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AEROESPAÇO

Informativo do Departamento de Controle do Espaço Aéreo - DECEA

NOTÍCIAS

Ano 1 - Nº 5

Precision Aproach Radar - PAR Canoas/RS

Página 2 • Índice/Expediente • Cartas dos leitores

Página 14 • Missão com final feliz • SRPV-MN recebe visita da ECEMAR

Página 3 • Editorial • Nossa Capa

Página 15 • Semana da CIPA é realizada no SRPV-RJ • Exposição aeronáutica e concurso literário mentam o aeroporto de Congonhas

Páginas 4 e 5 • Servidores-padrão são eleitos pelo DECEA Página 6 • Ações do DECEA otimizam o desempenho organizacional dos DTCEA Página 7 • “FAB 4517, ejetando!” Página 8 • “In Totvm Efficax Congeries” - Um conjunto de todo eficaz Página 9 • Dia do Controlador de Tráfego Aéreo é comemorado com festa no RJ • SRPV-SP homenageia pioneiros do controle do tráfego aéreo Páginas 10 e 11 • “Imageando” o DECEA Páginas 12 e 13 • Seção: Eu não sabia! Tema: Inspeção em Vôo

movi-

Página 16 • Helicópteros em São Paulo - O Grande Desafio Página 17 • CINDACTA 1 comemora 28º aniversário • O ICA no VI COBRAC Páginas 18 e 19 • Seção: Conhecendo o DTCEA SINOP/MT Páginas 20 e 21 •Integração total na 33ª Reunião Anual de Pilotos Inspetores Página 22 • Realizada auditoria de qualificação na Sala AIS-EG • CINDACTA 1 recebe visita do Ministro dos Transportes • DTCEA-SJ tem novo comandante Página 23 • O PARA-SAR no Sistema de Salvamento e Resgate da FAB

Cartas dos leitores Parabenizo toda a equipe do Informativo Aeroespaço Notícias pela excelente publicação que periodicamente nos brinda. Gostaria, se possível, de receber o arquivo da foto de capa da revista de nº4, “crepúsculo amazônico”, pois merece ser emoldurado. Nilton Sérgio Cavalcante Lopes – 1º Ten Esp Aer CTA Chefe do APP-FZ Acuso o recebimento dos quatro exemplares da nova revista AEROESPAÇO NOTÍCIAS. Meus parabéns, não só para o Comandante, mas também para todos os participantes dessa revista. Contudo, os parabéns deveriam ser estendidos a todos os atuais componentes do SISCEAB, bem como para todos ex-componentes dos saudosos SPV e SISDACTA. Há alguns anos, quando ainda labutava no comando do CINDACTA (1973-78), que naquela época ainda não era o CINDATA 1, e mais tarde como Subdiretor de Operações da DEPV (1982/83), dizia freqüentemente a companheiros que o SISDACTA era um império. Não viam isso aqueles que não compreendiam a magnitude do Sistema. Mas hoje o império está consolidado, aceito por todos pela concretização do SISCEAB e do novel DECEA. Todavia, se faltava algo no império, o novo órgão de divulgação, a AEROESPAÇO, acabou de completar o que, por acaso, estivesse omisso. Ten Brig Ar Márcio Nóbrega de Ayrosa Moreira

Para simplificar, temos agora um novo e-mail para você mandar suas mensagens e reportagens de sua OM: aeroespaco@decea.gov.br Envie também as fotografias referentes às reportagens, com no mínimo 2.0 Megabytes e 300 DPI de resolução. A nossa nova caixa de mensagens tem um limite de 50 Mb.

Expediente Informativo do Departamento de Controle do Espaço Aéreo - DECEA, produzido pela Assessoria de Comunicação Social - ASCOM/DECEA

Diretor-Geral: Ten Brig Ar José Américo dos Santos Assessor de Comunicação Social: Paullo Esteves - Cel Av R1 Redação: Daisy Meireles (MTB 21286-DRT/RJ) Telma Penteado (RJ 22794-JP) Diagramação & Capa: Filipe Bastos Fotografia: Luiz Eduardo Perez Batista

Home page: www.decea.gov.br Intraer: www.decea.intraer E-mail: ascom@cc.sivam.gov.br ou aeroespaco@ decea.gov.br Endereço: Av. General Justo, 160 - Centro 20021-130 - Rio de Janeiro/RJ Telefone: (021) 2123-6585 Fax: (021) 2262-1691 Editado em: dezembro/2004 Fotolitos & Impressão: Ingrafoto

Informativo “Aeroespaço Notícias” Vamos nos aproximando do fim do ano. Os meses de novembro e dezembro são de intensas atividades, mais do que os demais meses do ano, talvez por conta da finalização do exercício financeiro, o que pode passar a sensação de atropelo de providências. De todo modo - e isto é muito comum - a “correria” de fim de ano faz parte de nossa cultura. Se pararmos para pensar, veremos que os dois últimos meses do ano, tirando as tradicionais festas, são exatamente iguais aos demais. No entanto, ainda que apenas psicologicamente, somos acometidos de uma pressa, que não se explica e tampouco se justifica, sobretudo no SISCEAB, onde não há tréguas nem recessos. Aí está, por exemplo, uma das peculiaridades do Sistema. Com a chegada do fim do ano, o ritmo de nossas atividades não se altera. Quando mencionamos que nosso trabalho dá-se 24 horas por dia e 365 dias do ano, estamos sendo absolutamente fiéis à realidade. Parece que, ao tempo em que expiramos do esforço de uma tarefa, tomamos fôlego para a próxima, em um ato contínuo que se perpetua e, do qual, muitas vezes, sequer nos damos conta. Este giro quase permanente ocorre ao sabor de nossos compromissos e responsabilidades, se auto-sustenta e se recicla muitas vezes por dia, retroalimentando este formidável complexo de homens, máquinas, normas e procedimentos, garantidos por uma - não menos formidável - estrutura moral e profissional, sedimentada por décadas de eficaz e ininterrupto serviço à nação. Isto somos nós. De janeiro a janeiro, com ou sem sensação de pressa, com ou sem sensação de calmaria, fazendo uso de conhecimento, método, ritmo e disciplina. Esta é a 5ª Edição da “Aeroespaço Notícias”, retomada editorial que já ocupa espaço interessante em nosso meio. Neste número estamos trazendo mais uma seção que pretende fazê-los conhecer as peculiaridades dos nossos DTCEA. Nossa idéia é mostrar como vivem nossos companheiros nos mais distantes rincões de nossa Pátria, afinal, este Brasil é imenso e nós estamos praticamente em todos os lugares, morando por lá e não somente de passagem. Nestas localidades vivemos com nossas famílias, lá estudam nossos filhos, interagindo com irmãos brasileiros de padrão cultural diferente do nosso e aprendendo, enriquecendo nosso espírito e ampliando nossa cidadania. Um pouco de tudo isto vai ser contado nas páginas de nossa revista na seção “Conhecendo o DTCEA”. No mais, nesta que é a última edição do ano de 2004, aproveitamos para desejar à toda a família SISCEAB os votos de um Feliz Natal e um ano de 2005 pleno de trabalho e muitas realizações, agradecendo, mais uma vez, a todos que vêm contribuindo com a revista. Sua participação, para nós, é muito importante. O nosso muito obrigado, em nome da equipe desse informativo.

Ten Brig Ar José Américo dos Santos Diretor-Geral do DECEA

A ferramenta indispensável ao “recolhimento” das aeronaves de caça Precision Aproach Radar - PAR Canoas/RS Esta imagem de excepcional beleza plástica é a antena do PAR (Precision Aproach Radar) - Radar de Aproximação de Precisão instalado na Base Aérea de Canoas, no Rio Grande do Sul. O PAR é um auxílio à navegação aérea de alta precisão, que pode orientar as aeronaves para pouso sob as mais severas condições climáticas, mesmo que o teto e a visibilidade do aeródromo seja zero. No Brasil, os Sistemas PAR são utilizados em Bases Aéreas que abrigam Unidades de Caça. Referimo-nos a um Sistema porque o equipamento em si nada faz sozinho. Embora o Radar tenha uma alta resolução que permite correções mínimas de rampa de pouso e alinhamento da aeronave em relação à pista de aproximação, o controlador PAR e o piloto, devidamente treinados, completam o Sistema. Como se sabe, a autonomia de vôo de uma aeronave de Caça é limitada e, ao término de uma missão, ao regressar para sua Base de origem, essa aeronave tem que pousar, porque, invariavelmente, ao regressar, seu combustível está curto. O Sistema PAR é que garante o “recolhimento” em segurança de nossas aeronaves de Caça.

