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Diretor: Nuno de Gusmão • 6,00€

Ano XX • nº 89 • novembro/dezembro 2013

Trator do Ano 2014 Os Vencedores

Especial Agritechnica

GOSTAMOS DE

Conheça as tendências e os Premiados

Nova rubrica Prova de Campo

®

Same Virtus 120 Infinity

Novos desafios

Diretor: Nuno de Gusmão • 6,00€

Ano XX • nº 89 • novembro/dezembro 2013

Trator do Ano 2014 Os Vencedores

Especial Agritechnica

GOSTAMOS DE

Conheça as tendências e os Premiados

Nova rubrica Prova de Campo

®

Same Virtus 120 Infinity

Novos desafios

PROVA DE CAMPO®

Making oefl

v a c s a c o d e d a d r He pag 88

A ‘Prova de Campo®’ é um novo desafio a que damos início nesta edição d’abolsamia

F

azemos a estreia desta rubrica com esperança de que ela constitua uma mais-valia especialmente para si, que neste momento nos lê. Quem está ligado ao ramo agrícola ou florestal necessita de informação aprofundada acerca das inovações que vão sendo desenvolvidas pelos fabricantes de equipamentos e é precisamente nesse âmbito que queremos fazer ainda melhor. Como revista especializada em mecanização, grande parte do trabalho que realizamos consiste em divulgar os novos modelos de tratores que vão sendo lançados no mercado. Ocasionalmente, estes são-nos apresentados pelas marcas mas sem que tenhamos oportunidade de os conduzir. É o que acontece nas grandes

feiras internacionais. Outras vezes, somos convidados a participar em eventos dirigidos à imprensa especializada, e experimentamo-los em campo. Nessas ocasiões, o tempo destinado à condução é repartido com correspondentes de revistas europeias nossas congéneres e, como é natural, não é muito o que toca a cada um. E também acontece com frequência que nos sejam apresentados vários modelos e não apenas um. Nestas circunstâncias, o breve contacto com cada trator serve sobretudo como complemento à informação que nos é fornecida pelo staff das marcas durante as conferências de imprensa. O que pretendemos fazer na Prova de Campo é dedicar mais tempo e mais

atenção à componente prática. Pela nossa parte, temos plena consciência de que o conhecimento aprofundado acerca de um trator só se forma depois de se trabalhar com ele semanas a fio, e em diferentes tipos de tarefa. Esse, naturalmente, pertencerá sempre aos clientes e aos operadores que, dia após dia, vão fazer rolar os dígitos do conta-horas. O que ambicionamos com a Prova de Campo não é substituir esse nível de conhecimento. É dar início a uma cobertura jornalística no domínio da mecanização agrícola com uma abordagem que é completamente inédita em Portugal. Ao irmos dedicar várias horas apenas a um trator, pretendemos formar uma perceção mais aprofundada acerca das suas

caraterísticas e do seu desempenho. As primeiras horas vão ser dedicadas ao conhecimento do trator em modo estacionário. Através do seu pessoal especializado, a marca irá apresentarnos as caraterísticas do modelo, indicar o que é inovador face às séries descontinuadas, as suas funcionalidades, os procedimentos a cumprir ao nível da manutenção, e como tirar partido dos diversos comandos em situações concretas no decorrer do trabalho. É como se nos puséssemos no lugar do agricultor ou do prestador de serviços que acaba de comprar um trator novo e a quem a marca explica tudo tintim por tintim quando faz a entrega. Depois vamos experimentar o trator em campo e em estrada, e no final a nossa

apreciação geral ganhará a forma de reportagem. Quer se trate de modelos convencionais ou de especializados, procuraremos submeter a prova tratores recentes e que se enquadrem em segmentos relevantes para o mercado português. O Same Virtus 120, que passamos a apresentar, foi o modelo experimentado nesta edição de estreia da Prova de Campo.

Vídeo Veja o vídeo da Prova de Campo em www.youtube.com/abolsamia

PROVA DE CAMPO®

Making oefl

v a c s a c o d e d a d r He pag 88

A ‘Prova de Campo®’ é um novo desafio a que damos início nesta edição d’abolsamia

F

azemos a estreia desta rubrica com esperança de que ela constitua uma mais-valia especialmente para si, que neste momento nos lê. Quem está ligado ao ramo agrícola ou florestal necessita de informação aprofundada acerca das inovações que vão sendo desenvolvidas pelos fabricantes de equipamentos e é precisamente nesse âmbito que queremos fazer ainda melhor. Como revista especializada em mecanização, grande parte do trabalho que realizamos consiste em divulgar os novos modelos de tratores que vão sendo lançados no mercado. Ocasionalmente, estes são-nos apresentados pelas marcas mas sem que tenhamos oportunidade de os conduzir. É o que acontece nas grandes

feiras internacionais. Outras vezes, somos convidados a participar em eventos dirigidos à imprensa especializada, e experimentamo-los em campo. Nessas ocasiões, o tempo destinado à condução é repartido com correspondentes de revistas europeias nossas congéneres e, como é natural, não é muito o que toca a cada um. E também acontece com frequência que nos sejam apresentados vários modelos e não apenas um. Nestas circunstâncias, o breve contacto com cada trator serve sobretudo como complemento à informação que nos é fornecida pelo staff das marcas durante as conferências de imprensa. O que pretendemos fazer na Prova de Campo é dedicar mais tempo e mais

atenção à componente prática. Pela nossa parte, temos plena consciência de que o conhecimento aprofundado acerca de um trator só se forma depois de se trabalhar com ele semanas a fio, e em diferentes tipos de tarefa. Esse, naturalmente, pertencerá sempre aos clientes e aos operadores que, dia após dia, vão fazer rolar os dígitos do conta-horas. O que ambicionamos com a Prova de Campo não é substituir esse nível de conhecimento. É dar início a uma cobertura jornalística no domínio da mecanização agrícola com uma abordagem que é completamente inédita em Portugal. Ao irmos dedicar várias horas apenas a um trator, pretendemos formar uma perceção mais aprofundada acerca das suas

caraterísticas e do seu desempenho. As primeiras horas vão ser dedicadas ao conhecimento do trator em modo estacionário. Através do seu pessoal especializado, a marca irá apresentarnos as caraterísticas do modelo, indicar o que é inovador face às séries descontinuadas, as suas funcionalidades, os procedimentos a cumprir ao nível da manutenção, e como tirar partido dos diversos comandos em situações concretas no decorrer do trabalho. É como se nos puséssemos no lugar do agricultor ou do prestador de serviços que acaba de comprar um trator novo e a quem a marca explica tudo tintim por tintim quando faz a entrega. Depois vamos experimentar o trator em campo e em estrada, e no final a nossa

apreciação geral ganhará a forma de reportagem. Quer se trate de modelos convencionais ou de especializados, procuraremos submeter a prova tratores recentes e que se enquadrem em segmentos relevantes para o mercado português. O Same Virtus 120, que passamos a apresentar, foi o modelo experimentado nesta edição de estreia da Prova de Campo.

Vídeo Veja o vídeo da Prova de Campo em www.youtube.com/abolsamia

Editorial por Nuno de Gusmão

A internet ao serviço da Mecanização Agrária

O

aparecimento da Internet, com o inegável universo de conhecimentos que tem para dar em todos os campos, depois de já ter atingido um razoável estado de divulgação no nosso país, começa no entanto a criar, junto dos mais incautos, uma imagem de interesses de tal maneira desmesurada face a algumas classes de órgãos de informação, que chega a pôr em dúvida a razão da existência da imprensa escrita. Os referidos menos avisados atrás citados, cegamente determinados a seguir integralmente, a par e passo, sem hesitações, tudo o que de moderno surge no mercado, adoptando corporalmente os Ipads, como se fossem lentes de contacto, acreditam que a tradicional forma pública de informar se vai tornar tão obsoleta como o velho fax face ao correio electrónico ou

como um sachador manual em relação ao trabalho de uma fresa. Ora pondo cada um desses meios nos seus devidos lugares e importância, entendemos que qualquer desses nossos preciosos auxiliares valem por si só, combinam e convivem entre ambos e, por isso, naturalmente vão continuar a existir e a desenvolver-se. Com efeito, a maioria da informação que recebemos actualmente também nos chega através da internet disponibilizada pelas empresas fabricantes de máquinas e alfaias agrícolas; assim como nós disponibilizamos a nossa Revista gratuita e integralmente on line, em www.abolsamia.pt. É contudo importante não ignorar que muitos dos temas técnicos postos à disposição dos cibernautas são retirados da imprensa escrita, que os trata em

primeira mão e dá a cara por isso. A razão porque alguns portais ou comentadores em nome pessoal publicam notícias técnicas soltas, desenquadradas ou desactualizadas da realidade, reside no facto de escolherem a primeira referência que lhes aparece na internet sobre o tema. E isso porque os temas de cariz técnico requerem pesquisas várias que demoram tempo a procurar, necessitam de gente capaz para o efeito e de outros meios que exigem investimentos. A liberdade, sem restrições, de utilizar o Ciberespaço, alargada indiscriminadamente a toda a gente que se disponha a emitir opiniões e conclusões sobre qualquer assunto, faz com que as eventuais gralhas ocorridas na imprensa escrita representem, quando comparadas com os erros da Net, uma gota de água num oceano da maior dimensão.

A Internet, expoente máximo, a nível mundial, da globalização do conhecimento, repleta de informações sobre tudo o que existe, tem também, pela sua magnitude, a possibilidade de proporcionar o comércio de qualquer género de bens entre todos os países, bem como de publicitar produtos. Contudo, como é do conhecimento geral, a Internet é um meio de comunicação de tal forma virtual que, sem regras, se expõe demasiadamente através da permissão de inclusão de todo o tipo de conteúdos. E, como é preciso usar da prudência quando com a Net transaccionamos, aconselhamos a escolha de sites de empresas e de produtos devidamente reconhecidos no mercado. NG

ABOLSAMIA · novembro / dezembro 2013

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Sumário

novembro / dezembro 2013

46 Agritechnica Conheça as tendências da mecanização agrária e os Premiados com medalhas de ouro e prata.

Nesta edição Antigamente era assim... 6

O nascimento do automóvel. (II)

Empresas

102 Encontros regionais de distribuidores oficiais Stihl e Viking.

113 Alonsos & Branco cumpre tradição. 114 Tractolitoral inaugura o 1º Agricenter de Portugal.

Entrevista

18

64

John Deere

Fendt

Apresentação de produtos em Berlim.

Novas séries de tratores 800 e 900 Vario.

86 Auto Mecânica Alvorgense, distribuidor oficial da Terex para Portugal.

104 Regressam em 2014 instrumentos de apoio à floresta.

112 Peixoto & Peixoto, agora também na agricultura.

Opinião 109 “In Flow”, as sensações de quem trabalha com tratores.

Produto 72 Valtra introduz novos modelos de baixa e média potência.

85 Giant apresenta carregadoras articuladas polivalentes.

Regiões 122 Concessionários / Máquinas usadas.

68

120

Kuhn

Faresin

Kuhn investe em máquinas inteligentes.

Convenção internacional Faresin.

Tecnologia 82 Desenvolvimentos no ISOBUS. (II) 118 Como usar os controlos do hidráulico convenientemente.

www.abolsamia.pt • www.facebook.com/abolsamia

Diretor Nuno de Gusmão • Propriedade Nugon - Publicações e Representações Publicitárias, Lda. • Contribuinte 502 885 203 • Registo 117122 • Depósito legal 117.038/97 • Sede R. S. João de Deus, 21, 2670-371 Loures Escritórios R. Nelson Pereira Neves, Lj.1 e 2 — 2670-338 Loures • T. 219 830 130 • F. 219 824 083 • Email: abolsamia@abolsamia.pt • Redação Nuno de Gusmão, Francisca Gusmão, João Correia, João Sobral, João Pedro Rego • Publicidade Francisca Gusmão, Américo Rodrigues • Cartoonista Nelson Martins • Pré-impressão Catarina Gusmão, Sílvia Patrão • Assinaturas João Correia (joaocorreia@abolsamia.pt) • Impressão Jorge Fernandes, Lda, Rua Quinta Conde de Mascarenhas, Nº9, Vale Fetal - 2825-259 Charneca da Caparica - Tel. 212 548 320 • Tiragem 10.000 ex. Os textos e fotos, bem como os anúncios registados com “a bolsa m.i.a.®” são propriedade da Nugon,Lda., não podendo ser reproduzidos sem autorização, por escrito, da mesma. O conteúdo dos anúncios e das publi-reportagens dos clientes é da sua exclusiva responsabilidade.

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novembro / dezembro 2013 · ABOLSAMIA

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101

96

Nome/ Name

Herkulis e FAE

SITEVI

Morada/ Address

Novo destroçador de cepos e raízes.

Viticultura de precisão é tendência.

29 Vencedores do Trator do Ano Este ano os grandes vencedores nas categorias de Convencionais, Especializados e Melhor Design, foram: …

Cód. postal TEL.

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A vida no campo

ABOLSAMIA · novembro / dezembro 2013

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O nascimento do automóvel

(Parte II)

Na continuação da edição anterior, em que apresentámos os primeiros veículos autopropulsionados do mundo e lembrámos a história daquele que é por muitos considerado como o pai do automóvel moderno — Karl Benz — não podemos deixar de referir a importante contribuição dada pelos seus colaboradores. Figuram neste caso, e em primeiro lugar, Gottlieb Daimler, seguindo-se Emil Jellinek.

Em 1885, foi inventada a primeira bicicleta motorizada por Gottlieb Daimler. Nomeada como Reitwagen, alcançava 12 km/h.

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Antigamente era assim...

Gottlieb Wilhelm Daimler (1834 —1900)

O primeiro automóvel de 4 rodas é da autoria de Gottlieb Daimler.

Gottlieb Wilhelm Daimler

t

ido como o primeiro a conceber e a apresentar a primeira bicicleta motorizada do mundo (1872), figura chave no invento e desenvolvimento de motores de combustão interna a gasolina (1885), Daimler chegou a intervir no célebre motor de Nicolaus Otto, patenteando o que hoje é reconhecido como o protótipo do moderno motor a gás. Pioneiro detentor do primeiro automóvel com 4 rodas do mercado mundial (1886), Daimler e o seu direto colaborador Maybach equiparam com o seu motor a carroçaria do seu carro Daimler-Maybach, cuja dimensão, velocidade, conforto e desempenho representou uma verdadeira revolução na época, servindo como o marco de design seguido pelos construtores que posteriormente surgiram. As empresas alemãs de Gottlieb Daimler e Karl Benz, desde sempre concorrentes diretas e grandes rivais, discordantes em muitos pontos técnicos na conceção e

fabrico do automóvel, tiveram, no entanto, finalmente, uma visão global para a continuidade futura dos seus produtos. Assim, em 1924 as duas maiores empresas alemãs do ramo fundiram-se para dar lugar ao aparecimento da Daimler-Benz. A fusão ocorrida teve a sua origem na ajuda mútua necessária para estimular a economia germânica após a I Guerra Mundial. A união das duas companhias resultou numa sinergia de esforços capaz de manter a habitual qualidade dos automóveis das duas marcas, Daimler e Benz. De entre elas, desde cedo e logo (1926) se evidenciou no mercado, com o maior destaque, uma nova marca — Mercedes-Benz. Ao lado, damos um exemplo de um dos primeiros cartazes publicitários alusivos à união havida. O símbolo herdado pela MercedesBenz teve um início profético. Desenhado por Daimler, muito antes de ele se dedicar ao fabrico de automóveis, as 3 pontas da estrela representavam para ele as

aplicações que o mesmo pretendia vir a aplicar aos seus motores, numa triplicidade compreendida por terra, mar e ar. Mostrando o rascunho do desenho citado à sua mulher, o inventor disse-lhe: “um dia verás uma estrela assim, a brilhar sobre a minha obra”… o que aconteceu em 1909. Das origens da Mercedes-Benz faz parte integrante o primeiro capítulo da motorização veicular no mundo, pelo espírito pioneiro das descobertas dos seus inventores.

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Antigamente era assim... Emil Jellinek No setor automóvel e noutros, salvo algumas exceções à regra, a designação das marcas de um modo geral corresponde ao nome ou às iniciais do nome do seu fabricante. Mas, contrariamente ao que é costume acontecer, o logótipo combinado da Mercedes Benz, vulgarmente abreviado para Mercedes sem a conexão à Benz, não tem qualquer relação com alguém minimamente interveniente na conceção e construção do automóvel em causa.

Emil Jellinek (1853 - 1918)

m

ercedes era o nome da filha de um judeu milionário chamado Emil Jellinek, casado com uma espanhola, que apaixonado pelas primeiras unidades dos carros produzidos pela DMB — DaimlerMotoren-Gesellschaft —, começa, no fim do século passado, a comprar para uso próprio e depois para revender a terceiros, as primeiras unidades fabricadas pela Daimler. Estabelecido em Nice, onde está relacionado com ótimos contactos no mundo financeiro internacional e com a aristocracia endinheirada, Emil Jellinek, aficionado por automóveis e assíduo participante em corridas, depois de acreditar nas potencialidades do carro adquirido à DMB, inicia e desenvolve uma crescente atividade como negociante do ramo, promovendo e vendendo os automóveis Daimler nos mais altos círculos da sociedade. No ano de 1899 compra e vende 10 veículos, acaba o ano em que começa o século XX com mais 3 dezenas de unidades entregues e, por aí fora, até se tornar num distribuidor exclusivo da marca para a maior parte dos países mais desenvolvidos da Europa, para depois se lançar no continente norte-americano. Mercê das exigências construtivas

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e pertinentes de Jellinek, acompanhadas por um crescendo constante de encomendas que fazia à fábrica, no sentido de desenvolver e melhorar o que o cliente para além do que já tinha, desejava, os automóveis da Daimler iam somando às suas especificações, mais qualidade, mais velocidade, mais conforto, mais segurança... O aperfeiçoamento em pesquisa e desenvolvimento daí resultante, aliado à publicidade feita pela conquista de troféus em provas automobilísticas, com Jellinek ao volante, deram-lhe um enorme e merecido prestígio perante os responsáveis pela DMB. E foi assim que, em 23 de Junho de 1902, o nome “Mercedes” foi registado como marca de automóveis. Um ano depois, para uma total realização pessoal do maior vendedor de sempre da marca alemã, Jellinek conseguiu a autorização oficial de passar a acrescentar ao seu apelido, o nome da sua filha: JellinekMercedes —, como de resto já era conhecido no seio das competições automobilísticas. Antes da fusão da Daimler com a Benz, a Daimler produziu séries de automóveis com as Marcas Mercedes e Daimler-Mercedes. O ponto alto da colaboração de Jellinek em vendas ocorreu a partir de 1901 com o lançamento do modelo de 35 cv, que já atingia a velocidade máxima de 75 km/h e onde um novo design e

Maria Mercedes Jellinek (1889-1929)

inovações incorporadas o tornaram no marco do modelo do automóvel moderno. Com o exemplar desempenho desta nova série, as encomendas de Jellinek ultrapassavam o ritmo da capacidade de produção da fábrica. Jellinek-Mercedes,

realizado pela sementeira de automóveis de qualidade que fez por todo o mundo, retira-se do negócio automobilístico em 1909, para poder assumir a chefia de operações do Consulado Austro-Húngaro no Mónaco.

No princípio do século passado a Mercedes já era conhecida em todo o mundo. A série de automóveis Daimler com a marca Mercedes.

1901 - Lançamento do novo modelo de 35 cv, o marco do automóvel moderno.

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Empresas Fabricantes aliam-se nos tratores de baixa potência Claas e SDF A Claas e o Grupo SDF (Same Deutz-Fahr) anunciaram que estão a avaliar uma potencial cooperação ao nível dos tratores convencionais de baixa potência. Desde que passou a incluir tratores na sua gama de produtos, após ter adquirido a Renault Agriculture, a Claas tem investido sobretudo no desenvolvimento de modelos de alta potência por ser este o tipo de trator mais usado pelos seus clientes de debulhadoras. No entanto, a marca pretende agora reforçar a sua oferta no segmento dos convencionais entre os 70 e os 110 cv. Como tal, está atualmente a trabalhar com o Grupo SDF numa solução para virem a desenvolver, a produzir, e a comercializar em conjunto, tratores de baixa potência. No comunicado emitido por ambas as empresas foi ainda dito que não irão revelar mais detalhes acerca deste projeto antes da próxima primavera.

Visita à fábrica da AEBI na Suíça AEBI A revista abolsamia esteve na fábrica da AEBI, em Burgdorf, Suíça, por ocasião do teste em campo ao especializado da marca que foi nomeado para Trator do Ano. Ao longo da sua história a esta companhia especializou-se no ramo dos implementos agrícolas para trabalhar nas montanhas, e ainda hoje continua a ser este o tipo de máquinas que desenvolve. Marco Studer, Diretor de Operações da Fábrica, recebeu-nos na chegada a Burgdforf e explicounos: “A Aebi foi fundada há 130 anos e em 2010 transferimo-nos para esta nova fábrica”. As novas instalações obrigaram a um investimento na ordem dos 23 milhões de euros e empregam 200 funcionários. Considerando a totalidade do recinto, ocupam uma área de 27.000 m². Philipp Hohl, diretor de produto da AEBI foi quem nos guiou ao longo das três linhas de montagem, que correspondem aos três segmentos de produto que a marca comercializa: as moto-gadanheiras, os multi-usos Terratrac, e os Viatrac, mais

orientados para tarefas de transporte. No decorrer da visita, observámos a laboração nas diferentes secções onde são montados os componentes que formam os AEBI, desde a complexa cablagem elétrica até aos eixos e aos motores, e foi-nos explicado o processo de desenvolvimento da transmissão hidrostática que equipa o Viatrac. Em Burgdorf existe um banco de ensaio dedicado às transmissões, onde estas são submetidas a esforço. A intenção é simular condições severas de trabalho, para que se analise o comportamento deste componente e se definam pontos a aperfeiçoar. A AEBI pertence à holding AEBI Schmidt, que além de equipamentos agrícolas também comercializa veículos para aeroportos e manutenção de vias. As marcas austríacas Reform e Lindner são as suas concorrentes mais diretas, já que alguns dos seus equipamentos se dirigem ao mesmo nicho de mercado.

AGCO celebra joint venture com empresa russa AGCO O Grupo AGCO celebrou uma joint venture com uma companhia controlada por Olega Deripaska, um empresário que sozinho é responsável por 1% da riqueza produzida na Rússia. Entre outros negócios, Deripaska detém a empresa Kuban agroholding, que cultiva 84.000 ha de terras agrícolas em território russo. No âmbito do acordo, está prevista a construção de uma fábrica nos arredores de Moscovo, na qual serão produzidas máquinas sob a marca AGCO. O projeto prevê um investimento na ordem dos 100 milhões de dólares, vai arrancar no início de 2014 e deverá ficar finalizado dentro de três anos. O governo russo pretende que o crescimento do mercado se baseie na produção doméstica e não em máquinas importadas, e por isso está a apoiar os agricultores que compram equipamentos produzidos internamente. Os modelos produzidos no estrangeiro não são financiados, mesmo que pertençam a marcas instaladas no país. Sendo um mercado tido como promissor, o objetivo do Grupo AGCO é seguir os passos de companhias suas concorrentes, como a John Deere e o Grupo CNH, que já atuam naquele país e se adaptam a um contexto que beneficia quem produz em território russo.

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A New Holland escolhe lubrificantes

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NOVO T4. SEMPRE PRONTO PARA SI.

LIBERTE OS 114CV E TIRE TODO O PROVEITO DOS TRABALHOS DE CAMPO E TRANSPORTE A PARTIR DA CABINA MAIS CONFORTÁVEL QUE EXISTE O T4 traz a excelência em agricutura polivalente à sua exploração agrícola. Desfrute de uma vista deslumbrante a partir da luxuosa cabina VisionView™. O teto de abrir de alta visibilidade totalmente integrado garante uma visibilidade sem igual do carregador. Excelência operacional: veja como os comandos intuitivos encaixam perfeitamente nas suas mãos. Excelência em conforto: com ou sem cabina, escolha a opção ideal para as suas tarefas. Excelência em flexibilidade: a avançada transmissão Dual Command™ significa poder adequar na perfeição a velocidade para cada tarefa. A sensibilidade de transporte ajustável permite mudanças de direção controladas. Excelência em produtividade: os poderosos motores Common Rail, compatíveis com a norma Tier 4, conferem mais potência por mais tempo. Excelência em eficiência: o hidráulico dianteiro e a TDF fazem com que o seu T4 se adapte exatamente às suas necessidades. Excelência em versatilidade.

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Empresas Deltacinco abre filial nas Astúrias Deltacinco

No passado dia 21 de Setembro, foi inaugurada a primeira sucursal da Deltacinco no município asturiano de Tineo, Espanha, sob a designação de “Detacinco Asturias”, para a comercialização das marcas Krone, Amazone e Tanco. Desta forma, a Deltacinco continua a apostar no setor agrícola e pecuário, agora num distrito chave, sobretudo no setor de bovinos de leite. Na inauguração, que reuniu uma grande parte da equipa da empresa e alguns distribuidores das áreas limítrofes e do distrito, estiveram também presentes muitos produtores de gado, cooperativas, organizações agrárias e autoridades políticas. Com esta sucursal, a Deltacinco pretende oferecer o melhor equipamento e serviço pósvenda das Astúrias.

Visita às intalações da Claas em Vélizy-Villacoublay Claas

A Claas está a completar a primeira década com tratores incluídos no seu catálogo de equipamentos. Ao longo desta década foram grandes os progressos que a companhia alcançou. Renovou a fábrica de Le Mans, inaugurou um novo centro de testes e validação para tratores situado em Trangé, e tem vindo a fazer um forte investimento na área de I&D, inclusive ao nível da contratação de profissionais qualificados. Foi na unidade de I&D, situada em VélizyVillacoublay, que estivemos em setembro, a convite da marca. Este centro é, por assim dizer, o grande cérebro da Claas para o segmento dos tratores e portanto uma peça importante do puzzle da Claas em França. Stéphane Muller, Diretor de Marketing da Claas, guiou-nos na visita a Vélizy, mostrou-nos um banco de testes de motores, e explicou-nos ainda as etapas por que passa o desenvolvimento de um trator, desde a fase de projeto até à produção em série. A Claas transmitiu a ideia de que está mais preocupada em saber o que os clientes precisam do que em conhecer o que faz a concorrência. Nesse sentido, tem assentado os novos projetos em 4 critérios de satisfação: performance, consumo de combustível, fiabilidade e conforto na cabina. O conhecimento do cliente está a ser levado ao mais ínfimo pormenor; a marca tem procurado saber em que aplicações são usados os seus tratores por escalões de potência, tendo verificado que quanto mais se sobe na potência mais são usados para mobilização de solo/cultivo, e quanto mais se desce mais são usados para movimentar carga. Há ainda um grupo de clientes que tem uma espécie de caixa negra instalada nos seus tratores, que faz um registo dos implementos que são usados e durante quanto tempo. Isto fornece à marca

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uma perceção acerca das consequências que certas tarefas têm para os tratores e é uma ferramenta de apoio para desenvolver novas soluções. É em Vélizy-Villacoublay que são concebidos os projetos de base, tanto ao nível da mecânica e da eletrónica como ao nível do design, que vão dar origem aos novos modelos. Nestas instalações, há dois bancos de teste de motores. É aí que se concretiza a integração do motor com a transmissão e com a restante estrutura, e onde se faz toda a afinação do próprio motor – o que inclui submetê-lo a esforço através da TDF num ambiente com temperatura superior a 45° - para monitorizar consumos, testar o pack de arrefecimento, entre outras variáveis. Na fase seguinte um protótipo da versão definitiva vai ser submetido a testes no centro de validação de Trangé, para se avaliar a sua performance. A avaliação inclui testes de endurance, realizados sem interrupção e em condições muito severas, que equivalem a 10 anos de trabalho em condições normais. Os pontos fracos que são identificados servem para fazer correções e otimizar as peças. Perguntámos se a recolha destes dados permite

antecipar em que fase da vida do trator vai ser necessário substituir certos componentes, ao que os técnicos da marca responderam: “Esta informação permite fazer uma aproximação estatística. Não se sabe com precisão o que vai acontecer mas é possível prever algumas situações”. Na última fase de desenvolvimento, algumas unidades são entregues a agricultores e a prestadores de serviços para serem experimentadas com alfaias variadas e em diferentes tipos de tarefa. Feitos os aperfeiçoamentos impostos por esta última etapa, os novos modelos entram em produção. Embora o desenvolvimento de tratores seja uma área recente no interior da Claas, a marca tem vindo a fazer uso da sua experiência com as máquinas de colheita. O Gestor de Produto Jean-Marc Laurence deu o exemplo de um caso concreto. No pressuposto de que a eletrónica hoje protege a mecânica mas que os seus componentes têm de estar corretamente isolados para se manterem fiáveis, referiuse à passagem das cablagens elétricas pelo interior de uma quelha de proteção: “Não há ‘esparguete’ debaixo da cabina dos novos Axion. É uma solução que vem das ceifeirasdebulhadoras e das Jaguar”.

Transmissão CVT da Valtra

É POR ISTO QUE VAI QUERER O DIRECT 2.0 Nova Ergonomia

Maior potência disponivel

Com interruptores fáceis de utilizar e menos controlos, pode manter-se concentrado no seu trabalho e manter-se alerta durante mais tempo

A potência de tracção está no seu máximo permanentemente, mesmo com velocidades muito baixas

Maior eficiência do motor

Maior economia de combustivel

A experiência de condução e de trabalho foi melhorada já que o motor oferece melhor relação entre a potência e a velocidade

O tractor optimiza automáticamente as rotações de acordo com a carga. Menos rotações para maior economia de combustivel

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Valtra is a worldwide brand of AGCO

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Empresas Bons resultados no 1º semestre

Perspetivas otimistas

AGCO No primeiro semestre de 2013, o resultado líquido das vendas da AGCO atingiu cerca de 5.5 mil milhões de dólares, o que representa um crescimento de 9.8% comparativamente com o mesmo período de 2012. O lucro líquido, para o mesmo período, também aumentou relativamente ao ano anterior, de 3.29 para 3.34 dólares por ação. No primeiro semestre deste ano, o aumento das vendas foi atingido em todas as regiões, com maior incidência na América do Sul (+27%), e na Ásia/ Pacífico (+24%), seguida da América do Norte com +9%, e da EAME (Europa/ África/Médio Oriente) com +6%. De realçar, no segundo trimestre, o crescimento da EAME em12% que impulsionou o crescimento do Grupo neste período para 14%, contra 11% no primeiro semestre. “O forte desempenho da AGCO no segundo trimestre resultou num recorde de ganhos e em margens operacionais superiores a 10%”, referiu Martin Richenhagen, Presidente e CEO. “Uma procura saudável do mercado da América do Norte e do Sul gerou um crescimento quer das vendas quer da produção. Um baixo nível de inflação das matérias primas, conjuntamente com as iniciativas para

Deere & Company A Deere & Company fechou o terceiro trimestre do seu ano fiscal (que no caso encerra a 31 de julho) com um lucro líquido de 2730 milhões de dólares (2046 milhões de euros), representando um crescimento de 15% relativamente ao período homólogo do ano anterior. O lucro líquido dos primeiros nove meses do ano aumentou em mais de 26%, situando-se em 996.5 milhões de dólares (747 milhões de euros). No que se refere às vendas líquidas a nível mundial e às receitas obtidas, os resultados cifraram-se em 28345 milhões de dólares (21242 milhões de euros) durante os primeiros nove meses do exercício fiscal, o que pressupõe um incremento de 8% face ao mesmo período de 2012. O fecho do ano fiscal teve lugar no passado dia 31 de outubro, e as previsões da Deere & Company previam um aumento das vendas em 5% correspondente a um lucro líquido atribuível de 3450 milhões de dólares (2587 milhões de euros). A propósito dos resultados obtido, Samuel Allen, presidente e diretor executivo, disse: ”Continuamos a acreditar que todos os investimentos que fizemos em novos produtos e a nossa capacidade adicional nos permitirá tirar proveito do aumento da procura mundial de alimentos que se fará sentir nos próximos anos.”

o melhoramento das nossas margens, também contribuiu para a melhoria dos resultados”, disse Riechenhagen. As vendas líquidas da AGCO aumentaram 6.3% na região EAME no primeiro semestre comparativamente com o período homólogo do ano anterior. O crescimento das vendas na Alemanha e em França não teve paralelo noutros mercados da Europa. O lucro operacional foi estável, relativamente ao período homólogo de 2012. A AGCO prevê que a procura global do setor se mantenha estável em 2013 comparativamente com 2012. O maior crescimento é esperado na América do Sul e na América do Norte, enquanto na Europa Ocidental se estima um ligeiro declínio. O resultado líquido das vendas deverá situar-se entre 10.8 e 11.0 mil milhões de dólares. “No seguimento dos bons resultados do segundo trimestre, a AGCO posicionase novamente para um ano recorde em lucros”, disse Riechenhagen, acrescentando que entre as prioridades para 2013 estão investimentos que incluem a construção de uma fábrica na China e investimentos significativos em novos produtos e na expansão do mercado.

50 anos de reboques auto-carregadores Pöttinger A marca austríaca iniciou o desenvolvimento de reboques auto-carregadores em 1963, e detém a liderança mundial do segmento, fruto das atualizações constantes que tem aplicado a este que é um dos produtos mais fortes do seu catálogo. A gama de reboques é atualmente composta pelo impressionante número de 56 diferentes modelos, pensados para as mais distintas condições de utilização. Começa no reboque auto-carregador de feno de 17m³ e termina no reboque para silagem de 100 m³. “Os nomes dos nossos reboques (Primo, Boss, Profi, Torro e Jumbo) anunciam liderança, potência e grandeza, e demonstram o nosso esforço contínuo em sermos melhores que os outros”, sublinham os diretores da companhia, Heinz e Klaus Pöttinger.

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Empresas Vencedora no Campeonato Europeu de Trator Pulling Valtra

A Valtra conquistou as três primeiras posições no Campeonato Europeu de Trator Pulling, que decorreu em Zele, na Bélgica, em setembro passado, sob a assistência atenta de cerca de 10 mil espetadores. O primeiro e o terceiro lugar ficaram em família: Matti Herlevi, seis vezes consagrado campeão, e a sua irmã Johanna Herlevi, vencedora deste campenato por duas vezes, arrecadaram desta vez o primeiro e o terceiro lugar, respetivamente, enquanto a medalha de prata foi para o holandês Jurian Duijn.

“Passámos muitas horas na garagem durante o inverno passado, pensando em maneiras de melhorar ainda mais os nossos tratores. Por exemplo, reconstruímos as transmissões com menos engrenagens para torná-las mais duráveis. Também fizemos algumas alterações ao nível dos motores. Corremos alguns riscos, mas no final valeu a pena”, disse Matti Herlevi . A competição foi extremamente apertada e no final os 145 tratores que terminaram a prova estavam separados por uma distância inferior a dez metros.

Ceifeira histórica ganha uma segunda vida Massey Ferguson As instalações de Abbey Park receberam este ano uma velhinha ceifeira-debulhadora Massey Harris 780. A máquina foi fabricada em 1958, cumpriu o seu ciclo de vida nos campos, e estava armazenada desde há 30 anos no museu da cidade austríaca de Horn como um projecto inacabado. Agora, um grupo de funcionários da MF vai recuperá-la de uma ponta à outra, respeitando as suas características originais. Este projeto de restauro insere-se na comemoração de um marco importante na história da marca: o surgimento da 1ª ceifeira-debulhadora automotriz Massey Harris, há 75 anos. Apesar de ter surgido mais tarde, a MH-780 foi uma das primeiras máquinas a ostentar a marca Massey Ferguson, e foi também um dos modelos mais bem sucedidos do construtor. Assim que fique pronta, a MH-780 irá aparecer em vários eventos um pouco por toda a Europa.

Novo Centro de Investigação Petronas

A Petronas Corporate, petrolífera com origem na Malásia, aprovou no início de outubro um investimento de cerca de 50 milhões de dólares para a construção nos terrenos de que já é proprietária na zona de Turim, Itália, de um centro de investigação mundial. Neste novo centro passarão a ser desenvolvidos os lubrificantes e combustíveis para todo o grupo, destinados ao mercado automóvel e industrial. A importância deste investimento na Europa, mais do que o aspeto imobiliário e a transferência de nova e avançada tecnologia, é relevante pelos efeitos que terá no mercado de trabalho local e europeu, graças ao recrutamento de mais jovens talentos com elevadas aptidões profissionais e percursos académicos excelentes. A decisão da Petronas Corporate, para além do reconhecimento das competências dos gestores e técnicos europeus, teve igualmente em consideração as relações já existentes com os Institutos de Investigação e Universidades de Turim, bem como um bem estruturado plano de incentivos oferecido pela Região de Piemonte, no sentido de atrair investimentos e acordos com companhias multinacionais estrangeiras. Graças à sua excelência e localização estratégica, este Centro de Investigação será a principal referência para os estudos, desenvolvimentos e testes dos novos produtos destinados ao Grupo Fiat e aos principais construtores de veículos europeus e mundiais.

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Empresas Visita à sede da Massey Ferguson em Abbey Park, no Reino Unido

Massey Ferguson

A revista abolsamia visitou a sede global da Massey Ferguson no passado mês de setembro. A MF está sediada em Abbey Park, nos arredores de Stoneleigh, desde que abandonou por completo as suas instalações históricas em Coventry, no ano de 2006.

Campbell Scott, Gestor de Marca e Diretor de Vendas da MF, recebeu-nos à chegada a Abbey Park: “Este é um local muito importante para a MF. Desde que integramos o Grupo AGCO é aqui que está a sede global da MF. É um centro de excelência, onde trabalha o pessoal especializado – na área de finanças, do marketing, dos serviços técnicos e das peças, da formação – que está ao serviço das marcas do grupo”. A maior parte dos 44 ha de área do recinto são ocupados por campos agrícolas onde são experimentadas novas soluções técnicas. Na restante área funcionam os principais serviços de administração que compõem o centro de operações do Grupo AGCO para a região EMEA. Em Abbey Park existe ainda uma ala composta por 5 oficinas onde os

profissionais que garantem a assistência técnica das marcas do grupo recebem a sua formação. Nestas oficinas, os técnicos que iniciam a sua formação, e também aqueles que vão reciclar conhecimentos, dispõem dos meios tecnológicos mais recentes destinados ao diagnóstico e à resolução de avarias. A tecnologia evolui muito depressa e como tal a marca entende que é necessário manter os técnicos de assistência constantemente atualizados. “A assistência técnica que os concessionários são chamados a prestar tem mudado dramaticamente nos últimos dez anos. O agricultor precisa de saber que o trator que compra tem por detrás bom serviço de pós-venda e uma boa assistência. E nós hoje dispomos de ferramentas para garantir isso”, concluiu Campbell Scott.

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Galeria de imagens Para visualizar mais fotos desta reportagem consulte o nosso site www.abolsamia.pt/net/galerias-imagens

Empresas Fotos e texto abolsamia

Mais preparados que nunca Numa reunião com os jornalistas da Ibéria, Germán Martinez, Gerente Regional de Vendas para os países da Zona Mediterrânica, mostrou-se muito satisfeito com o desempenho da sua zona de gestão e confiante quanto ao futuro. “A John Deere vai ter um excelente ano na zona do Mediterrâneo.” E isto devido à enorme oferta de produto e à forte rede de concessionários que, na sua opinião, vão continuar a impulsionar o crescimento da marca: “Temos a melhor oferta de produto e os melhores concessionários”, disse. Relativamente à rede de concessionários, que a John Deere tem vindo a reduzir, por estratégia, na maioria dos países onde está estabelecida, Martinez considera que o grande esforço de crescimento que tem vindo a ser feito conjuntamente pelas concessões e pela marca, desde há alguns anos, resultou em empresas mais estruturadas para enfrentar as difíceis condições do mercado nos últimos anos; e que a grande maioria dos concessionários John Deere vai crescer este ano. Destacou ainda as vantagens do sistema de financiamento da marca alemã, referindo o valor das taxas, a rapidez e o índice de aprovação dos financiamentos como altamente benéficos para o cliente.

