para serviços, mantendo-se as áreas de construção aprovadas pela câmara municipal. Valongo e Paços do Concelho, 04 de janeiro de 2012 O Presidente da Câmara Municipal, (Dr. Fernando Horácio Moreira Pereira de Melo)

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A Voz de Ermesinde • 30 de janeiro de 2012

Lazer

Efemérides

Coisas Boas

17 JANEIRO 1462 - Descoberta da ilha de Santo Antão, em Cabo Verde, pelo navegador português Diogo Afonso.

Palavras cruzadas

• ½ chávena de flocos de centeio integrais; • 2 chávenas de soja texturizada fina; • 3 colheres de sopa da polpa de tomate ou ketchup vegano; ( ½ chávena de pão ralado integral e de ervas; • 1 cebola picada; • 2 dentes de alho picados ou alho em pó; • 1 colher de sopa de molho inglês vegano; • sal integral com gomásio q.b.; • pimenta preta q.b.

HORIZONTAIS 1. Tripeça; gostar muito de alguém. 2. Perca a esperança. 3. Aparecer; Grande Turismo; localidade do Centro. 4. Ofendei. 5. Raça; Argentina (dim.). 6. Comando UNIX para listar; populações (inv.). 7. Partias; íntimo. 8. Matou Abel; estrelas. 9. Nome masculino; perturbação. 10. Agitais.

Molho: • 1 colher de sopa de açúcar amarelo ou mascavado; • ½ colher de sopa de molho inglês vegano; • ½ chávena de polpa de tomate ou ketchup vegano. Demolham-se os flocos em água quente com um pouco de sal. Demolha-se também a soja em água quente com sal e pimenta. Aguarda-se meia ou uma hora. Coam-se ambos os ingredientes muito bem. Pica-se a soja na picadora e junta-se com todos os restantes ingredientes numa taça, mexendo bem até se obter uma massa homogénea e moldável. Forma-se um rolo e coloca-se numa assadeira untada com azeite. Leva-se ao forno a 180º C até dourar um pouco. Prepara-se o molho misturando bem os ingredientes. Barra-se o rolo e leva-se novamente ao forno até assar mais um pouco. Podem-se substituir os flocos por outros semelhantes, de aveia, por exemplo. Em vez de um rolo, podem-se moldar medalhões, croquetes ou almôndegas.

VERTICAIS

SOLUÇÕES: HORIZONTAIS VERTICAIS 1. TGV; MLI; AP. 2. IM; sacre. 3. Ideal; sair. 4. Perlas. 5. Es; tio; meu. 6. Agravo; Mr. 7. Anta; sob. 8. Mi; tapioca. 9. Amuar; miai. 10. Religiosos.

1. Tripe; amar. 2. Desanime. 3. Vier; GT; Ul. 4. Maltratai. 5. Laia; arg. 6. Ls; sovop. 7. Ias; imo. 8. Caim; sois. 9. Ari; emocao. 10. Perturbais.

1. Comboio de alta velocidade; mil e cinquenta e um (rom.); Associated Press. 2. Instituto de Meteorologia; sacralize. 3. Aspiração; ir para fora. 4. O mesmo que pérolas. 5. Pertences; irmão da mãe; é de minha pertença. 6. Torno pior; treinador (fig.). 7. Dólmen; preposição. 8. Nota musical; fécula extraída da mandioca. 9. Estar melindrado; fazei como os gatos. 10. Crentes.

Anagrama Descubra que rua de Ermesinde se esconde dentro destas palavras com as letras desordenadas: D. DÓRIO LACTEIMO E SANTANA. Rua Dr. António Costa e Almeida.

SOLUÇÕES:

Veja se sabe 01 - Sueco, Prémio Nobel da Paz em 1961, a título póstumo. SOLUÇÕES: 02 - Também conhecidos como lácios, ocuparam parte da Itália Central. 03 - Cineasta sueco, autor de “A Toupeira” (2011). 04 - Rio que nasce no Monte Córdova e atravessa Ermesinde. 05 - A que classe de animais pertence a corvina? 06 - Entre que continentes fica a Abecásia? 07 - Em que país fica a cidade de Magdeburgo? 08 - Qual é a capital de Andorra? 09 - A abreviatura Aps corresponde a qual constelação? 10 - Elemento químico mole, metálico de transição, n.º 48 da Tabela Periódica (Cd).

01 – Dag Hammarskjöld. 02 – Latinos. 03 – Tomas Alfredson. 04 – Rio Leça. 05 – Peixes. 06 – Europa e Ásia. 07 – Alemanha. 08 – Andorra la Vella. 09 – Ave-do-paraíso. 10 – Cádmio.

Provérbio Antes que cases, olha o que fazes. (Provérbio português)

Diferenças

SOLUÇÕES:

ILUSTRAÇÃO HTTP://WWW.PDCLIPART.ORG/

Nota: Algumas imitações de molho inglês, também denominado molho worchester(shire), contêm peixe. “A Voz de Ermesinde” prossegue neste número uma série de receitas vegetarianas de grau de dificuldade “muito fácil” ou “média”. A reprodução é permitida por http://www.centrovegetariano.org/receitas/, de acordo com os princípios do copyleft.

Sudoku

147 Em cada linha, horizontal ou vertical, têm que ficar todos os algarismos, de 1 a 9, sem nenhuma repetição. O mesmo para cada um dos nove pequenos quadrados em que se subdivide o quadrado grande. Alguns algarismos já estão colocados no local correcto.