DECEA elege servido Um suboficial, um cabo e um servidor civil foram con

SO Valadão trabalha há 26 anos no Sistema

CB Teixeira: feliz pelo reconhecimento

Cabral - altamente gratificado pela homenagem

Para expressar o reconhecimento pelo empenho dos homens e das mulheres que, através dos seus trabalhos, às vezes discretos, porém de invulgares relevâncias, têm contribuído para a manutenção da segurança nacional, o DECEA criou, este ano, a eleição de servidorespadrão. Foram eleitos três componentes de seu efetivo, como legítimos representantes dos valores éticos que fazem convergir as mais diversas especialidades para a formação de um único imaginário coletivo, o que caracteriza o espírito do Departamento de Controle do Espaço Aéreo. Foram, então, premiados dois graduados, sendo um suboficial e um cabo, além de um servidor civil que, após análises das diversas chefias do Departamento, foram considerados como verdadeiros exemplos de profissionalismo e dedicação. Os títulos de graduados-padrão foram conferidos ao SO BMT João Batista Pereira Valadão e ao CB SAD José Carlos Teixeira dos Santos. A escolha desses militares foi justificada por suas qualidades pessoais e

pelo desempenho cotidiano. Eles se destacaram de seus pares, contribuindo de modo louvável para o bom êxito das missões do DECEA. A premiação dos graduados foi norteada, ainda, pela análise do aspecto profissional, levando-se em consideração a eficiência no desempenho de suas atividades; o volume de trabalhos realizados; o nível de conhecimento e interesse demonstrado na especialidade; a iniciativa, criatividade e adaptabilidade; a aptidão para o trabalho em equipe e, também, a cultura geral. O SO Valadão é auxiliar de seção na Divisão de Patrimônio (SDAD). No primeiro momento ficou surpreso com a sua indicação, principalmente pelos outros grandes valores humanos do DECEA no quadro de graduados. “Percebi que fazer parte da galeria de graduados-padrão do DECEA, representando meus pares, é uma honra que me engrandece na carreira militar”. O CB Teixeira - encarregado da seção da SDAD, diz que “o reconhecimento profissional foi fundamental, pois é muito importante ser valori-

zado pelos superiores. Senti que o meu trabalho de 24 anos no Sistema está sendo útil e fico feliz por contribuir”. Já o título de civil-padrão foi concedido ao servidor Ivanil Bernardo Cabral, que trabalha no Sistema desde 1972. Hoje, Cabral é chefe da seção de Tipografia e Boletim do DECEA e chefe do Pessoal Militar das CISCEA/CCSIVAM. “O reconhecimento foi muito importante para a minha vida profissional. A emoção foi a mesma quando, como civil, recebi a Ordem do Mérito Aeronáutico”. E, por seus méritos, Cabral demonstrou elevada envergadura profissional nesses 32 anos de serviços, e personificou, em sua jornada de trabalho, um exemplo da amadurecida comunhão que a sociedade civil, gradativamente, vem estabelecendo em relação ao anseio de um eficiente controle do espaço aéreo. A premiação do civil-padrão foi levada a efeito, tendo-se em vista a qualidade e quantidade de trabalho produzido; a iniciativa e a cooperação; a assiduidade e a pontualidade; a disciplina e a camaradagem; a maturidade e o senso de responsabilidade. Na formatura mensal do DECEA, realizada no dia 29 de outubro, no pátio

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res-padrão de 2004 siderados exemplos de profissionalismo e dedicação do GEIV, além da homenagem aos servidorespadrão 2004/2005, foram entregues distintivos do DECEA aos seguintes militares recém-transferidos para o Departamento: o Capitão de Infantaria Carlos Eduardo Silva Barbedo, que exercerá a função de Chefe de Seção de Segurança e Defesa; o Cabo Especialista em Suprimento Marcelo Affonso Carvalho, que será lotado na secretaria do Subdepartamento de Tecnologia da Informação; e o Soldado de Primeira Classe do Serviço de Guarda e Segurança Ricardo Ribeiro dos Santos Júnior, que vai trabalhar na secretaria do Chefe do Gabinete do A banda da BAGL toca a canção do DECEA pela primeira vez DECEA. Dando continuidade militares, como recompensa pelos ao evento, foram entregues medalhas bons serviços prestados aos oficiais Ouro - 30 anos Brig Ar Álvaro Luiz Pinheiro da Costa Ten Cel Int Wilton Castro de Assis Ten Cel Int Sérgio Corrêa de Souza Prata - 20 anos Ten Cel Eng Mário Sérgio Corbelli Ten Cel Inf Luiz Enrique Spies Maj Int Luiz Henrique Carrilho Chaves Maj Av Marcelo Moraes de Oliveira Cap Av Jaime Farias Martinez Júnior Cap Com Nilton de Faria SO SAD Mário Estevão da Silva SO BCO Jonilson dos Santos Raggio SO BMA Gerson Montrezor Dantas SO SAD Geisha Portes Costa 2S BCO Flavio Zau de Souza CB SAD Djalma Barbosa de Lima Filho Bronze - 10 anos Cap Eng José Eduardo Mendonça de Fonseca Cap Av Manoel Araújo da Costa Júnior Cap Av João Roberto Campos Elia Chrisostomo da Silva 1S BMA Jacques Rafael Resende 1S BCT Josimar Oliveira Lima 1S BCT Rogério Soares Dantas dos Santos 2S BCO Mauro de Carvalho Coelho 3S BET Fábio Augusto Alves CB SGS Enilton Aparecido da Rocha CB SEM Jair Nascimento Freitas CB SCF Glauco

e praças em serviço ativo. Receberam medalha de ouro os militares que completaram 30 anos de serviços, medalha de prata os que fizeram 20 anos e medalha de bronze os que

estão na FAB há dez anos. Na formatura, a banda de música da Base Aérea do Galeão executou, pela primeira vez, a “Canção do DECEA”, com arranjo musical do Suboficial Músico Erivaldo Fraga da Silva.

Brig Pinheiro sendo condecorado com a medalha de ouro pelo Diretor-Geral do DECEA

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Ações do DECEA otimizam o desempenho organizacional dos DTCEAs

O DECEA enfrentou o desafio das distâncias geográficas existentes entre as OM Sedes e os Destacamentos e investiu no que tem de melhor: o seu patrimônio humano O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), através da Divisão de Apoio ao Homem (D-APH), criou o Programa de Atenção aos Destacamentos do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB), reafirmando o seu compromisso com o presente e o futuro de seus integrantes e familiares, retomando uma tradição de apoio irrestrito no processo de interiorização da Organização no País. O objetivo do Programa é implementar ações que otimizem o desempenho organizacional e gerem melhoria da qualidade de vida dos integrantes dos Destacamentos, visando a excelência da Organização. O DECEA, ao implantar o programa, possibilita o desenvolvimento de ações preventivas e educativas, identificando e suprindo as necessidades das áreas de

Apoio ao Homem, contemplando atividades que tragam benefícios ao efetivo e seus dependentes nas áreas de saúde e assistência social, bem como a realização de atividades que promovam o desenvolvimento organizacional e pessoal, a higiene e a segurança do trabalho, a segurança no controle do espaço aéreo, a segurança e a defesa das instalações dos DTCEA, a implementação e a manutenção da gestão pela qualidade. O programa conta com uma equipe multidisciplinar de profissionais, que se utiliza de instrumentos adequados: relatório de levantamentos de necessidades e interesses, questionários, dentre outros. Os Destacamentos de Controle do Espaço Aéreo (DTCEA) que garantem a operacionalidade do SISCEAB, possuindo características próprias, e localizando-se em áreas distintas e, às vezes, bem distantes da Organização Sede à qual se subordinam, totalizam 78 Destacamentos e 14 Organizações distribuídos por todo o País. A coordenação do Programa é de responsabilidade das Organizações-Sede (CINDACTA 1, CINDACTA 2, CINDACTA 3, SRPV-RJ, SRPV-SP e SRPV-MN), que visitam anualmente os seus Destacamentos 6

subordinados. O Programa é um processo cíclico dividido em quatro etapas: •

levantamento de necessidades (diagnóstico); • elaboração do Programa para atender às necessidades; • implementação e execução; e • avaliação dos resultados, através de uma metodologia que visa acelerar o processo de integração entre os DTCEA e suas respectivas OM Sedes. O DECEA decidiu enfrentar o desafio das distâncias geográficas existentes entre as OM Sedes e os Destacamentos e investiu no que tem de melhor: o seu patrimônio humano, partindo do princípio de que o ser humano é essencialmente social. Assim, o DECEA segue cumprindo a missão de Apoio ao Homem dos Destacamentos no SISCEAB.

O Programa gera melhoria da qualidade de vida dos integrantes dos DTCEA, visando a excelência da Organização