John Deere dá mais um salto em frente Dois anos decorridos sobre a última grande apresentação de produtos em Lisboa, a John Deere escolheu Berlim, na Alemanha, para antecipar os novos produtos, serviços e tecnologias que mostrou na Agritechnica.

Os pequenos da Série 4M

Germán Martinez, Gerente Regional de Vendas para os países da Zona Mediterrânica.

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Começando pelos mais pequenos, a nova série de tratores 4M apresentou 2 modelos (4049M e 4066M) de plataforma e arco de segurança rebatível, com 49 e 66 cv de potência. O motor

é turbo alimentado, de 4 cilindros, e a transmissão hidrostática de 12/12 velocidades com inversor de acionamento elétrico. Tem TDF independente e capacidade de elevação máxima de 1.400 kg.

Reportagem Empresas Série 5 amplia a oferta Série 5E Na série 5E as duas novas versões maiores, de 85 e 95 cv incorporam motores de 4 cilindros PowerTech E, Fase IIIB, de 4,5 litros. Existem duas opções de transmissão, uma com inversor assistido de 12/12 velocidades (até 35 km/h) e outra de 24/12 velocidades com inversor assistido e redução Hilo, com velocidade máxima de 40 km/h. Modelo 5055E

Motor CV

Motor John Deere

55

2,9 litros Fase III A

5065E

65

2,9 litros Fase III A

5075E

75

2,9 litros Fase III A

5085E

85

4,5 litros HPCR Fase III B

5095E

95

4,5 litros HPCR Fase III B

Série 5G

À série 5G, situada entre a 5E e a 5M, foram acrescentados dois novos modelos(o 5G com motorizações de 80 e 90 cv) e o 5GH (90 cv), nas versões cabina ou plataforma, com tração simples ou dupla. Adotam motor diesel de 4 cilindros e 3,4 litros, Fase IIIB, opcionalmente com gestão inteligente de potência no modelo 5090G. São várias as opções de transmissão para estes novos modelos: • 24/12 velocidades com inversor hidráulico; Hilo eletro-hidráulica e botão de embraiagem na alavanca de mudanças; ou uma versão básica 12/12 e 30 km/h. Destaque ainda para o novo modelo 5GL, de baixo perfil e nova apresentação, nas

potências de 75 ou 85 cv, plataforma aberta, tração dupla e transmissão de 24/24 velocidades, disponível agora com uma variedade de opções personalizadas.

Modelo

Motor CV

Motor John Deere

Novo 5G

80, 90

3,4litros FPT CR Fase III B

Novo 5GH

90

3,4 litros FPT CR Fase III B

5GF

80, 90, 100

4,5 litros John Deere Fase III A

5GV

80, 90, 100

4,5 litros John Deere Fase III A

Novo 5GL

75, 85

3,2 litros FPT CR Fase III A

Série 5M

A série 5M, ideal para explorações pecuárias, apresenta agora 4 modelos de 75 a 115 cv, com motores da Fase IIIB. O modelo de 75 cv (5075M) tem uma motorização PowerTech de 2,9 litros e os outros três modelos de maior potência equipam com motores PowerTech de 4,5 litros. Comparativamente com os da série anterior, estes motores dispõem de injeção eletrónica que consegue reduções da ordem dos 11% no consumo de combustível. A partir do início do próximo ano estarão disponíveis 4 versões: com cabina standard, com cabina de perfil baixo (altura total de 2,48m), com plataforma sem cabina, e numa nova versão estreita (modelo

5M Narrow) com uma largura máxima de 1,72m. No que se refere a transmissões, existem muitas possibilidades que incluem 16/16 com inversor sincronizado ou assistido, 32/16 com inversor assistido e redução HiLo eletrohidráulica. Para estes tratores estão disponíveis duas pás carregadoras com maior precisão e alcance.

John Deere 5075E equipado com carregador frontal de origem.

Novos compactos para a Série 6 Gamas 6M e 6R Nas gamas 6M e 6R foram acrescentados três novos modelos de utilização polivalente, formando as séries 6MC e 6RC (“C” de Compacto). Ambas equipam com motor JD PWX de 4,5 litros, Fase IIIB, sendo que a série 6RC oferece ainda um sistema de gestão inteligente da potência. No que se refere a transmissões, a série 6MC equipa com PowrQuad Plus, e a 6RC possibilita mais duas opções: AutoQuad Plus e AutoQuad Plus Ecoshift. Em ambas as séries, a distância entre eixos é de

2,4m para conferir maior estabilidade. O sistema hidráulico de circuito fechado com compensação de pressão proporciona uma capacidade de elevação de até 5600 kg e está disponível com uma bomba de 65 ou 80 L/min. Para a série 6R está disponível adicionalmente: um sistema hidráulico de pressão e caudal compensados com um caudal de até 114 L/min; um caudal de 37 L/min para manejo de alfaias; e ainda uma opção de TDF de fábrica e o elevador frontal com uma capacidade de elevação de 3.000 kg.

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Empresas

Sérgio Raposo, da concessão J. Inácio acompanhado pelo grupo de clientes que assistiu a esta convenção.

Mais opções em pulverizadores A John Deere ampliou a sua gama de pulverizadores rebocados com a incorporação dos novos modelos de gama média M700(i) e M900(i) para 2014, especialmente indicados para explorações de cereais, e culturas em linha.

Série M700 A série M700 está disponível em versões standard com depósito de 2.400, 3.200 ou 4.000 litros, ou com ‘especificação-i’ com depósitos de 3.200 o 4.000 litros. Equipados com uma barra de pulverização de até 30 m, adaptam-se a semeadores de 6 m, e em comparação com uma barra de pulverização de 24m podem

cobrir até 25% mais de superfície numa passagem.

Série M900 A série M900, de maior tamanho, possui muitas das caraterísticas da série R900i, incluindo grande capacidade de enchimento com o indutor químico PowrFill, depósito de solução de 5.200 ou 6.200 litros de capacidade e barras de pulverização de aço de 24 a 40 metros de largura. Os pulverizadores M700i y M900i incluem compatibilidade ISOBUS, permitindo o acesso a uma série de funções que incluem uma calculadora de enchimento do depósito, o controlo de altura e inclinação automático de barra

de pulverização BoomTrac e o software de documentação FieldDoc. Também permitem a ativação/desativação dos bicos a partir da cabina.

Novo modelo M962i que inclui compatibilidade ISOBUS.

Gadanheiras condicionadoras rebocadas John Deere 630/635 e 830/835 As novas gadanheiras condicionadoras John Deere 630/635 e 830/835, que vêm substituir as séries 500 e 800, estão disponíveis com larguras de trabalho de 3 a 3,5 metros, podendo-se escolher rotores de martelos ou rolos para o acondicionamento. A John Deere afirma que foram feitos significativos melhoramentos para aumentar o rendimento destes equipamentos, nomeadamente através de uma maior altura ao solo e do sistema de suspensão flutuante de novo desenho, para além de martelos pré-carregados que aumentam a capacidade e o fluxo de material.

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O pequeno gigante tem agora Reportagem uma cabina grande.

Conheça o novo trator série 5E de 3 cilindros da John Deere – preparado para trabalhar duro. Na sua quinta, na parcela, ou para todas as tarefas diárias de uma exploração de gado. Agora o seu trator pode incluir uma cabina opcional, para além de toda a segurança e fiabilidade que proporcionam os mais de 175 anos  de experiência em engenharia da John Deere. Visite hoje mesmo o seu concessionário John Deere e solicite uma demonstração.

JohnDeere.com

EU-Rice

Notícias

Rede de cooperação entre as principais regiões europeias produtoras de arroz.

Cooperação e Associativismo no Setor do Arroz

EU-Rice junta regiões orizícolas europeias As experiências de cooperação entre os intervenientes que atuam no setor do arroz têm tido progressos assinaláveis.

A

nível nacional existe a Casa do Arroz, uma organização interprofissional que abarca vários intervenientes da fileira, o Cotarroz1, que trabalha no domínio da investigação, e no campo do associativismo temos a AOP2 e a APOR3, que reúnem os produtores a nível nacional, e ainda entidades a nível regional como a Aparroz4 ou a Orivárzea5. Mas a cooperação acontece também a nível europeu. O EU-Rice é um projeto onde estão representadas as principais regiões orizícolas europeias.

O que é o EU-Rice

EU-Rice é como se denomina a rede de cooperação entre as principais regiões europeias produtoras de arroz, que existe desde junho de 2010. O projeto foi criado por iniciativa da Província italiana de Vercelli, que é a maior região produtora de arroz da Europa, e além de Itália fazem também parte do EU-rice a Bulgária, a Grécia, Espanha, e Portugal. O nosso país é representado pelo Cluster Agro-industrial do Ribatejo.

Objetivos

Um dos seus principais objetivos é a troca de experiências e de boas práticas entre os produtores de arroz. Nesse sentido, promove encontros regulares – tendo já um deles sido realizado em Lisboa –, onde se abordam temas como a preservação dos

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aquíferos, a contaminação do solo, ou a gestão da água, assim como os assuntos relacionados com as alterações climáticas e a preservação do ecossistema dos arrozais. Um enfoque muito importante é colocado nas populações. Às pessoas que de algum modo estão ligadas ao arroz, ou porque o produzem, ou simplesmente porque vivem numa região produtora, é dada especial atenção no âmbito do EU-Rice. Como é possível reforçar o bem-estar de quem se dedica ao arroz? De acordo com este projeto, a resposta deve passar pela valorização da atividade económica em torno dos arrozais, e pelo reforço de uma teia de relações entre os vários agentes envolvidos.

Produzir com sustentabilidade

O EU-rice aponta para uma orizicultura onde se dê atenção à preservação natural, à paisagem, e à identidade cultural das populações. Pretende-se que neste modelo convirja a rentabilidade da orizicultura, a qualidade do arroz e a qualidade de vida dos intervenientes. É por isso intenção do projeto mostrar que os orizicultores têm uma função que vai muito para além de produzir arroz, já que prestam também um serviço à sociedade mantendo os ecossistemas vivos. Se de um momento para o outro a atividade fosse abandonada, desapareceria com ela um tipo particular de

paisagem, várias espécies de aves que são atraídas pelos arrozais, e uma razão para a fixação da população local. O EU-Rice reconhece e valoriza as crescentes preocupações ambientais, mas explica que uma produção que tem por base uma preocupação ecológica gera um desempenho menor, e pode ser menos competitiva. Por essa razão, pretende trabalhar no sentido de tornar o serviço que os orizicultores prestam à comunidade, ao seguirem estas práticas, reconhecido e recompensado.

A Associação Europeia de Produtores de Arroz

Uma motivação de base desta experiência de cooperação é criar planos de ação que possam dar resposta a problemas que são coincidentes às várias regiões produtoras. Nessa perspetiva foi decidida a criação da Associação Europeia de Produtores de Arroz6. Integrada maioritariamente por jovens produtores, esta associação visa fazer lobby junto de Bruxelas apresentando posições comuns com uma representatividade reforçada.

No plano nacional

Também no plano nacional se têm verificado importantes progressos na organização da fileira e no estreitamento de contactos entre os seus intervenientes. Os Encontros da Orizicultura Portuguesa têm juntado não só os produtores mas também o ramo da

investigação, e a indústria, representada pela ANIA7. No último encontro, realizado em Benavente em abril deste ano, foi apresentada pela Aparroz uma atualização da conta de cultura do arroz, que segundo João Reis Mendes, presidente da AOP, constitui um “instrumento indispensável à correta tomada de decisão por parte do agricultor”. E foram ainda apresentados os mais recentes desenvolvimentos ao nível do Programa Nacional de Melhoramento Genético do Arroz, que está a cargo do INIAV8 e que é patrocinado por diversas entidades, entre as quais a Lusosem e a Benagro9. Nas palavras de João Reis Mendes, “estamos a um pequeno passo de ficar menos dependentes das importações de semente e de cultivar variedades adaptadas às nossas condições”, uma situação que os orizicultores ambicionam há muito, de maneira a deixarem de estar expostos às flutuações de preço da semente que atualmente importam.

Fontes: Eu-Rice e AOP. 1. Centro Operativo e Tecnológico do Arroz. 2. Associação de Orizicultores de Portugal. 3. Associação Portuguesa de Orizicultores. 4. Agrupamento de Produtores de Arroz do Vale do Sado. 5. A Orivárzea é um agrupamento de orizicultores da lezíria ribatejana, composto por 37 associados. 6. European Rice Growers Association. 7. Associação Nacional dos Industrias de Arroz. 8. Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, IP. 9. Cooperativa Agrícola de Benavente.

Conferência Internacional

Notícias

Organizada pela Syngenta e pela Organização Europeia de Proprietários Rurais.

Fórum para o Futuro da Agricultura na Europa reuniu em Lisboa

Produção Agro-florestal com Cautelas Ambientais Um grupo de especialistas das áreas da agricultura e do ambiente reuniu-se na Fundação Champalimaud, no passado dia 8 de outubro, no âmbito do Fórum para o Futuro da Agricultura na Europa (FFA), que incidiu sobre o tema “O desafio agroflorestal – produzir salvaguardando o ambiente”.

O

FFA, que costuma reunir em várias capitais europeias, veio pela primeira vez até Lisboa por iniciativa da Syngenta e da ELO1, e de dois parceiros nacionais, a UNAC2 e a ANPC3. No entender da organização, os trabalhos produziram “um conjunto de opiniões fundamentadas que possibilitam que cada vez mais o setor agrícola se posicione também como um setor ambiental”.

Compromissos Syngenta 2020

No decorrer dos trabalhos, Mónica Teixeira, Diretora de Registo e Assuntos Corporativos para Portugal, na Syngenta Crop Protection, apresentou o projeto “the good growth plan” que a empresa acaba de delinear: “A Syngenta anunciou no mês passado quais são os compromissos que pretende alcançar até 2020. Estes passam

António Gonçalves Ferreira (UNAC), João Coimbra (CAP), Mónica Teixeira (Syngenta), Paula Sarmento (ICNF), Paul Dolleman (AHSA), e João Carvalho (ANPC).

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pelo aumento da produtividade média das principais culturas em 20%, sem utilizar mais terra e mais água, melhorar a produtividade de 10 milhões de hectares de terras cultiváveis à beira da degradação, aumentar a biodiversidade em 5 milhões de hectares de terra agrícola, e atingir 20 milhões de pequenos agricultores de modo a capacitá-los e a aumentar a sua produtividade em 50%. E passa também por formar 20 milhões de trabalhadores agrícolas em termos de segurança de utilização dos nossos produtos, e por garantir condições justas de trabalho em toda a nossa cadeia de fornecedores. Esta estratégia global da companhia terá implicações também ao nível do nosso país”. Este conjunto de propósitos pretende dar resposta a um contexto global que dita a necessidade de se aumentar significativamente a produção alimentar a nível mundial nas próximas décadas, de modo a fazer face ao crescimento da população. Mas não se trata apenas de produzir mais. Trata-se de produzir mais, de forma mais eficiente, e respeitando critérios ambientais.

A visão europeia e a reforma da PAC

Foi também nestes temas

que os especialistas que discutiram a visão europeia e a reforma da PAC, colocaram o enfoque. Tanto Eric Peters, conselheiro do BEPA4, como Eduardo Diniz, Diretor do Gabinete de Planeamento e Políticas do Ministério da Agricultura, elogiaram as medidas ambientais aplicadas à agricultura no âmbito da nova PAC. Mas Allan Buckwell, investigador do Instituto de Política Europeia do Ambiente e especialista do ELO para a reforma da PAC, apresentou uma perspetiva algo discordante ao dizer que “temos uma PAC mais pequena, com um orçamento reduzido em 11%”, e acrescentou que as medidas de greening são “muito fortes em retórica, mas fracas em ação, porque a ambição inicial da Comissão Europeia foi barrada pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho Europeu”. Apesar de elogiar o “papel mais social” da atual reforma, questionou se esta PAC vai realmente contribuir para aumentar a produtividade da agricultura europeia.

A perspetiva nacional

No que diz respeito à perspetiva nacional, António Gonçalves Ferreira, presidente da UNAC, falou essencialmente do papel das florestas.

Notícias quando as componentes agrícola, pecuária e florestal coexistem; a monitorização do controlo dos matos; a instalação de pastagens biodiversas; garantir que o pilar pecuário seja viável, porque é o que fixa as pessoas no território e evita a desertificação”. Concluiu dizendo que os serviços que a floresta presta ao ambiente devem ser cada vez mais remunerados.

Francisco Gomes da Silva, Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural.

Começou por salientar que “os sistemas agroflorestais, como o castanheiro, o sobreiro, a azinheira, o pinheiro manso, e os carvalhos, são a maior unidade de paisagem em Portugal”, e destacou depois que é ao montado de sobro que pertence o estatuto de “ex-líbris nacional ao nível dos territórios agroflorestais”. No que respeita ao sobreiro, deu exemplos de boas práticas que devem ser adotadas: “Algumas pequenas ações podem fazer a diferença: a mobilização mínima, ou a não mobilização do solo, recorrendo a corta-mato em vez de gradagem, melhora a qualidade vegetativa das árvores e a qualidade do ecossistema; a aposta numa proteção eficaz da regeneração natural, sobretudo

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Um caso de boas práticas ambientais na agricultura foi apresentado por João Coimbra, produtor de cereais no Vale do Tejo, que explicou como é que aumentou a rentabilidade da sua exploração através de uma gestão mais eficiente do uso da terra e da água e como é que está a reduzir as emissões de CO2 em 40%, recorrendo a painéis fotovoltaicos para produção de energia elétrica, de maneira a compensar as emissões geradas pela rega. Adicionalmente, revelou que se apoia em ferramentas informáticas que o ajudam a tomar decisões fundamentadas e que está a implementar formas de promover a biodiversidade, por via da criação das chamadas margens “operation pollinator”, que são zonas de refúgio para a fauna e para os insetos.

Casos de sucesso

Coube a Francisco Gomes da Silva, Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, encerrar esta edição do FFA, na qual estiveram presentes cerca de 400 participantes. Começou por destacar os significativos progressos tecnológicos que têm vindo a beneficiar o setor do regadio: “A agricultura de regadio em Portugal aumentou os níveis de eficiência do uso da água em mais de 30% na última década, viu os níveis da sua produtividade económica crescerem acima dos 40% e contribui decisivamente

para a manutenção de sistemas de sequeiro de elevado valor ambiental, presentes em explorações nas quais coexistem sistemas de sequeiro e de regadio”.

O setor florestal

Continuou, transmitindo a seguinte ideia acerca da floresta: “O reconhecimento social crescente de que a agricultura tem sido alvo, não foi ainda alcançado pela nossa floresta. De forma surpreendente, diria, dado o enorme contributo que ela dá, tanto em termos económicos e sociais, como ambientais. Nesta matéria, governo e fileiras de base florestal, temos um enorme desafio pela frente: encontrar formas de valorizar os nossos recursos florestais”. Francisco Gomes da Silva acrescentou que a estrutura fundiária da região centro e norte do país é um fator estrangulador desses objetivos. “A sua alteração é certamente tarefa para mais do que uma geração. A aposta imediata terá forçosamente de passar por estratégias de gestão agrupada porque as ZIF são um bom instrumento por forma a conferirem escala às explorações, e permitirem assim generalizar os excelentes exemplos de gestão florestal de qualidade presentes no nosso país, em povoamentos que vão desde o pinheiro bravo ao eucalipto, do sobreiro ao castanheiro, da azinheira ao pinheiro manso”.

O desafio da produção agroflorestal

No seu entender, “o desafio da produção agroflorestal coloca frente a frente […], por um lado a geração de riqueza e de emprego, através da produção de matérias primas para as diversas fileiras de base agrícola e florestal, e por outro a geração de valores ambientais, traduzidos na produção de bens públicos

e serviços de ecossistema”. São duas dimensões completamente interligadas. A primeira, só por si, e desde que respeite um conjunto de boas práticas de sustentabilidade, já gera um serviço ambiental à comunidade. Isto porque o grande inimigo dos sistemas agroflorestais e das externalidades ambientais que eles geram, é precisamente a sua falta de viabilidade, o seu consequente abandono, e por acréscimo o êxodo humano.

O objetivo ambiental

O governante concluiu a sua intervenção relembrando que a Europa escolheu um caminho em que impõe a si própria um vasto conjunto de exigências: “direitos humanos, segurança alimentar e proteção do ambiente são alguns dos drivers desse caminho, que criam custos de contexto evidentes” e por isso “quando o objetivo ambiental condiciona de alguma forma a viabilidade económica e social de uma atividade, no caso agricultura ou floresta, deverá garantirse que a sociedade encontra formas de compensação dos atores económicos pelas perdas de rendimento, ou remunerar de forma adequada os serviços produzidos”. A próxima edição do FFA está já agendada para o dia 1 de Abril de 2014, em Bruxelas, tendo como tema central o acordo de livre comércio entre a União Europeia e os Estudos Unidos.

Nota: A evolução do programa “the good growth plan” lançado pela Syngenta poderá ser acompanhada através do seguinte website: www.goodgeowthplan.com 1. Organização Europeia de Proprietários Rurais. 2. União da Floresta Mediterrânica. 3. Associação Nacional de Proprietários e Produtores de Caça. 4. Bureau of European Policy Advisers para o presidente da Comissão Europeia.

Trator do Ano 2014

TOTY®

A revista abolsamia é membro do júri por Portugal.

Fotos e texto abolsamia

Os vencedores do Trator do Ano 2014

Trator do ano

melhor design

melhor especializado

Claas Axion 850

Lamborghini Nitro 130 VRT

AEBI Viatrac 450 Vario

Os testes em campo e a avaliação No decorrer do mês de setembro as várias marcas com tratores nomeados para o concurso ‘Tractor of the Year’ (TOTY®) organizaram testes em campo. Em seguida o júri procedeu a uma avaliação exaustiva que determinou os vencedores. É durante estes eventos que os membros do júri do prémio recebem explicações pormenorizadas acerca das características e das inovações de cada modelo, fornecidas pelos técnicos das marcas. E é também nesta fase que abrem a porta da cabina, sobem para os tratores, e os testam em campo. Embora uma parte da avaliação resulte da análise e da comparação de características técnicas, uma outra parte resulta da perceção que se forma após experimentar as inovações introduzidas, e depois de se observar o comportamento geral de cada trator.

Um desafio para os fabricantes e para a organização do TOTY®

A obtenção da prémio ‘Tractor of the Year’ representa para os fabricantes um reconhecimento do trabalho que estão a desenvolver, é prestigiante, e traz uma grande visibilidade ao nível da comunicação especializada em toda a Europa. É por isso que, de ano para ano, as marcas têm vindo a dar uma atenção cada vez maior ao TOTY®. Por norma, os eventos que visam apresentar novos modelos e em que está prevista a experimentação em campo, são organizados com meses de antecedência e destinam-se a receber um número de pessoas bastante

alargado – jornalistas, clientes, concessionários – não raras vezes acima de uma centena. E envolvem uma grande logística. As marcas têm de organizar todos os detalhes relacionados com as viagens, as deslocações e as estadias, têm de garantir um terreno onde se realize o teste, têm de deslocar os tratores para esse local, e têm de disponibilizar uma equipa de técnicos especializados que informem os participantes e esclareçam as suas dúvidas. Ora, na verdade, os testes em campo feitos no âmbito do TOTY® envolvem praticamente a mesma logística de uma apresentação de produto dirigida a um público mais alargado, mas destinam-se a receber um grupo muito restrito: os 23 jornalistas membros do júri. Além disso, são postos em prática num período de tempo muito curto. Convenhamos que não é nada simples! Assim como também não é simples o trabalho que o secretariado do TOTY®, coordenado por Fabio Zammaretti, tem desenvolvido para fazer a ponte entre os fabricantes e os jornalistas de modo a que em mais uma edição do TOTY® tudo tenha decorrido de forma exemplar.

A responsabilidade de avaliar

O júri internacional que compõe o prémio ‘Tractor of the Year’ é atualmente integrado

por 23 jornalistas, provenientes de 23 países europeus, que representam diferentes projetos editoriais em meios de comunicação especializados com enfoque no sector da maquinaria agrícola. A revista abolsamia integra o júri em representação exclusiva de Portugal. Para nós, como membros do júri, a seleção dos modelos vencedores representa sempre um desafio e uma grande responsabilidade. As avaliações que fazemos dos vários itens são totalmente independentes e confidenciais e, juntamente com os nossos congéneres europeus, contribuímos para um resultado que premeia o melhor trator convencional para campo aberto e o melhor trator especializado. Adicionalmente é ainda atribuído um galardão ao trator com o melhor design. Os diferentes itens que avaliamos são: motor, transmissão, eletrónica, hidráulico, cabina, inovações técnicas não eletrónicas, opções disponíveis, design, e rácio preço/potência. Ao longo dos trabalhos que conduzem à seleção dos vencedores da edição deste ano, realizámos testes em campo para o TOTY® em diferentes locais: Suíça, França, Inglaterra, Itália, e Portugal. Apresentamos de seguida uma breve reportagem acerca de cada um dos tratores que, tendo sido postos à nossa disposição, tivemos oportunidade de testar.

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Um trator pensado ao pormenor

Claas Axion 850 Num dia que em França despertou com nevoeiro, tivemos oportunidade de comprovar os pontos fortes do Axion 850: grande disponibilidade de potência, inclusão de soluções destinadas à poupança de combustível, e muitos detalhes que visam proporcionar conforto ao utilizador.

A

Claas organizou o teste em campo ao Axion 850 numa exploração localizada em Égreville, nos arredores de Fontainebleau. A marca pôs quatro tratores à disposição do júri. Dois estavam engatados em implementos de mobilização de solo, tendo um deles GPS, outro trator estava engatado num reboque, para

se fazer condução em estrada, e um outro estava imobilizado para que os técnicos pudessem apresentar os seus principais componentes. O Axion 850 é um trator com vocação mista, para transporte e trabalho em campo aberto, que apesar de ter agora uma maior distância entre eixos, mantém ainda assim um design compacto.

Motor

Embora a anterior série 800 tivesse motor DPS, a Claas optou agora por um bloco FPT devido às normas antipoluição. Este motor de 6 cilindros, e 6,7 litros, recorre a um sistema de Redução Catalítica Seletiva (SCR) e a um Catalisador de Oxidação Diesel (DOC) para cumprir as normas anti-poluição da Fase IV/Tier 4Final.

Sistema de refrigeração

Um painel de instrumentos mais estreito garante agora uma melhor visibilidade.

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Um elemento revisto nos Axion 800 é o sistema de refrigeração, agora reforçado. Foram instalados radiadores de maior dimensão e uma ventoinha também de maior diâmetro, com tecnologia Visctronic, que liga automaticamente

O sistema de refrigeração é composto por radiadores de maior dimensão e por uma ventoinha de grande diâmetro com tecnologia Visctronic.

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consoante a necessidade de refrigeração.

Transmissão

A tecnologia CPS (Claas Power Systems) faz a gestão eletrónica do motor e da transmissão Hexashift. Esta é composta por 4 gamas e 6 passos powershift, possui 2 modos de condução – manual ou automático –, e é comandada a partir do manípulo CMotion, já aplicado noutros modelos da marca.

Cabina e conforto

A cabina, cuja arquitetura assenta em 4 pilares, é a mesma da série Axion 900 e conta com um sistema de iluminação melhorado, a pensar no trabalho noturno. Um painel de instrumentos mais estreito, comparativamente com a série anterior, garante uma boa visibilidade. E há pequenos mas importantes detalhes que foram revistos. É o caso do puxador da porta, agora instalado em posição mais baixa de maneira

Convencionais /

TOTY®

a que o operador o alcance desde o chão. A pensar no conforto, este Axion 850 pode estar equipado com 4 pontos de suspensão na cabina, suspensão no eixo dianteiro, e suspensão também nos dois elevadores hidráulicos e no assento do condutor.

Hidráulico e TDF

Na secção traseira, a inclusão de um manípulo de descompressão em cada uma das tomadas hidráulicas torna mais limpa a tarefa de engatar e desengatar alfaias. Além disso, houve o cuidado de instalar todas as tomadas elétricas acima das tomadas de óleo para evitar derrames. O Axion 850 inclui ainda um mecanismo de desengate da TDF frontal. Esta solução garante que as engrenagens não permanecem em funcionamento quando o seu uso não é necessário, o que reduz o desgaste das peças e o consumo de combustível.

Todas as tomadas elétricas estão instaladas acima dos distribuidores de óleo para evitar derrames. E estes incluem manípulos de descompressão.

A iluminação foi reforçada a pensar no trabalho noturno.

O terminal CEBIS concentra os comandos da transmissão, do hidráulico e da TDF.

Equipamento opcional

reforçado com suspensão. Contudo, o primeiro não permite a instalação de rastos. Ao nível dos sistemas de engate para implementos atrelados, a marca disponibiliza uma grande variedade de configurações. O depósito de combustível tem capacidade para 455 litros e o de AdBlue para 42 litros, e os intervalos de manutenção são de 600 horas para o motor e de 1200 horas para a transmissão.

O Axion 850 pode vir equipado com compressor de ar, cuja principal função é garantir a travagem pneumática do reboque, mas que também possibilita a ligação de acessórios para ajustar a pressão dos pneus ou fazer a limpeza dos filtros e do radiador. O cliente pode ainda escolher entre três tipos de eixo frontal: rígido, com suspensão, ou

Motor Fabricante

FPT

Nº de Cilindros/ cilindrada

6/ 6,7 Litros

Potência nominal / máxima

250 / 264 cv

Nível de emissões

Fase IV / Tier 4Final

Binário máximo

1132 Nm

Transmissão

O sistema EGR, a bateria, a caixa de fusíveis, e uma escada de serviço retráctil, estão instalados na secção direita da cabina.

Configuração

Powershift 24/24 [A1 a D6]

Velocidade máx.

40 ou 50 km/h

Hidráulico Capacidade máx. de elevação

Atrás: 10,2 t. Ft: 3,3 ou 5,6 t.

Fluxo da bomba

110 L/min (150L/min opcional)

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TOTY® Média potência com nível alto de sofisticação

Fendt 516 Vario Foi em Benavente que tivemos contacto com o modelo da Fendt nomeado para ‘Tractor of the Year’. O trator foi-nos disponibilizado pela Forte Lda, o importador da Fendt para Portugal.

anos, e possui duas gamas. A primeira admite velocidades de avanço entre os 0,02 e os 24 km/h e a segunda entre os 0,02 e os 50 km/h. Os 40 km/h Eco são alcançados às 1400 rpm, e os 50 km/h Eco às 1700 rpm. Com esta transmissão Vario é possível manter a TDF a funcionar a um regime constante, ainda que a velocidade de avanço seja variável, e existe um sistema que protege o motor contra sobrecargas provocadas pela TDF. A embraiagem da TDF é automaticamente ativada quando a velocidade do motor desce abruptamente.

Hidráulico

O

Engº João Lopes, responsável da marca, explicou-nos em detalhe as múltiplas funcionalidades deste modelo e sintetizou aquilo que o carateriza: «É um trator de 4 cilindros de linha intermédia, muito versátil na gama dos 165 cv. É muito compacto e por isso pode alternar entre os trabalhos que requerem pouca potência e aqueles que são mais exigentes, mantendo sempre um consumo muito baixo. Por outro lado,

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praticamente toda a tecnologia que existe hoje na Fendt está neste trator». O 516 Vario é o modelo mais potente da sua série e a maioria das inovações que o colocam num patamar de referência no seu segmento foram importadas das gamas mais altas da marca.

motor incorpora um sistema de Redução Catalítica Seletiva (SCR) de modo a cumprir as normas anti-poluição da Fase IIIB/Tier 4i. O sistema TMS gere eletronicamente o motor e a transmissão, adaptando-os em função da necessidade de potência.

Motor

Transmissão

Recorre a um motor Deutz de 4 cilindros, e 4 litros de cilindrada, que desenvolve 165 cv de potência máxima. Este

A transmissão de variação contínua Vario faz parte de uma família de transmissões que a Fendt desenvolve há vários

A nível hidráulico o 516 Vario possui um distribuidor de caudal contínuo com medidor de pressão, que adapta o caudal em função do que a alfaia solicita. É uma solução destinada às alfaias mais exigentes, que requerem distribuidores hidráulicos em número superior aos do trator. Os comandos hidráulicos estão divididos entre a consola e o terminal Variotronic.

Terminal Variotronic

É fornecido na configuração de 7 ou 10,4” e pode ser controlado por touch screen ou através dos botões instalados na pega lateral do monitor. Nele estão concentradas funções de controlo do trator, das câmaras, da direção automática, e da cartografia. A marca refere que

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Convencionais / o operador não consegue ver toda a área de trabalho que seria desejável. Com um terminal que se divide em 4 áreas distintas, pode instalar câmaras nos pontos de menor visibilidade e depois monitorizar o trabalho no monitor.

Cabina A abolição do pilar B da cabina garante um desimpedido campo de visão.

A coluna de direção é a ajustável em altura e em profundidade e inclui o painel de instrumentos. O travão e o manípulo do inversor contêm o ADN Fendt.

reduziu o número de menus, o que resulta numa utilização mais simples. Entre as muitas funções, existe a possibilidade de monitorizar o consumo. Não só o consumo instantâneo mas também um registo do consumo verificado em diferentes tarefas. Isto fornece uma perspetiva para que os operadores possam adaptar o seu estilo de condução em função do consumo. O monitor de 10,4” é muito útil para trabalhar com implementos de apanhar tomate ou cenoura, por ex., em que por vezes

A cabina apresenta uma arquitetura de 5 pilares, com painel frontal de grande visibilidade que facilita as operações com carregador frontal. A suspensão mecânica é equipamento standard, sendo a suspensão pneumática um opcional. No exterior, a iluminação foi reforçada com faróis a apontar em diferentes direções; dois faróis laterais na frente proporcionam uma iluminação na proximidade das rodas para que área de trabalho permaneça iluminada. O painel do lado direito, sem pilar B, garante uma visibilidade desimpedida. No interior, tem vários compartimentos para arrumos, incluindo um espaço arrefecido para bebidas, e uma cortina opaca ajustável em altura revela ser bastante útil para quando o sol vai baixo. Os espelhos são ajustados por comando elétrico. Este modelo, que é disponibilizado em 3 diferentes níveis de equipamento, possui pré-instalação de série para a direção automática VarioGuide. Este sistema pode receber não só o sinal GPS dos satélites americanos mas igualmente o sinal do sistema russo GLONASS e do futuro sistema europeu Galileo. Para permanecer protegida, a estrutura física do sistema está acomodada no topo da cabina, em posição rasa em relação ao teto.

Manutenção

O depósito de combustível apresenta uma capacidade para 298 litros, o de AdBlue para 31 litros, e o reservatório

TOTY®

Motor Fabricante

Deutz

Nº de Cilindros/ cilindrada

4/ 4038 cm³

Potência nominal / máxima

150 cv / 165 cv

Nível de emissões

Fase IIIB / Tier 4i

Binário máximo

687 Nm

Transmissão Configuração

Variação Contínua

Velocidade máx. Eco

50 km/h às 1700 rpm

Hidráulico Capacidade máx. de elevação

Traseira: 7.780 kg Ft: 3.420 kg

Fluxo da bomba

75 L/min (opção 110 L/min)

Comandos externos do hidráulico e TDF.

O joystick que comanda a transmissão Vario, e o terminal Variotronic de 10,4”.

de óleo do hidráulico tem capacidade para 55 litros. Quanto aos intervalos de manutenção, o óleo do motor deve ser mudado a cada 500 horas, o da transmissão a cada 2.000 e do hidráulico a cada 1.000. O 516 Vario transmite a quem o conduz uma sensação de solidez e de precisão, sendo indicado para explorações de média dimensão que pretendam um trator de média potência com um nível alto de sofisticação.

A Fendt disponibiliza diferentes configurações de engate. Estas são intermutáveis e assentam numa estrutura robusta.

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Utilitário com brecagem e distância ao solo generosas

Kubota M110GX

Foi na Chamusca que fizemos o teste em campo ao modelo da Kubota nomeado para o prémio ‘Tractor of the Year’. O representante do concessionário local, M.J. Nalha, cedeu o trator e ajudou-nos a situar o M110GX na gama do construtor japonês.

n

o seu entender, enquanto o M135GX é indicado para trabalhos de mobilização de solo, e outras operações primárias que requerem grande disponibilidade de potência, o M110GX, como trator mais ligeiro e por isso mais económico, adequa-se a um leque muito vasto de trabalhos secundários como: pulverização, ceifa, encordoamento, enfardação, mobilização superficial, operações com carregador frontal, ou até mesmo transporte. M.J. Nalha enalteceu ainda a aptidão deste trator para trabalhar com rodas estreitas dentro de culturas altas, devido à sua manobrabilidade e desimpedida distância ao solo.

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Motor

O mais pequeno dos GX possui um motor de 4 cilindros, fabricado pela Kubota, que desenvolve 110 cv de potência nominal. O controlo de emissões poluentes permite cumprir as normas da Fase IIIB/Tier4i e é feito com recurso a um Filtro de Partículas Diesel (DPF) combinado com Recirculação Externa dos Gases de Escape (EGR). O filtro tem uma vida útil de 3000 horas e a regeneração do sistema pode ser feita automaticamente durante o trabalho após 20 horas de serviço, aproximadamente, e demora 15 minutos. Este motor revelou ser muito silencioso, não só em ralenti mas também

quando solicitado. O operador pode fazer duas memorizações de regime.

Transmissão

É composta por três gamas mecânicas e por 8 relações powershift, conta com um inversor eletro-hidráulico, e perfaz uma velocidade de 40 km/h. Apesar de um escalonamento com 8 relações todas seguidas não ser usual, é uma configuração que nos parece interessante porque diminui o número de vezes que se tem de mudar de gama. As relações powershift podem ser mudadas através de 2 botões instalados na alavanca ou ainda em 2 botões no apoio de braço. Em modo automático,

O acesso à cabina é amplo e a grande superfície em vidro proporciona uma visibilidade bastante desafogada.

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Convencionais / TOTY®

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a transmissão alterna entre 4 relações powershift predefinidas dentro de uma gama, podendo o operador escolher uma de três variantes, que correspondem a uma tendência de comportamento do sistema: Estrada (mantém o regime do motor), Campo sem TDF (mantém a velocidade/ tração), Campo com TDF ligada (mantém o regime da TDF).

Cabina

A cabina assenta em apenas 4 pilares e possui grandes painéis em vidro que proporcionam uma visibilidade desimpedida. O acesso é espaçoso, mesmo quando se faz pela porta direita, e a habitabilidade apresenta um bom nível, se tivermos em conta o segmento a que o trator pertence. A adaptação aos principais comandos é feita com bastante facilidade e rapidez mas, no campo da estética, alguns elementos no interior da cabina mereciam ganhar uma aparência mais contemporânea. O ar condicionado faz parte do equipamento standard.

Hidráulico e TDF

O sistema hidráulico é de centro aberto, possui regulação eletrónica, e tem uma capacidade máxima de elevação de 5 toneladas. São fornecidos dois conjuntos de distribuidores hidráulicos como equipamento standard,

A consola onde estão concentrados os principais comandos.

Os 580 mm de distância ao solo permitem trabalhar dentro de culturas altas.

podendo ser adicionados mais quatro como opção. A TDF tem duas velocidades (540 e 1000 rpm) e possui embraiagem eletro-hidráulica.

Eixo dianteiro com sistema Bi Speed

O eixo dianteiro da Kubota é amplamente conhecido pela sua configuração hermética e pelo seu formato original, mas inclui agora uma caraterística nova: o sistema Bi Speed. Um sensor deteta quando as rodas atingem um certo grau de viragem, e faz atuar um sistema que impõe à roda de fora uma velocidade superior, reduzindo significativamente o círculo de viragem. Este foi um pormenor que nos impressionou pela positiva no M110GX, dada a sua evidente eficácia. O sistema só pode ser ativado quando a dupla tração está ligada, e desliga-se automaticamente quando o trator circula acima de 10 km/h.

Acesso desimpedido à bateria, aos filtros, e aos radiadores. A caixa de ferramentas também está bem posicionada.

