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Detalhes Construtivos

DETALHES CONSTRUTIVOS Banheiros e Lavabos

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Detalhes Construtivos

1ª edição - 2011 Equipe de realização: Revisão: Marcia Marques; Capa: Anna Karla Almeida; Diagramação: Anna Karla Almeida.

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO Reitor Prof. José Augusto Oliveira Vice-Reitor Prof. Gustavo Pereira da Costa Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação Prof. Porfírio Candanedo Guerra Diretor do Centro de Ciências Tecnológicas Prof. Jorge de Jesus Passinho e Silva Diretora do Curso de Arquitetura e Urbanismo Profa. Fabíola de Oliveira Aguiar Chefe do Departamento de Arquitetura e Urbanismo Prof. Alex Oliveira de Souza Orientação Profª Marcia Tereza Campos Marques

"Eu conheço o preço do sucesso: dedicação, trabalho duro, e uma incessante devoção às coisas que você quer ver acontecer." Frank Lloyd Wright

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Detalhes Construtivos

Anna Karla Almeida

DETALHES CONSTRUTIVOS Banheiros e Lavabos Cartilha produto de Iniciação Científica da Universidade Estadual do Maranhão por meio da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, orientada pela Profª Dra. Marcia Tereza Campos Marques que teve como orientanda a aluna Anna Karla de Almeida Santos, do Curso de Arquitetura e Urbanismo da UEMA.

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SUMÁRIO INTRODUÇÃO .................................................................................... 7 PARTE 1 ............................................................................................. 8 O QUE É UM DETALHE CONSTRUTIVO? ....................................... 10 E POR QUE DETALHAR? ................................................................. 12 NORMAS TÉCNICAS ........................................................................ 13 NBR 6492- Representação de projetos de arquitetura....................... 13 NBR 10126- cotagem em desenho técnico........................................ 14 NBR 9050- Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. ..................................................................... 15 ETAPAS DE PROJETO..................................................................... 17 ESTUDO PRELIMINAR ..................................................................... 18 PLANTA DE SITUAÇÃO - ................................................................. 19 PLANTAS, CORTES E FACHADAS -................................................ 19 ANTEPROJETO ................................................................................ 20 PROJETO EXECUTIVO .................................................................... 22 SÉRIE DETALHAMENTO ................................................................. 23 PARTE 2 ........................................................................................... 24 5

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ÁREAS MOLHADAS ......................................................................... 26 UM POUCO DE HISTÓRIA ............................................................... 27 FLUXOS DO AMBIENTE................................................................... 35 MATERIAIS DE ACABAMENTO ....................................................... 40 EQUIPAMENTOS.............................................................................. 43 PROJETO EXECUTIVO BANHEIRO................................................. 47 CONCLUSÕES ................................................................................. 50 REFERÊNCIAS ................................................................................. 51

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INTRODUÇÃO O trabalho que será apresentado a seguir é fruto de uma pesquisa de Iniciação Científica financiada pela Universidade Estadual do Maranhão por meio da Pró-Reitoria de Pesquisa e PósGraduação.

Intitulada

DETALHES

CONSTRUTIVOS:

Áreas

Molhadas –banheiros e lavabos, a pesquisa teve por objetivo tratar dos conceitos e da importância do Detalhe Construtivo em relação ao Projeto Executivo de Arquitetura, bem como sua importância para a execução da obra, assim como apresentar os aspectos pertinentes à questão da necessidade de elaboração destes como forma de melhor entendimento do projeto. O estudo aborda a história do banheiro no mundo, e na continuidade aproxima o Detalhe Construtivo voltado mais especificamente para as áreas molhadas - banheiro e lavabo. A proposta desta Cartilha é apresentar ao estudante de Arquitetura e Engenharia Civil, a conceituação do que é Detalhe Construtivo e nova contextualização em cada etapa do processo de concepção do projeto, mediante as expectativas do mercado e as competências que ele exige. Da mesma forma, será abordada a rapidez e segurança que a obra deve ter para que possa ser executada em sua plenitude. Especificamente nesta cartilha, será evidenciado o banheiro como ambiente a ser estudado para compreendermos como ele funciona e o que precisa ser detalhado, assim como sua história, seu contexto e suas peculiaridades serão abordados.

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PARTE 1

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O QUE É UM DETALHE CONSTRUTIVO? O

Detalhe

Construtivo

é

um

instrumento

do

projeto

que

define

minuciosamente o que não pode ser representado no projeto de execução, principalmente quando as plantas baixas e cortes estão em escalas que não permitem tal detalhamento. "Todos

os

detalhes

Detalhe Construtivo é uma ferramenta,

se

como alguns autores afirmam, que

convertem em elementos

ajuda a elucidar dúvidas em todos os

expressivos do espaço

projetos

interior e determinam o

instalações entre outros) e em várias

caráter da obra, numa

etapas de execução.

construtivos

relação

única

indissociável, forma

e

(arquitetônico,

estrutural,

e entre

"Esta parte é a mais delicada e talvez a mais

conteúdo”

complexa do Projeto devido a quantidade de

(CAMARGO,1998).

itens envolvidos e a diversidade de soluções pertinentes à obra a executar" (COSTA, p.5).