Sudoku (soluções)

147

Descubra as 10 diferenças existentes nos desenhos

Rolo de centeio e soja com molho inglês

01. Ribeiro. 02. Crina. 03. Quadril. 04. Casco. 05. Cauda. 06. Orelha. 07. Rótula. 08. Folha. 09. Pedra. 10. Monte.

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Tecnologias

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Programa de paginação Scribus chega à versão 1.4.0

Fórum brasileiro do Chakra Linux Foi lançado o fórum da comunidade brasileira de utilizadores do Chakra Linux, uma distribuição baseada no Arch, focada no kde/ qt e na facilidade de uso, pois já vem com codecs e vários programas no live CD. Fonte: http://chakra-br.forumeiros.com

Kernel Linux 3.3 oferece novas funcionalidades de rede A versão 3.3 do Kernel Linux vai oferecer uma nova maneira de unir múltiplos dispositivos Ethernet. Foi adicionado o suporte para "Open vSwitch", um switch de rede virtual desenvolvido especificamente para ambientes virtualizados. O Byte Queue Limits foi projetado para reduzir a latência causadora do "buffer bloat". Com o lançamento do Kernel Linux 3.3rc1, na semana passada, Linus Torvalds fechou a janela de merge da versão 3.3. Fonte: http://www.noticiaslinux.com.br/ nl1327886572.html

Ruby on Rails 3.2.0 Foi lançada uma nova versão do framework Ruby On Rails, a versão 3.2.x será a última a suportar o Ruby 1.8.7. A próxima versão do Rails (4.0), terá como requisito a versão 1.9.3 ou superior do Ruby. Esta versão traz três grandes novidades: modo de desenvolvimento mais rápido, consultas automáticas detalhadas e tagged logging (ao executar uma aplicação multi-utilizador, é de grande ajuda conseguir filtrar o log por quem fez o quê. TaggedLogging em Active Support ajuda a fazer isto marcando linhas de código com sub-domínios, ids de requisições, e qualquer coisa para ajudar a debugar a sua aplicação). Fonte: http://www.noticiaslinux.com.br/ nl1327886548.html

Spark – o primeiro tablet a vir com Plasma Active já pré-instalado Foi anunciado que o Plasma Active (http:/ /www.plasma-active.org), conhecido como "KDE para tablets", virá pré-instalado no tablet Spark, a ser comercializado dentro de alguns meses. As configurações do Spark são modestas: processador ARM 1GHz, Mali400 GPU, 512 MB de RAM, 4GB de HD expansível com cartão SD, tela multi-touch capacitiva de 7" e conexão wifi. Preço estimado em 265 dólares. Uma loja de conteúdos e aplicações estará disponível para o Spark. Estão a ser encontradas parcerias para prover o serviço de nuvem ownCloud. Fonte: http://aseigo.blogspot.com/2012/01/ reveal.html

Lançado BigLinux 11.10 Com o lançamento do novo site, foi lançada oficialmente a versão final da distribuição brasileira BigLinux 11.10. Após a versão RC2, que era baseada no K/Ubuntu 11.04, foram feitas correções de bugs, com a migração para a base do K/Ubuntu 11.10. Em relação à última versão estável, o BigLinux 4.2, o sistema é totalmente novo, inclusive com a mudança na numeração da versão. O sistema é um liveDVD com 1.2GB que possui uma ótima variedade de programas. Possui ainda o diferencial do Centro de controlo Big, com painéis que facilitam a vida do utilizador iniciado, inclusive para configuração de conexões de Internet discada, modem 3G, entre outros. Fonte: http://www.biglinux.com.br

Depois de quatro anos de desenvolvimento, a equipa de desenvolvimemto do Scribus lançou a versão 1.4.0 da sua aplicação de publicação eletrónica. A grande mudança nesta versão é a troca para o framework Qt4, já que antes o Scribus era baseado na Qt3. Os desenvolvedores dizem que a mudança em si foi rápida, mas os ajustes e uso de novas características do framework «tomaram um bom tempo». O resultado é que o Scribus agora está no mesmo nível de confiabilidade em todas as plataformas suportadas. SCRIBUS WIKI (*)

Depois de quatro anos de intenso trabalho, a equipa do Scribus (www.scribus.net) lançou a nova versão estável 1.4.0 do programa de desktop publishing (DTP) Scribus. Dado que é a primeira versão estável lançada desde há bastante tempo, a documentação desta versão aborda um significativo número de melhorias sobre as últimas versões e não apenas sobre a última lançada. A ideia é traçar uma comparação com a última versão estável. Em resumo, mais de 2 000 funcionalidades pedidas e bugs foram resolvidos desde o começo do desenvolvimento desta nova versão.

Frame” permite a renderização (e subsequente exportação) do output de todos os programas que podem criar ficheiros PstScript, PDF ou PNG via linha de comando (como LaTeX, Lilypond, POV-Ray) para dentro do Scribus. A versão inicial do Scribus 1.4.0. foi desenvolvida como um projeto do Google Summer of Code (GSoC) e está projetada para ser particularmente útil na importação de documentos produzidos externamente, publicações científicas e fórmulas. Muitos renderizadores podem ser acrescentados com um simples ficheiro de configuração.