Motor Fabricante /modelo

Kubota V3800-TI-CRS

Nº de Cilindros/ cilindrada

4/ 3.769 cm³

Potência nominal / máxima

110 cv / 116 cv

Nível de emissões

Fase IIIB / Tier 4i

Binário máximo

370 Nm às 1500 rpm

Transmissão

O sistema Bi Speed torna ainda mais arrojado o eixo dianteiro desenvolvido pela Kubota.

Nº de velocidades

24/24 ou 32/32 (com creeper)

Velocidade máx.

40 km/h às 2600 rpm

Hidráulico Fluxo

75 L/min

Capacidade máx. de elevação

5.000 kg

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TOTY® Vocação para mobilização de solo em campo aberto

New Holland T8.420 Auto Command Foi nos arredores da fábrica da marca, localizada em Basildon, Inglaterra, que testámos o New Holland nomeado para Trator do Ano.

C

omo choveu na noite anterior ao teste, o terreno estava um pouco alagado. Mesmo assim o T8.420 revelou grande à-vontade, tanto a operar com um implemento de mobilização de solo como em deslocação com um reboque de trasfega de cereal.

Motor

O motor que equipa o T8.420 é um FPT de 6 cilindros com 8,7 litros de cilindrada que fornece 419 cv de potência máxima, com recurso a gestão eletrónica de potência (EPM). As normas antipoluição da Fase IIIB/Tier 4i são cumpridas através de um sistema SCR, podendo o motor

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consumir biodiesel a 20% (B20). Em opção pode incluir um sistema de travão-motor que atua ao nível do escape. Quando se pressiona o travão, uma válvula restringe a libertação dos gases de escape, o que abranda o trator e diminui o esforço de travagem. Uma solução original é a localização do filtro do ar (abaixo do painel direito da cabina), que possibilita a sua limpeza sem ter de se abrir o capot.

Transmissão

A transmissão de variação contínua Auto Command é totalmente controlada através de um joystick que está bem posicionado e bem conseguido

O painel direito, sem pilar B, garante boa visibilidade e possui cortina de proteção contra o sol.

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entre outras. Fora do que é comum, o T8 não dispõe de painel de instrumentos na consola frontal, o que de algum modo revela a sua forte vocação para trabalho em campo aberto. O interior é espaçoso e dispõe de vários compartimentos para arrumos.

Hidráulico Uma longa distância entre eixos proporciona grande capacidade de tração.

do ponto de vista ergonómico. O uso desta transmissão é bastante intuitivo e permite retirar pleno proveito das potencialidades deste trator. Damos destaque à inclusão de um botão giratório no joystick, que possibilita ao operador ajustar a velocidade de avanço com muita precisão.

Cabina

O modelo que testámos tinha um monitor de 10”, embora na versão base seja de 7”. As possibilidades de monitorização são variadas: nível e temperatura do óleo do motor, regime, consumos, combinação com GPS e direção automática,

Nesta versão Auto Command, a capacidade de elevação traseira foi elevada para as 11 toneladas, enquanto a dianteira se situa numas não menos impressionantes 5,8 toneladas. Um dos tratores que testámos estava engatado num implemento de mobilização de solo, o que nos permitiu perceber que a regulação eletrónica do hidráulico se revela bastante cómoda para o operador quando combinada com direção automática.

Inovações e comportamento

Apesar de uma longa distância entre eixos de 3550 mm, que segundo a marca é um ponto forte do T8.420, o trator revelou-se ágil e fácil de manobrar devido ao chassis e ao capot esculpidos, que garantem um ângulo de viragem de 55°. O conforto que se

Em redor do volante apenas está posicionada uma pequena haste que aciona as luzes, os piscas e a buzina, e o inversor, em posição bastante avançada.

experimenta aos comandos do T8 fica a dever-se à cabina amortecida e a um sofisticado sistema de suspensão do eixo dianteiro. Em relação à anterior versão, este trator conta com ambos os eixos reforçados. O sistema Terralock gere de modo automático a ativação do bloqueio do diferencial e da dupla tração. O T8.420 é construído na fábrica de Racine, nos Estados Unidos. O mercado da América do Norte é um dos mais importantes para a marca nesta gama de potência.

A versão mais bem equipada possui assento em pele.

Motor Fabricante /modelo

FPT / Cursor 9

Nº de Cilindros/ cilindrada

6 / 8.700 cm³

Potência nominal / máxima

367cv / 419 cv

Nível de emissões

Fase IIIB/ Tier 4i

Binário máximo / reserva

1671 Nm / 40%

Transmissão Configuração

Variação Contínua

Velocidade máx. Eco

40 km/h Eco às 1400 rpm

Hidráulico Capacidade máx. de elevação

Traseira: 11.000 kg Ft: 5.800 kg

Fluxo da bomba

161 L/min (Opção: 274 L/min)

A perspetiva de imponência da secção traseira.

O monitor assente no armrest e os visores eletrónicos instalados no pilar da cabina concentram todas as informações necessárias à operação do T8.420.

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TOTY® Os traços de família num 4 cilindros musculado

Massey Ferguson 6616 Na região de Birmingham, Inglaterra, o céu já andava a ameaçar. Mas foi à hora de testarmos o MF 6616 que as nuvens se abriram e nos derramaram uma grande bátega de água em cima.

A

tendendo às condições climatéricas, experimentámos o nomeado da Massey Ferguson sem alfaia, mas pudemos ficar com uma ideia acerca do seu caráter.

Motor

O MF 6616 está equipado com um motor Agco Power de 4 cilindros, com 4,9 litros de cilindrada que, ao recorrer a um sistema de gestão eletrónica, desenvolve 185 cv de potência máxima. Um sistema de redução catalítica seletiva (SCR) de 2ª

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geração e um catalisador de oxidação diesel (DOC) tornam possível cumprir as normas antipoluição da Fase IIIB / Tier 4i. Com vista a reduzir o desgaste e o consumo, este motor reduz automaticamente o regime para as 720 rpm quando o trator se encontra imobilizado.

Transmissão

O MF 6616 pode dispor de uma transmissão powershift Dyna-6 de 24/24, com 6 velocidades repartidas por 4 gamas. Esta transmissão foi desenvolvida pela marca

na fábrica de Beauvais, em França. Já a transmissão de variação contínua Dyna-VT foi desenvolvida pela Fendt, marca que também pertence ao Grupo AGCO, e permite velocidades entre os 0,03 km/h às 1400 rpm e os 40 km/h Eco às 1500 rpm. Em modo de trabalho permite velocidades entre os 0,03 e os 28 km/h para a frente e entre os 0,03 e os 16 km/h para trás. Em modo de estrada permite velocidades entre os 0,03 e os 40 km/h para a frente (50km/h quando a legislação permite) e os 0,03 e os 38 km/h para trás.

Cabina

Os clientes podem escolher entre três níveis de equipamento (os MF 6616 com transmissão Dyna-VT apenas estão disponíveis nos dois níveis mais altos) e entre três diferentes tetos. Os comandos e os painéis de informação estão corretamente repartidos entre a consola do volante e a consola direita, existem espaços para arrumos, e uma caixa de refrigeração para bebidas. Damos destaque ao inversor – o mesmo que encontramos nos restantes membros da família –

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Convencionais / TOTY®

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fechado Load Sensing capaz de fornecer 110 L/min. A TDF possui 3 diferentes regimes: 540, 540 Eco e 1000 rpm.

Direção e ‘efeito embraiagem’

O acesso à cabina pode ser feito também pelo lado direito.

O sistema Speedsteer permite ajustar o rácio da direção: um maior ou menor nº de voltas do volante para um mesmo ângulo de viragem das rodas. Esta funcionalidade torna-se especialmente útil para quando se trabalha com carregador frontal ou para fazer a viragem na linha de cabeceira. Pode ser ligada ou desligada manualmente, e desliga-se automaticamente quando o trator ultrapassa os 20 km/h. O efeito embraiagem permite ao operador travar e acionar a embraiagem, ao mesmo tempo, apenas com um pé.

Motor Fabricante / modelo

Agco Power / e3

Nº de Cilindros/ cilindrada

4 / 4,9 L

Potência nominal / máxima

160cv / 185 cv

Nível de emissões

Fase IIIB / Tier 4i

Binário máximo

677 Nm

Transmissão Configuração

Variação Contínua

Velocidade máx. Eco

40 km/h Eco às 1500 rpm

Hidráulico Capacidade máx. de elevação

Traseira: 8.600 kg Ft: 3.200 kg

Fluxo da bomba

58, 100 ou 110 L/min

Opções

Os principais pontos de manutenção têm uma localização facilitada.

que se diferencia por permitir subir ou descer as relações de transmissão.

Hidráulico e TDF

A nível do hidráulico o MF 6616 segue o mesmo princípio dos restantes componentes: o cliente compra aquilo de que precisa. A oferta começa numa bomba de 58 L/min que fornece óleo ao elevador e às funções hidráulicas externas, passa pela possibilidade de ativação de um fluxo combinado de 100 L/min, e termina num sistema de centro

Entre as opções encontramos a possibilidade de configurar o MF 6616 com diferentes medidas de pneus, pesos frontais e pesos para as rodas, AgCommand e AutoGuide 3000 para fazer agricultura de precisão, hidráulico e TDF frontal, e ainda suspensão mecânica ou hidráulica da cabina, assim como assento pneumático. De acordo com Campbell Scott, Gestor de marca na MF, “os agricultores querem mais potência num pacote concentrado. O MF 6616 está num nível de potência de um seis cilindros e faz muitíssimo mais a nível de versatilidade”. Acrescentou ainda que “muitas das caraterísticas do MF 6616 são idênticas às que encontramos na série 7600”, o que comprovámos, pois não é semelhante aos restantes membros da família MF apenas a nível estético; quem está familiarizado com a marca vai sentir-se completamente em casa no MF 6616.

O acelerador de mão (a laranja) está incrustado no armrest, assim como o joystick de comando da transmissão Dyna-VT.

As teclas à direita do volante permitem fazer ajustes na direção e no inversor. O painel de instrumentos e a consola, estreitos, garantem boa visibilidade.

No pilar direito da cabina encontramos a ignição, afinações hidráulicas e da TDF, e os interruptores das luzes de trabalho.

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Variação contínua no segmento dos utilitários multi-tarefas

Lamborghini Nitro 130 VRT A Lamborghini recebeu o júri do ‘Tractor of the Year’ na casa vinícola Fontanafredda, em Serralunga d’Alba, Itália, onde foram realizados os testes em campo aos seus dois modelos nomeados. Experimentámos o Nitro engatado numa grade rotativa com rolo, ligada à TDF.

O design é um elemento central na estratégia de diferenciação da Lamborghini.

O

Nitro situa-se no segmento dos utilitários que pode fazer um pouco de tudo numa exploração e inaugura uma nova linha estética da Lamborghini. Novidade nesta gama de potência é a inclusão

de uma transmissão de variação contínua.

O motor que equipa o Nitro é um 4 cilindros, com 3.620 cc de cilindrada, que desenvolve uma potência máxima de 127 cv. Fabricado pela Deutz, este propulsor cumpre as normas anti-poluição da Fase IIIB/ Tier 4i ao recorrer ao sistema de recirculação externa dos gases de escape (EGR) e a um catalisador de oxidação diesel (DOC) que faz o pós-tratamento desses gases.

muito comum, mas a marca italiana decidiu apostar nesta solução, alargando o leque de possibilidades por que os clientes podem optar. Possui três modos de condução: automática, manual, e TDF. As duas gamas, para trabalho em campo e para estrada, permitem respetivamente velocidades de 0-23 e 0-40 km/h. A função PowerZero garante uma paragem segura, mesmo sem acionar o pedal do travão, e permite arrancar pressionando apenas o pedal do acelerador.

Transmissão

Estética e cabina

Motor

Uma transmissão de variação contínua no segmento dos tratores utilitários com cento e poucos cavalos ainda não é

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A Lamborghini está a investir na estética dos tratores que desenvolve, tendo os traços do Nitro sido delineados no

Galeria de imagens

Convencionais / TOTY®

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âmbito de uma cooperação que o Grupo SDF mantém com o famoso atelier Giugiaro Design. Aliás, na estratégia de diferenciação da Lamborghini em relação às marcas irmãs, Same e Deutz-Fahr, a estética é um dos elementos que aparece em primeiro plano. A cabina proporciona um desafogado campo de visão sobre a área de trabalho em redor do trator, e no seu interior as cores que diferenciam os comandos são um elemento positivo: laranja para a transmissão (inclui os aceleradores de pé e de mão, e o inversor); verde para as regulações hidráulicas; azul para os distribuidores de óleo; e amarelo para a TDF. Damos ainda destaque ao manípulo interior de abertura das portas que, ao ser colocado a meio do varão, fica ao alcance do braço mesmo quando o operador está sentado.

Na cabina, comandos apresentam cores distintas e o manípulo de abertura da porta, a vermelho, está posicionado ao alcance do condutor.

Comandos exteriores do hidráulico e TDF.

Hidráulico e TDF

Equipamentos

O sistema hidráulico de regulação eletrónica pode equipar com bomba simples ou dupla, com caudal de 60 ou 90 L/min. Esta última variante possui um mecanismo de poupança de energia. Quando o sistema hidráulico não está em uso, o fluxo de óleo é desligado atraves de uma válvula com sensor de carga. O número de

O painel de instrumentos concilia um conta-rotações de apresentação analógica com um mostrador digital.

distribuidores traseiros pode ir até um conjunto de 5, com 10 vias, estando disponível a opção 60 Eco que permite distribuir 60 L/min às 1.600 rpm. A TDF independente possui embraiagem multidisco em banho de óleo e engrenamento eletrohidráulico modulado. Conta com 3 diferentes regimes: 540, 540Eco e 1.000 rpm.

O Nitro possui sistema de travagem servo-assistido PowerBrake e sistema de direção rápida (SDD). Entre os opcionais estão a suspensão no eixo dianteiro, cabina com suspensão mecânica ou pneumática, uma capacidade máxima de elevação hidráulica que pode ascender aos 6.600 kg, e elevador e TDF frontais.

Motor Fabricante /modelo

Deutz / TCD L04

Nº de Cilindros/ cilindrada

4 / 3620 cm³

Potência nominal / máxima

121cv / 127 cv

Nível de emissões

Fase IIIB / Tier 4i

Binário máximo / reserva

480 Nm / 28%

Transmissão

Um monitor instalado no pilar direito da cabina reúne as principais funcionalidades da transmissão, hidráulico e TDF.

Configuração

Variação Contínua

Velocidade máx. Eco

40 km/h Eco

Hidráulico Capacidade máx. de elevação

Traseira: 4.650 kg Ft: 1.850 kg

Fluxo da bomba

60, 60 Eco ou 90 L/min

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TOTY®/ Especializados Vocacionado para recolha e transporte em montanha

AEBI Viatrac 450 Vario Foi na região suíça de Emmental, situada no cantão de Berna, que realizámos o teste em campo ao especializado AEBI Viatrac 450 Vario. adequado ao esforço a que está sujeito, sempre que é requerida maior disponibilidade de potência por parte da transmissão, do hidráulico ou da TDF. Assim, o regime do motor nunca desce abaixo do que é necessário.

Transmissão

A

região, formada por encostas com declive acentuado, e onde predominam as explorações leiteiras de pequena dimensão, é conhecida por aí ser produzido o famoso queijo emmentaler. O conceito por detrás do VT 450 Vario tem já uma longa tradição nos campos verdejantes da Suíça, e pretende servir os agricultores que cultivam em zona de montanha. Ainda que possa realizar algumas tarefas agrícolas, como espalhar estrume ou pulverizar, o VT foi concebido sobretudo para as operações de recolha e transporte.

Motor

O AEBI Viatrac 450 Vario equipa com um motor VM de 98 cv, e 4

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novembro / dezembro 2013 · ABOLSAMIA

litros de cilindrada, que recorre a um Filtro de Partículas Diesel (DPF) e a um conversor catalítico para controlar as emissões poluentes. Um sistema de gestão eletrónica garante que o motor mantém um regime

Distribuidores hidráulicos para implementos frontais.

Um dos pontos fortes deste modelo é a transmissão hidrostática Vario, que permite alcançar uma velocidade máxima de 50 km/h. Composta por uma unidade hidrostática stepless, combinada com uma unidade mecânica, esta transmissão disponibiliza 3 rácios de avanço e 4 modos de condução: modo de estrada; modo de trabalho; modo proporcional Vario; e modo limpa-neve. É comandada através de um joystick multifuncional que, no total, pode incorporar até 24 funções.

Joystick multifunções e painel de instrumentos.

O VT 450 está equipado de base com direção dianteira, mas em opção pode incluir um eixo traseiro direcional que permite as seguintes combinações adicionais: direção traseira em vez de dianteira, direção combinada dos 2 eixos, ou estilo caranguejo. Apenas com direção dianteira o VT 450 forma um círculo de viragem de 6,3 m (7 m*) que desce para 4,1 m (4,4 m*) quando ambos os eixos são direcionais.

espalhar estrume. De modo a conhecermos que outros equipamentos podem ser usados no VT, questionámos Javier Jaraiz González, da Aebi Schmidt Iberica, que nos deu alguns exemplos: “Na traseira podemos acoplar um guindaste, uma vassoura, um depósito, pulverizadores agrícolas, um sistema para combate a incêndios, entre outros. Na frente é possível colocar mais de uma centena de implementos, entre os quais uma gadanheira por exemplo”. Por seu lado, Philipp Hohl, diretor de produto da AEBI, explicou-nos que os agricultores suíços também estão a aplicar um depósito de inox nos VT para fazer o transporte de leite a partir das montanhas.

Equipamento

Visibilidade e ergonomia

Direção

Um dos VT que conduzimos estava equipado para recolha de forragem, e outro para

O posto de condução é confortável e os comandos estão à mão. A visibilidade

Galeria de imagens Para visualizar mais fotos desta reportagem consulte o nosso site www.abolsamia.pt/net/galerias-imagens

Ângulo de torção entre as secções dianteira e traseira de +/-30°.

Suspensão independente às 4 rodas com curso de 100 mm.

4 rodas direcionais.

tanto para a frente como para o lado esquerdo é fantástica, mas para o lado direito e para trás é reduzida; a mesma que encontramos por exemplo numa camioneta. Um detalhe ergonómico a melhorar é a localização do estribo, que está numa posição incómoda e difícil de alcançar com o pé quando o operador desce da cabina.

Desempenho estável e seguro em encostas

O VT 450 Vario apresentou um excelente comportamento a descer e a subir encostas a pique, e também se revelou muito estável nas abordagens laterais. Esta performance deve-se a um conjunto de características como: baixo centro de gravidade, rodado duplo tanto atrás como à frente, suspensão hidropneumática independente às 4 rodas, e ângulo de torção entre as secções dianteira e traseira de +/-30°. O Viatrac possui ainda um sistema de controlo de nível que deteta o ângulo de inclinação e faz compensações automáticas, até 100 mm, no curso da suspensão. O travão de estacionamento automático (Hillholder), que bloqueia os diferenciais quando é acionado, garante segurança adicional nas paragens a meio de uma subida ou descida.

* Círculo de viragem que inclui o diferencial de espaço ocupado pelo limite da cabina. Motor Fabricante /modelo

VM / R754

Nº de Cilindros/ cilindrada

4/ 4038 cm³

Potência nominal

98 cv

Nível de emissões

Euro 5

Binário máximo / reserva

340 Nm / 29%

Transmissão Configuração

Hidrostática

Velocidade máx.

30, 40, 45 ou 50 km/h

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TOTY®/ Especializados Especializado com várias possibilidades de personalização

Lamborghini RS.110 A marca recebeu o júri do TOTY® em Fontanafredda, por um lado devido à parceria que mantém com esta casa produtora de espumantes, por outro porque a vinha é um dos ambientes em que o RS.110 se sente à vontade. sistema Auto 4WD liga e desliga automaticamente a dupla tração em função da velocidade e do ângulo de viragem.

Cabina e ergonomia

Ainda que o trator seja bastante estreito, o que permite a passagem por dentro de vinhas ou pomares sem danificar as culturas, o posto de trabalho não fica comprometido, pois possui comandos corretamente posicionados, como é o caso do inversor, do acelerador de mão, ou mesmo da alavanca de mudanças. As várias saídas de ar garantem um eficaz funcionamento do sistema de climatização.

E

ste modelo situase no segmento de maior potência dos especializados da marca italiana. Testámo-lo engatado num atomizador semi montado e comprovámos que o seu ângulo de viragem proporciona uma excelente manobrabilidade.

3 gamas, e conta ainda com 3 relações powershift que podem ser acionadas sob carga. O inversor é eletro-hidráulico e dispensa o uso de embraiagem. O RS.110 disponibiliza 3 diferentes modalidades de travagem (às 4 rodas, a 2 rodas de um lado, ou a uma roda traseira de um dos lados) e o

Motor

O motor de 4 cilindros de fabrico SDF possui 4 litros de cilindrada, 106 cv de potência máxima, e é compatível com biodiesel a 100% (B100). O trator tem um depósito de combustível com capacidade para 40 litros mas pode ser adicionado um reservatório suplementar sem que tal altere as dimensões ou a distância ao solo.

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O modelo que testámos tinha hidráulico com comandos mecânicos mas quando se procura níveis mais altos

de precisão, em opção é possível dispor de regulação eletrónica. A TDF sincronizada possui 3 regimes. Opcional é também o conjunto dianteiro com TDF de 1.000 rpm e elevador capaz de suportar 1.500 kg. O ângulo de viragem é de 60° nas versões 4RM.

Motor Fabricante

SDF

Nº de Cilindros/ cilindrada

4 / 4.000 cm³

Potência máxima

106 cv

Nível de emissões

Fase IIIA / Tier 3

Binário máximo

390 Nm

Transmissão Configuração

Semi-Poweshift 45/45

Velocidade máx.

40 km/h

Hidráulico

Transmissão e travagem A transmissão é composta por 5 velocidades distribuídas por

Hidráulico, TDF e manobrabilidade

Inversor eletro-hidráulico bem posicionado e com formato ergonómico.

Comandos hidráulicos.

Capacidade máx. de elevação

3.000 kg

Fluxo da bomba

Até 33+25 L/min

Agritechnica 2013

Agritechnica 2013

Hannover/Germany 12 a 16 de novembro.

Na era da indústria 4.0

Tendências e Premiados da Agritechnica A indústria encontra-se atualmente perante a sua quarta revolução tecnológica. Após a mecanização, a produção em massa e o uso da eletrónica para a automatização, segue-se agora a era da indústria 4.0: comunicação sem fios e redes digitais formam as bases da nova era técnica na indústria.

E

sta revolução também entrou no setor da mecanização agrícola, como confirmam as inovações tecnológicas dos novos equipamentos apresentados nas principais feiras internacionais nos últimos anos, e nomeadamente o relatório de tendências da presente edição da Agritechnica que a seguir apresentamos. As novidades premiadas que se seguem neste Especial

Dr. Karlheinz Köller, da Universidade de Hohenheim.

Agritechnica documentam e ilustram as tendências aqui reveladas. Este relatório, da autoria do Prof. Dr. Karlheinz Köller, conclui que, “as inovações do setor das máquinas agrícolas continuam a caraterizar-se por aperfeiçoamentos ao nível da eletrónica, sensores e software, conduzindo a uma crescente automatização dos processos de trabalho na produção vegetal com vista a tornar a qualidade do trabalho mais eficiente, mais precisa, mais ecológica e mais rentável”. “(…) A tendência geral para automatizar procedimentos, em conjunto com um sistema de gestão de dados inteligentes para otimizar a monitorização das máquinas, a logística, a documentação, o controlo de qualidade e a rastreabilidade, estão a avançar cada vez mais. A maioria das cerca de 400 apresentações por parte dos fabricantes de máquinas agrícolas, para o concurso de inovações da Agritechnica deste ano, incluem novos desenvolvimentos nas áreas de eletrónica, tecnologia de sensores e software”, refere o relatório.

Tratores

O desenvolvimento dos motores por parte dos principais fabricantes ainda é caraterizado por soluções com diferentes graus de complexidade para satisfazer

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as diretivas de emissões de escape válidas, que devem ser cumpridas a partir de 2014. Este esforço adicional considerável, não só colocou um peso significativo nos orçamentos dos fabricantes, destinados ao desenvolvimento, como também envolveu um aumento percetível de custos para os clientes. Pela primeira vez foi apresentado um carregador telescópico eletro-híbrido para utilização na agricultura. A evolução das caixas de velocidades carateriza-se pela continuação do aumento da oferta de transmissões infinitamente variáveis, especialmente nas categorias de baixa potência e em veículos para aplicações urbanas e especiais. Pela primeira vez, serão apresentadas transmissões de tomada de força com passagem sob carga, tanto para o veio de transmissão traseiro como para o frontal, conjuntamente com um aumento da produtividade e uma redução do consumo de combustível. Um novo conceito de travão hidráulico do motor proporciona segurança nos transportes com reboque. Com o objetivo de minimizar os acidentes a entrar e sair do trator e no engate de implementos, o trator pode ser desviado para trás e para a frente por pressão de um botão,

a partir do exterior da cabina, para montar e engatar alfaias. Cabinas com isolamento de vibrações, condições otimizadas de visibilidade e novos conceitos de iluminação, assento do condutor com suspensão de molas, com consola e monitor no descanso do braço, trazem à condução um nível de conforto superior. O sistema ISOBUS baseado no “controlo alfaia trator“ (TIM – “Trator Implement Management” ), através do qual um reboque autocarregador regula a velocidade de deslocação do trator, dependendo da espessura da faixa, foi mostrado pela primeira vez na Agritechnica 2009. Seguiram-se soluções semelhantes para enfardadeiras, colhedores de batata e reboques para chorume. Este ano foram apresentados novos desenvolvimentos, por exemplo em distribuidores de fertilizantes minerais. O significativo melhoramento no desempenho e eficiência relacionados com este sistema e aumento do conforto de operação para o operador da máquina, levam a que as aplicações TIM e ISOBUS se tornem cada vez mais frequentes nas combinações trator-alfaia, embora, na prática, ainda existam problemas de maior ou menor compatibilidade, dependendo da marca e tipo de alfaia.

Agritechnica 2013 Preparação de solos

Atualmente, para qualquer trabalho de preparação do solo, com ou sem mobilização, existe uma solução à medida, consoante a vontade dos clientes e de acordo com as circunstâncias operacionais, a fim de satisfazer da melhor forma os objetivos económicos e ambientais desejados. Existe já um elevado número de máquinas e equipamentos experimentados e testados para um sem número de operações específicas. Verificando-se a introdução de múltiplos detalhes de melhoria em todos os grupos de alfaias, não há, contudo, inovações pioneiras. Também em máquinas e equipamentos de sementeira direta, outros desenvolvimentos estão a surgir no âmbito dos comandos automáticos, instrumentação com controlo por GPS para ajuste automático da largura do sulco ou para levantar e baixar a charrua nas cabeceiras ou ainda para a regulação automática da profundidade de trabalho dos cultivadores. Os métodos de preparação e cultivo sem mobilização continuam a generalizar-se, principalmente baseados na utilização de cultivadores. O semeador direto tem vindo a aumentar de interesse em algumas regiões, sobretudo para a cultura de milho, juntamente com a aplicação de chorume,

Técnicas de sementeira

O desenvolvimento dos equipamentos de sementeira é também caraterizado por uma utilização acrescida de sistema eletrónicos de comando e de regulação, quer para otimizar a colocação da semente e a profundidade de sementeira, quer para os

tramlines1 de passagem da alfaia controlado por GPS. Além disso, está a aumentar a gama de semeadores destinados à sementeira sobre restolho, em combinação com distribuidores de fertilizante mineral. Um sistema inovador para o controlo de tramlines foi apresentado pela primeira vez. A criação de trajetos para as alfaias com semeadores pneumáticos exige por vezes reconfigurações complexas. Um sistema inovador com as saídas da cabeça de distribuição individualmente controláveis oferece uma flexibilidade única e um excecional conforto na criação de tramlines, com a quantidade de semente exata e constante por linha. As bitolas, larguras de faixa e cadências das faixas podem ser facilmente selecionadas no terminal do operador. O retorno da semente em paralelo com a redução proporcional do débito de semente permite um volume de semente exato mesmo na zona de tramline. O comando individual do lado esquerdo e direito da máquina permite começar a sementeira de ambos os lados. O sistema Sectio Control possibilita a sementeira de precisão nas extremas das parcelas. Uma outra inovação inédita foi um equipamento que combina um semeador de cereais com um semeador monogrão (por exemplo milho, girassol) numa única máquina. A utilização múltipla deste tipo de equipamentos combinados aumenta a versatilidade de aplicação reduzindo os custos por hectare. Entretanto, uma série de fabricantes propõem para a sementeira monogrão de milho e de leguminosas, máquinas dotadas de tecnologias

aperfeiçoadas de separação com velocidades de trabalho de até 15 km/h. Os agricultores mostram-se cada vez mais interessados em semeadores de precisão para cereais e colza. Uma solução técnica inovadora neste sentido foi apresentada pela primeira vez na Agritechnica.

Técnicas de fertilização e tratamento fitossanitário

Partindo do elevado estado de desenvolvimento da tecnologia já existente no espalhamento de fertilizantes minerais que incluíam uma série de ajustes automáticos para otimizar a distribuição nas cabeceiras, nos limites das parcelas ou sob a influência do vento, premiados na Agritechnica 2011, salvo uma exceção a maioria dos fabricantes apresentam este ano pequenos desenvolvimentos. Pela primeira vez no mundo, foi apresentada em Hanover a primeira medição automática online, de distribuição de fertilizantes bom como a configuração automática de um distribuidor de adubo de discos em função do tipo de fertilizante na tremonha e da largura de trabalho desejada. Em máquinas e equipamentos para a proteção fitossanitária, mantém-se a tendência para maiores larguras de trabalho e dimensões de tanques, bem como para maiores velocidades de trabalho. A gama de máquinas automotrizes está a aumentar. Sendo as principais razões o aumento da produtividade por hectare e um maior conforto de deslocação e de operação. Dispositivos eletrónicos de regulação, baseados em ISOBUS, para a comutação automática da secção, controlo

de espaçamento e adaptação da rampa, passaram a vir equipados de fábrica. Novos sistemas de controlo de orientação da rampa para reduzir a deriva e para evitar a sobre e subdosagem, em circuitos com curvas aumentam a oferta. Os comandos dos bicos com sensores modificam o débito por secção dependendo do estado de desenvolvimento da cultura. A proteção dos operadores de máquinas e do ambiente continua a ser um tema importante. Pela primeira vez, novas soluções para o enchimento dos pulverizadores, livre de contaminação, foram apresentadas.

Técnica de irrigação

O desenvolvimento e realização de sistemas inovadores e eficientes de rega e rega por aspersão são de fundamental importância para o aumento da produção agrícola e a manutenção da segurança alimentar em todo o mundo. O desenvolvimento da técnica é caraterizado por sistemas de aplicação de precisão paralelamente com sensores de humidade dinâmicos e transmissão de dados sem fios (rede de sensores). Um conceito inovador para as culturas em linha (por exemplo, milho), que permite aos agricultores realizar o planeamento e controlo da irrigação, consoante o local e a planta, com base em medições em tempo real do teor da água no solo e da transmissão, sem fios, de dados para o computador, através de um sistema inteligente baseado na Web.

Colheita de cereais

A evolução das ceifeiras debulhadoras, nos últimos

1 O sistema Tramline funciona para evitar o desperdício, pois interrompe o fluxo de grãos e fertilizantes nas linhas pré-definidas onde depois vai passar o pulverizador e o fertilizador.

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Agritechnica 2013 anos, foi caraterizada por um imenso aumento na taxa de rendimento (até 80 t/h ou mais). Esta grande evolução teve por base melhorias nos sistemas de debulha e de separação, motorizações mais potentes (até 600 HP), maiores larguras de trabalho (até 12 m), assistência eletrónica de regulação, sistemas de condução automática, sistemas automáticos interativos de assistência ao condutor que permitem a automatização todo o itinerário de colheita. O desempenho e eficiência de todo o processo foi ainda melhorado com a sincronização e automatização do processo de transferência da carga para reboques que circulam em paralelo com as ceifeiras debulhadoras. A partir deste estado da técnica, as inovações apresentadas este ano parecem relativamente modestas, quer se trate por exemplo do ajuste automático da velocidade do sacudidor de acordo com o débito e o declive, ou ainda de um sistema de câmara de vídeo instalado no topo do elevador de grão que deteta a cada segundo possíveis grãos danificados. Para otimizar a distribuição da palha em grandes larguras de trabalho, com vento lateral e em terrenos com declive, a direção da descarga é ajustada automaticamente através de sensores, de modo a que a distribuição uniforme sobre toda a largura de trabalho possa ter lugar Para a colheita de milho grão foi apresentada uma frente de corte articulada, em conformidade com a largura de transporte admissível para circulação por estrada. Uma frente de corte com ajuntador foi também apresentado para colheita de palha de milho grão destinada à produção de bioenergia.

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Colheita de batata e beterraba

Nos últimos anos, o desenvolvimento de máquinas e equipamentos para a colheita de batata tem sido caraterizado pelo aumento das taxas de rendimento e os desafios associados para a separação de impurezas e proteção das colheitas. Um inovador sistema pneumático que permite a separação suave de pedras e torrões de terra, da batata, foi apresentado pela primeira vez. Em comparação com os sistemas convencionais de separação, esta solução permite um maior rendimento. Em máquinas para a colheita da beterraba já existem equipamentos com 12 linhas. Os programas dos principais fabricantes são caraterizados por novos desenvolvimentos para reduzir a contaminação em terra e as perdas de colheita, bem como pela otimização dos conceitos de chassis que preservem o solo, com a mais recente tecnologia em pneus ou rastos. Funções de monitorização e controlo eletrónico conduzem a um elevado grau de automatização de todo o processo de colheita e, em conjunto com um elevado conforto de operação, produzem condições ideais para uma utilização durante 24 horas em campanha. A logística na recolha de beterraba, em rede através da mais recente tecnologia de comunicação, incluindo automotrizes de limpeza, torna a complexa cadeia de colheita num sistema global altamente inovador e eficiente.

Colheita de forragem

As inovações apresentadas na anterior Agritechnica (2011) caraterizaram-se pelo aumento das larguras de trabalho das gadanheiras e ajuntadores de feno, motorizações mais potentes, controlos inteligentes

do motor, e tecnologia de sensores para a identificação de ingredientes em colhedores de forragens, soluções TIM baseadas em ISOBUS para reboques auto-carregadores e enfardadeiras; e ainda a primeira enfardadeira de fardos cilíndricos inteiramente automática, de trabalho contínuo, com embalamento de fardos integrado. Com base neste avanço da técnica, mais desenvolvimentos surgiram como, por exemplo, maiores aumentos nas larguras de corte em gadanheiras combinadas e facas inovadoras em materiais compósitos (combinação de plástico e aço) em gadanheiras condicionadoras. No que respeita a reboques automotrizes, uma barra de puxo articulada de controlo automático garante a regulação ideal do pick-up , a otimização direcional dos eixos por sistema eletrónico-hidráulico melhoraram a abordagem em curvas apertadas e, pela primeira vez, um sistema automático de afiação a água permite afiar as diferentes lâminas dos reboques carregadores de acordo com as respetivas caraterísticas individuais. Em grandes enfardadeiras, um novo design do pistão de compressão e sistemas de atadura otimizados levam a aumentos significativos na densidade dos fardos e no rendimento da máquina. O desenvolvimento de todos os processos de colheita, quer seja com reboques semiautomáticos, com ensiladoras ou com enfardadeiras, é cada vez mais caraterizado pelo uso da eletrónica e da tecnologia de sensores, tendo em vista o registo das produtividades, documentação e faturação, paralelamente a uma melhoria na qualidade do trabalho, simplificação das operações e melhoria da eficiência.

Eletrónica agrícola e software

Os desenvolvimentos e inovações acima citados dos vários setores mostram a importância preponderante dos sistemas eletrónicos no equipamento agrícola. Encontramos, em praticamente todas as máquinas agrícolas, aplicações GPS e TIM baseadas em ISOBUS para controlar e regular os processos de trabalho, até mesmo soluções totalmente automatizadas. Também este ano foram apresentados desenvolvimentos correspondentes, como sejam o registo automático on-line do rendimento de uma ensiladora graças a um dispositivo de pesagem, ou um sistema de pesagem da ensiladora com capacidade de calibração, dotado de um sistema de comunicação codificado para uma faturação incontestada. Para evitar perdas de forragem no início da colheita de uma parcela, um scanner com laser, comandado, reconhece o veículo que circula atrás da ensiladora e faz girar o tubo de descarga. Um sistema eletrónico para otimizar o processo e o desempenho de uma enfardadeira de fardos retangulares, regula automaticamente a velocidade de avanço garantindo portanto uma utilização em contínuo no limite dos desempenhos. A utilização de máquinas agrícolas complexas e de alta tecnologia representa um grande desafio para os operadores. Pela primeira vez foram apresentados simuladores online para possibilitar o treino por computador. Esses simuladores permitem abranger todos os modos de utilização de uma máquina, nas mais diversas condições. O potencial do progresso técnico permanecerá apenas na teoria se não for

Agritechnica 2013 posto em prática e não houver formação de operadores. Os desenvolvimentos atrás referidos em eletrónica são complementados pelo aumento das plataformas baseadas na Web para gerir e permutar, num único sistema, os dados das máquinas, das parcelas e dos contratos, proporcionando uma grande ergonomia e segurança dos dados. A utilização de smartphones é cada vez mais importante para a recolha de dados, para a faturação, para avaliar e calcular, sem contar com as aplicações para os testes de funcionamento e de diagnóstico de máquinas. Já existem iniciativas no sentido da harmonização da captação de dados ISOBUS de máquinas, com a troca de dados on-line e a navegação através de aparelhos móveis. A revolução digital muda igualmente de modo radical a maneira de viver e de trabalhar no mundo agrícola. Um elevado número de explorações já utiliza a documentação eletrónica dos trabalhos de campo, em direto na parcela, o seguimento e a encomenda de máquinas a partir do computador do escritório, a venda de produtos pela Internet. A isto vem juntar-se a tendência de utilização de dados móveis com os smartphones e as tabletes. Falta apenas uma infraestrutura generalizada para este propósito. Sem contar com os melhoramentos necessários para fazer face à falta de compatibilidade, na prática, entre os tratores e as alfaias dos diferentes construtores.

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novembro / dezembro 2013 · ABOLSAMIA

Indústria de máquinas agrícolas em alta

N

a conferência de imprensa preliminar à Agritechnica, Bernd Scherer, Diretor da VDMA, comentou o excelente momento por que passa a indústria de máquinas agrícolas “com condições ideais nos principais mercados nacionais e internacionais”, disse. Acrescentou ainda que o setor também espera “um excelente desenvolvimento do mercado, com um aumento substancial de sete por cento no volume de negócios, depois de um ano anterior extremamente bem sucedido.” Se assim for, o volume de negócios do setor de produção alemão poderá ultrapassar os 8 biliões de euros este ano. Scherer pensa que um desenvolvimento estável e continuado também poderá ser esperado para 2014.

Dinamismo notável no setor de máquinas agrícolas em todo o mundo

No mercado alemão, os fornecimentos de máquinas agrícolas quer para os concessionários quer para os mercados de exportação, foram percetivelmente maiores nos primeiros seis meses do ano. O segmento de tratores, com um crescimento de 14 por cento, merece uma menção especial. Nos três locais de maior de produção na Alemanha, mais de 33 mil

tratores deixaram a linha de produção, incluindo 22.500 tratores com uma potência superior a 120 cv. O crescimento do volume de negócios para grades, gadanheiras e especialmente para equipamentos de proteção de plantas também foi acima da média. Este ano, a maior procura tem vindo particularmente de França e dos Estados Unidos, mas também da Alemanha, ao passo que as entregas para a Rússia e para o Reino Unido diminuíram claramente . Scherer disse : “Globalmente podemos, no entanto, referir um dinamismo notável no setor de máquinas agrícolas em todo o mundo”. A VDMA estima que o volume de produção de maquinaria agrícola mundial, para 2013, possa ser aproximadamente de €96 biliões, o que representaria um crescimento de cerca de seis por cento.