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ILUSTRAÇÃO 1- Exemplo de Detalhamento de esquadria. MARQUES, 2010.

Antônio Ferreira da Costa, no livro Detalhando a Arquitetura 1. (ano, p.71), conceitua o detalhe construtivo da seguinte forma: Detalhes Construtivos qualquer Detalhe que se fizer necessário para esclarecimento de um Projeto de Arquitetura (...). Abrangem tudo em referência as formas de arremate para os mais diversos materiais empregados nas construções civis.

Segundo Maciel (2003, p.1), "Desconhecer os procedimentos para a construção do objeto é operar apenas sobre a imagem pretendida para o edifício e seu espaço interior, é o simulacro da decoração e do ornamento supérfluo."

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Diante

dos

conceitos

apresentados

nesse

estudo,

Detalhes

Construtivos será o conjunto de elementos expressos graficamente que possibilitará transmitir a ideia do projeto para sua melhor execução. Se considerarmos o papel primordial do Arquiteto, que é de mostrar de forma clara por meio do desenho técnico e dos memoriais, um projeto autoexplicativo e de fácil leitura e execução, torna-se evidente que quanto mais o projeto for detalhado, especificado e desenvolvido, melhor qualidade ele terá com a obra finalizada.

E POR QUE DETALHAR? Os desenhos dos detalhes construtivos têm como função transmitir e auxiliar a compreensão das soluções propostas. Gildo Montenegro afirma que “muitos projetos tem seus custos acrescidos por serviços não previstos inicialmente, não por deficiência do projeto e sim por falta de dados em decorrência de um levantamento incompleto” (MONTENEGRO, 1978, p.83). Partindo deste pressuposto, para termos a existência de um projeto executivo bem feito, o detalhe construtivo deve servir de suporte primordial para a obra. Ainda, "se avaliarmos a importância do detalhe na montagem de um orçamento, é difícil mensurar o quanto este auxilia na quantificação mais precisa dos insumos" (MARQUES, 2010, p.3).

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NORMAS TÉCNICAS Várias são as normas que a Associação Brasileira de Norma Técnicas (ABNT) elaborou para que o Detalhe Construtivo seja subsidiado como instrumento técnico de informação e de complementação para o projeto. As NBRs que permeiam de forma específica o uso do Detalhes Construtivo são as citadas abaixo.

NBR 6492- Representação de projetos de arquitetura. Esta Norma apresenta o Detalhe Construtivo como: Representação gráfica de todos os pormenores necessários, em escala adequada, para um perfeito entendimento do projeto e para possibilitar sua correta execução (NBR 6492, 1994, p.2).

Quanto aos elementos a serem representados no Anteprojeto, se tratando de escala, deve-se observar que: Devem estar bem representados os elementos construtivos, ainda que de forma esquemática, de modo a permitir a perfeita compreensão do funcionamento do programa e partido adotados, incluindo níveis e medidas principais, áreas, acessos, denominação dos espaços, topografia, orientação (NBR 6492, 1994, p.5).

Já no Projeto Executivo, etapa final do processo de projetação, fica estabelecido que os elementos a serem representados "devem estar corretamente indicados todos os materiais usados e suas quantidades, os

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detalhes construtivos, além das recomendações necessárias para sua correta execução" (NBR 6492, 1994, p.6). Quanto ao estabelecimento específico do detalhe construtivo para a representação gráfica de projeto de arquitetura, são várias as normas estabelecidas para que tais desenhos contenham informações relevantes. Segundo a Norma, temos que o detalhe construtivo geral deve conter: a. b. c. d. e. f. g. h. i. j.

simbologias de representação gráfica conforme as prescritas nesta Norma; eixos do projeto; sistema estrutural; indicação de cotas em osso e acabadas, e cotas totais das partes detalhadas; indicação de cotas pormenorizadas na fixação de todas as peças e acessórios existentes; indicação de cotas de nível em osso e acabado; indicação dos materiais de acabamento utilizados; marcação de cortes, elevações; escalas; notas gerais, desenhos de referência e carimbo (NBR 6492, 1994, p.9).

NBR 10126- cotagem em desenho técnico. Para a cotagem em desenho técnico, estabelece-se que: Desenhos de detalhes devem usar a mesma unidade (por exemplo, milímetro ou centímetro) para todas as cotas sem o emprego do símbolo. Se for necessário, para evitar mau entendimento, o símbolo da unidade predominante para um determinado desenho deve ser incluído na legenda. Onde outras unidades devem ser empregadas como parte na especificação do desenho (por exemplo, N.m. para torque ou kPA para pressão), o símbolo da unidade apropriada deve ser indicado com o valor (NBR 10126, 1987, p.2).