Maiores alterações e melhorias O Scribus 1.4.0 é baseado as bibliotecas Qt4 e já não a Qt3. Como resultado disso, o Scribus é capaz de correr de maneira igualmente fiável em todas as plataformas suportadas. Graças ao Qt4, a equipa do Scribus disponibiliza agora também ficheiros de instalação para Mac OS X 10.5 ou mais atual (em formato DMG ou pkg), bem como uma versão nativa para OS/2 Warp 4 e eComStation. Adicionalmente, e graças ao feedback dos utilizadores das plataformas UNIX, o Scribus poderá correr na maior parte destas plataformas também. Entre as funcionalidades melhoradas contam-se novas ferramentas de transformação em programas de desenho avançados, com melhorias nas já existentes, como Scrapbook e Image Manager. Aparecem agora opções muito avançadas para texto e tipografia, como estilos de caracteres, margens óticas ou extensões de glifos. Funcionalidades de Undo/Redo estão finalmente disponíveis para quase todas as operações de trexto, e um novo script permite a substituição de comas por aspas tipográficas baseadas nas configurações de linguagem. Melhorias na facilidade de uso incluem melhor colocação do cursor e movimento, layout mais rápido na tela de trabalho e interação entre os objetos lincados. Estão presentes novas funcionalidades para objetos vetoriais, como linhas booleanas, efeitos vetoriais, ou um editor de estilo de linhas. Maiores desenvolvimentos foram também introduzidos no manejo de superfícies, como texturas, gradientes, suporte a diferentes formatos de paletas de cor (AI, EPS, GPL, PostScript, SOC), e muitas novas paletas de cor, incluindo as de vendedores comerciais como Resene e dtp studio, bem como os standards nacionais e governamentais. Um novo tipo de frame chamado “Render

portados, como uma alternativa a rasterizálos. Também o embutimento e substituição de fontes foi melhorado. No trabalho e manejo de cor. O Scribus 1.4.0 suporta agora littleCMS versão 1 e 2. É também possível ativar o trabalho e manejo de cor com um simples clique na janela principal. Adicionalmente a equipa do Scribus juntou uma funcionalidade para emular a cegueira de cor no ecrã. Centenas de pequenas e grandes melhorias foram introduzidas. Os scripts incluídos foram atualizados, incluindo a adição do script “Autoquote” no menu de scripts para conversão das comas em caixas de texto para a correta definição de aspas para muitas línguas. O Sscribus 1.4.0 está também a ser disponibilizado com um muito maior número de templates que nas versões precedentes. O conteúdo do Sistema de Ajudas foi reescrito e atualizado. Agora que o Scribus 1.4.0 foi lançado, a equipa de desenvolvimento do Scribus irá concentrar-se na estabilização do ramo de desenvolvimento da versão 1.5, a qual compreenderá impressionantes novas funcionalidades como suporte a PDF/X-1a, PDF/X-4 e PDF/E, Mesh Gradients, importação de PDFs nativos, importação de XAR, e muitos mais desenvolvimentos A versão 1.4.x está agora em modo de manutenção, o que significa que novas funcionalidades lhe poderão ser acrescentadas do ramo de desenvolvimento 1.5. Em geral, apenas serão fixados bugs nas versões subsequentes 1.4.x, além de novos conteúdos, como traduções, templates ou paletas de cor. Informação importante

Importação de filtros vetoriais O Scribus 1.4.0 proporciona a importação de ficheiros nos seguintes formatos: Adobe Illustrator (quer EPS quer PDF), Macintosh Picture (PICT), Windows Metafile (WMF), Xfig (FIG), Calamus Vector Graphics (CVG), Kivio Stencils (SML), e DIA Shapes (SHAPE). Quanto às imagens bitmap permite o manejo de ficheiros Photoshop, com suporte a múltiplos caminhos ou layers. A ferramenta Image Manager foi reescrita, tendo sido adicionados novos efeitos de imagem não-destrutivos. Além dissi, o Scribus 1.4.0 suporta informação EXIF em imagens e foi melhorada a impoertação de bitmaps de Windows e OS/2. Entre as mais significativas melhorias do Scribus estão as funcionalidades de pré-impressão, marcas de impressão e apresentação de superfícies coloridas no Print Preview (previsão de impressão). Além disso o Scribus permite agora a conversão de cores spot em cores process durante a exportação para PDF e PostScript com um único clique. A exportação de PDFs viu também muitos melhoramentos. O Scribus pode agora exportar para PDF 1.5, incluindo layers PDF. Outra nova funcionalidade é a opção para embutir ficheiros EPS e PDF nos PDFs ex-

Se está a trabalhar em equipa certifiquese que todos os membros da equipa estão a usar a mesma versão do Scribus – isto evitará dores de cabeça e trabalho extra. Os utilizadores devem ser avisados que a versão 1.3.3.x não pode abrir ficheiros 1.4.0. A equipa de desenvolvimento do Scribus recomenda que em todas as distribuições o pacote Scribus 1.4.0 seja distribuído como “Scribus” e substitua o agora ultrapassado Scribus 1.3.3.14. O ramo 1.4 será gora desenvolvido na versão 14x do ramo de repositórios Subversion do Scribus, deixando a versão 1.3.5 para trás. Isto fixa também a numeração de versões do passado, com apenas duas versões, 1.4.x e 1.5.x. A equipa do Scribus irá continuar a desenvolver novas funcionalidades e melhorias no ramo de desenvolvimento 1.5. A equipa do Scribus recomenda a distribuição da versão 1.5 só se estiver marcada como versão de desenvolvimento e for instalada lado a lado com a versão atual do Scribus, 1.4.0, por exemplo como scribus-ng. As ajudas online em língua inglesa serão atualizadas para corresponder às novas funcionalidades. Novas traduções serão subsequentemente introduzidas, logo que estejam atualizadas de acordo com a tradução inglesa. Novos updates serão incluídos em subsequentes versões do Scribus 1.4. (*) Tradução/adaptação “A Voz de Ermesinde”.