“FAB 4517, ejetando!” Michel Krueger

Na noite de 03 de março de 2000, comecei a trabalhar às 21 falhando. Senti-me impotente. Não havia muito mais o que horas. Como sempre, já assumi a posição radar preparado para fazer, a não ser pedir a Deus que sustentasse o Xavante voando o volume de tráfego previsto para uma noite de carnaval: além até o pouso. Mais alguns segundos se passaram (e me parecedos vôos comerciais, havia ainda muitos outros vôos extras e ram séculos), quando o Piloto com sua voz denotando algum particulares. nervosismo disse que ia se ejetar. Senti-me novamente reduVASP, TRANSBRASIL, TAM e VARIG voavam, pousavam e zido à minha condição de simples mortal e sem nenhum poder decolavam sob minhas orientações. Centenas de vidas estade impedir o que estava por acontecer. Foi então que lembreivam em minhas mãos, me das milhares de mas elas não sabiam pessoas em terra, que disto. O controlador brincavam seu carnade tráfego aéreo é, val alheias ao perigo muitas vezes, apenas nos céus. uma voz, é um descoSe o piloto se ejenhecido que maneja tasse naquela posição, os aviões no espaço o Xavante poderia cair como se fosse um sobre a população intrincado “vídeo que brincava o Cargame”. Acontece que naval na orla de Salesta profissão, mesmo vador. me trazendo muito I n s t i n t i v a m e n t e, prazer, não é uma comandei curva à diversão, porque não esquerda de 120° se pode falhar. Mas o para que a aeronave prazer que este “jogo” se afastasse da cidade me proporciona eu e caísse no mar. O conheço bem. Quem Xavante curvou coné controlador de vôo forme minha instrusabe a satisfação que ção. Foi então que é trabalhar enfreno ouvi dizer: “Força Michel Krueger - 1S BCT tando desafios, maneAérea 4-5-1-7, ejeNa época, operador radar da Terminal Salvador - BA (Aeroporto Internacional Luiz jando velocidades, tando!”. Eduardo Magalhães). Atualmente exerce a mesma função em Fortaleza - CE. fazendo cálculos e Esta última frase, resolvendo situações como uma despedida, operacionais, em tempo real com precisão e, muitas vezes, ainda hoje não me sai da cabeça. Fixei meus olhos no alvoemoção. radar até que ele desaparecesse da minha tela. Desviei outras Naquela noite, o Centro de Controle Recife transferiu para a aeronaves que voavam próximas daquela área. Os pilotos de minha área radar o FAB4517, uma aeronave Xavante de ataque outras aeronaves escutaram todo o procedimento e ficaram e reconhecimento, voando de Natal para Salvador. silenciosos, a fim de que o Xavante pudesse ter toda a atenção Em tempos de paz e carnavais a presença desta nave militar do controle-radar. era apenas mais um vôo de treinamento de navegação noturna. Começaram os procedimentos de busca e salvamento. Um Após 18 minutos de vôo, o piloto informou que havia perdido a helicóptero e uma aeronave-patrulha voaram baixo no local potência dos motores e declarou-se em emergência. Imediatado acidente, buscando avistar algo. Os patrulheiros lançaram mente acionei os meios de apoio de urgência do Aeroporto de pára-quedas com iluminadores e o helicóptero voava rasante, Salvador. Ambulâncias e bombeiros se posicionaram próximos a fim de procurar pelos dois tripulantes. à pista, como anjos, preparando-se para o atendimento. O co-piloto foi resgatado no mar por um pescador e nada Segundos depois, a aeronave me pergunta se não há outro sofreu. Desafortunadamente, o piloto foi encontrado na aeródromo mais próximo, significando dizer que, pelos cálcumanhã seguinte preso à cadeira de seu avião à 10m de profunlos do piloto, sua velocidade e distância não seriam suficientes didade na Baía de Todos os Santos. Por alguma circunstância o para alcançar a pista. Não havia outro aeródromo mais prócomandante da aeronave não logrou ejetar-se e, como conta a ximo. Senti o chão fugir dos meus pés e, naquele momento, velha tradição dos bravos comandantes, prosseguiu com sua fiquei intimamente desesperado. Cheguei mesmo a ouvir as nave até o momento derradeiro. Para ele, os colegas - que na batidas do meu coração e, segurando o microfone, minhas noite anterior iluminaram o céu sobre o mar nas incansáveis mãos tremiam como nunca. A reação se explicava. Era como tentativas de avistá-lo - acabaram por prestar-lhe uma última se eu - o responsável pelas operações aéreas na área - estivesse homenagem, despedindo-se dele em um funeral de luz. 7

“IN TOTVM EFFICAX CONGERIES” Um conjunto de todo eficaz Campos - Ten Cel Oficial Especialista em Comunicações, formado pela Escola de Oficiais Especialistas da Aeronáutica (EAOAR), começou sua carreira militar, ingressando na Escola de Especialistas da Aeronáutica (EEAR), em 01 de outubro de 1965.

As atividades atribuídas ao Comando da Aeronáutica (COMAER) são inúmeras e complexas, exigindo de seus integrantes constante e contínuo aprimoramento profissional, a fim de atender as crescentes necessidades de suas atividades constitucionais Sabe-se que existem Organizações Militares do COMAER espalhadas por todo o nosso imenso território e que em cada uma delas existem militares destinados a manter os mais diversos serviços para atender às necessidades, não só do COMAER mas também e principalmente da nação brasileira. E quem são estes militares, muitas vezes esquecidos? São os especialistas, graduados e/ou oficiais que têm por missão manter em funcionamento equipamentos sofisticados que dão suporte à navegação aérea civil e militar. E estão sozinhos? É claro que não. Há um imenso aparato de apoio a eles e suas famílias. Lembro-me, perfeitamente, quando me formei na minha querida Escola de Especialistas da Aeronáutica (EEAR) em Guaratinguetá, lá pelos idos de 1967 e, então, com 18 anos de idade, ouvia de meus companheiros mais antigos que - dentro em breve - estaríamos enfrentando a possibilidade de servirmos em Destacamentos longínquos e inóspitos. Como graduado em Radiotelegrafia de Terra (RT-TE), hoje BCO, sentia um certo medo. Ao ser classificado no Serviço Regional de Proteção ao Vôo de Brasília (SRPV-BR), mais tarde absorvido pelo Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego

Aéreo (CINDACTA 1), continuei a sentir pavor só de ouvir falar em Destacamentos no meio da floresta Amazônica, principalmente o Destacamento de Santa Isabel do Morro - Tocantins (SBSY), naqueles idos tempos denominado de Aeródromo Base de Santa Isabel do Morro (AB-SBSY). Casei-me no ano de 1969 com uma moça maravilhosa, Maria do Amparo Costa, que passou a me amparar e apoiar em todas as minhas pretensões. Certo dia, no ano de 1971, cheguei em casa do serviço e disse-lhe que gostaria de experimentar uma transferência e dei-lhe várias alternativas. Qual foi a sua escolha? Isso mesmo, Santa Isabel do Morro. E lá fomos nós para aquele lugarejo “inóspito”. Passamos um ano e dois meses naquele “inóspito” lugar. Aprendemos que o pavor era infundado. Acabamos gostando, não só da localidade, como principalmente, das pessoas humildes que lá residiam. Foi lá que vimos a solidariedade do ser humano, principalmente dos militares dessa minha segunda família que é a Força Aérea Brasileira (FAB). Conheci o verdadeiro significado do título desse artigo “IN TOTVM EFFICAX CONGERIES”, uma expressão em latim. Quem sabe o seu significado? Todos os integrantes da Força Aérea?

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Certamente os especialistas o saberão, mas não tanto quanto aqueles que já serviram em Destacamentos como o de Santa Isabel do Morro. Isso mesmo: “um conjunto de todo eficaz”. Esse é o lema do sucesso de um grupo de pessoas determinadas a atingir um mesmo objetivo, qual seja, servir à Pátria e à Nação Brasileira, prestando serviços não só à Navegação Aérea, mas também à população local, atendendo as pessoas carentes com saúde e educação, dando exemplos de civismo e patriotismo. São especialistas trabalhando em conjunto com os pilotos e ases para um fim comum, que é o bem e o progresso da Nação Brasileira e, particularmente, da FAB. São profissionais de várias especialidades, servindo em todas as Organizações do Comando da Aeronáutica, seja ele graduado ou Oficial. É importante salientar que, por mais longínqua que uma Organização Militar da Aeronáutica esteja localizada, lá haverá um especialista mantendo e/ ou operando equipamentos complexos e caros, necessários às atividades da Circulação Aérea civil e militar. É importante que todos nós, irmanados no espírito de camaradagem, saibamos valorizar estes profissionais que, com os pilotos e ases da FAB, formam “um conjunto de todo eficaz”.

Dia do Controlador de Tráfego Aéreo é comemorado com festa no RJ

O salão principal do restaurante Demoiselle foi escolhido para que a Comunidade Aeroportuária do Internacional do Rio de Janeiro Antônio Carlos Jobim comemorasse, no dia 22 de outubro, o Dia do Controlador de Tráfego Aéreo. A celebração já virou uma tradição salutar. Tal evento foi acompanhado de um almoço, oferecido pelo Sr. Modesto Lopes, sócio-gerente da empresa, onde se reuniram autoridades e convidados especiais, dentre eles o Chefe do SRPV-RJ, Ten Cel Av Almir Coelho Santos Filho; o Comandante do DTCEA-GL, Maj Av Jorge Luiz França

Alves, e alguns Gerentes do Comitê das Empresas Aéreas do AIRJ. O clima de descontração e alegria, aliado ao ambiente agradável, contribuiu para que a confraternização entre os controladores de tráfego aéreo lotados no DTCEA-GL e os demais presentes transcorresse em perfeita harmonia. Sem dúvida, o evento teve o seu ápice quando o Maj Av França, Comandante do Destacamento de Controle do Espaço Aéreo do Galeão, pediu a atenção dos presentes para homenagear o trabalho, por vezes tão oculto, dos profissionais de

tráfego aéreo, agradecendo o empenho ímpar de seus subordinados; e convidando o Chefe do SRPV-RJ para entregar a placa comemorativa aos Controladores Destaque de 2004, sendo agraciados os DACTA Luiz Eduardo Monteiro, do APP-RJ e 1º SGT BCT Jorge Luiz, da Torre de Controle do Galeão. Deve-se ressaltar que a premiação, nascida do próprio meio de profissionais do tráfego aéreo, através de eleição democrática, tem o objetivo de homenagear os operadores exemplares por seu trabalho e profissionalismo, sempre prontos a aplicarem os seus conhecimentos técnicos para prover a fluidez e segurança do tráfego aéreo. O maior prêmio que a família aeroportuária de todo o Brasil recebe é saber que - mesmo não sendo conhecido a fundo o seu trabalho - o Controlador de Tráfego Aéreo continua conduzindo tranqüilamente a vida de cidadãos brasileiros e visitantes estrangeiros no nosso espaço aéreo.