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NBR 9050- Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Visto que hoje é necessário pensar nos espaços com acessibilidade, o correto detalhamento evidenciando os equipamentos que são utilizados para que o banheiro e o lavabo sejam acessíveis a todos. Tais especificidades devem ser amplamente detalhadas para que o projeto com desenho de caráter universal seja corretamente executado. Segundo a norma: Os sanitários e vestiários acessíveis devem obedecer aos parâmetros desta Norma no que diz respeito à instalação de bacia, mictório, lavatório, boxe de banheiro, acessórios e barras de apoio, além de áreas de circulação, transferência, aproximação e alcance (NBR 9050, 2004, p.64).

ILUSTRAÇÃO 02 - Desenho demonstrando quais as alturas ideais e disposições preferíveis para a utilização do banheiro por um portador de necessidades especial segundo a NBR 9050.

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ILUSTRAÇÃO 03 - Explicação de forma leiga de como deve ser um banheiro com desenho universal, acessível para todos.

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ETAPAS DE PROJETO O

Projeto

Executivo

deve

apresentar

todas

as

informações

necessárias à execução da obra em todos os serviços fundamentais a serem feitos de forma clara e organizada. Para a fundamentação deste estudo, tomo por base a NBR 13532 e a NBR 6492, que detalha a representação de projetos de arquitetura. Também me aproprio, com base em minhas 1

anotações de sala de aula , que dizem: Os momentos de comunicação e de exposição dos resultados caracterizam as etapas de desenvolvimento do processo projetual. Tais etapas se distinguem pelo grau de definição alcançado. No contexto da prática profissional costumeira, a tradição e a conveniência consagram três estágios principais e diferenciados: os estudos preliminares, o anteprojeto e o projeto definitivo, este sendo, por definição, o resultado conclusivo da tarefa.

Segundo a NBR 13532 de 11/2005, que identifica a qualificação que o processo projetual deve possuir, bem como as etapas de execução da atividade técnica do projeto de arquitetura são as seguintes, na seqüência indicada (incluídas as siglas): a. b. c. d. e. f. g. h.

1

Levantamento de dados para arquitetura (LV-ARQ); Programa de necessidades de arquitetura (PN-ARQ); Estudo de viabilidade de arquitetura (EV-ARQ); Estudo preliminar de arquitetura (EP-ARQ); Anteprojeto de arquitetura (AP-ARQ) ou de pré-execução (PR-ARQ); Projeto legal de arquitetura (PL-ARQ); Projeto básico de arquitetura (PB-ARQ) (opcional); Projeto para execução de arquitetura (PE-ARQ) (NBR 13532, 11/1995).

Aula de Teoria do Projeto ministrada pelo Profº Ricardo Laender Perez em 2010.

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ESTUDO PRELIMINAR

ILUSTRAÇÃO 4 - No estudo preliminar são elaborados os primeiros croquis, esboços do que virá a ser o projeto. É momento de organizar as idéias, problematizar o proposto e buscar soluções viáveis. O Detalhe ainda não aparece de forma definida.

O Estudo preliminar se caracteriza pela fase inicial do projeto, quando se faz análise da problemática e se procura ver a viabilidade do programa que será adotado. Há o pré-dimensionamento da obra, o estudo do terreno e procura-se questionar os possíveis problemas que mudem o curso da projetação. "A resolução do problema ainda se encontra num estágio embrionário e a pormenorização é inexistente, por ser ainda dispensável"¹.

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Para tal, o Detalhe Construtivo também começa a ser esboçado, não necessariamente sendo de forma exata e definitiva. Ele vem de forma sucinta. Como instrumentos de projetação, o estudo preliminar possui: a. Planta de Situação; b. Plantas, cortes e fachadas;

PLANTA DE SITUAÇÃO a. b. c. d. e. f. g. h. i.

-

conforme a NBR 6492, deve conter:

Simbologias de representação gráfica, conforme a NBR 6492; Curvas de nível existentes e projetadas, além de eventual sistema de coordenadas referenciais; Indicação do norte; Vias de acesso ao conjunto, arruamento e logradouros adjacentes com os respectivos equipamentos urbanos; Indicação das áreas a serem edificadas, com o contorno esquemático da cobertura das edificações; Denominação dos diversos edifícios ou blocos; Construções existentes, demolições ou remoções futuras, áreas non aedificandi e restrições governamentais; Escalas; Notas gerais, desenhos de referência e carimbo.

PLANTAS, CORTES E FACHADAS

-

conforme a NBR 6492,

deve conter: a. b. c.

Simbologias de representação gráfica conforme as prescritas nesta norma; Indicação de corte; Caracterização dos elementos do projeto: fechamentos externos e internos, acessos, circulações verticais e horizontais, áreas de serviço e demais elementos significativos;

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d. e. f. g. h.