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A Voz de Ermesinde • 30 de janeiro de 2012

Arte Nona

Entretanto

Atribuído a Jean-Claude Denis o Grande Prémio BD de Angoulême Conforme anuncia o site oficial do Festival Internacional de Banda Desenhada de Angoulême, o quadrinista Jean-Claude Denis (ou Jean-C. Denis) é, este ano, o vencedor do Grande Prémio, o mais importante galardão do certame, e talvez mundial, que pretende distinguir a carreira de um autor. Jean-Claude Denis segue-se assim a Art Spiegelman, o autor de “Maus” - uma célebre obra em BD sobre o Holocausto ao qual foi atribuído um Prémio Pulitzer.

FOTO ARQUI-

MAB Invicta: Festival Internacional de Multimédia, Artes e Banda Desenhada Vai decorrer no Porto, nos fins de

Saiu semana de 10/11 e 17/18 de março o o Festival Internacional de Multimédia, e Banda Desenhada – um even(BD2oJnralArte to dedicado a várias artes como ciM edA B nema, ilustração, literatura ou animaIn- ção, com um especial enfoque na BD. evento terá lugar sobretudo vic- nasOnas instalações da Faculdade de ta: Belas Artes da Universidade do PorFes- to, e contará com diversos autores conceituados do Reino Unido, Alemati- nha, Bélgica, Itália, Espanha e Portuval gal com reputadas obras nestas diIn- versas artes. Direcionado a um público eclético ter- e de todas as faixas etárias, o evenna- to contará com diversas atividades, ci- como exposições de obras originais dos artistas presentes, visitas guiao - das às exposições, sessões de aunal tógrafos, exibição de curtas e londe gas-metragens, masterclasses de animação além de uma zona comerM m ituléad,icial onde estarão presentes bancas Ar- de diversas livrarias, editoras, entre tes outros. Desta programação destacase ainda a exposição dedicada aos e 75 anos do personagem Príncipe Banda Valente criado por Hal Foster (coorDenshad denação e cooperação do editor Manuel Caldas), assim como uma Dm ezobrexposição com a mascote do evende to, Esquiço, que irá servir de do festival. 1932 sinalética O MAB Invicta conta com diver- sos parceiros para a sua programa26 ção onde, além da Faculdade de BeArtes da Universidade do Porto, de las se incluem a Metro do Porto e Se- CasaViva. A Metro do Porto incumtem- bir-se-á de divulgar o evento no intedas mais de 70 composições bro rior abrangendo todas as linhas e nas de estações através de vídeos pro(...) 2011) mocionais e reserva de espaço para duas exposições. A CasaViva está responsável pela programação paralela que contará com apresentações de novidades editoriais, exposições e concertos. A cidade do Porto não tem contacto com um evento deste género há cerca de 11 anos. A organização pretende assim divulgar aos públicos interessados em cinema, ilustração, animação e banda desenhada um leque alargado de autores de variados estilos não muito conhecidos em Portugal mas que apresentam uma obra de interesse a nível europeu. Fonte: http://kuentro.blogspot.com

AVE

Jean-Claude Denis nasceu em Paris, em 1951, e fez o curso da Escola de Artes Decorativas. Na Banda Desenhada, as suas primeiras obras surgem em 1997, com a publicação das histórias de André le Corbeau, nas páginas da revista “Pilote” e, mais tarde, publicadas em álbum pela Dargaud (“Annie Mal”, “la Saison des Chaleurs” e “La Fuite en avant”). A partir de 1978, publica, na Futuropolis “Cours tou nu”, na Casterman “Les Aventures de Rup Bonchemin”, mas será sobretudo na famosa revista “À Suivre” que se fará mais notar, criando a personagem de Luc Leroi, cujas histórias se irão prolongar por cerca de uma vintena de anos.

De Luc Leroi surgirão sete álbuns, sendo “Le Nain jeune” já galardoado em Angoulême, com um Prémio do Público. O autor publica ainda várias obras na Les Humanoïdes Associés, na Albin Michel, na Dupuis, e na Futuropolis), tirando muitas vezes partido das suas viagens, como em “Bonbon piment” (1991). De guitarra na mão, Jean-Claude Denis foi durante muito tempo o principal animador do Dennis Twist, um grupo inteiramente compoto de autores de Bande Desenhada (Dodo, Denis Sire et dois laureados do Grande Prémio da Cidade de Angoulême, Philippe Vuillemin et Frank Margerin). Desde 1999, ele forma com o seu amigo Charles Berberian – igualmente titular de um Grande Prémio do Festival – um duo de inspiração jazz, Nightbuzz.