SRPV-SP homenageia pioneiros do controle de tráfego aéreo Uma solenidade militar alusiva ao Dia Internacional do Controlador de Tráfego Aéreo foi programada pelo SRPV-SP, no dia 20 de outubro. O evento teve significado especial, pois reuniu muitos profissionais que iniciaram essa atividade no Brasil, inclusive A homenagem aos pioneiros sensibilizou a todos o SO Ref Francisco Drezza, controlador de tráfego aéreo, Aeroportos de Santos-Dumont e Congoprimeiro colocado da primeira turma da nhas, implementadas na década de 40. antiga Escola Técnica de Aviação, antecesNa ocasião, os 20 controladores mais sora da Escola de Especialistas da Aeronáu- antigos receberam das mãos dos mais tica, e pioneiro das Torres de Controle dos modernos uma homenagem pelos ser9

viços prestados. Outro reconhecimento foi dado ao Cel Av Ref Onofre Ramos, Chefe do Serviço de Rotas da 4ª Zona Aérea, no período de maio de 1961 a julho de 1962, responsável pela implantação do primeiro sistema radar para controle de tráfego aéreo no Brasil, localizado em Congonhas. O simbolismo do gesto de integração das distintas gerações de profissionais de tráfego aéreo sensibilizou a todos os presentes ao evento. O ato foi entendido como um preito de gratidão aos antigos e um voto de apoio e motivação ao atual efetivo.

Lagoa Azul - Lençóis Maranhenses/MA

Unidade de Vigilância - Boa Vista/RR

Luiz Perez em ação - Rio Guaporé/RO

Luiz Eduardo Perez Batista é repórter fotográfico, registrado na FENAJ (Federação Nacional de Jornalismo), em 1990. Gaúcho de nascimento, vive no Rio de Janeiro desde 1965. É casado e pai de dois filhos. Seu ingresso no SISCEAB ocorreu em 1999, na CISCEA, através do Projeto SIVAM. Atualmente compõe a equipe da Ascom do DECEA.

“Imageando” o DECEA Luiz Eduardo Perez Batista

“Uma imagem vale mais que mil palavras”. Este chavão, à esta altura, batidíssimo, continua sendo o que há de melhor para representar o valor da representação fotográfica como instrumento de comunicação. De fato, uma fotografia pode traduzir - em alguns segundos - o que teríamos que explicar em muitas linhas de texto e, mais ainda, correndo o risco de não sermos corretamente interpretados. Convivendo com o universo da fotografia desde 1989, portanto há 26 anos, quando aperto o botão da minha máquina na captura de uma imagem, tenho sempre a mesma sensação: percebo e sou atingido pela fantástica energia do “agora”. Cada momento, cada gesto, cada expressão facial é única, assim como aquele instante. Daí porque os fotógrafos, por vezes, acotovelam-se para estar na melhor posição para não perder o “instante mágico do agora”. O que mais fascina é - exatamente - estar presente e poder contar com sua imagem o que de fato ocorreu. Quando estive trabalhando na revista Caras, cada evento trazia este desafio, afinal, eram fotos, na sua maioria de celebridades, flagradas, muitas vezes, em instantes de descontração ou, quando não, tratando de esconder-se da mídia.

Farol Rio Preguiça/MA

Festa dos Peixes Ornamentais - Barcelos/AM

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Dunas do Rio Preguiça/MA

Unidade de Telecomunições - S. F. do Araguaia/MT

Tuiuiú - Pantanal Matogrossense/MS

Jarcel Celulose - Laranjal do Jari/AP

Ser um “paparazzo” eventual trouxe-me algumas formidáveis vivências que enriqueceram minha experiência profissional, sobretudo em administrar bem o espaço, a posição e o momento presente, para não perder o instante, fosse como fosse. Das fotos do meu primeiro emprego, no jornal O Povo, fotografando basicamente gente morta por atropelamento, afogamento ou por tiros, passando pelas revistas Manchete e Caras, e posteriormente - no jornal O Globo, muito longo foi o meu caminho até ingressar na Aeronáutica com a incumbência de registrar o Projeto Sivam, do seu nascimento até à sua conclusão. Pela minha objetiva passaram todas as imagens que hoje compõem o banco de fotografias das Comissões CISCEA/CCSIVAM e foi a mais rica e entusiástica missão na qual estive envolvido. Digo rica, porque me deu a oportunidade de percorrer os mais distantes rincões da nossa Pátria, principalmente da Amazônia, e conhecer a minha terra, reconhecendo a importância da integração. Entusiástica, porque sentia-me fazendo parte da equipe e pude testemunhar o quanto os militares, oficiais, graduados e praças, além dos engenheiros, arquitetos, economistas, administradores e técnicos do Sistema atiravamse ao Projeto com uma paixão desinteressada. A missão tudo pretere. Esta foi uma das lições

que aprendi em minha jornada pelo SIVAM. Quando, finalmente, o Projeto foi entregue ao Governo em 2002 , eu estava lá, como testemunha viva da conquista e dando vida à ela com minhas imagens. Confesso que senti um orgulho imenso de ter feito parte da caminhada e, acima de tudo, em ter sido o fotógrafo que registrou cada passo. Minha convivência com o pessoal da Aeronáutica nos últimos cinco anos deu-me uma nova dimensão da palavra companheirismo. De fato, o companheirismo não é um atributo apenas dos militares, transferiu-se ao civis das Comissões, que - como todos sabem - são maioria. Era deveras impressionante como o espírito de solidariedade e companheirismo se fazia presente todo o tempo. Sigo fazendo amigos neste ambiente. E eles são muito especiais. Agora, diante de mim, mais um desafio: “imagear” o Departamento de Controle do Espaço Aéreo. Este mega Sistema ainda é um desconhecido para a maioria da população. Temos feito um grande esforço em mostrá-lo. Apesar do Sistema ter uma característica interessante - seu universo de atuação é apenas sentido, isto é, a segurança, a velocidade e a fluidez do tráfego aéreo, amparadas por uma série de outras atividades subjacentes, não se pode quantificar, é apenas uma sensação. Seja como

Pelotão de fronteira - Oiapoque/AP

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for, esta é a minha nova missão. Na revista Aeroespaço Notícias já estão estampadas imagens recentes do DECEA. Para finalizar, cabe lembrar que a função do fotógrafo em uma Assessoria de Comunicação Social não é apenas fotografar cerimônias oficiais, formaturas e eventos sociais. Há que tratar de corresponder aos interesses de divulgação do Departamento, fazendo com que as imagens, a par da beleza plástica, traduzam o melhor da mensagem. Quando não, seja a imagem a própria mensagem. Ademais disto, é preciso dominar todos os programas de informática (ligados ao tratamento de imagens) e os acessórios ao desempenho da função, além de cobrir as eventuais necessidades de montagem e desenho gráfico das nossas páginas eletrônicas, tarefa cotidiana para a qual é indispensável atenção e cuidado, porque, afinal, são elas as nossas grandes vitrines. Neste depoimento, a mensagem é: “faça você o que fizer, coloque sempre o coração em primeiro lugar e dê o seu melhor”. Tudo que se faz com dedicação e entusiasmo sempre produz riqueza, em especial àquelas relativas à alma humana.

H800 XP do GEIV em Fernando de Noronha/PE

Você está recebendo uma informação completa e precisa s

Eu não

Tema: Inspe

Texto: Paullo Est

O que é, porque se faz, que Os auxílios à navegação aérea são equipamentos instalados em terra que têm como objetivo servir como ferramentas de orientação às aeronaves em vôo. Além de servirem como balizadores de rotas em aerovias, servem também para a execução de procedimentos de aproximação e pouso. Esses equipamentos emitem sinais eletromagnéticos ao espaço através de um sistema irradiante (as conhecidas antenas). Os sinais são captados pelos aviões e “traduzidos” em instrumentos de bordo que permitirão aos pilotos orientaremse nas diversas fases do vôo. Ocorre que, ao serem emitidos ao espaço através das antenas, esses sinais eletromagnéticos sofrem alterações significativas, distorcendo-se por lá. Embora as causas desta alteração não tenham até hoje sido bem definidas, estima-se que a ocorrência se dê por interação dos sinais eletromagnéticos com as partículas ionizadas da atmosfera ou outros fenômenos físicos ou meteorológicos que ainda não são conhecidos. O fato é que os sinais se distorcem e, portanto, necessitam ser “calibrados” em vôo - que é onde os sinais serão efetivamente utilizados. Como a grande maioria dos auxílios à navegação, aproximação e pouso dependem de muita precisão, qualquer ajuste em vôo dependeria de equipamentos especiais, capazes de captar os sinais e submetê-los a uma grande “lente de aumento”, como se fosse um microscópio. Esta chamada “lente de aumento” poderia então permitir ajustes minuciosos de intensidade e direção. É aí que entra a aeronavelaboratório. É um avião como os demais, com a diferença de possuir, instalado dentro dele, um laboratório eletrônico de precisão, para corrigir os sinais dos auxílios à navegação, em vôo. O equipamento em terra fica completamente alterado em seus padrões de irradiação,

A aeronave-laboratório do GEIV voa sobre Fernando de Noronha

porém, no ar, os sinais estão perfeitos, milimetricamente ajustados e prontos para serem utilizados pelos aviões. Resultado de anos de trabalho, pesquisa e observação, esta atividade, essencial à navegação aérea, chama-se Inspeção em Vôo. Há alguns detalhes que chamam à atenção, como, por exemplo, a instalação deste “microscópio eletrônico” - que no Brasil chamamos de “Console ou Sistema de Inspeção em Vôo” - a bordo de um avião. Inicialmente - e não fica difícil imaginar porquê - este conjunto de equipamentos deve estar rigorosamente “calibrado” para poder prestar-se ao papel de paradigma eletrônico de sinais. Qualquer disfunção poderia trazer 12

ajustes equivocados com conseqüências desastrosas. Por outro lado, há que se considerar também, que o sistema não pode permitir a interferência eletrônica de outros sistemas e equipamentos de bordo, o que nos faz concluir o quanto de cuidado e trabalho não existe para transformar uma aeronave comum em uma aeronave-laboratório. Praticamente, toda a engenharia de “aviônica” e de eletroeletrônica do avião é alterada para essa transformação. Todo este sistema é importado e seu custo é da ordem de dois milhões de dólares, por avião. No contexto do SISCEAB, quem faz inspeção em vôo no Brasil é o Grupo Especial de Inspeção em Vôo (GEIV), única unidade aérea do DECEA, que

sobre uma área do SISCEAB. Agora não dá mais pra dizer:

sabia!