Indicação dos nomes dos compartimentos; Cotas gerais; Cotas de níveis principais; Escalas; Notas gerais, desenhos de referências e carimbos (NBR 13532, 11/1995).

Quanto às informações técnicas contidas no Estudo Preliminar, estas devem ser: a. Sucintas e suficientes para a caracterização geral da concepção adotada, incluindo indicações das funções, dos usos, das formas, das dimensões, das localizações dos ambientes da edificação, bem como de quaisquer outras exigências prescritas ou de desempenho; b. Sucintas e suficientes para a caracterização específica dos elementos construtivos e dos seus componentes principais, incluindo indicações das tecnologias recomendadas; c. Relativas a soluções alternativas gerais e especiais, suas vantagens e desvantagens, de modo a facilitar a seleção subseqüente (NBR 13532, 11/1995).

ANTEPROJETO Segundo Elvan Silva (1998), "o anteprojeto representa a solução geral do problema, com a definição de partido adotado, da concepção estrutural e das instalações, possibilitando a clara compreensão da obra a ser executada."

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ILUSTRAÇÃO 5 - No anteprojeto, o Arquiteto define em pormenores aquilo que ainda não foi determinado no Estudo Preliminar.

Normalmente, a elaboração do projeto definitivo pressupõe a aprovação do anteprojeto por parte do interessado, servindo o projeto definitivo para transmitir ao construtor as informações necessárias à execução da obra. Nesta fase do projeto, o Detalhe Construtivo aparece como detalhe de elementos da edificação e de seus componentes construtivos. O anteprojeto completo será aquele que contiver informações que abranjam os seguintes aspectos: Definição volumétrica; Zoneamento das funções

(atividades);

construtivo/estrutural; Configuração das

Enquadramento Geometria

dos

aberturas; Articulação

no

terreno;

espaços das

Tipologia

(compartimentos);

funções; Indicação do

equipamento; Solução plástica; Relacionamento com o entorno; Acessos; Tratamento do espaço externo; Memória explicativa e/ou justificativa; Esboço das especificações; Tabela enunciativa das áreas; Orçamento estimativo.

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PROJETO EXECUTIVO

ILUSTRAÇÃO 6 - No projeto executivo, o profissional enfim traz até a obra, os Detalhes Construtivos para que tudo que será executado seja tal como ele planejou.

O anteprojeto, como exposição da idéia do projetista não é, a rigor, um instrumento para execução da obra. O projeto definitivo, ou executivo, é o instrumento adequado a essa finalidade. Excepcionalmente, o anteprojeto poderá ser concebido como instrumento para realização da obra, mas esta não é sua verdadeira finalidade. As informações técnicas necessárias ao perfeito desempenho da tarefa edificatória caracterizam o projeto definitivo ou projeto executivo. O projeto executivo exige um Detalhamento bem mais específico, pois ele é o projeto que será definitivo e não deve sofrer alterações.

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Segundo a NBR 6492, os documentos típicos do projeto executivo são os seguintes: a. planta de localização e situação; b. plantas, cortes e fachadas; c. detalhamento; d. discriminação técnica; e. quadro geral de acabamentos (facultativo); f. especificações dos equipamentos; g. lista de materiais; h. quadro geral de áreas (facultativo).

SÉRIE DETALHAMENTO Segundo a NBR 13532, é de fundamental importância que haja detalhes de elementos da edificação e de seus componentes construtivos, assim como esquadrias, grades, peitoris, soleiras, áreas molhadas, bancadas, balcões, coberturas, beirais, pisos, calçadas, forros, revestimentos e seus encontros, cisternas, caixas d'água, impermeabilizações, proteções, piscinas, churrasqueiras, saunas, jardins, muros entre outros. Estes devem conter: simbologias de representação, eixos do projeto, sistema estrutural, indicação de cotas em osso e acabadas, e cotas totais das partes detalhadas, indicação de cotas pormenorizadas na fixação de todas as peças e acessórios existentes, indicação de cotas de nível em osso e acabado, indicação dos materiais de acabamento utilizados, marcação de cortes, elevações, escalas, notas gerais, desenhos de referência e carimbo.

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PARTE 2

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ÁREAS MOLHADAS As áreas molhadas são todos os compartimentos da edificação que sofrem com intempéries da água, geralmente relacionados a higiene, limpeza e preparo de alimentos, a saber: Cozinhas; Banheiros; Lavabos; Áreas de serviço; Piscinas. As áreas molhadas geralmente são mais planejadas quanto ao revestimento pelo cuidado que o ambiente molhado necessita. Como exemplo, se a parede for pintada com tinta comum ela tende a sujar e manchar; na cozinha há possibilidade, principalmente de engordurar os revestimentos. Para revestimentos nas áreas molhadas estes devem ser laváveis, tendo assim acabamentos diferenciados do resto dos cômodos. Se as paredes forem pintadas, é aconselhável que este revestimento escolhido seja uma tinta impermeável, para que não haja problemas durante a manutenção. Em geral, as áreas molhadas devem possuir revestimentos de piso e paredes de fácil limpeza e manutenção, para garantir sua salubridade. Além disso, é ideal que tais espaços tenham revestimentos de modo a proporcionar ambientes claros, que sejam privilegiados com ventilação natural adequada aos índices de umidade e iluminação natural suficiente. Também é interessante lembrar que para maior economia na construção, projetar esses cômodos próximos uns dos outros faz com que não se desperdice tubulações com grandes distâncias.