Os outros vencedores de Angoulême

A edição de 2012 do Festival de Angoulême consagrou ainda: Prémio do Melhor Álbum: "Chroniques de Jérusalem", de Guy Delisle (Éditions Delcourt); Prémio Especial do Júri: "Frank et le congrès des bêtes", de Jim Woodring (Éditions l'Association); Prémio da Melhor Série: "Cité 14, saison 2, tome 1: chers corrompus", de Pierre Gabus e Romuald Reutimann (Les Humanoïdes Associés); Prémio Intergerações: "Bride Stories", de Kaoru Mori (Éditions Ki-Oon). Prémio Olhares sobre o Mundo: "Une vie dans les marges", de Yoshihiro Tatsumi (Éditions Cornélius); Prémio Audácia: "Teddy beat", de Morgan Navarro (Éditions Les Requins Marteaux); Prémio Revelação: "TMLP – Ta mère la pute", de Gilles Rochier (Éditions 6 Pieds sous terre); Prémio Património: "La Dynastie Donald duck", de Carl Barks, t. 4 (Éditions Glénat); Prémio Polar: "Intrus à l'étrange", de Simon Hureau (Éditions la boîte à bulles); Prémio BD FNAC: "Portugal”, de Cyril Pedrosa (Éditions Dupuis); Prémio da Banda Desenhada Alternativa: n.° 9 da revista “Kus !”, de Riga, na Letónia; Prémio Juventude: "Zombillénium t. 2 : Ressources humaines", de Arthur de Pins (Éditions Dupuis). Pedrosa: uma referência a Portugal entre os vencedores do Festival BD de Angoulême.

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窶「 A Voz de Ermesinde

Dia normal

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Arte Nona DESENHO E GUIテグ: CRISTIANO FREITAS

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A Voz de Ermesinde • 30 de janeiro de 2012

Serviços

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Farmácias de Serviço Permanente

Telefones CENTRO SOCIAL DE ERMESINDE

De 31/01/12 a 20/02/12

• Educação Pré-Escolar (Teresa Braga Lino) (Creche, Creche Familiar, Jardim de Infância)

• População Idosa (Anabela Sousa) (Lar de Idosos, Apoio Domiciliário) • Serviços de Administração (Júlia Almeida) Tel.s 22 974 7194; 22 975 1464; 22 975 7615; 22 973 1118; Fax 22 973 3854 Rua Rodrigues de Freitas, 2200 4445-637 Ermesinde • Formação Profissional e Emprego (Albertina Alves) (Centro de Formação, Centro Novas Oportunidades, Empresas de Inserção, Gabinete de Inserção Profissional) • Gestão da Qualidade (Sérgio Garcia) Tel. 22 975 8774 Largo António Silva Moreira, 921 4445-280 Ermesinde • Jornal “A Voz de Ermesinde” (Fernanda Lage) Tel.s 22 975 7611; 22 975 8526; Fax. 22 975 9006 Largo António da Silva Moreira Canório, Casa 2 4445-208 Ermesinde

ECA Telefones

Telefones de Utilidade Pública

ERMESINDE CIDADE ABERTA • Sede Tel. 22 974 7194 Largo António Silva Moreira, 921 4445-280 Ermesinde • Centro de Animação Saibreiras (Manuela Martins) Tel. 22 973 4943; 22 975 9945; Fax. 22 975 9944 Travessa João de Deus, s/n 4445-475 Ermesinde • Centro de Ocupação Juvenil (Manuela Martins) Tel. 22 978 9923; 22 978 9924; Fax. 22 978 9925 Rua José Joaquim Ribeiro Teles, 201 4445-485 Ermesinde

Auxílio e Emergência

Saúde

Avarias - Água - Eletricidade de Ermesinde ......... 22 974 0779 Avarias - Água - Eletricidade de Valongo ............. 22 422 2423 B. Voluntários de Ermesinde ...................................... 22 978 3040 B.Voluntários de Valongo .......................................... 22 422 0002 Polícia de Segurança Pública de Ermesinde ................... 22 977 4340 Polícia de Segurança Pública de Valongo ............... 22 422 1795 Polícia Judiciária - Piquete ...................................... 22 203 9146 Guarda Nacional Republicana - Alfena .................... 22 968 6211 Guarda Nacional Republicana - Campo .................. 22 411 0530 Número Nacional de Socorro (grátis) ...................................... 112 SOS Criança (9.30-18.30h) .................................... 800 202 651 Linha Vida ............................................................. 800 255 255 SOS Grávida ............................................................. 21 395 2143 Criança Maltratada (13-20h) ................................... 21 343 3333