O mercado chinês continua a crescer

É atualmente percetível um crescimento particularmente intenso no mercado chinês de máquinas agrícolas. “Uma verdadeira tendência para máquinas e tratores modernos surgiu na China, e com ela, as marcas, particularmente as ocidentais, de alta tecnologia, podem ser beneficiadas”, sublinhou Scherer. No entanto, as posições de liderança no atual ranking das exportações

alemãs ainda estão em mãos familiares. Para os exportadores alemães, a França continua destacada, em primeiro lugar, seguida pelos Estados Unidos, Rússia e Reino Unido. “Independentemente de qualquer movimento a ser detetado em novos mercados, não devemos, de modo algum, esquecer o significado central da União Europeia e, particularmente, da Europa Ocidental em termos de valor”, disse Scherer . Afinal, mais de dois terços de todas as entregas são dirigidas aos mercados estabelecidos tradicionais na Europa, disse.

Dr. Bernd Scherer, Diretor da VDMA.

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Agritechnica 2013

/ Medalhas de Ouro

Premiados Agritecnica 2013 A Agritechnica, uma das mais importantes feiras de tecnologia agrícola a nível mundial, realizou-se entre 12 a 16 de novembro de 2013, em Hannover, na Alemanha. Nesta edição da feira foi desvendado um alargado catálogo de novos produtos. Foram 393 as inscrições de novidades que chegaram junto da DLG (Sociedade Alemã de Agricultura), a entidade organizadora da Agritechnica, para serem apreciadas por uma comissão imparcial de especialistas que, seguindo um rol de rigorosos critérios, atribuíram as tradicionais medalhas que distinguem as inovações mais relevantes do setor. Quatro novidades foram distinguidas com medalha de ouro, e 33 com medalha de prata. Em seguida, apresentamos todas as inovações distinguidas com medalha de ouro e uma selecção de 17 inovações distinguidas com medalha de prata. Mais informação em: www.agritechnica.de

/ Medalhas de Ouro Carregador telescópico Turbofarmer 40.7 Hybrid O primeiro veículo elétrico híbrido recarregável está à disposição da agricultura, funcionando quer a Merlo

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diesel quer a eletricidade. O carregador é alimentado em modo elétrico por uma bateria de lítio de 30 kWh - funciona sem ruído e sem emissões e por isso pode ser utilizado em espaços fechados. Em modo híbrido, o motor diesel trabalhando a uma velocidade constante, fornece a energia para a transmissão e ao mesmo tempo carrega a bateria. Sem limitar o desempenho do carregador, a capacidade nominal do motor diesel pode ser reduzida para metade por esta arquitetura de transmissão. Mais, quando a transmissão do carregador telescópico está em fase de baixo regime ou em ponto morto, ele funciona a eletricidade permitindo economizar 30% em combustível e emissões de CO2 em combinação com o motor ao ralenti. Uma redução adicional de custos de operação advém do carregamento do híbrido recarregável pela rede elétrica ou através duma instalação fotovoltaica.

Simulador online para operação de máquinas de colheita e tratores Pela primeira vez, o simulador online da CLAAS para operação de máquinas de colheita e tratores permite mapear o comportamento de trabalho de uma máquina sob uma ampla variedade de condições, de forma dinâmica, num PC. Os operadores de máquinas podem, assim, ser treinados para operar uma máquina de colheita complexa ou um trator de forma independente e fora dos horários de trabalho, online e de forma interativa no PC. CLAAS

Esta formação permite aumentar substancialmente o potencial técnico das máquinas de colheita já durante os primeiros dias de utilização para a colheita. Falhas operacionais e danos às máquinas pode ser reduzidos deste modo . Novos condutores podem ser rapidamente familiarizados com as máquinas. Motoristas experientes podem atualizar os seus conhecimentos através da formação regular e melhorar continuamente o seu potencial de desempenho.

Agritechnica 2013 Regulação automática do padrão de distribuição dum distribuidor de dois discos A empresa Rauch apresenta, com a AXMAT, a primeira solução no mundo para medir online a distribuição de fertilizante e a regulação automática dum distribuidor de adubo de discos consoante o tipo de fertilizante no depósito e a largura de trabalho pretendida. Pela primeira vez, é obtida uma grande precisão de distribuição de adubo de forma completamente autónoma, graças a sensores micro-ondas e a um sistema de regulação completamente automático no distribuidor de adubo. Um braço com micro-ondas que gira em torno do disco de distribuição do distribuidor dum espalhador de adubo de discos, regista a posição do defletor sob o defletor de adubo, e ajusta o setor de espalhamento de forma totalmente autónoma para a largura de trabalho desejada através RAUCH e MSO

dum fundo de depósito rotativo e da abertura de dosagem. Durante a operação de espalhamento, o padrão de distribuição é monitorizado em contínuo e, se necessário, o ponto de descarga do adubo no disco do distribuidor é reajustado de forma totalmente autónoma. O novo ajuste completamente autónomo do distribuidor de adubo para a largura de trabalho desejada permite obter uma maior precisão relativamente à prática de regulação convencional sem necessidade de efetuar um teste de espalhamento em campo. Aumenta a eficácia do adubo, reduz as emissões e os custos de fertilização e aumenta a segurança da colheita. Os testes iniciais realizados pelo instituto francês IRSTEA confirmaram as vantagens do sistema.

Dispositivo pneumático para separação de impurezas AirSep Na colheita de batatas utilizam-se principalmente sistemas mecânicos para a separação de impurezas semelhantes a tubérculos, como pedras e torrões. Contudo, estes sistemas têm uma capacidade limitada e muitas vezes provocam estrangulamentos quando se utilizam colhedoras de várias linhas. A combinação de transportadores com fundo perfurado com uma corrente de ar ascendente permitiu pela primeira vez construir um sistema de separação pneumática nas colhedoras preservando a direção de fluxo do produto e logo o débito de batatas específico da máquina. Durante a passagem pela zona de separação, os tubérculos Grimme

encontram-se num estado de flutuação acima do transportador vibratório protegendo o produto, enquanto as pedras e torrões mais pesados deslizam para baixo e são guiados através duma comporta segmentada até uma cinta de descarga. A eficiência de separação pode ser ajustada em contínuo através da combinação do volume de ar, assim como a inclinação e a frequência do tapete transportador. Para além da redução da mão-de-obra aliada a uma maior produtividade, conseguem-se assegurar as parcelas de cultivo que, de outra forma, só se poderiam utilizar na primavera após uma separação dispendiosa do solo.

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/ Medalhas de Prata

/ Medalhas de Prata Nutri-Stat

Enfardadeira de fardos gigantes retangulares LSB 1290-ID Kuhn Até agora, conseguia-se atingir uma maior densidade de prensagem nas enfardadeiras de fardos gigantes retangulares atingia-se por meio de uma maior inércia de massa na transmissão que provocava picos de binário. A Kuhn resolveu o problema dos picos de binário com o princípio “twin-pact”. Em vez de um pistão único, utiliza dois pistões sobrepostos que comprimem a planta colhida em duas fases. Uma articulação triangular entre a cambota e o

MMM tech support As doses de fertilizantes são geralmente calculadas com base em análises de amostras de solo. As amostras têm que ser enviadas para um laboratório onde são analisados os nutrientes do solo, tratando-se normalmente dum processo caro e demorado. No equipamento apresentado, os nutrientes (N, P e K) são

determinados de forma rápida e diretamente no campo (“lab on chip”). Para este efeito, uma solução aquosa de amostras de solo ou de extratos de plantas é produzida e analisada por sensores especiais presentes neste equipamento. Graças aos baixos custos de análise e disponibilidade imediata dos resultados, o número de análises pode ser claramente aumentado.

pistão permite ao pistão inferior comprimir primeiramente a parte inferior do produto colhido. Seguidamente, o pistão superior comprime a parte superior do produto. Os picos de binário que se produzem são desta forma interrompidos e distribuídos em duas fases. Isto resulta num aumento de até 25% na densidade do fardo. A potência de acionamento necessária é comparável à da enfardadeira convencional LSB 1290.

Conceito de travão hidráulico SAME DEUTZ-FAHR Ao contrário dos travões de motor convencionais, o efeito de travagem é obtido através da redução dos fluxos de óleo no circuito hidráulico e, simultaneamente, pelo fecho do visco-acoplador eletrónico do ventilador. Assim, é aumentado o efeito de travagem e ao mesmo tempo é garantida a refrigeração do óleo hidráulico. Em geral, o sistema com um motor a diesel 3,6 l obtém um maior efeito de travagem do que o modelo predecessor 4,1 l com travão de motor convencional. Por motivos de segurança, o efeito de travagem é limitado dependendo do ângulo de viragem.

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/ Medalhas de Prata

PCS - Precision Combiseeding Pöttinger Com o PCS – Precision Combiseeding, a Pöttinger apresenta um conceito inovador que agrupa na mesma máquina a sementeira de cereais e de culturas monogrão (como o milho ou o girassol). A alteração do modo de sementeira em linha para sementeira monogrão faz-se de forma simples e rápida. Uma única máquina permite quatro aplicações: sementeira de cereais, sementeira de milho com ou sem adubação e sementeira de milho com cultura intercalar simultânea (proteção contra a erosão). A utilização deste conceito de máquina permite reduzir os custos por hectare. Além disso, esta máquina possui um sistema de controlo por sensores da distribuição longitudinal da semente, e um indicador que regista no terminal distribuições incorretas ou em duplicado.

Claas Aqua non Stop Comfort

Assistente de engate

Acoplamentos hidráulicos substituíveis

Mudança automática da velocidade da TDF

CLAAS O Claas Aqua non Stop Comfort é o primeiro aparelho de afiamento a água, completamente automático, para facas de reboques carregadores e enfardadeiras. Independentemente do desgaste das lâminas, a retificação não é feita segundo raios fixos, mas sim contornando o perfil individual da lâmina. O equipamento processa até 45 lâminas por ciclo de trabalho. Por meio dos calibradores substituíveis é possível retificar com precisão os mais diversos tipos de lâminas.

John Deere O trator pode ser conduzido para a frente e para trás, apenas pressionando um botão do exterior da cabina. Isto permite não apenas engatar mais facilmente as alfaias, como também trabalhar com maior segurança especialmente no que se refere à subida e descida do trator. O sistema é comandado com o travão de mão ativado, podendo também ser utilizado em pendentes.

Fendt Num bloco de acoplamento universal podem ser aparafusados, conforme a necessidade do cliente, acoplamentos padrão ½“, ¾“, standard ou com faces planas (flatface ou FFC). Pela primeira vez, o cliente pode trocar os acoplamentos hidráulicos standard por acoplamentos FFC. Conjuntamente com o bloco de acoplamento e os FFC, é assegurado um funcionamento sem fugas de óleo e há uma minimização das perdas de fluxo, bem como da entrada de sujidades no sistema hidráulico. É possível o acoplamento e o desacoplamento sob pressão e são minimizadas as perdas de óleo.

same Surge pela primeira vez um redutor da tomada de força que pode ser acionado sob carga. Em função do regime do motor, é automaticamente selecionada a velocidade, nominal ou económica, da TDF. Isto é especialmente benéfico quando as condições de utilização mudam frequentemente e aumenta consideravelmente o leque de aplicações do eixo da TDF eco, evitando variações de utilização.

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/ Medalhas de Prata

Lintrac 90 Lindner e ZF Para aumentar a capacidade de manobra do carregador frontal do trator, é possível direcionar o eixo traseiro. Em conjunto com a transmissão infinitamente variável, pouco utilizada nesta classe de potência, o trator com carregador frontal alcança praticamente a mesma funcionalidade de uma pá-carregadora poupando ao agricultor o investimento numa máquina adicional específica.

Aparelho de dosagem monogrão para cereais e colza HORSCH A tendência para densidades mais baixas nas sementeiras de cereais e colza reforça a exigência de uma técnica de dosagem monogrão para estes tipos de culturas. Testes práticos confirmam não só um aumento do rendimento mas também uma potencial economia em sementes, fertilizantes e fungicidas. A Horsch apresentou uma técnica de dosagem nova e inovadora baseada na plataforma do semeador Pronto DL, (um modelo já existente; em que a disponibilização da semente é feita através de um dispositivo volumétrico, a partir da tremonha central. A semente prédoseada é transportada pneumaticamente e direcionada para a respetiva linha de sementeira através de um distribuidor. O encaminhamento da semente até ao soco é feito sem outras modificações do semeador standard. Cada linha do semeador comporta no topo do soco um aparelho de dosagem para separar os fluxos de sementes que

vêm do distribuidor. O fluxo de sementes indiferenciado e doseado volumetricamente é preparado neste aparelho e empurrado para o tubo de queda, já separado. À saída do aparelho de dosagem obtém-se o fluxo de sementes desejado, ordenado e separado.

A nova técnica de sementeira monogrão para os cereais permite frequências de separação muito altas para manter as performances das técnicas de sementeira atuais, com uma velocidade de trabalho de 10 a 12 km/h. O novo aparelho de dosagem de precisão é capaz de dosear até 120 sementes/seg com uma frequência de até 120 Hz, ou seja, um débito de distribuição de 240 sementes/m2 a 12 km/h comum espaçamento entre-linhas de 15 cm com qualidade de sementeira de precisão. Elevadas frequências de sementes combinadas com uma velocidade de trabalho elevada não permitem atingir com segurança um coeficiente de variação da distribuição longitudinal ao nível do milho e da beterraba de 20 a 30% no campo. Com o novo aparelho de dosagem é possível atingir, na prática, níveis de coeficiente de variação de 40 a 50% e portanto muito próximos dos alcançados pelos semadores monogrão clássicos.

TDF frontal de 2 níveis para o acionamento de guinchos em tratores florestais ZUIDBERG A Zuideber propõe uma transmissão de tomada de força de dois níveis que pode ser acionada via rádio. Isto torna possível trabalhar com o guincho frontal a uma carga baixa, seja a uma velocidade de motor mais baixa, seja a uma elevada velocidade de transporte. As rotações do motor podem também ser controladas à distancia para uma regulação da precisão. Se a tomada de força frontal não for necessária, uma função automática pára o motor após 3 minutos.

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/ Medalhas de Prata

Smart Irrigation System

Sensor de vento e de inclinação CLAAS Particularmente em grandes larguras de trabalho, a distribuição uniforme da palha revela-se uma tarefa ainda dura na presença de ventos laterais e de declives. Até agora, o operador da máquina tinha que corrigir a direção do lanço da palha controlando visualmente o espelho retrovisor ou através duma imagem da câmara de vídeo. Sempre que há influência do vento e da inclinação lateral é imperativo adaptar a direção do jato em cada inversão de marcha. Para resolver esta situação, a Claas instalou um sensor de vento e de inclinação em ambas as luzes traseiras da ceifeira-debulhadora. Estando construído em placas, regista o vento lateral e ao mesmo tempo o declive, movendo-se na lateral de acordo com a intensidade do vento ou oscilando na vertical. A maior deflexão do sensor e a sua frequência são compensados, pelo que as influências devidas ao abrigo do vento e às rajadas são suprimidas. Assim, a palha é lançada contra o vento lateral e para a pendente no sentido ascendente. Este sensor fornece, pela primeira vez, uma técnica de regulação para a distribuição regular da palha duma ceifeira debulhadora.

John Deere O fornecimento otimizado de água é um pré-requisito para o a maximização do rendimento das colheitas. Simultaneamente, o crescente consumo de água exige um aumento significativo da eficiência da irrigação. Com o Smart Irrigation System, a John Deere apresenta um conceito inovador para culturas em linha (por exemplo, o milho) que permite ao agricultor, com base em medições do teor de água no solo em tempo real e na transferência dos valores da medição para um computador através dum sistema wireless, programar e controlar a rega consoante o local e a especificidade da cultura. A solução integral disponibilizada compreende a instalação da tubagem gota-a-gota comandada por RTK, um sensor especial de humidade do solo para a medição do teor de água do

solo em várias camadas, uma transferência de dados sem fios (a par do teor de água, a temperatura e a humidade do ar, a quantidade de precipitação, a radiação solar, etc.), diferentes tubagens gota-a-gota (opcional) para uma distribuição precisa da água, bem como uma estação central com componentes correspondentes (bombas, filtros, válvulas, fornecimento de fertilizante, etc.). Este sistema possibilita um uso eficiente da água, nutrientes, energia e trabalho na irrigação com adubação simultânea. A colocação das mangueiras, comandada por RTK e devidamente documentada, permite o uso de semeadores e outras alfaias agrícolas sem danificar as mangueiras.

Opti Speed - Velocidade variável do agitador NEW HOLLAND As ceifeiras debulhadoras com sacudidores provocam elevadas perdas de grãos em terrenos acidentados, porque o fluxo da colheita nos sacudidores é prejudicado - o que resulta em maiores perdas de grãos nas subidas e descidas. Além disso, nos cereais colhidos, como o milho, as frequências de sacudimento têm de ser ajustadas porque as caraterísticas do transportador diferem das da palha de cereais. O sistema de regulação Opti-Speed da New Holland altera a velocidade da tomada de força do sacudidor de acordo com o declive e a cultura a colher. Em subida a velocidade diminui e na descida aumenta. Em ambos os casos, isto tem como resultado que a espessura da camada a colher é semelhante à obtida em terreno plano, o que se traduz numa redução das perdas de grão comparativamente com o que acontece quando a velocidade do veio do sacudidor é fixa. Quando se parametriza a ceifeira debulhadora para outra cultura, a velocidade da tomada de força do sacudidor é carregada no sistema de informação em função da planta a colher.

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Agritechnica 2013 IsoMatch InDemo Kverneland O potencial das máquinas agrícolas nem sempre é completamente utilizado porque, até agora, o treino da utilização das funções complexas fora do contexto dos trabalhos do campo não tem sido uma preocupação prioritária. A Kverneland propõe para colmatar esta situação o IsoMatch InDemo, no qual uma tomada ISOBUS é conectada ao trator, possibilitando o treino ou a demonstração de uma máquina por meio do terminal ISOBUS sem que a verdadeira máquina esteja engatada. O IsoMatch Simulator oferece as funções do ISOBUS, sem outros aparelhos adicionais, no computador pessoal, e possibilita o treino das operações de campo utilizando os dados GPS da própria exploração agrícola. Esta ferramenta possibilita o treino dos operadores bem como a realização de demonstrações pelos distribuidores das máquinas.

Sistema de pesagem Fliegl FWS 2014 Fliegl / LAND-DATA / Müller-Elektronik

Cornrower - Produção de energia na colheita de milho grão

A pesagem rápida do produto integrada nos processos agrícolas, com uma precisão adequada, é um pré-requisito importante para a avaliação do rendimento da colheita e o controlo do espalhamento de chorume ou da fertilização mineral. A caraterística central do sistema de pesagem FWS 2014 com base em ISOBUS assenta na sua capacidade de calibração. A solução funciona com todas as consolas ISOBUS compatíveis com um gestor de tarefas, de modo a que os dados

sejam fornecidos aos sistemas de gestão de informação da exploração agrícola (Farm Management Information) (FMIS). A base para a faturação é sem dúvida uma “memória álibi” para rastrear todos os dados e para uma comunicação criptografada. A compatibilidade universal, a documentação dos dados, novas funcionalidades (como a determinação da taxa de aplicação), a facilidade para o operador e a prevenção de erros na dosagem são outras das vantagens do sistema proposto pelo fabricante alemão de reboques Fliegl.

NEW HOLLAND CNH A recuperação dos resíduos de colheita do milho para grão está a ganhar importância. A biomassa adicional daí resultante pode ser utilizada como matéria prima renovável em centrais de cogeração ou em instações de biogás, mas também nas camas ou na alimentação do gado. O Cornrower consiste num triturador que reduz os restos da colheita ao nível da frente de corte, através de facas especiais, depositando-os em paveias por meio de painéis defletores. Estas paveias formam a cama para as maçarocas de milho e resíduos de limpeza da ceifeira debulhadora. Pela primeira vez, é possível colher a partir da paveia terminada uma grande parte dos resíduos de colheita, com pouca percentagem de resíduos e sem esforço suplementar de trabalho.

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Fendt voltada para o futuro Foi no passado dia 8 de outubro, no renovado Fendt Forum de Marktoberdorf, na Alemanha, que os responsáveis da marca apresentaram à imprensa especializada europeia as novidades da Fendt para o próximo ano. Este impressionante edifício, agora ampliado em 4300m2, é a nova porta de entrada para o mundo da Fendt onde os visitantes recebem as boas vindas na sua língua materna.

2013 vai ser recorde em vendas “Para a Fendt, o ano de 2013 deverá ser um ano recorde em vendas”, disse Paffen (Vice Presidente e Diretor de marca da Fendt, na abertura da conferência de imprensa. “A confirmarem-se as previsões, que apontam para cerca de 18.000 tratores, (68% dos quais para exportação), a marca alemã registará um crescimento de quase 20%. Recorde-se que em 2012 a Fendt vendeu 14.588 unidades (60,5% exportação).” Atualmente, o processo de produção da marca está normalizado, orientado aos

pedidos, com um prazo de entrega que oscila entre dois e três meses. Na Alemanha, apesar de o mercado de tratores apresentar um ligeiro retrocesso, a Fendt voltou a liderar na faixa de potência a partir dos 51 cv, tendo crescido 0.8% de janeiro a agosto, passando a sua quota de mercado de 24% para 24.6%. Já nos tratores com mais de 200 cv, a sua penetração cresceu de 35.2% para 38.4%. “Globalmente, estamos a prepararnos de forma intensa para continuar a crescer. Para isso, reforçámos as nossas atividades de distribuição e marketing em todos os mercados. O nosso objetivo é estarmos presentes em todas as regiões do mundo com a marca “tecnológica” Fendt e com uma agricultura moderna”. Nos próximos 3 a 5 anos queremos vender 20 mil tratores Fendt em todo o mundo” disse Paffen.

Paffen, Vice Presidente e Diretor de marca da Fendt.

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O programa deste evento teve o seu ponto forte na apresentação em antemão das novidades que a Fendt mostrará na Agritechnica: as séries de tratores 800 e 900 Vario atualizadas, novos modelos do corta forragens automotriz Katana, as novas séries de ceifeiras debulhadoras para grandes explorações das séries X e P e o Protótipo X - Concept.

Empresas

Séries 800 e 900 Vario renovadas Em tratores, foram apresentadas as novas séries Fendt 800 e 900 Vario, que apresentam já novas motorizações compatíveis com a Fase 4 (Tier 4) que entrará em vigor no início de 2014. Para além disto oferecem também transmissões mais resistentes, hidráulicos que consomem menos energia e um sistema novo de regulação da pressão dos pneus. Os nove modelos que compõem estas duas séries vão de 220 a 280 cv para a 800 Vario e de 270 a 390 para a 900 Vario.

Novos motores

Para ir de encontro à normativa sobre emissões Fase 4 (Tier 4), a Fendt adicionou melhoramentos à tecnologia SRC, adicionando-lhe um filtro “passivo” de partículas diesel (DPF). Este melhoramento, comparativamente com os outros sistemas disponíveis no mercado permite, segundo a Fendt, baixar os consumos porque dispensa a

injeção de combustível adicional para a queima das partículas. A maior potência de refrigeração do motor, assim como a menor velocidade nominal de 2100 rpm (900 Vario) também contribuem, de acordo com o fabricante, para um menor consumo de combustível e de Ad Blue. Até agora, a bomba auxiliar da direção garantia a pressão constante no sistema hidráulico. Neste novo sistema, esta pressão é garantida por uma nova bomba de caudal variável que debita apenas a pressão necessária.

Transmissão mais robusta

A transmissão Vario também foi otimizada em robustez e manutenção. Um permutador de calor de maior capacidade em combinação com um sistema de refrigeração mais eficiente do óleo da transmissão permite

baixar a temperatura em operação.

VarioGrip Para conseguir uma maior tração, a Fendt introduziu nestas séries, como opcional, um sistema integrado de regulação da pressão dos pneus a que chamou VarioGrip. Entre as vantagens referidas pela Fendt, destaca-se o facto de o operador poder alterar a pressão dos pneus em movimento, por exemplo ao mudar de uma operação em campo para condução em estrada. Esta função é comandada a partir do terminal Variotronic do trator, podendo-se selecionar diferentes pressões para os pneus da frente e de trás.

Outros melhoramentos Incorporaram-se: um novo conceito de iluminação com

faróis Bi-LED com farol de nivelamento; terminal Variotronic com novo visual mais atrativo, tipo smartphone, controlo de secção automático de até 24 secções de implementos como semeadores ou pulverizadores; novo ar condicionado com maior capacidade de refrigeração; limpa-pára-brisas com ângulo de limpeza de 300°.

Modelo

Potência (hp)

822 Vario

220

824 Vario

240

826 Vario

260

828 Vario

280

927 Vario

270

930 Vario

300

933 Vario

330

936 Vario

360

939 Vario

390

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Empresas Variotronic O novo terminal Vario disponibiliza agora mais funções e está presente em todas as máquinas da Fendt. Nos tratores foram acrescentadas, entre outras, a comutação automática de larguras parciais SectionControl, o sistema de telemetria AGCOmmand e a versão inicial VarioGuide Light para o terminal Vario de 7”, antes só disponível para os tratores Fendt equipados com o Varioterminal 10.4”.Os corta-forragens autmotrizes da Fendt, bem como as ceifeiras debulhadoras P e X, incluem também um novo sistema de condução automática e de documentação.

Katana 50/65/85 as novas picadoras Depois do lançamento em 2012 da Katana 65, a Fendt lança agora a Katana 85 (com 850 CV) e a Katana 50 (com 500 CV). A Katana 85 está equipada com um motor V12-MTU com uma cilindrada de 21 litros, com um radiador maior que a Katana 65, o que permite uma maior potência de refrigeração. A Fendt continua com a sua estratégia do triturador com discos em V. Com a utilização de discos individuais em forma de V que engrenam entre si em dois cilindros sincronizados, o comprimento da ranhura do triturador aumentou para mais do dobro que a dos cilindros trituradores convencionais. Esta gama oferece um amplo número de acessórios para utilização em pastos, em campos de milho ou em plantas forrageiras para silagem. A produção da Katana 85 começará em março 2014, pelo que em 2014 apenas haverá apenas algumas unidades disponíveis.

Ceifeiras Fendt séries X/P A série 9490 X/AL e a nova série P (8380 P/AL, 8410 P/AL) apenas estarão disponíveis em 2014. Posicionam-se no mercado das grandes explorações agrícolas e empresas prestadoras de serviços, que precisam de potência, fiabilidade e elevado grau de tecnologia. Estão equipadas com motores que cumprem a fase EuroIV / Tier 4 Final da normativa sobre emissões.

Transmissão elétrica com X-Concept X-Concept A Fendt aproveitou a conferência de imprensa de 2013 para apresentar os primeiros resultados da sua investigação sobre o projeto Conceito X, iniciado em 2011, acerca do potencial da transmissão elétrica em tratores e implementos. O protótipo tem por base um trator Fendt 722 Vario que, para além dos serviços hidráulicos e da TDF, incorpora um gerador, colocado entre o motor e a transmissão, que lhe permite produzir até 130 kW de energia elétrica para o acionamento de alfaias. O sistema é compatível com todos os controlos de alfaias Isobus. A Agco/Fendt trabalha para esta tecnologia em estreita colaboração com várias empresas como a Fliegl Agrartechnik, Krone, Grimme, Lemken, Amazone, Fella e STW. A Fendt reconhece que a transmissão elétrica oferece diversas vantagens face aos sistemas hidráulicos e mecânicos nomeadamente o que diz respeito à eficiência da transferência de potência para as alfaias, maior precisão no controlo e regulação dos implementos, e maior segurança para o utilizador.

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Empresas Foto: Kuhn

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Kuhn

investe em máquinas inteligentes

N Michel Siebert, presidente do Grupo Kuhn.

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a última reunião internacional da imprensa, que teve lugar na cidade alsaciana de Saverne, França, em outubro passado, Michel Siebert, presidente do Grupo Kuhn, mostrou-se muito satisfeito com o crescimento da marca ao longo dos últimos anos, e afirmou que a Kuhn não tem atualmente como objetivo ampliar a sua oferta de equipamento para os tratores: “Não pretendemos fabricar tratores (…) nem estamos interessados em ser adquiridos por um fabricante de tratores”, disse. Em 2006, quando da última convenção mundial, a Kuhn tinha definido como objetivo duplicar a sua faturação

líquida para atingir 800 milhões euros em 2015. No entanto, conseguiu superar estes resultados quatro anos antes dessa data, ao alcançar o recorde de mais de 1 bilião de euros de faturado líquido em 2012. Para 2020, o Grupo tem como meta ultrapassar 1,4 biliões de receitas. Continuar a desenvolver novos produtos faz parte dos planos da empresa. Rolf Schneider, diretor internacional de vendas, referiu que, este ano, o Grupo Kuhn investiu cerca de 40 milhões de euros em I&D, correspondente a 4 por cento do seu faturado líquido, um valor que, segundo este responsável, deverá chegar a 60 milhões de euros em 2020. Disse também que a

marca vai continuar a lançar 10 a 15 produtos novos por ano. E frisou que, mais do que em novos produtos, a Kuhn está a trabalhar no desenvolvimento de máquinas inteligentes e mais evoluídas em termos de soluções eletrónicas, nomeadamente em transmissões elétricas de alta voltagem. Nos últimos anos, a Kuhn tem vindo a realizar aquisições estruturais, nomeadamente com a compra da Blanchard em 2008 e da Geldrop em 2009, para alem das parcerias industriais com a Krause, a Rauch e a Nobili, em 2011. O Grupo possui 5 fábricas, em França , EUA e Brasil, tem 2.478 empregados, e está presente em 70 países.

Galeria de imagens

Empresas

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Novo centro de formação O novo centro de formação da Kuhn, com 5.700m2 de superfície, abre as suas portas este inverno, em Monswiller, onde já se encontra implantado o centro logístico de peças de substituição Kuhn Parts e a fábrica Kuhn MGM (equipamentos de grande dimensão). O Grupo Kuhn dá atualmente formação a mais de mil pessoas da sua rede de distribuição

anualmente, somente para o mercado francês, pelo que este novo espaço será fundamental para levar a cabo o objetivo de aumentar as competências de rede de distribuição no referente à gama de produtos da marca. Engloba 5 salas de formação especializadas com oficina, sala de eletrónica com PC portáteis, salas equipadas com guindaste e uma sala de exposições.

Novos produtos Eficácia tripla

A Kuhn ampliou a sua oferta na gama das gadanheiras condicionadoras combinadas de operação tripla com a máquina combinada frontal FC 3525 e traseira FC 10030, que alcança quase os 10 m de largura de corte. A cinemática inovadora permite um deslocamento vertical de quase 70 cm, que ajuda a seguir as irregularidades do terreno. A unidade traseira FC 10030 é composta por dois grupos de corte de 3,50 m. A separação destes dois grupos de corte traseiros pode variar (para obter uma largura de corte total de 9,50 m a 9,90 m).

Mobilização numa única passagem

Os cultivadores profundos de dentes e discos Performer, modelos 4000/5000, são equipamentos para a mobilização mínima desenhados para garantir um trabalho do solo de superficial a profundo numa só passagem depois da colheita. Esta alfaia garante um corte

Gadanheiras condicionadoras combinadas

máximo com incorporação da palha inclusive depois de uma colheita de milho para grão. Está disponível nas versões de 4 e 5 metros de largura para tratores de até 500 cv. Incorpora uma barra de puxo articulada, 2 filas de discos independentes (com uma profundidade de trabalho de 10 cm), 4 filas de dentes (com uma profundidade de trabalho de 35 cm), uma fila de discos de nivelação e um rolo HDLiner 700. Todos os ajustes são hidráulicos.

Cultivadores profundos de dentes e discos

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Empresas

GA 9531

Volta-fenos de grande largura de trabalho

O novo modelo GA 9531 vem completar a gama de volta-fenos encordoadores de depósito lateral. Tem uma largura de trabalho de 8,40 m a 9,30 m e a largura da paveia é regulável entre 1,40m e 2,30m, adaptando-se aos pick-up’s largos das enfardadeiras quando se utiliza o encordoador na sua largura de trabalho máxima. Este encordoador, que incorpora 15 braços por rotor (com diâmetro de 4 m), é especialmente indicado para grandes explorações ou prestadores de serviços. LSB 1290 iD

Altis 2002

Desempenho a dobrar em pulverização

O pulverizador montado Altis 2002 é dirigido para explorações de policultura ou grandes culturas. Está disponível com depósitos de 2000 litros e/ou acoplado ao novo pulverizador frontal PF com capacidade de 1000 ou 1500 litros. Desta forma conseguese uma capacidade total de 3500 litros, semelhante à de um pulverizador rebocado. O depósito da frente também pode ser utilizado com um produto diferente.

Enfardamento inteligente

distintas. Desta forma evitam-se picos de carga e não se exige potencia adicional ao trator comparativamente com uma enfardadeira LSB convencional. Outras caraterísticas incluem um mecanismo de alimentação de pré-câmara ativa, e um sistema de atadura melhorado. Esta enfardadeira estará disponível em 2014 num número limitado de unidades.

Semeador combinado com novo sistema de transporte

O semeador combinado CSC 6000 está acoplado ao depósito

A Kuhn investiu 6 milhões de euros na ampliação em 6.400m2 da plataforma logística de peças de substituição Kuhn Parts, situada em Monswiller (França). Este investimento vai permitir ao Grupo Kuhn dispor de uma maior capacidade e rapidez de entrega de peças para todo o mundo. Uma superfície coberta de mais de 26.000 m2 permitiu à KUHN Parts incrementar a capacidade de armazenamento e envio, em linha com o aumento da atividade na divisão de peças de substituição.

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CSC 6000

A LSB 1290 iD (que significa «densidade inteligente) foi desenhada para produzir fardos até 25 % mais densos comparativamente com os das enfardadeiras de fardos gigantes convencionais. Uma evolução presente na LSB 1290 iD é o sistema de pistões Twinpact. Este sistema, que permite aumentar a densidade dos fardos, está dividido em duas partes (superior e inferior) para comprimir o fardo em duas fases

Ampliação do centro logístico de peças de substituição de Monswiller

70

TF 1500 com capacidade de até 2.000 litros. É composto por uma grade rotativa articulável HR 6004DR, com uma potência permitida de 350 cv graças ao seu sistema de refrigeração a óleo integrado, e uma barra de sementeira Seedflex alcançando uma pressão sobre o solo de até 45 kg por elemento. A integração dos corpos de sementeira no chassis do rolo simplifica os ajustes e incorpora de série a elevação da barra de sementeira. A sementeira é gerida através de um sistema de regulação eletrónica.

12 ha 26.000 m2 73.000 Superfície total

Superfície coberta

Quantidade de referências armazenadas

760.000

Nº de ordens atendidas por ano

Produto BKT reforça séries Agrimax bkt O fabricante BKT melhorou os pneus agrícolas radiais das suas séries 70 Agrimax RT 765 e 85 Agrimax 855, através da introdução de um novo composto que, deacordo com a marca, aumenta a resistência ao corte em 30% e o ciclo de vida do pneu em 25%. A BKT diz que os excelentes resultados obtidos tiveram que ver com a otimização da tipologia/proporção dos polímeros presentes no composto e numa combinação melhorada de aditivos reforçadores, como o carvão, aliada a um processo de vulcanização mais eficaz.

Nova escavadora híbrida komtasu A escavadora hidráulica Komatsu híbrida HB215LC-1 foi apresentada na Bauma 2013, estando desde então disponível na Europa. Com um peso em operação de 21.220kg e baldes com capacidades de cerca de 1.00 m3, a Komatsu HB215LC-1 inserese na gama das escavadoras hidráulicas de “21 toneladas” e apresenta, em média, um consumo de combustível e de emissões de CO2 reduzidos em 25 % face aos modelos convencionais.

Sistema Híbrido Komatsu A HB215LC-1 é alimentada pelo Sistema Híbrido Komatsu, que inclui o motor de rotação elétrico, motor gerador de potência, acumulador e motor diesel de 139 cv (104 kw). A Komatsu desenvolveu o seu sistema híbrido revolucionário para trabalhar com o princípio de regeneração da energia

da rotação e a acumulação de energia usando o sistema “Komatsu Ultra Capacitor” que acumula energia rapidamente e transmite potência de imediato, reduzindo assim significativamente o consumo de combustível. A energia cinética gerada durante a fase de rotação-travagem é convertida em eletricidade que é depois enviada através dum inversor e captada pelo “Ultra Capacitor”. Esta energia capturada é libertada rapidamente para a estrutura de rotação superior e para assistir o motor conforme o controlador híbrido o ordenar quando a máquina acelerar em condições de trabalho. A tecnologia híbrida da Komatsu poupa em média 25% de combustível com a equivalente redução em emissões de CO2, quando comparado com o mesmo modelo de escavadora standard.

Tecnologia Komtraxtm

A HB215LC-1 traz como equipamento de série a última tecnologia Komtraxtm que envia informações sobre o funcionamento da máquina para um website seguro utilizando tecnologia sem fios (wireless). Informação, como horas de operação, localização, avisos e alertas de manutenção são transmitidas para a aplicação web para análise. O sistema de

monitorização de frota Komtraxtm aumenta a disponibilidade de maquinaria, reduz os riscos de roubos de máquinas, permite o diagnóstico remoto por parte do distribuidor, e providencia uma quantidade enorme de outras informações para aumentar a produtividade e eficiência das empresas.

Dois conceitos num só mitas A última inovação da Mitas chama-se PneuTrac. E consiste num conceito que consegue unificar num mesmo produto o melhor dos pneus tradicionais e dos rastos de borracha. De acordo com a Mitas, este conceito traz como vantagens relativamente aos pneus convencionais maior tração e maior deslizamento, com resultados numa diminuição dos custos de operação e num maior rendimento da cultura. A Mitas diz também que este novo produto, ainda em fase de testes, garante uma condução estável a baixa pressão, confortável e segura, sem necessidade de ajustar as pressões.

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Produto

Valtra introduz novos modelos de baixa e média potência mas debaixo do seu capot esconde-se um motor Agco Power de 4 cilindros, com 4,4 litros de cilindrada, que está à altura de maiores ambições. Este motor possui um excelente binário a baixo regime e a marca promete um reduzido consumo de combustível. Mas as diferenças encontramse também na estrutura deste N103.4, toda ela de maior dimensão, e em soluções como a embraiagem de turbina HiTrol, que permite um acréscimo de suavidade. Esta embraiagem encontrase também disponível nos modelos N93, N103, N113 e N123, e melhora ainda mais as capacidades da série N para operar com carregador frontal. Ao nível da transmissão, o cliente pode optar pela versão HiTech, de três passos, ou pela versão HiTech5, de cinco passos.

Uma oferta mais ampla na Série N

A

renovação da série N da Valtra tem vindo a ser feita por fases. Os primeiros modelos N com designação terminada no algarismo ‘3’, que indica tratar-se da 3ª geração, foram dados a conhecer no final de 2011. No ano passado foram apresentados os dois modelos de 3 cilindros (N93 e N103), e agora a marca finlandesa volta a surpreender com novidades que tornam a oferta na categoria dos cento e poucos cavalos ainda mais completa.

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Novos N123 Versu e N123 Direct

Novo N 103.4

Uma variante mais robusta do N103 é a principal novidade. Tal como o seu irmão mais compacto, o novo N103.4 desenvolve os mesmos 111 cv de potência máxima,

Para além do lançamento do N103.4, a outra novidade desvenda pela Valtra foi a inclusão das transmissões Versu e Direct num nível de potência mais baixo dentro desta série, tendo surgido o N123 Versu e o N123 Direct. A introdução da transmissão

de variação contínua Direct e da transmissão automatizada Versu, a par de um sistema hidráulico mais potente (115 ou 160 l/ min) com sensibilidade de carga e óleos separados, abrem a possibilidade de os modelos N de menor potência entrarem num leque de novas aplicações no campo. Os N123 Versu e Direct podem ser especificados com o mesmo equipamento e caraterísticas que os tratores série N de maior dimensão, como o sistema de inversão do posto de condução TwinTrac, a cabina SVC de elevada visibilidade, o carregador frontal instalado de fábrica, o sistema de condução automática AutoGuide 3000 e equipamento florestal, incluindo cabina e pneus florestais e depósito de combustível em aço. Relembramos que no topo da gama se encontra o N163, oferecendo 171 cavalos e 700 Nm de binário com aumento de potência. Com este alargamento da sua oferta, a Valtra oferece agora uma maior variedade de alternativas aos agricultores e prestadores de serviços que procuram um trator de gama média.