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UM POUCO DE HISTÓRIA A necessidade de encontrar um espaço específico para a limpeza e excreção humana teve seu início em 3.000 a.C, segundo os historiadores na cidade de Harappa, situada a oeste da Índia, que já possuía em suas residências, latrinas com água corrente. Estas estavam ligadas a canais feitos de tijolos que percorriam toda a cidade e onde tal sistema ainda incluía bueiros e câmaras. Também há registros que no Egito, por volta de 2100 a.C as latrinas eram utilizadas por pessoas sentadas, forma utilizada até hoje.

ILUSTRAÇÃO 7- Pintura que retrata a cidade de Harappa, na Índia onde foram encontrados os primeiros vestígios de canalizações e espaço específico para a excreção humana.

No Ocidente, o processo tomou outros caminhos. Na Grécia, ao invés de ter-se uma latrina individual, as casas não a possuíam e as necessidades eram feitas ao ar livre. No entanto, os romanos utilizavam penicos, mas era público e coletivamente que na maioria das vezes eles faziam suas necessidades, pois os banheiros públicos reuniam a sociedade para debates, encontros cívicos e festas. Além disso, não há registros históricos precisos que confirmem que as latrinas coletivas eram separadas por sexo.

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Com a expansão do Império Romano o sistema de termas difundiuse, e com a decadência do Império, caiu em desuso. Porém, na Idade Média a situação ficou diferente, os Castelos medievais e palácios normalmente tinham incorporado um sistema hidrosanitário, onde o reservatório de água de esgoto geralmente era o fosso do castelo. Outras culturas fora da tradição da Europa Ocidental também exerciam a tradição da limpeza pessoal. Alguns mosteiros e castelos possuíam banheiros, mas eram simples, muitas vezes apenas um tanque feito de madeira que servia como banheira. Nesse período, o banheiro público passou a ser visto como local de má reputação porque muitas vezes eram locais de prostituição.

ILUSTRAÇÃO 8 - Imagem de uma terma romana ainda conservada.

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ILUSTRAÇÃO 9 - Imagem de 1840 de um quarto de banho em Milão. Só tinham acesso a esses privilégios a alta nobreza burguesa da época.

A idéia de um quarto em uma casa dedicado a higiene pessoal e limpeza era um tanto recente. A maioria das casas da Antiguidade e da Idade Média não possuía um cômodo para servir de banheiro. Sempre houve a necessidade de eliminação de resíduos humanos, assim como a necessidade de implementar equipamentos que garantissem a salubridade na residência. A popularização do banheiro só começaria na Europa no século XVII quando a prefeitura de Paris decretou que todas as casas construídas na cidade deveriam possuir este cômodo. Thomas Crapper foi o inventor da válvula de descarga. Ele patenteou a ideia em 1891, as produziu e teve ampla aceitação por toda a Inglaterra nas décadas que precederam a Primeira Guerra Mundial.

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ILUSTRAÇÃO 10- Imagem do século XIX que mostra os primeiros modelos de mecanismos de descarga para residências, inventados por Thomas Crapper.

Nos Estados Unidos, os primeiros colonos americanos trouxeram a tradição dos quartos de banho europeus com eles para o Novo Mundo. No entanto, em meados do século 19 havia uma banheira permanente na Casa Branca, e tomar banho evoluiu para o costume de sempre tomar banhos aos sábados à noite. John M. Kohler, fundador da Companhia Kohler viu uma oportunidade de vender para um mercado novo. Ele modificou um cocho de cavalo, o esmaltou e acrescentou pernas. Em seguida, vendeu-o como um banho para atender a demanda crescente de aparelhos para banheiro por volta da virada do século. Até hoje a marca permanece no mercado como sinônimo na fabricação de banheiras e outros elementos ligados ao banho.