Centro Saúde de Ermesinde ................................. 22 973 2057 Centro de Saúde de Alfena .......................................... 22 967 3349 Centro de Saúde de Ermesinde (Bela).................... 22 969 8520 Centro de Saúde de Valongo ....................................... 22 422 3571 Clínica Médica LC ................................................... 22 974 8887 Clínica Médica Central de Ermesinde ....................... 22 975 2420 Clínica de Alfena ...................................................... 22 967 0896 Clínica Médica da Bela ............................................. 22 968 9338 Clínica da Palmilheira ................................................ 22 972 0600 CERMA.......................................................................... 22 972 5481 Clinigandra .......................................... 22 978 9169 / 22 978 9170 Delegação de Saúde de Valongo .............................. 22 973 2057 Diagnóstico Completo .................................................. 22 971 2928 Farmácia de Alfena ...................................................... 22 967 0041 Farmácia Nova de Alfena .......................................... 22 967 0705 Farmácia Ascensão (Gandra) ....................................... 22 978 3550 Farmácia Confiança ......................................................... 22 971 0101 Farmácia Garcês (Cabeda) ............................................. 22 967 0593 Farmácia MAG ................................................................. 22 971 0228 Farmácia de Sampaio ...................................................... 22 974 1060 Farmácia Santa Joana ..................................................... 22 977 3430 Farmácia Sousa Torres .................................................. 22 972 2122 Farmácia da Palmilheira ............................................... 22 972 2617 Farmácia da Travagem ................................................... 22 974 0328 Farmácia da Formiga ...................................................... 22 975 9750 Hospital Valongo .......... 22 422 0019 / 22 422 2804 / 22 422 2812 Ortopedia (Nortopédica) ................................................ 22 971 7785 Hospital de S. João ......................................................... 22 551 2100 Hospital de S. António .................................................. 22 207 7500 Hospital Maria Pia – crianças ..................................... 22 608 9900

Serviços Locais de venda de "A Voz de Ermesinde" • Papelaria Central da Cancela - R. Elias Garcia; • Papelaria Cruzeiro 2 - R. D. António Castro Meireles; • Papelaria Troufas - R. D. Afonso Henriques - Gandra; • Papelaria X-Acto - R. 5 de Outubro (ao Estádio Sonhos); • Café Campelo - Sampaio; • A Nossa Papelaria - Gandra; • Quiosque Flor de Ermesinde - Praça 1º de Maio; • Papelaria Monteiro - R. 5 de Outubro.

Fases da Lua Fev 20 20112

Lua Cheia: 7 ; Q. Minguante: 14 14;; 21;; Q. Crescente: — . Lua Nova: 21

Mar 201 20122

Lua Cheia: 8 ; Q. Minguante: 15 15;; Lua Nova: 22; Q. Crescente: 1, 30.

Cartório Notarial de Ermesinde ..................................... 22 971 9700 Centro de Dia da Casa do Povo .................................. 22 971 1647 Centro de Exposições .................................................... 22 972 0382 Clube de Emprego ......................................................... 22 972 5312 Mercado Municipal de Ermesinde ............................ 22 975 0188 Mercado Municipal de Valongo ................................. 22 422 2374 Registo Civil de Ermesinde ........................................ 22 972 2719 Repartição de Finanças de Ermesinde...................... 22 978 5060 Segurança Social Ermesinde .................................. 22 973 7709 Posto de Turismo/Biblioteca Municipal................. 22 422 0903 Vallis Habita ............................................................... 22 422 9138 Edifício Faria Sampaio ........................................... 22 977 4590

Bancos Banco BPI ............................................................ 808 200 510 Banco Português Negócios .................................. 22 973 3740 Millenium BCP ............................................................. 22 003 7320 Banco Espírito Santo .................................................... 22 973 4787 Banco Internacional de Crédito ................................. 22 977 3100 Banco Internacional do Funchal ................................ 22 978 3480 Banco Santander Totta ....................................................... 22 978 3500 Caixa Geral de Depósitos ............................................ 22 978 3440 Crédito Predial Português ............................................ 22 978 3460 Montepio Geral .................................................................. 22 001 7870 Banco Nacional de Crédito ........................................... 22 600 2815

Transportes Central de Táxis de Ermesinde .......... 22 971 0483 – 22 971 3746 Táxis Unidos de Ermesinde ........... 22 971 5647 – 22 971 2435 Estação da CP Ermesinde ............................................ 22 971 2811 Evaristo Marques de Ascenção e Marques, Lda ............ 22 973 6384 Praça de Automóveis de Ermesinde .......................... 22 971 0139

Desporto Ficha de Assinante A VOZ DE

ERMESINDE Nome ______________________________ _________________________________ Morada _________________________________ __________________________________________________________________________________ Código Postal ____ - __ __________ ___________________________________ Nº. Contribuinte _________________ Telefone/Telemóvel______________ E-mail ______________________________ Ermesinde, ___/___/____ (Assinatura) ___________________ Assinatura Anual 12 núm./ 9 euros R. Rodrigues Freitas, 2200 • 4445-637 Ermesinde Tel.: 229 747 194 • Fax: 229 733 854

Farmácias de Serviço

Dias

• Infância e Juventude (Fátima Brochado) (ATL, Actividades Extra-Curriculares)

Águias dos Montes da Costa ...................................... 22 975 2018 Centro de Atletismo de Ermesinde ........................... 22 974 6292 Clube Desportivo da Palmilheira .............................. 22 973 5352 Clube Propaganda de Natação (CPN) ....................... 22 978 3670 Ermesinde Sport Clube ................................................. 22 971 0677 Pavilhão Paroquial de Alfena ..................................... 22 967 1284 Pavilhão Municipal de Campo ................................... 22 242 5957 Pavilhão Municipal de Ermesinde ................................ 22 242 5956 Pavilhão Municipal de Sobrado ............................... 22 242 5958 Pavilhão Municipal de Valongo ................................. 22 242 5959 Piscina Municipal de Alfena ........................................ 22 242 5950 Piscina Municipal de Campo .................................... 22 242 5951 Piscina Municipal de Ermesinde ............................... 22 242 5952 Piscina Municipal de Sobrado ................................... 22 242 5953 Piscina Municipal de Valongo .................................... 22 242 5955 Campo Minigolfe Ermesinde ..................................... 91 619 1859 Campo Minigolfe Valongo .......................................... 91 750 8474