Potência padrão

Cv c/ aumento de potência

Nm padrão

Nm c/ aumento de potência

N103.4

111 cv

121 cv

460 Nm

490 Nm

N123 Direct e Versu

135 cv

143 cv

540 Nm

560 Nm

Produto Série A ampliada Tendo em conta que mais de metade dos tratores vendidos na Europa pertencem ao segmento abaixo dos 100 cv, a Valtra considerou importante alargar a sua oferta de tratores compactos de baixa potência.

E

sta decisão visa servir melhor os seus clientes, e naturalmente tem também como objetivo aproveitar a oportunidade que este segmento representa para alcançar um aumento das vendas. A mais recente geração da Série A possuía até ao momento apenas dois modelos, o A83 e o A93, com respetivamente 88 e 101 cv de potência. Agora, a Valtra reforça a oferta no segmento de entrada na sua gama, com os novos modelos Valtra A53 (50cv), A63 (68 cv) e A73 (75 cv). Todos com motor de três cilindros, e transmissão 12F+12T com inversor sincronizado, os novos Valtra A são tratores ágeis, com perfil apropriado para a fruticultura e para a manutenção de propriedades. Cada um dos 3 modelos está disponível na configuração

Compacto e Pomareiro, o que na verdade faz com que se trate de seis diferentes modelos. Os tratores compactos estão disponíveis com ou sem cabina, ao passo que os pomareiros não possuem cabina. A largura dos pomareiros situa-se entre os 1,6 e os 1,7 m, enquanto a dos tratores compactos varia entre 1,9 e 2 m. Estão todos disponíveis com tração traseira ou tração às quatro rodas e possuem travões multidiscos hidráulicos. Existem dois blocos hidráulicos. A cabina aberta é equipada com arco de segurança e teto removível. A versão de cabina fechada baseia-se na cabina tradicional da Série A da Valtra e oferece um espaço de trabalho ergonómico, com opção de ar condicionado, ao qual se pode aceder facilmente de qualquer lado do trator.

A53

Potência (Cv)

Potência (Kw)

Binário máximo

50

37

196 Nm

A63

68

50

285

A73

75

55

310

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Empresas A nova fábrica de Marktoberdorf da Fendt Fendt

Nesta unidade de produção, toda a montagem dos tratores é feita sobre plataformas móveis autónomas que se movimentam pela linha de montagem de acordo com as instruções electrónicas recebidas. O plano de fabrico é totalmente levado a cabo pela ordem de encomenda, independentemente do modelo a fabricar. A nova área de pintura contempla 40 pontos de paragem com cerca de 10 minutos cada. Entre as diversas

operações executadas, estão dois fornos com temperaturas de 60º e 85ºC, robots de pintura e um arrefecedor para fazer voltar o trator à temperatura ambiente da fábrica (21ºC). Quer os líquidos quer o calor dos fornos são reciclados com uma eficiência média de 70%. Na zona da fábrica onde é finalizada a montagem foram construídos dois “túneis” de luz de observação para verificação dos tratores antes da saída da fábrica.

Mudanças Organizacionais New Holland Agriculture

Em resultado da fusão entre a Fiat Industrial e a CNH, em 30 de setembro, resultando na criação da CNH Industrial em 30 de Setembro, tiveram lugar as seguintes mudanças organizacionais: Carlo Lambro foi nomeado Presidente da marca New Holland Agriculture para além do seu atual cargo como Vice Presidente, New Holland Agriculture EMEA. No seu duplo papel garantirá a continuidade no desenvolvimento do negócio da New Holland Agriculture, criando interações mais apertadas dentro da marca e da matriz da organização regional. Franco Fusignani deixou os seus cargos como Presidente da Marca New Holland Agriculture e COO Fiat Industrial APAC para se tornar Chief Operating Officer da Iveco. Neste seu novo papel, será responsável pelos lucros e perdas do negócio de Veículos Comerciais e Camiões Iveco. Com a criação da CNH Industrial e a nova estrutura de liderança, a New

Holland Agriculture está prestes a embarcar numa nova era de crescimento e desenvolvimento de negócio.

Carlo Lambro nomeado Presidente da marca New Holland Agriculture.

Grupo SDF com o Leste e a Ásia na mira Lamborghini Numa conferência de imprensa junto dos órgãos de comunicação especializados, Lodovico Bussolati, CEO do Grupo Same Deutz-Fahr, transmitiu que a companhia prevê encerrar 2013 com resultados ligeiramente acima dos registados em 2012. Recorde-se que no ano passado o Grupo SDF alcançou os 1,188 milhões de euros de volume de negócios. Bussolati mencionou ainda que os dois projetos de expansão do Grupo SDF, um na Turquia e o outro na China, estão a progredir. A Rússia e a Índia estão também na mira para futuros investimentos. No que respeita à Lamborghini, apresentou ainda os novos modelos que se posicionam acima do Nitro: os Spark e os Mach. Por seu lado, Franco Artoni, diretor de marketing e vendas na Lamborghini, explicou que Portugal se posiciona entre os mercados mais importantes para a marca no continente europeu, pois 7% das vendas são registadas no nosso país. Itália, com 30% das vendas, e a Alemanha com 23%, são os países europeus mais importantes para a Lamborghini.

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Produto Novos acessórios Manitou Manitou

A Manitou apresentou três novos acessórios, especialmente dedicados para equipar as suas máquinas agrícolas, que vêm alargar a sua versatilidade e funcionalidade de utilização.

Garra de corte

Com uma largura de 1700 mm e uma capacidade de 850 litros, a garra de corte SHG 1700/850 é utilizada para cortar e manipular todos os tipos de silagem. Garante um corte

perfeitamente limpo, limitando assim o risco de refermentação da silagem. A sua estrutura robusta, dentes e lâminas asseguram-lhe uma grande longevidade, e o potente sistema hidráulico torna-o um acessório forte e eficiente, adequado para o trabalho diário intensivo.

Garfos para fardos

Os garfos para fardos FB 1900/ 1700 oferecem simplicidade, eficiência e segurança aquando da manipulação de fardos quadrados. Simples (sem cilindros hidráulicos, numa estrutura única) e resistente (1700kg de capacidade) pode manusear até 4 fardos simultaneamente.

2000 é uma solução de manipulação de estrume de palha, para os quais os garfos e garras “regulares” são demasiado pequenos. Dispõe de uma estrutura maciça com uma garra reforçada, aliada a uma maior capacidade - 2000 l com garra fechada. Os componentes hidráulicos estão protegidos por batentes mecânicos montados nos limitadores de curso de rotação da garra garantindo, portanto, uma grande resistência em condições de trabalho mais intensivas.

Garra para estrume

Com uma largura de 2450 mm, a garra para estrume de grande capacidade, FMG 2450/

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Produto O foco do Grupo ADR sobre a segurança dos reboques agrícolas

ADR

A evolução das máquinas agrícolas, que tem visto um aumento progressivo da massa e desempenho dos veículos está criando problemas de segurança típicos de veículos rodoviários, acentuada pela necessidade de combiná-los com algumas das características de utilização no país, como por exemplo pneus de baixa pressão. A estabilidade dos veículos agrícolas é, assim, objecto de estudos especiais e a suspensão tradicional é questionada e frequentemente projetada a partir do zero no departamento de pesquisa e desenvolvimento do grupo ADR.

HydroEvo

Este é um braço de suspensão hidráulico independente que assegura alta aderência em todas as condições de operação e é adaptável a uma vasta gama de máquinas devido à sua construção compacta. A disposição dos cilindros sob o chassis do veículo

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reduz a largura da suspensão em um quarto, facilitando o uso de pneus de baixa pressão, e permitindo a utilização de um chassis largo que aumenta a estabilidade do veículo. A sua capacidade de enfrentar terrenos acidentados advém da semelhança da sua geometria com a das motos off-road. HydroEvo é a solução ideal para veículos agrícolas ou para o setor da construção sujeitos a desequilíbrios de carga graves. Pode ser implementado com um sistema de estabilização hidráulica controlado eletronicamente que cria uma suspensão ativa, reduzindo o rolamento da carroçaria e melhorando a estabilidade dos veículos com um centro de gravidade alto como cisternas e máquinas para a pecuária.

STT

É particularmente adequado para veículos usados na construção civil, florestal e agrícola que têm de operar em condições ambientais extremas. A sua conceção multilink cria uma suspensão extremamente adaptável a terrenos acidentados e, ao mesmo tempo, estável e segura para o uso na estrada. Garante aderência à estrada e a estabilidade do reboque em todas as condições de trabalho, permitindo também o uso dum reboque de despejo, mesmo em terreno irregular. A sua facilidade de condução e e versatilidade

aumentam a segurança do condutor e oferece um conforto que não se consegue com uma suspensão tradicional.

KW

Apesar do facto de que, devido à sua versatilidade e modularidade, a suspensão hidráulica é compatível com uma gama quase ilimitada de veículos agrícolas, o Grupo ADR continua a dedicar os seus recursos ao desenvolvimento e aperfeiçoamento da suspensão de mola de lâmina que, devido ao refinamento das técnicas e ao uso de materiais cada vez mais eficazes tornam

agora possível resolver os problemas de desempenho, estabilidade e otimização do peso. O exemplo mais significativo é a suspensão de mola de lâmina de low-profile KW, muito apreciada pelos fabricantes de plataformas para o transporte de veículos de rastos ou fardos de palha.

Um reboque multifuncional BIGAB O conceito não é novo. O sueco Göte Håkansson apercebeu-se, há já cerca de 30 anos, que os agricultores usavam os seus reboques apenas durante alguns dias ou semanas por ano, tendo por vezes vários reboques para diferentes tipos de tarefas. Perante isto, começou a projetar um modelo com elevador de gancho, no qual se podem instalar diferentes caixas de carga: contentor, estrado raso, florestal com fueiros, etc. Os atuais BIGAB, disponíveis em diferentes configurações e dimensões de chassis, resultam do aperfeiçoamento desta ideia. Uma característica comum aos vários modelos: o cilindro hidráulico do gancho que aciona a troca da caixa de carga garante também a função de báscula. Alguns dos opcionais disponíveis: diferentes tipos de engate, travões hidráulicos ou pneumáticos, mecanismo hidráulico que tranca a caixa ao chassis, eixos e lança direcionais, lança com suspensão,

diferentes configurações de pneus. Destacamos na imagem o modelo 15-19, que tem um chassis de 7,3 m e capacidade de carga de 16.000 kg. Este modelo requer 3 tomadas hidráulicas de duplo efeito. Fonte: www.forsmw.com

Produto Pneus gigantes para tratores enormes Firestone 850/75R42

O maior pneu agrícola do mundo, segundo a Firestone, é o novo 850/75R42, que foi pela primeira vez instalado e testado num trator Case IH modelo Steiger, na Dinamarca. Kristian Kappel, dono da exploração Brunshøjgaard, em Thy, na Dinamarca, tomou conhecimento do primeiro Firestone 850/75R42 no tamanho DT23 numa exposição agrícola local em junho de 2013 e decidiu equipar com eles o seu trator, juntamente com jantes personalizadas, a tempo da campanha das colheitas. Foram vários os motivos que levaram Kristian Kappels a escolher o pneu da Firestone: a força da aderência melhorada, compactação mínima do solo e consumo de combustível reduzido. “Escolhemos este pneu para obter

melhor tração nos nossos Steiger 450” explica Kristian Kappel. “No passado, o trator tinha dificuldade em permanecer firme. Uma opção foi instalar rodas duplas, mas como temos estradas estreitas, não foi a melhor solução. Com o Firestone DT23 temos uma pegada muito maior num único pneu, o que significa que podemos transferir uma força impensável para o solo.” A pressão baixa do Firestone DT23 e a redução do peso também minimizam a compactação do solo e o consumo de combustível, melhorando assim as colheitas e reduzindo o custo do trabalho no campo: “Com a escolha destes novos pneus, retirámos cerca de 1,3 toneladas de peso das velhas jantes. Combinado com uma pressão menor em 0,8 bar, é muito importante nos primeiros 30 a 40 centímetros, sendo ainda mais

relevante em maiores profundidades do solo”, explica Kristian Kappel. Medindo 2,32 m de diâmetro total, o DT23 tem um rácio de 85075 e jantes de 42 polegadas (107 cm). Pesa 510 kg e tem uma capacidade de 9,5 toneladas em velocidades até 50 km/h.

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Produto Maior potência em rastos contínuos Challenger A Challenger lançou na Agritechnica o maior trator de rastos contínuos até agora fabricado pela marca, o MT875E. Os 640 cv de potência máxima (590 cv de potência nominal) são fornecidos por um motor Agco Power de 12 cilindros e 16,8 litros de cilindrada, com tecnologia anti-poluição preparada para a Fase IV/Tier 4Final. A marca prevê uma vida útil de 8000 horas para

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os componentes de tratamento dos gases de escape. A gama MT800E é composta por 4 modelos que substituem os MT800C. Esta série possui um sistema de engate direcional com ângulo melhorado, e fluxo hidráulico standard de 220 L/min, que pode ir até aos 321,8 L/min em opção. Os novos Challenger são produzidos nos EUA e chegarão ao mercado europeu no verão de 2014.

Monitorização automática da pressão dos pneus

Comatra A Comatra, conhecida por desenvolver câmaras e monitores para máquinas industriais e agrícolas, lançou um sistema para monitorizar a pressão de pneus em tratores. Esta empresa belga considera que usar um nível de pressão adequado é importante pelas seguintes razões: para proteger as culturas, para otimizar a performance, para reduzir o desgaste dos pneus, para poupar combustível, e ainda para garantir segurança. O sistema consiste em sensores afixados no interior de cada jante do trator, ou adicionalmente também de um reboque ou de um implemento,

que comunicam via wireless para um monitor eletrónico instalado na cabina, em tempo real, os dados relativos à pressão e temperatura de cada pneu. Se os pneus atingirem uma temperatura demasiado alta, ou um nível de pressão excessivamente alto ou baixo, o sistema emite um alarme sonoro. De acordo com o fabricante, podem comunicar com um mesmo monitor um total de 4, 6 ou 8 sensores. O sistema mede níveis de pressão entre 6 e 101 psi (0,4 a 7 bar), suporta temperaturas no interior do pneu entre -40°e +125°, e permite especificar diferentes níveis de pressão para cada eixo.

Novo Quadtrac perto dos 700 cv de potência Case IH A renovada série Quadtrac passa a incluir os modelos 540, 580 e 620. Este último possui um motor FPT de 6 cilindros e 12,9 litros, que desenvolve uma potência de 692 cv com recurso a EPM. Cada unidade de rastos deste trator possui suspensão individual e independente, assegurando uma pressão constante em todos os 4 rastos. O peso total de 25 toneladas, a distância entre eixos de 3,92 m, assim como os 3,77 m de altura e os 7,60

m de comprimento, dão-nos uma ideia acerca da dimensão desta máquina. A condizer com o seu tamanho e com a sua potência estão o depósito de combustível, com capacidade para 1900 litros, e o depósito de Adblue, com capacidade para 320 litros. A cabina Surveyor® foi também alvo de aperfeiçoamentos. A transmissão 16F+3T alcança os 37 km/h. O sistema APM (Gestão Automática de Produtividade) define a melhor combinação da transmissão com o regime do motor, consoante o implemento e o tipo de terreno. Com o sistema ativado, o condutor apenas tem de selecionar a velocidade de trabalho desejada. Pelas suas características, estes tratores estão vocacionados para as grandes culturas em campo aberto.

Joskin completa gama Drakkar Joskin Para além dos taipais suplementares fixos de alumínio já existentes, a Joskin passará a dispor de taipais suplementares hidráulicos para equipar a caixa polivalente Drakkar. Estes taipais hidráulicos de 500 mm de altura são particularmente úteis durante carga. Quando estão rebaixados facilitam a carga e dispensam a utilização dum carregador de grande altura. O hidráulico permite também

comandar estas extensões de cada lado separadamente ou de maneira sequencial a partir da cabina do trator. Esta vantagem é muito útil nas campanhas de ensilagem no campo. A Joskin disponibilizará no início do próximo ano uma nova versão dos seus modelos Drakkar com uma altura de caixa de 1.50 m, como complemento das caixas de 1.80 m atualmente propostas na gama.

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Produto Trelleborg apresenta ProgressiveTractionTM Technology

O novo pneu gigante da Trelleborg

Trelleborg A Trelleborg apresentou na Agritechnica o conceito de pneu Progressive TractionTM aplicado ao pneu agrícola 650/65R38, cujo ponto chave reside na nova banda de rodagem que inclui uma lingueta dupla especial. Piero Mancinelli, Director de I+D, dos pneus Trelleborg agrícolas e florestais, explicou que este conceito foi pensado para melhorar o rendimento do pneu agrícola radial. “A nova geração de tratores e transmissões oferece continuamente aos agricultores mais potência e binário. Para fazer face a estes requisitos, os pneus agrícolas cresceram tanto em largura como em diâmetro total, tendo cada vez dimensões maiores. A ambição da tecnologia Progressive Traction é a de aumentar o rendimento e a eficiência do pneu, trabalhando, simultaneamente, sobre a dimensão da jante e da tradicional barra de rolamento.“ A nova banda de rolamento caracteriza-se por uma lingueta dupla especial, que entra em contacto com o terreno em momentos diferentes e liberta progressivamente maior tração quando e onde seja preciso. O taco duplo proporciona também ao pneu uma capacidade de flutuação superior. Atualmente, o projeto encontra-se na sua fase final. Os protótipos continuam em testes reais e os primeiros resultados superaram as expetativas iniciais. veículo).

Trelleborg O pneu gigante da Trelleborg chama-se IF900/65R46 TM1000 e foi apresentado ao público na Agritechnica. O inovador desenho do piso do TM1000 maximiza a largura da banda de rodagem e assegura o piso mais largo do mercado, proporcionando uma distribuição ótima da pressão e o máximo respeito pelo solo. Piero Mancinelli, director de R&D para pneus agrícolas e florestais da Trelleborg Wheel Systems afirmou: “A banda de rolamento com tecnologia BlueTire desenvolvida para o nosso pneu gigante é o resultado da nossa engenharia avançada. A nova banda BlueTire™ por si só já aumenta a banda de rodagem. Se a juntarmos ao IF900/65R46 TM1000, asseguramos um piso extra largo de baixa pressão e um rendimento de flutuação muito bom. Isto resulta numa excelente distribuição da pressão no solo e impulsiona o rendimento das culturas, protegendo-os da erosão e compactação”. A Trelleborg diz ser o único fabricante de pneus capaz de oferecer duas alternativas nos 2,3 m do segmento das 46”: o IF750/75R46 e o novo IF900/65R46, ambos disponíveis como rodas completas com jantes THK Trelleborg.

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Mitas apresenta mais opções para ceifeiras debulhadoras Mitas A Mitas anunciou na Agritechnica 2013, uma diversificação das medidas do pneu CHO para ceifeiras debulhadoras (Cyclic Harvesting Operation): para além do atual 800/70R32 CHO 175A8/172B passam agora a existir cinco novas medidas do CHO sob as marcas Continental e Mitas:

• • • • •

900/70R32 CHO 182A8/179B 680/85R32 CHO 178A8/175B 800/70R38 CHO 178D/181A8 900/60R32 CHO 176A8/173B 900/60R38 CHO 178D/181A8

“Com o CHO, desenhámos um pneu capaz de transportar mais carga a uma menor pressão de enchimento”, disse HanzUlrich Klose, diretor de engenharia de produto da Mitas. A Mitas afirma que o CHO foi especificamente desenhado para grandes ceifeiras debulhadoras cumprindo os requisitos específicos da nova geração destas máquinas, no que se refere a máxima capacidade de carga; mínima pressão de inflado em trabalhos cíclicos de carga e descarga; boa estabilidade em condução por estrada; o uso de jantes standard reduz a pressão sobre o solo; cumpre com os requisitos legais (largura limitada do veículo).

Produto Novo Firestone Performer Row Crop Firestone

Com a nova série Performer Row Crop, a Firestone desenvolveu, uma vez mais, uma solução para a crescente tendência mundial de aumento de volume e peso das máquinas agrícolas. O desafio foi adaptar os pneus de forma a serem capazes de carregar cargas mais pesadas. Graças ao reforço de carcaça e à cinta de aço, o Performer Row Crop permite transportar tanques mais pesados e velocidades mais altas com toda a segurança e conforto, melhorando a eficiência da

pulverização. Todos os tamanhos do Performer Row Crop apresentam tecnologia exclusiva e patenteada Dual Angle Lug. Graças a uma maior área de contacto, esta tecnologia permite cerca de 4% mais tração em comparação com os pneus convencionais. Além disso, o design tem boas capacidades de autolimpeza, evitando que a lama fique agarrada aos pneus, provocando menos perturbação do solo, e contribuindo para uma tração ainda maior.

Com os Performer Row Crop, a Firestone está também a introduzir o logotipo “Field Care” na lateral dos pneus, simbolizando a importância dada pela marca à proteção do meio ambiente e ao investimento em tecnologia para protegê-lo. Os pneus Performer Row Crop da Firestone estão agora disponíveis em diversos tamanhos nos mercados de substituição de pneus agrícolas e equipamento originais. www.firestone.pt/agri/pt

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Tecnologia

Patrocínio:

Nova Era na Certificação de Dispositivos ISOBUS

Desenvolvimentos no ISOBUS

(Parte II)

A certificação é feita desde 2000, mas... Apesar de ser assegurada pela Sociedade Agrícola Alemã DLG desde o ano 2000, até aqui a certificação contemplou apenas a única funcionalidade (UT – Terminal Universal) que começou por existir no ISOBUS. Quer isto dizer que as novas funcionalidades que foram surgindo não são consideradas na atual certificação. Deste modo, quando compram um

equipamento, os utilizadores finais não dispõem de toda a informação de que necessitam no que respeita à compatibilidade com outros dispositivos. É por isso que se tornou bastante evidente a necessidade, e até mesmo a urgência, de se evoluir para um modelo de certificação mais completo e conducente com a realidade atual do ISOBUS.

... surge agora um modelo mais sofisticado Tomada ISOBUS que estabelece a comunicação entre o trator e a alfaia.

Um único terminal ISOBUS instalado na cabina do trator controla um grande variedade de alfaias e comunica à distância com o software de gestão das explorações agrícolas.

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E

m consonância com os desenvolvimentos que nos últimos anos tornaram o ISOBUS uma ferramenta mais complexa e também mais aprimorada, está em marcha a implementação de um novo modelo de certificação dos dispositivos que recorrem a este protocolo de comunicação. O processo está a ser promovido pela AEF (Agricultural Industry Electronics Foundation) e contempla a gestão de uma Base de Dados que vai funcionar como instrumento de apoio não só para os fabricantes mas também, e sobretudo, para os profissionais que no dia a dia utilizam as máquinas no campo. A finalidade prática deste processo é garantir que os dispositivos eletrónicos usados nas máquinas agrícolas funcionam em perfeitas condições quando são emparelhados.

A AEF está a implementar um novo modelo de certificação que contempla todas as funcionalidades que agora compõem o ISOBUS: AUX-N, TC-SC, TC-BAS, TC-GEO, TECU, etc. Há duas componentes que foram levadas por diante, em simultâneo, para se pôr de pé este processo. Uma diz respeito à parte técnica, e implicou que a AEF reunisse os meios necessários à realização dos testes de conformidade. A outra é uma

componente promocional, já que a fundação tem estado a trabalhar no sentido de garantir que os fornecedores de equipamentos aceitam submeter os seus dispositivos a um Teste de Conformidade (TC). O que se pretende é tornar este teste num standard aceite pela indústria.

Tecnologia Teste de conformidade (TC) e Base de Dados (BD) São três os laboratórios independentes que vão realizar o TC: o ISOBUS Test Center (ITC) na Alemanha, o Reggio Emilia Innovazione (REI) em Itália, e o Nebraska Tractor Test Laboratory (NTTL) nos Estados Unidos. Os dispositivos que vierem a receber certificação passam a constar da Base de Dados da AEF. Para já o acesso ainda não é livre, mas quem tiver interesse pode dar uma espreitada neste endereço: www.aef-isobus-database.org. Através desta aplicação o utilizador poderá selecionar a combinação de equipamentos que pretende emparelhar, e vê imediatamente quais as funcionalidades que estão disponíveis em conjunto. Além disso, no caso de se

deparar com uma falha de compatibilidade, através da BD pode fazer um diagnóstico automático e solicitar a resolução do problema. Nestas situações, a AEF assinala o caso e faz a mediação junto de um dos fabricantes em causa, ou junto de ambos, para que forneçam uma solução ao cliente.

é também criado um selo eletrónico (E-Label) que disponibiliza no TU um conjunto de informações práticas, como a versão do software dos dispositivos, e um panorama mais detalhado acerca das funcionalidades que são suportadas pelos equipamentos em uso.

Selo de certificação e E-Label

O papel da AEF é reconhecido pela Indústria…...

Aos equipamentos certificados é atribuído um selo de conformidade que passa a incluir mais informação do que o anterior selo da DLG. No selo é incluída informação acerca das funcionalidades, sendo estas ilustradas por pequenos quadrados com a respetiva abreviação. Além deste selo algo simbólico,

A Agrievolution Alliance, uma organização que reúne as principais associações de fabricantes de maquinaria agrícola a nível mundial, emitiu um comunicado onde declara que reconhece e apoia o trabalho desenvolvido pela AEF. Este comunicado refere: “Os equipamentos que estão a

ser produzidos hoje são mais sofisticados do que nunca, o que tendo em conta o nível médio de competência técnica da maioria dos utilizadores, pode constituir um desafio para que consigam diagnosticar falhas nos sistemas e solucionálas”. O mesmo comunicado refere ainda: “Foi aqui que a AEF viu que havia a necessidade de os fabricantes trabalharem em coordenação […]” para garantir que os equipamentos correspondem às expectativas dos agricultores. Tendo em conta que as onze associações de fabricantes que integram a Agrievolution são bastante representativas do setor, este é um apoio de peso aos trabalhos que estão a ser desenvolvidos pela AEF no sentido de criar um standard comum e aceite por todos.

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Tecnologia ... e fundamentalmente visa facilitar o dia a dia no campo

A tecnologia ganha sentido quando facilita a nossa vida mas perde-o quando a complica. A ineficiência do passado, em que se tinha de recorrer a múltiplos terminais consoante o implemento, já deu lugar ao uso de um único terminal. Foi um passo importante. Mas quando o ISOBUS se torna cada vez mais complexo, o desafio que se põe aos fabricantes é conseguirem que os dispositivos sejam funcionais e permitam aos utilizadores deles retirarem pleno proveito. Tornar a

tecnologia mais acessível é também parte da missão da AEF. Com esta nova abordagem, a instituição vai facultar às pessoas ferramentas que as apoiam tanto no momento anterior à compra, como posteriormente no decorrer do trabalho, no caso de surgir algum problema. A divulgação dos resultados dos Testes de Conformidade é permitida desde o dia 12 de setembro, e a Agritechnica, que se realizou em Hannover, foi uma das primeiras ocasiões onde o público teve oportunidade de conhecer dispositivos com certificação AEF. Fonte: AEF

A AEF expande-se para lá do ISOBUS À medida que novas necessidades vão surgindo no âmbito do ISOBUS, que é o tradicional campo de atuação da AEF, a instituição procura encontrar soluções capazes de lhes dar resposta. Muitas vezes esse esforço implica a adição de novas áreas de trabalho às já existentes. É o caso do recém-formado grupo de projetos dedicado aos Sistemas de Informação para a Gestão de Explorações Agrícolas (FMIS), que se vai ocupar da comunicação remota estabelecida entre as máquinas que estão no campo e os programas informáticos das explorações que ‘rolam’ nos computadores de um escritório num qualquer lugar distante. Mas embora o ISOBUS esteja no centro da atividade da AEF, esta fundação está a expandirse também a outros campos de atuação. Recentemente, alargou o âmbito das suas competências e passou a contemplar grupos de trabalho em novas áreas.

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Um destes grupos ocupa-se das Câmaras e Sensores e tem como propósito desenvolver soluções padronizadas de plug-and-play que garantam a compatibilidade entre as câmaras instaladas nas alfaias e o terminal universal do trator. Um outro grupo recém-criado ocupa-se das Unidades Elétricas de Alta Voltagem e visa elaborar uma proposta de norma global ISO que regule a instalação de um interface padronizado no trator, destinado a fornecer energia aos implementos que recorram a alta voltagem. Herald Dietel, que lidera este grupo, considera que “as funcionalidades de controlo oferecidas pelos motores elétricos descentralizados são uma oportunidade para se superar as limitações dos mecanismos mecânicos e hidráulicos, e permitem o aparecimento de uma nova geração de implementos detentores de substanciais vantagens”.

O que são e para que servem as Plugfests

As Plugfests da AEF são eventos que reúnem profissionais ligados à conceção e ao desenvolvimento de dispositivos eletrónicos destinados à agricultura. Todos os anos são organizadas duas Plugfests: uma em Lincoln, nos Estados Unidos, durante a primavera, e a outra em Osnabrück, na Alemanha, durante o outono. Basicamente, o que os engenheiros e programadores que participam nestes eventos fazem é experimentar o dispositivo ISOBUS pelo qual são responsáveis, em combinação com vários outros dispositivos de companhias concorrentes, de maneira a comprovar se são compatíveis. Para darmos uma ideia, na última Plugfest foram postos à disposição dos participantes 77 equipamentos, tendo sido efetuadas quase 1300 diferentes combinações Isobus terminal/implemento. Muitas vezes, no decorrer do evento os participantes deparam-se com situações em que dois equipamentos não funcionam adequadamente quando conjugados, e acabam por encontrar soluções de compatibilidade no próprio local e em tempo real, depois de procederem a ajustes

técnicos nos aparelhos em causa. Mas há também obstáculos que os engenheiros não conseguem resolver no momento por requerem um trabalho mais demorado. Não obstante, são situações que ficam assinaladas. Posteriormente, quando regressam às suas empresas, estes técnicos vão trabalhar no sentido de encontrar soluções para que esses equipamentos venham a funcionar conjuntamente. Na Plugfest americana, realizada em maio deste ano, estiveram presentes 159 participantes de 11 países, representando 59 empresas. Mas a que se realizou na Alemanha, neste outono, registou uma participação record, tendo contado com 209 participantes de 11 países, em representação de 62 empresas. Esta grande afluência foi assim comentada pelo Chairman da AEF, Peter van der Vlugt: “Um aumento de cerca de 1/3 relativamente à Plugfest realizada durante a primavera nos EUA, mostra claramente que a aceitação do ISOBUS está a crescer rapidamente por todo o mundo e dá relevo ao papel significativo que a AEF está a desempenhar no domínio da eletrónica aplicada à agricultura”.

Galeria de imagens

Produto

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Fotos e texto abolsamia

GiANT apresenta

carregadoras articuladas polivalentes A GIANT, através do seu representante em Portugal, a empresa Formigável, apresentou em outubro, em Muge, Salvaterra de Magos, as carregadoras articuladas telescópicas da marca holandesa Giant, modelos V452T e V6004T Tele. Presente em Portugal há pouco mais de 4 meses, a Giant procura assim divulgar a sua gama de carregadoras de utilização polivalente, que tem atualmente como topo de gama a carregadora V6004T Tele. A revista abolsamia esteve na apresentação e falou com Judith Cramer, gerente da Giant, acerca destes modelos. Abolsamia Qual é o leque de aplicação destas máquinas? judith cramer As carregadoras Giant foram concebidas para uma utilização polivalente. Dada a sua dimensão, o facto de serem articuladas e a possibilidade que têm de equipar com uma série de acessórios (pá carregadora, balde, pinças, porta-paletes,

perfuradora…) são máquinas versáteis para uma grande variedade de operações, seja na agricultura, na manutenção de espaços verdes e, especialmente no setor agropecuário. Tendo em conta a sua qualidade de construção (são fabricadas na Holanda com componentes de marcas reconhecidas como a Kubota, a Poclain e a Bosch-Rexroth), versatilidade e capacidade de desempenho, têm preços realmente competitivos; o modelo topo de gama — V6004T Tele — tem um PVP de aproximadamente 48.000 euros. Como é feita a comercialização e garantida a assistência? Estamos desde junho de 2013 a trabalhar na implantação da marca e atualmente procuramos representantes no País. De momento, já temos um na Zona Centro (Cantanhede) e outro na Zona Sul (Palmela), mas queremos estender a comercialização das nossas máquinas a todo o país, assegurando vendas e assistência, através de empresas preferencialmente ligadas ao setor da maquinaria. De qualquer forma, temos o serviço pós-venda assegurado em todo o país através de viaturas móveis. Como funcionam os comandos da máquina a partir da cabina? De forma extremamente fácil e confortável de manobrar, para além da excelente visibilidade que se tem de dentro da cabina. O volante é fácil de manejar, a lança telescópica é manobrada

através de um joystick, e as funções hidráulicas (opcionais) são comandadas através de botões incorporados no joystick. O acoplamento das alfaias é feito através de um sistema hidráulico de engate rápido e fácil, sem que o operador tenha que sair da cabina. Existe ainda, por uma questão de segurança, um botão manual dentro da cabina para evitar acidentes indesejáveis aquando do engate das alfaias.

Pormenor do Joystick e aspecto interior da cabina, onde se podem ver os comandos de condução.

Principais caraterísticas Giant modelo 6004T TELE Motor Kubota Turbo

60 HP/44 KW de 4 cilindros

Comprimento total

3997 mm

Altura total à cabina

2350 mm

Altura máx. de despejo

4310 mm

Distância entre eixos

1911 mm

Peso em serviço

3850 kg

Condução hidráulica

Hidrostática Automotiv

Velocidade

0-10 k/h / 0-25 km/h

Pneus* standard

15/55x17 AS (larg. máquina: 152 cm)

Travões

Hidráulicos

Travão de estacionamento

Tambor

Capacidade de elevação

2000 kg

* opcionalmente a largura pode ir até 165 cm

Formigável - Unipessoal, Lda Rua Vale Carril, 74 - Santo Estêvão - 2130-147 Benavente TEL 263 949 279 · TELEM 917 215 610 · EMAIL info@formigavel.pt · Site www.formigavel.pt

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Entrevista Texto abolsamia

Auto Mecânica Alvorgense,

Distribuidor Oficial da Marca Terex para Portugal Numa altura em que o setor da construção não atravessa bons momentos, a AMA (Auto Mecânica Alvorgense) reforçou o seu investimento numa nova filial em Alverca. Carlos Gonçalves, Administrador e Responsável pela Área Comercial, falou-nos deste novo projeto. Esta nomeação surge no seguimento do termo do contrato que a Terex tinha com o importador que até à data estava no mercado, deixando este de ter acesso aos produtos e peças da marca Terex/Fermec. Estamos no mercado há 3 décadas e apesar do cenário de crise económica em que vivemos temos reagido, o que dá confiança à marca em querer continuar a apostar na AMA. Da nossa parte, tudo temos feito para garantir esta parceria através da qualidade do serviço prestado aos clientes.

A Auto Mecânica Alvorgense, designada por AMA, foi fundada em 1976. Está sediada em Ansião, onde foi iniciada a atividade, e tem atualmente filiais em Leiria, Pombal, Soure e recentemente também em Lisboa. No setor agrícola é o concessionário mais antigo de Portugal dos tratores da marca Mitsubishi, com 29 anos. No setor industrial é desde 2006 distribuidor exclusivo da marca Terex, para toda a zona Centro do país, e em Março deste ano a Terex Corporation nomeou uma vez mais a AMA como seu Distribuidor Oficial agora para a zona sul do País e Ilhas. A atividade principal da sede (Ansião) e das filiais de Soure e Pombal é a comercialização, manutenção e reparação de equipamentos para a agricultura, jardim e florestas. A filial de Leiria e Lisboa dedica-se à comercialização, manutenção e reparação de maquinaria para a construção, obras públicas e indústria.

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Abolsamia A AMA ficou, desde o início deste ano, com a distribuição exclusiva da marca Terex também para a zona Sul do país e Ilhas. Que razões levaram à nomeação da vossa empresa? Carlos Gonçalves Temos tido a oportunidade de colaborar com a Terex Corporation desde 2006, que é o terceiro maior fabricante a nível mundial de equipamentos, desde retroescavadoras, escavadoras, dumpers, gruas entre outros, e é através desta parceria que queremos consolidar a nossa presença no mercado.

Que investimentos realizou a AMA por forma a assegurar a distribuição nesta zona complementar? Abrimos recentemente uma filial em Alverca, equipada com secção de peças e serviço pós venda que garantirá a todos os clientes peças originais da marca Terex. Consideramos que o investimento realizado é fundamental nesta fase de consolidação e expansão da AMA, pretendemos estar cada vez mais próximos dos clientes, principalmente agora que o mercado Português está numa situação de impasse com poucas obras para realizar, mas quem está no mercado tem de ter boas condições para responder aos desafios que vão surgindo. Os empresários do setor terão de realizar um esforço acrescido

para encontrarem soluções e parceiros que lhes proponham respostas eficientes e ajustadas às suas necessidades. As retroescavadoras são o produto mais vendido da marca Terex em Portugal. Os clientes com retroescavadoras Massey Ferguson e Fermec são agora assegurados pela AMA? Sim. Pretendemos servir todos os antigos clientes que têm equipamentos da marca Fermec e Massey Ferguson, marcas estas integradas no grupo Terex a nível mundial nos últimos anos. Estes clientes têm à sua disposição não só todo o fornecimento de peças mas também o apoio pós-venda, uma vez que a nossa actividade não se centra somente na venda de equipamentos, mas também no apoio pós-venda e na comercialização de peças, e neste último ponto temos vindo a crescer, uma vez que dispomos de uma plataforma de soluções para cada equipamento que nos permite sermos bastante competitivos. A Terex tem vindo a expandir a sua área de negócio através de várias aquisições. Que marcas estão hoje sob o teto “Terex” e quais dessas marcas são distribuídas pela AMA em Portugal? A Terex Corporation tem mais de 50 anos de tradição e experiência

Reportagem Notícias e está representada nos cinco continentes oferecendo um extenso portfólio de equipamentos para utilizar em diversos sectores, tais como, construção e obras públicas, reciclagem, pedreiras, operações portuárias, refinarias entre outras indústrias. Ao longo dos anos diversas marcas foram integradas no grupo, nomeadamente: Massey Ferguson, Fermec, Benford, Schaeft, Demag, PPM, Genie, entre outras, este processo permitiu ao grupo crescer não só em dimensão como também em know-how. No decorrer deste processo e com a parceria que mantemos com a Terex, a AMA tem garantido todo o serviço pósvenda às marcas referidas.

A MF chega ao Pólo Sul em 2014... ...mas primeiro a aventureira vai ser mãe! A holandesa Manon Ossevoort é uma aventureira! Conhecemo-la em Paris por ocasião do SIMA no início deste ano, e voltámos a encontrá-la num evento da Massey Ferguson, desta vez em Inglaterra. Como já noticiámos anteriormente, ela prepara-se para viajar até ao Pólo Sul ao volante de um trator MF. À conversa connosco mostrouse muito satisfeita por o projeto estar a avançar, contounos que esteve na parte Norte do Canadá a realizar treino para se ambientar ao clima polar,

e que fez, juntamente com membros da equipa da MF, um teste inicial de condução num glaciar da Islândia, em jeito de preparação para a viagem. E confidenciou ainda uma inesperada boa notícia: “Nos últimos meses tenho conseguido guardar um grande segredo: vou ser mãe! O nascimento do meu bebé é outra nova grande aventura para mim. Mas estou determinada a completar a viagem e a terminar a história que eu vim criando ao longo dos últimos nove anos”.

O modelo que a Manon vai conduzir até à Antártida é um MF da série 5600 que já está a ser preparado na fábrica da marca em Beauvais, França.