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O banheiro moderno e as fábricas de tubulações eram tanto uma resposta à industrialização urbana que crescia, onde havia a necessidade urgente de sanitarização das cidades, quanto um resultado da tecnologia de fabricação que a industrialização tornou possível. Em uma sociedade rural, um banheiro no interior de uma casa poderia ser uma conveniência, mas não era regra. Em um ambiente de intenso aglomerado urbano, no entanto, a eliminação eficientemente sanitária dos dejetos humanos se tornava a cada dia um problema real e, com a ausência de solo suficiente para humano, a água tornou-se o único meio para levar os dejetos embora. O desenvolvimento de sistemas de esgoto municipal em Londres e Paris nos séculos XVIII e XIX foi uma resposta direta à ameaça da doença. Ela foi causada em decorrência do aumento da densidade da população e da falta de qualidade nos serviços sanitários, que não tinham capacidade de remover todos os dejetos produzidos nas cidades. O mundo moderno então percebeu a real necessidade do banheiro, não tanto por conveniência, mas para sua própria sobrevivência. Infelizmente, enquanto os engenheiros do século XIX aperfeiçoaram o processo de utilização de água para acabar com os resíduos, as pessoas que viviam no século XX descobriram que não bastava apenas levar a sujeira para um terreno afastado da cidade. Contaminação generalizada de grande parte do suprimento mundial de água doce é um dos piores legados do modo de sanitarizar as cidades.

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ILUSTRAÇÃO 11 - A modernidade chegava e com ela novas tecnologias na hora do banho.

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Os banheiros evoluíram como uma resposta às necessidades fundamentais para a higiene pessoal, bem como uma expressão das normas culturais e uma modernização na tecnologia que cada vez mais se agregava as residências. Entre 1875 e 1925, quando as encanações começaram a ser amplamente disponíveis e se tornaram prática universal na construção civil, nossas atitudes em relação à higiene pessoal como ato privado mudaram.

ILUSTRAÇÃO 12- Banheiro padrão, comum na maioria das residências brasileiras.

O que antes eram atividades familiares não tão freqüentes ou motivo de reunião entre a sociedade, tornou-se uma atitude muito pessoal e particular. Pode considerar-se nos dias atuais de forma costumeira a residência possuir um banheiro para cada quarto. Assim como o banheiro, agora o lavabo também vem ganhando espaço na sociedade moderna. O lavabo é um pequeno banheiro que costuma ter de 2 a 5 metros quadrados, sendo o mínimo exigido pelo Código de Obras de São Luís do Maranhão (1976:207), o qual é composto

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geralmente por uma pia e uma bacia sanitária. O que difere o lavabo do banheiro é que o lavabo não possui chuveiro e/ou banheira. Usado geralmente por visitas ou empregados.

ILUSTRAÇÃO 13Lavabo moderno revestido com papel de parede de arabescos.

Ele surgiu da necessidade de um banheiro reservado à sala comum do ambiente, onde o visitante não teria acesso aos banheiros íntimos da casa, proporcionando privacidade e praticidade ao ambiente. O conceito de lavabo vem trazer aos dias atuais cada vez mais sua utilização em diversos ambientes, seja residencial, comercial ou institucional.

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FLUXOS DO AMBIENTE A fluxibilidade dos ambientes permite perceber quais seus principais usos e como e com que frequência eles são usados. Nos banheiros, a sequência lavar as mãos- necessidades fisiológicas- banho é o parâmetro ideal para definir-se o fluxo de utilização de um banheiro. Nos lavabos, dispomos de uma configuração um pouco diferente da do banheiro, devido à sua função, já que o lavabo é um banheiro sem chuveiro ou banheira. Geralmente os lavabos ficam próximos à sala, copa, cozinha ou área de lazer. Em ambientes comerciais, servem como solução para o asseio rápido sem a necessidade de um banheiro completo, sendo um banheiro de apoio. Por ser um banheiro destinado às visitas ou aos empregados para acesso rápido. Cada espaço tem determinado uso, e trazendo para o contexto do banheiro, os principais usos deste espaço são: 1.

Lavatório, no qual verificamos a necessidade de lavar as mãos várias vezes em diversas ocasiões por questões de higiene;

2.

Bacia sanitária, no qual ir ao banheiro para fazer as necessidades fisiológicas é um ato natural do ser humano;

3.

Chuveiro, para assear-se ao tomar banho, menos freqüente que as demais utilizações do ambiente, que toma maior ou menor proporção de cultura para cultura, sobretudo em algumas culturas onde esta prática não é fazê-la vezes ao dia, porém importantíssima para a salubridade humana.

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ILUSTRAÇÃO 14- Banheiro pequeno, com disposições

.

que

atendem

ao

fluxo

do

ambiente.

Para compreendermos na prática como a análise de fluxo funciona, tomemos como exemplo dois projetos de banheiro em planta baixa:

ILUSTRAÇÃO 15- Planta baixa Layout de um lavabo. Nota-se que após a porta de entrada temos logo a bancada com o lavatório e em seguida a bacia sanitária, mostrando a disposição dos equipamentos do banheiro em relação ao fluxo.

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ILUSTRAÇÃO 16- Planta baixa de um banheiro. Verificando a utilização do fluxo, podemos perceber a ordem de utilização: lavatório; bacia sanitária; chuveiro.