Cultura Arq. Hist./Museu Munic. Valongo/Posto Turismo ...... 22 242 6490 Biblioteca Municipal de Valongo ........................................ 22 421 9270 Centro Cultural de Alfena ................................................ 22 968 4545 Centro Cultural de Campo ............................................... 22 421 0431 Centro Cultural de Sobrado ............................................. 22 415 2070 Fórum Cultural de Ermesinde ........................................ 22 978 3320 Fórum Vallis Longus ................................................................ 22 240 2033 Nova Vila Beatriz (Biblioteca/CMIA) ............................ 22 977 4440 Museu da Lousa ............................................................... 22 421 1565

Comunicações Posto Público dos CTT Ermesinde ........................... 22 978 3250 Posto Público CTT Valongo ........................................ 22 422 7310 Posto Público CTT Macieiras Ermesinde ................... 22 977 3943 Posto Público CCT Alfena ........................................... 22 969 8470

Administração Agência para a Vida Local ............................................. 22 973 1585 Câmara Municipal Valongo ........................................22 422 7900 Centro de Interpretação Ambiental ................................. 93 229 2306 Centro Monit. e Interpret. Ambiental. (VilaBeatriz) ...... 22 977 4440 Secção da CMV (Ermesinde) ....................................... 22 977 4590 Serviço do Cidadão e do Consumidor .......................... 22 972 5016 Gabinete do Munícipe (Linha Verde) ........................... 800 23 2 001 Depart. Educ., Ação Social, Juventude e Desporto ...... 22 421 9210 Casa Juventude Alfena ................................................. 22 240 1119 Espaço Internet ............................................................ 22 978 3320 Gabinete do Empresário .................................................... 22 973 0422 Serviço de Higiene Urbana.................................................... 22 422 66 95 Ecocentro de Valongo ................................................... 22 422 1805 Ecocentro de Ermesinde ............................................... 22 975 1109 Junta de Freguesia de Alfena ............................................ 22 967 2650 Junta de Freguesia de Sobrado ........................................ 22 411 1223 Junta de Freguesia do Campo ............................................ 22 411 0471 Junta de Freguesia de Ermesinde ................................. 22 973 7973 Junta de Freguesia de Valongo ......................................... 22 422 0271 Serviços Municipalizados de Valongo ......................... 22 977 4590 Centro Veterinário Municipal .................................. 22 422 3040 Edifício Polivalente Serviços Tecn. Municipais .... 22 421 9459

Ensino e Formação Cenfim ......................................................................................... 22 978 3170 Centro de Explicações de Ermesinde ...................................... 22 971 5108 Colégio de Ermesinde ........................................................... 22 977 3690 Ensino Recorrente Orient. Concelhia Valongo .............. 22 422 0044 Escola EB 2/3 D. António Ferreira Gomes .................. 22 973 3703/4 Escola EB2/3 de S. Lourenço ............................ 22 971 0035/22 972 1494 Escola Básica da Bela .......................................................... 22 967 0491 Escola Básica do Carvalhal ................................................. 22 971 6356 Escola Básica da Costa ........................................................ 22 972 2884 Escola Básica da Gandra .................................................... 22 971 8719 Escola Básica Montes da Costa ....................................... 22 975 1757 Escola Básica das Saibreiras .............................................. 22 972 0791 Escola Básica de Sampaio ................................................... 22 975 0110 Escola Secundária Alfena ............................................. 22 969 8860 Escola Secundária Ermesinde ........................................ 22 978 3710 Escola Secundária Valongo .................................. 22 422 1401/7 Estem – Escola de Tecnologia Mecânica .............................. 22 973 7436 Externato Maria Droste ........................................................... 22 971 0004 Externato de Santa Joana ........................................................ 22 973 2043 Instituto Bom Pastor ........................................................... 22 971 0558 Academia de Ensino Particular Lda ............................. 22 971 7666 Academia APPAM .......... 22 092 4475/91 896 3100/91 8963393

31 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 21 22 23 24 25 26 27 28 29 01 02

Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Domingo Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Domingo Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Domingo Segunda Terça Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Domingo Segunda Terça Quarta Quinta Sexta

Formiga Garcês MAG Nova Alfena Palmilheira Sampaio Santa Joana Travagem Alfena Ascensão Confiança• Formiga Garcês MAG

Central Marques Cunha Outeiro Linho Sobrado Central Marques Santos Vilardell Marques Cunha Outeiro Linho Sobrado Bessa Marques Santos Vilardell Marques Cunha Outeiro Linho Sobrado Bessa Central Vilardell Marques Cunha Outeiro Linho Sobrado

Nova Alfena Palmilheira Sampaio Santa Joana Travagem Alfena Ascensão Confiança• Sousa Torres Bessa Formiga Central Garcês MAG Marques Santos Nova Alfena Marques Cunha Outeiro Linho Palmilheira Sobrado Sampaio Bessa Santa Joana Central Travagem Marques Santos Alfena Vilardell Ascensão