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Prova de Campo Same Virtus 120 Infinity A primeira Prova de Campo da revista abolsamia foi realizada na Herdade do Cascavel, em Coruche, nos dias 16 e 17 de outubro de 2013, após as primeiras águas de outono. Demos início a este novo desafio submetendo a prova um Same Virtus 120 Infinity, cedido pela Same Deutz-Fahr Portugal. O Virtus é um trator convencional para aplicações múltiplas que surgiu na gama da marca como um projeto concebido de raiz. Equipa com um novo motor desenvolvido pela Deutz, inaugura uma renovada linha estética da Same e vem substituir o segmento baixo da série Iron.

Agradecimentos: Same Deutz-Fahr Portugal, Arnaldo Caeiro (SDF), Manuel Rodrigo (SDF), José Luís Mendes (SDF), Francisco Dias (Sociedade Agrícola do Cascavel) e Vítor Agostinho (Operador, S.A. Cascavel).

A equipa envolvida na Prova de Campo: Revista abolsamia (Promoção e Organização), João Sobral (Operador, abolsamia), João Pedro Rego (Operador, abolsamia) e Workmove (Produção de vídeo).

Vídeo Veja o vídeo da Prova de Campo em www.youtube.com/abolsamia

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Os dias em que decorreu a Prova de Campo apresentaram-se soalheiros e com temperatura bastante amena para a época do ano, o que nos permitiu fazer trabalho de mobilização de solo com uma charrua Galucho de três ferros equipada com reversão hidráulica. A lavoura foi realizada num aluviossolo característico do Vale do Sorraia, que se encontrava em sazão e

previamente mobilizado à superfície. Tendo esta parcela estado em pousio, algumas zonas apresentavam-se bastante compactadas. Em estrada, fizemos transporte de arroz em casca com um reboque Herculano de 12 toneladas integralmente carregado. Ambas as tarefas permitiram-nos traçar um perfil alargado acerca deste novo modelo da Same. É essa perspetiva que passamos a apresentar.

PROVA DE CAMPO速

Same Virtus 120 Infinity Medições Peso total:

6300 kg

Motor O motor que a Same escolheu para equipar o Virtus é um 4 cilindros de fabrico Deutz, com 3.620 cm3 de cilindrada, que desenvolve uma potência máxima de 122 cv. O sistema de injeção é common-rail e chega a pressões máximas de 1.600 bar independentemente da rotação do motor. Um sistema de regulação eletrónica monitoriza os diversos parâmetros de funcionamento e intervém no sistema de injeção no sentido de dosear a quantidade de combustível adequada às condições de velocidade e de carga a que o trator está sujeito. Por norma, os tratores desta gama de potência equipam com motores de cilindrada superior à deste Same. Com surpresa, verificámos que esse diferencial de cilindrada passa despercebido, tendo o motor revelado um bom desempenho. No Virtus o operador pode fazer duas memorizações de regime do motor, o que é especialmente útil para aquelas operações em que é importante manter um regime muito preciso, como a pulverização, mas onde a volta

Nota: O trator foi pesado com água nas rodas, depósito de combustível atestado, e 8 pesos frontais que no conjunto totalizavam 320 kg. O Peso total anunciado pela marca é de 4.700kg.

Relação peso/potência: na cabeceira deve ser feita a um regime inferior.

Sistema de tratamento de gases

De modo a cumprir as normas anti-poluição da Fase IIIB/ Tier 4i, este motor incorpora um sistema de recirculação externa dos gases de escape (EGR) que é conjugado com um catalisador de oxidação diesel (DOC). A combinação destes dois elementos dispensa que se faça regeneração e dispensa também a adição de Adblue.

Sistema de refrigeração

O sistema de refrigeração é composto por cinco elementos: radiador do ar condicionado, do óleo da transmissão, do intercooler, do combustível, e radiador principal de refrigeração do motor. A sua manutenção regular está facilitada pelo facto de um dos elementos se deslocar

Motor Fabricante /modelo

Deutz / TCD 3.6 L04

Sistema de injeção

Common-rail com gestão eletrónica

Sistema de tratamento de gases

EGR + DOC

Nível de emissões

Fase IIIB/ Tier 4i

Nº de Cilindros/ cilindrada

4 / 3620 cm³

Potência nominal

116 cv às 2200 rpm

Potência máxima

122 cv às 2000 rpm

Binário máximo / reserva

480 Nm / 30 %

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O catalisador de oxidação diesel (DOC) está posicionado acima do motor e o sistema EGR, que força a reentrada de gases na admissão, encontra-se instalado do lado esquerdo.

51,6* – 54,3** kg /cv * Tomando como referência a potência máxima. ** Tomando como referência a potência nominal.

Diâmetro de Viragem: lateralmente através de uma calha, ficando assim mais acessível para limpeza. Um outro componente central neste conjunto é a ventoinha de embraiagem visco-estática. Esta atua de forma proporcional ao nível de aquecimento o que, além de aumentar a eficiência, permite atingir mais rapidamente a temperatura ótima de funcionamento do motor.

2RM – 10,80 m 4RM – 10,95 m O diâmetro de viragem foi medido em terreno mobilizado à superfície e com a charrua engatada no hidráulico.

Prova de Campo Embraiagem elétrica Consumo/hora:

5,7 L/hora

Transmissão

O procedimento que seguimos: Atestámos o depósito de combustível até ao nível do bocal e trabalhámos durante 20 minutos, sem interrupção, com uma charrua de 3 ferros afinada a 18”. A torna tinha 78 metros de comprimento e as voltas na linha de cabeceira ficaram consideradas como tempo de trabalho. No final, medimos a quantidade exata de gasóleo que foi necessária para atestar novamente o depósito até ao nível do bocal.

O trator submetido a prova possui uma transmissão 30/30. Quanto ao escalonamento, tem 5 relações mecânicas, distribuídas por 2 gamas, e 3 níveis do powershift que permitem fazer pequenos aumentos ou reduções de velocidade em plena carga e sem recorrer à embraiagem. Contrariamente ao que acontecia no Iron, que para trás fazia apenas um nível do powershift em cada relação, o Virtus faz todos os níveis do powershift inclusive em marchaatrás. Além disso, a transmissão pode funcionar em modo powershift automático (APS), ou seja, os níveis do powershift são definidos automaticamente consoante a velocidade e o esforço. Existe um potenciómetro dedicado a esta funcionalidade no qual o operador pode regular o tipo de resposta que pretende. Esta transmissão permite alcançar a velocidade máxima de 40 km/h a um regime económico do motor. Embora a encontremos na maioria dos tratores mais recentes, não é de mais relembrar que esta solução permite uma poupança de combustível e também um menor desgaste.

Nota geral relativa a todos estes valores Todos os valores apresentados são relativos ao trator submetido a prova tal como estava preparado. O mesmo modelo poderá apresentar diferentes valores consoante a lastragem, a dimensão dos pneus instalados, o nível de equipamento, as condições de solo em que as medições são efetuadas, entre outros fatores.

Transmissão Série

T5400

Configuração

Semi Powershift 30/30 5 relações + 2 gamas + 3 níveis (HML)

Inversor

Eletro-hidráulico

Funcionalidades

APS, Stop&Go, Sense Clutch, Comfort Clutch

Dupla tração e bloqueios dos diferenciais

Com ligação eletro-hidráulica e gestão automática (ASM)

Velocidade mínima

2,9 Km/h

Velocidade máxima Eco

40 Km/h Eco às 1.700 rpm

Na alavanca de mudanças existe um botão que aciona eletricamente a embraiagem (ComfortClutch) e a faz responder com uma modulação pré-definida. O pedal de embraiagem pode ficar reservado sobretudo para as situações em que o operador necessita de ter um domínio absoluto sobre o trator.

Inversor

O inversor eletro-hidráulico possibilita que se faça a inversão do sentido de marcha e que se movimente o trator a partir da posição de parado sem recorrer ao pedal de embraiagem. Possui um potenciómetro com cinco níveis de regulação. Esta funcionalidade (SenseClutch) permite definir um comportamento mais brusco ou mais suave na mudança de sentido de marcha.

Stop&Go

O inversor possui ajuste de sensibilidade. A função Stop&Go é ativada no botão situado à direita do painel de instrumentos.

também é desativada quando é ultrapassada uma velocidade de 15 Km/h. O bloqueio é feito a 100% e possui ainda um mecanismo adicional de proteção: é desligado quando se trava apenas uma das rodas do trator. O ASM garante uma melhor performance sobretudo nas operações de mobilização de solo.

Incluído pela primeira vez neste segmento da Same, o sistema Stop&Go anula a embraiagem até aos 15 km/h. Para fazer avançar o trator ou para o deter, basta carregar no pedal de travão que, nestas circunstâncias, faz também de embraiagem. É uma funcionalidade que se revela útil para interromper a marcha durante intervalos de tempo curtos e não constantes.

Sistema ASM

O ASM gere automaticamente a dupla tração e o bloqueio dos diferenciais. Com o sistema ativado, a tração às 4 rodas motrizes e o bloqueio dos diferenciais mantêm-se ligados. Contudo, de modo a proteger os elementos mecânicos, o bloqueio é automaticamente desligado logo que as rodas atinjam os 13° de ângulo de viragem, e a dupla tração

A alavanca de mudanças acomoda os botões dos níveis do powershift, do APS e da confort clutch. Junto à alavanca está o potenciómetro que modula as passagens powershift.

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Direção A versão testada possui bomba independente de 16 cm³ que assegura o serviço de direção sem que as necessidades de outros órgãos hidráulicos interfiram no seu desempenho.

Direção Cilindrada de direção

Bomba com orbitol de dupla cilindrada (80 + 80 cm³)

Ciclo completo de direção

3,5 voltas de volante

Ângulo de viragem

55°

SDD (sistema de direção rápida)

Opcional

Travões

A Gama Virtus agora e depois A gama é atualmente composta por três modelos – Virtus 100, 110, e 120 – mas abolsamia sabe que irá juntar-se a estes um trator de maior potência, na casa dos 130 cv. Uma transmissão de variação contínua deverá ficar disponível nesta gama.

É possível ter mais equipamento Apesar de ser um Infinity, que é a versão com nível mais alto de equipamento, o trator em prova foi configurado com um pacote mais baixo, encomendado à medida. A lista completa de equipamentos do Virtus pode ser consultada no site da marca em www.same-tractors.com/pt-PT

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Sistema de travagem

Preço Virtus 120 DT Infinity

81.300€* + IVA (PVP) * Preço Virtus 120 DT Infinity na versão de equipamento testada.

Travagem

Integral às 4 rodas

Características

Com servo-freio e Park-brake

Como é habitual noutros modelos da marca, também o Virtus está equipado com travões de disco em banho de óleo independentes nas quatro rodas e servofreio (PowerBrake). Este sistema de travagem integral incorpora uma válvula separadora dos travões da frente que tem o seguinte efeito: quando os pedais de travão estão separados e se aciona só um deles, é travada a roda de trás do respetivo lado e a roda da frente continua a exercer tração. Esta característica revela-se útil por ex. quando em trabalho de lavoura o operador aciona ligeiramente um dos pedais de travão para reposicionar o trator. O travão de estacionamento Park-Brake é de série e bloqueia diretamente os discos nas 4 rodas com uma elevada carga mecânica. De acordo com os técnicos da marca, é exercida

sobre os discos uma força 10 vezes superior à que resulta da utilização dos pedais de travão quando o operador os aciona. A travagem de reboque é hidráulica e proporcional, podendo ser ainda combinada com travagem pneumática quando o trator dispõe de compressor.

Prova de Campo Sistema Hidráulico Sistema hidráulico

O sistema hidráulico do Virtus que tivemos em prova possui regulação eletrónica e uma bomba de 90 L/min com função economizadora de energia (energy saving). São utilizadas duas bombas hidráulicas em tandem, de cilindrada fixa, que atuam apenas quando é necessário. Sempre que a função energy saving está ativada, se o sistema de deteção de carga (load sensing) nota que as funções hidráulicas não estão a ser solicitadas, dá ordem a uma válvula on/off para anular o caudal no circuito hidráulico e devolve o óleo à transmissão. O elevador traseiro está equipado com um sistema de amortecimento de oscilações (anti-dumping) que reduz o efeito de balanceamento quando se circula em estrada com uma alfaia engatada. Comandos externos do hidráulico e da TDF.

A verde, tecla de controlo proporcional dos braços do hidráulico. No canto direito da cabina existe uma tela de borracha para passagem de cabos elétricos.

Regulação eletrónica do hidráulico

O desempenho do hidráulico é otimizado através da monitorização de parâmetros como: controlos de esforço, de posição, controlo misto, controlo flutuante (float), regulador do limite de altura principal, regulação da velocidade de descida em função do peso da alfaia, e função de bloqueio para deslocação da alfaia em estrada. Estas funcionalidades conferem uma maior precisão durante o trabalho.

Tipo

Com regulação eletrónica

Fluxo da bomba

90 L/min

Tomadas hidráulicas (até 10 vias)

Com comando elétrico proporcional

Capacidade máxima de elevação

6.600 kg

joystick. Este poderá ser utilizado para manipular um carregador frontal ou implementos traseiros que possuam funções combinadas. O distribuidor nº 3 é controlado por uma tecla e conta com um mecanismo de deteção automática que permite regular o tempo de atuação; o distribuidor só envia óleo durante o tempo programado, o que permite fazer a programação de uma alfaia. Regulação de tempo A tecla do distribuidor nº 3 pode assumir três diferentes tipos de resposta consoante a afinação do controlo de tempo: envia óleo enquanto se prime a tecla (pulsão); envia óleo durante o tempo programado (deteção automática); envia óleo em contínuo até nova ordem (caudal contínuo). Ao iniciar a Prova de Campo fizemos uso desta regulação. Programámos o distribuidor para que atuasse apenas durante o tempo necessário à reversão da charrua (deteção automática) e depois, sempre que finalizávamos uma torna,

premíamos a tecla uma vez para dar a ordem de reversão. Sem necessidade de dedicar mais atenção à alfaia, concentrávamonos na manobra de viragem. Comprovámos tratar-se de uma funcionalidade que torna a operação bastante mais cómoda. Regulação de caudal Esta regulação permite adequar a velocidade de resposta ao tipo de equipamento. Quando um distribuidor está ligado a um terceiro ponto hidráulico ou a uma gadanheira com elevação hidráulica, que requerem movimentos lentos, o caudal deve ser diminuído. Já se o mesmo distribuidor estiver ligado à báscula de um reboque, que requer maior disponibilidade hidráulica, o caudal deve ser aumentado. Os comandos agrupados por cores: a cinza o joystick dos distribuidores 1 e 2, a azul a tecla do distribuidor 3 e o potenciómetro de tempo, a verde a regulação do hidráulico, e a amarelo a tecla da TDF.

Distribuidores de comando elétrico proporcional

O trator dispõe de 3 distribuidores (6 vias externas) que possuem eletro-válvulas reguladoras de caudal. Os distribuidores nº1 e nº2 são controlados por um monocomando em forma de

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Pneus traseiros:

Comprimento:

540/65R38

4.270 mm

Pneus dianteiros:

Altura ao topo da cabina:

440/65/R28

2.725 mm

Via mín. - via máx.:

Carga máx. admissível:

1.602 - 2.102 mm

Tomada de Força A TDF do Virtus está provida de quatro regimes de TDF: 540, 540 ECO, 1000 e 1000 rpm Eco. Isto confere uma grande versatilidade em operações que dependam da TDF. Os regimes Eco destinam-se a alfaias que não necessitam de muito potência da TDF, como os pulverizadores ou os espalhadores de semente.

TDF Automática

O modo automático conecta ou desconecta a TDF consoante a posição dos braços do hidráulico. Quando o hidráulico atinge 50% de elevação, a TDF desconecta-se. Quando o hidráulico torna a descer abaixo desse limite e o trator atinge uma velocidade de avanço

superior a 1,5 km/h, a TDF volta a conectar-se. Esta solução visa proteger o veio de cardan. A TDF também se desliga de forma autónoma quando estiver a funcionar além de 100 segundos com o hidráulico levantado. O nível de elevação do hidráulico que ativa/desativa a TDF e o tempo de desativação com a máquina parada, podem ser alterados pelo serviço de assistência técnica de acordo com a preferência do operador. O Virtus possui ainda um veio de saída com regime proporcional à velocidade de avanço que, entre outras tarefas, se adequa ao trabalho com reboques florestais.

TDF Tipo

Embraiagem multidisco em banho de óleo

Engrenamento

Eletro-hidráulico

Regime

540 / 540 Eco / 1000 / 1000 rpm Eco

TDF frontal (velocidade)

Opcional (1000 rpm)

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8.500 kg

Distância entre eixos

Depósito de combustível:

2.440 mm

165 litros

Cabina Na versão Infinity, o Virtus possui teto com abertura superior, assento de acompanhante e ar condicionado. O tom cinza ténue que predomina no interior confere uma ambiência com claridade e um ar contemporâneo. No exterior a cabina possui um total de 10 faróis de trabalho, 4 na traseira e 6 na dianteira.

Entrada e saída

O acesso, feito por ambos os lados, é desimpedido e o varão colocado no interior da porta cumpre a sua função de apoio. O manípulo interior de abertura das portas, colocado a meio deste varão, está bem conseguido já que fica ao alcance do operador mesmo quando este se conserva sentado.

O painel traseiro é basculante e apresenta um sistema de abertura bastante prático. No exterior está equipado com uma escova limpa para-brisas para garantir uma boa visibilidade traseira.

Prova de Campo

Apreciação dos Operadores João Sobral

Ergonomia, conforto e visibilidade

Um aspeto ergonómico positivo é a diferenciação dos comandos por cores, consoante a suas funções. À transmissão foi atribuída a cor laranja, às regulações hidráulicas o verde, aos distribuidores de óleo o azul, e à TDF o amarelo. Além disso, o posto de condução apresenta uma correta disposição dos vários componentes, sendo o volante regulável em inclinação e em profundidade. Ao nível da climatização, as diversas saídas de ar proporcionam uma circulação do ar bem distribuída pelo posto de condução. A partir do assento, o operador beneficia de uma desimpedida visibilidade para efetuar o engate de implementos, tanto nos braços do hidráulico como na barra de puxo e beneficia também de um bom campo de visão sobre a área de trabalho.

Espaços de arrumos, suporte para telemóvel e tomada elétrica

Manutenção O motor concentra do lado direito todos os principais elementos de manutenção. O filtro de ar power core II está dotado de um sistema de auto-limpeza que faz uma pré-eliminação das partículas maiores. O pré-filtro do gasóleo possui um sensor que indica a presença de água, e a bateria, situada à direita atrás dos degraus de acesso à cabina, integra um dispositivo de corta-corrente que dispensa a necessidade de desligar os bornes quando se faz alguma intervenção no trator.

• Desempenho e eficiência do motor • Facilidade de adaptação e de manuseamento • Regulação hidráulica e disposição dos comandos hidráulicos

• Localização e formato da caixa de ferramentas • Acesso ao bocal de enchimento do óleo do hidráulico • Manete dos piscas na proximidade do inversor

É licenciado em Relações Internacionais e redator da revista abolsamia para a área das inovações na indústria dos equipamentos agrícolas e florestais. Tem experiência de vários anos como operador de máquinas agrícolas. “A estrutura deste trator pareceme equilibrada e o motor correspondeu às expectativas, tanto em trabalho de lavoura como em deslocação com o reboque carregado. Adapteime com rapidez ao posto de condução e a cabina oferece boa visibilidade. A disposição de comandos é correta, embora alguns pequenos detalhes pudessem ser aperfeiçoados, como por ex. colocar a alavanca das gamas em posição mais subida. Tendo como referência outros modelos da marca, a meu ver esta nova linha estética está bem conseguida.”

João Rego

É licenciado em Agronomia, foi, em 3 edições, monitor do Curso de Operadores de Máquinas Agrícolas realizado em parceria pela Univ. de Évora e o Centro de Formação Profissional de Évora e desempenha as funções de técnico de campo na Herdade do Barrocal, em Évora. Colabora com a revista abolsamia.

“O comportamento do trator sob carga é bom, já que apresenta uma elevada reserva de binário, e a transmissão com três mudanças powershift é intuitiva e de fácil manejo. A nível de tração, penso que a colocação de mais lastragem na parte frontal seria vantajosa. Os travões de disco às 4 rodas demonstraram ser preponderantes numa rápida imobilização do trator. Um elemento que quero destacar é o ASM. Além de aumentar a performance de trabalho, este sistema liberta o operador da tarefa de desligar o bloqueio e a tração. O sistema hidráulico mostra ser de rápida resposta, e de fácil regulação e otimização. Na generalidade o trator demonstra ser bastante versátil.”

Vítor Agostinho

É operador de máquinas agrícolas na Herdade do Cascavel, em Coruche, onde trabalha diariamente com tratores Same. Tem atualmente 41 anos e está na profissão desde os 16. “É fácil trabalhar com este trator. A cabina é espaçosa e os comandos são intuitivos. Quase nos ensinam a fazer as coisas. Eu não conhecia este novo motor e parece-me que tem muito espírito. É o que mais destaco neste trator. Já trabalhei com os modelos Antares 100, Silver 80, Titan 145, agora trabalho com um Iron 170 de variação contínua, e acho que o Virtus está dentro do que são os tratores Same pois foi muito fácil adaptar-me logo ao princípio.”

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SITEVI 2013

Sitevi 2013

Salão Internacional das Fileiras vinha-vinho e frutas-legumes 26 a 28 de novembro.

Os premiados do Sitevi 2013

Viticultura de precisão é tendência Os equipamentos que a seguir destacamos foram premiados este ano pelo Sitevi, um dos salões internacionais de referência no setor da vitivinicultura que decorrerá em Montepellier, França, de 26 a 28 de novembro. Este ano, o júri atribui 2 medalhas de ouro, 6 medalhas de prata e 14 citações, enquadradas em três grandes tendências: a simplificação e segurança dos trabalhos, a melhor qualidade dos produtos e uma maior precisão na execução dos trabalhos e por último o desenvolvimento sustentável. As novidades apresentadas pelos fabricantes mostram que a viticultura de precisão é cada vez mais uma realidade, quando a qualidade do produto final é uma exigência cada vez maior a par com a rentabilidade do negócio; o que obriga os fabricantes de a encontrarem soluções que simplifiquem o processo produtivo e que forneçam ao empresário uma informação cada vez mais completa acerca da sua exploração, permitindo uma melhor gestão dos recursos. Dos produtos distinguidos, a abolsamia apresenta os mais relevantes para o setor da mecanização.

/ Medalha de Ouro Seleção otimizada em vindimadoras New Holland Agriculture O sistema Opti-Grape™, desenvolvido pela New Holland Braud foi premiado com medalha de ouro por conseguir uma percentagem de resíduos de colheita inferior a 0,1%. Está montado na vindimadora e integra 5 sub-conjuntos que tratam em separado as várias etapas da colheita, onde se destacam um pré-classificador e um separador. No pré-classificador a colheita é separada em dois grupos com a ajuda de rolos: os cachos inteiros vão diretos para o desengaçador e as uvas soltas e resíduos vão para o separador. No separador, onde se concentra a maior parte da colheita (as uvas, as uvas provenientes do desengaçador, os resíduos, os pecíolos, pedaços de folhas procedentes da pré-seleção) é usado ar projetado para separar as uvas dos resíduos. As

uvas deslocam-se numa almofada de ar e caem no depósito. Os resíduos restantes (pecíolos, restos de folhas, uvas murchas ou podres) ejetados e separados do resto da colheita.

Tratamento confinado com reciclagem de produto A Gregoire propõe um pulverizador que responde a todos os desafios ambientais do futuro e permite realizar tratamentos de qualidade, sem perdas e respeitando a vegetação, a uma velocidade elevada e com grande poupança de produto a aplicar. O ar da turbina de pulverização enche de igual forma os módulos flexíveis que ficam Gregoire

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rígidos e formam dois invólucros que envolvem suavemente a videira. A base do depósito é estanque e contem um filtro que capta os desperdícios do produto de pulverização e os reencaminha para um dispositivo de reciclagem. Para aumentar a eficácia deste sistema e limitar as perdas de produto, o espaço

livre entre os depósitos é fechado por uma “cortina” de ar que forma uma barreira e confina assim a zona de tratamento. Desta forma, é criada uma “bolha” de tratamento em que aumenta a concentração de produto e se reutilizam as partículas de produto em suspensão; o tratamento fica confinado, reduzindo-se a contaminação e os riscos para o operador. Uma vez cheios, os módulos mantêm-se bastante flexíveis e respeitam a videira.

Sitevi 2013 / Medalhas de Prata Trator pernalta elétrico

Pernalta elétrico com Bus-Can Kremer Energie O T4E é um trator pernalta elétrico, de 110 cavalos de potência, que apresenta um custo de utilização reduzido (bastam 8 horas de carga das baterias, com custo estimado inferior a 10 euros) e gastos de manutenção quase inexistentes devido à ausência de motor térmico e pela baixa quantidade de óleo hidráulico consumido. Com 2 TDF elétricas, o T4E é capaz de rebocar qualquer tipo de implemento clássico utilizado nos trabalhos mecanizados em vinhas estreitas. Reconhece automaticamente os implementos elétricos a que está conectado e adapta-se às limitações de funcionamento fornecidas pelo fabricante. Conjuntamente com o sistema de gestão eletrónica, um joystick ergonómico permite controlar o avanço e a gestão dos implementos, simplificando o manejo e o trabalho diário graças à tecnologia Bus-Can.

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Tecnoma Com o seu trator pernalta elétrico Voltis, a Tecnoma oferece uma alternativa à utilização de energia fóssil para uma viticultura mais sustentável. Para armazenar a energia elétrica, o Voltis utiliza um conjunto de baterias lítio-ferro-fosfato. O tempo de carga completa é de 8 a 9 horas numa rede elétrica comum, para uma autonomia de 4 a 12 horas, de acordo com o tipo de trabalho, velocidade e declive. Possui um pequeno grupo eletrogéneo de emergência opcional que garante uma autonomia adicional ou simplesmente o regresso da máquina às instalações da exploração em caso de descarga completa das baterias. Utiliza energia elétrica para a propulsão e movimento dos implementos através da tomada de força ou tomadas de corrente. Com uma potência de 74 kW ou 100 kW, a deslocação é garantida por quatro moto-redutores elétricos assíncronos integrados em cada uma das rodas. O controlo da máquina é feito através dum joystick a partir da cabina.

Solução automática de cartografia dos sarmentos de poda Force A A empresa Force A, em conjunto com outras entidades, desenvolveu uma solução que permite medir o potencial inicial da vinha antes de uma nova estação vegetativa, fornecendo informações úteis para a gestão dos fatores de produção. Esta solução tem várias áreas de aplicação, nomeadamente a automatização futura do trabalho de poda, com base em sensores, para cartografar os sarmentos resultantes da poda. Numa primeira fase, é feita a medição automática dos sarmentos da poda, diretamente na parcela. Seguidamente, os dados adquiridos são reproduzidos automaticamente sob a forma de mapas intra e inter parcelar, segundo 3 parâmetros: nº de sarmentos/m2; diâmetro médio dos sarmentos em mm; biomassa dos sarmentos em g/m2. Após uma análise de todos os dados é proposto ao operador um aconselhamento agronómico que lhe permita definir a modulação de itinerários técnicos.

Desempenho ambiental em pulverização

Uma vinha artificial modular, chamada EvaSprayViti, permite medir de forma objetiva a pulverização e testar os desempenhos dos diferentes equipamentos de pulverização, nomeadamente no que se refere à perda de produtos no meio ambiente. Esta inovação consiste num banco de ensaios que reproduz artificialmente 4 fileiras de vinha com 10 metros de comprimento cada uma. Três configurações correspondentes às três etapas vegetativas da vinha (início, meio e plena vegetação) permitem avaliar os pulverizadores segundo o estádio da vegetação. Em função das distintas etapas de desenvolvimento IFVV e Irstea*

da vinha, a EvaSprayViti permite quantificar, em condições controladas e repetíveis, a parte do produto efetivamente depositada na vegetação, a sua distribuição e as perdas para o ambiente. Esta ferramenta é modular: permite simular diferentes configurações do vinhedo francês (separação entre linhas, volume da vinha, superfície foliar, etc.). Podem-se testar diferentes parâmetros e técnicas de aplicação (vento, temperatura, tipo de pulverizadores e difusores, volume/ha, precisão dos ajustes, etc.). IRSTEA - Institut national de recherche en sciences et technologies pour l’environement et l’agriculture IFVV - Instituto Francês da Vinha e do Vinho

em: www.sitevi.com

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Sitevi 2013 / Citações

Para vinhas densidade

Vindimadora polivalente

Extratora de Quantificação de antocianinas sarmentos

Bobard Jeune A Bobard Jeune desenvoveu um nebulizador para tratamentos interfilares, adaptado a vinhedos de alta densidade, a que chamou Polyjet, que reúne numa única máquina as três tecnologias de atomização: jato projetado, jato transportado e difusor pneumático. Este sistema combinado permite ao viticultor adaptar a operação em função do ciclo vegetativo da vinha, minimizar os riscos de deriva nos primeiros tratamentos, e controlar os gastos em combustível uma vez que utiliza a potência máxima na turbina apenas nos últimos tratamentos. Esta turbina produz um volume de ar que é transportado através de mangueiras flexíveis até às saídas do pulverizador. O grupo é constituído por um depósito que assegura o transporte de ar sob pressão até aos difusores, um conjunto de condutas rígidas que transferem o líquido pressurizado aos bicos, uma fixação superior que permite o cancelamento da descida em caso de bloqueio, e uma regulação rápida da distância interfilar.

Ero Geratebau A Ero Geratebau apresentou uma máquina vindimadora com cinta transportadora transversal, capaz de operar igualmente um desengaçador e uma mesa de seleção embarcada. É a primeira vindimadora automotriz do mundo que reúne os três sistemas: deslocamento transversal, desengaçador e seleção. A máquina dispõe de um depósito de 1.500 litros, bem dimensionado para grandes parcelas. Enquanto a máquina vindima uma linha, um trator com reboque avança na linha vizinha circulando à mesma altura que a máquina. A cinta transportadora transversal descarrega continuamente as uvas no reboque. Basta que o operador carregue num botão na cabina para ativar o desengaçador e a seleção, melhorando a qualidade da colheita. Com este sistema, o operador pode alternar o transporte das uvas através do tapete transversal com o esvaziamento na tremonha, e vice-versa, simplesmente premindo um botão, sem ter que parar a máquina.

Force A A Force A desenvolveu um sistema inovador que permite o acesso à informação acerca da qualidade da uva em todas as vindimadoras New Holland Braud da série 9000. Este sistema permite conhecer, em tempo real, o teor médio em antocianinas e o índice de heterogeneidade das uvas presentes em cada um dos reboques utilizados para o transporte da parcela até à adega. Estas medições realizamse através de um sensor ótico Multiplex®, desenvolvido pela Force A, e adaptado para poder ser equipado nas máquinas. Por seu lado, a New Holland Braud desenvolveu uma página no seu terminal InteliView III que permite controlar todo o sistema a partir da cabina. Os resultados aparecem instantaneamente nesta página, podendo ser impressos para fornecer a informação na adega em tempo real. Se a vindimadora estiver equipada com GPS é possível georefenciar os dados adquiridos o que permite cartografar a variabilidade espacial das antocianinas das parcelas colhidas.

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Provitis A máquina extratora de sarmentos VSE 430 realiza numa só passagem uma série de operações dispendiosas em mão de obra, adaptando-se a diversas tipologias de vinha. O processo de extração dos sarmentos é feito lateralmente, tal como se fosse feito à mão, requerendo um menor esforço para a atadura, produzindo uma menor tensão nos arames e evitando o arranque das estacas. À saída da máquina, um defletor conduz os restos da poda para o meio da linha para facilitar a sua recoleção.

Para visualizar todas as medalhas de ouro, prata e citações: www.sitevi.com

Floresta Fotos e texto Herkulis

Destroçador de Cepos e Raízes FAE, modelo SCH uma solução para os empreiteiros florestais e agrícolas A Herkulis, em associação com a sua representada italiana FAE, estão empenhadas em desenvolver os equipamentos mais adequados às exigências dos profissionais, aliando inovação, tecnologia e alto desempenho, visando a redução dos custos da exploração florestal.

Em terrenos explorados pela Portucel/Soporcel, a assistência teve a oportunidade de observar o destroçador de cepos FAE Modº SCH/GT65 a trabalhar em solos de textura média, com alguma pedra solta. Foi apreciado o desempenho da máquina e partilharam-se comentários animadores, ao mesmo tempo que outros técnicos aproveitavam para cronometrar tempos de operação.

No dia 24 de Outubro, o Casal da Foz (Ulme, Chamusca) foi ponto de encontro de engenheiros silvicultores, de empreiteiros florestais, de proprietários e de fabricantes e concessionários de máquinas. O motivo foi a apresentação do Destroçador de Cepos e Raízes FAE, modelo SCH/GT 65 montado em trator florestal. Num dia particularmente chuvoso, ainda assim com algumas abertas, os cerca de 35 participantes destas jornadas puderam assistir à apresentação técnica do equipamento por parte do responsável da FAE Itália, após algumas palavras de boas vindas de Mário Lopes, administrador da Herkulis – Equipamentos Agrícolas e Florestais, S.A., organizadora do evento e representante oficial FAE para o nosso país.

Os silvicultores estão bastante preocupados com a preservação do meio ambiente, aliada à procura de soluções com impacto positivo na redução dos custos de produção da nossa floresta, nomeadamente nos encargos com as operações de preparação do solo para plantação do eucalipto. Depois do abandono da lavoura profunda com enterramento dos cepos e resíduos, (desaconselhados do ponto de vista técnico e ecológico), e sendo, os custos de transporte de cepos e restos do abate para as centrais de biomassa impeditivos, em muitas situações (além da irracionalidade de se estar retirar matéria orgânica dos solos), hoje, as operações de preparação do solo para a plantação desenvolvem-se geralmente em três fases: Rasgar

cepos (enxó em máquina giratória) – Gradagem pesada – Ripagem. No entanto, estas operações são consideradas ainda demasiado onerosas, particularmente nas atuais condições de custo dos combustíveis. A par com os conhecidos Destroçadores Florestais da FAE, a Herkulis apresentou agora este Destroçador de Cepos e Raízes

SCH, para trator ou bulldozer. Brevemente será apresentada a solução para máquinas giratórias, em resposta à solicitação dos profissionais. Principais caraterísticas técnicas

Destroçador de cepos e raízes FAE modelo SCH/GT 65 Função: Destroçamento, em profundidade, de cepos e raízes de árvores e arbustos, preparando do terreno para a nova plantação Marca: FAE Modelo: SCH 65/GT (descentramento hidráulico e transmissão lateral por engrenagens) Largura de Trabalho: 730mm Peso: 2.900kg Profundidade de Trabalho: 0-500mm Número de dentes: 28+4 Potência Requerida: 200-300cv (TDF 1000rpm) Tração: Trator Florestal ou Bulldozer (Para diferentes larguras de trabalho outros modelos estão disponíveis)

Nota:

A Herkulis e a FAE agradecem a todas as entidades presentes nesta jornada nomeadamente, Portucel/Soporcel; Silvicaima (Altri); ICNF (Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas); ANEFA (Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente); AFBV (Associação Florestal do Baixo Vouga); ACHAR (Associação de Agricultores da Charneca); Proprietários Rurais; Empreiteiros florestais e Comerciantes de máquinas.

Assistência (vista parcial)

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Empresas Fotos e texto abolsamia

Encontros regionais de distribuidores oficiais Stihl e Viking

Filial portuguesa com bons resultados Para a filial portuguesa da Andreas Stihl, este ano pode vir a ser um dos melhores de sempre. Os resultados previstos são excelentes e confirmam os investimentos da empresa em desenvolvimento de produto e numa rede de distribuição apostada em oferecer um serviço diferenciado aos seus clientes. Nos dois encontros regionais de distribuidores oficiais Stihl e Viking, que decorreram em setembro, em Évora e Viseu, Juvenal Martins, gerente da filial, comunicou que o volume de faturação obtido até ao final de agosto alcançou os 10 milhões de euros, um resultado que faz antever um dos melhores resultados de sempre para o ano em curso. Para o gerente da filial portuguesa, as condições climatéricas favoráveis foram determinantes para que a venda de máquinas esteja a decorrer a um bom ritmo. Abordando o futuro, Juvenal Martins realçou a necessidade de uma constante modernização dos pontos de venda e do incremento da formação dos distribuidores que só dessa forma poderão estar preparados para responder às exigências atuais e futuras resultantes das constantes alterações de regulamentação no que se refere a emissões e vibrações nos equipamentos. Realçou ainda a importância da aposta na diferenciação dos distribuidores Stihl, através de um serviço de alta qualidade e de um aconselhamento ideal junto dos profissionais da floresta e de espaços verdes, face à crescente implementação dos grandes centros de bricolage.

Juvenal Martins, gerente da filial Stihl.

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A importância do marketing como elo central do negócio foi um aspeto abordado pelo diretor de Marketing, José Bouça, que apresentou as diversas soluções que a empresa disponibiliza aos seus distribuidores: folhetos de campanha, outdoors, presença nos principais órgãos de imprensa nacional, local e especializada, rádio e televisão. A propósito, José Bouça realçou os resultados da atualização dum estudo de mercado sobre a notoriedade das marcas, feito pela Marktest, que coloca a Stihl na 1ª posição como marca de motosserras mais conhecida dos consumidores portugueses. Os distribuidores da filial

José Bouça, diretor de Marketing da Stihl.

portuguesa têm também agora à disposição, através do novo portal de marketing da empresa, um conjunto de ferramentas de marketing passíveis de serem facilmente personalizadas. O novo serviço de marketing via SMS será igualmente implementado, a breve prazo.

Em relação à assistência pósvenda, Luís Lopes, responsável por este departamento, pôs a tónica na importância da utilização de ferramentas de diagnóstico de avarias por parte dos distribuidores face à introdução crescente de máquinas com gestão eletrónica do motor.

Um grande lote de novos produtos Estes encontros incluíram a apresentação e demonstração dos novos equipamentos das marcas Stihl e Viking, para a agricultura, espaços verdes e floresta: motosserras, podadoras de altura, foices a motor, varejadores de pente, perfuradores, pulverizadores manuais, lavadoras de alta pressão, aspiradores e podadoras de altura, entre outros.

Reportagem Motoserras a gasolina com regulação eletrónica

A Stih alargou a sua oferta de motoserras a gasolina para silvicultura com a introdução de dois novos modelos: o MS 261 C-M e o MS 362 C-M equipam com as económicas motorizações de 2 tempos 2-MIX da Stihl. Estes modelos adotam o sistema M-Tronic que regula eletronicamente a dosagem do combustível em função das condições externas. Está equipada com a alavanca “combi” com função automática on-off. Integra um sistema de filtro de ar de longa duração com separação prévia e filtro HD2 separa as partículas grossas mediante a separação prévia. Modelo

MS 241 C-M MS 261 C-M MS 362 C-M MS 441 C-M

Cilindrada (cm3)

42,6

50,2

50,2

70,7

Potência sonora (dB(A))

112

116

116

115

Potência (kW/cv)

2,2/3,0

2,9/3,9

2,9/3,9

4,2/5,7

Peso vazio (kg)

2,1

1,79

1,79

1,6

Novo varejador de pente mais eficaz

A Stihl apresentou o novo varejador SP 92 C-E da Stihl que vem substituir os modelos SP 90 e SP 90 T. Com 0,70 kW de potência, equipa com o novo motor 2-MIX de 21,4 cm³. Equipa com o arranque ErgoStart da Stihl, e inclui também um novo sistema de controlo de velocidade Ecospeed, que possibilita a adequação da velocidade às necessidades da operação. Os pentes, formados por varetas de carbono, têm um novo posicionamento mais eficaz e o eixo de transmissão também foi melhorado. Outros melhoramentos incluem um filtro de ar mais resistente e a redução do peso em 700g. Todos os elementos para o funcionamento da máquina estão integrados num só punho multifuncional. A versão SP 92 TC-E apenas difere por ter tubo extensível.