Além da utilização, banheiros e lavabos dispõem de formas diferentes de acordo com o espaço. Desta forma, há também diversas disposições possíveis para atender o fluxo do ambiente. Segundo NEUFERT (1999:91) temos que "o planejamento do banheiro deve-se orientar segundo cada usuário e a família". Ainda no mesmo texto diz que "através de planejamento hábil da implantação dos objetos, pode-se ganhar espaço no meio do ambiente, com consequente sensação de que seja maior."

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ILUSTRAÇÃO 17- Exemplo de padrões de banheiro segundo as disposições dos cômodos.

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ILUSTRAÇÃO 18- Esquematização dos equipamentos do banheiro de acordo com a utilidade espacial do ambiente.

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MATERIAIS DE ACABAMENTO A importância da especificação completa, diz respeito ao conjunto de informações sobre determinado material a ser utilizado em um ambiente. Na especificação deve constar: tipo do material, dimensões, referência e/ou código, cor, textura (se houver), acabamento (se houver), fabricante e demais informações necessárias para o bom entendimento do tipo de material que se quer utilizar. Por exemplo: 1 - cerâmica 31 x 31 cm Pratica Cristal branca da Gyotoku com rejuntamento comum branco, assentada a 45 graus; 2 – Divisória em granito cinza prata 1,20 x 1,80 x 0,03 cm polida nas duas faces. Logo, o detalhe construtivo não é somente um instrumento para elucidar dúvidas, mas trata-se de uma ferramenta que além de auxiliar a leitura do projeto e compreensão, auxilia a montagem do orçamento, tanto na quantificação quanto na especificação dos insumos. Nesse sentido, para os dias atuais e com as novas tecnologias, com a quantidade e diversidade de materiais de revestimentos e acabamento, louças, metais, acessórios e afins, o detalhe construtivo vem contribuir para o bom desenvolvimento dos levantamentos de quantidades para o orçamento e por consequência, para o bom andamento da obra. Desta forma, a atualização do conceito de Detalhe Construtivo as necessidades da atualidade estaria ligado à questão de ser um instrumento de interpretação dos pontos incógnitos do projeto tanto para os quantitativos do orçamento quanto para a perfeita execução no canteiro de obras.

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ILUSTRAÇÃO 19 - Exemplos de revestimentos para banheiro. As pastilhas de vidro hoje possuem diversos padrões e sempre são lançadas novas coleções com novas padronagens.

ILUSTRAÇÃO 20 - É muito comum usar cerâmicas e listelos nos banheiros. Imagem com detalhe de listelo. Os materiais que compõem o acabamento da execução, a finalização de revestimentos, que podem ser cerâmicas, tintas, madeiras, pedras, resinas, porcelanatos, granitos, mosaicos, entre outros, são partes integrantes

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do detalhe construtivo de banheiros e lavabos. Os modelos são variados, tanto em cor, textura, dimensões, aplicabilidade, entre outros aspectos. Segundo NEUFERT (1999, 87), em relação aos materiais, "devem-se ter superfícies fáceis de limpar. O reboco das paredes e teto devem absorver e perder suficiente umidade." No mesmo texto afirma que deve-se "escolher tipo de piso na medida do possível não escorregadio". Hoje o profissional tem a sua disposição diversos materiais no mercado que possibilitam inúmeras combinações de estilos, tecnologia diferenciada, maior durabilidade dos revestimentos, por consequência do espaço e qualidade no projeto. Certos materiais como papéis de parede, tecidos, plásticos, entre outros recebem tratamento especial para estar nestes ambientes conferindo modernidade e sofisticação. Há materiais compostos de fungicidas, impermeáveis, livres de cloro e outras substâncias. Hoje produtos naturais e sustentáveis ganham cada vez mais utilização como revestimentos, como madeiras de demolição, bambu, algodão orgânico. Materiais alternativos como refugos de resina, plásticos e outros aproveitamentos de sobras industriais que tragam composições interessantes são utilizados. Além disso, novas linhas de cerâmicas e porcelanatos estão sendo produzidas com maior tecnologia e menor espessura, poupando assim matéria prima. Alguns desses elementos imitam materiais naturais, sem perder a resistência e impermeabilidade necessária para a área de banheiro e lavabo.

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ILUSTRAÇÃO 21- Por imprimir caráter natural e sustentável, os profissionais cada vez mais utilizam-se desses materiais parta criar novos designs para os ambientes.

EQUIPAMENTOS Os equipamentos de banheiro têm fundamental importância para sua utilidade. É pelos equipamentos que se dão os usos do banheiro. Louças, cubas, pias, bancadas, duchas, chuveiros, bacias sanitárias, bidês, registros, torneiras, misturadores, porta-toalhas, papeleiras compõem seus utensílios. Para NEUFERT (1999:94), "instalações normais em ambientes 'molhados' requisitam na maioria custos elevados e tempo". Os equipamentos de banheiro devem ser resistentes e de fácil limpeza, garantindo a salubridade do ambiente. Tais utensílios são geralmente feitos de materiais resistentes à água, como louças, inox, e cromados.