eção em Vôo

teves - Cel Av R1

em faz e como se caracteriza

Foto: Luiz Perez

conta com dez (10) aeronaves-laboratório, sendo seis (06) turboélices C-95 (Bandeirante) e quatro jatos de alta performance, conhecido como H800XP (de última geração). A equipagem de uma aeronave-laboratório é composta de: - um (01) Piloto Inspetor: Oficial Aviador, Comandante Operacional da Missão; - um (01) Primeiro Piloto de Inspeção em Vôo: Oficial Aviador com treinamento específico para o vôo de Inspeção; - um (01) Operador de Sistema de Inspeção em Vôo: Oficial de Engenharia ou Graduado da Especialidade de Comunicações;

- dois (02) Operadores de Teodolito: Graduados de qualquer especialidade e - Um (01) Mecânico de vôo. O Piloto Inspetor e o Operador de Sistema de Inspeção em Vôo fazem um Curso específico de especialização, realizado no Instituto de Controle do 13

Espaço Aéreo (ICEA) - no Centro Técnico Aeroespacial (CTA) em São José dos Campos, SP. O GEIV é uma Unidade ímpar no universo da Força Aérea, não só por ser a única unidade aérea do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro, mas, também, por realizar somente missões reais. O Grupo Especial de Inspeção em Vôo tem algumas místicas interessantes. A primeira delas é que, ao longo de mais de 31 anos de existência, jamais um acidente aeronáutico teve como fator contribuinte o desajuste de um auxílio à navegação, aproximação e pouso. Isto comprova o grau de apuro profissional e responsabilidade de sucessivas gerações de Pilotos Inspetores e Operadores de Sistema de Inspeção em Vôo nas homologação, aferição, vigilância e inspeções periódicas de todos os 571 (quinhentos e setenta e um) auxílios à navegação aérea do Brasil. Outra virtude do GEIV é ser reconhecido como padrão de referência da atividade de Inspeção em Vôo em toda a América Latina, tendo sido freqüentemente solicitado para realizar Inspeção em Vôo em outros países da América Central e do Sul. A natureza da missão e suas características emprestam ao GEIV uma outra faceta interessante - a união de seus integrantes. Como a atividade é absolutamente dependente do trabalho em equipe, onde cada elemento tem, obrigatoriamente, que contribuir para o bom desempenho do outro, sob pena de comprometer a missão como um todo, uma equipagem de aeronavelaboratório é mais reconhecida pelo trabalho solidário do que pelo arranjo hierárquico/operacional. Isto é Inspeção em Vôo: uma das mais nobres e fundamentais atividades do SISCEAB.

Missão com final feliz Às 15h30 local do dia 05 de julho de 2004, o Salvaero Amazônico foi informado de que a aeronave PT-DAP, tipo Cesna 182, procedente de Ericó, com destino à Fazenda Urariquera, na região de Roraima, iria tentar efetuar um pouso forçado devido a problemas técnicos na aeronave. O PT-DAP estava com quatro pessoas a bordo, a serviço do Governo de Roraima, realizando vacinações nas localidades de Surumu, Ericó e Fazenda Urariquera, região indígena de Roraima. Imediatamente após receber a informação do provável pouso forçado, o Salvaero Amazônico considerou a aeronave PT-DAP na fase de perigo, dando início aos procedimentos regulamentares para a ativação da missão de busca. Em coordenação com o Comando de Operações Aéreas da 2ª Força Aérea (COA-2), foram acionados os recursos aéreos SAR principais, SAR 6542 (C-95) do 2º/10º GAv e SAR 8688 (UH-1H) do 7º/8º GAv. Consolidando o espírito SAR de salvar vidas e, respaldado pelo Código Brasileiro de Aeronáutica, algumas aeronaves civis baseadas na região engajaram-se, espontaneamente, na missão, atuando como recursos aéreos SAR secundários, com o objetivo de tentar localizar e resgatar, o mais rápido possível, os ocupantes da aeronave desaparecida. Tal iniciativa foi coroada de pleno êxito, pois às 10h17 local do dia seguinte (06 de julho), o helicóptero PP-FEC localizou a aeronave sinistrada em local de difícil acesso,

entre Ericó e a Fazenda Urariquera. Em seguida, o Salvaero Amazônico, responsável pelo controle dos recursos aéreos SAR principais e secundários engajados, deu início aos procedimentos para a realização da missão de salvamento e resgate, de modo que todo o esforço aéreo disponível fosse utilizado da forma mais eficaz possível. Fato é que, sob coordenação do Salvaero Amazônico, o helicóptero PP-FEC, do Governo de Roraima, resgatou o piloto acidentado, enquanto que o SAR 8688, da Força Aérea Brasileira, efetuou o resgate dos outros três sobreviventes. Todos foram transportados para Ericó e, posteriormente, para Boa Vista (RR), a fim de serem encaminhados ao hospital geral de Roraima. Mais uma vez, a pronta resposta do Serviço de Busca e Salvamento Aeronáutico e o eficaz emprego dos recursos SAR disponíveis possibilitaram o resgate e o salvamento do piloto e dos passageiros de mais uma aeronave acidentada em região inóspita do nosso País. Esse desfecho feliz possibilitou que mais quatro sobreviventes de acidente aéreo pudessem testemunhar a veracidade do lema SAR internacional: “para que outros possam viver”, sempre orgulhosamente respeitado e aplicado pelo Sistema SAR Aeronáutico Brasileiro (SISSAR), que não mede esforços para honrar seu significado.

SRPV-MN recebe visita da ECEMAR O Serviço Regional de Proteção ao Vôo de Manaus (SRPV-MN) recebeu a visita dos Oficiais-alunos da Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica - ECEMAR, do Curso de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (CCEM), no dia 22 de setembro. A comitiva, chefiada por Maj Brig Ar José Maria Custódio de Mendonça e composta de seis oficiais-instrutores e 127 oficiaisalunos, foi recepcionada pelo Chefe do SRPV-MN. Na ocasião, o Coronel Scariot cumprimentou os visitantes e proferiu uma palestra sobre as atividades exercidas, destacando a importância do SRPVMN dentro do Sistema de Controle do Espaço Aéreo na Região. Os visitantes ainda conheceram o Centro de Controle de Área, a Sala de Simulação, a Sala de Monitoramento de Equipamentos e a Sala da Célula de Defesa Aérea.

Cel Scariot guia os alunos da Ecemar na visita ao SRPV-MN

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Semana da CIPA no SRPV-RJ saúde do trabalhador. O evento constou de cinco palestras ministradas no Auditório do SRPV-RJ, no período de 08 a 11 de novembro, abordando os temas abaixo:

Militares e civis atentos à uma das palestras do SIPAT

Foi realizada no Serviço Regional de Proteção ao Vôo do Rio de Janeiro (SRPV-RJ) a SIPAT (Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho). A SIPAT tem como objetivo integrar e cons-

cientizar os trabalhadores sobre a importância de conservar e proteger a saúde e a integridade física dos mesmos. O evento é realizado anualmente, desenvolvendo palestras, tendo temas voltados para segurança e

Na abertura dos trabalhos, o Chefe do SRPV-RJ, Ten Cel Av Almir Coelho Santos Filho, enalteceu a importância da realização dessas palestras, como forma de reunir os diversos setores operacional, técnico e administrativo, em torno de um assunto comum a todos, enriquecendo os seus conhecimentos e contribuindo de maneira positiva para o aprimoramento profissional de cada um. Participaram das palestras os militares e civis do efetivo da Sede do SRPV-RJ, do DTCEATM-RJ, e dos DTCEA Galeão, Afonsos e Santa Cruz.

Exposição aeronáutica e concurso literário movimentam o aeroporto de Congonhas Como parte das comemorações alusivas à Semana da Asa 2004, em São Paulo, foi inaugurada no dia 19 de outubro a Exposição Aeronáutica no saguão central do Aeroporto Internacional de Congonhas. A organização da Exposição ficou a cargo do Serviço Regional de Proteção ao Vôo de São Paulo (SRPV-SP). A cerimônia de inauguração foi presidida pe- lo Comandante do Quarto Comando Aéreo RegioA exposição aeronáutica idealizada pelo SRPV-SP nal (IV COMAR), contando, ainda, com a presença de diversas autoridades civis e militares. A Mostra ficou em exposição até o dia 22 de outubro e os visitantes tiveram a oportunidade de ver como é realizado o controle em um dos espaços aéreos mais movimentados do mundo. 15

O destaque do evento ficou por conta do encerramento do Concurso Literário 2004, onde alunos de escolas públicas do Estado de SP, subordinadas à Diretoria de Ensino Centro-Oeste da cidade de São Paulo, ligadas à Secretaria Estadual de Educação, receberam prêmios pelos seus trabalhos sobre o tema: “O primeiro vôo de um mais pesado que o ar”.