Corta-sebes a gasolina Stihl HS 45 renovado

A Stihl renovou o seu corta-sebes a gasolina modelo HS 45, incorporando uma nova motorização com a tecnologia 2-Mix. As lâminas deste modelo são de dentes de fio duplo, que cortam tanto na horizontal como na vertical. O seu punho giratório possibilita a utilização indistinta por destros ou por canhotos. Outras vantagens incluem uma bomba de combustível incorporada que facilita o arranque a frio, e o sistema Stihl ElastoStart que reduz consideravelmente as forças transmitidas ao utilizador no momento do arranque da máquina.

Máxima produtividade para a sua colheita A gama de varejadores STIHL cobre as necessidades de todos os produtores de azeitonas, oferecendo: redução significativa de custos, menor necessidade de mão-deobra, colheita exemplar para qualquer tipo de azeitona, mais produtividade, menos vibrações para o utilizador e maior vida útil.

www.stihl.pt

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Entrevista Fotos e texto abolsamia

Regressam em 2014 instrumentos de apoio à floresta De maneira a darmos a conhecer os instrumentos de apoio que os produtores florestais podem ativar para rentabilizar as suas explorações, visitámos a empresa Silvitec que presta serviços de consultoria florestal.

Maria Bagulho Bebiano, Engenheira Florestal e sócia fundadora da Micoflora. Desempenha as funções de administração e de coordenação da equipa técnica na Silvitec.

S

ediada em Alcácer do Sal, e sob o slogan ‘com os pés na terra desde 2003’, a Silvitec celebra este ano uma década de atividade na elaboração e execução de projetos florestais. A revista abolsamia foi recebida pela Engª Maria Bagulho Bebiano e pelo Engº João Pedro Santos, que nos falaram das medidas que têm vindo a implementar no terreno e das suas expectativas relativamente ao próximo quadro comunitário de apoio (QCA), que vai produzir efeitos a partir de 2014. ABOLSAMIA O campo de atuação da vossa empresa é hoje mais vasto do que no início, quando começaram como Micoflora…

João Pedro Santos, licenciado em Engenharia Agrícola pela Universidade de Évora, ocupando, entre outras, as funções de fiscal de obra e técnico de cartografia na Silvitec.

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Maria Bagulho Bebiano A Micoflora começou vocacionada para a proteção da floresta ao nível dos fungos e da produção dos cogumelos. Mas atrás das micorrizas vinham as plantações, atrás das plantações vinham os fundos comunitários e acabámos por nos direcionar muito mais para a prestação de serviços de obra e consultoria florestal, tornando-se o nosso principal trabalho. É daí que surge o

nome Silvitec. Continuamos com os fungos e com projetos na área da micologia, mas como a legislação ainda não é de todo a favor desta cultura e deste negócio, ainda estamos um pouco à espera do momento certo para que a investigação que nós temos estado a fazer ao longo destes 10 anos se transforme numa mais valia para o produtor florestal. A produção de cogumelos ainda não é um investimento rentável? João Pedro Santos

Na nossa região torna-se um pouco difícil, pois a cultura do cogumelo não está tão enraizada como no Norte, onde há associações micológicas e empresas de transformação. Em contactos prévios com empresas dessas foi-nos comunicado que, para justificar que viessem cá fazer a

A legislação ainda não protege o negócio da produção de cogumelos em espaço florestal.

recolha, seriam necessários pelo menos 100 kg de cogumelos frescos. Sem infraestruturas de recolha e conservação, tornou-se complicado. MBB – E o pior de tudo é combater o mercado negro. Por isso é que eu lhe disse que a legislação não está de todo a favor deste negócio. O investimento que aconselhamos aos produtores é aquele que seja seguro ao nível de não lhe irem roubar a produção, de ter escoamento, e em que se consiga que as autoridades possam repreender quem roube a produção. A micologia de produção, que era a nossa ideia base, nunca foi muito para a frente por causa destes anticorpos. Mas trabalhamos diariamente com a micologia de proteção da floresta, que substitui os adubos e garante proteção face aos agentes patogénicos. Em todos os projetos que fazemos incluímos as nossas micorrizas. As micorrizas têm vantagens comprovadas para os arvoredos? JPS – As micorrizas Ectoplant proteção que nós aplicamos em plantações são em tudo semelhantes às de produção. Todas as vantagens associadas às micorrizas, seja a melhor

Reportagem Entrevista exploração do terreno em termos de nutrientes, seja a retenção de água que ajuda em tempos de seca, e a proteção contra agentes patogénicos, estão presentes. As micorrizas conferem sempre estas vantagens. Nas micorrizas Ectoplant de produção há a vantagem acrescida de se obter cogumelos comestíveis. Atualmente que instrumentos de apoio é que um produtor florestal pode ativar que lhe permitam potenciar a rentabilidade da sua exploração? JPS – Os fundos do PRODER destinados à floresta esgotaramse. No entanto, ainda é possível submeter candidaturas, embora a sua aprovação esteja dependente de eventuais incumprimentos e desistências de projetos já aprovados. Será disponibilizado mais dinheiro no próximo QCA que abrirá em 2014. MBB – Na floresta o produtor tem de fazer primeiro o investimento, e depois é reembolsado na proporção do subsídio, que pode ascender a 60, 80 ou 100%, mediante a apresentação dos comprovativos de pagamento. Espera-se que ainda venha a ser disponibilizado algum dinheiro para os projetos que entraram depois da data anunciada pelo PRODER em que a dotação

esgotou, porque é provável que alguns desistam por não terem disponibilidade financeira para investir, e outros por falta de tempo para executarem as obras a que se propunham até 2014. E os pagamentos costumam ser muito demorados? MBB – As pessoas estavam desgostosas com os antigos quadros, por não receberem os pagamentos a tempo e horas.

Aplicação de inóculo Ectoplant produção com pulverizador.

Pastilha de micorrizas aplicada numa plantação de sobreiro.

Gastavam o dinheiro e depois tinham de enfrentar imensas complicações burocráticas, e é difícil alterar estas ideias que se formaram acerca dos fundos. Este quadro funcionou lindamente do princípio ao fim, com os pagamentos a serem feitos como nunca que eu me lembre de outros quadros comunitários. Já demoraram menos de 30 dias. O prazo médio são 60 dias. Qual foi o nível de apoio que os produtores receberam? MBB – Este quadro era interessantíssimo, com ajudas a 80% para a recuperação

dos montados nas zonas onde há maior declínio e com financiamento a 60% para melhoria dos povoamentos que já tinham valor económico. E depois tínhamos a recuperação das linhas de água e a manutenção das galerias ripícolas, apoiadas a 100%. Houve ainda projetos para florestação de terras agrícolas, como já tem sido hábito, que ofereciam não só as ajudas à instalação como ainda prémios à manutenção e perda de rendimento. Foram medidas que ajudaram os proprietários florestais, juntamente com o

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Entrevista rendimento que retiravam dos montados e dos pinhais, a tornar as suas explorações mais rentáveis. A que obrigava o acesso a estes fundos? MBB – Obrigava a que existisse um plano de gestão florestal (PGF) aprovado, que em grande parte consiste em passar para o papel o encadeamento de operações que os produtores já levam a cabo nas suas explorações. Esse plano também se conseguia financiar com a elaboração do projeto. No entanto, os projetos de recuperação do montado, financiados a 80%, e manutenção de galerias ripícolas, financiados a 100%, dispensavam a existência de PGF aprovado. A elaboração desse plano é muito dispendiosa? O que determina o preço? MBB – O plano exige um inventário florestal com a caracterização da área como está, e depois um plano a 20 anos. O que determina o preço é a área e o número e complexidade dos povoamentos florestais existentes. Na Silvitec cobramos um valor mínimo de 2500 euros para áreas até 200 ha. E depois entre 10 a 15 euros/ ha para áreas de dimensão superior. Consideramos que é uma boa ferramenta de gestão, independentemente da exigência

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para candidaturas. Aconselhamos quem queira fazer projetos no próximo QCA a pensar fazer o plano assim que seja possível, porque vai ser outra vez o primeiro passo. Mencionou há pouco as medidas de recuperação do montado. Estamos a falar exatamente de que operações no terreno? JPS – Tudo o que permitisse a recuperação dos montados de sobro ou azinho. Estamos a falar de podas, instalação de culturas de cobertura, limpeza de mato, corte de árvores secas, remoção de sobrantes, análises do que existia nos povoamentos ao nível de doenças e fertilidade, tratamentos fitossanitários. Fizemos também adubações e adensamentos, que tinham que ser com a espécie que estávamos a beneficiar. No caso dos adensamentos financiados, em algumas zonas do país tem-se visto plantações feitas já no final maio. A que se deve estas situações? MBB – Não sabemos exatamente o que se terá passado nesses casos, mas muitas pessoas tiveram de cumprir prazos de execução de projetos. Imagine que tinham de fechar o projecto até Junho e havia uma retancha para fazer. Tecnicamente ninguém quer fazer uma plantação em maio.

Tiragem de cortiça mecanizada.

JPS – Também há situações em que não é possível entrar no terreno antes. Numa parcela experimental de trufas que instalámos há cerca de três anos, quando choveu muito durante a primavera, só conseguimos entrar no terreno em princípios de junho para plantar pinheiros. E no entanto a plantação foi bem sucedida. Também coordenam a tiragem de cortiça e por vezes fazem-na recorrendo a mecanização. Que resultados têm obtido? JPS – Em montados com sobreiros que não foram devidamente

encaminhados, e cheios de árvores velhas, torna-se complicado porque a máquina não pode trabalhar bem nessas condições. Nos montados mais alinhados é um bom complemento. Aqui na Silvitec, todas as podas que fazemos são já a pensar em formar pés altos e direitos para facilitar a mecanização. Mas eu vejo a máquina como um complemento, que não vai substituir totalmente a tiragem a machado. A máquina em si talvez possa ser mais desenvolvida porque ainda é pesada devido às baterias. MBB – E além de montados alinhados é também preciso ter-se operadores com mentalidade aberta para trabalhar com este tipo de máquina.

Enxertia de pinheiro manso.

No que respeita ao pinhal, a enxertia de pinheiro manso é uma operação financiada? MBB – A enxertia foi financiada a 60% através da medida de melhoria dos povoamentos. Fizemos muita enxertia este ano. Havia muitos interessados e só não fizemos mais porque a época terminou. Nesta zona algumas áreas de pinhal bravo foram muito afetadas pelo nemátodo… JPS – Sim, esta zona foi bastante afetada. A nível de financiamento, houve uma medida do PRODER financiada a 100% para controlo do nemátodo. Colocámos armadilhas para monitorização, fizemos abate de árvores doentes, e tivemos sempre especial atenção à remoção ou destruição de

Esperamos que o próximo QCA consiga chegar às áreas florestais que ainda não beneficiaram de fundos sobrantes, que são fontes de propagação não só do vetor do nemátodo mas de várias outras pragas florestais. MBB – Fizemos os tratamentos que são recomendados para que as árvores fiquem mais saudáveis e consigam ser mais resistentes ao nemátodo.

Reportagem Entrevista E o que aconselham a um produtor que tenha feito corte raso? MBB – Temos muitos casos desses. Na zona da Comporta tivemos alguns que substituímos por pinheiro manso, mas as pessoas têm de se mentalizar que vão ficar com deserto durante alguns anos. Aconselhamos os produtores a regarem nos primeiros anos e a enxertarem para a produção vir mais cedo, ou então têm de ter paciência. As ZIF’s concorrem com o vosso negócio? MBB – As ZIFs fazem sentido para proprietários muito pequenos, que têm terrenos que confinam uns com os outros. Mas acho que a criação das ZIF tem sido difícil porque obrigam os proprietários

a contratos em que ficam dependentes do que a ZIF decide em termos de operações. A ZIF faz sentido em zonas em que os proprietários estejam ausentes, o que não acontece na nossa área de influência. Como é que veem a certificação dos produtos florestais? Ao que é que obriga e que vantagens traz? MBB – A certificação é um processo muito caro, ainda impensável para um produtor individual. Nós começámos a trabalhar com o FSC como gestores de grupo – iríamos gerir um grupo de produtores que quisessem certificar os seus produtos florestais – mas acabou por não se concretizar porque o processo era de tal maneira burocrático e complicado que

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Entrevista implicava mudar muita coisa no dia a dia dos proprietários. Além disso, a mais-valia financeira que é garantida na compra dos produtos ainda não é motivo para convencerem as pessoas a aderir. Mas, apesar de termos suspendido o nosso certificado, estamos em crer que é uma ferramenta de futuro. Até porque pensamos que a certificação há de vir a ser desburocratizada. E que obrigações implica? MBB – Implica a formação profissional de todos os trabalhadores que intervenham, o cumprimento de normas de higiene e segurança, e a verificação de impactos sociais. Tem de haver uma monitorização muito grande de tudo o que é feito na exploração, por ex. ao nível de

produtos aplicados, porque depois são feitas auditorias por parte da entidade certificadora. E há uma componente ambiental, em que certas zonas da exploração devem ficar reservadas. Com o atual quadro praticamente esgotado os próximos investimentos nas explorações devem ser reservados para o próximo quadro? MBB – Este quadro tem de estar totalmente fechado a nível de execução das obras em dezembro de 2014. Vamos imaginar que chegávamos ao fim deste ano com o projeto entregue e no melhor cenário também aprovado. As pessoas tinham o ano de 2014 para executar a obra toda. Muitas vezes, se forem áreas grandes, é difícil executar um projeto

À semelhança do prémio à instalação de jovens agricultores, existe algum incentivo a quem se queira instalar como jovem produtor florestal? JPS – A instalação do jovem agricultor implica sempre um plano de negócio, que garanta que os fundos são aplicados a nível agrícola. As instalações florestais não estão contempladas por esta tipologia de ajudas.

Controlo de mato com roçadora.

num ano. Na situação em que o quadro está neste momento, se vier a haver repescagem, temos de ter muita atenção aos prazos e às áreas que vamos candidatar porque se calhar já não há tempo para fazer as operações. E depois isso comprometia o contrato que as pessoas assinavam com o PRODER. Tudo isto tem de ser tomado em conta. Um apoio que também pode ser ativado é o programa Terraprima... MBB – Eu acho que é um programa muito interessante pois consiste no pagamento de incentivos a quem instala pastagens ou a quem limpa o mato através de métodos não lesivos ao solo, recorrendo a corta-mato ou destroçador. Para além disso, esta ajuda dá para sobrepor com as medidas do PRODER e as pessoas assim conseguem valorizar o investimento que estão a fazer. Quase todos os nossos clientes aderiram ao programa, tanto ao dos matos como ao das pastagens. Os contratos são feitos diretamente com o Terraprima. Nós só facilitamos o processo.

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MBB – Este quadro começou com a prioridade dirigida às áreas frutícola, hortícola e outras, e a maior parte dos jovens agricultores que se querem instalar aqui pretendem fazer criação de gado ovino ou bovino. Muitos não terão sido aceites porque estas áreas não eram prioritárias. Quais são as vossas expectativas para ao próximo QCA? MBB – Esperamos que venha no mesmo sentido que este veio, porque funcionou. E que as pessoas que não acreditaram neste, venham a acreditar no próximo porque ainda continuamos a passar por zonas florestais que se nota que não beneficiaram de nenhum QCA. Empresas como a nossa, podem e devem apoiar os proprietários nestes processos, desde o planeamento até à execução e acompanhamento no campo. Assim talvez se desmistifique o terror da burocracia destes processos. Na verdade, os fundos têm ido sempre muito para a agricultura mas a floresta dá contributos ao ambiente que a agricultura não dá. O próximo quadro deveria abrir já em janeiro de 2014 mas é natural que haja ainda um período de ajustamento das novas medidas à realidade portuguesa. Estamos a prever que iremos começar a submeter as primeiras candidaturas no verão de 2014.

Opinião Texto João Sobral

Foto Pedro Marcelino

“In flow” A sensação de trabalhar com um tractor Há pessoas que se sentem nas nuvens quando tentam completar um puzzle, outras quando pintam um quadro, outras ainda quando praticam uma modalidade desportiva. Mas a mesma sensação pode também ser experimentada no trabalho, quando alguém faz aquilo de que verdadeiramente gosta.

V

ocê acorda bem cedo, toma um duche e faz a barba, prepara uma bucha, sai para a rua, vê o nível do óleo, abre a porta da cabina do tractor, dá à chave, e é mais um dia de trabalho que começa. Na época do ano em que há mais aperto, sabe-se lá a que horas vai voltar para casa. Se calhar só depois de o sol se pôr. E se pensar bem, agora que são só sete e meia da manhã e ainda se sente a brandura da noite, como é que imagina as próximas horas? Acha que pode vir a ter algumas chatices ou prevê que o dia se vai passar num instante? Lá para as seis da tarde, quando o almoço já parece que foi ontem, e o sol ao longe começa a baixar, como é que se irá sentir? Muito cansado ou ainda pronto para mais duas horas no campo? Se você trabalha com um velhinho David Brown, é mais do que certo que a essa hora já

tenha dado muitos trambolhões em cima do tractor e só lhe apeteça descansar. Mas se o seu tractor é dos modernos e bastante confortável, há um factor que pode influenciar muito a sua resposta: o quanto gosta daquilo que faz. Se para si trabalhar com um tractor, ou manobrar qualquer outra máquina agrícola, industrial ou florestal, não é só o seu ganhapão mas também uma actividade que lhe dá imenso prazer, há uma explicação para isso: o conceito de ‘flow’, introduzido por Mihaly Csikszentmihalyi, um nome ligado à psicologia positiva. ‘Fluir’ e ‘flutuar’ são duas formas possíveis de traduzir a palavra ‘flow’, mas vamos ver qual é o sentido que se esconde atrás deste conceito. Na psicologia, a ideia de ‘flow’ é definida como o estado de exercício mental em que uma pessoa se encontra quando

pratica uma actividade na qual se sente completamente imersa e que lhe dá prazer. Uma pessoa está em ‘flow’ quando experimenta uma sensação de serenidade em vez de nervosismo, quando não dá pelo tempo passar, e quando se sente confortável, tranquila, e confiante. Estar em ´flow’ é mais ou menos o mesmo que estar concentrado, estar abstraído do mundo, ou sentir-se nas nuvens. Há pessoas que ficam assim quando tentam completar um puzzle, outros quando pintam um quadro, outros ainda quando praticam uma modalidade desportiva, mas também pode acontecer no trabalho. Se alguém já tem um grande domínio da máquina que manobra, é capaz de realizar tarefas que são complexas de um modo simples e natural. Uma grua florestal tem uma sequência de comandos que

um aprendiz tem dificuldade em coordenar. Mas um operador experimentado carrega madeira com uma rapidez impressionante e com uma coordenação de movimentos sem falhas. Fá-lo tão naturalmente que é como se estivesse em piloto automático. Talvez por vezes até se esqueça de si próprio, e da crise, e se sinta parte da própria máquina. E quando o resultado prático da tarefa que temos em mãos pode ser visto de imediato, e quando até reconhecemos a nós próprios que o trabalho está a ficar bem feito, o nosso cérebro recebe inadvertidamente uma recompensa que depois nos devolve em forma de energia positiva e de motivação. A partir daí estamos em ‘flow’! E vendo bem, o que é que custa mais duas horas no tractor até o sol se pôr? Não custa nada! Porque como diz o ditado, quem corre por gosto não se cansa.

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Opinião Filip Niléhn

João Faustino

Aprendeu a conduzir tractores bastante cedo e trabalha com eles praticamente todos os dias desde os 14 anos.

Na exploração sueca com 110 ha que gere juntamente com o pai e com o irmão, produz batata, trigo, cevada e oleaginosas. “Eu trabalho em todas as nossas culturas, com todo o tipo de implementos, e em todas as situações que possa imaginar neste tipo de culturas”. JOÃO SOBRAL Gostaríamos que descrevesse a sensação de conduzir um tractor. Considera que é muito diferente de conduzir um automóvel? Filip Niléhn Na nossa exploração usamos GPS com condução automática. A direcção

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deixa de ser um problema e posso concentrar-me no implemento e nas suas afinações. Mas comparando com a condução de um automóvel, a parte mais exigente de conduzir um carro é a direcção. A parte mais exigente de conduzir um tractor é gerir várias coisas ao mesmo tempo, da melhor forma possível, sobretudo quando se chega à linha de cabeceira. É preciso desacelerar, levantar a charrua, por ex., é preciso inverter a marcha de um modo eficiente, e voltar rapidamente ao trabalho, porque não se faz dinheiro na linha de cabeceira. Faz-se dinheiro é no campo. É preciso que o operador esteja capacitado para várias funções, e não apenas para controlar a direcção, quando trabalha com um tractor. Antigamente não era possível automatizar tarefas. Prefere os tractores actuais em que tem essa possibilidade? Gosto mais dos actuais, claro. Tenho muito mais conforto e as máquinas são muito mais

avançadas. Fazem um trabalho mais bem feito hoje em dia. Mas as máquinas antigas também têm os seus pontos a favor. O problema da electrónica é que a pessoa nunca sabe quando é que vai ter uma avaria. Nas avarias mecânicas é diferente. É possível imaginar quando é que vão ocorrer porque podemos ouvir alguns barulhos ou sentir algo estranho. A electrónica apenas deixa de funcionar de um momento para o outro. Durante o trabalho consegue manter-se completamente focado no que está a fazer? Se está a ter um dia difícil, com algumas preocupações pelo meio, quando sobe para o tractor esquece tudo isso? Ser agricultor é ter uma profissão atarefada porque se tem de gerir muitas coisas num único dia, dia após dia, mas conduzir um tractor é relaxante. Quando já se conduz desde há muito, deixamos de pensar no que estamos a fazer, simplesmente é algo que se faz quase como que automaticamente, e pode-se pensar noutras coisas. Por ex. na nossa exploração, quando usamos o GPS podemos trabalhar durante muitas horas sem que fiquemos cansados.

Reside em Canal Caveira e manobra máquinas industriais de grande dimensão desde há vários anos. Tem trabalhado em minas a céu aberto e na construção de auto-estradas, tanto em Portugal como em Espanha. Recentemente aceitou um novo desafio num sítio onde nunca se vê o sol, nem a lua, nem as estrelas: “Estou a trabalhar com um dumper na mina de Aljustrel. Carrego minério desde a zona de rebentamento até à britagem, que é de onde o minério segue para o exterior através de

Opinião Uolevi Oristo tapetes rolantes. Por vezes trabalho na rampa de fundo, a zona mais profunda da mina, que está a 470 metros”. Perguntámos-lhe se leva as preocupações do dia-a-dia para o trabalho: “Chego a fazer 60 km por dia dentro da mina, mas quando se faz um trabalho de que se gosta, dá um grande prazer. Nem existe crise. Um homem anda distraído”. Mas nestas coisas, mesmo quando se tem muita prática, às vezes uma pessoa depara-se com obstáculos: “Trabalhei com uma giratória na construção da marina de Alvor, em Portimão. À medida que a maré ia baixando, eu ia entrando com a máquina na água para puxar o lodo, e depois voltava à medida que a maré subia. Mas uma vez fiquei atolado e tive muita dificuldade em sair para terra. Quando consegui já os rastos estavam tapados de água. Foi o maior susto que apanhei”. Apesar disso, quando perguntámos a João Faustino como é a sensação de manobrar equipamentos pesados, a sua resposta foi espontânea: “É uma sensação muito boa!”

Começou a conduzir tractores desde muito cedo e actualmente gere uma exploração na Finlândia juntamente com o seu irmão. JOÃO SOBRAL Fale-nos da sua experiência de conduzir e trabalhar no campo com um tractor. Uolevi Oristo A condução dos tractores mudou muitíssimo nos últimos anos. Hoje em dia não é tão fatigante do ponto de vista físico. É normal que a pessoa se sinta cansada quando faz longos dias de trabalho, mas já não é necessária a mesma força física para accionar o pedal de embraiagem, ou mesmo para manobrar a direcção, como nos primeiros tempos.

“A maior parte da terra que cultivamos é arrendada, e algumas parcelas são muito distantes umas das outras. Toda a nossa produção de cereais é transportada para um único sítio para passar pelo secador. Anualmente, fazemos o transporte de cerca 1,5 milhões de kg de cereais, por estrada, com tractores. No passado cultivámos muita beterraba mas agora temos cultivado milho, trigo, e oleaginosas”.

Tem uma longa experiência no campo. Passados todos estes anos, conduzir um tractor é algo que continua a dar-lhe prazer? GÉ claro que sim, que me dá prazer. Eu continuo a gostar muito de conduzir um tractor. Quando trabalha no campo, fica completamente concentrado e esquece-se do resto do mundo? Sim, tenho de estar focado no trabalho porque gosto de fazer o

trabalho bem feito. É por isso que é preciso concentração. Mas por estar concentrado perco o stress e esqueço as preocupações. Ver de imediato o resultado prático do que estou a fazer dá-me satisfação. Conduz tractores de diferentes gerações? Continuamos a usar alguns tractores com idade e temos modelos recentes. Por isso, temos todas as variantes. E é mais interessante trabalhar com os tractores antigos ou com os modelos de hoje? É muito mais interessante nos dias de hoje, porque temos acesso a tecnologia que nos dá várias possibilidades de afinação, há muitas coisas que podemos programar, podemos usar a navegação por satélite, a condução automática…Mas eu também me dedico aos tractores antigos. Claro que também me dá prazer conduzir o meu tractor Porsche de 1957, que foi o primeiro tractor do meu pai. Mas como um hobby.

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Entrevista Foto e texto abolsamia

Peixoto & Peixoto, Lda.

Agora também na agricultura Foi em Amarante que estivemos à conversa com José Peixoto, gerente da empresa Peixoto & Peixoto, Lda.

para a Construção Civil e Obras Públicas. No seguimento do setor de atividade em que se insere a Peixoto & Peixoto, foi criada, em 2009, a Tamirent - Soc. Com. e Aluguer de Máquinas, Lda. que se dedica, principalmente ao aluguer de equipamentos para a Construção Civil e Obras Públicas, sem manobrador, modalidade esta, muito usada nos grandes centros, que pretendemos introduzir em toda a nossa região. “Surge com a finalidade de poder servir mais e melhor os nossos clientes, com uma resposta pronta e eficiente e, para tal, a nossa frota de aluguer é composta por diversos tipos de máquinas”, garante José Peixoto. Atualmente, a que setores se dedicam? Neste momento continuamos ligados ao setor da Construção Civil e Obras Públicas e embora já estando ligados ao setor agrícola, (pois principalmente no Douro quase todas as quintas têm uma mini escavadora Yanmar vendida por nós), com a concessão dos tratores Lamborghini, desde Junho deste ano, estamos cada vez mais especializados neste setor, que consideramos ser um fator essencial para o desenvolvimento quer da região quer do próprio do País.

Abolsamia

Como começou a empresa? josé peixoto Em 1986, o empresário José Peixoto em conjunto com a sua esposa, Fátima Peixoto, constituíram a empresa Garagem Peixoto, dedicada à reparação de automóveis multimarcas. Atualmente, a garagem está associada à RINO

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Master (Rede Independente de Oficinas) e dispõe de instalações modernas, com equipamentos na vanguarda da inovação. Posteriormente fundou, juntamente com o seu irmão, Agostinho Peixoto, a Peixoto & Peixoto, Lda. a 10 de Outubro de 1991, dedicando-se ao negócio da importação, exportação, reparação e aluguer de máquinas

Qual o tipo de equipamentos que vendem mais? Face aos longos anos ligados, mais afincadamente ao setor industrial, os equipamentos que mais vendemos continuam a ser as mini escavadoras, pois devido à sua versatilidade são equipamentos que se enquadram em todas as áreas de atividade, desde a Agricultura, Construção Civil e Obras Públicas, Jardinagem entre outras. Que departamentos tem a empresa e quantos empregados? Na empresa temos 3 departamentos: Financeiro, Comercial (venda de máquinas/ aluguer e peças) e Pós Venda (SAV). Neste momento temos 35 colaboradores, sendo que 3 deles

entraram este ano, o que podemos dizer que estamos em contra ciclo com a maioria das empresas. Como é feita a distribuição? E o serviço pós-venda? A distribuição dos produtos é feita diretamente por nós, com comerciais em toda a zona Norte, um comercial na área da grande Lisboa, uma filial em Olhão e concessionários na zona Centro. Em relação ao SAV (Serviço Pósvenda) temos o País totalmente coberto, quer através dos nossos técnicos (dispomos de viaturas totalmente equipadas para o efeito) quer com contratos existentes com diversas empresas de assistência espalhadas pelo País e Ilhas. Ainda em relação a este serviço, de frisar que a aposta contínua na formação é um dos nossos principais trunfos, participando quer em formações Nacionais (das marcas que somos distribuidores) quer além fronteiras (das marcas que somos representantes). Em relação a estas formações damos oportunidade, quer ás empresas de assistência que connosco colaboram quer a clientes que assim o solicitarem. A agricultura está a ter algum desenvolvimento em Portugal. Por que razão decidiram trabalhar também este setor ? Embora como já referimos anteriormente, a Peixoto & Peixoto, já está no setor agrícola, nomeadamente com a venda das mini escavadoras desde do início. A razão principal tem a ver, também, com o procurar novos nichos de mercado uma vez que o setor da construção civil está a passar dificuldades e cremos que o setor agrícola está a começar a retomar. Com a aposta nos tratores Lamborghini, temos a consciência que vamos obter excelentes resultados, quer na venda de tratores mas também na comercialização de peças e alfaias, para além de estarmos ligados a um grande grupo, já com uma vasta experiência.

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Alonsos e Branco

Como manda a tradição A empresa Alonsos e Branco festejou mais um ano de existência juntando, como já é tradição por altura da Feira dos Gorazes, clientes, colaboradores, fornecedores e amigos. O jantar de convívio teve lugar na Quinta da Cova Pombalina, em Mogadouro, propriedade da empresa Alonsos e Branco. A empresa Alonsos e Branco, sediada em Mogadouro, foi criada em 1992 por António Alonso, Rogério Alonso e Francisco Branco. No início, o seu principal negócio era a compra e venda de viaturas usadas, tendo mais tarde ficado com a representação das marcas importadas pelo Grupo MT-Máquinas e Tratores; os tratores Massey Ferguson e as máquinas industriais Fermec, para diversos concelhos do distrito de Bragança, Mogadouro, Miranda do Douro, Vimioso, Freixo de Espada a Cinta, Torre de Moncorvo, Vila Flor e Alfandega da Fé. 1996 – criação da empresa Autenticar, Comércio de Automóveis Lda., para gerir os negócios gerados na grande Lisboa. 2001 – inauguração de novas instalações com oficinas certificadas com 2.400 m2 de área coberta, e parque de exposições com cerca de 8.000 m2. 2003 - criação da empresa Promotora Imobiliária Alonsos e Branco Lda. 2008 – criação da empresa Agrimog, Lda., direcionada essencialmente para a comercialização exclusiva dos produtos do setor agrícola. 2010 - criação da empresa Sociedade Agrícola e Turística Quinta da Cova Pombalina, Lda. Atualmente, o Grupo Alonsos e Branco, é composto por cinco empresas e conta com 40 colaboradores diretos, além dos 5 parceiros de vendas nos diversos concelhos. Em 2012, o volume de negócios do Grupo, rondou os 9.000.000 €. O Grupo tem pontos de venda em Mogadouro, na grande Lisboa, Amadora e Odivelas, Fundão, Macedo de cavaleiros e Carrazeda de Ansiães.

Jantar na Quinta da Cova Pombalina.

Gerência Grupo Alonsos e Branco. Da esq. para a dir.: António Alonso, Rogério Alonso e Francisco Branco.

Stand da empresa com as suas representadas Fendt, Landini, Kioti e Massey Ferguson, na Feira dos Gorazes em Mogadouro.

Alonsos & Branco, Lda • Recta do Vale da Madre - 5200-188 Mogadouro - T. 279 340 140 • F. 279 341 580 - Email: j.alonsos@mail.telepac.pt • www.alonsosebranco.pt

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Empresas Fotos e texto abolsamia

Tractolitoral inaugura

1º AGRICENTER em Portugal Em conjunto com o Grupo Same Deutz-Fahr, a empresa Tractolitoral inaugurou, em Albergaria, o primeiro AGRICENTER de Portugal. A Tractolitoral aproveitou também a oportunidade para, em simultâneo organizar um dia de “portas abertas” que contou com a presença de cerca de 250 pessoas. A revista abolsamia entrevistou Carlos Rios, da equipa comercial da Tractolitoral e Arnaldo Caeiro e Rui Bento da SDF Portugal acerca deste novo projeto. Abolsamia

O que é um

AGRICENTER? carlos rios AGRICENTER é um supermercado de peças e acessórios para a mecanização agrícola.

A Tractolitoral é a primeira concessão Same a inaugurar um AGRICENTER em Portugal. Que motivações vos levaram a aderir a este projeto? CR– Este projeto vem ao encontro de uma nova filosofia de prestar um serviço novo ao cliente. O cliente vem procurar uma máquina mas sabe que aqui poderá encontrar mais qualquer coisa para além disso. No fundo, uma imagem nova e mais completa, com uma Loja onde o cliente poderá encontrar tudo o que lhe faça falta. Que condições deve reunir uma concessão para poder abrir uma loja AGRICENTER? O investimento dependerá sempre da dimensão da loja que queiramos criar. O projeto AGRICENTER já existe no Grupo Same-Deutz Fahr há alguns anos. Está enraizado noutros mercados, nomeadamente no francês e rui bento

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destina-se a diversificar o negócio dos nossos concessionários, aumentando assim o volume de faturação de cada um. Quanto às condições necessárias para avançar num projeto destes, têm a ver essencialmente com a motivação mas também com a disponibilidade de instalações que se coadunem com este projeto. Sendo uma loja, há que ter funcionários e o espaço necessário ao seu funcionamento. arnaldo caeiro A Tractolitoral é o exemplo de empresa vocacionada para este tipo de negócio, pelo seu historial ao longo dos anos. Nesta empresa existe a motivação e a vontade. São proativos e conhecedores do negócio.

Esperam poder trazer novos clientes? CR – Esta aposta e investimento tem em mente não só trazer a nossa casa os já nossos clientes, bem como aumentar em 20/30 % a entrada de novos.

Grupo Same com o pessoal da Tractolitoral em Frente do Agricenter.

Aspeto interior do Agricenter.

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Empresas

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Que tipo de produtos se podem encontrar aqui? CR - Todo o tipo de produtos relacionados com a mecanização. Iremos complementar os nossos stocks consoante a necessidade que formos sentindo na procura dos nossos clientes. Que vantagens tem o agricultor em comprar num AGRICENTER? CR – Por um lado a personalização no atendimento, e por outro a diversidade da oferta de produtos, a par com bons preços.

aqui não se mostram as peças de manutenção normal, mas sim as que o cliente não pensava poder vir a comprar, mas que reparando nelas sentiu que afinal lhe fazem falta. Qual o tempo esperado para o retorno deste investimento? CR– Julgamos poder afirmar que em 3 anos será atingido.

Como está organizada a loja em termos de disposição de produtos? AC (SDF) – Toda a disposição dos produtos dentro da loja está pensada por forma a encaminhar o cliente e ajudá-lo a perceber a gama de produtos oferecida. Por exemplo,

Manuel Rios inaugurou o Agricenter.

Inauguração e discurso de boas vindas por Carlos Rios da Tractolitoral.

Javier Seisdedos, Diretor Geral do Grupo SDF, entregou o trator SAME Virtus 120 à Empresa Culturslide (Ovar).

Tractolitoral, desde 1981 A Tractolitoral nasceu como uma empresa familiar, em nome individual, no ano de 1981, através do seu fundador, Manuel da Costa Rios. No ano 2000 mudou a designação para Tractolitoral, Lda., continuando ainda a funcionar nas antigas instalações da M.C.Rios. Em 1994, iniciou uma parceria com o Grupo SAME que se estende até aos dias de hoje. A empresa começou por comercializar produtos para a agricultura e a pecuária até serem construídas as novas instalações da M.C.Rios, altura em que se fez a separação dos negócios, ficando os tratores e alfaias agrícolas aparte do restante negócio. Atualmente, o Grupo Same é o principal parceiro de negócios da Tractolitoral que tem como lema a boa relação Empresa/Cliente e como objetivo principal a qualidade da assistência pós-venda.

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Momentos New-Holland 2013

New Holland 2013

Retratos do Mundo New-Holland em Portugal de lés-a-lés.

Momentos

New-Holland Agro-Mecânica das Meãs New Holland T6.165 Sérgio Filipe Silva Abrunheiro e José Carlos (A-M.Meãs).

Auto Agrícola Sobralense Máquina de vindimar New Holland 9060L Germano Franco e sua esposa e Francisco Penedo (A. A. Sobralense).

Auto Agrícola Sobralense New Holland T4.105F Francisco Penedo (A. A. Sobralense), ao centro, e os irmãos João Carlos Pedro e Alexandre Pedro (Clemente Pedro e Filhos, Lda.).

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Apolinários Máquinas New Holland T8.368 Herdade Quinta do Manique Localidade Cortiçóis-Almeirim.

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New Holland 2013

www.facebook.com/NewHollandAgriculture

DB Tractores New Holland T4030 16X16 Artur Manuel Barata Lopes e seu pai, com toda a sua frota NEW HOLLAND

Jopauto, SA New Holland TK4020F SOM PLUS Carlos Barreleiro (Jopauto, SA) e Agostinho (tratorista da Quinta Dª Matilde).

Fialho, Correia & Lampreia

O Prado

New Holland T 7.210 Auto Command José Lampreia, José Manuel Inverno Cantigas e Luís Gomes (Agrária).

New Holland T6.155 João Massa Flor (O Prado) e António Manuel Simas Couto Resendes - Ponta Delgada.

Tractorusseira

Varanda & Cordeiro

New Holland T5.95 Tiago Correia e seu pai, Martinho Correia.

New Holland T4020 António Manuel Pinheiro - Meirinhos, Mogadouro.

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Tecnologia Texto abolsamia

Como usar os controlos do hidráulico convenientemente Muitos dos acidentes de trabalho, danos nas alfaias ou nos próprios tratores, são originados devido ao uso inconveniente do sistema hidráulico, já para não referir a deficitária capacidade de trabalho muitas vezes resultante do uso errado dos controlos hidráulicos.

Controlo de posição

Controlo de patinagem

A

lguns operadores acionam os comandos do sistema hidráulico tendo em vista apenas o levantamento ou abaixamento das alfaias, sem terem noção que o sistema hidráulico é muito mais que isso, estando este dotado de vários automatismos maximizadores das capacidades de trabalho e diminuição dos custos de produção. Em função da alfaia e da operação a realizar, deverá ser selecionado o controlo mais apropriado. Distinguem-se 4 formas de utilização do sistema hidráulico, como explicamos em seguida.

Posição ou altura

Controlo de tração Controlo flutuante (Float)

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Este controlo é utilizado para engatar todas as alfaias acopladas aos 3 pontos e para trabalhar com alfaias cujo funcionamento não exerce contacto com o solo (caixa, pulverizador, distribuidor centrífugo etc.). Para trabalhar com este controlo basta utilizar a respetiva alavanca/ comando, anulando contudo a alavanca/comando do controlo de tração. A cada posição da alavanca/comando do controlo de posição, corresponde uma altura dos braços superiores e inferiores do hidráulico.

Tração ou esforço

Este controlo é basicamente utilizado em operações de mobilização de solo médias e profundas (lavoura, escarificação, ripagem, etc.). Tem como particularidade possuir um sensor que efetua a avaliação da resistência do solo à alfaia, originando a elevação desta ou o retomar da sua posição de trabalho consoante a resistência seja maior ou menor. O sensor poderá estar colocado no terceiro ponto do trator, nas uniões dos braços hidráulicos ou na barra de atrelagem (para alfaias rebocadas). A sensibilidade com que o sistema deve responder depende fundamentalmente do tipo de terreno. Em terrenos mais compactos, deve-se utilizar menos sensibilidade, evitando assim que o sistema esteja sempre a levantar e a baixar.

Livre ou flutuante

Este controlo é utilizado para equipamentos dotados de sistemas de regulação de profundidade, tais como rodas e patins. Neste caso, a alfaia acompanha as irregularidades do solo, servindo o trator apenas para arrastar a alfaia. Para o controlo flutuante sugere-se a utilização das

Reportagem Produto seguintes alfaias: grade de discos, semeador, fresa, encordoador, etc.