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A novidade que está sendo implantada no mercado são as válvulas de duplo funcionamento que funcionam com dois tipos de descarga. Bacia sanitária com caixa acoplada em média utiliza 6 litros de água a cada descarga. As novas válvulas utilizam para dejetos líquidos 3 litros de água e para os sólidos, 6 litros, poupando em até 30% a água utilizada para a descarga. Alguns exemplos de equipamentos de banheiro estão ilustrados para que possamos reconhecê-los no ambiente (ilustrações 25 a 30). .

ILUSTRAÇÃO 22 - Exemplos dos equipamentos mais comuns nos banheiros.

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ILUSTRAÇÃO 23- - Válvulas de descarga. À esquerda, válvula comum; à direita, válvula com economia de água.

ILUSTRAÇÃO 24 - Cuba de sobrepor em da Deca Linha Quadratta em banheiro comercial. Bancada em silestone creme e parede revestida com pastilha cerâmica esmaltada.

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ILUSTRAÇÃO 25 - Imagem de torneira de bancada com bico direcional da Deca.

ILUSTRAÇÃO 26 - Um dos diversos exemplos de chuveiros disponíveis no mercado atualmente.

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PROJETO EXECUTIVO BANHEIRO Neste capítulo finalizamos com a apresentação do processo de detalhamento de um banheiro, chegando ao Detalhe Construtivo como instrumento, tanto para auxiliar na leitura do Projeto de Arquitetura e compor o Projeto Executivo de Arquitetura, quanto enfocando a sua importância na compreensão dos pormenores na execução do projeto no canteiro de obras. A partir do detalhamento do banheiro em plantas, cortes e seus detalhes, temos a compreensão na prática de como se faz, por meio de todo o processo descrito ao longo desta pesquisa, o Detalhe Construtivo de fato. A seguir, temos alguns Detalhes típicos de banheiros e lavabos que foram apresentados na pesquisa que nortearão você na hora de detalhar o

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CONCLUSÕES Sem dúvidas, o objetivo da pesquisa era reunir em um único documento material que conceituasse o Detalhe Construtivo e apresentasse o processo de Detalhamento de Áreas Molhadas – banheiros e lavabos. Por meio das percepções acerca da falta de publicações concretas de cunho conceitual sobre este assunto, a pesquisa cumpriu seu papel em desempenhar uma nova fonte de pesquisa para os profissionais e a Comunidade Acadêmica. Ao finalizar esta pesquisa percebemos a importância desta, pois não está somente na busca do nosso objetivo, mas na diversidade de conhecimentos que estamos adquirindo e com certeza irão ser repassados por meio de outras que virão.

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REFERÊNCIAS Livros e Normas: ARREDARE. Milão: Domus, ano III, , n. 11, set. 1996. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMA TÉCNICAS. NBR 6492 de abril de 1994 – Desenho Arquitetônico. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMA TÉCNICAS. NBR 10067 de maio de 1995 – Princípios Gerais de Representação em Desenho Técnico. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMA TÉCNICAS. NBR 13531 de novembro de 1995 – Elaboração de projetos de edificações – Atividades Técnicas. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMA TÉCNICAS. NBR 13532 de novembro de 1995 - Elaboração de projetos de edificações – Arquitetura. BRANDÃO, Carlos Antônio Leite. Linguagem e arquitetura: o problema do conceito. Revista de Teoria e História da Arquitetura e do

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NEUFERT, Ernst. Arte de Projetar em Arquitetura. São Paulo: Ed. Gustavo Gili do Brasil, 21º ed., 1978. NEUFERT, Neff. Casa apartamento jardim: Projetar com conhecimento, construir corretamente. Barcelona. Gustavo Gili. 1999. SILVA, Elvan. Uma introdução ao projeto arquitetônico. Porto Alegre - UFGRS, 1998.

Sites visitados na Internet: CAMARGO, Mônica Junqueira de. Guedes: razão e paixão na arquitetura. Arquitextos, São Paulo, 09.099, Vitruvius, ago 2008 Disponível em: http://www.vitruvius.com.br/revistas/ read/arquitextos/09.099/116. Acessado em 23 nov. 2010. Como era um banheiro na antiguidade? Disponível em http://mundoestranho.abril.com.br/hi storia/pergunta_287010.shtml. Acesso em 27 de nov. de 2010. MACIEL, Carlos Antônio. Arquitetura, projeto e conceito. Disponível em http://www.vitruvius.com.br/revistas/

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Artigos, Projetos de Pesquisas: MARQUES, Marcia Tereza Campos. Detalhes Construtivos: uma opção para facilitar a execução da obra. Projeto de pesquisa apresentado a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade Estadual do Maranhão. 2010. Pedimos desculpas por omissões não intencionais dos proprietários copyright não encontrados.

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Detalhes Construtivos- Banheiros e Lavabos ( Construction Details- Bathroons & Toilets)