Maj Brig Vilarinho, Comandante do IV Comar, na abertura do evento

Helicópteros em São Paulo O Grande Desafio

CARLOS HEREDIA - Ten R1 CTA Consultor de Tráfego Aéreo

Está em funcionamento, na Área de Aproximação final da pista 17 do Aeroporto de Congonhas (SP), o novíssimo Controle de Helicópteros de São Paulo. Ativado oficialmente desde 10 de junho deste ano como uma posição operacional da Torre de Controle do Aeroporto de Congonhas, tem por função otimizar o uso do espaço aéreo entre helicópteros e as aeronaves de asas fixas que demandam à pista 17 de Congonhas ou decolam da pista 35 do mesmo aeródromo. Trata-se de um quadrilátero de aproximadamente 100 quilômetros quadrados, sobre os bairros de Moema, Campo Belo, Itaim, Jardim Paulista e Pinheiros chegando até o Alto da Lapa, região essa que abriga os núcleos de comando de inúmeras empresas, as quais administram cerca de um quarto do produto nacional bruto. São cento e oito helipontos, quase todos elevados, instalados nos edifícios da região e que geram cerca de 250 vôos diários. O helicóptero, como meio de deslocamento seguro e imediato, foi adotado pelos

empresários como solução para os problemas de segurança e trânsito em cidades como São Paulo. Foi de tal monta o êxito dessa opção de transporte que, hoje, já se registra o número de 450 usuários, todos muito ativos. Além desses, há aqueles registrados em outros centros, mas que exercem, aqui, suas atividades principais. Sensível às modificações de demanda, o Serviço Regional de Proteção ao Vôo de São Paulo, responsável pela gerência da circulação aérea nessa região, não hesitou em criar condições para que a atividade dos helicópteros pudesse conviver, com critérios e responsabilidade, com o tráfego de aviões nas proximidades do aeroporto de maior movimento da América Latina. Tal providência é totalmente pioneira no mundo da aviação não existindo, sequer, literatura específica para o tema. Este é um caso em que a criatividade natural da nossa gente e a coragem de criar se fizeram necessárias. No período de 100 dias após a ativação do Controle de Helicópteros ocorreram 60.000 operações de pouso/decolagens de aviões em Congonhas, simultâneas a 17.500 operações de helicópteros. Uma análise simples nos autoriza a afirmar que, seguindo a mesma demanda serão cerca de 216.000 aviões e 64.000 helicópteros em um ano. O número de aviões é nada mais que uma constatação quase rotineira 16

para esse aeroporto, mas, a quantidade de helicópteros, em vôo controlado, justifica plenamente as providências tomadas pelo SRPV-SP. Provavelmente, são poucos os centros aeronáuticos nacionais que poderão, ao final de um ano, demonstrar números de movimento de aviões como os que se projetam para helicópteros controlados em São Paulo. Entre outras aplicações, naturalmente que o helicóptero é também utilizado como forma de escape para o lazer. Essa, talvez, seja a razão que justifica o acréscimo de movimento das sextas-feiras. As estatísticas demonstram que as quartas e as sextas-feiras são os dias de maior movimento, chegando a quase 260 movimentos diários, enquanto nos finais de semana a média cai para 120 movimentos. Enquanto se justifica o transporte da família para o descanso semanal, talvez, uma extrapolação estatística pudesse demonstrar que as quartas-feiras são os dias de pico das decisões administrativas. Cabem, ainda, alguns esclarecimentos. Existem os usuários e os não usuários. Essa foi uma preocupação pensada no momento da ativação do sistema. Ocorre que as rotas para vôo dos helicópteros sobre a cidade obedecem aos traçados dos eixos principais das grandes vias de acesso, no solo. O ruído provocado pelo vôo desses aparelhos foi, pensadamente, reduzido para os valores mínimos possíveis. Não há milagres! Reduz-se o ruído se a altura do vôo sobre a área habitada for maior. Elevando-se as altitudes obrigatórias de sobrevôo pelas rotas especiais para helicóptero, ganha-se maior segurança para o vôo e reduz-se o ruído provocado. Esse é um pequeno retrato do Controle de Helicópteros de São Paulo.

CINDACTA 1 comemora 28º aniversário

O ICA no VI COBRAC

O Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA 1), que iniciou suas atividades em 22 de outubro de 1976, comemorou, no dia 27 de outubro, o seu 28º aniversário de operacionalidade.

A mesa redonda discutiu o projeto SIRGAS

A cerimônia de inauguração da nova capela

A cerimônia militar foi presidida pelo Exmº Sr. Ten Brig Ar Flávio de Oliveira Lencastre, ministro do Superior Tribunal Militar e primeiro Diretor-Geral do DECEA. Durante a comemoração houve entrega do Prêmio CINDACTA 1 aos militares e civis que mais se destacaram em suas atividades no corrente ano e, também, entrega de medalha militar, leitura da Ordem do Dia do Comandante da Organização e desfile da tropa. Estiveram presentes à cerimônia o Comandante-Geral do Pessoal, o ViceChefe do Estado-Maior da Aeronáutica, o Comandante de Defesa Aeroespacial Brasileiro, o Vice-Diretor Executivo do DECEA, o Chefe do Estado-Maior do Comando Geral do Ar, o Comandante do Sexto Comando Aéreo Regional, o Arcebispo do Ordinariado Militar do Brasil, além de outras autoridades. No mesmo dia foi inaugurada, também, a capela ecumênica, atendendo aos anseios da comunidade religiosa. Os capelães católico e evangélico dirigiram a cerimônia, que constou de mensagens de consagração e gratidão a Deus.

No palanque, autoridades que prestigiaram o evento

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O Instituto de Cartografia Aeronáutica (ICA) teve participação relevante no VI Congresso Brasileiro de Cadastro Técnico Multifinalitário (COBRAC), realizado no Centro Cultural da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis-SC, no período de 10 a 14 de outubro. O COBRAC é realizado a cada dois anos e conta sempre com a presença de vários congressistas nacionais e internacionais, os quais apresentaram expressivos trabalhos de cunho técnicocientífico, relacionados especialmente ao ordenamento territorial. A participação efetiva do ICA revestiuse, principalmente, de palestra institucional, a cargo do Diretor do Instituto, e de representantes que tomaram parte em mesa redonda, versando sobre o Projeto SIRGAS (Sistema de Referência Geocêntrico para as Américas) e, ainda, em palestra técnica sobre a Atuação da Subdivisão de Operações de Campo. O estande do ICA foi bastante visitado pelos congressistas, que tiveram interesse nos diversos trabalhos técnicos expostos. O material foi elaborado pela Seção de Zona de Proteção de Aeródromos e constaram de informações sobre as atividades do Instituto, no âmbito do SISCEAB.

O Destacamento da Aeronáutica O DTCEA-SI (Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de SINOP) foi criado pela Portaria 728/GC3, de 11/11/99, com a designação de DPVDT 45 (Destacamento de Proteção ao Vôo e Detecção 45). Posteriormente teve sua designação alterada pela Portaria 183/GC3, de 27/02/03, para DTCEA-SI.

tromecânica (SEM), Eletricidade (SEL) e Administração (SAD). Os Sargentos desempenham as funções técnicas no DTCEA, atinentes a sua especialidade como segue: BET - é quem faz a manutenção do Radar Tridimensional Transportável (TPSB 34), assuntos relativos à informática e telefonia e

mento, Almoxarifado e materiais de expediente. O DTCEA-SI está assim situado, em linhas gerais, dentro do organograma do Comando da Aeronáutica:

COMAER DECEA SRPV-MN DTCEA-SI Como é a vida em SINOP-MT

O Destacamento é uma UVT (Unidade de Vigilância Transportável) e tem como objetivo assessorar o Serviço Regional de Proteção ao Vôo de Manaus (SPRV-MN) no controle e defesa do espaço aéreo da Amazônia, especificamente na sua área de abrangência. O primeiro comandante do DTCEASI foi o 2º Tenente George Sandry Dessaune, que em 2002, após sua formatura no CFOE (Curso de Formação de Oficiais Especialistas), decolou, junto com sua família, para assumir o desafio. Os primeiros graduados a serem transferidos para o Destacamento, em 2002, foram o 3S BET Cleverson Ferri (ainda no DTCEA) e o 3S SEL Fabio Ferreira de Lima (transferido para o DTCEA-RF), que permaneceram nesse ano em Manaus, fazendo cursos. Já o primeiro graduado a se apresentar no Destacamento foi o 3S BET José Wilton Ferreira Lima (transferido do DTCEA-PV). Sendo assim esses quatro militares foram os fundadores o DTCEASI. O DTCEA-SI possui diversos militares dentre eles um Oficial, que é o Comandante e diversos Sargentos nas especialidades de Eletrônica (BET), Ele-

EMS (Estação Meteorológica de Superfície). SEL - cuida de toda a rede de alta e baixa tensão, UPS (sistema de força ininterrupto), USCA (Unidade Supervisora de Corrente Alternada), todos os painéis elétricos, ETA (Estação de Tratamento de Água), Climatização e SEC (sistema de supervisão e seguranças e segurança). Os serviços inerentes a esta especialidade recebem o auxílio do militar da especialidade de SEM. SEM - realiza a manutenção das viaturas, GRUGER (Grupo Gerador), ETA, motores elétricos e auxilia o Sargento da especialidade de SEL na execução de suas tarefas. SAD - controla e confecciona todos os documentos no DTCEA, controle do Supri-

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SINOP (Sociedade Imobiliária do Noroeste Paranaense) está localizada no Estado do Mato Grosso e fica a 500 Km de Cuiabá. Possui, aproximadamente, 100 mil habitantes, sendo a maioria deles da região Sul do País.