FICHA TÉCNICA A VOZ DE

ERMESINDE JORNAL MENSAL • N.º ERC 101423 • N.º ISSN 1645-9393 Diretora: Fernanda Lage. Redação: Luís Chambel (CPJ 1467), Miguel Barros (CPJ 8455). Fotografia: Editor – Manuel Valdrez (CPJ 8936), Ursula Zangger (CPJ 1859); Alexandre Gomes (tratamento de imagem). Maquetagem e Grafismo: LC, MB. Publicidade e Asssinaturas: Aurélio Lage, Lurdes Magalhães. Colaboradores: Afonso Lobão, A. Álvaro Sousa, Armando Soares, Cândida Bessa, Chelo Meneses, Diana Silva, Faria de Almeida, Filipe Cerqueira, Gil Monteiro, Glória Leitão, Gui Laginha, Jacinto Soares, Joana Gonçalves, João Dias Carrilho, Sara Teixeira, Joana Viterbo, José Quintanilha, Luís Dias, Luísa Gonçalves, Lurdes Figueiral, Manuel Augusto Dias, Manuel Conceição Pereira, Nuno Afonso, Paulo Geraldo, Paulo Pinto, Reinaldo Beça, Rui Laiginha, Rui Sousa, Sara Amaral, Sara Vieira. Propriedade, Administração, Edição, Publicidade e Assinaturas: CENTRO SOCIAL DE ERMESINDE • Rua Rodrigues de Freitas, N.º 2200 • 4445-637 ERMESINDE • Pessoa Coletiva N.º 501 412 123 • Serviços de registos de imprensa e publicidade N.º 101 423. Telef. 229 747 194 - Fax: 229733854 Redação: Largo António da Silva Moreira, Casa 2, 4445-280 Ermesinde. Tels. 229 757 611, 229 758 526, Tlm. 93 877 0762. Fax 229 759 006. E-mail: avozdeermesinde@gmail.com Site:www.avozdeermesinde.com Impressão: DIÁRIO DO MINHO, Rua Cidade do Porto – Parque Industrial Grundig, Lote 5, Fração A, 4700-087 Braga. Telefone: 253 303 170. Fax: 253 303 171. Os artigos deste jornal podem ou não estar em sintonia com o pensamento da Direção; no entanto, são sempre da responsabilidade de quem os assina.

Emprego Centro de Emprego de Valongo .............................. 22 421 9230 Gabin. Inserção Prof. do Centro Social Ermesinde .. 22 975 8774 Gabin. Inserção Prof. Ermesinde Cidade Aberta ... 22 977 3943 Gabin. Inserção Prof. Junta Freguesia de Alfena ... 22 967 2650 Gabin. Inserção Prof. Fab. Igreja Paroq. Sobrado ... 91 676 6353 Gabin. Inserção Prof. CSParoq. S. Martinho Campo ... 22 411 0139 UNIVA ............................................................................. 22 421 9570

Tiragem Média do Mês Anterior: 1100

30 de janeiro de 2012

• A Voz de Ermesinde

Serviços

Agenda Desporto 5 DE FEVEREIRO, 15H00 Estádio de Sonhos – Ermesinde - Balasar Jogo a contar para a 21ª jornada do Campeonato da 1ª Divisão, Série 1, da Associação de Futebol do Porto. 12 DE FEVEREIRO, 15H00 Complexo Desportivo Montes da Costa – Formiga - Salvadorense Jogo a contar para a 21ª jornada do Campeonato da 2ª Divisão, Série 1, da Associação de Futebol do Porto. 19 DE FEVEREIRO, 15H00 Estádio de Sonhos – Ermesinde - Caíde Rei Jogo a contar para a 23ª jornada do Campeonato da 1ª Divisão, Série 1, da Associação de Futebol do Porto. 21 DE FEVEREIRO, 15H00 Complexo Desportivo Montes da Costa – Formiga - Os Lusitanos Jogo a contar para a 23ª jornada do Campeonato da 2ª Divisão, Série 1, da Associação de Futebol do Porto. (Calendário AFP)

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01 Fev - 29 Fev Ação Social•

Exposições•

5 E 19 FEVEREIRO 2012 o Câmaraa Municipal de Valong alongo Cantina da Câmar – Vamos ao Baile O Programa de Ação Sénior da Câmara Municipal de Valongo é dirigido a todos/as idosos/as portadores do Cartão Idoso Municipal residentes no concelho. O objetivo geral do programa é potenciar a manutenção das capacidades, habilidades e destreza da população sénior, motivando-a para uma vida activa, participativa, solidária, crítica e útil ao seu meio social. (Agenda CMV)

EXPOSIÇÃO PERMANENTE Museu da Lousa, Campo – Centro Cultural de Campo Museu de história das indústrias locais de extração e transformação da lousa, com núcleos de exposição permanente e outros temporários. Casa do mineiro, com recriação do interior de uma habitação, com zona de trabalho, repouso e cozinha. Exposição de trabalhos de lousa executados por alunos de escolas do concelho. (Agenda Área Metropolitana do Porto).

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A Voz de Ermesinde • 30 de janeiro de 2012

Última

Fósseis em Ermesinde Recentemente encontrados em Ermesinde, estes fósseis, de tipo vegetal, poderão remontar à Era Paleozóica, juntando-se assim aos achados já conhecidos do Parque Paleozóico de Valongo. FOTOS: JOSÉ MANUEL PEREIRA


"A Voz de Ermesinde" n. 889