Misto

Este sistema associa o controlo de tração com o controlo de posição, limitando desta forma a profundidade de trabalho. Assim sendo, o controlo de tração irá reagir até à profundidade selecionada no controlo de posição, evitando assim que o sistema desça em excesso. Consegue-se desta forma uma profundidade mais regular, uma vez que ao passar numa zona onde o solo oferece menor resistência, a alfaia tende a aprofundar até que o valor atinja o parâmetro para o qual o controlo de tração está regulado, porém isso não acontece porque a profundidade máxima está pré-definida pelo controlo de posição. Alguns tratores estão equipados com mais um controlo, sendo este claramente beneficiador do rendimento de trabalho. Estamos a falar do controlo de patinagem.

Controlo de patinagem

Em todos os trabalhos agrícolas, com destaque para aqueles em que o trator exerce uma maior força de tração, regista-se uma determinada taxa de patinagem,

sendo esta aceitável até cerca de 10 a 15 %. Valores superiores conduzem a gastos exagerados de combustível e pneus, diminuição da capacidade de trabalho, e degradação da estrutura do solo. A patinagem é medida em percentagem e obtém-se pela diferença entre a velocidade teórica e a velocidade real. A velocidade real obtém-se através dum sensor radar e a velocidade teórica é determinada por um sensor magnético colocado na transmissão do trator, já a diferença destas velocidades é calculada pelo computador de bordo do trator, vulgarmente conhecido por centralina. No decorrer do trabalho, o operador pode definir uma taxa máxima de patinagem. Quando a diferença entre a velocidade teórica e a real for igual à taxa máxima de patinagem definida, o sistema hidráulico atua e levanta a alfaia acoplada nos 3 pontos. Nesta situação, o sistema dá primazia ao valor definido como taxa de patinagem face ao valor determinado para o controlo de tração, a alfaia é aliviada, e consequentemente é diminuída a força de tração que esta está a exigir do trator.

Triturador para pomares de copas frondosas

Kuhn A TRP PRO Rev. da Kuhn é um triturador fora de sulco que foi especialmente pensado para trabalhar em condições difíceis em olivais, pomares de citrinos e pessegueiros, árvores cujas copas atingem diâmetros consideráveis e que após a poda deixam fileiras volumosas. Dotado de potentes martelos, pode-se engatar em posição frontal, traseira ou em posto invertido. Este equipamento incorpora um pick-up que permite reduzir as

fileiras de grande volume de maneira muito eficaz (3 contra-facas). O crivo duplo disposto na parte traseira da máquina só deixa passar os resíduos inferiores a 60 mm, sem penalização para a velocidade de deslocação da máquina. Por isso, consegue-se uma grande qualidade de produto triturado que facilita uma rápida decomposição dos resíduos lenhosos. Para maior segurança de operação, dispõe de uma cobertura de lona de para evitar projeções, conforme as normas CE.

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Empresas

Convenção Internacional Faresin

Faresin continua a inovar A Faresin reuniu distribuidores e clientes numa convenção internacional, em Itália, em setembro passado, para apresentar os mais recentes investimentos da empresa e as últimas atualizações a nível de produtos.

À esq.: Edgar Vasconcelos, Gerente da Tractorave, Distribuidor da Faresin para Portugal, com Sante Faresin, junto com distribuidores do Brasil.

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N

os últimos três anos, a Faresin investiu mais de 2,5 milhões de euros em pesquisa e desenvolvimento e quase 10 milhões de euros para aumentar a capacidade produtiva da empresa com tecnologia inovadora. Sante

Faresin, presidente do Grupo Faresin, referiu no seu discurso de abertura que este ano o volume de negócios da empresa deverá situar-se em torno dos 40 milhões de euros, o que representa um incremento de cerca de 20% face a 2012; um resultado que, segundo o mesmo, “ deverá duplicar nos próximos 5 anos a par com a duplicação do número de unidades produzidas previsto para 2017”. A Faresin Industries é uma empresa dirigida pela família Faresin, com sede e instalações de produção em Breganze, cidade italiana localizada na província de Veneto, no nordeste de Itália. A sua produção é garantida por 5 fábricas que incluem 3 linhas de produção, num total de mais de 24 mil metros quadrados de área coberta e cerca de 150 funcionários.

Sante Faresin, presidente do Grupo Faresin, durante o discurso de abertura.

Novos produtos Os desenvolvimentos apresentados de maior relevância centraram-se em atualizações de produtos devido à introdução das novas motorizações Tier 4 Interim ou Fase B e de novas transmissões, nomeadamente para os unifeeds TMR Leader Ecomode e para os carregadores telescópicos FH Compact. Outras inovações, apresentadas posteriormente no stand Faresin da Agritechnica, foram os carregadores telescópicos FH 9.30 Compact com extensão dupla e o modelo FH 8.40 Compact.

TMR Leader EcoMode

O reboque unifeed automotriz Leader foi apresentado na versão EcoMode 28 m3, sendo que a série oferece modelos

Empresas de unifeeds verticais, de 22 a 30 m3 que passam a incorporar motorizações FTP NEF de 151 to 181 kW Tier 4 interim ou Fase IIIB. A cabina é totalmente nova, mais espaçosa, e o apoio de braço reúne os principais comandos da máquina. Incorpora a nova solução eletrónica Vertical Cut que permite o corte perfeito da silagem na vertical.

modelo

Capac. (m3)

Potência (kW/HP)

Leader Ecomode

22

151

Leader Ecomode

26

181

Leader Ecomode

30

181

Carregador telescópico FH Compact.

TM Leader EcoMode, em trabalho.

Carregadores telescópicos FH Compact Na série FH Compact, as principais alterações introduzidas referem-se igualmente à adoção de novos motores Tier 4 interim ou Fase IIIB de 90 kW até 115 kW. Também ao nível da cabina houve alterações, quer no

acréscimo de visibilidade, quer no apoio de braços. Na transmissão, a série optou por uma solução de variação contínua com 1 (VPS) ou 2 unidades (VPSe – eletrónica). A gestão eletrónica combinada do motor e da transmissão

permitiram otimizar o consumo de combustível de acordo com a utilização. Outros melhoramentos referem-se ao aumento da capacidade do hidráulico, e ao controlo da velocidade da descida do braço.

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Comércio de Máquinas Agrícolas, Lda. CONCESSIONÁRIO:

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Máquinas Agr. e Florestais

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Tractores usados: Kubota M4500 (1983) c/ direção assistida - 6.500€ • Renault 651 c/ direção assistida • Same Delfino 35 DT (1980) - 7.500€

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Braga • Vila Real • Bragança Venda e Reparação de Máquinas Agrícolas

Tractores: Deutz-Fahr D4006 (1980) - 5.500€ • Deutz-Fahr DX 3500 DT - 15.000€ • Iseki 3210 DT (1988) - 7.450€ • New Holland TD90D DT (2004) - 16.500€ • New Holland TS110 DT (2006) • Shibaura SE2500 - 5.350€ • Valtra A85 DT (2007) - 22.500€ • Várias alfaias usadas TRACTORES E MÁQUINAS AGRÍCOLAS Tel.253 882 459 • Fax.253 880 336 • Tlm. 917 245 166 Rua do Gaioso nº 238 - Roriz - 4750-658 Barcelos

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Ferreira & Cª

, Lda

Concessionário dos tractores

USADOS: Tractores: Fiatagri 35-66 - 11.100€ • Fiatagri 55-85 - 8.500€ • Fiatagri 66-70 12.000€ • J.D 5500 - 16.000€ • Lamborghini R145 - 13.000€ • NH 35-66 - 9.500,00 • NH TN65V - 15.000€ • Same Dorado66 dt 25.000€ • Same Solar 55 rastos - 6.500€ • Same Tiger 60dt - 14.000€ • Zen-noh ZB7001 - 3.000€ • Temos alfaias usadas

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A. Castanheira G&F, Lda. CONCESSIONÁRIO:

nmp

Narciso Maria Pardal COMÉRCIO DE AUTOMÓVEIS NOVOS E USADOS

CONCESSIONÁRIO DOS TRACTORES

Tractores usados: Agrifull 55C • Case IH JX95 c/ cab. • Fiat 465 C (rastos) - 8.000€ • Fiat 470 DTV - 6.500€ • Goldoni Star 3050 • Itma C60 - 8.500€ • Kubota L245 • Lamborghini Runner 450 • Massey Ferguson 274C - 15.000€ • Valpadana 300 DT - 3.500 • Várias alfaias usadas em stock

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Tractores: Agrifull 50 DT - 12.000€ • David Brown 1190 (1983) - 3.000€ • Fendt 260 S • Ford 3910 (1984) - 6.500€ • Ford 3930 DT (1992) - 11.500€ • John Deere 1030 (1976) - 5.500€ • Lamborghini Sprint 674-70 DT (1997) • Landini 4035 DT (1998) • Landini Alpine 80 c/ cab. (2011) • Landini DT8860 (1996) • Landini Powerfarm 80 (2011) • Massey Ferguson 5465 (2004) - 30.000€ • Mitsubishi MTE 200 D - 4.250€ • New Holland T6090 (2010) • Mais alfaias usadas

Tractores: Case IH 4230 DT (1995) 12.500€ • Fiat 70-88 (1992) - 12.500€ • Goldoni C55 N (rastos) - 12.500€ • Kubota B6000 DT • Kubota B7000 DT • Massey Ferguson 165 (1977) - 2.500€ • New Holland 80-66 S DT - 15.000€ • Reboque p/ motocultivador - 800€ • Várias alfaias usadas

PEÇAS

R. Lino Aguiar, lote 24 - Zona Industrial - 5400-674 Chaves • Telf. 276 340 740 - Fax 276 340 741 E-mail: gerencia@acastanheira.com Visite-nos também em : www.acastanheira.com

USADOS: Retroescavadora Komatsu (c/ nova) Tractor Kubota M85 c/ cabina

R. dos Barreais - 5225 Sendim Telf.273 739 115 • Fax.273 739 113

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USADOS Tractores: Fiat 55-85 (rastos) • Ford 3910 (1987) • Ford 6600 • John Deere 1850 DT (1990) • Lamborghini 674-70N DT (1994) • Massey Ferguson 240 DT (1992) • Mitsubishi D1600 • New Holland TN55D • New Holland TN85FA • Same Silver 80 DT (1997) • Universal 350 (1983) • Corta-forragem JF FH1300 • Bio-triturador Honda BIO 190 (2009)

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Porto

AUTO AGRÍCOLA SÃO CRISTÓVÃO

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CONCESSIONÁRIOS

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• Agitadores de Fossa • Caixa de Carga Basculantes • Calcador de Terra Cilindro • Carregadores

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CONCESSIONÁRIO PARA DISTRITO DO PORTO

R. de Lagoa, 184 - 4485-378 Macieira da Maia Vila do Conde • Tel. 252 661 230/496 • Fax 252 661 496 • Email: tractorave@sapo.pt www.abolsamia.pt/clientes/tractorave

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• Forquilhas Traseiras / Traseiras p/ transportar fardos • Fresas e Escarificadores • Grades de Dentes • Gruas Hidráulicas com engate aos 3 pontos

• Pás Niveladoras (Arrastadores) • Rachadores • Reboques • Semeador de Batata

Porto

FABRICANTE DE ACESSÓRIOS PARA ALFAIAS AGRÍCOLAS

Peças para Escarificadores R19+R21

Formões

Bicos de Escarificador Assulcadores

Peças para Charruas Cantos

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Facas para Fresas e Rotofresas (Multimarcas) Rua das Ferraduras n.º 31 4620-056 Caíde de Rei T. 255 829 548 • M. 919 737 462 / 967 193 303 Email. horsetec.lda@gmail.com www.facebook.com/Horsetec

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Departamento Comercial Rua Dr. Valentim Figueiredo, nº 152 4755 - 144 Courel | Barcelos Fax: 252 951 724 • agricourel@portugalmail.com António Martins: 917 605 892 | Ilido Martins: 938 527 379 Armindo Martins: 933 775 700 | Vitor Araújo: 912 840 890

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Aveiro AFONSO DE OLIVEIRA COSTA & FILHOS, LDA.

Comércio de Máquinas e Alfaias Agricolas, Lda

Concessionário

ALFAIAS

USADOS Tractores: Massey Ferguson 135 • Mitsubishi MT300 • Renault 60 •

Same Laser 130 • Ursus 3512 • Giratória de rastos: Hitachi EX 30

Tel. 231 510 110 / Fax. 231 510 116 • Moita 3780 Anadia • Email: acosta9000@sapo.pt

Tractores Usados: • Agria 9900 • John Deere 1020 Lezírias • 3780-175 S. Lourenço do Bairro - Anadia Tel.: 231 516 360 • Fax 231 104 593

Daniel Alves da Mota

Concessionário Comércio e Reparação de Máquinas e Alfaias Agrícolas

IMPORTADOR DE MÁQUINAS E PEÇAS ORIGINAIS

CONCESSIONÁRIO

Envio para todo o pa ís

USADOS Tractor Deutz-Fahr DX 50 V • Iseki 3210 DT • Shibaura S325 c/ alfaias Fresas: Galucho FL1R2000 • Galucho FR2000 • Charrua Ribatejo 3F • Cisterna 6000 L • Mais alfaias usadas em stock Tel. e Fax: 234 932 253 • R. das Gatas, 28, Apt. 21, 3800-781 Eixo - Aveiro E-mail: joseduartefesteves@sapo.pt

Reparação de máquinas Agrícolas

Peças para desfolhadoras de milho Benac e Bearn

Venda de Usados

Consulte-nos! 910 265 682 967 391 962

E.N. 109, Nº173, 3840-041 Calvão - VGS Tel. 234 781 112/234 782 701 Fax 234 782 065

Máquinas Agrícolas e Lubrificantes

Rua das Televinhas 166 Corga do Lobão 4505-468 Lobão Tlm: 910 265 682 / 967 391 962 Email: andremota1993@hotmail.com www.abolsamia.pt/clientes/danielmota

RURAL ANTUÃ Comércio de Máquinas Agrícolas, Lda.

CONCESSIONÁRIO PARA O DISTRITO DE AVEIRO

Importador de automotrizes, gadanheiras, enfardadeiras e outras máquinas

Rua Padre António Garrido — Arrotinha — 3860-385 Estarreja Tel 234 841 465 • Fax 234 843 106 • Email ruralantua@sapo.pt

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Aveiro • Viseu • Guarda

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Auto Henrique Bráz & Filhos, Lda

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Fábrica - Tel. 232 607 076 • Fax 234 781 356 Tlm. 939 262 886 - Águas Boas 3560-010 Sátão E-mails: jose.l.mota@hotmail.com • jose.l.mota@sapo.pt www.abolsamia.pt/clientes/mota

COMéRCIO, ASSISTêNCIA E REPARAçãO DE Máq. AGRíCOLAS E EqUIP. INDUSTRIAIS, LDA. Concessionário

Concessionário dos tractores

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Guarda • Coimbra M.T.A.

Av. de São Martinho, nº6 Alto de Arrifana • 6300-035 Guarda Tel. 271 238 977 • Fax 271 230 952 Filial: Fundão - Tel. 275 751 050 Email: mta.vendas@mta.pt • site: www.mta.pt

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Coimbra

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Pedros (Fig. da Foz) • 3080-761 Bom Sucesso T.231 441 297 • F.231 441 615 Tmv. 966.006.755 • Email adacurcio@iol.pt

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Tractores: Deutz-Fahr D5006 • Fiat 45-66 DT • Hürlimann H305 XE DT • Kubota L2550 DT • Lamborghini 564-60 DT • Shibaura SP6040 DT turbo • Cavadora Joper 3090-431 - Alqueidão, Figueira da Foz Telf.: 233 940 871 • Fax: 233 940 378 Email: geral@agromondego.pt

Agro-Mecânica de Meãs, Lda.

Venda e Reparação de Máquinas Agrícolas

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TRACTORES FORD - FIAT

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USADOS - Tractores: New Holland 70-66 DT • New Holland TL90 c/ cab. • Same Delfino 35 • Enfardadeira John Deere 336 A • Máquinas de rega Est. Nacional 111 (Est. Coimbra - Fig. da Foz) 3140-166 Meãs do Campo T/F: 239 629 607 • Tlm.: 963 405 656 / 7 / 8 E-mail: agromecanica.meas@sapo.pt

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• Agrifull 80 DT • Fiat 50-66 DT • Iseki 1901 DT • Kubota: 1702 DT • ZL1-22 DT • MF: 1230 DT • 168 • NH: TN55 DT • TS90 DT • Same Explorer 70 DT • Shibaura: ST329 DT • ST333 DT • TYM T330 DT • Valpadana

USADOS: Tractores: David Brown 990 • Fiat 35-66 DT • Fiat 420 • New Holland 1220 • Retroescavadora p/ tractor + 60 cv BETONEIRAS E DUMPERS M I R A L

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USADOS: Tractores: Branson 6530R • Fendt 614 LS Turbomatik • Fiat 160-90 • Fiat 750 • Fiat 88-94 DT • Massey Ferguson 595 • New Holland 110-90 • Arrancadores de batata • Cavadora • Ceifeiras debulhadoras • Charruas • Chisel • Colhedora de forragem • Corta-silos • Descarolador de milho • Distribuidor de sementes • Encordoador de feno • Enfardadeiras • Ensiladoras • Espalhador de estrume • Espalhador de palha • Frentes de cereal • Frentes de milho • Fresas • Gadanheiras • Grade de discos • Grua industrial • Pá niveladora • Plantador • Pulverizador • Retroescavadora p/ tractor • Retroescavadora • Rotorfresa • Rototerras • Semeadores • Triturador de palha • Unifeeds • Volta-fenos • Furgão • Veja mais máquinas e peças desmontadas no MICROSITE www.abolsamia.pt/clientes/maquifetal

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USADOS Tractores: Agrifull A80 DT (1989) - 9.500€ • Ford 1920 DT - 7.500€ • Landini 4500 (rastos) - 4.500€ • LS N47 (2006) 8.500€ • New Holland TN60A STD DT (2007) • New Holland TN95F c/ cab (2004) - 20.000€ • Pulverizador Rocha 600 Lt 1.500€ • Reboque espalhador de estrume Galucho - 5.500€ • Retroescavadora New Holland NH95 - 17.000€

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Leiria • Santarém AGRIPÓVOA DE SANTARÉM,LDA

Concessionário

USADOS: Tractores: Fendt Favorit 514, Fendt 512C • Ensiladoras automotrizes: Claas 800, 820 e 840 • Enfardadeiras: Claas Quadrant 1200 • Hesston 4700 • Morra MR1200 • Reboques: Fliegl Gigant ASW 268 • Gilibert Delta 110 • Vasto stock de máquinas e alfaias usadas em stock.

USADOS: Fendt 822 • MF 1010 DT c/ fresa Joper 1m • MF 274C (rastos c/ bulldozer) • Carreg. frontal Galucho • Ceif. deb. NH 8055 (c/cabeça trigo/milho) • Charrua Galucho 1F-90º • Depósitos Herculano 3000 L • Fresa Joper 1 mts • Fresa Joper 2,60 mts • Gad. discos JF 2 D. • Moinho triturador c/tegão • Motoc. Ferrari • Portapaletes c/ garfos • Rototerra Agric BM90.

Sede: Urb. Fonseca, Lt.9 • Tel.236 942 125 3105-439 Vermoil - Pombal Pq. Expo: IC2/N1 - Travasso - Pombal Tel.Peças: 236 942 036 Fax: 236 942 122 www.agrovergeira.pt • geral@agrovergeira.pt

R. Alexandre Herculano - 2000-532 Póvoa Santarém Tel. 243 429 567 • Fax. 243 429 730 E-mail. geral@agripovoa.pt

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www.agripronto.com Email: info@agripronto.com

TRATORES USADOS: Barreiros 70 • Case-IH 585 DT • Deutz-F.: 5506 - 8006 DT • Fendt 309 DT • Ford 4830 • Ford 3000 • JD 6610 DT • JD 2030 • JD 2250 DT • JD 2850 DT • JD 3040 • Landini 10000 • MF 3630 DT • MF 5445 DT c/cab. Cabena • NH TD85D DT c/cab. • NH TN70 DT • Same Solaris 45 DT • Same Solar 60 DT • Same: Explorer 90C R • Silver 80 DT • Silver 110 DT • Universal 445 • Valmet 805 • Valmet 8000 DT c/cab. • ESCAVADORAS: Mini esc. Bobcat LS170 • Retros: Case 580 Super k • MF 50 • EMPILHADORES: Isuzu: 2,5 t (diesel) • Manitou: 2 t (diesel) - MB 3 t (diesel) • ÚLTIMAS AQUISIÇÕES P/ PEÇAS: Tratores: Carraro Agroplus 85 DT • Case CS • Deutz-F.: Dx 3.50 DT - Agrotron 130 • Ebro 6079 DT • Fendt 280 - 307 DT - 308 DT • Fiat: 35-66 DT - 45-66 DT - 60-66 DT - 80-66 DT - 100-90 DT - 110-90 DT • Ford: 1720 DT - 2600 - 5640 DT - 6610 - 7740 DT • Hinomoto C144 DT• Hürlimann: Prince 45 DT - XA306 DT • Iseki 4320 DT • JD: 946 DT - 3040 DT - 3350 DT - 4400 DT - 5500 DT - 6100 - 6300 DT - 6620 DT - 6800 • Kubota: L285 - L2550 DT • Lamborghini: 235 - Premium 950 DT - 874-90 DT • Landini: 65 DTF - Globus 60 - Trecker 55 (rastos) - 8860 DT • MF: 174 DT - 3650 DT - 396 TC (rastos) - 1030 - 2640 DT - 3090 DT - 4270 DT - 6180 DT • NH: TDD90D - TS115A DT - M100 DT - M160 DT - TNF95 DT - TL90 DT • Renault 120-54 DT • Same: Solar 60 DT - Laser 110 DT - Solaris 45 DT - Delfino 35 DT - Laser 150 DT - Minitaurus - Argon 50 DT - Dorado 70 DT - Rock 60 (rastos) • Steyr 9094 DT • Steyr 975 DT • Valmet: T130 DT 455 DT - 655 DT - 805 DT - 6400 DT - 8000 DT • Yanmar 336D DT – 241 • Telescópica: JCB 525-67 • Manitou MLA 627 Maniscopic • Retro: Case: 580 G - 580 Super k • CAT 428 • Fermec 860 DT • JCB 3CX • Komatsu WB97R • New Holland LB110 DT • Eixos:

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novembro / dezembro 2013 · ABOLSAMIA

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A nossa experiência ao seu serviço

Tractores: Ford 7840, 110 cv - 12.500 € • Ford 7840, 110 cv - 15.000 € • Lamborghini 110 DT, 110 cv - 12.500 € • MF 399, 110 cv - 16.000 € • MF 4370, 125 cv - 17.500 € • MF 5445, 95 cv - 20.000 € • NH T6070, 220 cv - 45.000 € • NH TG285, 285 cv - 52.500 € • Same Antares 110 DT, 110 cv - 15.000 € • Same Silver 100.6 - 27.500 € • Cisterna Joper C8000DE, - 8.500 € • Distribuidor de adubo Euro Spring - 1.500 € • Reboque espalhador de estrume Herculano H4R6000 - Eur: 5.500 € • Semeador Solá 19 L p/ cereal - 2.000 € • Semeador de batatas 2 linhas - 3.500 €.

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Tractores usados: Case 4230 INT., 90 cv • Fendt 412 VARIO, 130 cv • Fendt 816, 190 cv • Fendt 926 Vario, 290 cv • Fendt Xilon 524, 140 cv • JD 6420 S, 125 cv • NH TD95A c/ cab. • NH TN95FA c/ cab., 95 cv • Renault 70-14 SP DT c/ c. frontal • Renault Temis 610X , 110 cv • Rau ROTOTILER 3M • Espalh. Adubo Solá 3000L • Arranc. batata Fialho 1 L • Barra deserv. 3L • Camião Volvo Porta-máquinas c/ grua • C. frontal Tenias c/ kit suporte p/ JD Série 6000 • Charruas: Galucho 5 F - Galucho CHF 4 - kverneland 4F Non Stop • Depósitos Rau 200L P/FENDT GTA • Gadanheira Gaspardo 5 DISCOS • Pré-podadora Gregoire • Pulv.Rocha 800L c/Barra 12m • Rototerra Amazone kG303 3 m • Sachador Fialho 1 L • Sachador Fialho 3 L • Semeador Agricola Italiana pneum. 2L.

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Usados: Case IH 845 DT • Hürlimann XT909, 95 cv, c/ carregador frontal Tenias B3 • NH T6050, 126 cv • Grade de Discos Herculano HVR 22x26"

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Tractores: Fendt 103 • Ford 4600 • Massey Ferguson 165 • Abre regos Galucho • Charruas: Galucho 2F-10" • Galucho 2F-14" Hidr. • Escarificadores: Galucho 7 bicos • Ribatejo 5 bicos • Fresas: Joper 1,10 mts • Joper 1,60 mts • Lâmina Galucho 2 mts • Porta-paletes 1600 kg • Vibrocultor kongskilde

Ceifeira debulhadora: John Deere 1075 (p/ peças) • Colhedora de batata Barigelli Universal T • Pulverizador Hardi Mk600 • Charruas: Galucho Europa CHF 4-12/18 • Galucho D428 H (discos) • Rototerra Rau RWP 30

Usados: Empilhador Moffet 1600 kg para atrelar a camião • Empilhador Steinbock 2500 kg (diesel) • Forwarder Valmet 862 Turbo c/ grua Cranab • Tractor Valtra 6400, - 15.000 €

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Tractores usados: Ford 6600 DT, (1980) • Ford Dextra 2000, (1965) • Hinomoto C174, (1988) • Iseki T7000, (1983) • JD 2020, (1969) • MF 135, (1970) • MF 188, (1972) • NH TC21D, (2006) • Same Delfino 35, (1988) • Same Silver 80 VDT, (1999) • Satoh S750D, (1979) • Suzue M1803D, (1984)

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Alburitel — 2490 Ourém Tel. 249 566 404/249 561 147 • Fax 249 566 536 E-mail: geral@alburitelense.com www.abolsamia.pt/clientes/alburitelense

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www.abolsamia.pt/clientes/nobreprata

Concessionário

TRACTORES USADOS • Case JX80, 80 cv (2005), com cabina, pneus Michelin e 1000horas • New Holland TDD80 DT, 80 cv (2004)

www.abolsamia.pt/clientes/sobralense

SAPAGRIC,

Lda.

Com. de Máq. Agríc., Viaturas e Acessórios, Lda.

AGROMAR

Tractores EQUIPAMENTOS USADOS:

Tractores: Case IH 845 DT • Lamborghini R503 DT • New Holland TN60 A com carregador frontal Galucho • New Holland TN75 V com carregador frontal Galucho • Same Solaris 50 DT • Várias alfaias Galucho

Sede: R. 25 Abril, 28 - Igreja Nova - Mafra • Tel. e Fax.: 219 279 391 • Tel. 219 270 956 Filial: R. Teresa de Jesus Pereira, 41 - Torres Vedras • Tel. 261 324 442 E.mail: autoigrejanova@gmail.com

www.maquisintra.pt

J. BARREIRÃO DUARTE TRACTORES USADOS: Case IH 733 DT • David Brown 880 • David Brown 995 • Ford 3710 DT c/ car. fr. • Landini 75 cv • MF 135 • MF 35 X • Renault 60

Av. 10 de Agosto, 180 - Pobral 2655-135 Carvoeira MFR Tel: 21 960 90 10 • Fax: 21 960 90 18 geral@maquisintra.pt

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Tel. 219 613 180 • Tlm 917 300 953 Seixal - S. João das Lampas 2710 Sintra

Alfaias

Motocultivadores

Tratores: Holder AG3 • Same Delfino 35 • Shibaura SD 5040T • Internacional 484 • Reboque espalhador de estrume 6000kg • Pulverizador Rebocável 2000Lt. • Charrua 1F-18 Av. Nª Sra. da Purificação, 92 • Sapataria 2590-430 Sobral de Monte Agraço Tel 261 78 63 27 • Tmv. 91 722 78 08 Fax 261 78 50 53 • E-mail: sapagric@sapo.pt

Mecânica Auto Terrugense,Lda. TRACTORES

MOTOENXADAS e MOTOCULTIVADORES

USADOS: Case IH JX 1090 U c/ cab. • Claas 456 RXc/ cab. • DB 885V • DB 995 c/ car. fr. • Fiat 100-55 R • Fiat 450 V • Fiat 70-65 R (2x) • Ford 1910 DT • Lamborghini C553 R • MF 1260 DT • MF135 • Renault 70 S • Same Explorer II 90 DT • Reboque Joper 4000 kg

R. da Indústria - Casal do Rodo 2640-216 Encarnação Tel 261 855 316 • Tlm. 965 103 782 Fax 261 858 737 Email: martinho.j.r@clix.pt

SEVERINO MATOS CARDOSO & SUCESSORES, LDA.

M. FORRAGEIRO MÁQUINAS P/ JARDIM

ALFAIAS

Largo de Sto. António - 2710 Terrugem - Sintra Tlm. 964 017 864 - 963 388 206 • F. 219 618 304 email: autoterrugense@sapo.pt

R. Sabugueiro, 4 - 2950-734 Qta. do Anjo (Palmela) T. 212 336 500/ 212 870 192 • F. 212 336 515 geral@smcsucrs.com • www.smcsucrs.com

Setúbal • Portalegre • Évora

de 20 a 45 CV

USADOS Same Explorer 70 • Cisterna Joper 5000 L • Despampan. I.David Corte lateral • Despamp. Terral Hidráulica • Intercepas Spedo de discos rotativos 6 Reboque Herculano 3500 kg • Charrua Galucho 1F-13" 45º • Grade discos 16x20” • Subsolador Xico FER 300 BOMBAS • REGAS • TUBOS • QUADROS ELÉCTRICOS E ELECTRÓNICOS • ALFAIAS AGRÍCOLAS • MONTAGEM E ASSISTÊNCIA

Av. Liberdade, 89 • 2965 águas de Moura Tel e Fax 265 912 333 • Tmv 965 806 599

CORDEIRO, RAMOS & ROMÃO, LDA Comércio e Reparação de Máquinas Agrícolas Pneus - Mecânica Geral

Importador:

USADOS: Tractores: Fendt 105 S • Massey Ferguson 3090 DT Ceifeira debulhadora Claas Mercator 75 • Chisel Zazurca 11 bicos • Vibrocultor kongskilde Vibro Flex 11 bicos.

Revendedor

Paraíso do Alentejo - 7570 Grândola Tel. 269 442 476 - Fax 269 498 145

Com. e Rep. de Aut. e Máq. Agríc. CONCESSIONÁRIO

Júlio, Caeiro & Marques,Lda.

Comércio de Máq. Agrícolas, Peças e Reparações

Tractores Enfardadeiras Ceifeiras

USADOS: Motoenxada Honda F560 • Semeador Monosem 4 L • Tractocarro UFO

R. Tenente Coronel Salgueiro Maia 7570-310 Grândola • Tel./Fax 269 441 084 e-mail: jjromaolda@gmail.com

USADOS Ceifeira deb. JD 1170 c/ cab. A/C • Escarificador Galucho 13B • Fiat 6066 DT • JD 6910 c/ cab. A/C • UTB 643 Pq. Ind. e Tecn. de Évora Rua Circular Nascente, Lote - 23 7005 - 326 ÉVORA Tel : 266 701 772 • Fax. 266 703 040 E-mail: caeiro@sapo.pt

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Évora Agente oficial

Concessionário

AQUIDIANA

Máquinas e Equipamentos Agrícolas, Lda.

USADOS - Tractores: Case 845 DT • Massey Ferguson 390 DT c/carregador frontal • Massey Ferguson 398 DT • Same Drago 120 • Same Antares 130 • Ebro 470 simples. Máquinas e alfaias agrícolas: Charruas: kverneland EG 4 ferros • Escarificador: Galucho E9D e E13D • Grades discos: Galucho GLHR 22-24 e 24-26 • Galucho GPR 16x28 c/rodas • Retraçador Berti de 1,80 mts • Condicionadora New Holland 447 • Rolo destorroador Fialho 4 Diversas gadanheiras usadas + condicionadoras Mais alfaias usadas em bom estado

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Mariano J. Pegacho, Lda.

Oficina de Automóveis, Máquinas Agrícolas e Industriais

Concessionário

USADOS Tractor Fiat 70-80 • Fiat 80-66 com carregador frontal • Steyr 145 cv, 145 cv em muito bom estado Parq. Ind. • 7045-663 Vimieiro ARL Tel. 266 467 202 • Fax 266 468 118

ALTO ALENTEJO

Tractores: FENDT, 312 c/ vibrador Halcon • JOHN DEERE: 2850 c/ cab.• 2850 • 3650 c/ cab. + c. front. Lopez Garrido • 6310 • 5215 • 5100 GF c/ cab • MASSEY FERGUSON: 4270 c/ cab +AC 4245 • 399 DT • NEW HOLLAND:TS100A • T6070 c/ c. frontal • TM155 • SAME Antares 100 • Rolo duplo compactador Tramagal • Plastificador kuhn • Reboque Herculano 16000 kg • Enfardadeira JD 570 • Corta-mato Galucho CM 1800 • Grade de discos GLHR-20-26”-H / GLHR-20-24”-H / GPR24-28”-H COM RODAS • Charrua kverneland 5F • Semead. a linhas de 3M c/ 24L • Pré-pod. Lagarde • Veículo multiusos kawasaki Mule 550 • Despamp. Xico (usadas e novas) • Dist. Adubo Solá susp. mod. 1500 L. • Trituradores: Perfect / Lagarde/ Serrat • Unifeed Compar • Pulv. Hardi • Enxofradeiras Xico Várias alfaias usadas em stock Consulte-nos

Tlm: 966 924 178 / 963 053 206

Évora • Beja CAMEIRINHA MÁQUINAS AGRÍCOLAS

• Case IH 2150 DT c/ car. fr. • Claas Nectis 257 c/ cab. • Renault 70-14 c/ car. fr. • Renault 80-14 F • Renault Fructus 140 c/ cab • Same Falcon 50

LAMPREIA

Máquinas Usadas: Tractor Case IH JX 100 U Mais alfaias usadas em bom estado

USADOS: • Fiat 80-66 DT, 80 cv • Same 110 cv, 110 cv • Same Fruteto 70 cv, 70 cv

R. D. Afonso III, 7800-050 Beja • Tel. 284 313 300 Email comercial@cameirinha-ma.pt

TRACTORES: Agrifull: 110 DT - 12.500€ • 140 - 8.000€ • 65 DT - 8.500€ • 80 - 6.500€ • 80 DT • 80 DT - 12.000€ • Carraro 920 - 7.500€ • Case-IH: 1125 - 7.500€ • 1394 DT - 5.000€ • 70 cv c/ car. fr. Galucho - 8.000€ • 7455 - 7.500€ • 90 cv - 9.000€ • 955 - 6.000€ • Caterpillar: D3 (rastos) - 9.000€ • D4D (rastos) - 7.000€ • D5D (rastos) - 10.000€ • Deutz-Fahr: 110 cv c/ car. fr. - 10.000€ • 130 cv c/ cab. - 8.000€ • 70 cv - 8.000€ • 7806 DT - 7.000€ • Deutz-Fahr D40 S - 1.500€ • Ebro: 1025 - 7.000€ • 684 - 1.000€ • Fiat: 110-90 c/ cab. A/C - 17.000€ • 14090 c/ cab. A/C - 17.500€ • 420 - 2.000€ • 55-65 R • 80-66 - 10.000€ • 80-66 DT • 90-90 - 11.000€ • Fiat 90C (rastos) - 15.000€ • Fiatagri 14090 c/ cabina • Ford: 5000 - 2.500€ • 5610 DT - 10.000€ • 5610 DT - 10.000€ • 6600 - 3.000€ • 6610 - 7.000€ • 6610 DT - 6.000€ • 6810 DT - 6.000€ • 7600 DT - 5.500€ • 7610 • 7610 DT - 6.000€ • 7610 DT - 10.000€ • 8210 • 8210 - 10.000€ • TW 25 - 5.000€ • International 745-S • Itma 80 cv (rastos) - 5.500€ • John Deere: 2030 • 2130 - 2.500€ • 2850 • 3040 - 5.000€ • 3150 • 3350 - 10.000€ • Lamborghini: 106 - 7.500€ • 80 cv (rastos) - 10.000€ • 874-90 - 12.000€ • Landini 7680 - 7.500€ • Massey Ferguson: 390 DT - 10.000€ • 4370 DT • New Holland: 6640 • 80-66 DT - 15.000€ • 8670 • 8670 c/ cab. A/C - 30.000€ • TD90D • Tk100 (rastos) - 20.000€ • TL100 - 17.500€ • TL100 c/ cab. A/C 20.000€ • TM165 • Renault: 120 cv - 10.000€ • 95 cv c/ cab. A/C - 10.000€ • Same: 100 - 6.000€ • 70 cv - 5.000€ • 80 cv - 5.000€ • 85 cv 5.000€ • 95 cv - 7.500€ • Valmet 1180 - 15.000€ • Zetor: 70 cv - 5.000€ • 80 cv - 5.000€

Bomba - 2.500€ • Carregadores frontais: Fialho p/ Fendt - 2.500€ • Galucho: p/ Fendt - 1.500€ • Profissional p/ Same - 3.000€ • Ceifeiras debulhadoras: Case-IH 1440 c/ cab. A/C - 20.000€ • Claas 68 (rastos) (A) - 7.500€ • Fiatagri 3500 (rastos) (A) - 10.000€ • John Deere: 1055 - 12.500€ • 1075 - 12.500€ • Laverda: 112 (rastos) (A) - 7.500€ • 132 (rastos) (A) - 7.500€ • 3400 - 15.000€ • 3650 15.000€ • M100 - 10.000€ • M120 - 4.000€ • M132 - 10.000€ • M152 - 10.000€ • New Holland: 8040 - 10.000€ • 8050 - 12.500€ • 8050 (rastos) (A) - 7.500€ • Charruas: Galucho: 2F-14" hid. - 1.000€ • 2F-16" hid. - 2.000€ • 3F-13" hid. - 2.000€ • Chisel Halcon 7x9 - 2.000€ • Cisterna 5000 lts - 2.000€ • Enfardadeiras: 1200 (f. gigantes) - 5.000€ • 2100 c/ picador - 30.000€ • Claas 1150 - 15.000€ • Hesston (f. gigantes) - 5.000€ • John Deere: rolos c/ câm. fixa - 10.000€ • rolos c/ câm. var. - 10.000€ • Rivieri Casalis c/ carrinho - 15.000€ • Ensiladora John Deere 1 linha - 1.500€ • Frentes de milho: Laverda 4 linhas p/ 3500 • New Holland 4 linhas p/ 8040 • Gadanheira New Holland 1500 - 5.000€ • Gadanheira condicionadora Laverda automotriz - 5.000€ • Grade de discos: Galucho 28x24" - 2.000€ • A2CP 24x24" - 3.250€ • GLHR 28x26" - 7.000€ • GPR 16x28" - 5.000€ • Máquinas de rega - 3.000€ • Riper: 3F - 1.200€ • Galucho 5F 2.000€ • Semeadores: Gaspardo 4 linhas c/ adubador - 2.000€ • Massey Ferguson: 3,00 mts - 2.500€ • 4,00 mts - 4.000€ • Monosem 4 linhas - 6.000€ • Stara Sfil 3,00 mts - 10.000€ • Tarara Denis D100 - 1.500€

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USADOS: Tractores: Ford 3000 • John Deere 2140 • Same lazer 130 • Unifeed Trioliet SOLOMIX 400 • Vibradores autom. p/ colheita de azeitona De Masi SHA 19GDI • Carregador frontal El leon • Ceif.deb. NH 8040 • Ceif.deb. NH 8060 • Charrua Galucho CH 2F16H • Charrua Joper Vinhateira • Charrua Nardi • Charrua Solano Horizonte • Colhedora de batata Grimme HL 750 • Depósitos 5000 L • Enfardadeira Deutz-Fahr • Enfardadeira Rivieri Casalis R49 • Frente de cereal JD. Várias alfaias em stock. Consute-nos!

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