Economia - a principal atividade é a agricultura, predominando o cultivo da soja. Infra-estrutura - a maioria das ruas é asfaltada, porém, a rua onde está localizada a Vila Residencial da Aeronáutica ainda não possui asfalto, o que causa muita poeira, somando-se a isto a fumaça das queimadas, no mês de agosto atinge o seu máximo. Educação - o município conta com cinco faculdades, sendo uma Federal, uma Estadual e Municipal possui

uma qualidade satisfatória, dentro dos padrões do ensino no Brasil. Já a rede particular de ensino oferece uma grande variedade tanto de instituições como de métodos de ensino.

Entrevista

Ten Sergio Chefe do DTCEA-SINOP De acordo com suas informações, o efetivo do DTCEA tem 3 pessoas casadas e três solteiras. O que há para os solteiros na cidade? E as famílias dos militares casados estão satisfeitas? TS - Todos procuram tirar proveito do que a cidade pode oferecer. Porém, os solteiros acham que o lazer oferecido é muito deficiente. Há alguns locais de encontro para jovens, casas de forró, samba e pagode. Temos os clubes do SESI, da AABB e o Amazônia Clube. Os três são de pequeno porte, mas sempre há bailes, o que movimenta um pouco a vida dos solteiros. Como as famílias gastam seu tempo de lazer? TS - Nos clubes temos os bailes e as piscinas. E, em breve, será inaugurado um shopping center na cidade. Temos, ainda, as emissoras de TV: Globo, Record, SBT e, também, uma repetidora da Rede TV! Porém, não há teatro em Sinop, mas de vez quando tem uma peça sendo apresentada no auditório da faculdade Estadual. Há, também, um Centro de Tradições Gaúchas.

Saúde - a baixa umidade do ar, semelhante ao que ocorre no Planalto Central, provoca problemas respiratórios na população - há que se ter cuidado. A cidade dispõe de dois hospitais particuE na vila habitacional há algum lazer? TS - Sim, e temos aproveitado bastante a quadra de vôlei e a churrasqueira. A cidade sabe da existência do DTCEA? E como somos vistos pela população local e pelas autoridades? TS - O DTCEA está completando três anos. Ainda é pouco conhecido na cidade, mas os que nos conhecem têm orgulho de ter uma unidade da Aeronáutica no município. Não recebemos visita da população em virtude das características do Destacamento. E a falta de praia? TS - Nos meses de julho e agosto, o rio Teles Pires, que banha a cidade, forma bancos de areia como se fosse uma praia. Nessa época, acontece o Festival Praia, que é realizado em dois finais de semana, programados pela Prefeitura. Muitas pessoas vão para acampar, permanecendo todo o final de semana. É bem animado e muito bem estruturado. A Prefeitura promove shows com cantores famosos à noite. A maioria dos freqüentadores é da própria cidade, mas sempre aumenta o movimento.

lares e um Pronto Atendimento Municipal, que oferece um atendimento inicial. Já os casos de emergência são encaminhados para Sorriso, município distante 80 Km de Sinop. E as condições das estradas para sair da cidade? Percorrer 500 km e ir para a Chapada e outras localidades, vale a pena? TS- As estradas, como muitas outras no Brasil, não estão em boas condições, alternando entre boa, regular e ruim, dependendo da época do ano. Nos meses de chuva, outubro a março, as condições

pioram. Por outro lado, sabemos que um paulistano enfrenta até cinco horas de engarrafamento para ir ao litoral e o carioca para a região dos Lagos em época de férias ou feriados prolongados. O que não pode faltar para o militar que serve na região Amazônica é o espírito aventureiro, o que permitirá superar as dificuldades com certa facilidade. Os grandes tesouros estão bem escondidos e requerem muita perseverança para serem encontrados. Assim são as belezas da região Amazônica. Para serem encontradas temos que andar por estradas de chão, a pé, enfim, transpor muitos obstáculos. Esperamos que as informações sobre SINOP tenham sido úteis. Porém, caso haja interesse maior, sugerimos visita ao site da prefeitura local: www.sinop.gov.br.

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Integração total na 33ª Reunião Anual de Pilotos Inspetores O piloto inspetor é o responsável pelo vôo de inspeção, tendo que coordenar a inspeção em vôo, realizar cálculos e anotações, consultar as publicações pertinentes e fazer o acompanhamento dos dados obtidos através do Sistema de Inspeção em Vôo O Instituto de Controle do Espaço inspeção em vôo, 2S BCO Fernando dos Santos, Diretor-Geral do DepartaAéreo (ICEA) e o Grupo Especial de César, 2S BCO Gláucio, 3S BET Rocha e mento de Controle do Espaço Aéreo. Inspeção em Vôo (GEIV) promoveram, 3S BET Valverde. Estiveram presentes o Diretor do nos dias 11 e 12 de novembro, a 33ª Com cerca de 130 participantes, a Centro Técnico Aeroespacial (CTA), Reunião Anual de Pilotos Inspetores. programação contou com churrasco o Comandante do Quarto Comando O tradicional encontro reúne pilotos e torneio de tênis no Clube Campestre Aéreo Regional (IV COMAR), o Viceinspetores e honorários, da ativa e da Luso-Brasileiro e um jantar de confra- Diretor Executivo do DECEA, o Chefe re-serva, com o do Subdepartaintuito de manmento de Logíster a integração tica do DECEA e de todos os que o Comandante fazem ou fizeda Escola Preram parte do paratória de GEIV, além de Cadetes do Ar promover pales(EPCAR). tras referentes às Como parte atividades atuais das atividades deste grupo. relativas à reuRealizada em nião, o ICEA São José dos realizou a forCampos, a Reumatura de ennião de Pilotos cerramento do Inspetores fez curso CNS 001 a diplomação - Pilotos Inspetode quatro novos res e Ope- radopilotos insperes de Sistema tores: Maj Av de Inspeção em O Diretor-Geral do DECEA cumprimenta o Cap Av Ismail pela primeira colocação Martinez, Cap Vôo, coordena turma de 2004 Av Ismail, Cap nado e execuAv Naylor e Cap Av Pinheiro e, ainda, ternização no dia 11. tado pelo Instituto, com o objetivo No dia 12, no auditório do ICEA, de capacitar pilotos e operadores de cinco novos operadores de sistema de inspeção em vôo: Ten Eng Verônica, houve uma solenidade, presidida de sistema para a missão especial de primeira operadora de sistema de pelo Exm.º Ten Brig Ar José Américo inspeção em vôo. 20

Abaixo, estamos publicando parte do discurso proferido pela Ten Eng Verônica, primeira operadora de painel do GEIV, na cerimônia de formatura. O ineditismo da situação e a pertinência das suas palavras em relação ao trabalho do DECEA merecem destaque no Informativo Aeroespaço. “... Inicialmente, gostaria de convidar a todos os presentes para uma viagem em um Boeing 747 da Europa para o Brasil (Rio de Janeiro). A bordo dessa aeronave temos 400 passageiros e as vidas de todos eles, inclusive as nossas, estão nas mãos do Comandante. “Esse Comandante vai iniciar seu vôo algumas horas antes do horário previsto para a decolagem e, nesse momento, ele vai consultar todas as informações pertinentes à sua rota de vôo, à sua origem, ao seu destino e às suas alternativas. “De posse de todas essas informações, o Comandante estará apto para iniciar os procedimentos e, então, partir com segurança para mais uma jornada, que começará com uma autorização de tráfego. Depois, outras: de táxi, de decolagem, de nível de vôo, de descida, de procedimento de aproximação, de pouso e, novamente, de táxi e estacionamento. “Tanto para o Comandante, como para os passageiros, é tudo simples e transparente. Porém, eles não têm a verdadeira noção do trabalho hercúleo, desenvolvido pelo DECEA e por todas as suas Divisões, para que esta jornada seja exatamente assim, a mais simples possível.

“Nessa viagem, o Comandante utilizou, sem se dar conta, todo o Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro, todas as divisões do DECEA. “Gostaria de convidá-los também para ‘tirar’ um Serviço de Alerta em um dos nossos esquadrões de interceptação. “O piloto estará sempre pronto para qualquer acionamento. “De repente, ouve-se uma sirene, o caçador estará nos céus em poucos minutos, ascendendo para um nível de vôo e em uma proa ‘pagos’ pelo COpM. “Interceptará uma aeronave considerada hostil, fará o reconhecimento da mesma, se necessário, mostrar-se-á e orientará o alvo, conforme as intenções do COpM, podendo, agora, até mesmo, abatêla. “Após o cumprimento da missão, o caçador retornará para a “maloca” com toda a segurança. “Vimos, até agora, as principais missões do SISCEAB, mas por quê? “Porque está sendo formada hoje mais uma turma de pilotos inspetores e operadores de sistema de inspeção em vôo. Nós temos que ter em mente que passamos - agora - a fazer parte do SISCEAB com mais uma grande responsabilidade, pois 21

seremos, como todos sabem, e é repetido em diversos momentos, os olhos e os ouvidos do DiretorGeral do DECEA. “Tenho certeza de que é uma grande honra para todos nós, formandos, formados e os que fazem parte desta Organização, cada vez que uma aeronave decola e pousa em segurança, ou quando uma aeronave é interceptada e identificada. “Porém, nós - formandos - devemos entender que nossa nova missão é garantir que todo o Sistema esteja funcionando de acordo com as normas técnicas e operacionais vigentes, pois o Sistema não pode falhar. “Não há lugar para falhas quando se trabalha com vidas humanas. “Sendo assim, assumimos, hoje, um grande compromisso que nos enche de orgulho, devido a enorme confiança em nós depositada. “Nós, os novos pilotos inspetores e operadores de sistema de inspeção em vôo, retribuiremos essa confiança com muito trabalho e nos juntamos, agora, ainda um pouco mais do que antes, àqueles que garantem o controle do espaço aéreo brasileiro. “Por fim, não poderíamos deixar de agradecer a todos que, direta ou indiretamente, participaram da nossa formação”.

CINDACTA 1 recebe visita do Ministro dos Transportes O Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA 1) recebeu, no dia 05 de novembro, a visita do Ministro dos Transportes Alfredo Pereira do Nascimento. Após ser recebido pelos Comandantes da Aeronáutica e do CINDACTA 1, com as honras de estilo, o Ministro visitou o Centro de Controle de Área de Brasília (ACC-BS), onde - na oportunidade, conversou com os controladores de tráfego aéreo e pode verificar como o vôo é controlado na área de jurisdição daquele Centro. Na ocasião, também esteve presente o ComandanteGeral de Operações Aéreas (COMGAR). No encerramento da visita, o ministro Alfredo Nascimento agradeceu a hospitalidade e enalteceu o trabalho desenvolvido pela Instituição do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro.

O Comandante da Aeronáutica acompanhou o Ministro Alfredo Pereira na visita ao ACC-BS

Realizada auditoria de qualificação da Sala AIS do DTCEA-EG

DTCEA-SJ tem novo comandante

A qualidade da sala AIS foi verificada pelos auditores do IFI

A cerimônia da passagem de comando

Auditores do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial do CTA, realizaram auditoria de manutenção da Certificação do Sistema de Gestão da Qualidade da Sala de Informações Aeronáuticas - AIS-EG do Destacamento de Proteção ao Vôo Eduardo Gomes - DTCEA-EG, no dia 14 de setembro de 2004. Essas auditorias são realizadas duas vezes por ano, com o objetivo de verificar a conformidade do Sistema de Gestão. O Certificado do Sistema da Qualidade - NBR ISO 9001:2000 - foi concedido à Sala AIS-EG, no dia 06 de janeiro de 2003. A aferição dos Sistemas da Qualidade foi criada pela Organização Internacional para Normatização (International Organization for Standartization - ISO), com sede em Genebra, na Suíça. A certificação ISO é concedida através da avaliação baseada num conjunto de normas, que visa padronizar e melhorar a qualidade de Empresas e Organizações em todo o mundo.

No dia 11 de novembro, o 1° Ten Esp Aer COM Antonio Barros Palandi assumiu o comando do Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de São José dos Campos (DTCEA-SJ), recebendo o cargo do Cap Esp Aer CTA Norberto José Calixto. A cerimônia foi presidida pelo Chefe do Serviço Regional de Proteção ao Vôo de São Paulo (SRPV-SP) e contou com a presença de diversas autoridades civis e militares da comunidade aeronáutica em São José dos Campos. O DTCEA-SJ tem como missão prestar os serviços de controle do espaço aéreo no aeródromo de São José dos Campos - SP, utilizado entre outros, pela Divisão de Ensaio em Vôo do CTA, EMBRAER, Comando de Aviação do Exército (CAVEX), Aeroclube de São José dos Campos, Helibras e aeronaves particulares. Após a cerimônia de passagem de comando, o Cap Calixto, que está sendo transferido para a reserva remunerada, recebeu uma justa homenagem pelos seus mais de 30 anos de bons serviços prestados ao Comando da Aeronáutica. 22

O PARA-SAR no Sistema de Salvamento e Resgate da FAB Jair Sampaio - Ten Cel Esp CTA R1 Assessor SAR do DECEA, lotado na D-SAR - Divisão de Busca e Salvamento

Antes de abordar o tema propriamente dito, retorno ao passado e relembro um episódio que teve grande importância na minha vida profissional. Em junho de 1966, encontrava-me servindo no Núcleo de Proteção ao Vôo de Belém, como sargento controlador de vôo da Torre de Controle de Val de Cãns, quando fui notificado que o PARA-SAR estava requisitando voluntários para servir naquela Organização e que, naqueles dias, estaria em Belém, efetuando uma avaliação física preliminar dos interessados. Embora eu tenha demonstrado total interesse e, a meu julgamento, ser capaz de vencer tal desafio, não obtive parecer favorável da minha chefia, devido à carência de controladores de vôo que, já àquela época, se fazia sentir nos órgãos de controle de tráfego aéreo e eu ser um controlador recém-formado. Apesar de entender as razões, fiquei imensamente frustrado por não poder participar da jovem, porém já respeitada e conceituada, organização militar, o PARA-SAR. Entretanto, quis o destino que, em 15 de junho do ano seguinte (1967), eu me encontrasse servindo no Núcleo de Proteção ao Vôo de Manaus, no Centro de Informação de Vôo de Manaus (FIC-MN), quando tomei conhecimento de que o FAB 2068, com 25 pessoas a bordo, decolara de Belém com destino a Jacareacanga e, posteriormente, com destino a Cachimbo, para cumprir missão determinada pelo Estado-Maior da 1ª Zona Aérea. Lamentavelmente, o desfecho foi totalmente infeliz, pois o FAB 2068 não conseguiu chegar ao seu destino final (Cachimbo), vindo a acidentar-se após voar noite e selva adentro e consumir toda a sua autonomia de, aproximadamente, oito horas de vôo. Os meios aéreos e o PARA-SAR foram imediatamente acionados e, com a chegada da equipe de coordenação SAR proveniente de Belém, tinha início, em 16 de junho de 1967, a minha experiência no Serviço de Busca e Salvamento. Começava, também, a minha admiração e respeito pelo Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento, o glorioso PARA-SAR. Devido a esse grave acidente, onde foram empregados diversos recursos SAR, pude conviver, durante mais de três semanas, com o pessoal do PARA-SAR e sentir de

perto o valor que representava a presença desses abnegados, quando a bordo das aeronaves SAR (aviões e/ou helicópteros), nas dezenas de missões de busca realizadas, bem como pela certeza do emprego imediato daqueles que ficavam em terra, aguardando ansiosos a ordem para embarque e deslocamento para realizarem a missão de salvamento. Sabíamos, todos nós, que - a cada minuto que transcorria sem a localização do FAB 2068, acidentado em plena selva amazônica - as chances de sobrevivência dos seus integrantes diminuíam assustadoramente. Passados longos dez dias, finalmente, os destroços do FAB 2068 foram avistados, dando-se início à missão de salvamento dos sobreviventes e resgate daqueles que faleceram no glorioso cumprimento da missão. Na execução do árduo trabalho de abertura de clareiras na selva virgem, da descida

“.... tinha início, em 16 de junho de 1967, a minha experiência no Serviço de Busca e Salvamento. Começava, também, a minha admiração e respeito pelo Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento, o glorioso PARA-SAR” por rapel, dos primeiros-socorros aos sobreviventes, da identificação e resgate dos corpos, enfim, de todos os procedimentos necessários após a localização da aeronave sinistrada, lá estava o PARA-SAR, sempre ativo, participante, executando ou coordenando a difícil tarefa pós acidente. Creio que, ainda hoje, ecoa na selva amazônica o grito de sofrimento e alegria de um dos cinco sobreviventes que, ao deparar-se com o militar do PARA-SAR, surgindo entre as enormes árvores, externou toda a sua confiança, esperança e gratidão ao dizer: “eu sabia que vocês viriam!” Essa foi uma das inúmeras missões em que a participação do PARA-SAR demonstrou ser de extrema importância para a 23

busca e salvamento, muito embora tenham existido outras de igual relevância, nas quais a atuação desses incansáveis profissionais contribuiu, significativamente, para que diversos sobreviventes de acidentes SAR pudessem ser socorridos em tempo hábil, bem como para a identificação e resgate dos corpos daqueles que não tiveram a mesma sorte. Hoje, no Brasil, a Busca e Salvamento vive uma outra realidade respaldada pelo SISSAR (Sistema SAR Aeronáutico) e pelo COSPAS-SARSAT (Sistema de Busca e Salvamento por Rastreamento de Satélites), possibilitando que a localização das aeronaves e embarcações acidentadas ou em perigo, possuidoras de equipamentos transmissores de emergência em funcionamento, se processe com incrível rapidez e segurança. Isso garante aos SALVAEROS a definição quase imediata da área do acidente, com dimensões mínimas e plotagem precisa, significando dizer que, praticamente, a missão de busca deixará de existir, dando lugar, de imediato, à missão de salvamento, a qual não poderá prescindir da participação do PARA-SAR, seja para o socorro imediato dos sobreviventes, seja para o resgate dos falecidos. Essa nova realidade do SAR Nacional traz para os usuários do espaço aéreo e da área marítima sob responsabilidade brasileira, a garantia de que, em caso de acidentes ou em situação de perigo, a pronta resposta da “busca e salvamento” será quase instantânea. Entretanto, a simples determinação da área do acidente, em muitos casos, não será suficiente, principalmente quando o sinistro ocorrer em áreas de difícil acesso, como, por exemplo, florestas, regiões montanhosas e mares revoltos, onde poderá ser necessária a prática do rapel e/ou lançamento de páraquedistas especializados. Pode-se afirmar que, a partir de agora, e mais do que nunca, a busca e salvamento necessitará da participação da equipe do PARA-SAR, de forma a garantir que o SISSAR cumpra a sua missão de salvar vidas, empregando com rapidez, eficácia e segurança todos os recursos SAR disponíveis, sejam eles marítimos, terrestres, aéreos ou aeroterrestres.


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